A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
53 pág.
TCC Tereza Rachel 2020 formatado-convertido

Pré-visualização | Página 8 de 13

de se estar nos verbos da vida (trabalhar, viver, amar, sentir, produzir 
saúde...). 
Trazendo essa discussão para a área da saúde, destacamos os avanços no 
SUS, seus benefícios e facilidades colocados aos usuários do sistema, no entanto, 
ainda é possível nos depararmos com alguns problemas nos modelos de gestão de 
serviços e atenção no tange ao acesso de usuários a saúde pública. Alguns 
30 
 
exemplos são as dificuldades de marcação de consultas, exames, falta de médicos 
especialistas na área demandada, as longas filas e a demora nos atendimentos e 
longas esperas para realização das consultas, bem como a precariedade de 
infraestrutura e instalações do imóvel. 
 É evidente que o indivíduo que utiliza a saúde pública brasileira enfrenta 
muitos desafios no que correspondem ao acesso dos serviços, muitos fatores 
interferem no seu psicológico e na forma como irão encarar os resultados dos seus 
problemas de saúde. Partindo dessa ideia a proposta do acolhimento é um aliado 
aos recursos utilizados no processo de práticas humanitárias nos serviços de saúde. 
No que se refere às concepções de acolhimento a usuários portadores de 
hanseníase, destacam-se duas concepções que serviram de base para a 
fundamentação teórica deste estudo, sendo estas formuladas pelo Protocolo de 
Atendimento em Hanseníase e por Farias, onde ambos descrevem a importância do 
acolhimento fazendo referência a humanização do serviço. 
De acordo com o Protocolo de Atendimento em Hanseníase (2007, p. 11): “O 
acolhimento do usuário é uma das condições determinantes na adesão do paciente 
ao tratamento”. 
De acordo com Farias (2007, p. 40), “o acolhimento, quando entendido como 
estratégia de humanização, redundante às relações humanas, na atenção à saúde 
como nas demais áreas, sugere conflitos em diferentes âmbitos, político, profissional 
e pessoal”. 
É necessário para tanto, conhecer o paciente e seus anseios, a família, sua 
história de vida, bem como estar junto a equipe discutindo e avaliando, tratamento e 
prognóstico. 
 
3.2 ACOLHIMENTO HUMANIZADO 
 
Atualmente muito tem se falado sobre a questão relacionada ao atendimento 
humanizado, principalmente na saúde, porém, o mesmo ainda é pouco praticado no 
processo de atendimento a pacientes na saúde. 
Aos profissionais que lidam diretamente com o fator saúde-doença do 
paciente, vale ter em mente que o paciente que busca o acolhimento na rede pública 
de saúde, normalmente, advém de quadro estressante na busca por atendimento, e 
ainda precisa lidar com questões relacionadas ao mal-estar e enfretamento de 
31 
 
doenças. Trata-se, portanto, de um momento delicado de sua vida, e o ideal seria 
serem recebidos da melhor forma possível. Para Vilar (2014, p. 16) “[...] as práticas 
em saúde teriam que se pautar pelos princípios éticos de respeito à vida, a 
diversidades, subjetividades culturais e saberes dos indivíduos envolvidos nessa teia 
de relações sociais”. 
A humanização corresponde à ação ou efeito de humanizar, de tornar 
humano, ser mais humano, tornar bondoso, caridoso, afável. Corresponde a um 
processo que pode acontecer em diversas áreas de atuação profissional. 
Na saúde a humanização tem um papel fundamental na garantia da qualidade 
do procedimento nos serviços de saúde, pois nesse meio o paciente busca tanto a 
solução para seus problemas quanto anseia por uma acolhida que lhe traga alívio e 
conforto pessoal. 
Pensando nessas melhorias do processo de trabalho o Ministério da Saúde, 
criou o Projeto de Humanização Hospitalar, onde ressalta que a proposta de 
humanização da assistência à saúde “é um valor para a conquista de uma melhor 
qualidade de atendimento à saúde do usuário e de melhores condições de trabalho 
para os profissionais”. (BRASIL, 2000). 
Trazendo essa discussão para a questão relacionada ao acolhimento 
humanizado importa ressaltar sua função na formação de vínculo entre o profissional 
e o paciente. Segundo destaca Simões (2007) apud Almeida (2015, p. 13) “O 
acolhimento tem uma relação bem próxima da temática humanização e é visto como 
uma atividade desempenhada por um profissional particular num espaço físico 
específico”. 
Sendo assim, como já ressaltado o acolhimento integra uma das diretrizes da 
Política Nacional de Humanização, e tem sido desenvolvido, especialmente, na 
Atenção Primária à Saúde, com o objetivo de promover mudanças nas formas de 
prestação de serviço de saúde. 
A proposta é que haja um acolhimento através da prática da conversa, que 
pode ou não ser realizada por um profissional. O intuito é que a ação seja encarada 
de forma mais humana, mais empática, evitando práticas tecnicistas que 
desvalorizam o indivíduo. 
 
 
 
32 
 
4. JUSTIFICATIVA 
 
 Durante período do estágio obrigatório foram observadas e registradas 
informações relevantes para construção e elaboração de atividades requisitadas 
pelo estágio, dentre elas: levantamento de demandas e projeto de intervenção que 
trouxeram à tona situações que mereciam maior atenção. As atividades 
desenvolvidas foram: Orientação; Acolhimento; Aconselhamentos relacionados aos 
impactos do diagnóstico de doença; Visitas Domiciliares e Institucionais; Palestras; 
Encaminhamentos; e Inclusão de usuários nas políticas públicas. 
O estágio ocorreu no Centro de Saúde Genésio Rêgo, que é referência no 
tratamento da Hanseníase. A Instituição também exerce sua função social mantendo 
oficina de produção de palmilhas e sapatos aos portadores de hanseníase. Isso 
porque as pessoas que sofrem com as sequelas da doença precisam, em muitos 
casos, utilizar calçados especiais. 
A pequena fábrica funciona em uma sala do Centro de Saúde e conta com 
uma estrutura diferenciada. Além do sapateiro, o corpo médico que faz a triagem, 
identificando a necessidade e as especificidades dos pacientes. 
Dessa forma, a escolha do tema justifica-se por sua importância para o 
atendimento do usuário, fornecendo a este uma atenção humanizada, pautada no 
respeito, livre de qualquer preconceito. 
A escolha do tema como já explicitado baseou-se no projeto de intervenção 
realizado no Centro de Saúde, atingindo nesse período um público direto de 50 
pessoas e indiretamente 16 pessoas. 
Com relação aos procedimentos operacionais destacam-se as atividades que 
foram desenvolvidas durante o estágio como: Orientação; Acolhimento; 
Aconselhamentos relacionados aos impactos do diagnóstico de doença; Visitas 
Domiciliares e Institucionais; Palestras; Encaminhamentos; e Inclusão de usuários 
nas políticas públicas. 
Para o projeto de intervenção foram desenvolvidas ações em concordância 
com a supervisora de campo, Centro de Saúde e disponibilidade da equipe de saúde 
e profissionais da área social. A duração do ciclo do projeto foi de 60 dias, tendo 
início na segunda semana de maio e finalização na última semana de junho. 
Ao final do estágio foi possível concluir todas as propostas elaboradas pelo 
Projeto de Intervenção em parceria com a supervisora de campo e equipe de 
33 
 
profissionais de saúde que se envolveram com o mesmo. Deu-se continuidade as 
ações o que favoreceu a coleta de dados para elaboração do presente Trabalho de 
Conclusão de Curso. 
 
 4.1 CENTRO DE SAÚDE DR. GENÉSIO RÊGO 
 
O Centro de Saúde Genésio Rêgo, localizado na Vila Palmeira, São Luís/MA, 
é uma unidade antiga, com mais de 40 anos de existência. A Instituição está dividida 
em três setores: Pediatria, Setor da Mulher e Dermatologia. O Centro de Saúde é 
referência no tratamento da Hanseníase. 
O Centro é especializado em Saúde do Homem, Saúde da Mulher e 
Hanseníase. Integra a rede estadual de saúde. O Centro de Saúde Genésio Rêgo 
foi fundado em 31 de março de 1974, tem 44 anos de existência, recebeu esse 
nome em homenagem ao médico Genésio Euvaldo Morais Rêgo. 
O Centro de Saúde Genésio Rêgo atua na área da saúde. Possui como 
finalidade promover e proteger

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.