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Prévia do material em texto

Brasília-DF. 
AnAtomiA do ApArelho locomotor
Elaboração
Igor Duarte de Almeida 
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APrESEntAção ................................................................................................................................. 4
orgAnizAção do CAdErno dE EStudoS E PESquiSA .................................................................... 5
introdução.................................................................................................................................... 7
unidAdE i
INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR .............................................................................................. 9
CAPítulo 1
SISTEMA ESqUELéTICO ............................................................................................................. 9
CAPítulo 2
DIvISÃO DO ESqUELETO ......................................................................................................... 19
CAPítulo 3
COMpOSIÇÃO óSSEA ........................................................................................................... 28
unidAdE ii
SISTEMA ARTICULAR ............................................................................................................................. 30
CAPítulo 1
TIpOS DE ARTICULAÇõES ........................................................................................................ 30
CAPítulo 2
SINOvIAIS ............................................................................................................................... 32
CAPítulo 3
pRINCIpAIS ARTICULAÇõES SINOvIAIS ..................................................................................... 40
unidAdE iii
SISTEMA MUSCULAR ............................................................................................................................. 45
CAPítulo 1
MúSCULOS ESqUELéTICOS ..................................................................................................... 45
CAPítulo 2
MúSCULOS DA CAbEÇA E TRONCO ....................................................................................... 59
rEfErênCiAS .................................................................................................................................. 85
4
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se entendem 
necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. Caracteriza-se pela 
atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela interatividade e modernidade 
de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade dos conhecimentos 
a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos específicos da área e atuar de forma 
competente e conscienciosa, como convém ao profissional que busca a formação continuada para 
vencer os desafios que a evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo a facilitar 
sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na profissional. Utilize-a 
como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
5
organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em capítulos, de 
forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões 
para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam a tornar sua leitura mais agradável. Ao 
final, serão indicadas, também, fontes de consulta, para aprofundar os estudos com leituras e 
pesquisas complementares.
A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de Estudos 
e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Praticando
Sugestão de atividades, no decorrer das leituras, com o objetivo didático de fortalecer 
o processo de aprendizagem do aluno.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
6
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Exercício de fixação
Atividades que buscam reforçar a assimilação e fixação dos períodos que o autor/
conteudista achar mais relevante em relação a aprendizagem de seu módulo (não 
há registro de menção).
Avaliação Final
Questionário com 10 questões objetivas, baseadas nos objetivos do curso, 
que visam verificar a aprendizagem do curso (há registro de menção). É a única 
atividade do curso que vale nota, ou seja, é a atividade que o aluno fará para saber 
se pode ou não receber a certificação.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
7
introdução
A capacidade de reagir em resposta aos estímulos provenientes do ambiente em que se vive, constitui 
uma das propriedades fundamentais do ser vivo.
Nos humanos, todos os movimentos voluntários (que só age de acordo com a sua própria vontade) 
efetuados, implicam na intervenção de um número importante de músculos, articulações e ossos. 
Assim é constituído o aparelho locomotor.
Os músculos são os órgãos efetuadores de movimento, enquanto as articulações fornecem o meio 
adequado para a movimentação do osso ou ossos que por sua vez atuam como as alavancas do 
movimento.
Para Duarte (2009), os músculos estão distribuídos por todas as partes do corpo e em conjunto 
com os sistemas articular e ósseo, formam um sistema de alavancas biológicas que permitem ao 
indivíduo locomover-se e movimentar os diversos segmentos do corpo.
É correto afirmar que o aparelho locomotor está envolvido em todos os movimentos voluntários e 
estão espalhados por todas as partes do corpo.
Isso não se resume apenas em andar ou pegar objetos. Imagine a fonação (fala). Dá pra falar sem 
movimentar a mandíbula? A resposta é não!
Para falarmos, temos de comandar um complexo grupo de músculo que exercem sua ação (força) no 
osso mandíbula, que só pode se mover pela característica da Articulação Temporomandibular (ATM). 
Então é correto afirmar que esses 3 sistemas participam ainda da comunicação verbal e alimentação, 
uma vez que músculos, mandíbula e ATM desempenham seus papéis nessas importantes funções.
Para alguns profissionais, estudar o sistema muscular é uma verdadeira tortura devido à grande 
quantidade de músculos do corpo humano e seus nomes nem tanto convencionais.
Por esse motivo iniciaremos nosso estudo do aparelho locomotor, pelos órgãos menos complexos; 
os ossos com suas respectivas características, funções e curiosidades. Após, iniciaremos nosso 
estudo pelo fascinante sistema articular e por último, entraremos no complexo estudo do sistema 
muscular. Conhecerão os principais órgão e funções do aparelho locomotor, sua localização e as 
principais características desse sistema que permite os movimentos corporais e outras funções 
importantespara a vida.
Nessa parte do curso, o aluno estará em contato com informações sobre o sistema locomotor e seu 
funcionamento no controle das atividades motoras e estará habilitado para atuar como docente nos 
cursos da saúde em temas relacionados aos sistemas ósseo, articular e muscular.
8
objetivos
 » Promover a capacitação dos alunos em identificar os diversos órgãos que compõem 
os sistemas ósseos, articular e muscular desde sua formação estrutural até as bases 
fisiológicas do sistema.
 » Compreender as diversas partes em que se divide o sistema locomotor, suas 
características além de sua divisão anatômica e funcional.
9
unidAdE i
introdução 
Ao SiStEMA 
loCoMotor
CAPítulo 1
Sistema esquelético
definição
De acordo com o dicionário anatômico etimológico, o termo esqueleto deriva da palavra grega 
skeletos e significa seco, sem umidade.
O esqueleto tem a importante função de sustentar e dar forma ao corpo. Com esse sistema, torna-se 
possível a locomoção, além da proteção dos órgãos internos, principalmente os órgãos vitais.
Segundo Dângelo, Fatinni (2000) o esqueleto é o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam 
para formar o arcabouço (estrutura) do corpo animal. O esqueleto humano de um adulto apresenta-
se com o número de 206 ossos contando apenas os sesamoides anteriores do joelho (patelas), ossos 
acessórios não são contados. O maior osso do corpo humano é o fêmur e localiza-se nas coxas 
enquanto que o menor osso é o estribo e localiza-se na orelha interna (ouvido).
O sistema ósseo é composto por ossos e cartilagens e possui um tecido vivo complexo formado por 
células e uma matriz orgânica.
Composição
Guyton (2011) diz que o osso é formado por uma matriz orgânica dividida em:
1. colágeno;
2. substância fundamental;
3. osteoblastos;
4. osteoclastos;
5. osteócitos.
10
UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR
Colágeno
O colágeno corresponde de 90% a 95% de fibras do tecido ósseo e que desempenha importante 
função na resistência à tração. O colágeno também é responsável por tornar os ossos flexíveis e 
consequentemente, resistentes à fratura quando expostos à carga excessiva (STANDRING, 2010).
Substância fundamental
É formada por líquido extracelular importante no controle do depósito de sais de cálcio. Como essa 
substância recebe o cálcio, torna-se muito forte e resistente à compressão. Desse modo temos um 
tecido ósseo resistente à tração (colágeno) e resistente à compressão (substância fundamental).
osteoblastos
Os osteoblastos estão localizados na superfície óssea. São células responsáveis pelo desenvolvimento 
ósseo a partir da matriz cartilaginosa. Produz componentes da substância fundamental para 
formação óssea e também na remodelagem e reparação. Os osteoblastos atuam na fixação do cálcio 
nos ossos (COSTANZO, 2007).
osteoclastos
Os osteoclastos são células gigantes multinucleadas originadas de uma célula hematopoiética 
precursora localizada na medula óssea. Os osteoclastos caracterizam se pela alta mobilidade. 
Também são encontrados na superfície óssea o tipo celular que se move ao longo da superfície 
óssea reabsorvendo o osso e deixando uma lacuna de reabsorção no seu rastro. Os osteoclastos são 
as células responsáveis pela retirada do cálcio na parede dos ossos (AIRES, 2008).
osteócitos
Para Aires (2008) os osteócitos são osteoblastos prisioneiros em lacunas ósseas após a mineralização. 
Os osteócitos jovens ainda guardam algumas das características ultraestrutrurais osteoblásticas. 
Acredita-se que os osteócitos participem ativamente na remodelação óssea, sendo responsável pela 
transferência rápida de cálcio da matriz óssea para o espaço extracelular.
Excelente vídeo ilustrativo sobre a atuação dos osteoblastos e osteoclastos.
<http://www.youtube.com/watch?v=xhyduItcNVs>
funções dos ossos
O esqueleto humano de um adulto apresenta-se com o número de 206 ossos. Quando criança, esse 
número é maior. Muitos acreditam que as funções dos ossos se restringem apenas em funções 
motoras. Porém, podemos destacar os ossos envolvidos em inúmeras atividades como:
11
INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I
1. Hematopoiese.
2. Reserva de minerais.
3. Postura ortostática.
4. Alavancas.
5. Proteção de órgãos nobres.
Hematopoiese
A hematopoiese deriva das palavras gregas Haima que significa sangue e Poiesis que significa 
produção. Seu significado literal é produção de sangue. O sangue é composto por células suspensas 
num líquido denominado plasma sanguíneo. Durante a formação embrionária, a hematopoiese 
ocorre no fígado e no baço. No recém-nascido, essas células são produzidas a partir de células mãe 
(células-tronco pluripotenciais) localizadas na medula óssea (TIMBY, SMITH, 2005).
reserva de minerais
O cálcio é um mineral envolvido em várias funções fisiológicas do organismo. Sua baixa concentração 
pode tornar inviável a transmissão interneurônios e contração muscular. Dessa maneira, os ossos 
constituem uma importante reserva de cálcio para essas funções do organismo.
Sabe-se que o cálcio está presente nos alimentos como o leite e seus derivados. Quando há déficit 
de cálcio devido à hiponutrição, as células (osteoclastos) entram em ação retirando cálcio da parede 
dos ossos e disponibilizando-o na corrente sanguínea para manter íntegras as funções vitais como o 
funcionamento do coração. Se a hiponutrição perdurar um período grande, a perda de cálcio pode 
trazer sérias consequências ao tecido ósseo, tornando-o frágil (osteoporose).
Sabe-se da importância do sol para o início da síntese de vitamina D e como consequência uma 
aceleração do depósito de cálcio no osso seguido pelo aumento da resistência à compressão. Isso 
associado à prática de exercícios físicos contribui para o fortalecimento do tecido ósseo.
Após um longo período no espaço, astronautas retornam a terra com osteoporose. 
Essa doença se instala a partir da ausência de força sobre os ossos (gravidade). 
Mesmo com uma dieta rica em cálcio e a presença dos raios solares, se não houver 
gravidade, os osteoblastos não são ativados. Para ativar os osteoblastos é preciso 
submeter os ossos à carga. Quanto mais carga mais cálcio será depositado na 
parede dos ossos. Por isso o tratamento básico recomendado para pessoas com 
osteoporose é caminhada (carga) matinal (sol) após um café da manhã com leite, 
queijo e manteiga (cálcio).
Postura ortostática
É a postura de pé. Para entendermos melhor a importância dos ossos nessa postura devemos 
entender um pouco a força da gravidade.
12
UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR
Segundo Issac Newton, a gravidade é algo é a força que puxa as coisas para a terra. Albert Einstein 
contrapôs essa teoria afirmando e comprovando que a gravidade é uma força que empurra as coisas 
contra a terra. Segundo os estudos de Einstein, a terra curvou o espaço em seu redor e o espaço 
espalhado comprime tudo contra ela.
Essa força está concentrada sobre a superfície de tudo que existe no planeta. Então, os humanos 
passam boa parte da vida com essa carga sobre suas cabeças.
Devido a essa posição os ossos se especializaram para suportar a carga da gravidade associada às 
variações de ambiente e atividade.
Figura 1.
Documentário de Albert Einstein mostra como a atuação gravidade sobre o corpo.
<http://www.youtube.com/watch?v=UnSA27a00To>
Alavancas
O fenômeno das alavancas consiste na aplicação de força por um músculo em um osso. Essa força 
transferida faz com que o osso se mova, constituindo uma das funções dos ossos. Veja a analogia na 
imagem a seguir.
Figura 2.
13
INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I
Fonte: fisicanet.com
O homem representa o músculo, a madeira representa o osso e a pedra é um objeto a ser movimentado.
Imagine o homem movendo a pedra sem a madeira. Provavelmente não conseguiria devido ao peso 
excessivo da pedra.
Imagine agora a madeira sem o homem. É impossível!
A figura 2 ilustra o homem aplicando força na madeira. A madeira transfere toda a força para uma 
pequenaregião e essa concentração de força num único ponto é capaz de mover a pedra.
O osso não pode se mover só, mas ao receber a força do músculo, torna-se um órgão ativo no 
movimento.
Vídeo ilustrativo sobre a atuação das alavancas e suas respectivas funções.
<http://www.youtube.com/watch?v=Dnx8gK-Hpac>
Proteção de órgãos nobres
Órgãos fundamentais para a vida estão protegidos por caixas ou arcabouços ósseos. O Sistema 
Nervoso Central está protegido pelos ossos do crânio e coluna vertebral. O coração está protegido 
pelo osso esterno. A figura a seguir ilustra o pulmão esquerdo protegido pelas costelas.
14
UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR
Figura 3.
Adaptado de: health.kernan.org
tipos de ossos
Duarte (2009) afirma a existência de três tipos de esqueleto: 
1. O exoesqueleto; é aquele tipo que apresenta esqueleto externo e serve de base de 
sustentação para as partes moles como os crustáceos.
2. O esqueleto misto; presente em animais como tatus.
3. O endoesqueleto é aquele que possui esqueleto interno revestido pelas partes moles, 
um exemplo que acontece com o homem.
Os ossos apresentam características variadas e são classificados de acordo com essas características 
em:
 » ossos longos;
 » ossos alongados;
 » ossos curtos;
 » ossos laminares;
 » ossos irregulares;
 » ossos pneumáticos;
 » ossos sesamoides.
15
INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I
ossos longos
São ossos em que a altura prevalece em relação à largura e à espessura. São ossos grandes. Os ossos 
longos são:
 » úmero; 
 » rádio; 
 » ulna; 
 » metacarpos; 
 » metatarsos; 
 » falanges; 
 » fêmur;
 » tíbia;
 » fíbula.
Figura 4.
Adaptado de: Sobotta (2006).
ossos alongados
Esse grupo de ossos possuem as mesmas características dos ossos longos, porém, não possuem a 
medula óssea. Só existem 2 ossos alongados: Clavícula e Costelas.
16
UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR
ossos curtos
São ossos que possuem mais ou menos a mesma equivalência em todas as direções.
São considerados ossos curtos os ossos do carpo e os ossos do tarso.
Figura 5.
Adaptado de: Sobotta (2006).
ossos laminares
São ossos cujo comprimento e largura predominam sobre a espessura. Esses ossos estão localizados 
principalmente na calota craniana, como é o caso do osso parietal, e nas raízes dos membros 
superiores e inferiores, como é o caso do osso escápula e do osso do quadril respectivamente.
Figura 6.
Adaptado de: Duarte (2009).
17
INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I
ossos irregulares
São ossos que não se assemelham à nenhuma figura geométrica. Ossos localizados na coluna 
vertebral (vértebras) e na cabeça (mandíbula). Além dos exemplos citados temos o osso sacro.
Figura 7
Fonte: <www.spineuniverse.com>
ossos pneumáticos
São ossos que possuem cavidades internas que contém ar. Todos os ossos pneumáticos estão na 
cabeça. São eles:
 » ossos maxilares (maxilas);
 » osso frontal;
 » osso esfenoide;
 » osso etimoide;
 » ossos temporais.
ossos sesamoides
São pequenos ossos que se desenvolvem dentro de tendões ou na cápsula articular. Ossos que se 
desenvolvem na substância dos tendões são denominados de intratendíneos e os que se desenvolvem 
na substância da cápsula articular são chamados periarticulares.
A patela é um exemplo específico de osso sesamoide intratendíneo. O pé e a mão são os locais mais 
comuns em que se encontram ossos sesamoides periarticulares.
A patela era, até pouco tempo, o único osso sesamoide batizado.
Pereira (2002) apresentou, em sua dissertação de mestrado, a incidência do osso sesamoide fabela 
que aparece na origem lateral do músculo gastronêmio, joelho.
18
UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR
Figura 8.
Fonte: Durá (2008).
Ossos sesamoides aparecem em várias partes do corpo de acordo com a idade ou com a atividade 
que desempenham. São muito comuns na articulação metacarpofalangeana do polegar.
Figura 9.
A imagem acima é uma reconstrução 3D do joelho esquerdo. Lateralmente, vemos a presença do 
sesamoide fabela. Medialmente está um sesamoide raro, associado ao tendão do músculo sartório, 
ciamela. 
19
CAPítulo 2
divisão do esqueleto
Conceito
O esqueleto humano é formado em média por 206 ossos num adulto.
Nobeschi (2010) diz que o esqueleto é dividido didaticamente em:
1. esqueleto axial;
2. esqueleto apendicular. 
Esqueleto axial
O termo axial é uma palavra derivada do latim axis e significa eixo. É formado pelos ossos que estão 
no eixo do corpo. Nessa parte do esqueleto, estão alojados os órgãos do sistema nervoso central: 
o encéfalo, localizado na caixa craniana e a medula espinhal que ocupa o canal vertebral (FILHO, 
LEITÃO, BRUNO, 2009).
São eles:
 » ossos do crânio (28 ossos) 
 » ossos da coluna vertebral (26 ossos)
 » costelas (24 ossos)
 » esterno (1 osso)
 » hioide (1 osso). 
 » No esqueleto axial totalizamos 80 ossos.
20
Figura 10.
.
Os links a seguir referem-se aos jogos on-line para auxiliar no aprendizado. Alguns jogos poderão 
servir de avaliação. Sugerimos que joguem várias vezes.
Jogos ossos do crânio.
<http://www.purposegames.com/game/cranio-anterior-game> 
<http://www.purposegames.com/game/cranio-lateral-game>
Coluna vertebral
É formada por 24 vértebras móveis, 5 vértebras fundidas que formam o osso sacro e 4 pequenas 
vértebras também fundidas que formam o cóccix. Num total de 33 vértebras. A coluna vertebral se 
divide nas seguintes regiões: cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea.
Essas regiões são compostas pelas seguintes vértebras:
 » 7 cervicais;
 » 12 torácicas;
 » 5 lombares;
 » 5 sacrais;
 » 4 coccígeas.
21
INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I
Vértebras cervicais
São as vértebras mais altas da coluna. Como não recebem tanta carga, apresentam corpo vertebral 
reduzido. Além disso, diferem das demais vértebras pela presença dos forames transversários, por 
onde passam as artérias vertebrais e formam articulações sinoviais.
A primeira vértebra cervical (C1) é também nomeada de acordo com a analogia à mitologia grega. 
Segundo a história, houve um deus grego (atlas) que teria carregado o mundo nas costas. E nisso 
consiste a analogia, pois a vértebra atlas carrega a cabeça.
A segunda vértebra cervical (C2) é também nomeada pela sua atuação na rotação da cabeça. 
Lembramos que o termo latim axis significa eixo. Portanto, é o nome da segunda vértebra cervical. 
Essa vértebra possui um eixo (dente da áxis) que permite a rotação da vértebra atlas. Assim 
conseguimos realizar o movimento de negação.
As demais vértebras cervicais são: C3, C4, C5, C6 e C7. Tem como características o forame vertebral 
triangular e o processo espinhoso bífido, além dos forames transversários.
Jogo das vértebras cervicais
<http://www.purposegames.com/game/vertebras-cervicais-game>
Vértebras torácicas
As vértebras torácicas estão intimamente ligadas às costelas. São em número 12 e classificadas 
por T1, T2... ...T11 e T12. As vértebras torácicas diferem das vértebras cervicais pela ausência dos 
forames transversários. Seu forame vertebral (2) é pequeno e redondo, devido a não formação de 
intumescência na medula nessa região.
Jogo das vértebras lombares
<http://www.purposegames.com/game/8344e13307>
Vértebras lombares
As vértebras lombares são as 5 últimas vértebras. São conhecidas por: L1, L2, L3, L4 e L5. Como 
recebem a maior parte da carga, possuem os corpos vertebrais largos. Possuem o forame vertebral 
largo e triangular devido à presença de intumescência nessa região. Os mesmos acidentes ósseos 
são encontrados nesse grupo de vértebras. A única divergência está nos processos transversos. Nas 
vértebras lombares, são chamados por processos costiformes (costais).
Jogo vértebras lombares
<http://www.purposegames.com/game/vertebra-lombar-game>
22
UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR
osso sacro
O osso sacro é constituído por 5 vértebras fundidas num único osso. Tem a forma de uma pirâmide 
quadrangular com sua base voltada para cima e o ápice voltadopara baixo. Articula-se superiormente 
com a L5 e inferiormente com o osso cóccix.
osso cóccix
O termo cóccix deriva da palavra grega Kókkyx e significa cuco (o bico do pássaro cuco). É a parte 
final da coluna vertebral e constituído por 4 pequeninas vértebras fundidas num único osso. Alguns 
pesquisadores acreditam que o cóccix é o resquício da cauda humana de quando nossos ancestrais 
andavam de 4 pés. É daí que vem o termo caudal (inferior).
Jogo sacro e cóccix
<http://www.purposegames.com/game/anatomia-do-sacro-game>
Costelas
São ossos alongados e curvos com a função de proteger os pulmões, mas com flexibilidade para 
expansão pulmonar. A caixa torácica é composta de 24 costelas que se articulam com as fóveas 
costais das vértebras torácicas. Se estudarmos apenas um lado temos:
 » 7 Costelas verdadeiras que estão ligadas diretamente ao osso esterno.
 » 3 Costelas falsas que estão ligadas na cartilagem da 7ª costela verdadeira.
 » 2 costelas flutuantes que que não se ligam a nada.
Figura 11.
Adaptado de: bigstock.com.br 
Jogo costelas
<http://www.purposegames.com/game/anatomia-da-costela-game>
23
INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I
osso esterno
O nome do osso deriva do grego sternon que significa peito. É o osso do peito. O osso esterno se 
divide em 3 parte:
1. Manúbrio do esterno do grego significa cabo da espada.
2. Corpo do esterno.
3. Processo (apêndice xifoide) do grego significa em forma de espada.
O osso esterno é o osso com forma de espada.
Jogo osso esterno
<http://www.purposegames.com/game/anatomia-esterno-quiz>
Esqueleto apendicular
O termo apendicular é sinônimo de apêndice. Apêndice vem do latim Appendix e significa o que 
pende, pendurado. O esqueleto apendicular é a parte do esqueleto que está pendurado ao esqueleto 
axial. No esqueleto apendicular temos os ossos dos membros superiores e membros inferiores.
ossos dos membros superiores
Figura 12.
24
UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR
Clavícula
O termo clavícula vem do latim clavícula que é o diminutivo de clavis. Claves significa chave. A clavícula 
é o osso que parece uma chave. A clavícula é o osso com a função de estabilizar o ombro. Houve relatos 
de fraturas provocadas pelo médico obstetra para facilitar a passagem do bebê no momento do parto. 
Com a fratura, a escápula se projeta anteriormente e a criança torna-se mais fina.
Jogo osso clavícula
<http://www.purposegames.com/game/clavicula-igor-game>
Escápula
Osso laminar fundamental nos movimentos do ombro. Juntamente com a clavícula, formam o 
cíngulo (cintura) escapular. A escápula é o principal osso de fixação dos membros superiores com 
o esqueleto axial.
Jogo osso escápula
<http://www.purposegames.com/game/anatomia-ossos-escapula-quiz>
Úmero
O termo deriva do latim e significa osso do ombro. Na verdade o osso úmero pertence ao braço. É um 
osso longo e, juntamente com a escápula, é responsável pelos movimentos dos membros superiores.
Jogo osso úmero
<http://www.purposegames.com/game/b6ab74f529>
rádio
O termo rádio vem latim radius e significa raio de roda, pela sua suposta semelhança ao objeto. É 
o mais curto e o mais lateral dos ossos do antebraço na posição anatômica. Como está do mesmo 
lado do dedo polegar, alguns docentes de anatomia dizem que o polegar é a antena do rádio em 
uma analogia ao equipamento eletrônico. Seguindo essa lógica, nunca mais se confundirão sobre a 
correta posição do rádio.
ulna
O termo ulna vem do latim e significa antebraço ou cotovelo (osso do cotovelo). Em posição 
anatômica, a ulna se apresenta medialmente no antebraço. É um osso do tipo longo e se articula 
com o úmero e o rádio. Essas articulações permitem sua flexão e extensão e a rotação do rádio 
(pronação e supinação).
25
INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I
Jogo ossos rádio e ulna
<http://www.purposegames.com/game/radio-ulna-igor-game>
Mão
A mão possui 27 ossos divididos em: ossos do carpo, ossos metacarpos e falanges.
Os 8 ossos do carpo são:
 » Trapézio: Se parece com a figura geométrica trapézio.
 » Trapezoide: O termo mais apropriado seria trapézio medial.
 » Capitato: Cabeçudo.
 » Hamato: Ganchoso. O gancho do osso hamato é o hâmulo do hamato.
 » Escafoide: O termo vem do grego e significa semelhante a uma canoa.
 » Semilunar: Se parece a uma meia lua.
 » Piramidal: Em forma de pirâmide.
 » Psiforme: O termo vem do latim e significa ervilha (em forma de ervilha).
O termo meta vem do grego e significa ‘depois’. Os metacarpos são os ossos que vêm depois dos 
ossos do carpo.
O termo falange vem do grego phalanx e significa tropa de soldados marchando. A analogia feita aos 
soldados, pois eles marcham em fila e os ossos dos dedos assim se apresentam enfileirados.
osso hioide
O termo deriva do grego e significa em forma de ípsilon (Y). Localiza-se na parte anterior do pescoço 
sem se articular com outros ossos. Tem importância na origem dos músculo da língua, genioglosso e 
hioglosso. Moore, Daley (2005) afirma que esse osso é fraturado durante o estrangulamento.
26
UNIDADE I │INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR
ossos dos membros inferiores
Figura 13.
quadril
O termo quadril vem do latim equilibrados. Ossos do quadril apresentam um formato irregular e 
grande, sendo subdivididos em 3 partes: ílio, ísquio e púbis. Esses ossos se fundem completamente 
por volta dos 18 anos. Eles se unem no acetábulo e formam cavidade que recebe a cabeça do fêmur.
Obs: Quadril é diferente de pelve. Pelve significa bacia ou funil e é o termo utilizado para designar o 
conjunto (quadril D, quadril E e osso sacro).
Jogo osso do quadril
<http://www.purposegames.com/game/iliaco-osso-do-quadril-quiz>
fêmur
O termo fêmur é bastante divergente entre autores. Porém o mais aceito diz que significa coxa ou o 
que carrega. É o maior osso do corpo humano.
27
INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I
Jogo osso fêmur
<http://www.purposegames.com/game/b11e273eed>
tíbia
Em latim a palavra tíbia dava nome a todos os instrumentos de sopro com formato tubular (flauta). 
É o osso medial da perna e o mais forte do corpo humano.
fíbula
O termo vem do latim e significa espeto ou espetar. É o osso lateral da perna. Embora não participe 
da sustentação, seu maléolo participa da formação da articulação com o osso tálus.
Jogo ossos tíbia e fíbula
<http://www.purposegames.com/game/tibia-e-fibula-igor-game>
Patela
O termo vem do latim do latim patella e significa prato ou panela rasa. É o osso sesamoide anterior 
do joelho. Tem grande importância no alívio de contatos do tendão da coxa e dos ossos.
Pé
O pé possui 26 ossos divididos em: ossos do tarso, ossos metatarsos e falanges.
Os 7 ossos do tarso são:
 » Tálus: significa tornozelo.
 » Calcâneo: significa calcanhar.
 » Cuboide: significa em forma de cubos.
 » Cuneiformes: significa em forma de cunha.
 » Navicular: significa em forma de navio.
O termo meta vem do grego e significa ‘depois’. Os metatarsos são os ossos que vêm depois dos 
ossos do tarso.
O termo falange vem do grego phalanx e significa tropa de soldados marchando. A analogia é feita 
aos soldados, pois eles marcham em fila e os ossos dos dedos assim se apresentam enfileirados.
28
CAPítulo 3
Composição óssea
Duarte (2009), diz que as estruturas rígidas do corpo são os ossos. Segundo o autor os ossos 
apresentam na sua arquitetura as trabéculas ósseas, cuja disposição varia no próprio osso. Portanto, 
encontram-se nos ossos dois tipos de substância óssea:
 » Osso compacto.
 » Osso esponjoso.
Encontramos a substância óssea compacta principalmente na parte central e externa dos ossos.
A substância óssea esponjosa é mais elástica e se dispões nas extremidades dos ossos afastadas 
entre si. Esse tecido tem um aspecto de rede.
Figura 14.
Adaptado de: Duarte (2009)
O periósteo é a membrana de revestimento externo do osso. É fundamental para a o aumento da 
espessura da parede dos ossos e fixação dos tendões. O periósteo só não está presente nas regiões 
articulares.
O endósteoé o tecido de revestimento interno dos ossos. É uma membrana de tecido conjuntivo e 
encontra no interior da cavidade medular.
A medula óssea está situada dentro do canal medular e da substância óssea esponjosa dos ossos. 
Chamamos de medula óssea vermelha, responsável pela produção das células sanguíneas. De acordo 
29
INTRODUÇÃO AO SISTEMA LOCOMOTOR │ UNIDADE I
com envelhecimento, muitos ossos perdem suas funções hematopoiéticas, tendo sua medula óssea 
vermelha preenchida por gordura e se tornando medula óssea amarela.
O termo diáfise é a união de outros 2 termos gregos Dia, que significa entre e Physis, que significa 
sulco/ crescimento. A diáfise é o corpo do osso e encontra-se entre as extremidades que crescem. 
Essa parte do osso possui tecido compacto.
O termo epífise é a junção de outros 2 termos gregos Epi, que significa sobre e Physis, que significa 
sulco/ crescimento. Na verdade existe 2 epífises Uma proximal e outra distal. Essa parte do osso é 
possui tecido esponjoso.
O termo metáfise é a junção de outros 2 termos gregos Meta, que significa depois e Physis, que 
significa sulco/crescimento. Na realidade a metáfise é a própria área de crescimento. A partir da 
metáfise é possível estimar o crescimento e a idade óssea. É facilmente identificada num exame de 
raio-x quando o período de crescimento ainda não foi encerrado.
Figura 15.
Adaptado de: Duarte (2009)
30
unidAdE iiSiStEMA ArtiCulAr
CAPítulo 1
tipos de articulações
definição
Articulação ou juntura são nomes que se dão à união entre dois ou mais ossos. A finalidade dessa 
união é permitir movimentos. Esses movimentos são grandes ou pequenos de acordo com o tipo 
de tecido interposto entre os ossos. De acordo com esses tecidos classificamos as articulações em 3 
tipos básicos:
 » Articulações fibrosas (sinartroses). Possuem tecido conjuntivo entre os ossos.
 » Articulações cartilaginosas (anfiartroses). Possuem tecido cartilaginoso entre os 
ossos.
 » Articulações sinoviais (diartroses). Possui líquido no lugar dos tecidos.
Articulações fibrosas (sinartroses)
As articulações fibrosas são encontradas apenas entre os ossos do crânio, com única exceção. A 
articulação entre a tíbia e a fíbula distal (sindesmose tibiofibular). Porém alguns autores reconhecem 
as membranas interósseas radioulnar e tibiofibular como articulações fibrosas. Sua grande 
característica é dar grande estabilidade aos ossos, de modo que os movimentos são muito reduzidos.
Articulações cartilaginosas (anfiartroses)
Neste tipo de articulação a união entre os ossos é feita por cartilagem hialina ou fibrocartilagem. Assim 
como as articulações fibrosas, as cartilaginosas prendem os ossos pelo tecido interposto. Assim, seus 
movimentos são reduzidos, porém, possuem mais movimentos que as articulações fibrosas.
As articulações cartilaginosas são de dois tipos: sincondroses e sínfises.
31
SiStema articular│ uNiDaDe ii
Sincondroses
As sincondroses possuem a cartilagem hialina entre os ossos de modo que estejam intimamente 
ligados pela cartilagem. Na anatomia registramos apenas três locais:
 » Sincondrose esfeno-occipital (entre os ossos esfenoide e occipital) na base do crânio.
 » Sincondrose esternocostal (entre o osso esterno e as costelas verdadeiras).
Sincondroses
As sínfises possuem placas de fibrocartilagem entre os ossos que compõem à articulação. Os 
exemplos clássicos são:
 » Sínfise púbica.
 » Articulações intervertebrais (discos intervertebrais).
 » Alguns autores referem 2 sínfises no osso esterno.
 » Sínfise manubrioesternal.
 » Sínfise xifoesternal.
32
CAPítulo 2
Sinoviais
definição
São as articulações cujos movimentos são visualizados quando os músculos agem. Nesse grupo de 
articulações os ossos não são ligados por tecido. Isso favorece grande amplitude de movimento 
(ADM). A parte articular de um osso (superfície articular) é revestida pela cartilagem hialina. Essa 
cartilagem tem como característica ser lisa para facilitar o deslizamento dos ossos.
Nas articulações sinoviais os ossos não estão unido, porém, devem estar próximos para manter 
contato. Essa proximidade óssea só acontece pela presença de um órgão comum a todas as 
articulações sinoviais, a cápsula articular.
Cápsula articular
Possui duas membranas que envolvem as extremidades articulares dos ossos relacionados com a 
articulação para mantê-los próximos.
A membrana externa (membrana fibrosa) é composta por tecido conjuntivo fibroso e tem a função 
de dar estabilidade à articulação. Não possui nervos ou vasos sanguíneos.
A membrana interna (membrana sinovial) é altamente inervada e vascularizada. Tem a grande 
função de produzir o líquido sinovial. Essa cápsula é sensível aos movimentos, aumentando sua 
produção quando há excesso.
Figura 16.
Fonte: Sobotta (2006)
A figura acima mostra a cápsula articular parcialmente rompida evidenciando a cabeça do fêmur e 
seu ligamento.
33
SiStema articular│ uNiDaDe ii
líquido sinovial
O termo sinóvia vem da junção de uma palavra grega syn que significa com e uma palavra latim 
ovum que significa ovo. O nome refere-se ao ovo pela semelhança do líquido com a clara. É 
produzida pela membrana interna da cápsula articular. Tem grande importância na lubrificação 
das articulações.
Figura 17.
Adaptado de: Sobotta (2006)
A imagem evidencia a cirurgia de artroscopia de joelho. Na imagem da direita é possível ver a 
semelhança do líquido sinovial com a clara do ovo. Nesse líquido, há presença de ácido hialurônico.
Cavidade articular
É o espaço entre os ossos da articulação preenchido de líquido sinovial. A figura 17 evidencia essa 
cavidade. 
disco e menisco
São estruturas fibrocartilaginosas em forma de lua cheia e meia-lua respectivamente. Atuam como 
coxins, amortecendo os atritos ósseos, além de permitir o correto ajuste dos ossos da articulação.
Os meniscos só existem no joelho, enquanto que os discos estão presentes nas articulações ATM, 
esternoclavicular.
Figura 18.
34
UNIDADE II │SIStEmA ArtIcUlAr
lábio articular
É uma estrutura em forma de anel que circunda a cavidade glenoidal e acetábulo, ampliando suas 
superfícies articulares. Lábios articulares só existem nas articulações glenoumeral e coxofemoral.
Figura 19.
Adaptado de: Sobotta (2006)
ligamentos articulares
São cordas de fibrocartilagem, pouco elásticas e ricas em colágeno. Sua principal função é o auxílio na 
estabilidade dos ossos. Comumente, os ligamentos vêm embutidos na cápsula articular (ligamentos 
capsulares). Muitas articulações possuem ligamentos independentes da cápsula articular e são 
denominados ligamentos extracapsulares. Em algumas articulações, os ligamentos estão inseridos 
em seu interior e são chamados por ligamentos intra-articulares.
Figura 20.
Adaptado de: drcarlosfrutos.com.br
35
SiStema articular│ uNiDaDe ii
A articulação femorotibial possui os dois tipos de ligamento.
A articulação coxofemoral possui um ligamento intra-articular.
tipos de articulação sinovial
As articulações sinoviais são as mais complexas do corpo devido á variedade de formato de suas 
conexões.
De acordo com essas variações de contato, as articulações sinoviais são classificadas como:
 » articulação sinovial plana;
 » articulação sinovial gínglimo;
 » articulação sinovial condilar;
 » articulação sinovial selar;
 » articulação sinovial trocoide;
 » articulação sinovial esferoide.
Articulação plana
Possui movimentos de deslizamento de uma superfície óssea sobre a outra e isso diminui sua 
mobilidade. Suas superfícies de contato são planas ou ligeiramente curvas (WIRHED, 2002).]
Figura 21.
Fonte: Duarte (2009)
São articulações planas:
 » acromioclavicular;
 » carpometacárpica;
 » esternoclavicular (sela);
 » intermetacarpais;
36
UNIDADE II │SIStEmA ArtIcUlAr
 » intercarpais;
 » intermetatarsais;
 » intertarsais;
 » sacroilíaca;
 » tarsometatársica;
 » temporomandibular (gínglimo);
 » tibiofibular.
Articulação gínglimo
Também conhecida por dobradiça. São monoaxiais e suas superfíciesarticulares têm tal forma que 
os movimentos possíveis são flexão e extensão.
Figura 22.
Fonte: Duarte (2009)
São articulações gínglimo:
 » interfalangeanas;
 » metacarpofalangeanas;
 » metatarsofalangeanas;
 » umerorradial;
 » umeroulnar;
 » temporomandibular (plana).
37
SiStema articular│ uNiDaDe ii
Articulação condilar
É uma articulação de forma elipsoide (oval) e permite movimentos em dois eixos flexão, extensão e 
inclinação lateral.
Figura 23.
Fonte: Duarte (2009)
São articulações condilares:
 » atlanto-occipital
 » metacarpofalangeana
 » metatarsofalangeana
 » radiocápica
Articulação selar (em sela)
O termo selar descreve bem essa estrutura articular nas terminações dos ossos com a forma côncavo-
convexo.
Figura 24.
Fonte: Duarte (2009)
Lembra sela de montaria. São biaxiais e só existem duas no corpo humano.
São:
 » carpometacárpica do polegar;
 » esternoclavicular.
38
UNIDADE II │SIStEmA ArtIcUlAr
Articulação trocoide
Essas articulações são monoaxiais e permitem o movimento de rotação. Nelas, um prolongamento 
ósseo arredondado, gira dentro de um anel. São cilindroides.
Figura 25.
Fonte: Duarte (2009)
Só existem três articulações trocoides no corpo humano.
São:
 » atlantoaxial;
 » radioulnar proximal;
 » radioulnar distal.
Articulação esferoide
As articulações esferoides possuem superfícies ósseas compostas por uma cabeça esférica de um 
osso contrapondo-se a uma cavidade em forma de taça.
São triaxiais e permitem os movimentos de flexão e extensão, adução e abdução, rotação e 
circundução.
Figura 26.
Fonte: Duarte (2009)
Só existem 3 articulações esferoides no corpo humano, são elas:
 » glenoumeral;
 » coxofemoral;
 » talocalcanavicular.
39
SiStema articular│ uNiDaDe ii
Excelente vídeo ilustrativo sobre os tipos de articulações sinoviais
<http://www.youtube.com/watch?v=SdYpUQ6wcZM>
Classificação funcional 
As articulações sinoviais realizam seus movimentos ao redor de eixos imaginários e são classificadas 
de acordo com esses eixos em:
 » monoaxiais;
 » biaxiais;
 » triaxiais.
Articulação monoaxial
As articulações monoaxiais realizam seus movimentos em torno de único eixo.
As únicas articulações monoaxiais são:
 » articulação gínglima (flexão e extensão); articulação trocoide (rotações).
Articulação biaxial
As articulações biaxiais realizam seus movimentos em torno de dois eixos.
As únicas articulações biaxiais são:
 » articulação condilar (flexão, extensão, abdução e adução);
 » articulação selar (flexão, extensão, abdução e adução).
Articulação triaxial
As únicas articulações que realizam movimentos em torno de 3 eixos são:
 » articulação esferoide (flexão extensão, abdução adução e rotações).
Obs: A articulação talocalcanavicular é uma articulação esferoide entre os ossos tálus e navicular.
Excelente vídeo ilustrativo sobre as articulações e eixos de movimento.
<http://www.youtube.com/watch?v=WzM256oL3y8>
Excelente game de articulações para testar seus conhecimentos.
<http://www.purposegames.com/game/articulacoes-sinoviais-game>
Excelente vídeo sobre os movimentos do corpo.
<http://www.youtube.com/watch?v=3dOjvaSYXLM>
40
CAPítulo 3
PrinCiPAiS ArtiCulAçÕES SinoViAiS
Atlanto-occipital
A articulação atlanto-occipital é sinovial, condilar e biaxial. Faz flexão, extensão e inclinações. Nessa 
região destacamos o ligamento nucal.
Figura 27.
Adaptado de: info.visiblebody.com
Atlantoaxial
A articulação atlantoaxial é sinovial, trocoide e monoaxial. Faz rotações. Nessa articulação, destaca-
se o ligamento transverso.
Figura 28.
Adaptado de: cnx.org
Esternoclavicular
A articulação esternoclavicular é sinovial, plana/selar e biaxial. Faz abdução, adução, prostração e 
retração. Nessa articulação destaca-se o ligamento esternoclavicular.
41
SiStema articular│ uNiDaDe ii
Figura 29.
Adaptado de: <www.summitmedicalgroup.com>
glenoumeral
A articulação glenoumeral é sinovial, esferoide e triaxial. Faz flexão, extensão, abdução, adução 
e rotações. Nessa articulação, destacamos os ligamentos capsulares glenoumeral superior, 
glenoumeral médio e glenoumeral inferior.
Acromioclavicular
A articulação acromioclavicular é sinovial e plana. Entre a clavícula e a escápula, destacam-se os 
ligamentos coracoclaviculares trapezoide e conoide.
Figura 30.
Adaptado de: <www.cakechooser.com>
umeroulnar
A articulação umeroulnar é sinovial, gínglima e monoaxial. Faz flexão e extensão.
42
UNIDADE II │SIStEmA ArtIcUlAr
umerorradial
A articulação umerorradial é sinovial, gínglima e monoaxial. Faz flexão e extensão.
radioulnar proximal
A articulação radioulnar proximal é sinovial, trocoide e monoaxial. Faz pronação e supinação.
Figura 31.
Adaptado de: <http://www.clinicalexams.co.uk>
radioulnar distal
A articulação radioulnar distal é sinovial, trocoide e monoaxial. Faz pronação e supinação. Nessa 
articulação encontramos o ligamento radioulnar.
Figura 32.
Adaptado de: <www.rocmd.com>
43
SiStema articular│ uNiDaDe ii
Coxofemoral
A articulação coxofemoral é sinovial, esferoide e triaxial. Faz flexão, extensão, abdução, adução e 
rotações. Nessa articulação destacamos os ligamentos iliofemoral e pubofemora.
Figura 33. 
Adaptado de: <study.com>
femorotibial
A articulação femorotibial é sinovial, gínglima e monoaxial. Alguns autores afirmam que faz 
rotações. Se for assim é biaxial, faz flexão, extensão e rotações. Nessa articulação destacamos os 
ligamentos intra-articulares cruzado anterior, cruzado posterior e os ligamentos extracapsulares 
colateral média e colateral lateral.
Figura 34.
Adaptado de: drcarlosfrutos.com.br
talocrural
A articulação talocrural é sinovial, gínglima e monoaxial. Faz dorsiflexão e plantiflexão. Nessa 
articulação destacamos os ligamentos tibiofibular anterior e posterior.
44
UNIDADE II │SIStEmA ArtIcUlAr
Figura 35.
Adaptado de:<www.docpods.com>
No complexo do tornozelo destacamos ainda os seguintes grupos de ligamentos:
Ligamento colateral lateral: composto pelos ligamentos talofibular anterior, talofibular 
posterior e calcâneo fibular.
Figura 36.
Adaptado de: <www.merckmanuals.com>
Ligamento colateral medial (deltoide): composto pelos ligamentos tibionavicular (1), 
tibiotalar anterior (2), tibiocalcâneo (3) e tibiotalar posterior (4).
Figura 37.
Adaptado de: <www.merckmanuals.com>
45
unidAdE iiiSiStEMA MuSCulAr
CAPítulo 1
Músculos esqueléticos
definição
É de conhecimento a existência de três tipos de músculos. O músculo liso, o músculo estriado 
cardíaco e o músculo estriado esquelético.
Como o tema é aparelho locomotor, vamos deixar os dois primeiros de lado e se concentrar 
apenas nos músculos esqueléticos, pois estão ligados ao esqueleto e consequentemente ao aparelho 
locomotor.
O termo músculo vem do latim, musculus, diminutivo de mus, camundongo. Devido à contração 
muscular os antigos viram certa semelhança entre o músculo e o pequeno roedor.
Dangelo, Fatinni (2000), afirmam que os músculos são os elementos ativos do movimento e estão 
encarregados de manter os ossos unidos determinando a postura do esqueleto.
Duarte (2009), diz que os músculos são coordenados pelo Sistema Nervoso Somático. Por isso, os 
músculos esqueléticos são classificados como músculos voluntários, aqueles que realizam uma ação 
de acordo com a nossa vontade.
Bontrager, Lampignano (2006) os músculos esqueléticos pesam cerca de 43% da massa total do corpo.
O corpo humano possui cerca de 650 músculos sendo que o músculo sartório (coxa) é o maior e o 
músculo estapédio (orelha interna) o menor.
Composição
O músculo é constituído de três elementos básicos:
 » ventre muscular;
 » tendão ou aponeurose;
 » fáscia muscular.
46
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo
O termo MIO vem do grego e refere-se à músculo. Portanto, o estudo do sistema muscular é 
denominado miologia. O músculo é o órgão ativo dos movimentos, é dividido em ventre muscular, 
fáscia muscular e tendão/aponeurose.
Figura 38.
Ventre muscular
É a parte contrátil do músculo. Tema cor vermelha intensa quando vivo. O ventre muscular é 
formado por um conjunto de fascículos.
Anatomia do ventre muscular
Se fizermos um corte sagital no músculo acima encontraremos as seguintes estruturas:
 » fascículos;
 » miócitos.
Figura 39.
47
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
fascículo muscular
É o conjunto de miócitos (células musculares). Os fascículos musculares estão envolvidos por 
uma membrana denominada perimísio. O conjunto de fascículos com seus respectivos perimísios 
são revestidos por uma membrana denominada epimísio e posteriormente por fáscia muscular 
(CUENCA, 2006).
Miócito
É a célula muscular. É especializada em contrair (diminuir de tamanho) quando estimulada. O 
miócito está revestido por uma membrana denominada endomísio. No interior do miócito estão as 
unidades contráteis chamadas de miofibrilas. Quanto mais miofibrilas, mais forte é o miócito.
fáscia muscular
A palavra fáscia vem do latim e significa cinta ou atadura. A fáscia muscular é uma membrana de 
tecido conjuntivo (bainha muscular) com a função de envolver o ventre muscular e evitar o contato 
com outros ventres ou ossos. A fáscia é protetora e o ventre muscular se move em seu interior sem 
contato com outros músculos ou órgãos (MOORE, DALEY, 2008).
tendão/ aponeurose
Tendões ou aponeuroses servem para prender o ventre muscular ao esqueleto. A palavra tendão vem 
do grego ténon e significa tenso ou esticado. Tanto o tendão quanto a aponeurose são constituídos 
do mesmo material, tecido conjuntivo denso e sem elasticidade (DANGELO, FATINNI, 2000).
Aponeuroses são tendões de músculos laminares
Bainha dos tendões
Duarte (2009), diz que a bainha dos tendões é a dupla membrana que envolve o tendão muscular. A 
bainha dos tendões se interpõe ao tendão e ao osso ou ao tendão e a pele. Além de evitar o contato 
direto entre estruturas, ainda confere a lubrificação com líquido sinovial.
Figura 40.
Adaptado de: Duarte (2009).
48
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
No interior da célula muscular (miócito) estão as cerca de centenas ou milhares de 
miofibrilas que são as unidades motoras do músculo. O vídeo a seguir ilustra de 
maneira real o funcionamento das proteínas actina e miosina.
<http://www.youtube.com/watch?v=gJ309LfHQ3M>
Classificação muscular
Os músculos possuem diferença no comprimento, largura, arranjo das fibras, quantidade de ventres 
musculares entre outras. A partir dessas variações os músculos são classificados quanto:
 » à disposição paralela das fibras;
 » à disposição oblíqua das fibras;
 » ao número de origens e inserções;
 » ao número de ventres musculares;
 » à ação muscular.
fibras paralelas
O termo paralelo significa cada uma das retas situadas no mesmo plano. Estão dispostas no mesmo 
sentido. Os músculos longos e os músculos largos possuem essas características.
Músculo longo
Os músculos longos apresentam suas fibras paralelas e são compridos. Podem apresentar-se 
uniformes ou fusiformes.
O termo fusiforme é utilizado para designar o órgão comprido, porém com maior volume na região 
central (gordinho). O músculo braquial é um músculo longo fusiforme e é responsável pela flexão 
do antebraço.
49
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Figura 41.
O músculo sartório é exemplo de músculo longo uniforme. É o músculo da flexão e da rotação lateral 
da coxa.
Figura 42.
Músculo largo
Os músculos largos também possuem suas fibras paralelas e podem ser uniformes ou apresentarem 
convergência das fibras em uma das extremidades. O músculo glúteo máximo é um músculo largo 
uniforme, é também a extensão da coxa.
50
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Figura 43.
O músculo deltoide é largo com as fibras convergindo na inserção. É o músculo da flexão, extensão, 
abdução e rotação do braço.
Figura 44.
fibras oblíquas
O termo oblíquo refere-se à reta inclinada. Os músculos peniformes possuem suas fibras oblíquas 
em relação ao tendão. O arranjo oblíquo de suas fibras lembram uma a pena de ave. Esse grupo 
muscular não se contrai muito, porém são os músculos mais fortes do corpo humano.
Quando o músculo possui os dois lados da pena dizemos que é bipenado.
O músculo reto femoral é bipenado e o músculo mais forte do corpo.
É o músculo da flexão da coxa e extensão da perna.
51
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Figura 45.
Quando o músculo possui apenas um dos lados da pena, dizemos que é unipenado. O músculo 
extensor longo dos dedos dos pés é unipenado.
É o músculo da extensão dos dedos 1, 2, 3 e 4 e dorsiflexão.
Figura 46.
origem e inserção
Origem e inserção são os termos utilizados para designar a extremidade do músculo ligada a um 
osso imóvel e um osso imóvel respectivamente.
número de origens
O termo latim caput significa cabeça.
52
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Quando um músculo possui 2 tendões de origem, dizemos que o mesmo tem 2 cabeças. 
O músculo bíceps braquial possui 2 tendões de origem.
É o músculo da supinação e flexão do antebraço.
Figura 47.
Quando um músculo possui três tendões de origem, dizemos que o mesmo tem 3 cabeças.
O músculo tríceps braquial possui três tendões de origem. É o músculo da extensão do braço e 
extensão do antebraço.
Figura 48.
Quando um músculo possui quatro tendões de origem, dizemos que tem quatro cabeças. São do 
tipo quadríceps.
O único músculo quadríceps do corpo humano é o grupo anterior da coxa (quadríceps femoral). 
Esse grupo muscular é composto por quatro músculos independentes (vastos lateral ´1`, 
intermédio´2` e lateral´3` e reto femoral´4`) que possuem a mesma inserção na patela.
53
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Figura 49.
Adaptado de: rhvillegas.wordpress.com
número de inserções
Quando um músculo possui dois tendões de inserção, dizemos que este tem duas caudas. O 
músculo adutor magno é bicaudado e é responsável pela adução da coxa.
Figura 50.
Quando um músculo possui três ou mais tendões de inserção, dizemos tem três ou mais caudas. 
O músculo flexor profundo dos dedos é policaudado, é o músculo da flexão dos dedos das mãos e 
flexão do punho.
54
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Figura 51.
número de ventres musculares
Já foi discutido sobre a formação muscular e também a formação de seu ventre. Alguns músculos 
são classificados de acordo com o número de ventres musculares.
A palavra gástrico tem sua origem no latim gastricus e significa estômago, porém a palavra grega 
gaster significa ventre.
Daí o radical (gástrico) dos nomes que batizam esses grupos musculares.
 » Digástrico (2 ventres).
 » Poligástrico (mais de 3 ventres).
O músculo digástrico tem dois ventres musculares. É o musculo da depressão da mandíbula e dos 
movimentos da laringe.
Figura 52.
O único músculo poligástrico do corpo humano é o músculo reto abdominal, ele é responsável pela 
flexão do tronco, anteversão da pelve e auxiliar da tosse e parto.
55
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Figura 53.
Ação muscular
Os músculos podem ser classificados de acordo com a ação principal da contração: músculo flexor 
longo dos dedos dos pés. É o músculo da flexão dos dedos e plantiflexão.
Figura 54.
Músculo extensor curto do polegar.
Figura 55.
56
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo abdutor do dedo mínimo.
Figura 56.
Músculo adutor do polegar.
Figura 57.
Músculo pronador redondo.
Figura 58.
57
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculo supinador.
Figura 59
Classificação funcional
Agonista
O termo agonista vem do grego agonistes e significa combatente. O que atua na linha de frente. 
Nos sistema locomotor, utilizamos o termo agonista para designar o músculo responsável pela ação 
principal de um movimento.
Antagonista
O termo antagonista é utilizado para designar o músculo opositor ao agonista.
Figura 60.
58
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Os músculos pronador redondo (1) e supinador (2) são agonistas dos movimentos aos quais foram 
batizados. Porém, esses dois músculos são antagonistas. Quando o supinador contrai, o pronador 
redondo deve estirar-se. Quando o pronadorredondo contrai, o supinador deve estirar-se.
Sinergista
A palavra sinergia vem tem origem de duas palavras gregas; syn que significa junto e ergo que 
significa trabalho. Portanto, o músculo sinergista é o que trabalho junto com o agonista, estabilizando 
as articulações para impedir movimentos indesejáveis.
Figura 61.
A figura 61 evidencia o músculo flexor profundo dos dedos com seus quatro tendões de inserção. 
Reparem que os tendões atravessam a articulação radiocárpica para então se inserir nas falanges 
médias. Esse músculo é agonista do movimento de flexão dos dedos da mão.
Quando ele contrai o punho também é flexionado, sendo esse o movimento indesejável. Para corrigir 
isso, os músculos sinergistas, nesse caso os extensores do carpo, se contraem para impedir a flexão 
indesejada da mão. Com essa articulação estabilizada pelos sinergistas, ocorre o único movimento 
desejável que é a flexão dos dedos.
59
CAPítulo 2
Músculos da cabeça e tronco
Músculos da boca
Músculo orbicular da boca
É o músculo responsável por unir os lábios superior e inferior.
Figura 62.
Músculo elevador do lábio superior
É o músculo responsável por levantar o lábio superior.
Figura 63
60
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo abaixador do ângulo da boca
É o músculo que da expressão de raiva.
Figura 64.
Músculo bucinador
É o músculo do flautista. Não tem função motora, porém, é importante no assopro.
Figura 65.
Músculo temporal
É o músculo temporal é responsável pela elevação e retração da mandíbula.
Figura 66.
61
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculo masseter
É o músculo masseter é responsável pela elevação da mandíbula.
Figura 67.
Músculo esternocleidomastoideo
É o músculo da flexão e rotação da cabeça.
Figura 68.
Músculo esplênio da cabeça
É o músculo da extensão e rotação ipsilateral da cabeça.
Figura 69
62
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculos do tronco
Músculo peitoral maior
É o músculo da adução e rotação medial do braço.
Figura 70.
Músculo peitoral menor
É o músculo da depressão da escápula e elevação das costelas.
Figura 71.
Músculo serrátil anterior
É o músculo da rotação superior, abdução e depressão da escápula.
Figura 72.
63
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculo grande dorsal (latíssimo do dorso).
É o músculo da adução, extensão, rotação medial do braço e depressão do ombro.
Figura 73.
Músculo transverso abdomianal
É o músculo da estabilização da coluna e atua no aumento da pressão abdominal.
Figura 74.
Músculo oblíquo interno
É o músculo da flexão do tronco e rotação do tórax.
Figura 75.
64
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo oblíquo externo
É o músculo da flexão do tronco e rotação oposta do tórax.
Figura 76
Músculos do ombro
Músculo romboide maior
É o músculo da retração e rotação inferior da escápula.
Figura 77.
65
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculo romboide menor
É o músculo da retração e rotação inferior da escápula.
Figura 78.
Músculo elevador da escápula
É o músculo da elevação e rotação inferior da escápula.
Figura 79.
66
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo supraespinhal
É o músculo da abdução do braço.
Figura 80.
Músculo infraespinhal
É o músculo da rotação lateral do braço e estabilização da cabeça do úmero.
Figura 81.
67
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculo redondo menor
É o músculo da rotação lateral do braço e estabilização da cabeça do úmero.
Figura 82.
Músculo redondo maior
É o músculo da rotação medial e adução do braço.
Figura 83.
68
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo subescapular
É o músculo da rotação medial do braço.
Figura 84.
Músculos do braço
Músculo coracobraquial
É o músculo da adução e flexão do braço.
Figura 85.
69
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculo braquiaorradial
É o músculo da pronação e flexão do antebraço.
Figura 86.
Músculo ancôneo
É o músculo da extensão do antebraço.
Figura 87.
70
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculos do antebraço
Músculo palmar longo
É o músculo da flexão da mão.
Figura 88.
Músculo flexor radial do carpo
É o músculo da flexão da mão e abdutor (desvio radial) da mão.
Figura 89.
71
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculo flexor ulnar do carpo
É o músculo da flexão da mão e adutor (desvio ulnar) da mão.
Figura 90.
Músculo extensor radial curto do carpo
É o músculo da extensão e abdução (desvio radial) da mão.
Figura 91.
72
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo pronador quadrado
É o músculo da pronação do antebraço.
Figura 92.
Músculo pronador quadrado
É o músculo da pronação do antebraço.
Figura 93.
73
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculos do polegar
Músculo flexor longo do polegar
É o músculo da flexão do polegar.
Figura 94.
Músculo flexor longo do polegar
É o músculo da flexão do polegar.
Figura 95.
74
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo oponente do polegar
É o músculo que posiciona o polegar afrente dos demais dedos formando uma pinça.
Figura 96.
Músculos do dedo mínimo
Músculo flexor do dedo mínimo
É o músculo da flexão do dedinho.
Figura 97.
75
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculo extensor do dedo mínimo
É o músculo da extensão do dedinho.
Figura 98.
Músculo extensor do dedo mínimo
É o músculo da extensão do dedinho.
Figura 99.
76
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculos dos dedos da mão
Músculos interósseos dorsais
São os músculos da abdução dos dedos 2, 3 e 4.
Figura 100.
Músculos interósseos palmares
São os músculos da adução dos dedos 2, 4 e 5.
Figura 101.
77
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculos lumbricais
São os músculos da flexão das falanges proximais e extensor das falanges médias e distais.
Figura 102.
Músculos do quadril e coxa
Músculo iliopsoas
O ilíaco faz a flexão da coxa e o psoas maior faz a flexão da coxa e tronco.
Figura 103.
78
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo glúteo médio
É o músculo da abdução e rotação interna da coxa.
Figura 104.
Músculo pectíneo
É o músculo da adução e flexão da coxa.
Figura 105.
79
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculo adutor curto
É o músculo da adução da coxa.
Figura 106.
Músculo adutor longo
É o músculo de adução da coxa.
Figura 107.
80
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo grácil
É o músculo de adução da coxa.
Figura 108.
Músculo piriforme
É o músculo da abdução e rotação lateral da coxa.
Figura 109.
81
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
Músculo gêmeo superior 
É o músculo da rotação lateral da coxa.
Figura 110.
Músculo obturador interno
É o músculo da rotação lateral da coxa.
Figura 111.
82
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
Músculo quadrado femoral
É o músculo da rotação lateral da coxa.
Figura 112.
Músculo obturador externo
É o músculo da rotação lateral da coxa.
Figura 113.
83
SiStema muScular │ uNiDaDe iii
reto femoral
É o músculo da flexão da coxa e da extensão da perna.
Figura 114.
Músculos da perna
Sóleo
É o músculo da plantiflexão.
Figura 115.
84
UNIDADE III │ SIStEmA mUScUlAr 
gastrocnêmio
É o músculo da flexão da perna e plantiflexão.
Figura 116.
flexor longo dos dedos do pé
É o músculo da flexão dos dedos do pé e plantiflexão.
Figura 117.
85
referências
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