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Hospital Geral Dr. César Cals | (85) 3101.5347 Av. do Imperador, 545 - Centro, Fortaleza/Ce www.hgcc.ce.gov.br | Facebook.com/HospitalGeralCesarCals URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS OBSTÉTRICAS E O PAPEL DA EQUIPE DE ENFERMAGEM Thalya Camila Angelim Praciano 1 Dennys de Souza Araujo 2 Carmelita Praciano da Silva 3 Ana Paula Almeida Dias 4 INTRODUÇÃO: A gestação é uma evolução fisiológica da mulher. Durante esse momento, o seu corpo passa por diversas alterações decorrentes a fatores hormonais, fisiológicos e mecânicos. Nesse período podem ocorrer intercorrências, ameaçando a vida da mãe e/ou do feto, exigindo um atendimento imediato e qualificado. Logo, o profissional de saúde deve estar preparado para atuar nas urgências e emergências obstétricas. OBJETIVO: Avaliar as produções científicas sobre a assistência de enfermagem em situações de urgência e emergência obstétricas. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura visando responder a pergunta “Quais são as evidências apresentadas nas produções científicas sobre a assistência de enfermagem em situações de urgência e emergência obstétrica?”. A busca eletrônica foi realizada no portal regional da Biblioteca Virtual em Saúde, no portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e PubMed, a partir dos descritores controlados: Emergências; Enfermagem; Cuidados de Enfermagem; Serviços Médicos de Emergência; Obstetrícia; Gestantes; Gravidez de Alto Risco; Aborto; Descolamento Prematuro da Placenta. Foram adotados como critérios de inclusão: artigos publicados em periódicos nacionais, no idioma português, independente do ano de publicação e que avaliaram a assistência de enfermagem em situações de urgência e emergência obstétrica. Adotou-se como critérios de exclusão: as pesquisas que não respondiam à questão norteadora, estudos repetidos, editoriais, cartas ao editor e relatórios. RESULTADO: O estudo foi composto por oito artigos, cujo ano de publicação variou de 2000 a 2015, sendo quatro conduzidos na região sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro), três na região nordeste (Paraíba, Pernambuco, Bahia) e um na região centro-oeste (Goiás). Dentro os tipos de urgência e emergência obstétricas abordados nos artigos, as mais citadas foram a pré-eclâmpsia, a eclâmpsia e a síndrome hipertensiva. As menos citadas foram a aminiorrexe prematura, a placenta prévia, a infecção do trato urinário e as hemorragias. No tocante aos fatores relacionados à intercorrências obstétricas, houve destaque para fatores individuais como: faixa etária; obesidade; sobrepeso; tabagismo; estresse; consumo de bebida alcoólica; existência de comorbidades e antecedente obstétrico de aborto, hipertensão ou proteinúria. A precária situação socioeconômica e a dificuldade de acesso aos serviços especializados também foram mencionados. Como consequências das urgências e emergências obstétricas foram indicadas repercussões maternas e fetais reversíveis ou não, tais como: gravidez de risco; trabalho de parto prematuro; abortamento; ansiedade; edema agudo de pulmão; síndrome de HELLP; acidente vascular encefálico; insuficiência renal; convulsão e coma materno; déficit de volume de líquido amniótico; hemorragia cerebral materna; sofrimento fetal e morte materna. Foram apontadas intervenções de enfermagem para a síndrome hipertensiva, pré-eclâmpsia, eclampsia e placenta prévia, mas não foram indicadas intervenções nos casos de hemorragias, aminiorrexe prematura e infecção do trato urinário/pielonefrite. CONCLUSÃO: Percebeu-se o déficit de estudos sobre as intervenções obstétricas e os cuidados de enfermagem em relação a determinados tipos de urgências e emergências obstétricas. Propõe-se assim a realização de mais estudos nessa área, visto que a morte materna está diretamente interligada ao cuidado tardio ou inadequado nas unidades hospitalares, trazendo riscos materno-fetais. Descritores: Gestantes. Emergências. Enfermagem. Cuidados de Enfermagem. ISBN: 987-85-5326-005-8