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Brasília-DF. AnAtomiA do ApArelho locomotor Elaboração Igor Duarte de Almeida Produção Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração Sumário APrESEntAção ................................................................................................................................. 4 orgAnizAção do CAdErno dE EStudoS E PESquiSA .................................................................... 5 introdução.................................................................................................................................... 7 unidAdE i INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR .............................................................................................. 9 CAPítulo 1 SISTEMA ESqUELéTICO ............................................................................................................. 9 CAPítulo 2 DIvISÃO DO ESqUELETO ......................................................................................................... 19 CAPítulo 3 COMpOSIÇÃO óSSEA ........................................................................................................... 28 unidAdE ii SISTEMA ARTICULAR ............................................................................................................................. 30 CAPítulo 1 TIpOS DE ARTICULAÇõES ........................................................................................................ 30 CAPítulo 2 SINOvIAIS ............................................................................................................................... 32 CAPítulo 3 pRINCIpAIS ARTICULAÇõES SINOvIAIS ..................................................................................... 40 unidAdE iii SISTEMA MUSCULAR ............................................................................................................................. 45 CAPítulo 1 MúSCULOS ESqUELéTICOS ..................................................................................................... 45 CAPítulo 2 MúSCULOS DA CAbEÇA E TRONCO ....................................................................................... 59 rEfErênCiAS .................................................................................................................................. 85 4 Apresentação Caro aluno A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da Educação a Distância – EaD. Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo. Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira. Conselho Editorial 5 organização do Caderno de Estudos e Pesquisa Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam a tornar sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta, para aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares. A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de Estudos e Pesquisa. Provocação Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor conteudista. Para refletir Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões. Sugestão de estudo complementar Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso. Praticando Sugestão de atividades, no decorrer das leituras, com o objetivo didático de fortalecer o processo de aprendizagem do aluno. Atenção Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a síntese/conclusão do assunto abordado. 6 Saiba mais Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões sobre o assunto abordado. Sintetizando Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos. Exercício de fixação Atividades que buscam reforçar a assimilação e fixação dos períodos que o autor/ conteudista achar mais relevante em relação a aprendizagem de seu módulo (não há registro de menção). Avaliação Final Questionário com 10 questões objetivas, baseadas nos objetivos do curso, que visam verificar a aprendizagem do curso (há registro de menção). É a única atividade do curso que vale nota, ou seja, é a atividade que o aluno fará para saber se pode ou não receber a certificação. Para (não) finalizar Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado. 7 introdução A capacidade de reagir em resposta aos estímulos provenientes do ambiente em que se vive, constitui uma das propriedades fundamentais do ser vivo. Nos humanos, todos os movimentos voluntários (que só age de acordo com a sua própria vontade) efetuados, implicam na intervenção de um número importante de músculos, articulações e ossos. Assim é constituído o aparelho locomotor. Os músculos são os órgãos efetuadores de movimento, enquanto as articulações fornecem o meio adequado para a movimentação do osso ou ossos que por sua vez atuam como as alavancas do movimento. Para Duarte (2009), os músculos estão distribuídos por todas as partes do corpo e em conjunto com os sistemas articular e ósseo, formam um sistema de alavancas biológicas que permitem ao indivíduo locomover-se e movimentar os diversos segmentos do corpo. É correto afirmar que o aparelho locomotor está envolvido em todos os movimentos voluntários e estão espalhados por todas as partes do corpo. Isso não se resume apenas em andar ou pegar objetos. Imagine a fonação (fala). Dá pra falar sem movimentar a mandíbula? A resposta é não! Para falarmos, temos de comandar um complexo grupo de músculo que exercem sua ação (força) no osso mandíbula, que só pode se mover pela característica da Articulação Temporomandibular (ATM). Então é correto afirmar que esses 3 sistemas participam ainda da comunicação verbal e alimentação, uma vez que músculos, mandíbula e ATM desempenham seus papéis nessas importantes funções. Para alguns profissionais, estudar o sistema muscular é uma verdadeira tortura devido à grande quantidade de músculos do corpo humano e seus nomes nem tanto convencionais. Por esse motivo iniciaremos nosso estudo do aparelho locomotor, pelos órgãos menos complexos; os ossos com suas respectivas características, funções e curiosidades. Após, iniciaremos nosso estudo pelo fascinante sistema articular e por último, entraremos no complexo estudo do sistema muscular. Conhecerão os principais órgão e funções do aparelho locomotor, sua localização e as principais características desse sistema que permite os movimentos corporais e outras funções importantespara a vida. Nessa parte do curso, o aluno estará em contato com informações sobre o sistema locomotor e seu funcionamento no controle das atividades motoras e estará habilitado para atuar como docente nos cursos da saúde em temas relacionados aos sistemas ósseo, articular e muscular. 8 objetivos » Promover a capacitação dos alunos em identificar os diversos órgãos que compõem os sistemas ósseos, articular e muscular desde sua formação estrutural até as bases fisiológicas do sistema. » Compreender as diversas partes em que se divide o sistema locomotor, suas características além de sua divisão anatômica e funcional. 9 unidAdE i introdução Ao SiStEMA loCoMotor CAPítulo 1 Sistema esquelético definição De acordo com o dicionário anatômico etimológico, o termo esqueleto deriva da palavra grega skeletos e significa seco, sem umidade. O esqueleto tem a importante função de sustentar e dar forma ao corpo. Com esse sistema, torna-se possível a locomoção, além da proteção dos órgãos internos, principalmente os órgãos vitais. Segundo Dângelo, Fatinni (2000) o esqueleto é o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam para formar o arcabouço (estrutura) do corpo animal. O esqueleto humano de um adulto apresenta- se com o número de 206 ossos contando apenas os sesamoides anteriores do joelho (patelas), ossos acessórios não são contados. O maior osso do corpo humano é o fêmur e localiza-se nas coxas enquanto que o menor osso é o estribo e localiza-se na orelha interna (ouvido). O sistema ósseo é composto por ossos e cartilagens e possui um tecido vivo complexo formado por células e uma matriz orgânica. Composição Guyton (2011) diz que o osso é formado por uma matriz orgânica dividida em: 1. colágeno; 2. substância fundamental; 3. osteoblastos; 4. osteoclastos; 5. osteócitos. 10 UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR Colágeno O colágeno corresponde de 90% a 95% de fibras do tecido ósseo e que desempenha importante função na resistência à tração. O colágeno também é responsável por tornar os ossos flexíveis e consequentemente, resistentes à fratura quando expostos à carga excessiva (STANDRING, 2010). Substância fundamental É formada por líquido extracelular importante no controle do depósito de sais de cálcio. Como essa substância recebe o cálcio, torna-se muito forte e resistente à compressão. Desse modo temos um tecido ósseo resistente à tração (colágeno) e resistente à compressão (substância fundamental). osteoblastos Os osteoblastos estão localizados na superfície óssea. São células responsáveis pelo desenvolvimento ósseo a partir da matriz cartilaginosa. Produz componentes da substância fundamental para formação óssea e também na remodelagem e reparação. Os osteoblastos atuam na fixação do cálcio nos ossos (COSTANZO, 2007). osteoclastos Os osteoclastos são células gigantes multinucleadas originadas de uma célula hematopoiética precursora localizada na medula óssea. Os osteoclastos caracterizam se pela alta mobilidade. Também são encontrados na superfície óssea o tipo celular que se move ao longo da superfície óssea reabsorvendo o osso e deixando uma lacuna de reabsorção no seu rastro. Os osteoclastos são as células responsáveis pela retirada do cálcio na parede dos ossos (AIRES, 2008). osteócitos Para Aires (2008) os osteócitos são osteoblastos prisioneiros em lacunas ósseas após a mineralização. Os osteócitos jovens ainda guardam algumas das características ultraestrutrurais osteoblásticas. Acredita-se que os osteócitos participem ativamente na remodelação óssea, sendo responsável pela transferência rápida de cálcio da matriz óssea para o espaço extracelular. Excelente vídeo ilustrativo sobre a atuação dos osteoblastos e osteoclastos. <http://www.youtube.com/watch?v=xhyduItcNVs> funções dos ossos O esqueleto humano de um adulto apresenta-se com o número de 206 ossos. Quando criança, esse número é maior. Muitos acreditam que as funções dos ossos se restringem apenas em funções motoras. Porém, podemos destacar os ossos envolvidos em inúmeras atividades como: 11 INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I 1. Hematopoiese. 2. Reserva de minerais. 3. Postura ortostática. 4. Alavancas. 5. Proteção de órgãos nobres. Hematopoiese A hematopoiese deriva das palavras gregas Haima que significa sangue e Poiesis que significa produção. Seu significado literal é produção de sangue. O sangue é composto por células suspensas num líquido denominado plasma sanguíneo. Durante a formação embrionária, a hematopoiese ocorre no fígado e no baço. No recém-nascido, essas células são produzidas a partir de células mãe (células-tronco pluripotenciais) localizadas na medula óssea (TIMBY, SMITH, 2005). reserva de minerais O cálcio é um mineral envolvido em várias funções fisiológicas do organismo. Sua baixa concentração pode tornar inviável a transmissão interneurônios e contração muscular. Dessa maneira, os ossos constituem uma importante reserva de cálcio para essas funções do organismo. Sabe-se que o cálcio está presente nos alimentos como o leite e seus derivados. Quando há déficit de cálcio devido à hiponutrição, as células (osteoclastos) entram em ação retirando cálcio da parede dos ossos e disponibilizando-o na corrente sanguínea para manter íntegras as funções vitais como o funcionamento do coração. Se a hiponutrição perdurar um período grande, a perda de cálcio pode trazer sérias consequências ao tecido ósseo, tornando-o frágil (osteoporose). Sabe-se da importância do sol para o início da síntese de vitamina D e como consequência uma aceleração do depósito de cálcio no osso seguido pelo aumento da resistência à compressão. Isso associado à prática de exercícios físicos contribui para o fortalecimento do tecido ósseo. Após um longo período no espaço, astronautas retornam a terra com osteoporose. Essa doença se instala a partir da ausência de força sobre os ossos (gravidade). Mesmo com uma dieta rica em cálcio e a presença dos raios solares, se não houver gravidade, os osteoblastos não são ativados. Para ativar os osteoblastos é preciso submeter os ossos à carga. Quanto mais carga mais cálcio será depositado na parede dos ossos. Por isso o tratamento básico recomendado para pessoas com osteoporose é caminhada (carga) matinal (sol) após um café da manhã com leite, queijo e manteiga (cálcio). Postura ortostática É a postura de pé. Para entendermos melhor a importância dos ossos nessa postura devemos entender um pouco a força da gravidade. 12 UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR Segundo Issac Newton, a gravidade é algo é a força que puxa as coisas para a terra. Albert Einstein contrapôs essa teoria afirmando e comprovando que a gravidade é uma força que empurra as coisas contra a terra. Segundo os estudos de Einstein, a terra curvou o espaço em seu redor e o espaço espalhado comprime tudo contra ela. Essa força está concentrada sobre a superfície de tudo que existe no planeta. Então, os humanos passam boa parte da vida com essa carga sobre suas cabeças. Devido a essa posição os ossos se especializaram para suportar a carga da gravidade associada às variações de ambiente e atividade. Figura 1. Documentário de Albert Einstein mostra como a atuação gravidade sobre o corpo. <http://www.youtube.com/watch?v=UnSA27a00To> Alavancas O fenômeno das alavancas consiste na aplicação de força por um músculo em um osso. Essa força transferida faz com que o osso se mova, constituindo uma das funções dos ossos. Veja a analogia na imagem a seguir. Figura 2. 13 INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I Fonte: fisicanet.com O homem representa o músculo, a madeira representa o osso e a pedra é um objeto a ser movimentado. Imagine o homem movendo a pedra sem a madeira. Provavelmente não conseguiria devido ao peso excessivo da pedra. Imagine agora a madeira sem o homem. É impossível! A figura 2 ilustra o homem aplicando força na madeira. A madeira transfere toda a força para uma pequenaregião e essa concentração de força num único ponto é capaz de mover a pedra. O osso não pode se mover só, mas ao receber a força do músculo, torna-se um órgão ativo no movimento. Vídeo ilustrativo sobre a atuação das alavancas e suas respectivas funções. <http://www.youtube.com/watch?v=Dnx8gK-Hpac> Proteção de órgãos nobres Órgãos fundamentais para a vida estão protegidos por caixas ou arcabouços ósseos. O Sistema Nervoso Central está protegido pelos ossos do crânio e coluna vertebral. O coração está protegido pelo osso esterno. A figura a seguir ilustra o pulmão esquerdo protegido pelas costelas. 14 UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR Figura 3. Adaptado de: health.kernan.org tipos de ossos Duarte (2009) afirma a existência de três tipos de esqueleto: 1. O exoesqueleto; é aquele tipo que apresenta esqueleto externo e serve de base de sustentação para as partes moles como os crustáceos. 2. O esqueleto misto; presente em animais como tatus. 3. O endoesqueleto é aquele que possui esqueleto interno revestido pelas partes moles, um exemplo que acontece com o homem. Os ossos apresentam características variadas e são classificados de acordo com essas características em: » ossos longos; » ossos alongados; » ossos curtos; » ossos laminares; » ossos irregulares; » ossos pneumáticos; » ossos sesamoides. 15 INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I ossos longos São ossos em que a altura prevalece em relação à largura e à espessura. São ossos grandes. Os ossos longos são: » úmero; » rádio; » ulna; » metacarpos; » metatarsos; » falanges; » fêmur; » tíbia; » fíbula. Figura 4. Adaptado de: Sobotta (2006). ossos alongados Esse grupo de ossos possuem as mesmas características dos ossos longos, porém, não possuem a medula óssea. Só existem 2 ossos alongados: Clavícula e Costelas. 16 UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR ossos curtos São ossos que possuem mais ou menos a mesma equivalência em todas as direções. São considerados ossos curtos os ossos do carpo e os ossos do tarso. Figura 5. Adaptado de: Sobotta (2006). ossos laminares São ossos cujo comprimento e largura predominam sobre a espessura. Esses ossos estão localizados principalmente na calota craniana, como é o caso do osso parietal, e nas raízes dos membros superiores e inferiores, como é o caso do osso escápula e do osso do quadril respectivamente. Figura 6. Adaptado de: Duarte (2009). 17 INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I ossos irregulares São ossos que não se assemelham à nenhuma figura geométrica. Ossos localizados na coluna vertebral (vértebras) e na cabeça (mandíbula). Além dos exemplos citados temos o osso sacro. Figura 7 Fonte: <www.spineuniverse.com> ossos pneumáticos São ossos que possuem cavidades internas que contém ar. Todos os ossos pneumáticos estão na cabeça. São eles: » ossos maxilares (maxilas); » osso frontal; » osso esfenoide; » osso etimoide; » ossos temporais. ossos sesamoides São pequenos ossos que se desenvolvem dentro de tendões ou na cápsula articular. Ossos que se desenvolvem na substância dos tendões são denominados de intratendíneos e os que se desenvolvem na substância da cápsula articular são chamados periarticulares. A patela é um exemplo específico de osso sesamoide intratendíneo. O pé e a mão são os locais mais comuns em que se encontram ossos sesamoides periarticulares. A patela era, até pouco tempo, o único osso sesamoide batizado. Pereira (2002) apresentou, em sua dissertação de mestrado, a incidência do osso sesamoide fabela que aparece na origem lateral do músculo gastronêmio, joelho. 18 UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR Figura 8. Fonte: Durá (2008). Ossos sesamoides aparecem em várias partes do corpo de acordo com a idade ou com a atividade que desempenham. São muito comuns na articulação metacarpofalangeana do polegar. Figura 9. A imagem acima é uma reconstrução 3D do joelho esquerdo. Lateralmente, vemos a presença do sesamoide fabela. Medialmente está um sesamoide raro, associado ao tendão do músculo sartório, ciamela. 19 CAPítulo 2 divisão do esqueleto Conceito O esqueleto humano é formado em média por 206 ossos num adulto. Nobeschi (2010) diz que o esqueleto é dividido didaticamente em: 1. esqueleto axial; 2. esqueleto apendicular. Esqueleto axial O termo axial é uma palavra derivada do latim axis e significa eixo. É formado pelos ossos que estão no eixo do corpo. Nessa parte do esqueleto, estão alojados os órgãos do sistema nervoso central: o encéfalo, localizado na caixa craniana e a medula espinhal que ocupa o canal vertebral (FILHO, LEITÃO, BRUNO, 2009). São eles: » ossos do crânio (28 ossos) » ossos da coluna vertebral (26 ossos) » costelas (24 ossos) » esterno (1 osso) » hioide (1 osso). » No esqueleto axial totalizamos 80 ossos. 20 Figura 10. . Os links a seguir referem-se aos jogos on-line para auxiliar no aprendizado. Alguns jogos poderão servir de avaliação. Sugerimos que joguem várias vezes. Jogos ossos do crânio. <http://www.purposegames.com/game/cranio-anterior-game> <http://www.purposegames.com/game/cranio-lateral-game> Coluna vertebral É formada por 24 vértebras móveis, 5 vértebras fundidas que formam o osso sacro e 4 pequenas vértebras também fundidas que formam o cóccix. Num total de 33 vértebras. A coluna vertebral se divide nas seguintes regiões: cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea. Essas regiões são compostas pelas seguintes vértebras: » 7 cervicais; » 12 torácicas; » 5 lombares; » 5 sacrais; » 4 coccígeas. 21 INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I Vértebras cervicais São as vértebras mais altas da coluna. Como não recebem tanta carga, apresentam corpo vertebral reduzido. Além disso, diferem das demais vértebras pela presença dos forames transversários, por onde passam as artérias vertebrais e formam articulações sinoviais. A primeira vértebra cervical (C1) é também nomeada de acordo com a analogia à mitologia grega. Segundo a história, houve um deus grego (atlas) que teria carregado o mundo nas costas. E nisso consiste a analogia, pois a vértebra atlas carrega a cabeça. A segunda vértebra cervical (C2) é também nomeada pela sua atuação na rotação da cabeça. Lembramos que o termo latim axis significa eixo. Portanto, é o nome da segunda vértebra cervical. Essa vértebra possui um eixo (dente da áxis) que permite a rotação da vértebra atlas. Assim conseguimos realizar o movimento de negação. As demais vértebras cervicais são: C3, C4, C5, C6 e C7. Tem como características o forame vertebral triangular e o processo espinhoso bífido, além dos forames transversários. Jogo das vértebras cervicais <http://www.purposegames.com/game/vertebras-cervicais-game> Vértebras torácicas As vértebras torácicas estão intimamente ligadas às costelas. São em número 12 e classificadas por T1, T2... ...T11 e T12. As vértebras torácicas diferem das vértebras cervicais pela ausência dos forames transversários. Seu forame vertebral (2) é pequeno e redondo, devido a não formação de intumescência na medula nessa região. Jogo das vértebras lombares <http://www.purposegames.com/game/8344e13307> Vértebras lombares As vértebras lombares são as 5 últimas vértebras. São conhecidas por: L1, L2, L3, L4 e L5. Como recebem a maior parte da carga, possuem os corpos vertebrais largos. Possuem o forame vertebral largo e triangular devido à presença de intumescência nessa região. Os mesmos acidentes ósseos são encontrados nesse grupo de vértebras. A única divergência está nos processos transversos. Nas vértebras lombares, são chamados por processos costiformes (costais). Jogo vértebras lombares <http://www.purposegames.com/game/vertebra-lombar-game> 22 UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR osso sacro O osso sacro é constituído por 5 vértebras fundidas num único osso. Tem a forma de uma pirâmide quadrangular com sua base voltada para cima e o ápice voltadopara baixo. Articula-se superiormente com a L5 e inferiormente com o osso cóccix. osso cóccix O termo cóccix deriva da palavra grega Kókkyx e significa cuco (o bico do pássaro cuco). É a parte final da coluna vertebral e constituído por 4 pequeninas vértebras fundidas num único osso. Alguns pesquisadores acreditam que o cóccix é o resquício da cauda humana de quando nossos ancestrais andavam de 4 pés. É daí que vem o termo caudal (inferior). Jogo sacro e cóccix <http://www.purposegames.com/game/anatomia-do-sacro-game> Costelas São ossos alongados e curvos com a função de proteger os pulmões, mas com flexibilidade para expansão pulmonar. A caixa torácica é composta de 24 costelas que se articulam com as fóveas costais das vértebras torácicas. Se estudarmos apenas um lado temos: » 7 Costelas verdadeiras que estão ligadas diretamente ao osso esterno. » 3 Costelas falsas que estão ligadas na cartilagem da 7ª costela verdadeira. » 2 costelas flutuantes que que não se ligam a nada. Figura 11. Adaptado de: bigstock.com.br Jogo costelas <http://www.purposegames.com/game/anatomia-da-costela-game> 23 INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I osso esterno O nome do osso deriva do grego sternon que significa peito. É o osso do peito. O osso esterno se divide em 3 parte: 1. Manúbrio do esterno do grego significa cabo da espada. 2. Corpo do esterno. 3. Processo (apêndice xifoide) do grego significa em forma de espada. O osso esterno é o osso com forma de espada. Jogo osso esterno <http://www.purposegames.com/game/anatomia-esterno-quiz> Esqueleto apendicular O termo apendicular é sinônimo de apêndice. Apêndice vem do latim Appendix e significa o que pende, pendurado. O esqueleto apendicular é a parte do esqueleto que está pendurado ao esqueleto axial. No esqueleto apendicular temos os ossos dos membros superiores e membros inferiores. ossos dos membros superiores Figura 12. 24 UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR Clavícula O termo clavícula vem do latim clavícula que é o diminutivo de clavis. Claves significa chave. A clavícula é o osso que parece uma chave. A clavícula é o osso com a função de estabilizar o ombro. Houve relatos de fraturas provocadas pelo médico obstetra para facilitar a passagem do bebê no momento do parto. Com a fratura, a escápula se projeta anteriormente e a criança torna-se mais fina. Jogo osso clavícula <http://www.purposegames.com/game/clavicula-igor-game> Escápula Osso laminar fundamental nos movimentos do ombro. Juntamente com a clavícula, formam o cíngulo (cintura) escapular. A escápula é o principal osso de fixação dos membros superiores com o esqueleto axial. Jogo osso escápula <http://www.purposegames.com/game/anatomia-ossos-escapula-quiz> Úmero O termo deriva do latim e significa osso do ombro. Na verdade o osso úmero pertence ao braço. É um osso longo e, juntamente com a escápula, é responsável pelos movimentos dos membros superiores. Jogo osso úmero <http://www.purposegames.com/game/b6ab74f529> rádio O termo rádio vem latim radius e significa raio de roda, pela sua suposta semelhança ao objeto. É o mais curto e o mais lateral dos ossos do antebraço na posição anatômica. Como está do mesmo lado do dedo polegar, alguns docentes de anatomia dizem que o polegar é a antena do rádio em uma analogia ao equipamento eletrônico. Seguindo essa lógica, nunca mais se confundirão sobre a correta posição do rádio. ulna O termo ulna vem do latim e significa antebraço ou cotovelo (osso do cotovelo). Em posição anatômica, a ulna se apresenta medialmente no antebraço. É um osso do tipo longo e se articula com o úmero e o rádio. Essas articulações permitem sua flexão e extensão e a rotação do rádio (pronação e supinação). 25 INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I Jogo ossos rádio e ulna <http://www.purposegames.com/game/radio-ulna-igor-game> Mão A mão possui 27 ossos divididos em: ossos do carpo, ossos metacarpos e falanges. Os 8 ossos do carpo são: » Trapézio: Se parece com a figura geométrica trapézio. » Trapezoide: O termo mais apropriado seria trapézio medial. » Capitato: Cabeçudo. » Hamato: Ganchoso. O gancho do osso hamato é o hâmulo do hamato. » Escafoide: O termo vem do grego e significa semelhante a uma canoa. » Semilunar: Se parece a uma meia lua. » Piramidal: Em forma de pirâmide. » Psiforme: O termo vem do latim e significa ervilha (em forma de ervilha). O termo meta vem do grego e significa ‘depois’. Os metacarpos são os ossos que vêm depois dos ossos do carpo. O termo falange vem do grego phalanx e significa tropa de soldados marchando. A analogia feita aos soldados, pois eles marcham em fila e os ossos dos dedos assim se apresentam enfileirados. osso hioide O termo deriva do grego e significa em forma de ípsilon (Y). Localiza-se na parte anterior do pescoço sem se articular com outros ossos. Tem importância na origem dos músculo da língua, genioglosso e hioglosso. Moore, Daley (2005) afirma que esse osso é fraturado durante o estrangulamento. 26 UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR ossos dos membros inferiores Figura 13. quadril O termo quadril vem do latim equilibrados. Ossos do quadril apresentam um formato irregular e grande, sendo subdivididos em 3 partes: ílio, ísquio e púbis. Esses ossos se fundem completamente por volta dos 18 anos. Eles se unem no acetábulo e formam cavidade que recebe a cabeça do fêmur. Obs: Quadril é diferente de pelve. Pelve significa bacia ou funil e é o termo utilizado para designar o conjunto (quadril D, quadril E e osso sacro). Jogo osso do quadril <http://www.purposegames.com/game/iliaco-osso-do-quadril-quiz> fêmur O termo fêmur é bastante divergente entre autores. Porém o mais aceito diz que significa coxa ou o que carrega. É o maior osso do corpo humano. 27 INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I Jogo osso fêmur <http://www.purposegames.com/game/b11e273eed> tíbia Em latim a palavra tíbia dava nome a todos os instrumentos de sopro com formato tubular (flauta). É o osso medial da perna e o mais forte do corpo humano. fíbula O termo vem do latim e significa espeto ou espetar. É o osso lateral da perna. Embora não participe da sustentação, seu maléolo participa da formação da articulação com o osso tálus. Jogo ossos tíbia e fíbula <http://www.purposegames.com/game/tibia-e-fibula-igor-game> Patela O termo vem do latim do latim patella e significa prato ou panela rasa. É o osso sesamoide anterior do joelho. Tem grande importância no alívio de contatos do tendão da coxa e dos ossos. Pé O pé possui 26 ossos divididos em: ossos do tarso, ossos metatarsos e falanges. Os 7 ossos do tarso são: » Tálus: significa tornozelo. » Calcâneo: significa calcanhar. » Cuboide: significa em forma de cubos. » Cuneiformes: significa em forma de cunha. » Navicular: significa em forma de navio. O termo meta vem do grego e significa ‘depois’. Os metatarsos são os ossos que vêm depois dos ossos do tarso. O termo falange vem do grego phalanx e significa tropa de soldados marchando. A analogia é feita aos soldados, pois eles marcham em fila e os ossos dos dedos assim se apresentam enfileirados. 28 CAPítulo 3 Composição óssea Duarte (2009), diz que as estruturas rígidas do corpo são os ossos. Segundo o autor os ossos apresentam na sua arquitetura as trabéculas ósseas, cuja disposição varia no próprio osso. Portanto, encontram-se nos ossos dois tipos de substância óssea: » Osso compacto. » Osso esponjoso. Encontramos a substância óssea compacta principalmente na parte central e externa dos ossos. A substância óssea esponjosa é mais elástica e se dispões nas extremidades dos ossos afastadas entre si. Esse tecido tem um aspecto de rede. Figura 14. Adaptado de: Duarte (2009) O periósteo é a membrana de revestimento externo do osso. É fundamental para a o aumento da espessura da parede dos ossos e fixação dos tendões. O periósteo só não está presente nas regiões articulares. O endósteoé o tecido de revestimento interno dos ossos. É uma membrana de tecido conjuntivo e encontra no interior da cavidade medular. A medula óssea está situada dentro do canal medular e da substância óssea esponjosa dos ossos. Chamamos de medula óssea vermelha, responsável pela produção das células sanguíneas. De acordo 29 INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I com envelhecimento, muitos ossos perdem suas funções hematopoiéticas, tendo sua medula óssea vermelha preenchida por gordura e se tornando medula óssea amarela. O termo diáfise é a união de outros 2 termos gregos Dia, que significa entre e Physis, que significa sulco/ crescimento. A diáfise é o corpo do osso e encontra-se entre as extremidades que crescem. Essa parte do osso possui tecido compacto. O termo epífise é a junção de outros 2 termos gregos Epi, que significa sobre e Physis, que significa sulco/ crescimento. Na verdade existe 2 epífises Uma proximal e outra distal. Essa parte do osso é possui tecido esponjoso. O termo metáfise é a junção de outros 2 termos gregos Meta, que significa depois e Physis, que significa sulco/crescimento. Na realidade a metáfise é a própria área de crescimento. A partir da metáfise é possível estimar o crescimento e a idade óssea. É facilmente identificada num exame de raio-x quando o período de crescimento ainda não foi encerrado. Figura 15. Adaptado de: Duarte (2009) 30 unidAdE iiSiStEMA ArtiCulAr CAPítulo 1 tipos de articulações definição Articulação ou juntura são nomes que se dão à união entre dois ou mais ossos. A finalidade dessa união é permitir movimentos. Esses movimentos são grandes ou pequenos de acordo com o tipo de tecido interposto entre os ossos. De acordo com esses tecidos classificamos as articulações em 3 tipos básicos: » Articulações fibrosas (sinartroses). Possuem tecido conjuntivo entre os ossos. » Articulações cartilaginosas (anfiartroses). Possuem tecido cartilaginoso entre os ossos. » Articulações sinoviais (diartroses). Possui líquido no lugar dos tecidos. Articulações fibrosas (sinartroses) As articulações fibrosas são encontradas apenas entre os ossos do crânio, com única exceção. A articulação entre a tíbia e a fíbula distal (sindesmose tibiofibular). Porém alguns autores reconhecem as membranas interósseas radioulnar e tibiofibular como articulações fibrosas. Sua grande característica é dar grande estabilidade aos ossos, de modo que os movimentos são muito reduzidos. Articulações cartilaginosas (anfiartroses) Neste tipo de articulação a união entre os ossos é feita por cartilagem hialina ou fibrocartilagem. Assim como as articulações fibrosas, as cartilaginosas prendem os ossos pelo tecido interposto. Assim, seus movimentos são reduzidos, porém, possuem mais movimentos que as articulações fibrosas. As articulações cartilaginosas são de dois tipos: sincondroses e sínfises. 31 SiStema articular│ uNiDaDe ii Sincondroses As sincondroses possuem a cartilagem hialina entre os ossos de modo que estejam intimamente ligados pela cartilagem. Na anatomia registramos apenas três locais: » Sincondrose esfeno-occipital (entre os ossos esfenoide e occipital) na base do crânio. » Sincondrose esternocostal (entre o osso esterno e as costelas verdadeiras). Sincondroses As sínfises possuem placas de fibrocartilagem entre os ossos que compõem à articulação. Os exemplos clássicos são: » Sínfise púbica. » Articulações intervertebrais (discos intervertebrais). » Alguns autores referem 2 sínfises no osso esterno. » Sínfise manubrioesternal. » Sínfise xifoesternal. 32 CAPítulo 2 Sinoviais definição São as articulações cujos movimentos são visualizados quando os músculos agem. Nesse grupo de articulações os ossos não são ligados por tecido. Isso favorece grande amplitude de movimento (ADM). A parte articular de um osso (superfície articular) é revestida pela cartilagem hialina. Essa cartilagem tem como característica ser lisa para facilitar o deslizamento dos ossos. Nas articulações sinoviais os ossos não estão unido, porém, devem estar próximos para manter contato. Essa proximidade óssea só acontece pela presença de um órgão comum a todas as articulações sinoviais, a cápsula articular. Cápsula articular Possui duas membranas que envolvem as extremidades articulares dos ossos relacionados com a articulação para mantê-los próximos. A membrana externa (membrana fibrosa) é composta por tecido conjuntivo fibroso e tem a função de dar estabilidade à articulação. Não possui nervos ou vasos sanguíneos. A membrana interna (membrana sinovial) é altamente inervada e vascularizada. Tem a grande função de produzir o líquido sinovial. Essa cápsula é sensível aos movimentos, aumentando sua produção quando há excesso. Figura 16. Fonte: Sobotta (2006) A figura acima mostra a cápsula articular parcialmente rompida evidenciando a cabeça do fêmur e seu ligamento. 33 SiStema articular│ uNiDaDe ii líquido sinovial O termo sinóvia vem da junção de uma palavra grega syn que significa com e uma palavra latim ovum que significa ovo. O nome refere-se ao ovo pela semelhança do líquido com a clara. É produzida pela membrana interna da cápsula articular. Tem grande importância na lubrificação das articulações. Figura 17. Adaptado de: Sobotta (2006) A imagem evidencia a cirurgia de artroscopia de joelho. Na imagem da direita é possível ver a semelhança do líquido sinovial com a clara do ovo. Nesse líquido, há presença de ácido hialurônico. Cavidade articular É o espaço entre os ossos da articulação preenchido de líquido sinovial. A figura 17 evidencia essa cavidade. disco e menisco São estruturas fibrocartilaginosas em forma de lua cheia e meia-lua respectivamente. Atuam como coxins, amortecendo os atritos ósseos, além de permitir o correto ajuste dos ossos da articulação. Os meniscos só existem no joelho, enquanto que os discos estão presentes nas articulações ATM, esternoclavicular. Figura 18. 34 UNIDADE II │SIStEmA ArtIcUlAr lábio articular É uma estrutura em forma de anel que circunda a cavidade glenoidal e acetábulo, ampliando suas superfícies articulares. Lábios articulares só existem nas articulações glenoumeral e coxofemoral. Figura 19. Adaptado de: Sobotta (2006) ligamentos articulares São cordas de fibrocartilagem, pouco elásticas e ricas em colágeno. Sua principal função é o auxílio na estabilidade dos ossos. Comumente, os ligamentos vêm embutidos na cápsula articular (ligamentos capsulares). Muitas articulações possuem ligamentos independentes da cápsula articular e são denominados ligamentos extracapsulares. Em algumas articulações, os ligamentos estão inseridos em seu interior e são chamados por ligamentos intra-articulares. Figura 20. Adaptado de: drcarlosfrutos.com.br 35 SiStema articular│ uNiDaDe ii A articulação femorotibial possui os dois tipos de ligamento. A articulação coxofemoral possui um ligamento intra-articular. tipos de articulação sinovial As articulações sinoviais são as mais complexas do corpo devido á variedade de formato de suas conexões. De acordo com essas variações de contato, as articulações sinoviais são classificadas como: » articulação sinovial plana; » articulação sinovial gínglimo; » articulação sinovial condilar; » articulação sinovial selar; » articulação sinovial trocoide; » articulação sinovial esferoide. Articulação plana Possui movimentos de deslizamento de uma superfície óssea sobre a outra e isso diminui sua mobilidade. Suas superfícies de contato são planas ou ligeiramente curvas (WIRHED, 2002).] Figura 21. Fonte: Duarte (2009) São articulações planas: » acromioclavicular; » carpometacárpica; » esternoclavicular (sela); » intermetacarpais; 36 UNIDADE II │SIStEmA ArtIcUlAr » intercarpais; » intermetatarsais; » intertarsais; » sacroilíaca; » tarsometatársica; » temporomandibular (gínglimo); » tibiofibular. Articulação gínglimo Também conhecida por dobradiça. São monoaxiais e suas superfíciesarticulares têm tal forma que os movimentos possíveis são flexão e extensão. Figura 22. Fonte: Duarte (2009) São articulações gínglimo: » interfalangeanas; » metacarpofalangeanas; » metatarsofalangeanas; » umerorradial; » umeroulnar; » temporomandibular (plana). 37 SiStema articular│ uNiDaDe ii Articulação condilar É uma articulação de forma elipsoide (oval) e permite movimentos em dois eixos flexão, extensão e inclinação lateral. Figura 23. Fonte: Duarte (2009) São articulações condilares: » atlanto-occipital » metacarpofalangeana » metatarsofalangeana » radiocápica Articulação selar (em sela) O termo selar descreve bem essa estrutura articular nas terminações dos ossos com a forma côncavo- convexo. Figura 24. Fonte: Duarte (2009) Lembra sela de montaria. São biaxiais e só existem duas no corpo humano. São: » carpometacárpica do polegar; » esternoclavicular. 38 UNIDADE II │SIStEmA ArtIcUlAr Articulação trocoide Essas articulações são monoaxiais e permitem o movimento de rotação. Nelas, um prolongamento ósseo arredondado, gira dentro de um anel. São cilindroides. Figura 25. Fonte: Duarte (2009) Só existem três articulações trocoides no corpo humano. São: » atlantoaxial; » radioulnar proximal; » radioulnar distal. Articulação esferoide As articulações esferoides possuem superfícies ósseas compostas por uma cabeça esférica de um osso contrapondo-se a uma cavidade em forma de taça. São triaxiais e permitem os movimentos de flexão e extensão, adução e abdução, rotação e circundução. Figura 26. Fonte: Duarte (2009) Só existem 3 articulações esferoides no corpo humano, são elas: » glenoumeral; » coxofemoral; » talocalcanavicular. 39 SiStema articular│ uNiDaDe ii Excelente vídeo ilustrativo sobre os tipos de articulações sinoviais <http://www.youtube.com/watch?v=SdYpUQ6wcZM> Classificação funcional As articulações sinoviais realizam seus movimentos ao redor de eixos imaginários e são classificadas de acordo com esses eixos em: » monoaxiais; » biaxiais; » triaxiais. Articulação monoaxial As articulações monoaxiais realizam seus movimentos em torno de único eixo. As únicas articulações monoaxiais são: » articulação gínglima (flexão e extensão); articulação trocoide (rotações). Articulação biaxial As articulações biaxiais realizam seus movimentos em torno de dois eixos. As únicas articulações biaxiais são: » articulação condilar (flexão, extensão, abdução e adução); » articulação selar (flexão, extensão, abdução e adução). Articulação triaxial As únicas articulações que realizam movimentos em torno de 3 eixos são: » articulação esferoide (flexão extensão, abdução adução e rotações). Obs: A articulação talocalcanavicular é uma articulação esferoide entre os ossos tálus e navicular. Excelente vídeo ilustrativo sobre as articulações e eixos de movimento. <http://www.youtube.com/watch?v=WzM256oL3y8> Excelente game de articulações para testar seus conhecimentos. <http://www.purposegames.com/game/articulacoes-sinoviais-game> Excelente vídeo sobre os movimentos do corpo. <http://www.youtube.com/watch?v=3dOjvaSYXLM> 40 CAPítulo 3 PrinCiPAiS ArtiCulAçÕES SinoViAiS Atlanto-occipital A articulação atlanto-occipital é sinovial, condilar e biaxial. Faz flexão, extensão e inclinações. Nessa região destacamos o ligamento nucal. Figura 27. Adaptado de: info.visiblebody.com Atlantoaxial A articulação atlantoaxial é sinovial, trocoide e monoaxial. Faz rotações. Nessa articulação, destaca- se o ligamento transverso. Figura 28. Adaptado de: cnx.org Esternoclavicular A articulação esternoclavicular é sinovial, plana/selar e biaxial. Faz abdução, adução, prostração e retração. Nessa articulação destaca-se o ligamento esternoclavicular. 41 SiStema articular│ uNiDaDe ii Figura 29. Adaptado de: <www.summitmedicalgroup.com> glenoumeral A articulação glenoumeral é sinovial, esferoide e triaxial. Faz flexão, extensão, abdução, adução e rotações. Nessa articulação, destacamos os ligamentos capsulares glenoumeral superior, glenoumeral médio e glenoumeral inferior. Acromioclavicular A articulação acromioclavicular é sinovial e plana. Entre a clavícula e a escápula, destacam-se os ligamentos coracoclaviculares trapezoide e conoide. Figura 30. Adaptado de: <www.cakechooser.com> umeroulnar A articulação umeroulnar é sinovial, gínglima e monoaxial. Faz flexão e extensão. 42 UNIDADE II │SIStEmA ArtIcUlAr umerorradial A articulação umerorradial é sinovial, gínglima e monoaxial. Faz flexão e extensão. radioulnar proximal A articulação radioulnar proximal é sinovial, trocoide e monoaxial. Faz pronação e supinação. Figura 31. Adaptado de: <http://www.clinicalexams.co.uk> radioulnar distal A articulação radioulnar distal é sinovial, trocoide e monoaxial. Faz pronação e supinação. Nessa articulação encontramos o ligamento radioulnar. Figura 32. Adaptado de: <www.rocmd.com> 43 SiStema articular│ uNiDaDe ii Coxofemoral A articulação coxofemoral é sinovial, esferoide e triaxial. Faz flexão, extensão, abdução, adução e rotações. Nessa articulação destacamos os ligamentos iliofemoral e pubofemora. Figura 33. Adaptado de: <study.com> femorotibial A articulação femorotibial é sinovial, gínglima e monoaxial. Alguns autores afirmam que faz rotações. Se for assim é biaxial, faz flexão, extensão e rotações. Nessa articulação destacamos os ligamentos intra-articulares cruzado anterior, cruzado posterior e os ligamentos extracapsulares colateral média e colateral lateral. Figura 34. Adaptado de: drcarlosfrutos.com.br talocrural A articulação talocrural é sinovial, gínglima e monoaxial. Faz dorsiflexão e plantiflexão. Nessa articulação destacamos os ligamentos tibiofibular anterior e posterior. 44 UNIDADE II │SIStEmA ArtIcUlAr Figura 35. Adaptado de:<www.docpods.com> No complexo do tornozelo destacamos ainda os seguintes grupos de ligamentos: Ligamento colateral lateral: composto pelos ligamentos talofibular anterior, talofibular posterior e calcâneo fibular. Figura 36. Adaptado de: <www.merckmanuals.com> Ligamento colateral medial (deltoide): composto pelos ligamentos tibionavicular (1), tibiotalar anterior (2), tibiocalcâneo (3) e tibiotalar posterior (4). Figura 37. Adaptado de: <www.merckmanuals.com> 45 unidAdE iiiSiStEMA MuSCulAr CAPítulo 1 Músculos esqueléticos definição É de conhecimento a existência de três tipos de músculos. O músculo liso, o músculo estriado cardíaco e o músculo estriado esquelético. Como o tema é aparelho locomotor, vamos deixar os dois primeiros de lado e se concentrar apenas nos músculos esqueléticos, pois estão ligados ao esqueleto e consequentemente ao aparelho locomotor. O termo músculo vem do latim, musculus, diminutivo de mus, camundongo. Devido à contração muscular os antigos viram certa semelhança entre o músculo e o pequeno roedor. Dangelo, Fatinni (2000), afirmam que os músculos são os elementos ativos do movimento e estão encarregados de manter os ossos unidos determinando a postura do esqueleto. Duarte (2009), diz que os músculos são coordenados pelo Sistema Nervoso Somático. Por isso, os músculos esqueléticos são classificados como músculos voluntários, aqueles que realizam uma ação de acordo com a nossa vontade. Bontrager, Lampignano (2006) os músculos esqueléticos pesam cerca de 43% da massa total do corpo. O corpo humano possui cerca de 650 músculos sendo que o músculo sartório (coxa) é o maior e o músculo estapédio (orelha interna) o menor. Composição O músculo é constituído de três elementos básicos: » ventre muscular; » tendão ou aponeurose; » fáscia muscular. 46 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo O termo MIO vem do grego e refere-se à músculo. Portanto, o estudo do sistema muscular é denominado miologia. O músculo é o órgão ativo dos movimentos, é dividido em ventre muscular, fáscia muscular e tendão/aponeurose. Figura 38. Ventre muscular É a parte contrátil do músculo. Tema cor vermelha intensa quando vivo. O ventre muscular é formado por um conjunto de fascículos. Anatomia do ventre muscular Se fizermos um corte sagital no músculo acima encontraremos as seguintes estruturas: » fascículos; » miócitos. Figura 39. 47 SiStema muScular │ uNiDaDe iii fascículo muscular É o conjunto de miócitos (células musculares). Os fascículos musculares estão envolvidos por uma membrana denominada perimísio. O conjunto de fascículos com seus respectivos perimísios são revestidos por uma membrana denominada epimísio e posteriormente por fáscia muscular (CUENCA, 2006). Miócito É a célula muscular. É especializada em contrair (diminuir de tamanho) quando estimulada. O miócito está revestido por uma membrana denominada endomísio. No interior do miócito estão as unidades contráteis chamadas de miofibrilas. Quanto mais miofibrilas, mais forte é o miócito. fáscia muscular A palavra fáscia vem do latim e significa cinta ou atadura. A fáscia muscular é uma membrana de tecido conjuntivo (bainha muscular) com a função de envolver o ventre muscular e evitar o contato com outros ventres ou ossos. A fáscia é protetora e o ventre muscular se move em seu interior sem contato com outros músculos ou órgãos (MOORE, DALEY, 2008). tendão/ aponeurose Tendões ou aponeuroses servem para prender o ventre muscular ao esqueleto. A palavra tendão vem do grego ténon e significa tenso ou esticado. Tanto o tendão quanto a aponeurose são constituídos do mesmo material, tecido conjuntivo denso e sem elasticidade (DANGELO, FATINNI, 2000). Aponeuroses são tendões de músculos laminares Bainha dos tendões Duarte (2009), diz que a bainha dos tendões é a dupla membrana que envolve o tendão muscular. A bainha dos tendões se interpõe ao tendão e ao osso ou ao tendão e a pele. Além de evitar o contato direto entre estruturas, ainda confere a lubrificação com líquido sinovial. Figura 40. Adaptado de: Duarte (2009). 48 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr No interior da célula muscular (miócito) estão as cerca de centenas ou milhares de miofibrilas que são as unidades motoras do músculo. O vídeo a seguir ilustra de maneira real o funcionamento das proteínas actina e miosina. <http://www.youtube.com/watch?v=gJ309LfHQ3M> Classificação muscular Os músculos possuem diferença no comprimento, largura, arranjo das fibras, quantidade de ventres musculares entre outras. A partir dessas variações os músculos são classificados quanto: » à disposição paralela das fibras; » à disposição oblíqua das fibras; » ao número de origens e inserções; » ao número de ventres musculares; » à ação muscular. fibras paralelas O termo paralelo significa cada uma das retas situadas no mesmo plano. Estão dispostas no mesmo sentido. Os músculos longos e os músculos largos possuem essas características. Músculo longo Os músculos longos apresentam suas fibras paralelas e são compridos. Podem apresentar-se uniformes ou fusiformes. O termo fusiforme é utilizado para designar o órgão comprido, porém com maior volume na região central (gordinho). O músculo braquial é um músculo longo fusiforme e é responsável pela flexão do antebraço. 49 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Figura 41. O músculo sartório é exemplo de músculo longo uniforme. É o músculo da flexão e da rotação lateral da coxa. Figura 42. Músculo largo Os músculos largos também possuem suas fibras paralelas e podem ser uniformes ou apresentarem convergência das fibras em uma das extremidades. O músculo glúteo máximo é um músculo largo uniforme, é também a extensão da coxa. 50 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Figura 43. O músculo deltoide é largo com as fibras convergindo na inserção. É o músculo da flexão, extensão, abdução e rotação do braço. Figura 44. fibras oblíquas O termo oblíquo refere-se à reta inclinada. Os músculos peniformes possuem suas fibras oblíquas em relação ao tendão. O arranjo oblíquo de suas fibras lembram uma a pena de ave. Esse grupo muscular não se contrai muito, porém são os músculos mais fortes do corpo humano. Quando o músculo possui os dois lados da pena dizemos que é bipenado. O músculo reto femoral é bipenado e o músculo mais forte do corpo. É o músculo da flexão da coxa e extensão da perna. 51 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Figura 45. Quando o músculo possui apenas um dos lados da pena, dizemos que é unipenado. O músculo extensor longo dos dedos dos pés é unipenado. É o músculo da extensão dos dedos 1, 2, 3 e 4 e dorsiflexão. Figura 46. origem e inserção Origem e inserção são os termos utilizados para designar a extremidade do músculo ligada a um osso imóvel e um osso imóvel respectivamente. número de origens O termo latim caput significa cabeça. 52 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Quando um músculo possui 2 tendões de origem, dizemos que o mesmo tem 2 cabeças. O músculo bíceps braquial possui 2 tendões de origem. É o músculo da supinação e flexão do antebraço. Figura 47. Quando um músculo possui três tendões de origem, dizemos que o mesmo tem 3 cabeças. O músculo tríceps braquial possui três tendões de origem. É o músculo da extensão do braço e extensão do antebraço. Figura 48. Quando um músculo possui quatro tendões de origem, dizemos que tem quatro cabeças. São do tipo quadríceps. O único músculo quadríceps do corpo humano é o grupo anterior da coxa (quadríceps femoral). Esse grupo muscular é composto por quatro músculos independentes (vastos lateral ´1`, intermédio´2` e lateral´3` e reto femoral´4`) que possuem a mesma inserção na patela. 53 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Figura 49. Adaptado de: rhvillegas.wordpress.com número de inserções Quando um músculo possui dois tendões de inserção, dizemos que este tem duas caudas. O músculo adutor magno é bicaudado e é responsável pela adução da coxa. Figura 50. Quando um músculo possui três ou mais tendões de inserção, dizemos tem três ou mais caudas. O músculo flexor profundo dos dedos é policaudado, é o músculo da flexão dos dedos das mãos e flexão do punho. 54 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Figura 51. número de ventres musculares Já foi discutido sobre a formação muscular e também a formação de seu ventre. Alguns músculos são classificados de acordo com o número de ventres musculares. A palavra gástrico tem sua origem no latim gastricus e significa estômago, porém a palavra grega gaster significa ventre. Daí o radical (gástrico) dos nomes que batizam esses grupos musculares. » Digástrico (2 ventres). » Poligástrico (mais de 3 ventres). O músculo digástrico tem dois ventres musculares. É o musculo da depressão da mandíbula e dos movimentos da laringe. Figura 52. O único músculo poligástrico do corpo humano é o músculo reto abdominal, ele é responsável pela flexão do tronco, anteversão da pelve e auxiliar da tosse e parto. 55 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Figura 53. Ação muscular Os músculos podem ser classificados de acordo com a ação principal da contração: músculo flexor longo dos dedos dos pés. É o músculo da flexão dos dedos e plantiflexão. Figura 54. Músculo extensor curto do polegar. Figura 55. 56 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo abdutor do dedo mínimo. Figura 56. Músculo adutor do polegar. Figura 57. Músculo pronador redondo. Figura 58. 57 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculo supinador. Figura 59 Classificação funcional Agonista O termo agonista vem do grego agonistes e significa combatente. O que atua na linha de frente. Nos sistema locomotor, utilizamos o termo agonista para designar o músculo responsável pela ação principal de um movimento. Antagonista O termo antagonista é utilizado para designar o músculo opositor ao agonista. Figura 60. 58 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Os músculos pronador redondo (1) e supinador (2) são agonistas dos movimentos aos quais foram batizados. Porém, esses dois músculos são antagonistas. Quando o supinador contrai, o pronador redondo deve estirar-se. Quando o pronadorredondo contrai, o supinador deve estirar-se. Sinergista A palavra sinergia vem tem origem de duas palavras gregas; syn que significa junto e ergo que significa trabalho. Portanto, o músculo sinergista é o que trabalho junto com o agonista, estabilizando as articulações para impedir movimentos indesejáveis. Figura 61. A figura 61 evidencia o músculo flexor profundo dos dedos com seus quatro tendões de inserção. Reparem que os tendões atravessam a articulação radiocárpica para então se inserir nas falanges médias. Esse músculo é agonista do movimento de flexão dos dedos da mão. Quando ele contrai o punho também é flexionado, sendo esse o movimento indesejável. Para corrigir isso, os músculos sinergistas, nesse caso os extensores do carpo, se contraem para impedir a flexão indesejada da mão. Com essa articulação estabilizada pelos sinergistas, ocorre o único movimento desejável que é a flexão dos dedos. 59 CAPítulo 2 Músculos da cabeça e tronco Músculos da boca Músculo orbicular da boca É o músculo responsável por unir os lábios superior e inferior. Figura 62. Músculo elevador do lábio superior É o músculo responsável por levantar o lábio superior. Figura 63 60 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo abaixador do ângulo da boca É o músculo que da expressão de raiva. Figura 64. Músculo bucinador É o músculo do flautista. Não tem função motora, porém, é importante no assopro. Figura 65. Músculo temporal É o músculo temporal é responsável pela elevação e retração da mandíbula. Figura 66. 61 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculo masseter É o músculo masseter é responsável pela elevação da mandíbula. Figura 67. Músculo esternocleidomastoideo É o músculo da flexão e rotação da cabeça. Figura 68. Músculo esplênio da cabeça É o músculo da extensão e rotação ipsilateral da cabeça. Figura 69 62 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculos do tronco Músculo peitoral maior É o músculo da adução e rotação medial do braço. Figura 70. Músculo peitoral menor É o músculo da depressão da escápula e elevação das costelas. Figura 71. Músculo serrátil anterior É o músculo da rotação superior, abdução e depressão da escápula. Figura 72. 63 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculo grande dorsal (latíssimo do dorso). É o músculo da adução, extensão, rotação medial do braço e depressão do ombro. Figura 73. Músculo transverso abdomianal É o músculo da estabilização da coluna e atua no aumento da pressão abdominal. Figura 74. Músculo oblíquo interno É o músculo da flexão do tronco e rotação do tórax. Figura 75. 64 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo oblíquo externo É o músculo da flexão do tronco e rotação oposta do tórax. Figura 76 Músculos do ombro Músculo romboide maior É o músculo da retração e rotação inferior da escápula. Figura 77. 65 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculo romboide menor É o músculo da retração e rotação inferior da escápula. Figura 78. Músculo elevador da escápula É o músculo da elevação e rotação inferior da escápula. Figura 79. 66 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo supraespinhal É o músculo da abdução do braço. Figura 80. Músculo infraespinhal É o músculo da rotação lateral do braço e estabilização da cabeça do úmero. Figura 81. 67 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculo redondo menor É o músculo da rotação lateral do braço e estabilização da cabeça do úmero. Figura 82. Músculo redondo maior É o músculo da rotação medial e adução do braço. Figura 83. 68 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo subescapular É o músculo da rotação medial do braço. Figura 84. Músculos do braço Músculo coracobraquial É o músculo da adução e flexão do braço. Figura 85. 69 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculo braquiaorradial É o músculo da pronação e flexão do antebraço. Figura 86. Músculo ancôneo É o músculo da extensão do antebraço. Figura 87. 70 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculos do antebraço Músculo palmar longo É o músculo da flexão da mão. Figura 88. Músculo flexor radial do carpo É o músculo da flexão da mão e abdutor (desvio radial) da mão. Figura 89. 71 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculo flexor ulnar do carpo É o músculo da flexão da mão e adutor (desvio ulnar) da mão. Figura 90. Músculo extensor radial curto do carpo É o músculo da extensão e abdução (desvio radial) da mão. Figura 91. 72 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo pronador quadrado É o músculo da pronação do antebraço. Figura 92. Músculo pronador quadrado É o músculo da pronação do antebraço. Figura 93. 73 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculos do polegar Músculo flexor longo do polegar É o músculo da flexão do polegar. Figura 94. Músculo flexor longo do polegar É o músculo da flexão do polegar. Figura 95. 74 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo oponente do polegar É o músculo que posiciona o polegar afrente dos demais dedos formando uma pinça. Figura 96. Músculos do dedo mínimo Músculo flexor do dedo mínimo É o músculo da flexão do dedinho. Figura 97. 75 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculo extensor do dedo mínimo É o músculo da extensão do dedinho. Figura 98. Músculo extensor do dedo mínimo É o músculo da extensão do dedinho. Figura 99. 76 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculos dos dedos da mão Músculos interósseos dorsais São os músculos da abdução dos dedos 2, 3 e 4. Figura 100. Músculos interósseos palmares São os músculos da adução dos dedos 2, 4 e 5. Figura 101. 77 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculos lumbricais São os músculos da flexão das falanges proximais e extensor das falanges médias e distais. Figura 102. Músculos do quadril e coxa Músculo iliopsoas O ilíaco faz a flexão da coxa e o psoas maior faz a flexão da coxa e tronco. Figura 103. 78 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo glúteo médio É o músculo da abdução e rotação interna da coxa. Figura 104. Músculo pectíneo É o músculo da adução e flexão da coxa. Figura 105. 79 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculo adutor curto É o músculo da adução da coxa. Figura 106. Músculo adutor longo É o músculo de adução da coxa. Figura 107. 80 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo grácil É o músculo de adução da coxa. Figura 108. Músculo piriforme É o músculo da abdução e rotação lateral da coxa. Figura 109. 81 SiStema muScular │ uNiDaDe iii Músculo gêmeo superior É o músculo da rotação lateral da coxa. Figura 110. Músculo obturador interno É o músculo da rotação lateral da coxa. Figura 111. 82 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr Músculo quadrado femoral É o músculo da rotação lateral da coxa. Figura 112. Músculo obturador externo É o músculo da rotação lateral da coxa. Figura 113. 83 SiStema muScular │ uNiDaDe iii reto femoral É o músculo da flexão da coxa e da extensão da perna. Figura 114. Músculos da perna Sóleo É o músculo da plantiflexão. Figura 115. 84 UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr gastrocnêmio É o músculo da flexão da perna e plantiflexão. Figura 116. flexor longo dos dedos do pé É o músculo da flexão dos dedos do pé e plantiflexão. Figura 117. 85 referências AIRES, M. M. Fisiologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. BONTRAGER, K. L.; LAMPIGNANO, J. P. Tratado de posicionamento radiográfico e anatomia associada. São Paulo: Elservier, 2006. COSTANZO, L. S. Fisiologia. 3ª. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. CUENCA, E. M. Fundamentos de fisiologia. Thonsom. Madrid. 2006. DANGELO, J. G.: FATTINI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2ª ed. 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