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28/09/2020
AULA
Correção de exercícios de farmacocinética
Profª Dra Michelle Buscarilli
Receptores 
• Os fármacos atuam como sinais, e seus receptores atuam como detectores de sinais. 
Os receptores transduzem o reconhecimento de um fármaco ligado iniciando uma 
série de reações que resultam em uma resposta intracelular específica. A respeito do 
complexo fármaco-receptor considere as seguintes sentenças:
• O termo agonista refere-se a um fármaco que se fixa em um receptor, ativando-o;
• As células possuem apenas um tipo de receptor que irá se ligar a apenas um tipo de 
fármaco;
• O termo antagonista refere-se ao fármaco que se fixa em um receptor, ativando-o;
• Os receptores foram criados para ligarem-se aos fármacos agonistas.
• O receptor de etanol está em GABA-A exclusivamente em indivíduos que fazem uso 
crônico de etanol, a fim de provocar os efeitos desejados com o consumo de etanol.
28/09/2020
Agonista e antagonista
• Agonistas
• Diazepam
• Antagonistas
• Flumazenil
• Antagonista benzodiazepínico
• Inibição competitiva
• tempo de ação de flumazenil é menor do que o 
dos benzodiazepínicos, a ressedação pode 
ocorrer
• A administração de flumazenil durante a 
recuperação anestésica é um marcador de 
depressão respiratória secundária ao uso maior 
de benzodiazepínicos
• mais tempo em sala de recuperação ou UTI 
• O uso reduzido de benzodiazepínicos no 
perioperatório pode diminuir a necessidade de 
intervenções com flumazenil no pós-operatório 
e o uso de recursos no atendimento médico.
• https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-
70942018000400329&script=sci_arttext&tlng=pt
28/09/2020
Receptores
• Os termos a seguir:
• "é uma substância capaz de se ligar a um receptor celular e ativá-lo 
para provocar uma resposta biológica, uma determinada ação na 
célula, geralmente similar à produzida por uma substância 
fisiológica."
• " agem como bloqueadores dos receptores, ou seja, diminuem as 
respostas dos neurotransmissores, presentes no organismo. 
• Correspondem respectivamente a:
• Agonista e Antagonista
Farmacocinética
• A farmacologia, conceituada como ciência autônoma que busca melhor compreender a 
interação entre uma substância química e um organismo. Diante dessa compreensão 
podemos determinar o melhor fármaco para um paciente de acordo com seu quadro clínico. 
Sobre medicamentos é correto afirmar:
• Princípio ativo é a substância química do medicamento que provoca ação terapêutica
• Meia-vida (t½) é a concentração necessária que é capaz de matar 50 % de uma população em 
teste.
• tempo gasto para que a concentração plasmática ou a quantidade original de um fármaco no organismo 
se reduza à metade.
• DL50
• Dose mínima é a maior quantidade de medicamento capaz de produzir efeito terapêutico.
• Princípio ativo é o ativo botânico que é sintetizado para produzir fitoterápicos.
• ED50 é o tempo gasto para que a concentração plasmática ou a quantidade original de um 
fármaco no organismo se reduza à metade.
• Dose efetiva é a quantidade de droga que gera o efeito desejado em 50% da população amostral
28/09/2020
Vias de administração
• As vias de administração de fármacos podem ser divididas em ação tópica, de efeito 
local, quando a substância é aplicada diretamente onde se deseja que exerça a sua 
ação e de ação sistêmica, sendo várias vias usadas sistemicamente, garantindo que o 
fármaco atinja a corrente sanguínea sistêmica. Dentre as vias de administração 
relacionadas abaixo, qual a que não sofre a etapa de absorção e por qual motivo isso 
acontece?
• Intravenosa, pois o fármaco e colocado direto na corrente sanguínea sistêmica, sem a 
necessidade de cruzar tecidos.
• Inalatória, pois o fármaco é direcionado para as artérias pulmonares.
• Todas vias de administração direcionam o fármaco para a etapa de absorção, pois 
caso contrário o efeito sistêmico não ocorreria.
• Intramuscular, pois o fármaco é direcionado imediatamente as grandes veias desta 
região.
• Sublingual, pois o fármaco e colocado nas veias do tecido sublingual imediatamente.
Vias de administração
• Recentemente a ANVISA autorizou a comercialização da primeira 
insulina inalável do País. A nova insulina é comercializada em pó, 
em cartuchos que devem ser encaixados no inalador, e o pó deve 
ser aspirado. Esse tipo de tecnologia permite que o fármaco seja 
administrado pela via
• Pulmonar.
• oral.
• nasal.
• digestiva.
• intradérmica
28/09/2020
• “A anfetamina sofre, no organismo humano e no dos animais de laboratório, um 
processo de hidroxilação no carbono beta, seguida de desaminação oxidativa. A β-
hidroxilação de anfetamina admite-se ser a 4-hidroxianfetamina o metabólito 
responsável pela psicose anfetamínica. Outro metabólito que, pela sua estrutura 
química, lembra a da noradrenalina é o p-hidroxinorefedrina e que contribui para 
possíveis explicações do mecanismo de ação das anfetaminas...”
• Em relação a farmacocinética, assinale a alternativa que apresenta respectivamente 
as fases ilustradas pelo enunciado acima:
• Biotransformação e Absorção 
• Vias de administração e biotransformação
• Vias de administração e Absorção
• Excreção e vias de administração
• Distribuição e biotransformação
ADME
• O efeito de primeira passagem acontece, inicialmente, por qual via 
de administração?
• Via oral.
• Via intramuscular.
• Via endovenosa.
• Via sublingual.
• Por Inalação. é um fenômeno do metabolismo dos fármacos no qual 
a concentração do fármaco é significantemente 
reduzida (e inativada) pelo fígado antes de atingir a 
circulação sistêmica.
28/09/2020
Efeito de primeira passagem
• Efeito pré-sistêmico
• Estômago, ID e fígado 
• Circulação hepático-portal 
• Reduz a biodisponibilidade do fármaco (metabólito é excretado)
• Sublingual (alto fluxo sanguíneo, absorção mais rápida)
ADME
• Assim que os medicamentos são absorvidos, eles caem na corrente 
sanguínea onde são então distribuídos para todo organismo. A respeito 
da distribuição de medicamentos considere as seguintes sentenças:
• I- Os fármacos ligados à proteínas não conseguem sair do vaso;
• II- Órgãos que recebem maior fluxo sanguíneo serão menos “atingidos” 
pelo fármaco
• III- Os fármacos que se encontrarem livres (não ligados a proteínas), 
conseguem sair do vaso sanguíneo e circular pelo meio intersticial.
• V – F - V
28/09/2020
Farmacocinética
• O ácido acetilsalicílico, que tem Pka = 3,7, é rapidamente absorvido no 
estômago por ser
• um ácido fraco.
• um ácido forte.
• muito lipossolúvel.
• muito ionizável.
• transportado por proteínas do suco gástrico.
• Alternativa correta ácido fraco
Absorção
Ácidos fracos ex. pKa (3,7) 
• Estômago 
• pKa maior que o pH do meio
• Fármaco não precisa dissociar 
(HA) porque tem muitos íons H+ 
no meio
• Forma molecular protonada (HA)
• Intestino
• Fármaco dissocia em H+ + A-
• Forma ionizada desprotonada
(A-)
Bases fracas ex. pKa (7,7) 
• Estômago
• pKa maior que o pH do meio
• Fármaco não precisa dissociar 
(HB+) porque tem muitos íons 
H+ no meio
• Forma ionizada protonada (HB+)
• Intestino
• Fármaco dissocia em H+ + B
• Forma molecular desprotonada
(B)
https://www.youtube.com/watch?v=AmCdryLYfZ4
28/09/2020
ADME
• Sobre a absorção e biodisponibilidade de fármacos é correto afirmar 
que:
• a baixa absorção de moléculas demasiadamente hidrossolúveis está 
relacionada com a dificuldade que estas substâncias apresentam em 
atravessar a membrana lipídica celular.
• o transporte inverso associado com glicoproteína-P é um mecanismo 
que aumenta a absorção de fármacos administrados por via oral.
• o efeito de primeira passagem influencia diretamente a 
biodisponibilidade de fármacos administrados por via intravenosa.
• o transporte passivo através da membrana lipídica celular é favorecido 
para moléculas com baixo peso molecular e iônicas.
• moléculas com características ácidas são melhores absorvidas no 
intestino, pois encontram-se majoritariamente em sua forma iônica.
Absorção
• Interferentes da absorção
• Glicoproteína-G• Bombear fármacos para meio 
extracelular
• para melhorar a absorção
28/09/2020
ADME
• Acerca dos mecanismos das interações farmacocinéticas assinale a 
alternativa que corresponde a distribuição:
• Competição na ligação a proteínas plasmáticas. Hemodiluição com 
diminuição de proteínas plasmáticas.
• Alteração no pH gastrintestinal. Adsorção, quelação e outros 
mecanismos de formação de complexos.
• Alteração no pH urinário. Indução enzimática. Inibição enzimática.
• Depuração renal
• Biodisponibilidade
Distribuição 
• Passagem do fármaco da corrente sanguíneo para os líquidos 
intersticiais e intracelulares
• Fração livre / ligada às proteínas plasmáticas
• Albumina (fármacos ácidos)
• Glicoproteína ácida alfa 1 (fármacos básicos)
• Mais irrigados
• Volume de distribuição
28/09/2020
ADME
• Em relação ao metabolismo dos fármacos, assinale a alternativa correta.
• Alguns produtos conjugados são eliminados pela bile, reativados no 
intestino e, depois, reabsorvidos.
• O metabolismo pré-sistêmico no fígado aumenta a biodisponibilidade de 
todos os fármacos quando administrados por via oral.
• A indução das enzimas P450 pode inibir, acentuadamente, o 
metabolismo hepático dos fármacos.
• As reações de fase I envolvem conjugação de um grupo reativo e, 
normalmente, levam à formação de produtos inativos, facilmente 
eliminados.
• As reações de fase II envolvem oxidação, redução e hidrólise, formando 
produtos quimicamente menos reativos.
Biotransformação 
• Reações de fase I
• Inativação, perdem efeito 
• CYP450
• Redução, oxidação, hidrólise
• CYP2D, CYP2C, CYP3A
• Reações de fase II
• Tornar hidrossolúvel para 
excretar
• Conjugação
• Glicuronidação (ácido glicurônico
falicita a excreção)
https://www.youtube.com/watch?v=j688ggKizjA
28/09/2020
Cinética 
• Primeira ordem / linear
• Velocidade de biotransformação é diretamente proporcional à 
concentração de fármaco livre
• Segunda ordem / não linear
• Fármacos de doses grandes
• Enzimas saturadas (AAS)
• Velocidade de biotransformação constante, não aumenta
• Pequeno aumento de dose provoca grande acúmulo do fármaco
ADME
• Metabolização consiste na transformação química dos fármacos 
envolvendo dois tipos de reações bioquímicas: reações de Fase I 
(ativo) e de Fase II (inativo). Qual das seguintes reações 
metabólicas de fase II torna um metabólito facilmente excretável
pela urina?
• glicuronidação.
• oxidação.
• redução.
• hidrólise.
• acetilação.
28/09/2020
ADME
• Sabe-se que as reações de biotransformação de farmacos tem o 
objetivo de transformá-los e também torna-los mais 
hidrossolúveis/polares, ou seja, mais facilmente excretáveis. Para 
tanto a estrutura química destes compostos é alterada no 
___________, por meio da_____________. Essa alteração ocorre 
por meio das ___________________ e ______________ seguindo 
então, para excreção.
• fígado/ citocromo P450/ reações de fase I/ reações de fase II
ADME
• Quanto aos fatores intervenientes na farmacocinética, pode-se afirmar 
que
• a biotransformação do fármaco é um processo que favorece a sua 
eliminação.
• fármacos hidrossolúveis são absorvidos com maior facilidade ao longo 
do trato gastrintestinal.
• o pH do meio não interfere na absorção e excreção dos fármacos.
• a fração do fármaco ligada a proteínas plasmáticas é a responsável pelo 
efeito terapêutico.
• o efeito de primeira passagem favorece a distribuição e reabsorção do 
fármaco.
28/09/2020
Farmacocinética
• O tempo que leva para que a concentração plasmática de um 
determinado fármaco no organismo se reduza em 50% (cinquenta 
por cento) é chamado de _____. Assinale a alternativa que 
preencha corretamente a lacuna.
• Meia-vida
• biodisponibilidade
• biotransformação
• farmacocinética
• Depuração
Eliminação 
• Depuração
• Filtração glomerular
• Fármacos livre, independente do pH / solubilidade
• Secreção proximal tubular 
• Transportadores de baixa especificidade (competição por transportadores)
• Reabsorção tubular distal
• Passiva de fármaco não ionizado, lipossolúvel
• Fármaco (sem sofrer metabolismo) ou seu metabólito
• Urina
• Fezes
• Bile
• Fígado / bile / intestino Hidrólise do glicuronídeo e reabsorção
28/09/2020
Farmacocinética
• Os fármacos mais adequados para a incorporação em um produto 
de liberação controlada devem apresentar, como uma das 
principais características, o seguinte:
• possuem alto índice terapêutico, portanto, são bem seguros.
• possuem um tempo de meia-vida curto, menor que 2 horas.
• possuem boa lipossolubilidade.
• necessitam de grandes doses de administração.
• são usados para tratamento de condições agudas.
Liberação de fármacos
• 3 – convencional 
• Ação repetida
• Picos equivalem a tomadas
• 5 – prolongada ou 4 –
sustentada
• Uma dose 
• T1/2 curto (exigiria várias doses)
• 6 – retardada entérica ou gastro
resistente
28/09/2020
Genérico, similar, referência
• Os produtos das drogas possuem muitos tipos de nomes. Dos 
seguintes tipos de nomenclatura aplicados às drogas, a 
nomenclatura oficial, aprovado no Brasil pelo MS/ANVISA, e que se 
refere apenas àquela droga e não a um produto em particular é:
• O nome genérico
• O nome de marca
• O nome de fantasia
• A nomenclatura química
• A nomenclatura patenteada
Genérico, Similar e Referência
• Atualmente, o mercado farmacêutico brasileiro dispõe de três tipos de 
medicamentos: genéricos, similares e de referência. Assinale a alternativa que 
apresenta a DIFERENÇA entre os medicamentos similares e os genéricos
• O medicamento similar é diferente do genérico, pois o medicamento similar pode ter 
alterações nas suas características relativas ao tamanho e forma do produto, 
embalagem e rotulagem. Além disso, o medicamento similar deve ser identificado 
pelo nome comercial, e não pelo princípio ativo.
• O medicamento similar é igual ao de referência;
• O medicamento genérico difere do similar, visto que o medicamento genérico não 
passa por testes.
• O medicamento similar é igual ao genérico; o que altera entre eles é somente a 
embalagem.
• O medicamento similar difere do genérico, pois o medicamento similar deve ser uma 
cópia fiel do medicamento de referência, já o genérico pode seguir o critério que a 
indústria farmacêutica definir.
28/09/2020
Genérico, similar, referência
• Por definição, remédio é todo e qualquer tipo de cuidado utilizado para curar ou aliviar doenças, sintomas, desconforto e mal-
estar. Portanto, um remédio poderá ser um chá, banho quente ou massagem, por exemplo. Já os medicamentos são aqueles 
vendidos em farmácias e drogarias e comercializados em caixas, cartelas ou envelopes. Independentemente do tipo da 
embalagem, nelas constam informações como o nome do medicamento, a substância ativa, sua concentração, fabricante, 
lote, fabricação, validade, entre outras. Os dados sobre indicações, efeitos colaterais, contraindicações e cuidados de 
conservação estão em um documento conhecido como bula. No Brasil podemos encontrar três tipos de medicamentos: o 
referência, o genérico e o similar. Com relação aos medicamentos de referência e aos similares, assinale a alternativa 
CORRETA:
• Os medicamentos genéricos são aqueles que possuem o mesmo fármaco (principio ativo), concentração (dose), forma 
farmacêutica e a via de administração, além da mesma posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência, com 
teste de bioequivalência.
• Os similares são medicamentos que possuem o mesmo fármaco, em uma concentração diferente do medicamento de 
referência.
• Os medicamentos de referência e os similares são iguais, não havendo nenhuma distinção entre eles perante as Leis de 
regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
• A função do similar é disponibilizar medicamentos de maior preço, visto que os fabricantes de genéricos precisam investir em 
pesquisa para o seu desenvolvimento
• Os alimentos não costumam interagir com as drogas, então não observamos efeitos colaterais indesejados.
AULA 1 - NEUROCIENCIASI - 
FARMACOLOGIA 
 
Farmacologia:​ Estudo dos efeitos das substâncias químicas sobre a função dos sistemas 
biológicos 
Farmacocinética:​ o que o organismo faz com o fármaco 
Farmacodinâmica ​(mecanismo de ação): o que o fármaco faz no organismo 
 
Etapas da farmacocinetica: ADME- Absorçao, distribuiçao (transportadores), metabolismo e 
excreção 
 
DEFINIÇÕES 
Droga:​ substância ou matéria substância ou matéria-prima que tenha a prima que tenha a 
finalidade medicamentosa ou sanitária; fármaco, droga ilícita, componente de agrotóxico 
Fármaco:​ substância química de estrutura definida que afeta a função fisiológica de modo 
específico; ​DRUGS 
Medicamento​: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade 
profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico; contem o princípio ativo + recipiente 
(mascarar sabor, colorir, veículos, armazenamento, conservação); diferente formas 
farmacêuticas (cápsulas, gotas, comprimido) 
Remédio:​ substância ou recurso utilizado para combater uma dor, uma doença; nem sempre é 
medicamento; música, meditar, acupuntura, caminhada, dormir, comer, conversar; 
Pró-Droga​: substância química que se torna ativa após a sua transformação no organismo 
 
Prednisona -> Prednisolona - ocorre no fígado, se a pessoa tem problema hepático precisar 
tomar na forma de pró-farmaco 
 
 Enalapril -> Enalaprilato 
 
Aciclovir-> Monofosfato de Aciclovir 
 
● Medicamento de Referência (ou Inovador, de Marca, ou Original)​- Apresentam 
eficácia terapêutica, segurança e qualidade comprovadas cientificamente no momento 
do registro, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). 
 Laboratórios farmacêuticos investem anos em pesquisas para desenvolver os medicamentos 
de referência. Geralmente são medicamentos com ​novos princípios ativos ou que são 
novidades no tratamento de doenças​. A eficácia e a segurança precisam ser comprovadas. 
Há várias fases de testagem antes de lançar um medicamento ‘’’’’’’’’’’’””” 
 
● Medicamentos Genéricos​ - Produto igual ou comparável ao de referência (ou 
inovador ou original ou de marca) em quantidade de princípio ativo, concentração, 
forma farmacêutica, modo de administração e qualidade, que pretende ser com ele 
intercambiável. É geralmente produzido após expiração ou renúncia da patente e de 
direitos de exclusividade, comprovando sua eficácia, segurança e qualidade através de 
testes de biodisponibilidade e equivalência terapêutica. 
-O medicamento genéricos é designado conforme a DCB ou, na ausência, a DCI. 
-Não tem nome comercial ou fantasia 
- O que altera é a eficácia/qualidades/origem dos compostos, grau de pureza, dos recipientes 
- precisa ser bioequivalente: estudos de perfil na concentração plasmática- o tempo de 
equivalência(farmacocinética- pico e duração de ação) precisa ser o mais parecido possível ao 
de referência. 
 
● Medicamento Similar​ - Aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, 
apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia 
e indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica, do medicamento de referência 
registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir 
somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, 
embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por 
nome comercial ou marca; Lei 9787/1999 
-pode trocar o de referência pelo similar após o estudo de bioequivalência e este for compatível 
 
● Produto Farmacêutico Intercambiável ​ Equivalente terapêutico de um medicamento 
de referência, comprovados, essencialmente, os mesmos efeitos de eficácia e 
segurança; Lei 9787/1999 
 
 
RDC nº 58/2014 - ANVISA -> ​Ementa:​ Dispõe sobre as medidas a serem adotadas junto à 
Anvisa pelos titulares de registro de medicamentos para a intercambialidade de medicamentos 
similares com o medicamento de referência. 
RDC nº 58/2014 - ANVISA -> Art. 2º Será considerado intercambiável o medicamento similar 
cujos estudos de equivalência farmacêutica, biodisponibilidade relativa/bioequivalência ou 
bioisenção tenham sido apresentados, analisados e aprovados pela ANVISA. 
 RDC nº 58/2014 - ANVISA -> Deve-se apresentar no medicamento se há indicação de 
medicamento similar equivalente ao medicamento de referência na Lista de Medicamentos 
Similares e seus respectivos medicamentos de referência 
Medicamentos genéricos e de referência são intercambiaveis, similar e referencia também são 
intercambiáveis, MAS similar e genéricos NÃO são intercambiáveis. 
Biodisponibilidade​ Indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em 
uma forma de dosagem, a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou 
sua excreção na urina. ​EXTENSÃO E VELOCIDADE 
 Bioequivalência ​ Consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos 
apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e 
quantitativa de princípio (s) ativo (s), e que tenham ​comparável biodisponibilidade​, quando 
estudados ​sob um mesmo desenho experimental. 
 
 Farmacocinética: A​bsorção ​D​istribuição ​M​etabolismo ​E​liminação 
 
 
● Objetivos da Farmacocinética : Desenvolver modelos e expressões matemáticas que 
descrevam o destino dos fármacos no organismo; Determinar constantes de velocidade 
envolvidas nos processos cinéticos de transferência dos fármacos no organismo; 
Quantificar parâmetros relacionados à quantidade de fármaco no organismo e aos 
espaços líquidos no quais ele se distribui; Efetuar predições e extrapolações com base 
nos modelos farmacocinéticos. 
● ​Absorção 
• Passagem do Fármaco do local da administração para a corrente sanguínea. 
Teoricamente, fármacos que são ácidos fracos (p. ex., ácido acetilsalicílico) são mais 
rapidamente absorvidos de um meio ácido (estômago) que fármacos que são bases fracas 
(p. ex., quinidina). Contudo, independentemente de o fármaco ser ácido ou básico, a maior 
parte da absorção ocorre no intestino delgado, uma vez que a área de superfície é mais 
ampla e as membranas são mais permeáveis ( ​Administração oral​). 
• Intestino Delgado -> Enterócitos 
 • Sistema Porta-Hepático -> por conta desse sistema, os fármacos vão ser levados 
para o fígado, onde são amplamente metabolizados/inativados - amplo efeito de 
primeira passagem -> precisa de um ajuste de dose (aumenta) considerando a parte 
que será inativada 
 
•Fatores modificadores que influenciam na absorção de drogas: Farmacêuticos, 
FísicoQuímicos, Fisiológicos, Patológicos 
•Farmacêuticos 
 -Forma Farmacêutica: Drágea Comprimido Cápsula Pó Suspensão Solução 
 Taxa de dissolução x Absorção 
 Preparações com liberação controlada 
 -Vias de Administração de Drogas 
-Via Enteral: processo de absorção em algum segmento do trato gastrointestinal. 
Via oral, sublingual, retal. 
-Via Parenteral: processo de absorção da droga ocorre fora do trato gastrointestinal. 
 Via Intramuscular, Intravenosa/Endovenosa, Subcutânea, Intratecal (Espaço 
subaracnóide ou raquidiano), Epidural (Canal medular), Plexular (Plexos Nervosos 
Periféricos). 
 Superfícies epiteliais / Mucosas (Utilizadas principalmente para a administração 
de drogas com ação localizada) -> Mucosa ocular, Nasal, Vaginal 
 Via Inalatória - Pulmão: Atinge concentração local elevada / Absorção na Vias 
de Administração de Drogas circulação é parcial -> Minimiza efeitos colaterais 
sistêmicos 
https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/farmacologia-cl%C3%ADnica/farmacocin%C3%A9tica/absor%C3%A7%C3%A3o-de-f%C3%A1rmacos#v1108963_pt
 
•Vantagens e Desvantagens das Vias de Administração 
 -Físico - Químicos 
 Formação de Quelantes (Ex: Tetraciclina + Cátions di ou trivalentes = formação de 
complexos estáveis que não são absorvidos pelo TGI) 
Adsorção(moléculas ficam na superfície) - Ex: Carvão Ativado - usado em intoxicações, 
pois é eliminado e leva junto as toxinas - mas pode adsorver outras substâncias boas- Fisiológicos 
Influência do pH 
Presença ou Ausência de Alimentos no TGI 
Taxa de Esvaziamento Gástrico 
 
-Patológicos 
Doenças que alteram a taxa de esvaziamento gástrico; 
 Decúbito lateral direito; 
 Diabetes Melitus; 
 Doenças que reduzem a área de absorção (inflamação, cirurgias de retirada de 
parte de estomago…) 
 
- Absorção 
Fármacos Lipossolúveis - Posaconazol, Albendazol, Cetoconazol 
 Fármacos Hidrossolúveis - Alendronato, Atenolol 
Interação com Íons -Tetraciclina, Fluoroquinolonas 
Fármacos que causam desconforto gastrointestinal - Metformina, AINE’s 
 
 
● Distribuição 
 •Pra onde vai o fármaco??? 
Líquidos intersticiais 
Líquidos intracelulares 
 •Distribuição Passagem do fármaco da corrente sanguínea para os tecidos. - A 
distribuição não é uniforme! A concentração vai ser maior em alguns tecidos que em 
outros. O fármaco precia ter afinidade pelo tipo de tecido que este deve agir 
 •O que pode interferir na Distribuição? 
 Débito cardíaco DC = VS x FC 
 Fluxo sanguíneo regional - regioes + vascularizadas recebem + fármaco 
Características FísicoQuímicas do Fármaco ( afinidade) 
 Fatores Modificadores: 
 Ligação com proteínas plasmáticas Barreiras orgânicas – Barreira Hematoencefálica e 
Barreira Hematoplacentária Deposição Tecidual Volume de Distribuição 
 • Ligação com Proteínas Plasmáticas (PP) 
 Plasma: - Albumina (Fármacos ácidos ligam-se facilmente / Forma de reserva) 
*Desnutrição / Insuficiência Renal (Com lesão glomerular) / Doenças Hepáticas - 
-α glicoproteína ácida (Fármacos básicos ligam-se facilmente) 
 - Proteínas carreadoras (Transferrina) 
- Imunoglobulinas (Sistema Imune) 
 Fármacos-> Ligados a PP, Não Ligados a PP (facilmente metabolizados 
e eliminados) 
 • Barreiras Orgânicas 
- Barreira Hemato-encefálica: camada contínua de células endoteliais 
unidas por junções estreitas, consequentemente o cérebro é inacessível a 
muitas substâncias. - o medicamento para adentrar esta barreira precisa ser 
lipossolúvel 
*Inflamação pode romper sua integridade 
- Barreira Hematoplacentária: apresenta permeabilidade seletiva.Se 
modifica durante o tempo gestacional pois esta barreira muda de 
composição com o tempo 
 *Poucos estudos! Experimentos realizados em mamíferos 
 
*XENOBIÓTICOS: substâncias estranhas ao organismo - exposição intencional ou não 
(cigarro, medicamento, agrotóxicos…) 
*METABOLISMO: alteração química que um fármaco sofre devido a ação de uma ou + 
enzimas, produzindo metabólitos (baixa atividade farmacológica, baixa toxicidade e alta 
solubilidade em água - excreção pela urina) 
 
Deposição Tecidual - quando os fármacos não sao metabolizados e excretados 
Exemplos: - Cloroquina (neurotoxicidade e depósito na córnea – concentra-se nas estruturas 
oculares que contém melanina) 
- Inseticidas Organofosforados (deposição no tecido adiposo) 
- Tetraciclina (deposição seletiva nos ossos e dentes resultando em manchas 
 
 
FARMACODINÂMICA:
Conceitos / Mecanismos
Receptores / Transdução Sinal
Prof ª. Dra Michelle 
Buscarilli
FARMACOCINÉTICA E FARMACODINÂMICA
droga movimento droga potência
• COMO A DROGA EXERCE SEU 
EFEITO
• QUAL A SUA AÇÃO SOBRE A 
CÉLULA
• QUAL A SUA POTÊNCIA?
COMO A CONCENTRAÇÃO DA 
DROGA MUDA NOS DIFERENTES 
LOCAIS DO ORGANISMO
INTERAÇÃO DROGA-RECEPTOR
Ações da Droga
A maioria das drogas ligam-se a 
receptores celulares
• Iniciam reações bioquímicas
• Efeito farmacológico, devido a
alteração de um processo
fisiológico intrínseco e não a
criação de um novo processo.
Receptores das Drogas
Proteínas ou glicoproteínas
• Presentes na superfície
celular, dentro da célula ou
no citoplasma;
• Número finito de receptores
numa dada célula;
• Respostas mediadas pelos
receptores até um plateau
(saturação de todos os
receptores)
Receptores das Drogas
Ação ocorre quando a droga se liga ao receptor 
e a ação pode ser:
• Canal iônico (aberto ou fechado)
• Segundo mensageiro é ativado
cAMP, cGMP, Ca++, inositol fosfatos, etc.
Inicia uma série de reações químicas
Função celular normal é fisicamente inibida
Função Celular é “ligada”
Receptores das Drogas
Afinidade
– Refere-se à força de 
ligação entre a droga e o 
receptor 
– Número de receptores 
ocupados está relacionado 
com o balanço entre a 
droga livre e ligada
Receptores das Drogas
Constante de Dissociação (KD)
Mede a afinidade da droga para um dado receptor
Definida como a concentração da droga necessária
em solução para atingir 50% de ocupação dos 
seus receptores. 
AGONISTAS E ANTAGONISTAS
Farmacologia Rang & Dale
Agonista total e parcial
Farmacologia Rang & Dale 
AGONISTAS
Agonistas – Transdução de sinais
conseguem fazer a transdução de sinal, ativando os receptores
GERAR
ANTAGONISTAS
- Liga-se a um local diferente do domínio de ligação do agonista.
- Induz uma mudança de conformação no receptor, de modo que 
o agonista não “reconhece” mais o seu local de ligação.
Não deixam que os agonistas se liguem aos receptores , bloqueando a ligação do agonista 
com o receptor
Conseguimo
s resposta 
biológica 
máxima
Por ligação 
covalente
o principal 
neurotransmissor 
inibidor no cérebro
Estimulante do SNC
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Receptores das Drogas
Receptores das Drogas
- Dessensibilização e Taquifilaxia :
Diminuição do efeito de um fármaco que ocorre
gradualmente quando administrado de modo contínuo ou
repetidamente.
- Mecanismos envolvidos:
•Alterações nos receptores
•Perda de receptores: exposição prolongada reduz o número
de receptores expressos na superfície celular.
•Aumento do metabolismo da substância. Substâncias como
etanol e barbitúricos ( É um grupo de substâncias depressoras
do sistema nervoso central. São usados como antiepiléticos,
sedativos e hipnóticos.) quando administradas repetidamente,
aparecem em concentrações plasmáticas reduzidas.
Receptores das Drogas
- Exaustão de mediadores : a dessensibilização está associada
à depleção ( perda de qualquer substância armazenada) de uma substância
intermediária essencial.
Ex: Anfetaminas atuam através da liberação de
aminas nas terminações nervosas, portanto apresentam
elevada taquifilaxia (rápida diminuição do efeito de um fármaco
em doses consecutivas. ) devido à depleção das reservas de
aminas (substâncias orgânicas).
- Adaptação fisiológica: Pode ocorrer uma diminuição do
efeito de um fármaco, devido à sua anulação por uma
resposta homeostática.
Ex: Redução de efeitos colaterais como náuseas e
sonolência de alguns fármacos quando se dá a administração
contínua.
Fármacos: Tipos de Ações - Específicas X Inespecíficas
resposta farmacêutica independe
da interação com alvos
moleculares (receptores,
proteínas carreadoras, enzimas)
apresentam a ação ao
se ligarem a moléculas
alvo específicas
Fármacos: Tipos de Ações - Específicas X Inespecíficas
Para que o diurético exerça seu papel de modo correto, é preciso que o paciente limite 
sua ingestão de sal durante o uso do medicamento. Não adianta nada o diurético 
provocar um aumento na eliminação de sal pelos rins se o paciente está se entupindo de 
sal na dieta. Para haver resposta clínica, é preciso sair mais sal na urina do que a 
quantidade que é consumida pela dieta
Aumenta a excreção de potássio na Urina
COMUNICAÇÃO CELULAR:
ALVOS FARMACOLÓGICOS SUPERFAMÍLIAS DE 
RECEPTORES 
Endócrina: as 
células ou 
glândulas 
liberam seus 
hormônios 
diretamente 
na corrente 
sanguínea
Autócrina
: acontece 
quando as 
células 
lançam 
seus 
hormônio
s para si 
mesmo, 
Parácrina: a 
célula é capaz 
de enviar 
hormônios 
para as células 
vizinhas que se 
encontram nas 
imediações.
Exócrina: a 
célula joga 
seus 
hormônios em 
ductos 
externos até 
atingir o alvo.
Receptores e 2° Mensageiros vs. Efeitos Celulares
Membrana 
Recrutar proteínas
intracelulares
Principais Classes de Receptores
1° Canais iônicos : Regulados por ligante (receptores ionotrópicos);
2° Receptores acoplados à proteína G (GPCR):(metabotrópicos);3° Receptores Enzimáticos : Ligados a tirosina-quinases;
4° Receptores Nucleares: Fatores de transcrição gênica.
1°
Canais Iônicos
Tipos de Ativação dos Canais Iônicos
1 - Canais Iônicos - Potencial de Ação
É um hormônio 
neurotransmissor 
produzido pelo 
sistema nervoso 
(central e 
periférico).
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2 - GPCRs e Canais Iônicos - IMPORTANTE
Podem agir em:
Guanosina difosfato
É uma enzima, que uma vez ativada por proteina G, hidrolisa ATP, retirando 
dois fosfatos de uma só vez. Sobra então AMPc- adenosina de monofosfato 
cíclico, funcionando como mensageiro secundário, desencadeando várias 
reações dentro da célula.
clivagem de fosfolípidos imediatamente antes do grupo fosfato.
Transdução de sinal
2 - GPCRs e Canais Iônicos - IMPORTANTE
2 - GPCRs e Canais Iônicos - IMPORTANTE
2 - GPCRs e Canais Iônicos - IMPORTANTE
Proteína G
É uma enzima, que uma vez ativada por proteina G, hidrolisa ATP, retirando 
dois fosfatos de uma só vez. Sobra então AMPc- adenosina de monofosfato 
cíclico, funcionando como mensageiro secundário, desencadeando várias 
reações dentro da célula.
clivagem de fosfolípidos imediatamente antes do grupo fosfato.
2°
Receptores Acoplados a Proteínas G (GPCRs)
3 - Receptores Enzimáticos 
(Tirosina-Quinase)
papel na regeneração e proliferação das células da pele 
Ou seja
4 - Receptores Nucleares
4 - Receptores Nucleares
de carb, lip,e 
prot
Controlam níveis
4 - Receptores Nucleares
 Hormônios esteróides, tireoidianos, retinóides e vitamina D
(desenv e calcificação dos ossos);
 Prostaglandinas, ligantes desconhecidos (receptores
órfãos).
 Possuem ação nuclear podem migrar do citoplasma para o núcleo; 
 São receptores que regulam a transcrição gênica;
 Essa transcrição é modulada por ligante;
Exemplos:
Hipertensão
Fármaco anticoagulante
ATIVIDADES EM SALA DE AULA
(EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO)
Perguntas de Fixação
1) Quais as principais diferenças entre a farmacocinética e farmacodinâmica?
2) Pesquise/descreva a função da insulina quando se liga ao receptor enzimático
3) Explique/esquematize o conceito de agonistas e antagonistas. Quais são os
tipos de cada um deles?
4) Quais os principais tipos de receptores?
Perguntas de Fixação
1- Liga-se ao receptor inativando 
2- Liga-se ao receptor ativando
3-Regulados por ligante 
4- Ligados a tirosina-quinases; 
5 Fatores de transcrição gênica
6- Transporte da droga da corrente 
7 - Entrada do fármaco da via de administração até o sangue
Metabolismo de fármacos
Profª Bruna Kogici Mohammed Hateem
Xenobióticos
• São substâncias estranhas ao organismo;
• Exposição intencional ou não intencional;
Mecanismos fisiológicos para eliminação. Impedir acúmulo nos tecidos. 
Metabolismo
• Alteração química que um fármaco sofre devido a ação de uma ou mais 
enzimas, geralmente inespecífica.
• O produto dessa reação é denominado Metabólito
Deve apresentar as seguintes propriedades, preferencialmente:
- Baixa atividade farmacológica
- Baixa Toxicidade
- Alta solubilidade em água
Terminações do Efeito Metabólico:
• Bioinativação: molécula ativa que sofre inativação após metabolismo;
• Detoxificação: após metabolismo, a molécula tóxica deixa de sê-lo;
• Eliminação: deixa a molécula mais hidrofílica;• Eliminação: deixa a molécula mais hidrofílica;
• Toxificação: metabolismo de uma molécula a deixa extremamente 
tóxica;
Metabolismo de Fármacos
Alguns desafios para o desenvolvimento de novos fármacos:
• Variações individuais na capacidade dos seres humanos de 
metabolizarem os fármacos;
• Interações medicamentosas;
• Ativação metabólica das substâncias químicas em derivados tóxicos e
carcinogênicos;
• Diferenca̧s entre as espécies no que se refere à expressão das enzimas 
que metabolizam os fármacos e, deste modo, limitam o uso dos 
modelos animais para testar fármacos de modo a prever seus efeitos 
nos seres humanos.
Carcinógenos – reagem com DNA, RNA e proteínas
Onde acontece o metabolismo 
de Fármacos?de Fármacos?
Locais de Metabolismo dos Fármacos
Trato Gastrointestinal: fígado e intestinos delgado e grosso
Intestino Delgado:
• Local inicial do metabolismo de fármacos administrados por via oral;• Local inicial do metabolismo de fármacos administrados por via oral;
• Presença de enzimas metabolizadoras presentes nas células endoteliais;
• Fármaco absorvido entra na circulação porta para sua primeira passagem 
pelo fígado.
Sistema Porta-Hepático
Locais de Metabolismo dos Fármacos
• Fármacos administrados por via oral, absorvidos pelo intestino e 
levados ao fígado podem ser amplamente metabolizados.
Locais de Metabolismo dos Fármacos
• Mucosa Nasal, Pulmões
• Fármacos administrados por aerossóis
Compostos 
perigosos 
transportados 
pelo ar.
Ligar o O2 aos locais ativos da CYP
Fases do Metabolismo dos Fármacos
Fases do Metabolismo
• Fase I: Oxidação, Redução e Hidrólise
• Fase II: Conjugação (Glicuronidação, Acetilação, Conjugação com 
Glutationa)
* Geralmente inativam a molécula
Reações da Fase I
Superfamília do citocromo P-450 – CYP’s
• Mais de 50 enzimas identificadas nos seres humanos.
• Funções:
Metabolismo de 
compostos dietéticos
Metabolismo de 
xenobióticos
Síntese de esteroides
Produção de ácidos 
biliares a partir do 
colesterol
CYtocromo P450
Reações efetuadas pelas CYP’s:
• N-desalquilação,
• O-desalquilação,
• Hidroxilação aromática,
• N-oxidação,
• S-oxidação,• S-oxidação,
• Desaminação
• Desalogenação 
Quantidade e Localização das CYP’s
TGI
SNC
Rins
Pulmões
TGI
CYPCYP
CYP3A4/5CYP3A4/5
CYP1E1CYP1E1CYP2C19CYP2C19
Metaboliza≃50% dos fármacos
Exemplo:
CYP3A4
CYPCYP
CYP1A2CYP1A2
CYP2B6CYP2B6
CYP2C9CYP2C9
Família
Subfamília
Isoforma
Inibidores Enzimáticos
• A inibição enzimática acarreta lentificação da metabolização de um 
fármaco e de outros que tenham sido administrados 
simultaneamente. Como consequência, há maior tempo de ação do 
agente.
A inibição enzimática acontece de maneira RÁPIDA.
Exemplos de Inibidores Enzimáticos
Enzima Fármaco Metabolizado Inibidor da Enzima
CYP1A2 Cafeína
Clozapina
Teofilina
Fluvoxamina
CYP1E1 Álcool Etílico Dissulfiram
CYP2D6 Risperidona
Antidepressivos Tricíclicos
Codeína
Fluoxetina
Paroxetina
Sertralina
CYP3A4 Inibidores de protease viral (ex. 
Boceprevir, Telaprevir)
Cetoconazol
Grapefruit = Toranja = Pomelo
• Naringina, furanocumarínicos
Inibidores potentes da CYP3A4
Indutores Enzimáticos
• São substâncias químicas capazes de estimular a síntese de enzimas, 
especialmente as da regiões microssomais do tecido hepático.
• Os indutores enzimáticos assim como os inibidores podem alterar o 
tempo de ação de um ou mais fármacos, de tal forma que se deve 
alterar a quantidade e/ou a frequência de administração dos fármacos 
envolvidos.
• Ao contrário da inibição enzimática (efeito rápido), os indutores 
produzem elevação gradativa da concentração de enzimas, por esta 
razão, na presença de indutores usados cronicamente, o ajuste de dose 
deve ser gradual.
Exemplos de Indutores Enzimáticos
Enzima Fármaco Metabolizado Indutor Enzimático
CYP1A2 Cafeína
Clozapina
Teofilina
Cigarro
Alimentos assados no carvão
CYP2C9 Ibuprofeno
Losartana
Barbitúricos
Rifampicina
CYP2C19 Diazepam
Naproxeno
Barbitúricos
Rifampicina
CYP2D6 Codeína
Clozapina
Quetiapina
***
CYP3A4 Nifedipino
Midazolam
Miconazol
Verapamil
Barbitúricos
Carbamazepina
Fenobarbital
CYP2D6 Codeína
Clozapina
Quetiapina
***
*** Não se conhece fármaco indutor da enzima CYP2D6.
Alguns indivíduos não apresentam essa isoforma.
Erva de São João
Indutor da enzima CYP3A4:
• Induz o metabolismo hepático dos esteróides 
presentes nas pílulas anticoncepcionais
Reações da Fase I
• Superfamília das FMO’s (Monoxigenases que contém 
Flavina)
• Presentes em altos níveis no fígado (FMO3);
• Ligadas ao retículo endoplasmático• Ligadas ao retículo endoplasmático
Antagonistas dos 
receptores H2
Antagonistas dos 
receptoresH2 AntipsicóticosAntipsicóticos AntieméticosAntieméticos
Não é induzida ou inibida por quaisquer 
fármacos usados na prática clínica.
Reações da Fase II
• Resultam em compostos com maior peso molecular 
;
• Geralmente bloqueiam a atividade biológica do 
fármaco*fármaco*
• Glicuronidação e Sulfatação resultam na formação 
de metabólitos mais hidrofílicos.
* Exceto: morfina e minoxidil e seus conjugados glicuronídicos e sulfatados, 
respectivamente, são farmacologicamente mais ativos que os compostos originais. 
Reações da Fase II
• Conjugação com a glutationa
• Acetilação
• Metilação
Locais das Reações de Fase II
•Citosol
• Exceto Glicuronidação: que acontece na superfície intraluminar do 
retículo endoplasmático
Ácido Glicurônico
Fatores que Interferem no Metabolismo
• Idade
• Idiossincrasia
• Inibidores Enzimáticos
• Indutores Enzimáticos• Indutores Enzimáticos
Idade
• Alterações Farmacocinéticas extremamente relevantes nos extremos 
de idade:
- Recém-Nascidos: Menor produção de enzimas e deficiência de 
algumas delas;algumas delas;
- Idosos: Diminuição da função hepática e renal;
*Menor quantidade de água e massa muscular no organismo.
Idiossincrasia
• Alteração na síntese de uma ou mais enzimas decorrente de 
alteração genética.
- Qualitativas
- Quantitativas- Quantitativas
Inibidores Enzimáticos e Indutores Enzimáticos
* Mecanismo de interações medicamentosas* Mecanismo de interações medicamentosas
Excreção de Fármacos
Profª Bruna Kogici Mohammed Hateem
Excreção dos Fármacos
• Alguns fármacos são eliminados de forma 
inalterada;
• A maioria dos fármacos é convertida em 
metabólitos ativos ou inativos.metabólitos ativos ou inativos.
Para Lembrar:
•Os órgãos excretores eliminam mais eficazmente os compostos polares 
(hidrofílicos).
•Por essa razão, os fármacos lipossolúveis não são facilmente eliminados 
até que sejam metabolizados em compostos mais polares. 
Formas de Excreção de Fármacos
• Urina
• Fezes
• Bile
• Suor• Suor
• Leite Materno
• Saliva
• Lágrima
• Pulmão
Secreção de Fármacos pela Bile
Os sais biliares:
• Auxiliam na emulsificação de lipídeos ingeridos na dieta;
• Excretam bilirrubina, que é derivada do Heme. Quando as 
hemácias desgastadas são quebradas, o ferro, a globina e a hemácias desgastadas são quebradas, o ferro, a globina e a 
bilirrubina são liberados;
• A bilirrubina é degradada no intestino a Estercobilina;
• Após sua atuação como emulsificante, a maioria dos sais 
biliares é reabsorvida no íleo
• Nos hepatócitos existem:
Transportadores na membrana canalicular, que secretam 
Secreção de Fármacos pela Bile
Transportadores na membrana canalicular, que secretam 
ativamente fármacos e metabólitos na bile.
P-gp PRCM MRP2
Atenção!
• Alguns desse transportadores também são 
expressos na membrana apical dos enterócitos.
Reciclagem Entero-Hepática
Excreção Renal
Inclui três processos distintos:
• Filtração Glomerular;• Filtração Glomerular;
• Secreção Tubular Ativa;
• Reabsorção Tubular Passiva
Funções do Rim
ExcretoraExcretora
Metabólica
Endócrina
Metabólica
Endócrina
RegulatóriaRegulatória
A quantidade de fármaco que chega ao lúmen 
tubular depende:
• Da Taxa de Filtração Glomerular• Da Taxa de Filtração Glomerular
• Da extensão da ligação plasmática do fármaco
Apenas a fração livre é filtrada.
Secreção Tubular
• Proteínas para transporte de Ânions Orgânicos;
• Proteínas para transporte de Cátions Orgânicos;• Proteínas para transporte de Cátions Orgânicos;
• Glicoproteína P
Secreção Tubular pela Glicoproteína P
• Glicoproteínas P são proteínas de transporte 
localizadas na membrana celular de diferentes 
tecidos;
No rim (Túbulo Proximal), essa glicoproteína está • No rim (Túbulo Proximal), essa glicoproteína está 
envolvida na secreção de alguns fármacos;
• Pode ser inibida por alguns fármacos, como o 
Verapamil e a Ciclosporina.
Influência do pH na absorção e 
excreção de fármacos
• Muitos fármacos são ácidos ou bases fracas;
• Presentes em solução sob as formas: ionizada e não ionizada 
(molecular)
• Pouco lipossolúveis;
• Apresentam dificuldade em 
atravessar a membrana celular.
• Pouco lipossolúveis;
• Apresentam dificuldade em 
atravessar a membrana celular.Ionizada
• Mais lipossolúveis;
• Se difunde facilmente pela 
membrana celular.
• Mais lipossolúveis;
• Se difunde facilmente pela 
membrana celular.
Não Ionizada 
(Molecular)
pH de Diferentes Meios:
Plasma
pH 7,4
Plasma
pH 7,4
Suco 
Gástrico
pH 1,4
Suco 
Gástrico
pH 1,4pH 1,4pH 1,4
Intestino
pH ≃8
Intestino
pH ≃8
Urina
pH 4,5 – 8,0
Urina
pH 4,5 – 8,0
Equação de Henderson-Hasselbach
Essa equação correlaciona o pH do meio ao redor do 
fármaco e a constante de dissociação ácida do 
fármaco (pka) com a relação entre as formas ionizada 
e não ionizada. 
Exemplo
• Por que os antagonistas histamínicos H1 de segunda 
geração não apresentam efeito sedativo?
Porque o fármaco encontra-se ionizado no pH fisiológico, portanto são Porque o fármaco encontra-se ionizado no pH fisiológico, portanto são 
menos lipofílicos, em comparação aos fármacos de primeira geração.
Por isso, não atravessam a barreira hemato-encefálica facilmente.
1ª Geração:
Difenidramina (Benadryl)
Dexclorfeniramina (Polaramine)
Prometazina (Fenergan)
2ª Geração:
Cetirizina (Zyrtec)
Fexofenadina (Allegra)
Loratadina (Claritin)
• Fármaco ácido em pH ácido estará, 
predominantemente, na sua forma MOLECULAR.
• Fármaco ácido em Ph alcalino estará, 
predominantemente, na sua forma IONIZADA.
• Fármaco básico em meio básico – forma 
MOLECULAR
• Fármaco básico em meio ácido – forma IONIZADA
• Clearance de Creatinina: Cockcroft & Gault
Avaliação da Função Renal
ClCr (mL/min) : (140 - idade em anos) x Peso (kg) 
Estimativa da Taxa de Filtração Glomerular
Sociedade Brasileira de Nefrologia: http://arquivos.sbn.org.br/equacoes/link/
ClCr (mL/min) : (140 - idade em anos) x Peso (kg) 
(72 x creatinina sérica)
Mulheres: ClCr (mL/min) x 0,85
Fórmulas específicas para:
• Função renal instável
Avaliação da Função Renal
• Função renal instável
• Recém Nascidos, Crianças e Adolescentes 
(Fórmula de Schwartz)
• Obesos
• Idosos (Fórmula de Sanaka)
Tempo de Meia-Vida
• Tempo necessário para que a 
concentração plasmática do fármaco 
seja reduzida até a metade.seja reduzida até a metade.
DIPIRO, et.al. Clinical Pharmacokinetics-a self instructional course, 1996.
Estado de Equilíbrio
• Quando a taxa de entrada no organismo é 
igual a taxa de eliminação.
Estado de Equilíbrio – Steady State
Quando, após a 
administração 
de doses 
múltiplas, a 
quantidade de quantidade de 
droga 
administrada é 
igual à 
quantidade 
eliminada.
Cinética de Primeira Ordem ou Linear
• Quando uma fração constante do fármaco presente 
no organismo é eliminada por unidade de tempo. 
Segue um padrão exponencial.
Considerando os processos farmacocinéticos 
que ocorrem no organismo, há alguns que 
podem sofrer saturação, principalmente os 
que apresentam capacidade limitada, como o que apresentam capacidade limitada, como o 
metabolismo hepático e os processos que 
requerem transportadores.
Cinética de Ordem Zero ou Cinética de 
Saturação
• Não segue um padrão de eliminação exponencial, 
inicialmente essa eliminação é linear, pois o fármaco 
é removido a uma quantidade fixa, a qual não 
depende da concentração plasmática.depende da concentração plasmática.
• Ou seja, se a dose aumentar não aumenta a 
eliminação. Isto ocorre com o etanol, a fenitoína, o 
AAS, etc.
Exemplo 1:
Consequências da Cinética de Ordem Zero:
• Duração da ação do fármaco depende fortemente da dose;
• A relação entre dose e concentração não obedece necessariamente 
uma proporção;
• O estado de equilíbrio de fármacos com essa característica pode 
variar bastante;
• A taxa de metabolismo estabelece um limite à velocidade de 
administração do fármaco, se essa taxa for excedida, a quantidade 
de fármaco no organismo irá, à princípio, aumentarindefinidamente e nunca alcançar um estado de equilíbrio.
Exemplo 2:
bkogici@hotmail.com
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO Profª Dra Michelle Buscarilli
Neurônios
São células responsáveis pelo processo de 
sinalização através de diferentes regiões dos 
Sistemas Nervosos Central e Periférico.
Sinapse
Tipos de Sinapse
Interneuronais: neurônio – neurônio
Neuromuscular: neurônio – músculo
Neuroglandular: neurônio – célula glandular
Localização:
 ........ CENTRAIS => Localizadas no cérebro e medula espinhal
 ......... PERIFÉRICAS => Gânglios e placas motoras
Função: .........EXCITATÓRIAS
 .........INIBITÓRIAS
Neurotransmissores 
estão presentes em 
vesículas na 
terminação do axônio. 
Chegada do impulso na 
terminação resulta na 
liberação dos 
neurotransmissores na 
fenda sináptica
Os neurotransmissores 
atingem o outro neurônio 
desencadeando impulso 
nervoso
Sinapse
PARA RELEMBRAR...
• Luz, calor, dor, 
pensamentos, 
piscar de olhos, 
tudo!
• Traduzidos a partir 
de uma sequência 
de impulsos, que 
podem ser 
elétricos ou 
químicos.
FUNÇÕES DO SISTEMA NERVOSO
• Sistema Nervoso + Sistema Endócrino = 
Coordenar e integrar as atividades dos 
demais sistemas do corpo.
Hormônios: são substâncias químicas reguladoras 
secretadas pelas glândulas endócrinas e lançadas 
no sangue, que os trans- porta para as células- 
alvo onde devem atuar.
COMPONENTES ESTRUTURAIS
Sistema Nervoso 
Central (SNC)
•Encéfalo;
•Medula 
Espinal.
Sistema Nervoso 
Periférico (SNP)
• Nervos Cranianos;
• Nervos Espinais
• Gânglios
• Receptores 
Sensoriais
Nervos: conjunto de fibras nervosas fora do SNC.
SISTEMA NERVOSO CENTRAL
- Encéfalo Cérebro
Cerebelo 
Diencéfalo 
Tronco Encefálico
- Medula Espinal
O sistema nervoso central 
consiste no encéfalo e na medula 
espinal, ambos cobertos com
meninges e banhados pelo líquido
cerebrospinal. (a) Corte sagital
mostrando o encéfalo no interior 
do crânio e a medula espinal no
interior do canal vertebral. (b) A
medula espinal, mostrada em 
vista posterior, estende-se do 
nível do forame magno ao da 
primeira vértebra lombar (L1).
SNC - Cérebro
SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO
Porção do Sistema Nervoso situada fora do 
Sistema Nervoso Central.
Sistema Nervoso 
Periférico (SNP)
• Nervos Cranianos;
• Nervos Espinais
• Gânglios
• Plexos
• Plexos: redes de ramos dos nervos espinais.
SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO
Plexo 
Cervical
Plexo 
Braquia
l
Plexo 
Lombar
Plexo 
Sacral
• Gânglios: são pequenas massas de tecido 
nervoso, cons tuídos primariamente de 
corpos celulares de neurônios localizados 
fora do encéfalo e da medula.
SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO
DIVISÃO FUNCIONAL DO SISTEMA NERVOSO
PERIFÉRICO
Somático/Voluntário
Vegetativo/Autônomo
FUNÇÕES DO SNP DIVISÃO SOMÁTICA
• Percepção do ambiente externo;
• Resposta e interpretação de estímulos externos;
• Movimentos voluntários;
• Planejamento das ações.
FUNÇÕES DO SNP DIVISÃO AUTÔNOMA
• Manutenção da Homeostasia***;
• Nervos autônomos inervam órgãos cujas funções 
não estão comumente sob o controle voluntário.
• Os efetores que respondem à regulação 
autônoma incluem tecido muscular cardíaco (no 
coração), tecido muscular liso (nas vísceras) e 
epitélio glandular.
***HOMEOSTASIA
HOMEOSTASIA
Manutenção da Glicemia
Controle da temperatura corporal 
Controle da frequência cardíaca
HOMEOSTASIA
• A manutenção de condições relativamente 
estáveis no organismo;
• Garante que o ambiente interno do corpo 
permaneça constante, apesar de mudanças 
internas ou externas
DIVISÃO FUNCIONAL DO SNP AUTÔNOMO
• Centros controladores presentes no interior 
do encéfalo;
• Porções periféricas dividas em:
Divisão 
Simpática
Divisão 
Parassimpática
Simpático
•Catabolismo
•Desgaste
•Transmissão 
Adrenérgica
Parassimpático
•Anabolismo
•Manutenção
•Transmissão 
Colinérgica
DIVISÃO FUNCIONAL DO SNP 
AUTÔNOMO
Divisão Simpática 
X
Divisão Parassimpática
NEUROTRANSMISSORES
• São substâncias químicas sintetizadas, 
armazenadas e liberadas pelas células 
nervosas. São responsáveis pela 
transmissão de sinais entre células 
nervosas.
CLASSIFICAÇÃO DOS NEUROTRANSMISSORES
Estrutura Exemplos
Aminas Biogênicas Noradrenalina, Adrenalina, Dopamina, Serotonina (5-HT: 
5 hidroxitriptamina), Histamina
Aminoácidos excitatórios Glutamato, Aspartato
Aminoácidos inibitórios GABA (ácido gama aminobutílico), Glicina
Nucleosídeos/Nucleotídeos Adenosina (NT inibitório – sono)
Peptídios Substância P, Encefalina, Endorfina, Nerotensina
(relacionados com a modulação da dor)
Neuropeptídeo Y (relacionado com a modulação do apetite)
Gases (substâncias difundíveis) Óxido Nítrico (NO), Monóxido de Carbono (relacionados com 
a formação da memória tardia)
Agente Colinérgico Acetilcolina
SINAPSE COLINÉRGICA
Neurotransmissor: Acetilcolina
Acetilcolinesterase: enzima responsável pela 
degradação da Acetilcolina em Acetil e Colina.
RECEPTORES COLINÉRGICOS
Muscarínicos
M1
M2
M3 
M4 
M5
Nicotínicos
Nn - Região Ganglionar
Nn - SNC
Nm - Junção 
Neuromuscular
DISTRIBUIÇÃO DOS RECEPTORES COLINÉRGICOS NO ORGANISMO:
Tecido Receptor Efeito
SNC Nicotínico 
M1
Transmissão rápida de impulsos 
nervosos
Excitação
Pupila M3 Contração da pupila (Miose)
Coração M2 Redução da Frequência Cardíaca 
Redução da velocidade de condução 
do impulso nervoso
Redução da força de contração atrial
Músculo liso 
brônquico
M3 Broncoconstrição
Glândulas (salivares, 
sudoríparas, lacrimais 
e brônquicas)
M3 Aumento da secreção
DROGAS PARASSIMPATOMIMÉTICAS OU 
COLINOMIMÉTICAS
 São substâncias químicas naturais ou sintéticas que têm a capacidade 
de reproduzir parcial ou totalmente os efeitos da estimulação 
parassimpática.
Ação 
Direta
Ação 
Indireta
PARASSIMPATOMIMÉTICOS DE AÇÃO DIRETA
• São aqueles que exercem sua ação farmacológica interagindo 
diretamente com os receptores colinérgicos;
• Mimetizam a ação da acetilcolina;
• Podem ser divididos em:
Derivados da Colina
Não Derivados da Colina
Derivados da Colina
PARASSIMPATOMIMÉTICOS DE AÇÃO DIRETA
Carbacol (reduz pressão interna dos 
olhos durante cirurgias oftálmicas)
Betanecol (tratamento da retenção 
urinária não obstrutiva)
Acetilcolina
• Muscarina (alcalóide extraído de fungos 
(Amanita Muscaris) capaz de causar miose)
• Nicotina (ativação da Divisão Parassimpática 
do SNP promove sensação de bem-estar)
PARASSIMPATOMIMÉTICOS DE AÇÃO DIRETA
Não Derivados da Colina
• Lobelina (Erva Lobelia – agonista parcial de 
receptores nicotínicos) estimulante 
respiratório
• Pilocarpina (na forma de solução oftálmica –
reduz pressão intraocular)
PARASSIMPATOMIMÉTICOS DE AÇÃO DIRETA
Não Derivados da Colina
• Neste grupo estão incluídas todas as 
substâncias capazes de inibir reversível ou 
irreversivelmente a enzima Acetilcolinesterase
PARASSIMPATOMIMÉTICOS DE AÇÃO INDIRETA
Reversíveis
• Edrofônio
• Neostigmina
• Fisostigmina
• Demecário
Irreversíveis
• Inseticidas 
organofosforados
• Gases de uso 
bélico (Sarin)
USOS TERAPÊUTICOS DOS PARASSIMPATOMIMÉTICOS
• Diagnósticos da Miastenia Grave
• Tratamento da Miastenia Grave
• Tratamento do Glaucoma
• Tratamento da atonia vesical ou intestinal 
(principalmente no pós operatório)
• Antídoto nos casos de envenenamento por
Atropa Belladonna
MYASTHENIA GRAVIS
• Doença auto imune (anticorpos contra 
receptores nico nicos da junção 
neuromuscular)
• Caracterizada por fraqueza muscular severa, 
visão dupla ou borrada, dificuldade de fala, 
etc.
MYASTHENIA GRAVIS
• Diagnóstico:
Edrofônio: inibidor reversível da 
acetilcolinesterase que age de 5 a 15 minutos
• Tratamento: Neostigmina
DROGAS PARASSIMPATOLÍTICAS OU 
ANTICOLINÉRGICAS
• São substâncias químicas naturais ou 
sintéticas que têm a capacidade de bloquear 
parcial ou totalmente os efeitos 
farmacológicos produzidos pela Acetilcolina.
• Adroga representante desse grupo é a
Atropina.
AÇÕES FARMACOLÓGICAS DA ATROPINA
Região Ocular
• Midríase
Região 
Cardiovascular
• Aumento da 
frequência 
cardíaca
Glândulas 
Exócrinas
• Reduz a 
secreção 
salivar, 
lacrimal, 
sudorípara e 
brônquica
Musculatura lisa 
gastrointestinal
• Diminui a 
motilidade 
intestinal e a 
secreção de 
ácido clorídrico
USOS TERAPÊUTICOS
• Midriático: Tropicamida (Midriacyl)
• Broncodilatador: Ipratrópio (Atrovent)
• Tratamento de intoxicação por inseticidas 
organofosforados: Pralidoxima
• An espasmódico: Butilbrometo de escopolamina 
(Buscopan)
SINAPSE ADRENÉRGICA
Neurotransmissores: Adrenalina e Noradrenalina
RECEPTORES ADRENÉRGICOS
• α1, α2
• Β1, β2, β3
Tecido Tipo de Receptor Efeito
Músculo Radial da Íris α-1 Midríase (dilatação da pupila)
M. Liso vascular α-1 Vasoconstrição (Contração)
M. Liso Pilomotor α-1 Ereção do Pelo (Contração)
M. Cardíaco α-1 Aumento da Força de Contração
Próstata α-1 Contração
Terminal Nervoso Autonômico α-2  da liberação de mediadores químicos
Músculo Cardíaco β – 1
Aumento da frequência e Força 
de Contração
Rins β – 1 Liberação de Renina
M. Liso brônquico, uterino e
intestinal β – 2 Relaxamento
Tecido Adiposo β – 3 Lipólise
DROGAS SIMPATOMIMÉTICAS OU 
ADRENOMIMÉTICAS
• São substâncias naturais ou sintéticas capazes 
de reproduzir parcial ou totalmente os efeitos 
da noradrenalina ou adrenalina;
• Podem ser classificadas de acordo com seu 
mecanismo de ação, estrutura química ou 
afinidade com os receptores.
CLASSIFICAÇÃO DOS SIMPATOMIMÉTICOS DE ACORDO COM O 
MECANISMO DE AÇÃO:
• Ação direta: são aqueles que podem interagir e ativar 
os receptores adrenérgicos de forma semelhante à 
noradrenalina ou adrenalina. Ex. Fenilefrina
• Ação Indireta: são substâncias que apresentam 
efeito mínimo sobre os receptores adrenérgicos, 
entretanto podem promover a liberação de 
noradrenalina pelos terminais nervosos. Ex. Tiramina 
e Anfetamina
• Ação Mista: apresenta as duas características citadas. 
Ex. Efedrina
USOS TERAPÊUTICOS DOS 
SIMPATOMIMÉTICOS
Broncodilatadores 
(receptor β2)
• Fenoterol
• Salbutamol
• Terbutalina
• Salmeterol
Tratamento da 
Narcolepsia, 
Obesidade e TDAH
• Anfetamina
Descongestionante 
Nasal
• Fenilefrina
Associação com 
Anestésicos Locais
• Fenilefrina
• Adrenalina
SIMPATOLÍTICOS OU 
ANTIADRENÉRGICOS
• São substâncias químicas que bloqueiam 
parcial ou totalmente os efeitos dos 
mediadores químicos Noradrenalina ou 
Adrenalina.
Simpatolíticos de Ação Central
Bloqueadores de Neurônios Adrenérgicos
Bloqueadores de Receptores Adrenérgicos
BLOQUEADORES α E  ADRENÉRGICOS
• Próxima aula...
“Se pensarmos pequeno, coisas pequenas 
teremos... Já se desejarmos fortemente o 
melhor e, principalmente, lutarmos pelo 
melhor, o melhor vai se instalar em nossas 
vidas.”
Mario de Andrade

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