A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
Resumão betabloqueadores

Pré-visualização | Página 2 de 3

atividade estabilizadora da membrana e baixa lipossolubilidade
Absorção, destino e excreção: absorção quase completa quando administrado oralmente e biodisponibilidade é moderadamente alta. Essas propriedades tendem a minimizar a variação interpessoal nas concentrações plasmáticas obtidas após administração oral. 
Cerca de 50% do pindolol absorvido é biotransformado no fígado. Os principais metabólicos consistem em compostos hidroxilados que depois são conjugados com glicuronideo ou com sulfato antes de sua excreção renal. Os outros 50% são excretados normalmente na urina. A meia vida plasmática do pindolol é de cerca de 4h e sua depuração encontra-se reduzida em pacientes com insuficiência renal.
TIMOLOL
É um potente antagonista dos receptores β não seletivo. Não possui atividade simpatomimética intrínseca, nem atividade estabilizadora de membrana. 
Absorção, destino e excreção: O timolol é bem absorvido pelo TGI, é extensamente biotransformado no fígado e sofre metabolismo de primeira passagem. Apenas uma pequena quantidade inalterada aparece na urina. A meia vida no plasma é de cerca de 4h. 	É importante ressaltar que a a formulação oftalmológica do timolol, usada para tratamento de glaucoma, pode sofrer extensa absorção sistêmica. Podem ocorrer efeitos colaterais em pacientes com asma, por exemplo, ou com insuficiência cardíaca congestiva. A administração sistêmica de cimetidina com timolol oftalmológico tópico aumenta o grau de bloqueio β. Sendo assim, para o uso oftalmológico o timolol está disponível associado a outros fármacos.
PROPRANOLOL
Betabloqueador não seletivo carece de atividade simpatomimética intrínseca e não bloqueia receptor α.
Absorção, destino e excreção: Propranolol é altamente lipofílico e sofre absorção quase completa após administração oral. Mas grande parte é biotransformado no fígado durante a primeira passagem, apenas cerca de 25% de uma dose alcançam a circulação sistêmica. Também é observado uma grande variedade interpessoal na sua depuração pré sistêmica pelo fígado, o que contribui para sua enorme variedade de concentração plasmática após administração oral fazendo com que ocorra uma ampla faixa de doses em termos de eficácia terapêutica. A biodisponibilidade do propranolol pode ser aumentada com a ingestão concomitante de alimento, bem como durante sua administração prolongada. 
Possui um grande volume de distribuição (4L/Kg) e penetra facilmente no SNC. Cerca de 90% do fármaco na circulação está ligado a proteínas plasmáticas. Ele é extensamente biotransformado e a maior parte dos metabólitos aparece na urina. 
Meia vida de aproximadamente 4h. 
Foi desenvolvida uma formulação 	de liberação prolongada do propranolol para manter suas concentrações terapêuticas no plasma durante 24h, o que pode envolver uma melhor adesão do paciente ao tratamento.
Β1-bloqueadores Seletivos
Segunda geração de β-bloqueadores
· Propranolol é um β-antagonista não seletivo que age como um antagonista nos receptores β1 como também nos receptores β2. Normalmente, isto não é um problema, mas é grave se o 
paciente for asmático, já 	que o propranolol poderia iniciar um ataque de asma, antagonizando os receptores β2 no músculo liso brônquico. Isto leva a contração de 
musculatura lisa brônquica e fechamento das vias aéreas.
· Practolol não é tão potente como o propranolol, 
mas é um antagonista cardíaco β1-seletivo que não bloqueia receptores β2 vasculares ou brônquicos. É muito mais seguro para doentes asmáticos, e uma vez que é mais polar do que 
propranolol, ele também tem muito menos efeitos sobre o SNC.
Practolol
Practolol foi comercializado como o primeiro fármaco cardioseletivo 
B1-bloqueador, usado para o tratamento de angina e hipertensão, 
mas depois de alguns anos ele teve que ser retirado devido a 
efeitos colaterais inesperados, mas graves, em um número muito pequeno 
dos pacientes. Esses efeitos incluem erupções na pele, problemas nos olhos 
e peritonite.
· Outras investigações foram realizadas e foi 
demonstrado que o grupo amido tinha de estar na posição PARA do anel aromático, em vez de posições ORTO ou META, se a estrutura fosse para reter seletividade para os receptores B1 cardíacos. Isto implicava que havia
uma ligação de hidrogênio adicional ocorrendo com 
os receptores B1 que não estava ocorrendo 
com os receptores B2.
Interações Practolol com receptores B1
· A substituição do grupo acetamido com outros 
grupos capazes de realizar ligações de hidrogênio conduziu a uma série de 
cardioseletivos B1-bloqueadores, que chegaram ao mercado. 
Estão incluidos: acebutolol, atenolol, metoprolol e 
betaxolol.
- Segunda geração de B-Bloqueadores.
Terceira geração de betabloqueadores
Os grupos N-alquil nas estruturas de primeira geração e de segunda geração B-bloqueadores são normalmente grupos isopropil ou t-butil. Táticas de extensão que envolvem a adição de grupos arilalquil ao átomo de nitrogênio, resultou numa série de terceira geração B-bloqueadores que se ligam ao receptor B1 utilizando uma interação de ligação de hidrogénio adicional. Estes incluem epanolol, primidolol e xamoterol:
Terceira geração de betabloqueadores
 
Sobre os aspectos Clínicos dos Betabloqueadores de primeira, segunda e terceira geração.
Betabloqueadores são usados no tratamento de angina, infarto do miocárdio, arritmias e hipertenção. Os efeitos do propranolol e outros Betabloqueadores da primeira geração depende de quão ativo o paciente é. Em repouso o propranolol causa uma pequena mudança na taxa cardíaca, débito cardíaco ou na pressão sanguínea. Por outro lado, se o paciente exercitar ou ficar excitado, propranolol reduz os efeitos resultantes da circulação de adrenalina . Os betabloqueadores eram originalmente destinados para uso em anginas uma vez que eles foram alvo sobre o coração, mas ocorreu um bônus inesperado, eles tinham atividades anti-hipertensiva também (diminuíam a pressão sanguínea). De fato os betabloqueadores são agora mais comunmente utilizados como anti-hipertensivos ao invés do tratamento de angina. A atividade anti-hipertensiva surge através de um número de resultado de fatores dos efeitos a seguir: 
- ação no coração para reduzir o débito cardíaco. 
- ação nos rins para reduzir liberação de renina. Renina catalisa a formação de angiostensina l, que é rapidamente convertida em angiostensina ll, um potente vasoconstrictor. 
- ação no SNC, diminuindo a atividade total do sistema nervoso simpático. 
Esses efeitos sobrepõe o fato de que os betabloqueadores bloqueiam os Beta receptores nos vasos sanguíneos. Isso normalmente causaria uma vasoconstricção dos vasos sanguíneos e levar a um aumento da pressão sanguínea. 
A primeira geração de betabloqueadores tem vários efeitos colaterais como descrito a seguir: 
- bronquioconstricção em asmáticos; esse é um perigoso efeito colateral e os betabloqueadores não são recomendados para pacientes com asma. 
- fadiga e cansaço dos membros devido a redução do débito cardíaco. 
- Efeitos no SNC (vertigens, pesadelos e sedação) especialmente pelos betabloqueadores lipofílicos como o propranolol, pindolol e oxeprenolol, cada um desse pode atravsar a barreira sanguínea do cérebro; mais agentes solúveis em água como nadolol são menos propensos a ter esses efeitos colateriais. 
- calafrio nas extremidades. 
- falha do coração para pacientes com ameaça eminente de ataque cardíaco. Os betabloqueadores produzem uma queda na corrida cardíaca de repouso e isso pode empurrar alguns pacientes acima do limite. 
- inibição da liberação de noradrenalina nas sinapses. 
A segunda e a terceira geração de betabloqueadores são mais cardioseletivos e tem menos efeitos colaterais. Contuso, eles ainda tem algum efeito sobre o músculo liso brônquico, então eles devem somente ser usados em pacientes asmáticos quando não tem outra alternativa de tratamento. Betabloqueadores solúveis em água como o atenolol, são menos propensos a entrar no cérebro por isso tem menos riscos de distúrbios para dormir e pesadelos. Beta bloqueadores que atuam como agonistas