Prévia do material em texto
Eletroestimulação motora Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea TENS TENS Transcutaneous electrical nerve stimulation Sua utilização teve início na década de 70 para alívio da dor Recurso fisioterapêutico que atua somente no sintoma do caso, a dor, e não fotor desencadeador. Sendo assim, deve se ter precaução em sua indicação pois muitas vezes é preferível que o paciente deixe uma sessão com dores, o que fará com que ele poupe uma determinada estrutura, do que sem dores, dando a falsa impressão ao paciente de resolução do problema, o que permite que o paciente realize atividades que excedam o limite de carga da estrutura que antes estava protegida devido ao bloqueio causado pela dor ou ativando a teoria de opióides endógenos usada quando para tratar dor crônica. CRIO X TENS Qual o objetivo? Existem benefícios reais? Existe riscos a saúde do paciente? Os efeitos são somados ou inibidos? Efeitos da estimulação elétrica nervosa transcutânea e da crioterapia sobre o limiar de dor induzida por pressão Maciel et al, 2014 Estudo do Efeito da Utilização Simultânea da Crioterapia e do Tens nos Pacientes Portadores de Lombalgia Grupo A (TENS) Grupo B (Crio) Grupo C TENS e Crio Sendo os três seguidos de alongamentos. Os pacientes foram avaliados no início e no final do tratamento, sendo submetidos a 8 atendimentos em dois dias da semana. Resultados da Amplitude de movimento Resultados da Dor TENS Corrente pulsada com frequências na faixa de 1-120 Hz podendo chegar até a 200 Hz. Pulsos retangulares bifásicos com duração de pulso de 50-200µs. Estimulação forte, porém, confortável. TENS (Objetivo) Excitar seletivamente fibras nervosas A-β (sensoriais) e produzir um efeito analgésico “fechando o portão” para sinais conduzidos por fibras de dor. TENS (Analgesia – Teoria) “Teoria das Comportas” Melzack e Wall A ativação seletiva das fibras táteis de diâmetro largo (A-beta), sem ativar fibras nociceptivas de menor diâmetro (A-delta e C). A atividade gerada nas fibras A-beta inibe a ati- vidade em curso dos neurônios nociceptivos no corno dorsal da medula espinal. (Melzack R, Wall PD, 1965) Ativação Seletiva das fibras A Beta Fibras nervosas de diâmetro largo (Aβ e Aα) (aferente sensorial) têm baixo limiar de ativação por estímulos elétricos Fibras de diâmetro pequeno (Aδ e C) (fibras nociceptivas) tem limiar de ativação mais alto Ação sobre os Opióides “A eletroestimulação de baixa frequência ativa a liberação de opióides endógenos como: –β-endorfina, serotonina, encefalinas” (King e Sluka , 2001) TENS (Parâmetros) Frequência (F) Duração de pulso(T) Intensidade Tempo TENS (Parâmetros) Frequência - Hz Parâmetro manipulado pelo Fisioterapeuta É estabelecida de acordo com a intensidade da dor (Sluka e Walsh, 2003) Baixa Frequência < 10Hz Dor Crônica (Branda) Alta Frequência > 50 Hz Dor Aguda (Intensa) TENS (Parâmetros) Intensidade Dada em Ampare Deve ser ajustada de acordo com a sensibilidade do paciente. Provoca desconforto e pode aumentar a sensação dolorosa O paciente se acomoda rapidamente e pode não aliançar o efeito desejado M u it o a lt a M u ito b a ix a Tempo de tratamento O tempo de tratamento não deve ser inferior à 20min. Os melhores resultados são obtidos a partir de 30 minutos. Formas de aplicação Localização dos eletrodos Baseda na teoria das comportas Aumentar a entrada de informação nos mesmos níveis espinhais que as entradas nociceptivas. Tamanho dos eletrodos Maior superfície estimulada significa mais entrada de informação aferente; Menor possibilidade de estimulação motora; Menor risco de dano na pele. Técnicas de Aplicação: Overlap + + - - TENS D O R Canal 1 Canal 2 Técnicas de Aplicação Cruzada + + - - TENS D O R Canal 1 Canal 2 Vamos Pensar? Qual a área de estímulo elétrico percebida pelos receptores elétricos cutâneos? Prática DorCanal 1 (+) Canal 2 (+) Canal 1(-) Canal 2 (-) Conclusão A crioterapia não deve ser associada a aoutro recurso termofoto elétrico Hipertemoterapia e hipotermoterapia devem ser associadas apenas para facilitar a remoção de edema residual crônico. Não existe evidência de uso clínico do UST com crioterapia