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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTACIO DE SÁ TURMA XI CASO CLÍNICO 2 RELATÓRIO Ana Carolina Garofo Leme da Fonseca Matricula: 202003299383 Profª Denise Fabri Rezende de Souza RIBEIRÃO PRETO – SP 2020 Caso clinico 2 Observações do Caso Clínico: Hematúria: Presença de sangue na urina. Tem como definição mais exata a presença de cinco ou mais eritrócitos (hemácias) por campo na análise. Urografia excretora: A Urografia excretora é o estudo radiológico dos rins, vias urinárias e bexiga utilizando o meio de contraste iodado endovenoso. É indicada em casos de hidronefrose e cálculo. O exame é feito com o paciente deitado de barriga para cima e sem anestesia. É feito um Raio X abdominal antes do início do exame. Depois de ser injetado um contraste, são feitos novos exames de Raio X, onde o médico conseguirá ver todo o trato urinário (por onde passou o contraste, que será eliminado pela urina). O exame dura em média 30 minutos, podendo se estender até 2 horas, dependendo do motivo do exame. Uretrocistoscopia: A cistoscopia (ou uretrocistoscopia) é o exame endoscópico do interior da uretra e da bexiga. Possivelmente, é o procedimento diagnóstico mais realizado por Urologistas na prática diária. Está indicada para investigar sintomas e confirmar o diagnóstico de diversas doenças do trato urinário inferior. Lesão vegetante: A lesão vegetante é altamente friável, podendo sangrar de forma espontânea ou com simples manipulação, além de estar, normalmente acompanhada por tecido necrosado, macerado e de odor fétido. Tumor Vesical: Câncer que começa na bexiga. Esse tipo de câncer geralmente afeta os idosos. Costuma ser diagnosticado precocemente, quando ainda é tratável. Como a reincidência é provável, os exames de acompanhamento normalmente são recomendados. O sintoma mais comum é o sangue na urina. Os tratamentos incluem cirurgia, terapia biológica e quimioterapia. Divertículo: O divertículo de bexiga ou vesical é uma invaginação da mucosa da bexiga, de causa congênita ou adquirida. Causa um reservatório de urina lateral a bexiga. Quando a pessoa urina, este reservatório se enche e ao parar de urinar, a urina volta para dentro da bexiga. Esta saculação pode em alguns casos ter volume até maior que a própria bexiga. Assim sendo, é uma hérnia da mucosa da bexiga através das fibras musculares da parede da bexiga. Esta retenção urinária crônica pode causar infecção do trato urinária de difícil solução clínica. O divertículo de bexiga ocorre geralmente pelo regime de hiperpressão dentro da bexiga. Geralmente é diagnosticado em paciente com sinais e sintomas de obstrução infra-vesical. Nestes casos, geralmente a parede da bexiga está cronicamente afetada. Tumor na glândula supra-renal direita: O câncer que se desenvolve no córtex da glândula suprarrenal é denominado câncer adrenocortical. O câncer suprarrenal na maioria das vezes é diagnosticado por dois motivos. Um: alterações causadas no corpo pela produção dos hormônios, como ganho de peso e retenção de líquidos, puberdade precoce em crianças ou crescimento de pêlos faciais ou corporais em excesso em mulheres. Dois: sintomas causados pelo crescimento do tumor. Tumores grandes podem pressionar outros órgãos do abdome, causando dor ou sensação de saciedade. Geralmente, os cânceres renais são muito maiores do que os adenomas suprarrenais. Um tumor suprarrenal com 5 - 6 cm é considerado câncer. A maioria dos cânceres diagnosticados na glândula suprarrenal não começa na própria glândula, eles se iniciam em outros órgãos ou tecidos e se disseminam através da corrente sanguínea para as glândulas suprarrenais. Estadiamento do tumor: O estadiamento patológico é aquele realizado após a cirurgia através da análise anatomo-patológica dos órgãos ou tecido retirados na cirurgia. Este é o estadiamento é muito importante, pois ele irá definir realmente qual o grau de avanço da doença no órgão. Ressecção transuretral (RTU) de bexiga: É um método cirúrgico utilizado em pacientes com casos de câncer de bexiga em estágio I (fase inicial), onde o tumor é ainda superficial e não atingiu as paredes ou o músculo da bexiga. Cateterismo vesical: A sonda vesical de demora é utilizada quando é preciso manter a drenagem contínua de urina por vários dias, semanas ou meses. Este tipo de sonda está indicado quando é necessário promover o esvaziamento constante da bexiga, monitorar o débito urinário, fazer o preparo cirúrgico, realizar irrigação vesical ou para diminuir o contato da urina com lesões de pele próximas à região genital. Lesão de cúpula vesical: A lesão de bexiga geralmente resulta de uma agressão à porção inferior do abdômen quando a bexiga está distendida ou da fratura de ossos da bacia. Nesta última o efeito protetor dos ossos pélvicos é perdido durante a fratura e comumente lesões vesicais são causadas por espículas ósseas (causando ruptura vesical extraperitoneal) ou por compressão da cúpula vesical pela presença de urina (causando ruptura intraperitoneal). O tratamento clássico para a ruptura intraperitoneal de bexiga é o tratamento cirúrgico. Geralmente a lesão vesical encontra-se na cúpula por ser esta a região mais frágil do órgão. Se necessário, deve-se ampliar a própria lesão para que se tenha acesso a todas as paredes da bexiga. Qualquer lesão extraperitoneal concomitante deve, então, ser corrigida. Em seguida, pode ser realizada cistostomia supra-púbica extraperitoneal, e o espaço pré-vesical, drenado. É conveniente a utilização de antibióticos. Laparotomia exploradora: A laparotomia exploradora, ou exploratória, é um exame de diagnóstico em que é feito um corte na região do abdômen com o objetivo de observar os órgãos e identificar a causa de determinado sintoma ou alteração em exames de imagem. Rafia: Sutura. Refluxo vesicoureteral: O refluxo vesicoureteral é a passagem retrógrada da urina da bexiga de volta para o ureter e, às vezes, também para dentro do sistema coletor renal, dependendo da gravidade. Leve: Graus I e II Moderado: Grau III; Grave: Graus IV e V. Hidronefrose: A hidronefrose é causada por uma obstrução no tubo que liga o rim à bexiga (uréter). Normalmente, a urina deixa os rins a uma pressão muito baixa. Anatomia da bexiga: A bexiga e a uretra são órgãos pélvicos urinários cuja função é o armazenamento e a excreção de urina para o exterior do corpo no ato da micção (urinar), respetivamente. Tal como a maioria das vísceras pélvicas, também a anatomia da bexiga e da uretra apresenta diferenças entre o sexo feminino e o masculino. Bexiga. Fonte: Ken Hub A bexiga é um órgão muscular liso. Ela armazena temporariamente a urina proveniente dos rins através dos ureteres até que o corpo esteja preparado para a excretar através da uretra. A bexiga encontra-se inferiormente ao peritônio, assentando no assoalho pélvico. Nas mulheres, a sua superfície inferior assenta na sínfise púbica e a parede posterior está em contato com a vagina e o útero. Nos homens, a superfície inferior da bexiga assenta na sínfise púbica e na próstata, posteriormente está o terço distal do reto. Entre a superfície posterior da bexiga e a superfície anterior do útero existe um recesso peritoneal chamado fundo de saco vesicouterino. Nos homens, o recesso peritoneal entre a bexiga e o recto chama-se fundo de saco rectovesical. A bexiga tem quatro superfícies anatômicas: superior, inferior, inferolateral direita e inferolateral esquerda. Para além disso, pode ainda ser dividida em quatro partes: Corpo, delimitado anteriormente pelo ápice e posteriormente pelo fundo Colo, localizado inferiormente na região do orifício interno da uretra, emerge da união das superfícies inferolaterais direita e esquerda. O fundo da bexiga contém três aberturas que formam o trígonoda bexiga: o orifício interno da uretra e os dois orifícios ureterais. O músculo detrusor constitui a parede da bexiga, ele forma o esfíncter interno da uretra em torno do colo da bexiga. O músculo detrusor contrai https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/peritonio https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-do-assoalho-pelvico https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/utero https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/reto em torno dos orifícios ureterais quando a bexiga contrai de forma a prevenir refluxo vesicoureteral (refluxo de urina para os ureteres). O reflexo de micção é um reflexo que permite o ato fisiológico da micção quando a bexiga está cheia. À medida que a bexiga se enche com urina, a pressão dentro da bexiga aumenta lentamente até que se atinja o ponto máximo. Isto traduz-se na necessidade de urinar, sentida pela medula espinhal através do plexo hipogástrico inferior. A medula espinhal envia em seguida sinais através do mesmo plexo que causam a contração do músculo detrusor e o relaxamento do esfíncter interno da uretra. O córtex cerebral consegue sobrepor-se a este reflexo, controlando voluntariamente o relaxamento do esfíncter externo da uretra. Isto é especialmente relevante, pois permite que uma pessoa possa adiar a micção até que se encontre numa situação socialmente adequada para o fazer. . Trígono da bexiga. Fonte: Ken Hub https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-medula-espinhal https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cortex-cerebral Anatomia da uretra: A uretra é o canal excretor da bexiga ela transporta a urina da bexiga até o exterior do corpo. A uretra estende-se desde o orifício interno da uretra na bexiga até ao orifício externo da uretra da genitália externa. O trajeto da uretra varia com o sexo do indivíduo. A uretra feminina é muito pequena (4 centímetros) o que é um fator predisponente para contrair infeções do trato urinário. A uretra feminina passa primeiro através do assoalho pélvico e depois através do espaço perineal profundo onde está rodeada pelo esfíncter externo da uretra. Finalmente, a uretra abre-se através do orifício externo da uretra encontrado entre os pequenos lábios, anteriormente à abertura vaginal. A uretra masculina é muito mais longa (20 centímetros) e tem quatro partes: 1 - Pré-prostática (intramural) - parte da uretra que se estende desde o orifício interno da uretra até à próstata. 2 - Prostática - parte da uretra que penetra a próstata e na qual está se junta ao ducto ejaculatório do sistema reprodutor masculino. 3 - Membranosa - parte da uretra que passa através do espaço perineal profundo e onde é rodeada pelo esfíncter externo da uretra. 4 - Esponjosa (peniana) - uretra que viaja através do corpo esponjoso do pênis. A uretra abre-se através do orifício externo da uretra na extremidade da glande. Bexiga e uretra feminina. Fonte: Ken Hub Uretra masculina. Fonte: Ken Hub https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-reprodutor-masculino Vascularização da bexiga: A bexiga é vascularizada por ramos da artéria ilíaca interna: as artérias vesicais superior e inferior (no sexo masculino). Repare que as últimas são substituídas pelas artérias vaginais no sexo feminino. A drenagem venosa é feita por veias de nomes semelhantes que acompanham as respetivas artérias. Em conjunto, estas veias formam o plexo venoso vesical e são todas tributárias da veia ilíaca interna. Artéria vesical inferior. Fonte: Ken Hub Vascularização da Uretra: A uretra também é vascularizada por ramos da artéria ilíaca interna. No sexo masculino, a vascularização da uretra é feita pelas artérias vesical inferior e retal média. A drenagem venosa é feita primeiro para o plexo venoso prostático e em seguida para a veia ilíaca interna. A uretra feminina é vascularizada pelas artérias pudenda interna e vaginal. O sangue venoso é drenado por veias com a mesma nomenclatura das artérias. Inervação – Bexiga e Uretra (Masculina e Feminina): A inervação da bexiga vem do plexo hipogástrico inferior. Este plexo recebe informações autonómicas dos nervos pélvicos esplâncnicos (parassimpáticas), do tronco simpático e dos nervos sagrados esplâncnicos (simpáticas). A inervação parassimpática da bexiga contrai o músculo detrusor e relaxa o esfíncter interno da uretra. Por outro lado, a inervação simpática relaxa o músculo detrusor e contrai o esfíncter interno da uretra. O sistema nervoso simpático está muito ativo durante a ejaculação nos homens. Isto faz com que o esfíncter interno da uretra se feche, prevenindo assim o refluxo de sêmen para a bexiga. O plexo vesical inerva tanto a uretra feminina como a masculina, este plexo origina-se do plexo hipogástrico inferior. Inervação adicional é fornecida pelo nervo pudendo para a uretra feminina e pelo plexo prostático para a parte proximal da uretra masculina. Drenagem Linfática da Bexiga Urinária: Face superior e inferolateral (linfonodos ilíacos externos). Base (principalmente linfonodos ilíacos externos; linfonodos ilíacos internos). Colo (linfonodos sacrais e ilíacos comuns). Drenagem Linfática Uretra Masculina: Partes prostática e membranosa: Principalmente linfonodos ilíacos internos; ilíacos externos. Parte esponjosa: Principalmente linfonodos inguinais profundos; ilíacos externos. Drenagem Linfática Uretra Feminina: Ao longo da artéria pudenda interna (principalmente para os linfonodos ilíacos internos; ilíacos externos). https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-nervoso Suprarenais As glândulas suprarrenais atuam como parte do sistema endócrino, com função completamente separada dos rins. Os órgãos urinários superiores (rins e ureteres), seus vasos e as glândulas suprarrenais são estruturas retroperitoneais primárias na parede posterior do abdome. isto é, foram originalmente formados como vísceras retroperitoneais e assim permanecem. Inervação das Glândulas Suprarrenais: A inervação simpática da glândula suprarrenal é excepcional. As células secretoras da medula são neurônios simpáticos pós-sinápticos que não têm axônios nem dendritos. Consequentemente, a medula da glândula suprarrenal é inervada diretamente por neurônios simpáticos pré-sinápticos. Os neurotransmissores produzidos pelas células medulares são liberados na corrente sanguínea para produzir resposta simpática em larga escala. A rica inervação das glândulas suprarrenais provém do plexo celíaco e dos nervos esplâncnicos abdominopélvicos (maior, menor e imo). As fibras simpáticas pré- ganglionares mielínicas — derivadas principalmente do núcleo intermediolateral (IML), ou corno lateral, da substância cinzenta dos segmentos medulares T10–L1 — atravessam os gânglios paravertebrais e pré-vertebrais, sem fazer sinapse, e são distribuídas para as células cromafins na medula suprarrenal. Irrigação Arterial e Drenagem Venosa das Glândulas Suprarrenais: A função endócrina das glândulas suprarrenais torna necessária sua abundante irrigação. As artérias suprarrenais ramificam-se livremente antes de entrarem em cada glândula, de modo que 50 a 60 artérias penetram a cápsula que cobre toda a superfície das glândulas. As artérias suprarrenais têm três origens: Artérias suprarrenais superiores (6 a 8) das artérias frênicas inferiores Artérias suprarrenais médias (≤ 1) da parte abdominal da aorta, perto do nível de origem da AMS Artérias suprarrenais inferiores (≤ 1) das artérias renais. A drenagem venosa das glândulas suprarrenais se faz para veias suprarrenais calibrosas. A veia suprarrenal direita curta drena para a VCI, enquanto a veia suprarrenal esquerda, mais longa, que frequentemente se une à veia frênica inferior, drena para a veia renal esquerda. Drenagem Linfática das Glândulas Suprarrenais: Os vasos linfáticos suprarrenais originam-se de umplexo situado profundamente à cápsula da glândula e de outro em sua medula. A linfa segue até os linfonodos lombares. Referências Bibliograficas: Gray’s Anatomia para Estudante (Richard Drake, A. Wayne Vogl e Adam Mitchel) Anatomia Orientada para a Clínica (Keith L. Moore, Arthur F. Dalley II, e Anne M. R. Agur) Anatomia Microscópica Humana (Radivoj V. Krstic) https://www.elsevier.com/books/grays-anatomy-for-students/drake/978-0-323-39304-1 https://shop.lww.com/Clinically-Oriented-Anatomy/p/9781496347213 https://www.springer.com/gp/book/9783540536666