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direitos humanos e as práticas de racismo (livraria - Câmara dos Deputados)

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Brasília | 2015
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Câmara dos
Deputados
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E IN
TERESSE
D
O
 LEG
ISLATIVO
Direitos humanos e 
as práticas de racismo
Ivair Augusto Alves dos Santos
Direitos humanos e as práticas de racismo
Em 2011, a Câmara dos Deputados, 
com apoio da Procuradoria Espe-
cial da Mulher, aderiu ao Programa 
Pró-Equidade de Gênero e Raça, 
para fomentar novas concepções na 
gestão de pessoas e na cultura orga-
nizacional e avançar na conquista 
de maior equidade nas relações de 
trabalho.
A incorporação do programa em 
sua Política de Recursos Humanos 
evidencia o compromisso da Casa 
de tornar o ambiente de trabalho 
mais saudável, justo e igualitário. 
A publicação deste livro insere-se 
nesse contexto, com intenções mais 
abrangentes. Visa estender, para 
além das fronteiras organizacio-
nais, a compreensão sobre o racis-
mo institucional, e contribuir com 
a ampliação do diálogo sobre as 
consequências dessa prática desu-
manizante, que se revela corriquei-
ra e não assumida por indivíduos e 
instituições. 
A negação do racismo institucional 
impossibilita o seu enfrentamento 
e a sua erradicação. Consequente-
mente, impede o acesso de grande 
parte da população a direitos e ga-
rantias constitucionais e restringe o 
pleno exercício da cidadania. Cabe 
às instituições investir na mudan-
ça, abrindo espaço para a discus-
são do problema e a adoção de 
ações afirmativas.
Reside aí a contribuição do presente 
estudo, razão por que a Câmara dos 
Deputados apoia e estimula a sua 
divulgação. Espera-se com isso tam-
bém incentivar outros órgãos a re-
fletirem sobre o tema, discutindo-o 
interna e externamente, para que 
a questão racial aflore e mudanças 
efetivas possam ser promovidas.
Luiz César Lima Costa
Diretor de Recursos Humanos
Brasília, 12/11/2012
Milhares de processos penais fo-
ram analisados para se chegar às 
conclusões estarrecedoras apresen-
tadas neste livro: a cada 17 denún-
cias de racismo no Brasil, apenas 
uma vira ação penal; entre as ações, 
92% são enquadradas como injúria, 
não como racismo, o que resulta 
em uma pena mais branda.
O livro traz a análise detalhada 
desses números, provenientes de 
processos e sentenças judiciais de 
18 capitais brasileiras, no período 
de 2005 a 2007. O seu conteúdo é 
derivado da tese de doutorado em 
Sociologia defendida na Universi-
dade de Brasília, em 2009, por Ivair 
Augusto Alves dos Santos, então 
assessor da Secretaria Especial de 
Políticas de Promoção da Igualda-
de Racial da Presidência da Repú-
blica. Este importante estudo já foi 
tema de matérias em grandes veí-
culos de comunicação do país.
“Os juristas brasileiros ignoram o 
crime de racismo. (...) E os juízes 
não veem o crime de racismo por-
que não aceitam o fato de que há 
racismo no país. Muitas vezes as 
agressões são entendidas como 
brincadeiras. Não existe a menor 
sensibilidade da Justiça para o 
quanto isso é doloroso para quem 
sofre o preconceito.” (Luciana Aba-
de, Uma Justiça cega para o racis-
mo, Jornal do Brasil, 30/9/2009)
“Falta aos magistrados brasileiros 
acertar o passo com a legislação 
antirracista do país. Do contrário, 
a curva ascendente do número de 
ações penais verificada nos últimos 
anos tenderá a se inverter, deses-
timulando as vítimas a procurar 
a Justiça.” (O racismo minimiza-
do, editorial do Correio Brasiliense, 
13/10/2009)
capa_direitos humanos e as práticas de racismo.indd 1 22/06/2015 18:19:35
Milhares de processos penais fo-
ram analisados para se chegar às 
conclusões estarrecedoras apresen-
tadas neste livro: a cada 17 denún-
cias de racismo no Brasil, apenas 
uma vira ação penal; entre as ações, 
92% são enquadradas como injúria, 
não como racismo, o que resulta 
em uma pena mais branda.
O livro traz a análise detalhada 
desses números, provenientes de 
processos e sentenças judiciais de 
18 capitais brasileiras, no período 
de 2005 a 2007. O seu conteúdo é 
derivado da tese de doutorado em 
Sociologia defendida na Universi-
dade de Brasília, em 2009, por Ivair 
Augusto Alves dos Santos, então 
assessor da Secretaria Especial de 
Políticas de Promoção da Igualda-
de Racial da Presidência da Repú-
blica. Este importante estudo já foi 
tema de matérias em grandes veí-
culos de comunicação do país.
“Os juristas brasileiros ignoram o 
crime de racismo. (...) E os juízes 
não veem o crime de racismo por-
que não aceitam o fato de que há 
racismo no país. Muitas vezes as 
agressões são entendidas como 
brincadeiras. Não existe a menor 
sensibilidade da Justiça para o 
quanto isso é doloroso para quem 
sofre o preconceito.” (Luciana Aba-
de, Uma Justiça cega para o racis-
mo, Jornal do Brasil, 30/9/2009)
“Falta aos magistrados brasileiros 
acertar o passo com a legislação 
antirracista do país. Do contrário, 
a curva ascendente do número de 
ações penais verificada nos últimos 
anos tenderá a se inverter, deses-
timulando as vítimas a procurar 
a Justiça.” (O racismo minimiza-
do, editorial do Correio Brasiliense, 
13/10/2009)
Em 2011, a Câmara dos Deputados, 
com apoio da Procuradoria Espe-
cial da Mulher, aderiu ao Programa 
Pró-Equidade de Gênero e Raça, 
para fomentar novas concepções na 
gestão de pessoas e na cultura orga-
nizacional e avançar na conquista 
de maior equidade nas relações de 
trabalho.
A incorporação do programa em 
sua Política de Recursos Humanos 
evidencia o compromisso da Casa 
de tornar o ambiente de trabalho 
mais saudável, justo e igualitário. 
A publicação deste livro insere-se 
nesse contexto, com intenções mais 
abrangentes. Visa estender, para 
além das fronteiras organizacio-
nais, a compreensão sobre o racis-
mo institucional, e contribuir com 
a ampliação do diálogo sobre as 
consequências dessa prática desu-
manizante, que se revela corriquei-
ra e não assumida por indivíduos e 
instituições. 
A negação do racismo institucional 
impossibilita o seu enfrentamento 
e a sua erradicação. Consequente-
mente, impede o acesso de grande 
parte da população a direitos e ga-
rantias constitucionais e restringe o 
pleno exercício da cidadania. Cabe 
às instituições investir na mudan-
ça, abrindo espaço para a discus-
são do problema e a adoção de 
ações afirmativas.
Reside aí a contribuição do presente 
estudo, razão por que a Câmara dos 
Deputados apoia e estimula a sua 
divulgação. Espera-se com isso tam-
bém incentivar outros órgãos a re-
fletirem sobre o tema, discutindo-o 
interna e externamente, para que 
a questão racial aflore e mudanças 
efetivas possam ser promovidas.
Luiz César Lima Costa
Diretor de Recursos Humanos
Brasília, 12/11/2012
Direitos humanos e 
as práticas de racismo
MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
55ª Legislatura – 2015-2019 
1ª Sessão Legislativa
Presidente
Eduardo Cunha
1º Vice-Presidente
Waldir Maranhão
2º Vice-Presidente
Giacobo
1º Secretário
Beto Mansur
2º Secretário
Felipe Bornier
3ª Secretária
Mara Gabrilli
4º Secretário
Alex Canziani
Suplentes de Secretário
1º Suplente
Mandetta
2º Suplente
Gilberto Nascimento
3ª Suplente
Luiza Erundina
4º Suplente
Ricardo Izar
Diretor-Geral
Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida
Secretário-Geral da Mesa
Silvio Avelino da Silva
Câmara dos
Deputados
Ivair Augusto Alves dos Santos
Centro de Documentação e Informação
Edições Câmara
Brasília | 2015
Direitos humanos e 
as práticas de racismo
2a reimpressão
CÂMARA DOS DEPUTADOS
DIRETORIA LEGISLATIVA
Diretor: Afrísio Vieira Lima Filho
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO
Diretor: Adolfo C. A. R. Furtado
COORDENAÇÃO EDIÇÕES CÂMARA
Diretora: Heloísa Helena S. C. Antunes
DIRETORIA DE RECURSOS HUMANOS
Diretora: Maria Madalena da Silva Cerneiro

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