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O Diencéfalo + Telencéfalo formam o Cérebro (prosencéfalo), a parte mais volumosa e 
desenvolvida do Encéfalo (Cérebro + TE). O Diencéfalo (do grego Dia, entre, através e 
Enkephalous, cérebro, significa “o que está entre o cérebro”, ou seja, entre os hemisférios 
cerebrais) é recoberto pelo Telencéfalo, sendo visível apenas quando retiramos este último. 
O telencéfalo se desenvolve enormemente em sentido lateral e posterior para constituir os 
hemisférios cerebrais. Deste modo, encobre quase completamente o diencéfalo, que 
permanece em situação ímpar e mediana, podendo ser visto apenas na face inferior do
cérebro. Pode ser dividido em 4 partes: Tálamo, Hipotálamo, Epitálamo e Subtálamo. O 
Diencéfalo contém o III Ventrículo no seu interior (mediano).
III Ventrículo
É uma cavidade em forma de fenda longitudinal que possui como limites as partes do 
Diencéfalo. O III Ventrículo se comunica com o IV Ventrículo pelo Aqueduto Cerebral 
(Mesencéfalo) e com os Ventrículos Laterais pelos Forames Interventriculares (ou Forame de 
Monro).
Num corte sagital mediano, vemos o líquor no interior do III Ventrículo, pois observa-se a 
fenda. Quando o corte é sagital mais lateral (paramediano) vemos as paredes laterais que 
formam o III Ventrículo e que são partes do Diencéfalo.
Limites do III ventrículo
O Sulco Hipotalâmico vai do Aqueduto Cerebral até o Forame de Monro, e separa as 
estruturas do Diencéfalo: acima do sulco temos o Tálamo e o Epitálamo, enquanto abaixo 
temos o Hipotálamo
•
O Tálamo é visível por fazer uma proeminência no III Ventrículo e ter uma ponte de 
fibras nervosas que conectam os dois tálamos (Aderência Intertalâmica). Essa aderência 
intertalâmica pode não existir em 30% das pessoas e aparece como um círculo no corte 
sagital mediano
•
Parede lateral: Sulco Hipotalâmico, Núcleos do Hipotálamo e o Tálamo.
Essas estrias são feixes de fibras nervosas que saem do Epitálamo e correm acima do 
Tálamo. Nela está aderida a Tela Corioide, que tem invaginações para a luz do III 
Ventrículo chamadas Plexos Corioides do III Ventrículo
•
Parede superior (teto): Estrias Medulares do Tálamo.
O Fórnice (Fornix - Do latim Fornix, abóboda, arco de porta) é um feixe de fibras 
nervosas abaixo do Corpo Caloso do Telencéfalo
•
A Lâmina Terminal é uma fina lâmina de tecido nervoso do Telencéfalo que une os dois 
hemisférios cerebrais, entre o Quiasma Óptico e a Comissura Anterior
•
Parede Anterior: Fórnice, Comissura Anterior e Lâmina Terminal. 
Parede Posterior: Epitálamo (Glândula Pineal), a Comissura Posterior e a decussação das 
Habênulas.
Assoalho: Hipotálamo (Quiasma Óptico), o Túber Cinéreo, o Infundíbulo com a Hipófise, e os 
Corpos Mamilares (tudo nessa ordem, de anterior→posterior).
Recessos do III ventrículo
Recesso são pequenas invaginações do ventrículo cavando para dentro das estruturas 
adjacentes do Diencéfalo.
O III Ventrículo possui 5 recessos: Recesso Anterior (abaixo do Fórnice e perto da Comissura 
Anterior); Recesso Óptico (ou Recesso Supraquiasmático – está acima do Quiasma Óptico); 
Recesso Infundibular (acima da haste do infundíbulo); Recesso Suprapineal (Acima da Pineal, 
perto da comissura das Habênulas); Recesso Pineal (perto da G. Pineal).
Tálamo
Do grego Thalamos, “quarto de dormir”. Provavelmente recebeu esse nome por conter a 
Pineal, glândula responsável pelo sono e ciclo circadiano.
Os Tálamos são estruturas pares de substância cinzenta com formato oval muito relacionadas 
com a sensibilidade. Ele faz parte do Diencéfalo e está acima do Sulco Hipotalâmico. A 
extremidade anterior é mais afinalada e possui o Tubérculo Anterior do Tálamo, responsável 
pelo limite do Forame de Monro. A extremidade posterior é mais arredondada e possui o 
Pulvinar do Tálamo - do latim Pulvinar, travesseiro, almofada. Possui eminências que formam 
o Corpo Geniculado Medial (via auditiva) e o Corpo Geniculado Lateral (via óptica).
Stella Fernandes - MEDUFMS/Turma LIII Diencéfalo 
 Página 1 de Diencéfalo 
Porção lateral: revestida por epitélio ependimário, pois faz parte do assoalho do Ventrículo 
Lateral (Telencéfalo)
•
Porção medial: forma a parede lateral do III Ventrículo e é vista num corte sagital 
paramediano
•
Face superior do Tálamo: dividida em porção medial e porção lateral. 
Face inferior do Tálamo: contínua com o Hipotálamo e o Subtálamo.
Face lateral do Tálamo: separada do Telencéfalo por um feixe espesso de fibras nervosas 
descendentes e ascendentes chamada Cápsula Interna. Essas fibras conectam áreas corticais às 
áreas do TE e da ME (vias), principalmente fibras relacionadas com a sensibilidade. É visível num 
corte coronal e axial (só pode ser vista num corte sagital se for muito lateralizado).
Entre essa Cápsula Interna e a Lâmina Medular Externa (aderida à face lateral do Tálamo), está o 
Núcleo Reticular do Tálamo. A Lâmina medular externa penetra no Tálamo e forma a Lâmina 
Medular Interna, separando o Tálamo longitudinalmente (septo longitudinal). A Lâmina Medular 
Interna se bifurca em Y na face anterior do Tálamo e delimita os Núcleos Talâmicos Anteriores. No 
interior dessa Lâmina temos núcleos intralaminares do Tálamo.
Núcleos do Tálamo
Existem muitos núcleos no interior do Tálamo e o principal ponto de referência é a Lâmina Medular 
Interna. São divididos em 5 grupos: Grupo anterior, grupo posterior, grupo mediano, grupo 
medial e grupo lateral.
Contém os núcleos do Tubérculo Anterior do Tálamo, limitados pela bifurcação em Y da Lâmina 
Medular Interna. Esses núcleos são relacionados com a memória e possuem conexções corticais 
e com os corpos mamilares (fascículo mamilotalâmico)
•
Grupo Anterior
O Pulvinar do Tálamo > conexões com a área de associação temporoparietal do córtex 
cerebral ligadas à atenção seletiva, mas não muito conhecidas > lesão no Pulvinar causa 
problemas de linguagem.
○
O Corpo Geniculado Medial < fibras do Colículo Inferior > braço do colículo inferior ou 
diretamente pelo Lemnisco Lateral. Emite fibras para a área auditiva do córtex > via auditiva. 
Para identificar tem que seguir o braço do colículo inferior.
○
O Corpo Geniculado Lateral < Trato Óptico < fibras da Retina e emite fibras > Trato 
Genículo-Calcarino > área visual primária do córtex cerebral (sulco calcarino) > via óptica 
(visual). É mais difícil de ver, tem que seguir o caminho do TO.
○
Núcleos do Pulvinar do Tálamo e dos Corpos Geniculados lateral e medial•
Grupo Posterior
Grupos medianos
São grupos no plano sagital mediano ou quase lá, pois estão na Aderência Intertalâmica e na 
substância cinzenta periventricular (face do Tálamo em contato com o III Ventrículo). São pouco 
visíveis e tem funções viscerais, relacionando-se com o Hipotálamo (centro visceral).
Grupo Medial
Os núcleos intralaminares recebem fibras da formação reticular, regulando o córtex cerebral 
por integrar o Sistema Ativador Reticular Ascendente (SARA – formado pelas fibras que 
regulam o estado de sono-vigília por fibras da formação reticular de todo o TE. Esse sistema 
é desligado durante o sono e entramos em transe, com intenso relaxamento).
•
O Núcleo Dorsomedial recebe fibras do Corpo Amigdaloide (é um dos núcleos da base) 
relacionado ao Sistema Límbico e também do Lobo Pré-Frontal.
•
Contém os núcleos Intralaminares do Tálamo (dentro da Lâmina Medular Interna – principal é o 
Centromediano) e núcleo Dorsomedial (entre a lâmina e os núcleos do grupo mediano).
Grupo Lateral 
Núcleo Ventral Anterior < fibras do Globo Pálido > área motora cortical. Possui função 
ligada ao planejamento e execução motora somática
•
Núcleo Ventral Lateral (ou Ventral Intermédio) < fibras do Cerebelo e do globo pálido > 
córtex cerebral > via Cerebelo-Talâmico-Cortical
•
Núcleo Ventral Posterolateral < fibras do Lemnisco Medial (tato epicrítico e propriocepção 
consciente) e Espinhal (temperatura, dor, pressão e tato protopático) > fibras para a área 
somestésica do córtex cerebral 
•
Núcleo Ventral Posteromedial< fibras do Lemnisco Trigeminal, com sensibilidade somática 
da cabeça e fibras gustativas (Trato Solitário – fibras solitáriotalâmicas) > área somestésica 
do córtex e área gustativa
•
Núcleo Reticular (formato de calota superficial ao grupo anterior) > bem perto da cápsula •
Contém os núcleos mais importantes, situados lateralmente à Lâmina Medular Internae são 
divididos em subgrupos Dorsais e Ventrais (mais importantes). Possuem NÚCLEOS MOTORES, 
NÚCLEOS SENSITIVOS e NÚCLEO REGULADOR.
 Página 2 de Diencéfalo 
somestésica do córtex cerebral 
Núcleo Ventral Posteromedial < fibras do Lemnisco Trigeminal, com sensibilidade somática 
da cabeça e fibras gustativas (Trato Solitário – fibras solitáriotalâmicas) > área somestésica 
do córtex e área gustativa
•
Não faz conexões com o córtex cerebral mas com os outros núcleos do Tálamo.○
Sinapses > neurotransmissor GABA > único núcleo talâmico inibitório (inibe a 
atividade dos outros núcleos talâmicos quando está muito ativado).
○
Núcleo Reticular (formato de calota superficial ao grupo anterior) > bem perto da cápsula 
interna > fibras Tálamo-Corticais > Tálamo > Córtex (ou vice-versa) pela Cápsula Interna 
< ramos colaterais - sinapses regulatórias de atividade talâmica
•
Núcleo Reticular < aferências dos núcleos intralaminares (regulados pela SARA). Durante o 
sono, as fibras gabaérgicas do Núcleo Reticular inibem o núcleo ventral posterolateral, 
impedindo a ascensão de impulsos sensitivos para o córtex cerebral
•
Relações talamocorticais
Núcleo Ventral Posterolateral e o Corpo Geniculado Medial.•
O Tálamo medeia a comunicação entre os receptores periféricos sensoriais e o córtex cerebral, 
regulando o que será passado (Núcleo Reticular). Essas conexões entre os núcleos talâmicos e o 
córtex é recíproca, ou seja, tem fibras talamocorticais e corticotalâmicas, constituindo a Cápsula 
Interna. Fibras talâmicas > área somestésica do córtex (sensibilidade) > área Pré-Frontal (funções 
cognitivas). Alguns núcleos talâmicos, quando estimulados, provocam ativação de áreas corticais 
específicas e bem delimitadas, são chamados como Núcleos Talâmicos Específicos ou de 
Retransmissão.
Núcleos Intralaminares (Centromediano); compõem o Sistema Talâmico de Projeção 
Difusa.
•
Já os núcleos que, quando estimulados, provocam ativação de áreas extensas do córtex são 
chamados Núcleos Talâmicos Inespecíficos.
Sensibilidade, a motricidade (núcleo ventral anterior e lateral – circuitos palidocorticais e 
cerebelocorticais) 
•
Comportamento emocional (núcleo dorsomedial – áreas pré-frontais), a memória (grupo 
anterior – núcleos mamilares) 
•
Ativação cortical (núcleos intralaminares – formação reticular – SARA)•
Núcleos mamilares - memórias > alcoolismo grave leva à degeneração e ingestão acentuada 
de bebida alcoólica pode causar perda transitória de memória
•
Toda sensibilidade, salvo ofatória, passa por um núcleo talâmico antes de chegar ao córtex•
Algumas sensibilidades, como a dolorosa, térmica e de tato protopático, são conscientes já 
em nível talâmico. Contudo, a integração de vários planos para conseguir reconhecer forma 
e tamanho dos objetos, como a estereognosia, só é conseguida no córtex.
•
Funções do Tálamo
Lesões talâmicas
Lesões decorrentes de traumas ou de rompimento de vasos (AVC, derrame talâmico) causam a 
SÍNDROME TALÂMICA > alterações da sensibilidade e motora, como hemiplegia leve, 
hemianestesia superficial, hemiataxia leve, astereognosia, movimentos coreoatetósicos
(movimentar tudo como se tivesse dançando na cadeira, com prurido anal, rotação da mão e 
extremidades) e dor central. 
A Dor Central é uma dor espontânea e pouco localizada, que se irradia por toda a metade do 
corpo oposta à lesão no Tálamo. Ocorre sensibilização central, com estímulos térmicos e táteis
leves causando estímulos desproporcionais, geralmente com dor. Estímulos sonoros também 
sofrem isso, ficando muito desagradáveis. Tudo isso é sentido apenas na metade oposta do corpo.
Epitálamo
O Epitálamo, do grego Epi, sobre, em cima e Thalamos, quarto de dormir, é o limite posterior 
do III Ventrículo e está acima do Sulco Hipotalâmico. Possui a Glândula Pineal (ciclo 
circadiano (hormônio Melatonina)) e bem em contato com os colículos superiores do 
Mesencéfalo (por isso que tumor na Pineal comprime essas estruturas). A base dessa glândula 
se liga ao Diencéfalo por dois feixes que cruzam de lado: Comissura Posterior e Comissura das 
Habênulas. A Comissura Posterior está bem no limite do Aqueduto Cerebral com o III 
Ventrículo > limite do Mesencéfalo com o Diencéfalo.
Do latim Habenula, diminutivo Habena, correia, rédea. A imagem do corpo pineal e das 
habênulas parece o formato da cabeça de um cavalo e as rédeas, visualizadas pelo cavaleiro.
A Habênula é uma estrutura que parece o talo da Pineal e que é muito antiga em todos os 
vertebrados. Os núcleos habenulares estão envolvidos no processamento da dor, no 
comportamento reprodutivo, na nutrição, nos ciclos de sono-vigília, nas respostas ao estresse e 
no aprendizado. A Habênula faz parte do Sistema Límbico e, por isso, está relacionada com o 
sistema de recompensas e do prazer (regula os níveis de dopamina na via Mesolímbica).
As fibras da Habênula se continuam com as fibras das Estrias Medulares do Tálamo, pois estão 
relacionadas em uma via específica. Lesão nessa área causa raiva imensa (RAIVA SEPTAL -
envolvida com área septal do Telencéfalo).
A habênula está situada de cada lado no trígono da habênula > regulação dos níveis de 
dopamina na via mesolímbica > área do prazer do cérebro > sistema límbico
Glândula Pineal
Resíduo filogenético do chamado terceiro olho encontrado em alguns lagartos 
Glândula endócrina compacta constituída de um estrema de tecido conjuntivo contendo 
também neuróglia e de células secretoras denominadas pinealócitos > ricas em 
serotonina > síntese da melatonina 
•
No homem e em alguns animais a pineal apresenta concreções calcárias que aumentam 
com a idade > não impedem a produção de melatonina
•
A pineal é muito vascularizada e seus capilares têm fenestrações > não possui barreira 
hematoencefálica > órgãos circuventriculares 
•
Inervada por fibras simpáticas pós-ganglionares < gânglio cervical superior < plexo 
carotídeo > terminam em relação com os pinealócitos e com os vasos > regulação da 
melatonina
•
Estrutura e inervação
O processo de síntese da melatonina é ativado pela noradrenalina liberada pelas fibras 
simpáticas
•
De dia > fibras com pouca atividade e níveis de melatonina na pineal e na circulação são 
muito baixos
•
De noite > inervação simpática da pineal é ativada, liberando noradrenalina, e os níveis de 
melatonina circulante aumentam cerca de dez vezes
•
Deste modo, a concentração de melatonina no sangue obedece a um ritmo circadiano, 
com pico durante a noite > ritmo não intrínseco à pineal > decorre da atividade rítmica 
do núcleo supraquiasmático do hipotálamo < inervação simpática
•
Secreção de melatonina e ritmo circadiano
Pineal > efeito inibidor sobre as gônadas via hipotálamo •
Luz inibe a pineal e o escuro a ativa•
Na natureza, as gônadas desse animal atrofiam-se quando entra o inverno e o animal 
inicia seu período de hibernação > regula o ritmo sazonal dos mamíferos que 
hibernam.
○
Escuro estimule a pineal nos animais > aumenta sua ação inibidora sobre os testículos > 
atrofia
•
Certas alterações da época de aparecimento da puberdade em meninas cegas de nascença 
poderiam ser explicadas pela ausência da luz. Puberdade precoce também ocorre em 
casos de tumores de pineal de crianças quando há destruição dos pinealócitos, cessando 
assim a ação frenadora que a pineal tem sobre as gônadas
•
Função antigonadotrópica
Sincronização do ritmo circadiano de vigília-sono
 Página 3 de Diencéfalo 
É importante quando há mudanças acentuadas no ciclo natural de dia-noite > 
voos intercontinentais em aviões a jato > mal-estar e a sonolência (Jet-lag) > 
administração de melatonina > aplicação clínicacomo cronobiótico > 
substância usada como agente profilático ou terapêutico em casos de 
desordens do ritmo circadiano de sono e vigília
▪
Melatonina > ação sincronizadora suplementar sobre este ritmo > neurônios do 
núcleo supraquiasmático < receptores para melatonina
○
O ritmo vigília-sono é sincronizado com o ciclo dia-noite pelo núcleo supraquiasmático 
< informações sobre a luminosidade do ambiente < trato retino-hipotalâmico
•
Sincronização do ritmo circadiano de vigília-sono
A melatonina inibe a secreção de insulina nas células beta das ilhotas pancreáticas.•
Pinealócitos têm receptores de insulina > alça de retroalimentação (feedback) entre 
pinealócitos e células-beta
•
Regulação de glicemia
A apoptose tem papel importante em vários processos fisiológicos como, por exemplo, a 
diferenciação do tubo neural e a involução do timo com a idade. Sua regulação é muito 
importante
•
A melatonina inibe o aparecimento de células em apoptose enquanto os corticoides 
ativam este processo
•
Pesquisas recentes mostram que, ao contrário do que ocorre com células normais, nas 
células cancerosas a melatonina aumenta a apoptose, contribuindo para a regressão de 
certos tipos de tumores
•
Regulação de morte celular por apoptose
A melatonina é um dos mais potentes antioxidantes conhecidos, superando a ação de 
antioxidantes mais tradicionais como as vitaminas A, C, E. Ela não só remove os radicais 
livres, como também aumenta a capacidade antioxidante das células. 
•
Ação Antioxidante
Melatonina > aumenta as respostas imunitárias > células do baço, timo, medula óssea, 
macrófagos, neutrófilos e células T
•
A ação da melatonina no sistema imunitário se faz não só pela melatonina da pineal mas 
pela produzida por células do próprio sistema imunitário
•
A melatonina tem também efeito benéfico sobre vários processos inflamatórios por 
mecanismos diversos de atuação
•
Regulação do sistema imunitário
Subtálamo
Limite lateral: Cápsula Interna •
Limite medial: Hipotálamo•
O Subtálamo é uma zona de transição entre o Diencéfalo e o Mesencéfalo com função motora, por 
isso é bem difícil de ser visualizado e delimitado. Não se relaciona com o III Ventrículo e é melhor 
visualizado em cortes coronais, pois é mais lateralizado (fica acima dos pedúnculos cerebrais num 
corte coronal). 
Tem estruturas próprias, como o Núcleo Subtalâmico > conexões com o Globo Pálido < trato 
pálido-subtalamo-palidal (motricidade somática – circuito envolvido com Núcleos da Base).
•
Lesão no núcleo Subtalâmico > HEMIBALISMO > síndrome caracterizada por movimentos 
anormais das extremidades do corpo, geralmente do membro todo. O paciente não para de 
chacoalhar muito forte a perna ou o braço, de um lado do corpo apenas. Esses movimentos não 
param nem durante o sono, causando a exaustão muscular. Balismo significa atirar, pois o 
movimento é como que se atirasse o membro fora e contorcesse.
•
Como é uma zona de transição com o Mesencéfalo, possui também partes do Núcleo Rubro, 
Substância Negra e Formação Reticular.
Hipotálamo
Limite lateral: Subtálamo•
Limite anterior: Lâmina Terminal•
Limite medial: III Ventrículo •
Limite posterior: Mesencéfalo•
Hipotálamo, do grego Hypo, abaixo e Thalamos, câmara interna, é uma parte do Diencéfalo abaixo do 
Tálamo, mais especificamente, abaixo do Sulco Hipotalâmico. 
Apesar de ser uma região pequena, tem funções muito importantes relacionadas com o controle da 
homeostase – regulação do sistema nervoso autônomo, visceral e glândulas endócrinas.
O Infundíbulo sempre está seccionado nas pelas anatômicas, pois é muito delicado, enquanto a 
Hipófise fica na sela túrcica do Esfenoide.
•
Possui núcleos hipotalâmicos e estruturas visíveis, como os Corpos Mamilares (parte anterior da 
fossa interpeduncular), o Quiasma Óptico (cruzamento das fibras do Nervo Óptico), Túber Cinéreo 
(área cinzenta posterior ao quiasma e anterior aos corpos mamilares), e Infundíbulo (haste de fibras 
nervosas que conecta a G. Hipófise ao Túber Cinéreo). 
 Página 4 de Diencéfalo 
O Infundíbulo sempre está seccionado nas pelas anatômicas, pois é muito delicado, enquanto a 
Hipófise fica na sela túrcica do Esfenoide.
•
Possui núcleos hipotalâmicos e estruturas visíveis, como os Corpos Mamilares (parte anterior da 
fossa interpeduncular), o Quiasma Óptico (cruzamento das fibras do Nervo Óptico), Túber Cinéreo 
(área cinzenta posterior ao quiasma e anterior aos corpos mamilares), e Infundíbulo (haste de fibras 
nervosas que conecta a G. Hipófise ao Túber Cinéreo). 
Com base nessas estruturas divide-se o hipotálamo em Hipotálamo Supraóptico, Tuberal e Mamilar.
O Hipotálamo possui também o Fórnice do Hipotálamo, um grupo de fibras nervosas que percorre de 
cima para baixo, até o corpo mamilar. A parte mais lateral do Hipotálamo possui essas fibras e feixes 
prosencefálico medial (Sistema límbico – Formação Reticular do Mesencéfalo).
Núcleos e Divisões Hipotalâmicos
Área medial > entre o fórnix e as paredes do III ventrículo > rica em substância cinzenta > 
principais núcleos do hipotálamo
Área lateral > lateralmente ao fórnix > menos corpos de neurônios > fibras de direção 
longitudinal > percorrida pelo feixe prosencefálico medial > complexo sistema de fibras > 
conexões entre a área septal, pertencente ao sistema límbico, e a formação reticular do 
mesencéfalo > terminam no hipotálamo.
Percorrendo o hipotálamo, existem, ainda, sistemas variados de fibras, alguns muito conspícuos, 
como o fórnix > percorre de cima para baixo cada metade do hipotálamo, terminando no respectivo 
corpo mamilar. O fórnix permite dividir o hipotálamo em uma área medial e outra lateral
Hipotálamo supraóptico > quiasma óptico e toda a área situada acima dele, nas paredes do III 
ventrículo até o sulco hipotalâmico
•
Hipotálamo tuberal > túber cinéreo (ao qual se liga o infundíbulo) e toda a área situada acima 
dele, nas paredes do III ventrículo até o sulco hipotalâmico
•
Hipotálamo mamilar > corpos mamilares e seus núcleos e as áreas das paredes do IIIventrículo, 
que se encontram acima deles, até o sulco hipotalâmico.
•
Área pré-óptica > parte mais anterior do III ventrículo (próximo da lâmina terminal) > 
embriologicamente derivada da porção central da vesícula telencefálica > órgão vascular da 
lâmina terminal > não existe barreira hemoencefálica > sensor especializado em detectar sinais 
químicos para termorregulação e metabolismo salino
•
O hipotálamo pode ainda ser dividido por três planos frontais em hipotálamo supraóptico, tuberal e 
mamilar.
Os núcleos são grupos de substância cinzenta agrupados e com diferentes funções. Esses núcleos estão 
localizados mais na parte medial do hipotálamo, em contato com o III Ventrículo.
Os principais núcleos do hipotálamo são o Núcleo Supraóptico, Núcleo Supraquiasmático (abaixo do 
supraóptico), Núcleos Pré-ópticos, Núcleo Arqueado (infundibular – sistema porta-hipofisário), 
Núcleo Ventro-medial, Núcleo Posterior, Núcleo Paraventricular e Núcleos Mamilares.
Esses núcleos tem conexões entre eles mesmos e entre outras estruturas do SNC. Eles recebem 
aferências (sensoriais) e mandam eferências que regulam a homeostasia. As principais conexões do 
Hipotálamo são com o Sistema Límbico, com a Área Pré-Frontal do Cérebro, com as Vísceras, com a 
Hipófise e com Sistema Sensorial.
Os núcleos Supraótico e Paraventricular possuem neurônios que fazem parte da Hipófise.
Hipotálamo e sistema límbico
O sistema límbico participa da regulação do comportamento emocional e da memória , sendo 
composto pelo hipocampo, corpo amigdaloide e área septal. Todas essas áreas estão no Telencéfalo 
(laterais e inferiores ao Diencéfalo) e se conectam de alguma forma com o hipotálamo.
Hipocampo > Fascículo mamilotalâmico (fórnice) > Núcleos Mamilares do Hipotálamo > 
eferências > Fascículo mamilotegmentar > Formação Reticular do Mesencéfalo > via límbica.
Os corpos amigdaloides mandam fibras para o Hipotálamo pela Estria Terminal, enquanto a Área 
Septal manda fibras pelofeixe prosencefálico medial.
Hipotálamo e área pré-frontal
Como o córtex pré-frontal também é importante para o comportamento emocional e tomada de 
decisões, as conexões entre ele e o hipotálamo são reforços das conexões anteriores do hipotálamo 
com o sistema límbico. Assim, as conexões são diretas ou pelo núcleo dorsomedial do Tálamo.
Hipotálamo e vísceras
Fibras do Núcleo do Trato Solitário e do Bulbo (fibras Solitário-hipotalâmicas) > aferências > 
hipotálamo.
•
Hipotálamo > eferências > SNA •
Hipotálamo > fibras > núcleos eferentes viscerais do TE ou para os núcleos viscerais da CL da 
ME Torácica (fibras hipotálamo-espinhais) – conexão direta. 
•
Hipotálamo > fibras > formação reticular do TE e aos Tratos Reticuloespinhais > neurônios 
viscerais.
•
Como o hipotálamo regula a função visceral e a homeostase, ele tem conexões com neurônios 
sensitivos e motores viscerais do TE e da ME. 
Assim, todos os neurônios pré-ganglionares viscerais são regulados pelo Hipotálamo.
Trato Hipotálamo-Hipofisário > axônios de neurônios grandes (Magnocelulares) dos 
núcleos Supraóptico e Paraventricular do Hipotálamo > Neuro-Hipófise > secretam os 
dois hormônios proteicos: Ocitocina e ADH.
○
Essas fibras apenas transportam os hormônios que irão modular a liberação dos 
hormônios da AdenoHipófise, ou seja, são hormônios que irão inibir ou excitar a 
liberação dos hormônios hipofisários, não são os hormônios hipofisários (estes são 
secretados por células glandulares).
▪
Esses hormônios do trato tubero-infundibular são liberados nos capilares do 
Sistema Porta-Hipofisário, sendo carregados pelo sangue até as células glangulares 
da adenohipófise e inibindo ou estimulando a liberação dos hormônos 
hipofisários.
▪
Trato Túbero-Infundibular (túbero-hipofisário) > axônios de neurônios pequenos 
(Parvocelulares) dos Núcleos Arqueados e Núcleos da área Tuberal do hipotálamo > 
Eminência Mediana e na Haste Infundibular (que sustenta a Hipófise).
○
Hipotálamo > eferências > Trato hipotalâmico hipofisário e túbero-infundibular > Hipófise•
Hipotálamo e Hipófise
Hipotálamo e sistema sensorial
Hipotálamo < informações sensoriais < áreas erógenas do corpo (ereção), córtex olfatório retina 
(trato retino-hipotalâmico) > termina no núcleo supraquiasmático e em parte também no núcleo 
pré-óptico ventrolateral > regulação dos ritmos circadianos como ciclo de claro -escuro
Estímulos > hipotálamo posterior > respostas opostas a essas > controla 
principalmente o sistema simpático
□
Estímulos > Hipotálamo anterior > aumento do peristaltismo gastrintestinal, 
contração da bexiga, diminuição do ritmo cardíaco e da pressão sanguínea, assim 
como constrição da pupila
▪
Hipotálamo > centro suprassegmentar mais importante > controle do SNA > + sistema 
límbico > estimulações elétricas > áreas determinadas do hipotálamo > respostas do 
sistemas parassimpático e simpático
○
Centro da homeostase > regulação do SNA e Sistema Endócrino•
Controla sistema motivacionais importantes para sobrevivência (fome, sede, sexo, frio, calor)•
Núcleo pré-óptico > tesão/sexo/ereção > homens possuem esse núcleo um pouco maior por 
causa da testosterona
•
Centro da perda de calor (Pré-óptico) e Centro da Conservação do Calor (hipotálamo 
posterior).
○
Temperatura alta → Centro da perda de calor → vasodilatação e sudorese →
temperatura corporal diminui
○
Temperatura baixa → Centro da conservação do calor → vasoconstrição, calafrios, 
liberação de T3/T4 → aumento da temperatura corporal
○
Lesão no centro da perda de calor causa febres muito altas (febre central) que são fatais. 
Podem ser causadas por traumatismos cranianos ou cirurgias da hipófise (muito perto). 
A febre normal da inflamação também ocorre por disfunção temporária dos neurônios 
termorreguladores desse centro
○
O hipotálamo ativa regiões corticais para determinar os comportamentos motivacionais ○
Regula a temperatura corporal < informações dos termorreceptores periféricos e da 
temperatura do próprio sangue > ativa mecanismos como sudorese, para manter a 
temperatura
•
Funções do Hipotálamo
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Lesão no centro da perda de calor causa febres muito altas (febre central) que são fatais. 
Podem ser causadas por traumatismos cranianos ou cirurgias da hipófise (muito perto). 
A febre normal da inflamação também ocorre por disfunção temporária dos neurônios 
termorreguladores desse centro
○
O hipotálamo ativa regiões corticais para determinar os comportamentos motivacionais 
de busca de abrigo, agasalho para o frio ou de local fresco e ventilação para o calor.
○
Neurônios dos núcleos acima recebem informações através de aferências que mantêm 
com dois órgãos circunventriculares - o órgão vascular da lâmina terminal e o órgão 
subfomicial > não existe barreira hematoencefálica > detectar, no caso do órgão vascular, 
a osmolaridade do sangue, e, no caso do órgão subfomicial, os níveis circulantes de 
angiotensina 2, que é um potente vasopressor > ativado em casos de diminuição de 
pressão (hemorragias) > aumento da liberação de hormônio antidiurético pela neuro-
hipófise
○
Quando o sinal detectado é de hipovolemia, secreta-se o hormônio antidiurético 
(vasopressina), que promove vasoconstrição e reabsorção de sódio e água; se for 
detectada hiponatremia, é liberado pela hipófise o ACTH, que estimula a secreção 
de aldosterona pela suprarrenal, reabsorvendo sódio
▪
Seio carotídeo e no arco carotídeo > Barroreceptores > alteração na pressão arterial > 
nervo vago > núcleos do trato solitário > núcleo paraventricular e supraóptico > 
regulador da ingestão de água e sal (mantém a volemia e a concentração de sódio)
○
A lesão desta área faz com que o animal perca a sede, podendo morrer desidratado▪
Ativa também a ingestão de água e sal, despertando ou não a sensação de sede ou o 
desejo de ingestão de alimentos salgados > centro da sede 
○
O comando dos neurônios do centro de sede para aumentar a sede vem das aferências 
que recebe do órgão subfomicial
○
Regulação do Equilíbrio hidrossalino e da pressão arterial < hormônio ADH (núcleos 
paraventricular e supraóptico).
•
Estímulos > hipotálamo lateral (centro da fome) > alimentação voraz○
Estímulos do núcleo ventromedial do hipotálamo (centro da saciedade) > total saciedade○
Lesões da área lateral do hipotálamo causam ausência completa do desejo de 
alimentar-se (anorexia) > inanição
▪
Tumores suprasselares > interferência com os mecanismos hipotalâmicos que 
regulam a secreção dos hormônios gonadotrópicos pela adeno-hipófise > 
obesidade e hipogonadismo > Síndrome adiposogenital de Frõhlich
□
Lesões do núcleo ventromedial > alimentação exagerada (hiperfagia) > obesidade ▪
Lesões destrutivas dessas áreas causam efeitos opostos aos da estimulação.○
O mecanismo endócrino mais importante envolve o hormônio leptina, secretado pelas 
células do tecido adiposo (adipócitos), que é lançado no sangue
○
Leptina proporcional à gordura > libera o hormônio a-melanócito-estimulante, 
responsável pela saciedade
▪
O NPY parece ser o mais potente sinal orexigênico endógeno em vários 
mamíferos; sua atividade neural é aumentada na hiperfagia observada no 
diabetes mellitus experimental bem como em vários modelos experimentais e 
genéticos de obesidade. A administração central contínua ou repetida de NPY 
produz hiperfagia, ganho de peso corporal e obesidade
□
Pesquisas têm demonstrado que a LEP modula o apetite por inibição da formação 
de neuropeptídios orexigênicos (provocam fome) e aumento dos neuropeptídios 
anorexígenos (provocam saciez). Entre os neurônios sensíveis à LEP estão incluídos 
aqueles que produzem o neuropeptídio Y (NPY), a galanina, a orexina, 
os endocanabinoides (ECB), a neurotensina, o fator liberador da 
corticotrofina (CRF)
▪
Estudos tentam evidenciar a implicação de alterações dos sinais orexigênicos e 
anorexigênicos veiculados no sangue e fluido cérebro-espinhal no desenvolvimento 
e/ou manutenção dos distúrbios alimentares 
▪
Baixos níveis plasmáticosde LEP são associados ao baixo peso e à baixa taxa de 
gordura corporal dos indivíduos anoréxicos, sugerindo um papel importante dos 
níveis dessa substância na ANN. 
▪
Mulheres magras possuem níveis mais altos do hormônio que mulheres anoréxicas, 
sendo importante ressaltar que esse primeiro grupo possui uma porcentagem de 
gordura maior do que o segundo grupo, no qual as perdas de gordura corporal 
são drásticas
▪
Por serem mais resistentes aos efeitos da LEP, as mulheres necessitam de uma 
concentração desse hormônio de duas a três vezes mais alta que os homens. Isto 
pode explicar a maior susceptibilidade feminina aos distúrbios alimentares e de 
peso corporal. Ou seja, as mulheres necessitam liberar uma taxa maior do 
hormônio em cada pulso para a devida regulação do apetite e manutenção do peso 
corporal dentro do ideal
▪
A leptina informa o núcleo arqueado do hipotálamo sobre a abundância de gordura 
existente no corpo
○
As causas genéticas da obesidade no homem são devidas primariamente à falta de 
receptores para leptina nos neurônios do núcleo arqueado do hipotálamo
○
Regulação da ingestão de alimentos•
Regula também o sono, o estado de vigília e os ciclos circadianos < Núcleo 
Supraquiasmático > relacionado com a Glândula Pineal > sincroniza o ritmo de vigília e sono 
com o ciclo circadiano através das informações de claro/escuro trazidas pelo Trato Retino-
hipotalâmico
•
Núcleo supraquiasmático > núcleo pré-óptico ventrolateral > neurônios do hipotálamo 
lateral que têm como neurotransmissor o peptídeo orexina (ou hipocretina)
○
Os neurônios do núcleo pré-óptico ventrolateral inibem os neurônios monoaminérgicos 
do sistema ativador ascendente o que resulta em sono 
○
Ao final do período de sono > núcleo supraquiasmático > inibição cessa > ação excitatória 
do neurônio orexinérgico > neurônios monoaminérgicos > vigília
○
Os neurônios orexinérgicos têm também ação inibitória sobre os neurônios colinérgicos 
do núcleo pedúnculo-pontino responsáveis pelo sono REM
○
Lesões dos neurônios orexinérgicos, que ocorrem no transtorno do sono denominado 
narcolepsia, fazem com que o quadro de vigília seja interrompido por súbitas crises de 
sono REM podendo haver também perda total do tônus, levando a uma súbita queda > 
cataplexia
○
Pesquisas recentes mostram a existência de fibras que da retina projetam-se diretamente 
para o núcleo pré-óptico ventrolateral bloqueando o efeito inibidor que esses neurônios 
têm sobre o sistema ativador ascendente. Isso explica porque a luz dificulta o adormecer
○
Estado sono-vigília•
Diabetes insipidus > grande aumento da quantidade de urina eliminada > sem que haja 
eliminação de glicose (oposto da diabetes mellitus) > diminuição dos níveis sanguíneos 
do hormônio antidiurético (ADH) > processos patológicos da neuro-hipófise e certas 
lesões do hipotálamo
○
Hipotálamo e neurohipófise•
Conexão nervosa > neurônios neurossecretores situados no núcleo arqueado e 
áreas vizinhas do hipotálamo tuberal > secretam substâncias ativas > fluxo 
axoplasmático > trato túbero-infundibular > capilares especiais > eminência mediana 
e a haste infundibular > conexão vascular > sistema porta-hipofisário (veias 
interpostas entre duas redes capilares) > hormônios liberados > primeira rede > 
veias do sistema porta >segunda rede (adeno-hipófise) > regulam a liberação dos 
hormônios adeno-hipofisários
▪
Regula a secreção dos hormônios da adeno-hipófise > conexão nervosa e outra vascular. ○
Adrenocorticotrópico (ACTH), tireotrópico (TSH), folículo-estimulante (FSH), 
luteinizante (LH), hormônio do crescimento (GH) (+ inibidor), melanócito-
estimulante (MSH) e prolactina (+ inibidor). Para todos eles existem hormônios 
hipotalâmicos
▪
Hormônios hipotalâmicos liberadores e inibidores da liberação dos hormônios adeno -
hipofisária
○
Hipotálamo e adenohipófise•
 Página 6 de Diencéfalo 
lesões do hipotálamo
ADH > sintetizado pelos neurônios dos núcleos supraóptico e paraventricular do 
hipotálamo > transportado pelas fibras do trato hipotálamo-hipofisário > neurohipófise 
O hormônio antidiurético (e também o ocitócico) > transportado acoplado a proteína 
transportadora (neurofisina)
○
Os grandes neurônios neurossecretores dos núcleos supraóptico e paraventricular 
sintetizam os hormônios antidiurético, ou vasopressina, e a ocitocina
○
Os capilares da neuro-hipófise, assim como dos demais órgãos circunventriculares, são 
fenestrados, não existindo, pois, barreira hematoencefálica
○
O hormônio antidiurético age nos túbulos renais aumentando a absorção de água○
Reflexo neuroendócrino > impulsos sensoriais que resultam da sucção do mamilo 
pela criança > medula > hipotálamo > estimulam a produção de ocitocina pelos 
núcleos supraóptico e para ventricular > liberação na neuro-hipófise
▪
O choro do bebê estimula a produção e liberação da ocitocina pelos neurônios 
neurossecretores do hipotálamo
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Ocitocina > contração da musculatura uterina e das células mioepiteliais das glândulas 
mamárias, sendo importante no momento do parto ou na ejeção do leite
○
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