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CGO 2 parte APOSTILA DO DEVER AULA 17-10-2020

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– Ed. Manole. 
Quando pensam em custos, a primeira coisa que vem à mente das pessoas é o custo 
financeiro; não obstante, há pelo menos outros sete custos que a empresa prestadora de 
serviços profissionais pode tentar reduzir. Conforme as circunstâncias, ela poderá cobrar um 
preço maior pelos seus serviços se conseguir reduzir esses outros custos. A seguir, temos uma 
relação comentada dos diferentes tipos de custos. 
 
 
 
 
 
 
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1. Custos sensoriais. Quando vão ao dentista, os pacientes talvez estejam mais 
preocupados com a dor do que com o custo financeiro. Um dos custos da cirurgia 
plástica, que não tem nada a ver com os honorários do cirurgião, é o desconforto que 
o paciente enfrentará durante a recuperação. Quem presta serviços profissionais deve 
tomar medidas para reduzir os custos sensoriais para o paciente ou cliente, tornando a 
experiência tão agradável quanto possível. 
 
2. Tempo/conveniência. Benjamin Franklin já recomendava: “Não perca seu tempo 
reclamando porque a vida é como tem de ser.” Segundo uma pesquisa da American 
Medical Association, o tempo que o pacientes estão dispostos a aguardar na sala de 
espera é de 20,6 minutos. Se o tempo de espera na maioria das vezes ultrapassar esses 
20,6 minutos, o paciente pode decidir mudar de médico. Os médicos devem se 
esforçar para economizar o tempo de seus clientes. 
 
3. Incômodo. Outro custo em potencial para os clientes é constituído pelo incômodo 
enfrentado quando se tenta contratar um serviço. Esse incômodo pode resultar de 
processos exageradamente complexos, que exijam várias etapas para ser atendido. O 
incômodo será maior ainda se o processo tiver de se repetir a cada visita. 
 
4. Oportunidade. Toda vez que um cliente escolhe uma empresa prestadora de serviços 
profissionais ele desiste de procurar outras. Esse tipo de custo ocorre, por exemplo, 
quando o cliente percebe mais tarde que outra empresa poderia ter oferecido um 
serviço melhor. 
 
5. Custos psicológicos. A qualquer momento durante o processo de tomada de decisão a 
pessoa está sujeita a experimentar uma “dissonância cognitiva”, ou seja, uma certa 
ansiedade. Quanto maior for o risco percebido, maior será o grau de ansiedade. Os 
clientes tentarão analisar novamente a decisão, buscando mais informações que 
confirmem a decisão tomada. 
 
6. Custos sociais. Quem contrata serviços profissionais tende a tomar decisões “seguras”. 
A empresa prestadora de serviços profissionais deverá se empenhar em reduzir 
qualquer custo social que possa surgir na mente do decisor. Como afirmou um 
consultor em administração: “Minha tarefa é fazer com que a pessoa que me 
contratou seja bem-vista”. 
 
7. Custos Físicos. Enfim, outro custo em potencial para o cliente pode ser um custo físico. 
Isso acontece principalmente na área de atendimento médico. A decisão de recorrer 
ou não a um determinado médico, ou de enfrentar ou não uma intervenção cirúrgica, 
pode estar diretamente relacionada a outros custos físicos pressentidos pelo paciente. 
O custo físico real ou percebido exige que o prestador do atendimento médico reserve 
tempo suficiente para abordar os temores e as dúvidas do paciente. No final da década 
de 1990, por exemplo, circularam relatos sobre mortes em conseqüência de um 
procedimento cirúrgico considerado simples, a lipoaspiração, obrigando os cirurgiões 
plásticos a passar mais tempo dando explicações para afastar esse receio do 
pensamento de seus pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
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CONTABILIDADE FINANCEIRA 
 De acordo com Horngren (HORNGREN, 2000, p. 2) a Contabilidade Financeira 
preocupa-se com apresentação de informações ao público externo da organização e dessa 
forma segue efetivamente os princípios contábeis geralmente aceitos. Com isso, continua o 
autor, as informações produzidas pela Contabilidade Financeira ficam restritas às regras 
impostas pelos princípios contábeis que limitam a classificação de certos itens no Balanço 
Patrimonial e o reconhecimento de receitas. 
CONTABILIDADE DE CUSTOS 
 A Contabilidade de Custos mensura e relata informações financeiras e não-financeiras 
relacionadas à aquisição e ao consumo de recursos pela organização. Ela fornece informação 
tanto para Contabilidade Gerencial quanto para Contabilidade Financeira. 
CONTABILIDADE GERENCIAL 
 Segundo Anthony (apud PADOVEZE, 2000, p. 29) a Contabilidade Gerencial preocupa-
se com a informação útil à administração. As informações da Contabilidade Gerencial incluem , 
de acordo com Warren (WARREN, et. al., 2001, p. 3), dados históricos e estimados usados pela 
administração na condução de operações diárias, no planejamento de operações futuras e no 
desenvolvimento de estratégias de negócio integradas. 
 CONTABILIDADE FINANCEIRA E CONTABILIDADE GERENCIAL 
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DAS CONTABILIDADES FINANCEIRA E GERENCIAL 
 CONTABILIDADE FINANCEIRA CONTABILIDADE GERENCIAL 
CLIENTELA 
Externa: Acionistas, credores, 
autoridades tributárias. 
Interna: Funcionários, 
administradores, executivos. 
PROPÓSITO 
Reportar o desempenho passado 
às partes externas; contratos com 
proprietários e credores. 
Informar decisões internas tomadas 
pelos funcionários e gerentes; 
feedback e controle sobre 
desempenho operacional; contratos 
com proprietários e credores. 
DATA Histórica, atrasada. Atual, orientada para o futuro. 
RESTRIÇÕES 
Regulamentada: dirigida por regras 
e princípios fundamentais da 
contabilidade e por autoridades 
governamentais. 
Desregulamentada: sistemas de 
informações determinadas pela 
administração para satisfazer 
necessidades estratégicas e 
operacionais. 
TIPO DE 
INFORMAÇÃO 
Somente para mensuração 
financeira. 
Mensuração física e operacional dos 
processos, tecnologia, fornecedores e 
competidores. 
NATUREZA DA Objetiva, auditável, confiável, Mais subjetiva e sujeita a juízo de 
 
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INFORMAÇÃO consistente, precisa. valor, válida, relevante, acurada. 
ESCOPO 
Muito agregada; reporta toda a 
empresa 
Desagregada; informa as decisões e 
ações locais. 
Fonte: Kaplan et al, 2000. 
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS 
QUANTO AO VOLUME DE ATIVIDADE 
CUSTO VARIÁVEL: É o custo que varia proporcionalmente à quantidade produzida. Assim quanto 
maior for a quantidade produzida, maior o custo variável total. Exemplo: matéria-prima. 
CUSTO FIXO: É o custo que não sofre alterações quando há mudança no nível de produção 
(quantidade produzida). O custo fixo existe mesmo quando não há produção. Exemplo: aluguel 
do galpão da fábrica. 
 
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES: 
 Custo Variável – não varia por unidade. 
 Custo Fixo – varia por unidade. 
 A variação do CF/u e CVT é inversamente proporcional. 
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS QUANTO À ALOCAÇÃO AOS PRODUTOS 
 A classificação dos custos em Direto e Indireto diz respeito a sua relação com o 
produto. 
CUSTO DIRETO: são os custos que podem ser alocados diretamente a cada unidade produzida, ou 
seja, não são utilizados critérios arbitrados para distribuição desses custos ao produto. 
 
CUSTO INDIRETO: para que esses custos sejam alocados aos produtos faz-se necessária a 
utilização de fator de rateio. 
 
 
 
 
 
 
 
Custo Variável Total 
Custo Fixo Total 
Quantidade 
produzida 
$ 
 
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 EXERCÍCIOS 
1. A Cia Costa Leal & AC Ribeiro industrial apresenta os seguintes gastos mensais: 
 
Custo fixo total .................................................................................. $10.000 
Materiais diretos e mão-de-obra direta por unidade ....................... $60 
 
Pede-se: 
a) Suponha que em determinado mês a empresa produziu 500 unidades. Qual será o 
custo total de produção e o custo unitário. 
b) Considerando o item (a), admita que houve um aumento de 50% na produção. 
 
2. Uma empresa industrial Antunes da Silva & Souza Rodrigues apresentou os seguintes 
custos: 
 
Materiais diretos $8.000 
Materiais indiretos $1.400 
Aluguel da fábrica $12.000 
Salários da supervisão $3.200 
Mão-de-obra