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APOSTILA CONCURSO 
 
Prof. Dalmo Azevedo 
 
Legislação da Educação 1/73 www.profdalmoazevedo.com.br 
profdalmoazevedo@gmail.com 
www.facebook.com/dalmo.azevedo 
www.youtube.com/c/professordalmoazevedo 
CAPÍTULO 1 – EDUCAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO 
FEDERAL 
 
1 – INTRODUÇÃO 
 
 Para darmos um correto início ao estudo do assunto 
Legislação da Educação no Brasil, é importante observamos as 
regras gerais trazidas por nossa Constituição Federal de 1998 antes 
de adentrarmos nas leis específicas requeridas em nosso edital. 
Dentro da Constituição, encontramos essas regras pontuadas nos 
artigos 205 a 214 do Capítulo III. Sem enrolação, vamos iniciar 
nossos estudos. 
 
 Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da 
família, será promovida e incentivada com a colaboração da 
sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu 
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o 
trabalho. 
 
 Para um entendimento pleno do disposto no artigo 
anterior, faz-se necessário complementarmos a norma com um 
artigo específico de nossa Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a Lei 
9.394/96. 
 
Art. 21. A educação escolar compõe-se de: 
I – educação básica, formada pela educação infantil, ensino 
fundamental e ensino médio; 
II – educação superior 
 
 Dos textos expostos, podemos identificar quais são as 3 
FINALIDADES da educação no Brasil, sendo elas: 
 
 O pleno desenvolvimento da pessoa: Entende-se como 
plenamente desenvolvido o educando que conclui um 
curso de educação superior completa em sua vida. 
Conforme notamos no artigo 21 da LDB, a educação se 
divide em BÁSICA E SUPERIOR. Para um definitivo 
esclarecimento dessa informação, se faz necessário 
estudar outro artigo de nossa Lei, o artigo 22. 
 
Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o 
educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o 
exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no 
trabalho e em estudos posteriores. 
 
 A conclusão do ensino médio é considerada como um 
desenvolvimento incompleto do educando, por ter desenvolvido 
apenas o pensamento crítico. A conclusão do ensino superior, 
garante a aquisição do considerado pensamento reflexivo, este sim 
consagra o desenvolvimento pleno da pessoa. 
 
 O preparo para o exercício da cidadania; 
 
Cidadania no Ordenamento Jurídico Brasileiro determina a 
possibilidade de gozo pleno de Direitos Políticos em território 
nacional. 
 
 A qualificação para o trabalho. 
 
2 – PRINCÍPIOS BÁSICOS 
 
 Princípios são regras fundamentais que devem ser 
seguidos por todos os sistemas de ensino no Brasil. São 
encontrados no artigo 206 de nossa Carta Magna, que apresento a 
você em seguida. 
 
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes 
princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o 
pensamento, a arte e o saber; 
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e 
coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, 
na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente 
por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; 
 
VII - garantia de padrão de qualidade. 
 
VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da 
educação escolar pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
Esse Princípio deve ser observado pela ótica do Princípio 
Constitucional da Isonomia, pois em muitas 
oportunidades a igualdade de condições será responsável 
por implicar uma desigualdade de direitos entre as pessoas. 
Liberdade aqui consagrada pelo princípio determina 
ATUAÇÃO LIVRE DENTRO DE LIMITES PRÉ-
ESTABELECIDOS. Tais limites são consagrados nos 
Parâmetros Curriculares Nacionais, nas Diretrizes 
Curriculares Nacionais e na Lei de Diretrizes e Bases. 
Consagramos com esse princípio a necessidade da criação 
de cidadãos capazes de questionar ou dialogar sobre todas 
as ideias existentes em nosso cotidiano. Além disso, 
trazemos aqui a possibilidade da exploração da atividade 
da educação por entes privados em concomitância com os 
entes públicos, desde que respeitem requisitos legais 
estabelecidos na CF, na LDB e em leis específicas. 
Ensino ser público significa ser ACESSÍVEL a todos. No 
caso do princípio aqui firmado, o Ensino Público deve ser 
gratuito em todos os estabelecimentos públicos oficiais. 
Vale ressaltar que, no caso de Instituições Privadas, o 
ensino será oneroso, sem desrespeito ao princípio aqui 
estabelecido. 
Aqui temos a determinação de que o acesso ao trabalho de 
educação só ocorrerá mediante CONCURSO PÚBLICO, 
necessariamente de PROVAS E TÍTULOS, para qualquer 
esfera da rede pública nacional (Municipal, Estadual ou 
Federal). A titulação acadêmica mínima requerida para o 
docente da rede pública será o Ensino Médio na 
modalidade NORMAL. 
Determina a participação efetiva de todos os segmentos da 
comunidade escolar no cotidiano da escola e nas tomadas 
de decisão. 
A oferta do ensino público será sempre norteada por 
padrões de qualidade mínimos a serem observados por 
todas as instituições autorizadas a atuar nessa área. 
 
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Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de 
trabalhadores considerados profissionais da educação básica e 
sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus 
planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 53, de 2006) 
 
3 – AUTONOMIA DAS UNIVERSIDADES 
 
Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, 
administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão 
ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e 
extensão. 
 
§ 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e 
cientistas estrangeiros, na forma da lei. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 11, de 1996) 
 
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa 
científica e tecnológica. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
11, de 1996) 
 
4 – DEVERES DO ESTADO 
 
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado 
mediante a garantia de: 
 
Vale ressaltar neste artigo o fato do termo em destaque ser Estado, 
e não Estados como costumamos observar. Isso significa que todos 
os deveres que aqui estudaremos serão da República Federativa do 
Brasil formada, segundo o artigo 1º da CF, pela União, pelos 
Estados-Membros, pelo Distrito Federal e pelos Municípios. 
 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 
(dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita 
para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) (Vide 
Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
 
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 
(cinco) anos de idade; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 53, de 2006) 
 
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de 
deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; 
 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da 
criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do 
educando; 
 
VII - atendimento ao educando,em todas as etapas da educação 
básica, por meio de programas suplementares de material didático 
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público 
subjetivo. 
 
 
 
§ 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder 
Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da 
autoridade competente. 
 
§ 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino 
fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou 
responsáveis, pela frequência à escola. 
 
5 – O ENSINO NA INICIATIVA PRIVADA 
 
Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as 
seguintes condições: 
 
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional; 
 
II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. 
 
 A iniciativa privada poderá explorar a atividade de 
serviço de educação de forma livre, desde que atenda a exigências 
legais estabelecidas em dispositivos específicos, como a CF, LDB, 
PCN, DCN, normas do Conselho Nacional de Educação, e normas 
dos conselhos Estaduais e Municipais de Educação. 
 
6 – CONTEÚDOS CURRICULARES 
 
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino 
fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e 
respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. 
 
§ 1º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá 
disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino 
fundamental. 
 
§ 2º O ensino fundamental regular será ministrado em língua 
portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a 
utilização de suas línguas maternas e processos próprios de 
aprendizagem. 
 
7 – ORGANIZAÇÃO DOS SISTEMAS EDUCACIONAIS 
 
Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. 
 
§ 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos 
Territórios, financiará as instituições de ensino públicas federais e 
exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e 
supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades 
educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante 
assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, 
de 1996) 
 
§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino 
fundamental e na educação infantil. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 14, de 1996) 
 
§ 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no 
ensino fundamental e médio. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 14, de 1996) 
 
Inciso importantíssimo por ter modificado um padrão 
antigo de forma profunda. Até 2009, a gratuidade só era 
oferecida para o ensino fundamental. Agora, TODA A 
EDUCAÇÃO BÁSICA (exceto creche) deverá ser 
gratuita até os 17 anos de idade. 
Creche: 0 a 3 anos de idade; 
Pré-Escola: 4 a 5 anos de idade. 
Direito Público Subjetivo: Importa a possibilidade de 
exigência do cumprimento de forma integral de um 
direito, mediante ação judicial ou extrajudicial. 
 
 
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§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios definirão formas de 
colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino 
obrigatório. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 
2009) 
 
§ 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao 
ensino regular. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 
2006) 
 
7 – DESTINAÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS 
 
Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por 
cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, 
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e 
desenvolvimento do ensino. 
 
§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos 
Estados aos respectivos Municípios, não é considerada, para efeito 
do cálculo previsto neste artigo, receita do governo que a 
transferir. 
 
§ 2º Para efeito do cumprimento do disposto no "caput" deste 
artigo, serão considerados os sistemas de ensino federal, estadual 
e municipal e os recursos aplicados na forma do art. 213. 
 
§ 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao 
atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se 
refere a universalização, garantia de padrão de qualidade e 
equidade, nos termos do plano nacional de educação. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
 
§ 4º Os programas suplementares de alimentação e assistência à 
saúde previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos 
provenientes de contribuições sociais e outros recursos 
orçamentários. 
 
§ 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de 
financiamento a contribuição social do salário-educação, 
recolhida pelas empresas na forma da lei. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
 
§ 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da 
contribuição social do salário-educação serão distribuídas 
proporcionalmente ao número de alunos matriculados na 
educação básica nas respectivas redes públicas de ensino. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas 
públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, 
confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que: 
 
I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes 
financeiros em educação; 
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola 
comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no 
caso de encerramento de suas atividades. 
§ 1º - Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados 
a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma 
da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, 
quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública 
na localidade da residência do educando, ficando o Poder Público 
obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na 
localidade. 
 
§ 2º As atividades de pesquisa, de extensão e de estímulo e fomento 
à inovação realizadas por universidades e/ou por instituições de 
educação profissional e tecnológica poderão receber apoio 
financeiro do Poder Público. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 85, de 2015) 
 
8 – PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
 
Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de 
duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional 
de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, 
objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a 
manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos 
níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos 
poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam 
a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
 
I - erradicação do analfabetismo; 
 
II - universalização do atendimento escolar; 
 
III - melhoria da qualidade do ensino; 
 
IV - formação para o trabalho; 
 
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País. 
 
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em 
educação como proporção do produto interno bruto. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
 
CAPÍTULO 2 – LEI 8.112/90 
(REGIME JURÍDICO ÚNICO) 
 
 Importante capítulo, em que trabalharemos um assunto 
muito abordado em MUITOS concursos no Brasil. 
 
1 – REGIME JURÍDICO ÚNICO 
 
 Todo servidor público terá sua função regida por um 
Estatuo. No caso dos FEDERAIS, a Lei 8.112/90 será a 
responsávelpor esse controle. 
 Antes de mais nada, se faz necessário entender o termo 
REGIME JURÍDICO ÚNICO. 
Uma breve história: Com a promulgação da 
Constituição Federal de 1988, através do art. 39, ficou 
estabelecido que União, Estados, Distrito Federal e Municípios 
deveriam adotar um regime jurídico único, ou seja, determinar 
a regência de seus servidores (abrangidos por sua jurisdição) 
através da regime de Direito Público ou de Direito Privado. 
 Em 1990, com a edição da Lei 8.112, a União se 
decidiu pelo regime estatutário. Porém, alguns servidores da 
União naquele momento eram regidos pela CLT. Para resolver 
esse conflito, a Lei 8.112 trouxe em seu art. 243 §1º a conversão 
Importantíssimo observar que os valores percentuais 
mínimos exigidos a serem destinados ao mantimento da 
Educação pelos membros da Federação estão atrelados 
aos montantes adquiridos mediante IMPOSTOS pagos 
pela população, E NÃO PELA INTEGRALIDADE DE 
RECURSOS EMANADOS DAS MAIS DIVERSAS 
FONTES DE ARRECADAÇÃO. 
 
Salário-Educação é uma contribuição social paga pelas 
empresas anualmente em função do número de 
empregados contratados com carteira de trabalho 
assinada. 
Instituições Privadas de ensino (exceção das particulares) 
poderão receber dinheiro público para custear suas 
despesas, desde que atendam às exigências previstas no 
incisos desse artigo. 
 
 
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destes para servidores públicos. 
 Art. 243. § 1o Os empregos ocupados pelos servidores 
incluídos no regime instituído por esta Lei ficam transformados em 
cargos, na data de sua publicação. 
 Porém, com a Emenda Constitucional 19 de 1998, o 
caput do artigo 39 foi alterado, extinguindo assim o Regime 
Jurídico Único. Surgiu a possibilidade de seleção entre os 
regimes de trabalho. Para não “enrolar” demais a situação, foi 
editada a Lei 9.962/00 pela União, regendo a situação dos 
CELETISTAS que trabalhavam para a União. 
 Bagunça armada, bagunça resolvida. Em 2007, o STF 
decidiu pela perda da eficácia do artigo 39 da CF, retomando a 
interpretação do artigo primitivo como atual. Pronto, voltamos 
a viver sobre a chancela do Estatuto. 
 Coisa de maluco né, mas determinante para começarmos 
nosso trabalho. 
 
2 – FORMAS DE PROVIMENTO DE CARGO PÚBLICO 
 
 Para ocupação de um cargo público, tal cargo deve ser 
provido a alguém. Para isso, o Estatuto do Servidor determinou, de 
forma TAXATTIVA, as formas de acesso ao cargo. Vamos a elas. 
 
 Art. 8o São formas de provimento de cargo público: 
I - nomeação; 
II - promoção; 
V - readaptação; 
VI - reversão; 
VII - aproveitamento; 
VIII - reintegração; 
IX - recondução. 
 
 Tais formas de provimento seguem uma classificação 
bem simples. Provimento Originário e Provimento Derivado, 
sendo a NOMEAÇÃO a única forma reconhecida como de 
provimento originário. 
 Necessário se faz estabelecer aqui uma interessante 
distinção entre as situações de acesso ao cargo público. Os cargos 
podem ser de natureza: 
 
Art. 37 II CF - a investidura em cargo ou emprego público 
depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de 
provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do 
cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as 
nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre 
nomeação e exoneração; 
 
Efetiva Comissionada 
Acesso ao cargo somente 
mediante Concurso Público 
Acesso mediante livre 
nomeação e livre exoneração. 
Garante Estabilidade ao 
Servidor após aprovação em 
Estágio Probatório 
Não existirá estabilidade nem 
análise de desempenho através 
de Estágio. 
 
2.1 – NOMEAÇÃO 
 
 Ato administrativo de convocação de um aprovado em 
concurso anterior para assunção de cargo público. A nomeação é 
apenas um chamamento ao acesso ao cargo. Para efetivo acesso, 
deve-se observar a seguinte sequência. 
 
 
 
 
 
 
NOMEAÇÃO 
 
 
 
 
 
POSSE 
 
 
 
 
EXERCÍCIO 
 
IPC!!!! Da data da nomeação até a posse, o prazo será de 30 
dias. Caso não seja respeitado esse prazo, o ato de nomeação se 
tornará sem efeito. 
IPC2!!! Da data da posse para o exercício efetivo do cargo, o 
prazo será de 15 dias. Caso não seja respeitado esse prazo, o 
servidor será exonerado do cargo. 
 
Requisitos para posse: 
 
 Declaração de Bens e Valores; 
 Atestado Médico oficial; 
 Caso seja necessário, a posse pode ser feita mediante 
Procuração Específica. 
 
No caso de exercício, só poderá ser realizado pelo 
próprio servidor, por ser um instituto personalíssimo. 
 
2.1.1 – ESTÁGIO PROBATÓRIO E ESTABILIDADE 
 
 Após o início do exercício do serviço público, o servidor 
deverá provar, durante 3 anos, sua real condição de atuação 
naquele cargo específico através de avaliações de desempenho. É o 
chamado ESTÁGIO PROBATÓRIO. Comprovada sua capacidade 
de atuação, o servidor estará apto a receber da Administração a 
condição de SERVIDOR ESTÁVEL. 
 
Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo 
de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por 
período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão 
e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do 
cargo, observados os seguinte fatores: (vide EMC nº 19) 
I - assiduidade; 
II - disciplina; 
III - capacidade de iniciativa; 
IV - produtividade; 
V- responsabilidade. 
 
Art. 41 - São estáveis após três anos de efetivo exercício os 
servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude 
de concurso público. 
 
2.2 – PROMOÇÃO 
 
 Não está regulada, apesar de prevista, pela Lei 8.112. Sua 
definição é doutrinária. 
 Promoção é a troca de nível ou classe DENTRO DO 
MESMO CARGO. De acordo com a lei que cria o cargo dentro da 
Instituição, fica estabelecida a progressão funcional dentro da 
carreira. Aí entra a promoção. 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art6
 
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IPC!!! Readaptação produz mudança de FUNÇÃO, e não 
de CARGO. Mudança de cargo foi (acesso ou ascensão) foi 
considerada INCONSTITUCIONAL. 
IPC2!!! Promoção e Readaptação são considerada formas 
híbridas, pois tanto funcionam como PROVIMENTO como 
funcionam como VACÂNCIA de cargo. 
 
 
Art. 37 XVI CF - é vedada a acumulação remunerada de 
cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de 
horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso 
XI. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998) 
a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou 
científico; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998) 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de 
saúde, com profissões regulamentadas; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 34, de 2001) 
 
2.3 - READAPTAÇÃO 
 
 Ocorre quando o servidor sofre uma limitação, 
temporária ou definitiva, em suas faculdades físicas ou mentais. 
Após o período de licença para tratamento médico (de no máximo 
24 meses), o servidor deverá retornar ao serviço. Dependendo do 
grau da lesão sofrida, o servidor poderá ser aposentado por 
invalidez ou readaptado em outra função de remuneração e 
requisitos compatíveis com a original. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.4 - REVERSÃO 
 
Reversão é o retorno do servidor APOSENTADO ao 
ordenamento administrativo. 
 
2.5 – REINTEGRAÇÃO 
 
 É o retorno do servidor estável através da anulação de 
uma demissão injusta por via judicial. 
 
IPC!!! No caso de imputação de infração que gere ações tanto 
na esfera administrativa quanto na criminal, caso o servidor 
seja ABSOLVIDO naesfera criminal por NEGATIVA DE 
AUTORIA ou INEXISTÊNCIA DE FATO a demissão gerada 
pelo PAD será automaticamente anulada, obrigando a 
reintegração do servidor. Caso seja absolvido por FALTA DE 
PROVAS, não existirá a reintegração. 
Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será 
afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência 
do fato ou sua autoria. 
 
 
2.6 - APROVEITAMENTO 
 
 É o retorno do servidor posto em disponibilidade, que é 
uma forma de inatividade gerada quando um cargo é extinto ou sua 
continuidade é declarada desnecessária. Importante salientar que o 
servidor posto em disponibilidade não perceberá remuneração 
integral, e sim proporcional ao tempo de serviço. 
 
2.7 - RECONDUÇÃO 
 
 Forma de provimento que recai sobre o servidor estável. 
Por conta de uma situação o servidor é retirado de sua atual 
situação com a Administração Pública. Quando estável em outro 
cargo anterior, este será reconduzido ao cargo antigo. Caso não 
possua cargo estável anterior, ocorrerá a exoneração. 
Pode ocorrer em duas situações: inabilitação em estágio 
probatório ou por conta do retorno do reintegrado. 
 
3 – FORMAS DE VACÂNCIA DE CARGO PÚBLICO 
 
Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de: 
I – exoneração; 
II – demissão; 
III – promoção; 
VI – readaptação; 
VII – aposentadoria; 
VIII – posse em outro cargo inacumulável; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IX – falecimento. 
 
4 – FORMAS DE DESLOCAMENTO DE CARGO 
PÚBLICO 
 
 São formas de movimentação de servidor que não geram 
nem provimento nem vacância de cargo público. 
 
4.1 – REMOÇÃO 
 
Art. 36. Lei 8.112 Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido 
ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de 
sede. 
 
 Remoção pode ocorrer, como estabelecido na lei: 
 
 De Ofício: O servidor é removido por ordem da 
Administração. Servidor removido receberá ajuda de 
custo, que poderá atingir até 3 vezes a remuneração 
normal. Além disso, o servidor terá no mínimo 10 e no 
máximo 30 dias para entrar em serviço na nova sede. 
 A Pedido: Ocorre no interesse da administração, para 
acompanhar cônjuge ou companheiro, saúde do servidor 
– cônjuge – companheiro ou dependente que viva as suas 
expensas e no caso de concurso de remoção. 
 
4.2 - REDISTRIBUIÇÃO 
 
Art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento 
efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, 
para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia 
apreciação do órgão central do SIPEC, observados os seguintes 
preceitos: 
I - interesse da administração; 
II - equivalência de vencimentos; 
III - manutenção da essência das atribuições do cargo; 
IV - vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade 
das atividades; 
V - mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação 
profissional; 
VI - compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades 
institucionais do órgão ou entidade. 
 
4.3 – SUBSTITUIÇÃO 
 
Art. 38. Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou 
chefia e os ocupantes de cargo de Natureza Especial terão 
substitutos indicados no regimento interno ou, no caso de omissão, 
previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou 
entidade. 
§ 1.º O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem 
prejuízo do cargo que ocupa, o exercício do cargo ou função de 
direção ou chefia e os de Natureza Especial, nos afastamentos, 
impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do 
cargo, hipóteses em que deverá optar pela remuneração de um 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm#art3
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc34.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc34.htm#art1
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deles durante o respectivo período. 
§ 2.º O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo 
ou função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza 
Especial, nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do 
titular, superiores a trinta dias consecutivos, paga na proporção 
dos dias de efetiva substituição, que excederem o referido 
período. 
Art. 39. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de 
unidades administrativas organizadas em nível de assessoria. 
 
5 – SISTEMA REMUNERATÓRIO 
 
5.1 – REMUNERAÇÃO (ART. 41 LEI 8.112/90) 
 
 É o somatório do vencimento básico com as vantagens 
percebidas pelo servidor quando em cargo público. Vencimento é 
o valor básico percebido por servidor por conta do cargo público e 
vantagem é o direito adicional percebido por um servidor por 
conta de sua situação específica. 
 
5.2 – PROVENTO 
 
 Valor percebido por servidor que se encontra em 
INATIVIDADE. 
5.3 – SUBSÍDIO 
 
 Parcela única percebida pelo servidor em conta de seu 
cargo. Pode ser percebido de forma obrigatória (carreira pré-
determinada na Constituição Federal) e facultativo (cargos 
instituídos em carreira). 
 
Art. 39 § 4º CF - O membro de Poder, o detentor de mandato 
eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e 
Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado 
em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, 
adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie 
remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no Art. 
37, X e XI. 
 
5.4 – VANTAGENS 
 
 Valores percebidos pela PESSOA provida em cargo 
público. Podem ser: 
 
Art. 49 Lei 8.112. Além do vencimento, poderão ser pagas ao 
servidor as seguintes vantagens: 
I - indenizações; 
II - gratificações; 
III - adicionais. 
§ 1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou 
provento para qualquer efeito. 
§ 2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao 
vencimento ou provento, nos casos e condições indicados em lei. 
 
Art. 50. As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem 
acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros 
acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico 
fundamento. 
 
5.4.1 – INDENIZAÇÕES 
 
Art. 51. Constituem indenizações ao servidor: 
I - ajuda de custo; 
II - diárias; 
III - transporte. 
IV - auxílio-moradia.(Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006) 
 
Art. 53. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de 
instalação do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter 
exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter 
permanente, vedado o duplo pagamento de indenização, a 
qualquer tempo, no caso de o cônjuge ou companheiro que 
detenha também a condição de servidor, vier a ter exercício na 
mesma sede. 
 
 Art. 58. O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter 
eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou 
para o exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a 
indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada, 
alimentação e locomoção urbana, conforme dispuser em 
regulamento. 
 
Art. 60. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que 
realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção 
para a execução de serviços externos, por força das atribuições 
próprias do cargo, conforme se dispuser em regulamento. 
 
Art. 60-A. O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das 
despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel 
de moradia ou com meio de hospedagem administrado por 
empresa hoteleira, no prazo de um mêsapós a comprovação da 
despesa pelo servidor. 
 
Art. 60-C. O auxílio-moradia não será concedido por prazo 
superior a 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos. 
5.4.2 – GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS 
 
 Art. 61. Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei, 
serão deferidos aos servidores as seguintes retribuições, 
gratificações e adicionais: 
I - retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e 
assessoramento; 
 II - gratificação natalina; 
IV - adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou 
penosas; 
V - adicional pela prestação de serviço extraordinário; 
VI - adicional noturno; 
VII - adicional de férias; 
VIII - outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho. 
IX - gratificação por encargo de curso ou concurso. 
 
Gratificação Adicionais 
 
Função de Confiança 
Periculosidade, Insalubridade, 
Atividades Penosas 
Natalina Adicional Noturno 
Certificação por Encargos de 
Cursos e Concursos 
 
Férias 
 
6 – LICENÇAS 
 
6.1 – TRATAMENTO DE SAÚDE EM PESSOA DA 
FAMÍLIA 
 
 Prazo de 30 + 30 com remuneração, + 90 dias sem 
remuneração, totalizando 150 dias; 
 Deve ser precedido de exame médico por junta. 
 
6.2 – TRATAMENTO DA PRÓPRIA SAÚDE 
 
 Prazo máximo de 24 meses; 
 Após, ou o servidor será aposentado por invalidez ou 
readaptado; 
 O período de 24 meses será remunerado e contará 
como tempo de serviço. 
 
6.3 – POR MOTIVO DE AFASTAMENTO DO CONJUGE 
OU COMPANHEIRO 
 
 Sem remuneração; 
 Não conta como efetivo exercício; 
 Prazo indeterminado. 
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IPC!!! Não confundir licença para capacitação com 
afastamento para participação em curso de formação. 
 
Art. 37 § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de 
direito privado prestadoras de serviços públicos responderão 
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a 
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o 
responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
6.4 – PARA SERVIÇO MILITAR 
 
 Conta como efetivo exercício; 
 Prazo determinado; 
 Quando desconvocado, 30 dias para retornar ao 
serviço. 
 
6.5 – PARA CAPACITAÇÃO 
 
 Servidor deve ser estável; 
 Se dá a cada 5 anos de efetivo exercício; 
 Até 3 meses de licença com remuneração; 
 Não ocorre em estágio probatório; 
 Inacumulável. 
 
 
 
 
 
6.6 – TRATAMENTO DE ASSUNTOS PARTICULARES 
 
 Até 3 anos, prorrogável por igual período; 
 Critério de discricionariedade; 
 Não conta como efetivo exercício; 
 Não pode estar em estágio probatório. 
 
6.7 – POR ACIDENTE EM SERVIÇO 
 
 Licença remunerada; 
 Conta como efetivo exercício. 
 
6.8 – PATERNIDADE, GESTANTE E ADOTANTE 
 
 Gestante – 120 dias; 
 Paternidade – 5 dias para registrar; 
 Adotante – Maior de 1 ano (30 dias), Menor de 1 ano 
(90 dias); 
 Natimorto: 30 dias após o parto, deve ocorrer 
inspeção médica; 
 Aborto espontâneo: 30 dias de repouso remunerado 
 
7 – CONCESSÕES 
 
 1 dia doação de sangue; 
 2 dia para alistamento eleitoral; 
 8 dias para casamento; 
 8 dias para caso luto. 
 
8 – RESPONSABILIDADE DO SERVIÇO 
 
 O servidor público sempre terá sua responsabilidade 
analisada de forma SUBJETIVA, determinando dolo ou culpa de 
seus atos. Assim, o servidor em atuação poderá responder não 
somente na esfera administrativa mas, de acordo com os resultados 
de seu ato, responderá também nas esferas cível e criminal. 
 
 
 
 
 
 
 
Lei 8.112/90 
Art. 121. O servidor responde civil, penal e administrativamente 
pelo exercício irregular de suas atribuições. 
 
Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou 
comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário 
ou a terceiros. 
Art. 123. A responsabilidade penal abrange os crimes e 
contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade. 
 
Art. 124. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato 
omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou 
função. 
 
Art. 125. As sanções civis, penais e administrativas poderão 
cumular-se, sendo independentes entre si. 
 
 No caso de ato que cause prejuízo ao erário, o servidor 
terá um prazo de 30 dias para ressarcir os cofres públicos, podendo 
em negociação parcelar a devolução, com valor da parcela no 
mínimo de 10% do valor da remuneração, do provento ou da 
pensão do servidor. No caso de recebimento de pagamento 
indevido, paga-se em uma única parcela. Se o servidor estiver em 
débito no momento da demissão, terá um prazo de 60 dias para 
pagar a dívida. Caso não pague, entrará na dívida ativa. 
 
8.1 – DEVERES E PROIBIÇÕES DO SERVIDOR 
 
Art. 116. São deveres do servidor: 
I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo; 
II - ser leal às instituições a que servir; 
III - observar as normas legais e regulamentares; 
IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente 
ilegais; 
V - atender com presteza: 
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, 
ressalvadas as protegidas por sigilo; 
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou 
esclarecimento de situações de interesse pessoal; 
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública. 
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do 
cargo ao conhecimento da autoridade superior ou, quando houver 
suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de outra 
autoridade competente para apuração; 
VII - zelar pela economia do material e a conservação do 
patrimônio público; 
VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição; 
IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa; 
X - ser assíduo e pontual ao serviço; 
XI - tratar com urbanidade as pessoas; 
XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder. 
Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XII será 
encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade 
superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao 
representando ampla defesa. 
 
 Art. 117. Ao servidor é proibido: 
I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia 
autorização do chefe imediato; 
II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, 
qualquer documento ou objeto da repartição; 
III - recusar fé a documentos públicos; 
IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e 
processo ou execução de serviço; 
V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da 
repartição; 
VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos 
previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de sua 
responsabilidade ou de seu subordinado; 
VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a 
associação profissional ou sindical, ou a partido político; 
VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de 
confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau 
civil; 
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, 
em detrimento da dignidade da função pública; 
X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, 
personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na 
 
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qualidade de acionista, cotista ou comanditário; 
XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições 
públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou 
assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou 
companheiro; 
XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de 
qualquer espécie, em razão de suas atribuições; 
XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas; 
XV - proceder de forma desidiosa; 
XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em 
serviços ou atividades particulares; 
XVII - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo 
que ocupa, exceto em situações de emergência e transitórias; 
XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com 
o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho; 
XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando 
solicitado. 
 
Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos: 
I - crime contra a administração pública; 
II - abandono de cargo; 
III - inassiduidade habitual; 
IV - improbidade administrativa; 
V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição; 
VI - insubordinação grave em serviço; 
VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em 
legítima defesa própria ou de outrem; 
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos; 
IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do 
cargo; 
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio 
nacional; 
XI - corrupção; 
XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas; 
XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117. 
 
9 – PENALIDADES 
 
 Art. 127. São penalidades disciplinares: 
I - advertência; 
 
Art. 129. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de 
violação de proibição constante do art. 117, incisos I a VIII e 
XIX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, 
regulamentação ou norma interna, que não justifique imposição 
de penalidade mais grave. 
 
II - suspensão; 
 
Art. 130. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das 
faltas punidas com advertência e de violação das demais 
proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de 
demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias. 
§ 1o Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o 
servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a 
inspeção médica determinada pela autoridade competente, 
cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a 
determinação. 
§ 2o Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade 
de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% 
(cinquenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, 
ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. 
Art. 131. As penalidades de advertência e de suspensão terão 
seus registros cancelados, após o decurso de 3 (três) e 5 
(cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor 
não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar. 
Parágrafo único. O cancelamento da penalidade não surtirá 
efeitos retroativos. 
 
III - demissão; 
IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade; 
 
Art. 134. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do 
inativo que houver praticado, na atividade, falta punível com a 
demissão. 
 
V - destituição de cargo em comissão; 
VI - destituição de função comissionada. 
 
Art. 135. A destituição de cargo em comissão exercido por não 
ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração 
sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. 
 Art. 137. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, 
por infringência do art. 117, incisos IX e XI, incompatibiliza o 
ex-servidor para nova investidura em cargo público federal, pelo 
prazo de 5 (cinco) anos. 
Parágrafo único. Não poderá retornar ao serviço público federal 
o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão 
por infringência do art. 132, incisos I, IV, VIII, X e XI. 
 
9.1 – PRESCRIÇÃO DAS PENALIDADES 
 
Art. 142. A ação disciplinar prescreverá: 
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com 
demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e 
destituição de cargo em comissão; 
II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão; 
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência. 
§ 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato 
se tornou conhecido. 
§ 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às 
infrações disciplinares capituladas também como crime. 
§ 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo 
disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida 
por autoridade competente. 
§ 4o Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a 
correr a partir do dia em que cessar a interrupção. 
 
9.2 – COMPETÊNCIA PARA APLICAÇÃO DAS 
PENALIDADES 
 
Penalidade Competente 
 
 
 
Demissão 
Presidente da República 
Presidente das Casas 
Legislativas 
Presidente dos Tribunais 
Federais 
Procurador Geral da 
República 
Suspensão mais de 30 dias Autoridades inferiores das 
acima 
 
Suspensão até 30 dias 
Chefe da repartição e 
outras, na forma do 
regulamento ou regimento 
 
 
Destituição de cargo 
Chefe da repartição e 
outras, na forma do 
regulamento ou regimento 
Autoridade que realizou a 
nomeação 
 
10 – PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 
GENÉRICO 
 
 Divide-se em: 
 
 Sindicância: Aplica-se em situações de advertência ou 
suspensão de até 30 dias. Prazo: 30 + 30. Pode resultar 
arquivamento, indicação de aplicação da pena e 
 
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instauração do PAD. 
 Processo Administrativo Disciplinar: Aplica-se em 
situações de suspensão por mais de 30 dias ou demissão. 
Prazo: 60 + 60. 
 Processo Sumário: Casos de demissão por abandono de 
cargo, inassiduidade habitual e acumulação ilegal. Prazo: 
30 + 15. 
10.1 – FASES DO PROCESSO ADMINISTRATIVO 
DISCIPLINAR 
 
 Instauração: Estabelecimento do processo. 
 Inquérito: Instrução, Defesa e Relatório. 
 Julgamento: Decisão Final. 
 
CAPÍTULO 3 – DECRETO 1.171/94 
(CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL) 
 
1 – REGRAS DEONTOLÓGICAS 
 
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos 
princípios morais são primados maiores que devem nortear o 
servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora 
dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder 
estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados 
para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos. 
II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento 
ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o 
legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o 
inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente 
entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 
37, caput, e § 4°, da Constituição Federal. 
III - A moralidade da Administração Pública não se limita à 
distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de 
que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e 
a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá 
consolidar a moralidade do ato administrativo. 
IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos 
pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por 
isso se exige, como contrapartida, que a moralidade 
administrativa se integre no Direito, como elemento indissociável 
de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como 
conseqüência, em fator de legalidade. 
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a 
comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio 
bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito 
desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio. 
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, 
portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. 
Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua 
vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na 
vida funcional. 
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigaçõespoliciais 
ou interesse superior do Estado e da Administração Pública, a 
serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, 
nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo 
constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua 
omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a 
quem a negar. 
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode 
omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria 
pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado 
pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito 
do erro, da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até 
mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação. 
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao 
serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal 
uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente 
significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a 
qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, 
por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao 
equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens 
de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas 
esperanças e seus esforços para construí-los. 
X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução 
que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a 
formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na 
prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética 
ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral 
aos usuários dos serviços públicos. 
XI - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de 
seus superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, 
assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o 
descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de 
corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da 
função pública. 
XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de 
trabalho é fator de desmoralização do serviço público, o que quase 
sempre conduz à desordem nas relações humanas. 
XIII - 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura 
organizacional, respeitando seus colegas e cada concidadão, 
colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade 
pública é a grande oportunidade para o crescimento e o 
engrandecimento da Nação. 
 
2 – DEVERES DO SERVIDOR 
 
XIV - São deveres fundamentais do servidor público: 
a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou 
emprego público de que seja titular; 
b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, 
pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações 
procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer 
outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em 
que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao 
usuário; 
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do 
seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas 
opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum; 
d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição 
essencial da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a 
seu cargo; 
e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o 
processo de comunicação e contato com o público; 
f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios 
éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços 
públicos; 
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, 
respeitando a capacidade e as limitações individuais de todos os 
usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito 
ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, 
cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de 
causar-lhes dano moral; 
h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de 
representar contra qualquer comprometimento indevido da 
estrutura em que se funda o Poder Estatal; 
i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de 
contratantes, interessados e outros que visem obter quaisquer 
favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações 
imorais, ilegais ou aéticas e denunciá-las; 
j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências 
específicas da defesa da vida e da segurança coletiva; 
l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que sua 
ausência provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo 
negativamente em todo o sistema; 
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato 
ou fato contrário ao interesse público, exigindo as providências 
cabíveis; 
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo 
os métodos mais adequados à sua organização e distribuição; 
o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a 
melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a 
realização do bem comum; 
 
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p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao 
exercício da função; 
q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e 
a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções; 
r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções 
superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto 
possível, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre 
em boa ordem. 
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de 
direito; 
t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que 
lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos 
legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos 
jurisdicionados administrativos; 
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou 
autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo 
que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer 
violação expressa à lei; 
v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a 
existência deste Código de Ética, estimulando o seu integral 
cumprimento. 
 
3 – VEDAÇÕES AO SERVIDOR 
 
XV - E vedado ao servidor público; 
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição 
e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para 
outrem; 
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou 
de cidadãos que deles dependam; 
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com 
erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de 
sua profissão; 
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício 
regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral 
ou material; 
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu 
alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister; 
f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, 
paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o 
público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas 
hierarquicamente superiores ou inferiores; 
g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de 
ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou 
vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer 
pessoa, para o cumprimento da sua missão ou para influenciar 
outro servidor para o mesmo fim; 
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar 
para providências; 
i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do 
atendimento em serviços públicos; 
j) desviar servidor público para atendimento a interesse 
particular; 
l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, 
qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio 
público; 
m) fazer uso de informações privilegiadasobtidas no âmbito 
interno de seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de 
amigos ou de terceiros; 
n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele 
habitualmente; 
o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a 
moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana; 
p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a 
empreendimentos de cunho duvidoso. 
 
4 – COMISSÕES DE ÉTICA 
 
XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública 
Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer 
órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder 
público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada 
de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no 
tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, 
competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de 
procedimento susceptível de censura. 
XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos 
encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores, 
os registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e 
fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos 
próprios da carreira do servidor público. 
XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de 
Ética é a de censura e sua fundamentação constará do respectivo 
parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência do 
faltoso. 
XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-
se por servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato 
ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza 
permanente, temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição 
financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer 
órgão do poder estatal, como as autarquias, as fundações 
públicas, as entidades paraestatais, as empresas públicas e as 
sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde 
prevaleça o interesse do Estado. 
 
CAPÍTULO 4 – LEI 9.394 /96 
(LEI DE DIRETRIZES E BASES) 
 
1 – CONCEITOS E PRINCÍPIOS 
 
TÍTULO I 
DA EDUCAÇÃO 
 
Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se 
desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no 
trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos 
sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações 
culturais. 
 
§ 1º Esta lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, 
predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. 
 
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho 
e à prática social. 
 
TÍTULO II 
DOS PRINCÍPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL 
 
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos 
princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem 
por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo 
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. 
 
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes 
princípios: 
 
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na 
escola; 
 
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, 
o pensamento, a arte e o saber; 
 
III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; 
 
 
EDUCAÇÃO X ENSINO. Atualmente, consideramos 
como EDUCAÇÃO tudo aquilo que contribui para a 
formação da pessoa. Cultura, esporte, trabalho, instituições 
de ensino e outros. ENSINO por si só é o aprendizado 
adquirido dentro da instituição escolar. 
 
Legislação da Educação 
 
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IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância; 
 
V – coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 
 
VI – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
 
VII – valorização do profissional da educação escolar; 
 
VIII – gestão democrática do ensino público, na forma desta lei e 
da legislação dos sistemas de ensino; 
IX – garantia de padrão de qualidade; 
 
X – valorização da experiência extraescolar; 
 
XI – vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas 
sociais. 
 
TÍTULO III 
DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DO DEVER DE EDUCAR 
 
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será 
efetivado mediante a garantia de: 
 
I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os 
que a ele não tiveram acesso na idade própria; 
 
 
 
 
 
 
II – universalização do ensino médio gratuito; 
 
III – atendimento educacional especializado gratuito aos 
educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede 
regular de ensino; 
IV – atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de 
zero a seis anos de idade; 
V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da 
criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
 
VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do 
educando; 
 
VII – oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, 
com características e modalidades adequadas às suas 
necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem 
trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola; 
 
VIII – atendimento ao educando, no ensino fundamental público, 
por meio de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; 
 
IX – padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a 
variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos 
indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-
aprendizagem; 
 
2 – NÍVEIS E MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E 
ENSINO 
 
Art. 21. A educação escolar compõe-se de: 
 
I – educação básica, formada pela educação infantil, ensino 
fundamental e ensino médio; 
 
II – educação superior 
 
 
2.1 – FINALIDADES DA EDUCAÇÃO BÁSICA 
 
Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o 
educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o 
exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no 
trabalho e em estudos posteriores. 
 
2.2 – ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA 
 
Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, 
períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de 
estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência 
e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, 
sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o 
recomendar. 
 
§ 1º A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se 
tratar de transferências entre estabelecimentos situados no país e 
no exterior, tendo como base as normas curriculares gerais. 
 
 
Séries Anuais: Modelo mais comum em nosso País. O 
aluno terá um ano letivo para atingir todos os objetivos 
estabelecidos naquele nível de educação. 
Períodos Semestrais: O aluno terá um semestre (seis 
meses) para atingir os objetivos estabelecidos. Muito 
comum no caso do EJA. 
Ciclos: O aluno terá um tempo maior para atingir os 
objetivos propostos para o seu nível, sendo mais do que 
apenas um ano, como no sistema de Séries Anuais. 
Grupos Não Seriados: Os alunos são organizados com 
base em critérios específicos, como idade, por exemplo. A 
intenção é agrupar alunos de interesses e mentalidade 
parecida em convívio comum. 
Alternância Regular de Períodos de Estudos: Muito 
comum na educação para a população da área rural, pois a 
distância do local de estudo e de sua residência é 
considerável. 
 
Por força do artigo 208, I da CF, consideramos esse inciso 
como REVOGADO TACITAMENTE. Logo, para questão de 
concurso, não possui validade. Devemos lembrar que, 
segundo a CF, a gratuidade e obrigatoriedade agora é 
estendida a toda educação básica, dos 4 aos 17 anos. 
 
Concepções Pedagógicas:. 
Pedagogia Liberal – Todos os alunos recebem as mesmas 
oportunidades, e a dificuldade de aprendizado é culpa da falta 
de esforço do indivíduo. Se divide em 4 tendências: 
TRADICIONAL, emque o professor é o centro do saber, 
RENOVADA PROGRESSIVISTA, que considera os 
interesses infantis na preparação da aula pelo professor, 
RENOVADA NÃO-DIRETIVA, que dá liberdade ao aluno 
para aprender, sendo o professor um mero facilitador da 
aprendizagem, e TECNICISTA, em que a importância é a 
preparação do educando para o mercado de trabalho. 
Pedagogia Progressista - Sustentam implicitamente as 
finalidades sociopolíticas da educação. Dividida em 3 
tendências: LIBERTADORA, determinando a importância de 
trazer o cotidiano do aluno para servirem de temas geradores 
da aula, LIBERTÁRIA, prega a importância da vivência em 
grupo na discussão das problemáticas sociais, e CRÍTICO 
SOCIAL DOS CONTEÚDOS, que valoriza a importância 
dos conteúdos escolares na formação do educando. 
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da 
gestão democrática do ensino público na educação básica, 
de acordo com as suas peculiaridades e conforme os 
seguintes princípios: 
 
I - participação dos profissionais da educação na 
elaboração do projeto pedagógico da escola; 
 
II - participação das comunidades escolar e local em 
conselhos escolares ou equivalentes. 
 
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§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades 
locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo 
sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas 
letivas previsto nesta lei. 
 
Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, os 
sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua 
adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, 
especialmente: 
 
I – conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais 
necessidades e interesses dos alunos da zona rural; 
 
II – organização escolar própria, incluindo adequação do 
calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições 
climáticas; 
 
III – adequação à natureza do trabalho na zona rural. 
 
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será 
organizada de acordo com as seguintes regras comuns: 
 
I – a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, 
distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho 
escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando 
houver; 
 
II – a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira 
do ensino fundamental, pode ser feita: 
a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, 
a série ou fase anterior, na própria escola; 
b) por transferência, para candidatos procedentes de outras 
escolas; 
c) independentemente de escolarização anterior, mediante 
avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento 
e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou 
etapa adequada, conforme regulamentação do respectivo sistema 
de ensino; 
 
III – nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por 
série, o regimento escolar pode admitir formas de progressão 
parcial, desde que preservada a sequência do currículo, 
observadas as normas do respectivo sistema de ensino; 
 
IV – poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de 
séries distintas, com níveis equivalentes de adiantamento na 
matéria, para o ensino de línguas estrangeiras, artes, ou outros 
componentes curriculares; 
 
V – a verificação do rendimento escolar observará os seguintes 
critérios: 
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com 
prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos 
resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas 
finais; 
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso 
escolar; 
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante 
verificação do aprendizado; 
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; 
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência 
paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento 
escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus 
regimentos; 
 
VI – o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o 
disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de 
ensino, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento 
do total de horas letivas para aprovação; 
 
VII – cabe a cada instituição de ensino expedir históricos 
escolares, declarações de conclusão de série e diplomas ou 
certificados de conclusão de cursos, com as especificações 
cabíveis. 
 
3 – REGRAS DE ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO 
BÁSICA 
 
 A partir de agora realizaremos um estudo mais 
aprofundado e objetivo em relação aos diferentes níveis de 
educação encontrados dentro da chamada Educação Básica. 
 
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será 
organizada de acordo com as seguintes regras comuns: 
 
I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, 
distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho 
escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando 
houver; 
 
II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira 
do ensino fundamental, pode ser feita: 
 
a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, 
a série ou fase anterior, na própria escola; 
 
b) por transferência, para candidatos procedentes de outras 
escolas; 
 
c) independentemente de escolarização anterior, mediante 
avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento 
e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou 
etapa adequada, conforme regulamentação do respectivo sistema 
de ensino; 
 
III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por 
série, o regimento escolar pode admitir formas de progressão 
parcial, desde que preservada a seqüência do currículo, 
observadas as normas do respectivo sistema de ensino; 
 
IV - poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de 
séries distintas, com níveis equivalentes de adiantamento na 
matéria, para o ensino de línguas estrangeiras, artes, ou outros 
componentes curriculares; 
 
V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes 
critérios: 
 
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com 
prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos 
resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas 
finais; 
 
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso 
escolar; 
 
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante 
verificação do aprendizado; 
 
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; 
 
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência 
paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento 
escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus 
regimentos; 
 
VI - o controle de freqüência fica a cargo da escola, conforme o 
disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de 
ensino, exigida a freqüência mínima de setenta e cinco por cento 
do total de horas letivas para aprovação; 
 
 
 
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VII - cabe a cada instituição de ensino expedir históricos 
escolares, declarações de conclusão de série e diplomas ou 
certificados de conclusão de cursos, com as especificações 
cabíveis. 
 
3.1 – CURRÍCULOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA 
 
Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino 
fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a 
ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada 
estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida 
pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, 
da economia e dos educandos. (Redação dada pela Lei nº 12.796, 
de 2013)§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, 
obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da 
matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da 
realidade social e política, especialmente do Brasil. 
 
§ 2o O ensino da arte, especialmente em suas expressões 
regionais, constituirá componente curricular obrigatório nos 
diversos níveis da educação básica, de forma a promover o 
desenvolvimento cultural dos alunos. (Redação dada pela Lei nº 
12.287, de 2010) 
 
§ 3o A educação física, integrada à proposta pedagógica da 
escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, 
sendo sua prática facultativa ao aluno: (Redação dada pela Lei 
nº 10.793, de 1º.12.2003) 
 
I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis 
horas; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
 
II – maior de trinta anos de idade; (Incluído pela Lei nº 10.793, 
de 1º.12.2003) 
 
III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em 
situação similar, estiver obrigado à prática da educação física; 
(Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
 
IV – amparado pelo Decreto-Lei no 1.044, de 21 de outubro de 
1969; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
 
VI – que tenha prole. (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
 
§ 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as 
contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do 
povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e 
européia. 
 
§ 5º Na parte diversificada do currículo será incluído, 
obrigatoriamente, a partir da quinta série, o ensino de pelo 
menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a 
cargo da comunidade escolar, dentro das possibilidades da 
instituição. 
 
§ 6o A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não 
exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste 
artigo. (Incluído pela Lei nº 11.769, de 2008) 
 
§ 7o Os currículos do ensino fundamental e médio devem incluir 
os princípios da proteção e defesa civil e a educação ambiental de 
forma integrada aos conteúdos obrigatórios. (Incluído pela Lei 
nº 12.608, de 2012) 
 
§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá 
componente curricular complementar integrado à proposta 
pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no 
mínimo, 2 (duas) horas mensais. (Incluído pela Lei nº 13.006, de 
2014) 
§ 9o Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de 
todas as formas de violência contra a criança e o adolescente 
serão incluídos, como temas transversais, nos currículos escolares 
de que trata o caput deste artigo, tendo como diretriz a Lei no 
8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do 
Adolescente), observada a produção e distribuição de material 
didático adequado. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
 
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de 
ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo 
da história e cultura afro-brasileira e indígena. (Redação dada 
pela Lei nº 11.645, de 2008). 
 
§ 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá 
diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a 
formação da população brasileira, a partir desses dois grupos 
étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a 
luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e 
indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade 
nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, 
econômica e política, pertinentes à história do Brasil. (Redação 
dada pela Lei nº 11.645, de 2008). 
 
§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e 
dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de 
todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação 
artística e de literatura e história brasileiras. (Redação dada pela 
Lei nº 11.645, de 2008). 
 
Para uma visualização objetiva do exposto acima, vamos observar 
um quadro simples, que nos demonstra todo o estabelecimento do 
que é a base nacional comum e o que é a parte diversificada do 
currículo. 
 
 
BASE NACIONAL COMUM 
 
Língua Portuguesa e Literatura; 
 
Matemática; 
 
Conhecimento do Mundo Físico e Natural (Biologia, Química e 
Física) 
 
Conhecimento da Realidade Social e Política, especialmente do 
Brasil (História e Geografia) 
 
Arte 
 
Educação Física 
 
 
PARTE DIVERSIFICADA 
 
Entre outras disciplinas, a LDB obriga a inclusão do estudo de uma 
Língua Estrangeira moderna a partir da 5ª série (6º ano), escolha 
essa que ficará a cargo da comunidade escolar. 
 
3.1 – EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, 
tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 
5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e 
social, complementando a ação da família e da comunidade. 
(Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
Art. 30. A educação infantil será oferecida em: 
 
I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três 
anos de idade; 
 
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II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de 
idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as 
seguintes regras comuns: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 
2013) 
 
I - avaliação mediante acompanhamento e registro do 
desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, 
mesmo para o acesso ao ensino fundamental; (Incluído pela Lei 
nº 12.796, de 2013) 
 
II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, 
distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho 
educacional; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas 
diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada 
integral; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-
escolar, exigida a frequência mínima de 60% (sessenta por cento) 
do total de horas; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
V - expedição de documentação que permita atestar os processos 
de desenvolvimento e aprendizagem da criança. (Incluído pela Lei 
nº 12.796, de 2013) 
 
3.2 – ENSINO FUNDAMENTAL 
 
Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 
(nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) 
anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, 
mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) 
 
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como 
meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; 
 
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema 
político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se 
fundamenta a sociedade; 
 
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em 
vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de 
atitudes e valores; 
 
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de 
solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta 
a vida social. 
 
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino 
fundamental em ciclos. 
 
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por 
série podem adotar no ensino fundamental o regime de 
progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de 
ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo 
sistema de ensino. 
 
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua 
portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de 
suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. 
 
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a 
distância utilizadocomo complementação da aprendizagem ou em 
situações emergenciais. 
 
§ 5o O currículo do ensino fundamental incluirá, 
obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e 
dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de 
julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, 
observada a produção e distribuição de material didático 
adequado. (Incluído pela Lei nº 11.525, de 2007). 
 
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como tema 
transversal nos currículos do ensino fundamental. (Incluído 
pela Lei nº 12.472, de 2011). 
 
Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte 
integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina 
dos horários normais das escolas públicas de ensino 
fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural 
religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. 
(Redação dada pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) 
 
§ 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para 
a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as 
normas para a habilitação e admissão dos professores. (Incluído 
pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) 
 
§ 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas 
diferentes denominações religiosas, para a definição dos 
conteúdos do ensino religioso. (Incluído pela Lei nº 9.475, de 
22.7.1997) 
 
Art. 34. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo 
menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo 
progressivamente ampliado o período de permanência na escola. 
 
§ 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas 
alternativas de organização autorizadas nesta Lei. 
 
§ 2º O ensino fundamental será ministrado progressivamente em 
tempo integral, a critério dos sistemas de ensino. 
 
3.2 – ENSINO MÉDIO 
 
Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com 
duração mínima de três anos, terá como finalidades: 
 
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos 
adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o 
prosseguimento de estudos; 
 
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do 
educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se 
adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou 
aperfeiçoamento posteriores; 
 
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, 
incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia 
intelectual e do pensamento crítico; 
 
IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos 
processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no 
ensino de cada disciplina. 
 
Art. 36. O currículo do ensino médio observará o disposto na 
Seção I deste Capítulo e as seguintes diretrizes: 
 
I - destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do 
significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico 
de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa 
como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e 
Progressão Continuada: O aluno “sofrerá” um sistema de 
avaliação menos rigoroso, com possibilidade de retenção 
não a cada ano, mas ao final de ciclos estabelecidos. 
Progressão Parcial: O aluno poderá atingir próximo nível 
de estudo mesmo em baixo rendimento, através do sistema 
de dependência. 
 
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exercício da cidadania; 
 
II - adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem 
a iniciativa dos estudantes; 
 
III - será incluída uma língua estrangeira moderna, como 
disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma 
segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades da 
instituição. 
 
IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas 
obrigatórias em todas as séries do ensino médio. (Incluído pela Lei 
nº 11.684, de 2008) 
 
§ 1º Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação serão 
organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando 
demonstre: 
 
I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem 
a produção moderna; 
 
II - conhecimento das formas contemporâneas de linguagem; 
 
§ 3º Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e 
habilitarão ao prosseguimento de estudos. 
 
3.3 – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE 
NÍVEL MÉDIO 
 
Art. 36-A. Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste Capítulo, o 
ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá 
prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. (Incluído pela 
Lei nº 11.741, de 2008) 
 
Parágrafo único. A preparação geral para o trabalho e, 
facultativamente, a habilitação profissional poderão ser 
desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou 
em cooperação com instituições especializadas em educação 
profissional. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
Art. 36-B. A educação profissional técnica de nível médio será 
desenvolvida nas seguintes formas: (Incluído pela Lei nº 11.741, 
de 2008) 
 
I - articulada com o ensino médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, 
de 2008) 
 
II - subseqüente, em cursos destinados a quem já tenha 
concluído o ensino médio.(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
Parágrafo único. A educação profissional técnica de nível médio 
deverá observar: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
I - os objetivos e definições contidos nas diretrizes curriculares 
nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação; 
(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
II - as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino; 
(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos de seu 
projeto pedagógico. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio 
articulada, prevista no inciso I do caput do art. 36-B desta Lei, 
será desenvolvida de forma: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o 
ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir 
o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na 
mesma instituição de ensino, efetuando-se matrícula única para 
cada aluno; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já 
o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada 
curso, e podendo ocorrer: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as 
oportunidades educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 
11.741, de 2008) 
 
b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as 
oportunidades educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 
11.741, de 2008) 
 
c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de 
intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao 
desenvolvimento de projeto pedagógico unificado. (Incluído pela 
Lei nº 11.741, de 2008) 
 
Art. 36-D. Os diplomas de cursos de educação profissional 
técnica de nível médio, quando registrados, terão validade 
nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na educação 
superior. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
Parágrafo único. Os cursos de educação profissional técnica de 
nível médio, nas formas articulada concomitante e subseqüente, 
quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade, 
possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o 
trabalho após a conclusão, com aproveitamento, de cada etapa 
que caracterize uma qualificação para o trabalho. (Incluído pela 
Lei nº 11.741, de 2008) 
 
3.3 – EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 
 
Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que 
não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino 
fundamental e médio na idade própria. 
 
§ 1º Os sistemasde ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e 
aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, 
oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as 
características do alunado, seus interesses, condições de vida e de 
trabalho, mediante cursos e exames. 
 
§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a 
permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas 
e complementares entre si. 
 
§ 3o A educação de jovens e adultos deverá articular-se, 
preferencialmente, com a educação profissional, na forma do 
regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames 
supletivos, que compreenderão a base nacional comum do 
currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter 
regular. 
 
§ 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: 
 
I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores 
de quinze anos; 
 
II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de 
dezoito anos. 
 
§ 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos 
por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante 
exames. 
 
 
 
 
 
 
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3.4 – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 
 
Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no cumprimento 
dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes 
níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da 
ciência e da tecnologia. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 
2008) 
 
§ 1o Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão 
ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a 
construção de diferentes itinerários formativos, observadas as 
normas do respectivo sistema e nível de ensino. (Incluído pela Lei 
nº 11.741, de 2008) 
 
§ 2o A educação profissional e tecnológica abrangerá os 
seguintes cursos: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; 
(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
II – de educação profissional técnica de nível médio; (Incluído 
pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-
graduação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
§ 3o Os cursos de educação profissional tecnológica de 
graduação e pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne a 
objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes 
curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de 
Educação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
Art. 40. A educação profissional será desenvolvida em articulação 
com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação 
continuada, em instituições especializadas ou no ambiente de 
trabalho. 
 
Art. 41. O conhecimento adquirido na educação profissional e 
tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser objeto de avaliação, 
reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão 
de estudos.(Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
Art. 42. As instituições de educação profissional e tecnológica, 
além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos especiais, 
abertos à comunidade, condicionada a matrícula à capacidade de 
aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade. 
(Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) 
 
3.5 – EDUCAÇÃO SUPERIOR 
 
Art. 43. A educação superior tem por finalidade: 
 
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito 
científico e do pensamento reflexivo; 
 
II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, 
aptos para a inserção em setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e 
colaborar na sua formação contínua; 
 
III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, 
visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação 
e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do 
homem e do meio em que vive; 
 
IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos 
e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar 
o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de 
comunicação; 
 
V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e 
profissional e possibilitar a correspondente concretização, 
integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa 
estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada 
geração; 
 
VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, 
em particular os nacionais e regionais, prestar serviços 
especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação 
de reciprocidade; 
 
VII - promover a extensão, aberta à participação da população, 
visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da 
criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na 
instituição. 
 
Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e 
programas: 
 
I - cursos seqüenciais por campo de saber, de diferentes níveis de 
abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos 
estabelecidos pelas instituições de ensino, desde que tenham 
concluído o ensino médio ou equivalente; (Redação dada pela Lei 
nº 11.632, de 2007). 
 
II - de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o 
ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em 
processo seletivo; 
 
III - de pós-graduação, compreendendo programas de mestrado e 
doutorado, cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros, 
abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que 
atendam às exigências das instituições de ensino; 
 
IV - de extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos 
estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino. 
 
Parágrafo único. Os resultados do processo seletivo referido no 
inciso II do caput deste artigo serão tornados públicos pelas 
instituições de ensino superior, sendo obrigatória a divulgação da 
relação nominal dos classificados, a respectiva ordem de 
classificação, bem como do cronograma das chamadas para 
matrícula, de acordo com os critérios para preenchimento das 
vagas constantes do respectivo edital. (Incluído pela Lei nº 11.331, 
de 2006) 
 
Art. 45. A educação superior será ministrada em instituições de 
ensino superior, públicas ou privadas, com variados graus de 
abrangência ou especialização. 
 
Art. 46. A autorização e o reconhecimento de cursos, bem como o 
credenciamento de instituições de educação superior, terão 
prazos limitados, sendo renovados, periodicamente, após 
processo regular de avaliação. 
 
§ 1º Após um prazo para saneamento de deficiências 
eventualmente identificadas pela avaliação a que se refere este 
artigo, haverá reavaliação, que poderá resultar, conforme o caso, 
em desativação de cursos e habilitações, em intervenção na 
instituição, em suspensão temporária de prerrogativas da 
autonomia, ou em descredenciamento. 
 
§ 2º No caso de instituição pública, o Poder Executivo responsável 
por sua manutenção acompanhará o processo de saneamento e 
fornecerá recursos adicionais, se necessários, para a superação 
das deficiências. 
 
Art. 47. Na educação superior, o ano letivo regular, independente 
do ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de trabalho 
acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, 
quando houver. 
 
 
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§ 1o As instituições informarão aos interessados, antes de cada 
período letivo, os programas dos cursos e demais componentes 
curriculares, sua duração, requisitos, qualificação dos 
professores, recursos disponíveis e critérios de avaliação, 
obrigando-se a cumpriras respectivas condições, e a publicação 
deve ser feita, sendo as 3 (três) primeiras formas 
concomitantemente: (Redação dada pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
I - em página específica na internet no sítio eletrônico oficial da 
instituição de ensino superior, obedecido o seguinte: (Incluído 
pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
a) toda publicação a que se refere esta Lei deve ter como título 
“Grade e Corpo Docente”; (Incluída pela lei nº 13.168, de 
2015) 
 
b) a página principal da instituição de ensino superior, bem como 
a página da oferta de seus cursos aos ingressantes sob a forma de 
vestibulares, processo seletivo e outras com a mesma finalidade, 
deve conter a ligação desta com a página específica prevista neste 
inciso; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
c) caso a instituição de ensino superior não possua sítio 
eletrônico, deve criar página específica para divulgação das 
informações de que trata esta Lei; (Incluída pela lei nº 13.168, 
de 2015) 
 
d) a página específica deve conter a data completa de sua última 
atualização; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
II - em toda propaganda eletrônica da instituição de ensino 
superior, por meio de ligação para a página referida no inciso I; 
(Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
III - em local visível da instituição de ensino superior e de fácil 
acesso ao público; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
IV - deve ser atualizada semestralmente ou anualmente, de acordo 
com a duração das disciplinas de cada curso oferecido, 
observando o seguinte: (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
a) caso o curso mantenha disciplinas com duração diferenciada, a 
publicação deve ser semestral; (Incluída pela lei nº 13.168, de 
2015) 
 
b) a publicação deve ser feita até 1 (um) mês antes do início das 
aulas; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
c) caso haja mudança na grade do curso ou no corpo docente até o 
início das aulas, os alunos devem ser comunicados sobre as 
alterações; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
V - deve conter as seguintes informações: (Incluído pela lei nº 
13.168, de 2015) 
 
a) a lista de todos os cursos oferecidos pela instituição de ensino 
superior; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
b) a lista das disciplinas que compõem a grade curricular de cada 
curso e as respectivas cargas horárias; (Incluída pela lei nº 
13.168, de 2015) 
 
c) a identificação dos docentes que ministrarão as aulas em cada 
curso, as disciplinas que efetivamente ministrará naquele curso ou 
cursos, sua titulação, abrangendo a qualificação profissional do 
docente e o tempo de casa do docente, de forma total, contínua ou 
intermitente. (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
 
§ 2º Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos 
estudos, demonstrado por meio de provas e outros instrumentos 
de avaliação específicos, aplicados por banca examinadora 
especial, poderão ter abreviada a duração dos seus cursos, de 
acordo com as normas dos sistemas de ensino. 
 
§ 3º É obrigatória a freqüência de alunos e professores, salvo nos 
programas de educação a distância. 
 
§ 4º As instituições de educação superior oferecerão, no período 
noturno, cursos de graduação nos mesmos padrões de qualidade 
mantidos no período diurno, sendo obrigatória a oferta noturna 
nas instituições públicas, garantida a necessária previsão 
orçamentária. 
 
Art. 48. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando 
registrados, terão validade nacional como prova da formação 
recebida por seu titular. 
 
§ 1º Os diplomas expedidos pelas universidades serão por elas 
próprias registrados, e aqueles conferidos por instituições não-
universitárias serão registrados em universidades indicadas pelo 
Conselho Nacional de Educação. 
 
§ 2º Os diplomas de graduação expedidos por universidades 
estrangeiras serão revalidados por universidades públicas que 
tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-
se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação. 
 
§ 3º Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos por 
universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos por 
universidades que possuam cursos de pós-graduação 
reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e em 
nível equivalente ou superior. 
 
Art. 49. As instituições de educação superior aceitarão a 
transferência de alunos regulares, para cursos afins, na hipótese 
de existência de vagas, e mediante processo seletivo. 
 
Parágrafo único. As transferências ex officio dar-se-ão na forma 
da lei. 
 
Art. 50. As instituições de educação superior, quando da 
ocorrência de vagas, abrirão matrícula nas disciplinas de seus 
cursos a alunos não regulares que demonstrarem capacidade de 
cursá-las com proveito, mediante processo seletivo prévio. 
 
Art. 51. As instituições de educação superior credenciadas como 
universidades, ao deliberar sobre critérios e normas de seleção e 
admissão de estudantes, levarão em conta os efeitos desses 
critérios sobre a orientação do ensino médio, articulando-se com 
os órgãos normativos dos sistemas de ensino. 
 
Art. 52. As universidades são instituições pluridisciplinares de 
formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, 
de extensão e de domínio e cultivo do saber humano, que se 
caracterizam por: 
 
I - produção intelectual institucionalizada mediante o estudo 
sistemático dos temas e problemas mais relevantes, tanto do ponto 
de vista científico e cultural, quanto regional e nacional; 
 
II - um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação 
acadêmica de mestrado ou doutorado; 
 
III - um terço do corpo docente em regime de tempo integral. 
 
Parágrafo único. É facultada a criação de universidades 
especializadas por campo do saber. 
 
Art. 53. No exercício de sua autonomia, são asseguradas às 
universidades, sem prejuízo de outras, as seguintes atribuições: 
 
I - criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas 
 
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de educação superior previstos nesta Lei, obedecendo às normas 
gerais da União e, quando for o caso, do respectivo sistema de 
ensino; 
 
II - fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as 
diretrizes gerais pertinentes; 
 
III - estabelecer planos, programas e projetos de pesquisa 
científica, produção artística e atividades de extensão; 
 
IV - fixar o número de vagas de acordo com a capacidade 
institucional e as exigências do seu meio; 
 
V - elaborar e reformar os seus estatutos e regimentos em 
consonância com as normas gerais atinentes; 
 
VI - conferir graus, diplomas e outros títulos; 
 
VII - firmar contratos, acordos e convênios; 
 
VIII - aprovar e executar planos, programas e projetos de 
investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em geral, 
bem como administrar rendimentos conforme dispositivos 
institucionais; 
 
IX - administrar os rendimentos e deles dispor na forma prevista 
no ato de constituição, nas leis e nos respectivos estatutos; 
 
X - receber subvenções, doações, heranças, legados e cooperação 
financeira resultante de convênios com entidades públicas e 
privadas. 
 
Parágrafo único. Para garantir a autonomia didático-científica 
das universidades, caberá aos seus colegiados de ensino e 
pesquisa decidir, dentro dos recursos orçamentários disponíveis, 
sobre: 
 
I - criação, expansão, modificação e extinção de cursos; 
 
II - ampliação e diminuição de vagas; 
 
III - elaboração da programação dos cursos; 
 
IV - programação das pesquisas e das atividades de extensão; 
 
V - contratação e dispensa de professores; 
 
VI - planos de carreira docente. 
 
Art. 54. As universidades mantidaspelo Poder Público gozarão, na 
forma da lei, de estatuto jurídico especial para atender às 
peculiaridades de sua estrutura, organização e financiamento pelo 
Poder Público, assim como dos seus planos de carreira e do 
regime jurídico do seu pessoal. 
 
§ 1º No exercício da sua autonomia, além das atribuições 
asseguradas pelo artigo anterior, as universidades públicas 
poderão: 
 
I - propor o seu quadro de pessoal docente, técnico e 
administrativo, assim como um plano de cargos e salários, 
atendidas as normas gerais pertinentes e os recursos disponíveis; 
 
II - elaborar o regulamento de seu pessoal em conformidade com 
as normas gerais concernentes; 
 
III - aprovar e executar planos, programas e projetos de 
investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em geral, 
de acordo com os recursos alocados pelo respectivo Poder 
mantenedor; 
 
IV - elaborar seus orçamentos anuais e plurianuais; 
 
V - adotar regime financeiro e contábil que atenda às suas 
peculiaridades de organização e funcionamento; 
 
VI - realizar operações de crédito ou de financiamento, com 
aprovação do Poder competente, para aquisição de bens imóveis, 
instalações e equipamentos; 
 
VII - efetuar transferências, quitações e tomar outras providências 
de ordem orçamentária, financeira e patrimonial necessárias ao 
seu bom desempenho. 
 
§ 2º Atribuições de autonomia universitária poderão ser 
estendidas a instituições que comprovem alta qualificação para o 
ensino ou para a pesquisa, com base em avaliação realizada pelo 
Poder Público. 
 
Art. 55. Caberá à União assegurar, anualmente, em seu 
Orçamento Geral, recursos suficientes para manutenção e 
desenvolvimento das instituições de educação superior por ela 
mantidas. 
 
Art. 56. As instituições públicas de educação superior obedecerão 
ao princípio da gestão democrática, assegurada a existência de 
órgãos colegiados deliberativos, de que participarão os segmentos 
da comunidade institucional, local e regional. 
 
Parágrafo único. Em qualquer caso, os docentes ocuparão setenta 
por cento dos assentos em cada órgão colegiado e comissão, 
inclusive nos que tratarem da elaboração e modificações 
estatutárias e regimentais, bem como da escolha de dirigentes. 
 
Art. 57. Nas instituições públicas de educação superior, o 
professor ficará obrigado ao mínimo de oito horas semanais de 
aulas. 
 
3.6 – EDUCAÇÃO ESPECIAL 
 
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta 
Lei, a modalidade de educação escolar oferecida 
preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos 
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação. (Redação dada pela Lei nº 12.796, 
de 2013) 
 
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, 
na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de 
educação especial. 
 
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou 
serviços especializados, sempre que, em função das condições 
específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas 
classes comuns de ensino regular. 
 
§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do 
Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a 
educação infantil. 
 
Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação: (Redação dada pela Lei nº 12.796, 
de 2013) 
 
I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e 
organização específicos, para atender às suas necessidades; 
 
II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir 
o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em 
virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor 
tempo o programa escolar para os superdotados; 
 
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III - professores com especialização adequada em nível médio ou 
superior, para atendimento especializado, bem como professores 
do ensino regular capacitados para a integração desses educandos 
nas classes comuns; 
 
IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva 
integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas 
para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho 
competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, 
bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior 
nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; 
 
V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais 
suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino 
regular. 
 
Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino 
estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas 
sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em 
educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo 
Poder Público. 
 
Parágrafo único. O poder público adotará, como alternativa 
preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação na própria rede pública regular de 
ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste 
artigo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
4 – O ENSINO E A INICIATIVA PRIVADA 
 
 Devemos lembrar que um dos Princípios norteadores da 
Educação no Brasil mais interessantes determina a possibilidade da 
participação livre da iniciativa privada na instrução do ensino. 
Livre, como já dissemos algumas vezes, dentro de uma limitação. 
 Antes de adentrarmos na legislação específica, vale 
observarmos a classificação institucional determinada pela LDB, 
para melhor entendimento do funcionamento da iniciativa privada. 
A LDB classifica assim: 
 
 Instituição Pública: Necessariamente gerida, mantida e 
financiada pelo Poder Público. 
 Instituição Privada: Desenvolvida por Pessoa Jurídica 
de Direito privado. Podem ser subdivididas da seguinte 
forma: 
 Particulares: Possuem finalidade lucrativa. 
 Comunitárias: Possuem representantes da 
comunidade em sua organização. 
 Confessionais: Adotam ideologia específica, a 
exemplo das escolas de ensino religiosas. 
 Filantrópicas: Apesar de privadas, realizam 
atividade típica do Estado, como a oferta gratuita 
do ensino ou do acesso a serviços sociais. 
 
Art. 19. As instituições de ensino dos diferentes níveis classificam-
se nas seguintes categorias administrativas 
 
I - públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas, 
mantidas e administradas pelo Poder Público; 
 
II - privadas, assim entendidas as mantidas e administradas por 
pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. 
 
Art. 20. As instituições privadas de ensino se enquadrarão nas 
seguintes categorias: 
 
I - particulares em sentido estrito, assim entendidas as que são 
instituídas e mantidas por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas 
de direito privado que não apresentem as características dos 
incisos abaixo; 
 
II - comunitárias, assim entendidas as que são instituídas por 
grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas, 
inclusive cooperativas educacionais, sem fins lucrativos, que 
incluam na sua entidade mantenedora representantes da 
comunidade; (Redação dada pela Lei nº 12.020, de 2009) 
 
III - confessionais, assim entendidas as que são instituídas por 
grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas 
que atendem a orientação confessional e ideologia específicas e ao 
disposto no inciso anterior; 
 
IV - filantrópicas, na forma da lei. 
 
Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as 
seguintes condições: 
 
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e do 
respectivo sistema de ensino; 
 
II - autorização de funcionamento e avaliaçãode qualidade pelo 
Poder Público; 
 
III - capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto no 
art. 213 da Constituição Federal. 
 
4 – RESPONSABILIDADES 
 
4.1 – DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO 
 
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas 
comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: 
 
I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; 
 
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e 
financeiros; 
 
III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula 
estabelecidas; 
 
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada 
docente; 
 
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor 
rendimento; 
 
VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando 
processos de integração da sociedade com a escola; 
 
VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se 
for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento 
dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica 
da escola; (Redação dada pela Lei nº 12.013, de 2009) 
 
VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz 
competente da Comarca e ao respectivo representante do 
Ministério Público a relação dos alunos que apresentem 
quantidade de faltas acima de cinqüenta por cento do percentual 
permitido em lei.(Incluído pela Lei nº 10.287, de 2001) 
 
4.2 – DOS DOCENTES 
 
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: 
 
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do 
estabelecimento de ensino; 
 
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta 
pedagógica do estabelecimento de ensino; 
 
III - zelar pela aprendizagem dos alunos; 
 
Legislação da Educação 
 
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IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de 
menor rendimento; 
 
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de 
participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, 
à avaliação e ao desenvolvimento profissional; 
 
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as 
famílias e a comunidade. 
 
5 – ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL 
 
Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas 
de ensino. 
 
§ 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de 
educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo 
função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais 
instâncias educacionais. 
 
§ 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos 
termos desta Lei. 
Art. 9º A União incumbir-se-á de: 
 
I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
 
II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições 
oficiais do sistema federal de ensino e o dos Territórios; 
 
III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus 
sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade 
obrigatória, exercendo sua função redistributiva e supletiva; 
 
IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a 
educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que 
nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a 
assegurar formação básica comum; 
 
V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação; 
 
 VI - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento 
escolar no ensino fundamental, médio e superior, em colaboração 
com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades 
e a melhoria da qualidade do ensino; 
 
VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-
graduação; 
 
 VIII - assegurar processo nacional de avaliação das instituições 
de educação superior, com a cooperação dos sistemas que tiverem 
responsabilidade sobre este nível de ensino; 
 
IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, 
respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e 
os estabelecimentos do seu sistema de ensino. (Vide Lei nº 
10.870, de 2004) 
 
§ 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho Nacional de 
Educação, com funções normativas e de supervisão e atividade 
permanente, criado por lei. 
 
§ 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a União 
terá acesso a todos os dados e informações necessários de todos os 
estabelecimentos e órgãos educacionais. 
 
§ 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas 
aos Estados e ao Distrito Federal, desde que mantenham 
instituições de educação superior. 
 
 Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: 
 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais 
dos seus sistemas de ensino; 
 
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta 
do ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição 
proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a 
ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma 
dessas esferas do Poder Público; 
 
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em 
consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, 
integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; 
 
IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, 
respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e 
os estabelecimentos do seu sistema de ensino; 
 
V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; 
 
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o 
ensino médio. 
 
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o 
ensino médio a todos que o demandarem, respeitado o disposto no 
art. 38 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.061, de 2009) 
 
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. 
(Incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) 
 
Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as 
competências referentes aos Estados e aos Municípios. 
 
Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: 
 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais 
dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos 
educacionais da União e dos Estados; 
 
II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; 
 
III - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; 
 
IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do 
seu sistema de ensino; 
 
V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com 
prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros 
níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente 
as necessidades de sua área de competência e com recursos acima 
dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à 
manutenção e desenvolvimento do ensino. 
 
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal. 
(Incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) 
 
Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por se 
integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um 
sistema único de educação básica. 
 
6 – PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO 
 
Art. 61. Consideram-se profissionais da educação escolar básica 
os que, nela estando em efetivo exercício e tendo sido formados em 
cursos reconhecidos, são: (Redação dada pela Lei nº 12.014, de 
2009) 
 
 
 
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I – professores habilitados em nível médio ou superior para a 
docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio; 
(Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009) 
 
II – trabalhadores em educação portadoresde diploma de 
pedagogia, com habilitação em administração, planejamento, 
supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como com 
títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas; (Redação 
dada pela Lei nº 12.014, de 2009) 
 
III – trabalhadores em educação, portadores de diploma de curso 
técnico ou superior em área pedagógica ou afim. (Incluído pela 
Lei nº 12.014, de 2009) 
 
Parágrafo único. A formação dos profissionais da educação, de 
modo a atender às especificidades do exercício de suas atividades, 
bem como aos objetivos das diferentes etapas e modalidades da 
educação básica, terá como fundamentos: (Incluído pela Lei nº 
12.014, de 2009) 
 
I – a presença de sólida formação básica, que propicie o 
conhecimento dos fundamentos científicos e sociais de suas 
competências de trabalho; (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009) 
 
II – a associação entre teorias e práticas, mediante estágios 
supervisionados e capacitação em serviço; (Incluído pela Lei nº 
12.014, de 2009) 
 
III – o aproveitamento da formação e experiências anteriores, em 
instituições de ensino e em outras atividades. (Incluído pela Lei nº 
12.014, de 2009) 
 
6.1 – PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA 
 
Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica 
far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de 
graduação plena, em universidades e institutos superiores de 
educação, admitida, como formação mínima para o exercício do 
magistério na educação infantil e nos 5 (cinco) primeiros anos do 
ensino fundamental, a oferecida em nível médio na modalidade 
normal. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
§ 1º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios, em 
regime de colaboração, deverão promover a formação inicial, a 
continuada e a capacitação dos profissionais de magistério. 
(Incluído pela Lei nº 12.056, de 2009). 
 
§ 2º A formação continuada e a capacitação dos profissionais de 
magistério poderão utilizar recursos e tecnologias de educação a 
distância. (Incluído pela Lei nº 12.056, de 2009). 
 
§ 3º A formação inicial de profissionais de magistério dará 
preferência ao ensino presencial, subsidiariamente fazendo uso de 
recursos e tecnologias de educação a distância. (Incluído pela Lei 
nº 12.056, de 2009). 
 
§ 4o A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios 
adotarão mecanismos facilitadores de acesso e permanência em 
cursos de formação de docentes em nível superior para atuar na 
educação básica pública. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
§ 5o A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios 
incentivarão a formação de profissionais do magistério para atuar 
na educação básica pública mediante programa institucional de 
bolsa de iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos 
de licenciatura, de graduação plena, nas instituições de educação 
superior. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
§ 6o O Ministério da Educação poderá estabelecer nota mínima 
em exame nacional aplicado aos concluintes do ensino médio 
como pré-requisito para o ingresso em cursos de graduação para 
formação de docentes, ouvido o Conselho Nacional de Educação - 
CNE. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
Art. 65. A formação docente, exceto para a educação superior, 
incluirá prática de ensino de, no mínimo, trezentas horas. 
 
6.2 – PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 
 
Art. 66. A preparação para o exercício do magistério superior far-
se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas 
de mestrado e doutorado. 
 
Parágrafo único. O notório saber, reconhecido por universidade 
com curso de doutorado em área afim, poderá suprir a exigência 
de título acadêmico. 
 
6.3 – VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA 
EDUCAÇÃO 
 
Art. 67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos 
profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos 
dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público: 
 
I - ingresso exclusivamente por concurso público de provas e 
títulos; 
 
II - aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com 
licenciamento periódico remunerado para esse fim; 
 
III - piso salarial profissional; 
 
IV - progressão funcional baseada na titulação ou habilitação, e 
na avaliação do desempenho; 
 
V - período reservado a estudos, planejamento e avaliação, 
incluído na carga de trabalho; 
 
VI - condições adequadas de trabalho. 
 
§ 1o A experiência docente é pré-requisito para o exercício 
profissional de quaisquer outras funções de magistério, nos termos 
das normas de cada sistema de ensino.(Renumerado pela Lei nº 
11.301, de 2006) 
 
§ 2o Para os efeitos do disposto no § 5º do art. 40 e no § 8o do 
art. 201 da Constituição Federal, são consideradas funções de 
magistério as exercidas por professores e especialistas em 
educação no desempenho de atividades educativas, quando 
exercidas em estabelecimento de educação básica em seus diversos 
níveis e modalidades, incluídas, além do exercício da docência, as 
de direção de unidade escolar e as de coordenação e 
assessoramento pedagógico. (Incluído pela Lei nº 11.301, de 2006) 
 
§ 3o A União prestará assistência técnica aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios na elaboração de concursos públicos 
para provimento de cargos dos profissionais da educação. 
(Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
7 – RECURSOS FINANCEIROS 
 
Art. 68. Serão recursos públicos destinados à educação os 
originários de: 
 
I - receita de impostos próprios da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios; 
 
II - receita de transferências constitucionais e outras 
transferências; 
 
III - receita do salário-educação e de outras contribuições 
sociais; 
 
Legislação da Educação 
 
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IV - receita de incentivos fiscais; 
 
V - outros recursos previstos em lei. 
 
Art. 69. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, 
e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, vinte e cinco por 
cento, ou o que consta nas respectivas Constituições ou Leis 
Orgânicas, da receita resultante de impostos, compreendidas as 
transferências constitucionais, na manutenção e desenvolvimento 
do ensino público. 
 
§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos 
Estados aos respectivos Municípios, não será considerada, para 
efeito do cálculo previsto neste artigo, receita do governo que a 
transferir. 
 
§ 2º Serão consideradas excluídas das receitas de impostos 
mencionadas neste artigo as operações de crédito por antecipação 
de receita orçamentária de impostos. 
 
§ 3º Para fixação inicial dos valores correspondentes aos mínimos 
estatuídos neste artigo, será considerada a receita estimada na lei 
do orçamento anual, ajustada, quando for o caso, por lei que 
autorizar a abertura de créditos adicionais, com base no eventual 
excesso de arrecadação. 
 
§ 4º As diferenças entre a receita e a despesa previstas e as 
efetivamente realizadas, que resultem no não atendimento dos 
percentuais mínimos obrigatórios, serão apuradas e corrigidas a 
cada trimestre do exercício financeiro. 
 
§ 5º O repasse dos valores referidos neste artigo do caixa da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios ocorrerá 
imediatamente ao órgão responsável pela educação, observados os 
seguintes prazos: 
 
I - recursos arrecadados do primeiro ao décimo dia de cada mês, 
até o vigésimo dia; 
 
II - recursos arrecadados do décimo primeiro ao vigésimo dia de 
cada mês, até o trigésimo dia; 
 
III - recursos arrecadados do vigésimo primeiro dia ao final de 
cada mês, até o décimo dia do mês subseqüente. 
 
§ 6º O atraso da liberação sujeitará os recursos a correção 
monetária e à responsabilização civil ecriminal das autoridades 
competentes. 
 
Art. 70. Considerar-se-ão como de manutenção e desenvolvimento 
do ensino as despesas realizadas com vistas à consecução dos 
objetivos básicos das instituições educacionais de todos os níveis, 
compreendendo as que se destinam a: 
 
I - remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e demais 
profissionais da educação; 
 
II - aquisição, manutenção, construção e conservação de 
instalações e equipamentos necessários ao ensino; 
 
III – uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao ensino; 
 
IV - levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas visando 
precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à expansão do 
ensino; 
 
V - realização de atividades-meio necessárias ao funcionamento 
dos sistemas de ensino; 
 
VI - concessão de bolsas de estudo a alunos de escolas públicas e 
privadas; 
 
VII - amortização e custeio de operações de crédito destinadas a 
atender ao disposto nos incisos deste artigo; 
 
VIII - aquisição de material didático-escolar e manutenção de 
programas de transporte escolar. 
 
Art. 71. Não constituirão despesas de manutenção e 
desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com: 
 
I - pesquisa, quando não vinculada às instituições de ensino, ou, 
quando efetivada fora dos sistemas de ensino, que não vise, 
precipuamente, ao aprimoramento de sua qualidade ou à sua 
expansão; 
 
II - subvenção a instituições públicas ou privadas de caráter 
assistencial, desportivo ou cultural; 
 
III - formação de quadros especiais para a administração pública, 
sejam militares ou civis, inclusive diplomáticos; 
 
IV - programas suplementares de alimentação, assistência médico-
odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras formas de 
assistência social; 
 
V - obras de infra-estrutura, ainda que realizadas para beneficiar 
direta ou indiretamente a rede escolar; 
 
VI - pessoal docente e demais trabalhadores da educação, quando 
em desvio de função ou em atividade alheia à manutenção e 
desenvolvimento do ensino. 
 
Art. 72. As receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento 
do ensino serão apuradas e publicadas nos balanços do Poder 
Público, assim como nos relatórios a que se refere o § 3º do art. 
165 da Constituição Federal. 
 
Art. 73. Os órgãos fiscalizadores examinarão, prioritariamente, na 
prestação de contas de recursos públicos, o cumprimento do 
disposto no art. 212 da Constituição Federal, no art. 60 do Ato das 
Disposições Constitucionais Transitórias e na legislação 
concernente. 
 
Art. 74. A União, em colaboração com os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, estabelecerá padrão mínimo de 
oportunidades educacionais para o ensino fundamental, baseado 
no cálculo do custo mínimo por aluno, capaz de assegurar ensino 
de qualidade. 
 
Parágrafo único. O custo mínimo de que trata este artigo será 
calculado pela União ao final de cada ano, com validade para o 
ano subseqüente, considerando variações regionais no custo dos 
insumos e as diversas modalidades de ensino. 
 
Art. 75. A ação supletiva e redistributiva da União e dos Estados 
será exercida de modo a corrigir, progressivamente, as 
disparidades de acesso e garantir o padrão mínimo de qualidade 
de ensino. 
 
§ 1º A ação a que se refere este artigo obedecerá a fórmula de 
domínio público que inclua a capacidade de atendimento e a 
medida do esforço fiscal do respectivo Estado, do Distrito Federal 
ou do Município em favor da manutenção e do desenvolvimento do 
ensino. 
 
§ 2º A capacidade de atendimento de cada governo será definida 
pela razão entre os recursos de uso constitucionalmente 
obrigatório na manutenção e desenvolvimento do ensino e o custo 
anual do aluno, relativo ao padrão mínimo de qualidade. 
 
 
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§ 3º Com base nos critérios estabelecidos nos §§ 1º e 2º, a União 
poderá fazer a transferência direta de recursos a cada 
estabelecimento de ensino, considerado o número de alunos que 
efetivamente freqüentam a escola. 
 
§ 4º A ação supletiva e redistributiva não poderá ser exercida em 
favor do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios se estes 
oferecerem vagas, na área de ensino de sua responsabilidade, 
conforme o inciso VI do art. 10 e o inciso V do art. 11 desta Lei, 
em número inferior à sua capacidade de atendimento. 
 
Art. 76. A ação supletiva e redistributiva prevista no artigo 
anterior ficará condicionada ao efetivo cumprimento pelos 
Estados, Distrito Federal e Municípios do disposto nesta Lei, sem 
prejuízo de outras prescrições legais. 
 
Art. 77. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, 
podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou 
filantrópicas que: 
 
I - comprovem finalidade não-lucrativa e não distribuam 
resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcela de 
seu patrimônio sob nenhuma forma ou pretexto; 
 
II - apliquem seus excedentes financeiros em educação; 
 
III - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola 
comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no 
caso de encerramento de suas atividades; 
 
IV - prestem contas ao Poder Público dos recursos recebidos. 
 
§ 1º Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a 
bolsas de estudo para a educação básica, na forma da lei, para os 
que demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta 
de vagas e cursos regulares da rede pública de domicílio do 
educando, ficando o Poder Público obrigado a investir 
prioritariamente na expansão da sua rede local. 
 
§ 2º As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão 
receber apoio financeiro do Poder Público, inclusive mediante 
bolsas de estudo. 
 
8 – EDUCAÇÃO INDÍGENA 
 
Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das 
agências federais de fomento à cultura e de assistência aos 
índios, desenvolverá programas integrados de ensino e pesquisa, 
para oferta de educação escolar bilingüe e intercultural aos 
povos indígenas, com os seguintes objetivos: 
 
I - proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a 
recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas 
identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências; 
 
II - garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às 
informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade 
nacional e demais sociedades indígenas e não-índias. 
 
Art. 79. A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de 
ensino no provimento da educação intercultural às comunidades 
indígenas, desenvolvendo programas integrados de ensino e 
pesquisa. 
 
§ 1º Os programas serão planejados com audiência das 
comunidades indígenas. 
 
§ 2º Os programas a que se refere este artigo, incluídos nos Planos 
Nacionais de Educação, terão os seguintes objetivos: 
 
I - fortalecer as práticas sócio-culturais e a língua materna de 
cada comunidade indígena; 
 
II - manter programas de formação de pessoal especializado, 
destinado à educação escolar nas comunidades indígenas; 
 
III - desenvolver currículos e programas específicos, neles 
incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas 
comunidades; 
 
IV - elaborar e publicar sistematicamente material didático 
específico e diferenciado. 
 
§ 3o No que se refere à educação superior, sem prejuízo de outras 
ações, o atendimento aos povos indígenas efetivar-se-á, nas 
universidades públicas e privadas, mediante a oferta de ensino e 
de assistência estudantil, assim como de estímulo à pesquisa e 
desenvolvimento de programas especiais. (Incluído pela Lei nº 
12.416, de 2011) 
 
Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro 
como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.(Incluído pela Lei nº 
10.639, de 9.1.2003) 
 
9 – EDUCAÇÃOA DISTÂNCIA 
 
Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a 
veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis 
e modalidades de ensino, e de educação continuada. 
 
§ 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime 
especiais, será oferecida por instituições especificamente 
credenciadas pela União. 
 
§ 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de 
exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a 
distância. 
 
§ 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas 
de educação a distância e a autorização para sua implementação, 
caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver 
cooperação e integração entre os diferentes sistemas. 
 
§ 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, 
que incluirá: 
 
I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de 
radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios de 
comunicação que sejam explorados mediante autorização, 
concessão ou permissão do poder público; (Redação dada pela 
Lei nº 12.603, de 2012) 
 
II - concessão de canais com finalidades exclusivamente 
educativas; 
 
III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, 
pelos concessionários de canais comerciais. 
 
Art. 81. É permitida a organização de cursos ou instituições de 
ensino experimentais, desde que obedecidas as disposições desta 
Lei. 
 
Art. 82. Os sistemas de ensino estabelecerão as normas de 
realização de estágio em sua jurisdição, observada a lei federal 
sobre a matéria. (Redação dada pela Lei nº 11.788, de 2008) 
 
Art. 83. O ensino militar é regulado em lei específica, admitida a 
equivalência de estudos, de acordo com as normas fixadas pelos 
sistemas de ensino. 
Art. 84. Os discentes da educação superior poderão ser 
aproveitados em tarefas de ensino e pesquisa pelas respectivas 
instituições, exercendo funções de monitoria, de acordo com seu 
 
Legislação da Educação 
 
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rendimento e seu plano de estudos. 
 
Art. 85. Qualquer cidadão habilitado com a titulação própria 
poderá exigir a abertura de concurso público de provas e títulos 
para cargo de docente de instituição pública de ensino que estiver 
sendo ocupado por professor não concursado, por mais de seis 
anos, ressalvados os direitos assegurados pelos arts. 41 da 
Constituição Federal e 19 do Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias. 
 
Art. 86. As instituições de educação superior constituídas como 
universidades integrar-se-ão, também, na sua condição de 
instituições de pesquisa, ao Sistema Nacional de Ciência e 
Tecnologia, nos termos da legislação específica. 
 
CAPÍTULO 5 – LEI 11.892/2008 
(REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL, 
CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA) 
 
Art. 1o Fica instituída, no âmbito do sistema federal de ensino, a 
Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, 
vinculada ao Ministério da Educação e constituída pelas seguintes 
instituições: 
 
I - Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia - 
Institutos Federais; 
 
II - Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR; 
 
III - Centros Federais de Educação Tecnológica Celso Suckow da 
Fonseca - CEFET-RJ e de Minas Gerais - CEFET-MG; 
 
IV - Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais; e 
(Redação dada pela Lei nº 12.677, de 2012) 
 
V - Colégio Pedro II. (Incluído pela Lei nº 12.677, de 2012) 
 
Parágrafo único. As instituições mencionadas nos incisos I, II, III 
e V do caput possuem natureza jurídica de autarquia, detentoras 
de autonomia administrativa, patrimonial, financeira, didático-
pedagógica e disciplinar. (Redação dada pela Lei nº 12.677, de 
2012) 
 
Art. 2o Os Institutos Federais são instituições de educação 
superior, básica e profissional, pluricurriculares e multicampi, 
especializados na oferta de educação profissional e tecnológica 
nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de 
conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas 
pedagógicas, nos termos desta Lei. 
 
§ 1o Para efeito da incidência das disposições que regem a 
regulação, avaliação e supervisão das instituições e dos cursos de 
educação superior, os Institutos Federais são equiparados às 
universidades federais. 
 
§ 2o No âmbito de sua atuação, os Institutos Federais exercerão o 
papel de instituições acreditadoras e certificadoras de 
competências profissionais. 
 
§ 3o Os Institutos Federais terão autonomia para criar e extinguir 
cursos, nos limites de sua área de atuação territorial, bem como 
para registrar diplomas dos cursos por eles oferecidos, mediante 
autorização do seu Conselho Superior, aplicando-se, no caso da 
oferta de cursos a distância, a legislação específica. 
 
Art. 3o A UTFPR configura-se como universidade especializada, 
nos termos do parágrafo único do art. 52 da Lei no 9.394, de 20 de 
dezembro de 1996, regendo-se pelos princípios, finalidades e 
objetivos constantes da Lei no 11.184, de 7 de outubro de 2005. 
 
Art. 4o-A. O Colégio Pedro II é instituição federal de ensino, 
pluricurricular e multicampi, vinculada ao Ministério da 
Educação e especializada na oferta de educação básica e de 
licenciaturas. (Incluído pela Lei nº 12.677, de 2012) 
 
Parágrafo único. O Colégio Pedro II é equiparado aos institutos 
federais para efeito de incidência das disposições que regem a 
autonomia e a utilização dos instrumentos de gestão do quadro de 
pessoal e de ações de regulação, avaliação e supervisão das 
instituições e dos cursos de educação profissional e superior. 
(Incluído pela Lei nº 12.677, de 2012) 
 
CAPÍTULO II 
 
DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E 
TECNOLOGIA 
 
Seção I 
 
Da Criação dos Institutos Federais 
 
Art. 5o Ficam criados os seguintes Institutos Federais de 
Educação, Ciência e Tecnologia: 
 
I - Instituto Federal do Acre, mediante transformação da Escola 
Técnica Federal do Acre; 
 
II - Instituto Federal de Alagoas, mediante integração do Centro 
Federal de Educação Tecnológica de Alagoas e da Escola 
Agrotécnica Federal de Satuba; 
 
III - Instituto Federal do Amapá, mediante transformação da 
Escola Técnica Federal do Amapá; 
 
IV - Instituto Federal do Amazonas, mediante integração do 
Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas e das 
Escolas Agrotécnicas Federais de Manaus e de São Gabriel da 
Cachoeira; 
 
V - Instituto Federal da Bahia, mediante transformação do Centro 
Federal de Educação Tecnológica da Bahia; 
 
VI - Instituto Federal Baiano, mediante integração das Escolas 
Agrotécnicas Federais de Catu, de Guanambi (Antonio José 
Teixeira), de Santa Inês e de Senhor do Bonfim; 
 
VII - Instituto Federal de Brasília, mediante transformação da 
Escola Técnica Federal de Brasília; 
 
VIII - Instituto Federal do Ceará, mediante integração do Centro 
Federal de Educação Tecnológica do Ceará e das Escolas 
Agrotécnicas Federais de Crato e de Iguatu; 
 
IX - Instituto Federal do Espírito Santo, mediante integração do 
Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo e das 
Escolas Agrotécnicas Federais de Alegre, de Colatina e de Santa 
Teresa; 
 
X - Instituto Federal de Goiás, mediante transformação do Centro 
Federal de Educação Tecnológica de Goiás; 
 
XI - Instituto Federal Goiano, mediante integração dos Centros 
Federais de Educação Tecnológica de Rio Verde e de Urutaí, e da 
Escola Agrotécnica Federal de Ceres; 
 
XII - Instituto Federal do Maranhão, mediante integração do 
Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão e das 
Escolas Agrotécnicas Federais de Codó, de São Luís e de São 
Raimundo das Mangabeiras; 
 
XIII - Instituto Federal de Minas Gerais, mediante integração dos 
Centros Federais de Educação Tecnológica deOuro Preto e de 
 
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Bambuí, e da Escola Agrotécnica Federal de São João 
Evangelista; 
 
XIV - Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, mediante 
integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de 
Januária e da Escola Agrotécnica Federal de Salinas; 
 
XV - Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, mediante 
integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Rio 
Pomba e da Escola Agrotécnica Federal de Barbacena; 
 
XVI - Instituto Federal do Sul de Minas Gerais, mediante 
integração das Escolas Agrotécnicas Federais de Inconfidentes, de 
Machado e de Muzambinho; 
 
XVII - Instituto Federal do Triângulo Mineiro, mediante 
integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de 
Uberaba e da Escola Agrotécnica Federal de Uberlândia; 
 
XVIII - Instituto Federal de Mato Grosso, mediante integração dos 
Centros Federais de Educação Tecnológica de Mato Grosso e de 
Cuiabá, e da Escola Agrotécnica Federal de Cáceres; 
 
XIX - Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, mediante 
integração da Escola Técnica Federal de Mato Grosso do Sul e da 
Escola Agrotécnica Federal de Nova Andradina; 
 
XX - Instituto Federal do Pará, mediante integração do Centro 
Federal de Educação Tecnológica do Pará e das Escolas 
Agrotécnicas Federais de Castanhal e de Marabá; 
 
XXI - Instituto Federal da Paraíba, mediante integração do Centro 
Federal de Educação Tecnológica da Paraíba e da Escola 
Agrotécnica Federal de Sousa; 
 
XXII - Instituto Federal de Pernambuco, mediante integração do 
Centro Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco e das 
Escolas Agrotécnicas Federais de Barreiros, de Belo Jardim e de 
Vitória de Santo Antão; 
 
XXIII - Instituto Federal do Sertão Pernambucano, mediante 
transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de 
Petrolina; 
 
XXIV - Instituto Federal do Piauí, mediante transformação do 
Centro Federal de Educação Tecnológica do Piauí; 
 
XXV - Instituto Federal do Paraná, mediante transformação da 
Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná; 
 
XXVI - Instituto Federal do Rio de Janeiro, mediante 
transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de 
Química de Nilópolis; 
 
XXVII - Instituto Federal Fluminense, mediante transformação do 
Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos; 
 
XXVIII - Instituto Federal do Rio Grande do Norte, mediante 
transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do 
Rio Grande do Norte; 
 
XXIX - Instituto Federal do Rio Grande do Sul, mediante 
integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Bento 
Gonçalves, da Escola Técnica Federal de Canoas e da Escola 
Agrotécnica Federal de Sertão; 
 
XXX - Instituto Federal Farroupilha, mediante integração do 
Centro Federal de Educação Tecnológica de São Vicente do Sul e 
da Escola Agrotécnica Federal de Alegrete; 
 
XXXI - Instituto Federal Sul-rio-grandense, mediante 
transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de 
Pelotas; 
 
XXXII - Instituto Federal de Rondônia, mediante integração da 
Escola Técnica Federal de Rondônia e da Escola Agrotécnica 
Federal de Colorado do Oeste; 
 
XXXIII - Instituto Federal de Roraima, mediante transformação do 
Centro Federal de Educação Tecnológica de Roraima; 
 
XXXIV - Instituto Federal de Santa Catarina, mediante 
transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de 
Santa Catarina; 
 
XXXV - Instituto Federal Catarinense, mediante integração das 
Escolas Agrotécnicas Federais de Concórdia, de Rio do Sul e de 
Sombrio; 
 
XXXVI - Instituto Federal de São Paulo, mediante transformação 
do Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo; 
 
XXXVII - Instituto Federal de Sergipe, mediante integração do 
Centro Federal de Educação Tecnológica de Sergipe e da Escola 
Agrotécnica Federal de São Cristóvão; e 
 
XXXVIII - Instituto Federal do Tocantins, mediante integração da 
Escola Técnica Federal de Palmas e da Escola Agrotécnica 
Federal de Araguatins. 
 
§ 1o As localidades onde serão constituídas as reitorias dos 
Institutos Federais constam do Anexo I desta Lei. 
 
§ 2o A unidade de ensino que compõe a estrutura organizacional 
de instituição transformada ou integrada em Instituto Federal 
passa de forma automática, independentemente de qualquer 
formalidade, à condição de campus da nova instituição. 
 
§ 3o A relação de Escolas Técnicas Vinculadas a Universidades 
Federais que passam a integrar os Institutos Federais consta do 
Anexo II desta Lei. 
 
§ 4o As Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais 
não mencionadas na composição dos Institutos Federais, conforme 
relação constante do Anexo III desta Lei, poderão, mediante 
aprovação do Conselho Superior de sua respectiva universidade 
federal, propor ao Ministério da Educação a adesão ao Instituto 
Federal que esteja constituído na mesma base territorial. 
 
§ 5o A relação dos campi que integrarão cada um dos Institutos 
Federais criados nos termos desta Lei será estabelecida em ato do 
Ministro de Estado da Educação. 
 
§ 6o Os Institutos Federais poderão conceder bolsas de pesquisa, 
desenvolvimento, inovação e intercâmbio a alunos, docentes e 
pesquisadores externos ou de empresas, a serem regulamentadas 
por órgão técnico competente do Ministério da Educação. 
(Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
Seção II 
 
Das Finalidades e Características dos Institutos Federais 
 
Art. 6o Os Institutos Federais têm por finalidades e 
características: 
 
I - ofertar educação profissional e tecnológica, em todos os seus 
níveis e modalidades, formando e qualificando cidadãos com 
vistas na atuação profissional nos diversos setores da economia, 
com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local, regional e 
nacional; 
 
 
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II - desenvolver a educação profissional e tecnológica como 
processo educativo e investigativo de geração e adaptação de 
soluções técnicas e tecnológicas às demandas sociais e 
peculiaridades regionais; 
 
III - promover a integração e a verticalização da educação básica 
à educação profissional e educação superior, otimizando a infra-
estrutura física, os quadros de pessoal e os recursos de gestão; 
 
IV - orientar sua oferta formativa em benefício da consolidação e 
fortalecimento dos arranjos produtivos, sociais e culturais locais, 
identificados com base no mapeamento das potencialidades de 
desenvolvimento socioeconômico e cultural no âmbito de atuação 
do Instituto Federal; 
 
V - constituir-se em centro de excelência na oferta do ensino de 
ciências, em geral, e de ciências aplicadas, em particular, 
estimulando o desenvolvimento de espírito crítico, voltado à 
investigação empírica; 
 
VI - qualificar-se como centro de referência no apoio à oferta do 
ensino de ciências nas instituições públicas de ensino, oferecendo 
capacitação técnica e atualização pedagógica aos docentes das 
redes públicas de ensino; 
 
VII - desenvolver programas de extensão e de divulgação científica 
e tecnológica; 
 
VIII - realizar e estimular a pesquisa aplicada, a produção 
cultural, o empreendedorismo, o cooperativismo e o 
desenvolvimento científico e tecnológico; 
 
IX - promover a produção, o desenvolvimento e a transferência de 
tecnologias sociais, notadamente as voltadas à preservação do 
meio ambiente. 
 
Seção III 
 
Dos Objetivos dos Institutos Federais 
 
Art. 7o Observadas as finalidades e características definidas no 
art. 6o desta Lei, são objetivos dos Institutos Federais: 
 
I - ministrar educação profissional técnica de nível médio, 
prioritariamente na forma de cursos integrados, para osconcluintes do ensino fundamental e para o público da educação 
de jovens e adultos; 
 
II - ministrar cursos de formação inicial e continuada de 
trabalhadores, objetivando a capacitação, o aperfeiçoamento, a 
especialização e a atualização de profissionais, em todos os níveis 
de escolaridade, nas áreas da educação profissional e tecnológica; 
 
III - realizar pesquisas aplicadas, estimulando o desenvolvimento 
de soluções técnicas e tecnológicas, estendendo seus benefícios à 
comunidade; 
 
IV - desenvolver atividades de extensão de acordo com os 
princípios e finalidades da educação profissional e tecnológica, 
em articulação com o mundo do trabalho e os segmentos sociais, e 
com ênfase na produção, desenvolvimento e difusão de 
conhecimentos científicos e tecnológicos; 
 
V - estimular e apoiar processos educativos que levem à geração 
de trabalho e renda e à emancipação do cidadão na perspectiva do 
desenvolvimento socioeconômico local e regional; e 
 
VI - ministrar em nível de educação superior: 
 
a) cursos superiores de tecnologia visando à formação de 
profissionais para os diferentes setores da economia; 
b) cursos de licenciatura, bem como programas especiais de 
formação pedagógica, com vistas na formação de professores para 
a educação básica, sobretudo nas áreas de ciências e matemática, 
e para a educação profissional; 
 
c) cursos de bacharelado e engenharia, visando à formação de 
profissionais para os diferentes setores da economia e áreas do 
conhecimento; 
 
d) cursos de pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e 
especialização, visando à formação de especialistas nas diferentes 
áreas do conhecimento; e 
 
e) cursos de pós-graduação stricto sensu de mestrado e doutorado, 
que contribuam para promover o estabelecimento de bases sólidas 
em educação, ciência e tecnologia, com vistas no processo de 
geração e inovação tecnológica. 
 
Art. 8o No desenvolvimento da sua ação acadêmica, o Instituto 
Federal, em cada exercício, deverá garantir o mínimo de 50% 
(cinqüenta por cento) de suas vagas para atender aos objetivos 
definidos no inciso I do caput do art. 7o desta Lei, e o mínimo de 
20% (vinte por cento) de suas vagas para atender ao previsto na 
alínea b do inciso VI do caput do citado art. 7o. 
 
§ 1o O cumprimento dos percentuais referidos no caput deverá 
observar o conceito de aluno-equivalente, conforme 
regulamentação a ser expedida pelo Ministério da Educação. 
 
§ 2o Nas regiões em que as demandas sociais pela formação em 
nível superior justificarem, o Conselho Superior do Instituto 
Federal poderá, com anuência do Ministério da Educação, 
autorizar o ajuste da oferta desse nível de ensino, sem prejuízo do 
índice definido no caput deste artigo, para atender aos objetivos 
definidos no inciso I do caput do art. 7o desta Lei. 
 
Seção IV 
 
Da Estrutura Organizacional dos Institutos Federais 
 
Art. 9o Cada Instituto Federal é organizado em estrutura 
multicampi, com proposta orçamentária anual identificada para 
cada campus e a reitoria, exceto no que diz respeito a pessoal, 
encargos sociais e benefícios aos servidores. 
 
Art. 10. A administração dos Institutos Federais terá como órgãos 
superiores o Colégio de Dirigentes e o Conselho Superior. 
 
§ 1o As presidências do Colégio de Dirigentes e do Conselho 
Superior serão exercidas pelo Reitor do Instituto Federal. 
 
§ 2o O Colégio de Dirigentes, de caráter consultivo, será 
composto pelo Reitor, pelos Pró-Reitores e pelo Diretor-Geral de 
cada um dos campi que integram o Instituto Federal. 
 
§ 3o O Conselho Superior, de caráter consultivo e deliberativo, 
será composto por representantes dos docentes, dos estudantes, 
dos servidores técnico-administrativos, dos egressos da instituição, 
da sociedade civil, do Ministério da Educação e do Colégio de 
Dirigentes do Instituto Federal, assegurando-se a representação 
paritária dos segmentos que compõem a comunidade acadêmica. 
 
§ 4o O estatuto do Instituto Federal disporá sobre a estruturação, 
as competências e as normas de funcionamento do Colégio de 
Dirigentes e do Conselho Superior. 
 
Art. 11. Os Institutos Federais terão como órgão executivo a 
reitoria, composta por 1 (um) Reitor e 5 (cinco) Pró-Reitores. 
(Regulamento) 
 
§ 1o Poderão ser nomeados Pró-Reitores os servidores ocupantes 
 
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de cargo efetivo da Carreira docente ou de cargo efetivo com nível 
superior da Carreira dos técnico-administrativos do Plano de 
Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, desde 
que possuam o mínimo de 5 (cinco) anos de efetivo exercício em 
instituição federal de educação profissional e tecnológica. 
(Redação dada pela Lei nº 12.772, de 2012) 
 
§ 2o A reitoria, como órgão de administração central, poderá ser 
instalada em espaço físico distinto de qualquer dos campi que 
integram o Instituto Federal, desde que previsto em seu estatuto e 
aprovado pelo Ministério da Educação. 
 
Art. 12. Os Reitores serão nomeados pelo Presidente da 
República, para mandato de 4 (quatro) anos, permitida uma 
recondução, após processo de consulta à comunidade escolar do 
respectivo Instituto Federal, atribuindo-se o peso de 1/3 (um terço) 
para a manifestação do corpo docente, de 1/3 (um terço) para a 
manifestação dos servidores técnico-administrativos e de 1/3 (um 
terço) para a manifestação do corpo discente. (Regulamento) 
 
§ 1o Poderão candidatar-se ao cargo de Reitor os docentes 
pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente de qualquer 
dos campi que integram o Instituto Federal, desde que possuam o 
mínimo de 5 (cinco) anos de efetivo exercício em instituição 
federal de educação profissional e tecnológica e que atendam a, 
pelo menos, um dos seguintes requisitos: 
 
I - possuir o título de doutor; ou 
 
II - estar posicionado nas Classes DIV ou DV da Carreira do 
Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, ou na Classe 
de Professor Associado da Carreira do Magistério Superior. 
 
§ 2o O mandato de Reitor extingue-se pelo decurso do prazo ou, 
antes desse prazo, pela aposentadoria, voluntária ou compulsória, 
pela renúncia e pela destituição ou vacância do cargo. 
 
§ 3o Os Pró-Reitores são nomeados pelo Reitor do Instituto 
Federal, nos termos da legislação aplicável à nomeação de cargos 
de direção. 
 
Art. 13. Os campi serão dirigidos por Diretores-Gerais, nomeados 
pelo Reitor para mandato de 4 (quatro) anos, permitida uma 
recondução, após processo de consulta à comunidade do 
respectivo campus, atribuindo-se o peso de 1/3 (um terço) para a 
manifestação do corpo docente, de 1/3 (um terço) para a 
manifestação dos servidores técnico-administrativos e de 1/3 (um 
terço) para a manifestação do corpo discente. (Regulamento) 
 
§ 1o Poderão candidatar-se ao cargo de Diretor-Geral do campus 
os servidores ocupantes de cargo efetivo da carreira docente ou de 
cargo efetivo de nível superior da carreira dos técnico-
administrativos do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-
Administrativos em Educação, desde que possuam o mínimo de 5 
(cinco) anos de efetivo exercício em instituição federal de 
educação profissional e tecnológica e que se enquadrem em pelo 
menos uma das seguintes situações: 
 
I - preencher os requisitos exigidos para a candidatura ao cargo 
de Reitor do Instituto Federal; 
 
II - possuir o mínimo de 2 (dois) anos de exercício em cargo ou 
função de gestão na instituição; ou 
 
III - ter concluído, com aproveitamento, curso de formação para o 
exercício de cargo ou função de gestão em instituições da 
administração pública. 
 
§ 2o O Ministério da Educação expedirá normas complementares 
dispondo sobre o reconhecimento, a validação e a oferta regular 
dos cursos de que tratao inciso III do § 1o deste artigo. 
CAPÍTULO II-A 
(Incluído pela Lei nº 12.677, de 2012) 
 
DO COLÉGIO PEDRO II 
 
Art. 13-A. O Colégio Pedro II terá a mesma estrutura e 
organização dos Institutos Federais de Educação, Ciência e 
Tecnologia. (Incluído pela Lei nº 12.677, de 2012) 
 
Art. 13-B. As unidades escolares que atualmente compõem a 
estrutura organizacional do Colégio Pedro II passam de forma 
automática, independentemente de qualquer formalidade, à 
condição de campi da instituição. (Incluído pela Lei nº 12.677, de 
2012) 
 
Parágrafo único. A criação de novos campi fica condicionada à 
expedição de autorização específica do Ministério da Educação. 
(Incluído pela Lei nº 12.677, de 2012) 
 
CAPÍTULO III 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS 
 
Art. 14. O Diretor-Geral de instituição transformada ou integrada 
em Instituto Federal nomeado para o cargo de Reitor da nova 
instituição exercerá esse cargo até o final de seu mandato em 
curso e em caráter pro tempore, com a incumbência de promover, 
no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, a elaboração e 
encaminhamento ao Ministério da Educação da proposta de 
estatuto e de plano de desenvolvimento institucional do Instituto 
Federal, assegurada a participação da comunidade acadêmica na 
construção dos referidos instrumentos. 
 
§ 1o Os Diretores-Gerais das instituições transformadas em 
campus de Instituto Federal exercerão, até o final de seu mandato 
e em caráter pro tempore, o cargo de Diretor-Geral do respectivo 
campus. 
 
§ 2o Nos campi em processo de implantação, os cargos de 
Diretor-Geral serão providos em caráter pro tempore, por 
nomeação do Reitor do Instituto Federal, até que seja possível 
identificar candidatos que atendam aos requisitos previstos no § 
1o do art. 13 desta Lei. 
 
§ 3o O Diretor-Geral nomeado para o cargo de Reitor Pro-
Tempore do Instituto Federal, ou de Diretor-Geral Pro-Tempore 
do Campus, não poderá candidatar-se a um novo mandato, desde 
que já se encontre no exercício do segundo mandato, em 
observância ao limite máximo de investidura permitida, que são de 
2 (dois) mandatos consecutivos. 
 
Art. 15. A criação de novas instituições federais de educação 
profissional e tecnológica, bem como a expansão das instituições 
já existentes, levará em conta o modelo de Instituto Federal, 
observando ainda os parâmetros e as normas definidas pelo 
Ministério da Educação. 
 
Art. 16. Ficam redistribuídos para os Institutos Federais criados 
nos termos desta Lei todos os cargos e funções, ocupados e vagos, 
pertencentes aos quadros de pessoal das respectivas instituições 
que os integram. 
 
§ 1o Todos os servidores e funcionários serão mantidos em sua 
lotação atual, exceto aqueles que forem designados pela 
administração superior de cada Instituto Federal para integrar o 
quadro de pessoal da Reitoria. 
 
§ 2o A mudança de lotação de servidores entre diferentes campi 
de um mesmo Instituto Federal deverá observar o instituto da 
remoção, nos termos do art. 36 da Lei no 8.112, de 11 de 
dezembro de 1990. 
 
Legislação da Educação 
 
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Art. 17. O patrimônio de cada um dos novos Institutos Federais 
será constituído: 
 
I - pelos bens e direitos que compõem o patrimônio de cada uma 
das instituições que o integram, os quais ficam automaticamente 
transferidos, sem reservas ou condições, ao novo ente; 
 
II - pelos bens e direitos que vier a adquirir; 
 
III - pelas doações ou legados que receber; e 
 
IV - por incorporações que resultem de serviços por ele realizado. 
 
Parágrafo único. Os bens e direitos do Instituto Federal serão 
utilizados ou aplicados, exclusivamente, para a consecução de 
seus objetivos, não podendo ser alienados a não ser nos casos e 
condições permitidos em lei. 
 
Art. 18. Os Centros Federais de Educação Tecnológica Celso 
Suckow da Fonseca CEFET-RJ e de Minas Gerais - CEFET-MG, 
não inseridos no reordenamento de que trata o art. 5o desta Lei, 
permanecem como entidades autárquicas vinculadas ao Ministério 
da Educação, configurando-se como instituições de ensino 
superior pluricurriculares, especializadas na oferta de educação 
tecnológica nos diferentes níveis e modalidades de ensino, 
caracterizando-se pela atuação prioritária na área tecnológica, na 
forma da legislação. 
 
CAPÍTULO 6 – LEI 12.711/2012 
(LEI DE COTAS PARA O ENSINO SUPERIOR) 
 
 No ano de 2012, após 13 anos de tramitação, um projeto 
de lei que previa a criação de cotas para acesso ao ensino superior 
foi aprovado. Essa Lei passou a vigorar através da observância de 
outras previsões normativas, que regulamentam de forma geral o 
acesso sistema de reserva de cotas, sendo eles o Decreto nº 
7.824/2012 e a Portaria Normativa nº 18/2012. Nosso intuito aqui é 
observar o que mais importante é estabelecido por essa nova lei. 
 Essa Lei tem por escopo estabelecer processo de reserva 
de vagas para acesso tanto a cadeiras nas universidades federais 
quanto ingresso nas instituições federais de ensino técnico de nível 
médio. A previsão é de implementação em 4 anos da reserva de 
50% do total de vagas ofertadas em cada concurso seletivo, por 
curso e turno. Para ter acesso a esse uma sub-cota, ficou 
estabelecido que a Renda Per Capita bruta familiar deveria ser 
menor ou igual ao valor de 1,5 salário-mínimo. Outra sub-cota 
foi estabelecida para acesso aos autodeclarados pretos, pardos 
e indígenas. Para entender melhor o sistema, vamos analisar um 
exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O cálculo para número de vagas destinadas aos pretos, 
pardos e indígenas é feito com base no censo estadual. 
 No caso de valor fracionado, o critério de 
arredondamento é para cima quando a favor da cota. 
 
Art. 1o As instituições federais de educação superior vinculadas 
ao Ministério da Educação reservarão, em cada concurso seletivo 
para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no 
mínimo 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para estudantes 
que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas 
públicas. 
 
Parágrafo único. No preenchimento das vagas de que trata o 
caput deste artigo, 50% (cinquenta por cento) deverão ser 
reservados aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou 
inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per 
capita. 
 
Art. 3o Em cada instituição federal de ensino superior, as vagas 
de que trata o art. 1o desta Lei serão preenchidas, por curso e 
turno, por autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em 
proporção no mínimo igual à de pretos, pardos e indígenas na 
população da unidade da Federação onde está instalada a 
instituição, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE). 
 
Parágrafo único. No caso de não preenchimento das vagas 
segundo os critérios estabelecidos no caput deste artigo, aquelas 
remanescentes deverão ser completadas por estudantes que 
tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. 
 
Art. 4o As instituições federais de ensino técnico de nível médio 
reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso em cada 
curso, por turno, no mínimo 50% (cinquenta por cento) de suas 
vagas para estudantes que cursaram integralmente o ensino 
fundamental em escolas públicas. 
 
Parágrafo único. No preenchimento das vagas de que trata o 
caput deste artigo, 50% (cinquenta por cento) deverão ser 
reservados aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou 
inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per 
capita. 
 
Art. 5o Em cada instituição federal de ensino técnico de nível 
médio, as vagas de que trata o art. 4o desta Lei serão preenchidas, 
por curso e turno, por autodeclarados pretos, pardos e indígenas, 
em proporção no mínimoigual à de pretos, pardos e indígenas na 
população da unidade da Federação onde está instalada a 
instituição, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE). 
 
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Parágrafo único. No caso de não preenchimento das vagas 
segundo os critérios estabelecidos no caput deste artigo, aquelas 
remanescentes deverão ser preenchidas por estudantes que tenham 
cursado integralmente o ensino fundamental em escola pública. 
 
Art. 6o O Ministério da Educação e a Secretaria Especial de 
Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da 
República, serão responsáveis pelo acompanhamento e avaliação 
do programa de que trata esta Lei, ouvida a Fundação Nacional 
do Índio (Funai). 
 
Art. 7o O Poder Executivo promoverá, no prazo de 10 (dez) anos, 
a contar da publicação desta Lei, a revisão do programa especial 
para o acesso de estudantes pretos, pardos e indígenas, bem como 
daqueles que tenham cursado integralmente o ensino médio em 
escolas públicas, às instituições de educação superior. 
 
Art. 8o As instituições de que trata o art. 1o desta Lei deverão 
implementar, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) da reserva 
de vagas prevista nesta Lei, a cada ano, e terão o prazo máximo de 
4 (quatro) anos, a partir da data de sua publicação, para o 
cumprimento integral do disposto nesta Lei. 
 
CAPÍTULO 7 – LEI 8.069/90 
(ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE) 
 
Apesar da lei possuir 267 artigos, daremos um foco nos 
principais artigos de concursos públicos da educação, que não 
chegará a um número maior que 50. Acredite, estamos fazendo um 
trabalho MUITO inteligente de estudo que te dará a preparação 
perfeita para o estudo desse Estatuto sem preocupação com 
informações desnecessárias. 
Valei ressaltar que, mesmo fazendo esse tipo de trabalho, 
não é adequado o concurseiro deixar de ler pelo menos UMA VEZ 
a lei, para conhecimento de outros assuntos menos abordados. 
Sem mais, vamos ao trabalho. 
 
1 – CONCEITOS GERAIS 
 
 Para definir quem é CRIANÇA e quem é 
ADOLESCENTE segundo nosso Estatuto, vale destacar que 
adotamos o critério Cronológico Absoluto (também dito Critério 
Biológico Etário ou Objetivo-Cronológico), ou seja, a IDADE 
determina a condição do ser humano, trazendo assim a definição: 
 
 Criança: Ser humano com idade entre 0 e 12 anos 
incompletos. 
 Adolescente: Ser humano com 12 anos completos até os 
18 anos incompletos. 
 
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa 
até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre 
doze e dezoito anos de idade. 
 
 Outro detalhe interessante para ressaltar encontramos na 
complementação do artigo 2º. Outras leis poderão utilizar o ECA 
como base para tratamento de pessoas entre 18 e 21 anos de idade. 
Com isso, seria errada uma questão de concurso afirmando que o 
ECA atua APENAS sobre menores entre 0 e 18 anos. 
 
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se 
excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e 
um anos de idade. 
 
 Nossa atuação como EDUCADORES fica explicita ao 
observar o artigo 4º, dando à sociedade, à comunidade e ao poder 
público responsabilidade conjunta às famílias sobre os menores. 
 
 
 
2 – PRINCÍPIOS DO ECA 
 
 Assim como todas as disciplinas do Direito, temos 
também no ECA princípios específicos de direcionamento da 
aplicação do Estatuto. Vamos a eles: 
 Proteção Integral e Desenvolvimento Integral: Os 
direitos fundamentais, previstos no artigo 5º da CF, são 
adaptados a condição de ser humano em 
desenvolvimento. Logo, dizemos que os menores 
também possuem direito a vida, educação, lazer, e 
muitos outros previstos na Constituição Federal. 
 
 Prioridade Absoluta e Responsabilidade Tripartida: 
Significa que o Estado, a Sociedade, a Família, devem 
dar prioridade a tudo o que se refere a proteção e 
promoção de direitos do menor. Tudo deve ser feito com 
brevidade, pela necessidade célere do menor. Projetos, 
programas, leis, planos de governo, tudo deve partir da 
necessidade da criança e do adolescente. 
 
 Liberdade: O menor possui muitas liberdades que 
devem ser respeitadas por todos. 
 
 Integridade: Relaciona-se diretamente a dignidade 
moral, física, do menor. 
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em 
geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, 
a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à 
alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à 
liberdade e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo 
único. A garantia de prioridade compreende: 
a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer 
circunstâncias; 
b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de 
relevância pública; 
c) preferência na formulação e na execução das políticas 
sociais públicas; 
d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas 
relacionadas com a proteção à infância e à juventude. 
 
Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos 
fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da 
proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-
lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e 
facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, 
mental, moral, espiritual e social, em condições de 
liberdade e de dignidade. 
 
Art. 6º Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os 
fins sociais a que ela se dirige, as exigências do bem 
comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a 
condição peculiar da criança e do adolescente como 
pessoas em desenvolvimento. 
 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes 
aspectos: 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços 
comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - participar da vida familiar e comunitária, sem 
discriminação; 
VI - participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
 
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 Condição Peculiar de Pessoa em Desenvolvimento: 
 
 
 
3 – CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA 
 
 Nesse ponto, estudaremos os conceitos determinados 
pelo ECA dos tipos de família e de relação que o menor produz 
com a comunidade. 
 
Art. 19. Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e 
educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família 
substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em 
ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias 
entorpecentes. 
 
 A regra é que a criança e o adolescente se desenvolvam 
com sua família, chamada Família Natural. Porém, se não for 
possível, esse menor deverá ser enviado a uma Família 
Substituta. Perceba que essa família deve oferecer ao menor um 
ambiente adequado para desenvolvimento, sendo sua 
impossibilidade de oferta um motivo para uma atuação do 
Conselho Tutelar ou de outros órgãos responsáveis para correção 
do problema. Não necessariamente a retirada do menor do seio 
familiar será a melhor ação, mas outras atitudes inicias descritas no 
próprio Estatuto, como veremos no artigo a seguir. 
 
 Art. 129. São medidas aplicáveis aos pais ou responsável: 
I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de 
proteção à família; 
II - inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, 
orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos; 
III - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; 
IV - encaminhamento a cursos ou programasde orientação; 
V - obrigação de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua 
frequência e aproveitamento escolar; 
VI - obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a 
tratamento especializado; 
VII - advertência; 
VIII - perda da guarda; 
IX - destituição da tutela; 
X - suspensão ou destituição do poder familiar. 
 
 Continuando nosso estudo, vamos estabelecer alguns 
conceitos utilizados pelo ECA: 
 
 Família Natural: Art. 25. Entende-se por família natural 
a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e 
seus descendentes. 
 Família Extensa ou Ampliada: Art. 25 Parágrafo 
único. Entende-se por família extensa ou ampliada 
aquela que se estende para além da unidade pais e filhos 
ou da unidade do casal, formada por parentes próximos 
com os quais a criança ou adolescente convive e mantém 
vínculos de afinidade e afetividade. 
 Acolhimento Familiar: Programa em que famílias se 
inscrevem para recepcionar crianças que estejam em 
processo de transição sobre seu destino, casos da retirada 
da guarda dos pais. 
 
 
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da 
integridade física, psíquica e moral da criança e do 
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da 
identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, 
dos espaços e objetos pessoais. 
 
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e 
do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento 
desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou 
constrangedor. 
 
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser 
educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de 
tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, 
disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, 
pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, 
pelos agentes públicos executores de medidas 
socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de 
cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. 
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se: 
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva 
aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o 
adolescente que resulte em: 
a) sofrimento físico; ou 
b) lesão; 
II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma 
cruel de tratamento em relação à criança ou ao 
adolescente que 
a) humilhe; 
b) ameace gravemente; 
c) ridicularize. 
 
Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os 
responsáveis, os agentes públicos executores de medidas 
socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar 
de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou 
protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento 
cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, 
educação ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem 
prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, 
que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso: 
I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de 
proteção à família; 
II - encaminhamento a tratamento psicológico ou 
psiquiátrico; 
III - encaminhamento a cursos ou programas de 
orientação; 
IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento 
especializado; 
V - advertência. 
Parágrafo único. As medidas previstas neste artigo serão 
aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem prejuízo de outras 
providências legais. 
 
Art. 34. O poder público estimulará, por meio de assistência 
jurídica, incentivos fiscais e subsídios, o acolhimento, sob a 
forma de guarda, de criança ou adolescente afastado do 
convívio familiar. 
§ 1o A inclusão da criança ou adolescente em programas de 
acolhimento familiar terá preferência a seu acolhimento 
institucional, observado, em qualquer caso, o caráter 
temporário e excepcional da medida, nos termos desta Lei. 
§ 2o Na hipótese do § 1o deste artigo a pessoa ou casal 
cadastrado no programa de acolhimento familiar poderá 
receber a criança ou adolescente mediante guarda, observado 
o disposto nos arts. 28 a 33 desta Lei. 
Art. 6º Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os 
fins sociais a que ela se dirige, as exigências do bem 
comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a 
condição peculiar da criança e do adolescente como 
pessoas em desenvolvimento. 
 
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 Acolhimento Institucional: Equipamentos públicos de 
acolhimento de crianças que não podem se distanciar 
excessivamente da comunidade original do menor 
atendido. Possuem como principal função acolhimento 
temporário do menor cuja família não apresenta 
condições de garantia de cuidado e proteção. 
 
Interessante nesse ponto observarmos as regras de 
acolhimento estabelecidos no ECA. Vamos continuar no 
aritgo 19, agora em seus parágrafos: 
 
§ 1o Toda criança ou adolescente que estiver inserido em 
programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua 
situação reavaliada, no máximo, a cada 6 (seis) meses, 
devendo a autoridade judiciária competente, com base em 
relatório elaborado por equipe interprofissional ou 
multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela 
possibilidade de reintegração familiar ou colocação em 
família substituta, em quaisquer das modalidades previstas no 
art. 28 desta Lei. 
§ 2o A permanência da criança e do adolescente em 
programa de acolhimento institucional não se prolongará 
por mais de 2 (dois) anos, salvo comprovada necessidade que 
atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada 
pela autoridade judiciária. 
§ 3o A manutenção ou reintegração de criança ou 
adolescente à sua família terá preferência em relação a 
qualquer outra providência, caso em que será esta incluída 
em programas de orientação e auxílio, nos termos do 
parágrafo único do art. 23, dos incisos I e IV do caput do art. 
101 e dos incisos I a IV do caput do art. 129 desta Lei. 
§ 4o Será garantida a convivência da criança e do 
adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por 
meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, 
nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade 
responsável, independentemente de autorização judicial. 
 
 No caso de não recuperação plena das condições de 
criação pela família, falecimento dos pais, entrega do menor para 
adoção, ambiente irregular (pais alcoólatras ou toxicômanos), 
descumprimento de obrigações judiciais, negligência com 
educação e desenvolvimento dos filhos, e outras previstas em lei, o 
menor será colocado em uma Família Substituta. 
 A colocação em Família Substitua deve ser certos 
procedimentos, que veremos a seguir. 
 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante 
guarda, tutela ou adoção, independentemente da situação jurídica 
da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
 § 1o Sempre que possível, a criança ou o adolescente será 
previamente ouvido por equipe interprofissional, respeitado seu 
estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as 
implicações da medida, e terá sua opinião devidamente 
considerada 
 § 2o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será 
necessário seu consentimento, colhido em audiência. 
§ 3o Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de 
parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, a fim de 
evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. 
 § 4o Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou 
guarda da mesma família substituta, ressalvada a comprovada 
existência de risco de abuso ou outra situação que justifique 
plenamente a excepcionalidade de solução diversa, procurando-se, 
em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos 
fraternais. 
§ 5o A colocação da criança ou adolescente em família substituta 
será precedidade sua preparação gradativa e acompanhamento 
posterior, realizados pela equipe interprofissional a serviço da 
Justiça da Infância e da Juventude, preferencialmente com o apoio 
dos técnicos responsáveis pela execução da política municipal de 
garantia do direito à convivência familiar. 
§ 6o Em se tratando de criança ou adolescente indígena ou 
proveniente de comunidade remanescente de quilombo, é ainda 
obrigatório: 
I - que sejam consideradas e respeitadas sua identidade social e 
cultural, os seus costumes e tradições, bem como suas instituições, 
desde que não sejam incompatíveis com os direitos fundamentais 
reconhecidos por esta Lei e pela Constituição Federal; 
II - que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de 
sua comunidade ou junto a membros da mesma etnia; 
III - a intervenção e oitiva de representantes do órgão federal 
responsável pela política indigenista, no caso de crianças e 
adolescentes indígenas, e de antropólogos, perante a equipe 
interprofissional ou multidisciplinar que irá acompanhar o caso. 
 
 Conforme podemos extrair do texto legal acima 
apresentado, existem três formas de colocação de um menor em 
uma família substituta. 
 
 Guarda: 
 
 Tutela: 
 
 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência 
material, moral e educacional à criança ou adolescente, 
conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, 
inclusive aos pais. 
§ 1º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, 
podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos 
procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por 
estrangeiros. 
§ 2º Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, fora dos 
casos de tutela e adoção, para atender a situações 
peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou 
responsável, podendo ser deferido o direito de 
representação para a prática de atos determinados. 
§ 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição 
de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
inclusive previdenciários. 
§ 4o Salvo expressa e fundamentada determinação em 
contrário, da autoridade judiciária competente, ou quando 
a medida for aplicada em preparação para adoção, o 
deferimento da guarda de criança ou adolescente a 
terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos 
pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão 
objeto de regulamentação específica, a pedido do 
interessado ou do Ministério Público. 
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a 
pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos. 
Parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a 
prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. 
 
Art. 37. O tutor nomeado por testamento ou qualquer 
documento autêntico, conforme previsto no parágrafo 
único do art. 1.729 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 
2002 - Código Civil, deverá, no prazo de 30 (trinta) dias 
após a abertura da sucessão, ingressar com pedido 
destinado ao controle judicial do ato, observando o 
procedimento previsto nos arts. 165 a 170 desta Lei. 
Parágrafo único. Na apreciação do pedido, serão 
observados os requisitos previstos nos arts. 28 e 29 desta 
Lei, somente sendo deferida a tutela à pessoa indicada na 
disposição de última vontade, se restar comprovado que a 
medida é vantajosa ao tutelando e que não existe outra 
pessoa em melhores condições de assumi-la. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm#art1729
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 Adoção: 
 
4 – DIREITO À EDUCAÇÃO 
 
 Tema muito importante a ser desenvolvido dentro do 
nosso Estatuto, já que nosso foco é um trabalho para concursos de 
educação. Sempre vale ressaltar as características do ensino: 
 
 Obrigatório: Oferta obrigatória dos 4 aos 17 anos; 
 Público: Acessível a todos; 
 Gratuito: Garantia de acesso ao ensino gratuito dentro 
dos estabelecimentos oficiais públicos de ensino. 
 Acesso Universal: Direito de acesso ao ensino mesmo 
após a idade inicialmente prevista; 
 Oferta de Vaga: Deve ser feita em estabelecimentos 
próximos à residência do educando; 
 Garantia de Materiais, Transporte, Alimentação; 
 Igualdade de Acesso; 
 Acesso a Esportes, Cultura e Lazer. 
 
Todas as características acima citadas são parte integrante do 
que consideramos dever do Estado, cabendo crime de 
responsabilidade contra a Administração Pública caso não sejam 
ofertados. 
Boa parte do que estamos vendo e veremos já é apresentado 
pela LDB. Portanto, não há inovação normativa em nosso Estatuto, 
apenas remissão aos direitos e deveres estabelecidos tanto na 
Constituição Federal quanto na LDB. 
Outro detalhe importante a ser ressaltado são os OBJETIVOS 
da educação e direitos previstos, conforme exposto no artigo a 
seguir: 
 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, 
visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o 
exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, 
assegurando-se-lhes: 
 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na 
escola; 
 
II - direito de ser respeitado por seus educadores; 
 
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo 
recorrer às instâncias escolares superiores; 
 
IV - direito de organização e participação em entidades 
estudantis; 
 
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua 
residência. 
 
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter 
ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição 
das propostas educacionais. 
 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao 
adolescente: 
 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para 
os que a ele não tiveram acesso na idade própria; 
 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao 
ensino médio; 
 
III - atendimento educacional especializado aos portadores 
de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; 
 
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a 
seis anos de idade; 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e 
da criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições 
do adolescente trabalhador; 
 
VII - atendimento no ensino fundamental, através de 
programas suplementares de material didático-escolar, transporte, 
alimentação e assistência à saúde. 
 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito 
público subjetivo. 
 
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder 
público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da 
autoridade competente. 
 
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no 
ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais 
ou responsável, pela freqüência à escola. 
 
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de 
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. 
 
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino 
fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: 
 
I - maus-tratos envolvendo seus alunos; 
 
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, 
esgotados os recursos escolares; 
 
III - elevados níveis de repetência. 
 
Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e 
novas propostas relativas a calendário, seriação, currículo, 
metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de 
crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental 
obrigatório. 
Art. 39 § 1o A adoção é medida excepcional e 
irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando 
esgotados os recursos de manutenção da criança ou 
adolescente na família natural ou extensa, na forma do 
parágrafo único do art. 25 destaLei. 
 
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito 
anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou 
tutela dos adotantes. 
 
 Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao 
adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive 
sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e 
parentes, salvo os impedimentos matrimoniais. 
 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, 
independentemente do estado civil. 
 
§ 1º Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do 
adotando. 
 
§ 2o Para adoção conjunta, é indispensável que os 
adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união 
estável, comprovada a estabilidade da família. 
 
§ 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos 
mais velho do que o adotando. 
Legislação atual estabelece gratuidade até os 5 anos, 
ou 6 anos INCOMPLETOS. É essa informação que 
vale para as provas atuais. 
 
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Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores 
culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da 
criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da 
criação e o acesso às fontes de cultura. 
 
Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, 
estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para 
programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a 
infância e a juventude. 
 
5 – MEDIDAS PROTETIVAS E SOCIOEDUCATIVAS 
 
 Tópico muito importante para sua prova, pois aqui 
trataremos da forma que o Estado deve lidar com as necessidades e 
as infrações cometidas pelo menor. Já podemos destacar aqui os 
tipos de medidas que podem ser adotadas, sendo MEDIDAS 
PROTETIVAS aplicadas à criança ou ao adolescente e MEDIDAS 
SOCIOEDUCATIVAS aplicadas ao adolescente. Vamos começar 
analisando as MEDIDAS PROTETIVAS: 
 
5.1 – MEDIDAS PROTETIVAS 
 
Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são 
aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem 
ameaçados ou violados: 
 
I - por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; 
 
II - por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável; 
 
III - em razão de sua conduta. 
 
Já sabendo QUANDO devemos aplicar medidas 
preventivas, agora vamos observar quais são elas e as regras de 
como serão aplicadas: 
 
Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas 
isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer 
tempo. 
 
Art. 100. Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as 
necessidades pedagógicas, preferindo-se aquelas que visem ao 
fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. 
 
Parágrafo único. São também princípios que regem a aplicação 
das medidas: (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
I - condição da criança e do adolescente como sujeitos de 
direitos: crianças e adolescentes são os titulares dos direitos 
previstos nesta e em outras Leis, bem como na Constituição 
Federal; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
II - proteção integral e prioritária: a interpretação e aplicação de 
toda e qualquer norma contida nesta Lei deve ser voltada à 
proteção integral e prioritária dos direitos de que crianças e 
adolescentes são titulares; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
 
III - responsabilidade primária e solidária do poder público: a 
plena efetivação dos direitos assegurados a crianças e a 
adolescentes por esta Lei e pela Constituição Federal, salvo nos 
casos por esta expressamente ressalvados, é de responsabilidade 
primária e solidária das 3 (três) esferas de governo, sem prejuízo 
da municipalização do atendimento e da possibilidade da execução 
de programas por entidades não governamentais; 
 
 
 
 
IV - interesse superior da criança e do adolescente: a intervenção 
deve atender prioritariamente aos interesses e direitos da criança 
e do adolescente, sem prejuízo da consideração que for devida a 
outros interesses legítimos no âmbito da pluralidade dos interesses 
presentes no caso concreto; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
 
V - privacidade: a promoção dos direitos e proteção da criança e 
do adolescente deve ser efetuada no respeito pela intimidade, 
direito à imagem e reserva da sua vida privada; (Incluído pela 
Lei nº 12.010, de 2009) 
 
VI - intervenção precoce: a intervenção das autoridades 
competentes deve ser efetuada logo que a situação de perigo seja 
conhecida; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
VII - intervenção mínima: a intervenção deve ser exercida 
exclusivamente pelas autoridades e instituições cuja ação seja 
indispensável à efetiva promoção dos direitos e à proteção da 
criança e do adolescente; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
VIII - proporcionalidade e atualidade: a intervenção deve ser a 
necessária e adequada à situação de perigo em que a criança ou o 
adolescente se encontram no momento em que a decisão é tomada; 
(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
IX - responsabilidade parental: a intervenção deve ser efetuada de 
modo que os pais assumam os seus deveres para com a criança e o 
adolescente; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
X - prevalência da família: na promoção de direitos e na proteção 
da criança e do adolescente deve ser dada prevalência às medidas 
que os mantenham ou reintegrem na sua família natural ou extensa 
ou, se isto não for possível, que promovam a sua integração em 
família substituta; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
XI - obrigatoriedade da informação: a criança e o adolescente, 
respeitado seu estágio de desenvolvimento e capacidade de 
compreensão, seus pais ou responsável devem ser informados dos 
seus direitos, dos motivos que determinaram a intervenção e da 
forma como esta se processa; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
 
XII - oitiva obrigatória e participação: a criança e o adolescente, 
em separado ou na companhia dos pais, de responsável ou de 
pessoa por si indicada, bem como os seus pais ou responsável, têm 
direito a ser ouvidos e a participar nos atos e na definição da 
medida de promoção dos direitos e de proteção, sendo sua opinião 
devidamente considerada pela autoridade judiciária competente, 
observado o disposto nos §§ 1o e 2o do art. 28 desta Lei. (Incluído 
pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
Art. 101. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 98, a 
autoridade competente poderá determinar, dentre outras, as 
seguintes medidas: 
 
I - encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de 
responsabilidade; 
 
TODOS os direitos previstos na CF, no ECA e em qualquer 
outra lei deverão ser garantidos ao menor. 
Esse princípio estabelece que o ESTADO (Poder Público) 
é o responsável primário pela garantia dos direitos da 
criança e do adolescente, e responde junto à família por 
responsabilidades estabelecidas na lei. 
A privacidade e o sigilo das medidas e situações referentes ao 
menor devem ser garantidos sempre. Diz respeito a adoções, 
medidas aplicadas, pais toxicômanos, transferência de famílias, 
e tudo o que pode acarretar um desrespeito sua publicidade. 
 
Legislação da Educação 
 
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II - orientação, apoio e acompanhamento temporários; 
 
III - matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento 
oficial de ensino fundamental; 
 
IV - inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à 
família, à criança e ao adolescente; 
 
V - requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, 
em regime hospitalar ou ambulatorial; 
 
VI - inclusão em programa oficial ou comunitáriode auxílio, 
orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos; 
 
VII - acolhimento institucional; (Redação dada pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
 
VIII - inclusão em programa de acolhimento familiar; 
(Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
IX - colocação em família substituta. (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
 
§ 1o O acolhimento institucional e o acolhimento familiar são 
medidas provisórias e excepcionais, utilizáveis como forma de 
transição para reintegração familiar ou, não sendo esta possível, 
para colocação em família substituta, não implicando privação 
de liberdade. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
§ 2o Sem prejuízo da tomada de medidas emergenciais para 
proteção de vítimas de violência ou abuso sexual e das 
providências a que alude o art. 130 desta Lei, o afastamento da 
criança ou adolescente do convívio familiar é de competência 
exclusiva da autoridade judiciária e importará na deflagração, a 
pedido do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse, 
de procedimento judicial contencioso, no qual se garanta aos pais 
ou ao responsável legal o exercício do contraditório e da ampla 
defesa. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
§ 3o Crianças e adolescentes somente poderão ser encaminhados 
às instituições que executam programas de acolhimento 
institucional, governamentais ou não, por meio de uma Guia de 
Acolhimento, expedida pela autoridade judiciária, na qual 
obrigatoriamente constará, dentre outros: (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
 
I - sua identificação e a qualificação completa de seus pais ou de 
seu responsável, se conhecidos; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
 
II - o endereço de residência dos pais ou do responsável, com 
pontos de referência; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
III - os nomes de parentes ou de terceiros interessados em tê-los 
sob sua guarda; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
IV - os motivos da retirada ou da não reintegração ao convívio 
familiar. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
§ 4o Imediatamente após o acolhimento da criança ou do 
adolescente, a entidade responsável pelo programa de acolhimento 
institucional ou familiar elaborará um plano individual de 
atendimento, visando à reintegração familiar, ressalvada a 
existência de ordem escrita e fundamentada em contrário de 
autoridade judiciária competente, caso em que também deverá 
contemplar sua colocação em família substituta, observadas as 
regras e princípios desta Lei. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
 
§ 5o O plano individual será elaborado sob a responsabilidade da 
equipe técnica do respectivo programa de atendimento e levará em 
consideração a opinião da criança ou do adolescente e a oitiva 
dos pais ou do responsável. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
 
§ 6o Constarão do plano individual, dentre outros: (Incluído 
pela Lei nº 12.010, de 2009) 
I - os resultados da avaliação interdisciplinar; (Incluído pela 
Lei nº 12.010, de 2009) 
 
II - os compromissos assumidos pelos pais ou responsável; e 
(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
III - a previsão das atividades a serem desenvolvidas com a 
criança ou com o adolescente acolhido e seus pais ou responsável, 
com vista na reintegração familiar ou, caso seja esta vedada por 
expressa e fundamentada determinação judicial, as providências a 
serem tomadas para sua colocação em família substituta, sob 
direta supervisão da autoridade judiciária. (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
 
§ 7o O acolhimento familiar ou institucional ocorrerá no local 
mais próximo à residência dos pais ou do responsável e, como 
parte do processo de reintegração familiar, sempre que 
identificada a necessidade, a família de origem será incluída em 
programas oficiais de orientação, de apoio e de promoção social, 
sendo facilitado e estimulado o contato com a criança ou com o 
adolescente acolhido. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
§ 8o Verificada a possibilidade de reintegração familiar, o 
responsável pelo programa de acolhimento familiar ou 
institucional fará imediata comunicação à autoridade judiciária, 
que dará vista ao Ministério Público, pelo prazo de 5 (cinco) dias, 
decidindo em igual prazo. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
§ 9o Em sendo constatada a impossibilidade de reintegração da 
criança ou do adolescente à família de origem, após seu 
encaminhamento a programas oficiais ou comunitários de 
orientação, apoio e promoção social, será enviado relatório 
fundamentado ao Ministério Público, no qual conste a descrição 
pormenorizada das providências tomadas e a expressa 
recomendação, subscrita pelos técnicos da entidade ou 
responsáveis pela execução da política municipal de garantia do 
direito à convivência familiar, para a destituição do poder 
familiar, ou destituição de tutela ou guarda. (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
 
§ 10. Recebido o relatório, o Ministério Público terá o prazo de 
30 (trinta) dias para o ingresso com a ação de destituição do 
poder familiar, salvo se entender necessária a realização de 
estudos complementares ou outras providências que entender 
indispensáveis ao ajuizamento da demanda. (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
 
§ 11. A autoridade judiciária manterá, em cada comarca ou foro 
regional, um cadastro contendo informações atualizadas sobre as 
crianças e adolescentes em regime de acolhimento familiar e 
institucional sob sua responsabilidade, com informações 
pormenorizadas sobre a situação jurídica de cada um, bem como 
as providências tomadas para sua reintegração familiar ou 
colocação em família substituta, em qualquer das modalidades 
previstas no art. 28 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
 
§ 12. Terão acesso ao cadastro o Ministério Público, o Conselho 
Tutelar, o órgão gestor da Assistência Social e os Conselhos 
Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e da 
Assistência Social, aos quais incumbe deliberar sobre a 
implementação de políticas públicas que permitam reduzir o 
número de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar 
e abreviar o período de permanência em programa de 
acolhimento.(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
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Art. 102. As medidas de proteção de que trata este Capítulo serão 
acompanhadas da regularização do registro civil. (Vide Lei nº 
12.010, de 2009) 
 
§ 1º Verificada a inexistência de registro anterior, o assento de 
nascimento da criança ou adolescente será feito à vista dos 
elementos disponíveis, mediante requisição da autoridade 
judiciária. 
 
§ 2º Os registros e certidões necessários à regularização de que 
trata este artigo são isentos de multas, custas e emolumentos, 
gozando de absoluta prioridade. 
 
 § 3o Caso ainda não definida a paternidade, será deflagrado 
procedimento específico destinado à sua averiguação, conforme 
previsto pela Lei no 8.560, de 29 de dezembro de 1992. (Incluído 
pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
 § 4o Nas hipóteses previstas no § 3o deste artigo, é 
dispensável o ajuizamento de ação de investigação de paternidade 
pelo Ministério Público se, após o não comparecimento ou a 
recusa do suposto pai em assumir a paternidade a ele atribuída, a 
criança for encaminhada para adoção. (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
 
 Vamos agora trazer a definição legal do ato infracional. 
 
Art. 103. Considera-se ato infracional a conduta descrita como 
crime ou contravenção penal. 
 
Art. 104. São penalmente inimputáveisos menores de dezoito 
anos, sujeitos às medidas previstas nesta Lei. 
 
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a 
idade do adolescente à data do fato. 
 
Art. 105. Ao ato infracional praticado por criança 
corresponderão as medidas previstas no art. 101. 
 
5.2 – MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS 
 
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade 
competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas: 
I - advertência; 
II - obrigação de reparar o dano; 
 
 
 
 
 
 
III - prestação de serviços à comunidade; 
IV - liberdade assistida; 
V - inserção em regime de semi-liberdade; 
 
VI - internação em estabelecimento educacional; 
 
VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI. 
§ 1º A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua 
capacidade de cumpri-la, as circunstâncias e a gravidade da 
infração. 
§ 2º Em hipótese alguma e sob pretexto algum, será admitida a 
prestação de trabalho forçado. 
§ 3º Os adolescentes portadores de doença ou deficiência mental 
receberão tratamento individual e especializado, em local 
adequado às suas condições. 
 
6 – DOS CONSELHOS 
 
 Previsto pela legislação, temos a criação e a coexistência 
de um sistema com dois conselhos atuando em suas 
responsabilidades, sendo Conselho de Direitos e Conselho Tutelar. 
Para melhor identificarmos as diferenças, observe o 
quadro a seguir: 
Conselho de Direito Conselho Tutelar 
Nacional, Estadual ou 
Municipal 
Somente em âmbito Municipal 
Formação Paritária – 50% 
membros do Poder Público – 
50% da sociedade 
Formado por 5 membros 
eleitos para mandatos de 4 
anos, prorrogáveis uma única 
vez 
 
6.1 –CONSELHO TUTELAR 
 
Art. 131. O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não 
jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo 
cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos 
nesta Lei. 
 
Art. 132. Em cada Município e em cada Região Administrativa do 
Distrito Federal haverá, no mínimo, 1 (um) Conselho Tutelar 
como órgão integrante da administração pública local, composto 
Aplicável no caso de dano comprovado 
causado pelo adolescente, quando este 
possua condições de arcar com a reparação. 
Medida mais gravosa aplicável, respeitando os 
Princípios da Brevidade e da Excepcionalidade. 
Brevidade - Não possui prazo previamente 
determinado, ou seja, possui caráter indeterminado, 
sendo uma medida de ressocialização. A medida de 
internação terá prazo máximo de 3 anos, sendo o 
adolescente reavaliado a cada 6 meses. Caso o prazo 
máximo não tenha sido atingido mas o infrator 
completou 21 anos, ocorrerá Liberação 
Compulsória. 
Excepcionalidade – É a última medida a ser 
tomada, sendo possível em três hipóteses: Prática de 
ato infracional com violência ou grave ameaça, 
reiteração de prática de atos infracionais graves e 
descumprimento de medida anteriormente imposta, 
tendo nesse último caso prazo máximo de 3 meses. 
Essa medida não poderá exceder 6 meses, sendo a 
prestação de até 8 horas semanais (sábados, 
domingos, feriados, ou dias que não prejudiquem 
estudo e trabalho. 
Essa medida terá um prazo MÍNIMO de 6 meses, 
consistindo na nomeação por um juiz de um 
orientador, que acompanhará o adolescente em sua 
vida estudantil, laboral, social, programas 
assistenciais e realizará relatórios periódicos de 
acompanhamento. 
Após 6 meses, o juiz poderá REVOGAR, 
PRORROGAR ou CONVERTER em outra medida. 
 
Aplicável em dois casos: 
 
1 – Como progressão, após a internação; 
2 – Aplicação direta. 
 
Essa medida seguirá as mesmas regras de 
internação, trazendo como diferença a 
obrigatoriedade de realização de atividades 
externas. 
 
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de 5 (cinco) membros, escolhidos pela população local para 
mandato de 4 (quatro) anos, permitida 1 (uma) recondução, 
mediante novo processo de escolha. (Redação dada pela Lei nº 
12.696, de 2012) 
 
Art. 133. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, 
serão exigidos os seguintes requisitos: 
 
I - reconhecida idoneidade moral; 
 
II - idade superior a vinte e um anos; 
 
III - residir no município. 
 
Art. 134. Lei municipal ou distrital disporá sobre o local, dia e 
horário de funcionamento do Conselho Tutelar, inclusive quanto à 
remuneração dos respectivos membros, aos quais é assegurado o 
direito a: (Redação dada pela Lei nº 12.696, de 2012) 
 
I - cobertura previdenciária; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 
2012) 
 
II - gozo de férias anuais remuneradas, acrescidas de 1/3 (um 
terço) do valor da remuneração mensal; (Incluído pela Lei nº 
12.696, de 2012) 
 
III - licença-maternidade; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) 
 
IV - licença-paternidade; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) 
 
V - gratificação natalina. (Incluído pela Lei nº 12.696, de 
2012) 
 
Art. 135. O exercício efetivo da função de conselheiro constituirá 
serviço público relevante e estabelecerá presunção de idoneidade 
moral. 
 
Art. 136. São atribuições do Conselho Tutelar: 
 
I - atender as crianças e adolescentes nas hipóteses previstas nos 
arts. 98 e 105, aplicando as medidas previstas no art. 101, I a VII; 
 
II - atender e aconselhar os pais ou responsável, aplicando as 
medidas previstas no art. 129, I a VII; 
 
III - promover a execução de suas decisões, podendo para tanto: 
 
a) requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, 
serviço social, previdência, trabalho e segurança; 
 
b) representar junto à autoridade judiciária nos casos de 
descumprimento injustificado de suas deliberações. 
 
IV - encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que 
constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da 
criança ou adolescente; 
 
V - encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua 
competência; 
 
VI - providenciar a medida estabelecida pela autoridade 
judiciária, dentre as previstas no art. 101, de I a VI, para o 
adolescente autor de ato infracional; 
 
VII - expedir notificações; 
 
VIII - requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou 
adolescente quando necessário; 
 
IX - assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta 
orçamentária para planos e programas de atendimento dos 
direitos da criança e do adolescente; 
 
X - representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação 
dos direitos previstos no art. 220, § 3º, inciso II, da Constituição 
Federal; 
 
 XI - representar ao Ministério Público para efeito das ações de 
perda ou suspensão do poder familiar, após esgotadas as 
possibilidades de manutenção da criança ou do adolescente junto 
à família natural. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
XII - promover e incentivar, na comunidade e nos grupos 
profissionais, ações de divulgação e treinamento para o 
reconhecimento de sintomas de maus-tratos em crianças e 
adolescentes. (Incluído pela Lei nº 13.046, de 2014) 
 
Parágrafo único. Se, no exercício de suas atribuições, o Conselho 
Tutelar entender necessário o afastamento do convívio familiar, 
comunicará incontinenti o fato ao Ministério Público, prestando-
lhe informações sobre os motivos de tal entendimento e as 
providências tomadas para a orientação, o apoio e a promoção 
social da família. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 
Art. 137. As decisões do Conselho Tutelar somente poderão ser 
revistas pela autoridade judiciária a pedido de quem tenha 
legítimo interesse. 
 
Art. 138. Aplica-se ao Conselho Tutelar a regra de competência 
constante do art. 147. 
 
Art. 139. O processo para a escolha dos membros do Conselho 
Tutelar será estabelecido em lei municipal e realizado sob a 
responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criançae do Adolescente, e a fiscalização do Ministério Público. 
(Redação dada pela Lei nº 8.242, de 12.10.1991) 
 
§ 1o O processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar 
ocorrerá em data unificada em todo o território nacional a cada 4 
(quatro) anos, no primeiro domingo do mês de outubro do ano 
subsequente ao da eleição presidencial. (Incluído pela Lei nº 
12.696, de 2012) 
 
§ 2o A posse dos conselheiros tutelares ocorrerá no dia 10 de 
janeiro do ano subsequente ao processo de escolha. (Incluído 
pela Lei nº 12.696, de 2012) 
 
§ 3o No processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar, é 
vedado ao candidato doar, oferecer, prometer ou entregar ao 
eleitor bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive 
brindes de pequeno valor. (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) 
 
Art. 140. São impedidos de servir no mesmo Conselho marido e 
mulher, ascendentes e descendentes, sogro e genro ou nora, 
irmãos, cunhados, durante o cunhadio, tio e sobrinho, padrasto ou 
madrasta e enteado. 
 
Parágrafo único. Estende-se o impedimento do conselheiro, na 
forma deste artigo, em relação à autoridade judiciária e ao 
representante do Ministério Público com atuação na Justiça da 
Infância e da Juventude, em exercício na comarca, foro regional 
ou distrital. 
 
CAPÍTULO 8 – LEI 10.098/2000 
(ACESSIBILIDADE DAS PESSOAS PORTADORAS 
DE DEFICIÊNCIA) 
 
Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para 
a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de 
deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de 
barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no 
mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos 
 
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meios de transporte e de comunicação. 
 
Art. 2o Para os fins desta Lei são estabelecidas as seguintes 
definições: 
 
I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para 
utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e 
equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos 
sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de 
deficiência ou com mobilidade reduzida; (Vide Lei nº 13.146, de 
2015) (Vigência) 
 
II – barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça 
o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança 
das pessoas, classificadas em: 
 
a) barreiras arquitetônicas urbanísticas: as existentes nas vias 
públicas e nos espaços de uso público; 
 
b) barreiras arquitetônicas na edificação: as existentes no interior 
dos edifícios públicos e privados; 
 
c) barreiras arquitetônicas nos transportes: as existentes nos 
meios de transportes; 
 
d) barreiras nas comunicações: qualquer entrave ou obstáculo que 
dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de 
mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, 
sejam ou não de massa; 
 
III – pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida: 
a que temporária ou permanentemente tem limitada sua 
capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo; 
 
IV – elemento da urbanização: qualquer componente das obras de 
urbanização, tais como os referentes a pavimentação, saneamento, 
encanamentos para esgotos, distribuição de energia elétrica, 
iluminação pública, abastecimento e distribuição de água, 
paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento 
urbanístico; 
 
V – mobiliário urbano: o conjunto de objetos existentes nas vias e 
espaços públicos, superpostos ou adicionados aos elementos da 
urbanização ou da edificação, de forma que sua modificação ou 
traslado não provoque alterações substanciais nestes elementos, 
tais como semáforos, postes de sinalização e similares, cabines 
telefônicas, fontes públicas, lixeiras, toldos, marquises, quiosques 
e quaisquer outros de natureza análoga; 
 
VI – ajuda técnica: qualquer elemento que facilite a autonomia 
pessoal ou possibilite o acesso e o uso de meio físico. 
 
CAPÍTULO II 
DOS ELEMENTOS DA URBANIZAÇÃO 
 
Art. 3o O planejamento e a urbanização das vias públicas, dos 
parques e dos demais espaços de uso público deverão ser 
concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para as 
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 
(Vide Lei nº 13.146, de 2015) 
 
Art. 4o As vias públicas, os parques e os demais espaços de uso 
público existentes, assim como as respectivas instalações de 
serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados, 
obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência 
das modificações, no sentido de promover mais ampla 
acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência ou com 
mobilidade reduzida. 
 
Parágrafo único. Os parques de diversões, públicos e privados, 
devem adaptar, no mínimo, 5% (cinco por cento) de cada 
brinquedo e equipamento e identificá-lo para possibilitar sua 
utilização por pessoas com deficiência ou com mobilidade 
reduzida, tanto quanto tecnicamente possível. (Incluído pela Lei nº 
11.982, de 2009) 
 
Art. 5o O projeto e o traçado dos elementos de urbanização 
públicos e privados de uso comunitário, nestes compreendidos os 
itinerários e as passagens de pedestres, os percursos de entrada e 
de saída de veículos, as escadas e rampas, deverão observar os 
parâmetros estabelecidos pelas normas técnicas de acessibilidade 
da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. 
 
Art. 6o Os banheiros de uso público existentes ou a construir em 
parques, praças, jardins e espaços livres públicos deverão ser 
acessíveis e dispor, pelo menos, de um sanitário e um lavatório 
que atendam às especificações das normas técnicas da ABNT. 
 
Art. 7o Em todas as áreas de estacionamento de veículos, 
localizadas em vias ou em espaços públicos, deverão ser 
reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de 
pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem 
pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção. 
 
Parágrafo único. As vagas a que se refere o caput deste artigo 
deverão ser em número equivalente a dois por cento do total, 
garantida, no mínimo, uma vaga, devidamente sinalizada e com as 
especificações técnicas de desenho e traçado de acordo com as 
normas técnicas vigentes. 
 
CAPÍTULO III 
 
DO DESENHO E DA LOCALIZAÇÃO DO MOBILIÁRIO 
URBANO 
 
Art. 8o Os sinais de tráfego, semáforos, postes de iluminação ou 
quaisquer outros elementos verticais de sinalização que devam ser 
instalados em itinerário ou espaço de acesso para pedestres 
deverão ser dispostos de forma a não dificultar ou impedir a 
circulação, e de modo que possam ser utilizados com a máxima 
comodidade. 
 
Art. 9o Os semáforos para pedestres instalados nas vias públicas 
deverão estar equipados com mecanismo que emita sinal sonoro 
suave, intermitente e sem estridência, ou com mecanismo 
alternativo, que sirva de guia ou orientação para a travessia de 
pessoas portadoras de deficiência visual, se a intensidade do fluxo 
de veículos e a periculosidade da via assim determinarem. 
 
Parágrafo único. (Vide Lei nº 13.146, de 2015) 
 
Art. 10. Os elementos do mobiliário urbano deverão ser projetados 
e instalados em locais que permitam sejam eles utilizados pelas 
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 
CAPÍTULO IV 
 
DA ACESSIBILIDADE NOS EDIFÍCIOS PÚBLICOS OU DE USO 
COLETIVO 
 
Art. 11. A construção, ampliação ou reforma de edifícios públicos 
ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser executadas de 
modo que sejam ou se tornem acessíveis às pessoas portadoras de 
deficiência ou com mobilidade reduzida. 
 
Parágrafo único. Para os fins do disposto neste artigo, na 
construção, ampliação ou reforma de edifícios públicos ou 
privados destinados ao uso coletivo deverão ser observados,pelo 
menos, os seguintes requisitos de acessibilidade: 
 
I – nas áreas externas ou internas da edificação, destinadas a 
garagem e a estacionamento de uso público, deverão ser 
reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de 
 
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pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem 
pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção 
permanente; 
 
II – pelo menos um dos acessos ao interior da edificação deverá 
estar livre de barreiras arquitetônicas e de obstáculos que 
impeçam ou dificultem a acessibilidade de pessoa portadora de 
deficiência ou com mobilidade reduzida; 
 
III – pelo menos um dos itinerários que comuniquem horizontal e 
verticalmente todas as dependências e serviços do edifício, entre si 
e com o exterior, deverá cumprir os requisitos de acessibilidade de 
que trata esta Lei; e 
 
IV – os edifícios deverão dispor, pelo menos, de um banheiro 
acessível, distribuindo-se seus equipamentos e acessórios de 
maneira que possam ser utilizados por pessoa portadora de 
deficiência ou com mobilidade reduzida. 
 
Art. 12. Os locais de espetáculos, conferências, aulas e outros de 
natureza similar deverão dispor de espaços reservados para 
pessoas que utilizam cadeira de rodas, e de lugares específicos 
para pessoas com deficiência auditiva e visual, inclusive 
acompanhante, de acordo com a ABNT, de modo a facilitar-lhes as 
condições de acesso, circulação e comunicação. 
 
CAPÍTULO V 
 
DA ACESSIBILIDADE NOS EDIFÍCIOS DE USO PRIVADO 
 
Art. 13. Os edifícios de uso privado em que seja obrigatória a 
instalação de elevadores deverão ser construídos atendendo aos 
seguintes requisitos mínimos de acessibilidade: 
 
I – percurso acessível que una as unidades habitacionais com o 
exterior e com as dependências de uso comum; 
 
II – percurso acessível que una a edificação à via pública, às 
edificações e aos serviços anexos de uso comum e aos edifícios 
vizinhos; 
 
III – cabine do elevador e respectiva porta de entrada acessíveis 
para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade 
reduzida. 
 
Art. 14. Os edifícios a serem construídos com mais de um 
pavimento além do pavimento de acesso, à exceção das habitações 
unifamiliares, e que não estejam obrigados à instalação de 
elevador, deverão dispor de especificações técnicas e de projeto 
que facilitem a instalação de um elevador adaptado, devendo os 
demais elementos de uso comum destes edifícios atender aos 
requisitos de acessibilidade. 
 
Art. 15. Caberá ao órgão federal responsável pela coordenação da 
política habitacional regulamentar a reserva de um percentual 
mínimo do total das habitações, conforme a característica da 
população local, para o atendimento da demanda de pessoas 
portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 
 
CAPÍTULO VI 
 
DA ACESSIBILIDADE NOS VEÍCULOS DE TRANSPORTE 
COLETIVO 
 
Art. 16. Os veículos de transporte coletivo deverão cumprir os 
requisitos de acessibilidade estabelecidos nas normas técnicas 
específicas. 
 
CAPÍTULO VII 
 
DA ACESSIBILIDADE NOS SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO E 
SINALIZAÇÃO 
 
Art. 17. O Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na 
comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas 
que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às 
pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de 
comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação, 
à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, 
ao esporte e ao lazer. 
 
Art. 18. O Poder Público implementará a formação de 
profissionais intérpretes de escrita em braile, linguagem de sinais 
e de guias-intérpretes, para facilitar qualquer tipo de comunicação 
direta à pessoa portadora de deficiência sensorial e com 
dificuldade de comunicação. Regulamento 
 
Art. 19. Os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens 
adotarão plano de medidas técnicas com o objetivo de permitir o 
uso da linguagem de sinais ou outra subtitulação, para garantir o 
direito de acesso à informação às pessoas portadoras de 
deficiência auditiva, na forma e no prazo previstos em 
regulamento. 
 
CAPÍTULO VIII 
 
DISPOSIÇÕES SOBRE AJUDAS TÉCNICAS 
 
Art. 20. O Poder Público promoverá a supressão de barreiras 
urbanísticas, arquitetônicas, de transporte e de comunicação, 
mediante ajudas técnicas. 
 
Art. 21. O Poder Público, por meio dos organismos de apoio à 
pesquisa e das agências de financiamento, fomentará programas 
destinados: 
 
I – à promoção de pesquisas científicas voltadas ao tratamento e 
prevenção de deficiências; 
 
II – ao desenvolvimento tecnológico orientado à produção de 
ajudas técnicas para as pessoas portadoras de deficiência; 
 
III – à especialização de recursos humanos em acessibilidade. 
 
CAPÍTULO IX 
 
DAS MEDIDAS DE FOMENTO À ELIMINAÇÃO DE BARREIRAS 
 
 Art. 22. É instituído, no âmbito da Secretaria de Estado de 
Direitos Humanos do Ministério da Justiça, o Programa Nacional 
de Acessibilidade, com dotação orçamentária específica, cuja 
execução será disciplinada em regulamento. 
 
 
CAPÍTULO X 
 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art. 23. A Administração Pública federal direta e indireta 
destinará, anualmente, dotação orçamentária para as adaptações, 
eliminações e supressões de barreiras arquitetônicas existentes 
nos edifícios de uso público de sua propriedade e naqueles que 
estejam sob sua administração ou uso. 
 
Parágrafo único. A implementação das adaptações, eliminações e 
supressões de barreiras arquitetônicas referidas no caput deste 
artigo deverá ser iniciada a partir do primeiro ano de vigência 
desta Lei. 
 
Art. 24. O Poder Público promoverá campanhas informativas e 
educativas dirigidas à população em geral, com a finalidade de 
conscientizá-la e sensibilizá-la quanto à acessibilidade e à 
 
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integração social da pessoa portadora de deficiência ou com 
mobilidade reduzida. 
 
Art. 25. As disposições desta Lei aplicam-se aos edifícios ou 
imóveis declarados bens de interesse cultural ou de valor 
histórico-artístico, desde que as modificações necessárias 
observem as normas específicas reguladoras destes bens. 
 
Art. 26. As organizações representativas de pessoas portadoras de 
deficiência terão legitimidade para acompanhar o cumprimento 
dos requisitos de acessibilidade estabelecidos nesta Lei. 
 
Art. 27. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
CAPÍTULO 9 – LEI 10.861/2004 
(SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA 
EDUCAÇÃO SUPERIOR - SINAES) 
 
 Sistema estabelecido em 2004, tem como principal 
intenção a avaliação geral do ensino superior, estando estruturado 
sobre três pilares: A avaliação das instituições, a avaliação dos 
cursos e a avaliação dos estudantes. Os resultados dessas 
avaliações auxiliam no planejamento, na reorganização (quando 
necessário) dos cursos e na análise prévia para opção de curso pelo 
aluno. Essas avaliações ocorrem da seguinte forma: 
 Instituições: São avaliadas por comissões externas 
designadas pelo MEC, provindas do INEP. O MEC credencia essas 
comissões a realizarem avaliações periódicas nas instituições. 
 Cursos: Avaliados pro comissões externas a cada 3 anos, 
também provindos do INEP e designados pelo MEC. 
 Estudantes: Avaliados pelo ENADE. 
 Para agilizar o processo de avaliação, o MEC criou dois 
indicadores: o IGC (Índice Geral de Cursos Avaliados da 
Instituição) e o CPC (Conceito Preliminar de Curso). Essa criação 
foi importante para melhor determinar quais cursos estão dentro 
dos padrões de qualidade exigidos pelo MEC. 
 
Art. 1o Ficainstituído o Sistema Nacional de Avaliação da 
Educação Superior - SINAES, com o objetivo de assegurar 
processo nacional de avaliação das instituições de educação 
superior, dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de 
seus estudantes, nos termos do art 9º, VI, VIII e IX, da Lei no 
9.394, de 20 de dezembro de 1996. 
 
§ 1o O SINAES tem por finalidades a melhoria da qualidade da 
educação superior, a orientação da expansão da sua oferta, o 
aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade 
acadêmica e social e, especialmente, a promoção do 
aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais 
das instituições de educação superior, por meio da valorização de 
sua missão pública, da promoção dos valores democráticos, do 
respeito à diferença e à diversidade, da afirmação da autonomia e 
da identidade institucional. 
§ 2o O SINAES será desenvolvido em cooperação com os sistemas 
de ensino dos Estados e do Distrito Federal. 
 
Art. 2o O SINAES, ao promover a avaliação de instituições, de 
cursos e de desempenho dos estudantes, deverá assegurar: 
 
I – avaliação institucional, interna e externa, contemplando a 
análise global e integrada das dimensões, estruturas, relações, 
compromisso social, atividades, finalidades e responsabilidades 
sociais das instituições de educação superior e de seus cursos; 
 
II – o caráter público de todos os procedimentos, dados e 
resultados dos processos avaliativos; 
 
III – o respeito à identidade e à diversidade de instituições e de 
cursos; 
 
IV – a participação do corpo discente, docente e técnico-
administrativo das instituições de educação superior, e da 
sociedade civil, por meio de suas representações. 
 
Parágrafo único. Os resultados da avaliação referida no caput 
deste artigo constituirão referencial básico dos processos de 
regulação e supervisão da educação superior, neles 
compreendidos o credenciamento e a renovação de 
credenciamento de instituições de educação superior, a 
autorização, o reconhecimento e a renovação de reconhecimento 
de cursos de graduação. 
 
Art. 3o A avaliação das instituições de educação superior terá por 
objetivo identificar o seu perfil e o significado de sua atuação, por 
meio de suas atividades, cursos, programas, projetos e setores, 
considerando as diferentes dimensões institucionais, dentre elas 
obrigatoriamente as seguintes: 
 
I – a missão e o plano de desenvolvimento institucional; 
 
II – a política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação, a 
extensão e as respectivas formas de operacionalização, incluídos 
os procedimentos para estímulo à produção acadêmica, as bolsas 
de pesquisa, de monitoria e demais modalidades; 
 
III – a responsabilidade social da instituição, considerada 
especialmente no que se refere à sua contribuição em relação à 
inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social, à defesa 
do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do 
patrimônio cultural; 
 
IV – a comunicação com a sociedade; 
 
V – as políticas de pessoal, as carreiras do corpo docente e do 
corpo técnico-administrativo, seu aperfeiçoamento, 
desenvolvimento profissional e suas condições de trabalho; 
 
VI – organização e gestão da instituição, especialmente o 
funcionamento e representatividade dos colegiados, sua 
independência e autonomia na relação com a mantenedora, e a 
participação dos segmentos da comunidade universitária nos 
processos decisórios; 
 
VII – infra-estrutura física, especialmente a de ensino e de 
pesquisa, biblioteca, recursos de informação e comunicação; 
 
VIII – planejamento e avaliação, especialmente os processos, 
resultados e eficácia da auto-avaliação institucional; 
 
IX – políticas de atendimento aos estudantes; 
 
X – sustentabilidade financeira, tendo em vista o significado social 
da continuidade dos compromissos na oferta da educação 
superior. 
§ 1o Na avaliação das instituições, as dimensões listadas no caput 
deste artigo serão consideradas de modo a respeitar a diversidade 
e as especificidades das diferentes organizações acadêmicas, 
devendo ser contemplada, no caso das universidades, de acordo 
com critérios estabelecidos em regulamento, pontuação específica 
pela existência de programas de pós-graduação e por seu 
desempenho, conforme a avaliação mantida pela Fundação 
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – 
CAPES. 
 
§ 2o Para a avaliação das instituições, serão utilizados 
procedimentos e instrumentos diversificados, dentre os quais a 
auto-avaliação e a avaliação externa in loco. 
 
§ 3o A avaliação das instituições de educação superior resultará 
na aplicação de conceitos, ordenados em uma escala com 5 
(cinco) níveis, a cada uma das dimensões e ao conjunto das 
dimensões avaliadas. 
 
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Art. 4o A avaliação dos cursos de graduação tem por objetivo 
identificar as condições de ensino oferecidas aos estudantes, em 
especial as relativas ao perfil do corpo docente, às instalações 
físicas e à organização didático-pedagógica. 
 
§ 1o A avaliação dos cursos de graduação utilizará procedimentos 
e instrumentos diversificados, dentre os quais obrigatoriamente as 
visitas por comissões de especialistas das respectivas áreas do 
conhecimento. 
 
§ 2o A avaliação dos cursos de graduação resultará na atribuição 
de conceitos, ordenados em uma escala com 5 (cinco) níveis, a 
cada uma das dimensões e ao conjunto das dimensões avaliadas. 
 
Art. 5o A avaliação do desempenho dos estudantes dos cursos 
graduação será realizada mediante aplicação do Exame Nacional 
de Desempenho dos Estudantes - ENADE. 
 
§ 1o O ENADE aferirá o desempenho dos estudantes em relação 
aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares 
do respectivo curso de graduação, suas habilidades para 
ajustamento às exigências decorrentes da evolução do 
conhecimento e suas competências para compreender temas 
exteriores ao âmbito específico de sua profissão, ligados à 
realidade brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento. 
 
§ 2o O ENADE será aplicado periodicamente, admitida a 
utilização de procedimentos amostrais, aos alunos de todos os 
cursos de graduação, ao final do primeiro e do último ano de 
curso. 
 
§ 3o A periodicidade máxima de aplicação do ENADE aos 
estudantes de cada curso de graduação será trienal. 
 
§ 4o A aplicação do ENADE será acompanhada de instrumento 
destinado a levantar o perfil dos estudantes, relevante para a 
compreensão de seus resultados. 
 
§ 5o O ENADE é componente curricular obrigatório dos cursos de 
graduação, sendo inscrita no histórico escolar do estudante 
somente a sua situação regular com relação a essa obrigação, 
atestada pela sua efetiva participação ou, quando for o caso, 
dispensa oficial pelo Ministério da Educação, na forma 
estabelecida em regulamento. 
 
§ 6o Será responsabilidade do dirigente da instituição de 
educação superior a inscrição junto ao Instituto Nacional de 
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP de todos 
os alunos habilitados à participação no ENADE. 
 
§ 7o A não-inscrição de alunos habilitados para participação no 
ENADE, nos prazos estipulados pelo INEP, sujeitará a instituição 
à aplicação das sanções previstas no § 2o do art. 10, sem prejuízo 
do disposto no art. 12 desta Lei. 
 
§ 8o A avaliação do desempenho dos alunos de cada curso no 
ENADE será expressa por meio de conceitos, ordenados em uma 
escala com 5 (cinco) níveis, tomando por base padrões mínimos 
estabelecidos por especialistas das diferentes áreas do 
conhecimento. 
 
§ 9o Na divulgação dos resultados da avaliação é vedada a 
identificação nominal do resultado individual obtido pelo aluno 
examinado, que será a ele exclusivamente fornecidoem documento 
específico, emitido pelo INEP. 
 
§ 10. Aos estudantes de melhor desempenho no ENADE o 
Ministério da Educação concederá estímulo, na forma de bolsa de 
estudos, ou auxílio específico, ou ainda alguma outra forma de 
distinção com objetivo similar, destinado a favorecer a excelência 
e a continuidade dos estudos, em nível de graduação ou de pós-
graduação, conforme estabelecido em regulamento. 
 
§ 11. A introdução do ENADE, como um dos procedimentos de 
avaliação do SINAES, será efetuada gradativamente, cabendo ao 
Ministro de Estado da Educação determinar anualmente os cursos 
de graduação a cujos estudantes será aplicado. 
 
Art. 6o Fica instituída, no âmbito do Ministério da Educação e 
vinculada ao Gabinete do Ministro de Estado, a Comissão 
Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES, órgão 
colegiado de coordenação e supervisão do SINAES, com as 
atribuições de: 
 
I – propor e avaliar as dinâmicas, procedimentos e mecanismos da 
avaliação institucional, de cursos e de desempenho dos estudantes; 
 
II – estabelecer diretrizes para organização e designação de 
comissões de avaliação, analisar relatórios, elaborar pareceres e 
encaminhar recomendações às instâncias competentes; 
 
III – formular propostas para o desenvolvimento das instituições 
de educação superior, com base nas análises e recomendações 
produzidas nos processos de avaliação; 
 
IV – articular-se com os sistemas estaduais de ensino, visando a 
estabelecer ações e critérios comuns de avaliação e supervisão da 
educação superior; 
 
V – submeter anualmente à aprovação do Ministro de Estado da 
Educação a relação dos cursos a cujos estudantes será aplicado o 
Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ENADE; 
 
VI – elaborar o seu regimento, a ser aprovado em ato do Ministro 
de Estado da Educação; 
 
VII – realizar reuniões ordinárias mensais e extraordinárias, 
sempre que convocadas pelo Ministro de Estado da Educação. 
 
Art. 7o A CONAES terá a seguinte composição: 
 
I – 1 (um) representante do INEP; 
 
II – 1 (um) representante da Fundação Coordenação de 
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES; 
 
III – 3 (três) representantes do Ministério da Educação, sendo 1 
(um) obrigatoriamente do órgão responsável pela regulação e 
supervisão da educação superior; 
 
IV – 1 (um) representante do corpo discente das instituições de 
educação superior; 
 
V – 1 (um) representante do corpo docente das instituições de 
educação superior; 
 
VI – 1 (um) representante do corpo técnico-administrativo das 
instituições de educação superior; 
 
VII – 5 (cinco) membros, indicados pelo Ministro de Estado da 
Educação, escolhidos entre cidadãos com notório saber científico, 
filosófico e artístico, e reconhecida competência em avaliação ou 
gestão da educação superior. 
 
§ 1o Os membros referidos nos incisos I e II do caput deste artigo 
serão designados pelos titulares dos órgãos por eles representados 
e aqueles referidos no inciso III do caput deste artigo, pelo 
Ministro de Estado da Educação. 
 
§ 2o O membro referido no inciso IV do caput deste artigo será 
nomeado pelo Presidente da República para mandato de 2 (dois) 
anos, vedada a recondução. 
 
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§ 3o Os membros referidos nos incisos V a VII do caput deste 
artigo serão nomeados pelo Presidente da República para 
mandato de 3 (três) anos, admitida 1 (uma) recondução, 
observado o disposto no parágrafo único do art. 13 desta Lei. 
 
§ 4o A CONAES será presidida por 1 (um) dos membros referidos 
no inciso VII do caput deste artigo, eleito pelo colegiado, para 
mandato de 1 (um) ano, permitida 1 (uma) recondução. 
 
§ 5o As instituições de educação superior deverão abonar as faltas 
do estudante que, em decorrência da designação de que trata o 
inciso IV do caput deste artigo, tenha participado de reuniões da 
CONAES em horário coincidente com as atividades acadêmicas. 
 
§ 6o Os membros da CONAES exercem função não remunerada de 
interesse público relevante, com precedência sobre quaisquer 
outros cargos públicos de que sejam titulares e, quando 
convocados, farão jus a transporte e diárias. 
 
Art. 8o A realização da avaliação das instituições, dos cursos e do 
desempenho dos estudantes será responsabilidade do INEP. 
 
Art. 9o O Ministério da Educação tornará público e disponível o 
resultado da avaliação das instituições de ensino superior e de 
seus cursos. 
 
Art. 10. Os resultados considerados insatisfatórios ensejarão a 
celebração de protocolo de compromisso, a ser firmado entre a 
instituição de educação superior e o Ministério da Educação, que 
deverá conter: 
 
I – o diagnóstico objetivo das condições da instituição; 
 
II – os encaminhamentos, processos e ações a serem adotados pela 
instituição de educação superior com vistas na superação das 
dificuldades detectadas; 
 
III – a indicação de prazos e metas para o cumprimento de ações, 
expressamente definidas, e a caracterização das respectivas 
responsabilidades dos dirigentes; 
 
IV – a criação, por parte da instituição de educação superior, de 
comissão de acompanhamento do protocolo de compromisso. 
 
§ 1o O protocolo a que se refere o caput deste artigo será público 
e estará disponível a todos os interessados. 
 
§ 2o O descumprimento do protocolo de compromisso, no todo ou 
em parte, poderá ensejar a aplicação das seguintes penalidades: 
 
I – suspensão temporária da abertura de processo seletivo de 
cursos de graduação; 
 
II – cassação da autorização de funcionamento da instituição de 
educação superior ou do reconhecimento de cursos por ela 
oferecidos; 
 
III – advertência, suspensão ou perda de mandato do dirigente 
responsável pela ação não executada, no caso de instituições 
públicas de ensino superior. 
 
§ 3o As penalidades previstas neste artigo serão aplicadas pelo 
órgão do Ministério da Educação responsável pela regulação e 
supervisão da educação superior, ouvida a Câmara de Educação 
Superior, do Conselho Nacional de Educação, em processo 
administrativo próprio, ficando assegurado o direito de ampla 
defesa e do contraditório. 
 
§ 4o Da decisão referida no § 2o deste artigo caberá recurso 
dirigido ao Ministro de Estado da Educação. 
 
§ 5o O prazo de suspensão da abertura de processo seletivo de 
cursos será definido em ato próprio do órgão do Ministério da 
Educação referido no § 3o deste artigo. 
 
Art. 11. Cada instituição de ensino superior, pública ou privada, 
constituirá Comissão Própria de Avaliação - CPA, no prazo de 60 
(sessenta) dias, a contar da publicação desta Lei, com as 
atribuições de condução dos processos de avaliação internos da 
instituição, de sistematização e de prestação das informações 
solicitadas pelo INEP, obedecidas as seguintes diretrizes: 
 
I – constituição por ato do dirigente máximo da instituição de 
ensino superior, ou por previsão no seu próprio estatuto ou 
regimento, assegurada a participação de todos os segmentos da 
comunidade universitária e da sociedade civil organizada, e 
vedada a composição que privilegie a maioria absoluta de um dos 
segmentos; 
 
II – atuação autônoma em relação a conselhos e demais órgãos 
colegiados existentes na instituição de educação superior. 
 
Art. 12. Os responsáveis pela prestação de informações falsas ou 
pelo preenchimento de formulários e relatórios de avaliação que 
impliquem omissão ou distorção de dados a serem fornecidos ao 
SINAES responderão civil, penal e administrativamente por essas 
condutas. 
 
Art. 13. A CONAES será instalada no prazo de 60 (sessenta) dias a 
contar da publicação desta Lei. 
 
Parágrafo único. Quando da constituição da CONAES, 2 (dois) 
dos membros referidos no inciso VII do caput do art. 7o desta Lei 
serãonomeados para mandato de 2 (dois) anos. 
 
Art. 14. O Ministro de Estado da Educação regulamentará os 
procedimentos de avaliação do SINAES. 
 
Art. 15. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
CAPÍTULO 10 – LEI 12.772/2012 
(PLANO DE CARREIRAS E CARGOS DE 
MAGISTÉRIO FEDERAL) 
 
Art. 1o Fica estruturado, a partir de 1o de março de 2013, o 
Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal, composto 
pelas seguintes Carreiras e cargos: 
 
I - Carreira de Magistério Superior, composta pelos cargos, de 
nível superior, de provimento efetivo de Professor do Magistério 
Superior, de que trata a Lei no 7.596, de 10 de abril de 1987; 
 
II - Cargo Isolado de provimento efetivo, de nível superior, de 
Professor Titular-Livre do Magistério Superior; 
 
III - Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e 
Tecnológico, composta pelos cargos de provimento efetivo de 
Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, de que trata 
a Lei no 11.784, de 22 de setembro de 2008; e 
 
IV - Cargo Isolado de provimento efetivo, de nível superior, de 
Professor Titular-Livre do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. 
 
§ 1o A Carreira de Magistério Superior é estruturada em classes 
A, B, C, D e E e respectivos níveis de vencimento na forma 
do Anexo I. (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
§ 2o As classes da Carreira de Magistério Superior receberão as 
seguintes denominações de acordo com a titulação do ocupante do 
cargo: (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
I - Classe A, com as denominações de: (Redação dada pela Lei 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7596.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11784.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12772.htm#anexoi..
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
 
Legislação da Educação 
 
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nº 12.863, de 2013) 
 
a) Professor Adjunto A, se portador do título de 
doutor; (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
b) Professor Assistente A, se portador do título de mestre; 
ou (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
c) Professor Auxiliar, se graduado ou portador de título de 
especialista; (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
II - Classe B, com a denominação de Professor 
Assistente; (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
III - Classe C, com a denominação de Professor 
Adjunto; (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
IV - Classe D, com a denominação de Professor Associado; 
e (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
V - Classe E, com a denominação de Professor 
Titular. (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
§ 3o A Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e 
Tecnológico é composta das seguintes classes, observado o Anexo 
I: (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
I - D I; (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
II - D II; (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
III - D III; (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
IV - D IV; e (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
V - Titular. (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
§ 4o Os Cargos Isolados do Plano de Carreiras e Cargos de 
Magistério Federal são estruturados em uma única classe e nível 
de vencimento. (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
§ 5o O regime jurídico dos cargos do Plano de Carreiras e 
Cargos de Magistério Federal é o instituído pela Lei no 8.112, de 
11 de dezembro de 1990, observadas as disposições desta 
Lei. (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
§ 6o Os cargos efetivos das Carreiras e Cargos Isolados de que 
trata o caput integram os Quadros de Pessoal das Instituições 
Federais de Ensino subordinadas ou vinculadas ao Ministério da 
Educação e ao Ministério da Defesa que tenham por atividade-fim 
o desenvolvimento e aperfeiçoamento do ensino, pesquisa e 
extensão, ressalvados os cargos de que trata o § 11 do art. 108-A 
da Lei no 11.784, de 22 de setembro de 2008, que integram o 
Quadro de Pessoal do Ministério do Planejamento, Orçamento e 
Gestão. (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
Art. 2o São atividades das Carreiras e Cargos Isolados do Plano 
de Carreiras e Cargos de Magistério Federal aquelas 
relacionadas ao ensino, pesquisa e extensão e as inerentes ao 
exercício de direção, assessoramento, chefia, coordenação e 
assistência na própria instituição, além daquelas previstas em 
legislação específica. 
 
§ 1o A Carreira de Magistério Superior destina-se a profissionais 
habilitados em atividades acadêmicas próprias do pessoal docente 
no âmbito da educação superior. 
 
§ 2o A Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e 
Tecnológico destina-se a profissionais habilitados em atividades 
acadêmicas próprias do pessoal docente no âmbito da educação 
básica e da educação profissional e tecnológica, conforme 
disposto na Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e na Lei nº 
11.892, de 29 de dezembro de 2008. 
 
§ 3o Os Cargos Isolados de provimento efetivo objetivam 
contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento de 
competências e alcance da excelência no ensino e na pesquisa nas 
Instituições Federais de Ensino - IFE. 
Art. 3o A partir de 1o de março de 2013, a Carreira de Magistério 
do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e o Cargo Isolado de 
Professor Titular do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, de que 
tratam os incisos I e II do caput do art. 106 da Lei nº 11.784, de 
2008, passam a pertencer ao Plano de Carreiras e Cargos de 
Magistério Federal, na forma desta Lei, observada a Tabela de 
Correlação constante do Anexo II, deixando de pertencer ao Plano 
de Carreiras de que trata o art. 105 da Lei nº 11.784, de 2008. 
 
Parágrafo único. O Cargo Isolado de que trata o caput passa a 
denominar-se Professor Titular-Livre do Ensino Básico, Técnico e 
Tecnológico. 
 
Art. 4o A partir de 1o de março de 2013, a Carreira de Magistério 
Superior do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos 
e Empregos - PUCRCE, de que trata a Lei nº 7.596, de 
1987, passa a pertencer ao Plano de Carreiras e Cargos de 
Magistério Federal de que trata esta Lei, observada a Tabela de 
Correlação constante do Anexo II. 
 
Parágrafo único. Os cargos vagos da Carreira de que trata 
o caput passam a integrar o Plano de Carreiras e Cargos de 
Magistério Federal, e o ingresso nos cargos deverá ocorrer na 
forma e condições dispostas nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 
12.863, de 2013) 
 
Art. 5o A partir de 1o de março de 2013, os cargos de Professor 
Titular da Carreira de Magistério Superior do PUCRCE passam a 
integrar a Classe de Professor Titular da Carreira de Magistério 
Superior do Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal 
de que trata esta Lei. 
 
Art. 6o O enquadramento no Plano de Carreiras e Cargos de 
Magistério Federal não representa, para qualquer efeito legal, 
inclusive para efeito de aposentadoria, descontinuidade em 
relação à Carreira, ao cargo e às atribuições atuais desenvolvidas 
pelos seus ocupantes. 
 
Art. 7o O disposto neste Capítulo aplica-se, no que couber, aos 
aposentados e pensionistas. 
 
CAPÍTULO II 
DO INGRESSO NAS CARREIRAS E CARGOS ISOLADOS DO 
PLANO DE CARREIRAS E CARGOS DE MAGISTÉRIO 
FEDERAL 
 
Seção I 
Da Carreira de Magistério Superior e do cargo isolado de 
Professor Titular-Livre do Magistério Superior 
 
Art. 8o O ingresso na Carreira de Magistério Superior ocorrerá 
sempre no primeiro nível de vencimento da Classe A, mediante 
aprovação em concurso público de provas e títulos. (Redação 
dada pela Lei nº 12.863,de 2013) 
 
§ 1o O concurso público de que trata o caput tem como requisito 
de ingresso o título de doutor na área exigida no 
concurso. (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
§ 2o O concurso público referido no caput poderá ser organizado 
em etapas, conforme dispuser o edital de abertura do certame, que 
estabelecerá as características de cada etapa e os critérios 
eliminatórios e classificatórios. 
 
§ 3º A IFE poderá dispensar, no edital do concurso, a exigência 
de título de doutor, substituindo-a pela de título de mestre, de 
especialista ou por diploma de graduação, quando se tratar de 
provimento para área de conhecimento ou em localidade com 
grave carência de detentores da titulação acadêmica de doutor, 
conforme decisão fundamentada de seu Conselho 
Superior. (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12772.htm#anexoi..
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12772.htm#anexoi..
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11784.htm#art108a§11
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11784.htm#art108a§11
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11892.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11892.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11784.htm#art106i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11784.htm#art106i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12772.htm#anexoii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11784.htm#art105
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7596.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7596.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12772.htm#anexoii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
 
Legislação da Educação 
 
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Art. 9o O ingresso no Cargo Isolado de Professor Titular-Livre do 
Magistério Superior ocorrerá na classe e nível únicos, mediante 
aprovação em concurso público de provas e títulos, no qual serão 
exigidos: 
 
I - título de doutor; e 
 
II - 10 (dez) anos de experiência ou de obtenção do título de 
doutor, ambos na área de conhecimento exigida no concurso, 
conforme disciplinado pelo Conselho Superior de cada 
IFE. (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
§ 1o O concurso público referido no caput será organizado em 
etapas, conforme dispuser o edital de abertura do certame, e 
consistirá de prova escrita, prova oral e defesa de memorial. 
 
§ 2o O edital do concurso público de que trata este artigo 
estabelecerá as características de cada etapa e os critérios 
eliminatórios e classificatórios do certame. 
 
§ 3o O concurso para o cargo isolado de Titular-Livre será 
realizado por comissão especial composta, no mínimo, por 75% 
(setenta e cinco por cento) de profissionais externos à IFE, nos 
termos de ato do Ministro de Estado da Educação. (Incluído 
pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
Seção II 
Da Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e 
Tecnológico e do Cargo Isolado de Professor Titular-Livre do 
Ensino Básico, Técnico e Tecnológico 
 
Art. 10. O ingresso nos cargos de provimento efetivo de Professor 
da Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e 
Tecnológico e da Carreira do Magistério do Ensino Básico 
Federal ocorrerá sempre no Nível 1 da Classe D I, mediante 
aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos. 
 
§ 1o No concurso público de que trata o caput, será exigido 
diploma de curso superior em nível de graduação. 
 
§ 2o O concurso público referido no caput poderá ser organizado 
em etapas, conforme dispuser o edital de abertura do certame. 
 
§ 3o O edital do concurso público de que trata este artigo 
estabelecerá as características de cada etapa do concurso público 
e os critérios eliminatórios e classificatórios do certame. 
 
Art. 11. O ingresso no Cargo Isolado de Professor Titular-Livre 
do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico ocorrerá na classe e 
nível únicos, mediante aprovação em concurso público de provas e 
títulos, no qual serão exigidos: 
 
I - título de doutor; e 
 
II - 10 (dez) anos de experiência ou de obtenção do título de 
doutor, ambos na área de conhecimento exigida no concurso, 
conforme disciplinado pelo Conselho Superior de cada 
IFE. (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
§ 1o O concurso público referido no caput será organizado em 
etapas, conforme dispuser o edital de abertura do certame, e 
consistirá de prova escrita, prova oral e defesa de memorial. 
 
§ 2o O edital do concurso público de que trata este artigo 
estabelecerá as características de cada etapa e os critérios 
eliminatórios e classificatórios do certame. 
 
§ 3o O concurso para o cargo isolado de Titular-Livre será 
realizado por comissão especial composta, no mínimo, por 75% 
(setenta e cinco por cento) de profissionais externos à IFE, nos 
termos de ato do Ministro de Estado da Educação. (Incluído 
pela Lei nº 12.863, de 2013) 
CAPÍTULO III 
DO DESENVOLVIMENTO NAS CARREIRAS DO PLANO DE 
CARREIRAS E CARGOS DE MAGISTÉRIO FEDERAL 
 
Seção I 
Da Carreira de Magistério Superior 
 
Art. 12. O desenvolvimento na Carreira de Magistério Superior 
ocorrerá mediante progressão funcional e promoção. 
 
§ 1o Para os fins do disposto no caput, progressão é a passagem 
do servidor para o nível de vencimento imediatamente superior 
dentro de uma mesma classe, e promoção, a passagem do servidor 
de uma classe para outra subsequente, na forma desta Lei. 
 
§ 2o A progressão na Carreira de Magistério Superior ocorrerá 
com base nos critérios gerais estabelecidos nesta Lei e observará, 
cumulativamente: 
 
I - o cumprimento do interstício de 24 (vinte e quatro) meses de 
efetivo exercício em cada nível; e 
 
II - aprovação em avaliação de desempenho. 
 
§ 3o A promoção ocorrerá observados o interstício mínimode 24 
(vinte e quatro) meses no último nível de cada Classe antecedente 
àquela para a qual se dará a promoção e, ainda, as seguintes 
condições: 
 
I - para a Classe B, com denominação de Professor Assistente, ser 
aprovado em processo de avaliação de desempenho; (Redação 
dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
II - para a Classe C, com denominação de Professor Adjunto, ser 
aprovado em processo de avaliação de desempenho; (Redação 
dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
III - para a Classe D, com denominação de Professor 
Associado: (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
a) possuir o título de doutor; e 
b) ser aprovado em processo de avaliação de desempenho; e 
 
IV - para a Classe E, com denominação de Professor 
Titular: (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
a) possuir o título de doutor; 
b) ser aprovado em processo de avaliação de desempenho; e 
c) lograr aprovação de memorial que deverá considerar as 
atividades de ensino, pesquisa, extensão, gestão acadêmica e 
produção profissional relevante, ou defesa de tese acadêmica 
inédita. 
 
§ 4o As diretrizes gerais para o processo de avaliação de 
desempenho para fins de progressão e de promoção serão 
estabelecidas em ato do Ministério da Educação e do Ministério 
da Defesa, conforme a subordinação ou vinculação das 
respectivas IFE e deverão contemplar as atividades de ensino, 
pesquisa, extensão e gestão, cabendo aos conselhos competentes 
no âmbito de cada Instituição Federal de Ensino regulamentar os 
procedimentos do referido processo. 
 
§ 5o O processo de avaliação para acesso à Classe E, com 
denominação de Titular, será realizado por comissão especial 
composta por, no mínimo, 75% (setenta e cinco por cento) de 
profissionais externos à IFE, nos termos de ato do Ministro de 
Estado da Educação. (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 
2013) 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
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Legislação da Educação 
 
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§ 6o Os cursos de mestrado e doutorado, para os fins previstos 
neste artigo, serão considerados somente se credenciados pelo 
Conselho Nacional de Educação e, quando realizados no exterior, 
revalidados por instituição nacional competente. 
 
Art. 13. Os docentes aprovados no estágio probatório do 
respectivo cargo que atenderem os seguintes requisitos de 
titulação farão jus a processo de aceleração da 
promoção: (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
I - para o nível inicial da Classe B, com denominação de Professor 
Assistente, pela apresentação de titulação de mestre; 
e (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
II - para o nível inicial da Classe C, com denominação de 
Professor Adjunto, pela apresentação de titulação de 
doutor. (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
Parágrafo único. Aos servidores ocupantes de cargos da Carreira 
de Magistério Superior em 1o de março de 2013 ou na data de 
publicação desta Lei, se posterior, é permitida a aceleração da 
promoção de que trata este artigo ainda que se encontrem em 
estágio probatório no cargo. 
 
Seção II 
Da Carreira do Magistério do Ensino Básico, Técnico e 
Tecnológico 
 
Art. 14. A partir da instituição do Plano de Carreiras e Cargos de 
Magistério Federal, o desenvolvimento na Carreira de Magistério 
do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico ocorrerá mediante 
progressão funcional e promoção, na forma disposta nesta Lei. 
 
§ 1o Para os fins do disposto no caput, progressão é a passagem 
do servidor para o nível de vencimento imediatamente superior 
dentro de uma mesma classe, e promoção, a passagem do servidor 
de uma classe para outra subsequente, na forma desta Lei. 
 
§ 2o A progressão na Carreira de Magistério do Ensino Básico, 
Técnico e Tecnológico ocorrerá com base nos critérios gerais 
estabelecidos nesta Lei e observará, cumulativamente: 
 
I - o cumprimento do interstício de 24 (vinte e quatro) meses de 
efetivo exercício em cada nível; e 
 
II - aprovação em avaliação de desempenho individual. 
 
§ 3o A promoção ocorrerá observados o interstício mínimo de 24 
(vinte e quatro) meses no último nível de cada Classe antecedente 
àquela para a qual se dará a promoção e, ainda, as seguintes 
condições: 
 
I - para a Classe D II: ser aprovado em processo de avaliação de 
desempenho; 
 
II - para a Classe D III: ser aprovado em processo de avaliação de 
desempenho; 
 
III - para a Classe D IV: ser aprovado em processo de avaliação 
de desempenho; 
 
IV - para a Classe Titular: 
a) possuir o título de doutor; 
b) ser aprovado em processo de avaliação de desempenho; e 
c) lograr aprovação de memorial que deverá considerar as 
atividades de ensino, pesquisa, extensão, gestão acadêmica e 
produção profissional relevante, ou de defesa de tese acadêmica 
inédita. 
 
§ 4o As diretrizes gerais para o processo de avaliação de 
desempenho para fins de progressão e de promoção serão 
estabelecidas em ato do Ministério da Educação e do Ministério 
da Defesa, conforme a subordinação ou vinculação das 
respectivas IFE e deverão contemplar as atividades de ensino, 
pesquisa, extensão e gestão, cabendo aos conselhos competentes 
no âmbito de cada Instituição Federal de Ensino regulamentar os 
procedimentos do referido processo. 
 
§ 5o O processo de avaliação para acesso à Classe Titular será 
realizado por comissão especial composta, no mínimo, por 75% 
(setenta e cinco por cento) de profissionais externos à IFE, e será 
objeto de regulamentação por ato do Ministro de Estado da 
Educação. 
 
§ 6o Os cursos de mestrado e doutorado, para os fins previstos 
neste artigo, serão considerados somente se credenciados pelo 
Conselho Federal de Educação e, quando realizados no exterior, 
revalidados por instituição nacional competente. 
 
Art. 15. Os docentes aprovados no estágio probatório do 
respectivo cargo que atenderem os seguintes requisitos de 
titulação farão jus a processo de aceleração da 
promoção: (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
I - de qualquer nível da Classe D I para o nível 1 da classe D II, 
pela apresentação de título de especialista; e 
 
II - de qualquer nível das Classes D I e D II para o nível 1 da 
classe D III, pela apresentação de título de mestre ou doutor. 
 
Parágrafo único. Aos servidores ocupantes de cargos da Carreira 
de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico em 1o de 
março de 2013 ou na data de publicação desta Lei, se posterior, é 
permitida a aceleração da promoção de que trata este artigo ainda 
que se encontrem em estágio probatório no cargo. 
 
CAPÍTULO IV 
DA REMUNERAÇÃO DO PLANO DE CARREIRAS E CARGOS 
DE MAGISTÉRIO FEDERAL 
 
Art. 16. A estrutura remuneratória do Plano de Carreiras e 
Cargos de Magistério Federal possui a seguinte composição:I - Vencimento Básico, conforme valores e vigências estabelecidos 
no Anexo III, para cada Carreira, cargo, classe e nível; e 
 
II - Retribuição por Titulação - RT, conforme disposto no art. 17. 
 
Art. 17. Fica instituída a RT, devida ao docente integrante do 
Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal em 
conformidade com a Carreira, cargo, classe, nível e titulação 
comprovada, nos valores e vigência estabelecidos no Anexo IV. 
 
§ 1o A RT será considerada no cálculo dos proventos e das 
pensões, na forma dos regramentos de regime previdenciário 
aplicável a cada caso, desde que o certificado ou o título tenham 
sido obtidos anteriormente à data da inativação. 
 
§ 2o Os valores referentes à RT não serão percebidos 
cumulativamente para diferentes titulações ou com quaisquer 
outras Retribuições por Titulação, adicionais ou gratificações de 
mesma natureza. 
 
Art. 18. No caso dos ocupantes de cargos da Carreira de 
Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, para fins de 
percepção da RT, será considerada a equivalência da titulação 
exigida com o Reconhecimento de Saberes e Competências - RSC. 
 
§ 1o O RSC de que trata o caput poderá ser concedido pela 
respectiva IFE de lotação do servidor em 3 (três) níveis: 
I - RSC-I; 
II - RSC-II; e 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12772.htm#anexoiii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12772.htm#anexoiv
 
Legislação da Educação 
 
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III - RSC-III. 
 
§ 2o A equivalência do RSC com a titulação acadêmica, 
exclusivamente para fins de percepção da RT, ocorrerá da 
seguinte forma: 
 
I - diploma de graduação somado ao RSC-I equivalerá à titulação 
de especialização; 
 
II - certificado de pós-graduação lato sensu somado ao RSC-II 
equivalerá a mestrado; e 
 
III - titulação de mestre somada ao RSC-III equivalerá a 
doutorado. 
 
§ 3o Será criado o Conselho Permanente para Reconhecimento de 
Saberes e Competências no âmbito do Ministério da Educação, 
com a finalidade de estabelecer os procedimentos para a 
concessão do RSC. 
 
§ 4o A composição do Conselho e suas competências serão 
estabelecidas em ato do Ministro da Educação. 
 
§ 5o O Ministério da Defesa possuirá representação no Conselho 
de que trata o § 3o, na forma do ato previsto no § 4o. 
 
Art. 19. Em nenhuma hipótese, o RSC poderá ser utilizado para 
fins de equiparação de titulação para cumprimento de requisitos 
para a promoção na Carreira. 
 
CAPÍTULO V 
DO REGIME DE TRABALHO DO PLANO DE CARREIRAS E 
CARGOS DE MAGISTÉRIO FEDERAL 
 
Art. 20. O Professor das IFE, ocupante de cargo efetivo do Plano 
de Carreiras e Cargos de Magistério Federal, será submetido a 
um dos seguintes regimes de trabalho: 
 
I - 40 (quarenta) horas semanais de trabalho, em tempo integral, 
com dedicação exclusiva às atividades de ensino, pesquisa, 
extensão e gestão institucional; ou 
 
II - tempo parcial de 20 (vinte) horas semanais de trabalho. 
 
§ 1o Excepcionalmente, a IFE poderá, mediante aprovação de 
órgão colegiado superior competente, admitir a adoção do regime 
de 40 (quarenta) horas semanais de trabalho, em tempo integral, 
observando 2 (dois) turnos diários completos, sem dedicação 
exclusiva, para áreas com características específicas. 
§ 2o O regime de 40 (quarenta) horas com dedicação exclusiva 
implica o impedimento do exercício de outra atividade 
remunerada, pública ou privada, com as exceções previstas nesta 
Lei. 
 
§ 3o Os docentes em regime de 20 (vinte) horas poderão ser 
temporariamente vinculados ao regime de 40 (quarenta) horas sem 
dedicação exclusiva após a verificação de inexistência de acúmulo 
de cargos e da existência de recursos orçamentários e financeiros 
para as despesas decorrentes da alteração do regime, 
considerando-se o caráter especial da atribuição do regime de 40 
(quarenta) horas sem dedicação exclusiva, conforme disposto no § 
1o, nas seguintes hipóteses: 
 
I - ocupação de cargo de direção, função gratificada ou função de 
coordenação de cursos; ou 
 
II - participação em outras ações de interesse institucional 
definidas pelo conselho superior da IFE. 
 
§ 4o O professor, inclusive em regime de dedicação exclusiva, 
desde que não investido em cargo em comissão ou função de 
confiança, poderá: (Incluído pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
I - participar dos órgãos de direção de fundação de apoio de que 
trata a Lei no 8.958, de 20 de dezembro de 1994, nos termos 
definidos pelo Conselho Superior da IFE, observado o 
cumprimento de sua jornada de trabalho e vedada a percepção de 
remuneração paga pela fundação de apoio; e (Incluído pela Lei 
nº 12.863, de 2013) 
 
II - ser cedido a título especial, mediante deliberação do Conselho 
Superior da IFE, para ocupar cargo de dirigente máximo de 
fundação de apoio de que trata a Lei nº 8.958, de 20 de dezembro 
de 1994, com ônus para o cessionário (Incluído pela Lei nº 
12.863, de 2013) 
 
Art. 21. No regime de dedicação exclusiva, será admitida, 
observadas as condições da regulamentação própria de cada IFE, 
a percepção de: 
 
I - remuneração de cargos de direção ou funções de confiança; 
 
II - retribuição por participação em comissões julgadoras ou 
verificadoras relacionadas ao ensino, pesquisa ou extensão, 
quando for o caso; 
 
III - bolsas de ensino, pesquisa, extensão ou de estímulo à 
inovação pagas por agências oficiais de fomento ou organismos 
internacionais amparadas por ato, tratado ou convenção 
internacional; (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
IV - bolsa pelo desempenho de atividades de formação de 
professores da educação básica, no âmbito da Universidade 
Aberta do Brasil ou de outros programas oficiais de formação de 
professores; 
 
V - bolsa para qualificação docente, paga por agências oficiais de 
fomento ou organismos nacionais e internacionais congêneres; 
 
VI - direitos autorais ou direitos de propriedade intelectual, nos 
termos da legislação própria, e ganhos econômicos resultantes de 
projetos de inovação tecnológica, nos termos do art. 13 da Lei 
no 10.973, de 2 de dezembro de 2004; 
 
VII - outras hipóteses de bolsas de ensino, pesquisa e extensão, 
pagas pelas IFE, nos termos de regulamentação de seus órgãos 
colegiados superiores; 
 
VIII - retribuição pecuniária, na forma de pro labore ou cachê 
pago diretamente ao docente por ente distinto da IFE, pela 
participação esporádica em palestras, conferências, atividades 
artísticas e culturais relacionadas à área de atuação do docente; 
 
IX - Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso, de que trata 
o art. 76-A da Lei no 8.112, de 1990; 
 
X - Função Comissionada de Coordenação de Curso - FCC, de 
que trata o art. 7º da Lei nº 12.677, de 25 de junho de 
2012; (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
XI - retribuição pecuniária, em caráter eventual, por trabalho 
prestado no âmbito de projetos institucionais de ensino, pesquisa e 
extensão, na forma da Lei nº 8.958, de 20 de dezembro de 1994; 
e (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
XII - retribuição pecuniária por colaboração esporádica de 
natureza científica ou tecnológica em assuntos de especialidade do 
docente, inclusive em polos de inovação tecnológica, devidamente 
autorizada pela IFE de acordo com suas regras. (Incluído pela 
Lei nº 12.863, de 2013) 
 
§ 1o Considera-se esporádica a participação remunerada nas 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8958.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8958.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8958.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm#art13
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm#art13
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm#art76a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/Lei/L12677.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/Lei/L12677.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8958.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
 
Legislação da Educação 
 
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atividades descritas no inciso VIII do caput, autorizada pela IFE, 
que, no total, não exceda 30 (trinta) horas anuais. 
 
§ 2o Os limites de valor e condições de pagamento das bolsas e 
remunerações referidas neste artigo, na ausência de disposição 
específica na legislação própria, serão fixados em normas da IFE. 
 
§ 3o O pagamento da retribuição pecuniária de que trata o inciso 
XI do caput será divulgado na forma do art. 4º-A da Lei nº 8.958, 
de 20 de dezembro de 1994. 
 
§ 4o As atividades de que tratam os incisos XI e XII do caput não 
excederão, computadas isoladamente ou em conjunto, a 120 h 
(cento e vinte horas) anuais, ressalvada a situação de 
excepcionalidade a ser justificada e previamente aprovada pelo 
Conselho Superior da IFE, que poderá autorizar o acréscimo de 
até 120 h (cento e vinte horas) exclusivamente para atividades de 
pesquisa, desenvolvimento e inovação. (Incluído pela Lei nº 
12.863, de 2013) 
 
Art. 22. O Professor poderá solicitar a alteração de seu regime de 
trabalho, mediante proposta que será submetida a sua unidade de 
lotação. 
 
§ 1o A solicitação de mudança de regime de trabalho, aprovada 
na unidade referida no caput, será encaminhada ao dirigente 
máximo, no caso das IFE vinculadas ao Ministério da Defesa, ou à 
Comissão Permanente de Pessoal Docente - CPPD de que trata o 
art. 26, no caso das IFE vinculadas ao Ministério da Educação, 
para análise e parecer, e posteriormente à decisão final da 
autoridade ou Conselho Superior competente. 
 
§ 2o É vedada a mudança de regime de trabalho aos docentes em 
estágio probatório. 
 
§ 3o Na hipótese de concessão de afastamento sem prejuízo de 
vencimentos, as solicitações de alteração de regime só serão 
autorizadas após o decurso de prazo igual ao do afastamento 
concedido. 
 
CAPÍTULO VI 
DO ESTÁGIO PROBATÓRIO DOS SERVIDORES DO PLANO 
DE CARREIRAS E CARGOS DE MAGISTÉRIO FEDERAL 
 
Art. 23. A avaliação especial de desempenho do servidor em 
estágio probatório, ocupante de cargo pertencente ao Plano de 
Carreiras e Cargos de Magistério Federal, será realizada por 
Comissão de Avaliação de Desempenho designada no âmbito de 
cada IFE. 
 
Parágrafo único. A Comissão de Avaliação de Desempenho 
deverá ser composta de docentes estáveis, com representações da 
unidade acadêmica de exercício do docente avaliado e do 
Colegiado do Curso no qual o docente ministra o maior número de 
aulas. 
 
Art. 24. Além dos fatores previstos no art. 20 da Lei nº 8.112, de 
1990, a avaliação especial de desempenho do docente em estágio 
probatório deverá considerar: 
 
I - adaptação do professor ao trabalho, verificada por meio de 
avaliação da capacidade e qualidade no desempenho das 
atribuições do cargo; 
 
II - cumprimento dos deveres e obrigações do servidor público, 
com estrita observância da ética profissional; 
 
III - análise dos relatórios que documentam as atividades 
científico-acadêmicas e administrativas programadas no plano de 
trabalho da unidade de exercício e apresentadas pelo docente, em 
cada etapa de avaliação; 
IV - a assiduidade, a disciplina, o desempenho didático-
pedagógico, a capacidade de iniciativa, produtividade e 
responsabilidade; 
 
V - participação no Programa de Recepção de Docentes instituído 
pela IFE; e 
 
VI - avaliação pelos discentes, conforme normatização própria da 
IFE. 
 
Art. 25. A avaliação de desempenho do servidor ocupante de 
cargo do Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal em 
estágio probatório será realizada obedecendo: 
 
I - o conhecimento, por parte do avaliado, do instrumento de 
avaliação e dos resultados de todos os relatórios emitidos pela 
Comissão de Avaliação de Desempenho, resguardando-se o direito 
ao contraditório; e 
 
II - a realização de reuniões de avaliação com a presença de 
maioria simples dos membros da Comissão de Avaliação de 
Desempenho. 
 
CAPÍTULO VII 
DA COMISSÃO PERMANENTE DE PESSOAL DOCENTE 
 
Art. 26. Será instituída uma Comissão Permanente de Pessoal 
Docente - CPPD, eleita pelos seus pares, em cada IFE, que 
possua, em seus quadros, pessoal integrante do Plano de 
Carreiras e Cargos de Magistério Federal. (Redação dada pela 
Lei nº 12.863, de 2013) 
 
§ 1o À CPPD caberá prestar assessoramento ao colegiado 
competente ou dirigente máximo na instituição de ensino, para 
formulação e acompanhamento da execução da política de pessoal 
docente, no que diz respeito a: 
 
I - dimensionamento da alocação de vagas docentes nas unidades 
acadêmicas; 
 
II - contratação e admissão de professores efetivos e substitutos; 
 
III - alteração do regime de trabalho docente; 
 
IV - avaliação do desempenho para fins de progressão e promoção 
funcional; 
 
V - solicitação de afastamento de docentes para aperfeiçoamento, 
especialização, mestrado, doutorado ou pós-doutorado; e 
 
VI - liberação de professores para programas de cooperação com 
outras instituições, universitárias ou não. 
 
§ 2o Demais atribuições e forma de funcionamento da CPPD 
serão objeto de regulamentação pelo colegiado superior ou 
dirigente máximo das instituições de ensino, conforme o caso. 
 
§ 3o No caso das IFE subordinadas ao Ministério da Defesa, a 
instituição da CPPD é opcional e ficará a critério do dirigente 
máximo de cada IFE. 
 
CAPÍTULO VIII 
DO CORPO DOCENTE 
 
Art. 27. O corpo docente das IFE será constituído pelos cargos 
efetivos integrantes do Plano de Carreiras e Cargos de que trata 
esta Lei e pelos Professores Visitantes, Professores Visitantes 
Estrangeiros e Professores Substitutos. 
 
Art. 28. A contratação temporária de Professores Substitutos, de 
Professores Visitantes e de Professores Visitantes Estrangeiros 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8958.htm#art4a.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8958.htm#art4a.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm#art20
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm#art20
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
 
Legislação da Educação 
 
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será feita de acordo com o que dispõe a Lei no 8.745, de 1993. 
 
CAPÍTULOIX 
DOS AFASTAMENTOS 
 
Art. 30. O ocupante de cargos do Plano de Carreiras e Cargos do 
Magistério Federal, sem prejuízo dos afastamentos previstos 
na Lei no 8.112, de 1990, poderá afastar-se de suas funções, 
assegurados todos os direitos e vantagens a que fizer jus, para: 
 
I - participar de programa de pós-graduação stricto sensu ou de 
pós-doutorado, independentemente do tempo ocupado no cargo ou 
na instituição; (Redação dada pela Lei nº 12.863, de 2013) 
 
II - prestar colaboração a outra instituição federal de ensino ou de 
pesquisa, por período de até 4 (quatro) anos, com ônus para a 
instituição de origem; e 
 
III - prestar colaboração técnica ao Ministério da Educação, por 
período não superior a 1 (um) ano e com ônus para a instituição 
de origem, visando ao apoio ao desenvolvimento de programas e 
projetos de relevância. 
 
§ 1o Os afastamentos de que tratam os incisos II e III 
do caput somente serão concedidos a servidores aprovados no 
estágio probatório do respectivo cargo e se autorizado pelo 
dirigente máximo da IFE, devendo estar vinculados a projeto ou 
convênio com prazos e finalidades objetivamente definidos. 
 
§ 2o Aos servidores de que trata o caput poderá ser concedido o 
afastamento para realização de programas de mestrado ou 
doutorado independentemente do tempo de ocupação do cargo. 
 
§ 3o Ato do dirigente máximo ou Conselho Superior da IFE 
definirá, observada a legislação vigente, os programas de 
capacitação e os critérios para participação em programas de 
pós-graduação, com ou sem afastamento do servidor de suas 
funções. 
 
CAPÍTULO X 
DO ENQUADRAMENTO DOS SERVIDORES DA CARREIRA DE 
MAGISTÉRIO DO ENSINO BÁSICO FEDERAL 
 
Art. 31. A partir de 1o de março de 2013 ou, se posterior, a partir 
da data de publicação desta Lei, os servidores ocupantes dos 
cargos da Carreira de Magistério do Ensino Básico Federal, de 
que trata o inciso I do art. 122 da Lei no 11.784, de 2008, poderão 
ser enquadrados na Carreira de Magistério do Ensino Básico, 
Técnico e Tecnológico, de que trata esta Lei, de acordo com as 
respectivas atribuições, requisitos de formação profissional e 
posição relativa na Tabela de Correlação constante do Anexo V. 
 
§ 1o Para fins do disposto no caput, os servidores ocupantes dos 
cargos da Carreira de Magistério do Ensino Básico Federal, de 
que trata a Lei no 11.784, de 2008, deverão solicitar o 
enquadramento à respectiva IFE de lotação até 31 de julho de 
2013 ou em até 90 (noventa) dias da publicação desta Lei, se esta 
ocorrer posteriormente àquela data, na forma do Termo de 
Solicitação de Enquadramento constante do Anexo VI. 
 
§ 2o Os servidores de que trata o caput somente poderão 
formalizar a solicitação referida no § 1o se atendiam, no momento 
do ingresso na Carreira de Magistério do Ensino Básico Federal, 
aos requisitos de titulação estabelecidos para ingresso na Carreira 
de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, conforme 
disposto no § 1o do art. 10. 
 
§ 3o O enquadramento de que trata o caput dependerá de 
aprovação do Ministério da Defesa, que será responsável pela 
avaliação das solicitações formalizadas, observando o disposto 
nos §§ 1o e 2o. 
§ 4o O Ministério da Defesa deliberará sobre o deferimento ou 
indeferimento da solicitação de enquadramento de que trata o § 
1o em até 120 (cento e vinte) dias. 
 
§ 5o No caso de deferimento, ao servidor enquadrado serão 
aplicadas as regras da Carreira de Magistério do Ensino Básico, 
Técnico e Tecnológico do Plano de Carreiras e Cargos de 
Magistério Federal, de que trata esta Lei, com efeitos financeiros, 
se houver, a partir da data de publicação do deferimento, vedados, 
em qualquer hipótese, efeitos financeiros retroativos. 
 
§ 6o O servidor que não obtiver o deferimento para o 
enquadramento na Carreira de Magistério do Ensino Básico, 
Técnico e Tecnológico permanecerá na situação em que se 
encontrava antes da publicação desta Lei. 
 
§ 7o Os cargos a que se refere o caput, enquadrados na Carreira 
de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Plano 
de Carreiras e Cargos de Magistério Federal, passam a 
denominar-se Professor do Magistério do Ensino Básico, Técnico 
e Tecnológico. 
 
§ 8o O prazo para exercer a solicitação referida no § 1o, no caso 
de servidores em gozo de licença ou afastamento previstos 
nos arts. 81 e 102 da Lei nº 8.112, de 1990, será estendido em 30 
(trinta) dias contados a partir do término do afastamento. 
 
§ 9o Ao servidor titular de cargo efetivo do Plano de Carreiras de 
Magistério do Ensino Básico Federal cedido para órgão ou 
entidade no âmbito do Poder Executivo Federal aplica-se, quanto 
ao prazo de solicitação de enquadramento, o disposto no § 1o, 
podendo o servidor permanecer na condição de cedido. 
 
§ 10. Os cargos de provimento efetivo da Carreira de Magistério 
do Ensino Básico Federal cujos ocupantes forem enquadrados na 
Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico 
permanecerão integrando o Quadro de Pessoal das Instituições 
Federais de Ensino subordinadas ou vinculadas ao Ministério da 
Defesa. 
 
§ 11. Os cargos vagos e os que vierem a vagar da Carreira de 
Magistério do Ensino Básico Federal de que trata a Lei no 11.784, 
de 2008, pertencentes aos Quadros de Pessoal das Instituições 
Federais de Ensino, subordinadas ou vinculadas ao Ministério da 
Defesa, passam a integrar a Carreira do Magistério do Ensino 
Básico, Técnico e Tecnológico e a denominar-se Professor do 
Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, nos respectivos Quadros de 
Pessoal a que pertencem. 
 
§ 12. O enquadramento e a mudança de denominação dos cargos 
a que se refere este artigo não representam, para qualquer efeito 
legal, inclusive para efeito de aposentadoria, descontinuidade em 
relação à Carreira, ao cargo e às atribuições atuais desenvolvidas 
pelos seus titulares. 
 
CAPÍTULO 11 – LEI 13.005/2014 
(PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO) 
 
 Atendendo ao estabelecido no artigo 214 da CF, em 2014 
foi lançada a Lei 13.005, que criou o PNE de vigência decenal, 
válido até 2024, estruturando e planejando políticas públicas 
educacionais em nosso país. 
 
1 – DIRETRIZES 
 
 Como já visto na Constituição Federal quanto na LDB, as 
diretrizes do PNE são: 
 
I - erradicação do analfabetismo; 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12863.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11784.htm#art122i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12772.htm#anexov
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11784.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12772.htm#anexovi
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm#art81
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm#art102
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11784.htm
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Legislação da Educação 
 
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II - universalização do atendimento escolar; 
 
III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na 
promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de 
discriminação; 
 
IV - melhoria da qualidade da educação; 
 
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos 
valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; 
 
VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação 
pública; 
 
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do 
País; 
 
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos 
em educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que 
assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrãode qualidade e equidade; 
 
IX - valorização dos (as) profissionais da educação; 
 
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à 
diversidade e à sustentabilidade socioambiental. 
 
 Perceba que temos uma simples repetição de todo o texto 
já encontrado nos outros dispositivos normativos estudados. 
2 – PRAZOS DAS METAS 
 
O PNE estabeleceu 20 metas a serem cumpridas no PRAZO DE 
VIGÊNCIA do Plano. Ou seja, as metas deverão ser cumpridas, 
DE REGRA, no período de 10 anos de validade do PNE. Por ser 
uma regra, obviamente temos algumas exceções. O próprio texto 
legal nos estabelece algumas regras com prazo inferior ao prazo 
geral. 
 As metas aqui tratadas foram desenvolvidas com base em 
referências específicas, tais como o PNAD (Pesquisa nacional por 
Amostra de Domicílio), censos demográficos, censos atualizados 
de educação básica e superior. De posse dessas informações, foi 
possível identificar tudo o que realmente importava para o 
planejamento do que se pretende atingir na educação brasileira. 
Porém, vale ressaltar: 
 
Art. 4§ Parágrafo único. O poder público buscará ampliar 
o escopo das pesquisas com fins estatísticos de forma a incluir 
informação detalhada sobre o perfil das populações de 4 (quatro) 
a 17 (dezessete) anos com deficiência. 
 
Visto isso, também é importante observarmos a estrutura 
de avaliação do Plano. Vamos passar um pouco para a lei, que é 
autoexplicativa. 
 
Art. 5º A execução do PNE e o cumprimento de suas metas 
serão objeto de monitoramento contínuo e de avaliações 
periódicas, realizados pelas seguintes instâncias: 
 
 I - Ministério da Educação - MEC; 
 
 II - Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e 
Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal; 
 
 III - Conselho Nacional de Educação - CNE; 
 
 IV - Fórum Nacional de Educação. 
 
 § 1º Compete, ainda, às instâncias referidas no caput: 
 
 I - divulgar os resultados do monitoramento e das 
avaliações nos respectivos sítios institucionais da internet; 
 
 II - analisar e propor políticas públicas para assegurar 
a implementação das estratégias e o cumprimento das metas; 
 
 III - analisar e propor a revisão do percentual de 
investimento público em educação. 
 
 Como observado em texto anterior, a Lei preverá alguns 
prazos distintos do prazo padrão de 10 anos do PNE. Vejamos: 
 
 § 2º A cada 2 (dois) anos, ao longo do período de 
vigência deste PNE, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas 
Educacionais Anísio Teixeira - INEP publicará estudos para 
aferir a evolução no cumprimento das metas estabelecidas no 
Anexo desta Lei, com informações organizadas por ente federado e 
consolidadas em âmbito nacional, tendo como referência os 
estudos e as pesquisas de que trata o art. 4º, sem prejuízo de 
outras fontes e informações relevantes. 
 
 § 3º A meta progressiva do investimento público em 
educação será avaliada no quarto ano de vigência do PNE e 
poderá ser ampliada por meio de lei para atender às necessidades 
financeiras do cumprimento das demais metas. 
 
 § 4º O investimento público em educação a que se 
referem o inciso VI do art. 214 da Constituição Federal e a meta 
20 do Anexo desta Lei engloba os recursos aplicados na forma do 
art. 212 da Constituição Federal e do art. 60 do Ato das 
Disposições Constitucionais Transitórias, bem como os recursos 
aplicados nos programas de expansão da educação profissional e 
superior, inclusive na forma de incentivo e isenção fiscal, as bolsas 
de estudos concedidas no Brasil e no exterior, os subsídios 
concedidos em programas de financiamento estudantil e o 
financiamento de creches, pré-escolas e de educação especial na 
forma do art. 213 da Constituição Federal. 
 
Para melhor visualização do disposto no parágrafo anterior 
lido, observe o quadro a seguir: 
 
 
 § 5º Será destinada à manutenção e ao desenvolvimento 
do ensino, em acréscimo aos recursos vinculados nos termos do 
art. 212 da Constituição Federal, além de outros recursos 
previstos em lei, a parcela da participação no resultado ou da 
compensação financeira pela exploração de petróleo e de gás 
natural, na forma de lei específica, com a finalidade de assegurar 
o cumprimento da meta prevista no inciso VI do art. 214 da 
Constituição Federal. 
 
3 – SISTEMA COLABORATIVO 
 
Art. 6º A União promoverá a realização de pelo menos 2 
(duas) conferências nacionais de educação até o final do decênio, 
precedidas de conferências distrital, municipais e estaduais, 
O investimento público em educação englobará, 
além do previsto em lei: 
1. Recursos aplicados nos programas de 
expansão da educação profissional e 
superior; 
2. Bolsas de estudos concedidas no Brasil e 
no exterior: 
3. Subsídios para financiamento estudantil 
(programas); 
4. Financiamento de creches, pré-escola e 
educação especial; 
5. Manutenção e desenvolvimento do ensino; 
6. Participação no resultado da exploração 
de petróleo e de gás natural. 
 
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articuladas e coordenadas pelo Fórum Nacional de Educação, 
instituído nesta Lei, no âmbito do Ministério da Educação. 
 
 § 1º O Fórum Nacional de Educação, além da 
atribuição referida no caput: 
 
 I - acompanhará a execução do PNE e o cumprimento 
de suas metas; 
 
 II - promoverá a articulação das conferências nacionais 
de educação com as conferências regionais, estaduais e 
municipais que as precederem. 
 
 § 2º As conferências nacionais de educação realizar-
se-ão com intervalo de até 4 (quatro) anos entre elas, com o 
objetivo de avaliar a execução deste PNE e subsidiar a 
elaboração do plano nacional de educação para o decênio 
subsequente. 
 
 Art. 7º A União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios atuarão em regime de colaboração, visando ao 
alcance das metas e à implementação das estratégias objeto deste 
Plano. 
 
 § 1º Caberá aos gestores federais, estaduais, 
municipais e do Distrito Federal a adoção das medidas 
governamentais necessárias ao alcance das metas previstas neste 
PNE. 
 
 § 2º As estratégias definidas no Anexo desta Lei não 
elidem a adoção de medidas adicionais em âmbito local ou de 
instrumentos jurídicos que formalizem a cooperação entre os entes 
federados, podendo ser complementadas por mecanismos 
nacionais e locais de coordenação e colaboração recíproca. 
 
 § 3º Os sistemas de ensino dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios criarão mecanismos para o 
acompanhamento local da consecução das metas deste PNE e dos 
planos previstos no art. 8º. 
 
 § 4º Haverá regime de colaboração específico para a 
implementação de modalidades de educação escolar que 
necessitem considerar territórios étnico-educacionais e a 
utilização de estratégias que levem em conta as identidades e 
especificidades socioculturais e linguísticas de cada comunidade 
envolvida, assegurada a consulta prévia e informada a essa 
comunidade. 
 
 § 5º Será criada uma instância permanente de 
negociação e cooperação entre a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios. 
 
 § 6º O fortalecimento do regime de colaboração entre 
os Estados e respectivos Municípios incluirá a instituição de 
instâncias permanentes de negociação, cooperação e pactuação 
em cada Estado. 
 
 § 7º O fortalecimento do regime de colaboração entre 
os Municípios dar-se-á, inclusive, mediante a adoção de arranjos 
de desenvolvimento da educação. 
 
4 – AUTONOMIA LEGISLATIVA 
 
 Nesse momento, o PNE determinará que cada entidade 
da Administração Pública (Estados, DF e Municípios) elabore ou 
adeque seus planos educacionais ao sistema estabelecido nessa lei, 
além de estabelecer a necessidade de previsãode dotações 
orçamentárias legais. 
 
Art. 8º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
deverão elaborar seus correspondentes planos de educação, ou 
adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as 
diretrizes, metas e estratégias previstas neste PNE, no prazo de 1 
(um) ano contado da publicação desta Lei. 
 
 § 1º Os entes federados estabelecerão nos respectivos 
planos de educação estratégias que: 
 
 I - assegurem a articulação das políticas educacionais 
com as demais políticas sociais, particularmente as culturais; 
 
 II - considerem as necessidades específicas das 
populações do campo e das comunidades indígenas e quilombolas, 
asseguradas a equidade educacional e a diversidade cultural; 
 
 III - garantam o atendimento das necessidades 
específicas na educação especial, assegurado o sistema 
educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades; 
 
 IV - promovam a articulação interfederativa na 
implementação das políticas educacionais. 
 
 § 2º Os processos de elaboração e adequação dos 
planos de educação dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, de que trata o caput deste artigo, serão realizados 
com ampla participação de representantes da comunidade 
educacional e da sociedade civil. 
 
 Art. 9º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
deverão aprovar leis específicas para os seus sistemas de ensino, 
disciplinando a gestão democrática da educação pública nos 
respectivos âmbitos de atuação, no prazo de 2 (dois) anos contado 
da publicação desta Lei, adequando, quando for o caso, a 
legislação local já adotada com essa finalidade. 
 
Art. 10. O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e 
os orçamentos anuais da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios serão formulados de maneira a assegurar a 
consignação de dotações orçamentárias compatíveis com as 
diretrizes, metas e estratégias deste PNE e com os respectivos 
planos de educação, a fim de viabilizar sua plena execução. 
 
5 – SISTEMA DE AVALIAÇÃO 
 
Art. 11. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação 
Básica, coordenado pela União, em colaboração com os Estados, 
o Distrito Federal e os Municípios, constituirá fonte de 
informação para a avaliação da qualidade da educação básica e 
para a orientação das políticas públicas desse nível de ensino. 
 
 § 1º O sistema de avaliação a que se refere o caput 
produzirá, no máximo a cada 2 (dois) anos: 
 
 I - indicadores de rendimento escolar, referentes ao 
desempenho dos (as) estudantes apurado em exames nacionais de 
avaliação, com participação de pelo menos 80% (oitenta por 
cento) dos (as) alunos (as) de cada ano escolar periodicamente 
avaliado em cada escola, e aos dados pertinentes apurados pelo 
censo escolar da educação básica; 
 
 II - indicadores de avaliação institucional, relativos a 
características como o perfil do alunado e do corpo dos (as) 
profissionais da educação, as relações entre dimensão do corpo 
docente, do corpo técnico e do corpo discente, a infraestrutura das 
escolas, os recursos pedagógicos disponíveis e os processos da 
gestão, entre outras relevantes. 
 
 § 2º A elaboração e a divulgação de índices para 
avaliação da qualidade, como o Índice de Desenvolvimento da 
Educação Básica - IDEB, que agreguem os indicadores 
mencionados no inciso I do § 1º não elidem a obrigatoriedade de 
divulgação, em separado, de cada um deles. 
 
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 § 3º Os indicadores mencionados no § 1º serão 
estimados por etapa, estabelecimento de ensino, rede escolar, 
unidade da Federação e em nível agregado nacional, sendo 
amplamente divulgados, ressalvada a publicação de resultados 
individuais e indicadores por turma, que fica admitida 
exclusivamente para a comunidade do respectivo estabelecimento 
e para o órgão gestor da respectiva rede. 
 
 § 4º Cabem ao Inep a elaboração e o cálculo do Ideb e 
dos indicadores referidos no § 1º. 
 
 § 5º A avaliação de desempenho dos (as) estudantes em 
exames, referida no inciso I do § 1º, poderá ser diretamente 
realizada pela União ou, mediante acordo de cooperação, pelos 
Estados e pelo Distrito Federal, nos respectivos sistemas de ensino 
e de seus Municípios, caso mantenham sistemas próprios de 
avaliação do rendimento escolar, assegurada a compatibilidade 
metodológica entre esses sistemas e o nacional, especialmente no 
que se refere às escalas de proficiência e ao calendário de 
aplicação. 
 
 Art. 13. O poder público deverá instituir, em lei 
específica, contados 2 (dois) anos da publicação desta Lei, o 
Sistema Nacional de Educação, responsável pela articulação entre 
os sistemas de ensino, em regime de colaboração, para efetivação 
das diretrizes, metas e estratégias do Plano Nacional de 
Educação. 
 
CAPÍTULO 12 – DECRETO 5.154/2004 
(REGULAMENTA O § 2º DO ART. 36 E OS ARTS. 39 
A 41 DA LEI Nº 9.394) 
 
Art. 1o A educação profissional, prevista no art. 39 da Lei no 
9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional), observadas as diretrizes curriculares 
nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação, será 
desenvolvida por meio de cursos e programas de: 
I - qualificação profissional, inclusive formação inicial e 
continuada de trabalhadores; (Redação dada pelo Decreto nº 
8.268, de 2014) 
 
II - educação profissional técnica de nível médio; e 
 
III - educação profissional tecnológica de graduação e de pós-
graduação. 
 
§ 1º Os cursos e programas da educação profissional de que 
tratam os incisos I e II do caput serão organizados por 
regulamentação do Ministério da Educação em trajetórias de 
formação que favoreçam a continuidade da formação. 
(Incluído pelo Decreto nº 8.268, de 2014) 
 
§ 2º Para os fins do disposto neste Decreto, consideram-se 
itinerários formativos ou trajetórias de formação as unidades 
curriculares de cursos e programas da educação profissional, em 
uma determinada área, que possibilitem o aproveitamento 
contínuo e articulado dos estudos. (Incluído pelo Decreto nº 
8.268, de 2014) 
 
§ 3º Será permitida a proposição de projetos de cursos 
experimentais com carga horária diferenciada para os cursos e 
programas organizados na forma prevista no § 1º, conforme os 
parâmetros definidos em ato do Ministro de Estado da Educação. 
(Incluído pelo Decreto nº 8.268, de 2014) 
 
Art. 2º A educação profissional observará as seguintes premissas: 
 
I - organização, por áreas profissionais, em função da estrutura 
sócio-ocupacional e tecnológica; 
 
II - articulação de esforços das áreas da educação, do trabalho e 
emprego, e da ciência e tecnologia; (Redação dada pelo 
Decreto nº 8.268, de 2014) 
 
III - a centralidade do trabalho como princípio educativo; e 
(Incluído pelo Decreto nº 8.268, de 2014) 
 
IV - a indissociabilidade entre teoria e prática. (Incluído pelo 
Decreto nº 8.268, de 2014) 
 
Art. 3º Os cursos e programas de formação inicial e continuada 
de trabalhadores, referidos no inciso I do art. 1o, incluídos a 
capacitação, o aperfeiçoamento, a especialização e a atualização, 
em todos os níveis de escolaridade, poderão ser ofertados segundo 
itinerários formativos, objetivando o desenvolvimento de aptidões 
para a vida produtiva e social. 
 
§ 1º Quando organizados na forma prevista no § 1º do art. 1º, os 
cursos mencionados no caput terão carga horária mínima de cento 
e sessenta horas para a formação inicial, sem prejuízo de etapas 
posteriores de formação continuada, inclusive para os fins da Lei 
nº 12.513, de 26 de outubro de 2011. (Redação dada pelo 
Decreto nº 8.268, de 2014) 
 
§ 2o Os cursos mencionados no caput articular-se-ão,preferencialmente, com os cursos de educação de jovens e adultos, 
objetivando a qualificação para o trabalho e a elevação do nível 
de escolaridade do trabalhador, o qual, após a conclusão com 
aproveitamento dos referidos cursos, fará jus a certificados de 
formação inicial ou continuada para o trabalho. 
 
Art. 4o A educação profissional técnica de nível médio, nos 
termos dispostos no § 2o do art. 36, art. 40 e parágrafo único do 
art. 41 da Lei no 9.394, de 1996, será desenvolvida de forma 
articulada com o ensino médio, observados: 
 
I - os objetivos contidos nas diretrizes curriculares nacionais 
definidas pelo Conselho Nacional de Educação; 
II - as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino; 
e 
 
III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos de seu 
projeto pedagógico. 
 
§ 1o A articulação entre a educação profissional técnica de nível 
médio e o ensino médio dar-se-á de forma: 
 
I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o 
ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir 
o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na 
mesma instituição de ensino, contando com matrícula única para 
cada aluno; 
II - concomitante, oferecida somente a quem já tenha concluído o 
ensino fundamental ou esteja cursando o ensino médio, na qual a 
complementaridade entre a educação profissional técnica de nível 
médio e o ensino médio pressupõe a existência de matrículas 
distintas para cada curso, podendo ocorrer: 
 
a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as 
oportunidades educacionais disponíveis; 
 
b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as 
oportunidades educacionais disponíveis; ou 
 
c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de 
intercomplementaridade, visando o planejamento e o 
desenvolvimento de projetos pedagógicos unificados; 
 
III - subseqüente, oferecida somente a quem já tenha concluído o 
ensino médio. 
 
§ 2o Na hipótese prevista no inciso I do § 1o, a instituição de 
 
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ensino deverá, observados o inciso I do art. 24 da Lei no 9.394, de 
1996, e as diretrizes curriculares nacionais para a educação 
profissional técnica de nível médio, ampliar a carga horária total 
do curso, a fim de assegurar, simultaneamente, o cumprimento das 
finalidades estabelecidas para a formação geral e as condições de 
preparação para o exercício de profissões técnicas. 
 
Art. 5o Os cursos de educação profissional tecnológica de 
graduação e pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne aos 
objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes 
curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de 
Educação. 
 
Art. 6o Os cursos e programas de educação profissional técnica 
de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de 
graduação, quando estruturados e organizados em etapas com 
terminalidade, incluirão saídas intermediárias, que possibilitarão 
a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após 
sua conclusão com aproveitamento. 
 
§ 1o Para fins do disposto no caput considera-se etapa com 
terminalidade a conclusão intermediária de cursos de educação 
profissional técnica de nível médio ou de cursos de educação 
profissional tecnológica de graduação que caracterize uma 
qualificação para o trabalho, claramente definida e com 
identidade própria. 
 
§ 2o As etapas com terminalidade deverão estar articuladas entre 
si, compondo os itinerários formativos e os respectivos perfis 
profissionais de conclusão. 
 
Art. 7o Os cursos de educação profissional técnica de nível médio 
e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação 
conduzem à diplomação após sua conclusão com aproveitamento. 
 
Parágrafo único. Para a obtenção do diploma de técnico de nível 
médio, o aluno deverá concluir seus estudos de educação 
profissional técnica de nível médio e de ensino médio. 
 
CAPÍTULO 13 – DECRETO 5.773/2006 
(DISPÕE SOBRE O EXERCÍCIO DAS FUNÇÕES DE 
REGULAÇÃO, SUPERVISÃO E AVALIAÇÃO DE 
INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR E 
CURSOS SUPERIORES DE GRADUAÇÃO E 
SEQÜENCIAIS NO SISTEMA FEDERAL DE 
ENSINO) 
 
Art. 1o Este Decreto dispõe sobre o exercício das funções de 
regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação 
superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no 
sistema federal de ensino. 
 
§ 1o A regulação será realizada por meio de atos administrativos 
autorizativos do funcionamento de instituições de educação 
superior e de cursos de graduação e seqüenciais. 
 
§ 2o A supervisão será realizada a fim de zelar pela conformidade 
da oferta de educação superior no sistema federal de ensino com a 
legislação aplicável. 
 
§ 3o A avaliação realizada pelo Sistema Nacional de Avaliação 
da Educação Superior - SINAES constituirá referencial básico 
para os processos de regulação e supervisão da educação 
superior, a fim de promover a melhoria de sua qualidade. 
 
Art. 2o O sistema federal de ensino superior compreende as 
instituições federais de educação superior, as instituições de 
educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada e os 
órgãos federais de educação superior. 
 
Art. 3o As competências para as funções de regulação, supervisão 
e avaliação serão exercidas pelo Ministério da Educação, pelo 
Conselho Nacional de Educação - CNE, pelo Instituto Nacional de 
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, e pela 
Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior - 
CONAES, na forma deste Decreto. 
 
Parágrafo único. As competências previstas neste Decreto serão 
exercidas sem prejuízo daquelas previstas na estrutura regimental 
do Ministério da Educação e do INEP, bem como nas demais 
normas aplicáveis. 
 
Art. 4o Ao Ministro de Estado da Educação, como autoridade 
máxima da educação superior no sistema federal de ensino, 
compete, no que respeita às funções disciplinadas por este 
Decreto: 
 
I - homologar deliberações do CNE em pedidos de credenciamento 
e recredenciamento de instituições de educação superior; 
 
II - homologar os instrumentos de avaliação elaborados pelo 
INEP; 
 
III - homologar os pareceres da CONAES; 
 
IV - homologar pareceres e propostas de atos normativos 
aprovadas pelo CNE; e 
 
V - expedir normas e instruções para a execução de leis, decretos e 
regulamentos. 
 
Art. 5o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto, 
compete ao Ministério da Educação, por intermédio de suas 
Secretarias, exercer as funções de regulação e supervisão da 
educação superior, em suas respectivas áreas de atuação. 
 
§ 1o No âmbito do Ministério da Educação, além do Ministro de 
Estado da Educação, desempenharão as funções regidas por este 
Decreto a Secretaria de Educação Superior, a Secretaria de 
Educação Profissional e Tecnológica e a Secretaria de Educação 
a Distância, na execução de suas respectivas competências. 
 
§ 2o À Secretaria de Educação Superior compete especialmente: 
 
I - instruir e exarar parecer nos processos de credenciamento e 
recredenciamento de instituições de educação superior, 
promovendo as diligências necessárias; 
 
II - instruir e decidir os processos de autorização, reconhecimento 
e renovação de reconhecimento de cursos de graduação e 
seqüenciais, promovendo as diligências necessárias; 
III - propor ao CNE diretrizes para a elaboração, pelo INEP, dos 
instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições; 
 
IV - estabelecer diretrizes para a elaboração, pelo INEP, dos 
instrumentos de avaliação para autorização de cursos de 
graduação e seqüenciais; 
 
V - aprovar os instrumentos de avaliação para autorização de 
cursos de graduação e seqüenciais, elaborados pelo INEP,e 
submetê-los à homologação pelo Ministro de Estado da Educação; 
 
VI - exercer a supervisão de instituições de educação superior e de 
cursos de graduação, exceto tecnológicos, e seqüenciais; 
 
VII - celebrar protocolos de compromisso, na forma dos arts. 60 e 
61; e 
 
VIII - aplicar as penalidades previstas na legislação, de acordo 
com o disposto no Capítulo III deste Decreto. 
 
 
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§ 3o À Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica 
compete especialmente: 
 
I - instruir e exarar parecer nos processos de credenciamento e 
recredenciamento de instituições de educação superior 
tecnológica, promovendo as diligências necessárias; 
 
II - instruir e decidir os processos de autorização, reconhecimento 
e renovação de reconhecimento de cursos superiores de 
tecnologia, promovendo as diligências necessárias; 
 
III - propor ao CNE diretrizes para a elaboração, pelo INEP, dos 
instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições de 
educação superior tecnológica; 
 
IV - estabelecer diretrizes para a elaboração, pelo INEP, dos 
instrumentos de avaliação para autorização de cursos superiores 
de tecnologia; 
 
V - aprovar os instrumentos de avaliação para autorização de 
cursos superiores de tecnologia, elaborados pelo INEP, e submetê-
los à homologação pelo Ministro de Estado da Educação; 
 
VI - elaborar catálogo de denominações de cursos superiores de 
tecnologia, para efeito de reconhecimento e renovação de 
reconhecimento de cursos superiores de tecnologia; 
 
VII - apreciar pedidos de inclusão e propor ao CNE a exclusão de 
denominações de cursos superiores de tecnologia do catálogo de 
que trata o inciso VI; 
 
VIII - exercer a supervisão de instituições de educação superior 
tecnológica e de cursos superiores de tecnologia; 
 
IX - celebrar protocolos de compromisso, na forma dos arts. 60 e 
61; e 
 
X - aplicar as penalidades previstas na legislação, de acordo com 
o disposto no Capítulo III deste Decreto. 
 
§ 4o À Secretaria de Educação a Distância compete 
especialmente: 
I - instruir e exarar parecer nos processos de credenciamento e 
recredenciamento de instituições específico para oferta de 
educação superior a distância, promovendo as diligências 
necessárias; (Redação dada pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
II - instruir e decidir os processos de autorização, reconhecimento 
e renovação de reconhecimento de cursos superiores a distância, 
promovendo as diligências necessárias; (Redação dada pelo 
Decreto nº 6.303, de 2007) 
III - propor ao CNE, compartilhadamente com a Secretaria de 
Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e 
Tecnológica, diretrizes para a elaboração, pelo INEP, dos 
instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições 
específico para oferta de educação superior a distância; 
 
IV - estabelecer diretrizes, compartilhadamente com a Secretaria 
de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e 
Tecnológica, para a elaboração, pelo INEP, dos instrumentos de 
avaliação para autorização de cursos superiores a distância; e 
 
V - exercer a supervisão dos cursos de graduação e seqüenciais a 
distância, no que se refere a sua área de atuação. (Redação dada 
pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
Art. 6o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto, 
compete ao CNE: 
 
I - exercer atribuições normativas, deliberativas e de 
assessoramento do Ministro de Estado da Educação; 
II - deliberar, com base no parecer da Secretaria competente, 
observado o disposto no art. 4o, inciso I, sobre pedidos de 
credenciamento e recredenciamento de instituições de educação 
superior e específico para a oferta de cursos de educação superior 
a distância; 
 
III - recomendar, por sua Câmara de Educação Superior, 
providências das Secretarias, entre as quais a celebração de 
protocolo de compromisso, quando não satisfeito o padrão de 
qualidade específico para credenciamento e recredenciamento de 
universidades, centros universitários e faculdades; 
 
IV - deliberar sobre as diretrizes propostas pelas Secretarias para 
a elaboração, pelo INEP, dos instrumentos de avaliação para 
credenciamento de instituições; 
 
V - aprovar os instrumentos de avaliação para credenciamento de 
instituições, elaborados pelo INEP; 
 
VI - deliberar, por sua Câmara de Educação Superior, sobre a 
exclusão de denominação de curso superior de tecnologia do 
catálogo de que trata o art. 5o, § 3o, inciso VII; 
 
VII - aplicar as penalidades previstas no Capítulo IV deste 
Decreto; 
 
VIII - julgar recursos, nas hipóteses previstas neste Decreto; 
 
IX - analisar questões relativas à aplicação da legislação da 
educação superior; e 
 
X - orientar sobre os casos omissos na aplicação deste Decreto, 
ouvido o órgão de consultoria jurídica do Ministério da Educação. 
 
Art. 7o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto, 
compete ao INEP: 
I - realizar visitas para avaliação in loco nos processos de 
credenciamento e recredenciamento de instituições de educação 
superior e nos processos de autorização, reconhecimento e 
renovação de reconhecimento de cursos de graduação e 
seqüenciais; 
 
II - realizar as diligências necessárias à verificação das condições 
de funcionamento de instituições e cursos, como subsídio para o 
parecer da Secretaria competente, quando solicitado; 
 
III - realizar a avaliação das instituições, dos cursos e do 
desempenho dos estudantes; 
 
IV - elaborar os instrumentos de avaliação conforme as diretrizes 
da CONAES; 
 
V - elaborar os instrumentos de avaliação para credenciamento de 
instituições e autorização de cursos, conforme as diretrizes do 
CNE e das Secretarias, conforme o caso; e 
 
VI - constituir e manter banco público de avaliadores 
especializados, conforme diretrizes da CONAES. 
 
Art. 8o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto, 
compete à CONAES: 
 
I - coordenar e supervisionar o SINAES; 
 
II - estabelecer diretrizes para a elaboração, pelo INEP, dos 
instrumentos de avaliação de cursos de graduação e de avaliação 
interna e externa de instituições; 
 
III - estabelecer diretrizes para a constituição e manutenção do 
banco público de avaliadores especializados; 
 
 
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IV - aprovar os instrumentos de avaliação referidos no inciso II e 
submetê-los à homologação pelo Ministro de Estado da Educação; 
 
V - submeter à aprovação do Ministro de Estado da Educação a 
relação dos cursos para aplicação do Exame Nacional de 
Desempenho dos Estudantes - ENADE; 
 
VI - avaliar anualmente as dinâmicas, procedimentos e 
mecanismos da avaliação institucional, de cursos e de desempenho 
dos estudantes do SINAES; 
 
VII - estabelecer diretrizes para organização e designação de 
comissões de avaliação, analisar relatórios, elaborar pareceres e 
encaminhar recomendações às instâncias competentes; 
 
VIII - ter acesso a dados, processos e resultados da avaliação; e 
 
IX - submeter anualmente, para fins de publicação pelo Ministério 
da Educação, relatório com os resultados globais da avaliação do 
SINAES. 
 
CAPÍTULO II 
 
DA REGULAÇÃO 
 
Seção I 
 
Dos Atos Autorizativos 
 
Art. 9o A educação superior é livre à iniciativa privada, 
observadas as normas gerais da educação nacional e mediante 
autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. 
 
Art. 10. O funcionamento de instituição de educação superior e a 
oferta de curso superior dependem de ato autorizativo do Poder 
Público, nos termos deste Decreto. 
§ 1o São modalidades de atos autorizativos os atos 
administrativos de credenciamentoe recredenciamento de 
instituições de educação superior e de autorização, 
reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos 
superiores, bem como suas respectivas modificações. 
 
§ 2o Os atos autorizativos fixam os limites da atuação dos agentes 
públicos e privados em matéria de educação superior. 
 
§ 3o A autorização e o reconhecimento de cursos, bem como o 
credenciamento de instituições de educação superior, terão prazos 
limitados, sendo renovados, periodicamente, após processo 
regular de avaliação, nos termos da Lei no 10.861, de 14 de abril 
de 2004. 
 
§ 4o Qualquer modificação na forma de atuação dos agentes da 
educação superior após a expedição do ato autorizativo, relativa à 
mantenedora, à abrangência geográfica das atividades, 
habilitações, vagas, endereço de oferta dos cursos ou qualquer 
outro elemento relevante para o exercício das funções 
educacionais, depende de modificação do ato autorizativo 
originário, que se processará na forma de pedido de aditamento. 
 
§ 5o Havendo divergência entre o ato autorizativo e qualquer 
documento de instrução do processo, prevalecerá o ato 
autorizativo. 
 
§ 6o Os prazos contam-se da publicação do ato autorizativo. 
 
§ 7o Os atos autorizativos são válidos até o ciclo avaliativo 
seguinte. (Redação dada pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
§ 8o O protocolo do pedido de recredenciamento de instituição de 
educação superior, de reconhecimento e de renovação de 
reconhecimento de curso superior prorroga a validade do ato 
autorizativo pelo prazo máximo de um ano. 
 
§ 9o Todos os processos administrativos previstos neste Decreto 
observarão o disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999. 
 
§ 10. Os pedidos de ato autorizativo serão decididos tendo por 
base o relatório de avaliação e o conjunto de elementos de 
instrução apresentados pelas entidades interessadas no processo 
ou solicitados pela Secretaria em sua atividade instrutória. 
(Incluído pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
Art. 11. O funcionamento de instituição de educação superior ou a 
oferta de curso superior sem o devido ato autorizativo configura 
irregularidade administrativa, nos termos deste Decreto, sem 
prejuízo dos efeitos da legislação civil e penal. 
 
§ 1o Na ausência de qualquer dos atos autorizativos exigidos nos 
termos deste Decreto, fica vedada a admissão de novos estudantes 
pela instituição, aplicando-se as medidas punitivas e reparatórias 
cabíveis. 
 
 § 2o A instituição que oferecer curso antes da devida 
autorização, quando exigida, terá sobrestados os processos de 
autorização e credenciamento em curso, pelo prazo previsto no § 
1o do art. 68. (Redação dada pelo Decreto nº 6.861, de 2009) 
 
§ 3o O Ministério da Educação determinará, motivadamente, 
como medida cautelar, a suspensão preventiva da admissão de 
novos alunos em cursos e instituições irregulares, visando evitar 
prejuízo a novos alunos. 
 
§ 4o Na hipótese do § 3o, caberá recurso administrativo ao CNE, 
no prazo de trinta dias, sem efeito suspensivo. 
 
Seção II 
 
Do Credenciamento e Recredenciamento de Instituição de 
Educação Superior 
 
Subseção I 
 
Das Disposições Gerais 
 
Art. 12. As instituições de educação superior, de acordo com sua 
organização e respectivas prerrogativas acadêmicas, serão 
credenciadas como: 
 
I - faculdades; 
II - centros universitários; e 
 
III - universidades. 
 
Art. 13. O início do funcionamento de instituição de educação 
superior é condicionado à edição prévia de ato de credenciamento 
pelo Ministério da Educação. 
 
§ 1o A instituição será credenciada originalmente como 
faculdade. 
 
§ 2o O credenciamento como universidade ou centro 
universitário, com as conseqüentes prerrogativas de autonomia, 
depende do credenciamento específico de instituição já 
credenciada, em funcionamento regular e com padrão satisfatório 
de qualidade. 
 
§ 3o O indeferimento do pedido de credenciamento como 
universidade ou centro universitário não impede o credenciamento 
subsidiário como centro universitário ou faculdade, cumpridos os 
requisitos previstos em lei. 
 
§ 4o O primeiro credenciamento terá prazo máximo de três anos, 
 
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para faculdades e centros universitários, e de cinco anos, para 
universidades. 
 
Art. 14. São fases do processo de credenciamento: 
 
I - protocolo do pedido junto à Secretaria competente, instruído 
conforme disposto nos arts. 15 e 16; 
 
II - análise documental pela Secretaria competente; 
 
III - avaliação in loco pelo INEP; 
 
IV - parecer da Secretaria competente; 
 
V - deliberação pelo CNE; e 
 
VI - homologação do parecer do CNE pelo Ministro de Estado da 
Educação. 
 
Art. 15. O pedido de credenciamento deverá ser instruído com os 
seguintes documentos: 
 
I - da mantenedora: 
 
a) atos constitutivos, devidamente registrados no órgão 
competente, que atestem sua existência e capacidade jurídica, na 
forma da legislação civil; 
 
b) comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas 
Jurídicas do Ministério da Fazenda - CNPJ/MF; 
 
c) comprovante de inscrição nos cadastros de contribuintes 
estadual e municipal, quando for o caso; 
 
d) certidões de regularidade fiscal perante as Fazendas Federal, 
Estadual e Municipal; 
 
e) certidões de regularidade relativa à Seguridade Social e ao 
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS; 
 
f) demonstração de patrimônio para manter a instituição; 
 
g) para as entidades sem fins lucrativos, demonstração de 
aplicação dos seus excedentes financeiros para os fins da 
instituição mantida; não remuneração ou concessão de vantagens 
ou benefícios a seus instituidores, dirigentes, sócios, conselheiros, 
ou equivalentes e, em caso de encerramento de suas atividades, 
destinação de seu patrimônio a outra instituição congênere ou ao 
Poder Público, promovendo, se necessário, a alteração estatutária 
correspondente; e 
 
h) para as entidades com fins lucrativos, apresentação de 
demonstrações financeiras atestadas por profissionais 
competentes; 
 
II - da instituição de educação superior: 
 
a) comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco, 
prevista na Lei no 10.870, de 19 de maio de 2004; 
 
b) plano de desenvolvimento institucional; 
 
c) regimento ou estatuto; e 
 
d) identificação dos integrantes do corpo dirigente, destacando a 
experiência acadêmica e administrativa de cada um. 
 
Art. 16. O plano de desenvolvimento institucional deverá conter, 
pelo menos, os seguintes elementos: 
 
I - missão, objetivos e metas da instituição, em sua área de 
atuação, bem como seu histórico de implantação e 
desenvolvimento, se for o caso; 
 
II - projeto pedagógico da instituição; 
 
III - cronograma de implantação e desenvolvimento da instituição 
e de cada um de seus cursos, especificando-se a programação de 
abertura de cursos, aumento de vagas, ampliação das instalações 
físicas e, quando for o caso, a previsão de abertura dos cursos fora 
de sede; 
 
IV - organização didático-pedagógica da instituição, com a 
indicação de número de turmas previstas por curso, número de 
alunos por turma, locais e turnos de funcionamento e eventuais 
inovações consideradas significativas, especialmente quanto a 
flexibilidade dos componentes curriculares, oportunidades 
diferenciadas de integralização do curso, atividades práticas e 
estágios, desenvolvimento de materiais pedagógicos e 
incorporação de avanços tecnológicos; 
 
V - perfil do corpo docente, indicando requisitos de titulação, 
experiência no magistério superior e experiência profissional não-
acadêmica, bem como os critérios de seleção e contração, a 
existência de plano de carreira, o regime de trabalho e os 
procedimentospara substituição eventual dos professores do 
quadro; 
 
VI - organização administrativa da instituição, identificando as 
formas de participação dos professores e alunos nos órgãos 
colegiados responsáveis pela condução dos assuntos acadêmicos e 
os procedimentos de auto-avaliação institucional e de atendimento 
aos alunos; 
 
VII - infra-estrutura física e instalações acadêmicas, 
especificando: 
 
a) com relação à biblioteca: acervo de livros, periódicos 
acadêmicos e científicos e assinaturas de revistas e jornais, obras 
clássicas, dicionários e enciclopédias, formas de atualização e 
expansão, identificado sua correlação pedagógica com os cursos e 
programas previstos; vídeos, DVD, CD, CD-ROMS e assinaturas 
eletrônicas; espaço físico para estudos e horário de 
funcionamento, pessoal técnico administrativo e serviços 
oferecidos; 
 
b) com relação aos laboratórios: instalações e equipamentos 
existentes e a serem adquiridos, identificando sua correlação 
pedagógica com os cursos e programas previstos, os recursos de 
informática disponíveis, informações concernentes à relação 
equipamento/aluno; e descrição de inovações tecnológicas 
consideradas significativas; e 
 
c) plano de promoção de acessibilidade e de atendimento 
prioritário, imediato e diferenciado às pessoas portadoras de 
necessidades educacionais especiais ou com mobilidade reduzida, 
para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, 
dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, 
dos serviços de transporte; dos dispositivos, sistemas e meios de 
comunicação e informação, serviços de tradutor e intérprete da 
Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS; 
 
VIII - oferta de educação a distância, sua abrangência e pólos de 
apoio presencial; 
 
IX - oferta de cursos e programas de mestrado e doutorado; e 
 
X - demonstrativo de capacidade e sustentabilidade financeiras. 
 
Art. 17. A Secretaria de Educação Superior ou a Secretaria de 
Educação Profissional e Tecnológica, conforme o caso, receberá 
os documentos protocolados e dará impulso ao processo. 
 
Legislação da Educação 
 
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§ 1o A Secretaria competente procederá à análise dos documentos 
sob os aspectos da regularidade formal e do mérito do pedido. 
 
§ 2o A Secretaria, após análise documental, encaminhará o 
processo ao INEP para avaliação in loco. 
 
§ 3o A Secretaria poderá realizar as diligências necessárias à 
completa instrução do processo, visando subsidiar a deliberação 
final das autoridades competentes. 
 
§ 4o A Secretaria competente emitirá parecer, ao final da 
instrução, tendo como referencial básico o relatório de avaliação 
do INEP e considerando o conjunto de elementos que compõem o 
processo. (Redação dada pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
Art. 18. O processo será encaminhado ao CNE, para deliberação, 
em ato único, motivadamente, sobre a conformidade do estatuto ou 
do regimento com a legislação aplicável, a regularidade da 
instrução e o mérito do pedido. 
 
Parágrafo único. Da decisão do CNE caberá recurso 
administrativo, na forma de seu regimento interno. 
 
Art. 19. O processo será restituído ao Ministro de Estado da 
Educação para homologação do parecer do CNE. (Redação dada 
pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
Parágrafo único. O Ministro de Estado da Educação poderá 
restituir o processo ao CNE para reexame, motivadamente. 
 
Subseção II 
 
Do Recredenciamento 
Art. 20. A instituição deverá protocolar pedido de 
recredenciamento ao final de cada ciclo avaliativo do SINAES 
junto à Secretaria competente, devidamente instruído, no prazo 
previsto no § 7o do art. 10. 
 
Parágrafo único. O processo de recredenciamento observará as 
disposições processuais referentes ao pedido de credenciamento, 
no que couber. 
 
Art. 21. O pedido de recredenciamento de instituição de educação 
superior deve ser instruído com os seguintes documentos: 
 
I - quanto à mantenedora, os documentos referidos no art. 15, 
inciso I; e 
 
II - quanto à instituição de educação superior, a atualização do 
plano de desenvolvimento institucional, do regimento ou estatuto e 
das informações relativas ao corpo dirigente, com destaque para 
as alterações ocorridas após o credenciamento. 
 
Art. 22. O deferimento do pedido de recredenciamento é 
condicionado à demonstração do funcionamento regular da 
instituição e terá como referencial básico os processos de 
avaliação do SINAES. 
 
§ 1o A Secretaria competente considerará, para fins regulatórios, 
o último relatório de avaliação disponível no SINAES. 
 
§ 2o Caso considere necessário, a Secretaria solicitará ao INEP 
realização de nova avaliação in loco. 
 
Art. 23. O resultado insatisfatório da avaliação do SINAES enseja 
a celebração de protocolo de compromisso, na forma dos arts. 60 
e 61 deste Decreto. 
 
Parágrafo único. Expirado o prazo do protocolo de compromisso 
sem o cumprimento satisfatório das metas nele estabelecidas, será 
instaurado processo administrativo, na forma do art. 63, inciso II, 
ficando suspensa a tramitação do pedido de recredenciamento até 
o encerramento do processo. 
 
Subseção III 
(Redação dada pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
Do Credenciamento de Campus Fora de Sede 
 
Art. 24. As universidades poderão pedir credenciamento de 
campus fora de sede em Município diverso da abrangência 
geográfica do ato de credenciamento em vigor, desde que no 
mesmo Estado. (Redação dada pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
§ 1o O campus fora de sede integrará o conjunto da universidade 
e não gozará de prerrogativas de autonomia. (Redação dada pelo 
Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
§ 2o O pedido de credenciamento de campus fora de sede 
processar-se-á como aditamento ao ato de credenciamento, 
aplicando-se, no que couber, as disposições processuais que regem 
o pedido de credenciamento. (Redação dada pelo Decreto nº 
6.303, de 2007) 
 
§ 3o É vedada a oferta de curso em unidade fora da sede sem o 
prévio credenciamento do campus fora de sede e autorização 
específica do curso, na forma deste Decreto. (Incluído pelo 
Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
§ 4º A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação 
Superior – Seres, do Ministério da Educação, poderá, em caráter 
excepcional, considerando as necessidades de desenvolvimento do 
País e de inovação tecnológica, credenciar unidades acadêmicas 
fora de sede e autorizar, nestas unidades, o funcionamento de 
cursos em áreas estratégicas, conforme disciplinado em ato do 
Ministro de Estado da Educação. (Incluído pelo Decreto nº 
8.142, de 2013) 
 
Subseção IV 
 
Da Transferência de Mantença 
 
Art. 25. A alteração da mantença de qualquer instituição de 
educação superior deve ser submetida ao Ministério da Educação. 
 
§ 1o O novo mantenedor deve apresentar os documentos referidos 
no art. 15, inciso I, além do instrumento jurídico que dá base à 
transferência de mantença. (Redação dada pelo Decreto nº 6.303, 
de 2007) 
 
§ 2o O pedido tramitará na forma de aditamento ao ato de 
credenciamento ou recredenciamento da instituição, sujeitando-se 
a deliberação específica das autoridades competentes. 
 
§ 3o É vedada a transferência de cursos ou programas entre 
mantenedoras. 
 
§ 4o Não se admitirá a transferência de mantença em favor de 
postulante que, diretamente ou por qualquer entidade mantida, 
tenha recebido penalidades, em matéria de educação superior, 
perante o sistema federal de ensino, nos últimos cinco anos. 
 
§ 5o No exercício da atividade instrutória, poderá a Secretaria 
solicitar a apresentação de documentos que informem sobre as 
condições econômicas da entidade que cede a mantença, tais como 
certidões de regularidade fiscal e outros, visando obter 
informaçõescircunstanciadas sobre as condições de 
autofinanciamento da instituição, nos termos do art. 7o, inciso III, 
da Lei no 9.394, de 1996, no intuito de preservar a atividade 
educacional e o interesse dos estudantes. (Incluído pelo Decreto nº 
6.303, de 2007) 
 
Legislação da Educação 
 
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Subseção V 
 
Do Credenciamento Específico para Oferta de Educação a 
Distância 
 
Art. 26. A oferta de educação a distância é sujeita a 
credenciamento específico, nos termos de regulamentação própria. 
 
§ 1o O pedido observará os requisitos pertinentes ao 
credenciamento de instituições e será instruído pela Secretaria de 
Educação Superior ou pela Secretaria de Educação Profissional e 
Tecnológica, conforme o caso, com a colaboração da Secretaria 
de Educação a Distância. 
 
§ 2o O pedido de credenciamento de instituição de educação 
superior para a oferta de educação a distância deve ser instruído 
com o comprovante do recolhimento da taxa de avaliação in loco e 
documentos referidos em regulamentação específica. 
 
§ 3o Aplicam-se, no que couber, as disposições que regem o 
credenciamento e o recredenciamento de instituições de educação 
superior. 
 
Seção III 
 
Da Autorização, do Reconhecimento e da Renovação de 
Reconhecimento de Curso Superior 
 
Subseção I 
 
Da Autorização 
 
Art. 27. A oferta de cursos superiores em faculdade ou instituição 
equiparada, nos termos deste Decreto, depende de autorização do 
Ministério da Educação. 
 
§ 1o O disposto nesta Subseção aplica-se aos cursos de 
graduação e seqüenciais. 
 
§ 2o Os cursos e programas oferecidos por instituições de 
pesquisa científica e tecnológica submetem-se ao disposto neste 
Decreto. 
 
Art. 28. As universidades e centros universitários, nos limites de 
sua autonomia, observado o disposto nos §§ 2o e 3o deste artigo, 
independem de autorização para funcionamento de curso superior, 
devendo informar à Secretaria competente os cursos abertos para 
fins de supervisão, avaliação e posterior reconhecimento, no prazo 
de sessenta dias. 
 
§ 1o Aplica-se o disposto no caput a novas turmas, cursos 
congêneres e toda alteração que importe aumento no número de 
estudantes da instituição ou modificação das condições constantes 
do ato de credenciamento. 
 
§ 2o A criação de cursos de graduação em direito e em medicina, 
odontologia e psicologia, inclusive em universidades e centros 
universitários, deverá ser submetida, respectivamente, à 
manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil ou do Conselho Nacional de Saúde, previamente à 
autorização pelo Ministério da Educação. (Redação dada pelo 
Decreto nº 5.840 de 2006) 
 
§ 3o O prazo para a manifestação prevista no § 2o é de sessenta 
dias, prorrogável por igual período, a requerimento do Conselho 
interessado. 
 
Art. 29. São fases do processo de autorização: 
 
I - protocolo do pedido junto à Secretaria competente, instruído 
conforme disposto no art. 30 deste Decreto; 
II - análise documental pela Secretaria competente; 
 
III - avaliação in loco pelo INEP; e 
 
IV - decisão da Secretaria competente. 
 
Art. 30. O pedido de autorização de curso deverá ser instruído 
com os seguintes documentos: 
 
I - comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco; 
 
II - projeto pedagógico do curso, informando número de alunos, 
turnos, programa do curso e demais elementos acadêmicos 
pertinentes; 
 
III - relação de docentes, acompanhada de termo de compromisso 
firmado com a instituição, informando-se a respectiva titulação, 
carga horária e regime de trabalho; e 
 
IV - comprovante de disponibilidade do imóvel. 
 
Art. 31. A Secretaria competente receberá os documentos 
protocolados e dará impulso ao processo. 
 
§ 1o A Secretaria realizará a análise documental, as diligências 
necessárias à completa instrução do processo e o encaminhará ao 
INEP para avaliação in loco. 
 
§ 2o A Secretaria solicitará parecer da Secretaria de Educação a 
Distância, quando for o caso. 
 
§ 3o A Secretaria oficiará o Conselho Federal da Ordem dos 
Advogados do Brasil ou o Conselho Nacional de Saúde, nas 
hipóteses do art. 28. 
 
§ 4o A Secretaria procederá à análise dos documentos sob os 
aspectos da regularidade formal e do mérito do pedido, tendo 
como referencial básico o relatório de avaliação do INEP, e ao 
final decidirá o pedido. 
 
Art. 32. O Secretário competente poderá, em cumprimento das 
normas gerais da educação nacional: 
 
I - deferir o pedido de autorização de curso; 
 
II - deferir o pedido de autorização de curso, em caráter 
experimental, nos termos do art. 81 da Lei no 9.394, de 20 de 
dezembro de 1996; ou 
 
III - indeferir, motivadamente, o pedido de autorização de curso. 
 
Art. 33. Da decisão do Secretário, caberá recurso administrativo 
ao CNE, no prazo de trinta dias. 
 
Subseção II 
 
Do Reconhecimento 
 
Art. 34. O reconhecimento de curso é condição necessária, 
juntamente com o registro, para a validade nacional dos 
respectivos diplomas. 
 
Parágrafo único. O reconhecimento de curso na sede não se 
estende às unidades fora de sede, para registro do diploma ou 
qualquer outro fim. (Incluído pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
Art. 35. A instituição deverá protocolar pedido de reconhecimento 
de curso no período e na forma estabelecidos em ato do Ministro 
de Estado da Educação. (Redação dada pelo Decreto nº 8.142, 
de 2013) 
 
 
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Art. 36. O reconhecimento de cursos de graduação em direito e 
em medicina, odontologia e psicologia, deverá ser submetido, 
respectivamente, à manifestação do Conselho Federal da Ordem 
dos Advogados do Brasil ou do Conselho Nacional de Saúde. 
 
§ 1o O prazo para manifestação prevista no caput é de sessenta 
dias, prorrogável por igual período. (Renumerado do parágrafo 
único pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
§ 2o Nos processos de reconhecimento dos cursos de licenciatura 
e normal superior, o Conselho Técnico Científico da Educação 
Básica, da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal 
de Nível Superior - CAPES, poderá se manifestar, aplicando-se, no 
que couber, as disposições procedimentais que regem a 
manifestação dos conselhos de regulamentação profissional. 
(Incluído pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
Art. 37. No caso de curso correspondente a profissão 
regulamentada, a Secretaria abrirá prazo para que o respectivo 
órgão de regulamentação profissional, de âmbito nacional, 
querendo, ofereça subsídios à decisão do Ministério da Educação, 
em sessenta dias. 
 
§ 1o Decorrido o prazo fixado no caput, a Secretaria abrirá prazo 
para manifestação do requerente, por trinta dias. 
 
§ 2o Instruído o processo, a Secretaria examinará os documentos 
e decidirá o pedido. 
 
Art. 38. O deferimento do pedido de reconhecimento terá como 
referencial básico os processos de avaliação do SINAES. 
 
Art. 39. O resultado insatisfatório da avaliação do SINAES enseja 
a celebração de protocolo de compromisso, na forma do arts. 60 e 
61. 
 
Parágrafo único. Expirado o prazo do protocolo de compromisso 
sem o cumprimento satisfatório das metas nele estabelecidas, será 
instaurado processo administrativo de cassação de autorização de 
funcionamento na forma do art. 63, inciso II. 
 
Art. 40. Da decisão, caberá recurso administrativo ao CNE, no 
prazo de trinta dias. 
 
Subseção III 
Da Renovação de Reconhecimento 
 
Art. 41. A instituição deverá protocolar pedido de renovação de 
reconhecimento ao final de cada ciclo avaliativo do SINAES junto 
à Secretaria competente, devidamenteinstruído, no prazo previsto 
no § 7o do art. 10. 
 
§ 1o O pedido de renovação de reconhecimento deverá ser 
instruído com os documentos referidos no art. 35, § 1o, com a 
atualização dos documentos apresentados por ocasião do pedido 
de reconhecimento de curso. 
 
§ 2o Aplicam-se à renovação do reconhecimento de cursos as 
disposições pertinentes ao processo de reconhecimento. 
 
§ 3o A renovação do reconhecimento de cursos de graduação, 
incluídos os de tecnologia, de uma mesma instituição deverá ser 
realizada de forma integrada e concomitante. 
 
Subseção IV 
(Redação dada pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
Da Autorização, Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento 
de Cursos Superiores de Tecnologia 
 
Art. 42. A autorização, o reconhecimento e a renovação de 
reconhecimento de cursos superiores de tecnologia terão por base 
o catálogo de denominações de cursos publicado pela Secretaria 
de Educação Profissional e Tecnológica. (Redação dada pelo 
Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
Art. 43. A inclusão no catálogo de denominação de curso superior 
de tecnologia com o respectivo perfil profissional dar-se-á pela 
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, de ofício ou a 
requerimento da instituição. 
 
§ 1o O pedido será instruído com os elementos que demonstrem a 
consistência da área técnica definida, de acordo com as diretrizes 
curriculares nacionais. 
 
§ 2o O CNE, mediante proposta fundamentada da Secretaria de 
Educação Profissional e Tecnológica, deliberará sobre a exclusão 
de denominação de curso do catálogo. 
 
Art. 44. O Secretário, nos processos de autorização, 
reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos 
superiores de tecnologia, poderá, em cumprimento das normas 
gerais da educação nacional: (Redação dada pelo Decreto nº 
6.303, de 2007) 
 
I - deferir o pedido, com base no catálogo de denominações de 
cursos publicado pela Secretaria de Educação Profissional e 
Tecnológica; 
 
II - deferir o pedido, determinando a inclusão da denominação do 
curso no catálogo; 
 
III - deferir o pedido, mantido o caráter experimental do curso; 
IV - deferir o pedido exclusivamente para fins de registro de 
diploma, vedada a admissão de novos alunos; ou 
 
V - indeferir o pedido, motivadamente. 
 
Parágrafo único. Aplicam-se à autorização, reconhecimento e 
renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia 
as disposições previstas nas Subseções II e III. (Redação dada pelo 
Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
 
 
CAPÍTULO III 
 
DA SUPERVISÃO 
 
Art. 45. A Secretaria de Educação Superior, a Secretaria de 
Educação Profissional e Tecnológica e a Secretaria de Educação 
a Distância exercerão as atividades de supervisão relativas, 
respectivamente, aos cursos de graduação e seqüenciais, aos 
cursos superiores de tecnologia e aos cursos na modalidade de 
educação a distância. 
 
§ 1o A Secretaria ou órgão de supervisão competente poderá, no 
exercício de sua atividade de supervisão, nos limites da lei, 
determinar a apresentação de documentos complementares ou a 
realização de auditoria. 
 
§ 2o Os atos de supervisão do Poder Público buscarão 
resguardar os interesses dos envolvidos, bem como preservar as 
atividades em andamento. 
 
Art. 46. Os alunos, professores e o pessoal técnico-administrativo, 
por meio dos respectivos órgãos representativos, poderão 
representar aos órgãos de supervisão, de modo circunstanciado, 
quando verificarem irregularidades no funcionamento de 
instituição ou curso superior. 
 
§ 1o A representação deverá conter a qualificação do 
 
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representante, a descrição clara e precisa dos fatos a serem 
apurados e a documentação pertinente, bem como os demais 
elementos relevantes para o esclarecimento do seu objeto. 
 
§ 2o A representação será recebida, numerada e autuada pela 
Secretaria competente e em seguida submetida à apreciação do 
Secretário. 
 
§ 3o O processo administrativo poderá ser instaurado de ofício, 
quando a Secretaria competente tiver ciência de irregularidade 
que lhe caiba sanar e punir. 
 
Art. 47. A Secretaria dará ciência da representação à instituição, 
que poderá, em dez dias, manifestar-se previamente pela 
insubsistência da representação ou requerer a concessão de prazo 
para saneamento de deficiências, nos termos do art. 46, § 1o, da 
Lei no 9.394, de 1996, sem prejuízo da defesa de que trata o art. 
51. 
 
§ 1o Em vista da manifestação da instituição, o Secretário 
decidirá pela admissibilidade da representação, instaurando 
processo administrativo ou concedendo prazo para saneamento de 
deficiências. 
 
§ 2o Não admitida a representação, o Secretário arquivará o 
processo. 
 
Art. 48. Na hipótese da determinação de saneamento de 
deficiências, o Secretário exarará despacho, devidamente 
motivado, especificando as deficiências identificadas, bem como as 
providências para sua correção efetiva, em prazo fixado. 
 
§ 1o A instituição poderá impugnar, em dez dias, as medidas 
determinadas ou o prazo fixado. 
 
§ 2o O Secretário apreciará a impugnação e decidirá pela 
manutenção das providências de saneamento e do prazo ou pela 
adaptação das providências e do respectivo prazo, não cabendo 
novo recurso dessa decisão. 
 
§ 3o O prazo para saneamento de deficiências não poderá ser 
superior a doze meses, contados do despacho referido no caput. 
 
§ 4o Na vigência de prazo para saneamento de deficiências, 
poderá ser aplicada a medida prevista no art. 11, § 3o, 
motivadamente, desde que, no caso específico, a medida de cautela 
se revele necessária para evitar prejuízo aos alunos. 
 
Art. 49. Esgotado o prazo para saneamento de deficiências, a 
Secretaria competente poderá realizar verificação in loco, visando 
comprovar o efetivo saneamento das deficiências. 
 
Parágrafo único. O Secretário apreciará os elementos do 
processo e decidirá sobre o saneamento das deficiências. 
 
Art. 50. Não saneadas as deficiências ou admitida de imediato a 
representação, será instaurado processo administrativo para 
aplicação de penalidades, mediante portaria do Secretário, da 
qual constarão: 
 
I - identificação da instituição e de sua mantenedora; 
 
II - resumo dos fatos objeto das apurações, e, quando for o caso, 
das razões de representação; 
 
III - informação sobre a concessão de prazo para saneamento de 
deficiências e as condições de seu descumprimento ou 
cumprimento insuficiente; 
 
IV - outras informações pertinentes; 
 
V - consignação da penalidade aplicável; e 
 
VI - determinação de notificação do representado. 
 
§ 1o O processo será conduzido por autoridade especialmente 
designada, integrante da Secretaria competente para a supervisão, 
que realizará as diligências necessárias à instrução. 
 
§ 2o Não será deferido novo prazo para saneamento de 
deficiências no curso do processo administrativo. 
 
Art. 51. O representado será notificado por ciência no processo, 
via postal com aviso de recebimento, por telegrama ou outro meio 
que assegure a certeza da ciência do interessado, para, no prazo 
de quinze dias, apresentar defesa, tratando das matérias de fato e 
de direito pertinentes. 
 
Art. 52. Recebida a defesa, o Secretário apreciará o conjunto dos 
elementos do processo e proferirá decisão, devidamente motivada, 
arquivando o processo ou aplicando uma das seguintes 
penalidades previstas no art. 46, § 1o, da Lei no 9.394, de 1996: 
 
I - desativação de cursos e habilitações; 
 
II - intervenção; 
 
III - suspensão temporária de prerrogativas da autonomia; ou 
 
IV - descredenciamento. 
 
Art. 53. Da decisão do Secretário caberá recurso ao CNE, em 
trinta dias. 
Parágrafo único. A decisão administrativafinal será homologada 
em portaria do Ministro de Estado da Educação. 
 
Art. 54. A decisão de desativação de cursos e habilitações 
implicará a cessação imediata do funcionamento do curso ou 
habilitação, vedada a admissão de novos estudantes. 
 
§ 1o Os estudantes que se transferirem para outra instituição de 
educação superior têm assegurado o aproveitamento dos estudos 
realizados. 
 
§ 2o Na impossibilidade de transferência, ficam ressalvados os 
direitos dos estudantes matriculados à conclusão do curso, 
exclusivamente para fins de expedição de diploma. 
 
Art. 55. A decisão de intervenção será implementada por 
despacho do Secretário, que nomeará o interventor e estabelecerá 
a duração e as condições da intervenção. 
 
Art. 56. A decisão de suspensão temporária de prerrogativas da 
autonomia definirá o prazo de suspensão e as prerrogativas 
suspensas, dentre aquelas previstas nos incisos I a X do art. 53 da 
Lei no 9.394, de 1996, constando obrigatoriamente as dos incisos I 
e IV daquele artigo. 
 
Parágrafo único. O prazo de suspensão será, no mínimo, o dobro 
do prazo concedido para saneamento das deficiências. 
 
Art. 57. A decisão de descredenciamento da instituição implicará 
a cessação imediata do funcionamento da instituição, vedada a 
admissão de novos estudantes. 
 
§ 1o Os estudantes que se transferirem para outra instituição de 
educação superior têm assegurado o aproveitamento dos estudos 
realizados. 
 
§ 2o Na impossibilidade de transferência, ficam ressalvados os 
direitos dos estudantes matriculados à conclusão do curso, 
exclusivamente para fins de expedição de diploma. 
 
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CAPÍTULO IV 
 
DA AVALIAÇÃO 
 
Art. 58. A avaliação das instituições de educação superior, dos 
cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus 
estudantes será realizada no âmbito do SINAES, nos termos da 
legislação aplicável. 
 
§ 1o O SINAES, a fim de cumprir seus objetivos e atender a suas 
finalidades constitucionais e legais, compreende os seguintes 
processos de avaliação institucional: 
 
I - avaliação interna das instituições de educação superior; 
 
II - avaliação externa das instituições de educação superior; 
 
III - avaliação dos cursos de graduação; e 
 
IV - avaliação do desempenho acadêmico dos estudantes de cursos 
de graduação. 
 
§ 2o Os processos de avaliação obedecerão ao disposto no art. 2o 
da Lei no 10.861, de 2004. 
 
Art. 59. O SINAES será operacionalizado pelo INEP, conforme as 
diretrizes da CONAES, em ciclos avaliativos com duração inferior 
a: 
 
I - dez anos, como referencial básico para recredenciamento de 
universidades; e 
II - cinco anos, como referencial básico para recredenciamento de 
centros universitários e faculdades e renovação de reconhecimento 
de cursos. 
 
§ 3o A avaliação, como referencial básico para a regulação de 
instituições e cursos, resultará na atribuição de conceitos, 
conforme uma escala de cinco níveis.(Incluído pelo Decreto nº 
6.303, de 2007) 
 
Art. 60. A obtenção de conceitos insatisfatórios nos processos 
periódicos de avaliação, nos processos de recredenciamento de 
instituições, reconhecimento e renovação de reconhecimento de 
cursos de graduação enseja a celebração de protocolo de 
compromisso com a instituição de educação superior. 
 
Parágrafo único. Caberá, a critério da instituição, recurso 
administrativo para revisão de conceito, previamente à celebração 
de protocolo de compromisso, conforme normas expedidas pelo 
Ministério da Educação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.303, de 
2007) 
 
Art. 61. O protocolo de compromisso deverá conter: 
 
I - o diagnóstico objetivo das condições da instituição; 
 
II - os encaminhamentos, processos e ações a serem adotados pela 
instituição com vistas à superação das dificuldades detectadas; 
 
III - a indicação expressa de metas a serem cumpridas e, quando 
couber, a caracterização das respectivas responsabilidades dos 
dirigentes; 
 
IV - o prazo máximo para seu cumprimento; e 
 
V - a criação, por parte da instituição de educação superior, de 
comissão de acompanhamento do protocolo de compromisso. 
 
§ 1o A celebração de protocolo de compromisso suspende o fluxo 
do processo regulatório, até a realização da avaliação que ateste o 
cumprimento das exigências contidas no protocolo. (Redação dada 
pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
§ 2o Na vigência de protocolo de compromisso, poderá ser 
aplicada a medida prevista no art. 11, § 3o, motivadamente, desde 
que, no caso específico, a medida de cautela se revele necessária 
para evitar prejuízo aos alunos. 
 
Art. 62. Esgotado o prazo do protocolo de compromisso, a 
instituição será submetida a nova avaliação in loco pelo INEP, 
para verificar o cumprimento das metas estipuladas, com vistas à 
alteração ou à manutenção do conceito. 
 
§ 1o O INEP expedirá relatório de nova avaliação à Secretaria 
competente, vedadas a celebração de novo protocolo de 
compromisso. 
 
§ 2o A instituição de educação superior deverá apresentar 
comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco para a 
nova avaliação até trinta dias antes da expiração do prazo do 
protocolo de compromisso. 
 
Art. 63. O descumprimento do protocolo de compromisso enseja a 
instauração de processo administrativo para aplicação das 
seguintes penalidades previstas no art. 10, § 2o, da Lei no 10.861, 
de 2004: 
 
I - suspensão temporária da abertura de processo seletivo de 
cursos de graduação; 
 
II - cassação da autorização de funcionamento da instituição de 
educação superior ou do reconhecimento de cursos por ela 
oferecidos; e 
 
III - advertência, suspensão ou perda de mandato do dirigente 
responsável pela ação não executada, no caso de instituições 
públicas de educação superior. 
 
§ 1o A instituição de educação superior será notificada por 
ciência no processo, via postal com aviso de recebimento, por 
telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do 
interessado, para, no prazo de dez dias, apresentar defesa, 
tratando das matérias de fato e de direito pertinentes. 
 
§ 2o Recebida a defesa, o Secretário apreciará o conjunto dos 
elementos do processo e o remeterá ao CNE para deliberação, 
com parecer recomendando a aplicação da penalidade cabível ou 
o seu arquivamento. 
 
§ 3o Da decisão do CNE caberá recurso administrativo, na forma 
de seu regimento interno. 
 
§ 4o A decisão de arquivamento do processo administrativo 
enseja a retomada do fluxo dos prazos previstos nos §§ 7o e 8o do 
art. 10. 
 
§ 5o A decisão administrativa final será homologada em portaria 
do Ministro de Estado da Educação. 
 
Art. 64. A decisão de suspensão temporária da abertura de 
processo seletivo de cursos de graduação definirá o prazo de 
suspensão, que não poderá ser menor que o dobro do prazo fixado 
no protocolo de compromisso. 
 
Art. 65. À decisão de cassação da autorização de funcionamento 
da instituição de educação superior ou do reconhecimento de 
cursos de graduação por ela oferecidos, aplicam-se o disposto nos 
arts. 57 ou 54, respectivamente. 
 
Art. 66. A decisão de advertência, suspensão ou perda de mandato 
do dirigente responsável pela ação não executada, no caso de 
 
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instituições públicas de educação superior, será precedida de 
processo administrativo disciplinar, nos termos da Lei no 8.112, de 
11 de dezembro de 1990. 
 
CAPÍTULO V 
 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
 
Seção I 
 
Das Disposições Finais 
 
Art. 67. O pedido de credenciamento de instituição de educaçãosuperior tramitará em conjunto com pedido de autorização de pelo 
menos um curso superior, observando-se as disposições 
pertinentes deste Decreto, bem como a racionalidade e 
economicidade administrativas. 
 
Art. 68. O requerente terá prazo de doze meses, a contar da 
publicação do ato autorizativo, para iniciar o funcionamento do 
curso, sob pena de caducidade. 
 
§ 1o Nos casos de caducidade do ato autorizativo e de decisão 
final desfavorável em processo de credenciamento de instituição 
de educação superior, inclusive de campus fora de sede, e de 
autorização de curso superior, os interessados só poderão 
apresentar nova solicitação relativa ao mesmo pedido após 
decorridos dois anos contados do ato que encerrar o processo. 
(Renumerado do parágrafo único pelo Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
§ 2o Considera-se início de funcionamento do curso, para efeito 
do prazo referido no caput, a oferta efetiva de aulas. (Incluído pelo 
Decreto nº 6.303, de 2007) 
 
Art. 69. O exercício de atividade docente na educação superior 
não se sujeita à inscrição do professor em órgão de 
regulamentação profissional. 
 
Parágrafo único. O regime de trabalho docente em tempo integral 
compreende a prestação de quarenta horas semanais de trabalho 
na mesma instituição, nele reservado o tempo de pelo menos vinte 
horas semanais para estudos, pesquisa, trabalhos de extensão, 
planejamento e avaliação. 
 
Art. 69-A. O Ministério da Educação, no exercício das funções de 
regulação e supervisão de instituições de educação superior, 
poderá, motivadamente, em caso de risco iminente ou ameaça aos 
interesses dos estudantes, adotar providências acauteladoras nos 
termos do art. 45 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. 
(Incluído pelo Decreto nº 8.142, de 2013) 
 
Parágrafo único. No exercício do poder cautelar de que trata o 
caput, poderão também ser adotadas providências acauteladoras 
para assegurar a higidez dos programas federais de acesso e 
incentivo ao ensino, tais como: (Incluído pelo Decreto nº 
8.142, de 2013) 
 
I - suspensão de novos contratos de Financiamento Estudantil - 
Fies; (Incluído pelo Decreto nº 8.142, de 2013) 
 
II - suspensão de participação em processo seletivo para a oferta 
de bolsas do Programa Universidade Para Todos - Prouni; 
(Incluído pelo Decreto nº 8.142, de 2013) 
 
III - suspensão de novos repasses de recursos relativos a 
programas federais de acesso ao ensino; ou (Incluído pelo 
Decreto nº 8.142, de 2013) 
 
IV - restrições de participação em programas federais de acesso e 
incentivo ao ensino. (Incluído pelo Decreto nº 8.142, de 2013) 
 
Seção II 
 
Das Disposições Transitórias 
 
Art. 70. O disposto no § 7o do art. 10 não se aplica a atos 
autorizativos anteriores a este Decreto que tenham fixado prazo 
determinado. 
 
Art. 71. O catálogo de cursos superiores de tecnologia será 
publicado no prazo de noventa dias. 
 
§ 1o Os pedidos de autorização, reconhecimento e renovação de 
reconhecimento dos cursos superiores de tecnologia em 
tramitação deverão adequar-se aos termos deste Decreto, no prazo 
de sessenta dias, contados da publicação do catálogo. 
 
§ 2o As instituições de educação superior que ofereçam cursos 
superiores de tecnologia poderão, após a publicação deste 
Decreto, adaptar as denominações de seus cursos ao catálogo de 
que trata o art. 42. 
 
Art. 72. Os campi fora de sede já criados e em funcionamento na 
data de publicação do Decreto no 3.860, de 9 de julho de 2001, 
preservarão suas prerrogativas de autonomia pelo prazo de 
validade do ato de credenciamento, sendo submetidos a processo 
de recredenciamento, que se processará em conjunto com o 
recredenciamento da universidade, quando se decidirá acerca das 
respectivas prerrogativas de autonomia. 
 
Art. 73. Os processos iniciados antes da entrada em vigor deste 
Decreto obedecerão às disposições processuais nele contidas, 
aproveitando-se os atos já praticados. 
Parágrafo único. Serão observados os princípios e as disposições 
da legislação do processo administrativo federal, em especial no 
que respeita aos prazos para a prática dos atos processuais pelo 
Poder Público, à adoção de formas simples, suficientes para 
propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos 
direitos dos administrados e à interpretação da norma 
administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim 
público a que se dirige. 
 
Art. 74. Os processos de autorização, reconhecimento e 
renovação de reconhecimento de cursos em tramitação no CNE e 
já distribuídos aos respectivos Conselheiros relatores seguirão seu 
curso regularmente, na forma deste Decreto. 
 
Parágrafo único. Os processos ainda não distribuídos deverão 
retornar à Secretaria competente do Ministério da Educação. 
 
Art. 75. As avaliações de instituições e cursos de graduação já em 
funcionamento, para fins de recredenciamento, reconhecimento e 
renovação de reconhecimento, serão escalonadas em portaria 
ministerial, com base em proposta da CONAES, ouvidas as 
Secretarias e o INEP. 
 
Art. 76. O Ministério da Educação e os órgãos federais de 
educação revogarão expressamente os atos normativos 
incompatíveis com este Decreto, em até trinta dias contados da sua 
publicação. 
 
Art. 77. Os arts. 1o e 17 do Decreto no 5.224, de 1o de outubro de 
2004, passam a vigorar com a seguinte redação: 
 
“Art. 1o. 
 
§ 1o Os CEFET são instituições de ensino superior 
pluricurriculares, especializados na oferta de educação 
tecnológica nos diferentes níveis e modalidades de ensino, 
caracterizando-se pela atuação prioritária na área tecnológica. 
 
§ 4o Os CEFET poderão usufruir de outras atribuições da 
 
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autonomia universitária, devidamente definidas no ato de seu 
credenciamento, nos termos do § 2o do art. 54 da Lei no 9.394, de 
1996. 
 
§ 5o A autonomia de que trata o § 4o deverá observar os limites 
definidos no plano de desenvolvimento institucional, aprovado 
quando do seu credenciamento e recredenciamento.” (NR) 
 
 
CAPÍTULO 14 – RESOLUÇÃO CNE/CP 3/2002 
(INSTITUI AS DIRETRIZES CURRICULARES 
NACIONAIS GERAIS PARA A 
ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DOS 
CURSOS SUPERIORES DE 
TECNOLOGIA) 
 
Art. 1º A educação profissional de nível tecnológico, integrada às 
diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à 
tecnologia, objetiva garantir aos cidadãos o direito à aquisição de 
competências profissionais que os tornem aptos para a inserção 
em setores profissionais nos quais haja utilização de tecnologias. 
 
Art. 2º Os cursos de educação profissional de nível tecnológico 
serão designados como cursos superiores de tecnologia e deverão: 
 
I - incentivar o desenvolvimento da capacidade empreendedora e 
da compreensão do processo tecnológico, em suas causas e 
efeitos; 
 
II - incentivar a produção e a inovação científico-tecnológica, e 
suas respectivas aplicações no 
mundo do trabalho; 
 
III - desenvolver competências profissionais tecnológicas, gerais e 
específicas, para a gestão de processos e a produção de bens e 
serviços; 
 
IV - propiciar a compreensão e a avaliação dos impactos sociais, 
econômicos e ambientais resultantes da produção, gestão e 
incorporação de novas tecnologias; 
 
V - promover a capacidade de continuar aprendendo e de 
acompanhar as mudanças nas condições de trabalho, bem como 
propiciar o prosseguimento de estudos em cursos de pós-
graduação; 
 
VI - adotar a flexibilidade, a interdisciplinaridade, a 
contextualização e a atualização permanente dos cursos e seus 
currículos; 
 
VII - garantir a identidade do perfil profissional de conclusão de 
curso e da respectiva organização curricular. 
 
Art.3º São critérios para o planejamento e a organização dos 
cursos superiores de tecnologia: 
 
I - o atendimento às demandas dos cidadãos, do mercado de 
trabalho e da sociedade; 
 
II - a conciliação das demandas identificadas com a vocação da 
instituição de ensino e as suas reais condições de viabilização; 
 
III - a identificação de perfis profissionais próprios para cada 
curso, em função das demandas e em sintonia com as políticas de 
promoção do desenvolvimento sustentável do País. 
 
Art. 4º Os cursos superiores de tecnologia são cursos de 
graduação, com características especiais, e obedecerão às 
diretrizes contidas no Parecer CNE/CES 436/2001 e conduzirão à 
obtenção de diploma de tecnólogo. 
§ 1º O histórico escolar que acompanha o diploma de graduação 
deverá incluir as competências profissionais definidas no perfil 
profissional de conclusão do respectivo curso. 
 
§ 2º A carga horária mínima dos cursos superiores de tecnologia 
será acrescida do tempo destinado a estágio profissional 
supervisionado, quando requerido pela natureza da atividade 
profissional, bem como de eventual tempo reservado para trabalho 
de conclusão de curso. 
 
§ 3º A carga horária e os planos de realização de estágio 
profissional supervisionado e de trabalho de conclusão de curso 
deverão ser especificados nos respectivos projetos pedagógicos. 
 
Art. 5º Os cursos superiores de tecnologia poderão ser 
organizados por módulos que correspondam a qualificações 
profissionais identificáveis no mundo do trabalho. 
 
§ 1º O concluinte de módulos correspondentes a qualificações 
profissionais fará jus ao respectivo Certificado de Qualificação 
Profissional de Nível Tecnológico. 
 
§ 2º O histórico escolar que acompanha o Certificado de 
Qualificação Profissional de Nível Tecnológico deverá incluir as 
competências profissionais definidas no perfil de conclusão do 
respectiv módulo. 
 
Art. 6º A organização curricular dos cursos superiores de 
tecnologia deverá contemplar o desenvolvimento de competências 
profissionais e será formulada em consonância com o perfil 
profissional de conclusão do curso, o qual define a identidade do 
mesmo e caracteriza o compromisso ético da instituição com os 
seus alunos e a sociedade. 
 
§ 1º A organização curricular compreenderá as competências 
profissionais tecnológicas, gerais e específicas, incluindo os 
fundamentos científicos e humanísticos necessários ao desempenho 
profissional do graduado em tecnologia. 
 
§ 2º Quando o perfil profissional de conclusão e a organização 
curricular incluírem competências profissionais de distintas áreas, 
o curso deverá ser classificado na área profissional predominante. 
 
Art. 7º Entende-se por competência profissional a capacidade 
pessoal de mobilizar, articular e colocar em ação conhecimentos, 
habilidades, atitudes e valores necessários para o desempenho 
eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do 
trabalho e pelo desenvolvimento tecnológico. 
 
Art. 8º Os planos ou projetos pedagógicos dos cursos superiores 
de tecnologia a serem submetidos à devida aprovação dos órgãos 
competentes, nos termos da legislação em vigor, devem conter, 
pelo menos, os seguintes itens: 
 
I - justificativa e objetivos; 
 
II - requisitos de acesso; 
 
III - perfil profissional de conclusão, definindo claramente as 
competências profissionais a serem desenvolvidas; 
 
IV - organização curricular estruturada para o desenvolvimento 
das competências profissionais, com a indicação da carga horária 
adotada e dos planos de realização do estágio profissional 
supervisionado e de trabalho de conclusão de curso, se 
requeridos; 
 
V - critérios e procedimentos de avaliação da aprendizagem; 
 
VI - critérios de aproveitamento e procedimentos de avaliação de 
competências profissionais anteriormente desenvolvidas; 
 
Legislação da Educação 
 
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VII - instalações, equipamentos, recursos tecnológicos e 
biblioteca; 
 
VIII - pessoal técnico e docente; 
 
IX - explicitação de diploma e certificados a serem expedidos. 
 
Art. 9º É facultado ao aluno o aproveitamento de competências 
profissionais anteriormente desenvolvidas, para fins de 
prosseguimento de estudos em cursos superiores de tecnologia. 
 
§ 1º As competências profissionais adquiridas em cursos regulares 
serão reconhecidas mediante análise detalhada dos programas 
desenvolvidos, à luz do perfil profissional de conclusão do curso. 
 
§ 2º As competências profissionais adquiridas no trabalho serão 
reconhecidas através da avaliação individual do aluno. 
 
Art. 10. As instituições de ensino, ao elaborarem os seus planos ou 
projetos pedagógicos dos cursos superiores de tecnologia, sem 
prejuízo do respectivo perfil profissional de conclusão 
identificado, deverão considerar as atribuições privativas ou 
exclusivas das profissões regulamentadas por lei. 
 
Art. 11. Para subsidiar as instituições educacionais e os sistemas 
de ensino na organização curricular dos cursos superiores de 
tecnologia, o MEC divulgará referenciais curriculares, por áreas 
profissionais. 
Parágrafo único. Para a elaboração dos referidos subsídios, o 
MEC contará com a efetiva participação de docentes, de 
especialistas em educação profissional e de profissionais da área, 
trabalhadores e empregadores. 
 
Art. 12. Para o exercício do magistério nos cursos superiores de 
tecnologia, o docente deverá possuir a formação acadêmica 
exigida para a docência no nível superior, nos termos do Artigo 66 
da Lei 9.394 e seu Parágrafo Único. 
 
Art. 13. Na ponderação da avaliação da qualidade do corpo 
docente das disciplinas da formação profissional, a competência e 
a experiência na área deverão ter equivalência com o requisito 
acadêmico, em face das características desta modalidade de 
ensino. 
 
Art. 14. Poderão ser implementados cursos e currículos 
experimentais, nos termos do Artigo 81 da LDBEN, desde que 
ajustados ao disposto nestas diretrizes e previamente aprovados 
pelos respectivos órgãos competentes. 
 
Art. 15. O CNE, no prazo de até dois anos, contados da data de 
vigência desta Resolução, promoverá a avaliação das políticas 
públicas de implantação dos cursos superiores de tecnologia. 
 
Art. 16. Para a solicitação de autorização de funcionamento de 
novos cursos superiores de tecnologia e aprovação de seus 
projetos pedagógicos, a partir da vigência desta resolução, será 
exigida a observância das presentes diretrizes curriculares 
nacionais gerais. 
 
Parágrafo único. Fica estabelecido o prazo de 6 (seis) meses, 
contados da data de cumprimento do prazo estabelecido no artigo 
anterior, para que as instituições de ensino procedam as devidas 
adequações de seus planos de curso ou projetos pedagógicos de 
curso às presentes diretrizes curriculares nacionais gerais, 
ressalvados os direitos dos alunos que já iniciaram os seus cursos. 
 
CAPÍTULO 14 – RESOLUÇÃO CNE/CEB nº 6/2012 
(DEFINE DIRETRIZES CURRICULARES 
NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 
TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO) 
 
Art. 1º A presente Resolução define as Diretrizes Curriculares 
Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio. 
Parágrafo único. Para os fins desta Resolução, entende-se por 
Diretriz o conjunto articulado de princípios e critérios a serem 
observados pelos sistemas de ensino e pelas instituições de ensino 
públicas e privadas, na organização e no planejamento, 
desenvolvimento e avaliação da Educação Profissional Técnica de 
Nível Médio, inclusive fazendo uso da certificação profissional de 
cursos. 
 
Art. 2º A Educação Profissional e Tecnológica, nos termos da Lei 
nº 9.394/96 (LDB), alterada pela Lei nº 11.741/2008, abrange os 
cursos de: 
 
I - formação inicial e continuada ou qualificação profissional;II - Educação Profissional Técnica de Nível Médio; 
 
III - Educação Profissional Tecnológica, de graduação e de pós-
graduação. 
 
Parágrafo único. As instituições de Educação Profissional e 
Tecnológica, além de seus cursos regulares, oferecerão cursos de 
formação inicial e continuada ou qualificação profissional para o 
trabalho, entre os quais estão incluídos os cursos especiais, 
abertos à comunidade, condicionando-se a matrícula à capacidade 
de aproveitamento dos educandos e não necessariamente aos 
correspondentes níveis de escolaridade. 
Art. 3º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio é 
desenvolvida nas formas articulada e subsequente ao Ensino 
Médio, podendo a primeira ser integrada ou concomitante a essa 
etapa da Educação Básica. 
 
§ 1º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio possibilita a 
avaliação, o reconhecimento e a certificação para prosseguimento 
ou conclusão de estudos. 
 
§ 2º Os cursos e programas de Educação Profissional Técnica de 
Nível Médio são organizados por eixos tecnológicos, 
possibilitando itinerários formativos flexíveis, diversificados e 
atualizados, segundo interesses dos sujeitos e possibilidades das 
instituições educacionais, observadas as normas do respectivo 
sistema de ensino para a modalidade de Educação Profissional 
Técnica de Nível Médio. 
 
§ 3º Entende-se por itinerário formativo o conjunto das etapas que 
compõem a organização da oferta da Educação Profissional pela 
instituição de Educação Profissional e Tecnológica, no âmbito de 
um determinado eixo tecnológico, possibilitando contínuo e 
articulado aproveitamento de estudos e de experiências 
profissionais devidamente certificadas por instituições 
educacionais legalizadas. 
 
§ 4º O itinerário formativo contempla a sequência das 
possibilidades articuláveis da oferta de cursos de Educação 
Profissional, programado a partir de estudos quanto aos 
itinerários de profissionalização no mundo do trabalho, à 
estrutura socio-ocupacional e aos fundamentos científico-
tecnológicos dos processos produtivos de bens ou serviços, o qual 
orienta e configura uma trajetória educacional consistente. 
 
§ 5º As bases para o planejamento de cursos e programas de 
Educação Profissional, segundo itinerários formativos, por parte 
das instituições de Educação Profissional e Tecnológica, são os 
Catálogos Nacionais de Cursos mantidos pelos órgãos próprios do 
MEC e a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). 
 
Art. 4º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio, no 
cumprimento dos objetivos da educação nacional, articula-se com 
o Ensino Médio e suas diferentes modalidades, incluindo a 
Educação de Jovens e Adultos (EJA), e com as dimensões do 
 
Legislação da Educação 
 
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trabalho, da tecnologia, da ciência e da cultura. 
Parágrafo único. A Educação de Jovens e Adultos deve articular-
se, preferencialmente, com a Educação Profissional e Tecnológica, 
propiciando, simultaneamente, a qualificação profissional e a 
elevação dos níveis de escolaridade dos trabalhadores. 
 
Art. 5º Os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível 
Médio têm por finalidade proporcionar ao estudante 
conhecimentos, saberes e competências profissionais necessários 
ao exercício profissional e da cidadania, com base nos 
fundamentos científico-tecnológicos, socio-históricos e culturais. 
 
Capítulo II 
Princípios Norteadores 
 
Art. 6º São princípios da Educação Profissional Técnica de Nível 
Médio: 
I - relação e articulação entre a formação desenvolvida no Ensino 
Médio e a preparação para o exercício das profissões técnicas, 
visando à formação integral do estudante; 
 
II - respeito aos valores estéticos, políticos e éticos da educação 
nacional, na perspectiva do desenvolvimento para a vida social e 
profissional; 
 
III - trabalho assumido como princípio educativo, tendo sua 
integração com a ciência, a tecnologia e a cultura como base da 
proposta político-pedagógica e do desenvolvimento curricular; 
IV - articulação da Educação Básica com a Educação Profissional 
e Tecnológica, na perspectiva da integração entre saberes 
específicos para a produção do conhecimento e a intervenção 
social, assumindo a pesquisa como princípio pedagógico; 
 
V - indissociabilidade entre educação e prática social, 
considerando-se a historicidade dos conhecimentos e dos sujeitos 
da aprendizagem; 
 
VI - indissociabilidade entre teoria e prática no processo de 
ensino-aprendizagem; 
 
VII - interdisciplinaridade assegurada no currículo e na prática 
pedagógica, visando à superação da fragmentação de 
conhecimentos e de segmentação da organização curricular; 
 
VIII - contextualização, flexibilidade e interdisciplinaridade na 
utilização de estratégias educacionais favoráveis à compreensão 
de significados e à integração entre a teoria e a vivência da 
prática profissional, envolvendo as múltiplas dimensões do eixo 
tecnológico do curso e das ciências e tecnologias a ele vinculadas; 
 
IX - articulação com o desenvolvimento socioeconômico-ambiental 
dos territórios onde os cursos ocorrem, devendo observar os 
arranjos socioprodutivos e suas demandas locais, tanto no meio 
urbano quanto no campo; 
 
X - reconhecimento dos sujeitos e suas diversidades, considerando, 
entre outras, as pessoas com deficiência, transtornos globais do 
desenvolvimento e altas habilidades, as pessoas em regime de 
acolhimento ou internação e em regime de privação de liberdade, 
 
XI - reconhecimento das identidades de gênero e étnico-raciais, 
assim como dos povos indígenas, quilombolas e populações do 
campo; 
 
XII - reconhecimento das diversidades das formas de produção, 
dos processos de trabalho e das culturas a eles subjacentes, as 
quais estabelecem novos paradigmas; 
 
XIII - autonomia da instituição educacional na concepção, 
elaboração, execução, avaliação e revisão do seu projeto político-
pedagógico, construído como instrumento de trabalho da 
comunidade escolar, respeitadas a legislação e normas 
educacionais, estas Diretrizes Curriculares Nacionais e outras 
complementares de cada sistema de ensino; 
 
XIV - flexibilidade na construção de itinerários formativos 
diversificados e atualizados, segundo interesses dos sujeitos e 
possibilidades das instituições educacionais, nos termos dos 
respectivos projetos político-pedagógicos; 
 
XV - identidade dos perfis profissionais de conclusão de curso, que 
contemplem conhecimentos, competências e saberes profissionais 
requeridos pela natureza do trabalho, pelo desenvolvimento 
tecnológico e pelas demandas sociais, econômicas e ambientais; 
 
XVI - fortalecimento do regime de colaboração entre os entes 
federados, incluindo, por exemplo, os arranjos de desenvolvimento 
da educação, visando à melhoria dos indicadores educacionais 
dos territórios em que os cursos e programas de Educação 
Profissional Técnica de Nível Médio forem realizados; 
 
XVII - respeito ao princípio constitucional e legal do pluralismo de 
ideias e de concepções pedagógicas. 
 
TÍTULO II 
ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO 
 
Capítulo I 
Formas de Oferta 
Art. 7º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio é 
desenvolvida nas formas articulada e subsequente ao Ensino 
Médio: 
 
I - a articulada, por sua vez, é desenvolvida nas seguintes formas: 
 
a) integrada, ofertada somente a quem já tenha concluído o Ensino 
Fundamental, com matrícula única na mesma instituição, de modo 
a conduzir o estudante à habilitação profissional técnica de nível 
médio ao mesmo tempo em que conclue a última etapa da 
Educação Básica; 
 
b) concomitante, ofertada a quem ingressa no Ensino Médio ou já 
o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada 
curso, aproveitando oportunidades educacionais disponíveis, seja 
em unidadesde ensino da mesma instituição ou em distintas 
instituições de ensino; 
 
c) concomitante na forma, uma vez que é desenvolvida 
simultaneamente em distintas instituições educacionais, mas 
integrada no conteúdo, mediante a ação de convênio ou acordo de 
intercomplementaridade, para a execução de projeto pedagógico 
unificado; 
 
II - a subsequente, desenvolvida em cursos destinados 
exclusivamente a quem já tenha concluído o Ensino Médio. 
 
Art. 8º Os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível 
Médio podem ser desenvolvidos nas formas articulada integrada 
na mesma instituição de ensino, ou articulada concomitante em 
instituições de ensino distintas, mas com projeto pedagógico 
unificado, mediante convênios ou acordos de 
intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao 
desenvolvimento desse projeto pedagógico unificado na forma 
integrada. 
 
§ 1º Os cursos assim desenvolvidos, com projetos pedagógicos 
unificados, devem visar simultaneamente aos objetivos da 
Educação Básica e, especificamente, do Ensino Médio e também 
da Educação Profissional e Tecnológica, atendendo tanto a estas 
Diretrizes, quanto às Diretrizes Curriculares Nacionais para o 
Ensino Médio, assim como às Diretrizes Curriculares Nacionais 
Gerais para a Educação Básica e às diretrizes complementares 
 
Legislação da Educação 
 
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definidas pelos respectivos sistemas de ensino. 
 
§ 2º Estes cursos devem atender às diretrizes e normas nacionais 
definidas para a modalidade específica, tais como Educação de 
Jovens e Adultos, Educação do Campo, Educação Escolar 
Indígena, Educação Escolar Quilombola, educação de pessoas em 
regime de acolhimento ou internação e em regime de privação de 
liberdade, Educação Especial e Educação a Distância. 
 
Art. 9º Na oferta de cursos na forma subsequente, caso o 
diagnóstico avaliativo evidencie necessidade, devem ser 
introduzidos conhecimentos e habilidades inerentes à Educação 
Básica, para complementação e atualização de estudos, em 
consonância com o respectivo eixo tecnológico, garantindo o perfil 
profissional de conclusão. 
 
Art. 10 A oferta de curso de Educação Profissional Técnica de 
Nível Médio em instituições públicas e privadas, em quaisquer das 
formas, deve ser precedida da devida autorização pelo órgão 
competente do respectivo sistema de ensino. 
 
Art. 11 A oferta da Educação Profissional para os que não 
concluíram o Ensino Médio pode se dar sob a forma de 
articulação integrada com a Educação de Jovens e Adultos. 
 
Parágrafo único. As instituições de ensino devem estimular a 
continuidade dos estudos dos que não estejam cursando o Ensino 
Médio e alertar os estudantes de que a certificação do Ensino 
Médio é condição necessária para a obtenção do diploma de 
técnico. 
 
Capítulo II 
Organização Curricular 
 
Art. 12 Os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível 
Médio são organizados por eixos tecnológicos constantes do 
Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, instituído e organizado 
pelo Ministério da Educação ou em uma ou mais ocupações da 
Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). 
 
Art. 13 A estruturação dos cursos da Educação Profissional 
Técnica de Nível Médio, orientada pela concepção de eixo 
tecnológico, implica considerar: 
I - a matriz tecnológica, contemplando métodos, técnicas, 
ferramentas e outros elementos das tecnologias relativas aos 
cursos; 
 
II - o núcleo politécnico comum correspondente a cada eixo 
tecnológico em que se situa o curso, que compreende os 
fundamentos científicos, sociais, organizacionais, 
econômicos, políticos, culturais, ambientais, estéticos e éticos que 
alicerçam as tecnologias e a contextualização do mesmo no 
sistema de produção social; 
 
III - os conhecimentos e as habilidades nas áreas de linguagens e 
códigos, ciências humanas, matemática e ciências da natureza, 
vinculados à Educação Básica deverão permear o currículo dos 
cursos técnicos de nível médio, de acordo com as especificidades 
dos mesmos, como elementos essenciais para a formação e o 
desenvolvimento profissional do cidadão; 
 
IV - a pertinência, a coerência, a coesão e a consistência de 
conteúdos, articulados do ponto de vista do trabalho assumido 
como princípio educativo, contemplando as necessárias bases 
conceituais e metodológicas; 
 
V - a atualização permanente dos cursos e currículos, estruturados 
em ampla base de dados, pesquisas e outras fontes de informação 
pertinentes. 
 
Art. 14 Os currículos dos cursos de Educação Profissional Técnica 
de Nível Médio devem proporcionar aos estudantes: 
 
I - diálogo com diversos campos do trabalho, da ciência, da 
tecnologia e da cultura como referências fundamentais de sua 
formação; 
 
II - elementos para compreender e discutir as relações sociais de 
produção e de trabalho, bem como as especificidades históricas 
nas sociedades contemporâneas; 
 
III - recursos para exercer sua profissão com competência, 
idoneidade intelectual e tecnológica, autonomia e 
responsabilidade, orientados por princípios éticos, estéticos e 
políticos, bem como compromissos com a construção de uma 
sociedade democrática; 
 
IV - domínio intelectual das tecnologias pertinentes ao eixo 
tecnológico do curso, de modo a permitir progressivo 
desenvolvimento profissional e capacidade de construir novos 
conhecimentos e desenvolver novas competências profissionais 
com autonomia intelectual; 
 
V - instrumentais de cada habilitação, por meio da vivência de 
diferentes situações práticas de estudo e de trabalho; 
 
VI - fundamentos de empreendedorismo, cooperativismo, 
tecnologia da informação, legislação trabalhista, ética 
profissional, gestão ambiental, segurança do trabalho, gestão da 
inovação e iniciação científica, gestão de pessoas e gestão da 
qualidade social e ambiental do trabalho. 
 
Art. 15 O currículo, consubstanciado no plano de curso e com 
base no princípio do pluralismo de ideias e concepções 
pedagógicas, é prerrogativa e responsabilidade de cada instituição 
educacional, nos termos de seu projeto político-pedagógico, 
observada a legislação e o disposto nestas Diretrizes e no 
Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. 
 
Art. 16. As instituições de ensino devem formular, coletiva e 
participativamente, nos termos dos arts. 12, 13, 14 e 15 da LDB, 
seus projetos político-pedagógicos e planos de curso. 
 
Art. 17 O planejamento curricular fundamenta-se no compromisso 
ético da instituição educacional em relação à concretização do 
perfil profissional de conclusão do curso, o qual é definido pela 
explicitação dos conhecimentos, saberes e competências 
profissionais e pessoais, tanto aquelas que caracterizam a 
preparação básica para o trabalho, quanto as comuns para o 
respectivo eixo tecnológico, bem como as específicas de cada 
habilitação profissional e das etapas de qualificação e de 
especialização profissional técnica que compõem o correspondente 
itinerário formativo. 
 
Parágrafo único. Quando se tratar de profissões regulamentadas, 
o perfil profissional de conclusão deve considerar e contemplar as 
atribuições funcionais previstas na legislação específica referente 
ao exercício profissional fiscalizado. 
 
Art. 18 São critérios para o planejamento e a organização de 
cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio: 
 
I - atendimento às demandas socioeconômico-ambientais dos 
cidadãos e do mundo do trabalho, em termos de compromisso 
ético para com os estudantes e a sociedade; 
 
II - conciliação das demandas identificadas com a vocação e a 
capacidade da instituição ou rede de ensino, em termos de reais 
condições de viabilização da proposta pedagógica; 
III - possibilidade de organização curricular segundo itinerários 
formativos, de acordo com os correspondentes eixos

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