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PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS E 
EXPLOSÕES 
 
 
 
 
Todos os direitos são reservados ao Grupo Prominas, de acordo com a convenção internacional de direitos autorais. Nenhuma 
parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
RESUMO DA UNIDADE 
 
Os estudos sobre incêndios, assim como as atividades que envolvem o tema, são 
assuntos que crescem diariamente, com procuras por novos métodos e 
procedimentos, que previnam acontecimentos catastróficos, causados pelo fogo. 
Novas legislações e normas técnicas são estudadas e criadas, bem como materiais, 
equipamentos e procedimentos são inovados, para que a segurança do edifício e, 
principalmente, de seus usuários seja garantida. Assim, é essencial que os 
profissionais se tornem qualificados e preparados para assegurar a eficácia e 
concretização dos projetos, diante das obras que serão executadas. Notícias de que 
incêndios causaram tragédias são anunciadas frequentemente. O desafio dos 
profissionais da segurança é trabalhar com novas ferramentas, que garantam a 
proteção à vida, ao patrimônio e ao meio ambiente. 
 
Palavras-chave: Prevenção e Combate a Incêndio. Segurança. Corpo de 
Bombeiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os direitos são reservados ao Grupo Prominas, de acordo com a convenção internacional de direitos autorais. Nenhuma 
parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
SUMÁRIO 
 
APRESENTAÇÃO DO MÓDULO ............................................................................... 5 
CAPÍTULO 1 - ESTUDO SOBRE O FOGO, O INCÊNDIO, A COMBUSTÃO E SEUS 
EFEITOS ..................................................................................................................... 7 
1.1 Contextualização ............................................................................................ 7 
1.1.1 Grandes Incêndios no Brasil .......................................................................... 8 
1.2 Conceitos sobre o Fogo ............................................................................... 19 
1.2.1 Combustível ................................................................................................. 20 
1.2.2 Comburente ................................................................................................. 22 
1.2.3 Calor ............................................................................................................. 23 
1.2.4 Reação em cadeia ....................................................................................... 23 
1.3 Propagação do Calor ................................................................................... 24 
1.3.1 Condução ..................................................................................................... 24 
1.3.2 Convecção ................................................................................................... 24 
1.3.3 Irradiação ..................................................................................................... 24 
1.4 Combustão ................................................................................................... 25 
1.4.1 Gases de Combustão ................................................................................... 26 
1.4.2 Chama .......................................................................................................... 26 
1.4.3 Calor ............................................................................................................. 26 
1.4.4 Fumaça ........................................................................................................ 26 
CAPÍTULO 2 - PROTEÇÃO E COMBATE CONTRA INCÊNDIOS E EXPLOSÕES 27 
2.1 Causas e Fases de Incêndios ...................................................................... 27 
2.1.1 Fase Inicial ................................................................................................... 27 
2.1.2 Queima Livre ................................................................................................ 27 
2.1.3 Queima Lenta ............................................................................................... 28 
2.2 Classes de Incêndio ..................................................................................... 28 
2.3 Fenômenos característicos de Incêndio ....................................................... 30 
2.4 Métodos de Extinção de Incêndio ................................................................ 31 
2.4.1 Abafamento .................................................................................................. 32 
2.4.2 Isolamento .................................................................................................... 32 
2.4.3 Resfriamento ................................................................................................ 32 
 
 
 
 
Todos os direitos são reservados ao Grupo Prominas, de acordo com a convenção internacional de direitos autorais. Nenhuma 
parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
2.5 Agentes Extintores de Incêndio .................................................................... 32 
2.5.1 Água ............................................................................................................. 32 
2.5.2 Espuma ........................................................................................................ 33 
2.5.3 Pós Químicos ............................................................................................... 34 
2.5.4 Gás carbônico (CO2) .................................................................................... 34 
2.5.5 Extintores de Incêndio .................................................................................. 34 
2.6 Materiais e Equipamentos ............................................................................ 37 
2.7 Equipamentos de Proteção Individual - EPI ................................................. 40 
2.8 Explosivos .................................................................................................... 40 
2.8.1 Definições .................................................................................................... 41 
2.8.2 Classificações .............................................................................................. 41 
2.8.3 Propriedade dos explosivos ......................................................................... 43 
CAPÍTULO 3 - LEGISLAÇÃO E NORMAS RELATIVAS À PROTEÇÃO CONTRA 
INCÊNDIOS, TÉCNICAS DE SALVAMENTO E BRIGADAS DE INCÊNDIO .......... 45 
3.1 Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT .................................... 45 
3.2 Legislações e Decretos ................................................................................ 46 
3.3 Normas Regulamentadoras - NRs ............................................................... 47 
3.4 Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros - AVCB ........................................ 48 
3.5 Técnicas de Salvamento e Brigadas de Incêndio ........................................ 50 
3.6 Primeiros Socorros ....................................................................................... 51 
3.6.1 Vias Aéreas .................................................................................................. 51 
3.6.2 Respiração e ventilação ............................................................................... 51 
3.6.3 Vias circulatórias: hemorragias ....................................................................52 
3.6.4 Reanimação cardiopulmonar - RCP ............................................................. 52 
3.6.5 Estado de Choque........................................................................................ 52 
3.6.6 Hemorragia .................................................................................................. 52 
3.6.7 Queimaduras ................................................................................................ 53 
3.7 Plano de emergência ................................................................................... 54 
3.8 Técnicas de transportes de emergência para salvamento ........................... 56 
3.9 Brigadas de incêndio .................................................................................... 61 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 63 
 
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APRESENTAÇÃO DO MÓDULO 
 
Ao iniciar os estudos mais a fundo sobre incêndios, fica clara a necessidade de 
literaturas e materiais completos, que envolvam a segurança contra incêndios, que 
possam ser usados como base à formação de novos profissionais na área. 
O Brasil é um país que apresenta diferenças quanto às condições climáticas, 
considerando suas cinco regiões de formação, embora ultimamente as temperaturas 
permaneçam altas em grande parte dos locais. Nessa perspectiva, as 
administrações públicas tendem a elaborar legislações que sejam comuns a todos 
os estados, bem como legislações federais, normas técnicas e novos cursos que 
envolvam a segurança e combate incêndio para que haja evolução e redução 
desses eventos ocorridos com frequência no país. 
O termo incêndio é conceituado como fogo que não possui controle, com 
potencial para causar danos à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio. De forma 
clara, o fogo está diretamente ligado a incêndio e, desse modo, o presente material 
faz uma abordagem sobre a composição dele. 
O objetivo da disciplina de Prevenção e Combate a Incêndio é possibilitar ao 
aluno um conhecimento sobre os conceitos, as definições e todas as técnicas que 
são necessárias para que os trabalhos de prevenção e de combate às chamas 
sejam realizados com sucesso. 
O material contém os conceitos sobre a teoria do fogo, bem como seus 
elementos fundamentais e a explicação sobre cada um deles, para que a chama se 
mantenha em funcionamento. Em seguida, são abordadas as causas e fases dos 
incêndios e suas classes, bem como as técnicas de prevenção e extinção de 
incêndio e os agentes extintores, que são utilizados em cada técnica e seus modos 
de atuação sobre o fogo. 
São abordadas algumas das principais normas técnicas de prevenção e de 
combate a incêndio, assim como normas regulamentares que visam a proteção dos 
profissionais que trabalham nesse ambiente, e sobre a Lei Kiss sancionada em 
2017, sobre prevenção e combate ao incêndio em estabelecimentos com 
concentração de pessoas. 
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Todos os direitos são reservados ao Grupo Prominas, de acordo com a convenção internacional de direitos autorais. Nenhuma 
parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
A apostila de estudos também trata dos assuntos referentes à brigada de 
incêndio e suas formações, composições e atribuições com base na NBR (Norma 
Brasileira) 14276. São estudadas também algumas técnicas de salvamento, como 
transportes de emergência e planos de emergência, em especial os planos de 
abandono e evacuação da área em chamas, ação que é extremamente importante 
ao colocar em execução um plano de emergência. 
 
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CAPÍTULO 1 - ESTUDO SOBRE O FOGO, O INCÊNDIO, A COMBUSTÃO E SEUS 
EFEITOS 
 
1.1 Contextualização 
 
O fogo, energia que existe desde a formação da Terra, foi uma das primeiras 
formas de energia natural que o homem utilizou. Essa relação entre o homem e o 
fogo vem sendo utilizada para suprir a necessidade do homem em diversos meios, 
seja iluminação, aquecimento e preparação de alimentos. 
Apesar do fogo ter sido utilizado, no início, para suprir as necessidades básicas 
do homem, hoje ele vem sendo um dos principais contribuintes da evolução da 
tecnologia. Ao longo do tempo, o ser humano aprendeu formar de utilizá-lo sem 
comprometer sua saúde e bem-estar físico. 
Entretanto, um dos principais desafios do homem continua sendo o controle do 
fogo. Ainda hoje, quando o fogo nos ameaça, o homem atual mantém a reação do 
homem primitivo, fugir. Os primeiros homens, ao lidar com o fogo, fugiam por não 
conhecer sua natureza e reações e mal sabiam que um pouco de terra poderia 
apagar uma pequena chama. A falta de conhecimento fazia com que abandonassem 
o local por não saber como combater a chama acesa e, assim, o fogo se expandia 
tomando grandes proporções. O fogo, quando tomado por proporções maiores e 
fora de controle, se desencadeia em incêndios, capaz de provocar perdas 
irreparáveis, não só à vida, mas ao patrimônio e ao meio ambiente. Hoje, o ser 
humano não precisa mais fugir, visto que conhece o fogo como o conjunto de 
elementos químicos que o compõe e as técnicas, métodos e equipamentos 
adequados para lutar contra ele. 
Nas ações contra o fogo, tem-se a prevenção e extinção de incêndios, que se 
dá pelo conjunto de normas e atitudes adotadas, que visam eliminar as 
possibilidades de sua ocorrência, assim como a redução de sua expansão e sua 
extensão, com o uso de equipamentos estudados e profissionais habilitados para 
usá-los. A extinção, por sua vez, busca eliminar o fogo, por meio dos mais variados 
processos, com o uso de táticas e equipamentos que podem funcionar de modo 
automático ou pela ação direta antrópica. 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
1.1.1 Grandes Incêndios no Brasil 
Infelizmente no Brasil já aconteceram incêndios devastadores, que provocaram 
a morte de centenas de pessoas, além da destruição de patrimônios e do meio 
ambiente. O mais recente foi o incêndio ocorrido no campo de Treinamento do 
Flamengo, clube de futebol do estado do Rio de Janeiro. Podemos ver abaixo as 
mais trágicas perdas que esse tipo de acidente causou, seja por negligência ou 
incidente. O fato é que a prevenção e o combate ao incêndio devem ser assuntos 
cada vez mais recorrentes, para que esses eventos não se repitam ou sejam 
reduzidos, sem causar grandes perdas. 
 
1.1.1.1 Incêndio no Campo de Treinamento do Flamengo (08/02/2019) 
Um incêndio atingiu o CT do Flamengo, no Rio de Janeiro na madrugada do 
dia 08/02/2019. No local, ficavam os jogadores da base do clube carioca. Segundo 
os profissionais que sobreviveram, antes do fogo iniciar, houve uma explosão no 
aparelho de ar-condicionado, causando curto-circuito e rápido alastramentodo fogo. 
O incêndio deixou 10 mortos, entre jovens de 14 a 16 anos, e três feridos. 
 
Figura 1- Incêndio CT Flamengo 
 
Fonte: Veja, 2019. 
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Figura 2- Incêndio CT Flamengo 
 
Fonte: Veja, 2019. 
 
Figura 3- Incêndio CT Flamengo 
 
Fonte: Veja, 2019. 
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Figura 4- Incêndio CT Flamengo 
 
Fonte: Veja, 2019. 
 
Figura 5- Incêndio CT Flamengo 
 
Fonte: Veja, 2019. 
 
1.1.1.2 Incêndio no Museu Nacional (02/09/2018) 
O Museu Nacional, um dos principais museus do país, localizado na Quinta da 
Boa Vista, no Rio de Janeiro, foi devastado por chamas após o horário de visitação, 
assim ninguém se feriu. Entretanto, estima-se que 90% do acervo, com mais de 20 
milhões de itens, tenham sido totalmente destruído. 
 
 
 
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Figura 6 - Incêndio Museu Nacional 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
Figura 7 - Incêndio Museu Nacional 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
Figura 8 - Incêndio Museu Nacional 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
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1.1.1.3 Incêndio na Creche Gente Inocente, na cidade de Janaúba, MG 
(05/10/2017) 
Em 2017, o vigia da creche invadiu o local e ateou fogo com vários alunos e 
alguns profissionais dentro, e em seguida ateou fogo em si mesmo. Além do vigia, 
morreram mais 13 pessoas e outras 50 ficaram feridas. 
 
Figura 9 - Incêndio na Creche Gente Inocente 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
Figura 10 - Incêndio na Creche Gente Inocente 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
 
 
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1.1.1.4 Incêndio na Boate Kiss (27/01/2013) 
Uma das maiores tragédias quando se trata de vítimas decorrentes de 
incêndios. A boate Kiss pegou fogo durante um show em uma festa universitária, em 
Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e se tornou o segundo maior evento desse tipo, 
com número de vítimas no país, deixando 242 mortos e 636 feridos. 
 
Figura 11 - Incêndio na boate Kiss 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
Figura 12 - Incêndio na boate Kiss 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
 
 
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Figura 13 - Incêndio na boate Kiss 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
Figura 14 - Incêndio na boate Kiss 
 
Fonte: Correio Brazileinse, 2019. 
 
1.1.1.5 Incêndio Edifício Joelma (01/02/1974) 
Em 1974, o edifício Joelma, localizado no centro de São Paulo, foi totalmente 
consumido por um incêndio. Houve um curto-circuito no sistema de refrigeração de 
um banco, que ficava localizado em boa parte do edifício. Essa tragédia, apesar de 
ter acontecido há muitos anos, deixou 190 mortos e mais de 300 feridos. Esse 
evento ficou conhecido pelas imagens das pessoas que ocupavam o prédio se 
atirando do local em chamas, na tentativa de se salvarem. 
 
Figura 15 - Incêndio no Edifício Joelma 
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Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
1.1.1.6 Incêndio Canecão Mineiro (24/11/2001) 
A casa de shows Canecão Mineiro pegou fogo devido a fogos de artifício, 
deixando 7 mortos e mais de 300 pessoas feridas. O teto, que era de isopor, 
contribuiu para a propagação das chamas do incêndio e, além disso, o local não 
contava com saídas de emergência para o público. 
 
Figura 16 - Incêndio no Canecão Mineiro 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
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Figura 17 - Incêndio no Canecão Mineiro 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
1.1.1.7 Incêndio Gran Circo Norte-Americano (17/12/1961) 
Esse incêndio se tornou o maior incêndio da história do país, em relação ao 
número de vítimas. Um funcionário não tinha aceitado sua demissão e para se 
vingar do proprietário do circo, ele ateou fogo na lona que cobria o espetáculo, 
composta de material com alto teor de inflamabilidade. A lona caiu em cima das 
pessoas, o que dificultou o processo de fuga. A única saída que existia, estava 
composta por grades. O número de vítimas fatais declarado oficialmente foi de 503 
mortes, entretanto acredita-se que esse número é bem maior. 
 
Figura 18 - Incêndio Gran Circo Norte-Americano 
 
Fonte: Vellamo, acesso em 2019. 
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Figura 19 - Incêndio Gran Circo Norte-Americano 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
1.1.1.8 Incêndio Lojas Renner (27/04/1976) 
Um prédio onde havia uma das unidades das lojas Renner pegou fogo e foi 
devastado pelas chamas. O evento deixou 41 mortos e mais de 60 feridos. Assim 
como o edifício Joelma, esse incêndio também foi marcado pelas pessoas se 
jogando dos edifícios para fugir do fogo. 
 
 
 
 
 
 
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parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas dearmazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
Figura 20 - Incêndio lojas Renner 
 
Fonte: Correio Braziliense, 2019. 
 
No Brasil, ocorreram inúmeros outros acidentes, que deixaram centenas de 
vítimas, devido à proporção dos incêndios. Acima, encontram-se os maiores, de 
forma lamentável. Deve-se agilizar ações para que esses eventos aqui citados, 
quem sabe, possam ser os mais recentes ao longo dos anos seguintes. Para ler 
mais sobre outros casos ocorridos no país, consulte as matérias disponíveis nos 
links abaixo. 
 
SAIBA MAIS! 
Relembre 10 incêndios que marcaram a história do Brasil 
Disponível em: 
<https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/02/08/interna-
brasil,736353/relembre-dez-incendios-que-marcaram-a-historia-do-brasil.shtml>. 
 
Os 12 Maiores Incêndios do Brasil: Existe Algo em Comum? 
Disponível em: 
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/02/08/interna-brasil,736353/relembre-dez-incendios-que-marcaram-a-historia-do-brasil.shtml
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/02/08/interna-brasil,736353/relembre-dez-incendios-que-marcaram-a-historia-do-brasil.shtml
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
<https://www.vellamo.eng.br/noticias/os-maiores-incendios-do-brasil>. 
 
Os maiores incêndios do Brasil antes de Santa Maria 
Disponível em: 
<https://exame.abril.com.br/brasil/os-maiores-incendios-no-brasil/>. 
 
Grandes Incêndios no Mundo 
Disponível em: 
<https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/grandes-incendios-no-mundo-
21500628>. 
 
1.2 Conceitos sobre o Fogo 
 
Para que o fogo tenha início, é preciso que haja o comburente e o combustível, 
denominados como reagentes. Esse processo, conhecido como combustão, é a 
reação química que libera luz e calor e para que a reação se inicie, é necessário que 
haja a energia de ativação fornecida por fontes de ignição. A presença do 
combustível, do comburente, da reação química, que ocorre pela presença da fonte 
de ignição, e do calor da reação, fonte envolvida no processo, onde se ganha ou se 
perde energia, forma o conhecido tetraedro do fogo. 
 
A saber: o tetraedro é representado por um triângulo, e não por um quadrado, para 
que cada um dos quatro elementos esteja conectado diretamente com cada um dos 
outros elementos. Quando se retira um ou mais componentes do tetraedro, esse fica 
incompleto e, assim, a reação se extingue. 
 
 
 
 
 
 
Figura 21 - Tetraedro de Fogo 
https://www.vellamo.eng.br/noticias/os-maiores-incendios-do-brasil
https://exame.abril.com.br/brasil/os-maiores-incendios-no-brasil/
https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/grandes-incendios-no-mundo-21500628
https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/grandes-incendios-no-mundo-21500628
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Fonte: APSEI - Associação Portuguesa de Segurança, 2016. 
 
SAIBA MAIS 
TEORIA DO FOGO - PARTE 1 Tetraedro do Fogo | Triângulo do Fogo | Pirólise | A 
teoria do fogo 
Acesse o link: <https://www.youtube.com/watch?v=kwZAZzxdpVs>. 
 
1.2.1 Combustível 
Entende-se como combustível qualquer substância que seja capaz de queimar 
e alimentar a combustão, ou seja, de proporcionar o desenvolvimento do fogo. 
Assim, onde houver combustível, o fogo percorrerá por ele, de forma a aumentar ou 
diminuir sua faixa de ação. Podem ser encontrados em forma de matéria líquida, 
sólida ou gasosa. 
Grande parte dos combustíveis entra em combustão na fase gasosa. Quando o 
componente é aquecido, o combustível transforma-se em vapor antes de reagir com 
o oxigênio para, assim, se iniciar o processo de combustão. Dessa forma, quando 
um combustível é líquido ou sólido, é preciso que haja algum tipo de energia térmica 
para aquecê-los e levá-los ao estado gasoso. 
O quadro abaixo apresenta exemplos de combustíveis. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=kwZAZzxdpVs
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Todos os direitos são reservados ao Grupo Prominas, de acordo com a convenção internacional de direitos autorais. Nenhuma 
parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
Quadro 1 - Exemplos de Combustíveis 
Estado da Matéria Estado da Matéria 
Líquida Gasolina, álcool, tintas, solventes, éter. 
Sólida Metais, madeira, papel, tecidos. 
Gasosa GLP (gás de cozinha), hidrogênio, metano. 
Fonte: Elaborada pelo autor, 2019. 
 
1.2.1.1 Combustíveis Sólidos 
Em grande parte dos casos, os vapores, oriundos desses materiais após seu 
aquecimento, que apresentam inflamabilidade. Entretanto alguns componentes 
sólidos como ferro, parafina ou bronze se tornam líquidos quando são aquecidos e 
só após esse processo produzem os vapores inflamáveis. 
 
1.2.1.2 Combustíveis Líquidos 
Os combustíveis líquidos podem ser classificados entre combustíveis e 
inflamáveis, conforme o seu ponto de fulgor. Pontos de fulgor inferiores a 37,8ºC 
classificam o líquido como inflamável. Temperaturas superiores a esta, consideram o 
líquido como combustível. Esses níveis de temperaturas são padronizados pela 
NFPA/EUA - National Fire Protection Association. 
 
1.2.1.3 Combustíveis Gasosos 
Os combustíveis gasosos precisam se concentrar em uma mistura ideal para 
que se inflamem, considerando o limite de inflamabilidade de cada gás. A tabela 
abaixo mostra os limites de alguns exemplos de gases. 
 
Tabela 1 - Limites de Inflamabilidade 
Combustíveis Gasosos Concentração de Gás 
Limite Inferior Limite Superior 
Acetileno 2,0% 85,0% 
Álcool 3,0% 19,0% 
Benzina 1,2% 6,0% 
Éter 1,7% 48,0% 
Gasolina 1,3% 6,0% 
GLP 2,0% 10,0% 
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Hidrogênio 4,0% 75,0% 
Metano 1,4% 7,6% 
Propano 5,0% 17,0% 
Querosene 1,0% 6,0% 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2019. 
 
Com os dados da tabela, vê-se por exemplo, que o acetileno, ao se misturar 
com o ar, inicia seu processo de queima em qualquer concentração que esteja entre 
2% e 85%. Dessa forma, é um gás em que se deve ter uma atenção redobrada em 
casos de incêndios. 
 
1.2.2 Comburente 
O comburente é o componente que mantém as chamas acesas e mais 
intensas. A presença deste torna a temperatura do processo mais elevada e permite 
a ocorrência da combustão. O oxigênio, comburente mais comum devido a sua 
concentração na atmosfera (21%), faz com que a queima se dê de forma mais 
rápida e mais completa. 
 
NOTA 
Conforme a taxa de oxigênio presente no ambiente diminui, o processo de 
combustão é reduzido. A combustão se mantém fraca quando os níveis de taxa de 
oxigênio ficam entre 15% e 9%, e onde há níveis inferiores a 9%, ocorre a 
finalização da combustão. 
 
Um exemplo muito comum para demonstrar a ação de um comburente é 
colocar um copo sobre uma vela acesa, o que impede a entrada de oxigênio, e, 
consequentemente, a chama diminuirá gradativamenteaté se apagar por completo. 
Esse fenômeno ocorre devido a insuficiência de oxigênio dentro do copo, ou seja, ao 
colocar o copo sobre a vela, a entrada de ar para fornecer oxigênio à vela foi 
interrompida. 
 
 
 
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NOTA 
Existem combustíveis que possuem oxigênio em sua composição, ou seja, podem 
queimar em qualquer lugar, tendo ou não a presença do ar. É o caso de nitratos, 
pólvoras, celuloides, dentre outros. 
 
No ser humano, as concentrações variadas de oxigênio podem causar algumas 
reações, conforme tabela abaixo: 
 
Tabela 2 - Reações devido às concentrações de oxigênio 
Concentração de oxigênio (O2) -% em 
volume 
Consequências 
Maior ou igual a 18% Respiração normal 
Entre 16% e 18% Dificuldade respiratória 
Entre 12% e 16% Respiração acelerada e aumento do 
batimento cardíaco 
Entre 10% e 12% Instabilidade emocional e exaustão física 
Entre 6% e 10% Enjoo, vômito, falta de ação e 
inconsciência 
Abaixo de 6% Contração muscular involuntária e parada 
cardiorrespiratória 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2019. 
 
1.2.3 Calor 
Calor é a fonte de energia que dá início ao processo de combustão. Por meio 
dessa fonte de energia, a temperatura dos elementos envolvidos no processo é 
elevada. 
 
1.2.4 Reação em cadeia 
As reações em cadeia são as reações que acontecem durante o fogo, onde o 
calor que existe no processo é originado para ativar a queima do combustível com o 
comburente, mantendo-se em um ciclo enquanto houver a presença de ambos os 
elementos. Essa reação se dá por conta dos combustíveis, que após iniciarem o 
processo de combustão, geram mais calor. Esse calor irá provocar o 
desprendimento de outros gases e vapores combustíveis, o que permite o 
desenvolvimento de uma transformação em cadeia ou reação de cadeia. 
 
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1.3 Propagação do Calor 
 
Para que haja equilíbrio térmico, é necessário que o elemento que possui 
menor temperatura absorva calor, até estar com a mesma quantidade de energia 
dos outros elementos. Dessa maneira, há três formas dessa energia a serem 
transferidas de um componente para o outro: por condução, convecção ou 
irradiação. 
 
1.3.1 Condução 
O processo de condução é a forma de transferir calor por, meio de um corpo 
sólido de molécula, para molécula ao longo do corpo contínuo. Ao aquecer, por 
exemplo, uma barra de ferro em uma de suas extremidades, as moléculas dessa 
extremidade receberão calor. O aquecimento ao longo da barra acontecerá de forma 
gradual, até chegar à outra extremidade. Isso acontece porque as moléculas vibram 
de forma vigorosa e se chocam com as outras moléculas, transferindo-lhes calor. 
 
1.3.2 Convecção 
A convecção ocorre pelo processo de transferência de calor, pelo movimento 
ascendente de massas de líquidos ou gases, dentro do mesmo elemento. Isso é 
possível pela diferença de densidade presente no mesmo fluido. É possível observar 
essa troca quando, por exemplo, uma água é aquecida dentro de um recipiente de 
vidro, onde é possível observar um movimento dentro da própria água, de baixo para 
cima. Conforme a água é aquecida, ocorre sua expansão e ela se torna menos 
densa, ou seja, mais leve, o que provoca seu movimento para cima. De forma 
análoga, o ar, também aquecido nesse processo, se expande e tende a subir para 
as partes mais altas do ambiente e o ar mais frio ocupa os lugares mais baixos. 
 
1.3.3 Irradiação 
A irradiação é a transmissão de calor por ondas de energia que se deslocam 
no espaço. Essas ondas se propagam em todas as direções e, à medida que os 
corpos se aproximam ou se afastam da fonte de calor, a intensidade com que os 
elementos são atingidos pela fonte também aumenta ou diminui, respectivamente. 
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1.4 Combustão 
A combustão pode ser classificada em relação a sua velocidade, sendo ativa, 
lenta, explosiva e espontânea. Consequentemente, a velocidade da combustão vai 
depender da quantidade de concentração disponível do comburente (normalmente é 
o oxigênio), visto que o comburente é o ativador do fogo. 
 
Quadro 2 - Tipos de combustão 
Combustão 
ativa 
Esse tipo de combustão é aquela em que o fogo produz, além de 
calor, a chama e se processa em ambientes ricos em oxigênio. 
Combustão 
lenta 
Ao contrário da combustão ativa, aqui o fogo só produz calor e não 
há a ocorrência de chamas, se dando, geralmente, em ambientes 
pobres em oxigênio. 
Combustão 
Explosiva 
Nesse tipo de combustão, a ação se dá rapidamente e atinge altas 
temperaturas. A transformação de energia nessa combustão se dá 
por meio da dilatação violenta dos gases, que também exercem 
pressão brusca nas paredes do ambiente em que se encontram 
confinados. 
Combustão 
espontânea 
Acontece em determinados materiais, normalmente de origem 
vegetal, que tendem a fermentar após longos períodos que 
permaneceram armazenados ou em condições específicas. Com o 
processo de fermentação, surge o calor que, ao elevar a 
temperatura, gradativamente, faz o combustível alcançar seu ponto 
de ignição. Há também a possibilidade de terminados produtos 
reagirem quimicamente um ao outro quando estocados juntos. 
Combustão 
completa e 
incompleta 
A combustão também pode ser completa ou incompleta diante da 
quantidade de oxigênio. Na completa há total queima de oxigênio, 
enquanto na incompleta ocorre a queima parcial. 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2019. 
 
Além da sua velocidade, a combustão em sua forma produz quatro produtos; 
gases de combustão, a chama, o calor e a fumaça. 
 
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1.4.1 Gases de Combustão 
Os gases de combustão são os gases que permanecem no ambiente, quando 
a temperatura dos produtos de combustão é reduzida ao normal. A toxicidade 
desses gases vai depender da sua composição, da sua concentração e, em relação 
ao individuo exposto, vai depender das condições físicas e do tempo de exposição 
aos gases. 
 
1.4.2 Chama 
A chama é a reação intensa da queima de elementos, visto que a combustão 
ocorre na presença de atmosfera normal, que é rica em oxigênio. Um indivíduo 
exposto diretamente à chama fica suscetível a queimaduras e a perda de danos 
materiais diante do calor que irradiam. 
 
1.4.3 Calor 
O indivíduo exposto a essa forma de energia produzida pelo incêndio corre o 
risco de desidratação, esgotamento físico, problemas respiratórios e queimaduras 
diante da elevação de temperatura. 
 
1.4.4 Fumaça 
A fumaça produzida pelo incêndio varia com o tipo de combustível utilizado 
como elemento. As fumaças decor branca ocorrem na fase inicial, devido à 
presença de umidade nos materiais. As madeiras, por exemplo, provocam fumaças 
de cor marrom, os plásticos de cor cinza, quando esses possuem superfícies 
pintadas, e os hidrocarbonetos produzem fumaça de cor preta durante o processo 
de combustão. 
 
 
 
 
 
 
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CAPÍTULO 2 - PROTEÇÃO E COMBATE CONTRA INCÊNDIOS E EXPLOSÕES 
 
Os incêndios podem ser oriundos de diversas causas, sendo elas causas 
naturais ou artificiais. Quando um incêndio é provocado naturalmente, entende-se 
que foi provocado pelos fenômenos da natureza, e que tal ação independe da 
natureza ou vontade humana. Já um incêndio desencadeado artificialmente, quer 
dizer que foi provado pela ação humana, seja ela acidental, quando o homem não 
teve a intenção de provocá-lo, ou proposital, quando há a intenção de provocá-lo e 
torna-se uma ação criminosa. 
 
2.1 Causas e Fases de Incêndios 
 
Para facilitar a compreensão sobre incêndios, eles foram divididos em três 
fases: a fase inicial, a queima livre e a queima lenta. 
 
2.1.1 Fase Inicial 
A fase inicial do incêndio é a parte onde o calor é consumido em grande parte 
durante o aquecimento dos combustíveis. Com a temperatura do ambiente pouco 
elevada em relação à temperatura normal, o calor também está sendo produzido e 
toma maiores proporções, de acordo com o aumento das chamas. 
Nessa fase, a temperatura ambiente fica em torno de 38ºC, há produção de 
gases inflamáveis, bem como gases como dióxido de carbono, monóxido de carbono 
e vapores d’água, além da ampla oferta de oxigênio presente o ar, com níveis 
superiores a 20%. 
 
2.1.2 Queima Livre 
Nessa fase, diante do oxigênio presente, o ar é levado para dentro do ambiente 
em que ocorre o incêndio pela pressão negativa (convecção). Reciprocamente o ar 
quente é expulso do ambiente ocupando lugares mais altos. 
Na queima livre, os gases aquecidos se espalham tomando o ambiente de 
cima para baixo e a temperatura nos locais mais altos podem ultrapassar 700ºC. 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
Além disso, as elevadas temperaturas nesses lugares podem provocar ignição 
(faíscas) de combustíveis situados nessas áreas. 
 
2.1.3 Queima Lenta 
No processo de queima lenta, as chamas podem se apagar, caso o 
comburente seja insuficiente para manter a combustão. Nessas situações, os níveis 
de oxigênio podem ser inferiores a 9%. 
Nesse processo, o ambiente é ocupado por fumaça densa e, devido ao 
aumento de pressão interna, há saída de gases pelas aberturas existentes de forma 
rápida. Além disso, o calor intenso no local faz com que os combustíveis presentes 
liberem vapores combustíveis. 
 
2.2 Classes de Incêndio 
 
Para facilitar as ações de combate a incêndio, e torná-las mais eficientes e 
seguras, a NFPA (National Fire Protection Association) elaborou uma classificação 
dos incêndios, conforme tipo de material combustível envolvidos no processo. O 
emprego dessas classes visa facilitar o uso do agente extintor adequado para cada 
tipo de elemento combustível. São elas, classes A, B, C e D. 
Os combustíveis empregados na classe A são materiais que possuem fácil 
combustão e propriedade de queimar em sua superfície e profundidade. São os 
sólidos comuns, como a madeira, o papel, os tecidos, a borracha, entre outros. 
Diante de suas dimensões, há sobras de resíduos após a queima desses materiais. 
Sendo assim, o método adequado para a extinção de incêndios com esses tipos de 
materiais é o resfriamento com o uso de água. 
Na classe B, os combustíveis utilizados são líquidos inflamáveis, líquidos 
combustíveis e gases inflamáveis, como óleos, gasolinas, graxas, vernizes, tintas, 
entre outros. Além disso, os materiais envolvidos aqui não queimam em superfície e 
não deixam resíduos após o processo de queima. Diante dessas características, os 
métodos indicados para acabar com o incêndio são o abafamento com espumas e a 
quebra de reação em cadeia. Quando se tratar de gases, o método mais eficiente é 
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parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
o isolamento, onde há retirada ou controle do material combustível, seja por meio da 
retirada de fontes, ou pelo fechamento de registros, por exemplo. 
Na classe C, são classificados materiais elétricos energizados tais como 
transformadores, fios, motores, entre outros. Nesse caso, a utilização de água é 
vedada, visto que pode ocorrer a condução de energia e risco para os envolvidos no 
combate ao fogo. 
 
IMPORTANTE 
Se um material é sólido e não se encontra energizado, o incêndio assume a 
propriedade da classe A. Porém, caso o material possua capacitores ou quaisquer 
outros equipamentos que mantêm energia elétrica, mesmo que não estejam ligados 
a uma fonte de energia, os procedimentos de combate ao incêndio devem assumir 
as orientações da classe C. 
 
A classe D agrupa os combustíveis mais peculiares, visto que a utilização da 
água é impossível como emprego total ou parcial. Nessa classe estão os 
combustíveis metálicos, alcalinos em sua maioria. Grande parte deles queima de 
forma agressiva e produz luz e calor de forma elevada e, assim, os incêndios 
precisam ser contidos por abafamento e quebra de reação em cadeia. 
Nos EUA, Europa, Ásia e na Austrália, os incêndios ainda possuem a classe K, 
conhecida no continente americano, e para o restante conhecido como classe F. 
Esse extintor ainda é pouco utilizado no Brasil e, por ser raro, o preço de acesso se 
torna inviável. Para essa classe, esse tipo de extintor é utilizado em incêndios que 
envolvem óleos vegetais, animais ou gorduras com equipamentos de cozinha, sejam 
residenciais, ou comerciais. É conhecido também por Kitchen, por ser empregado 
em cozinhas e a letra inicial ser a “K”. 
 
Quadro 3 - Simbologia das Classes de Incêndio 
CLASSE A 
 
Identificado pela cor 
verde 
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CLASSE B 
 
Identificado pela cor 
vermelha 
CLASSE C 
 
Identificado pela cor 
azul 
CLASSE D 
 
Identificado pela cor 
amarela 
CLASSE K 
 
Identificado pela cor 
preta 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2019. 
 
2.3 Fenômenos característicos de Incêndio 
 
Os fenômenos característicos de incêndio são fenômenos que caracterizam a 
rápida propagação do incêndio, seja por uma ignição súbita, uma ignição explosiva 
ou por outras formas. A ignição súbita também é conhecida por flasover e a ignição 
explosiva por backdraft. 
Em um espaço confinado, por exemplo, onde há presença de radiação térmica 
total, é gerado nos combustíveis presentes a pirólisis, momento em que os gases 
elevama temperatura e há partículas em suspensão. A presença de uma fonte de 
ignição faz com que ocorra a transição de um incêndio, que se encontra em 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
progressão para um incêndio generalizado, de proporção maior. O fator que permite 
essa mudança de estado dos incêndios é denominado flashover. 
Já o fenômeno backdraft, se dá por uma explosão diante de entrada 
inesperada de ar, em um ambiente pouco ventilado, com alta concentração de gases 
aquecidos. 
Algumas diferenças foram colocadas no quadro a seguir, para facilitar a 
compreensão desses fenômenos. 
 
Quadro 4 - Características Flashover e Backdraft 
FLASHOVER BACKDRAFT 
Inflamação generalizada do ambiente Explosão súbita de fumaça 
Frequente Não ocorre com frequência 
Não explosivo Explosivo 
Efeito iniciador: concentração de 
combustível 
Efeito iniciador: concentração de 
comburente 
Calor crescente com ventilação 
constante 
Muito calor e ventilação limitada, com 
nova ventilação em sequência 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2019. 
 
SAIBA MAIS 
Room Flashover Videos 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=QqMVm72FMRk>. 
 
Veja o fenômeno backdraft em câmera lenta 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=THRDLkDZV5Y>. 
 
Backdraft training 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Et_Y_kZXoQQ>. 
 
2.4 Métodos de Extinção de Incêndio 
 
Conforme visto no tópico sobre o fogo, a extinção de um incêndio se dá pela 
eliminação de um ou mais de seus elementos, que compõem o tetraedro de fogo. 
https://www.youtube.com/watch?v=QqMVm72FMRk
https://www.youtube.com/watch?v=THRDLkDZV5Y
https://www.youtube.com/watch?v=Et_Y_kZXoQQ
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
Dessa forma, se um de seus lados for extinto, a chama não terá o que é necessário 
para permanecer acessa. Nessa perspectiva, há alguns métodos utilizados para 
extinção dos incêndios. 
 
2.4.1 Abafamento 
A técnica de abafamento consiste em eliminar o comburente do fogo, em sua 
maioria o oxigênio, de forma com que a chama permaneça fraca, até se apagar por 
completo. Alguns agentes extintores, que serão vistos nó tópico principal a seguir, 
podem ser utilizados para a realização dessa técnica, como terra, areia, cobertores, 
vapor d’água, espumas, entre outros. 
 
2.4.2 Isolamento 
O isolamento consiste na retirada do material combustível do processo que 
ainda não foi queimado, ou separá-lo do combustível que ainda está em processo de 
queima. Assim, a chama se apagará sem a combustão, pois, não terá combustível 
para ser consumido. 
 
2.4.3 Resfriamento 
O resfriamento se dá pela retirada de calor do material, ou seja, redução de 
temperatura do combustível, resfriando-o para que o material atinja medidas abaixo 
de seu ponto de fulgor. 
 
2.5 Agentes Extintores de Incêndio 
 
2.5.1 Água 
A água é o agente extintor mais conhecido e utilizado na extinção de incêndios, 
devido a sua abundância na natureza. É indicada principalmente para conter 
incêndios de classe A e age por resfriamento, visto que possui alta propriedade de 
absorção de calor, e por abafamento, quando aplicada em forma de neblina ou jato 
contínuo, por exemplo. Possui baixo custo, facilidade de obtenção e transporte, e 
algumas características particulares, como alta capacidade de absorção de calor, 
alto grau de expansão, elevada tensão superficial, condutibilidade elétrica, baixa 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
viscosidade e capacidade de reagir com outros componentes, por esse motivo, em 
algumas situações podem ser desconsiderado seu uso. 
 
2.5.2 Espuma 
A espuma possui ação por abafamento, e por conter água em sua formação, 
possui uma ação secundária de resfriamento. É constituída de bolhas de ar ou gás 
CO2, envolvidas por películas de água. 
A espuma pode ter formação química ou mecânica. A Espuma Química é 
resultado da combinação da reação entre soluções aquosas de sulfato de alumínio e 
bicarbonato de sódio. Já a Espuma Mecânica é composta por uma mistura de água 
com pequenas porcentagens de concentrado gerador de espuma e entrada de ar 
forçada (entre 1% e 6%). Dessa maneira, é produzido um volume alto da solução, 
formando a espuma. 
Uma característica da espuma é sua expansividade. Além disso, por conter a 
presença de água e, consequentemente, conduzir eletricidade, o uso de espumas 
não é indicado para incêndios com focos em equipamentos energizados. Assim, seu 
uso é indicado para focos em líquidos e sólidos combustíveis, apesar de ter um 
custo elevado para aplicação em componentes sólidos. 
A NFPA classifica as espumas de combate a incêndio em três tipos, conforme 
sua capacidade de expansão: 
Espuma Baixa: possui taxa de expansão até 20:1. Essa espuma é eficiente no 
controle e extinção de incêndios provocados por líquidos inflamáveis da classe B. 
Ela também pode ser empregada em incêndios de classe A, que requer o 
resfriamento e bom poder de penetração. 
Espuma Média: Taxa de expansão entre 20:1 a 200:1. A espuma média pode 
ser utilizada no abafamento de vapores de produtos químicos perigosos. 
Espuma Alta: Taxa de expansão acima de 200:1. Espumas com alta taxa de 
expansão são empregadas em incêndios ocorridos em espaços confinados. Sua 
aplicação geralmente é feita por geradores especiais, pois, utilizam espuma 
sintética. 
 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
2.5.3 Pós Químicos 
Os Pós Químicos são eficientes no combate de incêndios que envolvam 
líquidos inflamáveis. Seu funcionamento se dá pelas partículas do produto químico 
divididas, que interceptam os radicais livres e quebram o processo de oxidação da 
reação em cadeia da combustão da chama. Sem capacidade para resfriar, não 
isenta o combustível contra a “re-ignição” caso esse seja exposto a alguma outra 
fonte de ignição. 
Os principais tipos de Pós Químicos utilizados são o bicarbonato de sódio 
(NaHCO3), o bicarbonato de potássio (KHCO3) e o fosfato de monoamônio 
(NH4H2PO4). Com o uso desse tipo de material, as chamas podem se extinguir por 
abafamento, resfriamento, quebra de reação em cadeia e por proteção contra a 
irradiação do calor. 
 
2.5.4 Gás carbônico (CO2) 
Esse tipo de material extintor é o mais recomendado para incêndios classe C, 
pois, além de não conduzir eletricidade, o gás carbônico possui pressão própria para 
descarregar o extintor. Sua propriedade de gás permite penetrar e espelhar com 
facilidade na área incendiada e não deixa resíduos em sua ação combatente. 
Sua ação é por abafamento e pode ter efeito de resfriamento dependendo da 
condição como é aplicado. É importante estar atentoao utilizar o CO2, já que é um 
gás asfixiante simples. Uma concentração desse gás de 20% por exemplo, pode 
causar a morte de um indivíduo entre 20 e 30 minutos. 
 
2.5.5 Extintores de Incêndio 
Para a história sobre como surgiu os extintores, há relatos de que o médico 
alemão M. Fuches inventou, no ano de 1734, algumas bolas de vidro cheias de 
solução salina para serem atiradas no fogo. 
O extintor com modelo mais moderno e automático foi criado por um militar 
inglês, o Capitão George William Manby. O capitão esteve presente em um incêndio 
no ano de 1813, que começou no quinto andar de uma edificação, onde as 
mangueiras utilizadas normalmente para conter incêndios não alcançavam por 
causa da altura do edifício, que era superior ao comprimento das mangueiras. Com 
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parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
isso, não pôde ser feito para conter o incêndio e evitar que o fogo se espalhasse, 
tomando conta do quarteirão. 
Diante de tal fato, o capitão George fez uma declaração certeira de que a 
aplicação de água em uma situação momentânea crítica, mesmo que em pequena 
quantidade, surtiria algum efeito. Entretanto, caso uma quantidade maior de água 
fosse utilizada num momento posterior do incêndio, a aplicação da água não teria 
efeito para conter o fogo, pois, as chamas se alastrariam significativamente com alta 
velocidade e causariam destruição certeira. 
Seguindo sua linha de pensamento, em 1816, ele criou um equipamento 
cilíndrico feito de cobre, com altura de 60 centímetros e capacidade para suportar 15 
litros. O objeto era envasado com até três/quartos de um líquido que ele descrevia 
como um líquido antichamas, sendo uma solução de potassa cáustica. O um/quarto 
recente era preenchido com ar comprimido. 
Os extintores são aparelhos elaborados com o intuito de conter as chamas em 
sua fase imediata, ou seja, na sua fase inicial. Assim, são feitos para serem 
utilizados rapidamente e, dessa forma, sua eficácia é garantida se for permitido fácil 
acesso a esses aparelhos, um bom trabalho de manutenção e ao conhecimento do 
operador, em relação às técnicas de extinção de incêndio e da operação dos 
aparelhos extintores propriamente ditos. 
Os extintores recebem o nome do agente extintor, que preenchem seu interior. 
Podem ser divididos em portáteis, quando são manuais e operados por uma única 
pessoa, ou podem ser sobre rodas, quando exige um ou mais indivíduos para operá-
lo. Os extintores que funcionam por reação química são chamados de extintores 
químicos, e os demais extintores são denominados pressurizados, sendo de pressão 
interna ou de pressão injetada. 
Os extintores de pressão interna já possuem o gás dentro do recipiente 
misturado com o agente extintor. Outra maneira de se encontrar esse tipo é quando 
o próprio agente extintor se encontra comprimido. 
Os extintores de incêndio são equipamentos utilizados para combater 
pequenos incêndios ou princípios de incêndio, visto que possuem pequenas 
quantidades de agentes dentro de seus compartimentos. São caracterizados e 
vantajosos pela sua eficácia, pela portabilidade e pela fácil mobilidade. Podem ser 
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parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
classificados como portáteis, feitos para serem transportados com peso inferior a 
20kg e podem vir sobre rodas, com pesos maiores e maior quantidade de agente 
extintor. 
Os extintores também são regidos por algumas regras quanto a sua utilização, 
sua capacidade extintora, seu manuseio e modo de aplicação. Sua capacidade 
extintora se relaciona com a quantidade, tipo e eficácia do agente extintor e mede o 
quão eficiente tal agente será diante do princípio de incêndio. 
Para garantir a segurança de quem estiver manuseando o equipamento, deve-
se manter uma distância segura do foco de incêndio, observar a direção do vento, 
escolher o extintor, de acordo com a classe de incêndio e observar que o extintor é 
usado sempre para princípios de incêndios, e não para eventos maiores. 
Os extintores também devem ser inspecionados de forma periódica, por 
profissional habilitado, para verificar se este se encontra em condições adequadas 
de operação como localização devida, acesso ao equipamento, identificação, lacre, 
peso, integridade física, selo conforme norma técnica (NBR 12962 - Extintores de 
Incêndio - Inspeção e Manutenção) entre outros requisitos. Conforme o resultado da 
inspeção, pode haver a necessidade de reparos ou substituições nas peças, para 
garantir a funcionalidade do extintor. Podem ser realizadas recargas totais ou 
parciais do agente extintor contido no aparelho e deve ser realizado, a cada cinco 
anos, o teste hidrostático nas peças do extintor que estiverem sujeitas à pressão. 
O quadro a seguir descreve os extintores mais recomendados, de acordo com 
as classes de incêndio. 
 
Quadro 5 - Aplicação de Extintores de Acordo com o Incêndio 
Tipos 
comuns de 
extintores 
CLASSES DE INCÊNDIO 
A B C D 
Água Adequado Proibido Proibido 
O agente contido 
no extintor deve 
ser compatível 
com metais. 
Espuma Adequado Adequado Proibido 
CO2 Não Recomendado Adequado Adequado 
Pó 
Químico 
Não Recomendado Adequado Adequado 
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BC 
Pó 
Químico 
ABC 
Adequado Adequado Adequado 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2019. 
 
Figura 22 - Alguns Componentes do Extintor 
 
Fonte: Extinfran, 2018. 
 
Os extintores devem vir dotados de sistema de segurança, sendo o lacre, que 
comprova que o extintor ainda não foi utilizado e o pino de segurança, que trava o 
extintor e impede que esse seja usado acidentalmente. 
 
2.6 Materiais e Equipamentos 
 
Para a realização do combate a incêndio com eficiência, o uso de alguns 
materiais e equipamentos complementares é necessário para auxiliar nas operações 
que serão realizadas. Materiais como mangueiras, mangotes, esguichos para a 
aplicação de água, ferramentas como chaves e peças para transportes além de 
acessórios hidráulicos e escadas são fundamentais para o controle total do incêndio. 
As mangueiras são os equipamentos utilizados na condução da água sob 
pressão. São tubos enroláveis para melhor manuseio, de nylon e possuem 
revestimento interno de borracha. Possuem comprimento entre 15m e 30m. Os 
esguichos são os equipamentos metálicos que possuem uma extremidade para a 
entrada, junta storz e comando para as operações de fechamento, jato de chuveiro e 
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jato compacto. As chaves de mangueira são hastes de ferro utilizadas na conexão 
de mangueiras que possuem juntas storz. 
Há equipamentos de proteção, que agem de formas passiva ou ativa,mediante 
os incêndios. As medidas de proteção passivas são incorporadas no sistema 
construtivo da edificação. Assim, sua funcionalidade está durante o uso habitual do 
edifício e que reage de forma passiva ao desenvolvimento do incêndio, sem 
condições que proporcionem o crescimento das chamas. Garantem resistência ao 
fogo, atuam no escape dos usuários mediante situação de incêndio, e ajudam no 
ingresso da edificação para ações de combate e resgate, como por exemplo 
dampers corta foro e portas corta fogo. 
Já a proteção ativa, é o tipo de proteção que precisa ser acionada 
manualmente ou de forma automática em resposta aos eventos provocados pelo 
fogo, como por exemplo, os extintores portáteis. 
Visando a segurança, a agilidade e a orientação diante de um incêndio, são 
utilizados alarmes e iluminação de emergência e sinalização para rotas de fuga. 
Os alarmes de emergência são ativados em uma central, que permite que 
todos os alarmes de abandono de uma determinada área sejam ativados 
simultaneamente. 
 
Figura 23 - Alarme de Incêndio 
 
Fonte: Airduto - Engenharia e Execução, 2019. 
 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
O sistema de iluminação de emergência é instalado em todas as áreas de 
acessos, circulações, escadas e áreas de escape, para permitir que qualquer 
evacuação necessária seja realizada com segurança. A iluminação deve ser forte o 
bastante para garantir que local seja esvaziado, principalmente mediante a fumaça 
produzida pelo incêndio. Esse tipo de sistema possui autonomia por 2 horas e 
sinaliza todas as rotas de fuga, que podem ser utilizadas no momento de abando do 
local em chamas. 
 
Figura 24 - Iluminação de Emergência 
 
Fonte: Fireneze, 2019. 
 
Figura 25- Iluminação de Emergência 
 
Fonte: Expolux, 2019. 
 
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parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
As sinalizações de rotas de fuga são dotas de placas fotoluminescentes e 
localizadas em pontos estratégicos da edificação, de modo a permitir a saída mais 
rápida e segura do local. As placas devem ser elaboradas para que qualquer pessoa 
seja capaz de identificar a saída do prédio. 
 
Figura 26 - Sinalização de Rota de Fuga 
 
Fonte: Projeb Extintores, 2019. 
 
2.7 Equipamentos de Proteção Individual - EPI 
 
Diante do ambiente ao qual o profissional do corpo de bombeiros está 
submetido, é fundamental que seja utilizado os EPIs - Equipamentos de Proteção 
Individual, para garantir sua proteção e seu desempenho profissional. 
É necessário que os EPIs garantam a proteção da cabeça, dos olhos, proteção 
auditiva e respiratória, do tronco e de todos os membros do corpo. Por isso devem 
ser usados capacetes, balaclavas (uma espécie de capuz que protege o rosto e 
pescoço do calor), óculos, vestimentas que ofereçam proteção ao calor, luvas e 
botas específicas para combate a incêndios, máscara facial, dentre outros. 
 
2.8 Explosivos 
 
De acordo com a NR 19, explosivos são materiais ou substâncias que, quando 
iniciados, sofrem decomposição muito rápida em produtos mais estáveis, com 
grande liberação de calor e desenvolvimento súbito de pressão. 
Embora tenham ações destruidoras e serem conhecidos pela destruição que 
causam à vidas humanas e ao meio ambiente, os explosivos possibilitaram a 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
execução de grandes obras ao redor do mundo inteiro, que a priori, seriam 
impossíveis de serem concretizadas sem a utilização destes elementos. 
 
2.8.1 Definições 
Algumas definições são importantes para a caracterização dos explosivos. São 
elas: 
Explosão: ato violento e expansivo que resulta de uma grande pressão, 
originados pela ação de um explosivo por meio de detonação, deflagração ou outro 
meio que libere pressão. 
Detonação: evento em que uma onda de choque com alta energia sustentada 
passa pelo corpo de um explosivo, provocando sua transformação em produtos mais 
estáveis, com a liberação de alta quantidade de calor. É característico de autos 
explosivos. 
Deflagração: é a autocombustão de um corpo, independente de seu estado 
físico, e que contém em sua composição os reagentes, combustível e comburente, 
misturados em proporção correta. Ocorre na superfície, por causa da transferência 
de calor presente na zona de chama em contato com a zona gasosa, também 
presente na superfície. É característico dos baixos explosivos. 
 
2.8.2 Classificações 
Os explosivos são classificados em três formas: pelo ponto de vista químico, 
pela sua aplicação na prática e quanto à sua combustão, descritos à seguir. 
 
2.8.2.1 Ponto de vista químico 
De acordo com esse ponto de vista, os explosivos podem ser compostos por 
substâncias simples (presença de apensas uma substância explosiva) ou por 
substâncias mistas (compostas por substâncias que, quando isoladas, não são 
explosivas). Essa classificação leva em conta a teoria dos explosóforos, em que as 
propriedades explosivas das substâncias dependem da presença do grupamento 
estrutural explosóforo. Esses explosóforos são caracterizados pelo baixo calor na 
formação de suas ligações químicas, assim, eles estão expostos a se decompor 
com apenas um pequeno impulso. 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
2.8.2.2 Aplicação na prática 
Nessa classificação, os explosivos ainda são classificados como altos (nessa 
categoria ainda são subdivididos em altos explosivos primários e secundários) ou 
baixos explosivos. 
Altos explosivos primários ou iniciadores: São explosivos cuja finalidade é 
transformar outros explosivos. O impulso inicial exigido nesse tipo de explosivo é a 
chama ou um choque, transformando, em sequência, em uma detonação. Possuem 
características de sensibilidade, visto que podem explodir pela ação do fogo ou pelo 
impacto de um golpe e de manuseio perigoso. Além disso, apresentam velocidade 
de detonação menor do que os explosivos que se iniciam, são menos estáveis em 
relação aos explosivos não iniciadores e em sua maioria são inorgânicos. Para 
iniciar uma explosão, são necessárias pequenas quantidades em relação a 
explosivos menos sensíveis e, normalmente, são utilizados em espoletas, 
detonadores e espoletas de percussão. 
Altos explosivos secundários: Esses explosivos são utilizados em trabalhos de 
destruição, pela ação dos gases produzidos em seu processo de transformação. 
Para iniciação completa, precisam da detonação de outro explosivo detonado por 
chama ou choque. Possuem características de insensibilidade ao choque mecânico 
e à chama, entretanto, se explodem com muita violência ao serem ativados por um 
choque explosivo. 
Baixos explosivos ou propelentes: A finalidade destesexplosivos é a produção 
de um efeito balístico. São exigidos pelo impulso inicial de uma chama e possuem 
transformação de deflagração, com velocidade de transformação regular e sua 
decomposição é dada pela queima ou a deflagração. Sua ação é considerada 
menos destrutiva e libera altos volumes de gás de combustão, de forma definida e 
controlável. 
 
2.8.2.3 Quanto à combustão 
Quanto à combustão, os explosivos se classificam em completo e incompleto. 
Explosivos de combustão completa: Nesse tipo de combustão, há queima 
até o CO2 e H2O, tendo em alguns casos a queima do O2. 
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Explosivos de combustão incompleta: Nessa classificação, acontece a 
queima de forma incompleta, gerando o CO como subproduto. 
 
IMPORTANTE 
- O ≥ 2C + H/2 → O explosivo é combustão completa 
- O < - 2C + H/2 → O explosivo é de combustão incompleta 
 
Para fixar, veja o exemplo a seguir: 
A nitroglicerina (fórmula elementar C3H5O9N3) é um explosivo de combustão 
completa? 
C=3, O=9, H=5 
De açodo com a fórmula para saber se a combustão é completa, a soma “2C + 
H/2” deve ser menor ou igual à quantidade de O. Vejamos: 
2C + H/2 = 2(3) + 5/2 = 8,5 
A quantidade de O é igual a 9. 
Como 9>8,5 podemos afirmar que a nitroglicerina é um explosivo de 
combustão completa. 
 
2.8.3 Propriedade dos explosivos 
Os explosivos apresentam inúmeras propriedades que os tornam particulares. 
Por isso, é importante observar suas características, para escolher o melhor produto 
a ser utilizado, de acordo com a finalidade do trabalho. 
Dente as propriedades que mais se destacam estão se enquadram a brisância, 
a estabilidade, a sensibilidade, compatibilidade com outros materiais, a potência 
explosiva, o processo de combustão, especialmente a quantidade de calor liberado, 
a temperatura e a velocidade de detonação desses explosivos. Leva-se em 
consideração também o custo de fabricação e emprego de tais produtos e o grau de 
toxicidade das substâncias liberadas no processo. A sensibilidade, por exemplo, é 
determinada pela altura ao qual deve cair um peso sobre o explosivo para provocar 
sua detonação. Quanto maior a sensibilidade, menor a quantia de energia que será 
preciso para fazer com que o produto exploda, ou seja, romper a resistência à 
detonação. Já a velocidade de detonação é medida pela velocidade necessária para 
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parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
decompor o explosivo. É importante para otimizar o desempenho do explosivo e 
definir o modo como vai ocorrer a liberação de energia. 
Há muitos tipos de explosivos no mercado, como explosivos plásticos, 
pólvoras, petardo, anfo, entre outros. Seu uso, por exemplo, pode ser militares ou 
industriais, mas seja qual for a finalidade, é importante estar atento sobre o material 
que está sendo usado, ser ministrado por profissionais, e atender as legislações 
específicas para atividades com esses materiais. 
 
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CAPÍTULO 3 - LEGISLAÇÃO E NORMAS RELATIVAS À PROTEÇÃO CONTRA 
INCÊNDIOS, TÉCNICAS DE SALVAMENTO E BRIGADAS DE INCÊNDIO 
 
A proteção e o combate contra incêndio são compostos por equipamentos e 
sistemas que precisam ser acionados, manual ou automaticamente, para 
funcionarem em situação de incêndio, detectando com rapidez os focos de incêndio, 
para eliminá-los e garantir a vida e a segurança de todos os envolvidos. Para que 
tais ações sejam concluídas com eficácia, as normas técnicas e legislações são 
elaboradas, para orientar os profissionais técnicos habilitados e permitir 
conhecimento e entendimento sobre a proteção, o combate e a segurança contra 
incêndio, sejam nas edificações, indústrias, meio ambiente ou qualquer outra área 
de risco. 
 
3.1 Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT 
 
A ABNT é o órgão de utilidade pública, responsável pelas normatizações 
técnicas do país em todos os setores, com o objetivo de garantir que os produtos 
originados da produção sejam desenvolvidos com tecnologia e segurança. 
Dessa forma, a seguir se destacam como os principais sistemas de proteção 
contra incêndios, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT): 
 NBR 5419:2015 - Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas 
(Pára Raios.); 
 NBR 5667:2006 - Sistema de Hidrantes; 
 NBR 9077:2002 - Saídas de Emergência em Edifícios; 
 NBR 10897:2014 (Versão Corrigida:2014) - Sistemas de proteção Contra 
Incêndio por Chuveiros Automáticos - Requisitos; 
 NBR 10898:2013 - Sistema de Iluminação De Emergência; 
 NBR 11742:2018 - Porta Corta-Fogo Para Saída de Emergência; 
 NBR 11861:1998 - Mangueira de Incêndio - Requisitos e Métodos de 
Ensaio; 
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parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
 NBR 12615:2020 - Sistema de combate a incêndio por espuma – Espuma 
de baixa expansão; 
 NBR 12962:2016 - Extintores de Incêndio - Inspeção e Manutenção; 
 NBR 12693:2013 - Sistemas de Proteção Por Extintores de Incêndio; 
 NBR 12779:2009 - Mangueira de Incêndio - Inspeção, Manutenção e 
Cuidados; 
 NBR 13434:2004 - Sinalização de Segurança Contra Incêndio e Pânico; 
 NBR 13714:2000 - Sistemas de Hidrantes e de Mangotinhos Para 
Combate A Incêndio; 
 NBR 14276:2020 - Brigada de Incêndio; 
 NBR 15219:2020 - Plano de emergência — Requisitos e procedimentos 
 NBR 15808:2017 - Extintores de Incêndio Portáteis; 
 NBR 17420:2010 - Sistema de Detecção e Alarme Automáticos de 
Incêndio - Projeto, Instalação, Comissionamento e Manutenção de 
Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio – Requisitos. 
 
Observação 
Até a elaboração final deste material, as normas NBR 9077:2002, NBR 12693:2013, 
e NBR 15808:2017 estavam em processo de revisão. Fiquem atentos quanto às 
atualizações! 
 
3.2 Legislações e Decretos 
 
Em 2017, foi aprovada a Lei 13.425/2017 que estabelece as regras gerais 
sobre prevenção e combate a incêndios em estabelecimentos, edificações e áreas 
de concentração de pessoas. A lei ficou conhecida como Lei Kiss Federal, uma 
menção à boate Kiss, que foi alvo de um incêndio na cidade de Santa Maria, em RS, 
no ano de 2013, matando 242 jovens. 
Além do exemplo da lei federal acima citada, cada estado possui sua legislação 
referente à segurança, à proteção e ao combate ao incêndio, no que tange a 
legislações, decretos, portarias cobranças de taxas de acordo com o tipo de serviço, 
além das Instruções Técnicas - ITs e pareceres. O estado de Minas Gerais, por 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
exemplo, possui 41 ITs, enquanto o estado de São Paulo tem 44 Instruções 
Técnicas publicadas. Ambos são publicados pelo Serviço de Segurança Contra 
incêndio e pânico no site do Corpo de Bombeiros do estado em questão. 
 
IMPORTANTE 
As normas estaduais e municipais devem ser analisadas no que se refere à 
prevenção e combate a incêndios. Elas podem ser mais restritivas do que as normas 
nacionais, mas nunca podem ser menos restritivas. 
 
SAIBA MAIS 
Legislações referentes ao estado de Minas Gerais 
http://www.bombeiros.mg.gov.br/legislacao.html 
 
3.3 Normas Regulamentadoras - NRs 
 
Outro documento normativo importante é o que contém as Normas 
Regulamentadoras. Ao todo, são 37 NRs que visam a segurança dos trabalhadores 
(sendo duas revogadas até a elaboração desse material), nos mais diversos setores 
produtivos do país. As NRs que lidam com serviços relacionados a incêndios e 
explosivos são as NRs 19, 20 e 23. 
 NR 19 - Explosivos 
 NR 20 - Segurança e Saúde com Inflamáveis e Combustíveis 
 NR 23 - Proteção Contra Incêndios 
 
A NR 19 chama atenção para a maneira de armazenar os explosivos, bem 
como seu manuseio e transportes adequados, para manter a segurança e 
integridade dos trabalhadores. Além disso, trata não só de explosivos para fins de 
detonação, mas também para comércio de fogos de artifício e outros artefatos 
acessíveis com facilidade. 
A NR 20 lida com os fatores de risco de acidentes provenientes das atividades 
de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de 
inflamáveis e líquidos combustíveis, conforme descrito na própria norma. 
http://www.bombeiros.mg.gov.br/legislacao.html
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parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
A NR 23 responsabiliza os empregadores pela adoção de medidas de 
prevenção de incêndios, bem como informações sobre utilização dos equipamentos, 
procedimentos para evacuação dos locais de trabalho de forma segura e sobre os 
dispositivos de alarme existente. Além disso, há outras definições sobre alguns 
conceitos básicos sobre o fogo, treinamentos e brigadistas. 
As NRs são disponibilizadas no site da Escola Nacional da Inspeção do 
Trabalho - ENIT pela Secretaria de Inspeção do Trabalho, no campo “Saúde e 
Segurança do Trabalho”. É importante acessar pelo site oficial do Governo Federal, 
pois, as NRs estão em constante atualização e são publicadas sempre em suas 
versões mais recentes. 
 
3.4 Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros - AVCB 
 
De acordo com a Lei Estadual nº 14.130/2001 e Decreto Estadual nº 
46.595/2014, no estado de Minas Gerais, as edificações destinadas ao uso coletivo 
devem ser regularizadas junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais - 
CBMMG. Esse processo de regularização tem o objetivo de garantir a segurança 
mínima contra incêndio e pânico nas edificações. 
Para atestar a segurança da edificação, foi criado pelo CBM-MG (Corpo de 
Bombeiros Militar de Minas Gerais) o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros - 
AVCB. Esse documento é emitido após a verificação das medidas de segurança 
instaladas em acordo com o Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico - 
PSCIP. O AVCB possui validade de 05 anos, excetuado pelas edificações que 
fazem recepção de público, cuja validade é de 03 anos. 
É importante lembrar que cada estado do país possui sua forma de 
regularização e certificação de que as edificações se encontram em segurança para 
ocupação. 
 
 
 
 
 
 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
Figura 27- Exemplo de modelo de AVCB estado de SP 
 
Fonte: Soluções Industriais, 2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
Figura 28 - Exemplo de modelo de AVCB estado de MG 
 
Fonte: Vellamo, 2019. 
 
3.5 Técnicas de Salvamento e Brigadas de Incêndio 
 
Além de controlar o incêndio de determinado local, um dos principais trabalhos 
dos profissionais que lidam com fogo é salvar as vítimas que se encontram em 
situações perigosas, sendo muitas vezes, a ação prioritária em casos mais 
complicados. 
Alguns procedimentos de emergência podem ser aplicados nas vítimas de 
incêndio, para manter os sinais vitais e evitar complicações mais graves. Esses 
procedimentos são os denominados primeiros socorros, que consistem em fazer um 
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atendimento imediato à vítima de incêndio, nesse caso, ou que seja vítima de outros 
tipos de acidentes, bem como em qualquer indivíduo que esteja com um mal súbito. 
De acordo com o Código Penal Brasileiro, qualquer pessoa, ainda que leiga na 
área da saúde, estará sujeita a complicações penais, caso deixe de prestar ajuda a 
algum necessitado ou acidentado, seja com procedimentos de primeiros socorros ou 
ao chamar algum outro tipo e ajuda para a vítima. 
 
3.6 Primeiros Socorros 
 
A finalidade dos primeiros socorros prestados às vítimas de incêndio é 
preservar a vida, reduzir a situação grave das lesões e, depois de feitos os primeiros 
socorros, encaminhar os indivíduos ao socorro completo adequado. 
Ao deparar-se com a situação, é necessário agir com calma e cautela, 
transmitir confiança e tranquilidade às vítimas em desespero, agir rapidamente 
dentro dos limites conhecidos sobre primeiros socorros. É preciso saber identificar 
como a vítima se encontra, para saber aplicar os procedimentos adequados, analisar 
o local, para verificar se o ambiente está seguro para a realização do atendimento, 
utilizar os equipamentos adequados de segurança e fazer a sinalização da área. 
Há inúmeros procedimentos de primeiros socorros, que são executados 
conforme a situação e os sintomas apresentados pela vítima. 
 
3.6.1 Vias Aéreas 
Quando os primeiros socorros devem ser feitos pelas vias aéreas, é necessário 
fazer contato com a vítima, em seguida imobilizar a coluna cervical e posicionar as 
costas da vítima em uma superfície dura. Na sequência, efetuam-se manobras de 
elevação do queixo ou da mandíbula e deve-se visualizar a cavidade oral para 
retirada de corpos estranhos, se for o caso. 
 
3.6.2 Respiração e ventilação 
É necessário expor o tórax do paciente para ver, ouvir e sentir algum 
movimento respiratório e, após a análise, realiza-se a respiração boca a boca. Para 
verificar a respiração, o socorrista deve sentir o ar que é expirado pela vítima e 
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observar os movimentos respiratórios do tórax. Em caso de parada respiratória, 
recomenda-se posicionar a cabeça da vítima e iniciar a respiração boca a boca. 
 
3.6.3 Vias circulatórias: hemorragias 
Nessa situação, é indicado verificar a existência de pulso, e caso haja ausência 
de pulso, deve dar início ao procedimento de massagem cardíaca. Caso haja pulso, 
é feito o controle dos sangramentos e o aquecimento do paciente. É importante 
lembrar que a cabeça da vítima deve se manter alinhada em todo o tempo. 
 
3.6.4 Reanimação cardiopulmonar - RCP 
A recomendação sobre a reanimação cardiopulmonar – RCP é que as 
compressões torácicas sejam executadas continuadamente, para manter o fluxo 
contínuo de sangue para o coração, cérebro e outros órgãos vitais. 
 
3.6.5 Estado de Choque 
Uma situação de choque é identificada quando há falha no recebimento de 
sangue pelo sistema circulatório. Os principais sintomas de uma vítima que se 
encontra nesse estado é a frequência do pulso, que se dá de forma rápida, 
respirações curtas, rápidas e irregulares, apresenta a pele fria, úmida, pálida e 
extremidades arroxeadas e nível de consciência agitado ou lento. 
Causas como hemorragias e/ou fraturas graves, dores intensas, queimaduras 
graves, exposições prolongadas a frio ou calor extremos, acidente por choque 
elétrico, ferimentos extensos ou graves e infecções graves são comuns nesse tipo 
de ocorrência. Para socorrer a vítima nesses casos é indicado deitar a vítima de 
costas, sempre com a cabeça alinhada e cervical imobilizada, elevando os membros 
inferiores, caso não haja fraturas. Se houver a presença de hemorragia, deve-se 
comprimir o local. Após, cubra a vítima e providencie transporte para remoção 
imediata para atendimento hospitalar adequado. 
 
3.6.6 Hemorragia 
A hemorragia se dá pela perda constante de sangue, ocasionada pelo 
rompimento dos vasos sanguíneos, podendo ser externa ou interna. A hemorragia 
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externa é visível, portanto, é mais fácil de identificar. Caso seja prestado algum 
atendimento, a vítima pode chegar ao estado de choque. Para atendimentos em 
casos de hemorragia externa é necessário fazer a proteção com o uso de luvas. 
Identifica-se o local da hemorragia, e se atentar para não realizar atendimento no 
local errado. Colocar um pano limpo no local do ferimento e uma atadura em volta, 
pronta ou improvisada com objetos que não causem dificuldade circulatória, como 
fios, barbantes, entre outros. Em sequência deve feito o curativo compressivo, sem 
prejudicar a circulação do membro em questão. Se a hemorragia for em um braço ou 
uma perna, deve-se elevar o membro, excetuado em casos onde há fraturas. 
Faça pressão na área com os dedos para auxiliar a estancar a hemorragia. 
Caso o sangue continue saindo, mesmo após a realização dos procedimentos 
anteriores, não retire os panos já posicionados. Coloque outro pano limpo por cima 
para não causar interferências no processo de coagulação. 
O uso de torniquete pode levar à amputação cirúrgica de membro, caso não 
seja afrouxado corretamente e no tempo certo, portando, evite o uso desses objetos, 
ou tenha certeza de usá-los corretamente. 
 
3.6.7 Queimaduras 
Diversas são as causas das queimaduras, mas as mais comuns em relação ao 
combate a incêndio são as chamas (térmicas), vapores quentes, líquidos ferventes, 
sólidos superaquecidos, substâncias químicas, radiações, frio ou calor excessivo e 
eletricidade. 
Queimaduras Térmicas: São causadas pelo calor, por meio de líquidos, sólidos, 
gases quentes e do calor de chamas. Para os cuidados com esse tipo de 
queimadura deve-se utilizar água corrente no local atingido e nunca estourar as 
bolhas que poderão ser formadas na área afetada. 
Queimaduras Elétricas: São causadas pelo contato com a eletricidade de alta e 
baixa tensão à medida que a corrente elétrica atravessa o corpo. A prioridade de 
atendimento nesse tipo de emergência está em saber se a vítima ainda permanece 
em contato com a fonte elétrica que originou a queimadura. O individuo pode 
precisar de reanimação cardiopulmonar, devido ao risco de paradas cardíacas, por 
isso, ele deve ser encaminhados ao hospital o mais rápido possível. 
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Queimaduras Químicas: As queimaduras químicas são provocadas pelo 
contato de substâncias corrosivas, líquidas ou sólidas com a pele. A reação do 
produto químico com a pele continua até que seja totalmente removido. Deve-se 
retirar a roupa com substância e fazer a lavagem no local imediatamente. Nesse 
caso, é extremamente importante a identificação do produto que causou a 
queimadura. 
Queimadura por Radiação: É causada pela exposição à luz solar ou a fontes 
nucleares. É indicada a aplicação de água corrente ou toalhas molhadas no local e 
ingerir muito líquido devido ao risco de desidratação. 
 
A gravidade das queimaduras depende da causa, da profundidade, do 
percentual e do local afetado e do comprometimento das vias aéreas. Elas podem 
ser classificadas, de acordo com a profundidade, em 1º, 2º ou 3º graus. 
Queimaduras de 1º apresentam vermelhidão, dor, edemas; de 2º, bolhas e dores 
intensas e queimaduras; e de 3º apresentam pele esbranquiçada, necrose e indolor. 
Nesses casos, a área afetada não deve ser tocada, não tentar retirar os 
pedaços de roupa grudados na pele. Caso seja necessário, fazer um recorte em 
volta da roupa que está sobre a região afetada. Nunca usar manteigas, pomadas, 
creme dental ou qualquer outro produto doméstico sobre a queimadura. Não utilizar 
algodão para cobrir a queimadura e não fazer o uso de ou água gelada para resfriar 
a região. 
 
3.7 Plano de emergência 
 
A elaboração de um plano de emergência necessita de uma metodologia que 
necessita de um conjunto de execuções e coordenações compenetradas, adaptadas 
de acordo com a situação em andamento, visando a proteção da vida, do patrimônio 
e ao meio ambiente. O plano é desenvolvido levando em consideração os riscos, os 
recursos a serem utilizados e a situação de emergência, no caso os incêndios. O 
objetivo desse plano é unir as operações que serão executas ao combate contra o 
incêndio, bem como se atentar às informações e fornecê-las ao corpo de bombeiros, 
para tornar o atendimento eficiente. 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
Para elaborar o plano de emergência, que deve ser elaborado por uma equipe 
capacitada ou profissional habilitado, é necessário levar em consideração os 
seguintes aspectos: a localização, a estrutura da construção, o tipo de ocupação, a 
população, as características de funcionamento do local, se há portadores dedeficiência, se há profissionais com recursos e qualificações para prestar serviços 
imediatos (brigadistas, bombeiros civil, entre outros) e os materiais existentes para 
serem usados no ato, como extintores de incêndio, hidrantes, iluminação de 
emergência, entre outros. 
Para qualificar o local, algumas técnicas mais comuns de análise de risco 
podem ser utilizadas, como as técnicas What If, Checklist, Hazop e Árvore de falhas, 
lembrando que existem outras técnicas que também podem ser aplicadas. 
No que tange à implantação do plano de emergência elaborado, devem ser 
feitos trabalhos completos de divulgação e treinamento aos usuários do local, para 
garantir que todos estejam informados e conheçam os procedimentos de 
emergência a serem executados. Além disso, sempre que houver a presença de um 
visitante, esse também deve ser informado do plano de emergência e deve haver 
uma cópia do plano, que deve estar sempre disponível, em locais de fácil acesso. 
Ainda sobre a implantação, deve-se também realizar exercícios de simulação de 
evacuação e abandono da área, com a participação de toda a população, sendo 
simulados parciais a cada 6 meses e simulados completos a cada 12 meses. 
Ao identificar uma situação de emergência contra incêndio é ideal que siga 
uma sequência de passos, para que o controle da situação seja feito de forma mais 
eficaz e segura possível. De início, identificada a situação de emergência, emite-se 
um alerta aos ocupantes do local e aos responsáveis por prestar apoio à situação, 
como brigadistas ou bombeiros civis. Dado o alerta, é feita uma análise para a 
identificação dos procedimentos a serem tomados, colocando em preferência as 
situações que exigem emergência com uso dos recursos disponíveis no local. 
O corpo de bombeiros, bem como outros órgãos competentes, deve ser 
acionado de forma imediata. É importante passar informações como nome e telefone 
utilizado para contato, endereço do local e características da situação de 
emergência aos profissionais que atenderem ao chamado. No local, os primeiros 
socorros devem ser prestados às vítimas, priorizando seus sinais vitais, até que 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
chegue socorro especializado. Deve-se eliminar o maior número possível de riscos, 
como possíveis fontes de energia, válvulas de gás inflamável e solicitar o abandono 
parcial ou total da área para o ponto de encontro definido. Faz-se um isolamento da 
área para a realização dos trabalhos de emergência e para evitar que outras 
pessoas não autorizadas acessem o local de incêndio. É feito o confinamento do 
incêndio para evitar e minimizar sua evolução e consequências, e realizado o 
combate até que as chamas estejam contidas, para restabelecer a situação normal 
da área. 
Devem ser realizadas manutenções no plano de emergência sempre que for 
necessário, pelos profissionais competentes, bem como uma revisão do plano, 
quando houver alguma alteração significativa nas características do local, quando for 
constatada necessidade de melhoria no plano, e quando a última revisão realizada 
tiver completado 12 meses. 
 
3.8 Técnicas de transportes de emergência para salvamento 
 
A ação de impulso ao se deparar com uma situação de incêndio, onde é 
possível a visualização de pessoas, é fazer a remoção dessas do local em chamas. 
Entretanto, o ideal é que não se retire o indivíduo, visto que os socorristas devem 
ser os responsáveis pelo cuidado e pela manutenção do estado estável do paciente, 
até que a equipe de resgate chegue ao local. Todavia, haverá situações em que 
será necessário o transporte das vítimas, conhecido como transportes de 
emergência. 
Os transportes de emergência podem ser feitos dos seguintes modos: 
Transporte apoiado: Nesse tipo de transporte, a vítima deve estar consciente, e 
caso possa andar, ela é apoiada pela pessoa socorrista. O braço da vítima é 
passado pelos ombros do socorrista, por trás do pescoço e segurado por uma das 
mãos do socorrista. Com o outro braço, a vítima é envolvida pela cintura. 
Transporte cadeirinha: Nesse caso a vítima também deve estar consciente. Os 
socorristas se posicionam um de frente para o outro em pé. Com a mão esquerda, 
cada um segura seu próprio punho direito, e com a mão direita, seguram o punho 
esquerdo do socorrista a sua frente. 
 
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parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou 
gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
Figura 29 - Transporte cadeirinha 
 
Fonte: Rosa, 2019. 
 
Transporte por cadeira: Para esse tipo de transporte, a vítima não precisa estar 
consciente. A vítima deve ser colocada em uma cadeira que não seja de abrir e 
fechar e que seja resistente. 
 
Figura 30 - Transporte por cadeira 
 
Fonte: Rosa, 2019. 
 
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Transporte por arrastamento: O transporte por arrastamento deve ser feito 
somente por um brigadista, caso a vítima esteja inconsciente, podendo ser 
executado em um local plano ou inclinado. 
 
Figura 31 - Transporte por arrastamento 
 
Fonte: Rosa, 2019. 
 
Levantamento pelos membros/extremidades: A vítima é transportada por dois 
socorristas, sendo segurada pelos braços, nas axilas e pelas pernas, em posição 
aberta. Após posicionamento, ambos erguem a vítima ao mesmo tempo. 
 
Figura 32 - Levantamento por extremidade 
 
Fonte: Rosa, 2019. 
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Transporte nos braços: esse transporte é executado por um bombeiro, e se 
torna ágil e eficaz, especialmente quando as vítimas possuem estrutura física 
pequena. 
 
Figura 33 - Transporte nos braços 
 
Fonte: Rosa, 2019. 
 
Arrasto pelo pescoço: o socorrista deve amarrar as mãos da vítima uma á outra 
e depois passá-las por trás de seu pescoço. Dessa forma, será possível arrastar o 
indivíduo acidentado pelo percurso. Esse transporte não deve ser empregado caso a 
vítima esteja com fratura na coluna ou no pescoço. 
 
Figura 34 - Arrasto pelo pescoço 
 
Fonte: Rosa, 2019. 
 
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Arrasto tipo bombeiro: Utilizado em situações onde a vítima se encontra 
inconsciente. Consiste em segurar a vítima, levantá-la, apoiá-la em pé, ajoelhar-se e 
erguer a vítima, passando-a para as costas. Há melhores detalhes nas imagens 
abaixo. 
 
Figura 35 - Arrasto tipo bombeiro 
 
Fonte: Rosa, 2019. 
 
Transportependurado: Pode ser usado em vítimas conscientes ou não. O 
socorrista fica de costas para a vítima, passa os ombros dela em volta do pescoço e 
a inclina para frente para levantá-la. 
 
Figura 36 - Transporte pendurado 
 
Fonte: Rosa, 2019. 
 
 
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SAIBA MAIS 
Noções Básicas de Primeiros Socorros 
https://www.youtube.com/watch?v=64gG42Lpp8c 
Links de acesso aos vídeos sobre transporte de emergência: 
Transporte cadeirinha 
https://www.youtube.com/watch?v=RIp167L8ozY 
Transporte cadeira 
https://www.youtube.com/watch?v=vMkDtw_5yaY 
Transporte por arrastamento 
https://www.youtube.com/watch?v=Y7vxaF78Iwg 
Levantamento pelos membros/extremidades 
https://www.youtube.com/watch?v=gGYblsnmHyg 
Transporte nos braços 
https://www.youtube.com/watch?v=QJScmEZMcE8 
 Arrasto pelo pescoço 
https://www.youtube.com/watch?v=P3fMB3LVqdA 
Arrasto tipo bombeiro 
https://www.youtube.com/watch?v=vGSl8cupnTk 
Transporte pendurado 
https://www.youtube.com/watch?v=kDY6fNk28ts 
 
3.9 Brigadas de incêndio 
 
Segundo a NBR 14276, brigada de incêndio é um grupo organizado de 
pessoas, de preferência voluntárias ou indicadas, treinadas e capacitadas para atuar 
na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros 
socorros, dentro de uma área preestabelecida na planta. O brigadista é qualquer 
pessoa que pertença a brigada de incêndio. 
A função da brigada de incêndio é orientar as pessoas em uma evacuação com 
segurança, prestar primeiros socorros, combater os focos de incêndio protegendo a 
vida, as propriedades e o meio ambiente e prestar informações necessárias ao 
corpo de bombeiros sobre a situação decorrente. 
https://www.youtube.com/watch?v=64gG42Lpp8c
https://www.youtube.com/watch?v=RIp167L8ozY
https://www.youtube.com/watch?v=vMkDtw_5yaY
https://www.youtube.com/watch?v=Y7vxaF78Iwg
https://www.youtube.com/watch?v=gGYblsnmHyg
https://www.youtube.com/watch?v=QJScmEZMcE8
https://www.youtube.com/watch?v=P3fMB3LVqdA
https://www.youtube.com/watch?v=vGSl8cupnTk
https://www.youtube.com/watch?v=kDY6fNk28ts
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Para ser um candidato brigadista, deve-se atender aos critérios, ou sua 
maioria, a seguir: 
 Permanecer na edificação durante deu turno de trabalho; 
 Possuir boa condição física e boa saúde; 
 Possuir bom conhecimento das instalações; 
 Ter mais de 18 anos; 
 Ser alfabetizado. 
 
Após o processo de seleção, os candidatos selecionados devem realizar o 
curso de formação, com carga horária mínima definida pela norma. Seja qual for a 
carga horária, a validade do treinamento completo de todo brigadista é de no 
máximo 12 meses. Os certificados de brigadista são emitidos àqueles que 
concluírem o curso com aproveitamento mínimo de 70% na avaliação teórica e 
prática, e são expedidos por instrutor em incêndio e instrutor em primeiros socorros, 
também com validade de um ano. 
Dentre as ações preventivas atribuídas à brigada de incêndio, as que se 
destacam são o conhecimento do plano de emergência contra incêndio da planta em 
questão, a avaliação dos riscos existentes, a inspeção dos equipamentos de 
combate a incêndio e das rotas de fuga. Além disso, para ações de emergência, 
deve-se aplicar os procedimentos estabelecidos no plano de emergência contra 
incêndio até que seus recursos estejam esgotados. 
Todos os membros brigadistas devem receber EPIs, de acordo com sua 
função, sendo EPIs para proteção da cabeça, dos olhos, do tronco, dos membros 
superiores e inferiores e do corpo todo. 
É válido ressaltar ainda que, todo brigadista deve utilizar o tempo todo algum 
objeto de identificação, que o permita ser identificado como membro da brigada de 
incêndio. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14276:2020 – 
Brigada de Incêndio - Requisitos. Rio de Janeiro: 2020. 
 
_______. NBR 12962:2016 - Extintores de Incêndio - Inspeção e Manutenção. 
Rio de Janeiro: 2016. 
 
_______. NBR 9077:2002 - Saídas de Emergência em Edifícios - Inspeção e 
Manutenção. Rio de Janeiro: 2002. 
 
_______. NBR 10898:2013 - Sistema de Iluminação De Emergência. Rio de 
Janeiro: 2013. 
 
Airduto - Engenharia e Execução. Disponível em: <http://airduto.com.br/site/>. 
 
APSEI - Associação Portuguesa de Segurança. Disponível em: 
<https://www.apsei.org.pt/homepage/>. 
 
AITA, José Carlos Lorentz; PEIXOTO, Nirvan Hofstadler. Prevenção e combate a 
sinistros. Universidade Federal de Santa Maria, Colégio Técnico Industrial de Santa 
Maria. Santa MAria, 2012. Acesso em 04 fev. 2019. Disponível em: 
<http://estudio01.proj.ufsm.br/cadernos_seguranca/segunda_etapa/prevencao_comb
ate_sinistros.pdf> 
 
BRASIL. Lei n° 13.425 de 30 de março de 2017. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13425.htm>. Acesso 
em: 21 fev. 2019. 
 
_______. Norma Regulamentadora – NR 19: Explosivos. Portaria GM, nº 3214, 08 
de junho de 1978. DOU 06/07/1978. 
 
_______. Norma Regulamentadora – NR 20: Segurança e Saúde no Trabalho com 
Inflamáveis e Combustíveis. Portaria GM, nº 3214, 08 de junho de 1978. DOU 
06/07/1978. 
 
_______. Norma Regulamentadora – NR 23: Proteção contra incêndio. Portaria 
GM, nº 3214, 08 de junho de 1978. DOU 06/07/1978. 
 
Correio Braziliense Brasil. Disponível em: <www.correiobraziliense.com.br>. Acesso 
em 27 fev. 2019. 
 
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS. Fundamentos de 
Combate a Incêndio. Goiás, 2016. Acesso em 21 fev. 2019. Disponível em: 
<http://cbmerj.rj.gov.br/pdfs/semana_prevencao/apostila_semana_prev_2018.pdf> 
 
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Minas 
Gerais, 2019. 
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gravações, ou, por sistemas de armazenagem e recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
 
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Apostila 
da Semana de Prevenção Contra Incêndio e Pânico. Rio de Janeiro, 2018. 
Acesso em 21 fev. 2019. Disponível em: 
<http://cbmerj.rj.gov.br/pdfs/semana_prevencao/apostila_semana_prev_2018.pdf> 
 
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. São Paulo, 
2019. 
 
EXAME. Disponível em: < exame.abril.com.br>. Acesso em 27 fev. 2019 
 
Expolux - Feira Internacional da Indústria da Iluminação. Disponível em: 
<https://www.expolux.com.br/>. 
 
Extinfran Extintores. Disponível em: <http://www.extinfran.com.br/site/>. 
 
Fireneze - Projetos e Instalações. Disponível em: <http://fireneze.com.br/>. 
 
NATIONAL Fire Protection Association. Fire Protection HandBook. 16. Quick 
Massachusetts. 1984. 
 
Projeb Extintores - Projetos e Materiais de Combate ao Incêndio. Disponível em: 
<http://extintores.projebengenharia.com.br/>.ROSA, Ricardo Costa da. Apostila de Prevenção e Combate a Incêndio e 
Primeiros Socorros. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Rio 
Grande Do Sul. Porto Alegre, 2015. Acesso em 04 fev. 2019. Disponível em: 
<http://www2.poa.ifrs.edu.br/wp-content/uploads/2016/03/seguranca-ifrs-poa-
apostila-treinamento-brigada-de-incendio.pdf>. 
 
_______. Técnicas de transporte e movimentação de vítimas. Instituto Federal 
de Educação, Ciência e Tecnologia Rio Grande Do Sul. Porto Alegre. Acesso em 04 
fev. 2019. Disponível em: 
<https://www.poa.ifrs.edu.br/images/Documentos/seguranca-ifrs-poa-tecnicas-de-
transporte-e-movimentacao-de-vitimas.pdf>. 
SOLUÇÕES INDUSTRIAIS. Acesso em: 27 fev. 2019. Disponível em: < 
www.solucoesindustriais.com.br >. 
 
VELLAMO Engenharia e projetos. Acesso em: 27 fev. 2019. Disponível em: 
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