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EXAME NACIONAL DO ENSINO
MÉDIO – ENEM 2019
BIOLOGIA – PARTE 1 E 2
ORGANIZADOR: ZÉLIO CABRAL
1ª. EDIÇÃO – BRASIL - 2019
"Há biologia em tudo, mesmo quando você está se
sentindo espiritual"
(Helen Fisher)
"Estou fascinado com a ideia de que a genética é
digital. Um gene é uma longa sequência de letras
codificadas, como informações do computador. A
biologia moderna está se tornando muito mais um
ramo da tecnologia da informação"
(Richard Dawkins)
“Se você tem metas para um ano. Plante arroz
Se você tem metas para 10 anos. Plante uma árvore
Se você tem metas para 100 anos então eduque
uma criança
Se você tem metas para 1000 anos, então preserve
o meio Ambiente.”
(Confúcio)
DEDICATÓRIA
Ao único que é digno de receber toda honra e
toda glória, a força e o poder. Ao Deus eterno,
imortal, invisível, mas real. A ele, dedico esta
Apostila de Biologia I e II, Jesus Cristo, o Filho
do Deus Vivo.
SUMÁRIO
Introdução
Capítulo 1 – Moléculas, Células e Tecidos
Estrutura e fisiologia celular: membrana,
citoplasma e núcleo. Divisão celular. Aspectos
bioquímicos das estruturas celulares. Aspectos
gerais do metabolismo celular. Metabolismo
energético: fotossíntese e respiração.
Codificação da Informação Genética. Síntese
Protéica. Diferenciação celular. Principais tecidos
animais e vegetais. Origem e evolução das
células. Noções sobre células-tronco, clonagem
e tecnologia do DNA recombinante. Aplicações
de biotecnologia na produção de alimentos,
fármacos e componentes biológicos. Aplicações
de tecnologias relacionadas ao DNA a
investigações científicas, determinação da
paternidade, investigação criminal e identificação
de indivíduos. Aspectos éticos relacionados ao
desenvolvimento biotecnológico. Biotecnologia e
sustentabilidade.
Capítulo 2 – Hereditariedade e diversidade da
vida
Princípios básicos que regem a transmissão de
características hereditárias. Concepções pré-
mendelianas sobre a hereditariedade. Aspectos
genéticos do funcionamento do corpo humano.
Antígenos e anticorpos. Grupos sanguíneos,
transplantes e doenças auto-imunes. Neoplasias
e a influência de fatores ambientais. Mutações
gênicas e cromossômicas. Aconselhamento
genético. Fundamentos genéticos da evolução.
Aspectos genéticos da formação e manutenção
da diversidade biológica.
Capítulo 3 – Identidade dos seres vivos
Níveis de organização dos seres vivos. Vírus,
procariontes e eucariontes. Autótrofos e
heterótrofos. Seres unicelulares e pluricelulares.
Sistemática e as grandes linhas da evolução dos
seres vivos. Tipos de ciclos de vida. Evoluções e
padrões anatômicos e fisiológicos observados
nos seres vivos. Funções vitais dos seres vivos e
sua relação com a adaptação desses organismos
a diferentes ambientes. Embriologia, anatomia e
fisiologia humana. Evolução humana.
Biotecnologia e sistemática.
Capítulo 4 – Ecologia e ciências ambientais
Ecossistemas. bióticos e Fatores abióticos.
Habitat e nicho ecológico. A comunidade
biológica: teia alimentar, sucessão e comunidade
clímax. Dinâmicas de populações. Interações
entre os seres vivos. Ciclo biogeoquímicos.
Fluxo de energia no ecossistema. Biogeografia.
Biomas brasileiros. Exploração e uso de
recursos naturais. Problemas ambientais:
mudanças, efeito estufas; desmatamento;
erosão; poluição da água, do solo e do ar.
Conservação e recuperação de ecossistemas.
Conservação da biodiversidade. Tecnologias
ambientais. Noções de saneamento básico.
Noções de legislação ambiental: água, florestas,
unidades de conservação. Biodiversidades.
Capítulo 5 – Origem e Evolução da Vida
A Biologia como ciência: história, métodos,
técnicas e experimentação. Hipóteses sobre a
origem do Universo, da Terra e dos seres vivos.
Teorias da evolução. Explicações pré-darwinistas
para a modificação das espécies. A teoria
evolutiva de Charles Darwin. Teoria sintética da
evolução. Seleção artificial e seu impacto sobre
ambientes naturais e sobre populações
humanas.
Capítulo 6 – Qualidade de vida das populações
humanas
Aspectos biológicos da pobreza e do
desenvolvimento humano. Indicadores sociais,
ambientais e econômicos. Índice de
desenvolvimento humano. Principais doenças
que afetam a população brasileira:
caracterização, prevenção e profilaxia. Noções
de primeiros socorros. Doenças sexualmente
transmissíveis. Aspectos sociais da biologia: uso
indevido de drogas. Gravidez na adolescência.
Obesidade. Violência e segurança pública.
Exercícios físicos e vida saudável. Aspectos
biológicos do desenvolvimento sustentável.
Legislação e cidadani
INTRODUÇÃO
Ser aprovado na matéria de Biologia no Enem 2019 é o sonho da
maioria dos jovens e é uma tarefa simples, porém não é fácil. É
simples porque se você usa o método de estudos certo não terá
problemas em passar, mas é difícil porque se você não souber o
caminho certo morrerá na praia. Todo ano milhões de jovens se
inscrevem no Enem em busca do sonho de entrar na faculdade,
mas infelizmente são poucos que conseguem,
A prova do ENEM tem como foco identificar potencialidades. O
candidato bem sucedido será aquele que não apenas possui os
conhecimentos adquiridos no ensino médio, mas que também sabe
aplicá-los às mais diferentes situações. Aprender como passar no
ENEM fica muito mais fácil depois de compreender o que as
universidades buscam num candidato.
Muitos vestibulares cobram que os candidatos apliquem
conhecimentos bastante específicos na resolução de suas questões.
Já as questões do ENEM são interdisciplinares, ou seja, cobram
que o candidato consiga unir diferentes áreas do conhecimento.
É uma tendência que vem se fortalecendo já há mais de uma
década: a busca por candidatos que tenham suas habilidades mais
voltadas para o raciocínio do que para a “aplicação de fórmulas”; o
que as universidades querem é selecionar candidatos
comprovadamente inteligentes, não apenas aqueles que são bons
em decorar os conteúdos do ensino médio.
Para saber como passar no ENEM você precisará avaliar seus
conhecimentos em todas as disciplinas, porém, as ferramentas da
Biologia são indispensáveis, por isso, o autor desta apostila
http://vestibulandoansioso.com/enem/
resolveu compila-la, para que o estudante possa gabaritar esta
disciplina tão importante para o ingresso na tão sonhada
universidade.
Boa Sorte e bons estudos!
Zélio Cabral
Organizador da apostila
Capítulo 1 – Moléculas, Células e Tecidos
As células são componentes fundamentais de todos os organismos
vivos do planeta Terra. Cada célula dá estrutura e funcionamento ao
ser vivo do qual a célula faz parte, ou seja, a célula é a unidade
morfofisiológica dos seres vivos. Os menores organismos são
unicelulares e microscópicos, enquanto que os organismos maiores
são pluricelulares. Os seres unicelulares, evidentemente, não
formam tecidos, mas podem constituir colônias. Os organismos
unicelulares ocorrem em grande quantidade em todos os ambientes.
Grande parte da biomassa dos solos é composta de bactérias. Os
seres multicelulares podem ser compreendidos como uma complexa
“edificação” onde células semelhantes se agrupam formando
tecidos, e estes, os órgãos. Os seres pluricelulares apresentam
muitos tipos de células, que diferem em tamanho, forma e função.
Assim, nos animais, temos os tecidos nervoso, muscular , adiposo,
etc. Nos vegetais há os tecidos: meristema, parênquima,
colênquima, etc.
Nos fungos, a célula é denominada hifa. O agrupamento de hifas é
chamado micélio, mas este não é considerado um tecido
verdadeiro como o das plantas e animais.
Os seres do reino Protista são eucariontes e compreendem as
algas unicelulares e os protozoários.
Estrutura geral das células
Todas as células apresentam uma mesma estrutura formada de
membrana plasmática, citoplasma e núcleo (ou nucleóide). A seguir
pormenorizamos um pouco os componentes básicos celulares:
A membrana plasmática
A membrana plasmática (também denominada membrana
citoplasmáticaou plasmalema) é um delgadíssimo envoltório que
delimita a célula e lhe dá individualidade. Quimicamente, a
membrana plasmática é composta de lipídios (notadamente
fosfolipídios) e proteínas atraídos uns aos outros por interações
hidrofóbicas não covalentes. Como resultado, a membrana é uma
estrutura flexível, embora resistente, que permite à célula mudanças
de forma e tamanho. A membrana consegue controlar a passagem
das substâncias polares para dentro e para fora da célula. As
proteínas de membrana, além de constituírem a estrutura da
membrana, atuam como transportadores de solutos específicos,
recebem sinais externos, dão identidade antigênica à célula e atuam
como enzimas.
O citoplasma
Denomina-se citoplasma todo o conteúdo celular compreendido pela
membrana plasmática. O citoplasma é composto de um colóide
aquoso chamado citossol. No citoplasma das células eucariontes
(que compõem o organismo dos animais, plantas fungos e protistas)
estão mergulhadas estruturas membranosas, as organelas. As
células procariontes (que são as células das bactérias) são de
estrutura mais simples e não apresentam organelas. O citossol
também é denominado hialoplasma, e as organelas também são
conhecidas por orgânulos ou organóides. Encontram-se, dissolvidas
no citossol, enzimas, moléculas de ARN-mensageiro, açúcares
pequenos, íons, aminoácidos, nucleotídeos, e estruturas onde
ocorre a síntese de proteínas, os ribossomos.
(1) nucléolo
(2) núcleo
(3) ribossomos (pontos pequenos)
(4) vesícula
(5) retículo endoplasmático rugoso
(6) complexo de golgi
(7) Citoesqueleto
(8) retículo endoplasmático liso
(9) mitocôndria
(10) vacúolo
(11) citoplasma
(12) lisossomo
(13) centríolos dentro do centrossoma
O núcleo (nos eucariontes) ou nucleóide (nos procariontes): a região
onde se localiza o material genético.
Com poucas exceções (como as hemácias de mamífero) todas as
células vivas possuem um núcleo ou um nucleóide, onde o genoma
(conjunto total de genes de um organismo) é armazenado. As
moléculas de ADN (ácido desoxirribonucléico) são muito longas e
ficam compactadas (“empacotadas”) dentro do núcleo ou nucleóide
como complexos de ADN associado a proteínas específicas. O
nucleóide das bactérias não é envolvido por uma membrana,
estando, assim, em contato direto com o citoplasma. Já nos
organismos de células mais complexas o material genético (ADN) é
envolvido por uma dupla membrana lipoprotéica, a carioteca ou
envelope nuclear. O núcleo dos eucariontes é uma organela, pois é
composto de estrutura membranosa.
Histórico
O início do estudo da Biologia das células deu-se no século XVII,
com as investigações do inglês Robert Hooke (1635-1703) e do
holandês Antony van Leeuwenhoek (1632-1723). Em 1665, Hooke
publica o livro Micrographia, no qual descreve e ilustra a estrutura
celular da cortiça, um tecido vegetal de revestimento. Em 1675,
Leeuwenhoek aperfeiçoa o microscópio e descobre uma grande
variedade de formas de vida unicelulares, incluindo as bactérias (em
1683). No ano de 1824, Dutrochet conclui que todos os tecidos,
animais e vegetais, são compostos por pequenas unidades, as
células. Em 1830, Meyen faz a suposição de que cada célula
vegetal é uma unidade isolada e independente e capaz de construir
suas estruturas internas. No ano seguinte, 1831, Robert Brown
identifica o núcleo celular. Em 1832, Dumortier observa a divisão
celular em algas. Von Mohl, no ano de 1839, descreve em detalhes
o fenômeno da mitose. No período de 1838-1839, Schleiden e
Schwann defendem a doutrina celular, afirmando que todos os
organismos são constituídos de células e que o metabolismo e o
desenvolvimento dos tecidos são o resultado da atividade celular.
Em 1858, Virchow corretamente explica que toda célula é originada
de outra célula preexistente, e que as células, como unidades da
vida, são também o local primário das causas das doenças. Durante
os anos de 1880 a 1898, observaram-se as organelas: plastos,
mitocôndrias e aparelho de Golgi. Em 1907, Harrison consegue
desenvolver um meio para o crescimento de células animais em
laboratório, assim futuros estudos de metabolismo celular podem
ser conduzidos sob condições experimentais controladas.
No século XX, entre os anos de 1930 a 1946 foi desenvolvido o
microscópio eletrônico que possibilita o estudo da ultraestrutura
celular. Paralelamente, o surgimento de técnicas de Bioquímica e
Biologia Celular como o fracionamento celular, a histoquímica deram
um avanço extraordinário ao conhecimento sobre as células e os
organismos. A partir da década de 60, desvendou-se o papel
codificador e regulador dos ácidos nucléicos sobre o metabolismo e
o crescimento da célula por meio da síntese de proteínas.
Células procariontes
As células dos organismos procariontes se caracterizam por
não possuírem organelas. Os seres procariontes compreendem
as bactérias, que se dividem em arqueobactérias e as
eubactérias. As arqueobactérias habitam ambientes de
condições extremas como águas muito salinas, águas quentes
e ácidas, regiões profundas dos oceanos e pântanos. Há
diferenças de estrutura genética e de composição lipídica entre
as eubactérias e as arqueobactérias. As eubactérias são as
mais estudadas e conhecidas, pois têm grande importância
ecológica, industrial e médica. Nas eubactérias incluem-se as
cianobactérias (estas últimas também conhecidas pela antiga
denominação “algas cianofíceas” ou “algas azuis”).
As células procariontes são geralmente bem pequenas, tendo 0,5 a
10 micrômetros de diâmetro. Apresentam, na região conhecida
como nucleóide, uma molécula circular de ADN não combinada com
proteínas básicas (histonas). Em grande parte das bactérias existem
moléculas pequenas de ADN circular, são os plasmídios. Estes são
independentes do ADN do nucleóide e conferem resistência a
toxinas e antibióticos. Ocorre parede celular, que tem composição
química diferente da parede celular das plantas. Nos procariontes, a
parede celular contém peptidoglicanos (polímeros de glicídio unidos
por ligações cruzadas de aminoácidos. Da sua superfície externa a
bactéria pode projetar estruturas curtas, semelhantes a cabelos,
denominadas pilos, que servem para a adesão a outras células. A
síntese de proteínas tem lugar em pequenos ribossomos livres no
hialoplasma. Os procariontes não possuem citoesqueleto, um
complexo de proteínas fibrilares que dá forma e movimento nos
eucariontes. Algumas bactérias têm flagelos de estrutura simples,
de cerca de 20 nanômetros de diâmetro. Os flagelos servem para
dar propulsão à célula no seu meio ambiente. A composição destes
flagelos é a proteína flagelina, diferentemente dos eucariontes, onde
os flagelos são feitos de microtúbulos, estes constituídos da
proteína tubulina. Alguns procariontes são autotróficos e podem fixar
o nitrogênio atmosférico em aminoácidos usados em síntese de
proteínas. As cianobactérias têm um extenso sistema de
membranas fotossintéticas mergulhadas em seu citossol, nestas
membranas existem pigmentos como a clorofila.
Células Eucariontes
As organelas citoplasmáticas
A organização interna das células eucariontes é complexa. O
citoplasma acha-se dividido em compartimentos, delimitados por
membrana, as organelas.
Geralmente, os livros-texto de Biologia fornecem esquemas
didáticos de células eucariontes. São bons exemplos os esquemas
de célula animal e vegetal encontrados em Amabis (1994) págs. 58
e 59. O professor deve sempre ressaltar aos seus alunos que os
esquemas didáticos de células procuram representar conjuntamente
todas as organelas possíveis de existir em uma célula. Porém, de
acordo com sua especialização, uma célula apresentará certas
organelas, mas não apresentará outras. Como exemplo, temos que
uma célula da raiz não terá cloroplastos, mas uma célula da folha
possuirá cloroplastos. No caso dos animais, como exemplo, um
hepatócito terá um núcleo muito ativo e não possuirá flagelo; já um
espermatozóide usará um flagelo para se locomover e o seu núcleo
será muito compactado.
Além das organelas dos eucariontes, existem outrasestruturas que
compõem as células:
Parede celular
As células são caracterizadas não somente pelo seu conteúdo e
organização interna, mas também por uma complexa mistura de
materiais extracelulares que, nas plantas é referida como parede
celular (a parede celular diferencia as células vegetais das células
animais). Esta parede é constituída, principalmente, de carboidratos,
proteínas e de algumas substâncias complexas. Estes componentes
são sintetizados dentro da célula e transportados através da
membrana plasmática para o local onde eles se organizam. A
parede celular possui diversas funções:
A parede celular possui diversas funções:
Atua como um exoesqueleto celular, possibilitando a formação
de uma pressão positiva dentro da célula (turgescência) e,
consequentemente, a manutenção da forma da célula;
Por resistir à pressão de turgescência, ela se torna importante
para as relações hídricas da planta;
A parede celular permite a junção de células adjacentes;
Determina a resistência mecânica das estruturas do vegetal,
permitindo que muitas plantas cresçam e se tornem árvores de
grandes alturas;
A resistência mecânica das paredes do xilema também permite
que as células resistam às fortes tensões criadas dentro dos
vasos, o que é fundamental para o transporte de água e
minerais do solo até as folhas;
Em sementes, os polissacarídeos da parede das células do
endosperma ou dos cotilédones funcionam como reservas
metabólicas. Na maioria das paredes celulares, isso não
ocorre;
Alguns oligossacarídeos presentes na parede celular podem
atuar como moléculas de sinalização, durante a diferenciação
celular e durante o reconhecimento de patógenos e simbiontes.
Embora a parede celular seja permeável para pequenas
moléculas, ela atua como uma barreira à difusão de
macromoléculas, sendo a principal barreira à invasão de
patógenos.
Estruturalmente, pode-se dividir a parede celular, de fora para
dentro, em: Lamela Média,Parede Primária e Parede Secundária.
A Lamela Média é uma fina camada de material, considerada o
cimento que promove a junção de paredes primárias de células
adjacentes. É constituída de substâncias pécticas (ácido péctico,
pectato de cálcio e de magnésio) e de proteínas (não são as
mesmas encontradas no restante da parede celular). A lamela
média juntamente com a parede primária origina-se da placa celular
que é formada durante a divisão celular (telófase).
As Paredes Primárias são formadas em células jovens em
crescimento. Algumas paredes primárias, tais como aquelas do
parênquima de bulbos de cebola, são muito finas (100 nm) e
possuem arquitetura simples. Outras paredes primárias, tais como
aquelas encontradas em colênquima ou em epidermes, podem ser
bem mais espessas e conter múltiplas camadas. A parede primária
é constituída de celulose, hemiceluloses, pectinas, proteínas e
compostos fenólicos.
As paredes secundárias são formadas após a célula parar de
crescer. Elas são ricas em celulose e lignina (Tabela 2). No entanto,
elas podem conter polissacarídeos não celulósicos (principalmente
aqueles classificados como hemiceluloses) e proteínas. A parede
secundária pode tornar-se altamente especializada em estrutura e
função, refletindo o estado de especialização celular. As células do
xilema de árvores, por exemplo, apresentam paredes secundárias
bastante espessas, que são reforçadas pela presença de lignina.
Isto é fundamental para o transporte de água a longa distância.
Grãos de armazenamento e gotículas lipídicas
As células podem armazenar substâncias de reserva em seu
citoplasma. Deste modo, encontramos grãos de amido (em
vegetais), glicogênio (em animais e fungos), paramilo (em algas),
gotículas de gordura (em muitas células, como as de animais,
fungos, etc.).
Ribossomos
Os ribossomos são o local da síntese protéica nas células. Podem
estar livres no hialoplasma ou aderidos à face externa das
membranas do retículo endoplasmático.
Centríolos
Estruturas de forma cilíndrica compostas de microtúbulos protéicos.
Os centríolos são ausentes em procariontes e em vegetais
superiores. Durante a divisão celular, em seu redor, forma-se o fuso
mitótico.
Retículo endoplasmático
Rede de túbulos e cisternas achatadas mergulhados no citoplasma.
Dentre suas várias funções ressaltamos o metabolismo de lipídios
(incluindo a síntese de esteróides e fosfolipídios) e a síntese de
proteínas para exportação.
Aparelho de Golgi
Esta organela também é denominada complexo de Golgi ou,
simplesmente, Golgi. Esta organela foi descoberta pelo citologista
italiano Camillo Golgi que viveu no século XIX. Observa-se, no
aparelho de Golgi, a síntese de enzimas e a gênese de lisossomas,
estas organelas responsáveis pela digestão celular.
Lisossomas
Estas organelas são vesículas esféricas repletas de enzimas
hidrolíticas que atuam em pH ácido. No animais e protistas, os
lisossomas digerem partículas alimentares provindas do exterior da
célula, mas também podem degradar organelas envelhecidas da
própria célula num processo conhecido como autofagia. As plantas
não possuem lisossomas e a função semelhante destes é feita pelos
vacúolos.
Mitocôndrias
Têm sua estrutura formada de duas membranas que delimitam uma
matriz coloidal onde encontram-se enzimas, íons, dentre outras
substâncias. No interior das mitocôndrias ocorre a degradação
oxidativa de ácidos graxos e de grupos acetil (provindos da
degradação da glicose). Neste processo oxidativo (denominado
respiração celular), participam o oxigênio molecular, as enzimas do
ciclo de Krebs e a cadeia respiratória, e são sintetizadas 36
moléculas de ATP (trifosfato de adenosina).
Cloroplastos
Há, nas células vegetais, organelas relacionadas com a síntese de
glicídios, os plastos. Os cloroplastos são os plastos mais
abundantes nos vegetais. Têm cor verde pois apresentam grande
quantidade do pigmento clorofila, responsável pela absorção de luz
no processo de fotossíntese. Assim, como as mitocôndrias, os
cloroplastos possuem duas membranas concêntricas que delimitam
uma região coloidal, o estroma. Mergulhado no estroma, existe um
sistema de membranas. Parte da fotossíntese acontece no conjunto
de membranas internas e parte se dá no estroma do cloroplasto.
Pelo processo de fotossíntese há a síntese de substâncias
orgânicas como, por exemplo, a glicose.
Divisão celular. Aspectos bioquímicos das
estruturas celulares.
Os cromossomos são responsáveis pela transmissão dos caracteres
hereditários, ou seja, dos caracteres que são transmitidos de pais
para filhos. Os tipos de cromossomos, assim como o número deles,
variam de uma espécie para a outra. As células do corpo de um
chimpanzé, por exemplo, possuem 48 cromossomos, as do corpo
humano, 46 cromossomos, as do cão, 78 cromossomos e as do
feijão 22.
Note que não há relação entre esse número e o grau evolutivo
das espécies.
Os 23 pares de cromossomos humanos.
Os cromossomos são formados basicamente por dois tipos de
substâncias químicas: proteínas e ácidos nucléicos. O ácido
nucléico encontrado nos cromossomos é o ácido desoxirribonucléico
– o DNA. O DNA é a substância química que forma o gene. Cada
gene possui um código específico, uma espécie de “instrução”
química que pode controlar determinada característica do indivíduo,
como a cor da pele, o tipo de cabelo, a altura, etc.
Cada cromossomo abriga inúmeros genes, dispostos em ordem
linear ao longo de filamentos. Atualmente, estima-se que em cada
célula humana existam de 20 mil a 25 mil genes. Os cromossomos
diferem entre si quanto à forma, ao tamanho e ao número de
genes que contê
Células haplóides e diplóides
Para que as células exerçam a sua função no corpo dos animais,
elas devem conter todos os cromossomos, isto é dois cromossomos
de cada tipo: são as células diplóides. Com exceção das células de
reprodução (gametas), todas as demais células do nosso corpo são
diplóides. Porém, algumas células possuem em seu núcleo apenas
um cromossomo de cada tipo. São as células haplóides. Os
gametas humanos – espermatozóides e óvulos – são haplóides.
Portanto os gametas são células que nãoexercem nenhuma função
até encontrarem o gameta do outro sexo e completarem a sua carga
genética.
Nos seres humanos, tanto o espermatozóide como o óvulo possuem
23 tipos diferentes de cromossomos, isto é, apenas um cromossomo
para cada tipo. Diz-se então que nos gametas humanos n= 23 (n é o
número de cromossomos diferentes). As demais células humanas
possuem dois cromossomos de cada tipo. Essas células possuem
46 cromossomos (23 pares) no núcleo e são representadas por 2n =
46.
Nas células diplóides do nosso corpo, os cromossomos podem,
então, ser agrupados dois a dois. Os dois cromossomos de cada par
são do mesmo tipo, por possuírem a mesma forma, o mesmo
tamanho e o mesmo número de genes. Em cada par, um é de
origem materna e outro, de origem paterna.
Tipos de divisão celular
As células são originadas a partir de outras células que se
dividem. A divisão celular é comandada pelo núcleo da célula.
Ocorrem no nosso corpo dois tipos de divisão celular: a mitose e
a meiose.
Antes de uma célula se dividir, formando duas novas células, os
cromossomos se duplicam no núcleo. Formam-se dois novos
núcleos cada um com 46 cromossomos. A célula então divide o seu
citoplasma em dois com cada parte contendo um núcleo com 46
cromossomos no núcleo. Esse tipo de divisão celular, em que uma
célula origina duas células-filhas com o mesmo número de
cromossomos existentes na célula mãe, é chamado de mitose.
Portanto, a mitose garante que cada uma das células-filhas receba
um conjunto complementar de informações genéticas. A mitose
permite o crescimento do indivíduo, a substituição de células que
morrem por outras novas e a regeneração de partes lesadas do
organismo.
Mas como se formam os espermatozoides e os óvulos, que
têm somente 23 cromossomos no núcleo, diferentemente das
demais células do nosso corpo?
Na formação de espermatozoides e de óvulos ocorre outro tipo de
divisão celular: a meiose.
Nesse caso, os cromossomos também se duplicam no núcleo da
célula-mãe (diploide), que vai se dividir e formar gametas (células-
filhas, haploides). Mas, em vez de o núcleo se dividir uma só vez,
possibilitando a formação de duas novas células-filhas, na meiose o
núcleo se divide duas vezes. Na primeira divisão, originam-se dois
novos núcleos; na segunda, cada um dos dois novos núcleos se
divide, formando-se no total quatro novos núcleos. O processo
resulta em quatro células-filhas, cada uma com 23
cromossomos.
ASPECTOS BIOQUÍMICOS DAS ESTRUTURAS CELULARES
As substâncias orgânicas são moléculas mais complexas, sendo
muitas vezes, macromoléculas como, por exemplo, os carboidratos,
lipídios, proteínas, vitaminas e ácidos nucleicos.
Os carboidratos são a base da nossa alimentação e responsáveis
pelo fornecimento de energia. Os carboidratos são divididos em:
Monossacarídeos: é o principal combustível para a célula,
possuem função plástica e servem para “construir” as estruturas do
nosso corpo. Por exemplo, glicose, frutose, galactose, ribose e
desoxirribose.
Dissacarídeos: são formados pela união de dois monossacarídeos
a partir de uma síntese por desidratação, não produzem energia
imediata, são hidrolisados para formar monossacarídeos e aí sim
produzem energia. Por exemplo, maltose (glicose + glicose),
sacarose (glicose + frutose) e lactose (glicose + galactose).
Polissacarídeos: constituídos por várias moléculas de
monossacarídeos. São insolúveis em água e divididos em dois
grupos, os estruturais (celulose e quitina) e energéticos (amido nas
plantas e glicogênio em fungos e animais).
LIPÍDIOS
Os lipídios possuem diversas funções biológicas. São insolúveis em
água e solúveis apenas em solventes orgânicos, como o álcool e o
éter. São divididos em:
Carotenoides: atuam como pigmentos, absorvem luz e são
precursores da vitamina A (importante para a visão, evitando a
cegueira noturna).
Cerídeos: tem função protetora, como impermeabilizar as
superfícies das folhas e frutos. Por exemplo, ceras.
Fosfolipídios: compostos por ácidos graxos, fosfatos e glicerol. A
membrana plasmática é formada por uma bicamada de fosfolipídios
que atua uma barreira entre a célula e o ambiente externo.
Triglicerídeos: formados pela união de três ácidos graxos com
glicerol. Constituem a forma mais eficiente em armazenar energia.
São divididos em ácido graxos saturados e ácidos graxos
insaturados. Por exemplo: óleos e gorduras
Esteroides: são consideradas moléculas sinalizadoras, precursoras
de hormônios como o estrogênio, progesterona e testosterona. O
colesterol é um lipídio do grupo dos esteroides que é naturalmente
produzido pelos animais no fígado (colesterol endógeno) e pode ser
absorvido a partir dos alimentos (colesterol exógeno). O excesso de
colesterol pode estimular o aparecimento de doenças vasculares
como a aterosclerose.
PROTEÍNAS
As proteínas são macromoléculas complexas formadas pela
associação de aminoácidos. Possuem diversas funções:
(i) estrutural: participam das estruturas dos tecidos. Por exemplo,
colágeno e queratina; (ii) enzimática: aceleram as reações químicas
e reduzem a energia de ativação. A eficiência das enzimas depende
de três fatores: temperatura, pH e concentração do substrato;
(iii) hormonal: vários hormônios produzidos em nosso organismo
são de origem proteica. Por exemplo, insulina e glucagon;
(iv) proteção: na presença de antígenos, o organismo produz
proteínas de defesa denominadas, anticorpos; (v) transporte: o
oxigênio é transportado por proteínas denominadas, hemoglobinas.
As vitaminas são substâncias essenciais, obtidas através da
alimentação, que estimulam e regulam atividades metabólicas dos
organismos. São divididas em: hidrossolúveis (C, B1, B2, B6, B12,
entre outras) e lipossolúveis (A, D, E e K).
Os ácidos nucleicos são as moléculas com a função de
armazenamento e expressão da informação genética. Existem
basicamente dois tipos de ácidos nucleicos: ácido
desoxirribonucleico (DNA) e ácido ribonucleico (RNA).
Aspectos gerais do metabolismo celular.
Metabolismo energético: fotossíntese e
respiração
A energia da célula é proveniente de lipídios (gorduras), proteínas e
principalmente de carboidratos (açúcares). Depois de ingeridas,
essas moléculas passam por uma série de reações químicas no
organismo, a fim de produzir energia para que as células possam
executar todas as suas funções. Esse processo é conhecido como
Metabolismo.
O metabolismo é normalmente dividido em dois grupos: anabolismo
e catabolismo.
Anabólicas ou de Síntese: Produzem novos compostos (moléculas
mais complexas) a partir de moléculas simples (com consumo de
energia).
Catabólicas ou de Degradação: Produzem grandes quantidades
de energia livre a partir da decomposição ou degradação de
moléculas mais complexas (carboidratos, lipídios e proteínas).
Metabolismo energético: fotossíntese e respiração.
Energia para a vida
Um dos principais fatores limitantes a vida dos seres vivos é a
obtenção de energia para as suas atividades. De acordo com
a teoria heterotrófica, os primeiros seres vivos
seriam procariontes heterotróficos vivendo num meio aquático, de
onde retirariam nutrientes, formados na atmosfera e acumulados
nos lagos e oceanos primitivos.
Devido á sua grande simplicidade, estes seres utilizariam processos
igualmente rudimentares para retirar energia dessas moléculas de
que se alimentavam. Esse mecanismo seria semelhante à
fermentação realizada ainda por muitos organismos atuais.
Há mais de 2 bilhões de anos, surgiram os primeiros
organismos autotróficos, procariontes capazes de produzir o seu
próprio alimento através da fotossíntese. Este processo
revolucionário, além de permitir a sobrevivência dos autotróficos,
também serviu aos heterotróficos, que passaram a alimentar-se
deles.
A fotossíntese levou á acumulação de oxigênio na atmosfera
terrestre, permitindo a algumas linhagens de procariontes tirar
partido do poder oxidante dessa molécula para retirar muito mais
energia dos nutrientes, através da respiração.
Os organismos retiram energia das mais diversas moléculas
orgânicas (açucares, aminoácidos, ácidos graxos, etc.),mas
a glicose é a mais freqüente, tanto na fermentação como na
respiração. Para a fermentação ou respiração os organismos
heterotróficos obtém a glicose se alimentado dos únicos que
produzem glicose, os organismos autotróficos fotossintetizantes.
Atualmente, apenas algumas bactérias e fungos utilizam o
processo de fermentação para obter energia. Todos os outros
organismos, sejam autótrofos (algas e plantas) ou heterótrofos
(algumas bactérias, fungos e protozoários e animais), se utilizam
da respiração aeróbica, um processo de obtenção de energia
muito mais eficiente do que a fermentação.
Codificação da Informação Genética
A hipótese de que o DNA hereditário continha um informação
genética foi levantada por Gamow, com isso o organismo podia
saber o fenótipo que devia realizar. Esta informação genética é
constituída através de um código, que é chamado de código
genético.
Segundo Watson e Crick, cada filamento de DNA é composto por
uma sequência de nucleotídeos, e cada nucleotídeo é formado por 3
moléculas: ácido fosfórico + desoxirribose + base nitrogenada.
Os únicos constituintes que variam ao longo do filamento são as
bases nitrrogenadas: (A) adenina, (T) timina, (C) citosina e (G)
guanina. Veja na figura abaixo:
Os códigos são sistemas de símbolos utilizados para traduzir
informações através de várias formas. No código genético, os
símbolos são representados através de 4 letras (A,T, C e G) que
correspondem às 4 bases nitrogenadas. São 20 aminoácidos que
devem ser codificados e somente 4 símbolos. Se a cada letra
correspondesse somente um aminoácido, teríamos informação para
somente 4 aminoácidos. Se a informação fosse composta por
arranjos de 2 letras com repetição, teríamos somente 16 palavras,
que ainda é insuficiente.
Por isso, o código genético é formado por 3 bases que identificam
um aminoácido, temos assim um total de 64 arranjos diferentes com
repetição, em número suficiente para codificar os 20 aminoácidos.
Ó
Chamamos de CÓDON a sequência de 3 bases que codifica um
aminoácido. Cada códon é uma sequência de três bases que
codificam um aminoácido.
As abreviaturas para os aminoácidos são as seguin tes: Ala =
alanina, Arg = arginina, Asn = asparagina, Asp = ácido aspártico,
Cys = cisteína, Glu N = glutamina, Glu = ácido glutâmico, Gly =
glicina, His = histidina, Ileu = isoleucina, Leu = leucina, Lys = lisina,
Met = me-tionina, Phe = fenilalanina, Pro = prolina, Ser = serina, Thr
= treonina, Try = triptofano, Tyr = tirosina, Vai = va-lina; STOP =
terminal.
Atualmente o código genético foi totalmente decifra do. Os códons
do RNA-m para os vinte aminoácidos estão relacionados na tabela
abaixo.
Propriedades do código
O código genético apresenta duas propriedades: a degeneração e
a universalidade. A análise da tabela da codificação dos
aminoácidos mostra que um aminoácido pode ser codificado por
mais de um códon. A degenera ção consiste na existência de
“sinônimos”, ou seja, na existência de vários códigos para cada
aminoácido.
O código genético é basicamente o mesmo para todos os
organismos. Em outras palavras, ele é universal, o que sugere uma
origem comum para todos os seres vivos. Três dos 64 códons
existentes (UAA, UAG e UGA) são chamados de códons sem
sentido, ou seja, não codificam nenhum aminoácido. Tais códons
são termi nais, isto é, indicam o término de um císton.
Síntese Protéica
O processo de síntese proteica, também denominado de
tradução, baseia-se na leitura do RNA mensageiro e na união
de aminoácidos correspondentes à sequência de códons
(sequência de três bases nitrogenadas) presentes nesse RNA. Na
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/dogma-central-biologia-molecular.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/rna.htm
síntese proteica, ocorre, portanto, a conversão de informações
contidas nas moléculas de RNA em proteínas.
→ Quais são os tipos de RNA necessários para a síntese
proteica?
Para que a síntese de proteínas ocorra, é necessária a ação do
RNA mensageiro (mRNA), RNA ribossômico (rRNA) e RNA
transportador (tRNA):
rRNA - Esse RNA é responsável por formar os ribossomos, o
local onde ocorre a síntese proteica. Essas organelas
destacam-se pela ausência de membrana e por serem
formadas por duas subunidades, uma pequena e uma grande;
mRNA - Esse RNA possui as sequências de base que guiarão
a síntese proteica;
tRNA – Esse RNA é o responsável por carregar os
aminoácidos que formarão a nova molécula de proteína.
→ Quais são as etapas da síntese proteica?
Observe o esquema de um ribossomo realizando a síntese de uma
proteína
De uma maneira resumida, podemos dizer que o processo de
síntese proteica ocorre em três etapas: iniciação, alongamento e
finalização. O processo inicia-se quando uma subunidade
ribossomal pequena liga-se ao mRNA no códon de iniciação, o qual
é identificado por uma molécula de tRNA que transporta metionina.
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/proteinas.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/molecula-rna.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/ribossomo.htm
O tRNA possui o anticódon UAC, o qual se emparelha com o códon
AUG, o chamado códon de início da tradução. Após esse processo,
a subunidade grande do ribossomo liga-se à subunidade pequena,
tornando o ribossomo completo.
O local onde o tRNA transportador da metionina encaixa-se no
ribossomo é chamado de sítio P. Posteriormente, esse sítio é
ocupado pelo tRNA, que transporta a cadeia polipeptídica que está
sendo formada. Ao lado desse sítio encontra-se o sítio A, o qual
aloja o tRNA, que, por sua vez, transporta o aminoácido que será
colocado na cadeia polipeptídica que se forma. Após o tRNA alojar-
se no sítio P, um novo tRNA aloja-se no sítio A e inicia-se a fase de
alongamento.
Após a ligação dos dois primeiros tRNA, os aminoácidos ligam-se
por ligações peptídicas e ocorre o deslocamento do ribossomo
sobre a molécula de mRNA para as próximas três bases. O tRNA
que transportava a metionina desprende-se, e o segundo tRNA
segue em direção ao sítio P, deixando o sítio A livre para outro
tRNA.
A molécula de mRNA é transportada códon a códon pelo ribossomo
até encontrar um códon de terminação UAA, UAG ou UGA, que
indica o fim da cadeia polipeptídica. Nesse momento, o fator de
liberação garante a separação de todos os componentes e
proporciona a liberação do polipeptídio completo. Essa última etapa
é conhecida como finalização.
→ O que são polirribossomos?
Algumas vezes um mRNA não está sendo traduzido apenas por um
ribossomo, sendo possível observar vários ribossomos em um
mesmo mRNA e a formação de várias cadeias polipeptídicas em
diferentes estágios. O conjunto de ribossomos que traduzem o
mesmo mRNA é chamado de polirribossomo.
Diferenciação celular
A diferenciação celular consiste em um conjunto de processos que
transformam e especializam as células embrionárias. Após estas
https://www.infoescola.com/citologia/celulas-tronco-embrionarias/
transformações, sua morfologia e fisiologia são definidas, o que as
tornam capazes de realizar determinada função.
Após a fecundação, a vida do organismo inicia-se com apenas uma
única célula. Nesse sentido, todas as demais células que dela se
originarem pela divisão celular (mitose) terão as mesmas
informações genéticas, no entanto, exercerão funções diferentes por
conta da expressão gênica. Em outras palavras, cada diferente tipo
de célula possui a inibição ou a ativação de determinados grupos de
genes, responsáveis por definir a função de cada uma delas.
A expressão gênica controla quatro processos para que a célula
inicial origine perfeitamente o embrião. São eles:
Proliferação celular, garantindo que muitas células sejam
produzidas;
Especialização celular, permitindo que as células se expressem
de forma diferenciada para exercerem suas funções;
Interação entre as células, promovendo a coordenação e
comportamento das células em relação às células vizinhas;
Movimentação celular, possibilitando que as células se
organizem próximas às células com características em comum
para a formaçãodos tecidos e órgãos.
Após a fecundação, o zigoto, já com aproximadamente 100 células,
atinge o estágio de blástula. Nesta fase ocorrerão as primeiras
diferenciações: as células que compõem a massa externa da
blástula darão origem aos anexos embrionários, enquanto as células
da massa interna darão origem a todos os tecidos e órgãos do
embrião. Às células da massa interna é dado o nome de células-
tronco embrionárias e são classificadas como pluripotentes.
À medida que a especialização celular vai avançando, vão surgindo
as primeiras células envolvidas com a formação de tecidos
específicos: são as células-tronco multipotentes. Um tecido
corresponde a um conjunto de células especializadas, iguais ou
diferentes entre si, que realizam determinada função em um
organismo.
Num organismo já formado, ocorrerão apenas dois tipos de células:
as células tronco multipotentes e as células unipotentes. Estas
https://www.infoescola.com/embriologia/fecundacao-fertilizacao/
https://www.infoescola.com/biologia/mitose/
https://www.infoescola.com/embriologia/anexos-embrionarios/
últimas correspondem a células que já sofreram diferenciação
completa, mas que não possuem a capacidade de originar outras
células se não as delas. Algumas destas células possuem uma
capacidade muito pequena de se dividir, como as células nervosas e
os neurônios.
Principais tecidos animais e vegetais
Tecido é uma massa organizada de células com uma função
específica que forma uma parte distinta de uma planta ou animal.
Resulta de processo de diferenciação, na qual certos genes são
ativados e outros inativados. Essa expressão diferencial de genes
interfere no formato e no conteúdo das células. Assim, para cumprir
suas funções, as células de diferentes tecidos tem diferentes
organizações e frequência de organelas.
Por exemplo, o tecido muscular, de alta demanda energética,
apresenta grande quantidade de mitocôndrias e uma organização
de citoesqueleto que permite sua contração.
Tecidos Animais
São 4 os tecidos animais: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso.
Falamos bastante desses tecidos em sala de aula.
https://www.infoescola.com/sistema-nervoso/neuronios/
Tecidos Vegetais
Os tecidos vegetais que mencionarei aqui surgiram nas plantas
vasculares. Para entendê-los, vamos pensar que essas plantas
devem:
1) Ter um sistema de revestimento, que a proteja do meio externo
2) transportar água, sais minerais e matéria orgânica
3) Fazer fotossíntese
http://1.bp.blogspot.com/-jehZd_xVS_s/TmQOUBdtRtI/AAAAAAAAASY/0_BB_9-o93Q/s1600/tecidos+animais.jpg
4) ter um sistema de sustentação (assim como nós temos o nosso
sistema esquelético).
Os tecidos vegetais estão organizados em sistemas:
1) O sistema dérmico: forma a cobertura mais externa de proteção
da planta
2) O sistema vascular: compreende os tecidos condutores Xilema
e floema, que está emerso no sistema fundamental
3)Sistema fundamental, relacionado tanto ao suporte da planta
(esclerênquima e colênquima), como a fotossíntese (parênquima).
Esses sistemas se formam através de processo de diferenciação, a
partir do Meristema, que contém células totipotentes.
Assim, a partir de células meristemáticas várias outras células são
produzidas:
http://2.bp.blogspot.com/-ItvEGYPXID4/TmQZokBTogI/AAAAAAAAASc/rqCmWMuJ9D0/s1600/tecidos+vegetais+diferenciacao.jpg
Os elementos de vaso são células mortas, lignificadas. São
produzidas por apoptose, e fazem parte do xilema.
As células companheiras são vivas, e participam do floema.
A fibra também é uma célula morta, lignificada, resulta de apoptose,
e é constituinte do esclerênquima, tecido de sustentação de partes
da planta que não mais se alongam.
O colênquima sustenta órgãos jovens em crescimento.
O parênquima está envolvido com fotossíntese, armazenamento e
secreção.
Um órgão da planta apresenta todos esses sistemas. Como
exemplo, vamos estudar a folha.
A Folha
http://3.bp.blogspot.com/-PoW82sRdF8w/TmQa39PhYkI/AAAAAAAAASg/geVurs5cpzQ/s1600/tecidos+vegetais+diferenciacao2.jpg
Quando tecidos vegetais são tema de questão, geralmente essa
questão trata de um corte de uma folha. O aluno deve saber
reconhecer cada um dos seus constituintes e suas funções:
1)Cutícula: camada de lipídio que reduz a perda de água. Ela é
espessa em folhas de plantas de regiões secas.
2) Epiderme: tecido que reveste as faces superior e inferior da
folha. Na epiderme inferior encontramos estômatos. Eles são menos
numerosos em plantas que ocorrem em ambientes secos. Nessas,
os estômatos podem ocorrer em câmaras ( ou criptas) com tricomas
("pelos"), que reduzem a perda de água por evaporação.
3)Parênquima clorofiliano: Realiza fotossíntese. Pode ser
paliçádico (com células justapostas) ou lacunoso (com maior espaço
com ar entre as células). O parênquima clorofiliano lacunoso é o que
apresenta maior taxa de fotossíntese.
4)Feixe vascular: ocorre na nervura da folha. Nele são encontrados
o Xilema (transporta seiva bruta, constituído de células mortas
lignificadas) e o Floema ( transporta seiva elaborada, constituído de
células vivas).
Analise, com muita atenção, cada figura abaixo, investigando cada
elemento morfológico da folha, revisando suas funções.
Perceba a presença,nesse órgão, dos três sistemas:revestimento
(epiderme), vascular (xilema e floema) e fundamental (parênquima).
http://1.bp.blogspot.com/-pYZs1PpzWvI/TmQh_FgdfuI/AAAAAAAAATE/DOpDru_7qVM/s1600/folha-144-g.jpg
http://1.bp.blogspot.com/-6x8EDUh3sBc/TmQf0mOu6DI/AAAAAAAAASs/v9VZ_a5tMJI/s1600/estrutura-da-folha.jpg
http://2.bp.blogspot.com/-6St8DXH-idA/TmQf1kzl4LI/AAAAAAAAAS0/YqcqgwVSqjU/s1600/corte+folha.jpg
http://3.bp.blogspot.com/-alUObeC92h0/TmQf2Xw-b2I/AAAAAAAAAS4/PMfbfzo3OqI/s1600/Corte+da+folha.jpg
Pronto, agora que você viu vários cortes de folha, nomeie os
elementos morfológicos de uma folha:
O estômato
Vale destacar, na folha, a função do estômato. É ele que controla as
trocas de gases que ocorrem na folha.
http://3.bp.blogspot.com/-D6kuWVcev74/TmQf23mg73I/AAAAAAAAAS8/aaivOQGN2q4/s1600/epiderme_vegetal.jpg
http://3.bp.blogspot.com/-HSTz1JBJmlI/TmQf1BbXUYI/AAAAAAAAASw/pHJV0hHpYaU/s1600/corte+folha+completar.gif
Como dito, estômatos em criptas com tricomas apresentam menor
perda de água por evaporação. Essa formação é vantajosa para
plantas de ambientes secos:
http://2.bp.blogspot.com/-XW66Fqm3YoA/TmQf3bm9QwI/AAAAAAAAATA/C6kX6MrA23c/s1600/epiderme+e+estomato.jpg
http://2.bp.blogspot.com/-6St8DXH-idA/TmQf1kzl4LI/AAAAAAAAAS0/YqcqgwVSqjU/s1600/corte+folha.jpg
Origem e evolução das células
histórico
As células, base dos estudos de biologia - fundamentais para a
prova do Enem -, foram descobertas com o auxílio de um
microscópio pelo cientista inglês Robert Hooke (1635 – 1703), a
partir de uma cortiça que tem a função de proteger os troncos das
árvores. Ele observou pequenas cavidades que seriam a parede
celular das células mortas e deu-lhes o nome de células (diminutivo
latino de cella, lugar fechado, pequeno cômodo).
Na década de 1820, foi feita outra descoberta, a visualização do
núcleo. Na década de 1830, um botânico e um zoólogo concluíram
que a célula era a unidade básica de todas as plantas e animais.
Assim surgia o conceito de que todos os seres vivos são formados
por células (teoria celular). Mais descobertas foram feitas ao longo
do século XIX, quando concluiu-se que a célula corresponde à
unidade morfológica e fisiológica dos seres vivos.
Origem e evolução das células
Com base em estudos, as primeiras células surgiram na terra há 3,5
bilhões de anos, no começo do período pré-cambriano. A hipótese é
que componentes da atmosfera primitiva, composta por amônia
(NH_3_3), metano (CH_4_4), água (H_2_2O), gás hidrogênio
(H_2_2) e gás carbônico (CO_2_2) sofreram influência de
descargas elétricas oriundas de tempestades frequentes, dos raios
ultravioletas e do calor. Com isso, os componentes combinaram-se
formando as primeiras moléculas orgânicas. Tais moléculas teriam
se aglomerado, formando aglomeradosprotéicos e, assim, dado
origem às primeiras formas de vida primitivas, que se alimentavam
dos compostos carbônicos inorgânicos presentes nos aglomerados,
ou seja, seriam heterotróficos (hetero = diferente; trofo = alimento).
A partir do metabolismo desses aglomerados, formaram-se novos
compostos.
Os primeiros seres primitivos teriam sido anaeróbios, já que ainda
não existia oxigênio na atmosfera. Outra característica é que esses
seres teriam a capacidade de se auto reproduzir, mantendo sua
individualidade, ou seja, seu DNA. Mecanismos evolutivos
favoreceram o surgimento de organismos autotróficos, que
utilizavam o gás carbônico, água e energia do sol para produzir seu
próprio alimento. Com isso, estes produziram oxigênio liberado na
atmosfera durante o processo da fotossíntese, possibilitando o
aparecimento de seres cada vez mais diversificados, complexos e
pluricelulares.
Os primeiros seres vivos seriam: Simples; Unicelulares;
Heterotróficos; Fermentadores; Anaeróbicos.
Hipótese de endossimbiose
Os primeiros seres vivos possuíam uma organização muito simples,
eram procariontes (pro = primitivo; cario = núcleo). O processo
evolutivo a partir dessas células mais simples originou células de
organização mais complexas, chamadas de eucariontes (eu =
Verdadeiro)
Uma das hipóteses mais aceitas para o processo evolutivo das
células eucariontes defende que as células procariontes teriam
englobado células bacterianas determinando uma relação ecológica
chamada de simbiose, pela qual a célula fornece proteção do meio
externo e nutriente e o microrganismo favorece maior rendimento e
aproveitamento energético através do processo de respiração
celular, sendo assim mutuamente vantajosa. Diante disso, as
mitocôndrias e cloroplastos são organelas supostamente derivadas
desta associação (FIGURA 1).
A hipótese de endossimbiose foi formulada pela microbiologista
americana Lynn Margulis em 1981, no livro “Symbiosis in
CellEvolution”. As mitocôndrias possuem dupla membrana, assim
como muitas bactérias, e a membrana interna das mitocôndrias não
são similares à membrana citoplasmática das células. As
mitocôndrias e cloroplastos também possuem seu próprio DNA em
forma circular - assim como as bactérias - e sua própria síntese de
proteínas, que não interferem na atividade da síntese nuclear. Além
disso, os ribossomos dessas organelas encontradas nas células
eucariontes são semelhantes aos ribossomos nas células
procariontes, favorecendo assim a ideia da teoria da endossimbiose.
Apesar de aceita pela comunidade científica, algumas questões
ainda são levantadas com relação à hipótese endossimbiótica, pois
experimentos mostraram que essas organelas não sobreviveriam
fora da célula e que algumas proteínas codificadas pelo DNA
nuclear são essenciais para o funcionamento das mitocôndrias e
dos cloroplastos. No entanto, essa associação, ao longo de milhares
de anos, poderia ter ocasionado uma associação dependente que
sofreram uma coevolução com as células.
Noções sobre células-tronco, clonagem e
tecnologia do DNA recombinante
CÉLULA-TRONCO
O que é
As células-tronco são células com a capacidade de se transformar
(diferenciar) em qualquer célula especializada do corpo, ou seja,
células características de uma mesma linhagem. Elas são capazes
de se renovar por meio da divisão celular mesmo após longos
períodos de inatividade e induzidas a formar células de tecidos e
órgãos com funções especiais.
Diferente de outras células do corpo, como as células musculares,
do sangue ou do cérebro, que normalmente não se reproduzem,
células-tronco podem se replicar várias vezes. Isso significa que a
partir de uma cultura de células-tronco é possível produzir milhares.
Contudo, os pesquisadores ainda não têm conhecimento vasto do
que induz a proliferação e autorrenovação dessas estruturas.
Outro enigma que desafia os cientistas é a questão da
diferenciação: como células indiferenciadas simplesmente passam a
ter funções especializadas, como os gametas e células sexuais?
Sabe-se que, além dos sinais internos controlados por genes, o
processo é ativado também por sinais externos, incluindo a
secreção de substâncias químicas por outras células, o contato
físico com células vizinhas e a influência de algumas moléculas.
Embora muitos laboratórios de pesquisa consigam induzir a
diferenciação pela manipulação de fatores de crescimento, soro e
genes, os mecanismos detalhados que regem o processo não são
claros. Entretanto, encontrar a resposta para o problema pode
ampliar o potencial terapêutico das células-tronco, já que células,
tecidos e órgãos poderiam ser produzidos em laboratório ou
recuperados no próprio corpo. Além disso, forneceria uma
compreensão bem maior sobre doenças como o câncer,
desencadeadas pela divisão anormal das células.
Tipos
As células-tronco podem ser classificadas em totipotentes, quando
conseguem se diferenciar em todos os tecidos do corpo humano,
e pluripotentes ou multipotentes, quando são capazes de se
transformar em quase todos os tecidos, exceto placenta e anexos
embrionários. Células-troncooligotentes diferenciam-se em poucos
tecidos, células-tronco unipotentes se trasformam em um único
tecido.
Essas estruturas podem ser divididas, de acordo com a origem,
basicamente em células-tronco derivadas de tecidos embrionários
(somáticas) e células-tronco derivadas de tecidos não-embrionários
(adultas). Células-tronco pluripotentes poderiam, teoricamente,
derivar de qualquer célula humana.
Células-tronco embrionárias são aquelas que formam o interior do
blastocisto, um aglomerado celular que dará origem a tecidos e
órgãos necessários ao desenvolvimento do feto. A maioria das
pesquisas atuais utiliza este tipo de célula-tronco para produzir mais
células-tronco, que podem ser congeladas e divididas em
laboratório. Posteriormente, são divididas e estimuladas para se
tornarem células ou tecidos especializados.
Células-tronco adultas são células indiferenciadas encontradas no
meio de células diferenciadas que compõem as estruturas do corpo.
Elas têm a função de renovar e reparar os tecidos do corpo.
Acredita-se que residam em nichos dos tecidos, algumas nas
camadas externas de pequenos vasos sanguíneos, onde
permanecem sem se dividir até que isso seja necessário.
Por existirem em quantidades reduzidas no corpo e pela dificuldade
que apresentam para se dividir em relação às embrionárias, a
produção em laboratório desse tipo de célula-tronco é limitada.
Mesmo assim, cientistas desenvolvem a cada dia novos métodos
para incrementar a cultura e manipulação destas células para
utilização em tratamentos de lesões ou doenças.
Células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) são células
adultas que foram geneticamente reprogramadas para o estágio de
células-tronco embrionárias. Estudos estão sendo realizados para
avaliar como a técnica poderia ser utilizada de forma segura em
seres humanos. Em animais, a introdução de fatores de
reprogramação celular com vírus pode, eventualmente,
desencadear tumores. Entretanto, a estratégia parece promissora
na medida em evitaria, teoricamente, a rejeição.
Curiosidades
Há cinco décadas o pesquisador Leroy Stevens descobriu um tumor
no saco escrotal de um rato de laboratório. Ao examinar o animal,
identificou vários tecidos, incluindo dentes e cabelos. A partir desta
constatação, traçou a origem do tumor e deu início ao estudo das
células-tronco.
Somente 30 anos mais tarde, cientistas norte-americanos e ingleses
conseguiram isolar células-tronco embrionárias a partir do
blastocisto de um roedor. Em 1998, duas equipes independentes
anunciaram o isolamento de células-tronco embrionárias humanas.
Em 2008, uma equipe anunciou a criação de um coração usando
células-tronco de ratos e tecidos próprios do animal, como vasos
sanguíneos e válvulas. Contudo, o órgão batia apenas com 2% da
potência normal. Em julho de 2010, cientistas anunciaram a criação
de um pulmão de rato “artificial” com células-tronco. O tecido
funcionou apenas duas horas, pois coágulos de sangue se
formaram.
Recentemente, pesquisadoresdos Estados Unidos descobriram
uma forma de produzir quantidades aparentemente ilimitadas de
células-tronco adultas em laboratório. A equipe descobriu que
células endoteliais – os blocos básicos do sistema vascular –
produzem fatores de crescimento que induzem o crescimento de
culturas de células.
Mesmo diante da possibilidade de produção de células-tronco em
grandes quantidades, muitas mães doam o sangue do cordão
umbilical do filho que nasceu para bancos de células-tronco, já que
ali se encontra um grande número de células-tronco
hematopoiéticas. A ideia é que esse material fique disponível para
ser usado no futuro por alguma pessoa compatível, para tratar
doenças como leucemia.
2º O texto sobre clonagem foi retirado do site só biologia
O que é clonagem?
A Clonagem é um mecanismo comum de reprodução de espécies
de plantas ou bactérias. Um clone pode ser definido como uma
população de moléculas, células ou organismos que se
originaram de uma única célula e que são idênticas à célula
original. Em humanos, os clones naturais são os gêmeos idênticos
que se originam da divisão de um óvulo fertilizado.
A grande revolução da Dolly,
que abriu caminho para
possibilidade de clonagem
humana, foi a demonstração,
pela primeira vez, de que era
possível clonar um mamífero,
isto é, produzir uma cópia
geneticamente idêntica, a partir
de uma célula somática
diferenciada. Para entendermos
porque esta experiência foi
surpreendente, precisamos
recordar um pouco de
embriologia.
Todos nós já fomos uma célula
única, resultante da fusão de
um óvulo e
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Biotecnologia/biotecnologia.php
um espermatozoide. Esta
primeira célula já tem no seu
núcleo o DNA com toda a
informação genética para gerar
um novo ser. O DNA nas células
fica extremamente condensado e
organizado em cromossomos.
Com exceção das nossas células
sexuais, o óvulo e o
espermatozoide que têm 23
cromossomos, todas as outras
células do nosso corpo têm 46
cromossomos. Em cada célula,
temos 22 pares que são iguais
nos dois sexos, chamados
autossomos e um par de
cromossomos sexuais:
O núcleo da célula contém os 23 pares de cromossomos.
XX no sexo feminino e XY no sexo masculino. Estas células, com 46
cromossomos, são chamadas células somáticas.
Voltemos agora à nossa primeira célula resultante da fusão do óvulo
e do espermatozoide. Logo após a fecundação, ela começa a se
dividir: uma célula em duas, duas em quatro, quatro em oito e assim
por diante. Pelo menos até a fase de oito células, cada uma delas é
capaz de se desenvolver em um ser humano completo. São
chamadas de totipotentes. Na fase de oito a dezesseis células, as
células do embrião se diferenciam em dois grupos: um grupo de
células externas que vão originar a placenta e os anexos
embrionários, e uma massa de células internas que vai originar o
embrião propriamente dito. Após 72 horas, este embrião, agora com
cerca de cem células, é chamado de blastocisto.
É nesta fase que ocorre a implantação do embrião na cavidade
uterina. As células internas do blastocisto vão originar as centenas
de tecidos que compõem o corpo humano. São chamadas
de células tronco embrionárias pluripotentes. A partir de um
determinado momento, estas células somáticas – que ainda são
todas iguais – começam a diferenciar-se nos vários tecidos que vão
compor o organismo: sangue, fígado, músculos, cérebro, ossos etc.
Os genes que controlam esta diferenciação e o processo pelo qual
isto ocorre ainda são um mistério.
O que sabemos é que uma vez diferenciadas, as células
somáticas perdem a capacidade de originar qualquer tecido. As
células descendentes de uma célula diferenciada vão manter as
mesmas características daquela que as originou, isto é, células de
fígado vão originar células de fígado, células musculares vão
originar células musculares e assim por diante. Apesar de o número
de genes e de o DNA ser igual em todas as células do nosso corpo,
os genes nas células somáticas diferenciadas se expressam de
maneiras diferentes em cada tecido, isto é, a expressão gênica é
específica para cada tecido. Com exceção dos genes responsáveis
pela manutenção do metabolismo celular (housekeeping genes) que
se mantêm ativos em todas as células do organismo, só irão
funcionar em cada tecido ou órgão os genes importantes para a
manutenção deste. Os outros se mantêm “silenciados” ou inativos.
Texto adaptado de Zatz, Mayana. “Clonagem e células-
tronco”. Cienc. Cult., jun. 2004, vol. 56, nº 3, pp. 23-27, ISSN
0009-6725.
3º texto retirado do site Só Biologia
A tecnologia do DNA recombinante
Cada fragmento de DNA, que foi clivado e separado do resto do
material genético, contém um ou mais genes. Lembre-se que cada
gene origina uma proteína, portanto ao estudarmos o gene
estamos estudando a proteína que ele codifica.
Mas o que devemos fazer para estudar o gene?
Devemos introduzi-lo no material genético (no DNA) de um
hospedeiro para que ocorra a transcrição do gene, em mRNA, e a
tradução em proteína.
O hospedeiro é um organismo que se multiplica (se reproduz)
rapidamente, como por exemplo, as bactérias. Quando as bactérias
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Biotecnologia/recombinante.php
se reproduzem por bipartição elas transmitem ao seus “filhos” o seu
material genético, portanto se neste material conter o fragmento de
DNA de estudo, em pouco tempo teremos milhões de bactérias com
o gene.
O plasmídio é o material genético circular não ligado ao
cromossomo que fica espalhado pelo hialoplasma das bactérias. Ele
sofre o mesmo processo do DNA cromossomal de transcrição e
tradução, além de, se multiplicar a cada divisão celular, passando
uma cópia para cada célula “filha”.
O plasmídio é retirado das células bacterianas para que se possa
inserir o gene de estudo, para depois recolocá-lo na bactéria.
Para entendermos melhor vamos conhecer esse processo
passo a passo (acompanhe na figura):
1. Os pesquisadores querem estudar um gene humano que
produz uma proteína que não se sabe a função.
2. Os pesquisadores “recortam” (utilizando enzimas de restrição),
do DNA humano, o gene de interesse.
3. Esse fragmento de DNA contendo o gene é multiplicado por
PCR para obtermos várias cópias do mesmo fragmento (ou da
mesma informação).
4. A mesma enzima que clivou o gene do DNA humano é
utilizada para clivar o plasmídio bacteriano. Lembre-se que o
fragmento de DNA, ao ser clivado, gera pontas adesivas que
são complementares ao plasmídio se este for clivado com a
mesma enzima.
5. A seguir o plasmídio clivado é misturado com os fragmentos de
DNA (contendo o gene) e uma enzima chamada ligase “cola”
os fragmentos ao plasmídio, produzindo o chamado DNA
recombinante. Isso feito, o DNA recombinante é introduzido
em uma bactéria hospedeira.
6. A bactéria hospedeira é colocada em um meio nutritivo
seletivo, apenas aquelas que possuem o DNA recombinante
crescem, formando colônias. Após muitas gerações de
bactérias, o produto da expressão dos genes, as proteínas
humanas, são purificadas das bactérias (são separadas das
proteínas das bactérias).
Esse método produz uma grande quantidade de proteínas
humanas possibilitando assim, seu estudo.
Aplicações de biotecnologia na produção de
alimentos, fármacos e componentes biológicos.
Atualmente, os meios de comunicação têm divulgado inúmeras
descobertas atribuídas ao uso de tecnologias avançadas associadas
à biotecnologia. Alimentos transgênicos, modificados
geneticamente, clonagem e tantas outras descobertas associadas
ao tema predispõe a cada dia a necessidade de se saber pelo
menos do que se trata essa tal biotecnologia.
A Biotecnologia apresenta várias definições de acordo com o olhar a
ela lançado, mas de uma forma bem simples, é um conjunto
multidisciplinar de conhecimentos que visa o desenvolvimento de
métodos, técnicas e meios associados a seres vivos, macro e
microscópicos, que originem produtos úteis e contribuam para a
resolução de problemas.
Não devemos pensar, entretanto, que a biotecnologia é uma prática
que exija o uso de computadores e sequenciadoresde DNA, muito
pelo contrário, a humanidade utiliza seres vivos para vários
processos desde a Antiguidade. Podemos com isso traçar uma
breve linha do tempo:
Antiguidade – Utilização de microrganismos para a preparação de
alimentos e bebidas.
Século XII – A destilação do álcool.
Século XVII – Cultivo de fungos na França.
Século XVIII – Jenner cria as premissas para as vacinas através da
inoculação de um vírus em uma criança.
1981 – Obtenção da primeira planta geneticamente modificada.
1997 – Nasce Dolly, a primeira ovelha clonada.
2003 – Iniciado o processo de clonagem de espécies de animais
ameaçados de extinção.
Desta forma, temos que a inovação e o desenvolvimento de novos
produtos é uma constante e está presente em nosso dia a dia sem
que percebamos. Assim, a biotecnologia busca, através de sua
ação, formas que possam contribuir para amenizar ou até mesmo
resolver problemas causados pela ação destruidora humana.
Assim, há o desenvolvimento em relação à questão ambiental de
microrganismos modificados para tratamento de águas
contaminadas por esgoto, outros poluentes e, até mesmo, petróleo.
Em relação à agricultura, temos o desenvolvimento de plantas
transgênicas que podem ser mais nutritivas, que necessitem de
menos agrotóxicos e que sejam mais resistentes às pragas,
reduzindo o uso de inseticidas.
Quanto à pecuária, temos a formação de embriões, o
desenvolvimento de animais transgênicos e o aprimoramento de
vacinas e medicamentos de uso veterinário.
Em relação à saúde humana, a aplicação da biotecnologia é
utilizada no desenvolvimento de novas vacinas, hormônios,
medicamentos e antibióticos.
A biotecnologia é um assunto que atrai a atenção de simpatizantes
e opositores em todo o mundo, sendo que muitas vezes o
enfrentamento entre grupos divergentes é inevitável. Devemos
sempre ter a consciência de que não é o instrumento em si que é
negativo ou prejudicial e sim o uso ou destino que damos a ele.
Fabrício Alves Ferreira
Graduado em Biologia
Fonte: Brasil Escola
A matéria abaixo foi retirada do site do Conselho de
Informações sobre Biotecnologia (CIB)
A Biotecnologia está presente em várias áreas como agricultura,
agroenergia, saúde, indústria e em outras áreas.
Agricultura
A agricultura e a biotecnologia se aliaram para tornar o cultivo de
plantas mais eficiente. Pragas, doenças e problemas climáticos, por
exemplo, sempre foram obstáculos à produção de alimentos.
Porém, a engenharia genética permitiu a criação de tecnologias que
reduzem as perdas e aumentam a produtividade das lavouras.
Esta associação já permitiu o desenvolvimento de espécies vegetais
resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas. As variedades
geneticamente modificadas (GM) ou transgênicas proporcionam
melhoria das práticas de cultivo e incremento na quantidade e na
qualidade dos produtos agrícolas, reforçando a renda dos
produtores e favorecendo o crescimento econômico.
No caso das plantas transgênicas tolerantes a herbicidas ou
resistentes a insetos, a vantagem é a facilitação do manejo de
plantas e insetos invasores, o que resulta na redução da quantidade
de aplicações de defensivos químicos. Já existem vegetais que
apresentam estas duas características reunidas e que representam
uma alternativa eficiente para os agricultores. Além das vantagens
agronômicas, essas variedades favorecem a preservação da
biodiversidade e diminuem a necessidade de ampliação da área
plantada, com diminuição nas perdas no campo.
Cientistas de todo o mundo trabalham também no desenvolvimento
de plantas com características complexas modificadas, cuja
expressão envolve vários genes, a exemplo da tolerância ao
estresse hídrico (seca). O futuro também aponta para a criação de
vegetais transgênicos, que contenham propriedades nutricionais
melhoradas ou que produzam medicamentos.
Alimentação
Estima-se que quase
100% dos de todos os alimentos processados contenham pelo
menos um ingrediente derivado de soja ou milho, duas das culturas
para quais foram desenvolvidas mais variedades transgênicas.
Segundo o relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de
Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), em 2013 foram
plantados 175,3 milhões de hectares com OGMs. No Brasil, que
ocupa o segundo lugar em área plantada com sementes
provenientes da biotecnologia, com 40,3 milhões de hectares, a taxa
de adoção da soja e milho GM é de 92% e 90% respectivamente.
http://cib.org.br/wp-content/uploads/2014/02/2014_JamesClive_ISAAAExecutiveSummary_Port.pdf
Há mais de 25 anos, bactérias, leveduras e fungos GM atuam
diretamente nos processos de fermentação, preservação e
formação de sabor e aromas de muitas bebidas e alimentos do dia-
a-dia, a exemplo de queijos, carnes embutidas, picles, pães,
massas, cerveja, vinho, sucos e adoçantes.
À medida que os cientistas fazem novas descobertas, outras
características e variedades estão sendo incluídas na lista de
alimentos transgênicos. O Brasil, por exemplo, se destaca no
cenário internacional por ter aprovado a primeira variedade GM de
feijão do mundo, desenvolvida inteiramente em uma instituição
pública de pesquisa, a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (EMBRAPA). Esse feijão é resistente ao vírus do
mosaico dourado, causador de uma doença que prejudica
seriamente a produtividade das plantações dessa leguminosa.
Ao redor do mundo, há pesquisas com arroz, banana, beterraba,
cana-de-açúcar, laranja, mamão, mandioca e muitas outras plantas.
O objetivo é expressar nessas espécies as mais diferentes
características a exemplo de outras resistências a insetos, fungos e
vírus, tolerância a outros princípios ativos e à seca, além de
melhorias em suas composições nutricionais.
Aplicações de tecnologias relacionadas ao DNA
a investigações científicas, determinação da
paternidade, investigação criminal e identificação
de indivíduos.
Na espécie humana, o material genético é diplóide e se localiza nos
núcleos das células constituindo 23 pares de cromossomos. Os
gametas, elementos haplóides, apresentam 23 cromossomos. Na
fertilização, com a união de um espermatozóide e um óvulo, o
número diplóide da espécie é reconstituído na célula ovo. Assim,
sem exceção, nos indivíduos da espécie, cada progenitor contribui
com 23 cromossomos na formação de cada um dos seus
descendentes. Como os cromossomos são elementos formados por
ácido desoxi-ribonucleico (DNA), observa-se, na espécie humana,
que o DNA é herdado quantitativa e qualitativamente, na proporção
de 50%, de cada um dos progenitores.
A tipagem humana através do conhecimento da estrutura do DNA, a
mais moderna metodologia aplicada mundialmente na identificação
humana, tem como berço experimentos realizados há menos de 20
anos, quando, em 1985, Jeffreys e colaboradores descreveram a
ocorrência no genoma humano de regiões hipervariáveis
caracterizadas por apresentarem seqüências nucleotídicas repetidas
“in tandem”. Estas observações levaram à constatação da
ocorrência de um polimorfismo de tamanho de fragmentos de
restrição (“RFLP-restriction fragment lenght polymorphims”) quando
da digestão do DNA por enzima de restrição, cujo sítio de ação se
localiza nos limites das repetições “in tandem”. As regiões
hipervariáveis do DNA podem ser devidas à trocas de seqüências
de nucleotídeos e tem como conseqüência a criação ou eliminação
de sítios para enzimas de restrição. Este tipo de polimorfismo do
genoma pode ainda ser decorrente da inserção ou deleção de
nucleotídeos ou de segmentos de DNA em posições aleatórias da
molécula. Por qualquer desses processos, são gerados fragmentos
alélicos de tamanhos diferentes. As diferentes seqüências do DNA
contendo unidades repetitivas “in tandem” se caracterizam como
alelos codominantes que são transmitidos à prole de modo
mendeliano.
O avanço dos estudos demonstrou a ocorrência de um número
significativo de seqüências que se repetiam “in tandem” em
diferentes cromossomos humanos. O conhecimento da sequência
de nucleotídeos que compõem a unidade que se repete em um
locus VNTR possibilita a detecção do mesmo, e a determinação do
seu tamanho,através de uma sonda molecular específica. O
conjunto de alelos de loci VNTRs é específico para cada indivíduo,
com exceção de gêmeos univitelinos. O polimorfismo verificado em
regiões constantes do genoma humano, denominadas de VNTR
(Variable Number of Tandem Repeats), foi desde então aplicado na
identificação humana individual específica. A análise do
polimorfismo de tamanho das seqüências VNTRs do DNA humano
pode ser procedida a partir de quantidades tão pequenas quanto 0,1
– 1 mg da macromolécula.
Nos anos que se seguiram, estudos realizados por diferentes grupos
levaram à descoberta no DNA genômico de outras seqüências
hipervariáveis, cujas unidades repetitivas eram significativamente
menores quando comparadas às VNTR. A detecção de tais
seqüências, denominadas de STR (Small Tandem Repeats), em
amostras de DNA humano é dependente de amplificação pela
técnica de PCR. Os fragmentos de diferentes tamanhos detectados
após amplificação de diferentes loci STR produzirão um conjunto de
alelos ou perfil alélico específico para cada indivíduo.
Para a análise de DNAs preparados a partir de sangue ou semem
desidratados, ossos, bulbo capilar, saliva, pele, esfregaços anal, oral
ou vaginal, por exemplo, são requeridas amplificações por PCR de
seqüências STRs tendo em vista ainda a, muitas vezes, diminuta
quantidade de DNA (ordem de nanogramas) e o alto grau de
degradação das moléculas de DNA. A comparação do perfil alélico
de uma amostra biológica com aquele de um suspeito determinará
se ele foi ou não o “doador” daquela amostra biológica. Desta forma,
a tipagem por DNA de amostras biológicas coletadas em cenas de
crime, de restos mortais, etc. passou a ser utilizada mundialmente
para dar suporte à investigações criminais.
No início da última década, o DNA mitocondrial, molécula de DNA
extra-nuclear presente apenas nas mitocôndrias, passou a fazer
parte do arsenal biotecnológico utilizado para a identificação
humana. O DNA mitocondrial é uma herança exclusivamente
materna. A molécula contém 16.569 pares de bases e foi
completamente sequenciado por Anderson e colaboradores em
1981. Através desta mais recente metodologia, um indivíduo pode
ser identificado através da comparação do seu DNA mitocondrial
com aqueles de seus parentes genéticos maternos. Investigações
através deste tipo de DNA consistem em sequenciar e comparar as
regiões hipervariáveis HVI e HVII do DNA mitocondrial de
evidências biológicas e de indivíduos referências à luz do
conhecimento da sequência padrão publicada por Anderson e
colaboradores.
A análise do DNA mitocondrial é a metodologia de escolha para a
identificação humana a partir de ossos e dentes obtidos de restos
humanos antigos, investigações criminais onde as únicas evidências
são pelos sem bulbos ou quando somente DNA altamente
degradado é obtido de evidências biológicas. A metodologia é ainda
utilizada em estudos antropológicos e evolutivos.
O avanço do conhecimento científico sobre a estrutura da molécula
de DNA resultou na geração de ferramentas tecnológicas que se
tornaram imprescindíveis na área da identificação humana. As
técnicas de tipagem humana através da análise de regiões
hipervariáveis do DNA genômico e o sequenciamento do DNA
mitocondrial permitem a identificação inequívoca de indivíduos e a
exata determinação da origem de qualquer material biológico.
A partir da descoberta das regiões hipervariáveis no DNA,
investigações genéticas têm possibilitado a resolução de disputas
envolvendo direito de família e de nacionalidade. O emprego das
inovações surgidas em conseqüência da evolução do conhecimento
científico nessa área se estendeu à investigação criminal e, hoje,
profissionais com profundos conhecimentos de Biologia Molecular,
Genética e Estatística, expertos em identificação humana por DNA,
fazem parte dos quadros técnico-científicos de serviços
relacionados com a segurança pública em diversos países.
Assim, é observado mundialmente o emprego da tipagem humana
por DNA como instrumento adicional importante na produção de
provas relacionadas com ações de investigação de paternidade,
maternidade, crimes sexuais e homicídios, por exemplo, tornando-
se de relevante importância para os poderes judiciário e executivo.
Nos dias atuais, o emprego desta tecnologia é amplo em processos
que envolvem material biológico como evidência, visto que, devido
ao seu alto poder discriminativo, é possível vincular ou não
suspeitos a diversos tipos de crimes.
Aspectos éticos relacionados ao
desenvolvimento biotecnológico.
Biotecnologia e bioética
As questões que se discutem no presente estudo de forma alguma
pretendem ser postulados contrários aos avanços da biotecnologia.
Afinal, como enunciou o Professor Jeremy Rifkin em sua obra O
Século da Biotecnologia: “Quem não aprovaria os extraordinários
avanços vindos dos laboratórios de biotecnologia ?(1).
Ocorre que se de um lado as novas tecnologias ligadas à
manipulação do DNA (combinação de genes) prometem o alcance a
um melhor modo de viver, de outro existem questões não
respondidas que nos remetem a medos e inquietações, mormente
porque várias delas devem ser submetidas a tratamento jurídico,
para, ao menos, oferecer segurança social face às conseqüências
que podem causar.
Essa questão nos remete à necessidade de monitoramento e
reflexão a respeito da chegada da biotecnologia ligada à engenharia
genética para que possamos minimizar os riscos das gerações
futuras.
Tal monitoramento deve ser efetivado através de uma ampla
discussão a respeito dos aspectos éticos ligados a utilização das
descobertas biotecnologicas.
O presente trabalho procura, ao tratar dessas novas descobertas
refletir sobre as questões éticas a elas pertinentes.
Alguns segmentos da comunidade científica preocupam-se com
esse aspecto ou seja, nos termos do pensamento do italiano
Giovanni Belinguer, em seu “Questões de Vida. ética ciência e
saúde”, existe consolidada uma preocupação com a carência de
regras internacionais, a par das guidelines de alguns Estados, a
respeito da experimentação e aplicação do DNA recombinante, em
contrapartida, adverte que as leis com validade internacional, ao seu
ver, serão permissivas e consensiosas da possibilidade de se
patentear novas espécies vivas, tal discussão somente foi aberta
nos EUA devido ao inequívoco interesse das empresas
biotecnológicas e à vista da proibição de se patentear, em Países
europeus, organismos superiores tais como animais domésticos.
Há, portanto, uma já evidenciada carência de regras internacionais
na experimentação ligada à clonagem de seres humanos e ao
patenteamento das formas vivas, alguns podem até alertar para
existência de farta documentação, porém, o que nos preocupa
relativamente às regras jurídicas que têm como objeto a clonagem e
o patenteamento de genes é a ausência de sistematização com a
conseqüente generalização para delimitar as obrigações dos
Estados em face desta questões científicas.
É evidente, como proposto por Jamis Roze, que as descobertas
biológicas, pela riqueza que apresentam, merecem reflexão pelo
Direito, posto que é a partir delas que se observam fenômenos
mundiais sociais e portanto jurídico-políticos, tais como os
paradígmas de superioridade racial, cultural, econômica e religiosa,
que constituem obstáculos sociais, no mais das vezes artificiais, que
vão refletir no mundo jurídico e nas relações entre os Estados.
O paradígma da superioridade científica é paralelo ao da
superioridade econômica, ambos possuem viés político que pode
ser fator deformante nas relações estatais por impedir, de acordo
com Jacques Maritain, a agregação de valores positivos nas
relações internacionais atravancando a busca por um humanismo
integral.
Nesse momento cabe introduzir enfoque ético e jurídico que o tema
exige. A Bioética, segundo Belinguer, é termo utilizado como
referência aos problemas éticos derivados das descobertas e da
aplicação das ciências Biológicas.
Devemos então partir de questões práticas a respeito das novas
descobertas na área de biotecnologia. São elas:
A possibilidadede corporações globais, institutos de pesquisa e
governos deterem patentes de genes que compõem a raça humana,
células, órgãos e tecidos do corpo humano o que lhes
proporcionaria o poder de ditar os termos pelos quais nós e as
gerações futuras viveremos;
Em segundo lugar, o uso militar dessas novas tecnologias com
efeitos devastadores sobre a tão almejada paz global;
Terceiro: o desenvolvimento e conseqüente patenteamento de
sistemas, fórmulas e procedimentos que permitam a personalização
de seres humanos, numa primeira etapa, com a posterior clonagem,
favorecendo a criação artificial e uma possível civilização eugênica
no Século XXI, com o aparecimento “genetocracia”.com indivíduos
cada vez mais categorizados.
Todas essas questões permitem inferir que os Estados do globo
terão que definir regras específicas a respeito do patenteamento e
da utilização de tais descobertas. Tal definição de regras deverá ser
rigorosamente uniformizada dentro de aspectos ligados a Bioética.
É também necessário pontuar o momento histórico em que vivemos,
ou seja, admitir o fim da chamada “saga industrial” caracterizada
pelas descobertas ligadas à física e à química, momento em que os
cientistas e engenheiros foram elevados ao status de autoridades,
com a divisão do átomo, a criação da bomba atômica, a chegada do
Homem à lua, a sintetização de materiais como o plástico, o
desenvolvimento de fertilizantes que remodelaram a agricultura,
entre outros.(2)
A era Industrial durou cinco séculos e termina não sem que a
sociedade se veja rodeada de problemas consequenciais, tais como
a diminuição das fontes de energia, o aquecimento da
biosfera, as mudanças climáticas e a poluição, sem
no esgotamento das reservas de energia naturais que determinou o
fim da era dos combustíveis fósseis. São fatos que, somados ao
acúmulo de gases que aquecem sobremaneira o planeta e que
levaram à perda da diversidade biológica, sugerem a busca de
novos mecanismos de reorganização do globo.
É claro que nem todos os Estados estão inseridos nesta busca. Ela
pertence aos países desenvolvidos que hoje estão investindo
milhões de dólares para garantir a manutenção da hegemonia
adquirida durante a era Industrial.
O Professor Jeremy Rafkin, economista da Wharton School of
Finance and Commerce da Universidade da Pensilvânia, anota em
interessante estudo, que o século biotecnológico está estruturado
em sete importantes fatores, que são a base da nova economia.
São eles: “Capacidade de isolar, identificar e recombinar genes; ou
seja, os genes são os recursos primários para a futura atividade
econômica porque as técnicas de recombinação de DNA e outras
biotecnologias permitirão a exploração de recursos genéticos para
fins econômicos específicos.(3)
Em segundo lugar, a “concessão de patentes de genes, linhas de
células, tecido geneticamente desenvolvido, órgãos e organismos,
bem como os processos usados para alterá-los” que fomentam e
incentivam a exploração comercial desses recursos. (4)
Em terceiro está a “globalização do comércio” que permite o
aparecimento da “Gênesi de laboratório” onde a ciência cria uma
natureza bioindustrial capaz de afetar áreas que vão da agricultura à
medicina que estão sendo consolidadas por “gigantescas empresas
da vida”; (5)
Em quarto está:
“o mapeamento de aproximadamente 100 mil genes que compõe o
genoma humano, novas descobertas sobre a seleção genética,
incluindo os chips de DNA, terapia somática de genes e a iminente
perspectiva da engenharia genética em ovos humanos, esperma e
células embrionárias, que está preparando o terreno para uma
enorme alteração na espécie humana e o nascimento de uma
civilização comercialmente eugênica.”;(6)
Em quinto lugar apresenta-se:
“… a grande quantidade de estudos científicos sobre a base
genética do comportamento humano e a nova sociobiologia que
favorece a natureza em relação à alimentação estão promovendo
um contexto favorável a uma ampla aceitação de novas
biotecnologias”;(7)
A utilização do computador como instrumento de comunicação e
organização para a administração da informação genética, que
compõe a economia biotecnológica, está em sexto lugar e
demandará o poder de estocar o capital genético e a possibilidade
de fusão entre as tecnologias de computação e as genéticas;(8)
Por fim “uma nova narrativa cosmológica sobre a evolução” que se
justifica pela agregação das novas tecnologias à estrutura de uma
nova ordem econômica global.(9)
Em síntese, todos esses fatores possuem importância econômica,
são determinantes da chamada era da biotecnologia e requerem
tratamento jurídico internacional, conforme exporemos abaixo.
No século biotecnológico, os genes podem ser comparados ao “ouro
verde”.(10)Isso porque num futuro bem próximo, as forças políticas
e econômicas que controlarem os recursos genéticos exercerão
poder sobre a economia mundial. O próprio patrimônio genético do
planeta torna-se uma fonte crescente de valor monetário.
Sabe-se que empresas multinacionais e governos já exploram os
continentes na busca de localizar microorganismos, plantas, animais
e até seres humanos de traços raros que possam vir a ter valor no
mercado futuro.
É por causa dessa “corrida do ouro” pelo novo capital, que as
empresas de biotecnologia, após modificarem o material
encontrado, buscam proteção para seus investimentos junto às
patentes, visto que o material “modificado” em laboratório ganha
natureza de “nova invenção” (11)
Assim, “patentear a vida é o segundo elemento da nova matriz
operacional do século biotecnológico”(12).
Devido a essas questões está sendo travada uma luta entre os
países do Norte e os do Sul relativamente à propriedade
dos “tesouros genéticos do planeta” (13)
Há pelo menos uma década esses embates estão sendo travados e
tratam, especificamente, do controle dos recursos genéticos. O
fórum de tais debates inicialmente deu-se junto a United Nations
Food and Agriculture Organization – Organização de Alimentação e
Agricultura das Nações Unidas.
Porém, a prova de que tais discussões têm tido poucos resultados
efetivos pode ser inferida pelas notícias divulgadas por ocasião da
finalização da decodificação do genoma humano. As notícias dão
conta de que cientistas e governantes de todo o globo estão
preocupados com as implicações éticas decorrentes dessas
descobertas.
É que por trás do interesse primário na decodificação do genoma
humano estão as expectativas dos grandes laboratórios
farmacêuticos do mundo em obter lucros com o patenteamento do
material, com o que, impossibilitariam o acesso às informações por
parte da comunidade científica mundial.
O professor e pesquisador brasileiro Francisco Salzano, em
significativa manifestação a respeito do assunto, declarou-se
contrário ao patenteamento de informações ligadas à engenharia
genética acentuando que “nem Deus, se é que ele existe, deveria
ser o proprietário feudal da vida e o DNA é a base da vida”(14)
Tal circunstância, somada a inexistência de regulamentação jurídica
internacional sobre a matéria, levou autoridades governamentais
dos EUA e da Inglaterra a fazer um apelo público para que os
cientistas divulguem todas as informações referentes à
decodificação do genoma. (15)
De outra parte, vários são os problemas éticos e jurídicos que
deverão ser enfrentados, dos quais podemos realçar os seguintes:
Os pais terão direito de escolher as características do futuro filho?
como evitar a discriminação por parte de empregadores e de
empresas de seguros a pessoas geneticamente propensas a
diversos tipos de doenças?
Por outro lado, os laboratórios privados querem fazer patentear
seqüências parciais de genes que formam a base da matéria viva e,
ao lado do aspecto jurídico da proteção às descobertas, põe-se o
dilema ético da livre-troca do saber científico e a necessidade de
rentabilizar a investigações que exigem investimentos de alto custo.
Alguns operadores do direito podem até entender que tais assuntos
não são jurídicos porém estão enganados posto que as
conseqüências boas ou más da utilização das descobertas
científicas devem estaramparadas pelo direito à vista das
implicações que podem trazer a toda a sociedade global.
Organismos internacionais já se manifestaram sobre o tema. É o
caso da UNESCO que em 1997, através do Comitê Internacional de
Bioética (CIB) (criada para zelar que os novos conhecimentos
científicos e técnicos não sejam utilizados para fins autodestrutivos),
proclamou a Declaração Universal sobre Genoma e Direitos
Humanos.(16)
O documento em questão é composto por vinte e cinco artigos que
fundamentam os direitos da comunidade global no tocante ao
genoma humano.
No artigo primeiro, o documento estabelece o genoma humano
como sendo a base fundamental para todos os membros da família
humana e como fator de reconhecimento de sua dignidade e
diversidade intrínsecas.
Afirma que “simbolicamente” o genoma humano é patrimônio da
humanidade e a partir dessa premissa, passa a relacionar os
direitos individuais oriundos do genoma humano, estabelecendo que
cada indivíduo possui o direito ao respeito de sua dignidade e aos
direitos inerentes à sua manifestação, independentemente de suas
características genéticas.
O que se vislumbra é a tentativa de evitar o aparecimento de
movimentos eugênicos e de segregação relacionados às
características genéticas.
Num segundo momento, estabelece que a dignidade garante a
impossibilidade de redução dos indivíduos às suas
características genéticas, bem como indica o caráter único de
cada ser humano o torna implícita a impossibilidade da utilização do
reducionismo biológico, pelo qual, o destino de determinado grupo
poderá ser firmado a partir de suas características genéticas,
afastadas todas as possibilidades de diferenciação individual
advindas de fatores externos tais como a cultura.
Por conseqüência, o artigo 6 declara que não terão validade jurídica
quaisquer discriminações fundadas nas características de cada
indivíduo, mormente no tocante ao gozo dos direitos e liberdades
individuais, indicando, no artigo 10 que nenhuma investigação
relativa ao genoma humano e sua aplicação poderão prevalecer
sobre os direitos humanos, liberdades fundamentais e a dignidade
humana.
No tocante às práticas derivadas da utilização desta biotecnologia a
declaração indica (artigo 11) que os Estados do globo não devem
permitir práticas que sejam contrárias a dignidade humana, como a
clonagem de reprodução de seres humanos e conclama os mesmos
a, juntamente com os organismos internacionais, cooperarem no
sentido de identifica-las e adotar planos nacionais e internacionais
que contenham medidas assecuratórias de respeito aos termos da
declaração.
Por derradeiro, verifica-se que no documento está firmada a idéia de
que deverá haver entre os Estados do globo a cooperação
internacional necessária para propiciar que os Estados possam
avaliar os riscos e as vantagens relativas às investigações ligadas
ao genoma e que os mesmos promovam esforços para o
desenvolvimento e o fortalecimento e capacitação dos países em
vias de desenvolvimento, para a realização de pesquisas científicas
nas áreas de biologia e genética humana, a fim de que o
aproveitamento de seus resultados possa propiciar o seu
desenvolvimento econômico e social, indicando a transferência e o
intercâmbio de conhecimentos como sendo a forma mais adequada
para ao alcance das finalidades da declaração.
Não obstante à documentação existente, devemos antever uma
séria de discussões em torno do tema, já que a lógica dos
interesses econômicos em jogo poderá não ser compatível com a da
declaração.
Um paradigma que pode ser verificado, por exemplo, tem origem na
própria natureza jurídica da declaração que, como se sabe, não é
obrigatória. Tudo depende da incorporação ou não de seus termos
aos direitos internos. Além disso, alguns de seus vetores, como a
proibição de certas práticas, esbarram nos interesses de grandes
empresas multinacionais que, como já apontamos, pretendem tanto
obter lucros quanto o retorno dos investimentos feitos para alcançar
tais descobertas.
Por conseguinte, tais questões irão desembocar, a curto prazo, nas
práticas comerciais.
Há riscos proeminentes. Alguns especialistas já alertam para o risco
de uma guerra derivada de disputas pelo patrimônio genético de
uma maneira geral, sendo que os países em vias de
desenvolvimento, já denunciaram à Comunidade Internacional, que
essas empresas estão imprimindo práticas tendentes a fomentar o
aparecimento do chamado “biocolonialismo” ou seja, a exploração
do patrimônio genético da biodiversidade dos países pobres do Sul,
sem que os mesmos tenham acesso e fruição dos benefícios das
descobertas, como forma de compensação da exploração. Deve-se
a isso o fato de que o material natural é sintetizado em laboratório e,
posteriormente, patenteado. A oposição tem fundamento medida em
que há risco verdadeiro desses países tornarem-se dependentes
desses grandes laboratórios.(17)
A questão do patenteamento de material biotecnológico é de grande
complexidade, são duas lógicas opostas. De um lado a lógica dos
países pobres do sul e de outro a dos grandes grupos econômicos
do Norte.
Para se ter uma idéia, segundo as diretrizes da Comunidade
Econômica Européia, as patentes terão validade por vinte anos e
abrangem, desde microorganismos, como bactérias e vírus, até
linhas celulares e elementos isolados do corpo humano, como
seqüências de material genético, apenas não é admitido, por hora, o
patenteamento do corpo humano como um todo ou de suas partes
isoladamente, já nos Estados Unidos da América, há dez anos
essas patentes são possíveis.
A questão é que esses países sofrem pressões não só de cientistas,
que não admitem a imposição de limites à iniciativa científica, mas,
também, das empresas privadas, que lutam para que o direito sobre
a propriedade intelectual das descobertas e invenções genéticas
seja garantido.
A lógica nesse caso é a do mercado econômico, visto que as
reservas no tocante ao patenteamento de tais descobertas acabam
por atrasar significativamente as indústrias do setor, como ocorreu
com a própria União Européia em função dos EUA e de alguns
países da Ásia.
De acordo com o professor Jeremy Rafkin, na verdade as empresas
multinacionais é que estão
“…procurando impor um sistema uniforme de propriedade
intelectual, que vincule os países, conceda às multinacionais livre
acesso ao material genético de todo o mundo e que, ao mesmo
tempo, forneça proteção aos seus produtos geneticamente
construídos. As empresas globais fizeram grande progresso em
direção aos seus objetivos aos seus objetivos, com a aprovação do
Acordo sobre Aspectos Comerciais da Propriedade Intelectual na
Rodada do Uruguai do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT).
O acordo , projetado para criar uma estrutura uniforme de proteção
à propriedade intelectual, foi arquitetado em grande parte por uma
coalizão de empresas que se autodenominaram Comitê de
Propriedade Intelectual (IPC). Entre as empresa participantes, está
as grandes multinacionais do campo da biotecnologia , como Bristol,
Myers, Merck. Pfizer, Monsanto e Du Pont.” (18)
O que se conclui é que possivelmente os permissivos relativos ao
patenteamento biotecnológico sofram uma flexibilização cada vez
maior, sem que para tanto sejam ponderadas as questões éticas a
ela ligadas.
Analistas como Giulio Meazzini, apontam os riscos que as entidades
ambientalistas levantaram, como possíveis conseqüências da
indiscriminalização de tais patentes:
“O primeiro risco é a alteração do patrimônio genético das gerações
futuras, com o perigo de que indivíduos e populações se vejam
impedidos de fazer uso dos próprios genes, caso tenham sido
patenteados. Segundo risco : atraso na livre pesquisa biogenética,
que não depende tanto de patenteamentos, mas da troca contínua e
circulação de idéias entre cientistas e pesquisadores. Terceiro risco :
desequilíbrio ente os países do Norte ( economicamente ricos e
geneticamente pobres) e os países do Sul (economicamente pobres
mas ricos em variedades genéticas), com um conseqüente aumento
adicional da dívida externa e da dependência detecnologia Quarto
perigo o empobrecimento ou a extinção da extraordinária variedade
animal e vegetal em todos os países do mundo, com a utilização em
larga escala de poucas plantas e organismos mais produtivos e
competitivos, dos quais ninguém pode avaliar os efeitos no
ambiente a médio e a longo prazo. Sem contar o fato de que os
agricultores deverão pagar pelas sementes patenteadas e não
poderão conservá-las para a semeadura do ano seguinte.”(19)
Os riscos de patentes no tocante ao genoma humano ainda não
foram calculados, mas estima-se que a decodificação do genoma,
associada ao desenvolvimento da bioinformática, iniciará uma nova
era na farmacologia (20)
A corrida que tomou conta das companhias de biotecnologia em
todo o mundo, traduz a lógica de tornar-se a primeira a descobrir e
patentear importantes genes relacionados a doenças. (21)
Mais realista que a Declaração Universal da Unesco sobre o
genoma humano e os Direitos Humanos de 1997, é a Declaração
Ibero-Americana – Declaração de Manzanillo – revisada em Buenos
Aires em 1998, que por sua abordagem mais específica no tocante
a utilização do genoma humano propõe medidas reais de controle
de tais patentes.
A primeira questão que diferencia as duas declarações é que a
Ibero-Americana declara que o patrimônio genético da humanidade
não é uma expressão meramente “simbólica”, deve ser tomada
como verdadeira realidade (Segundo: b).
Em segundo lugar, e considerando os profundos questionamentos
éticos gerados pelo patenteamento de material genético humano, o
documento reitera aos Estados:
“a necessidade de proibir a comercialização do corpo humano, se
suas partes e seus produtos; a necessidade de limitar nesta matéria
o objeto das patentes nos limites estritos da contribuição científica
realizada, evitando extensões injustificadas que obstacularizem
futuras pesquisas, e excluindo-se a possibilidade de patenteamento
do material genético” (22).
A declaração Ibero-Americana aponta especificamente quais devem
ser as limitações e enfrenta a lógica do mercado econômico, no
tocante à propriedade intelectual.
CONCLUSÃO
Concluindo, podemos observar que existem várias questões éticas
ligadas à utilização dos direitos de propriedade intelectual em face
das atuais descobertas biotecnológicas.
A atual lógica da economia mundial parece não permitir claramente
que as questões de cunho ético sejam discutidas em seu seio, muito
embora, relativamente ao comércio internacional, existam objetivos
comuns entre os Estados do Globo no sentido de obter a diluição
dos conflitos entre Estados em matéria comercial.
Entendemos que nem sempre tais conflitos terão condições de
receber tratamento e soluções isoladas, isto é, como conflitos e/ou
soluções de ordem puramente comercial, sem que se leve em
consideração os aspectos bioéticos que envolvem tais questões
comerciais e, mais particularmente, de desenvolvimento econômico
e social.
Por outro lado, é possível inferir a existência não só de uma
verdadeira escassez de legislação internacional atual que tenha
condições de regular a matéria do patenteamento e do uso das
descobertas biotecnológicas.
Hoje falamos da gestação de um novo direito que seria denominado
“Biodireito”, cujo objeto seria o estabelecimento de normas capazes
de determinar a ética na aplicação das descobertas biotecnológicas
Os vários paradigmas levantados também permitem inferir a
ocorrência, em curto espaço de tempo, de uma série de
controvérsias sobre a matéria, que poderão instalar-se globalmente
dependendo de da lógica de aceitação de discussão destas
questões.
Possivelmente as questões de bioética serão relegas a serem
tratadas por organizações internacionais, cujas decisões podem não
possuir a carga de efetividade necessária.
Em alguns campos como o da utilização do genoma humano, a
questão se torna mais grave à vista das conseqüências
imprevisíveis que o mau uso da descoberta poderá ocasionar para
todo o globo.
Possivelmente tais fatores irão colaborar para a intensificação das
discrepâncias sociais e econômicas entre os países do Norte e os
do Sul.
Biotecnologia e sustentabilidade.
A biodiversidade do Brasil abriga hoje entre 15% e 20% das
espécies vegetais, animais e microrganismos do mundo. Apesar do
crescente interesse internacional pela megabiodiversidade
brasileira, sabemos que ela por si só não é garantia de crescimento
econômico, tampouco de desenvolvimento sustentável. Mas espera-
se que o País, além de importante exportador de matéria-prima, se
converta no protagonista de uma nova economia mundial, baseado
no uso sustentado da biodiversidade e dos seus recursos derivados,
agregando valor para os diferentes setores produtivos.
Diferentes produtos utilizados pela sociedade possuem suas fontes
na biodiversidade nacional. São alimentos, fibras, itens
farmacêuticos e químicos, óleos naturais e essenciais, entre outros.
Estima-se que o valor da biodiversidade esteja em torno de alguns
trilhões de dólares. Entretanto, a realidade das cifras pode ser
drasticamente reduzida, uma vez que temos pouco conhecimento
sobre as espécies do nosso próprio ecossistema. Uma percentagem
muito baixa das espécies nativas foi pesquisada geneticamente. E
sabemos que a geração de produtos de alto valor agregado a partir
da biodiversidade está diretamente relacionada ao uso intensivo do
conhecimento e do alto nível tecnológico.
Este fato indica que a utilização de biotecnologia constitui uma
opção viável e uma ferramenta fundamental para o uso sustentável
e agregação de valor. O uso da biotecnologia implica na coleta de
alguns poucos organismos ou parte deles, como fonte de matéria-
prima para a prospeção e produção de novas biomoléculas, sendo
assim uma estratégia adicional e efetiva de conservação da
diversidade genética do meio ambiente.
Como funciona: uma vez prospectados e isolados os novos genes
e/ou biomoléculas, são desenvolvidos plantas, animais, bactérias ou
fungos geneticamente modificados, utilizados como bioreatores na
produção de novos bioprodutos em larga escala e futura
comercialização, após o cumprimento das etapas de segurança
ambiental e alimentar requeridas pelos orgãos de regulamentação.
A Embrapa, por exemplo, em parceria com o Instituto Butantan e
Universidade de Brasília, está desenvolvendo um projeto que
envolve a produção de novos biomateriais isolados das teias de
aranhas da biodiversidade brasileira. Teias de aranhas são
constituídas de proteínas, secretadas através de células
especializadas. São altamente flexíveis e de extraordinária
resistência e dureza comparadas com fibras sintéticas e materiais
de alto desempenho, como o aço. Genes associados à produção
das proteínas das teias foram clonados, inseridos em bactérias
transgênicas e as assim teias de aranhas foram produzidas em
laboratório.
Os resultados demonstraram que a biodiversidade das teias de
aranhas encontradas no Brasil deverá permitir a prospecção e o
desenvolvimento de novos biopolímeros com características de alto
interesse econômico eestratégico, como fibras para suturas em
microcirurgia e utilizações que requerem alto nível de absorção de
energia e alongamento. No momento, as proteínas das teias estão
sendo produzidas também nas folhas e sementes de plantas, assim
como no leite de animais geneticamente modificados, de forma a
avaliar qual o sistema transgênico será mais eficiente para a
produção em larga escala e com custo mais reduzido dos
biopolímeros.
Portanto, está claro que existe uma base científica e infraestrutura
sólida e crescente no Brasil, nas diferentes áreas do conhecimento
científico e tecnológico. O que fundamenta as possibilidades de
desenvolvimento de produtos da biotecnologia com base na
megabiodiversidade nacional. Entretanto, temos urgência de um
arcabouço político e jurídico mais ágil, capaz de entender a
imperativa necessidade da introdução de novas tecnologias nos
sistemas produtivos, que constituem opções viáveis de avanço
econômico com significativos benefícios sociais.
Capítulo 2 – Hereditariedade e diversidade da
vida
Princípiosbásicos que regem a transmissão de
características hereditárias.
O DNA (ácido desoxirribonucleico) é uma molécula muito extensa,
que contém toda a informação genética de um indivíduo. O DNA
contém instruções para a fabricação de todas as proteínas do
organismo. Cada segmento de DNA que contém essas instruções
para formação de uma proteína é denominado gene.
Gene é a unidade fundamental da
hereditariedade.
Um cromossomo é uma sequência de DNA bastante longa, que
contém vários genes.
Os cromossomos formam pares, sendo que um é de origem
maternal e o outro de origem paternal, e por serem
morfologicamente semelhantes, isto é, apresentarem o mesmo
tamanho e forma, são
denominados cromossomos homólogos. Desta forma, podemos
dizer que, normalmente, existem 2 genes, denominados alelos,
responsáveis por uma determinada característica, um presente no
cromossomo materno e outro no cromossomo paterno.
Por exemplo: um gene que determina a cor do cabelo pode existir
na forma de um alelo que codifica o cabelo castanho e o outro que
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codifica o cabelo loiro.
Quando apenas um dos dois genes se
manifesta no indivíduo é chamado de gene dominante e o que não
se manifesta, de gene recessivo.
Um dos conceitos mais importantes na genética é a diferença entre
características e genes.
Características não são herdadas diretamente, já os genes sim, os
quais, com os fatores ambientais, determinam a manifestação das
características.
As características de um indivíduo/organismo formam seu fenótipo.
As informações genéticas de um indivíduo/organismo formam seu
genótipo.
Concepções pré-mendelianas sobre a
hereditariedade
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Nossos ancestrais observaram que parentes próximos tendiam a ser
parecidos entre si e, ao domesticar animais e cultivar plantas,
procuravam selecionar características vantajosas que eram
transmitidas de uma geração para outra. Assim, as primeiras noções
sobre a hereditariedade vieram do senso comum e partiam da
simples observação.
Ao longo dos anos, muitas teorias foram surgindo para explicar o
fenômeno da hereditariedade.
A primeira hipótese de que se tem notícia foi a da Pangênese.
Idealizada pelo grego Hipócrates, em 410 a.C., essa teoria afirmava
que a transmissão das características de pais para filhos baseava-
se na produção, por todas as partes do corpo, de partículas muito
pequenas, denominadas gêmulas, que eram transmitidas para a
descendência no momento da concepção.
A Pangênese permaneceu aceita como a única teoria de
hereditariedade até o século XIX. No entanto, no final do século
XVII, surgiu a teoria da pré-formação ou Preformismo, que defendia
que os organismos já estariam completos e pré-formados no interior
do gameta masculino (espermatozoide) ou feminino (óvulo). Esse
organismo em miniatura era chamado de homúnculo. Então, o
desenvolvimento seria apenas o crescimento do homúnculo até
se tornar um ser totalmente formado.
Entre os defensores desta teoria estavam os ovistas, que afirmavam
que o ser em miniatura estaria presente no óvulo, e os espermistas,
que defendiam que o ser em miniatura estaria no espermatozoide.
Essa disputa entre ovistas e espermistas começou a
desaparecer quando Spallanzani demonstrou que tanto o óvulo
quanto o espermatozoide eram necessários para dar origem a um
novo ser.
Em meados do século XIX, com o desenvolvimento de microscópios
mais aperfeiçoados, a teoria do Preformismo perdeu força e
desapareceu. As observações utilizando esse
esquipamento demonstraram que não existiam homúnculos dentro
do espermatozoide ou óvulo.
A Teoria da Pangênese foi proposta por Charles Darwin, que
afirmava que todos os órgãos do pai e da mãe secretavam
miniaturas de si, as gêmulas ou pangênes. As miniaturas seriam
carregadas pela corrente sanguínea até os gametas. Na
fecundação, as gêmulas do pai e da mãe se juntariam a partir da
união gamética (espermatozoide + ovócito) e originariam
os órgãos do novo indivíduo.
Gregor Mendel, no ano de 1865, exibiu, em dois encontros da
Sociedade de História Natural de Brno, as leis da hereditariedade,
hoje chamadas Leis de Mendel, que definem a transmissão dos
caracteres hereditários. Embora as conclusões de Mendel tenham
se baseado em trabalhos com uma única espécie de planta, os
princípios enunciados nas duas leis aplicam-se a todos os
organismos de reprodução sexuada.
Aspectos genéticos do funcionamento do corpo
humano.
Se reparar, verá que o formato dos olhos, a coloração da pele e
muitos outros aspectos é semelhante ao de seus pais. Isso ocorre
porque nós temos a capacidade de transmitir as unidades
hereditárias(célula) onde está contida a informação genética que é
transmitida de geração em geração. Esses genes são contidos no
DNA (estrutura responsável pelas características hereditárias, pois
contém as informações genética para a formação de um ser vivo),
ou seja o ácido nucleico contido no DNA que é transmitido à
sucessivas gerações.
Antígenos e anticorpos
Os termos antígeno e anticorpo são bastante usados quando
estudamos a Imunologia, ou seja, quando estudamos a parte da
Biologia relacionada com o sistema imunológico. Conhecer esses
dois conceitos é fundamental para entender o processo de defesa
do organismo contra partículas e organismos estranhos. A seguir
listaremos as principais diferenças entre antígenos e
anticorpos.
→ Antígenos
Denominamos de antígenos as moléculas capazes de reagir
com um anticorpo. Essa reação pode provocar ou não uma
resposta do nosso sistema imune. Nesse último caso, o antígeno é
conhecido como imunógeno. Como exemplo de antígenos, podemos
citar os vírus, as bactérias e até mesmo partículas desencadeadoras
de alergias.
→ Anticorpos
Os anticorpos, por sua vez, são glicoproteínas (proteínas que
apresentam oligossacarídeos ligados) conhecidas como
imunoglobulinas (Ig). Essas proteínas, bastante específicas,
apresentam a capacidade de interagir com o antígeno que
desencadeou sua formação. A secreção dos anticorpos é feita pelos
plasmócitos, células que surgem a partir da diferenciação do
linfócito B, uma célula do nosso sistema imunológico.
Ao interagir com o antígeno, os anticorpos podem provocar
uma série de processos que visam à proteção do nosso corpo.
Entre as ações que os anticorpos podem realizar, destacam-se sua
capacidade de provocar a produção de sinais químicos que avisam
outras células de defesa sobre a presença de um invasor, além da
sua capacidade de deixar partículas mais suscetíveis ao processo
de fagocitose.
Nos seres humanos, é possível identificar cinco classes principais
de anticorpos ou imunoglobulinas: IgG, IgA, IgM, IgD e IgE. O tipo
mais abundante é o IgG, que atua, principalmente, ativando a
fagocitose e neutralizando os antígenos.
→ Soros e vacinas
Conhecendo os conceitos de antígenos e anticorpos, é
extremamente fácil compreender o que são soros e vacinas. Os
soros podem ser definidos como uma imunidade passiva e
temporária em que são injetados anticorpos já prontos contra
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/sistema-imunologico.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/carboidratos.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/leucocitos.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/endocitose-exocitose.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/vacinas.htm
determinado antígeno. No caso das vacinas, a imunização é ativa e
duradoura,pois são administrados antígenos mortos ou atenuados a
fim de que o próprio organismo produza anticorpos contra aquele
agente.
Diante da definição, é fácil perceber que o soro é utilizado após o
contato com o antígeno, uma vez que são injetados anticorpos
prontos, sendo, portanto, uma forma de cura. Já a vacina é utilizada
como uma forma de prevenção, uma vez que a imunização é mais
duradoura e nosso próprio organismo produz anticorpos contra a
ação de um determinado antígeno ao qual ainda não fomos
expostos.
Grupos Sanguíneos
O fornecimento seguro de sangue de um doador para um receptor
requer o conhecimento dos grupos sanguíneos. Estudaremos dois
sistemas de classificação de grupos sanguíneos na espécie
humana: os sistemas ABO e Rh. Nos seres humanos existem os
seguintes tipos básicos de sangue em relação aos sistema ABO:
grupo A, grupo B, grupo AB e grupo O.
Cada pessoa pertence a um desses grupos sanguíneos. Nas
hemácias humanas podem existir dois tipos de proteínas: o
aglutinogênio A e o aglutinogênio B. De acordo com a presença ou
não dessas hemácias, o sangue é assim classificado:
Grupo A – possui somente o aglutinogênio A;
Grupo B – possui somente o aglutinogênio B;
Grupo AB – possui somente o aglutinogênio A e B;
Grupo O – não possui aglutinogênios.
No plasma sanguíneo humano podem existir duas proteínas,
chamadas aglutininas: aglutinina anti-A e aglutinina anti-B.
Se uma pessoa possui aglutinogênio A, não pode ter aglutinina
anti-A, da mesma maneira, se possui aglutinogênio B, não pode
ter aglutinina anti-B. Caso contrário, ocorrem reações que
provocam a aglutinação ou o agrupamento de hemácias, o que pode
entupir vasos sanguíneos e comprometer a circulação do sangue no
organismo. Esse processo pode levar a pessoa à morte.
Na tabela abaixo você pode verificar o tipo de aglutinogênio e o tipo
de aglutinina existentes em cada grupo sanguíneo:
Grupo
sanguíneo Aglutinogênio Aglutinina
A A anti-B
B B anti-A
AB A e B Nãopossui
O Não possui anti-A eanti-B
A existência de uma substância denominada fator Rh no sangue é
outro critério de classificação sanguínea. Diz-se, então, que quem
possui essa substância no sangue é Rh positivo; quem não a possui
é Rh negativo. O fator Rh tem esse nome por ter sido identificado
pela primeira vez no sangue de um macaco Rhesus.
A transfusão de sangue consiste em transferir o sangue de uma
pessoa doadora para outra receptora. Geralmente é realizada
quando alguém perde muito sangue num acidente, numa cirurgia ou
devido a certas doenças.
Nas transfusões de sangue deve-se saber se há ou não
compatibilidade entre o sangue do doador e o do receptor. Se não
houver essa compatibilidade, ocorre aglutinação das hemácias que
começam a se dissolver (hemólise). Em relação ao sistema ABO, o
sangue doado não deve conter aglutinogênios A; se o sangue do
receptor apresentar aglutininas anti-B, o sangue doado não pode
conter aglutinogênios B.
Em geral os indivíduos Rh negativos (Rh-) não possui aglutininas
anti-Rh. No entanto, se receberem sangue Rh positivo (Rh+),
passam a produzir aglutininas anti-Rh. Como a produção dessas
aglutininas ocorre de forma relativamente lenta, na primeira
transfusão de sangue de um doador Rh+ para um receptor Rh-,
geralmente não há grandes problemas. Mas, numa segunda
transfusão, deverá haver considerável aglutinação das hemácias
doadas. As aglutininas anti-Rh produzidas dessa vez, somadas as
produzidas anteriormente, podem ser suficientes para produzir
grande aglutinação nas hemácias doadas, prejudicando os
organismos.
O transplante é um componente cirúrgico importante da prática
médica, substituindo um órgão ou tecido
Quase todas as doenças que levam a uma situação de falência
completa de um órgão ou de um tecido, e quando as terapias
médicas ou cirúrgicas convencionais já não são mais eficazes, têm
como última alternativa de tratamento um transplante.
Existem dois grandes grupos de transplantes: os transplantes de
órgãos (rim, fígado, pulmões, pâncreas, córnea, coração, ossos,
tubo digestivo) e os transplantes de tecidos (medula óssea, células
endócrinas).
Transplante : significado
Principais transplantes
Transplante de coração : uma doença causada pelo flagelado
Trypanosoma cruzi, infectando o inseto barbeiro que é o transmissor
da doença. A doença tem tratamento e geralmente é tradada de
forma tranquila na fase aguda. A fase crônica é mais complicada e
geralmente o coração fica tão comprometido a ponto de precisar de
transplante.
- Cardiopatias (transplante de coração)
Transplante de tecidos
Transplante de orgãos
A cirrose hepática pode ser definida anatomicamente como um
processo difuso de fibrose e formação de nódulos, acompanhando-
se frequentemente de necrose hepatocelular. Apesar das causas
variarem, todas resultam no mesmo processo.
Cirrose Hepática
Doença de Chagas
Tipos de transplante
Transplante autólogo
Transplante de uma pessoa para ela mesma
Esse tipo de intervenção cirúrgica consiste no transplante de tecidos
ou órgão de um doador da mesma espécie que não a própria
pessoa.
Transplante alogênico
Transplante onde o tecido tem origem num gêmeo homozigótico.
Tendo gêmeos homozigóticos marcas genéticas semelhantes, estes
seriam sempre os doadores ideais entre si.
Transplante Isogênico:
É aquele em que o doador e o doente são de espécies diferentes.
Transplante Xenogénico:
•Esta categoria de transplante tem uma relevância especial nos
transplantes hepáticos. Consiste, no caso de um doador morto,
transplantar cada lobo do fígado do cadáver para um doente
diferente.
Split Transplant :
Este tipo de transplante tem, tal como o anterior, uma importância
diferente no transplante hepático. Esta técnica, sumariamente,
engloba o transplante sucessivo de órgãos em cadeia, tendo em
vista critérios médicoos específicos.
Transplante seqüencial ou em dominó:
Imagem de transplante de ossos
Doenças auto-imunes
Uma doença auto-imune é uma condição que ocorre quando o
sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por
engano. Existem mais de 80 tipos diferentes de doenças auto-
imunes.
Uma pessoa pode apresentar mais de uma doença auto-imune ao
mesmo tempo.
Exemplos de doenças auto-imunes (ou relacionadas):
A doença de Addison é resultado de dano ao córtex adrenal. O dano
faz com que o córtex produza menos hormônios.Esse dano pode
ser provocado por:
O sistema imunológico atacar a glândula por engano (doença
autoimune)
Infecções como tuberculose, HIV ou infecções fúngicas
Hemorragia, perda de sangue
Tumores
Uso de medicamentos para diminuição da viscosidade do sangue
(anticoagulantes)
Dermatomiosite: A dermatomiosite, também chamada de
dermatopoliomiosite, é uma afecção crônica que se caracteriza pela
inflamação da pele e dos músculos.
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune a
longo prazo que pode afetar a pele, as articulações, os rins, o
cérebro e outros órgãos.
Lupus Eritematoso:
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro e
a medula espinhal (sistema nervoso central). Isso acontece porque
o sistema imunológico do corpo confunde células saudáveis com
"intrusas", e as ataca provocando lesões no cérebro. O sistema
imune do paciente corrói a bainha protetora que cobre os nervos,
conhecida como mielina.
Esclerose multipla
Conclusão
Introdução
Neste trabalho iremos estudar sobre os transplantes, que é a
transferência de células, tecidos e órgãos vivos com a finalidade de
restabelecer uma função perdida, e as doenças auto imunes que
são um tipo de desordem imunológica.
Apresentaremos alguns conceitos simples para melhor
entendimento, algumas doenças, causas, métodos de tratamento e
prevenção. Com o objetivo de analisarmos o quanto o estudo da
genética é importante no desenvolvimento medicinal para estas
causas.
Através das pesquisas feitas podemos concluir que o transplante é
um componente cirúrgico de suma importância, pois da a pessoa a
chance de prolongar sua vida,já que substitui o órgão ou tecido que
esta irrecuperável. Enquanto as doenças autoimunes são aquelas
que o próprio corpo provoca, sendo que algumas delas podem
ocasionar um caso de transplante
O tratamento para esses casos só foram possíveis graças o
desenvolvimento da medicina, como o aprimoramento dos
transplantes.Quase sempre são procedimentos bem sucedidos que
visam restabelecer a função de algum órgão perdido, trazendo
inúmeros benefícios a pessoas portadores de doenças, que de outra
forma seriam incuráveis.
O grande problema dos transplantes está com as doenças
autoimunes, pois de uma forma geral portadores dessas doenças
não aceitam órgãos transplantados, pois o sistema imunológico, não
reconhecendo o que é do seu próprio corpo, ao invés de proteger,
começa a atacar as células, tecidos ou órgãos transplantados.
• Vasos sanguíneos
• Tecidos conjuntivos
• Glândulas endócrinas, como a tireóide e o pâncreas
• Articulações
• Músculos
• Glóbulos vermelhos
• Pele
Uma doença auto-imune pode causar:
• Destruição de um ou mais tipos de tecidos do corpo
• Crescimento anormal de um órgão
• Alterações na função de um órgão
Uma doença auto-imune pode afetar um ou mais órgãos ou tipos de
tecido. Os órgãos ou tecidos normalmente afetados pelas doenças
autoimunes são:
Penfigóide Bolhoso
Normalmente, os leucócitos do sistema imunológico ajudam a
proteger o corpo contra substâncias nocivas, chamadas de
antígenos. Alguns exemplos de antígenos incluem bactérias, vírus,
toxinas, células cancerígenas e sangue ou tecidos de outras
pessoas ou espécies. O sistema imunológico produz anticorpos que
destroem essas substâncias nocivas.
Neoplasias e a influência de fatores ambientais
Traços de produtos químicos comumente relacionados ao câncer
estão à espreita em todos os lugares. Mas, após décadas de
pesquisa, o número de pessoas realmente vitimadas por eles
permanece uma incógnita.
Acredita-se que o fumo e os maus hábitos alimentares respondem
por 60% das mortes por câncer, a doença mais letal no mundo. E
quanto ao resto?
A influência do meio ambiente vem sendo debatida há três décadas
por cancerologistas e epidemiologias ambientais. Segundo antigas
estimativas, as exposições ambientais e ocupacionais se relacionam
a apenas 6% dos óbitos.
Mas a questão voltou à tona no começo de maio após a publicação
de um relatório do Presidents Cancer Panel, um comitê de
especialistas encarregados do Programa Nacional contra o Câncer
que se reporta diretamente ao presidente. O relatório afirma que o
valor da estimativa é defasado e subestimado, e, considerando que
a exposição a poluentes, a genética e o estilo de vida parecem
todos entrelaçados, os cientistas provavelmente jamais saberão a
influência dos contaminadores ambientais sobre a doença.
"É como olhar os fios de uma teia de aranha e decidir qual é o
importante", disse o Dr. Ted Schettler, diretor da Science and
Environmental Health Network, organização sem fins lucrativos que
defende a aplicação da ciência às políticas ambientais.
No mundo todo, desde antes do nascimento até a velhice, as
pessoas se expõem a incontáveis cancerígenos por meio da
comida, do ar, da água e de produtos de consumo.
De acordo com o 11º Relatório sobre Cancerígenos dos Estados
Unidos, os National Institutes of Health classificaram 54 compostos
que causariam ao menos um tipo de câncer. As maiores exposições
seriam ocupacionais e não ambientais, apesar de estas também
ocorrerem.
O poluente benzeno, por exemplo, comum nos gases de exaustão
de veículos, é uma conhecida causa de leucemia. O radônio, gás
radioativo natural encontrado em muitas casas, eleva o risco de
câncer de pulmão. O arsênico, presente em algumas redes de água
potável, é ligado a câncer de pele, fígado, bexiga e pulmão. Outros
conhecidos cancerígenos humanos incluem asbesto, cromo
hexavalente, aflatoxinas e cloreto de vinila.
Desde 1981, agências e institutos citam as mesmas estimativas
para avaliar fatores cancerígenos no ambiente de trabalho, no meio
ambiente e nos produtos de consumo: cerca de 4% das mortes por
câncer (ou 20 mil mortes por ano) poderiam ser atribuídas a
exposições ocupacionais, e 2% (ou 10 mil mortes por ano), a
exposições ambientais.
Em seu novo relatório, o comitê indicado pelo ex-presidente George
W. Bush disse que essas estimativas são "lamentavelmente
defasadas", e "o verdadeiro peso do câncer induzido pelo meio
ambiente tem sido grosseiramente subestimado".
Para a American Cancer Society, essa afirmação não tem consenso
científico. "Baseados em que eles dizem grosseiramente
subestimado? É uma possibilidade, mas muitas hipóteses têm sido
propostas. Sem prova real, não se pode afirmar nada", argumentou
o Dr. Michael Thun, vice-presidente honorário de epidemiologia e
pesquisa de vigilância de risco da American Cancer Society.
Segundo ele, o comitê presidencial exagera a preocupação sobre as
causas ambientais, quando a melhor forma de se prevenir o câncer
seria combater os maiores riscos enfrentados pelas pessoas: fumo,
alimentação e sol.
Já os epidemiologistas ambientais dizem que o questionamento dos
números seria mera tática diversionista da American Cancers
Society, que endossaria o mesmo princípio dos grupos industriais –
o de que não se deve agir sem prova absoluta. Mas muitos
epidemiologistas defendem o princípio da prevenção: é preciso
reduzir a exposição das pessoas aos poluentes ambientais mesmo
sem provas concretas dos riscos.
Tentar relacionar cada produto químico a um tipo específico de
câncer é uma "prática errônea" e uma "tentativa de calcular uma
ficção", diz Richard Clapp, professor da Faculdade de Saúde
Pública da Universidade de Boston e co-autor de resenhas sobre as
causas ambientais e ocupacionais do câncer. "Por que continuar
martelando o mesmo ponto, se podemos avançar e colocar outras
coisas em prática?", ele questiona.
Dados da American Cancer Society indicam que, a cada ano,
surgem cerca de 1,5 milhão de novos diagnósticos de câncer nos
EUA, dos quais mais de meio milhão terminam em óbito. A maioria
estaria ligada a fatores de estilo de vida, como fumo, alimentação e
álcool. Sozinho, o fumo responderia por ao menos 30% das mortes;
outro terço é atribuído a alimentação, obesidade e inatividade física.
Mas são os tipos restantes – cerca de um em cada três – que
esquentam a polêmica.
Um relatório de 1981 dos cientistas Sir Richard Doll e Sir Richard
Peto, publicado no Journal of the National Cancer Institute, avalia
que 2% das mortes por câncer são atribuídas a exposições a
poluentes ambientais, e 4% a exposições ocupacionais. Em 2009,
essas porcentagens representaram cerca de 30 mil mortes nos
EUA.
"Se você considerar o número de mortes por dia, elas equivalem a
um desastre aéreo que mereceria manchetes nacionais", disse
Clapp.
Mutações gênicas e cromossômicas
Mutações gênicas
As mutações gênicas são pontuais e podem ter origem através da
adição, substituição ou perda de bases nitrogenadas em um trecho
da molécula de DNA (Figura 1). Um exemplo clássico de mutação
gênica é o que ocorre na anemia falciforme, onde a deformação da
hemácia em forma de foice é oriunda da troca do aminoácido
glutâmico pela valina que forma a hemoglobina, o que ocasiona um
agrupamento dessa proteína. Além de alterar a morfologia da
hemácia, uma vez agrupados os glóbulos vermelhos, os mesmos
bloqueando vasos sanguíneos, diminuindo a oxigenação dos tecidos
e, consequentemente, provocar a morte do indivíduo.
Mutações cromossômicas
Diferentemente das mutações gênicas, nas mutações
cromossômicas ocorrem alterações de partes inteiras de
cromossomos, modificando a sequência de genes de um
cromossomo, denominado alterações estruturais ou até o número
de cromossomos, que são as alterações numéricas.
As mutações numéricas são divididas em:
Aneuploidias: há um aumento ou perda de um ou mais
cromossomos tanto nos autossômicos como nos sexuais, causando
uma série de distúrbios, como por exemplo, a síndromede down
provocada pela trissomia do cromossomo 21, a síndrome de Turner,
causada pela monossomia do cromossomo sexual X, a síndrome de
Klinefelter, provocada pela trissomia dos cromossomos sexuais,
síndrome de Patau, causada pela trissomia do 13, síndrome de
Edwards, causada pela trissomia do cromossomo 18.
Euploidias: quando todos os seus cromossomos são duplicados
(diploidia – condição normal), podendo formar indivíduos triplóides
tetraploides, dentre outros. A euploidia é comum em vegetais, como
ocorre com o trigo, que há variedades diploides, tretraplóides e
hexaplóides.
As mutações estruturais provocam a quebra em pedaços dos
cromosomossos e o pedaço quebrado pode se unir a outro
cromossomo ou se perder. Em geral, essas mutações causam
câncer, infertilidade e doenças. As alterações estruturais podem ser
causadas pela deleção, duplicação, inversão (quando o
cromossomo tem uma porção invertida), translocação (um trecho do
cromossomo separa-se e se liga a um outro cromossomo não
homólogo), transposição (troca de segmentos de um local do
cromossomo para outro) e fusão das bases nitrogenadas.
EXERCÍCIOS
(Unesp 2012) “HOMEM DE GELO” ERA INTOLERANTE À
LACTOSE E POUCO SAUDÁVEL.
Ötzi, o “homem de gelo” que viveu na Idade do Bronze e cujo corpo
foi encontrado nos Alpes italianos em 1991, tinha olhos e cabelos
castanhos e era intolerante à lactose [...]. Essas características
surgiram da análise do DNA da múmia [...]. Mutações do gene
MCM6 indicam que ele não conseguia digerir a proteína da lactose
encontrada no leite.
(www.folha.uol.com.br, 28.02.2012.)
Considere as afirmações:
I. O texto apresenta uma incorreção biológica, pois a lactose não é
uma proteína.
II. A mutação a qual o texto se refere deve impedir que o indivíduo
intolerante à lactose produza uma enzima funcional que a quebre
em unidades menores, passíveis de serem absorvidas pelo
intestino.
III. A mutação que torna o indivíduo intolerante à lactose é
provocada pela presença de leite na dieta, o que indica que Ötzi era
membro de uma tribo que tinha por hábito o consumo de leite na
idade adulta.
Assinale a alternativa correta.
a) As três afirmações estão erradas.
b) As três afirmações estão corretas.
c) Apenas a afirmação I está errada.
d) Apenas a afirmação II está errada.
e) Apenas a afirmação III está errada.
GABARITO: Letra E. A III é errada porque a mutação que torna o
ser humano intolerante ao dissacarídeo lactose não pode ser
provocada pela presença de leite na dieta. As alterações gênicas
são eventos casuais e espontâneos no número e/ou ordem dos
nucleotídeos do DNA ou na forma como os genes se expressam nos
organismos vivos.
Leia o texto a seguir para responder à(s) seguinte(s) questão(ões):
As bases nitrogenadas, quando oxidadas, podem causar
emparelhamento errôneo durante a replicação do DNA. Por
exemplo, uma guanina oxidada (G*) pode passar a se emparelhar,
durante a divisão celular, com timina (T) e não com citosina (C).
Esse erro gera células mutadas, com uma adenina (A) onde deveria
haver uma guanina (G) normal.
(Uerj 2014) Considere uma célula bacteriana com quatro guaninas
oxidadas em um trecho do gene que codifica determinada proteína,
conforme mostra a sequência:
G*CG* - CCC - TG*T - ACG* - ATA
Ao final de certo tempo, essa célula, ao dividir-se, dá origem a uma
população de bactérias mutantes.
O número máximo de aminoácidos diferentes que poderão ser
substituídos na proteína sintetizada por essas bactérias, a partir da
sequência de DNA apresentada, é igual a:
a) 0
b) 1
c) 2
d) 3
Gabarito: Letra C. De acordo com as informações, as guaninas
oxidadas serão substituídas por adeninas. Desse modo, no DNA
das células mutadas, dos três códons modificados, dois serão
iguais: os códons alterados podem codificar para o mesmo
aminoácido, logo não haverá alteração na proteína ou dos códons
alterados, dois são iguais e, consequentemente, dois aminoácidos
diferentes.
Aconselhamento genético
Aconselhamento genético é uma ação de saúde realizada por um
profissional biólogo, médico ou farmacêutico especializado em
genética após o diagnóstico clínico de uma determinada patologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bi%C3%B3logo
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9dico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmac%C3%AAutico
do ponto de vista genético. Segundo definição adotada pela
American Society of Human Genetics é o processo de comunicação
de informações relativas à ocorrência, ou risco de ocorrência de
uma determinada doença ou condição genética de uma família, a
pelo menos um de seus integrantes envolvendo a participação de
uma ou mais pessoas treinadas para ajudar o indivíduo ou sua
família a:
1. compreender os fatos clínicos, incluindo o diagnóstico,
provável curso da doença e as condutas disponíveis;
2. apreciar o modo como a hereditariedade contribui para a
doença e o risco de recorrência para parentes específicos;
3. entender as alternativas para lidar com o risco de
recorrência;
4. escolher o curso de ação que pareça apropriado em
virtude do seu risco, objetivos familiares, padrões éticos e
religiosos, atuando de acordo com essa decisão;
5. ajustar-se, da melhor maneira possível, à situação
imposta pela ocorrência do distúrbio na família, bem como
à perspectiva de recorrência do mesmo.
O Aconselhamento Genético portanto deve ser desenvolvido nas
unidades de saúde como um atendimento multiprofissional e
interdisciplinar. Envolve pelo menos uma consulta de cerca de 1
hora para a avaliação clínica da doença ou defeito congénito
detectado de um indivíduo ou de uma família e inclui o registo
padronizado na forma do heredograma.
Além do exame físico do paciente afetado, se este estiver presente
na consulta, para confirmar, diagnosticar ou esclarecer a condição
genética geralmente se utiliza de uma série de exames bioquímicos
e citogenéticos, conforme o caso, tanto do indivíduo afetado como
de seus familiares. O geneticista vai identificar a melhor conduta
terapêutica e também calcular e comunicar os riscos genéticos para
futuras gestações. Pode ser necessário organizar apoio psicológico,
dependendo da gravidade da situação.
É importante saber que existem milhares de síndromes genéticas
diferentes. O Geneticista atua em conjunto com colegas de outras
especialidades na procura de diagnósticos porque conhece ou tem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gen%C3%A9tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Heredograma
https://pt.wikipedia.org/wiki/Citogen%C3%A9tica
como pesquisar problemas genéticos raros . O Aconselhamento
Genético às vezes pode não permitir o diagnóstico final na primeira
consulta. Mas o geneticista torna-se um aliado da família e tem uma
atitude ativa de pesquisar informações sobre os avanços
tecnológicos e novos testes que possam ser úteis.
Deve ser enfatizado que, apesar do nome aconselhamento
genético, o geneticista não vai dar conselhos e nem especificar
condutas. O objetivo é que o geneticista forneça informações
adequadamente para que os pacientes possam tomar suas próprias
decisões clínicas e reprodutivas de maneira informada. O papel do
geneticista também inclui apoiar os pacientes nas suas decisões.
Fundamentos genéticos da evolução
De 1900 até cerca de 1920, os adeptos da genética mendeliana
acreditavam que apenas as mutações eram responsáveis pela
evolução e que a seleção natural não tinha importância nesse
processo.
Depois disso vários cientistas começaram a conciliar as idéias
sobre seleção natural com os fatos da Genética, o que culminou
com a formulação da Teoria sintética da evolução, às vezes
chamada também de Neodarwinismo.
Conforme Darwin já havia proposto, essa teoria considera a
população como a unidade evolutiva. Uma população pode ser
definida como um grupamento de indivíduos da mesma espécie que
ocorrem em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo
de tempo.
Cada população apresenta determinado conjunto gênico, que pode
ser alterado de acordo com fatores evolutivos. O conjunto gênico de
uma população é o conjunto de todos os genespresentes nessa
população. Assim, quanto maior for o conjunto gênico da população,
maior será a variabilidade genética.
Os principais fatores evolutivos que atuam sobre o conjunto gênico
da população podem ser reunidos em duas categorias:
fatores que tendem a aumentar a variabilidade genética da
população – mutação e permutação;
fatores que atuam sobre a variabilidade genética já
estabelecida – migração, deriva genética e seleção natural.
Sabe-se que uma população está evoluindo quando se verificam
alterações na freqüência de seus genes. Atualmente considera-se a
evolução como o conceito central e unificador da Biologia, e uma
frase marcante que enfatiza essa idéia foi escrita pelo cientista
Dobzhansky: “Nada se faz em biologia a não ser à luz da
evolução”.
Bases genéticas da evolução
A mutação cria novos genes, e a recombinação os mistura com os
genes já existentes, originando os indivíduos geneticamente
variados de uma população. A seleção natural, por sua vez,
favorece os portadores de determinados conjuntos gênicos
adaptativos, que tendem a sobreviver e se reproduzir em maior
escala que outros. Em função da atuação desses e de outros fatores
evolutivos, a composição gênica das populações se modifica ao
longo do tempo.
Mutações
As mutações podem ser cromossômicas ou gênicas. As mutações
cromossômicas podem ser alterações no número ou na forma dos
cromossomos. As mutações gênicas originam-se de alterações na
seqüência de bases nitrogenadas de determinado gene durante a
duplicação da molécula de DNA. Essa alteração pode ocorrer por
perda, adição ou substituição de nucleotídeos, o que pode originar
um gene capaz de codificar uma proteína diferente da que deveria
ter sido codificada.
As mutações gênicas são consideradas as fontes primárias da
variabilidade, pois aumentam o número de alelos disponíveis em um
lócus, incrementando um conjunto gênico da população. Embora
ocorram espontaneamente, podem ser provocados por agentes
mutagênicos, como radiações e certas substâncias químicas (a
droga ilegal LSD, por exemplo).
As mutações não ocorrem para adaptar o indivíduo ao ambiente.
Elas ocorrem ao acaso e, por seleção natural, são mantidas quando
adaptativas (seleção positiva) ou eliminadas em caso contrário
(seleção negativa). Podem ocorrer em células somáticas ou em
células germinativas; neste último caso as mutações são de
fundamental importância para a evolução, pois são transmitidas aos
descendentes.
Aspectos genéticos da formação e manutenção
da diversidade biológica
Diversidade genética é o grau de variedades de genes existente
dentro de uma única espécie (animal ou vegetal). Ela corresponde
ao número total de características genéticas na composição
genética das espécies ou subespécies.
Vale lembrar que diversidade genética não é o mesmo que
variabilidade genética. Esta última refere-se à variabilidade genética
dentro de um mesmo patrimônio genético, porém ocorre variação
das características genéticas da espécie.
A diversidade genética é um dos principais aspectos da
biodiversidade do nosso planeta como, por exemplo, nas
populações e ecossistemas.
Características e importância da diversidade genética:
- A diversidade genética e a biodiversidade são interdependentes.
- A diversidade genética dentro de uma espécie é de fundamental
importância e necessária para manter a diversidade de espécies na
natureza.
- A diversidade genética é fundamental para que populações de
organismos vivos se adaptem ao meio ambiente. Quanto maior a
diversidade genética, mais apta está a espécie para resistir às
mudanças ambientais.
- A diversidade genética é gerada, principalmente, por: seleção
natural, fenômenos de recombinação genética e mutações
genéticas.
- O homem, através de sua ação de degradação da natureza, é um
dos principais responsáveis pela diminuição da diversidade genética
de várias espécies. Muitas já foram extintas, enquanto outras se
encontram em vias de extinção. O desmatamento, a poluição de rios
e solo e a caça predatória são as principais ações humanas que
estão afetando negativamente a diversidade genética de espécies
vegetais e animais em várias partes do mundo.
EXERCÍCIOS
1. ENEM - Não é hoje que o homem cria, artificialmente,
variedade de peixes por meio da hibridação. Esta é uma
técnica muito usada pelos cientistas e pelos piscicultores
porque os híbridos resultantes, em geral, apresentam maior
valor comercial do que a média de ambas as espécies
parentais, além de reduzir a sobrepesca no ambiente natural.
Terra da Gente, ano 4, n. 47, mar. 2008 (adaptado).
Sem controle, esses animais podem invadir rios e lagos
naturais, se reproduzir e
a) originar uma nova espécie poliploide.
b) substituir geneticamente a espécie natural.
c) ocupar o primeiro nível trófico no hábitat natural.
d) impedir a integração biológica entre as espécies parentais.
e) produzir descendentes com o código genético modificado.
2. ENEM - As mudanças evolutivas dos organismos resultam de
alguns processos comuns à maioria dos seres vivos. É um
processo evolutivo comum a plantas e animais vertebrados:
a) movimento de indivíduos ou de material genético entre
populações, o que reduz a diversidade de genes e
cromossomos.
b) sobrevivência de indivíduos portadores de determinadas
características genéticas em ambientes específicos.
c) aparecimento, por geração espontânea, de novos indivíduos
adaptados ao ambiente.
d) aquisição de características genéticas transmitidas aos
descendentes em resposta a mudanças ambientais.
e) recombinação de genes presentes em cromossomos do
mesmo tipo durante a fase da esporulação.
3. ENEM - Várias estratégias estão sendo consideradas para a
recuperação da diversidade biológica de um ambiente
degradado, dentre elas, a criação de vertebrados em cativeiro.
Com esse objetivo, a iniciativa mais adequada, dentre as
alternativas a seguir, seria criar
a) machos de umas espécies e fêmeas de outras, para
possibilitar o acasalamento entre elas e o surgimento de novas
espécies.
b) muitos indivíduos da espécie mais representativa, de forma
a manter a identidade e a diversidade do ecossistema.
c) muitos indivíduos de uma única espécie, para garantir uma
população geneticamente heterogênea e mais resistente.
d) um número suficiente de indivíduos, do maior número de
espécies, que garanta a diversidade genética de cada uma
delas.
e) vários indivíduos de poucas espécies, de modo a garantir,
para cada espécie, uma população geneticamente homogênea.
4. ENEM - Os vegetais biossintetizam determinadas substâncias
(por exemplo, alcaloides e flavonoides , cuja estrutura química
e concentração variam num mesmo organismo em diferentes
épocas do ano e estágios de desenvolvimento. Muitas dessas
substâncias são produzidas para a adaptação do organismo às
variações ambientais (radiação UV, temperatura, parasitas,
herbívoros, estímulos e polinizadores, etc) ou fisiológicas
(crescimento, envelhecimento, ect).
As variações qualitativa e quantitativa na produção dessas
substâncias durante um ano são possíveis porque o material
genético do indivíduo
a) sofre constantes recombinações para adaptar-se
b) muda ao longo do ano e em diferentes fases da vida
c) cria novos genes para biossíntese de substâncias
específicas
d) altera a sequência de bases nitrogenadas para criar novas
substâncias
e) possui genes transcritos diferentemente de acordo com cada
necessidade
5. ENEM - A imagem representa o processo de evolução das
plantas e algumas de suas estruturas. Para o sucesso desse
processo, a partir de um ancestral simples, os diferentes
grupos vegetais desenvolveram estruturas adaptativas que
lhes permitam sobreviver em diferentes ambientais.
Qual das estruturas adaptativas apresentadas contribui para
uma maior diversidade genética?
a) as sementes aladas, que favorecem a dispersão aérea.
https://sites.google.com/site/biologiaaulaseprovas/hereditariedade-e-diversidade-da-vida/aspectos-geneticos-da-formacao-e-manutencao-da-diversidade-biologica/diversidadegenetica.063.gif?attredirects=0b) os arquegônicos, que protegem o embrião multicelular.
c) os grãos de pólen, que garantem a polinização cruzada.
d) os frutos, que promovem uma maior eficiência reprodutiva.
e) os vasos condutores, que possibilitam o transporte de seiva
bruta.
6. CESGRANRIO - O desenho a seguir representa dois tipos de
indivíduos de uma mesma espécie, reproduzindo-se ao longo
de quatro gerações.
A análise desta seqüência permite afirmar que os indivíduos do
2º tipo:
a) transmitiram as características adquiridas no meio ambiente
para seus descendentes.
b) não sofreram ação da seleção natural, porque eram mais
aptos.
c) possuíam variações favoráveis em relação ao meio onde
estavam.
d) criaram mutações vantajosas para este ambiente.
e) desenvolveram resistência às variações ambientais.
7. UNIRIO - Entre as plantas há uma grande variação dos
sistemas de reprodução, que servem freqüentemente como
base para a classificação de grupos. Entretanto, a despeito da
aparente diversidade dos métodos reprodutivos, há um
surpreendente grau de uniformidade entre eles. As diferenças
são meras modificações de um tema básico comum: a
metagênese ou alternância de gerações. Essas diferenças
representam graus variáveis de especialização evolutiva. O
esquema a seguir ilustra um ciclo reprodutivo das plantas.
https://sites.google.com/site/biologiaaulaseprovas/hereditariedade-e-diversidade-da-vida/aspectos-geneticos-da-formacao-e-manutencao-da-diversidade-biologica/hdv-aspectosgeneticos-diversidadebiol%C3%B3gica.02.gif?attredirects=0
a) Analise o esquema e responda:
a1 - De um grupo de plantas esse ciclo é característico? #
Angiospermas.
a2 - Cite uma característica presente no esquema que seja
fundamental na definição desse grupo. # Fruto/ dupla
fecundação/ endosperma triploide/ saco embrionário.
a3 - Que estrutura tornou esse grupo independente da água
para a reprodução? # Tubo polínico.
b) Comparando-se esse ciclo com o dos animais, que estrutura
se comporta como gameta feminino? # oosfera.
c) Na fase sexuada do ciclo, a união entre gametas se constitui
num importante mecanismo de aumento da variabilidade
genética. Que outro mecanismo seria responsável pelo
aumento da variabilidade na fase assexuada? # Meiose ou
eventos de recombinação de meiose (permutação e separação
dos homólogos).
8. FATEC - "Ainda que haja diversidade humana - e ela é um fato
evolutivo incontestável - todos os homens devem ter, por
motivos éticos e morais, os mesmos direitos básicos e
fundamentais reconhecidos pela declaração universal dos
direitos humanos." É a igualdade dentro da diversidade. A nova
teoria sintética da evolução, ou neodarwinismo, considera
como principais fatores evolutivos
a) migração, lei do uso desuso, seleção natural.
b) mutação, migração, herança dos caracteres adquiridos.
c) mutação, recombinação genética, seleção natural.
http://3.bp.blogspot.com/-EESqd9UxhDg/UczGcBQFpzI/AAAAAAAAAaY/JyGODrlJ5dw/s312/hdv-diversidadebiol%C3%B3gicaegen%C3%A9tica.006.gif
d) lei do uso e desuso, seleção natural, herança dos caracteres
adquiridos.
e) migração, seleção natural, herança dos caracteres
adquiridos.
9. UFRN - Como você já devem ter percebido, é grande a
variabilidade de espécies, comportamentos, e adaptações na
Mata Atlântica.
Essa variabilidade fenotípica está relacionada à constituição
genética do indivíduo e pode ser observada até dentro da
mesma espécie.
Segundo Ribossomildo, etapas da divisão celular como as
representadas nas figuras abaixo justificam essa variabilidade.
Marque a opção em que se relaciona adequadamente a figura
ao evento biológico.
a) Na figura I, a segregação independente dos cromossomos
contribui para o aumento da diversidade dos gametas.
b) Na figura II, a formação de quiasma eleva a probabilidade de
ocorrência de mutação dos genes.
c) Na figura I, a migração das cromátides-irmãs para pólos
opostos eleva a recombinação gênica.
d) Na figura II, a permutação entre cromossomos heterólogos
aumenta a variabilidade genética.
10. UFPE - Quando se considera o processo evolutivo, se
tem em mente que as populações experimentam um conjunto
de mudanças ao longo do tempo. Sobre esse tema, analise as
proposições com verdadeiro ou falso.
( ) As mutações podem ser favoráveis, indiferentes ou
desfavoráveis, dependendo do ambiente em que vivem os
organismos mutados.
http://3.bp.blogspot.com/-Ltv1SWnLBac/UczIAJ4ooiI/AAAAAAAAAao/M9mJ2T2_tb8/s300/mct-divis%C3%A3ocelular.66.gif
( ) Casamento entre pessoas aparentadas (cruzamentos
consanguíneos) aumenta a freqüência de alelos deletérios na
população.
( ) A seleção natural atua sobre a diversidade genética intra-
específica; os indivíduos mais bem adaptados ao ambiente são
selecionados.
( ) A semelhança entre a estrutura interna da asa do morcego
e a do membro superior humano é indicativa do tipo de
evolução denominado convergência adaptativa .
( ) O acaso pode provocar alterações significativas na
freqüência de diferentes alelos.
# V F V F V
11. UFRJ - Estudos recentes compararam as sequências
completas de DNA mitocondrial de indivíduos de várias regiões
geográficas do planeta.
Os resultados revelaram que a variabilidade genética no DNA
mitocondrial de indivíduos africanos era quase o dobro da
observada no DNA mitocondrial de não-africanos. Esses
resultados foram importantes para corroborar a ideia de que o
ancestral comum mais recente do Homo sapiens viveu na
África há cerca de 200.000 anos.
Explique por que a maior diversidade do DNA mitocondrial
apóia a ideia da origem africana do Homo sapiens. # As
mutações ocorrem aleatoriamente, com uma taxa média
constante. Logo, a variabilidade genética é diretamente
proporcional à antiguidade, o que confirma que nosso ancestral
comum mais recente viveu na África.
12. UNICAMP - A biodiversidade brasileira, no que diz
respeito a aranhas, pode ser ainda maior do que suspeitavam
os cientistas. É o que apontam as últimas descobertas de uma
equipe de pesquisadores brasileiros. Entre janeiro e julho de
2005, o grupo identificou nove espécies novas de aranha, a
maioria da região amazônica. Os pesquisadores também
compararam geneticamente a espécie Ericaella florezi com
outras do mesmo gênero e sugeriram que a especiação pode
ter se iniciado com o aparecimento da Cordilheira dos Andes,
há cerca de 12 milhões de anos. (Adaptado de “Brasileiros
acham nove espécies de aranha em 2005”, Folha de S. Paulo,
22/08/2005.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u13625.shtml)
a) Por que o surgimento da Cordilheira dos Andes teria iniciado
o processo de especiação? # A Cordilheira dos Andes poderia
ter sido o primeiro passo na separação de populações de uma
mesma espécie, isto é, teria provocado o isolamento
geográfico das populações de aranhas, impedindo o fluxo
gênico.
b) Que processos posteriores devem ter ocorrido para que
essas aranhas se tornassem espécies distintas? #
Posteriormente, devem ter ocorrido mutações e pressões
seletivas diferentes nessas populações. Assim teria havido
diversificação gênica entre elas, tornado-se cada vez mais
diferentes no seu patrimônio genético, até que não
conseguiriam mais se cruzar, ocorrendo, portanto, isolamento
reprodutivo. Nesse estágio, elas seriam consideradas espécies
distintas.
13. UFPE - "Um grande grupo de indivíduos, de uma única
espécie, sofre dispersão por vários ambientes, nos quais
atuam diferentes fatores de seleção natural, e,
conseqüentemente, diferentes variações adaptativas são
selecionadas em cada um desses ambientes. Diversas
espécies são formadas, embora todas apresentem algumas
características semelhantes, pelo fato de terem descendido de
um ancestral comum."
Esse texto refere-se à ocorrência de:
a) Convergência adaptativa.
b) Oscilação genética.
c) Analogia genética.
d) Irradiação adaptativa.
e) Diversidade intra-específica.
14. VUNESP - As populações A, B,C e D vivem em quatroregiões geográficas diferentes. Quando os indivíduos dessas
populações foram colocados juntos, cruzaram-se e os
resultados obtidos foram os seguintes:
Cruzamentos Descendentes
AxB férteis
AxD férteis
BxC estéreis
BxD férteis
CxD estéreis
a) O que se pode concluir do fato de os cruzamentos A x B, A x
D e B x D terem produzido
descendentes férteis? Que fator inicial poderia ter dado origem
às populações A, B, C e
D? # Podemos concluir que entre essas populações o fluxo
gênico é perfeitamente viável, o que caracteriza que as
populações A,B e D pertencem à mesma espécie. Um fato que
poderia ter dado origem às populações A, B,C e D poderia ser
uma barreira geográfica.
b) Que nome se dá às espécies diferentes que vivem numa
mesma região geográfica? Indique um exemplo de animais
vertebrados que, quando cruzados entre si, produzem
descendentes estéreis. # Espécies diferentes que vivem numa
mesma região denominam-se simpátricas. Um exemplo de
vertebrados que quando cruzados produzem descendentes
estéreis: égua e jumento, produzindo a mula, que é estéril.
15. VUNESP - "Cerca de 100 milhões de anos atrás o
número de espécies de plantas floríferas na Terra aumentou
explosivamente e os botânicos se referem a este evento como
a grande radiação... A fagulha que provocou esta explosão foi
a pétala. As pétalas multicoloridas criaram muito mais
diversidade no mundo vegetal. Em sua nova indumentária
estas plantas, antes despercebidas, se ressaltaram na
paisagem... A reprodução literalmente decolou. Os dinossauros
que se alimentavam de "ÁRVORES FLORÍFERAS com
pequenos frutos, SAMAMBAIAS, CONÍFERAS" e alguns tipos
de MUSGOS, foram os maiores espalha-brasas que o mundo
já viu. Involuntariamente abriram novos terrenos para a
dispersão das espécies vegetais e semearam a terra com
sementes expelidas por seu trato digestivo".
(Adaptado de "National Geographic", julho/2002).
a) Relacione a grande variedade de tipos de flores com a
promoção da diversidade genética das populações vegetais.
# A grande variedade de tipos, formas e colorações atraiu uma
grande variedade de animais para a polinização. A produção
de frutos (a partir do ovário das flores), propiciou alimento a
muitas formas animais e contribuiu para a dispersão das
sementes. Isto favoreceu a conquista de novos habitats. A
ocupação de novos habitats favoreceu a diversidade genética
das populações vegetais, através de fecundações cruzadas,
aumentando a troca de material genético e com isso uma maior
quantidade de novas combinações genéticas.
b) A que grupos pertencem os vegetais destacados no texto?
Dentre eles, qual ou quais produzem sementes?
# Os grupos vegetais destacados no texto são:
– Angiospermas (árvores floríferas com sementes e pequenos
frutos).
– Pteridófitas (samambaias, sem sementes ou frutos).
– Gimnospermas (coníferas com sementes e sem frutos).
– Briófitas (musgos, sem sementes ou frutos).
Capítulo 3 – Identidade dos seres vivos
Níveis de organização dos seres vivos
Existem vários níveis hierárquicos de organização entre os seres
vivos, começando pelos átomos e terminando na biosfera:
Organização de um indivíduo
Átomos: uma parte muito pequena da matéria. Os átomos são
divididos em prótons, nêutrons e elétrons. A junção desses
átomos forma a matéria em seus estados sólidos, líquidos e
gasosos.
Molécula: a molécula é uma junção de átomos. As moléculas
constituem substâncias diversas e são formadas por átomos
diferentes (H2O) ou por mesmos átomos (O2);
Organela: pequenas estruturas similares a órgãos que estão
presentes em células animais e vegetais. Ajudam a realizar as
funções vitais das células;
Célula: as células são as unidades funcionais que constituem
órgãos animais e vegetais. Realizam respiração e reprodução
além de guardar as informações genéticas dos seres;
Tecido: é a parte visível dos órgãos, formada por um
agrupamento de células vegetais ou animais. Nossa pele, por
exemplo, é um tipo de tecido. Os tecidos são responsáveis por
guardarem as células, vasos sanguíneos, fazer excreções
como suor.
Órgãos: conjunto de tecidos. Os órgãos realizam vários tipos
de funções: o coração bombeia sangue, o estômago ajuda na
alimentação, o intestino delgado absorve as substâncias.
Sistema: conjunto de órgãos interligados. Nosso sistema
digestivo, por exemplo, tem boca, língua, esôfago, estômago e
intestino.
Indivíduo: conjunto de sistemas que formam um ser vivo
como, por exemplo, o ser humano, um leão, uma planta.
https://www.infoescola.com/quimica/atomo/
https://www.infoescola.com/fisica-nuclear/proton/
https://www.infoescola.com/fisica-nuclear/neutron/
https://www.infoescola.com/quimica/molecula/
https://www.infoescola.com/citologia/organelas-celulares/
https://www.infoescola.com/citologia/biologia-celular/
https://www.infoescola.com/citologia/respiracao-celular/
https://www.infoescola.com/sistema-digestivo/estomago/
https://www.infoescola.com/anatomia-humana/intestino-delgado/
https://www.infoescola.com/biologia/sistema-digestivo/
Organização de um grupo de indivíduos
Espécie: conjunto de organismos semelhantes entre si, com
várias características semelhantes. Estes organismos
conseguem se reproduzir entre si e gerar novos indivíduos
férteis da mesma espécie. Quando espécies diferentes cruzam,
nascem indivíduos estéreis. Exemplo: quando uma égua cruza
com um burro, nasce uma mula (que é estéril);
População: indivíduos da mesma espécie que vivem em uma
mesma área. A população faz com que indivíduos iguais sejam
capazes de interagir. Assim, eles conseguem conviver e
reproduzir, ter novos parceiros ou parceiras, serem capazes de
eleger líderes, procurar comida e proteger uns aos outros dos
predadores;
Comunidade: é formada por várias populações de espécies
diferentes em um mesmo local (habitat). Cada população é
capaz de interagir entre si. Por exemplo, em uma árvore pode
existir uma comunidade com populações de formigas, cupins,
macacos, aves;
Ecossistema: conjunto de comunidades que estão em um
mesmo local e suas interações, por exemplo, uma floresta.
Essas interações são as mais diversas como competições,
migrações, predações. As comunidades também ajudam na
manutenção do ecossistema de diversas maneiras como
decomposição de matéria morta, equilíbrio na quantidade de
indivíduos etc;
Biomas: conjunto de ecossistemas interligados. Há seis tipos
de biomas terrestres: tundra, taiga, floresta temperada, floresta
tropical, savana e chaparral. Dos aquáticos, temos: oceanos,
mangues, pântanos e rios.
Vírus, procariontes e eucariontes
Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2
µm), formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o
material genético, que, dependendo do tipo de vírus, pode ser o
https://www.infoescola.com/insetos/cupim/
https://www.infoescola.com/biologia/ecossistema/
https://www.infoescola.com/biologia/decomposicao/
https://www.infoescola.com/geografia/bioma/
https://www.infoescola.com/geografia/pantano/
DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus). A palavra vírus vem
do Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. Atualmente é
utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar,
metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma
parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por
analogia. A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma
única partícula viral que estiver fora da célula hospedeira.
Das 1.739.600 espécies de seres vivos conhecidos, os vírus
representam 3.600 espécies.
Ilustração do vírus HIV
mostrando as proteínas
do capsídeo responsáveis
pela aderencia na célula
hospedeira.
Vírus é uma partícula basicamente
proteica que pode infectar
organismos vivos. Vírus são
parasitas obrigatórios do interior
celular e isso significa que eles
somente se reproduzem pela invasão
e possessão do controle da
maquinaria de auto-reprodução
celular. O termo vírus geralmente
refere-se às partículas que infectameucariontes (organismos cujas
células têm carioteca), enquanto o
termo bacteriófago ou fago é
utilizado para descrever aqueles que
infectam procariontes (domínios
bacteria e archaea).
.
O envelope consiste principalmente em duas camadas de lipídios
derivadas da membrana plasmática da célula hospedeira e em
moléculas de proteínas virais, específicas para cada tipo de vírus,
imersas nas camadas de lipídios.
São as moléculas de proteínas virais que determinam qual tipo de
célula o vírus irá infectar. Geralmente, o grupo de células que um
tipo de vírus infecta é bastante restrito. Existem vírus que infectam
apenas
bactérias, denominadas bacteriófagos, os que infectam apenas
fungos, denominados micófagos; os que infectam as plantas e os
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/biovirus2.php
que infectam os animais, denominados, respectivamente, vírus de
plantas e vírus de animais.
Esquema do Vírus HIV
Os vírus não são constituídos por células, embora dependam
delas para a sua multiplicação. Alguns vírus possuem enzimas. Por
exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com
que o processo de Transcrição reversa seja realizado (formação
de DNA a partir do RNA viral). Esse processo de se formar DNA a
partir de RNA viral é denominado retrotranscrição, o que deu o
nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. Os outros
vírus que possuem DNA fazem o processo de transcrição
(passagem da linguagem de DNA para RNA) e só depois a
tradução. Estes últimos vírus são designados de adenovírus.
Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios: a falta de
hialoplasma e ribossomos impede que eles tenham metabolismo
próprio. Assim, para executar o seu ciclo de vida, o vírus precisa de
um ambiente que tenha esses componentes. Esse ambiente precisa
ser o interior de uma célula que, contendo ribossomos e outras
substâncias, efetuará a síntese das proteínas dos vírus e,
simultaneamente, permitirá que ocorra a multiplicação do material
genético viral.
Diferença entre células procariotas e eucariotas
Bactérias do Gênero Salmonella: indivíduos procariotos.
As células são a menor unidade estrutural e funcional de um ser
vivo, e podem ser procariotas ou eucariotas. De forma genérica,
todas elas possuem membrana plasmática, estrutura esta que dá
forma, protege e seleciona a entrada e saída de substâncias pela
célula; citoplasma, região fluida na qual ocorre a maioria dos
processos metabólicos e produção de diversas substâncias; e
material genético, onde estão registradas instruções que controlam
o funcionamento celular.
Células procarióticas são mais simples que as eucarióticas. Nestas,
o DNA não está envolto por uma membrana, não há núcleo definido
pela carioteca (membrana nuclear) e podemos encontrar
ribossomos dispersos no citoplasma, organelas estas responsáveis
pela síntese proteica. Moléculas circulantes de DNA, os plasmídios,
também podem ser encontradas. Externamente à membrana
plasmática destas células, há a parede celular. Indivíduos
procarióticos são unicelulares, sendo estes: as bactérias,
cianofíceas, micoplasmas, rickéttsias e clamídias. Alguns destes
indivíduos, como as cianofíceas, apresentam pigmentos
responsáveis pela fotossíntese.
Já as células eucarióticas, possuem maior tamanho e complexidade,
a começar pelo núcleo individualizado, envolvido pela carioteca. Seu
citoplasma é interconectado por uma rede de tubos e canais
membranosos e é onde, além de ribossomos, também são
encontradas mitocôndrias, retículo endoplasmático granuloso e não
granuloso, complexo golgiense, lisossomos, peroxissomos,
centríolos, dentre outras organelas. Exemplos de indivíduos
eucariotas: animais, vegetais, fungos e protozoários.
Autótrofos e heterótrofos
Seres autótrofos
Também conhecidos como seres produtores, são aqueles que
possuem a capacidade de produzir seu próprio alimento.
De acordo com o processo utilizado para fabricar o alimento, podem
ser classificados em quimiossintetizantes e fotossintetizantes.
Autótrofos quimiossintetizantes
- São seres que utilizam matérias inorgânicas, gás carbônico e água
para produzirem matéria orgânica. Este processo ocorre através da
oxidação das substâncias inorgânicas. Portanto, estes seres não
necessitam de luminosidade para produzirem seus alimentos.
Exemplos: algumas espécies de bactérias e arqueobactérias.
Autótrofos fotossintetizantes
- São organismos que possuem a capacidade de realizar
fotossíntese, transformando energia luminosa em química.
Exemplos: todas as plantas e algumas espécies de algas.
Seres heterótrofos
Também conhecidos como seres consumidores, são aqueles que
não possuem a capacidade de fabricar seu próprio alimento. Logo,
necessitam se alimentar de outros seres (consumidores ou
produtores).
Podem ser classificados em função do tipo de alimento que
consomem. Sendo assim existem os heterótrofos:
- Carnívoros: que se alimentam exclusivamente de carne.
Exemplos: leão, tigre e onça pintada.
- Herbívoros: que se alimentam exclusivamente de vegetais.
Exemplos: cavalo, boi, cabra e coelho.
- Onívoros: que se alimentam de carne de animais e também de
vegetais. Exemplos: ser humano, morcego, urso e suricato.
- Hematófagos: que se alimentam de sangue de outros animais.
Geralmente são seres parasitas. Exemplos: pernilongo, barbeiro,
carrapato e piolho.
- Ictiófagos: se alimentam de peixes. Exemplos: águia pescadora,
martin pescador e leão marinho.
- Coprófagos: que se alimentam de fezes de animais. Exemplos:
algumas espécies de moscas e escaravelho (besouro).
- Ornitófagos: que se alimentam de carne de aves. Exemplos:
falcão peregrino.
- Insetívoros: que se alimentam de insetos. Exemplos: sapos, bem-
te-vi e algumas espécies de peixes.
- Detritívoros: que se alimentam de detritos orgânicos de origem
vegetal e animal. Exemplos: abutre, hiena e urubu.
- Planctófagos: se alimentam de plânctons. Exemplos: flamingo-de-
james e arraia.
Seres unicelulares e pluricelulares
Sabemos que as células são as unidades funcionais e estruturais
dos seres vivos, ou seja, todo organismo vivo, com exceção dos
vírus, possui células. Essas células podem estar unidas, formando
um organismo, ou se apresentarem individualizadas, formando um
ser constituído por uma única célula.
→ Organismos Unicelulares
Os organismos unicelulares são aqueles que possuem corpo
formado por apenas uma célula. Em razão da simplicidade desses
seres, acredita-se que os primeiros organismos vivos que surgiram
no planeta eram unicelulares.
Seres unicelulares são autossuficientes e conseguem manter todas
as suas atividades, como locomoção e alimentação, sem precisar de
outra célula. No que diz respeito à reprodução, esta pode ser
assexuada, como ocorre em grande parte das bactérias, ou
sexuada, como ocorre em alguns protozoários.
Organismos unicelulares podem ser ainda procariontes ou
eucariontes. Nos procariontes (bactérias e cianobactérias), não é
possível observar o material genético em um núcleo verdadeiro; já
nos eucariontes, observa-se a presença de núcleo delimitado por
membrana nuclear (carioteca).
Como exemplo de organismos unicelulares, podemos citar as
bactérias, os protozoários, algumas espécies de algas e algumas
espécies de fungos.
→ Organismos Multicelulares ou Pluricelulares
http://biologianet.uol.com.br/biodiversidade/protozoarios.htm
http://biologianet.uol.com.br/biodiversidade/classificacao-das-bacterias.htm
As esponjas são exemplos de organismos multicelulares
Os organismos multicelulares, também chamados de
pluricelulares, apresentam uma grande quantidade de células. As
células no corpo desses organismos são mais complexas e atuam
de maneira conjunta para garantir a sobrevivência de um ser.
Nos organismos multicelulares, as células podem estar organizadas
em tecidos, que formam órgãos, que formam sistemas, que, por fim,
formam o corpo do espécime. Entretanto, vale destacar que
algumas espécies não apresentam tecidos verdadeiros e que as
células apresentam relativa independência, como é o caso dos
poríferos.
A reprodução dos organismosmulticelulares, assim como dos
unicelulares, pode ser assexuada ou sexuada. Como exemplo de
reprodução assexuada que ocorre em seres multicelulares,
podemos citar a fragmentação, partenogênese, esporulação,
multiplicação vegetativa, estrobilização e brotamento. No caso da
http://biologianet.uol.com.br/zoologia/poriferos.htm
http://biologianet.uol.com.br/zoologia/poriferos.htm
http://biologianet.uol.com.br/biodiversidade/reproducao-assexuada-sexuada.htm
reprodução sexuada, que ocorre com a junção de gametas,
observa-se nos multicelulares um ciclo de vida com estágios de
nascimento, crescimento, maturação sexual, reprodução e morte.
Como exemplo de organismos multicelulares, podemos citar
algumas espécies de algas, algumas espécies de fungos, plantas e
animais.
Sistemática e as grandes linhas da evolução dos
seres vivos
A evolução humana é a morosidade do processo de mudança pelo
qual as pessoas se originou a partir de ancestrais simiescos
(macaco). A evidência científica mostra que os traços físicos e
comportamentais compartilhados por todas as pessoas se originou a
partir de ancestrais simiescos e evoluiram ao longo de um período
de cerca de seis milhões de anos. Um das primeiras definição de
traços humanos, o bipedalismo – a habilidade de andar sobre duas
pernas – evoluíram mais de 4 milhões de anos atrás. Outras
características humanas importantes – como um grande e complexo
do cérebro, a capacidade de fazer e usar ferramentas, e da
capacidade de linguagem – desenvolvido mais recentemente.
Muitos traços avançados – incluindo expressão complexa simbólica,
a arte ea diversidade cultural elaborada – surgiram principalmente
durante os últimos 100.000 anos.
Os seres humanos são os primatas. Semelhanças físicas e
genéticas mostram que a espécie humana modernos, Homo
sapiens, tem uma relação muito estreita com um outro grupo de
espécies de primatas, os macacos. Os seres humanos e os grandes
símios (macacos grandes) de África – os chimpanzés (incluindo
bonobos, ou os chamados “chimpanzés pigmeus”) e gorilas –
compartilham um ancestral comum que viveu entre 8 e 6 milhões de
anos atrás. Os seres humanos evoluíram primeiramente na África e
grande parte da evolução humana ocorreu naquele continente. Os
fósseis dos primeiros seres humanos que viveram entre 6 e 2
milhões de anos atrás vir inteiramente de África. A maioria dos
cientistas reconhecem atualmente cerca de 15 a 20 espécies
diferentes de seres humanos primitivos. Os cientistas não
concordam, no entanto, sobre como essas espécies estão
relacionados ou quais simplesmente morreu. Muitas espécies de
humanos primitivos – certamente a maioria deles – deixaram
descendentes vivos. Os cientistas também debater sobre como
identificar e classificar espécies particulares dos primeiros seres
humanos, e sobre quais os fatores que influenciaram a evolução e
extinção de cada espécie.
O processo de evolução O processo de evolução envolve uma série
de mudanças naturais que causam espécie (populações de
diferentes organismos) a surgir, se adaptar ao ambiente, e tornar-se
extinta. Todas as espécies ou organismos ter originado através do
processo de evolução biológica. Em animais que se reproduzem
sexualmente, incluindo seres humanos, as espécies prazo refere-se
a um grupo cujos membros adultos regularmente cruzam,
resultando em uma descendência fértil – ou seja, a prole se capazes
de se reproduzir. Os cientistas classificam cada uma das espécies
com um único nome científico de duas partes. Neste sistema, os
humanos modernos são classificados como Homo sapiens.
A evolução ocorre quando há uma mudança no material genético –
a molécula química, o DNA – o que é herdada dos pais e,
especialmente, nas proporções de diferentes genes em uma
população. Genes representam os segmentos de ADN que
proporcionam o código de produto químico para a produção de
proteínas. As informações contidas no DNA pode mudar por um
processo conhecido como mutação. A forma como os genes
específicos são expressos – ou seja, como elas influenciam o corpo
ou o comportamento de um organismo – também pode mudar.
Genes afetam a forma como o corpo eo comportamento de um
organismo desenvolver durante sua vida, e é por isso que as
características geneticamente herdadas podem influenciar a
probabilidade de sobrevivência e reprodução de um organismo.
Evolução não altera qualquer único indivíduo. Em vez disso, ela
muda os meios herdados de crescimento e desenvolvimento que
caracterizam uma população (um grupo de indivíduos da mesma
espécie que vivem em um habitat particular). Os pais passam
mudanças genéticas adaptativas aos seus descendentes, e,
finalmente, essas mudanças tornam-se comum em toda a
população. Como resultado, os descendentes herdam as
características genéticas que aumentam suas chances de
sobrevivência e capacidade de dar à luz, o que pode funcionar bem
até que o ambiente muda. Com o tempo, a mudança genética pode
alterar forma de uma espécie de vida em geral, como o que ele
come, como cresce, e onde ele pode viver. A evolução humana
ocorreu à medida que novas variações genéticas nas populações
ancestrais primeiros favorecidas novas habilidades para se adaptar
às mudanças ambientais e por isso alterou o modo de vida humano.
Fonte: humanorigins.si.edu Evolução dos Seres Vivos Os primeiros
seres vivos surgiram da reação de diversos gases presentes na
atmosfera primitiva, principalmente amônia (Nh2), metano (Ch2),
hidrogênio (H2) e vapores d’água. Com essas reações, surgiram os
seres procariontes. São seres muito simples, com um grau de
organização celular muito inferior ao do mais simples ser vivo de
hoje e se assemelhavam a bactérias. Essas formas de vida
existiram até 1,5 bilhão de anos atrás, quando surgiram os seres
eucariontes. Durante a sua evolução, esses seres tiveram a
necessidade de desenvolver uma fonte de energia para suprir seus
processos metabólicos. Os cientistas acreditam que a primeira
forma de obtenção de energia foi a fermentação, pois se trata do
processo mais simples de obtenção de energia. Mais adiante, foi
sendo desenvolvida a fotossíntese e a respiração aeróbia. Essa
última só foi possível por causa da fotossíntese porque o oxigênio
necessário para a respiração aeróbia foi produzido do produto da
fotossíntese. A partir dessas evoluções, surgiram os seres
eucariontes, que possuíam uma maior complexidade estrutural do
que a procarionte. Esses seres tinham como fonte de energia a
fotossíntese e a respiração aeróbia e graças a sua organização
celular desenvolveram a meiose e a reprodução sexuada. Há cerca
de 450 milhões de anos atrás, a maior parte das classes de animais
marinhos atuais já estava estabelecida. O ambiente terrestre, no
entanto, continuava desabitada.
Duas características garantiram o seu sucesso: a fecundação
interna e o ovo adaptado ao meio terrestre. Graças a essas
características, os répteis sofreram uma enorme irradiação durante
a era Mesozóica, espalhando-se por todos os ambientes. As aves
surgiram (essa hipótese é provável) a partir de um grupo de répteis.
Algumas espécimes fósseis de um animal denominado
Archaeopteryx, que viveu no período Jurássico, têm formas que
revelam a transição de répteis para aves. Os mamíferos evoluíram a
partir de uma linhagem primitiva de répteis. Os mamíferos desse
período em de formas pequenas e pouco diversificadas, mas tinham
algumas vantagens como o sangue quente e a fecundação e
desenvolvimento interno, ou seja, ovovivíparos. Após a extinção dos
dinossauros, os mamíferos dominaram a Terra. Os primeiros seres
humanos vieram a surgir no período Quartenário.
Tipos de ciclos de vida
Os seres vivos podem reproduzir-se de duas maneiras
principais: sexuadamente ou assexuadamente. Essa última
forma não envolve o encontro de gametas, diferentemente da forma
sexuada, que envolve as células reprodutivas.
Organismos com reprodução sexuada podem apresentar três
tipos de ciclos reprodutivos diferentes: ciclo haplobionte
haplonte, ciclo haplobionte diplonte e ciclo diplobionte. Esses
ciclos são diferenciadospelo número de cromossomos presentes
em uma célula somática e também pela presença de adultos
diploides e/ou haploides.
→ Ciclo haplobionte haplonte
Os ciclos chamados de haplobiontes (do grego haplo, simples,
único, e bionte, organismo) são aqueles em que há apenas um
tipo de indivíduo adulto. No ciclo haplobionte haplonte, chamado
somente de haplobionte por alguns autores, o indivíduo adulto é
haploide e o zigoto é diploide, ou seja, o adulto possui apenas um
grupo de cromossomos, e o zigoto possui dois grupos.
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/reproducao-sexuada.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/reproducao-assexuada.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/genes.htm
Nesse ciclo, o adulto produz gametas haploides (n) que, ao
fundirem-se na fecundação, originam um zigoto diploide (2n). O
zigoto, então, sofre meiose, o que resulta em células haploides. São
essas células haploides que originam o adulto. Percebe-se,
portanto, nesse ciclo, que o único adulto é um indivíduo haploide.
A meiose ocorre no zigoto e, por isso, é chamada de zigótica.
→ Ciclo haplobionte diplonte
Esse ciclo de vida também é haplobionte, uma vez que há
apenas um tipo de adulto. Nesse caso, porém, trata-se de um
adulto diploide, diferentemente do que ocorre no ciclo haplobionte
haplonte.
No ciclo haplobionte diplonte, chamado de diplobionte por alguns
autores, o indivíduo adulto diploide (2n) produz gametas haploides
(n) por processos de meiose. Na fecundação, os gametas formam o
zigoto diploide (2n) que, então, sofre mitose e origina um indivíduo
adulto diploide (2n). Esse adulto produz gametas e dá continuidade
ao ciclo. No ciclo haplobionte diplonte, apenas os gametas são
haploides, e os adultos são sempre diploides. A meiose, nesse
caso, é sempre gamética, pois leva à formação de gametas.
→ Ciclo diplobionte
O ciclo diplobionte (do grego diplo, duplo, dois) apresenta duas
formas de vidas adultas: uma haploide e uma diploide. Esse tipo de
reprodução denomina-se alternância de gerações.
Nesse ciclo, inicia-se a fusão de gametas haploides (n) para a
produção de um zigoto (2n), que sofre, por sua vez, mitose,
originando um adulto também diploide (2n). Esse adulto produz
células haploides por meiose, as quais originam um indivíduo adulto
haploide (n). Adultos haploides produzem gametas também
haploides(n), que, por meio da fecundação, produzem um zigoto
diploide, iniciando o ciclo. Portanto, nesse tipo de ciclo
reprodutivo, existe a alternância entre gerações haploides e
diploides.
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/gametogenese.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/meiose.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/mitose.htm
Evoluções e padrões anatômicos e fisiológicos
observados nos seres vivos
Segundo as teorias evolutivas, a vida surgiu no planeta e desde
então espécies têm surgido, desaparecido e mudado ao longo do
tempo. Diversas evidências sustentam esse fato e a seguir
vamos conhecer cada uma delas.
→ Evidência Fóssil
Os fósseis são restos ou vestígios de organismos preservados que
possuem mais de 10 mil anos e fornecem importantes informações
a respeito da vida nos tempos pretéritos e como era o ambiente em
determinada época. Ossos, marcas de dentes, pegadas e fezes
petrificadas são exemplos de fósseis.
Os fósseis são considerados evidências da evolução porque, por
meio deles, é possível observar as características de seres vivos
que hoje não mais compõem a fauna e a flora do planeta.
Analisando o conjunto de organismos fósseis, é possível ver que o
planeta em que vivemos hoje é completamente diferente
biologicamente do planeta de 65 milhões de anos atrás. Assim
sendo, eles comprovam que a vida surgiu e modificou-se através do
tempo.
→ Evidências anatômicas e fisiológicas
Algumas espécies apresentam características anatômicas que muito
se assemelham com aquelas presentes em indivíduos de outras
espécies. Apesar de muitas vezes essas estruturas não
apresentarem a mesma função, é possível inferir que, em algum
momento, essas espécies possuíram um ancestral comum.
Quando uma determinada espécie possui órgãos que se
desenvolvem de maneira semelhante à de outra, dizemos que elas
possuem órgãos homólogos. Esses órgãos podem ou não
apresentar a mesma função. Como exemplo, podemos citar o braço
de um ser humano e a asa de um morcego.
Outras vezes, no entanto, os órgãos possuem a mesma função,
mas pela análise da anatomia, é possível verificar que a origem
embrionária é diferente. Nesses casos, dizemos que os órgãos são
análogos e surgiram provavelmente como uma forma de
http://biologianet.uol.com.br/evolucao/
http://biologianet.uol.com.br/evolucao/fosseis.htm
http://biologianet.uol.com.br/evolucao/Orgaos-analogos-homologos.htm
http://biologianet.uol.com.br/evolucao/Orgaos-analogos-homologos.htm
adaptação a um determinado ambiente. Como exemplo, podemos
citar as asas das borboletas e dos pássaros.
Os órgãos vestigiais, que podem ser definidos como estruturas
atrofiadas que possuem uma função pouco expressiva, também são
considerados uma evidência da evolução. Provavelmente, esses
órgãos eram importantes nos ancestrais de determinada espécie e,
com a evolução, eles se tornaram pouco funcionais e regrediram.
Como exemplo de órgãos vestigiais, podemos citar o apêndice nos
humanos.
→ Evidências celulares e moleculares
A análise das células e a bioquímica dos organismos têm revelado
que existe muita semelhança entre todos os seres vivos. Esse fato
sugere que, em algum ponto da história evolutiva, tivemos um
ancestral comum.
Quando analisamos as células, é possível perceber que as espécies
são bastante semelhantes entre si. A semelhança também é grande
entre o código genético, uma vez que o DNA e o RNA possuem
apenas quatro bases diferentes. Essas bases são as responsáveis
pelas características de todos os seres vivos existentes no planeta.
Percebe-se, portanto, que a teoria da evolução é sustentada por
diversos pilares e cada dia é mais evidente que os seres vivos
sofrem mudanças através do tempo.
Funções vitais dos seres vivos e sua relação
com a adaptação desses organismos a diferentes
ambientes
Reações a estímulos do ambiente, capacidade de manter-se em
condições adequadas, como calor frio, Crescimento e reprodução,
Capacidade de se modificar ao longo do tempo, desenvolvendo
adaptações adequadas a sua sobrevivência.
Embriologia estuda a formação dos órgãos e sistemas de um
animal, a partir de uma célula.
Anatomia - Usam esse termo na anatomia estudando as funções
vitais, tipo respiração, digestão, circulação sanguínea, mecanismos
de defesa.
Fisiologia Humana estuda as funções dos seres multicelulares (que
são seres vivos) Fisiologia humana também se desenvolveu através
de experimentação animal.
Evolução também conhecida como evolução biológica, genética ou
orgânica, é mudanças hereditárias de uma geração para outra. Isso
faz com que os mesmos mudem e diversifique ao longo do tempo.
Biotecnologia é a tecnologia baseada na biologia, usada na ciência
dos alimentos medicina e outros. Biotecnologia é o uso de
organismos para produção de bens e serviços. Há a Biotecnologia
moderna também que faz o uso da informação genética
incorporando técnicas de DNA.
Sistemática é usada para descrever a biodiversidade e compreender
as relações filogenéticas entre organismos, que inclui a ciência da
descoberta descrição das espécies e suas normas. Compreende a
classificação dos diversos organismos vivos.
Embriologia, anatomia e fisiologia humana
Embriologia é a ciência que estuda a formação e o desenvolvimento
dos órgãos e sistemas do ser humano. Todo organismo sofre
mudanças progressivas durante sua vida. Essas mudanças são
muito mais pronunciadas e rápidas nas fases mais jovens do
desenvolvimento, principalmente na fase embrionária. E embora o
nascimento seja um momento que marca o término de uma fase e o
início de outra, não representa o fim dos processos de
desenvolvimento humano. A embriologia se ocupa das
transformações sofridas pelo óvulo até o nascimento.Em termos
didáticos, engloba o período de gametogênese, fertilização,
clivagem, gastrulação e organogênese. O desenvolvimento de cada
ser humano começa com a fecundação do óvulo pelo
espermatozóide. Após a fecundação tem início uma série de
eventos que caracterizam a formação do zigoto que dará origem ao
futuro embrião.
Feto
O zigoto é uma célula única formada pela fusão do óvulo com o
espermatozóide e na qual estão presentes os 46 cromossomos
provenientes dos gametas dos pais, cada um contendo 23
cromossomos.
A partir de 24 horas contadas após a fecundação, o zigoto começa a
sofrer sucessivas divisões mitóticas, inicialmente originando
inúmeras células até que por volta do 6º dia após a fecundação, já
no útero, esse conjunto de células se implanta no endométrio.
Damos a esse fenômeno o nome de nidação. No endométrio uterino
o embrião irá crescer e se desenvolver, até que na 9ª semana de
gestação passa a ser chamado de feto. Este com todos os órgãos e
tecidos praticamente já formados, mas mede cerca de 3,7 cm. O
período fetal é caracterizado por um crescimento rápido e pela
continuação da diferenciação dos tecidos e dos órgãos. Entre a 10ª
e a 20ª semana o feto cresce principalmente em comprimento. Entre
a 21ª e a 40ª semana o feto cresce sobretudo em peso. Perto do
final da gravidez o feto distingue perfeitamente a voz da mãe.
Responde a estímulos musicais ou a barulhos e vê a luz através da
parede abdominal. A data provável do parto coincide com as 38
semanas após a fecundação, ou seja, cerca de 40 semanas (ou 280
dias) após o início do último período menstrual.
http://anatomiaonline.com/wp-content/uploads/2015/07/capa.jpg
Feto
Períodos:
Período Embrionário (Organogênese) – 4ª à 8ª Semana.
Período Fetal – 9ª à 38ª semana.
Gestação pré-termo – Antes de 37 semanas completas (até 36 sem
e 6 dias).
Gestação a termo – Entre 37 semanas completas e 41 sem e 6 dias.
Gestação pós-termo – Após 42 semanas completas.
http://anatomiaonline.com/wp-content/uploads/2015/07/2.1-Introducao2.jpg
Embriologia como Ciência
Dolphin fetus
O primeiro método utilizado na investigação do desenvolvimento
embrionário foi o da observação. Aristóteles, estudando embriões de
aves, foi o primeiro a fornecer informações corretas sobre o
desenvolvimento do embrião. Infelizmente só depois da Idades
Média é que apareceram os novos dados, com as observações mais
precisas de Fabrizio D’Acquapendente (1537-1619), William Harvey
(1578-1667) e Marcello Malpighi (1628-1694). A embriologia porém
só veio a se firmar como ciência após os trabalhos de von Baer
(1792-1876), considerado o pai da embriologia moderna; foi ele
quem identificou o óvulo dos mamíferos, distinguindo-o do folículo
de Graaf e também demonstrou a importância dos folhetos
germinativos no desenvolvimento embrionário. Só após o
estabelecimento da teoria celular (1839) foram lançadas as linhas
mestras da embriologia atual.
Utilidade
A embriologia tem ampla aplicação no estudo da anatomia humana,
pois fornece uma explicação racional para a disposição e as
relações entre os órgãos no adulto, por exemplo, a disposição das
alças intestinais, a assimetria dos vasos torácicos e abdominais, a
inervação múltipla da língua, a distribuição dos mesos e etc. Como a
embriologia também estuda as relações entre o feto e mãe ela é
indispensável no conhecimento da anatomia e fisiologia materna
durante a gestação. Alem disso tem aplicação em toda a medicina,
http://anatomiaonline.com/wp-content/uploads/2015/07/2.1-Introducao3.jpg
pois nos permite entender as malformações congênitas e dessa
forma saber tratá-las.
Anatomia e Fisiologia Humanas
Glândulas sudoríparas
As glândulas sudoríparas encontram-se em quase toda a extensão
da pele.Elas são glândulas exócrinas, responsáveis pela eliminação
do suor e consequentemente pela termorregulação do...
Timo
O timo é uma glândula que participa da regulação da defesa
imunológica do organismo. É considerado um órgão linfoide
primário. Localização do timo O timo localiza-se no tórax, entre os...
Noradrenalina
A noradrenalina ou norepinefrina é um hormônio e também um
neurotransmissor do sistema nervoso simpático. Ela é produzida na
medula da glândula suprarrenal, sendo liberada diretamente na...
Apêndice
O apêndice é uma pequena extensão tubular que termina em fundo
cego. Ele localiza-se no ceco, a primeira porção do intestino grosso.
O seu tamanho é de aproximadamente 10 cm. O apêndice fica...
Glândulas Endócrinas
As glândulas endócrinas produzem hormônios e os liberam
diretamente na corrente sanguínea. Os hormônios são os produtos
da secreção das glândulas endócrinas. Eles controlam diversas...
Glândulas Salivares
As glândulas salivares são estruturas anexas ao sistema digestório
humano. Elas localizam-se na cavidade bucal e são responsáveis
pela produção de saliva.
São classificadas como glândulas...
Sistema Nervoso Periférico
O Sistema Nervoso Periférico (SNP) é formado pelos nervos e
gânglios nervosos. Basicamente, sua função é ligar o Sistema
Nervoso Central aos outros órgãos do corpo e com isso realizar o...
Sistema Nervoso Central
O Sistema Nervoso Central (SNC) é responsável por receber e
transmitir informações para todo o organismo. Podemos defini-lo
https://www.todamateria.com.br/glandulas-sudoriparas/
https://www.todamateria.com.br/timo/
https://www.todamateria.com.br/noradrenalina/
https://www.todamateria.com.br/apendice/
https://www.todamateria.com.br/glandulas-endocrinas/
https://www.todamateria.com.br/glandulas-salivares/
https://www.todamateria.com.br/sistema-nervoso-periferico/
https://www.todamateria.com.br/sistema-nervoso-central/
com a central de comando que coordena as atividades do corpo.
O Sistema...
Útero
O útero é um órgão do sistema reprodutor feminino, responsável
pela menstruação, gravidez e parto. O útero é um órgão musculoso,
oco e em formato de pera invertida. É no útero que o...
Rins
Os rins são dois órgãos que pertencem ao sistema urinário. Os rins
localizam-se em ambos os lados da coluna vertebral, junto à parede
posterior do abdômen, abaixo do diafragma.
Evolução humana
Em oposição ao criacionismo, a teoria evolucionista parte do
princípio de que o homem é o resultado de um lento processo de
alterações (mudanças). Esta é a idéia central da evolução: os seres
vivos (vegetais e animais, incluindo os seres humanos) se
originaram de seres mais simples, que foram se modificando ao
longo do tempo.
Essa teoria, formulada na segunda metade do século XIX pelo
cientista inglês Charles Darwin, tem sido aperfeiçoada pelos
pesquisadores e hoje é aceita pela maioria dos cientistas.
Após abandonar seus estudos em medicina, Charles Darwin (1809 –
1882) decidiu dedicar-se às pesquisas sobre a natureza. Em 1831
foi convidado a participar, como naturalista, de uma expedição de
cinco anos ao redor do mundo organizada pela Marinha britânica.
Em 1836, de volta à Inglaterra, trazia na bagagem milhares de
espécimes animais e vegetais coletados em todos os continentes,
além de uma enorme quantidade de anotações. Após vinte anos de
pesquisas baseadas nesse material, saiu sua obra prima: A Origem
das Espécies através da seleção natural, livro publicado em 1859.
A grande contribuição de Darwin para a teoria da evolução foi a
idéia da seleção natural. Ele observou que os seres vivos sofrem
modificações que podem ser passadas para as gerações seguintes.
https://www.todamateria.com.br/utero/
https://www.todamateria.com.br/rins/
No caso das girafas, ele imaginou que, antigamente, haveria
animais de pescoço curto e pescoço longo. Com a oferta mais
abundante de alimentos no alto das árvores, as girafas de pescoço
longo tinham mais chance de sobreviver, de se reproduzir e assim
transmitir essa característica favorável aos descendentes. A seleção
natural nada mais é, portanto, do que o resultado da transmissão
hereditária dos caracteres que melhor adaptam uma espécie ao
meio ambiente. [...]
A idéia seleção natural não encontrou muita resistência, pois
explicava a extinção de animais como os dinossauros, dos quais já
haviamsido encontrados muitos vestígios. O que causou grande
indignação, tanto nos meios religiosos quanto nos científicos, foi a
afirmação de que o ser humano e o macaco teriam um parente em
comum, que vivera há milhões de anos. Logo, porém surgiria a
comprovação dessa teoria, à medida que os pesquisadores
descobriam esqueletos com características intermediárias entre os
humanos e os símios.
Biotecnologia e sistemática
Atualmente, os meios de comunicação têm divulgado inúmeras
descobertas atribuídas ao uso de tecnologias avançadas associadas
à biotecnologia. Alimentos transgênicos, modificados
geneticamente, clonagem e tantas outras descobertas associadas
ao tema predispõe a cada dia a necessidade de se saber pelo
menos do que se trata essa tal biotecnologia.
A Biotecnologia apresenta várias definições de acordo com o olhar a
ela lançado, mas de uma forma bem simples, é um conjunto
multidisciplinar de conhecimentos que visa o desenvolvimento de
métodos, técnicas e meios associados a seres vivos, macro e
microscópicos, que originem produtos úteis e contribuam para a
resolução de problemas.
Não devemos pensar, entretanto, que a biotecnologia é uma prática
que exija o uso de computadores e sequenciadores de DNA, muito
pelo contrário, a humanidade utiliza seres vivos para vários
processos desde a Antiguidade. Podemos com isso traçar uma
breve linha do tempo:
Antiguidade – Utilização de microrganismos para a preparação de
alimentos e bebidas.
Século XII – A destilação do álcool.
Século XVII – Cultivo de fungos na França.
Século XVIII – Jenner cria as premissas para as vacinas através da
inoculação de um vírus em uma criança.
1981 – Obtenção da primeira planta geneticamente modificada.
1997 – Nasce Dolly, a primeira ovelha clonada.
2003 – Iniciado o processo de clonagem de espécies de animais
ameaçados de extinção.
Desta forma, temos que a inovação e o desenvolvimento de novos
produtos é uma constante e está presente em nosso dia a dia sem
que percebamos. Assim, a biotecnologia busca, através de sua
ação, formas que possam contribuir para amenizar ou até mesmo
resolver problemas causados pela ação destruidora humana.
Assim, há o desenvolvimento em relação à questão ambiental de
microrganismos modificados para tratamento de águas
contaminadas por esgoto, outros poluentes e, até mesmo, petróleo.
Em relação à agricultura, temos o desenvolvimento de plantas
transgênicas que podem ser mais nutritivas, que necessitem de
menos agrotóxicos e que sejam mais resistentes às pragas,
reduzindo o uso de inseticidas.
Quanto à pecuária, temos a formação de embriões, o
desenvolvimento de animais transgênicos e o aprimoramento de
vacinas e medicamentos de uso veterinário.
Em relação à saúde humana, a aplicação da biotecnologia é
utilizada no desenvolvimento de novas vacinas, hormônios,
medicamentos e antibióticos.
A biotecnologia é um assunto que atrai a atenção de simpatizantes
e opositores em todo o mundo, sendo que muitas vezes o
enfrentamento entre grupos divergentes é inevitável. Devemos
sempre ter a consciência de que não é o instrumento em si que é
negativo ou prejudicial e sim o uso ou destino que damos a ele.
Capítulo 4 – Ecologia e ciências ambientais
Ecossistemas
Ecossistema é o conjunto dos organismos vivos e seus ambientes
físicos e químicos.
O termo ecossistema é originado a união das palavras "oikos" e
"sistema", ou seja, tem como significado, sistema da casa. Ele
representa o conjunto de comunidades que habitam e interagem em
um determinado espaço.
bióticos e Fatores abióticos
Biótico (bio = vida)
Em ecologia, chamam-se fatores bióticos todos os elementos
causados pelos organismos em um ecossistema que condicionam
as populações que o formam.
Por exemplo, a existência de uma espécie em número suficiente
para assegurar a alimentação de outra condiciona a existência e a
saúde desta última. Muitos dos fatores bióticos podem traduzir-se
nas relações ecológicas que se podem observar num ecossistema,
tais como a predação, o parasitismo ou a competição.
Fatores bióticos:
produtores
macroconsumidores
microconsumidores.
Fatores Abióticos
Abiótico ( A =não, bio = vida)
Em ecologia, denominam-se fatores abióticos todas as influências
que os seres vivos possam receber em um ecossistema, derivadas
de aspectos físicos, químicos ou físico-químicos do meio ambiente,
tais como a luz, a temperatura, o vento, etc.
Fatores abióticos:
substâncias inorgânicas - ciclos dos materiais
compostos orgânicos - ligam o biótico-abiótico
regime climático
temperatura
luz
pH
oxigênio e outros gases
umidade
solo
Habitat e nicho ecológico
Ao estudarmos um ser vivo, sempre nos preocupamos em
conhecer seu habitat e seu nicho ecológico. Esses dois
conceitos são extremamente importantes para os estudos em
Ecologia e não devem ser confundidos.
→ O que é Habitat?
Habitat diz respeito ao local em que uma determinada espécie vive.
Cada espécie está adaptada para viver em determinado lugar,
sendo esse o ambiente ideal para que ocorra a sua reprodução,
alimentação e sobrevivência.
Quando são retiradas do seu local natural e introduzidas em uma
nova área, muitas espécies simplesmente não conseguem
sobreviver. Outras, no entanto, acabam encontrando condições
favoráveis e reproduzem-se de maneira exagerada por falta, muitas
vezes, de um predador natural.
Essa introdução em ambientes pode prejudicar a espécie, quando o
ambiente não é favorável, ou causar danos às espécies que já
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/ecologia.htm
viviam na área. Existem muitos casos de espécies que acabam
levando outras à extinção por causa da competição.
→ O que é Nicho Ecológico?
Quando falamos em nicho ecológico, referimo-nos ao modo de
vida desse ser, suas relações ecológicas, seu modo de reprodução,
do que ele se alimenta, quem são seus predadores naturais, entre
outras características. Sendo assim, podemos dizer que o nicho é o
papel ecológico de um ser vivo na comunidade em que ele vive.
Algumas espécies apresentam o mesmo nicho ecológico e,
portanto, competem entre si. Essa competição pode levar uma
espécie a migrar para outra área ou até mesmo pode levar uma
espécie à extinção. Existem ainda algumas espécies que, apesar de
possuírem mesmo nicho, conseguem coexistir na mesma área.
O papagaio-da-cara-roxa (Amazona brasiliensis), por exemplo, é
uma espécie encontrada na Mata Atlântica, sendo, portanto, esse o
seu habitat. A respeito do seu nicho ecológico, podemos dizer que
essa espécie vive aos pares, é muito ativa no período da manhã e
no final do dia e alimenta-se de frutos, folhas e até mesmo flores.
Para facilitar o estudo, muitos autores gostam de fazer uma relação
entre os dois termos e a nossa vida cotidiana. O habitat seria o
endereço de um ser vivo na natureza, e o nicho ecológico seria o
seu trabalho em um determinado ecossistema.
→ Aplicando o conhecimento
Agora que você já sabe a diferença entre habitat e nicho ecológico,
vamos utilizar outro exemplo para fixar o que foi aprendido. Leia o
trecho a seguir:
O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é uma espécie
encontrada apenas na Mata Atlântica. Costuma ser avistado em
grupos familiares e vive cerca de oito anos. Sua dieta apresenta
frutos, alguns invertebrados e pequenos vertebrados. É responsável
pela dispersão de uma grande quantidade de sementes e é,
portanto, muito importante nesse bioma.
No caso acima, podemos concluir que o habitat do mico-leão-
dourado é a Mata Atlântica. Quando falamos de seu modo de vida,
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/lista-vermelha-especies-ameacadas.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/competicao.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/relacoes-ecologicas.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/populacao-comunidade.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/mata-atlantica.htm
do que se alimenta e da sua reprodução, estamos falando de seu
nicho ecológico.
ATENÇÃO!!! Muitas espécies correm risco de extinção
principalmente pela destruição de seu habitat. Ao destruirmos o
local onde esses seres vivem, eles acabamprocurando outras áreas
para habitar. Entretanto, muitos morrem no caminho ou não se
adaptam ao seu novo lar. Esse é o caso do tatu-bola, que vive na
Caatinga e no Cerrado brasileiro e sofre com a caça e a destruição
do seu habitat.
A comunidade biológica: teia alimentar,
sucessão e comunidade clímax
A sucessão ecológica diz respeito às mudanças graduais e
progressivas que ocorrem em um ecossistema até que ele atinja
uma comunidade com o máximo de desenvolvimento possível.
Durante esse processo, ocorre a colonização de uma área e
mudanças na composição da comunidade, ou seja,
progressivamente uma comunidade vai sendo substituída por outra
mais complexa.
A sucessão ecológica pode ser classificada em dois tipos:
- Sucessão Primária: ocorre em ambientes que nunca antes foram
ocupados por uma comunidade. Como exemplo desse tipo de
sucessão, podemos citar o surgimento de vida em afloramentos
rochosos e lavas vulcânicas solidificadas (veja figura acima).
Nesse tipo de sucessão, observa-se um ambiente de difícil
estabelecimento de organismos. Surgem, nesse cenário, as
espécies pioneiras, que possuem capacidade de se estabelecer
em locais com condições severas.
Um exemplo clássico de espécie pioneira são os líquens,
organismos formados pela associação de algas ou cianobactérias
com fungos. Esses seres são capazes, por exemplo, de se
estabelecerem em rochas, onde lançam ácidos capazes de formar
uma pequena camada de solo por meio da desagregação da rocha.
A partir desse solo, é possível o desenvolvimento de novos seres e,
consequentemente, o estabelecimento de outras comunidades.
http://biologianet.uol.com.br/ecologia/ecossistema.htm
http://biologianet.uol.com.br/ecologia/populacao-comunidade.htm
- Sucessão Secundária: ocorre em ambientes em que já existiu
uma comunidade anteriormente. Nesse caso, o desenvolvimento de
uma nova comunidade já conta com a presença de matéria
orgânica, uma vez que a biota original foi apenas parcialmente
alterada. Entre os exemplos desse tipo de sucessão, podemos citar
as áreas desmatadas e clareiras.
A sucessão ocorrerá até que a comunidade torne-se razoavelmente
estável e muito complexa. Quando uma comunidade atinge esse
ponto, passamos a chamá-la de comunidade clímax, a última
etapa de uma sucessão ecológica.
Ao longo da sucessão, uma série de tendências é observada até
que se atinja a comunidade clímax, sendo a principal delas a
complexidade da cadeia alimentar. Com o aumento do
desenvolvimento de um ecossistema, mais cadeias vão surgindo e
uma teia alimentar forma-se. Assim sendo, em ecossistemas
maduros, observa-se uma maior diversidade de espécies, além de
seres vivos com ciclo de vida longo e mais complexo.
Além da complexidade da cadeia alimentar, outros eventos
podem ser observados durante a sucessão, tais como:
- Aumento da biomassa total;
- Estabilização da produtividade primária bruta;
- Equilíbrio entre a fotossíntese e a respiração;
- Diminuição da produtividade líquida;
- Aumento da velocidade de reciclagem dos nutrientes.
A comunidade biológica: teia alimentar,
sucessão e comunidade clímax
A sucessão ecológica diz respeito às mudanças graduais e
progressivas que ocorrem em um ecossistema até que ele atinja
uma comunidade com o máximo de desenvolvimento possível.
Durante esse processo, ocorre a colonização de uma área e
mudanças na composição da comunidade, ou seja,
http://biologianet.uol.com.br/ecologia/cadeia-alimentar.htm
http://biologianet.uol.com.br/ecologia/teia-alimentar.htm
http://biologianet.uol.com.br/ecologia/ecossistema.htm
http://biologianet.uol.com.br/ecologia/populacao-comunidade.htm
progressivamente uma comunidade vai sendo substituída por outra
mais complexa.
A sucessão ecológica pode ser classificada em dois tipos:
- Sucessão Primária: ocorre em ambientes que nunca antes foram
ocupados por uma comunidade. Como exemplo desse tipo de
sucessão, podemos citar o surgimento de vida em afloramentos
rochosos e lavas vulcânicas solidificadas (veja figura acima).
Nesse tipo de sucessão, observa-se um ambiente de difícil
estabelecimento de organismos. Surgem, nesse cenário, as
espécies pioneiras, que possuem capacidade de se estabelecer
em locais com condições severas.
Um exemplo clássico de espécie pioneira são os líquens,
organismos formados pela associação de algas ou cianobactérias
com fungos. Esses seres são capazes, por exemplo, de se
estabelecerem em rochas, onde lançam ácidos capazes de formar
uma pequena camada de solo por meio da desagregação da rocha.
A partir desse solo, é possível o desenvolvimento de novos seres e,
consequentemente, o estabelecimento de outras comunidades.
- Sucessão Secundária: ocorre em ambientes em que já existiu
uma comunidade anteriormente. Nesse caso, o desenvolvimento de
uma nova comunidade já conta com a presença de matéria
orgânica, uma vez que a biota original foi apenas parcialmente
alterada. Entre os exemplos desse tipo de sucessão, podemos citar
as áreas desmatadas e clareiras.
A sucessão ocorrerá até que a comunidade torne-se razoavelmente
estável e muito complexa. Quando uma comunidade atinge esse
ponto, passamos a chamá-la de comunidade clímax, a última
etapa de uma sucessão ecológica.
Ao longo da sucessão, uma série de tendências é observada até
que se atinja a comunidade clímax, sendo a principal delas a
complexidade da cadeia alimentar. Com o aumento do
desenvolvimento de um ecossistema, mais cadeias vão surgindo e
uma teia alimentar forma-se. Assim sendo, em ecossistemas
maduros, observa-se uma maior diversidade de espécies, além de
seres vivos com ciclo de vida longo e mais complexo.
http://biologianet.uol.com.br/ecologia/cadeia-alimentar.htm
http://biologianet.uol.com.br/ecologia/teia-alimentar.htm
Além da complexidade da cadeia alimentar, outros eventos
podem ser observados durante a sucessão, tais como:
- Aumento da biomassa total;
- Estabilização da produtividade primária bruta;
- Equilíbrio entre a fotossíntese e a respiração;
- Diminuição da produtividade líquida;
- Aumento da velocidade de reciclagem dos nutrientes.
Dinâmicas de populações
Uma população natural é formada pelo conjunto de indivíduos da
mesma espécie, que ocupam uma certa área, num tempo
determinado.
As populações estão continuamente sofrendo alterações em seu
tamanho, devido às taxas de natalidade, mortalidade, imigração e
emigração, mas o tamanho das populações naturais permanece em
equilíbrio, em harmonia com os fatores abióticos que interferem na
estrutura destas populações.
O potencial biótico de uma população é a sua capacidade de
reprodução e, portanto, de aumentar o número de indivíduos em
certa área, em condições favoráveis.
Apesar de muitas espécies apresentarem um potencial biótico
elevado como os insetos, peixes, ostras entre outras, ao longo do
tempo as populações mantêm-se constantes devido a ação da
resistência ambiental.
A resistência ambiental é a própria ação da seleção natural sobre
as populações, tais como a limitação de alimento e espaço,
competição intra e interespecífica, predação, parasitismo, entre
outros fatores.
O crescimento de uma população natural obedece a uma curva
sigmóide conforme observado no gráfico acima, onde podemos
notar várias fases no crescimento populacional.
Fase A: crescimento lento, fase de adaptação da população ao
ambiente, também chamada de fase lag.
Fase B: crescimento acelerado ou exponencial, também chamada
de fase log.
Fase C: a população está sujeita aos limites impostos pelo
ambiente, a rsistência ambiental é maior sobre a população.
Fase D: estabilização do tamanho populacional, onde ocorre
oscilações do tamanho populacional em torno de uma média.
Fase E: é a curva teórica de crescimento populacional sem a
interferência dos fatores de resistência ambiental.
1. Densidade Populacional
A densidade populacional é definida como sendo o número de
indivíduos de uma espécie que ocupam uma certa área num
ambiente terrestre ou certo volume num ambiente aquático.
Através da densidade populacional pode-se comparar diferentes
populações em relação ao espaço ou volumeocupado em
diferentes ecossistemas.
Existem alguns fatores que interferem diretamente na densidade
das populações como a taxa de natalidade (N), taxa de mortalidade
(M), taxa de imigração (I) e a taxa de emigração (E), que podem ser
consideradas como atributos de uma população.
A taxa de natalidade é a velocidade com que os indivíduos nascem
e são adicionados à população, dependendo do potencial biótico da
população.
A taxa de mortalidade é a velocidade com que os indivíduos morrem
e são eliminados da população, sendo dependente de fatores como
a predação, o parasitismo, doenças, entre outros.
A taxa de imigração é a velocidade com que indivíduos provenientes
de outras áreas entram numa população.
A taxa de emigração é a velocidade com que indivíduos deixam uma
população e dirigem-se para outras áreas.
2. Os Fatores Abióticos e Bióticos sobre as Populações
O tamanho das populações é regulado pela interferência de fatores
bióticos ou ambientais que atuam como fatores de seleção natural
como predatismo, parasitismo, competições, entre outras.
Os fatores abióticos que interferem no tamanho das populações
estão relacionados ao ambiente onde esta população está presente
como a umidade, salinidade, pH, temperatura, oxigenação, entre
outros.
3. O Crescimento Populacional da Espécie Humana
A população humana apresenta um comportamento de crescimento
populacional diferenciado em relação às demais populações
naturais, apresentando uma curva de crescimento em "J", com
crescimento populacional acelerado, numa fase log acentuada
como podemos observar pelo gráfico representado abaixo.
O crescimento populacional humano é diferente de qualquer outra
população natural, pelo fato de estar em contínuo crescimento, pois
os mecanismos de seleção natural que atuam nas populações
naturais, não atuam da mesma forma na população humana devido
aos avanços tecnológicos na agricultura para produção de
alimentos, as cirurgias, a produção de antibióticos, entre outros.
Interações entre os seres vivos
As interações biológicas podem ser didaticamente trabalhadas com
ênfase aos componentes vivos e não-vivos de um ecossistema,
sendo importante o professor explanar as influências intra e
interespecíficas das populações envolvidas em eventos ecológicos
que causam benefícios ou malefícios a um organismo ou ao grupo a
que pertence, observando aspectos como:
- Reconhecer as principais relações entre os seres vivos;
- Desenvolver a observação crítica nos alunos no que se refere às
interações que ocorrem entre os seres vivos na natureza;
- Salientar a importância das relações entre os seres vivos para a
sobrevivência dos mesmos;
- E evidenciar a relação existente entre os organismos vivos e o
meio através de exemplos.
RELAÇÕES HARMÔNICAS
Mutualismo: é uma relação entre indivíduos de espécies diferentes,
as duas espécies envolvidas são beneficiadas e a associação é
necessária para a sobrevivência de ambas. Um bom exemplo dessa
relação é a associação de algas e fungos formando os liquens.
Neste caso os fungos abrigam as algas e as mesmas alimentam os
fungos.
Protocooperação: é uma relação entre indivíduos de espécies
diferentes, elas podem viver de modo independente sem que isso
possa prejudicá-las. Na natureza, um exemplo é o de mamíferos e
búfalos que são aliviados de seus carrapatos por pássaros, que
comem esses parasitas.
Colônias: são relações entre indivíduos da mesma espécie
(isomorfas) ou de espécies diferentes (heteromorfas), ligados
fisicamente entre si, ocorrendo ou não divisão de trabalho.
Com divisão de trabalho → caravela (celenterado);
Sem divisão de trabalho → agrupamento de bactérias.
Comensalismo: relação entre indivíduos de espécies diferentes,
onde apenas uma delas se beneficia sem, no entanto, prejudicar ou
beneficiar a outra. Nesse tipo de relação, o comensal se alimenta
daquilo que é rejeitado pela outra espécie.
Trata-se de uma relação observada entre o urubu e o homem. O
urubu alimenta-se dos restos deixados pelo homem em lixões e
aterros.
Inquilinismo: nesta associação mantida por indivíduos de espécies
diferentes, apenas uma se beneficia sem prejudicar a outra. O
inquilino (espécie beneficiada) obtém abrigo ou ainda suporte no
corpo da espécie não beneficiada (hospedeiro). Um exemplo desse
tipo de relação é o das bromélias e orquídeas que se fixam no
tronco das árvores.
Sociedade: é um tipo de relação entre indivíduos da mesma
espécie, sem união física, porém caracterizada pela divisão de
trabalho. As sociedades das abelhas, das formigas e dos cupins são
bons exemplos deste tipo de relação.
RELAÇÕES DESARMÔNICAS
Competição: relação em que organismos da mesma espécie ou de
espécies diferentes disputam por recursos do meio que não existem
em quantidades suficientes para todos (alimento, território,
reprodução, luminosidade).
Competição territorial → demarcação de área por alguns
mamíferos: cães e lobos;
Competição por luminosidade → plantas de uma floresta densa
para realização de fotossíntese;
Competição por alimento (nutrientes) → plantas cujas raízes
atingem a mesma profundidade no solo.
Canibalismo: uma relação que envolve indivíduos da mesma
espécie, onde um deles mata o outro para se alimentar.
Exemplos de canibalismo → a viúva-negra (aranha) e a fêmea do
louva-a-deus, devoram o macho após a cópula (ato sexual).
Predatismo: relação mantida por indivíduos de espécies diferentes,
na qual um organismo captura e mata outro para se alimentar.
Carnívoros → gavião, cascavel e onça;
Herbívoros → gafanhoto, boi e cavalo.
Parasitismo: relação ecológica entre indivíduos de espécies
diferentes, onde uma espécie é beneficiada (o parasita) e a outra é
prejudicada (o hospedeiro). Os parasitas podem viver sobre
(ectoparasita) ou dentro (endoparasita) do corpo do hospedeiro.
Ectoparasita → piolho e o homem;
Endoparasita → lombriga e o homem.
Ciclo biogeoquímicos
Os ciclos biogeoquímicos são processos que garantem que os
elementos circulem pelo meio abiótico e pelo meio biótico,
promovendo seu reaproveitamento.
Os ciclos biogeoquímicos garantem que um elemento fique sempre
disponível
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Os ciclos biogeoquímicos são processos que ocorrem na natureza
para garantir a reciclagem de elementos químicos no meio. São
esses ciclos que possibilitam que os elementos interajam com o
meio ambiente e com os seres vivos, ou seja, garantem que o
elemento flua pela atmosfera, hidrosfera, litosfera e biosfera.
Os principais ciclos biogeoquímicos encontrados na natureza são o
ciclo da água, do carbono, do oxigênio e do nitrogênio.
→ Fatores necessários para que ocorra um ciclo
biogeoquímico
Para que um ciclo biogeoquímico aconteça, alguns fatores são
essenciais. São eles:
- Reservatório do elemento químico (atmosfera, hidrosfera ou crosta
terrestre);
- Existência de seres vivos;
- Movimentação do elemento químico pelo meio ambiente e pelos
seres vivos de um ecossistema.
→ Classificação dos ciclos biogeoquímicos
Os ciclos biogeoquímicos podem ser classificados em dois grupos
principais: gasosos e sedimentares. O ciclo gasoso é aquele que
http://brasilescola.uol.com.br/quimica/elemento-quimico.htm
http://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-atmosfera.htm
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/hidrosfera.htm
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/litosfera.htm
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/biosfera.htm
http://www.brasilescola.com/biologia/ciclo-agua.htm
http://www.brasilescola.com/biologia/ciclo-carbono.htm
http://www.brasilescola.com/biologia/ciclo-do-oxigenio.htm
http://www.brasilescola.com/biologia/ciclo-nitrogenio.htm
http://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-e-ecossistema.htm
possui como reservatório principal do elemento a atmosfera. Além
disso, os elementos entram e saem da biosfera em sua forma
gasosa. Já no ciclo sedimentar, o principal reservatório é a crosta
terrestre.
→ Importância dos ciclos biogeoquímicos
Os ciclos biogeoquímicos, porpromoverem uma ciclagem dos
elementos, garantem que eles sejam utilizados e, posteriormente,
estejam novamente disponíveis. Esse é um fator extremamente
importante, pois, alguns elementos são essenciais para os seres
vivos, e seu uso constante, sem reposição, poderia ocasionar a
extinção de espécies.
O ciclo do nitrogênio permite que esse elemento seja
constantemente reaproveitado
A circulação dos elementos é fundamental para garantir que um
ecossistema funcione adequadamente. Se, por exemplo, a
quantidade de oxigênio disponível em um ambiente aquático
diminuir, todos os seres vivos daquele ecossistema serão afetados.
Avaliar o ciclo biogeoquímico, nesse caso, poderia ser importante
para prever um impacto ambiental.
→ Fatores que influenciam a velocidade de um ciclo
biogeoquímico
A velocidade em que um elemento circula no meio abiótico e biótico
depende de vários fatores. A natureza do elemento que participa
do ciclo, por exemplo, pode determinar se a ciclagem ocorrerá de
maneira lenta ou rápida. Normalmente um ciclo gasoso é mais
rápido que um ciclo sedimentar.
Outro ponto importante para a velocidade da ciclagem dos
nutrientes é a taxa de crescimento dos seres vivos e sua
decomposição. A taxa de crescimento de uma espécie afeta
diretamente a cadeia alimentar e, consequentemente, o fluxo de um
elemento nessa cadeia. Já a decomposição, se ocorre lentamente,
afeta a liberação dos nutrientes para o meio. O homem também
exerce um importante papel nos ciclos biogeoquímicos. Por
meio de certas atividades, como a agropecuária, o homem
consegue alterar a dinâmica natural de um ecossistema,
modificando as vias seguidas por determinado elemento no ciclo.
Além disso, a poluição, extração de minerais e a produção de
energia podem afetar a ciclagem dos elementos.
Fluxo de energia no ecossistema
Nos ecossistemas, a especialização de alguns seres é tão grande,
que a tendência atual entre os ecologistas é criar uma nova
categoria de consumidores: os comedores de detritos, também
conhecido como detritívoros. Nesse caso, são formadas cadeias
alimentares separadas daquelas cadeias das quais participam os
consumidores habituais.
A minhoca, por exemplo, pode alimentar-se de detritos vegetais.
Nesse caso, ela atua como detritívora consumidora primária. Uma
galinha, ao se alimentar de minhocas, será consumidora secundária.
Uma pessoa que se alimenta da carne da galinha ocupará o nível
trófico dos consumidores terciários.
Os restos liberados pelo tubo digestório da
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/cadeia-alimentar.htm
minhoca, assim como os restos dos demais
consumidores, servirão de alimento para
decompositores, bactérias e fungos.
Certos besouros comedores de estrume de
vaca podem também ser considerados
detritívoros consumidores primários. Uma rã,
ao comer esses besouros, atuará no nível dos
consumidores secundários. A jararaca, ao se
alimentar da rã, estará atuando no nível dos
consumidores terciários, e a siriena, ao comer a
cobra, será consumidora de quarta ordem.
Fluxo de energia nos ecossistemas
A luz solar representa a fonte de energia externa sem a qual os
ecossistemas não conseguem manter-se. A transformação
(conversão) da energia luminosa para energia química, que é a
única modalidade de energia utilizável pelas células de todos os
componentes de um ecossistema, sejam eles produtores,
consumidores ou decompositores, é feita através de um processo
denominado fotossíntese. Portanto, a fotossíntese - seja realizada
por vegetais ou por microorganismos - é o único processo de
entrada de energia em um ecossistema.
Muitas vezes temos a impressão que a Terra recebe uma
quantidade diária de luz, maior do que a que realmente precisa. De
certa forma isto é verdade, uma vez que por maior que seja a
eficiência nos ecossistemas, os mesmos conseguem aproveitar
apenas uma pequena parte da energia radiante. Existem estimativas
de que cerca de 34% da luz solar seja refletida por nuvens e
poeiras; 19% seria absorvida por nuvens, ozônio e vapor de água.
Do restante, ou seja, 47%, que chega a superfície da terra boa parte
ainda é refletida ou absorvida e transformada em calor, que pode
ser responsável pela evaporação da água, no aquecimento do solo,
condicionando desta forma os processos atmosféricos. A
fotossíntese utiliza apenas uma pequena parcela (1 a 2%) da
energia total que alcança a superfície da Terra. É importante
salientar, que os valores citados acima são valores médios e nãos
específicos de alguma localidade. Assim, as proporções podem -
embora não muito - variar de acordo com as diferentes regiões do
País ou mesmo do Planeta.
Um aspecto importante para entendermos a transferência de
energia dentro de um ecossistema é a compreensão da primeira lei
fundamental da termodinâmica que diz: “A energia não pode ser
criada nem destruída e sim transformada”. Como exemplo
ilustrativo desta condição, pode-se citar a luz solar, a qual como
fonte de energia, pode ser transformada em trabalho, calor ou
alimento em função da atividade fotossintética; porém de forma
alguma pode ser destruída ou criada.
Outro aspecto importante é o fato de que a quantidade de energia
disponível diminui à medida que é transferida de um nível trófico
para outro. Assim, nos exemplos dados anteriormente de cadeias
alimentares, o gafanhoto obtém, ao comer as folhas da árvore,
energia química; porém, esta energia é muito menor que a energia
solar recebida pela planta. Esta perda nas transferências ocorre
sucessivamente até se chegar aos decompositores.
E por que isso ocorre? A explicação para este decréscimo
energético de um nível trófico para outro, é o fato de cada
organismo; necessitar grande parte da energia absorvida para a
manutenção das suas atividades vitais, tais como divisão celular,
movimento, reprodução, etc.
Biogeografia
A biogeografia é a ciência que estuda a distribuição dos organismos
na Terra.
A Terra é um planeta com áreas com características completamente
diferentes. Essas áreas possuem diferentes espécies, sendo que
algumas são restritas àquela região (endêmicas). Outras espécies
apresentam uma ampla distribuição ao redor do globo
(cosmopolitas). Você já se perguntou por que esses padrões de
distribuição ocorrem? A ciência que pode lhe dar essa resposta é a
biogeografia.
A biogeografia é uma ciência que estuda o padrão de distribuição de
organismos na Terra, bem como as variações nesse padrão que
ocorreram no passado e ainda ocorrem no presente. Os
biogeógrafos tentam compreender o porquê de determinada espécie
viver ali! Sendo assim, ela é uma ciência baseada mais na
observação, analisando padrões e fazendo comparações. Outro fato
interessante sobre a biogeografia é que cada trabalho requer uma
grande busca bibliográfica, pois se faz necessário analisar coletas e
espécies identificadas anteriormente.
A biogeografia não é uma matéria isolada, ela possui um caráter
interdisciplinar e, portanto, está em íntima associação com outras
ciências, tais como a ecologia, biologia de populações, evolução,
paleontologia, climatologia, geografia e geologia.
É impossível determinar a distribuição de uma espécie sem
compreender suas características, suas relações, sua evolução e, é
claro, sem compreender o ambiente em que ela vive. Para estudar
biogeografia é muito importante que o pesquisador esteja
familiarizado com os conceitos ecológicos, bem como conhecer a
fisiologia, anatomia e desenvolvimento de grupos de animais e
plantas. As mudanças geográficas que ocorreram em determinada
região, avanço do mar, surgimento de ilhas, conhecimento sobre os
continentes, montanhas, entre outros temas são fundamentais para
um biogeógrafo.
Existem diversas linhas para se estudar a biogeografia, podendo ser
destacadas a biogeografia histórica e a biogeografia ecológica. A
biogeografia histórica busca explicar a distribuição dos organismos,
tendo como base eventos passados. Os fósseis são importantes
ferramentas para esse processo. Já a biogeografia ecológica estuda
a dispersão dos organismos, enfocando nos fatores atuais, comoas
relações dos seres vivos e o meio ambiente.
Biomas brasileiros
São seis os grandes biomas brasileiros (continentais). Os biomas
do Brasil são conjuntos de ecossistemas (vegetal e animal) com
uma diversidade biológica própria.
Segundo o IBGE, no Brasil há seis tipos de biomas continentais e
um bioma marinho ou aquático. Quais são os biomas brasileiros,
então?
Amazônia
Cerrado
Caatinga
Mata Atlântica
Pantanal
Pampa
Mapa de Biomas do Brasil
Biomas Terrestres do Brasil
Bioma Amazônia
Considerado o maior Bioma brasileiro e a maior reserva de
diversidade biológica do mundo, o bioma Amazônia corresponde a
quase metade do território nacional.
Abrange os estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Pará,
Roraima; parte de Rondônia, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins.
O clima dessa região é quente e úmido e sua vegetação
caracterizada pela floresta fechada com árvores de grande porte.
Bioma Cerrado
O Cerrado é considerado o segundo maior bioma do Brasil em
extensão. Ele abrange os estados do: Maranhão, Distrito Federal,
Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins.
Além disso, ocupa uma pequena área de outros seis estados. O
clima predominante no cerrado é tropical sazonal e sua vegetação
caracterizada por árvores de de troncos retorcidos, gramíneas e
arbustos.
Bioma Caatinga
A Caatinga ocupa grande parte da região nordeste do país. Ela
abrange os estados do: Ceará, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí,
Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe.
Além disso, há presença desse tipo de bioma em pequenas partes
dos estados do Maranhão e de Minas Gerais.
Típico do clima semi-árido localizado no sertão nordestino, a
caatinga apresenta uma vegetação arbustiva de médio porte, com
galhos retorcidos e presença de cactus.
Bioma Mata Atlântica
A Mata Atlântica ocupa a faixa litorânea de norte à sul do país.
Assim, ela engloba a totalidade de três estados brasileiros: Espírito
Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina; grande parte do Paraná e
pequenas porções de onze estados.
O clima predominante é tropical-úmido com altas temperaturas e
índice pluviométrico. A vegetação nesse bioma é marcada pela
presença de árvores de grande e médio-porte formando uma
floresta densa e fechada.
Bioma Pantanal
O Bioma Pantanal, considerado o de menor extensão territorial do
país, abrange dois estados brasileiros, a saber: Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul.
O clima predominante é tropical continental com altas temperaturas
e chuvas, de verão chuvoso e inverno seco.
A vegetação do pantanal é marcada pelas gramíneas, árvores de
médio porte, plantas rasteiras e arbustos. O nome desse bioma
remete às regiões alagadiças presentes, ou seja, os pântanos.
Bioma Pampa
O Pampa é o único bioma presente somente numa unidade
federativa, ou seja, ocupa mais da metade do território do Rio
Grande do Sul.
O clima é subtropical com as quatro estações do ano bem definidas
e sua vegetação é marcada pela presença de gramíneas, arbustos e
árvores de pequeno porte.
Além disso, esse bioma é constituído de grandes áreas de
pastagens que se desenvolvem grandes rebanhos.
Curiosidades
Juntos, os biomas da Amazônia e da Mata Atlântica ocupam
100% de oito estados brasileiros.
O Bioma Amazônia e o Bioma Pantanal ocupam juntos mais de
metade do Brasil.
O Bioma Amazônia e o Bioma Pantanal ocupam juntos mais de
metade do Brasil.
A maior planície inundável do mundo é o pantanal mato-
grossense.
Atualmente, a Mata Atlântica corresponde a 7% de sua área
origin al.
Exploração e uso de recursos naturais
Os recursos naturais são de fundamental importância para as
sociedades, mas podem esgotar-se caso não sejam utilizados
corretamente.
A exploração da madeira é um exemplo da utilização dos recursos
naturais
Podemos chamar de recursos naturais todos os elementos
disponibilizados pela natureza que podem ser utilizados pelas
atividades humanas. Dessa forma, as florestas, o solo, a energia
solar, o movimento dos ventos, os animais, os vegetais, os minérios,
a água e muitos outros são recursos naturais, pois a sociedade
utiliza-os economicamente.
Inicialmente, o ser humano mantinha uma relação de equilíbrio com
a natureza. Porém, com o tempo, foram sendo desenvolvidas
técnicas de acúmulo e plantio que permitiram ao homem que fizesse
maiores transformações sobre o meio e também sobre o espaço
geográfico. Foi no período Neolítico que a agricultura constituiu-se,
formando as bases estruturais para que se firmassem as primeiras
civilizações.
Existem diferentes formas de aproveitar os recursos naturais, tais
como: a prática da agricultura, caça, pesca, extrativismo mineral e
vegetal, entre outras atividades socioeconômicas.
A extração do látex da seringueira: um exemplo de extrativismo
vegetal
Com o passar dos milênios, as diferentes técnicas foram
aprimorando-se, e as sociedades foram desenvolvendo formas de
apropriar-se mais e melhor dos elementos da natureza, o que
intensificou a exploração dos recursos naturais. Essa utilização cada
vez maior desses recursos poderá, futuramente, resultar em sua
extinção.
Para melhor entender essa questão, os recursos naturais são
classificados em renováveis e não renováveis:
Os recursos naturais renováveis, como o próprio nome indica, são
aqueles que são inesgotáveis (como a luz solar e os ventos) ou
aqueles que possuem capacidade de renovação, seja pela natureza
(a água, por exemplo), seja pelos seres humanos (os vegetais
cultivados na agricultura).
Já os recursos naturais não renováveis são aqueles que não
possuem capacidade de renovar-se ou que a renovação é muito
lenta, levando milhares de anos para ser concluída. É o caso do
petróleo, que leva um longo período geológico para formar-se, mas
é retirado rapidamente graças ao desenvolvimento de técnicas
específicas. Os minérios em geral (ouro, cobre, ferro e outros) são
exemplos de recursos não renováveis que podem esgotar-se no
futuro.
É válido lembrar que até mesmo alguns dos recursos renováveis
poderão se tornar mais escassos caso sejam utilizados
indevidamente. A água, mesmo se renovando, pode acabar, pois o
ser humano só pode consumir a água potável, que se diminui cada
vez mais com a poluição dos rios e dos recursos hídricos em geral.
O solo, por sua vez, caso não seja preservado, também pode tornar-
se improdutivo. As florestas sofrem com o avanço do desmatamento
pelo mundo, de modo a prejudicar ainda mais a disponibilidade dos
bens por elas fornecid os.
Problemas ambientais: mudanças, efeito estufas;
desmatamento; erosão; poluição da água, do
solo e do ar.
Os problemas ambientais do Brasil, aqueles que afetam o meio
ambiente, são múltiplos, vastos e de enorme gravidade,
prejudicando todos os seus biomas. Entre as principais ameaças
estão a poluição da água, do ar e do solo, o desmatamento, o
depósito e disposição de lixo em locais inadequados, a caça e a
pesca predatórias, o desperdício de alimentos e de recursos
naturais, e o aquecimento global. Todas elas têm sua raiz na
explosão demográfica, na acelerada expansão urbana e
agropecuária, e no proporcional aumento no consumo geral de
recursos, podendo agir em separado, mas em geral fazendo-o em
combinação, e desencadeiam uma série de impactos negativos
sobre a biodiversidade, fazendo declinar populações, extinguindo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Meio_ambiente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bioma
https://pt.wikipedia.org/wiki/Polui%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desmatamento
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lixo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desperd%C3%ADcio_de_alimentos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Recursos_naturais
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global
https://pt.wikipedia.org/wiki/Explos%C3%A3o_demogr%C3%A1fica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Agropecu%C3%A1ria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Biodiversidade
espécies, privando-as de comida e abrigo, e provocando-lhes
doenças, redução em seu crescimento, anomalias genéticas e
outros males.
Consequentemente, desencadeiam-se prejuízos variados para a
sociedade, que em tudo da natureza depende para sobreviver, na
forma de reduçãode fontes de alimento e energia, de serviços
ambientais, de materiais de construção, de substâncias medicinais,
de fibras, óleos, resinas, condimentos e outros recursos. Também
prejudicam o homem diretamente, causando-lhe doenças e outros
danos à sua saúde, finanças e bem estar. Toda a sociedade
brasileira sente os efeitos combinados desses problemas, e sofrem
mais os mais pobres, a despeito da existência de grossa legislação
normativa e protetora. Várias são as políticas e os programas
governamentais e privados dedicados à prevenção e combate às
ameaças ambientais, mas no balanço eles têm se revelado pouco
eficientes e pouco ambiciosos, visto que as ameaças se agravam
dia a dia, sem que haja sinal de uma reversão em grande escala
nas tendências atuais num futuro próximo.
Fatores culturais, econômicos e políticos, que privilegiam a
exploração predatória, imediatista, imprevidente e insustentável da
natureza, além da ilegalidade, dificultam enormemente a aplicação e
a eficácia das normas legais de monitoramento, fomento e proteção
das espécies selvagens. A falta de educação ambiental e de
consciência da população sobre o papel fundamental que a
natureza desempenha na vida humana são outros agravantes desse
contexto dramático, fazendo com que as projeções de futuro não
sejam otimistas, embora o conhecimento exista e seja facilmente
acessível, e embora os custos de transformação do modelo atual
sejam baixíssimos comparados aos seus benefícios, especialmente
na perspectiva de longo prazo.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7os_ambientais
https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_ambiental
A combinação das ameaças ambientais
A Terra, um sistema onde todas as formas de vida são
interdependentes, influem sobre o ambiente e são por ele
influenciadas.
São importantes conceitos introdutórios no estudo da problemática
ambiental os de sinergia e acumulação. Na definição de Milaré,
"sinergia é o efeito ou força ou ação resultante da conjunção
simultânea de dois ou mais fatores, de forma que o resultado é
superior à ação dos fatores individualmente, sob as mesmas
condições. Noutro passo, são cumulativos os impactos ou efeitos
capazes de ensejarem alteração significativa na dinâmica ambiental
a partir da acumulação de impactos locais".[1] A natureza é um
sistema todo integrado, cada um de seus elos desempenha um
papel específico no equilíbrio ecológico geral, que pode ser muito
abrangente ou bastante limitado, conforme a espécie. Isso significa
que a supressão ou declínio de uma certa espécie vai
inevitavelmente afetar outras que dela dependiam em termos de
alimentação, reprodução, proteção ou outro fator. Algumas espécies
têm funções restritas e o efeito do seu desaparecimento é pequeno;
não obstante, ele existe. Outras, porém, exercem influência sobre
muitas outras, e o seu desaparecimento desencadeia uma cascata
de eventos que pode levar à desestruturação de todo um
ecossistema e ao seu colapso final. Dessa interatividade inerente ao
funcionamento da natureza, decorre que muitas ameaças
ambientais, senão todas, não ficam limitadas à sua origem, mas se
interpenetram, interagem, acumulam e se reforçam mutuamente,
produzindo efeitos que podem ser imprevisíveis, incontroláveis, de
vasta escala e longa duração, e às vezes irreversíveis. O ser
humano é talvez a única das espécies vivas que tem a capacidade
de afetar todo o ambiente da Terra, como as observações recentes
têm mostrado com superabundância de evidências, e seus atos, da
mesma maneira sinérgica e cumulativa, têm efeitos em múltiplas
esferas.[2][3][4][5] Há muitos séculos atrás, quando a população era
pequena, o impacto da atividade humana foi na maior parte das
vezes absorvido pela natureza, mas essa capacidade de
neutralização já foi ultrapassada, e hoje a Terra dá sinais nítidos de
esgotamento.[6][7][8][9][10] O Brasil, riquíssimo em recursos naturais e
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:The_Earth_seen_from_Apollo_17.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinergia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Equil%C3%ADbrio_ecol%C3%B3gico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ecossistema
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-2
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-3
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Spata-4
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-5
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Ki-Monn-6
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-7
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-8
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Consumo-9
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-10
dono de uma natureza exuberante, não é exceção nesse estilo de
vida insustentável, e todos os seus biomas estão ameaçados por
um longo elenco de agressões que se combinam e produzem
efeitos multiplicados.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bioma
Principais ameaças
Poluição e degradação do solo e o lixo
Na definição da Política Nacional de Meio ambiente, poluição é "a
degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que
direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o
bem–estar da população; b) criem condições adversas às atividades
sociais e econômicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; d)
afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; e)
lancem matérias ou energias em desacordo com os padrões
ambientais estabelecidos".[11] São principais causas da poluição do
solo o uso indiscriminado de pesticidas, herbicidas e fertilizantes nas
lavouras, em conjunto denominados agrotóxicos, e nas regiões
urbanizadas, o mau manejo do lixo e outros resíduos. Também são
fatores relevantes os resíduos produzidos nas minerações, e,
embora pontuais, os acidentes envolvendo descargas de
substâncias poluentes, os quais, não obstante sua origem
circunscrita, podem gerar danos em larga escala.[11][12]
Agrotóxicos e a poluição no campo
O uso intensivo dos químicos na lavoura foi um resultado da
modernização da agricultura, um processo acompanhado pela
crescente mecanização. Essas substâncias não atuam somente
sobre os fins para os quais são produzidas, mas são efetivamente
venenos que contaminam o ambiente e os alimentos e, por
consequência, os seres humanos que os consomem. Segundo
Milaré, “a utilização dos agrotóxicos na agricultura tem determinado
a poluição de praticamente todo o meio ambiente natural”.[12]
Movimentos sociais e organizações ambientalistas promovem
marcha e ato público em Brasília para lançar a Campanha
Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida e protestar contra
alteração do Código Florestal, 2011.
Os agrotóxicos têm causado uma enorme série de problemas,
extensamente documentados, tanto para o solo e o ambiente em
geral quanto para a saúde humana, dentre os quais ressaltam o
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pol%C3%ADtica_Nacional_de_Meio_ambiente&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Fabiano-11
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pesticidas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Herbicidas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fertilizantes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Agrot%C3%B3xicos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Fabiano-11
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Athayde-12
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Athayde-12
declínio da biodiversidade, incluindo de espécies úteis às próprias
lavouras, como os polinizadores e a fauna microbial do solo;
indução ao aparecimento de resistência biológica nas espécies-alvo
dos pesticidas e herbicidas, que enseja o aparecimento de
superpragas; eutrofização das águas pelo excesso de fertilizantes,
envenenamento de alimentos e intoxicações no homem.[13] Essas
substâncias afetam todos os sistemascorporais, produzindo
doenças como câncer, teratogêneses, catarata, morte fetal,
insuficiência hepática, encefalopatia, distonia vascular, esclerose
cerebral, enfisema pulmonar, esterilidade, alterações neuro-
comportamentais, perturbações motoras, asma, alergias, duodenite,
úlcera gástrica e muitas outras.[13][14] Já foram identificadas mais de
500 dessas substâncias nocivas presentes no corpo humano que
não estavam lá na população que vivia antes de 1920.[13]
Esse problema tem gerado muitos protestos de entidades
ambientalistas e da população, mas parece estar longe de ser
solucionado, pois há fortes interesses políticos e econômicos em
jogo e surgem constantemente denúncias de corrupção nas
instâncias oficiais, desvirtuando a legislação, facilitando a liberação
de produtos proibidos em outros países, minimizando exigências de
fiscalização e dificultando o registro de casos de contaminação.[15][16]
[17][18][19] Sérias deficiências na estrutura de licenciamento e de
fiscalização também agravam o problema. Em 2012 havia apenas
90 fiscais do governo federal para cobrir todo o território
brasileiro.[18] Em 2015 a chefe de toxicologia da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), Ana Maria Vekic, admitiu que “não
conseguimos acompanhar. Não temos o pessoal ou os recursos
para o volume e a variedade de produtos que os fazendeiros
querem usar”.[19]
De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
(IBDC), grande parte dos alimentos cultivados no Brasil viola as
regulamentações nacionais.[19] Desde 2008 o país é o campeão
mundial de uso de agrotóxicos.[20] Um relatório da Anvisa de 2010
indicou que o produto mais contaminado era o pimentão, com 90%
das amostras comprometidas. Outros produtos que indicaram
elevados índices foram o morango (63% das amostras), o pepino
https://pt.wikipedia.org/wiki/Polinizador
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https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Superpraga&action=edit&redlink=1
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Consumidor-19
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-20
(58%), alface (55%) e cenoura (50%). Beterraba, abacaxi, couve e
mamão estavam contaminadas em 30% das amostras. Além disso,
a pesquisa indicou que muitos deles apresentavam contaminação
por substâncias não autorizadas pelo governo.[21] Ainda segundo o
IBDC, "desde 2007, quando o Ministério da Saúde do Brasil
começou a manter uma série de registros mais recentes, o número
de casos relatados de intoxicação humana causada por agrotóxicos
mais que dobrou – de 2.178 naquele ano passou para 4.537 em
2013. O número anual de mortes ligadas ao envenenamento por
esses produtos subiu de 132 para 206. Especialistas em saúde
pública dizem que as cifras reais são maiores, porque o
acompanhamento continua sendo incompleto".[19]
A contaminação do solo regularmente acaba contaminando os
mananciais hídricos por infiltração até o lençol freático e por
carregamento pela chuva até os rios e lagos, continuando ali a
exercer seus impactos perniciosos à saúde humana à
biodiversidade. De acordo com Fabiano dos Santos, "tal
contaminação, além da danosidade que representa ao meio
ambiente, constitui um evento de difícil reparação, pois, dependendo
da extensão do dano, sua descontaminação ensejaria um processo
de reconstituição complexo e muito dispendioso".[11][12] Alguns tipos
de fertilizantes também emitem gases poluentes, como o óxido
nitroso, que contribuem para exacerbar o fenômeno do aquecimento
global.[22]
Degradação do solo
Voçoroca no estado de São Paulo, um dos efeitos da degradação do
solo.
A poluição é um dos fatores determinantes de um processo paralelo,
a degradação do solo, que é definida como a redução de sua
qualidade ou produtividade,[23] embora não seja o único. Outros são
a erosão, principalmente derivada do desmatamento, que expõe o
solo ao excesso de insolação e ao vento, ressecando-o, e às
chuvas, que o dissolvem e carregam para os leitos d'água,
assoreando-os; as queimadas, que destroem muito da
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-21
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Consumidor-19
https://pt.wikipedia.org/wiki/Len%C3%A7ol_fre%C3%A1tico
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https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Degrada%C3%A7%C3%A3o_do_solo&action=edit&redlink=1
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Eros%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desmatamento
https://pt.wikipedia.org/wiki/Insola%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Assoreamento
https://pt.wikipedia.org/wiki/Queimada
biodiversidade superficial; a construção de obras de infra-estrutura,
como estradas e urbanização; o pastejo excessivo na pecuária, e o
manejo inadequado, especialmente no caso da irrigação, que pode
provocar a salinização da terra. Esses fatores, atuando em
separado ou em combinação, causam grandes perdas na
biodiversidade do solo, incluindo a biodiversidade microscópica,
grande responsável pela produção e fixação de nutrientes
necessários à sua fertilidade, gerando sérios prejuízos às agricultura
e à pecuária. Solos por natureza frágeis ou rasos são
particularmente sujeitos à degradação. A degradação do solo pode
levar também a alterações nos sistemas hídricos e à desertificação,
[11][23] outro problema
que já preocupa várias regiões do Brasil, em especial no Nordeste,
[24][25] e que em 2012 colocava 1,3 milhão de quilômetros quadrados
sob ameaça, representando cerca de 15% do território brasileiro.[26]
Faltam dados exatos sobre a situação nacional, mas na América do
Sul calcula-se que 244 milhões de hectares de solo estejam
degradados, 41% devido ao desmatamento, 27,9%ao superpastejo,
26,2% a atividades agrícolas, 4,9% à exploração excessiva da
vegetação.[27]
Lixo
O lixo é uma das principais formas de poluição do solo, tendo efeitos
também sobre a qualidade das águas e do ar. Desde o surgimento
dos primeiros centros urbanos, a produção de lixo se apresenta
como um problema de difícil solução. A partir da Revolução
Industrial, com a intensificação da migração dos trabalhadores do
campo para a cidade, aumentaram a produção e as dificuldades no
manejo dos resíduos sólidos. Algumas características da sociedade
contemporânea, como seu amor ao novo, o costume de usar
produtos descartáveis em vez de recicláveis, o sistema de produção
que prevê a obsolescência programada de inúmeros itens de
consumo, tornando-os inúteis em pouco tempo e necessitando
reposição, as grandes taxas de desperdícios de materiais e recursos
naturais, contribuem para que hoje haja enorme produção de lixo de
https://pt.wikipedia.org/wiki/Urbaniza%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Irriga%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Saliniza%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nutrientes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desertifica%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Fabiano-11
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Campanilli-23
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-24
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-25
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-26
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-27
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Obsolesc%C3%AAncia_programada
várias naturezas.[28] As principais fontes do lixo, na definição do
portal Ambiente Brasil, transcrita integralmente, são:[29]
Lixão a céu aberto em Jardim Gramacho.
"Lixo doméstico: é aquele produzido nos domicílios
residenciais. Compreende papel, jornais velhos,
embalagens de plástico e papelão, vidros, latas e
resíduos orgânicos, como restos de alimentos, trapos,
folhas de plantas ornamentais e outros.
"Lixo comercial e industrial: é aquele produzido em
estabelecimentos comerciais e industriais, variando de
acordo com a natureza da atividade. Restaurantes e
hotéis produzem, principalmente, restos de comida,
enquanto supermercados e lojas produzem embalagens.
Os escritórios produzem, sobretudo, grandes quantidades
de papel. O lixo das indústrias apresenta uma fração que
é praticamente comum aos demais: o lixo dos escritórios
e os resíduos de limpeza de pátios e jardins; a parte
principal, no entanto, compreende aparas de fabricação,
rejeitos, resíduos de processamentos e outros que variam
para cada tipo de indústria. Há os resíduos industriais
especiais, como explosivos, inflamáveis e outros que são
tóxicos e perigosos à saúde, mas estes constituem uma
categoria à parte.
"Lixo público: são os resíduos de varrição, capina,
raspagem, entre outros, provenientes dos logradouros
públicos (ruas e praças), bem como móveis velhos,
galhos grandes, aparelhos de cerâmica, entulhos de
obras e outros materiais inúteis, deixados pela população,
indevidamente, nas ruas ou retirados das residências
através
de serviço de remoção especial.
"Lixo de fontes especiais: é aquele que, em função de
determinadas características peculiares que apresenta,
passa a merecer cuidados especiais em seu
acondicionamento, manipulação e disposição final, como
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Brollo-28
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-29
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_Gramacho
é o caso de alguns resíduos industriais antes
mencionados, do lixo hospitalar e do radioativo".
Aterro sanitário da Central de Resíduos do Vale do Aço, Santana do
Paraíso.
O problema do lixo é global, afetando tanto a terra como as águas
internas e o mar. No Brasil apresenta-se um grande desafio. De
acordo com o estudo Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil,
publicado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza
Pública e Resíduos Especiais em 2013, neste ano o país produziu
76.387.200 de toneladas de resíduos derivados de indústrias,
construção civil, residências, hospitais, atividades agropecuárias e
outras origens, significando um aumento em 4,1% em relação ao
ano anterior, numa taxa que superou o crescimento populacional
brasileiro, que foi de 3,7%.[30]
O Brasil já tem um bom sistema de coleta, que é capaz de captar
90,4% do total, mas os sistemas de disposição são mais precários.
Somente cerca de 60% do total de lixo produzido recebe destinação
adequada. Cerca de 62% dos municípios têm algum sistema de
coleta seletiva e/ou reciclagem, mas nem sempre ele cobre toda a
população das cidades, e em geral tem baixo nível de eficiência.
Mesmo o lixo que recebe "destinação adequada", isto é, é coletado
e depositado em locais controlados, 44% acaba sendo incinerado,[30]
gerando poluição atmosférica.[31] O restante, que não recebe
"destinação adequada", acaba em lixões a céu aberto, em rios,
lagos e no mar. Sendo lavado pelas chuvas e liberando substâncias
tóxicas em seu processo de decomposição, entre elas metais
pesados, ácidos e chorume, tais substâncias infiltram-se para o
subsolo atingindo os mananciais subterrâneos de água,
contaminando-os de várias maneiras, ou são liberadas para a
atmosfera na forma de gases. O lixo também gera problemas de
saúde humana como câncer, intoxicações, infecções, anomalias
congênitas, baixo peso ao nascer, abortos e mortes neonatais;
contribui expressivamente para o aquecimento global
(principalmente pela geração de metano), além de provocar
modificações físicas na paisagem pelo seu acúmulo. Os impactos
sobre a biodiversidade também são grandes e variados. Tudo isso
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aterro_sanit%C3%A1rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Santana_do_Para%C3%ADso
https://pt.wikipedia.org/wiki/Demografia_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-abrelpe-30
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coleta_seletiva
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-abrelpe-30
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Gouveia-31
https://pt.wikipedia.org/wiki/Chorume
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aborto
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mortalidade_neonatal&action=edit&redlink=1
gera um alto custo econômico, ambiental e social.[28][31] Em 2014 o
país aprovou uma nova legislação obrigando a destinação
adequada de todo o lixo produzido, mas ela está longe de ser
implementada integralmente.[30] O referido estudo acrescentou:
Resíduos às margens do Lago Guaíba, em Porto Alegre. Durante as
cheias, este lixo acaba parando nas águas, degradando sua
qualidade e afetando animais e plantas.
"O sistema de gestão de resíduos de um país constitui-se num
dos principais componentes de garantia de proteção ambiental
e preservação de recursos naturais que, como já sabido, não
são infinitos. A partir da leitura das informações publicadas no
Panorama 2013, constata-se que a gestão de resíduos sólidos
tem trazido prejuízos ambientais e econômicos para o Brasil,
pois ainda é deficitária e não tem avançado de maneira
uniforme nas diversas regiões do país. O setor, apesar de ser
sensível e de contar com crescentes atenções, ainda carece de
estruturação, gerenciamento e, principalmente
recursos, para viabilizar os processos completos para
implementação de medidas e procedimentos de gerenciamento
ambientalmente adequado de resíduos sólidos. [...]
"Os dados do Panorama 2013 revelam um cenário geral
bastante similar àquele publicado na edição anterior,
demonstrando apenas uma tímida evolução na gestão de
resíduos e apresentando consideráveis desafios para
cumprimento das determinações legais. [...] Mesmo em regiões
que apresentam uma situação mais aceitável, nota-se que os
recursos financeiros aplicadospelos municípios são
insuficientes para fazer frente às necessidades impostas em
um sistema de gestão universalizada, integrada, sustentável, e
qualitativamente adequada dos resíduos sólidos. [...]
"É preciso buscar uma resposta efetiva ao grande desafio do
momento: garantir uma gestão e um destino adequado aos
materiais descartados pela sociedade. As soluções já são
amplamente conhecidas, sendo as principais: a eliminação de
'lixões'; a implantação de aterros sanitários; a efetivação de
sistemas de coleta seletiva; o estabelecimento de sistemas de
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Brollo-28
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Gouveia-31
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-abrelpe-30
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lago_Gua%C3%ADba
logística reversa, com responsabilidade dos produtores; e a
viabilização de plantas de recuperação e aproveitamento de
resíduos".[30]
Poluição da água
Espumas de poluição no Arroio Dilúvio, em Porto Alegre.
A poluição hídrica consiste em modificações de origem humana nas
propriedades físicas e químicas da água capazes de provocar dano
aos seres humanos e ou à vida selvagem, incluindo-se aqui tanto
rios e lagos como os mananciais subterrâneos e o mar. Suas causas
principais derivam do lixo e esgotos urbanos e de substâncias
usadas na agricultura e indústria, que são lançados diretamente nas
águas ou lá acabam parando levados pelas chuvas ou por
infiltrações. Acidentes com despejos de substâncias nocivas em
geral têm um impacto limitado, mas às vezes desencadeiam efeitos
de grandes proporções com reflexos em vários ambientes
associados. É um exemplo o derramamento de lama tóxica ocorrido
em 2015 no rio Doce pelo rompimento de uma barragem da
mineradora Samarco, que provocou pelo menos 17 mortes e
prejudicou severamente a biologia de todo o rio abaixo do ponto do
acidente, além de destruir uma vila, gerar grandes prejuízos
econômicos e sociais e contaminar uma grande área de oceano e
praias além da sua foz, sendo considerado o maior desastre
ambiental da história do país.[33][34] Também são consideradas
formas de poluição a contaminação salina e a mineralização dos
mananciais.[35] O crescimento acelerado da população humana, com
o aumento na demanda de água para consumo e outras atividades,
reduz os estoques disponíveis, aumentando o problema porque
menores quantidades de líquido são menos capazes de diluir os
contaminantes.
Esses materiais podem simplesmente envenenar a água com
substâncias tóxicas, como os pesticidas usados nas lavouras, e
efluentes industriais que contenham por exemplo: metais pesados
ou fármacos, ou podem estimular o crescimento de populações
microscópicas que desequilibram o ambiente aquático consumindo
grandes quantidades de oxigênio e emitindo outras substâncias
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-abrelpe-30
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arroio_Dil%C3%BAvio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Esgotos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Doce
https://pt.wikipedia.org/wiki/Samarco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-33
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-34
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mineraliza%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Walbert-35
https://pt.wikipedia.org/wiki/Popula%C3%A7%C3%A3o_humana
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pesticidas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metais_pesados
https://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_ativo
tóxicas como subproduto do seu metabolismo, prejudicando as
outras formas de vida. Neste caso se incluem os esgotos e
fertilizantes agrícolas, que representam para algas, fungos e
bactérias um grande aporte de nutrientes, fazendo com que suas
populações se multipliquem explosivamente, num processo
chamado eutrofização.[32][36][37] No Brasil poucas atividades
produtivas têm controle eficiente de seus efluentes líquidos e
resíduos sólidos, e os sistemas de tratamento são ainda mais
precários. Isso vale especialmente para os esgotos urbanos, que no
caso brasileiro são os poluentes mais importantes, sendo raras as
cidades com coleta e tratamento dentro de níveis aceitáveis.[35][36]
Existem vários marcos legais que protegem especificamente as
águas, nascentes e mananciais, bem como a natureza em geral,
mas tipicamente eles ou são desconhecidos ou têm baixa adesão
da população. A impunidade, mais a notória lentidão e a frequente
inconsistência dos processos de licenciamento ambiental são
agravantes do problema.[38] Um relatório da Defensoria da Água em
parceria com a Caritas e a UFRJ indicou que entre 1994 e 2004 os
níveis de poluição hídrica no Brasil aumentaram em cinco vezes.[39]
Em junho de 2015 chamou a atenção nacional um episódio de
grande produção de espuma no rio Tietê, um dos mais poluídos do
Brasil. A imagem mostra a ponte sobre o rio na cidade de Pirapora
de Bom Jesus, na região metropolitana de São Paulo. As espumas
ultrapassaram a altura da ponte e invadiram casas e ruas na beira
do rio. Já havia ocorrido episódio semelhante em fevereiro do
mesmo ano e, de acordo com a Prefeitura de Pirapora, o problema
se repete periodicamente há trinta anos. Segundo a Companhia
Ambiental do Estado de São Paulo, o fenômeno se deve ao despejo
de esgoto doméstico não tratado contendo grandes quantidades de
detergente não biodegradável, e piora no período de estiagem
devido à baixa vazão da água, que não é suficiente para dissolver
os poluentes.
As consequências da poluição hídrica são vastas, sendo um dos
mais graves desafios ambientais contemporâneos. A água é o
ambiente de vida para muitos seres vivos e o desequilíbrio em suas
condições necessariamente os afeta de variadas maneiras. Quando
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metabolismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Algas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fungos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bact%C3%A9rias
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eutrofiza%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Castro-32
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Souza-36
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Souza-36
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-38
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-39
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Tiet%C3%AA
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pirapora_de_Bom_Jesus
https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_metropolitana_de_S%C3%A3o_Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Ambiental_do_Estado_de_S%C3%A3o_Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Detergente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Biodegrad%C3%A1vel
não causa morte imediata, pode provocar distúrbios de crescimento,
de comportamento, alterar os ciclos de alimentação e reprodução, e
produzir malformações congênitas e mutações genéticas. Ao
mesmo tempo, uma água de má qualidade representa ameaça
direta para o homem, que dela depende para viver, e para todos os
outros animais que dela fazem uso. Isso gera repercussões
negativas em amplíssima escala, que podem estar muito distantes
de suas origens primeiras. Com o impacto negativo sobre a
biodiversidade aquática — peixes, crustáceos, moluscos,
vegetação, além de répteis, mamíferos, aves e outras formas de
vida que ali florescem —, o homem é prejudicado de outras formas,
pois dos rios, lagos e do mar a sociedade obtém alimentos que
estão na dieta de grande parte da população. Águas poluídas
muitas vezes são veículos de doenças, como o cólera, a febre
tifóide, shingelose, amebíase e outras parasitoses. Criações de
gado, aves e outras, servidas com águas contaminadas, são
prejudicadas diretamente e transmitem muitas vezes a
contaminação para o homemquando este as transforma em
alimento. A poluição hídrica também prejudica o turismo, os
esportes aquáticos, o lazer, a higiene humana e os usos industriais,
demonstrando-se assim a enormidade do problema. Ele é piorado
com o desmatamento das matas ciliares, que causam erosão das
margens e assoreamento dos leitos, complicando a navegação,
alterando habitats de muitas espécies e aumentando o risco de
enchentes.[37]
Os impactos econômicos negativos derivados desse acúmulo de
agravantes ambientais, produtivos e sanitários são
proporcionalmente grandes,[37] mas ainda há poucos estudos sobre
este aspecto, e o custo final não foi bem quantificado. Em parte isso
deriva da dificuldade que muitas vezes existe em se traçar com
precisão a fonte dos poluentes, que podem ter origens múltiplas e
difusas, o que também dificulta o estabelecimento de normas
eficazes de controle e a atribuição de responsabilidades. Outro
obstáculo à determinação dos custos está na imprecisão de termos
como "custo ambiental" ou "custo social", o que está ligado à
inconsistência da valoração intrínseca da natureza pela sociedade e
dos serviços ambientais que ela fornece. Porém, servem como
https://pt.wikipedia.org/wiki/Malforma%C3%A7%C3%B5es_cong%C3%AAnitas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Muta%C3%A7%C3%B5es_gen%C3%A9ticas
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3lera
https://pt.wikipedia.org/wiki/Febre_tif%C3%B3ide
https://pt.wikipedia.org/wiki/Shigella
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ameb%C3%ADase
https://pt.wikipedia.org/wiki/Parasitose
https://pt.wikipedia.org/wiki/Esportes_aqu%C3%A1ticos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Higiene
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mata_ciliar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Habitat
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Motta-37
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Motta-37
https://pt.wikipedia.org/wiki/Valor_de_exist%C3%AAncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7os_ambientais
exemplo dois estudos de caso. O primeiro abordou a situação do
Distrito Federal, concluindo que os custos sociais da degradação
hídrica atingiram a totalidade dos consumidores de água do sistema
de abastecimento público. "Na categoria popular (baixa renda), o
custo social foi estimado em 7 milhões de reais por ano, o que
representa 8,9% da despesa total de água dos consumidores dessa
categoria, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2008. Na
categoria normal (de renda média a alta) o custo social foi estimado
em 12,9 milhões por ano, o equivalente 6,8% da despesa total de
água dos consumidores no período estudado".[44] O outro estudo
analisou a poluição industrial da bacia do rio Paraíba do Sul, que
cobre uma área que responde sozinha por 10% do PIB nacional,
onde foi demonstrado que o tratamento das águas pode ter o
elevado custo de 0,32 a 1,26 real por metro cúbico de água poluída,
e que as taxas cobradas pelo governo para o abastecimento da
população estão longe de serem suficientes para financiar a solução
do problema.[45] Além disso, é um consenso entre os estudiosos que
os custos de prevenção dos impactos ambientais — e por
consequência, sociais — são sempre mais baixos do que os de
recuperação depois de o dano ambiental estar instalado. Mas o
costumeiro tratamento das águas não beneficia o ambiente, pois
uma vez poluídas as águas assim continuam nos mananciais,
afetando imediatamente as espécies selvagens e os ecossistemas,
enquanto que a água purificada chegará somente ao consumidor
humano.
Poluição do ar
Material particulado
A poluição do ar é um problema principalmente urbano, e divide-se
em duas categorias principais, a do material particulado (poeiras ou
aerossois), e a dos gases/vapores tóxicos.[49] O material particulado,
termo que designa material de origem diversificada dividido em
pequenas partículas, é um dos poluentes clássicos na definição da
Organização Mundial de Saúde (OMS).[50] É originado de processos
industriais e produtivos, como a cinza e a fumaça geradas pela
combustão de madeira e carvão nos lares e em siderúrgicas e
https://pt.wikipedia.org/wiki/Distrito_Federal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-44
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Para%C3%ADba_do_Sul
https://pt.wikipedia.org/wiki/PIB
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-45
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Almeida-49
https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_Mundial_de_Sa%C3%BAde
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Freitas-50
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cinza
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fuma%C3%A7a
https://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%A3o
metalúrgicas, obras de engenharia que usam cimento ou
movimentam grandes quantidades de terra, a poeira gerada na
exploração e transporte de minérios, e a poeira de rua levantada
pelo vento, que pode conter substâncias tóxicas e metais pesados.
Estas partículas existem em vários tamanhos, todos muito
pequenos, medindo até 100 mícrons de diâmetro. As mais perigosas
para o homem medem até 10 mícrons, e sendo inaláveis, causam
problemas no aparelho respiratório.[49] Conforme sua composição,
algumas partículas têm a capacidade de carregar substâncias
tóxicas para dentro do organismo. Também o afetam pelo acúmulo
físico, causando males derivados de obstrução das vias aéreas.[51]
Gases
Há notícias desde a Antiguidade assinalando os efeitos nocivos de
fumaças sobre a saúde das pessoas, mas somente a partir da
Revolução Industrial, iniciada em meados do século XVIII, a
qualidade do ar passou a chamar a atenção, uma vez que as
indústrias passaram a fazer uso sistemático e intensivo do carvão
mineral, um combustível fóssil cuja queima lança grande quantidade
de fumaça e poluentes variados na atmosfera. No século XIX o
petróleo iniciou sua trajetória rapidamente ascendente como fonte
de energia, e ele, assim como o carvão mineral, é um combustível
fóssil, e outro grande emissor de poluentes. No século XX o uso
desses combustíveis se tornou massivo. Eles, junto com outros
processos industriais, agrícolas e produtivos, além da decomposição
de lixo orgânico, emitem uma variada pletora de gases nocivos
direta ou indiretamente à saúde humana e à biodiversidade, como
os compostos clorados, fluorados, sulfurados, nitrogenados,
aldeídos, hidrocarbonetos, ácidos e outros. A OMS classifica como
poluentes clássicos o dióxido de enxofre (SO2), o monóxido de
carbono (CO), o dióxido de nitrogênio (NO2) e o ozônio (O3), cada
qual produzindo efeitos distintos.[50] Freitas, Pereira & Saldiva os
descrevem:
"O dióxido de enxofre encontra-se mais freqüentemente
associado a mortes totais e internações por doenças
cardiovasculares. O monóxido de carbono está associado a
intoxicações. Os estudos experimentais acerca deste toxicante
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cimento
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metais_pesados
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADcron
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aparelho_respirat%C3%B3rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Almeida-49
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vias_a%C3%A9reas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Ogushi-51
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antiguidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carv%C3%A3o_mineral
https://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%ADvel_f%C3%B3ssil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Petr%C3%B3leo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%B3xido_de_enxofre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mon%C3%B3xido_de_carbono
https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%B3xido_de_nitrog%C3%AAnio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Oz%C3%B4nio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Freitas-50
https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7as_cardiovasculares
têm focalizado seus efeitos principalmente sobre o coração. Na
literatura, encontramos o CO associado a admissões
hospitalares por parada cardíaca, mortes e internações por
doenças cardiovasculares. Apesar do escasso substrato
fisiopatológico, diversos autorestêm encontrado associação
entre incremento de doenças do aparelho respiratório e níveis
de CO. Este achado provavelmente reflete a alta correlação
entre material particulado e monóxido de carbono. O ozônio é
conhecido como um potente oxidante e bactericida. Estudos de
exposição em humanos demonstram três tipos de resposta
pulmonar a este poluente: tosse e dor retroesternal à
inspiração; decréscimo da capacidade ventilatória forçada e
volume expiratório forçado do primeiro minuto
e reação inflamatória das vias aéreas. Grande parte dos
estudos acerca dos efeitos do 03 na saúde, referem-se à
exploração da função pulmonar".[50]
Muitos desses gases reagem com outros componentes atmosféricos
produzindo poluentes secundários. São exemplos o óxido nitroso
(N2O), formado pela reação entre óxidos de nitrogênio e o oxigênio
(O2); o trióxido de enxofre (SO3), gerado pela reação entre o
oxigênio e o dióxido de enxofre, que por sua vez reage com o vapor
d'água (H2O) para formar o ácido sulfúrico (H2SO4), e os aldeídos,
éteres, cetonas, álcoois e ésteres, formados pela reação entre
hidrocarbonetos e o oxigênio, hidrogênio, cloro ou enxofre.[49] Esses
gases provocam variados problemas, conforme descrição de
Almeida:
Efeitos da poluição atmosférica sobre o monumento a Anita e
Giuseppe Garibaldi em Porto Alegre. Nota-se forte escurecimento
em algumas áreas pela impregnação de poluentes
microparticulados. No grande aumento percebe-se também erosão
e granulação da superfície por causa da chuva ácida.
"Poluentes atmosféricos podem afetar a saúde humana de
diversas formas. Os efeitos vão desde o desconforto até a
morte. Alguns desses efeitos incluem irritação nos olhos e nas
vias respiratórias, redução da capacidade pulmonar, aumente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Parada_card%C3%ADaca
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fisiopatologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aparelho_respirat%C3%B3rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Oxidante
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bactericida
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Rea%C3%A7%C3%A3o_inflamat%C3%B3ria&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Freitas-50
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93xido_nitroso
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https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81cido_sulf%C3%BArico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alde%C3%ADdo
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89ter
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cetona
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lcool
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89ster
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Almeida-49
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_e_monumento_a_Garibaldi
https://pt.wikipedia.org/wiki/Capacidade_pulmonar
de suscetibilidade a infecções virais e doenças
cardiovasculares, redução de performance física, dores de
cabeça, alterações motoras e enzimáticas, agravamento de
doenças crônicas do aparelho respiratório tais como asma,
bronquite, enfisema e pneumoconioses, danos ao sistema
nervoso central, alterações genéticas, nascimento de crianças
defeituosas e câncer.
"Os efeitos da poluição atmosférica sobre a vegetação incluem
desde a necrose do tecido das folhas, caule e frutos, a redução
e/ou supressão da taxa de crescimento, o aumento da
suscetibilidade a doenças, pestes e clima adverso, até a
interrupção total do processo reprodutivo da planta. [...] Quanto
á vida animal, os efeitos dos poluentes atmosféricos incluem o
enfraquecimento do sistema respiratório, danos aos olhos,
dentes e ossos, aumento da suscetibilidade a doenças, pestes
e outros riscos ambientais relacionados ao estresse, a
diminuição de fontes de alimento e a redução da capacidade
de reprodução".[49]
O ácido sulfúrico é principal o causador da chuva ácida,
desencadeando degradação da qualidade da água e prejuízos a
culturas vegetais. A chuva ácida, em combinação com outros
poluentes corrosivos, provoca também a degradação de estruturas
construídas pelo homem, como edificações e monumentos, através
de corrosão, erosão, mudança na cor, enfraquecimento e
decomposição.
No Brasil a poluição urbana é composta geralmente de uma mistura
de partículas e gases. As principais fontes são os veículos
automotores, mas a composição da atmosfera varia conforme a
proximidade de outras fontes poluidoras, como as indústrias e
depósitos de lixo, o regime de ventos e chuvas, que podem
dispersar os contaminantes atmosféricos, e outros fatores, e essa
composição pode variar com rapidez. Numa mesma cidade pode
haver grande diferença na qualidade do ar entre seus vários bairros.
Ao longo do ano a poluição do ar no país tende a piorar no inverno,
mas ela está presente o ano inteiro. A tendência contemporânea de
concentração da população nos centros urbanos expõe mais
pessoas a esses poluentes, cujos níveis, nas capitais e cidades
https://pt.wikipedia.org/wiki/Asma
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bronquite
https://pt.wikipedia.org/wiki/Enfisema
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pneumoconiose
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_nervoso_central
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2ncer
https://pt.wikipedia.org/wiki/Necrose
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estresse
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-Almeida-49
https://pt.wikipedia.org/wiki/Chuva_%C3%A1cida
https://pt.wikipedia.org/wiki/Corros%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eros%C3%A3o
grandes, frequentemente estão acima dos níveis recomendados
como seguros. Porém, pesquisas indicam que mesmo dentro
desses níveis efeitos daninhos ocorrem. Há legislação reguladora,
mas o controle tipicamente é difícil. As classes baixas sofrem os
impactos mais pesadamente. Todos os impactos dessa poluição
variada são reforçados quando se forma a condição da inversão
térmica, que concentra os poluentes junto à superfície impedindo
que se dispersem pelo ar.
Secas e enchentes
Secas e enchentes são fenômenos naturais recorrentes no Brasil.
Estão vinculados à variabilidade natural das estações, mas o
aquecimento global coloca importantes fatores adicionais para seu
agravamento, estando entre os seus principais impactos no caso
brasileiro. As secas são mais intensas na Região Nordeste, onde o
clima é por natureza semiárido, delimitando o chamado polígono
das secas, onde os efeitos sobre o ambiente e a população são
mais sentidos, prejudicando especialmente a agropecuária, e, por
consequência, a sociedade. As secas nordestinas se tornaram
lendárias, e deram origem a grande bibliografia e mesmo a obras de
arte, romances e filmes, que enfocaram seus variados efeitos,
sobretudo o desencadeamento de grandes migrações de
populações para outras regiões do país, fugindo das ásperas
condições de vida no Nordeste provocadas pelas calamidades
climáticas. A seca de 2012, por exemplo, afetou mais de dez
milhões de pessoas e deixou um prejuízo de mais de 16 bilhões de
reais.[63] No ano seguinte o fenômeno se repetiu ainda pior,
considerado pela ONU o mais grave dos últimos 50 anos, colocando
1.200 municípios em estado de emergência. Só na Paraíba, 360 mil
cabeças de gado morreram.
Conservação e recuperação de ecossistemas
Os vastos recursos hídricos do Brasil têm grande significado
ecológico, econômico e social. O gerenciamento, conservação e
recuperação desses sistemas é, portanto, de importância
fundamental com reflexos na economia, na área social e nos usos
dos sistemas aquáticos. Este gerenciamento é muito complexo,
https://pt.wikipedia.org/wiki/Invers%C3%A3o_t%C3%A9rmica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Nordeste_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Semi%C3%A1rido
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADgono_das_secas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_ambientais_do_Brasil#cite_note-63
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_de_emerg%C3%AAncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_de_emerg%C3%AAncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Para%C3%ADba
dependendo de uma forte base de dados e de desenvolvimento de
mecanismos de transferência doconhecimento científico básico
para a aplicação. Como há grandes diferenças geomorfológicas,
ecológicas e antropológicas nas várias latitudes no Brasil, esta ação
torna-se evidentemente mais complexa, pois depende de uma base
local ou regional de dados e informações científicas compatíveis,
com os sistemas regionais.
A exploração dos recursos hídricos para produção de energia,
biomassa e irrigação, suprimento da água para os grandes centros
urbanos demanda uma forte articulação entre a base de pesquisa e
conhecimento científico acumulado, e as ações de gerenciamento e
engenharia. Sem esta articulação que leve em conta qualidade e
quantidade de água, muito pouco avanço conceitual pode ser
realizado. Além disto é preciso levar em conta não somente o
sistema aquático, mas a bacia hidrográfica na qual ele se insere e
os usos desta unidade-bacia-hidrográfica-rio-lago ou reservatório.
Sem este conceito há pouca probabilidade de um gerenciamento
efetivo do sistema.
Principais impactos
A contínua interferência das atividades humanas nos sistemas
aquáticos continentais do Brasil produziu impactos diretos ou
indiretos, com conseqüência para a qualidade da água, a biota
aquática e o funcionamento de lagos, rios e represas.
Desmatamento - perda da zona tampão entre sistemas terrestres e
aquáticos, aumento do material particular em suspensão na água,
perda de florestas ripárias e hábitats para as aves aquáticas,
alterações na composição do sedimento dos sistemas aquáticos.
Mineração - atividades de mineração de ouro, areia e bauxita
produziram alterações físicas e químicas extremamente elevadas
nos sistemas. Acúmulo de mercúrio tem sido outro problema grave
como conseqüência da mineração de ouro.
Construção de rodovias e ferrovias - remoção de áreas alagadas
e florestas, alterações nos rios e lagos ao longo de obras rodoviárias
e ferroviárias.
Despejo de material residual - material residual proveniente de
fontes orgânicas e inorgânicas, resultantes de atividades industriais,
agrícolas ou de resíduos domésticos, é outra fonte extremamente
importante de poluição e contaminação. Deve-se distinguir entre
fontes pontuais e não pontuais de poluentes e contaminação.
Introdução de espécies exóticas - a introdução de espécies
exóticas de plantas, peixes e outros organismos produz extensas
modificações nas cadeias alimentares, em lagos e reservatórios no
Brasil. Por exemplo, a introdução acidental ou proposital de Cichla
occelaris (tucunaré) alterou profundamente as cadeias alimentares
em lagos do rio Doce.
Remoção de espécies críticas - espécies críticas que têm uma
importância fundamental para as cadeias alimentares, ou para a
manutenção da biodiversidade sustentada dos ecossitemas
aquáticos, podem ser removidas por pressão de pesca, caça ou
poluição, produzindo grandes transformações no sistema. A
remoção de várias espécies de vegetação ripária, produz muitas
alterações no sistema aquático. Por exemplo, a remoção de
espécies de vegetação, cujos frutos servem de alimento para
peixes, pode causar alterações fundamentais na estrutura da
comunidade biológica em ecossistemas aquáticos.
Construção de reservatórios - a construção de reservatórios de
represas produz inúmeros impactos no sistema, com alterações
qualitativas e quantitativas. Como conseqüência destes impactos, os
sistemas aquáticos passam por inúmeras alterações e mudanças
estruturais e funcionais.
Conseqüências dos impactos
Os impactos acima descritos, produzem inúmeras alterações nos
ecossistemas aquáticos, que causam modificações diretas ou com
efeitos indiretos. As avaliações qualitativas e quantitativas destes
impactos são parte muito importante dos futuros estudos,
diagnósticos, e ações estratégicas na pesquisa ambiental.
Eutrofização - o resultado das inúmeras descargas de água
contaminada, poluída, com alta concentração de Nitrogênio e
Fósforo, é um processo acelerado de eutrofização cultural (ou seja,
produzida pelas atividades humanas). Eutrofização acelera o
aumento de matéria orgânica nos sistemas, produz concentrações
indesejáveis de fitoplâncton (com predominância de Cianofíceas), e
macrófitas aquáticas (geralmente Eichornia crassipes e Pistia
stratioides) e promovem um aumento de doenças de veiculação
hídrica. O desenvolvimento das atividades humanas nas bacias
hidrográficas, tem aumentando as funções de transferências de
sistemas terrestres para sistemas aquáticos, e acelerado os
coeficientes de exportação. Perdas de solo, podem atingir 20
toneladas/ha/ano. Acúmulo de Fósforo no sedimento é comum.
Aumento de material em suspensão e assoreamento - o uso
inadequado do solo e práticas agrícolas antiquadas, produzem um
enorme impacto nos sistemas aquáticos. Há um aumento
considerável do material em suspensão: redução da zona eufótica;
redução da concentração de oxigênio dissolvido na água; redução
da produção primária fitoplanctônica; mortalidade em massa de
macrófitas e mortalidade em massa de peixes. Além disso, ocorre
um assoreamento rápido, diminuindo a capacidade de usos dos
lagos e represas.
Perda da diversidade biológica - a redução drástica da
diversidade biológica em muitos sistemas, produz alterações
substanciais nas cadeias tróficas e mudanças na estrutura e função
dos sistemas aquáticos. Por exemplo a remoção de macrófitas
aquáticas, emersas ou submersas das áreas alagadas, interfere
com a capacidade de desnitrificação do sistema.
Alterações no nível da água e no ciclo hidrológico - uma das
conseqüências mais drásticas das modificações produzidas pelos
impactos, é a diminuição da altura do nível da água com efeitos nos
rios, nos lagos adjacentes e lagoas marginais, nas águas
subterrâneas e nas florestas ripárias ao longo de rios e áreas
alagadas.
Perda da capacidade tampão - áreas alagadas, florestas ripárias,
interfaces entre sistemas terrestre e aquáticos, são regiões tampão
que removem nitrogênio (por desnitrificação) e fósforo (por
precipitação e complexão no sedimento e agradado em partículas
às raízes de macrófitas). Além disso, precipitam metais pesados e
complexam estes elementos. Removem material em suspensão,
impedindo seu transporte para os sistemas aquáticos. O
desaparecimento destas regiões tampão, por remoção, mortalidade
por contaminação excessiva, alteração do regime hidrológico, e
outras causas acelera a deterioração dos sistemas aquáticos.
Expansão geográfica de doenças tropicias de veiculação
hídrica - a construção de reservatórios, canais, e mudanças no
regime dos rios e áreas alagadas, produz muitos impactos
relacionados com a expansão de vetores de doenças tropiciais
como a esquistossomose, a leishmaniose e doenças entéricas como
cólera, amebíase, e outras.
Toxicidade - há um aumento considerável da toxicidade de todos os
sistemas aquáticos no Brasil. Esta contaminação é conseqüência
dos usos de pesticidas, herbicidas, poluição atmosférica e também
em algumas regiões de chuva ácida.
Recuperação de ecossistemas aquáticos
A recuperação de lagos, represas, rios e áreas alagadas demanda
um conjunto de ações integradas que envolvem a bacia hidrográfica,
o ecossistema aquático e seus componentes, físicos, químicos e
biológicos. Esta recuperação tem as seguintes etapas definidas:
diagnóstico inicial dos sistemas e seu estágio de contaminação
ou degradação;
diagnóstico dos custos e perdas envolvidos com o processo de
degradação, e a depreciação em propriedades, perdas da
biodiversidade, e perdas de processos; avaliação das
alternativas para a recuperação e custos de recuperação.
Várias técnicas de recuperação de lagos e represas. Em todas as
experiências sobre recuperação de lagos e represas, ficou evidente
que cada sistema necessita de um tratamento especial e de
sistemas de monitoramento, avaliação e modelagem montados para
cada lago, represa, ou área alagada.
No Brasil, há um conjunto grande de represas, lagos, rios que
necessitam de programas intensivos de proteção, conservação e
também, em muitos casos de recuperação. Alguns exemplos são:
Represas Urbanas Rio
Lago Paranoá - Brasília
Represa Pampulha- Belo Horizonte
Represa Billings - São Paulo
Represa Guarapiranga - São Paulo
Represa Jundiaí - São Paulo
Represa Taiaçupeba - São Paulo
Represas de abastecimento de água
de Salvador - Bahia
Hidrovias
Hidrovia do Tietê - Paraná
Hidrovia do Paraguay - Paraná
Lagoas Costeiras
Lagoas costeiras do Rio Grande do Sul
Lagoas costeiras do estado do Rio de
Janeiro
Lagos dos lençóis maranhenses
Rios de cerrado, rios de
região costeira
Áreas alagadas
Áreas alagadas do rio
Paraná
Pantanal Matogrossense
Ecossistemas de
Interface
Regiões de mangue
Regiões estuarino-
lagunares.
Gerenciamento de lagos, rios, represas e áreas alagadas
O gerenciamento de ecossistemas aquáticos continentais requer
contínuas ações interativas e integradoras que envolvem os
seguintes aspectos:
a) gerenciamento das bacias hidrográficas e seus principais
componentes: solo, vegetação, controle de fontes pontuais e não
pontuais de poluentes e de Nitrogênio e Fósforo.
b) gerenciamento in situ do sistema aquático e medidas adequadas
para conservação, proteção e recuperação. É fundamental centrar o
gerenciamento em controle de processos, redução das entradas e
uso de técnicas adequadas para a manipulação in situ nos sistemas.
c) elaboração de novas metodologias adequadas a cada sistema,
compreendendo as seguintes etapas: monitoramento, integração de
monitoramento, controle, uso e tratamento das resultados, banco de
dados, modelagem ecológica e de implantação de sistemas de
suporte à decisão com base nesses dados.
A modelagem ecológica é uma das importantes ferramentas do
sistema com condições adequadas para prognóstico e alternativas
de controle, e recuperação. Outros tópicos fundamentais no
gerenciamento é a implantação de estudos de impacto ambiental, e
elaboração de sistemas de suportes à decisão.
Um outro componente fundamental do sistema de gerenciamento é
a elaboração de soluções gerenciais conservadoras e ao do tipo
ecocêntricas em que a capacidade de produzir prognósticos e
procurar soluções alternativas é importantíssima.
Conseqüências da eutrofização em lagos, represas, rios:
aumento da
concentração de
Nitrogênio e Fósforo
na água (sob forma
dissolvida e
particulada);
aumento da
concentração de
fósforo no
sedimento;
aumento da
concentração de
amônia e nitrito no
sistema;
redução da zona
eufótica;
aumento da
concentração de
material em
suspensão
particulado de
origem orgânica na
água;
aumento dos custos para o tratamento
de água;
diminuição da capacidade de fornecer
usos múltiplos pelo sistema aquático;
mortalidade ocasional em massa de
peixes
redução do valor econômico de
residências, e propriedades próximas a
lagos, rios ou represas eutrofizados;
alteração nas cadeias alimentares;
aumento da biomassa de algumas
espécies de fitoplâncton, macrófitas,
zooplâncton e peixes;
em muitas regiões o processo de
eutrofização vem acompanhado do
aumento em geral, das doenças de
veiculação hídrica nos habitantes
próximos dos lagos, rios ou represas
eutrofizadas.
redução da
concentração de
oxigênio dissolvido
na água
(principalmente
durante o período
noturno);
anoxia nas camadas
mais profundas do
sistema próximas ao
sedimento;
aumento da
decomposição em
geral do sistema e
emanação de
odores indesejáveis;
aumento das
bactérias
patogênicas (de
vida livre ou
agregadas ao
material em
suspensão);
Futuros Estudos
A conservação e recuperação de ecossistemas aquáticos,
demandam a existência de um banco de dados diferenciado para
cada sistema lacustre e para diferentes "distritos lacustres". O
conhecimento científico de processos e mecanismos de
funcionamento é fundamental para promover programas de
conservação e recuperação. Estes estudos devem, pois, centrar-se
na determinação das funções de forças principais, na avaliação da
magnitude dos pulsos e seus impactos, nas condições físicas,
químicas e biológicas dos vários sistemas aquáticos, nas diferentes
situações dinâmicas que se referem às variáveis de estado e no
estudo de processos no espaço e no tempo.
Considerando-se que lagos, represas, áreas alagadas, têm uma
interação permanente e dinâmica com as bacias hidrográficas às
quais pertencem, é fundamental que se conheçam as interações
ente as bacias e os sistemas aquáticos. Por outro lado, é necessário
realizar-se um esforço para compreender as interações entre os
processos biogeofísicos, econômicos e sociais dada a
interdependência desses componentes do sistema. A interação
entre estes vários processos do sistema deve gerar a implantação
de parcerias, as quais viabilizam programas de recuperação e
conservação inclusive do ponto de vista financiamento destes
programas. Por outro lado, é fundamental que em conjunto com o
programa de estudos, sejam implantados sistemas automáticos ou
semi-automáticos de monitoramento de variáveis físicas, químicas e
biológicas; este monitoramento tem a finalidade de antecipar
possíveis alterações no sistema e acompanhar seus efeitos.
Estudos sobre indicadores biológicos que possam ser utilizados em
cada lago, rio, ou represa, nacionalmente ou regionalmente,
também devem ser considerados como prioritários. O conhecimento
sobre custos da poluição/eutrofização, custos do tratamento de
águas e sua conseqüência deve ser também estimulado. O
conhecimento sobre custos da recuperação de ecossistemas
aquáticos deve ser também, estimulado e estudos nessa direção
devem ser apoiados, acoplando teoria de ecossistemas e de
ecotecnologias.
A limnologia comparada de ecossistemas aquáticos continentais no
Brasil, mostra uma vasta gama de processos diferenciados, em
lagos, rios, represas e áreas alagadas. Estes sistemas não só
diferem em sua situação latitudinal e longitudinal, mas também
estão submetidos a diferentes ações antrópicas que alteram
processos de funcionamento, produzem impactos diferenciados e
formam os sistemas de proteção, conservação e peculiares, para
cada região. Os custos da preservação, conservação e recuperação
dos sistemas, dos mecanismos de avaliação de impacto,
diagnóstico e gerenciamento efetivos, e de uma participação da
comunidade no sentido de produzir alternativas para a recuperação
e conservação, devem ser atividades prioritárias.
Os estudos devem ser dirigidos para o conhecimento das funções
de força, processos, elaborando-se um bando de dados, e
implantando-se sistemas de modelagem ecológica que possibilitarão
o desenho de soluções qualitativas e quantitativas e a orientação
para o desenvolvimento sustentado e o uso de ecotecnologias.
Conservação da biodiversidade
A exploração e conservação da terra por populações tradicionais,
comercialização de produtos da biodiversidade e diferentes formas
de ocupação do solo são diferenciais das unidades de conservação
(UCs) no Brasil e no mundo. Quando governo e sociedade falam de
inserção produtiva dessas comunidades em áreas de preservação
ambiental, é incentivado o manejo adequado da terra e
investimentos em tecnologias de produção que garantam a
qualidade dos produtos da biodiversidade.
No dia de debates sobre Unidades de Conservação e Metas Globais
da Biodiversidade para 2020, a coordenadora da Iniciativa
Amazônia e representante do Conselho Diretor da ONG Instituto
Socioambiental (ISA), Adriana Ramos, resgata os fundamentos da
importância das populações tradicionais na gestão das áreas
protegidas, regidas pela Convenção da Biodiversidade, pelo próprio
Sistema Nacional de Unidades de Conservação, pela Política de
Povos e Comunidades Tradicionais e pelo Plano Nacional de Áreas
Protegidas.
Leia entrevista de Adriana Ramos durante o Ciclo de Debates Brasil
Sustentável – O caminho para todos, nesta segunda-feira (11/06),
no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico do Rio de Janeiro:
Qual o papel da sociedade nesses debates?
No contexto das Unidades de Conservação, o papel da sociedade
está no incentivo para que sejam cumpridas as metas da
biodiversidade, considerando as diferentes áreas protegidas, não
somente nas Unidades de Conservação, mas também as áreas
indígenas e as áreas quilombolas.
Comoa ONG contribui para isso?
Podemos resgatar uma experiência do Instituto Socioambiental
(ISA) que contribui para essa visão. Trata-se da implementação das
reservas extrativistas da região da Terra do Meio, em especial da
reserva do Riozinho do Anfrísio, onde nos estamos desenvolvendo,
junto com as comunidades locais, cadeias produtivas do uso da
biodiversidade. Essas populações usam quase 100 produtos
diferentes da biodiversidade, nessa unidade, isso é, enfim, um
reflexo da realidade da Amazônia.
Como isso pode contribuir para o alcance das metas?
As dificuldades e as potencialidades desse trabalho podem
contribuir com uma visão do que as políticas devem fazer para as
reservas extrativistas de fato funcionarem.
Existe outra ferramenta de apoio aos produtos da
biodiversidade?
Outra experiência que trabalhamos na ONG e apresentamos aqui é
o Sistema de Indicadores Socioambientais de Unidades de
Conservação, que nós desenvolvemos. É um sistema que busca
avaliar a gestão e a implementação dessas áreas a partir da visão
dos diferentes conselheiros, dos conselhos gestores, portanto,
considerando a participação de todas as partes envolvidas na
gestão da unidade.
Qual o papel das comunidades tradicionais na conservação da
biodiversidade?
As comunidades tradicionais, ao fazerem uso sustentável da
biodiversidade dentro dessas áreas, estão contribuindo muito com a
manutenção dessas áreas, tanto do ponto de vista ambiental e
social. Dessa forma, contribuem para a conservação da
biodiversidade e preservação do meio ambiente.
Na sua opinião, como deve funcionar a gestão dessas áreas?
Apoiamos o modelo de gestão compartilhada, para que seja efetiva
e contribua também para a conservação da biodiversidade. É
fundamental que a visão dessas comunidades, que estão dentro
dessas áreas, seja considerada na gestão dessas áreas. Por isso é
importante a gente ter instrumentos que permitam essas
comunidades participar do planejamento da gestão da unidade.
O que deve ser feito a longo prazo para a preservação da
biodiversidade nas Unidades de Conservação?
É preciso a valorização do conhecimento tradicional nas áreas
protegidas, políticas públicas específicas que atendam as
populações dessas áreas, parceria com empresas que respeitem o
ritmo das comunidades tradicionais e a garantia de formas de
comercialização e venda.
Tecnologias ambientais
À medida que o preço do petróleo continua a subir e o aumento das
emissões de dióxido de carbono continua a ter impacto no clima e
nos ecossistemas do nosso planeta, a utilização das tecnologias
ambientais torna-se indispensável para desenvolver as nossas
economias de forma mais sustentável.
As tecnologias ambientais fornecem soluções para diminuir os
influxos de substâncias, reduzir o consumo de energia e as
emissões, reaproveitar os subprodutos e minimizar os problemas da
eliminação de resíduos. Melhoram a eco-eficiência, ou seja,
permitem "fazer mais com menos", apoiam a aplicação de sistemas
de gestão ambiental e tornam os processos produtivos mais
ecológicos.
Existem grandes oportunidades na Europa para utilizar melhor as
mais recentes tecnologias nos domínios da energia, dos transportes
e dos materiais utilizados. As empresas europeias são
especialmente fortes na produção de energias renováveis e na
gestão e reciclagem de resíduos, sectores onde detêm uma
percentagem do mercado mundial de 40 % e 50 %,
respectivamente.
As tecnologias ambientais são igualmente utilizadas para recolher
informações sobre o ambiente – acompanhamento e recolha de
dados para identificar a presença de poluentes, alterações na
ocupação dos solos ou para detectar os efeitos na saúde humana
através da bio-monitorização.
As tecnologias ambientais têm potencial para, durante a próxima
década, contribuir para reduzir as emissões dos gases com efeito de
estufa até 25–80 %, a destruição da camada de ozono até 50 % e a
acidificação e eutrofização até 50 %. O sector da água enfrenta o
desafio de desenvolver tecnologias novas e mais económicas que
incluam os aspectos energéticos e as externalidades ambientais.
Estão igualmente previstos avanços tecnológicos significativos e
uma expansão do mercado no que diz respeito a soluções de
aproveitamento de resíduos para a produção de energia em
pequena escala e ao desenvolvimento de sistemas de energia de
biomassa em pequena escala.
Para concretizar o potencial das tecnologias ambientais, será
necessário criar maior aceitação do mercado. O desconhecimento
dos custos reais da obtenção, utilização e eliminação de materiais e
energia continua a representar um grande obstáculo para uma maior
implementação das eco-inovações.
Os consumidores e os investidores precisam de conhecer com mais
exatidão o desempenho e os benefícios ambientais das diferentes
tecnologias para poderem comprar e financiar com toda a confiança
produtos que são frequentemente novidade no mercado. Para
apoiar este objetivo, os responsáveis políticos europeus estão
atualmente a debater a forma como deverá processar-se a
verificação dessas tecnologias.
Noções de saneamento básico
1. ABASTECIMENTO DE ÁGUA
ANÁLISE FÍSICO-ORGANOLÉPTICA – Tipo de análise da água
tratada que identifica a temperatura, dureza, turbidez, cor, sabor e
odor da água.
ÁGUA DISTRIBUÍDA COM TRATAMENTO CONVENCIONAL – A
água bruta passa por tratamento completo em ETA, dotado dos
processos de floculação, decantação, filtração, correção de pH,
desinfecção (cloração) e fluoretação, antes de ser distribuída à
população.
ÁGUA DISTRIBUÍDA COM TRATAMENTO NÃO-CONVENCIONAL
–A água bruta passa por tratamento não convencional, ou seja,
quando são utilizados alguns dos seguintes métodos: clarificador de
contato, ETA’s compactas (pressurizadas ou não), filtragem rápida
etc.
ÁGUA DISTRIBUÍDA COM SIMPLES DESINFECÇÃO
(CLORAÇÃO) –A água bruta recebe apenas o composto cloro antes
de sua distribuição à população.
CAPTAÇÃO DE ÁGUA – Refere-se ao local de tomada de água do
manancial e compreende a primeira unidade do sistema de
abastecimento.
Adutora de água bruta - Transporta a água da captação até a
Estação de Tratamento (ETA). Compreende a água captada antes
de receber qualquer tipo de tratamento.
Adutora de água tratada - Transporta a água da ETA aos
reservatórios de distribuição. Compreende a água captada depois
de receber tratamento.
Poço profundo (ou poço aqüífero artesiano) - Compreende a água
captada de lençóis situados entre as camadas impermeáveis.
Poço raso (freático) - Compreende a água captada do lençol
freático, ou seja, a água que se encontra acima da primeira camada
impermeável do solo.
Superficial - compreende a água captada de diferentes cursos
d’água, tais como: rio, córrego, ribeirão, lago, lagoa, açude, represa
etc. e, como o nome indica, tem o espelho d’água na superfície do
terreno.
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA) – É o conjunto de
instalações e equipamentos destinados a realizar o tratamento da
água bruta. Compõe-se basicamente de casa química, grades,
floculadores, decantadores, filtros, correção de pH, desinfecção
(cloração) e fluoretação.
HIDRÔMETRO - Aparelho para medição da quantidade de água
fornecida em um prédio.
MACROMEDIDOR - Equipamento utilizado para medir grandes
vazões, nível e pressão da água.
REDE GERAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA - É constituída de um
conjunto de tubulações interligadas, instaladas ao longo das vias
públicas ou nos passeios, junto às unidades ou prédios, conduzindo
a água aos pontos de consumo (moradias, escolas, hospitais etc.).
CANALIZAÇÃO INTERNA – Quando o domicílio é servido de água
canalizada com distribuição interna em um ou mais cômodos.
2. ESGOTAMENTO SANITÁRIO
CORPO RECEPTOR - Qualquer corpo d’água, onde é lançado o
esgoto sanitário.
ELEVATÓRIA – Estação do sistema de esgotamento sanitário, na
qual o esgoto é elevado por meio de bombas para tubulação ou a
outra unidade do sistema em nível superior.
EMISSÁRIO FLUVIAL - Tubulação destinada ao lançamento do
esgoto em rios de grande vazão.
FILTRO BIOLÓGICO- Sistema de tratamento no qual o esgoto
passa por um leito de material de enchimento recoberto com
microorganismos e ar, acelerando o processo de digestão da
matéria orgânica.
FOSSA SÉPTICA –A canalização das águas servidas e dos dejetos
provenientes do banheiro ou sanitário é ligada a uma fossa, na qual
a matéria esgotada passa por processo de tratamento ou
decantação, sendo ou não a parte líquida conduzida em seguida
para um desaguadouro geral da área, região ou município.
FOSSA SÉPTICA DE SISTEMA CONDOMINIAL - Dispositivo tipo
câmara, enterrado, destinado a receber o esgoto para separação e
sedimentação do material orgânico ou mineral, transformando-o em
material inerte.
INTERCEPTOR – Rede de tubulação, localizado geralmente em
fundos de vale ou nas margens de curso d’água, que recebe
esgotos coletados nas redes coletoras e conduz até a estação de
tratamento ou ao local de lançamento.
LAGOA AERADA – Lagoa de tratamento de água residuária, em
que a aeração mecânica ou por ar difuso é usada para suprir a
maior parte do oxigênio necessário.
LAGOA AERÓBIA – Sistema de tratamento biológico em que a
estabilização da matéria orgânica ocorre quando existe equilíbrio
entre a oxidação e a fotossíntese, para garantir condições aeróbias
em todo o meio.
LAGOA ANAERÓBIA – Sistema de tratamento biológico em que a
estabilização da matéria orgânica é realizada predominantemente
por processos de fermentação anaeróbia, imediatamente abaixo da
superfície, não existindo oxigênio dissolvido.
LAGOA DE MATURAÇÃO - Processo de tratamento biológico usado
como refinamento do tratamento prévio por lagoas, ou outro
processo biológico. Reduz bactérias, sólidos em suspensão,
nutrientes e uma parcela negligenciável da demanda bioquímica de
oxigênio (DBO).
LAGOA FACULTATIVA – Sistema de tratamento biológico em que a
estabilização da matéria orgânica ocorre em duas camadas, sendo
a superior aeróbia e a inferior anaeróbia, simultaneamente.
LAGOA MISTA - Conjunto de lagoas anaeróbias e aeróbias,
dispostas em uma determinada ordem, com o objetivo de reduzir o
tamanho do sistema.
LODO ATIVADO - Sistema de tratamento no qual os flocos de lodo
recirculam com alta concentração de bactérias, acelerando o
processo de digestão da matéria orgânica.
REATOR ANAERÓBIO – Sistema de tratamento fechado onde se
processa a digestão do esgoto, sem a presença de oxigênio.
REDE GERAL DE ESGOTO –A canalização das águas servidas e
dos dejetos provenientes do banheiro ou sanitário é ligada a um
sistema de coleta que os conduzia a um desaguadouro geral da
área, região ou município, mesmo que o sistema não disponha de
estação de tratamento da matéria esgotada.
VALO DE OXIDAÇÃO – Reator biológico aeróbio de formato
característico, que pode ser utilizado para qualquer variante do
processo de lodos ativados ou comporte um reator em mistura
completa.
3. DRENAGEM URBANA
DRENAGEM SUBTERRÂNEA – Sistema constituído por
dispositivos de captação tais como bocas-de-lobo, ralos, caixas com
grelhas etc., encaminhando as águas aos poços de visita e daí às
galerias/tubulações e que tem como deságüe corpos receptores tais
como rios, córregos etc.
DRENAGEM SUPERFICIAL – Sistema constituído por guias,
sarjetas, calhas etc. que interceptam as águas provenientes das
chuvas e que tem como deságüe corpos receptores tais como rios,
córregos etc., e pode, também, estar ligado às galerias/tubulações
de um sistema de drenagem subterrâneo.
DRENAGEM URBANA OU DRENAGEM PLUVIAL - Consiste no
controle do escoamento das águas de chuva, para se evitarem os
seus efeitos adversos, que podem representar sérios prejuízos à
saúde, segurança e bem estar da sociedade. Em via de regra, esses
efeitos se manifestam de quatro formas: empoçamentos,
inundações, erosões e assoreamentos.
EROSÃO - Processo que se traduz na desagregação, transporte e
deposição do solo e rocha em decomposição pelas águas, ventos
ou geleiras.
Erosão de taludes - Desgaste provocado pela água da chuva em
terrenos de superfície inclinada na base de um morro ou de uma
encosta de vale onde se encontra um depósito de detritos.
Erosão do leito natural - Desagregação do leito natural de rio,
córregos etc.
Erosão laminar de terrenos sem cobertura vegetal - Caracteriza-se
pelo desgaste laminar causado pelas enxurradas que deslizam
como um lençol, desgastando uniformemente, em toda sua
extensão, a superfície do solo sem cobertura vegetal.
Ravinamento (voçoroca) - Processo erosivo semi-superficial de
massa, face ao fenômeno global da erosão superficial e ao
desmonte de maciços de solo dos taludes, ao longo dos fundos dos
vales, ou de sulcos realizados no terreno. O processo de
ravinamento pode levar à destruição de edificações e obras
públicas.
MACRO/MESODRENAGEM – Esses sistemas compreendem
basicamente os principais canais de veiculação das vazões,
recebendo ao longo de seu percurso as contribuições laterais e a
rede primária urbana provenientes da microdrenagem. Para efeito
de quantificação desses tipos de dispositivo, considerou-se como
macro e mesodrenagem os cursos d'água, galerias tubulares com
dimensões iguais ou superiores a 1,20 metros de diâmetro, e as
galerias celulares cuja área da seção transversal seja igual ou
superior a 1,00 m2.
MICRODRENAGEM - É definido pelo sistema de condutos pluviais
ao nível de loteamento ou de rede primária urbana que constituem o
elo de ligação entre os dispositivos de drenagem superficial e os de
meso e macrodrenagem, coletando e conduzindo as contribuições
provenientes das bocas-de-lobo ou caixas coletoras. Para efeito de
quantificação deste tipo de dispositivo, considerou-se como
microdrenagem as galerias tubulares com dimensões iguais ou
superiores a 0,30 metros de diâmetro e inferiores a 1,20 metros de
diâmetro, e as galerias celulares cuja área da seção transversal seja
inferior a 1,00 m².
REDE SEPARADORA - Coletores para transportar esgotos
sanitários, separadamente das galerias de águas pluviais.
REDE UNITÁRIA - Coletores de águas de chuva ou galerias pluviais
que também são utilizados para transportar o esgoto sanitário.
4. LIMPEZA URBANA E/OU COLETA DE LIXO
ATERRO CONTROLADO - Local utilizado para despejo do lixo
coletado, em bruto, com cuidado de, após a jornada de trabalho,
cobri-lo com uma camada de terra, sem causar danos ou riscos à
saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais.
ATERRO DE RESÍDUOS ESPECIAIS - Consiste na utilização de
métodos de engenharia para confinar os resíduos especiais em uma
área, a menor possível, reduzi-los a um volume mínimo e cobri-los
com uma camada de terra diariamente, ao final de cada jornada ou
em períodos mais freqüentes.
ATERRO SANITÁRIO - Técnica de disposição do lixo,
fundamentado em critérios de engenharia e normas operacionais
específicas, que permite a confinação segura em termos de controle
da poluição ambiental e proteção à saúde pública.
COLETA DE LIXO – Consiste na retirada de material sólido
resultante das atividades domiciliares, comerciais e públicas,
industriais, das unidades de saúde etc.; acondicionado em sacos
plásticos e/ou recipientes, ou mesmo quando colocados nas
calçadas ou logradouros e destinados a vazadouro, aterro etc.
COLETA SELETIVA - Consiste na separação e acondicionamento
de materiais recicláveis, em sacos ou recipientes, nos locais onde o
lixo é produzido, objetivando inicialmente separar os resíduos
orgânicos (restos de alimentos, cascas de frutas, legumes etc.) dos
resíduos inorgânicos (papel, papelão, vidros, plásticos, ferro etc.).
Esta prática facilita a reciclagem porque os materiais estarão mais
limpos e, conseqüentemente, com maior potencial de
reaproveitamento e comercialização.
LIMPEZA URBANA – Consiste na limpeza de vias e logradouros
públicos, pavimentados (varredura manual ou mecânica, ou
lavagem); não pavimentados (capinação, raspagem da terra e/ou
roçagem); além de limpeza de monumentos, lavagem de ruas,
retirada de faixas e cartazes, e limpeza de bueiros.
LIXOSÉPTICO OU RESÍDUOS CONTAMINANTES - Parcela do
lixo hospitalar que compreende os resíduos contagiosos ou
suspeitos de contaminação e os materiais biológicos (sangue,
animais usados em experimentação, excreções, secreções, meios
de cultura, órgãos, agulhas e seringas, resíduos de unidades de
atendimento ambulatorial, de laboratórios de análises clínicas e de
sanitários de unidades de internação, de enfermaria etc.).
USINA DE COMPOSTAGEM - Instalação especializada onde se
processa a transformação de resíduos orgânicos presentes no lixo,
em composto para uso agrícola.
USINA DE INCINERAÇÃO - Instalações especializadas onde se
processa a queima controlada do lixo, entre 800 a 1.200ºC, com a
finalidade de transformá-lo em matéria estável e inofensivo à saúde
pública reduzindo seu peso e volume, e que pode ser feito em forno
especialmente projetado para tal.
USINA DE RECICLAGEM - Instalação apropriada para separação e
recuperação de materiais usados e descartados presentes no lixo e
que podem ser transformados e reutilizados.
VAZADOURO A CÉU ABERTO (LIXÃO) - Disposição final do lixo
pelo seu lançamento, em bruto, sobre o terreno sem qualquer
cuidado ou técnica especial - falta de medidas de proteção ao meio
ambiente ou à saúde pública (locais de lançamentos
descontrolados).
VAZADOURO EM ÁREAS ALAGADAS - Disposição final do lixo
pelo seu lançamento, em bruto, em corpos d’água.
Capítulo 5 – Origem e evolução da vida
A Biologia como ciência: história, métodos,
técnicas e experimentação
Biologia é uma palavra derivada do grego: Bio = vida; e Logos =
estudo. Reconhecida oficialmente como ciência na transição entre
os séculos 18 e 19, a Biologia se apresenta bastante ampla, já que
não estuda somente os indivíduos e espécies isoladamente, mas
também sua origem, evolução, constituição, aspectos
comportamentais, a forma com que se relacionam entre indivíduos
da mesma espécie e de espécies diferentes, a interação entre os
seres vivos e o ambiente, como funcionam seus organismos, dentre
diversos outros aspectos.
O objeto de estudo dessa ciência são os seres vivos, que são
entidades que apresentam as propriedades de multiplicação,
variação e hereditariedade, apresentando, predominantemente, em
sua composição, átomos de hidrogênio, oxigênio, carbono e
nitrogênio.
A Biologia busca responder os fenômenos da natureza por meio do
método científico, que nos fornece critérios para tal.
Primeiramente, há a observação, que consiste na análise dos fatos.
Depois, o questionamento, etapa responsável pela identificação do
objeto de estudo. Delimitando o tema, inicia-se o processo de
formulação de hipóteses, no qual se buscam as possíveis
respostas para o problema, com base nos conhecimentos
disponíveis sobre o tema. Agora, temos a realização de dedução,
que é a previsão possível baseada na hipótese. As deduções devem
ser testadas, por meio da experimentação, observação, análise da
consistência de sua lógica, ou mesmo testes matemáticos. Após
todo esse processo, temos a conclusão, que é o momento em que
a hipótese é aceita ou rejeitada; e a divulgação dessas etapas, por
meio de artigos científicos, apresentações em eventos científicos,
etc.
Quando uma hipótese é amplamente confirmada por meio de uma
gama de experimentações e observações, é considerada uma
teoria – note que aqui há uma grande diferença entre o que
chamamos de teoria em nosso cotidiano, que é empregada como
uma mera especulação.
A melhor forma de se estudar a Biologia não é por meio de
“decorebas”, como muitas pessoas pensam, mas sim analisando as
relações entre os conteúdos e comparando as semelhanças e
diferenças entre os seres vivos.
Essa ciência natural, por meio do método científico, é capaz de
desenvolver o senso crítico da pessoa, auxiliando-a a exercer sua
cidadania por meio de escolhas e tomadas de decisão mais
responsáveis, propiciando a construção de uma sociedade mais
justa e um meio ambiente mais saudável.
Hipóteses sobre a origem do Universo
Uma das perguntas mais intrigantes da Biologia é: Como tudo
começou? A origem da vida e do próprio planeta ainda hoje é
motivo de discussão entre muitos pesquisadores. Várias teorias
foram criadas, porém, nenhuma foi definitivamente comprovada.
A teoria mais aceita para o surgimento do universo é a do Big Bang,
que afirma que a matéria estava concentrada em um ponto e, em
virtude de uma perturbação, esse material teria expandido-se,
dando origem a todo o Universo. A Terra teria surgido graças à
aglomeração de poeira, rochas e gases que estavam distribuídos ao
redor do Sol.
A respeito da origem da vida, muitas pesquisas foram feitas para
que se chegasse às respostas que temos hoje. Inicialmente se
acreditava que a vida poderia surgir de matéria inanimada e, apesar
de hoje ser claro para a maioria de nós que a vida só pode surgir de
outra preexistente, nem sempre essa premissa foi aceita.
Diante da afirmação de que a vida surge apenas de outra vida, uma
nova pergunta surgiu: Como a primeira partícula viva apareceu?
Para responder a essa pergunta, existe atualmente diversas teorias.
A mais aceita afirma que a vida surgiu nos oceanos primitivos a
partir de moléculas orgânicas que se formaram a partir de
compostos inorgânicos (Teoria de Evolução Química). Para
confrontar essa teoria, existe outra que afirma que a vida ou
elementos precursores vieram do espaço através de cometas e
meteoros (Teoria da Panspermia).
Fato é que, apesar de a vida ter surgido há 3,5 bilhões de anos,
ainda faltam muitas respostas para entendermos como realmente
isso ocorreu. Entretanto, vamos tentar ajudar na compreensão de
como ocorreu a evolução do pensamento e das pesquisas no
sentido de descobrir a origem do universo e da vida. Nesta seção
você encontrará diversas hipóteses e conhecerá diversos
pesquisadores que tentam esclarecer um dos maiores mistérios da
Biologia.
O surgimento do Universo
Existem várias explicações sobre a origem do Universo. Há, sobre
esse assunto, as explicações religiosas e as científicas. Trataremos
aqui da visão científica, ou seja, de como os cientistas procuram
explicar os fenômenos que observam no Universo. Não se sabe ao
certo , mas os cientistas calculam que o Universo tenha começado a
existir há cerca de 15 bilhões de anos. Parece impossível afirmar
uma coisa dessas -15 bilhões de anos é muito tempo!
O que levou os cientistas a pensarem que o Universo tenha tido um
começo?
O telescópio Hubble, consegue captar a luz de estrelas que mostra
como elas eram a bilhões de anos. Analisando a luz das estrelas, é
possível saber a velocidade com que elas estão se afastando ou se
aproximando de nós, sua composição química, idade, temperatura e
massa, entre outros aspectos.
Os cientistas então descobriram algo inesperado: as galáxias estão
se afastando da Terra!
Para você entender melhor o que está acontecendo, faça várias
bolinhas de tinta com uma caneta sobre a borracha de uma bexiga
(balão de aniversário) e comece a soprar. Veja o que acontece com
a distância entre as marcas de tinta.
A análise da luz das estrelas mostra que as galáxias estão se
afastando uma das outras, assim como as marcas feitas na bexiga.
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Universo/Hubble.php
Isso acontece porque o Universo, como a bexiga de nosso exemplo,
está se expandindo.
Mas se eles está se expandindo, podemos concluir que, no passado
as galáxias estavam mais próximas. Quanto mais voltarmos no
tempo, mais próximas elas estavam.
Podemos supor, então um momento em que toda a matéria do
Universo estava compactada em um único ponto, infinitamente
comprida em temperaturas enormes. Foi então o que aconteceu o
que os cietistas chamam de "a grande explosão" ou, em inglês, o
big-bang. Era o início do Universo, que teria ocorrido há mais ou
menos 15 bilhões de anos.
Depois da explosão, a temperatura inicial, que era de mais de um
trilhão de graus Celsius, começou a diminuir, e os átomos como
formam a matéria hoje, se originaram, a partir dos prótons, elétrons
e outraspartículas.
Primeiro, os átomos se agruparam em núvens de gases. Cerca de
um bilhão de anos depois, as primeiras estrelas e galáxias surgiram.
E antes do big-bang?
Os cientistas não sabem dizer. Como não havia nem tempo nem
espaço antes da grande explosão, alguns acham difícil afirmar que
havia alguma coisa anterior. Segundo eles, todo o Universo passou
a existir só a partir da grande explosão.
Mas a ciência ainda não tem uma resposta para essa discussão.
Como também não tem para o futuro do Universo.
Teorias da evolução
Várias teorias evolutivas surgiram, destacando-se , entre elas, as
teorias de Lamarck e de Darwin. Atualmente, foi formulada a
Teoria sintética da evolução, também denominada
Neodarwinismo, que incorpora os conceitos modernos da genética
ás ideias essenciais de Darwin sobre seleção natural.
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Universo/estrelas.php
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Universo/sistemasolar6.php
A teoria da evolução de Lamarck
Jean-Baptiste Lamarck ( 1744-1829 ), naturalista francês, foi o
primeiro cientista a propor uma teoria sistemática da evolução. Sua
teoria foi publicada em 1809, em um livro denominado Filosofia
zoológica.
Segundo Lamarck, o principio evolutivo estaria baseado em duas
Leis fundamentais:
Lei do uso ou desuso: o uso de determinadas partes do corpo do
organismo faz com que estas se desenvolvam, e o desuso faz com
que se atrofiem.
Lei da transmissão dos caracteres adquiridos : alterações
provocadas em determinadas características do organismo, pelo
uso e desuso, são transmitidas aos descendentes.
Lamarck utilizou vários exemplos para explicar sua teoria. Segundo
ele, as aves aquáticas tornaram-se pernaltas devido ao esforço que
faziam no sentido de esticar as pernas para evitarem molhar as
penas durante a locomoção na água. A cada geração, esse esforço
produzia aves com pernas mais altas, que transmitiam essa
característica à geração seguinte. Após várias gerações, teriam sido
originadas as atuais aves pernaltas.
A teoria de Lamarck não é aceita atualmente, pois suas ideias
apresentam um erro básico: as características adquiridas não são
hereditárias.
Verificou-se que as alterações em células somáticas dos indivíduos
não alteram as informações genéticas contida nas células
germinativas, não sendo, dessa forma, hereditárias.
https://www.algosobre.com.br/biografias/lamarck.html
Explicações pré-darwinistas para a modificação
das espécies
A teoria da evolução de Darwin
Charles Darwin (1809-1882), naturalista inglês, desenvolveu uma
teoria evolutiva que é a base da moderna teoria sintética: a teoria da
seleção natural. Segundo Darwin, os organismos mais bem
adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que
os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes.
Os organismos mais bem adaptados são, portanto, selecionados
para aquele ambiente.
Os princípios básicos das ideias de Darwin podem ser resumidos no
seguinte modo:
Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações
em todos os caracteres, não sendo, portanto, idênticos entre si.
Todo organismo tem grande capacidade de reprodução,
produzindo muitos descendentes. Entretanto, apenas alguns
dos descendentes chegam à idade adulta.
O número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou
menos constante ao longo das gerações.
Assim, há grande "luta" pela vida entre os descendentes, pois
apesar de nascerem muitos indivíduos poucos atingem a
maturidade, o que mantém constante o número de indivíduos
na espécie.
Na "luta" pela vida, organismos com variações favoráveis ás
condições do ambiente onde vivem têm maiores chances de
sobreviver, quando comparados aos organismos com
variações menos favoráveis.
Os organismos com essas variações vantajosas têm maiores
chances de deixar descendentes. Como há transmissão de
caracteres de pais para filhos, estes apresentam essas
variações vantajosas.
Assim , ao longo das gerações, a atuação da seleção natural
sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação
destes ao meio.
https://www.algosobre.com.br/biografias/charles-darwin.html
https://www.algosobre.com.br/images/stories/biologia/girafa.jpg
A teoria sintética da evolução
A Teoria sintética da evolução ou Neodarwinismo foi formulada
por vários pesquisadores durante anos de estudos, tomando como
essência as noções de Darwin sobre a seleção natural e
incorporando noções atuais de genética. A mais importante
contribuição individual da Genética, extraída dos trabalhos de
Mendel, substituiu o conceito antigo de herança através da mistura
de sangue pelo conceito de herança através de partículas: os
genes.
A teoria sintética considera, conforme Darwin já havia feito, a
população como unidade evolutiva. A população pode ser
definida como grupamento de indivíduos de uma mesma espécie
que ocorrem em uma mesma área geográfica, em um mesmo
intervalo de tempo.
Para melhor compreender esta definição, é importante conhecer o
conceito biológico de espécie: agrupamento de populações
naturais, real ou potencialmente intercruzantes e
reprodutivamente isolados de outros grupos de organismos.
Quando, nesta definição, se diz potencialmente intercruzantes,
significa que uma espécie pode ter populações que não cruzem
naturalmente por estarem geograficamente separadas. Entretanto,
colocadas artificialmente em contato, haverá cruzamento entre os
indivíduos, com descendentes férteis. Por isso, são potencialmente
intercruzantes.
A definição biológica de espécie só é valida para organismos com
reprodução sexuada, já que, no caso dos organismos com
reprodução sexuada, já que, no caso dos organismos com
reprodução assexuada, as semelhanças entre características
morfológicas é que definem os agrupamentos em espécies.
Observando as diferentes populações de indivíduos com reprodução
sexuada, pode-se notar que não existe um indivíduo igual ao outro.
Execeções a essa regra poderiam ser os gêmeos univitelínicos, mas
mesmo eles não são absolutamente idênticos, apesar de o
patrimônio genético inicial ser o mesmo. Isso porque podem ocorrer
alterações somáticas devidas á ação do meio.
A enorme diversidade de fenótipos em uma população é indicadora
da variabilidade genética dessa população, podendo-se notar que
esta é geralmente muito ampla.
A compeensão da variabilidade genética e fenotípica dos indivíduos
de uma população é fundamental para o estudo dos fenômenos
evolutivos, uma vez que a evolução é, na realidade, a transformação
estatística de populações ao longo do tempo, ou ainda, alterações
na frequência dos genes dessa população. Os fatores que
determinam alterações na frequência dos genes são denominados
fatores evolutivos. Cada população apresenta um conjunto
gênico, que sujeito a fatores evolutivos, pode ser alterado. O
conjunto gênico de uma população é o conjunto de todos os genes
presentes nessa população. Assim, quanto maior é a variabilidade
genética.
Os fatores evolutivos que atuam sobre o conjunto gênico da
população podem ser reunidos duas categorias:
- Fatores que tendem a aumentar a variabilidade genética da
população: mutação gênica, mutação cromossônica ,
recombinação;
- Fatores que atuam sobre a variabilidade genética jás estabelecida:
seleção natural, migração e oscilação genética.
A integração desses fatores associada ao isolamento geográfico
pode levar, ao longo do tempo, ao desenvolvimento de mecanismos
de isolamento reprodutivo, quando, então, surgem novas
espécies.
A teoria evolutiva de Charles Darwin
Quando falamos em evolução biológica, geralmente o primeiro
nome que nos vem à mente é o de Charles Darwin. Entretanto, não
podemos atribuir todos os méritos a ele, já que Alfred Wallace
também havia percebido muitos dos aspectos que Darwin apontou
em suas observações e que guardou basicamente em segredo por
mais de vinte anos. Apenas quando Wallace enviou a Darwin seus
manuscritos – devemos nos lembrar de que este voltou da
expedição bastante reconhecido como cientista – é que ele foi
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/charles-darwin.htm
impulsionado a publicarsuas ideias. Seguindo o conselho de
amigos, a teoria foi revelada com a autoria dos dois em 1858.
O diferencial de Darwin era o conjunto de evidências e
argumentos a favor da evolução que possuía. Esse fato, somado
à sua posição de destaque no meio científico e à publicação do livro
“A origem das espécies por meio da seleção natural, ou a
preservação das raças favorecidas na luta pela vida”, é o que faz
com que, na maioria das vezes, apenas ele seja lembrado.
Naquela época, os mecanismos de hereditariedade e mutação não
eram conhecidos e, por isso, temos a teoria sintética da evolução
(ou neodarwinismo) como uma versão aprimorada desses princípios
desenvolvidos por Darwin e Wallace.
Agora que já sabemos quem são os autores, vamos conhecer os
aspectos dessa teoria:
→ Principais aspectos da Teoria da Evolução
- Em qualquer grupo de espécies, todos os indivíduos possuem
ancestrais em comum em algum momento da história evolutiva.
Assim, são descendentes deles com modificações e resultam da
seleção natural;
- Indivíduos da mesma espécie, mesmo que parentes próximos,
possuem variações entre si, o que é resultado de mutações e/ou
reprodução sexuada. Algumas dessas variações são hereditárias,
ou seja, podem ser transmitidas para a geração seguinte;
- A limitação na disponibilidade de recursos faz com que
indivíduos de uma população lutem, direta ou indiretamente,
por esses recursos e pela sua sobrevivência. Dessas variações,
algumas podem ser vantajosas, permitindo que alguns, nesse
cenário, destaquem-se e outros não. Esses últimos podem não
sobreviver e, tampouco, reproduzir-se;
- Aqueles que sobrevivem (os mais aptos) podem transmitir à
prole a característica que permitiu sua vitória, caso seja
hereditária;
- Esse processo, denominado de seleção natural, resulta na
adaptação de determinados indivíduos ao ambiente e também no
surgimento de novas espécies.
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/darwinismo.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/selecao-natural.htm
A seleção natural é bastante parecida com a artificial, só que
essa última é o resultado de ações humanas (diretas ou indiretas)
sobre determinado organismo. A penicilina, por exemplo, foi
bastante usada há algumas décadas como principal agente de
combate a bactérias e, atualmente, não é eficaz no tratamento de
algumas doenças, uma consequência da seleção das bactérias
resistentes em razão do uso indiscriminado dessa substância.
Teoria sintética da evolução
Os mecanismos evolutivos propostos por Darwin continham uma
lacuna: a explicação para a origem da diversidade; sendo este um
motivo para que algumas pessoas questionassem sua obra. Apesar
de tanto Mendel quanto Darwin terem vivido na mesma época, esse
não teve contato com as ideias do precursor da Genética. Aliás,
algumas fontes afirmam que Darwin possuía algumas publicações
de Mendel em sua biblioteca sem, no entanto, tê-las lido.
Mendel, ao contrário de Darwin, não era alguém de prestígio
reconhecido. Dessa forma, sua obra permaneceu quase que em
anonimato por muito tempo, até ser redescoberta, no início do
século 19.
Em meados de 1930, alguns cientistas passaram a reconhecer a
ligação entre seleção natural e a genética; tendo Dobhansky
(geneticista), Mayr (zoólogo), Simpson (paleontólogo) e Stebbins
(botânico) como os principais autores dessas ideias. Assim, foi
formulada a Teoria sintética da evolução, também conhecida como
neodarwinismo, ou Teoria neodarwinista, relacionando essas duas
frentes da Biologia.
Essa teoria considera que as mutações, combinações gênicas, e
seleção natural são os fatores principais que culminam na evolução;
sendo as combinações gênicas consequências da segregação
independente dos cromossomos, e permutações que ocorrem
durante a meiose. Tanto ela quanto as mutações estão relacionadas
à variabilidade genética da população.
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/fleming-penicilina.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/o-perigo-das-superbacterias.htm
Essas últimas ocorrem ao acaso, sendo que, por seleção natural,
podem ser mantidas, como características adaptativas; ou causar o
fim de determinados indivíduos. Assim, quando positiva (primeiro
caso), este tipo de seleção permitirá que alguns representantes de
uma população tenham mais chances de sobrevivência,
reproduzindo e dando origem a indivíduos também mais bem
adaptados, caso este fator seja hereditário.
A seleção natural, desta forma, elimina indivíduos que possuem
aspectos desvantajosos para uma determinada situação, sendo
estes, portanto, menos adaptados a ela. Assim, considerando que
ambientes não são sistemas estáveis e constantes, diferentes
pressões seletivas podem ocorrer dentro de uma população,
evitando a eliminação de determinados alelos que não seriam
mantidos caso o ambiente fosse homogêneo.
Seleção artificial e seu impacto sobre ambientes
naturais e sobre populações humanas.
A seleção artificial é aquela em que o homem realiza cruzamentos
preferenciais, seja de plantas ou animais, buscando características
que lhe tragam alguma vantagem, e aí, temos muitos exemplos de
raças de cães, bovinos, cavalos, galinhas entre muitos outros
animais, e muitos outros exemplos de vegetais como o milho, trigo,
batata, soja, orquídeas e outras. As seleções artificiais,
principalmente, no caso dos vegetais, visam trazer alta produção de
alimentos, numa menor área relativa, por outro lado, podem gerar
impactos ambientais, pois necessitam de cuidados maiores, e para
isso, o uso de praguicidas que podem agredir o meio natural, (fauna
e flora) e consequentemente, as populações humanas, de forma
direta ou indireta.
Na literatura não especializada, não nos espanta encontrar
definições pouco rigorosas de seleção (o que não é, contudo, uma
justificativa para os jornalistas dessas revistas semanais, de grande
circulação, escreverem todo o tipo de absurdos pseudocientíficos).
Mas mesmo na literatura especializada há usos particulares do
termo, o que acaba comprometendo a unificação da linguagem e
dos conceitos.
A definição de seleção que comumente uso é bastante matemática,
e por isso mesmo bem decepcionante para alguns: diferença
consistente e não-aleatória nas taxas reprodutivas de entidades
biológicas fenotipicamente (e genotipicamente) distintas. Assim, não
querendo parecer reducionista (corrente da qual, quem me conhece
bem sabe, divirjo e sou diametralmente oposto), trato a seleção
como uma diferença: dadas as taxas reprodutivas, a diferença entre
4 e 3 é 1, a diferença entre 3 e 5 é menos dois, a diferença entre 2,6
e 2,6 é zero, e assim por diante. Para mim não faz sentido o tão
propagado conceito que a “medicina atrapalha a seleção”, tomando
como exemplo o diagnóstico e a terapia de uma doença como, por
exemplo, a fenilcetonúria ou a hemofilia tipo A. Não há como
atrapalhar uma diferença, que é numérica: pode-se apenas alterá-la.
Perceba que quando se fala que a medicina está atrapalhando a
seleção, há em cena um perigoso juízo. O que temos aqui é que a
diferença nas taxas reprodutivas entre indivíduos normais e
indivíduos fenilcetonúricos, que era um determinado número x,
passou para um número y, provavelmente bem próximo de zero,
apenas. Além disso, tecendo uma rápida digressão do assunto
deste artigo, como a medicina “atrapalharia” a seleção? A resposta
comum é “aumentando a freqüência de alelos letais”. Mas, se a
medicina faz isso tratando a patologia e retirando-a de sua condição
de mortal, em que extensão esse alelo ainda é considerado letal,
usando a definição genética do termo?
Por usar essa definição de seleção procuro, sempre que possível,
evitar os adjetivos “natural” e “artificial”. Se a seleção é apenas (sem
reducionismos…) uma diferença nas taxas reprodutivas de
entidades biológicas distintas, qual a diferença entre seleção natural
e seleção artificial? Matematicamente, nenhuma; a única diferença
que poderíamos imputar é a respeito do agente da seleção… Mas
precisamente aqui reside minha contestação: tratando a seleção
como uma diferença matemática, o que queremosdizer por agente?
O que é, se é que a pergunta faz algum sentido, esse agente
seletivo?
Famoso exemplo de seleção artificial: número de cerdas em moscas
do genero "Drosophila"
A explicação de que a seleção natural tem como agente a natureza
e que a seleção artificial tem como agente o homem carece, para
mim, de sentido, por duas razões: primeiramente, não é adequado
procurarmos um agente para a seleção. A definição de seleção
refere-se sobretudo à conseqüência do processo, e não ao seu
desenrolar mecânico. A segunda objeção é mais complicada
filosoficamente: não seria o homem parte da natureza?
Apesar dessas objeções, os termos seleção natural e seleção
artificial são comumente utilizados na literatura especializada. Assim
sendo, como proceder? Acho que é conveniente iniciarmos
analisando, quanto aos resultados, o que de fato difere a seleção
natural da seleção artificial. Na primeira, as entidades biológicas
embatem-se no que poderíamos chamar de mundo real externo, seu
ambiente de adaptabilidade completo e íntegro… Nessas
circunstâncias, todas as características das entidades biológicas
somam-se para determinar sua dinâmica naquele meio, e acabam
contribuindo, em maior ou menor grau, para as diferenças nas taxas
reprodutivas. Já na seleção artificial, um organismo (no caso, o
homem), escolhe os indivíduos cruzantes por causa de uma só
característica, ou de algumas poucas, e que não necessariamente
contribuiria para elevar o ajustamento (a taxa reprodutiva média per
capita) daquela variedade no ambiente natural.
Assim, percebe-se que a seleção artificial promove uma alteração
quantitativa muito mais rápida que a seleção natural, em relação
àquele caráter considerado. Além disso, como praticamente todos
os biólogos compreendem, a seleção artificial, visando um só
caráter, faz que toda uma série de genes e de características a eles
https://biologiaevolutiva.files.wordpress.com/2009/08/artificial_selection.gif?w=600
relacionadas flutuem aleatoriamente. Por exemplo, se eu escolho
para a cruza vacas com elevada produção de leite, evitando a cruza
de suas companheiras com baixa produção, não me interessa
(inicialmente) se essas vacas com elevada produção têm pelos
curtos ou longos, se são malhadas ou não, se têm audição normal
ou se são surdas, se seus cascos são mais largos ou mais
estreitos… Nada disso interessa originalmente para o criador. Desta
forma, determinamos uma seleção sensivelmente diferente da que
ocorreria naquele mesmo ambiente, a fazenda, se as vacas fossem
deixadas a seus próprios cuidados.
Logo, se a diferença fundamental entre a seleção natural e a
artificial são seus resultados vis-à-vis o ambiente de adaptabilidade
natural daquele organismo, prefiro usar o termo seleção, sem
nenhum adjetivo, para me referir ao processo seletivo de forma
geral, tanto à “natural” como à “artificial”, e usar o termo “seleção
experimental” para me referir, quando julgar necessário, à seleção
artificial em particular. Mark Ridley, no livro “Evolution”, usa
frequentemente o termo artificial selection experiment. Creio que é
uma forma mais adequada de se referir a este processo, mas
lembrando que o termo experimento não está necessariamente
associado a laboratórios ou à ciência moderna: o ser humano faz
experimentos de seleção desde o início da revolução agrícola, há
mais de dez mil anos.
Capítulo 6 – Qualidade de vida das populações
humanas
Aspectos biológicos da pobreza e do
desenvolvimento humano
Cientistas americanos definiram uma espécie de “biologia da
pobreza” entre adultos que passaram a infância em um ambiente
pobre. Principalmente entre aqueles que viveram na miséria antes
dos cinco anos de idade, diz o estudo publicado, na reunião anual
da AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência). A
pobreza pode deixar profundas e permanentes efeitos biológicos em
crianças pequenas, fazendo com que elas corram mais riscos de
sofrer problemas de saúde e ter renda mais baixa quando se
tornarem adultas.
“A pobreza pode modificar profundamente a neurobiologia da
criança pequena em desenvolvimento” e afetar diretamente toda a
sua vida. A ciência explica que a primeira infância é “um momento
fundamental para formar um cérebro que dê forma ao futuro
cognitivo (relativo à capacidade adquirir conhecimento), social e do
bem-estar emocional da criança”. “De acordo com esse estudo
pode-se afirmar que a pobreza afeta nos aspectos biológicos não
somente das crianças como da sociedade, porque hoje há milhões
de crianças pobres e quando tornarem-se adultas sucederá uma
sociedade com a ‘biologia da pobreza”. Como fala os pesquisadores
analisaram dados demográficos de 1.589 adultos nascidos entre
1968 e 1975, incluindo o nível de renda de suas famílias e os anos
de educação alcançados, além de dados sobre sua saúde e
antecedentes penais.
Um estudo mostra que em comparação com crianças de famílias
que registravam renda pelo menos duas vezes mais alta que a linha
de pobreza durante sua primeira infância, as crianças pobres
tiveram dois anos a menos de escolaridade em média, trabalham
451 horas a menos por ano e ganham menos da metade.
Indicadores sociais, ambientais e econômicos
Os indicadores sociais podem ser utilizados para determinar se um
país é rico, está em desenvolvimento ou é subdesenvolvido.
Os indicadores sociais são meios utilizados para designar os países
como sendo: Ricos (desenvolvidos), Em Desenvolvimento
(economia emergente) ou Pobres (subdesenvolvidos). Com isso,
organismos internacionais analisam os países segundo a:
• Expectativa de vida (É a média de anos de vida de uma pessoa em
determinado país).
• Taxa de mortalidade (Corresponde ao número de pessoas que
morreram durante o ano).
• Taxa de mortalidade infantil (Corresponde ao número de crianças
que morrem antes de completar 1 ano).
• Taxa de analfabetismo (Corresponde ao percentual de pessoas
que não sabem ler e nem escrever).
• Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, baseada na paridade de
poder de compra dos habitantes.
• Saúde (Refere-se à qualidade da saúde da população).
• Alimentação (Refere-se à alimentação mínima que uma pessoa
necessita, cerca de 2.500 calorias, e se essa alimentação é
balanceada).
• Condições médico-sanitárias (Acesso a esgoto, água tratada,
pavimentação etc.)
• Qualidade de vida e acesso ao consumo (Correspondem ao
número de carros, de computadores, televisores, celulares,
acesso à internet entre outros).
Indicadores ambientais são estatísticas selecionadas que
representam ou resumem alguns aspectos do estado do meio
ambiente, dos recursos naturais e de atividades humanas
relacionadas.
Um indicador ambiental pode ser entendido como a representação
de um conjunto de dados, informações e conhecimentos acerca de
determinado fenômeno urbano/ambiental capaz de expressar e
comunicar, de maneira simples e objetiva, as características
essenciais (como ocorrência, magnitude e evolução, entre outros
aspectos) e o significado (como os efeitos e a importância
socioambiental) desse fenômeno aos tomadores de decisão e à
sociedade em geral. Sua adoção envolve a perspectiva de ser
utilizado no acompanhamento de cada fenômeno urbano/ambiental
ao longo do tempo, no sentido de avaliar o progresso ou retrocesso
em relação ao meio ambiente.
Em 2010, 28 cientistas de renome internacional reuniram-se em
Estocolmo, Suécia, para aprimorar o diagnóstico da crise ambiental
da atualidade. O resultado foi a identificação de nove ameaças ao
planeta (SOFFIATI, 2012):
Mudanças climáticas: Geradas pela emissão de gases do efeito
estufa, notadamente o CO2, o aquecimento global está provocando
uma rápida mudança no clima podendo comprometer a agricultura,
pecuária e urbanização.
Esgarçamento da camada de ozônio: Apesar de revertido o
processo de desgaste da camada de ozônio por meio de novas
técnicas e tecnologias, não se resolveu de todo o processo de
corrosão da camada de ozônio, escudo fundamental para a
continuidade das formas de vida mais complexas no planeta.
Acidificação dos oceanos: Mais que as florestas,os oceanos
cumprem o papel ecológico de absorver o dióxido de carbono
existente na atmosfera e produzir oxigênio. Contudo, muito gás
carbônico e muita absorção dele pelos mares levam à acidificação
dos oceanos e à destruição de ecossistemas fundamentais, como
os bancos de corais e os animais com carapaça, por exemplo.
Água doce: O planeta é composto por 2/3 de água, mas muito
pouco dela é doce, fundamental à agricultura, à pecuária e à
humanidade. A água doce está sendo desperdiçada ou utilizada
para o lucro.
Biodiversidade: Apesar do errôneo entendimento de muitos que
pensam que os que a defendem gostam de plantinhas e bichinhos,
é a biodiversidade que garante o equilíbrio dos processos biológicos
essenciais do planeta.
Ciclos do nitrogênio e do fósforo: O processamento de nitrogênio
e fósforo é muito maior que aquele feito pela natureza, aumentando,
assim, os processos de eutrofização das águas doces e salgadas.
Uso da terra: A conversão de metade das florestas, principalmente
tropicais, em lavouras e pastagens, quebra a capacidade do planeta
em exercer suas funções vitais de equilíbrio.
Cargas de partículas na atmosfera: Atualmente, o lançamento de
partículas na atmosfera dobrou desde a revolução industrial. Elas
são extremamente nocivas à vida.
Poluição química: Cerca de 100.000 diferentes compostos
químicos produzidos pelo sistema industrial está sendo aplicado em
todo o mundo atualmente, o que vai afetar os seres vivos e a
humanidade.
Os princípios de base dos sistemas de indicadores ambientais
são os seguintes:
• Comparabilidade: os indicadores devem permitir estabelecer
comparações e apontar as mudanças ocorridas em termos de
desempenho ambiental;
• Equilíbrio: os indicadores ambientais devem distinguir entre áreas
problemáticas (mau desempenho) e áreas com perspectivas (bom
desempenho);
• Continuidade: os indicadores devem assentar em critérios
similares e em períodos ou unidades de tempo comparáveis;
• Temporalidade: os indicadores devem ser atualizados com a
regularidade necessária para permitir a adoção de medidas;
• Clareza: os indicadores devem ser claros e inteligíveis.
Entenda os principais indicadores econômicos
PIB
O Produto Interno Bruto (PIB) refere-se à soma de todas as riquezas
(bens e serviços) produzidas dentro do território nacional de um país
em um determinado período. O PIB do Brasil é divulgado pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Inflação
Inflação é o nome que se dá ao processo de elevação do nível geral
de preços, isto é, da média dos preços de uma economia, que
provoca uma perda do poder aquisitivo da moeda. Inflação elevada
é um forte sinal de instabilidade da economia. Há muitos fatores que
geram inflação. Um aumento muito grande de um preço básico da
economia, como o petróleo, pode contaminar os demais preços da
economia, provocando inflação maior. Se o governo gasta mais do
que arrecada e cobre seus gastos extras emitindo dinheiro, está
provocando uma desvalorização de sua moeda. E à medida que a
moeda vale menos, os produtos sobem de preço, gerando a
inflação.
Juro
Newsletter Economia
Taxa de juro de um empréstimo ou financiamento que inclui a
correção monetária (correção pela inflação do período). Em geral,
as taxas de juros oferecidas nos financiamentos são nominais, já
que não há o desconto da inflação. O juro real desconta a inflação
do período
Rating
A avaliação e a classificação de risco, também conhecida como
rating, é a opinião técnica de uma empresa independente e
especializada sobre a capacidade de um fundo de investimento,
companhia ou país em saldar compromissos financeiros. A
avaliação é expressa em uma nota de classificação que indica as
chances de inadimplência. No caso da análise de um governo, a
classificação é chamada de rating soberano. Uma boa classificação
file:///C:/Users/gcdcb/AppData/Local/Temp/calibre_tnkr91/wxfhy4_pdf_out/text/XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
http://www.estadao.com.br/newsletters
significa que o avaliado tem capacidade e disposição de pagar suas
dívidas.
IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
Foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para tentar
medir o grau econômico e, principalmente, como as pessoas estão
vivendo nos países de todo o mundo.
O IDH avalia os países em uma escala de 0 a 1. O índice 1 não foi
alcançado por nenhum país do mundo, pois tal índice iria significar
que determinado país apresenta uma realidade quase que perfeita,
por exemplo, uma elevada renda per capita, expectativa de vida de
90 anos e assim por diante.
Também é bom ressaltar que não existe nenhum país do mundo
com índice 0, pois se isso ocorresse era o mesmo que apresentar,
por exemplo, taxas de analfabetismo de 100% e todos os outros
indicadores em níveis desastrosos.
Principais doenças que afetam a população
brasileira: caracterização, prevenção e profilaxia
Uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística) mostrou as principais doenças que atingem a
população brasileira. De uma maneira geral, o predomínio é de
doenças crônicas. São aproximadamente 59,5 milhões de
brasileiros, o equivalente a 31,3% da população, com algum tipo de
doença crônica, como a hipertensão e o diabetes.
O número de casos diagnosticados dessas doenças preocupa as
autoridades de saúde pública.
As patologias que mais afetam a população brasileira:
1 – Obesidade – De acordo com o IBGE, 43,3% dos brasileiros com
mais de 18 anos de idade apresentam sobrepeso ou obesidade. A
doença traz riscos de problemas cardiovasculares e é causada
principalmente pelo sedentarismo, histórico familiar e má
alimentação.
2 – Câncer – Os números de diagnósticos de câncer no Brasil tem
aumentado ano após ano. Segundo o Instituto Nacional de Câncer,
dois em cada mil brasileiros terão a doença.
3 – Aids – Apesar das inúmeras campanhas de prevenção, a Aids
ainda é uma doença preocupante no Brasil, principalmente entre a
população jovem.
4 – Diabetes – De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes,
11% da população brasileira tem diabetes.
5 – Tabagismo – O vício do cigarro ainda é um problema de saúde
pública no Brasil. O tabagismo é a causa de mais de 200 mil mortes
por ano no país.
6 – Dengue – A dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes,
pode causar febre hemorrágica e outros sintomas graves.
Anualmente, o Brasil vive epidemias de dengue em diversas
regiões.
7 – Hepatite C – Essa doença atinge mais de 3 milhões de
brasileiros. A patologia pode provocar lesões no fígado e câncer.
8 – Hipertensão – A doença atinge cerca de 47% dos brasileiros
que estão acima dos 50 anos de idade. A hipertensão é fator de
risco para outras doenças, como o AVC, por exemplo.
Noções de primeiros socorros
Primeiros-socorros são procedimentos de emergência que devem
ser aplicados a uma pessoa em perigo de morte, visando manter os
sinais vitais e evitando o agravamento, até que ela receba
atendimento definitivo.
Definimos ainda como o primeiro atendimento realizado a uma
pessoa que sofreu algum trauma, lesão ou mau súbito.
Ou ainda como as primeiras providências tomadas no local do
acidente. É um atendimento inicial e temporário, até a chegada da
equipe de socorristas.
O atendimento a vítima pode ser realizado por qualquer pessoa,
desde que treinada para realizar as técnicas preconizadas ao
atendimento emergencial.
Qualquer pessoa que for realizar o atendimento pré-hospitalar, mais
conhecido como primeiros-socorros, deve antes de tudo, atentar
para a sua segurança. No impulso de ajudar as vítimas, não justifica
a realização de atitudes inconsequentes, que acabam
transformando o socorrista em uma nova vítima.
Para que a vítima seja atendida com qualidade, questões como
seriedade e respeito devem sempre acompanhar o socorrista. Evite
que a vítima seja exposta desnecessariamente e mantenha em
sigilo informações pessoais que ela revele durante seu atendimento.
Um fator importante no atendimento em primeiros-socorros é o
tempo, e este não pode ser desprezado em hipótese alguma, pois
este tempo perdidopoderá ser o diferencial entre a vida ou morte do
paciente.
Sinais Vitais
Os vitais são indicadores das funções vitais e podem orientar o
diagnóstico inicial e acompanhar a evolução do quadro clínico de
uma vítima. São considerados também como os sinais emitidos pelo
nosso corpo de que suas funções vitais estão normais e que
qualquer alteração indica uma anormalidade.
Os sinais vitais são: pulso, respiração, pressão arterial e
temperatura.
Pulso
É a ondulação exercida pela expansão das artérias seguida por uma
contração do coração. Nada mais é que a pressão exercida pelo
sangue contra a parede arterial em cada batimento cardíaco.
O pulso pode ser percebido sempre que uma artéria é comprimida
contra um osso. Os locais mais comuns para obtenção do pulso são
nas artérias carótida, radial, femoral e braquial.
Pode ainda ser verificado através da ausculta cardíaca com o auxílio
de um estetoscópio e denominamos pulso apical. Na verificação do
pulso deve-se observar a sua frequência, ritmo e volume.
Respiração
A respiração refere-se à entrada de oxigênio na inspiração e a
eliminação de dióxido de carbono através da expiração.
É a sucessão rítmica de movimentos de expansão e de retração
pulmonar com a finalidade de efetuar trocas gasosas entre a
corrente sanguínea e o ar nos pulmões.
Para avaliar a respiração devemos verificar seu caráter, se ela é
superficial ou profunda, seu ritmo que pode ser regular e irregular e
por último sua frequência, ou seja, a quantidade de movimentos
respiratórios por minuto.
Outros fatores podem alterar os valores normais da respiração como
exercícios físicos, medicamentos, fatores emocionais, portanto, é
importante que o socorrista saiba reconhecer estas alterações.
São empregados termos específicos para definir as alterações
dos padrões respiratórios, tais como:
Eupneia: respiração normal, com movimentos regulares, sem
dificuldades;
Apneia: é a ausência dos movimentos respiratórios;
Dispneia: dificuldade na execução dos movimentos respiratórios;
Bradipneia: diminuição da frequência respiratória;
Taquipneia: aumento da frequência respiratória.
Pressão arterial
É a força exercida pelo sangue contra a parede interna das artérias
quando esse é impulsionado pela contração cardíaca. Pode variar
de acordo com a idade do paciente, devido ao aumento da atividade
física, situações que levam ao stress e ao medo e por alterações
cardíacas.
A pressão arterial é influenciada pela força dos batimentos
cardíacos e pelo volume circulante.
A contração cardíaca é denominada sístole e o relaxamento do
coração é denominado diástole. A pressão sistólica é a pressão
máxima do coração, enquanto a pressão diastólica é a pressão
mínima do coração.
São empregados termos específicos para definir alterações nos
valores anormais da pressão arterial, são eles:
Hipertensão: aumento dos níveis da pressão arterial;
Hipotensão: redução dos níveis da pressão arterial;
Normotenso: são os parâmetros normais da pressão arterial.
Temperatura
É o nível de calor que chega a um determinado corpo, ou seja, é a
diferença entre o calor perdido e o calor produzido pelo organismo.
É influenciada por meios físicos e químicos e seu controle é
realizado por meio da estimulação do sistema nervoso central.
A temperatura corporal reflete o balanceamento entre o calor
produzido e o calor perdido pelo corpo e pode ser verificada nas
regiões axilar, oral e retal.
É medida por meio do termômetro clínico e possui uma graduação
que varia de 34ºC a 42ºC, sendo que raramente o ser humano
sobrevive com sua temperatura acima ou abaixo destes parâmetros.
Variações de 0,3ºC a 0,6ºC da temperatura são consideradas
normais e pode se elevar em situações como:
Infecção.
Medo.
Ansiedade.
São causas da diminuição da temperatura corporal:
Exposição ao frio.
Estado de choque.
Hemorragias.
São empregados termos específicos para definir alterações nos
valores anormais da temperatura, são eles:
Afebril: temperatura corporal normal.
Hipotermia: temperatura corporal abaixo do normal.
Hipertermia: temperatura corporal acima do normal.
Doenças sexualmente transmissíveis
As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são doenças
causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios que se
transmitem, principalmente, através das relações sexuais sem o uso
de preservativo com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente
se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.
Algumas DST podem não apresentar sintomas, tanto no homem
quanto na mulher. E isso requer que, se fizerem sexo sem
camisinha, procurem o serviço de saúde para consultas com um
profissional de saúde periodicamente. Essas doenças quando não
diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para
complicações graves, como infertilidades, câncer e até a morte.
Usar preservativos em todas as relações sexuais (oral, anal e
vaginal) é o método mais eficaz para a redução do risco de
transmissão das DST, em especial do vírus da Aids, o HIV. Outra
forma de infecção pode ocorrer pela transfusão de sangue
contaminado ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas,
principalmente no uso de drogas injetáveis. A Aids e a sífilis também
podem ser transmitidas da mãe infectada, sem tratamento, para o
bebê durante a gravidez, o parto. E, no caso da Aids, também na
amamentação.
O tratamento das DST melhora a qualidade de vida do paciente e
interrompe a cadeia de transmissão dessas doenças.
Quais são as DST?
Aids
Cancro mole
Clamídia e Gonorreia
Condiloma acuminado (HPV)
Doença Inflamatória Pélvica (DIP)
Donovanose
Hepatites virais
Herpes
Infecção pelo Vírus T-linfotrópico humano (HTLV)
Linfogranuloma venéreo
Sífilis
Tricomoníase
As DST são graves?
As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são um grave
problema de saúde pública porque:
· Facilitam a transmissão sexual do HIV (vírus da AIDS);
· Quando não diagnosticados e tratados a tempo, podem levar a
pessoa portadora a ter complicações graves e até à morte;
· Algumas DST, quando acometem gestantes, podem provocar o
abortamento ou o nascimento com graves malformações.
Quais as conseqüências das DST?
Quando não tratadas adequadamente, as DST podem causar sérias
complicações, além do risco de pegar outras DST, inclusive o vírus
da AIDS. Essas complicações podem ser:
· Esterilidade no homem e na mulher (a pessoa não pode mais ter
filho);
· Inflamação nos órgãos genitais do homem, podendo causar
impotência;
http://giv.org.br/HIV-e-AIDS/O-Que-%C3%A9-a-AIDS/index.html
http://giv.org.br/DST/Cancro-Mole/index.html
http://giv.org.br/DST/Clam%C3%ADdia-Gonorreia/index.html
http://giv.org.br/DST/Condiloma-Acuminado-HPV/index.html
http://giv.org.br/DST/Doen%C3%A7a-Inflamat%C3%B3ria-P%C3%A9lvica-DIP/index.html
http://giv.org.br/DST/Donovanose/index.html
http://giv.org.br/Hepatites-Virais/index.html
http://giv.org.br/DST/Herpes/index.html
http://giv.org.br/DST/Infec%C3%A7%C3%A3o-HTLV/index.html
http://giv.org.br/DST/Linfogranuloma-Ven%C3%A9reo/index.html
http://giv.org.br/DST/S%C3%ADfilis/index.html
http://giv.org.br/DST/Tricomon%C3%ADase/index.html
· Inflamação no útero, nas trompas e ovários da mulher, podendo
complicar para uma infecção em todo o corpo, o que pode causar a
morte;
· Mais chances de ter câncer no colo do útero e no pênis;
· Nascimento do bebê antes do tempo ou com defeito no corpo ou
até mesmo a sua morte na barriga da mãe ou depois do
nascimento.
Como fazer o tratamento das DST?
Cada DST tem um tipo de tratamento e só o profissional de saúde
poderá avaliar a fazer essa indicação corretamente. Fazer o
tratamento certo é:
· Só tomar remédio indicado pelo serviço de saúde;
· Tomar o remédio na quantidade certa, nas horas certas e até o fim,
mesmo que os sintomas e sinais tenham desaparecido;
· Evitar relação sexual nesse período e, se não der para evitar, só
manter relações usando camisinha;
· Voltar ao serviço de saúde ao terminar o tratamento, para fazer a
revisão (controle de cura). E as mulheres, parafazerem também o
exame preventivo do câncer de colo do útero (o médico dirá se esse
exame pode ser realizado);
·Levar o parceiro sexual para ser tratado também.
Como fazer a prevenção das DST?
· A melhor forma de prevenir a transmissão das DST é usar sempre
e corretamente a camisinha em todas as relações sexuais;
· Não compartilhar agulhas e seringas com outras pessoas;
· No caso de necessitar receber uma transfusão de sangue, exija
que ele seja testado para todas as doenças que podem ser
transmitidas pelo sangue.
Aspectos sociais da biologia: uso indevido de
drogas. Gravidez na adolescência. Obesidade.
Violência e segurança pública.
As drogas podem ser definidas como substâncias naturais ou não,
que alteram as funções normais do organismo e do comportamento
humano. Também conhecidas como narcóticos ou entorpecentes,
causam dependência química em sua maioria, desestabilizam os
usuários psicologicamente e podem levar a overdose e até a morte.
Segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre as Drogas
Psicotrópicas (CEBRID), as drogas podem ser divididas em três
grupos: estimulantes, depressoras e alucinógenas.
As drogas estimulantes, também chamadas de anfetaminas
possuem efeito estimado de quatro horas, trazem sensação de
euforia, força, insônia, e causam dependência. Entre as drogas mais
conhecidas deste grupo têm-se a cocaína e o crack.
O álcool, os soníferos, a heroína e a morfina são as drogas
depressivas mais conhecidas, elas retardam o funcionamento do
organismo, deixando assim o metabolismo mais lento. Estas drogas
causam perturbação mental, irritabilidade e geram dependência
química em pouco tempo.
Já as drogas alucinógenas provocam delírios, e alucinações, além
de dificultar a função mental. As mais conhecidas deste grupo são:
maconha haxixe, LSD e ecstasy.
A gravidez na adolescência é assunto de extrema importância, o
qual deve ser discutido a partir de diversas abordagens em diversas
áreas, como, por exemplo, demografia, psicologia, biologia e
economia. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada)
publicou um estudo avaliando o perfil da gravidez na adolescência
no Brasil (10 – 19 anos) e chegou a resultados interessantes
levando em conta taxa de fecundidade, nível educacional, nível
socioeconômico, região de moradia, religião, idade de iniciação
sexual dentre outras variáveis.
A taxa de fecundidade das adolescentes evolui em sentido contrário
ao observado para as mulheres de outras faixas etárias, dado que a
quantidade de filhos por mulher vem crescendo nos últimos anos,
quando se considera as mulheres menores de 19 anos de idade.
A iniciação sexual acontece precocemente, dado que 24,4% das
adolescentes brasileiras de até 15 anos de idade já haviam mantido
relações sexuais. Considerando toda a adolescência (isto é, 10 a 19
anos), o percentual chega a 69,0%.
O nível educacional é o fator de risco mais importante sobre a
iniciação sexual, o uso de métodos anticoncepcionais na primeira
relação sexual e a fecundidade, uma vez que mulheres com mais de
cinco anos de estudo apresentam menor chance de ter uma
gravidez na adolescência vis-à-vis mulheres com ensino
fundamental incompleto.
O estudo concluiu, também, que é necessário abordar o assunto
com cuidado tendo em vista evitar distorções e interpretações
equivocadas em alguns conceitos. Os termos gravidez indesejada e
gravidez não planejada não devem ser tratados como sinônimos,
tanto em virtude de algumas adolescentes engravidarem
espontaneamente quanto pela razão de que, segundo a Pesquisa
Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher de 2006
(Brasil, 2009), as taxas de gravidez não planejadas entre as púberes
e as mulheres adultas são bastante semelhantes (superando
50,0%).
Em relação à cor da pele, observa-se que ser branca reduz a
probabilidade de uma gravidez precoce. Comparativamente, não ser
branca aumenta a probabilidade de ter uma gravidez precoce para
as mulheres que se declararam como pretas e indígenas.
No aspecto cultural, verifica-se que o fato de ter sido criada na
religião católica, possui efeito negativo sobre a probabilidade de
engravidar na adolescência. A participação da família em grupos
religiosos parece favorecer o adiamento do início da vida
reprodutiva, estando associada a uma menor prevalência deste
evento.
Como a incidência de gravidez precoce é crescente e atinge
diversas regiões do Brasil, é necessário ampliar a compreensão do
tema, tendo em vista divulgar medidas preventivas mais eficientes e
que atinjam de modo satisfatório o público em questão. Vale
ressaltar, ainda, que a gravidez na adolescência exerce efeitos
negativos sobre os indicadores de saúde (mortalidade materna e
infantil) e a educação das mulheres, além de mudanças no
ambiente familiar e social das adolescentes que engravidam antes
de alcançarem a fase adulta.
Em relação à cor da pele, observa-se que ser branca reduz a
probabilidade de uma gravidez precoce. Comparativamente, não ser
branca aumenta a probabilidade de ter uma gravidez precoce para
as mulheres que se declararam como pretas e indígenas.
No aspecto cultural, verifica-se que o fato de ter sido criada na
religião católica, possui efeito negativo sobre a probabilidade de
engravidar na adolescência. A participação da família em grupos
religiosos parece favorecer o adiamento do início da vida
reprodutiva, estando associada a uma menor prevalência deste
evento.
Como a incidência de gravidez precoce é crescente e atinge
diversas regiões do Brasil, é necessário ampliar a compreensão do
tema, tendo em vista divulgar medidas preventivas mais eficientes e
que atinjam de modo satisfatório o público em questão. Vale
ressaltar, ainda, que a gravidez na adolescência exerce efeitos
negativos sobre os indicadores de saúde (mortalidade materna e
infantil) e a educação das mulheres, além de mudanças no
ambiente familiar e social das adolescentes que engravidam antes
de alcançarem a fase adulta.
gordura pode levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças
do coração, pressão alta, artrite, apnéia e derrame. Por causa do
risco envolvido, é bom que você perca peso mesmo que não esteja
se sentindo mal agora. É difícil mudar seus hábitos alimentares e
fazer exercícios. Mas, se você planejar, pode conseguir.
Quando você ingere mais calorias do que gasta, você ganha peso.
O que você come e as atividades que você faz ao longo do dia
influenciam nisso. Se seus familiares são obesos, você tem mais
chances de também ser. Além disso, a família também ajuda na
formação dos hábitos alimentares. A vida corrida também torna mais
difícil planejar refeições e fazer alimentações saudáveis. Para
muitos, é mais fácil comprar comidas prontas e comer fora. Não há
soluções de curto prazo para a obesidade. O segredo para perder
peso é ingerir menos calorias do que você gasta.
Violência X Segurança Pública
A violência é um dos maiores problemas atuais, seja aquela
praticada no seio familiar, seja a que vimos crescer
consideravelmente nas ruas nos últimos anos, nos presídios, em
escolas e nos próprios órgãos policiais, com o abuso de autoridade.
Desde a antiguidade o homem procura exterminar a violência e
instaurar a paz, com as mais variadas formas, desde ações
pacificadoras, medidas preventivas e também corretivas.
Durante muito tempo se acreditou que a modernização, a tecnologia
e os estudos sociais seriam capazes de resolver a questão da
violência em todas as esferas da sociedade. No entanto, aconteceu
o contrário, pois a onda de crimes evoluiu na mesma proporção.
Do ponto de vista jurídico, a violência é uma espécie de coação, de
constrangimento com o uso da força sempre do mais forte para o
mais fraco. É bom lembrar que a violência se remete desde a uma
briga física até a troca ofensiva de palavras.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) define a violência como “o
uso intencional de força ou de poder, real ou potencial, contra si
próprio ou outras pessoas ou até contra uma comunidade, que
possa resultar em lesões, morte, dano psicológico, deficiência no
desenvolvimentoou privação”.
Isso quer dizer que a violência se manifesta através do uso
inadequado da força, da opressão e da tirania, e também na
obrigação de um indivíduo a fazer o que não quer.
Sequestros, roubos, rebeliões em presídios, corrupção no governo
com desvios do orçamento fiscal, tráfico de drogas, atualmente são
fatos que fazem parte da nossa realidade, pela complexidade das
práticas criminosas que se intensificam a cada dia.
Nesse contexto, torna-se essencial a adoção de políticas de
segurança pública de prevenção e educacional. No entanto, os
órgãos de segurança devem fazer jus ao seu papel na sociedade e,
diante disso, a Inteligência se torna uma grande aliada para prever e
neutralizar atos criminosos.
A Inteligência de Segurança Pública não está interessada apenas
em prender criminosos, mas também em levantar informações sobre
tudo que ameace a ordem pública e aplicar métodos e técnicas
operacionais que exterminem a violência de maneira vitalícia,
organizada e racional.
Exercícios físicos e vida saudável
Os benefícios dos exercícios físicos são fundamentais para
uma vida saudável e muito melhor: queima de calorias e perda de
peso, manutenção da tonificação dos músculos, melhoria na
circulação, melhoria nas funções cardíacas e pulmonares, aumento
do autocontrole, redução do estresse, aumento da habilidade de
concentração, melhoria na aparência; redução da depressão,
melhoria na qualidade do sono, prevenção de pressão sangüínea e
colesterol altos e diabetes.
Mas para adquirir todos esses benefícios, deve-se ter muita força de
vontade, dedicação e paciência, principalmente no início da prática.
Porém, o mais importante é adquirir o hábito.
Inovação é importante, e, quando ela acontece, realmente o
potencial para melhoria é enorme. Mas mudanças repentinas são
desconfortáveis e normalmente há enorme resistência a elas, o que
geralmente faz com que as pessoas voltem aos padrões antigos.
Quem já tentou mudar um hábito, ou então é fã das famosas
resoluções de fim de ano, sabe que mudar atitudes e hábitos de
uma só vez raramente traz resultados duradouros.
Inicie uma atividade física
A melhor maneira é progredir em passos pequenos. Assim como se
fez para aprender a andar. Passos pequenos o suficiente que
passem quase despercebidos e que a chance de fracasso de cada
passo individual seja praticamente nula. É importante consultar um
médico cardiologista, pedir exames e dizer que quer começar a
fazer exercícios físicos.
Após a liberação de um especialista,escolher a atividade que mais
agrada e ter persistência. Começar aos poucos como uma vez por
semana e ir aumentando gradativamente. O ideal são três vezes por
semana, mas cada um tem seu ritmo. O importante é começar e não
desistir até criar uma rotina.
Exemplo de algumas atividades físicas e seus benefícios
Exercícios Aeróbicos - são os que mais benefícios trazem ao
organismo, diminuindo a chance de doenças cardiovasculares e
melhorando a qualidade e a expectativa de vida.
-Caminhada: é um excelente exercício para quem está iniciando as
atividades físicas na rotina. Dos exercícios aeróbicos, a caminhada
é a modalidade que reúne o maior número de vantagens. Todas as
pessoas que não apresentam limitações físicas importantes podem
caminhar. A caminhada permite ao iniciante começar o programa de
exercícios com cargas bem leves de trabalho e, com o tempo, ir
progredindo lentamente, até atingir a intensidade ideal de
treinamento. Para a saúde, é muito melhor caminhar pouco do que
não caminhar nada.
-Corrida: para iniciar com essa prática é necessário já estar com
um bom condicionamento físico. No começo da atividade, o
organismo ainda não está adaptado ao esforço exigido. O coração
começa a bater mais forte e as células necessitam de mais oxigênio
e nutrientes para funcionar bem. Por isso, o cansaço vem rápido.
Beber água é fundamental: correr consome água, energia e sais
minerais. A corrida é excelente, porque mexe com todos os
músculos do nosso corpo: é um exercício bastante completo. Um
bom tênis é muito importante para um exercício de qualidade.
-Bicicleta: andar de bicicleta contribui bastante para o bem-estar
físico e mental. Esta atividade é excelente para enrijecer as nádegas
e coxas – regiões que estão constantemente na lista de
preocupações, por serem propensas ao acúmulo de gordura e à
flacidez. Além de queimar muitas calorias, contribui também para o
bom funcionamento do sistema cardiovascular. Para realizar o
treino, optar por locais longe da poluição, como parques e ruas
tranqüilas. Assim, os resultados da atividade são potencializados e
acalmam a mente da correria do dia-a-dia. Lembre-se que a postura
é um segredo para o bom resultado: ajuste o banco de forma que a
coluna fique reta, o abdômen contraído, e as pernas flexionadas.
-Musculação: a função da musculação não é somente estética. Ela
também é essencial para a saúde e o bem-estar. Hoje se sabe por
meio de diversas pesquisas científicas que o treino com pesos
aumenta a massa muscular e traz inúmeros benefícios ao
organismo como um todo.
Quando se pratica treino com pesos, se adquire massa magra. Com
mais músculos no corpo, o metabolismo fica acelerado e consome
mais calorias, mesmo em repouso. Resultado: perda de peso com
mais facilidade. Além disso, o treino de resistência fortalece os
ossos, o coração e melhora a postura.
É fundamental a prática de musculação principalmente após os
trinta anos – idade em que começa a diminuição de massa magra e
que devem ser iniciados os primeiros cuidados para evitar a
osteoporose. Entre vários outros cuidados, o treino com pesos ajuda
o organismo a fixar o cálcio nos ossos, fortalecendo-os.
>> A musculação deve ser praticada juntamente com exercícios
aeróbicos para que os benefícios sejam completos. Assim, se ganha
um corpo mais forte e um coração mais resistente. E um corpo mais
forte executa as tarefas diárias com mais disposição, energia e bem-
estar.
>> Outros exercícios como natação, hidroginástica também são
extremamente benéficos para a saúde. O mais importante é
procurar um médico para liberação do início dos exercícios, manter
uma alimentação saudável, e também procurar a ajuda de um
profissional, por exemplo de Educação Física para auxiliar na
execução correta das atividades ou até mesmo na escolha do
melhor exercício para cada pessoa ou situação.
Aspectos biológicos do desenvolvimento
sustentável. Legislação e cidadania
"O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da
geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras
de satisfazerem as suas próprias necessidades", esta é a definição
mais comum de desenvolvimento sustentável. Ela implica
possibilitar às pessoas, agora e no futuro, atingir um nível
satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização
humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos
recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.
Em resumo, é o desenvolvimento que não esgota os recursos para
o futuro.
Um desenvolvimento sustentável requer planejamento e o
reconhecimento de que os recursos são finitos. Ele não deve ser
confundido com crescimento econômico, pois este, em princípio,
depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. O
desenvolvimento nestas bases é insustentável, pois leva ao
esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade
depende.
O conceito de desenvolvimento sustentável procura harmonizar os
objetivos de desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e
a conservação ambiental.
Histórico
O conceito de desenvolvimento sustentável foi reconhecido
internacionalmente em 1972, na Conferência das Nações Unidas
sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, Suécia. A
comunidade internacional adotou a idéia de que o desenvolvimento
sócio-econômico e o meio ambiente, até então tratados como
questões separadas, podem ser geridos de uma forma mutuamente
benéfica.
Em 1983, é estabelecida a Comissão Mundial das Nações Unidas
sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.Esta comissão foi
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comiss%C3%A3o_Mundial_sobre_Meio_Ambiente_e_Desenvolvimento
incumbida de investigar as preocupações levantadas nas décadas
anteriores acerca dos graves e negativos impactos das atividades
humanas sobre o planeta, e como os padrões de crescimento e
desenvolvimento poderiam se tornar insustentáveis caso os limites
dos recursos naturais não fossem respeitados. O resultado desta
investigação foi o Relatório "Nosso Futuro Comum" publicado em
abril de 1987.
O documento ficou conhecido como Relatório Brundtland, em
referência à Gro Harlem Brundtland, ex-primeira ministra
norueguesa e médica que chefiou a comissão da ONU responsável
pelo trabalho. O Relatório Brundtland formalizou o conceito de
desenvolvimento sustentável e o tornou conhecido do público.
"Satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer a
capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias
necessidades ", cerne do conceito de desenvolvimento sustentável
se tornou o fundamento da Conferência das Nações Unidas sobre
Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92), realizada no Rio de
Janeiro em 1992. O encontro foi um marco internacional, que
reconheceu o desenvolvimento sustentável como o grande desafio
dos nossos dias, e também assinalou a primeira tentativa
internacional de elaborar planos de ação e estratégias neste
sentido.
Componentes do desenvolvimento sustentável
O campo do desenvolvimento sustentável pode ser dividido em
quatro componentes: a sustentabilidade ambiental, a
sustentabilidade econômica, a sustentabilidade sociopolítica e a
sustentabilidade cultural.
A sustentabilidade ambiental consiste na manutenção das
funções e componentes dos ecossistemas para assegurar que
continuem viáveis – capazes de se auto-reproduzir e se adaptar a
alterações, para manter a sua variedade biológica. É também a
capacidade que o ambiente natural tem de manter as condições de
vida para as pessoas e para os outros seres vivos, tendo em conta a
habitabilidade, a beleza do ambiente e a sua função como fonte de
energias renováveis.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Relat%C3%B3rio_Brundtland
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gro_Harlem_Brundtland
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eco-92
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade_ambiental
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade_econ%C3%B4mica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_sustent%C3%A1vel#Sustentabilidade_s.C3.B3cio-politica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade_Cultural
http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28588-o-que-e-desenvolvimento-sustentavel/dicionario-ambiental/28516-o-que-e-um-ecossistema-e-um-bioma
A sustentabilidade econômica é um conjunto de medidas e
politicas que visam a incorporação de preocupações e conceitos
ambientais e sociais. O lucro passa a ser também medido através
da perspectiva social e ambiental, o que leva à otimização do uso de
recursos limitados e à gestão de tecnologias de poupança de
materiais e energia. A exploração sustentável dos recursos evita o
seu esgotamento.
A sustentabilidade sociopolítica é orientada para o
desenvolvimento humano, a estabilidade das instituições públicas e
culturais, bem como a redução de conflitos sociais. É um veículo de
humanização da economia, e, ao mesmo tempo, pretende
desenvolver o tecido social nos seus componentes humanos e
culturais.
Vê o ser humano não como objeto, mas sim como objetivo do
desenvolvimento. Ele participa na formação de políticas que o
afetam, decide, controla e executa decisões.
A sustentabilidade cultural leva em consideração como os povos
encaram os seus recursos naturais, e sobretudo como são
construídas e tratadas as relações com outros povos a curto e longo
prazo, com vista à criação de um mundo mais sustentável a todos
os níveis sociais. A integração das especificidades culturais na
concepção, medição e prática do desenvolvimento sustentável é
fundamental, uma vez que assegura a participação da população
local nos esforços de desenvolvimento.
Legislação, Cidadania e Educação
Somos cidadãos/ãs para exercermos a cidadania ou exercemos a
cidadania para nos tornarmos cidadãos/ãs?
“A atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença”.
Silvio Humberto
A cidadania é uma condição em que o indivíduo tem o absoluto
prazer de desfrutar de seus direitos políticos e civis. Mesmo
demonstrando uma idéia de igualdade essencial entre as pessoas, a
cidadania, atualmente, não está sendo respeitada pelos
representantes políticos, de tal modo que o indivíduo fica
impossibilitado de ocupar um lugar na sociedade.
No tocante à condição de sujeito de direito com direito à cidadania,
o discurso é fragmentado. Veja o que sustenta o inciso cinco do
artigo 206 da Constituição Federal, que trata da educação:
“valorização dos profissionais de ensino, garantido, na forma da lei,
plano de carreira para o magistério público, com piso salarial
profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de
provas e títulos “.
Porém, o que se vê, em prática, é o contrário. Em Irecê na Bahia por
exemplo, os professores não têm plano de carreira aprovado,
ficando à mercê da Secretaria Municipal de Educação, bem como
do chefe do poder executivo; o piso salarial é estabelecido pela
vontade do prefeito, a carga horária é exaustiva, abusiva e
desumana. Dessa forma, fica difícil fazer valer o exercício da
cidadania dentro da perspectiva democrática, pois aqueles que
estão acima deste processo, lutam apenas pelos próprios direitos
políticos, deixando de lado a sociedade.
No seu artigo 205, a Constituição Federal preconiza que a educação
é direito de todos e dever da família e do Estado, no entanto o que
vimos atualmente é um número significativo de crianças em fase
escolar fora da escola, também uma parcela alta de escolas sem a
estrutura mínima de funcionamento.Com o agravante que a escola
que deveria ser um espaço neutro reflete os confrontos dos poderes
existentes na sociedade negando oportunidades iguais de estudo a
todos sem distinção de classes e transmitindo em seus currículos
padrões de comportamentos,idéias de valores "universais
abstratos", mas que de abstrato nada tem e geralmente pertecem a
um determinado segmento político.
A sociedade brasileira tem promovido campanhas e promoções da
cidadania em torno da luta pela não discriminação, pelo acesso de
todos à educação, porém temos consciência que o incentivo maior
tem que ser dos governos Federal, Estadual e Municipal. Com toda
essa gama de dificuldades enfrentadas pelos profissionais de
educação que, muitas vezes, não sabem exercer sua cidadania,
lutar pelos seus direitos, cobrar dos órgãos competentes o
cumprimento da Constituição Federal no que tange a educação,
como estes profissionais formarão os/as cidadãos/ãs de amanhã?
Até quando a educação é direito de todos e poucos tem acesso às
universidades? Acreditamos que muitos de nossos anseios só serão
atendidos quando sairmos da condiçao de vítimas e arregaçarmos
as mangas para exigirmos que a Constituição Federal seja
respeitada, especialmente no seu artigo 206 inciso V, que enfatiza a
valorização dos profissionais do ensino, garantindo, na forma da lei,
planos de carreira para o magistério público, com piso salarial
profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de
provas e títulos.garantindo, na forma da lei, planos de carreira para
o magistério público de provas e títulos (Emenda Constituicional nº
19, de 04-06-1998), no entanto nos profissionais devemos estar
atentos ao prazo de encerramento do Fundef, e ainda mais na
proposta do novo fundo (Fundeb) que atenderá toda a educação
básica. Caso não seja aprovado o Fundeb, o que acontecerá com a
educação em nosoo país, a partir de 2006?
Se refletirmos sobre o artigo 208, em que diz que "O dever do
Estado com a Educação será efetivado mediante a garantia de: III-
Atendimento educacional especializado aos portadores de
deficiência, preferencialmente na rede de ensino, vamos nos
confrontar com a problemática que é a falta de capacitação dos
profissionais da educação para lidar com os alunosportadores de
tais necessidades.