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Cabeamento Estruturado

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MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
CENTRO INTEGRADO DE TELEMÁTICA DO EXÉRCITO
6° CENTRO DE TELEMÁTICA DE ÁREA
APOSTILA DE CABEAMENTO 
ESTRUTURADO
Autor:
Filipe Pinheiro Rodrigues de Freitas
Campo Grande
2012
SUMÁRIO
OBJETIVO...................................................................................................................4
1. INTRODUÇÃO........................................................................................................5
2. CONCEITOS INICIAIS..........................................................................................7
2.1 Cabeamento Estruturado......................................................................................8
2.2 Tipos de Topologia..............................................................................................9
2.3 Comunicação de Dados......................................................................................12
2.4 Modelo OSI........................................................................................................14
3. COMPONENTES DE UMA REDE.....................................................................15
3.1 Cabeamento.........................................................................................................15
3.2 Hardware (Equipamentos e Acessórios para a Rede...........................................15
4.CABOS PARA TELECOMUNICAÇÕES............................................................21
4.1 Características Elétricas para Cabos Metálicos....................................................21
4.2. Banda Passante....................................................................................................23
4.3 Unidades de medida :...........................................................................................26
4.4 Cabo de Par trançado (Twisted pair)....................................................................27
4.5 Cabo Coaxial........................................................................................................29
4.6 Cabo de Fibra óptica............................................................................................30
5.SISTEMA DE CABEAMENTO ESTRUTURADO.............................................35
6.CABEAMENTO HORIZONTAL.........................................................................38
6.1-Definições............................................................................................................38
6.2-Meios físicos reconhecidos..................................................................................38
6.3-Distâncias e topologia..........................................................................................38
6.4 Escolha do tipo de tomada e cabos.......................................................................40
6.5.Cross-connect horizontal.......................................................................................41
6.6-Caminhos e espaços para o cabeamento horizontal..............................................43
6.7 Interferências eletromagnéticas.............................................................................55
7. ÁREA DE TRABALHO.......................................................................................57
7.1 Cabeamento em escritórios abertos................................................................. ...60
7.2 Conectores...........................................................................................................64
8. SALA DE TELECOMUNICAÇÕES...................................................................67
9. CABEAMENTO DE BACKBONE......................................................................73
10. SALA DE EQUIPAMENTOS..............................................................................79
11.ENTRADA NO EDIFÍCIO...................................................................................82
13.5 Sala de equipamentos..........................................................................................98
13.6. Sala de entrada de telecomunicações.................................................................99
13.7 Proteção elétrica..................................................................................................99
13.8 Administração.....................................................................................................99
14. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM INFORMÁTICA......................................101
15. ATERRAMENTO.................................................................................................103
16. TESTES E CERTIFICAÇÃO..............................................................................105
16.1.Testes de campo para cabos de par trançado de 100 ohms................................105
16.2.Testes de desempenho de transmissão em fibra óptica......................................120
BIBLIOGRAFIA.........................................................................................................128
12. PRÁTICAS DE INSTALAÇÃO.........................................................................86
12.2 Conectorização no bloco 110..............................................................................88
12.5.Organização dos cabos........................................................................................93
13. NORMA DE CABEAMENTO BRASILEIRA NBR 14.565..............................97
13.3 Armário de telecomunicações..............................................................................98
13.4 Cabeamento primário..........................................................................................98
4
OBJETIVO
Esta apostila tem por objetivo servir de suporte e de referência para o ensino 
sobre cabeamento estruturado no curso ministrado pelo 6° Centro de Telemática de 
Área. Desta forma, espera-se que a qualidade das redes de dados e de telefonia das 
organizações militares atendidas por este centro sejam incrementadas com a 
capacitação dos recursos humanos destas organizações.
1. INTRODUÇÃO
Antes de 1984 , nos Estados Unidos, os sistemas de telecomunicações e os
projetos de edifícios não estavam em sintonia. Existiam vários padrões de cabos para
atender uma instalação : par trançado para telefonia, cabos coaxiais de 50 Ω para as
novas redes ethernet de 10 Mbps, cabos coaxiais de 75 Ω para vídeo, cabos STP para
token-ring, ou seja , não havia uma coordenação entre as empresas de construção e as
aplicações desenvolvidas pelas indústrias de informática e comunicações.
Após aquela data, o Bell System, conglomerado de empresas prestadoras de
serviço de telecomunicações, começou a pressionar os órgãos de normalização para
tentar resolver os problemas de incompatibilidade que estavam surgindo. Assim em
1985 o EIA (Eletronic Industry Association) e a TIA ( Telecommunication Industry
Association) organizaram comitês técnicos para desenvolver um rol de padrões para os
sistemas de telecomunicações, que resultaram, em 1991, na publicação da norma
conhecida por ANSI/TIA/EIA-568 –Commercial Building Telecommunications Cabling
Standard, que disseminou a técnica de projeto de infra-estrutura de telecomunicações
conhecida por cabeamento estruturado. Surge a ANSI/TIA/EIA-569 – Commercial
Building Standard for Telecommunications Pathways and Spaces, para definir os
caminhos e espaços.
Dando continuidade a este trabalho, produziram-se diversas atualizações,
listadas abaixas :
• ANSI/TIA/EIA-568 –Commercial Building Telecommunications Cabling Standard (,
julho de 1991 )
• ANSI/TIA/EIA-568A –Commercial Building Telecommunications Cabling Standard,(
outubro de 1995 )
• TIA/EIA TSB67 – Transmission performance Specifications for Field Testing of
Unshielded Twisted-Pair Cabling Systems ( outubro de 1995 )
• TIA/EIA TSB72 – Centralized Optical Fiber Cabling ( outubro de 1995 )
• TIA/EIA TSB75 – Additional Horizontal Pratices for Open Offices ( agosto de 1996 )
• TIA/EIA TSB95 – Additional Transmission Performance Guidelinesfor 4-Pair 100 ΩΩ
Category 5 Cabling ( outubro de 1999 )
• ANSI/ TIA/EIA-568-A-1, Propagation Delay and Delay Skew Specifications for 100 ΩΩ 4-
Pair Cable ( setembro de 1997 )
• ANSI/ TIA/EIA-568-A-2, Corrections and Additions to TIA/EIA-568-A ( agosto de 1998 )
• ANSI/ TIA/EIA-568-A-3, Addendum no. 3 to TIA/EIA-568-A ( dezembro de 1998 )
5
• ANSI/ TIA/EIA-568-A-4, Production Modular Cord NEXT Loss Test Method and
Requirements for Unshielded Twisted-Pair Cable ( novembro 1999 )
• ANSI/ TIA/EIA-568-A-5, Transmission Performance Specifications for 4-Pair 100 ΩΩ
Category 5e Cabling ( fevereiro 2000 )
Em 2001 todas as normas, boletins e adendos acima condensaram-se na nova
norma ANSI/TIA/EIA-568B– Commercial Building Telecommunications cabling
Standard, maio de 2001 , subdividida em três partes :
• ANSI/TIA/EIA 568-B.1 –General Requirements
• ANSI/TIA/EIA 568-B.2 – Balanced Twisted Pair Cabling Components
• ANSI/TIA/EIA 568-B.3 – Optical Fiber Cabling Components Standard
A seguir. outras normas relacionadas ao cabeamento estruturado e a sua
evolução cronológica:
• ANSI/TIA/EIA-569 – Commercial Building Standard for Telecommunications Pathways
and Spaces,( outubro 1990)
• ANSI/TIA/EIA-569A – Commercial Building Standard for Telecommunications
Pathways and Spaces, ( fevereiro de 1998 )
• ANSI/TIA/EIA-570- residential and Light Commercial Telecommunications Wiring
Standard,( junho de 1991 )
• ANSI/TIA/EIA-570A- residential and Light Commercial Telecommunications Wiring
Standard,( outubro de 1999 )
• TIA/EIA-606 - The Administration Standard For The Telecommunications Infrastruture
Of Commercial Buildings,( fevereiro de 1993 )
• ANSI/EIA/TIA-607- Commercial Building Grounding And Bonding Requirements For
Telecommunications, ( agosto de 1994 )
No Brasil com a crescente demanda de sistemas de telecomunicações a ABNT
formou um comitê para desenvolver a norma de cabeamento estruturado brasileira,
dando origem à ABNT/NBR 14565- " Procedimentos básicos para elaboração de
projetos de cabeamento de telecomunicações para rede interna estruturada" de
agosto de 2000, Esta norma baseou-se na ANSI/TIA/EIA-568A de outubro de 1995.
Resumindo, uma norma ou padrão de cabeamento especifica um sistema 
independente do fabricante.
Benefícios:
• Flexibilidade: mudança.
• Facilidade de Administração: troca de cabos.
• Vida Útil.
• Controle de Falhas.
• Custo e Investimento.
6
2. CONCEITOS INICIAIS
O cabeamento estruturado é uma técnica utilizada para projetar, em prédios
comerciais, um sistema de telecomunicações genérico, ou seja, não dedicado a
aplicação específica. Ele estabelece critérios técnicos e de desempenho para atender a
maioria das aplicações existentes.
Atualmente o termo telecomunicações é mais do que voz e dados: engloba
também vídeo, sensores, alarmes, etc., ou seja, sistemas que utilizam sinais de baixa
voltagem.
Outra idéia importante é projetar sem dependência do tipo de equipamento a ser
utilizado, isto é, seguir as recomendações da norma . Como elas estão em consonância
com a técnica, a estrutura terá condições de atender os requisitos da maior parte dos
equipamentos. Não impedindo a existência de circuitos exclusivos para atender uma
aplicação específica.
Essas normas tendem a balizar o trabalho do projetista de sistemas de
telecomunicações de tal forma, que um prédio poderá ser construído sem depender dos
clientes que vão utilizá-lo e, se posteriormente, alguma alteração for necessária, o custo
para tal será mínimo.
Para atender a estes princípios criou-se o conceito de área de trabalho levando
em consideração o espaço necessário para que uma pessoa realizar suas atividades. Por
exemplo, um funcionário precisa de uma mesa, cadeira, computador, telefone e uma
poltrona de visita, então este material somado aos espaços para movimentação ( sentar
e levantar da mesa) ocuparão 10m2 . . Se a sala para ocupação possuir 100m 2, deverá ter
no máximo 10 funcionários, senão a funcionalidade do escritório ficará comprometida.
Outra normalização está relacionada a definição de tipos e categorias de cabos e
conectores a serem utilizados. Isso possibilita, às indústrias de equipamentos, a
adequação de seus novos produtos à infra-estrutura que encontrarão nas edificações .
 E finalizando, tem-se a especificação de salas ou espaços, dutos e canaletas
prevendo as possíveis expansões e uma metodologia de administração para manter
atualizadas todas as informações relativas às estruturas de telecomunicações.
7
2.1 Cabeamento Estruturado
Cabeamento estruturado pode ser definido como um sistema baseado na 
padronização
das interfaces e meios de transmissão, de modo a tornar o cabeamento independente da
aplicação e do leiaute.
O projeto de cabeamento estruturado não é feito apenas para obedecer às normas de
hoje, mas, também, para que esteja de conformidade com as tecnologias futuras, além de
proporcionar grande flexibilidade de alterações e expansões do sistema.
Um sistema de cabeamento estruturado permite o tráfego de qualquer tipo de sinal
elétrico de áudio, vídeo, controles ambientais e de segurança, dados e telefonia,
convencional ou não, de baixa intensidade, independente do produto adotado ou 
fornecedor.
Este tipo de cabeamento possibilita mudanças, manutenções ou implementações de 
forma rápida, segura e controlada, ou seja, toda alteração do esquema de ocupação de um 
edifício comercial é administrada e documentada seguindo-se um padrão de identificação 
que não permite erros ou dúvidas quanto aos cabos, tomadas, posições e usuários.
Para estas características sejam conseguidas, existem requisitos mínimos relativos à 
distâncias, topologias, pinagens, interconectividade e transmissão, permitindo desta forma 
que se atinja o desempenho esperado.
Tendo base que um sistema de cabeamento estruturado, quando da instalação, está
instalado em pisos, canaletas e dutos, este sistema deve ter uma vida útil de no mínimo 10 
anos, este é o tempo médio da vida útil de uma ocupação comercial.
8
2.2 Tipos de Topologia
A topologia de rede descreve como é o leiaute de uma rede de computadores 
através da qual há o tráfego de informações, e também como os dispositivos estão 
conectados a ela. Há várias formas nas quais se pode organizar a interligação entre cada 
um dos nós (computadores) da rede. Topologias podem ser descritas fisicamente e 
logicamente. A topologia física é a verdadeira aparência ou leiaute da rede, enquanto 
que a lógica descreve o fluxo de dados através da rede.
Barramento
Todos os computadores são ligados em um mesmo barramento físico de dados. 
Apesar de os dados não passarem por dentro de cada um dos nós, apenas uma máquina 
pode “escrever” no barramento num dado momento. Todas as outras “escutam” e 
recolhem para si os dados destinados a elas. Quando um computador estiver a 
transmitir um sinal, toda a rede fica ocupada e se outro computador tentar enviar outro 
sinal ao mesmo tempo, ocorre uma colisão e é preciso reiniciar a transmissão.
Essa topologia utiliza cabos coaxiais. Para cada barramento existe um único 
cabo, que vai de uma ponta a outra. O cabo é seccionado em cada local onde um 
computador será inserido na rede. Com o seccionamento do cabo formam-se duas 
pontas e cada uma delas recebe um conector BNC. No computador é colocado um "T" 
conectado à placa que junta as duas pontas. Embora ainda existam algumas instalações 
de rede que utilizam esse modelo, é uma tecnologia obsoleta.
Na topologia de barramento todos os computadores estão ligados a um cabo 
contínuo que é terminado em ambas as extremidades por uma pequena ficha com uma 
resistência ligada entre a malha e o fio central do cabo (terminadores). A função dos 
“terminadores” é de adaptarem a linha, isto é, fazerem com que a impedância vista para 
interior e para o exterior do cabo seja a mesma, senão constata-se que há reflexão do 
sinal e, consequentemente, perda da comunicação. Neste tipo de topologia a 
comunicação é feita por broadcast , isto é, os dados são enviados parao barramento e 
todos os computadores vêem esses dados, no entanto, eles só serão recebidos pelo 
destinatário.
9
Anel
Na topologia em anel os dispositivos são 
conectados em série, formando um circuito fechado 
(anel). Os dados são transmitidos unidirecionalmente 
de nó em nó até atingir o seu destino. Uma 
mensagem enviada por uma estação passa por outras 
estações, através das retransmissões, até ser retirada 
pela estação destino ou pela estação fonte. Os sinais 
sofrem menos distorção e atenuação no enlace entre 
as estações, pois há um repetidor em cada estação. 
Há um atraso de um ou mais bits em cada estação 
para processamento de dados. Há uma queda na 
confiabilidade para um grande número de estações. 
A cada estação inserida, há um aumento de retardo 
na rede. É possível usar anéis múltiplos para 
aumentar a confiabilidade e o desempenho.
Estrela
A mais comum atualmente, a topologia em 
estrela utiliza cabos de par trançado e um 
concentrador como ponto central da rede. O 
concentrador se encarrega de retransmitir todos os 
dados para todas as estações, mas com a vantagem 
de tornar mais fácil a localização dos problemas, já 
que se um dos cabos, uma das portas do 
concentrador ou uma das placas de rede estiver com 
problemas, apenas o nó ligado ao componente 
defeituoso ficará fora da rede. Esta topologia se 
aplica apenas a pequenas redes, já que os 
concentradores costumam ter apenas oito ou 
dezesseis portas. Em redes maiores é utilizada a 
topologia de árvore, onde temos vários 
concentradores interligados entre si por comutadors 
ou roteadores.
10
Árvore
A topologia em árvore é essencialmente uma 
série de barras interconectadas. Geralmente existe uma 
barra central onde outros ramos menores se conectam. 
Esta ligação é realizada através de derivadores e as 
conexões das estações realizadas do mesmo modo que 
no sistema de barra padrão.
Cuidados adicionais devem ser tomados nas 
redes em árvores, pois cada ramificação significa que o 
sinal deverá se propagar por dois caminhos diferentes. 
A menos que estes caminhos estejam perfeitamente 
casados, os sinais terão velocidades de propagação 
diferentes e refletirão os sinais de diferentes maneiras. 
Em geral, redes em árvore, vão trabalhar com taxa de 
transmissão menores do que as redes em barra comum, 
por estes motivos.
Topologia física baseada numa estrutura 
hierárquica de várias redes e sub-redes. Existem um ou 
mais concentradores que ligam cada rede local e existe 
um outro concentrador que interliga todos os outros 
concentradores. Esta topologia facilita a manutenção 
do sistema e permite, em caso de avaria, detectar com 
mais facilidade o problema.
Híbrida
É a topologia mais utilizada em grandes redes. Assim, adequa-se a topologia de 
rede em função do ambiente, compensando os custos, expansibilidade, flexibilidade e 
funcionalidade de cada segmento de rede.
Muitas vezes acontecem demandas imediatas de conexões e a empresa não 
dispõe de recursos, naquele momento, para a aquisição de produtos adequados para a 
montagem da rede. Nestes casos, a administração de redes pode utilizar os 
equipamentos já disponíveis considerando as vantagens e desvantagens das topologias 
utilizadas.
Consideremos o caso de um laboratório de testes computacionais onde o 
número de equipamentos é flutuante e que não admite um layout definido. A aquisição 
de concentradores ou comutadores pode não ser conveniente, pelo contrário até custosa. 
Talvez uma topologia em barramento seja uma solução mais adequada para aquele 
segmento físico de rede.
Numa topologia híbrida, o desenho final da rede resulta da combinação de duas 
ou mais topologias de rede. A combinação de duas ou mais topologias de rede permite-
nos beneficiar das vantagens de cada uma das topologias que integram esta topologia. 
Embora muito pouco usada em redes locais, uma variante da topologia em malha, a 
malha híbrida, é usada na Internet e em algumas WANs. A topologia de malha híbrida 
pode ter múltiplas ligações entre várias localizações, mas isto é feito por uma questão 
de redundância, além de que não é uma verdadeira malha porque não há ligação entre 
cada um e todos os nós, somente em alguns por uma questão de backup.
11
2.3 Comunicação de Dados
A eficiência de um sistema de comunicação de dados depende fundamentalmente de 
três características: 
1. Entrega (delivery): o sistema deve entregar os dados ao destino correto. Os dados devem 
ser recebidos somente pelo dispositivo ou usuário de destino. 
2. Confiabilidade: o sistema deve garantir a entrega dos dados. Dados modificados ou 
corrompidos em uma transmissão são pouco úteis. 
3. Tempo de atraso: o sistema deve entregar dados em um tempo finito e predeterminado. 
Dados entregues tardiamente são pouco úteis. Por exemplo, no caso de transmissões 
multimídia, como vídeo, os atrasos não são desejáveis, de modo que eles devem ser entregues 
praticamente no mesmo instante em que foram produzidos, isto é, sem atrasos significativos. 
Componentes 
Um sistema básico de comunicação de dados é composto de cinco elementos:
1. Mensagem: é a informação a ser transmitida. Pode ser constituída de texto, números, 
figuras, áudio e vídeo – ou qualquer combinação desses. 
2. Transmissor: é o dispositivo que envia a mensagem de dados. Pode ser um computador, 
uma estação de trabalho, um telefone, uma câmera de vídeo e assim por diante. 
3. Receptor: é o dispositivo que recebe a mensagem. Pode ser um computador, uma estação 
de trabalho, um telefone, uma câmera de vídeo e assim por diante. 
4. Meio: é o caminho físico por onde viaja uma mensagem originada e dirigida ao receptor. 
5. Protocolo: é um conjunto de regras que governa a comunicação de dados. Ele representa 
um acordo entre os dispositivos que se comunicam.
Direção do fluxo de dados 
Uma comunicação entre dois dispositivos pode acontecer de três maneiras diferentes: 
simplex, half-duplex ou full-duplex. 
Simplex 
No modo simplex, a comunicação é unidirecional, como em uma rua de mão única. Somente 
um dos dois dispositivos no link é capaz de transmitir; logo o outro só será capaz de receber. 
12
Half-duplex 
Neste modo, cada estação pode transmitir e receber, mas nunca ao mesmo tempo. 
Quando um dispositivo está transmitindo o outro está recebendo e vice-versa. Em uma 
transmissão half-duplex, toda a capacidade do canal é dada ao dispositivo que estiver 
transmitindo no momento.
Full-duplex 
Neste modo, ambas estações podem transmitir e receber simultaneamente. Sinais em 
direções opostas compartilham a capacidade do link ou canal.
Tipos de conexão 
Ponto-a-ponto 
Proporcionado um link dedicado entre os dispositivos. 
Ponto-Multiponto 
É aquela na qual mais de dois dispositivos compartilham um único link.
13
2.4 Modelo OSI
O modelo de referência Open Systems Interconection (OSI) foi desenvolvido 
pela ISO como um modelo para a arquitetura de conexão entre dois computadores. É 
dividido em 7 camadas funcionais, facilitando assim a compreensão de questões 
fundamentais sobre a rede.
A Camada Física faz conexão física e as demais Camadas efetuam comunicação 
lógica. A Comunicação Lógica dá-se por intermédio da implantação de cabeçalhos 
(header) no pacote de dados, que são controle de procedimento da comunicação de 
camada em camada.
• Camada Física (1):
Compreende as especificações de hardware (mecânicas, elétricas, físicas) todas 
documentadas em padrões internacionais.
• Camada de Enlace (2):
Responsável pelo acesso lógico ao ambiente físico, como transmissão e 
reconhecimento de erros.
• Camada de Rede (3):
Cuida do tráfego e roteamento dos dados na rede.
• Camada de Transporte (4):
Controla a transferência dos dados e transmissões, isto é executado pelo 
protocolo utilizado.
• Camada de Sessão (5):
Estabelece as sessões entre os usuários com a configuração da tabela de 
endereço dos usuários.
• Camada de Apresentação (6):
Transfere informações de um software de aplicação para o sistema operacional.
• Camada de Aplicação (7):
Érepresentada pelo usuário final. Os serviços podem ser: correio, transferência 
de arquivos etc. 14
3. COMPONENTES DE UMA REDE
Uma rede é um sistema composto de um arranjo de componentes:
 Cabeamento
 Hardware
 Software
3.1 Cabeamento
É a infra-estrutura mais comum para o encaminhamento dos sinais de 
comunicação entre os componentes da rede. O cabeamento normalmente concentra a 
maior parte das falhas típicas em um ambiente de comunicação de dados. Estatísticas 
apontam que mais de 85% dos problemas em redes estão relacionados ao cabeamento. 
Deve ser a primeira preocupação em um projeto de LAN.
Os próximos capítulos serão dedicados a este assunto.
3.2 Hardware (Equipamentos e Acessórios para a Rede)
Existem os Dispositivos Terminais: servidor de rede, estações de trabalho, 
impressoras. E existem os Dispositivos de Comunicação: placas adaptadoras de rede 
(NIC - Network Interface Card), HUBs, switches, roteadores e appliances (VPN 
Routers, por exemplo); gateways VoIP etc.
Repetidores Regenerativos
Atuam na camada física e garantem ampliação do alcance típico dos meios 
físicos. Regeneram os sinais recebidos, recuperando suas características originais. São 
dispositivos transparentes em termos de protocolos superiores.
O repetidor interpreta apenas os bits que constituem as mensagens, não 
entendendo o seu significado, endereços etc. Obedece a critérios específicos e normas 
limitam o número, alcance e quantidade de dispositivos que podem ser interligados.
Constituem o “coração” dos HUBs.
15
16
HUBS ou Concentradores
Conectam vários dispositivos, criando um único segmento de rede, baseados em 
um ou mais protocolos físicos (cabos UTP e fibra ótica, por exemplo).
Em termos funcionais, sua operação é similar a de um repetidor, regenerando o 
sinal recebido, que é entregue para todas as demais portas do HUB.
Placas de redes dos servidores
Patch Panel – Distr. Cabeamento
Os HUBs Ethernet surgiram por volta de 1984, com a 
função básica de conectar vários dispositivos, formando um único 
segmento de rede local. Mais tarde, alguns modelos passaram a 
atuar como agentes SNMP, permitindo o gerenciamento remoto 
dos mesmos. Tais equipamentos eram conhecidos no mercado 
como “HUBs inteligentes”.
Na verdade, o gerenciamento envolve apenas a capacidade 
do dispositivo de informar o seu status à estação de 
gerenciamento, e também permitir que o gerente da rede atue 
sobre o mesmo, habilitando e desabilitando recursos.
17
Switches
O aumento da capilaridade das redes provocou um excesso de colisões nos 
HUBs, pois agregam tráfego em um único segmento de rede. Isto acontece porque as 
estações têm cada vez mais capacidade de processamento, e por conseqüência, geram 
mais tráfego. As colisões acabam reduzindo o desempenho do ambiente como um todo.
A solução mais comum hoje é a utilização de switches. Switches operam na 
camada 2 do modelo OSI. Eles efetuam o reconhecimento de endereços MAC e 
realizam a separação de tráfego. Todo este processo é realizado em hardware (alta 
performance).
Os switches oferecem portas Ethernet, Fast Ethernet, Gigabit Ethernet e até 
mesmo 10Gigabit Ethernet.
A classificação mais utilizada para switches leva em conta a sua aplicação, 
referenciando o ambiente no qual este será instalado. Assim, temos quatro gupos: 
desktop, workgroup, enterprise e campus.
Desktop switch: representado pelos pequenos equipamentos, com 8 a 24 portas. 
Normalmente não são gerenciáveis nem programáveis.
Workgroup switch (ou edge switch): além de todas as funcionalidades citadas 
anteriormente, suportam empilhamento e possuem uma boa capacidade de tráfego.
Enterprise switch (ou core switch): consolida a recepção de todos os workgroup 
switches do prédio e faz ligação com os servidores. Normalmente, são chassis com alta 
capacidade de transmissão, de expansão e de serviços avançados de gerenciamento.
Campus switch: atende à interligação com os prédios externos e com os serviços 
de provedores e concessionárias.
18
No início da operação, os switches montam uma tabela dos endereços MAC dos 
dispositivos conectados ao mesmo. Esta tabela determina a relação entre as portas do 
switch e os dispositivos a elas conectadas. 
Método de chaveamento: a depender da forma como os quadros são 
encaminhados ao terem seu endereço de destino reconhecido pelo switch, podemos 
classificar o método em:
● Store-and-Forward: os quadros só são encaminhados após a checagem cuidadosa 
de seus conteúdos, inclusive quanto a possíveis erros. Os quadros são 
armazenados em um buffer (store), analisados, e depois encaminhados 
(forward).
● Cut-Through: os quadros são encaminhados imediatamente após a leitura do 
endereço de destino. São mais rápidos, porém, além de não detectar eventuais 
erros, não podem ser utilizados em switches com portas com diferentes taxas de 
transferência.
Através da função Auto-MDI/MDI-X o switch suporta a detecção automática da 
interligação entre equipamentos da mesma família, dispensando o uso de cabos 
especiais (cross-over) para esta interligação.
Além disso, a Auto-negociação (autosense) possibilita a interligação de 
dispositivos com taxas de transferência diferentes sem qualquer configuração prévia, 
desde que os equipamentos nas extremidades do cabo sejam compatíveis com este 
recurso.
Com o Controle de fluxo minimiza-se a perda de quadros em caso de 
congestionamento, através do envio de sinais de falsas colisões (fake collision) quando 
o buffer de recepção da porta enche. No modo de transmissão half-duplex este recurso é 
chamado de Back Pressure e no modo de transmissão full-duplex é conhecido como 
IEEE802.3x Flow Control.
Os switches podem ser interligados de três diferentes formas, sendo que cada 
uma delas oferece características diferentes à interligação:
● Cascateamento: interliga qualquer tipo de switch, utilizando portas 
convencionais em ambas as extremidades. Normalmente implica em atrasos de 
propagação, e, a depender do projeto, pode provocar variação do atraso (jitter) ou 
problemas ainda mais sérios;
● Link Aggregation ou Trunking: interliga switches compatíveis com a norma 
IEEE802.3ad. Tipicamente soma das capacidades das portas utilizadas na 
interligação. Normalmente possui limitações no número e localização das portas 
utilizadas em cada um dos switches interligados. Pode consumir um número 
significativo de portas do switch, a depender do projeto.
● Empilhamento: interliga apenas switches do mesmo fabricante e família 
compatíveis com este recurso. É uma característica proprietária, porém oferece 
alto desempenho, normalmente tratando toda a pilha de switches como se fosse 
um único equipamento. Switches que suportam este tipo de interligação são 
chamados de switches empilháveis, ou stackable switches.
HUB x Switch
O switch é um HUB com endereçamento de portas. Para cada porta de switch há 
um endereço correspondente único. Uma informação endereçada a uma porta específica 
do switch estará presente apenas nessa porta, deixando as demais livres para tratamento 
dos dispositivos a elas conectados.
Roteador (Router)
São equipamentos que fornecem interconectividade entre redes locais e entre 
LAN e WAN. Extendem os limites das LANs para MANs e WANs, fazendo 
interligação entre redes com protocolos diferentes. Suportam vários dispositivos de 
redes locais e podem empregar uma variedade de protocolos entre redes.
Em uma conexão via router as aplicações não necessitam suportar o mesmo 
protocolo de rede local ou protocolos até a camada 3 do modelo OSI na mesma 
arquitetura. Necessitam utilizar o mesmo protocolo apenas desde a camada 4 até a 7, ou 
uma inteligência do lado da aplicação capaz de gerar as funções de gateway se 
necessário.
19
Conversores de Mídia (Media Converter)
Compatibilizam, quando necessário, 
quaisquer meios físicos disponíveis num ambiente 
LAN. Normalmente utilizam de uma fonte externa 
de alimentação.
20
Transceivers
São conversores de mídia onde a base é a interface AUI ( Ethernet ) ou MII(Fast 
Ethernet).
Print-servers
Permitem que vários usuários compartilhem do uso de impressoras localizadas 
em qualquer ponto da rede, com baixo ônus para o sistema em se tratando de tráfego de 
impressão.
Baluns e Adaptadores
Compatibilizam diversas soluções presentes nos sistemas em rede com o 
cabeamento UTP. Como exemplos temos : sistemas IBM3270, AS400; sistemas de 
vídeo CATV; sistemas de vídeo CFTV; etc...;
4.CABOS PARA TELECOMUNICAÇÕES
Os meios físicos utilizados nos sistemas de telecomunicações poderão basear-se
em meios confinados ( cobre ou fibras ópticas) ou em não confinados ( espaço livre).
4.1 Características Elétricas para Cabos Metálicos
Os cabos metálicos podem ser modelados através dos seus parâmetros principais
resistência, indutância, capacitância e condutância. A associação destes produz as
características conhecidas como: atenuação, banda passante, corrente máxima,
resistência ao ruído, interferências,etc.
Figura 1 – Modelo elétrico de um cabo UTP
A seguir, análise de cada um destes parâmetros e verificação da influência total
no cabo.
Resistência (R)
A resistência é a oposição que um determinado material faz a passagem da
corrente elétrica. O valor da resistência é diretamente proporcional ao comprimento do
condutor e a temperatura, e é inversamente proporcional a área da seção reta transversal
do mesmo. A unidade de medida de resistência é o ohm (Ω).
Na medida que aumenta a freqüência do sinal transmitido, a corrente elétrica
tende a se propagar na parte mais externa do condutor, a este fato dá-se o nome de
Efeito Pelicular. Quando isto acontece a área da seção do condutor diminui provocando
o aumento da resistência. A conseqüência principal será o aumento da resistência nas
freqüências mais altas prejudicando a transmissão do sinal.
G C
R L
L
R
C G
21
Figura 2 – EFEITO PELICULAR - Na figura 1 temos os sinais de baixa freqüência ocupando toda a
seção reta do condutor e na 2 os de alta ocupando parcialmente.
Tabela 1 – Variação dos fatores que influenciam a resistência
Variação Fator Resistência Atenuação
Aumento Comprimento Aumento Aumento
Aumento Temperatura Aumento Aumento
Aumento Seção reta Diminuição Diminuição
Aumento Freqüência Aumento Aumento
Diminuição Comprimento Diminuição Diminuição
Diminuição Temperatura Diminuição Diminuição
Diminuição Seção reta Aumento Aumento
Diminuição Freqüência Diminuição Diminuição
Indutância(L)
A indutância está relacionada ao campo magnético gerado quando uma corrente
elétrica atravessa um condutor. Este campo armazena energia do sinal transmitido,
tornando-se mais um fator de atenuação. O valor da indutância depende basicamente
da geometria do cabo e sua unidade é o Henry ( H ).
Capacitância(C)
A capacitância está associada a energia armazenada no campo elétrico ente o
condutor e o seu isolante. Como efeitos prejudicais temos a atenuação dos sinais de alta
freqüência e o acoplamento capacitivo que facilita a interferência de sinais gerados em
condutores próximos ( diafonia). A unidade é o Farad ( F ).
1
ALTAS FREQÜÊNCIAS
2
BAIXAS FREQÜÊNCIAS
22
Condutância(G)
Representa a perda de potência devido a correntes conduzidas pelo isolante do
cabo. No caso de isolantes de polietileno é extremamente baixa e pode ser desprezada.
A unidade é o Siemens ( S ). A principal influência da condutância está na velocidade
do sinal elétrico no condutor.
Impedância(Z)
A impedância representa a influência total da resistência , indutância e
capacitância de um determinado condutor , na presença de sinais . Sua unidade é ohm 
(Ω).
Ao acoplar dispositivos elétricos a meios de transmissão deve-se observar o
casamento de impedância, isto é, a impedância dos dois deverá possuir o mesmo valor
pois caso contrário, não haverá a transmissão integral da energia, ocorrendo uma perda
por reflexão .
Figura 3 – Esta figura mostra o retorno de parte do sinal devido ao descasamento de impedância.
4.2 Banda Passante
O conceito de banda passante ou largura de banda vem do início dos estudos dos
sinais e das técnicas de transmissão analógicas. Ela caracteriza a capacidade de
transmissão de um meio físico e as exigências do sinal para garantir a qualidade da
informação.
O hertz mede a quantidade de ciclos de um determinado sinal por segundo que é
equivalente a freqüência. Os sinais que representam informações como voz, dados e
imagem são representados por um conjunto de freqüências de amplitudes diferentes,
cuja soma produz a forma do sinal original. Ao analisar um determinado canal de
comunicações, este atenua de maneira diferente cada freqüência que compõe o sinal
transmitido. Para conservar as características do mesmo, deve-se determinar qual a faixa
23
de freqüências onde a atenuação possui uma pequena variação. Assim quando a
amplitude das freqüências começar a cair pela metade , esta faixa será a banda-passante
do canal.
Figura 4 – Sinal periódico senoidal com freqüência de 4 Hz
Nas tabelas abaixo há exemplos de banda passante de sinais e de canais de
comunicações. A noção mais importante que precisa-se ter é que a banda do canal
deverá ser sempre maior do que a do sinal
Tabela 2 – Banda passante de alguns sinais
Tipo de sinal Banda passante( Hz)
Voz em telefonia 3.100
Música clássica 18.000
Sinal de vídeo (banda base) 4.200.000
Sinal de vídeo (videolaser) 5.000.000
Sinal de vídeo HDTV 6.000.000
Tabela 3 - Banda passante dos meios de transmissão
Meio de transmissão Banda passante( Hz)
Rede telefônica antiga 4.000
Linha para transmissão HDSL 196.000
Linha para transmissão ADSL 1.040.000
Rádio AM 5.000
Rádio FM 15.000
CD de áudio 20.000
Cabo de par trançado categoria 3 16.000.000
Cabo de par trançado categoria 5 100.000.000
Cabo de par trançado categoria 6 250.000.000
Cabo coaxial 1.000.000.000
24
Tabela 4 – Taxa de transmissão digital para alguns sinais
Tipo de sinal Taxa de transmissão( bits\s)
Voz em telefonia 64.000
Som estéreo com qualidade de FM 768.000
Som estéreo com qualidade de CD 1.500.000
Vídeo ocupando ¼ de tela, som estéreo de boa
qualidade
384.000.000
TV convencional 23.000.000
TV de alta definição compactada 19.000.000
TV de alta definição sem compactação 1.200.000.000
Ethernet 10.000.000
Com a chegada dos Sistemas Digitais passaram a existir duas origens para as
informações: os sinais digitais propriamente ditos ( gerados num computador) e os
sinais digitalizados ( vídeo e voz são naturalmente analógicos). Da mesma forma a
nossa medida da capacidade de transmissão passou a utilizar o bit por segundo como
unidade básica .
Os sinais de origem analógica são bastante críticos pois possuem restrições
especiais quanto a atrasos e perdas e também quanto a precisão necessária a sua
conversão em bits. Na tabela abaixo há alguns sinais e seus requisitos de taxas de
transmissão necessárias.
A grande confusão que existe hoje está baseada na apropriação do conceito de
banda passante dos sinais analógicos medida em hertz para os dos sistemas digitais
medidos em bits por segundo. O problema dessa confusão está em achar que estes
valores tem uma correspondência direta, o que na maioria das vezes não é verdade.
A técnica utilizada para transmitir uma determinada quantidade de bits sobre
uma certa banda passante é chamada de Codificação de Linha.
Tabela 5 – Aplicações com banda passante e taxa de transmissão correspondentes
Aplicação Banda passante
( Hz)
Taxa de transmissão
(bps)
Relação de
compressão
HDSL 196.000 784.000 1:4
Token ring
 16 Mbps
12.000.000 16.000.000 1:1,33
Ethernet 7.500.000 10.000.000 1:1,33
Fast-Ethernet 31.250.000 100.000.000 1:3,2
Gigabit ethernet 65.200.000 250.000.000 ( por par) 1:4
ATM 155 77.000.000 155.000.000 1:2
ATM 622 31.250.000 622.000.000 1:19,9
25
4.3 Unidades de medida :
Uma das medidas mais importantes nos sistemas de comunicação é a de
potência. Os termos atenuação e ganho de um sistema refere-se a diminuição e aumento
da potência do sistema, respectivamente, que por sua vez se relaciona com a amplitude
dos sinais transmitidos.Os estudos ligados a transmissão de sinais elétricos começaram
no século XIX, onde o logaritmo era a ferramenta matemática mais utilizada. Surgiu o
BEL, como unidade de medida que relacionava duas potências. Com o uso notou-se que
um submultiplo do Bel era mais prático de usar, obtendo assim o decibel (dB). Veja a
fórmula abaixo:
( )POT LOG POT
POT
dBSAIDA
ENT
=
�
�
�
�
�
�10*
POT= potência em decibéis
POTSAIDA= potência de saída do circuito
POTENT = potência de entrada ou de referência do circuito
Ao trabalhar com valores logarítmicos, as multiplicações e as divisões deverão
passa a ser somas e subtrações respectivamente.
Tabela 6 – Relação de valores em dB com relação de potencia
Valor em dB Relação POTSAIDA / POTENT
30 1000
20 100
10 10
6 4
3 2
0 1
-3 0,5
-6 0,25
-10 0,1
-20 0,01
-30 0,001
Juntamente com o dB outra unidade criada foi o dBm onde a POTSAIDA é
dividida pela potência padrão de 1mW. Assim converte-se a potência de um
equipamento para unidades logarítmicas facilitando os cálculos.
Exemplo:
Tendo um cabo com atenuação de 4 dB/km e os terminais distanciados em
10km, a atenuação total do percurso deverá ser :
26
Atota l= 4dB/km x 10km = 40 dB ou 10.000 vezes
Se o nosso transmissor tiver a potência de saída de 1 W , qual será a potência de
chegada no receptor?
dBm
mW
mW
dBm 30
1
1000
log10 =��
��
�
�∗=
POT Rx = 30dBm – 40dB=-10dBm
Resposta 0,1 mW
4.4 Cabo de Par trançado (Twisted pair)
O par trançado consiste em dois fios de cobre isolados, que são trançados entre
si para produzir um efeito de cancelamento de correntes, protegendo o par de
interferências externas. Quanto mais apertado for o passo de trancamento mais
próximos serão os valores das correntes induzidas nas duas espiras adjacentes,
produzindo a neutralização da influência dos campos magnéticos.
Figura 5 – As correntes geradas pelos campos magnéticos que atingem as tranças dos pares , são mais
semelhantes quanto menor for o passo.
Estes pares são recobertos por uma ou mais camadas protetoras formando o cabo
de par trançado. Um cabo pode conter 1 ou mais pares, dependendo da necessidade ,
sendo que para redes de cabeamento estruturado são utilizados 4 ou 25 pares.
Os cabos podem ser classificados pelo uso ou não de uma camada de blindagem
metálica. Os cabos que não utilizam blindagem são chamados de UTP - Unshielded
Twisted Pair que possuem uma impedância de 100 Ω. Os cabos que utilizam blindagem,
poderá ser individualizada a cada par, são conhecidos como Shielded Twisted Pair
27
(STP) com impedância de 150 Ω , ou sobre o conjunto de pares, sendo conhecida por
Screened Twisted Pair (ScTP) com impedância de 100 Ω.
A tabela 7 mostra a classificação dos cabos UTP e ScTP quanto ao desempenho.
Figura 6 – Exemplo cabo UTP de 4 pares
Tabela 7 – Categoria de cabeamento UTP e ScTP
CATEGORIA LIMITE OBSERVAÇÃO
3 Testado até 16 MHz
5E Testado até 100 MHz ,
6 Testado até 250 MHz ,
7 Testado até 600 MHz Está em fase de aprovação e o cabo passa a
ter blindagem individual em cada par
Figuras 7 – Acima dois tipos de conectores, , conector para cabo ScTP e conector para cabo UTP (da
esquerda para direita)
28
A técnica de transmissão utilizada em cabos de par trançado é chamada de
transmissão balanceada, na qual o sinal é transmitido em cada condutor com polaridade
invertida, fazendo com que o ruído absorvido ao longo do percurso seja anulado quando
o sinal for recomposto.
Figura 8– Modelo de transmissão balanceada mostrando o ruído sendo absorvido no sinal e sendo anulado
no receptor.
4.5 Cabo Coaxial
O cabo coaxial é constituído por um núcleo de metal condutor ,recoberto por um
dielétrico, este recoberto por uma malha metálica e sobre esta, uma camada de plástico
protetor. Existem vários tipos de cabos coaxiais que diferem pela impedância, diâmetro
e aplicações. Para comunicações analógicas o mais utilizado é o cabo de 75 ΩΩ ( RG-59,
RG6 ou RG11). As comunicações digitais em banda básica utilizam o cabo de 50 ΩΩ , no
qual o RG-58 thin-net ou cheap-net e o RG-8 o think-net ou yellow cable são os mais
usados. A técnica de transmissão utilizada é conhecida como não-balanceada onde o
sinal é transmitido pelo condutor central. A malha externa é ligada a referência de terra
formando uma blindagem, evitando a entrada e saída de ruído .
Figura 9 – Dois principais cabos coaxiais utilizados em comunicação de dados, o RG-8 acima e RG-58
abaixo
29
Em termos de aplicações, os cabos coaxiais possuem uma banda passante na
ordem de 1 GHz e a atenuação varia de acordo com o modelo do cabo.
Tabela 8- Atenuações em dB em 100 m de cabos coaxiais
Tipo de cabo 187 MHz 250 MHz 350 MHz 500 MHz 750 MHz 1000 MHz
RG-59 10,76 12,5 14,86 17,91 22,15 25,82
RG-6 8,6 10,01 11,94 14,4 17,85 20,83
RG-11 5,54 6,46 7,74 9,42 12,17 13,78
4.6 Cabo de Fibra óptica
4.6.1 Conceitos Iniciais de Fibras Ópticas
A fibra óptica é constituída de um condutor cilíndrico central,chamado de
núcleo, feito de vidro ou plástico de altíssima pureza e de pequenas dimensões (
microns ) recoberto de uma camada chamada de casca , de vidro ou de plástico, com
índice de refração menor. Diferente dos cabos de cobre, a fibra transmite luz através do
princípio da reflexão total, podendo ser gerada por laser ou por LED. Entre suas
principais vantagens estão:
a) Imunidade a interferências eletromagnéticas
b) Dimensões reduzidas
c) Capacidade de transmissão a longas distâncias
d) Elevadas taxas de transmissão de dados
e) Segurança
De acordo com as características básicas de transmissão da luz, as fibras podem
ser classificadas em monomodo e multimodo .
A fibra monomodo tem o seu núcleo com dimensões muito pequenas ( 8 a 10
µm), que possibilita somente um modo para a propagação da luz, fato que garante uma
grande banda passante. Possui baixa atenuação (menor que 0,5 dB/km, chegando a
0,16 dB/km) permitindo alcances de até 100 km, e uma grande banda passante de 10 a
100 GHz.
Devido as pequenas dimensões do núcleo torna-se necessário concentrar o
máximo de energia no mesmo , o que implicará na utilização de fontes laser, tornando o
custo dos equipamentos transmissores bastante elevado.
30
Figura 10 – Raio luminoso propagando-se dentro de uma fibra monomodo
Este tipo de fibra é bastante utilizada nos sistemas de telecomunicações, onde as
distâncias e a bandas são grandes , como nas redes metropolitanas ( MAN ) e redes de
grande alcance ( WAN ). Nas redes locais ( LAN ) seu emprego está ligado às
distâncias superiores a 2 km ( tecnologias de 100 Mbps), a 550 m (tecnologias de 1.000
Mbps ) e 300 m (tecnologias de 10.000 Mbps
A fibra multimodo pode ser de dois tipos índice degrau e índice gradual.
A fibra índice degrau é a mais fácil de ser produzida possuindo as maiores
dimensões (100/140 µm) , porém perde nos itens atenuação (6 dB/km) e banda passante
(20 MHz.km a 850 nm). Ela oferece diversos caminhos de propagação para o sinal
luminoso, provocando uma grande dispersão, pois os raios luminosos apresentam
tempos de propagação muito diferentes, diminuindo a banda passante disponível.
Figura 11 – Sinal de luz propagando-se numa fibra índice degrau
A fibra índice gradual tem o núcleo com dimensões um pouco menores (
62,5/125 ìm ou 50/125µm ) e possui uma variação gradual do seu índice de refração do
núcleo. Esta alteração proporciona caminhos de propagação com tempos mais
próximos reduzindo a dispersão ( 160,200,400,500 e 2000 MHz.km a 850 nm ) . Outra
característica aperfeiçoada foi a atenuação para valores da ordem de 3,5 dB/km
@850nm .
Figura 12 – Sinal de luz propagando-se numa fibra índice gradual
31
Nas redes locais ( LAN ) seu emprego está ligado às distâncias até 2 km (
tecnologias de 100 Mbps), a 550 m (tecnologias de 1.000 Mbps com fibra 50/125) e
300 m (tecnologias de 10.000 Mbps)
A fibra multimodo índice gradual 62.5/125 µm é a mais utilizada para redes
locais, porém com o advento do gigabit a fibra de 50/125 µm começou a se tornar mais
popular por conseguir atingir a distância de550m contra os 275m nas tecnologias de
transmissão de 850 nm.
Tabela 9- Tecnologias e distâncias com as diversas fibras
Tecnologia
MMF 62.5/125µµm
850nm
(200MHz.km)
MMF 50/125µµm
850nm
(500MHz.km)
MMF 50/125µµm
850nm
(2000MHz.km)
SMF
1310 nm
10BaseF 2000m 2000m ND ND
100BaseF 2000m 2000m ND 40.000m
1000BaseSX 275m 550m ND ND
1000BaseLX 550m 550m ND 5000m
10GBaseSR/SW 35m 86m 300m ND
10GBaseLX4/LW4 ND ND ND 10.000m
Figura 13 – Diversos tipos de fibra
4.6.2 Tipos de Cabos
A fibra óptica é sensível a curvas, tensões e a umidade, sendo necessário
protegê-la para estas situações críticas. A estrutura básica da fibra pode ser de dois
tipos:
a) Loose ( solto ) : no qual a fibra , com sua proteção primária, fica alojada
num tubo plástico de dimensões maiores (3000 µm ) que ajuda a isolá-la das
tensões externas. Normalmente é preenchido com uma substância gelatinosa
de origem petroquímica , que evita a penetração de umidade e funciona
32
como um lubrificante para os movimentos da fibra. Estes tubos , que são
conhecidos como tubo loose podem armazenar de 2 a 24 fibras. Estes são os
elementos básicos para os cabos de uso externo.
Figura 14 – Tubo loose de um cabo para uso externo
A Norma NBR 14566 – Cabo óptico para aplicação subterrânea em duto e
aérea espinado – Especificação, fornece as características mínimas exigidas
para estes tipos de cabos. Na tabela 10 tem-se as cores padronizadas para
cada uma das fibras no tubo loose.
Tabela 10- Tecnologias e distâncias com as diversas fibras
FIBRA COR
1 VERDE
2 AMARELO
3 BRANCO
4 AZUL
5 VERMELHO
6 VIOLETA
7 MARROM
8 ROSA
9 PRETO
10 CINZA
11 LARANJA
12 AGUA-MARINHA
b) Tight (compacto) : neste caso as fibras recebem uma proteção secundária e
depois de reunidas são revestidas com uma camada plástica. Sua principal
aplicação está nas instalações internas , onde há uma infra-estrutura de
calhas ou canaletas, que respeitam os raios de curvaturas exigidas e
protegem o cabo das influências externas.
Tubo Loose
Geléia
Fibra
Óptica
33
Figura 15– Cabo do tipo tight e seus componentes
Os tubos loose são reunidos junto com outros elementos de proteção produzindo
cabos para diversas aplicações como:
a) Instalação aérea espinado
b) Instalação aérea auto-sustentado
c) Instalação em dutos enterrados
d) Instalação diretamente enterrada
34
5. SISTEMA DE CABEAMENTO ESTRUTURADO
Um sistema de cabeamento estruturado é composto de 6 elementos funcionais,
cada um com especificações próprias a saber:
a) Building Entrance Facility – Infra-estrutura de Entrada : as
instalações de entrada no edifício fornecem o ponto no qual é feita a
interface entre o cabeamento externo( provedores de serviço e interligação
de campus) e a infra-estruturade telecomunicações interna ao edifício;
b)
 
Equipment Room - Sala de Equipamento : possui os equipamentos de
telecomunicações com maior complexidade que as salas de
telecomunicações(core switch ,roteadores ,bancos de modem,
multiplexadores, centrais telefônicas, central de CFTV,etc. etc.);
c) Telecommunication Room – Salas de Telecomunicações : tem como
função receber o cabeamento horizontal, abrigar o cross-connect, fazer a
interconexão com o backbone e também alojar os equipamentos ativos
básicosl ;
d) Work Area - Área de Trabalho: compreende a área destinada ao trabalho
do usuário e também ; computadores, terminais de dados, telefones, cabos
de adaptação de PC ,tomada de telecomunicações
e) Horizontal Cabling - Cabeamento Horizontal: é o cabeamento que se
estende dos armários de telecomunicações até a saída de telecomunicações
da área de trabalho, compreendendo : cabeamento horizontal, saída de
telecomunicações, terminações de cabos e conexões cruzada;
f) Backbone Cabling – Cabeamento de Backbone : este cabeamento
proporciona a interligação entre os armários de telecomunicações, salas de
equipamentos e instalações de entrada, compreendendo também :ligação
vertical entre pisos, cabos entre sala de equipamentos e entrada do edifício
e cabos entre prédios;
35
Figura 16 – Estruturas do cabeamento
36
Figura 17 – Infra-estrutura e espaços para o cabeamento
37
6.CABEAMENTO HORIZONTAL
6.1-Definições
É constituído pelos cabos e seus caminhos desde a saída de telecomunicações,
localizada na área de trabalho , inclusive, até o cross-connect horizontal (distribuidor
secundário)no armário de telecomunicações, considerando os cabos de interligação (
jumper) e os pontos de consolidação ou de transição. Pela antiga Norma Brasileira o
cabeamento horizontal é chamado de Cabeamento Secundário.
6.2-Meios físicos reconhecidos
Os meios físicos reconhecidos para o cabeamento horizontal são :
a) Cabo UTP de 4 pares, 100 Ω ou ScTP, definidos pela ANSI\TIA\EIA568-
B.2;
Figura 18 – cabo UTP de 4 pares
b) Cabo de fibra óptica de 2 ou mais fibras, multimodo de 62,5/125 µm ou
50/125µm, definida de acordo com a ANSI\TIA\EIA568-B.3;
Figura 19 – Cabo de fibra óptica
O cabo STP de dois pares e 150 Ω, é reconhecido, mas não deve ser utilizado em
obras novas.
6.3-Distâncias e topologia
A topologia utilizada no cabeamento horizontal é a estrela, cujo centro é o
cross-connect horizontal (HC), localizado na sala de telecomunicações e as pontas
formadas pelas tomadas de telecomunicações da área de trabalho. Não são permitidas
emendas e nem extensões, no mesmo cabo.
38
Figura 20 – Topologia em estrela com o centro no cross connect
Todos estes meios devem cobrir a distância máxima de 90m entre a tomada de
comunicações e o cross-connec horizontal. Para os cabos de interligação da tomada de
telecomunicações aos equipamentos da área de trabalho têm-se 5m e dentro das salas de
telecomunicações 5m. As distâncias estão resumidas no quadro abaixo:
Figura 21– Distâncias do cabeamento horizontal
CROSS-CONNECT
CM8v
Workstation
90m
5m
5m
39
Tabela 11 - Resumo das distâncias do cabeamento horizontal
DESCRIÇÃO DISTÃNCIA
1.Cabeamento horizontal, incluindo pontos de
transição e de consolidação 90m no máximo
2.Cabos de equipamento 5m no máximo
3.Cabos de manobra 5m no máximo
A Soma dos itens 2 e 3 não deve ultrapassar 10m
Quando o meio físico do cabeamento horizontal for a fibra óptica , tem-se a
opção de utilizar uma topologia chamada de cabeamento centralizado.
Nela os cabos vão diretamente da tomada de telecomunicações para a sala de
equipamentos, na qual haverá um cross-connect único para a fibra, mas a distância para
isto ficará limitada a 300m. Este comprimento inclui os cordões ópticos e o cabeamento
horizontal
6.4 Escolha do tipo de tomada e cabos
Para cada área de trabalho deve-se ter, no mínimo, duas tomadas de
telecomunicações, que poderão ser colocadas no mesmo espelho ou não. Sistemas mais
avançados trabalham com 4 a 5 tomadas sendo normalmente 4 para cabos metálicos e 1
para fibras ópticas.
Como deverão ser pelo menos duas das tomadas a serem utilizadas :
a) Uma tomada deverá utilizar cabeamento metálico de 4 pares e 100 ohms ,
com classificação na categoria 3 ( banda passante de 16 MHz) ou superior
(categorias 5e,6) de acordo com a ANSI/TIA/EIA-568-B.2;
Figura 22 – Conectores modulares de 8 vias
b) A outra tomada poderá utilizar cabeamento metálico ou fibra óptica,
escolhidos entre:
40
b.1. cabo de 4 pares de 100 ohms categoria 5e ou 6( UTP ou ScTP ) de
acordo com a ANSI/TIA/EIA-568-B.2
b.2. cabo de fibra com pelo menos 2 fibras multimodo 62,5/125 µm ou
50/125 µm de acordo com a ANSI/TIA/EIA-568-B.3
Figura 23 – Adaptador SC duplex para fibra óptica (E) e conector SC (D)
6.5.Cross-connect horizontal
O cross-connect horizontal é o ponto onde ocorre a interconexão ou a conexão
cruzada, que permite a distribuição dos sinais de telecomunicações ( voz,dados,imagem,
automação, etc.) nas tomadas da área de trabalho.
Os dispositivos de conexão são utilizados para terminar os cabos reconhecidos (
UTP, fibra óptica) que vem da área de trabalho, em conectores reconhecidos ( Conector
modular de 8 vias, IDC, SC, etc.). Entre os dispositivos pode-se destacar:
a)Patch panel
Figura 24 – Patch panel de 48 portas
41
b) blocos IDC
Figura 25 – No item 1 da figura vê-se os blocos de conexão, no 2 a base do bloco 110 onde serão
conectados os cabos e no 3, os blocos de conexão já conectorizados sobre os cabos.
c) Distribuidor Interno Óptico
Figura 26 – Vista de um DIO de parede(E) e DIO para rack padrão 19”.
Existem dois esquemas de conexão reconhecidos:
a) Conexões cruzadas ( Cross-connections ) : os cabos vindos das tomadas
de telecomunicações e dos equipamentos ativos, são ligados a dispositivos
de conexão diferentes, sendo necessário a utilização de cordões de
manobra para fazer a sua interligação. Isto pode ser motivado pelo uso de
espelhamento do ativos ou para integrar equipamentos que não possuem
portas baseadas em conectores reconhecidos pelas normas.
1
3
2
42
Figura 27 – Exemplos de conexão cruzada entre equipamento e cabeamento horizontal
b) Interconexões ( Interconnection) : onde os cabos vindos das tomadas de
telecomunicações são ligados a dispositivos de conexão e os equipamentos
ativos podem ser ligados diretamente a estes, via cordões de manobra.
Figura 28 – Exemplos de interconexão
6.6-Caminhos e espaços para o cabeamento horizontal
Neste item há os tipos mais usados de caminhos e espaços que envolvem a
distribuição do cabeamento horizontal entre as Áreas de Trabalho e o Armário de
Telecomunicações. Os principais são :
1) Canaletas metálicas ou de PVC
2) Eletrodutos
3) Eletrocalhas
4) Leito de cabos
5) Malha de piso
6) Piso Elevado ou Piso Falso
7) Distribuições pelo teto
43
6.6.1.Canaletas
São utilizadas para distribuir os pontos de telecomunicações nas áreas de
trabalho , normalmente fixados sobre as paredes. Sua capacidade é apresentada por
tabelas fornecidas pelo fabricante, que são calculadas com a taxa de ocupação de 40%
ou, quando a ocupação já for definitiva, a 60%. Fazem parte do sistema de distribuição
as curvas e adaptadores para tomadas de telecomunicações específicos.Podem ser
metálicas (alumínio ou ferro) ou não-metálicas (normalmente PVC): No caso de
canaletas metálicas deve-se ligar uma de suas extremidades ao sistema de aterramento
de telecomunicações do prédio. Quando circuitos elétricos e de telecomunicações
seguirem pela mesma canaleta, esta deverá possuir compartimentos separados para os
dois serviços.
Figura 29 - Exemplos de canaletas não-metálicas.
44
Figura 30- Exemplos de canaletas metálicas e seus acessórios.
6.6.2.Eletrodutos
Tem o formato cilíndrico, sendo rígidos ou flexíveis, de aço carbono ou PVC.
Normalmente são vendidos em barras de 3m de comprimento com ou sem rosca e
utilizam diversos acessórios para fazer as mudanças de direções. Os eletrodutos de aço
carbono podem ser pintados ou galvanizados.
São normalmente utilizados para eletricidade e instalações telefônicas, podendo
ser instalados aparentes ou embutidos. .
Figura 31 - Eletroduto rígido terminado em conduletes com tomadas elétricas e de dados (a) e flexível (b)
b
a
45
Para o dimensionamento deve-se observar a tabela abaixo, nela considera-se no
máximo duas curvas de 90 0 e 30m ,entre caixas de passagem. Caso isto não seja
atendido, deve ser considerada uma nova taxa de ocupação.
Tabela 12 – Taxa de ocupação de eletrodutos
Recomendações
• Quando projeta-se a utilização de eletrodutos deve-se considerar a ocupação de
3 cabos para cada área de trabalho, mesmo que haja somente 2 tomadas. Se
houver 4 ou mais tomadas deve-se considerar então, a ocupação de 4 ou mais
cabos.
• A taxa de ocupação dos eletrodutos deverá ser no máximo de 40%.
• Para garantir a taxa de ocupação nos eletrodutos, atende-se no máximo 3 caixas
de tomadas ( 100x100 mm ou 100x50 mm)
• No caso dos eletrodutos deve-se considerar o raio de curvatura mínimo, para
diâmetros até 50 mm de 6 vezes e superior de 10 vezes o diâmetro interno do
eletroduto.
• Quando forem passadas fibras ópticas pelos eletrodutos deve-se considerar o
raio de curvatura mínimo de 10 vezes o diâmetro interno do eletroduto.
• Caso haja mais de duas curvas de 90º deve-se colocar uma caixa de passagem
entre elas.
• Se a distância do lance for superior a 30m deve-se colocar uma caixa de
passagem para facilitar o puxamento.
• Não devem ser utilizados conduletes de tipo LB , pois não garantem o raio de
curvatura mínimo do cabo.
• Os eletrodutos metálicos devem ser aterrados em uma ou nas duas
extremidades.
• Só utilizar eletrodutos flexíveis quando este for a única solução e com o
diâmetro nominal um valor acima do escolhido para o rígido e não deve superar
6 m de comprimento.
46
• No caso de escritórios pequenos pode-se utilizar uma distribuição com
eletrodutos embutidos no piso.
6.6.3.Eletrocalhas
São utilizadas normalmente como alimentadores para levar o cabeamento do
armário de telecomunicações para as salas e então utilizar canaletas ou eletrodutos para
distribuição nas áreas de trabalho.
Podem ser ventiladas ou não. Quando utilizar a mesma eletrocalha para
distribuir sinais de comunicação e eletricidade, deve-se colocar uma separação metálica
aterrada entre eles.
Devem ser utilizadas curvas especificas, pré-fabricadas, na dimensão da
eletrocalha escolhida, que respeite os raios de curvatura máximos dos cabos dentro das
mesmas, evitando a exposição a cantos vivos:
• UTP 4 pares -4 vezes o diâmetro do cabo
• Fibra optica -10 vezes o diâmetro do cabo
Figura 32 – Exemplo de eletrocalhas e acessórios para curvas.
47
Figura 33 – Exemplos de instalações com eletrocalhas, mostrando uma alimentação e as derivações para
os escritórios
A taxa de ocupação recomendada para eletrocalhas é de 40 % da área útil
transversal, tendo como limite máximo 50%. Na tabela abaixo, encontram-se as
principais dimensões comerciais.
Tabela 13 – Taxa de ocupação de eletrocalhas
Diâmetro do cabo
(milímetros)
Eletrocalhas
Dimensões comerciais
LarguraXAltura 5,2 6,5
50x25 20 13
50x50 40 26
75x50 60 39
75x75 92 59
100x50 80 52
100x75 120 78
100x100 160 104
150x100 245 157
200x100 327 209
300x100 190 314
48
Figura 34 – Exemplos de instalações com eletrocalhas
6.6.4.Leito de cabos
Os leitos de cabos são aplicados principalmente nas salas de telecomunicações
ou salas de equipamentos para receber e rotear as grandes quantidades de cabos que
chegam nestes espaços. Eles permitem um acesso e gerenciamento bastante facilitado,
porém não devem ficar em locais abertos por não proteger contra o acesso indesejado.
Os cabos de fibra ópticas devem ser conduzidos separadamente, quando houver
compartilhamento do leito com outros tipos de cabos. Para garantir esta separação pode-
se utilizar dutos corrugados exclusivos.
49
Figura 35 – Exemplos de instalações com leitos de cabos
Os cabos devem ser fixados a estrutura preferencialmente com velcros e sempre
com atenção para evitar curvaturas de cabos além dos limites permitidos. Caso sejam
utilizadas abraçadeiras plásticas na fixação dos cabos devem ser apertadas sem marcá-
los.
 
50
Figura 36 – Exemplos de acessórios envolvidos na montagem do leito de cabos
6.6.5.Malha de Piso
É um sistema de distribuição com dutos alimentadores e distribuidores, que são
dispostos sobre a laje ficando embutidos no contra- piso. No seu dimensionamento,
pela ANSI\TIA\EIA 569-A, deve ser considerado para cada 10 m 2 uma seção
transversal de duto com 650 mm 2. No Brasil, os fabricantes destes sistemas utilizam
uma taxa de ocupação de 30% dos dutos.
51
Deve ser observado espaço no suporte de equipamento para o conector sem
ocupar a seção da calha.
Figura 37 – Exemplos de sistemas de malha de piso
Figura 38 – Dutos para sistema se malha
52
A principal vantagem deste sistema está na flexibilidade para atender a áreas de
trabalho, especialmente em grandes salões onde as distâncias entre as paredes dificultam
o atendimento com distribuições de perímetro.
A principal desvantagem está ligada ao custo e ao fato de ser instalada durante a
construção antes do contrapiso.
Figura 39 – Exemplos de tomadas utilizadasem sistema de malha de piso
6.6.6.Piso Elevado
É constituído por placas, que são sobrepostas a uma malha de sustentação
metálica fornecendo um espaço por onde serão passados os cabos. Ele é
tradicionalmente encontrado em CPDs e salas onde há grande quantidade de
equipamentos de telecomunicações. Alguns escritórios com necessidade de muitos
recursos de telecomunicações também o utilizam.
Figura 40– Exemplos de instalações com piso elevado
Este sistema é constituído por uma estrutura metálica que suporta os painéis
removíveis. Esta estrutura utiliza pedestais metálicos reguláveis, que variam de 15 cm a
53
30 cm de altura e hastes metálicas que são fixadas nos pedestais formando um
reticulado aonde são encaixados as placas.
Ao escolher um sistema de piso elevado deve-se analisar :
a) Cargas dinâmicas , estáticas e de impacto
b) Dissipação de eletricidade estática
c) Proteção contra incêndio
d) Aterramento
e) Administração dos cabos
Neste último, convém destacar, que embaixo do piso todos os cabos devem ser
encaminhados via eletrocalhas, eletrodutos ou outro sistema específico.
6.6.7.Distribuição pelo teto
É constituído normalmente por uma malha de eletrocalhas , que através de
elementos específicos realiza baixadas através de postes ou eletrodutos, os quais descem
do teto até às áreas de trabalho. Todo o cabeamento deve ser protegido e acondicionado.
Os postes são divididos para acondicionar a parte de eletricidade e comunicações
possuindo diversos tipos de acabamento para harmonizar com o ambiente
Figura 41 – Exemplos de instalações com postes de distribuição pelo teto
54
Figura 42 – Vista em detalhe de postes
Para fazer a distribuição pode-se utilizar eletrocalhas ou sistemas de suspensão
de cabos tipo ganchos , que devem ser colocados com uma distância máxima de 1,5 m.
Figura 43 – Exemplos de sistema de distribuição com ganchos ( J-Hook)
6.7 Interferências eletromagnéticas
As interferências eletromagnéticas são um dos problemas que poderão ocorrer
no cabeamento metálico. Deve-se evitar que os cabos passem perto de fontes de
interferência como :
• motores elétricos
• reatores de lâmpadas fluorescentes,
• máquinas fotocopiadoras
• máquinas de solda
• cabos de energia( alimentadores).
55
• cabos elétricos e de dados, quando necessário, devem cruzar-se a 90°
Sempre devem ser observadas as normas locais de segurança quanto a instalação
de sistemas elétricos e de comunicação de dados.
A norma EIA/TIA569 de 1991, utilizava uma tabela para distanciar estes dois
sistemas( tabela 14 ), baseada na interferência que poderia ocorrer, perturbando a
performance do cabeamento.
Após a edição da norma EIA/TIA569-A em 1997, ficou estabelecido que não há
necessidade de uma distância entre cabos de telecomunicações e cabos de energia, cujas
correntes não ultrapassem o limite de 20 A em 120/240V. Porém exige-se uma
separação mecânica entre eles, para fins de segurança física (curto circuito, sobrecargas,
choques, etc...).
Tabela 14 - Separação entre cabos de comunicação e energia de até 480v (ANSI\ TIA\
EIA 569 – 1990 )
Distância Mínima de
SeparaçãoCONDIÇÕES DO CABEAMENTO
<2kVA 2-5 kVA >5kVA
Cabos de energia não blindados ou equipamentos elétricos em
proximidade com eletrodutos/ conduítes abertos ou não
metálicos
127mm 305mm 610mm
Cabos de energia não blindados ou equipamentos elétricos em
proximidade com eletrodutos/ conduítes metálicos aterrados
64mm 152mm 305mm
Cabos de energia instalados dentro de conduítes metálicos
aterrados( ou com blindagerm equivalente) em proximidade
com eletrodutos/conduítes metálicos aterrados
- 76mm 152mm
56
7. ÁREA DE TRABALHO
A área de trabalho é o espaço dedicado aos funcionários para que realizem suas
atividades diárias. Em termos gerais, tem-se 10 m 2 como uma dimensão capaz de
acomodar uma pessoa com o computador, telefone, mesa e cadeira dentro de um
escritório comercial.
Nela encontra-se a tomada de telecomunicações, que deverá possuir no mínimo
duas saídas de telecomunicações, podendo estar localizadas no mesmo espelho ou não.
Estas são constituídas por conectores tanto para par trançado como para fibra óptica.
Sendo que uma deverá ser pelo menos de categoria 3 (com UTP de 4 pares) e a outra de
UTP categoria 5e/6 ou fibra óptica multimodo dupla, índice gradual 62,5/125 µm ou
50/125 µm com conectores SC. Atualmente coloca-se todos os conectores para UTP de
categoria 5e ou superior.
Para garantir as futuras ampliações é recomendado utilizar 3 a 4 saídas de
telecomunicações por área de trabalho.
Figura 44 - Exemplo de tomadas de telecomunicações
Se na determinação dos pontos na área de trabalho considerar-se áreas
menores como 6 m2 ( valor bastante usual), deve-se ter cuidado pois todas as tabelas de
dimensionamento da EIA/TIA568-B e EIA/TIA569-A são baseadas em 10 m2 .
57
Figura 45 – Tomadas de telecomunicações em um toten
Os cabos que interligam os equipamentos ( telefones, computadores, vídeos, fax,
etc.) às tomadas de telecomunicações devem ter as mesmas características daqueles
utilizados no cabeamento horizontal. Por exemplo, se houver uma instalação de
categoria 5e e os cordões de equipamento com categoria 3, o desempenho dessa rede
ficará limitado ao da menor categoria. Normalmente estes cabos devem ser flexíveis,
devido as movimentações que habitualmente ocorrem no ambiente de escritório (
limpeza e mudança de posição).
Figura 46 – Patch cords de diversas cores para facilitar o gerenciamento
58
Tabela 15 – Padrões de cores para patch cords
CÓDIGO DE CORES (ABREVIATURA)
Opção 1
PAR CÓDIGO DE CORES
(ABREVIATURA) Opção 1
branco-azul W-BL Verde G
azul BL
1
Vermelho R
branco-laranja W-O Preto BK
laranja O
2
Amarelo Y
branco-verde W-G Azul BL
verde G
3
Laranja O
branco-marrom W-BR Marrom BR
marrom BR
4
Cinza S
Os patch cords de conectores modulares (RJ-RJ) NÃO PODEM SER
FABRICADOS EM CAMPO (EIA/TIA568-B). Devem ser confeccionados em fábrica e
testados um a um para NEXT e Return Loss com equipamentos adequados.
Fazem parte da área de trabalho as adaptações especiais necessárias a
interligação dos equipamentos de telecomunicações com os serviços disponíveis. Entre
elas destacam-se :
• Cordões com conectores diferentes nas duas pontas;
Figura 47 – Patch cords ópticos e metálicos com terminações diferentes nas extremidades.
59
• Para aproveitar os pares não utilizados e compartilhar serviços semelhantes
através de um mesmo cabo utiliza-se um adaptador em “Y”;
• Este adaptador serve para resolver situações após a instalação, não devendo
ser considerados no projeto inicial.
Figura 48 – Adaptador em Y.
• Quando precisar interligar cabos e tomadas com impedâncias ou pinagens
diferentes utiliza-se adaptadores passivos ( por exemplo baluns);
• Se o equipamento do usuário e o equipamento de telecomunicações utilizam
técnicas de sinalização diferentes deve-se utilizar adaptadores ativos.
7.1 Cabeamento em escritórios abertos
Devido a grande variação de lay-out em escritórios que utilizam divisórias ,
foram desenvolvidas algumas técnicas para minimizar os problemas de tantas
reconfigurações.
Multi-User Telecommunications Outlet Assembly - MUTOA
A multi-user telecommunication outlet assembly (MUTOA) é uma tomada
especial na qual múltiplos cabos horizontais terminam dentro de um escritório. Neste
caso o cabeamento que vem do HC segue direto dentro da infra-estrutura até a MUTOA
e dela saem os cordões para a área de trabalho. Uma MUTOA pode servir no máximo
12 áreas de trabalho.
Ela deve ser instalada em local de fácil acesso, sobre um meio permanente como
colunas e paredes estruturais. Não pode ser colocada em área obstruída, nem em
mobiliário, a não ser que este seja permanentemente fixado na estrutura do prédio.
60
Figura 49 – MUTOA
Figura 50 - Exemplos de MUTOA
No seu projeto ela permite a utilização de um patch cord com tamanho superior
a 5 m, porém isto tem implicações diferentes caso haja cabos de par trançado ou fibra
óptica.
È bom salientar que existe uma limitaçãode 10 m para o comprimento total de
patch cords no cabeamento horizontal, pois, no caso dos cabos metálicos de par
trançado, estes são do tipo flexível, cuja atenuação é 20% maior do que a do rígido,
sendo assim , para não prejudicar a atenuação total do canal, foi desenvolvida uma
fórmula para definir o comprimento do patch cord, que segue:
X
CROSS CONNECT
HORIZONTAL
MUTOA
Workstation
70 a 90 m
22 a 5 m
61
a) Para cabos com pares de 24AWG UTP/ScTP
C=(102-H)/(1,2)
W=C-T≤≤ 22m
b) Para cabos com pares de 26AWG ScTP
C=(102-H)/(1,5)
W=C-T≤≤ 17m
Onde:
C é o valor máximo de cabos flexíveis permitido
H é o comprimento total do cabeamento horizontal
CENT é o comprimento do cabeamento centralizado
W é o comprimento máximo do cabo da área de trabalho
T é o tamanho total de patch cords sala de telecomunicações ( 5 m )
No caso dos cabos ópticos não há redução do tamanho do canal para abaixo de
100m . Quando houver cabeamento óptico centralizado, a distância máxima permitida
contado cabeamento horizontal, backbone e patch cords, é de 300m.
Para cabos ópticos
H+T+W=100 m (cabeamento normal)
CENT+T+W=300 m
Tabela 16 – Distâncias dos cabos utilizando MUTOA
Patch cord de 24AWG UTP/ScTP Patch cord de 26AWG ScTPCabo Horizontal
H(m) W(m) C(m) W(m) C(m)
90 5 10 4 8
85 9 14 7 11
80 13 18 11 15
75 17 22 14 18
70 22 27 17 21
62
Consolidation Point ( ponto de consolidação)
O consolidation point é um ponto dentro do cabeamento horizontal que utiliza
hardwares de conexão de acordo com a ANSI/TIA/EIA-568-B.2 e com a
ANSI/TIA/EIA-568-B.3. Só pode haver um ponto de consolidação no cabeamento
horizontal, que deverá estar distante de no mínimo 15 m do armário de
telecomunicações para reduzir os efeitos de NEXT e perda de retorno. O ponto de
consolidação não impede a existência de um MUTOA e deverá atender no máximo 12
áreas de trabalho.
O ponto de consolidação deve ser instalado em local de fácil acesso, sobre um
meio permanente como colunas e paredes estruturais. Não pode ser colocado em
qualquer área obstruída, nem em mobiliário, a não ser que este seja permanentemente
fixado na estrutura do prédio.
O ponto de consolidação não poderá ser utilizado como ponto de conexão
cruzada.
Figura 51 - Exemplo de ponto de consolidação CP
63
Figura 52 – O Ponto de consolidação
7.2 Conectores
Conectores para Cabo UTP
O conector modular de oito posições é o padrão para cabos UTP de 100 Ω,
podendo ser conectorizado de acordo com dois padrões principais, o T568A e o T568B.
No caso de tomadas de comunicações o conector é conhecido por jack modular ou RJ-
45 fêmea e para cabo, por plug ou RJ-45 macho. Outro detalhe importante é a
classificação em categorias, da mesma forma que o cabo UTP, tanto a tomada como o
conector devem ser da mesma categoria do cabo ou superior.
Figura 53 - Padrões para conectorização .
1 2 3 4 5 6 7 8
T568-A
1 2 3 4 5 6 7 8
1
2
3 4
V VV
V
T568-B
1 2 3 4 5 6 7 8
1
2
3 4
V VV
V
X
CROSS CONNECT
HORIZONTAL
Workstation
TOMADA
DE
 TELECOMUNICAÇÕES
PONTO
DE
CONSOLIDAÇÃO
90 m
5 m
64
Figura 54 – A esquerda um conector macho e à direita uma tomada.
Tabela 17 – Padrão T568A
PAR PINO POSIÇÃO
branco-verde T3 1
verde R3 2
branco-laranja T2 3
azul R1 4
branco-azul T1 5
laranja R2 6
branco-marrom T4 7
marrom R4 8
Tabela 18 –Padrão T568B (AT&T)
PAR PINO POSIÇÃO
branco-laranja T3 1
laranja R3 2
branco-verde T2 3
azul R1 4
branco-azul T1 5
verde R2 6
branco-marrom T4 7
marrom R4 8
Conectores para Cabos de Fibra Óptica
Conector reconhecido pelas normas é o SC, porem também é admitido o
conector tipo ST, caso já existam, devido ao grande parque instalado e a necessidade de
alguns equipamentos ativos. O conector SC é encontrado na versão para fibra óptica
multimodo ou monomodo e a maioria dos equipamentos com tecnologia fast e gigabit
ethernet.
65
Figura 55 - Exemplos de conectores ópticos
Atualmente é reconhecido um conjunto de conectores chamados Small Form
Factor (SFF), que atendem as normas TIA-FOCIS( Fiber Optic connector
Intermateability Standard). Destaca-se:
• MT-RJ
• LC
• Opti-Jack
• Volition
MT-RJ
SC
ST
LC
66
8. SALA DE TELECOMUNICAÇÕES
A principal função da sala de telecomunicações é a terminação do cabeamento
horizontal e de backbone, abrigando os correspondentes hardwares de conectividade e
equipamentos ativos de telecomunicações que forem necessários. Além do horizontal
cross-connect (HC), ela também pode conter o intermediate cross-connect (IC) ou o
main cross-connect (MC). para diferentes partes do cabeamento de backbone.
Proporciona também um ambiente controlado de fornecimento de energia
(UPS), temperatura e umidade para abrigar os equipamentos de telecomunicações,
hardware de conexão e caixas de emenda servindo a parte do prédio.
A sala de telecomunicações é um ponto estratégico dentro do sistema de
cabeamento estruturado, pois é nele que é realizado a interconexão dos cabeamentos
horizontal e vertical (backbone), sendo efetuado todo o gerenciamento de conexões
cruzadas das tomadas com as diversas utilidades disponíveis no edifício. No interior da
sala de telecomunicações também é possível criar sistemas exclusivos e independentes
das outras áreas do edifício, utilizando somente o cabeamento horizontal respectivo e
centralização do sistema no seu interior.
Recomenda-se que haja pelo menos uma sala de telecomunicações por piso, e
quando a área útil for maior que 1.000 m 2 ou o comprimento do cabo de distribuição
horizontal até a work area for maior que 90m, deve-se colocar TR adicionais. Quando
há múltiplos TRs em um único piso, recomenda-se interconectar esses armários com ao
menos um eletroduto (diâmetro de 75 mm) ou equivalente.
Este espaço é dimensionado em função da área útil do andar a que serve,
seguindo a tabela 18.
Tabela 19 – Dimensionamento de salas de telecomunicações
Área atendida ( m2) WA( 10m2) Dimensões
100 10 Rack de Parede ou gabinete
100<área<500 11 a 49 Shaft de 2,60x0,60 , gabinetes ou racks
500 50 Sala 3,0x2,2m
800 80 Sala 3,0x2,8m
1000 100 Sala 3,0x3,4m
>1000 Recomenda-se a instalação de um segundo TC
67
Figura 56 - Bracket
Figura 57 - Shaft
68
Figura 58 - Exemplos de rack em sala de telecomunicações com blocos
Figura 59 - Exemplos de rack em sala de telecomunicações com
blocos e patch panel
69
Figura 60 - Exemplos de sala de telecomunicações
Ao projetar a sala de telecomunicações deve-se observar algumas características
principais, para que ela possa atender as suas funções. Que são:
a) A altura mínima da sala deverá ser de 2,6 m
b) Recomenda-se utilizar a codificação padrão de cores dos dispositivos de
conectividade ( tabela abaixo)
Figura 61 - Exemplos de patch panel com cores identificando as portas
70
Tabela 20 - Cores para terminações
TIPO DE
TERMINAÇÃO
COR DE
IDENTIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Cabo de entrada de
telecomunicações
Laranja
Esta identificação é feita por meio de etiquetas nos
blocos de terminação no PTR, na sala de entrada de
telecomunicações
Conexão à rede pública de
telecomunicações
Verde
Etiquetas na sala de equipamentos ou armário de
telecomunicações
Equipamentos (PABX,
ativos instalados em
bastidores, etc.)
Púrpura
Etiquetas em painéis ou blocos de conexão de
acesso interconectados aos equipamentos
Backbone Branca Etiquetas em painéis ou blocos de conexão
Backbone 2º nível Cinza
Etiquetas em painéis e blocos de conexão
intermediário e no painel de conexão à rede
secundária
Cabeamento horizontal Azul
Etiquetas em painéis e blocos de conexão e nas
outras terminações, tomada e ponto de consolidação
de cabos
Bacbone entre prédios
(campus)
Marrom
Terminação de saída e entrada dos prédios de um
campus
Miscelâneas e circuitos
especiais
Amarela Circuitos auxiliares, circuitos-ponte em redes de
barramento, etc.
c) Para permitir o máximo de flexibilidade não deve-se utilizar rebaixamentos
de teto
d) Para a iluminação na sala, recomenda-se 500 lux medidos a 1m de altura do
piso.,
e) A carga suportada pelo piso

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