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DISCIPLINA DE FARMACOTÉCNICA E TECNOLOGIA FARMACÊUTICA II
SISTEMAS DISPERSOS: SOLUÇÕES E XAROPES
ACADÊMICAS:
LILIAN SERAFINI
ANA CAROLINA MARTINEZ
PROFESSORA:
ARLETE TERESINHA KLAFKE
					SANTA CRUZ DO SUL, 2020
1. Introdução
 As soluções são preparações farmacêuticas líquidas nas quais estão contidos um ou mais fármacos dissolvidos em um solvente ou uma mistura de solventes. Quanto a via de administração ou usos, são classificadas como orais, auriculares, oftálmicas, tópicas, entre outras. De acordo com o Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira: As soluções são preparações líquidas que contém um ou mais princípios ativos dissolvidos em um solvente ou mistura de solventes. São classificadas, dependendo da via de administração, em orais ou tópicas. Dentre as orais, os xaropes são soluções que contêm altas concentrações de açúcar e os elixires, além de edulcoradas, apresentam veículo hidroalcoólico para favorecer a dissolução de certos fármacos menos solúveis. As soluções tópicas destinam-se a aplicação sobre a pele e mucosas. 
 As vantagens da solução são a facilidade de deglutição, a rapidez na absorção do fármaco e a rapidez de resposta terapêutica. Já as desvantagens são maior probabilidade de instabilidade na formulação, de contaminação microbiológica, de correções de sabor e odor na formulação, o acondicionamento em frasco de vidro aumenta as chances de problemas no armazenamento e transporte, a precisão da dose depende do usuário. 
 Ao se formular uma solução deve-se estudar as características dos princípios ativos de acordo com a solubilidade, as estabilidades físicas, químicas e microbiológicas, as incompatibilidades físico- químicas e o pH. Também deve-se escolher os solventes apropriados, como água purificada, glicerina, propilenoglicol, álcool etílico, xarope simples, entre outros. Determinar adjuvantes farmacotécnicos de acordo com as necessidades, como flavorizantes, edulcorantes, antioxidantes, sequestrantes, conservantes, corretivos de pH e corantes.
 Os excipientes mais utilizados são a água e o álcool, por serem mais compatíveis com líquidos fisiológicos. Os sistemas tampão são utilizados para manter o pH da formulação, sem haver oscilação, com a adição de pequenas quantidades de ácidos ou bases, evitando dor, ardência ou desconforto ao paciente. Os conservantes são utilizados para evitar a proliferação microbiana nas formulações. os antioxidantes impedem ou previnem a oxidação dos componentes da formulação em razão do seu poder redutor. 
 Para as preparações de xaropes sem adição de açúcar, são utilizados espessantes para atribuírem viscosidade a xarope. No caso da Ranitidina, foi utilizado o Hidroxietilcelulose para esse fim. A hidroxietilcelulose é um polímero poli (hidroxietil) éter, derivado da celulose, com característica não iônica, solúvel em água. Apresenta uma acidez e alcalinidade, aproximadamente de 5,5-8,5, quando dispersa numa solução a 1%. As soluções de hidroxietilcelulose são relativamente estáveis em pH entre 2- 12. Entretanto, pode ocorrer hidrólise em soluções com pH 5. Foi verificado também, que em temperaturas elevadas, a viscosidade diminui retornando quando é submetida ao resfriamento. Quanto à contaminação microbiana, soluções contaminadas apresentaram redução na sua viscosidade (WADE; WELLER, 1994). Pode-se encontrar vários tipos de hidroxietilcelulose com propriedades diferenciadas que modificam sua dispersão e viscosidade em água (WADE; WELLER, 1994; BOLETIM da Aqualon, 2001). A concentração utilizada depende do solvente e do peso molecular do polímero (Boletim Aqualon, 2001). 
 
 
2. Objetivos 
O presente trabalho teve como objetivo preparar uma solução de Xarope de Ranitidina 150mg/10mL, não glicogênio, utilizando a hidroxietilcelulose, para a disciplina de FTF II, realizado no Bloco 35, sala 3512 , com a supervisão da Professora Arlete Klafke. 
3. Materiais e Métodos
Materiais:
Xarope de Ranitidina 150 mg/10mL - Não Glicogênico 
Cloridrato de Ranitidina........................................1,674 g* 
Benzoato de sódio ..............................................0,4 g 
Glicerina...............................................................10 mL 
Sorbitol 70 %........................................................20 mL 
Sacarina sódica....................................................0,15 g 
Ácido cítrico monohidratado............................... 0,05 g 
Cloreto de sódio.....................................................0,5 g** 
Tampão Fosfato 6,8-7,3.........................................5 mL 
Flavorizante.............................................................q.s. 
Corante....................................................................q.s. 
Xarope hidroxietilcelulose a 1,0%.....q.s.p..............100 mL 
* 150 mg de Ranitidina base
 **Opcional para melhorar sabor
Método: 
1. Num gral, foi triturado o cloridrato de ranitidina, benzoato de sódio, sacarina, cloreto de sódio e o ácido cítrico em seguida, adicionou-se parte do xarope de hidroxietilcelulose a 1 %. 
2.Homogeneizou-se.
3. Adicionou-se a glicerina. Foi Homogeneizado. 
4. Adicionou-se o sorbitol 70 % e foi homogeneizado.
5. Foi transferido para cálice graduado, adicionou-se o flavorizante e o corante adequados. Homogeneizou-se novamente. 
6. Foi Ajustado o volume com xarope de hidroxietilcelulose e homogeneizado. 
7. Enfrascado em frasco de vidro âmbar. Rotulado. Informado a concentração.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
 O resultado foi um xarope viscoso com gosto bem amargo, foi adicionado corante e flavorizante, porém o gosto ainda ficou bem pronunciado. A ranitidina é um bloqueador competitivo dos receptores H2 que atua diminuindo a secreção de ácido gástrico, usado no tratamento de úlcera duodenal, úlcera gástrica benigna, refluxo gastroesofágico e esofagite erosiva. A Farmacotécnica Hospitalar inserida na Farmácia Hospitalar vem se desenvolvendo com a manipulação individualizada de medicamentos aos pacientes internados, de acordo com legislações regulamentadoras para tal. 
5. CONCLUSÕES
Concluímos que uma solução de Ranitidina não glicogênio, utilizando o Hidroxietilcelulose é uma boa opção para pacientes diabéticos, que não podem utilizar do xarope de açúcar, que é mais comumente utilizado. Porém, devem manter o devido cuidado, pois como não contém açúcar, pode haver proliferação microbiana. 
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS UTILIZADAS NAS DISCUSSÕES
Formulário nacional da farmacopeia brasileira / Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 2.ed. Brasília: Anvisa, 2012. 224 p .
	NUNES, A. M.; PINTO, M. C.; COSTA, D. M.; GONÇALVES, J. R. S.; PRADO, M. S. A. ESTUDO DA DEGRADAÇÃO DO CLORIDRATO DE RANITIDINA EM XAROPES MANIPULADOS NA FARMACOTÉCNICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO MATERNO INFANTIL. Depto. de Farmácia, Universidade Federal do Maranhão - UFMA, 2005. Disponível em: http://www.sbpcnet.org.br/livro/57ra/programas/senior/resumos/resumo_532.html. 
	
DESTRUTI, A. B. C. B.; SANTOS, G. A. A.; MONTEIRO, R. B. Curso Didático de Farmácia. 1. ed. São Paulo: Yendis, 2016. 834 p.
LUBI, N.C. DESENVOLVIMENTO DE FORMA FARMACÊUTICA LÍQUIDA DE USO ORAL, ISENTA DE AÇÚCAR COM EXTRATO FLUÍDO DE GUACO (Mikania glomerata Sprengel, Asteraceae), PARA AFECÇÕES DO APARELHO RESPIRATÓRIO. Curitiba, 2002. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/27633/D%20-%20LUBI,%20NEIVA%20CRISTINA.pdf?sequence=1.

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