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Embriologia
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Me. Norton Claret Levy Junior
Revisão Textual:
Prof.ª Me. Luciene Santos
Diagnósticos Pré-natais, Manipulação da Reprodução Humana 
e Células-tronco Embrionárias (CTE)
• Diagnósticos Pré-Natais;
• Manipulação da Reprodução Humana;
• Células-Tronco Embrionárias (CTE).
 · Discutir com os alunos as vantagens da amniocentese e da cordocentese;
 · Apresentar aos alunos os métodos contraceptivos reversíveis e irreversíveis;
 · Mostrar a importância clínica das células-tronco.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Diagnósticos Pré-natais,
Manipulação da Reprodução Humana
e Células-tronco Embrionárias (CTE)
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos 
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você 
também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão 
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e 
de aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Diagnósticos Pré-natais, Manipulação da Reprodução 
Humana e Células-tronco Embrionárias (CTE)
Diagnósticos Pré-Natais
A gravidez constitui um período do ciclo de vida, que na maioria das vezes 
poderia transcorrer sem desvios da saúde, porém envolve em si uma crise 
adaptativa caracterizada por complexas transformações fisiológicas, emocionais, 
interpessoais e sociodemográficas, as quais implicam em um potencial de risco 
eminente, e por isso demanda atenção ao caráter multidisciplinar de saúde. No 
Brasil, as taxas de morbimortalidade materna e perinatal ainda são consideradas 
altas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo, na maioria das vezes, 
associada a intercorrências obstétricas potencialmente evitáveis.
Amniocentese
A partir da décima quarta semana, é admissível a realização da amniocentese. 
Esse exame consiste na retirada de um pouco de líquido amniótico através de uma 
agulha inserida na cavidade amniótica pela parede abdominal (Figura 1), observada 
por meio da ultrassonografia. Como nessa amostra é possível analisar células que 
desprendem do corpo de feto, vários diagnósticos podem ser feitos com a análise 
das células. Anomalias cromossômicas como síndrome de Down, malformações 
de estruturas do corpo do feto e defeitos na produção enzimática são exemplos de 
doenças que podem ser detectadas com o emprego da amniocentese.
Assista aos vídeos sobre amniocentese:
Amniocentese Genética - https://youtu.be/KCMubheKK1I
Amniocentese - https://youtu.be/2OvGRJWIDGg
Coleta de Líquido Aminiótico - https://youtu.be/9rBvHlIhCiM
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Figura 1 − Amniocentese, com auxílio de ultrassom
Fonte: fertius.com.br
A alta concentração de alfafetoproteína encontrada no líquido aminiótico, por 
exemplo, é um indicador de malformações nas quais alguma estrutura fica exposta 
ao líquido amniótico, como na gastrosquise e na anencefalia. Após o diagnóstico de 
algumas malformações, é possível intervir cirurgicamente na tentativa de correção 
de defeito: é o caso de anomalias como espinha bífida e obstruções do trato urinário.
Gastrosquise: defeito de fechamento da parede abdominal com presença de porções do 
intestino e estômago dentro do cordão umbilical.
Anencefalia: defeito de fechamento do tubo neural na porção cefálica, com ausência de 
parte ou todo encéfalo.
Espinha bífi da: defeito de fechamento do tubo neural na altura de medula espinhal.
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Cordocentese
Por permitir o acesso direto à circulação fetal a cordocentese (Figura 2) consiste em 
um avanço da Medicina Fetal, pois forneceu subsídios para o entendimento da fisiolo-
gia e fisiopatologia fetal, dando nova abordagem na terapêutica fetal intrauterina. Essa 
técnica permite a obtenção de sangue fetal puro, por meio da punção da veia umbilical, 
pela via percutânea, valendo-se da monitoração ultrassonográfica contínua. Mesmo 
tratando-se de procedimento invasivo, a cordocentese é indiscutivelmente ferramenta 
fundamental na prática da Medicina Fetal. Em relação às suas indicações, podemos 
dividi-las em dois grandes grupos, a saber: propedêuticas e terapêuticas.
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UNIDADE Diagnósticos Pré-natais, Manipulação da Reprodução 
Humana e Células-tronco Embrionárias (CTE)
A cordocentese pode ser utilizada para o diagnóstico de diversas doenças, tais 
como: Síndrome do X frágil, Distrofia Muscular de Duchene, Doença de Tay-Sachs, 
Talassemia, Anemia falciforme, Hemofilia A e B, Doença de Von Willebrand, 
Trombocitopenia Aloimune, Púrpura Trombocitopênica Auto-imune e Idiopática, 
entre outras.
Figura 2 − Cordocentese, com auxílio de ultrassom
Fonte: Adaptado de Mayo Fundation for Medical Education and Research
Manipulação da Reprodução Humana
Durante séculos, a manipulação da reprodução humana consistiu principalmen-
te na contracepção e no aborto, com a intenção de limitar o número de filhos em 
uma família.
Atualmente, temos uma diversificada metodologia para manipular o processo re-
produtivo, tanto na contracepção quanto nos processos de tratamento da infertilidade.
Métodos Contraceptivos Reversíveis
Método da tabelinha
Método natural que consiste em evitar relações sexuais durante o período fértil, 
isto é, o período do mês em que ocorre a ovulação.
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Método Billings (ou da ovulação ou do muco cervical)
Observar a variação do muco vaginal conforme o período fértil. Na ovulação, o 
muco torna-se ralo, semelhante à clara de ovo. 
Método de Ogino-Knauss (ou da temperatura) 
Um dia antes da ovulação, a temperatura da mulher fica um pouco abaixo da 
média, para no dia da ovulação subir novamente, dia em que não se se deve ter 
relação. Também é conhecido como método da temperatura. Este método pode 
ser utilizado em conjunto com a tabela e o muco (métodos denominados naturais), 
aumentando a sua eficiência.
Coito interrompido 
Praticado quando o homem retira o pênis da vagina antes da ejaculação.
Camisinha masculina (ou preservativo)
Capa de borracha fina usada pelo homem, que impede o sêmen de entrar no 
útero feminino.
Camisinha feminina (ou preservativo)
Bolsa, com forma de tubo, fina e resistente, que é colocada dentro da vagina, 
com finalidade contraceptiva.
Espermicidas
Géis, cremes ou comprimidos que, quando aplicados na vagina, destroem os 
espermatozoides e evitam a gravidez.
Diafragma
Pequeno disco de borracha que se coloca dentro da vagina, e funciona como 
barreira, impedindo a entrada dos espermatozoides.
Diu (dispositivo intrauterino)
Aparelho que, colocado dentro do útero, impede a ocorrênciada gravidez. É um 
pequeno objeto de plástico sobre o qual, muitas vezes, é enrolado um fio de cobre 
muito fino, e que se apresenta em diversos formatos.
Pílula anticoncepcional
Comprimido composto de hormônios em várias misturas de estrógenos e pro-
gesterona, que impossibilita a liberação do óvulo pelo ovário, e, assim, impede a 
fecundação. A minipílula apresenta só um tipo de hormônio – progesterona, em 
doses baixas.
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UNIDADE Diagnósticos Pré-natais, Manipulação da Reprodução 
Humana e Células-tronco Embrionárias (CTE)
Anticoncepcionais injetáveis
Consiste no uso mensal ou trimestral de hormônio em forma de injeção. Os 
progestógenos injetáveis, além de anovulatórios, aumentam a viscosidade do muco 
cervical, tornam o endométrio menos propício à implantação do ovo e alteram a 
motilidade tubária.
Implantes sudérmicos: Norplant
Implantes subcutâneos de tubinhos ou cápsulas de plástico especial (silástico), 
contendo hormônio anticoncepcional. O implante, feito na parte interna do braço 
ou antebraço, vai liberando o hormônio lentamente.
Anticoncepcional de emergência – pílula do dia seguinte
Esse método deve ser usado em uma situação inesperada. É indicado para a 
mulher que manteve uma relação sexual não planejada, sem uso de anticoncep-
cional e em casos de estupro. É também indicado em situações de rompimento de 
camisinha ou quando o diafragma é removido antes de seis horas após uma relação 
sexual, ou após esquecimento de uma ou mais pílulas anticoncepcionais no início 
ou no fim da cartela. Consiste no uso de altas doses de pílulas anticoncepcionais 
orais (contendo estrogênio + progestogênio) que interrompem o ciclo reprodutivo 
da mulher, evitando assim uma gravidez indesejada. Dependendo da etapa do ciclo 
na qual as pílulas foram tomadas, elas podem impedir ou retardar a liberação do 
óvulo pelo ovário. Algumas usuárias têm efeitos colaterais, tais como náuseas e 
vômitos ou distúrbios do ciclo menstrual. Efeitos colaterais sérios são muito raros. 
Pode ser usada por mulheres de qualquer idade, com ou sem filhos.
Métodos Contraceptivos Irreversíveis
Ligação de trompas (laqueadura)
É um método cirúrgico em que as trompas de Falópio são amarradas e 
seccionadas, impedindo que os óvulos alcancem o útero e sejam fecundados pelos 
espermatozoides. Outra técnica em desenvolvimento consiste na oclusão tubária 
pela colocação do agrafo, ou anel (técnica do ring), em cada trompa, oferecendo a 
chance de reversibilidade em 30% dos casos.
Vasectomia
É um método contraceptivo masculino que consiste em uma operação que 
secciona o canal deferente (tubo que conduz o esperma para a uretra). O homem 
submetido a esta operação tem prazer sexual normal e orgasmo, mas seu sêmen 
não contém espermatozoides, e assim não pode fecundar o óvulo.
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Assista aos vídeos sobre métodos contraceptivos:
Biologia - Métodos Contraceptivos - https://youtu.be/f6lzXt0VbCI
Métodos Contraceptivos - https://youtu.be/D8kDc87czMU
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Tratamento da Infertilidade
Fertilização in vitro e transferência de embrião
Este tipo de manipulação é tipicamente utilizado em pacientes capazes de formar 
gametas, mas que têm um bloqueio, muitas vezes anatômico, impedindo que os 
óvulos e espermatozoides se encontrem, ou que o embrião que flutua livremente 
alcance o útero ou nele se instale.
Transferência intrafalopiana de gametas
Certos tipos de infertilidade se devem a fatores como muco cervical hostil e 
patologias e anomalias anatômicas da extremidade superior das tubas uterinas. 
Um método mais simples para lidar com tais condições consiste na introdução 
de gametas masculinos e femininos diretamente na extremidade inferior da tuba 
uterina (geralmente na junção entre o istmo e a ampola). A fertilização ocorre no 
interior da tuba e os primeiros eventos da embriogênese acontecem naturalmente.
Mãe substitutiva (Barriga de aluguel)
Existem algumas circunstâncias em que uma mulher produz óvulos férteis, mas 
não consegue engravidar. Um exemplo é o da mulher que cujo útero foi removido, 
mas que ainda possui ovários funcionando. Neste caso, uma opção é a fertilização 
in vitro e a transferência do embrião, mas sendo o embrião transferido para o 
útero de outra mulher (mãe substitutiva). Do ponto de vista biológico, este método 
pouco difere da transferência do embrião para o útero da mãe biológica, mas é um 
método que induz uma série de questões sociais, éticas e legais.
Células-Tronco Embrionárias (CTE)
A célula-tronco (CT) é definida como a célula com capacidade de gerar diferentes 
tipos celulares e reconstituir diversos tecidos. As CTs estão presentes em todas as 
fases do desenvolvimento, desde o zigoto, na massa interna do embrião, passando 
pelo estágio fetal, e permanecendo nos tecidos adultos.
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UNIDADE Diagnósticos Pré-natais, Manipulação da Reprodução 
Humana e Células-tronco Embrionárias (CTE)
As CTs apresentarem três características que as diferem das outras células do 
organismo (Figura 3).
1. São capazes de se multiplicar por longos períodos, mantendo-se indife-
renciadas, de forma que um pequeno número pode originar uma grande 
população de células semelhantes.
2. São capazes de se diferenciar em células especializadas de um tecido particular.
3. São células indiferenciadas e não especializadas.
Figura 3 − Características das células-tronco
Fonte: celulastroncors.org.br
Classificação quanto à capacidade de diferenciação
CT totipotentes (Figura 4)
Possuem a capacidade de se dividir e originar todas as células especializadas de 
um organismo. No zigoto, encontramos CT totipotentes porque ele formará todos 
os tecidos necessários para o desenvolvimento fetal.
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Figura 4 − Célula-tronco totipotente
Fonte: Adaptado de Wikimedia Commons
CT pluripotentes (Figura 5)
Conseguem diferenciar-se em tecidos de qualquer um dos três folhetos 
embrionários: endoderma, mesoderma, ou ectoderma. No blastômero encontramos 
as CT pluripotentes, originadas a partir das CT totipotentes, que, comparadas 
após modificações genéticas e epigenéticas, avançam no seu desenvolvimento. 
No entanto, as CT pluripotentes apresentam potencialidade reduzida quando 
comparadas às CT totipotentes. Elas começam a responder a sinais vindos de 
tecidos extraembrionários e iniciam sua diferenciação no início da gastrulação.
Figura 5 − Célula-tronco pluripotente
Fonte: Adaptado de Wikimedia Commons
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UNIDADE Diagnósticos Pré-natais, Manipulação da Reprodução 
Humana e Células-tronco Embrionárias (CTE)
CT multipotentes (Figura 6)
Possuem plasticidade menor e são encontrados em todos os tecidos adultos. No 
entanto, só se diferenciam em células do próprio tecido.
Agora que vimos os conceitos da CT quanto à capacidade de diferenciação, 
podemos entender que existem as células-tronco embrionárias com plasticidade, 
ou seja, poder de diferenciação muito maior do que as células-tronco adultas. 
No entanto, as pesquisas com células-tronco embrionárias tornaram-se uma das 
maiores controvérsias morais e políticas da atualidade.
Figura 6 − Célula-tronco multipotente
Fonte: celulastroncors.org.br
Células-Tronco Adultas (CTA)
Como visto anteriormente, são as multipotentes e também são chamadas de CT 
somáticas (Figura 7) encontradas em diversos tecidos do organismo como pulmão, 
baço, cérebro, baço, tecido adiposo, coração, medula óssea e outros. Essas 
células têm a capacidade de autorrenovação e servem para manter a integridade e 
regeneração dos tecidos onde são encontradas.
As CTA mais facilmente disponíveis e comumente utilizadas nas clínicas de 
fertilização são as células-tronco hematopoéticas, cujas principais fontes são a 
medula óssea e o sangue de cordão umbilical.
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CTA já são usadas com sucesso no tratamento de doenças como linfomas, leu-
cemias e algumas doenças lisossomais, e já existem trabalhos publicados envol-
vendo doença de Parkinson, diabetes tipo 1, distúrbios circulatórios e doenças 
neuromusculares.
Figura 7 − Célula-tronco embrionária e célula-tronco adultasFonte: celulastroncors.org.br
Células-Tronco Embrionárias (CTE)
As CTE (veja no link abaixo) são culturas celulares coletadas da camada interna 
do blastocisto que se forma em torno do quinto dia após a fertilização. A primeira 
linhagem humana foi gerada em 1998. Apesar de aparentemente simples, o 
processo é bastante complexo do ponto de vista técnico, pois requer condições 
estritas para a manutenção das células em um estado indiferenciado.
As CTE humanas ainda não têm condições de emprego no tratamento humano, 
devido principalmente a questões de segurança. A utilização de CTE humanas 
em protocolos clínicos é muito mais restrita se comparada com CT adultas, e 
apenas células diferenciadas de CTE podem ser administradas aos pacientes. 
Nenhum estudo havia utilizado CTE humanas em protocolos clínicos; entretanto, 
em janeiro de 2009, o órgão responsável nos EUA (FDA) autorizou o primeiro 
protocolo clínico, utilizando células derivadas de CTE humanas. Neste caso, células 
de oligodendrócitos. Essa licença, entretanto, foi suspensa pelo FDA em agosto de 
2009, devido a questões de segurança ainda não resolvidas.
Veja no link a seguir um exemplo de célula-tronco embrionária: https://goo.gl/oxQdHc
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UNIDADE Diagnósticos Pré-natais, Manipulação da Reprodução 
Humana e Células-tronco Embrionárias (CTE)
Células-Tronco Pluripotente Induzidas (Figura 8)
A única vantagem das CTE sobre as CTA diz respeito à sua pluripotencialidade, 
visto que elas são capazes de originar todos os tipos celulares que formam um 
organismo adulto.
Uma alternativa à utilização da CTE na pesquisa e perspectivas terapêuticas 
surgiu em 2007, quando foram desenvolvidos métodos para a produção de 
células com características de CTE a partir de células somáticas, por meio de uma 
reprogramação genética específica, usando transferência genética por retrovírus. 
Esse tipo de CT foi denominado células-tronco pluripotentes induzidas (iPS – 
induced pluripotent sten cell). Essa iPS provaram ser funcional e molecularmente 
semelhantes às CTE.
A reprogramação in vitro das células somáticas em células iPS oferece novas 
aplicações em pesquisa, diagnóstico e terapia celular, porque, além de evitar 
os problemas éticos envolvidos com a destruição dos embriões humanos, esta 
abordagem permite a geração de células específicas para cada paciente, evitando 
problemas de rejeição. Entretanto, questões relacionadas à modificação genética 
do genoma das células-alvo ainda devem ser mais bem caracterizadas e resolvidas 
antes de suas aplicações clínicas em ensaios experimentais.
Figura 8 − Célula-tronco pluripotente induzida (iPS)
Fonte: celulastroncors.org.br
Assista aos vídeos sobre células-tronco:
Tudo sobre Células Tronco - https://youtu.be/Z6H8yuN0qXE
Células Tronco: A Chave da Regeneração - https://youtu.be/F0VUkRZZ4FQ
Afinal, o que são células-tronco? - https://youtu.be/3u7hNYFA6Iw
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Células-tronco
https://goo.gl/QDTx0c
 Vídeos
La Choriocentèse
https://youtu.be/aQITPOmI9RM
Células-tronco
https://youtu.be/rSfKsJcWuB0
Canal Livre debate o Uso das Células-tronco
https://youtu.be/wCSrbK_f2Ec
 Leitura
Métodos Contraceptivos e suas Características
https://goo.gl/fT5Z5F
Conhecimentos Sobre Métodos Contraceptivos
https://goo.gl/rRHUfZ
Células-tronco: Células da Esperança
https://goo.gl/T2VPj8
Células-tronco: Progressos Científicos e o Futuro das Pesquisas
https://goo.gl/nHZzYr
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UNIDADE Diagnósticos Pré-natais, Manipulação da Reprodução 
Humana e Células-tronco Embrionárias (CTE)
Referências
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