A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
Geoclima, Fauna e Flora do Triássico

Pré-visualização | Página 2 de 4

extinção do Permiano fez com que o período Triássico tivesse a maior extinção em massa da história de Terra. A maioria das espécies marinhas, cerca de 95%, e muitos tetrápodes terrestres (70%) desapareceram em um intervalo de tempo muito curto. Deixando a Terra relativamente não povoada e pronta para uma nova geração de organismos. Em razão ao clima seco, a região mais central do supercontinente Pangeia era quase todo deserto. Então, algumas plantas não passaram por grandes avanços evolutivos durante o período Triássico. Em latitudes mais altas, as gimnospermas sobreviveram e as florestas de coníferas começaram a se recuperar da extinção do Permiano. Algumas famílias de plantas, como os musgos gigantes e cavalinhas também foram extintos durante o final do Permiano, porém, novas formas foram surgindo durante o Triássico. O início do Triássico, em relação à flora, foi marcado pela dominância de samambaias, como Glossopteris, ginkgo e coníferas e cicadófitas. Ginkgo e coníferas dominaram boa parte do mesozoico, pois eram melhor adaptadas à intensa mudança de temperatura. Nas regiões costeiras estavam presentes hepáticas, cavalinhas menores e musgos que sobreviveram à extinção do Permiano. E uma espécie do grupo das coníferas, Cheiroleps, dominaram as latitudes do norte durante o período. Embora existissem extensas florestas durante o Triássico, a aridez generalizada nos continentes do norte no Triássico Inferior e Médio limitou sua extensão de área, o que resultou em um desenvolvimento geralmente pobre de floras durante este período. No entanto, no final do Triássico, a ocorrência de plantas que gostam de água, como os musgos, cavalinhas e samambaias, sugerem que o clima árido mudou para um mais úmido e que este clima tenha estendido até a latitude 60º N. A flora eurasiana subtropical a temperada ficava em um cinturão entre cerca de 15 ° e 60 ° N, enquanto ao norte desse cinturão ficava a flora temperada siberiana (Angaran), estendendo-se até 10 ° do Polo Norte Triássico. Nos continentes do sul, a flora Permiano de samambaias com sementes, Glossopteris e Gangamopteris, adaptada a condições frias e úmidas, foram substituídas por uma flora Triássica dominada por Dicroidium, uma samambaia que preferia condições quentes e secas - o que indica mudanças climáticas importantes na fronteira do Permiano-Triássico. Dicroidium era um gênero da ordem dos pteridospermas (gimnosperma extinta), e fazia parte de uma extensa paleoflora Gondwana que foi descoberta no final da Formação Molteno do Triássico do sul da África e em outros lugares. Esta paleoflora estendeu-se de 30 ° a bem abaixo de 60 ° S. Existem poucos fósseis remanescentes do Triássico para a zona equatorial entre 15 ° N e 30 ° S. A Leptocycas era uma cicadácea, uma planta com semente primitiva do final do período Triássico. Era uma palmeira com um tronco longo e lenhoso e folhas duras, que viveu em climas quentes. Esta árvore tinha cerca de 4,8 pés (1,5 m) de altura. E as cavalinhas eram uma fonte importante de nutrição para dinossauros herbívoros. Essas plantas vasculares primitivas eram de crescimento rápido e resilientes (elas podiam se propagar usando corredores subterrâneos que um dinossauro pastando não comeria). Isso significava que um dinossauro faminto poderia comer a planta sem matá-la, já que a planta voltaria a crescer do rizoma (o caule subterrâneo). Já a flora nos oceanos o coccolitóforos, um grupo importante de algas pelágicas marinhas ainda vivas, fizeram sua primeira aparição durante o Triássico Superior, enquanto os dinoflagelados sofreram rápida diversificação durante o Triássico Superior e o Jurássico Inferior. Algas verdes marinhas como, dasycladacean e cianobactérias, foram abundantes em todo o Triássico. Conífera Ginkgo semirotunda Nosso estado atual de conhecimento sobre as primeiras plantas terrestres do Triássico aparentemente ainda é muito limitado para permitir conclusões diretas sobre os padrões de extinção, recuperação e radiação através da fronteira do Permiano-Triássico.
Conifera Conifera
 
 (Registro Fóssil) Ginkgo semirotunda 
Fauna
Falando brevemente do pai da ciência, nosso querido Darwin, em sua teoria evolucionista aborda que as espécies descendem de um ancestral comum, baseado em uma uniformidade na qual as características comuns passam-se por hereditariedade, podendo adquirir ou perder novidades evolutivas onde simultaneamente há um conflito constante pela sobrevivência em vista da seleção natural. 
 Vindo agora ao Período Triássico, o primeiro período da Era Mesozoica, onde começou a 252 milhões de anos, no fim do Período Permiano e terminou a 201 milhões de anos, sendo sucedido pelo Período Jurássico. O Triássico em 1834, foi nomeado por Friedrich Von Albert em referência aos estratos encontrados ao longo da Alemanha e noroeste da Europa, que são arenitos vermelhos, cobertos por calcário marinho, seguido por evaporitos e arenitos continentais. Mas para compreendermos melhor o período Triássico, voltaremos para o Período Permiano onde ocorreu a maior extinção em massa registrada no Fanerozóico, cerca de 96% das espécies tanto a biota marinha como a terrestre, possivelmente associado a elevação do continente Pangeia o que reduziu as áreas de mar raso e as atividades vulcânicas, o que se considerava atípico ao pensar que estava-se em um dos períodos glaciais. O evento causo um aquecimento global exacerbado causando o aumento das concentrações de CO2 e H2s(sulfeto de hidrogênio), aumento na temperatura da atmosfera e na água, que liberou o CH4(metano) acumulado sob altas pressões no fundo dos oceanos e anóxia marinha. Já a parte terrestre sufocou por conta do CO2 e CH4, juntamente a redução dos níveis de oxigênio (10% e 15%) por via da oxidação de substâncias orgânicas e minerais. Todos os répteis basais, exceto os procolofonídeos, quase todos os anfíbios "labirintodontes" e a maioria dos terápsidas, dicinodontes foram dizimados, já na biota marinha foram 90% extintos, como foraminíferos, corais, crinoides, equinodermos, os últimos trilobitas e várias outras espécies. 
A flora e fitoplâncton (que absorve o CO2) também foram afetados, as gimnospermas sobreviveram e ressurgia as florestas de coníferas.
Então entramos realmente no Triássico, o clima já tinha mudado, passando a ser quente, seco, com monções sazonais e áreas de umidade mais restritas à parte sul (hoje Patagônia).
 Após o evento de extinção em massa, fósseis bem preservados de invertebrados evidenciam a lenta recuperação da fauna, mas também protistas planctônicos pois os ambientes neríticos (zonas mais rasas com profundidades menores do que 200m, com penetração solar) estavam devastados. Acredita-se que foi lenta por conta de condições de anoxia-disoxia e variações extremas de condições ambientais e a partir do final do Século XX, estudos apontam mais uma forma de evolução da queda de diversidade, mostrando que a extinção em massa pode ter ocorrido não de forma abrupta ou gradual e sim em pulsos que podem não ser uniformes quanto à distribuição espacial no globo.
O primeiro no intervalo Guadalupiano-Lopingiano e o segundo no intervalo Lopingiano-Induano. Entretanto, houveram organismos que demostraram expansão em diversidade e abundância, como ostracodes, alguns gêneros de foraminíferos, moluscos bivalves, conodontes (no norte da Itália), insetos alados, dois gêneros de acritarcas (gêneros Veryhachium e Michrystridium) onde vem o conceito de que, extinções em massa são altamente destrutivas mas também são agentes de renovações evolutivas devido à liberação de nichos que podem ser ocupados pelas espécies sobreviventes.
Ao falar dos reptilianos temos a primeira linhagem que origina as tartarugas e posteriormente os arcossauros que são ancestrais dos crocodilianos, dinossauros, das aves e por último lepidossauria que diversificam em tuataras e no outro extremo lagartos e serpentes. Os mamíferos originaram de um grupo extinto de répteis, os sinapsídeos (denominados assim por

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.