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O HOSPITAL
Professora Micherllaynne Alves
DEFINIÇÕES
 A palavra hospital vem do latim "hospes", que significa hóspede, dando origem
a "hospitalis" e a "hospitium" que designavam o lugar onde se hospedavam na
Antigüidade, além de enfermos, viajantes e peregrinos.
 Quando o estabelecimento se ocupava dos pobres, incuráveis e insanos, a
designação era de "hospitium", ou seja, hospício, que por muito tempo foi
usado para designar hospital de psiquiatria.
ANTIGUIDADE
 Os primeiros de que se tem notícia foram construídos em 431 a.C., no Ceilão (atual
Sri Lanka), no sul da Ásia. Dois séculos depois, o imperador Asoka criou, na Índia,
instituições especiais para trata doenças semelhantes aos hospitais de hoje. Já na
Europa, sua introdução coube aos romanos, que, por volta de 100 a.C., ergueram
locais, chamados valetudinaria, para cuidar dos soldados feridos.
 Mas foi só a partir do século IV, com o crescimento do cristianismo, que os hospitais
se expandiram. Comandados por sacerdotes e religiosos, os monastérios passaram a
servir de refúgio para viajantes e doentes pobres.
 Esses lugares possuíam um infirmitorium, onde os pacientes eram tratados, uma
farmácia e um jardim com plantas medicinais. Foram eles que se tornaram modelo
para os hospitais modernos. Na Idade Média, as ordens religiosas continuaram a
liderar a criação de hospitais – calcula-se que só os beneditinos abriram mais de
2000.
 o hospital não passava de uma espécie de depósito em que se amontoavam
pessoas doentes, destituídas de recursos. Sua finalidade era mais social do
que terapêutica.
 No Brasil, o primeiro foi o Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Olinda,
inaugurado em 1540 junto com a Igreja de Nossa Senhora da Luz. Ele
funcionou até 1630, quando o conjunto foi saqueado por holandeses e depois
incendiado.
 Já o mais antigo em atividade é a Santa Casa de Misericórdia de Santos, em
São Paulo, erguida no ano de 1543. No começo, o improviso era total. “Como
no século 16 não havia médicos dispostos a vir para o Brasil, os jesuítas se
encarregavam de todo o atendimento, trabalhando como médicos,
farmacêuticos e enfermeiros”.
DEFINIÇÃO DE HOSPITAL
ALMEIDA, 1983, p.205 OMS Ministério da Saúde
Uma instituição destinada ao diagnóstico e 
tratamento de doentes internos e externos; 
planejada e construída ou modernizada com 
orientação técnica; bem organizada e 
convenientemente administrada consoante 
padrões e normas estabelecidas, oficial ou 
particular, com finalidades diversas; grande 
ou pequena; custosa ou modesta para 
atender os ricos, os menos afortunados; os 
indigentes e necessitados, recebendo doentes 
gratuitos ou contribuintes; servindo ao 
mesmo tempo para prevenir contra a doença 
e promover a saúde, a prática, a pesquisa e o 
ensino da medicina e da cirurgia, da 
enfermagem e da dietética, e das demais 
especialidades afins.
O hospital é um elemento 
organizador de caráter 
médico-social, cuja função 
consiste em assegurar 
assistência médica 
completa, curativa e 
preventiva a população, e 
cujos serviços externos se 
irradiam até a célula 
familiar considerada em seu 
meio; é um centro de 
medicina e de pesquisa bio-
social
O hospital é parte integrante de 
uma organização Médica e Social, 
cuja função básica, consiste em 
proporcionar à população 
Assistência Médica Sanitária 
completa, tanto curativa como 
preventiva, sob quaisquer regime 
de atendimento, inclusive o 
domiciliar, cujos serviços externos 
irradiam até o âmbito familiar, 
constituindo-se também, em 
centro de educação, capacitação 
de Recursos Humanos e de 
Pesquisas em Saúde, bem como de 
encaminhamento de pacientes, 
cabendo-lhe supervisionar e 
orientar os estabelecimentos de 
saúde a ele vinculados 
tecnicamente.
FUNÇÕES E IMPORTÂNCIA SOCIAL
 Restaurativa: diagnóstico, tratamento, reabilitação e emergência.
 Preventiva: controle de doenças infecto-contagiosas, saúde ocupacional,
promoção à saúde.
 Educativa: serve como estagio para diversas áreas.
 Pesquisa
 Gerador de Empregos: empresa complexa que emprega profissionais de várias
categorias.
Classificação dos Hospitais
NATUREZA
GERAL
ESPECIALIZADO
destinado a internar clientes de várias 
especialidades.
destinado a internar clientes 
predominantemente de uma especialidade
Dividem-se os especializados em 4 grupos: 
a) maternidades e berçários 
b) hospitais de medicina 
c) hospitais de cirurgia 
d) hospitais de outras especialidades mal definidas. 
Assistência Para-hospitalar
 Assistência Para-hospitalar é aquela prestada por instituições de finalidades
semelhantes a dos hospitais ou complementares à assistência hospitalar, tais
como:
 a) clínicas ou policlínicas ou as enfermarias isoladas
 b) dispensários
 c) ambulatórios isolados
 d) as estâncias de cura (hidrominerais, balneárias, climáticas)
 e) os asilos
 f) abrigos 
 g) albergues.
Hospitais 
Filantrópicos:
* 20% da renda 
bruta para o 
atendimento 
gratuito ás pessoas 
carentes.
* 60% dos seus 
leitos destinados as 
SUS.
* Membros da 
diretoria sem 
gratificação.
Hospitais Públicos:
* mantidos por 
verbas federais, 
estaduais e/ou 
municipais.
* Municipais: 
verbas do 
Município.
* Estaduais: verbas 
do Estado.
* Federais: verbas 
da Federação.
CONTROLE 
ADMINISTRATIVO
- Hospitais 
Beneficentes:
* Finalidade não 
lucrativa.
* Mantido por 
contribuições e 
doações 
particulares.
* Membros da 
diretoria sem 
gratificação.
Hospitais com 
Finalidades 
Lucrativas:
* Empresa Privada
* Mantido por 
Convênios e 
Particulares.
* Os serviços 
prestados são 
pagos.
Capacidade ou Lotação
HOSPITAL DE 
PEQUENO PORTE
24 a 49 leitos
HOSPITAL DE MÉDIO 
PORTE
50 a 149 leitos
HOSPITAL DE 
GRANDE PORTE
150 a 500 leitos
HOSPITAL DE 
ESPECIAL OU EXTRA
Acima de 500 leitos
HOSPITAL HUMANIZADO
 Humanizar a assistência significa agregar, à eficiência técnica e científica,
valores éticos, além de respeito e solidariedade ao ser humano.
 A Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde entende por
humanização “a valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de
produção de saúde e enfatiza a autonomia e o protagonismo desses sujeitos, a
co-responsabilidade entre eles, o estabelecimento de vínculos solidários e a
participação coletiva no processo de gestão.
CRITÉRIOS PARA HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR
 Não haver longas esperas para atendimento;
 Comunicação eficiente;
 Informações claras e rápidas;
 Resolutividade;
 Ambiente limpo e acolhedor;
 Atenção integral, não vendo apenas a doença, mas o indivíduo todo;
 Respeito entre profissionais;
 Boas condições de trabalho;
 Equipes integradas;
 Valorização do profissional;
 Educação continuada;
 Garantir a participação do usuário e da família no processo de recuperação;
 Trabalhar a auto-estima.
Característica do Hospital
REFRÊNCIAS
 ALMEIDA, T.R.R. Perspectivas de sobrevivência do hospital. Revista Paulista de 
Hospitais, São Paulo, n.5/6, p.104-113, maio/jun. 1983. 
 CARVALHO, L.F. Serviço de Arquivo e Estatística de Um Hospital. 3 ed. São 
Paulo: Associação Paulista de Hospitais, 1984.
 OMS. ESTRUTURA HOSPITALAR.
 MINISTÉRIO DA SAÚDE. CARACTERÍSTICAS DO HOSPITAL.

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