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Projeto baseado na Educação Permanente como ferramenta transformadora para atuação em laboratório de Análises Clínicas
Terezinha de Jesus Cabral Martins 
Resumo
Dentro do contexto da área da saúde é imprescindível que haja sempre a capacitação profissional contínua como fundamento primordial para uma atuação com qualidade e eficiência. Diante disso, a Educação Permanente pode colaborar com ações de habilitação nas organizações, haja vista que se fundamenta na aprendizagem e capacidade de modificar as práticas profissionais. Por isso, este estudo sugere um projeto de capacitação voltado aos profissionais da área analítica de laboratórios de análises clínicas, utilizando-se dos fundamentos da Educação Permanente, buscando cooperar para um crescimento em grupo, na pesquisa de problemas e soluções à organização. O contexto desse projeto de capacitação, os trabalhadores desenvolverão exposições acerca dos seus setores de atuação para os demais profissionais, com o intuito de padronizar na área analítica interpretações e resultados de análises, o que possibilitará uma experiência vasta do laboratório e promoverá possíveis mudanças. Além do mais, instigar a equipe a buscar avaliar problemáticas do dia-a-dia e deparar soluções. Por meio dessa sugestão de projeto almeja-se que tenha cada vez mais o apoio e estimulo a equipe de profissionais para que deem prosseguimento ao projeto e atrelados expandam novas propostas à organização, com intuito de buscar sempre a melhor qualidade, otimização aos serviços prestados e dedicação aos pacientes. 
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RESUMO
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Palavras-chave:	Educação permanente. Capacitação profissional. Laboratório de Análises clínicas.
Introdução
Dentro do contexto da área da saúde é imprescindível que haja sempre a capacitação profissional como fundamento primordial para uma atuação com qualidade e eficiência. Esta tem sido cada vez mais necessária no intuito de propiciar serviços eficientes e profissionais qualificados para lidar com diferentes situações que porventura possam ocorrer durante sua atividade. A capacitação profissional busca em uma instituição promover a aprendizagem organizacional, que dispõe que o aprendizado aplicado aos trabalhadores seja abrangente, compartilhado para uma ação conjunta, nos quais estes entendimentos sejam assimilados e representem uma modificação organizacional. Tendo esse encalço por transformações o processo de Educação Permanente. 
A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (Pneps) foi estabelecida através da Portaria nº 198/GM de 2004, com a incumbência de propiciar formação e desenvolvimento de profissionais da saúde, como um planejamento do Sistema Único de Saúde. Além disso, foram dispostas novas diretrizes e estratégias, pela Portaria nº 1.996/GM de 2007, e as ajustando às diretrizes operacionais e ao regulamento do Pacto pela Saúde e de Gestão (FRANÇA et al., 2017; BRASIL. Ministério da Saúde, 2004; BRASIL. Ministério da Saúde, 2009). 
Tem-se que a Educação Permanente é fundamentada na aprendizagem e perspectivas de mudanças nas práticas profissionais, utilizando problemáticas reais que aparecem na rotina profissional, e exige a conexão de conhecimentos e ensejo pelo aprendizado interdisciplinar, ou seja, aliando teoria a prática. Ela tem que ocorrer de modo descentralizado, participativo e transformador, englobando, desse modo, as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SILVA et al., 2017; RICALDONI; SENA, 2006; BRASIL. Ministério da Saúde, 2009).
Diante disso, este estudo busca propor um projeto de capacitação profissional, embasado na Educação Permanente, como estratégia a ser aplicada à Laboratórios de Análises Clinicas, diante da exigência dos profissionais, que realizam suas funções como analistas laboratoriais, de terem vasto conhecimento sobre os mais variados setores laboratoriais, permitindo com isso uma participação e atuação mais interrelacionada e colaborativa e, desse modo, propiciando diagnósticos mais fidedignos e com qualidade. 
 Breves considerações sobre a Educação Permanente 
A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, publicada pela Portaria n198, é uma estratégia desenvolvida pelo Sistema Único de Saúde, objetivando a formação e desenvolvimento dos profissionais da saúde, por meio da aferição das necessidades, são feitos planejamentos e processos que qualifiquem a atenção e a gestão em saúde, proporcionando impactos positivos que abranja a saúde individual e coletiva. 
Especificamente com relação a capacitação profissional, o foco da Educação Permanente, é disposto por transformações no modo de atuação dos trabalhadores, com o intuito de aplicar o ensino e aprendizado no dia-a-dia das instituições, desenvolvendo estratégias práticas para inserir os profissionais como atuantes de conhecimento e alternativas de ações, permitindo que ocorra uma interação entre a equipe, promovendo a ampliação do espaço educativo nas instituições e, inclusive, fora dela. 
É uma política transformadora, interdisciplinar e que se pauta nas verificações por meio dos problemas da prática, apreciando o inerente processo do trabalho, que se define a toda a equipe, e a todos os grupos profissionais. Esse papel transformador é dado pela mudança nas práticas dos serviços de saúde, propiciado por meio das ações educativas, permitindo visões sistemáticas e impulsionando também a autonomia e responsabilidades às equipes profissionais (FRANÇA et al., 2017; BRASIL. Ministério da Saúde, 2009).
O seu estabelecimento nas organizações inicia-se com a problematização das práticas, que consiste em um olhar de conscientização sobre o panorama de uma realidade de dúvida que conduzirá para se trazer fundamentos teóricos para o entendimento dessa realidade e para a busca por prognósticos para apresentar ações precisas que são aptas na promoção de mudanças. Isto é, com a problematização verifica-se a realidade formulando um problema por meio da causa, e mediante a averiguação desse problema buscar entendê-lo, e ir no encalço de conhecimentos que auxiliem na construção desse entendimento, tendo que desenvolver modos de interferência sobre a realidade habilitados para a solução dos problemas, e colocando em prática, ou seja, aliando teoria à prática e análise à ação (BRASIL. Ministério da Saúde, 2009).
Nesse sentido, a Educação Permanente é uma ferramenta que se traduz na reorganização das práticas que abrangem formação, gestão, atenção, desenvolvimento de politicas e controle social na área da saúde, por meio de processos intersetoriais e transformações no ensino da saúde. Um quadrilátero composto para os diversos agentes do processo de trabalho. 
Área Laboratorial de Saúde
		Atualmente, observa-se um crescimento significativo na área laboratorial, a análises clínicas geralmente é a mais buscada, em virtude principalmente, da mesma englobar, de modo geral, os exames primários e mais solicitados como primeira linha no rastreio do diagnóstico. Nesse sentido, verifica-se que há um aumento da competitividade, e em decorrência disso a questão da satisfação do paciente e a qualidade são um dos fatores primordiais que devem ser levados em conta durante a realização de um exame laboratorial (SANTOS 2010). 
A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) de nº 302, estabelecida em 13 de outubro de 2005 dispõe acerca do regulamento técnico para exercício de laboratórios clínicos e postos de coleta laboratorial, públicos ou privados, que pratiquem seus funcionamentos nas áreas de análises clínicas, patologia clínica e citologia. É um regulamento técnico extremamente vasto e com fundamentação nas atividades diárias dos laboratórios clínicos, versando desde os andamentos para a execução de coletas, análise de materiais, emissão de laudos, perpassando pela organização laboratorial, recursos humanos, biossegurança, etc. Tal regulamento tem como enfoque mais importante assegurar a qualidade dos exames efetivados nos laboratórios (ANVISA, 2005).
Os profissionais habilitados a atuarem suas funções na área laboratorial, principalmente nas analises clinicas, conforme a Resolução