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Tributário - responsabilidade

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definida como contribuinte. Somente no caso de insucesso (a execução fiscal é frustrada pela inexistência de bens suficientes) a cobrança pode ser redirecionada para o responsável, desde que presente o segundo requisito, analisado a seguir.
A rigor, portanto, a responsabilidade das pessoas enumeradas no dispositivo é subsidiária (ou supletiva), estando claramente presente o ‘benefício de ordem’.
Em provas de concurso público, todavia, novamente se aconselha que o candidato considere corretas as assertivas que transcrevam disposições legais. Dessa forma, usando a terminologia do CTN, a responsabilidade prevista no art. 134 é solidária, mas somente surge quando não é possível o cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.”
· Além da impossibilidade do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, os “terceiros” somente serão responsabilizados se tiverem participado ativamente da ocorrência do fato gerador ou caso tenham indevidamente se omitido. Ou seja, quando não houver ação ou indevida omissão imputável aos “terceiros” relacionados no art. 134, não ocorrerá a denominada “responsabilidade de terceiro”.
“A título de exemplo, o administrador de imóveis pertencente a terceiros, responsável pelo recebimento dos aluguéis, pode ser também responsabilizado pelo pagamento do respectivo IPTU (mesmo que o contrato de administração traga cláusula em sentido contrário). Para isso, contudo, é necessário que o administrador tenha se omitido no pagamento, quando possuía condições de fazê-lo. Se o imóvel não estava produzindo qualquer rendimento, a sujeição passiva não é transferida.
Da mesma forma, o inventariante só é obrigado a pagar o IPTU relativo ao espólio se este possui recursos para o pagamento, caso no qual a omissão pode ser efetivamente imputada àquele.
Nos casos em que não houver ação ou indevida omissão imputável à pessoa relacionada no art. 134, não surgirá a chamada responsabilidade terceiro.
Trata-se, portanto, de casos de responsabilidade por transferência ou sucessão, uma vez que, no momento da ocorrência do fato gerador, a sujeição passiva normalmente recai sobre o contribuinte e, verificados os requisitos acima explicitados, é transferida para um responsável.” 
· Merecem destacada importância quanto a análise os seguintes incisos:
“V – o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário;
VI – os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;
VII – os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas.”
· Quanto ao inciso V, deve ser lido que será responsável “o administrador judicial pelos tributos devidos pela massa falida ou pela empresa em processo de recuperação judicial”.
· Quanto ao inciso VI que trata da responsabilidade dos “tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício”, A título de exemplo, a transferência da propriedade imobiliária é aperfeiçoada com a inscrição do título aquisitivo no cartório de registro de imóveis. Nesta oportunidade, o tabelião deve exigir a comprovação do pagamento dos impostos incidentes sobre o imóvel. Caso se omita, e não haja sucesso na cobrança ao contribuinte, o tabelião é responsável ‘solidário’
· Quanto ao inciso VII que estabelece a responsabilidade dos sócios no caso de liquidação de sociedade de pessoas, deve ser lembrado que a regra é de que os sócios não sejam responsabilizados pelas obrigações da pessoa jurídica que integram, visto que esta possui patrimônio distinto do que pertence a seus sócios. Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidade, às de caráter moratório.”
· As multas costumam ser dividas em punitivas e moratórias As multas decorrentes de mero atraso no pagamento de obrigação tributária (moratórias) podem ser imputadas aos responsáveis elencados nos incisos do art. 134 do CTN. Já as multas punitivas (multas de ofício na dicção fazendária), as quais decorrem de atos ilícitos, estão sujeitas as regras de responsabilização pessoal do infrator e por isso não podem ser imputadas aos responsáveis elencados no art. 134 do CTN. 
RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS DECORRENTES DE ATUAÇÃO IRREGULAR (ART. 135):
“São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatuto:
I – as pessoas referidas no artigo anterior;
II – os mandatários, prepostos e empregados;
III – os diretores, gerentes o representantes de pessoas jurídicas de direito privado.”
· Quando o ‘terceiro’ responsável atua de maneira irregular, violando a lei, o contrato social ou o estatuto, sua responsabilidade será pessoal e não apenas solidária. Sendo assim, o ‘terceiro’ responde sozinho, com todo o seu patrimônio, ficando afastada qualquer possibilidade de atribuição da sujeição passiva à pessoa que, de outra forma, estaria na condição de contribuinte.
Neste ponto, faz-se necessário um detalhamento acerca das diferentes hipóteses de responsabilização das pessoas enumeradas no art. 134 do Código. A título de exemplo, a responsabilidade que pode ser atribuída aos pais com relação a obrigações que, de outra forma, seriam de seus filhos menores é excepcional e, mesmo nos casos em que presente, ocorre em diferentes graus. Em primeiro lugar, a regra é que, se os tributos são devidos pelos filhos menores, não haja responsabilidade dos pais.
Em contrapartida, caso os pais, representantes dos filhos menores, atuando sem excessos, tenham intervindo em determinado ato ou se omitido indevidamente, verificar-se-á a possibilidade de cobrança do tributo do próprio filho. Sendo esta impossível, os pais responderão solidariamente (como visto, seria mais correto subsidiariamente), tendo em vista o disposto no art. 134, I, do Código.
Havendo atuação irregular dos pais, de forma a ultrapassar o que a lei lhes permite na administração do patrimônio dos filhos menores, a responsabilidade daqueles será pessoal, nos termos do art. 135 do C.T.N.” 
· Apesar de ser estudada como “responsabilidade de terceiros” e, portanto, como via de regra tal responsabilidade é por “transferência”, deve ser ressaltado que nos casos do art. 135 do C.T.N., o surgimento da responsabilidade acontece ao mesmo temo em que ocorre o fato gerador, não sendo caso de “transferência de responsabilidade”, mas sim, hipótese de responsabilidade por substituição.
· Deste modo, deve-se tomar cuidado com tal “particularidade” a qual já foi objeto de questionamento em concurso em questão que foi considerada CORRETA: A prática de ato com excesso de poderes ou infração de lei também resulta em responsabilidade por substituição.
RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÕES:
“Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.” entendimento de que a responsabilidade por infrações tributárias é em regra, objetiva.
· Em verdade, não se tratam de casos de “responsabilidade”, pois as pessoas que cometeram as infrações, foram as que realizaram o fato gerador, por isso, na realidade são “contribuintes”. Deste modo, é caso de “responsabilidade por substituição”, pois no momento do cometimento da infração o sujeito passivo da multa já é o “responsável”.
“é lícito afirmar que a infração à legislação tributária normalmente é fato gerador da obrigação tributária principal consubstanciada na respectiva penalidade pecuniária”. Existem, contudo, outras espécies de sanções aplicáveis aos ilícitos tributários, tais como a pena de perdimento e a proibição de gozo de regimes especiais de tributação, ambas comuns nos tributos aduaneiros (imposto de importação e de exportação).
“Em se tratando de infrações à legislação tributária, o CTN, ao afirmar que a responsabilidade independe da