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28/09/2020 AULA Correção de exercícios de farmacocinética Profª Dra Michelle Buscarilli Receptores • Os fármacos atuam como sinais, e seus receptores atuam como detectores de sinais. Os receptores transduzem o reconhecimento de um fármaco ligado iniciando uma série de reações que resultam em uma resposta intracelular específica. A respeito do complexo fármaco-receptor considere as seguintes sentenças: • O termo agonista refere-se a um fármaco que se fixa em um receptor, ativando-o; • As células possuem apenas um tipo de receptor que irá se ligar a apenas um tipo de fármaco; • O termo antagonista refere-se ao fármaco que se fixa em um receptor, ativando-o; • Os receptores foram criados para ligarem-se aos fármacos agonistas. • O receptor de etanol está em GABA-A exclusivamente em indivíduos que fazem uso crônico de etanol, a fim de provocar os efeitos desejados com o consumo de etanol. 28/09/2020 Agonista e antagonista • Agonistas • Diazepam • Antagonistas • Flumazenil • Antagonista benzodiazepínico • Inibição competitiva • tempo de ação de flumazenil é menor do que o dos benzodiazepínicos, a ressedação pode ocorrer • A administração de flumazenil durante a recuperação anestésica é um marcador de depressão respiratória secundária ao uso maior de benzodiazepínicos • mais tempo em sala de recuperação ou UTI • O uso reduzido de benzodiazepínicos no perioperatório pode diminuir a necessidade de intervenções com flumazenil no pós-operatório e o uso de recursos no atendimento médico. • https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034- 70942018000400329&script=sci_arttext&tlng=pt 28/09/2020 Receptores • Os termos a seguir: • "é uma substância capaz de se ligar a um receptor celular e ativá-lo para provocar uma resposta biológica, uma determinada ação na célula, geralmente similar à produzida por uma substância fisiológica." • " agem como bloqueadores dos receptores, ou seja, diminuem as respostas dos neurotransmissores, presentes no organismo. • Correspondem respectivamente a: • Agonista e Antagonista Farmacocinética • A farmacologia, conceituada como ciência autônoma que busca melhor compreender a interação entre uma substância química e um organismo. Diante dessa compreensão podemos determinar o melhor fármaco para um paciente de acordo com seu quadro clínico. Sobre medicamentos é correto afirmar: • Princípio ativo é a substância química do medicamento que provoca ação terapêutica • Meia-vida (t½) é a concentração necessária que é capaz de matar 50 % de uma população em teste. • tempo gasto para que a concentração plasmática ou a quantidade original de um fármaco no organismo se reduza à metade. • DL50 • Dose mínima é a maior quantidade de medicamento capaz de produzir efeito terapêutico. • Princípio ativo é o ativo botânico que é sintetizado para produzir fitoterápicos. • ED50 é o tempo gasto para que a concentração plasmática ou a quantidade original de um fármaco no organismo se reduza à metade. • Dose efetiva é a quantidade de droga que gera o efeito desejado em 50% da população amostral 28/09/2020 Vias de administração • As vias de administração de fármacos podem ser divididas em ação tópica, de efeito local, quando a substância é aplicada diretamente onde se deseja que exerça a sua ação e de ação sistêmica, sendo várias vias usadas sistemicamente, garantindo que o fármaco atinja a corrente sanguínea sistêmica. Dentre as vias de administração relacionadas abaixo, qual a que não sofre a etapa de absorção e por qual motivo isso acontece? • Intravenosa, pois o fármaco e colocado direto na corrente sanguínea sistêmica, sem a necessidade de cruzar tecidos. • Inalatória, pois o fármaco é direcionado para as artérias pulmonares. • Todas vias de administração direcionam o fármaco para a etapa de absorção, pois caso contrário o efeito sistêmico não ocorreria. • Intramuscular, pois o fármaco é direcionado imediatamente as grandes veias desta região. • Sublingual, pois o fármaco e colocado nas veias do tecido sublingual imediatamente. Vias de administração • Recentemente a ANVISA autorizou a comercialização da primeira insulina inalável do País. A nova insulina é comercializada em pó, em cartuchos que devem ser encaixados no inalador, e o pó deve ser aspirado. Esse tipo de tecnologia permite que o fármaco seja administrado pela via • Pulmonar. • oral. • nasal. • digestiva. • intradérmica 28/09/2020 • “A anfetamina sofre, no organismo humano e no dos animais de laboratório, um processo de hidroxilação no carbono beta, seguida de desaminação oxidativa. A β- hidroxilação de anfetamina admite-se ser a 4-hidroxianfetamina o metabólito responsável pela psicose anfetamínica. Outro metabólito que, pela sua estrutura química, lembra a da noradrenalina é o p-hidroxinorefedrina e que contribui para possíveis explicações do mecanismo de ação das anfetaminas...” • Em relação a farmacocinética, assinale a alternativa que apresenta respectivamente as fases ilustradas pelo enunciado acima: • Biotransformação e Absorção • Vias de administração e biotransformação • Vias de administração e Absorção • Excreção e vias de administração • Distribuição e biotransformação ADME • O efeito de primeira passagem acontece, inicialmente, por qual via de administração? • Via oral. • Via intramuscular. • Via endovenosa. • Via sublingual. • Por Inalação. é um fenômeno do metabolismo dos fármacos no qual a concentração do fármaco é significantemente reduzida (e inativada) pelo fígado antes de atingir a circulação sistêmica. 28/09/2020 Efeito de primeira passagem • Efeito pré-sistêmico • Estômago, ID e fígado • Circulação hepático-portal • Reduz a biodisponibilidade do fármaco (metabólito é excretado) • Sublingual (alto fluxo sanguíneo, absorção mais rápida) ADME • Assim que os medicamentos são absorvidos, eles caem na corrente sanguínea onde são então distribuídos para todo organismo. A respeito da distribuição de medicamentos considere as seguintes sentenças: • I- Os fármacos ligados à proteínas não conseguem sair do vaso; • II- Órgãos que recebem maior fluxo sanguíneo serão menos “atingidos” pelo fármaco • III- Os fármacos que se encontrarem livres (não ligados a proteínas), conseguem sair do vaso sanguíneo e circular pelo meio intersticial. • V – F - V 28/09/2020 Farmacocinética • O ácido acetilsalicílico, que tem Pka = 3,7, é rapidamente absorvido no estômago por ser • um ácido fraco. • um ácido forte. • muito lipossolúvel. • muito ionizável. • transportado por proteínas do suco gástrico. • Alternativa correta ácido fraco Absorção Ácidos fracos ex. pKa (3,7) • Estômago • pKa maior que o pH do meio • Fármaco não precisa dissociar (HA) porque tem muitos íons H+ no meio • Forma molecular protonada (HA) • Intestino • Fármaco dissocia em H+ + A- • Forma ionizada desprotonada (A-) Bases fracas ex. pKa (7,7) • Estômago • pKa maior que o pH do meio • Fármaco não precisa dissociar (HB+) porque tem muitos íons H+ no meio • Forma ionizada protonada (HB+) • Intestino • Fármaco dissocia em H+ + B • Forma molecular desprotonada (B) https://www.youtube.com/watch?v=AmCdryLYfZ4 28/09/2020 ADME • Sobre a absorção e biodisponibilidade de fármacos é correto afirmar que: • a baixa absorção de moléculas demasiadamente hidrossolúveis está relacionada com a dificuldade que estas substâncias apresentam em atravessar a membrana lipídica celular. • o transporte inverso associado com glicoproteína-P é um mecanismo que aumenta a absorção de fármacos administrados por via oral. • o efeito de primeira passagem influencia diretamente a biodisponibilidade de fármacos administrados por via intravenosa. • o transporte passivo através da membrana lipídica celular é favorecido para moléculas com baixo peso molecular e iônicas. • moléculas com características ácidas são melhores absorvidas no intestino, pois encontram-se majoritariamente em sua forma iônica. Absorção • Interferentes da absorção • Glicoproteína-G• Bombear fármacos para meio extracelular • para melhorar a absorção 28/09/2020 ADME • Acerca dos mecanismos das interações farmacocinéticas assinale a alternativa que corresponde a distribuição: • Competição na ligação a proteínas plasmáticas. Hemodiluição com diminuição de proteínas plasmáticas. • Alteração no pH gastrintestinal. Adsorção, quelação e outros mecanismos de formação de complexos. • Alteração no pH urinário. Indução enzimática. Inibição enzimática. • Depuração renal • Biodisponibilidade Distribuição • Passagem do fármaco da corrente sanguíneo para os líquidos intersticiais e intracelulares • Fração livre / ligada às proteínas plasmáticas • Albumina (fármacos ácidos) • Glicoproteína ácida alfa 1 (fármacos básicos) • Mais irrigados • Volume de distribuição 28/09/2020 ADME • Em relação ao metabolismo dos fármacos, assinale a alternativa correta. • Alguns produtos conjugados são eliminados pela bile, reativados no intestino e, depois, reabsorvidos. • O metabolismo pré-sistêmico no fígado aumenta a biodisponibilidade de todos os fármacos quando administrados por via oral. • A indução das enzimas P450 pode inibir, acentuadamente, o metabolismo hepático dos fármacos. • As reações de fase I envolvem conjugação de um grupo reativo e, normalmente, levam à formação de produtos inativos, facilmente eliminados. • As reações de fase II envolvem oxidação, redução e hidrólise, formando produtos quimicamente menos reativos. Biotransformação • Reações de fase I • Inativação, perdem efeito • CYP450 • Redução, oxidação, hidrólise • CYP2D, CYP2C, CYP3A • Reações de fase II • Tornar hidrossolúvel para excretar • Conjugação • Glicuronidação (ácido glicurônico falicita a excreção) https://www.youtube.com/watch?v=j688ggKizjA 28/09/2020 Cinética • Primeira ordem / linear • Velocidade de biotransformação é diretamente proporcional à concentração de fármaco livre • Segunda ordem / não linear • Fármacos de doses grandes • Enzimas saturadas (AAS) • Velocidade de biotransformação constante, não aumenta • Pequeno aumento de dose provoca grande acúmulo do fármaco ADME • Metabolização consiste na transformação química dos fármacos envolvendo dois tipos de reações bioquímicas: reações de Fase I (ativo) e de Fase II (inativo). Qual das seguintes reações metabólicas de fase II torna um metabólito facilmente excretável pela urina? • glicuronidação. • oxidação. • redução. • hidrólise. • acetilação. 28/09/2020 ADME • Sabe-se que as reações de biotransformação de farmacos tem o objetivo de transformá-los e também torna-los mais hidrossolúveis/polares, ou seja, mais facilmente excretáveis. Para tanto a estrutura química destes compostos é alterada no ___________, por meio da_____________. Essa alteração ocorre por meio das ___________________ e ______________ seguindo então, para excreção. • fígado/ citocromo P450/ reações de fase I/ reações de fase II ADME • Quanto aos fatores intervenientes na farmacocinética, pode-se afirmar que • a biotransformação do fármaco é um processo que favorece a sua eliminação. • fármacos hidrossolúveis são absorvidos com maior facilidade ao longo do trato gastrintestinal. • o pH do meio não interfere na absorção e excreção dos fármacos. • a fração do fármaco ligada a proteínas plasmáticas é a responsável pelo efeito terapêutico. • o efeito de primeira passagem favorece a distribuição e reabsorção do fármaco. 28/09/2020 Farmacocinética • O tempo que leva para que a concentração plasmática de um determinado fármaco no organismo se reduza em 50% (cinquenta por cento) é chamado de _____. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna. • Meia-vida • biodisponibilidade • biotransformação • farmacocinética • Depuração Eliminação • Depuração • Filtração glomerular • Fármacos livre, independente do pH / solubilidade • Secreção proximal tubular • Transportadores de baixa especificidade (competição por transportadores) • Reabsorção tubular distal • Passiva de fármaco não ionizado, lipossolúvel • Fármaco (sem sofrer metabolismo) ou seu metabólito • Urina • Fezes • Bile • Fígado / bile / intestino Hidrólise do glicuronídeo e reabsorção 28/09/2020 Farmacocinética • Os fármacos mais adequados para a incorporação em um produto de liberação controlada devem apresentar, como uma das principais características, o seguinte: • possuem alto índice terapêutico, portanto, são bem seguros. • possuem um tempo de meia-vida curto, menor que 2 horas. • possuem boa lipossolubilidade. • necessitam de grandes doses de administração. • são usados para tratamento de condições agudas. Liberação de fármacos • 3 – convencional • Ação repetida • Picos equivalem a tomadas • 5 – prolongada ou 4 – sustentada • Uma dose • T1/2 curto (exigiria várias doses) • 6 – retardada entérica ou gastro resistente 28/09/2020 Genérico, similar, referência • Os produtos das drogas possuem muitos tipos de nomes. Dos seguintes tipos de nomenclatura aplicados às drogas, a nomenclatura oficial, aprovado no Brasil pelo MS/ANVISA, e que se refere apenas àquela droga e não a um produto em particular é: • O nome genérico • O nome de marca • O nome de fantasia • A nomenclatura química • A nomenclatura patenteada Genérico, Similar e Referência • Atualmente, o mercado farmacêutico brasileiro dispõe de três tipos de medicamentos: genéricos, similares e de referência. Assinale a alternativa que apresenta a DIFERENÇA entre os medicamentos similares e os genéricos • O medicamento similar é diferente do genérico, pois o medicamento similar pode ter alterações nas suas características relativas ao tamanho e forma do produto, embalagem e rotulagem. Além disso, o medicamento similar deve ser identificado pelo nome comercial, e não pelo princípio ativo. • O medicamento similar é igual ao de referência; • O medicamento genérico difere do similar, visto que o medicamento genérico não passa por testes. • O medicamento similar é igual ao genérico; o que altera entre eles é somente a embalagem. • O medicamento similar difere do genérico, pois o medicamento similar deve ser uma cópia fiel do medicamento de referência, já o genérico pode seguir o critério que a indústria farmacêutica definir. 28/09/2020 Genérico, similar, referência • Por definição, remédio é todo e qualquer tipo de cuidado utilizado para curar ou aliviar doenças, sintomas, desconforto e mal- estar. Portanto, um remédio poderá ser um chá, banho quente ou massagem, por exemplo. Já os medicamentos são aqueles vendidos em farmácias e drogarias e comercializados em caixas, cartelas ou envelopes. Independentemente do tipo da embalagem, nelas constam informações como o nome do medicamento, a substância ativa, sua concentração, fabricante, lote, fabricação, validade, entre outras. Os dados sobre indicações, efeitos colaterais, contraindicações e cuidados de conservação estão em um documento conhecido como bula. No Brasil podemos encontrar três tipos de medicamentos: o referência, o genérico e o similar. Com relação aos medicamentos de referência e aos similares, assinale a alternativa CORRETA: • Os medicamentos genéricos são aqueles que possuem o mesmo fármaco (principio ativo), concentração (dose), forma farmacêutica e a via de administração, além da mesma posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência, com teste de bioequivalência. • Os similares são medicamentos que possuem o mesmo fármaco, em uma concentração diferente do medicamento de referência. • Os medicamentos de referência e os similares são iguais, não havendo nenhuma distinção entre eles perante as Leis de regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). • A função do similar é disponibilizar medicamentos de maior preço, visto que os fabricantes de genéricos precisam investir em pesquisa para o seu desenvolvimento • Os alimentos não costumam interagir com as drogas, então não observamos efeitos colaterais indesejados. AULA 1 - NEUROCIENCIASI - FARMACOLOGIA Farmacologia: Estudo dos efeitos das substâncias químicas sobre a função dos sistemas biológicos Farmacocinética: o que o organismo faz com o fármaco Farmacodinâmica (mecanismo de ação): o que o fármaco faz no organismo Etapas da farmacocinetica: ADME- Absorçao, distribuiçao (transportadores), metabolismo e excreção DEFINIÇÕES Droga: substância ou matéria substância ou matéria-prima que tenha a prima que tenha a finalidade medicamentosa ou sanitária; fármaco, droga ilícita, componente de agrotóxico Fármaco: substância química de estrutura definida que afeta a função fisiológica de modo específico; DRUGS Medicamento: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico; contem o princípio ativo + recipiente (mascarar sabor, colorir, veículos, armazenamento, conservação); diferente formas farmacêuticas (cápsulas, gotas, comprimido) Remédio: substância ou recurso utilizado para combater uma dor, uma doença; nem sempre é medicamento; música, meditar, acupuntura, caminhada, dormir, comer, conversar; Pró-Droga: substância química que se torna ativa após a sua transformação no organismo Prednisona -> Prednisolona - ocorre no fígado, se a pessoa tem problema hepático precisar tomar na forma de pró-farmaco Enalapril -> Enalaprilato Aciclovir-> Monofosfato de Aciclovir ● Medicamento de Referência (ou Inovador, de Marca, ou Original)- Apresentam eficácia terapêutica, segurança e qualidade comprovadas cientificamente no momento do registro, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Laboratórios farmacêuticos investem anos em pesquisas para desenvolver os medicamentos de referência. Geralmente são medicamentos com novos princípios ativos ou que são novidades no tratamento de doenças. A eficácia e a segurança precisam ser comprovadas. Há várias fases de testagem antes de lançar um medicamento ‘’’’’’’’’’’’””” ● Medicamentos Genéricos - Produto igual ou comparável ao de referência (ou inovador ou original ou de marca) em quantidade de princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, modo de administração e qualidade, que pretende ser com ele intercambiável. É geralmente produzido após expiração ou renúncia da patente e de direitos de exclusividade, comprovando sua eficácia, segurança e qualidade através de testes de biodisponibilidade e equivalência terapêutica. -O medicamento genéricos é designado conforme a DCB ou, na ausência, a DCI. -Não tem nome comercial ou fantasia - O que altera é a eficácia/qualidades/origem dos compostos, grau de pureza, dos recipientes - precisa ser bioequivalente: estudos de perfil na concentração plasmática- o tempo de equivalência(farmacocinética- pico e duração de ação) precisa ser o mais parecido possível ao de referência. ● Medicamento Similar - Aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica, do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca; Lei 9787/1999 -pode trocar o de referência pelo similar após o estudo de bioequivalência e este for compatível ● Produto Farmacêutico Intercambiável Equivalente terapêutico de um medicamento de referência, comprovados, essencialmente, os mesmos efeitos de eficácia e segurança; Lei 9787/1999 RDC nº 58/2014 - ANVISA -> Ementa: Dispõe sobre as medidas a serem adotadas junto à Anvisa pelos titulares de registro de medicamentos para a intercambialidade de medicamentos similares com o medicamento de referência. RDC nº 58/2014 - ANVISA -> Art. 2º Será considerado intercambiável o medicamento similar cujos estudos de equivalência farmacêutica, biodisponibilidade relativa/bioequivalência ou bioisenção tenham sido apresentados, analisados e aprovados pela ANVISA. RDC nº 58/2014 - ANVISA -> Deve-se apresentar no medicamento se há indicação de medicamento similar equivalente ao medicamento de referência na Lista de Medicamentos Similares e seus respectivos medicamentos de referência Medicamentos genéricos e de referência são intercambiaveis, similar e referencia também são intercambiáveis, MAS similar e genéricos NÃO são intercambiáveis. Biodisponibilidade Indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem, a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina. EXTENSÃO E VELOCIDADE Bioequivalência Consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de princípio (s) ativo (s), e que tenham comparável biodisponibilidade, quando estudados sob um mesmo desenho experimental. Farmacocinética: Absorção Distribuição Metabolismo Eliminação ● Objetivos da Farmacocinética : Desenvolver modelos e expressões matemáticas que descrevam o destino dos fármacos no organismo; Determinar constantes de velocidade envolvidas nos processos cinéticos de transferência dos fármacos no organismo; Quantificar parâmetros relacionados à quantidade de fármaco no organismo e aos espaços líquidos no quais ele se distribui; Efetuar predições e extrapolações com base nos modelos farmacocinéticos. ● Absorção • Passagem do Fármaco do local da administração para a corrente sanguínea. Teoricamente, fármacos que são ácidos fracos (p. ex., ácido acetilsalicílico) são mais rapidamente absorvidos de um meio ácido (estômago) que fármacos que são bases fracas (p. ex., quinidina). Contudo, independentemente de o fármaco ser ácido ou básico, a maior parte da absorção ocorre no intestino delgado, uma vez que a área de superfície é mais ampla e as membranas são mais permeáveis ( Administração oral). • Intestino Delgado -> Enterócitos • Sistema Porta-Hepático -> por conta desse sistema, os fármacos vão ser levados para o fígado, onde são amplamente metabolizados/inativados - amplo efeito de primeira passagem -> precisa de um ajuste de dose (aumenta) considerando a parte que será inativada •Fatores modificadores que influenciam na absorção de drogas: Farmacêuticos, FísicoQuímicos, Fisiológicos, Patológicos •Farmacêuticos -Forma Farmacêutica: Drágea Comprimido Cápsula Pó Suspensão Solução Taxa de dissolução x Absorção Preparações com liberação controlada -Vias de Administração de Drogas -Via Enteral: processo de absorção em algum segmento do trato gastrointestinal. Via oral, sublingual, retal. -Via Parenteral: processo de absorção da droga ocorre fora do trato gastrointestinal. Via Intramuscular, Intravenosa/Endovenosa, Subcutânea, Intratecal (Espaço subaracnóide ou raquidiano), Epidural (Canal medular), Plexular (Plexos Nervosos Periféricos). Superfícies epiteliais / Mucosas (Utilizadas principalmente para a administração de drogas com ação localizada) -> Mucosa ocular, Nasal, Vaginal Via Inalatória - Pulmão: Atinge concentração local elevada / Absorção na Vias de Administração de Drogas circulação é parcial -> Minimiza efeitos colaterais sistêmicos https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/farmacologia-cl%C3%ADnica/farmacocin%C3%A9tica/absor%C3%A7%C3%A3o-de-f%C3%A1rmacos#v1108963_pt •Vantagens e Desvantagens das Vias de Administração -Físico - Químicos Formação de Quelantes (Ex: Tetraciclina + Cátions di ou trivalentes = formação de complexos estáveis que não são absorvidos pelo TGI) Adsorção(moléculas ficam na superfície) - Ex: Carvão Ativado - usado em intoxicações, pois é eliminado e leva junto as toxinas - mas pode adsorver outras substâncias boas- Fisiológicos Influência do pH Presença ou Ausência de Alimentos no TGI Taxa de Esvaziamento Gástrico -Patológicos Doenças que alteram a taxa de esvaziamento gástrico; Decúbito lateral direito; Diabetes Melitus; Doenças que reduzem a área de absorção (inflamação, cirurgias de retirada de parte de estomago…) - Absorção Fármacos Lipossolúveis - Posaconazol, Albendazol, Cetoconazol Fármacos Hidrossolúveis - Alendronato, Atenolol Interação com Íons -Tetraciclina, Fluoroquinolonas Fármacos que causam desconforto gastrointestinal - Metformina, AINE’s ● Distribuição •Pra onde vai o fármaco??? Líquidos intersticiais Líquidos intracelulares •Distribuição Passagem do fármaco da corrente sanguínea para os tecidos. - A distribuição não é uniforme! A concentração vai ser maior em alguns tecidos que em outros. O fármaco precia ter afinidade pelo tipo de tecido que este deve agir •O que pode interferir na Distribuição? Débito cardíaco DC = VS x FC Fluxo sanguíneo regional - regioes + vascularizadas recebem + fármaco Características FísicoQuímicas do Fármaco ( afinidade) Fatores Modificadores: Ligação com proteínas plasmáticas Barreiras orgânicas – Barreira Hematoencefálica e Barreira Hematoplacentária Deposição Tecidual Volume de Distribuição • Ligação com Proteínas Plasmáticas (PP) Plasma: - Albumina (Fármacos ácidos ligam-se facilmente / Forma de reserva) *Desnutrição / Insuficiência Renal (Com lesão glomerular) / Doenças Hepáticas - -α glicoproteína ácida (Fármacos básicos ligam-se facilmente) - Proteínas carreadoras (Transferrina) - Imunoglobulinas (Sistema Imune) Fármacos-> Ligados a PP, Não Ligados a PP (facilmente metabolizados e eliminados) • Barreiras Orgânicas - Barreira Hemato-encefálica: camada contínua de células endoteliais unidas por junções estreitas, consequentemente o cérebro é inacessível a muitas substâncias. - o medicamento para adentrar esta barreira precisa ser lipossolúvel *Inflamação pode romper sua integridade - Barreira Hematoplacentária: apresenta permeabilidade seletiva.Se modifica durante o tempo gestacional pois esta barreira muda de composição com o tempo *Poucos estudos! Experimentos realizados em mamíferos *XENOBIÓTICOS: substâncias estranhas ao organismo - exposição intencional ou não (cigarro, medicamento, agrotóxicos…) *METABOLISMO: alteração química que um fármaco sofre devido a ação de uma ou + enzimas, produzindo metabólitos (baixa atividade farmacológica, baixa toxicidade e alta solubilidade em água - excreção pela urina) Deposição Tecidual - quando os fármacos não sao metabolizados e excretados Exemplos: - Cloroquina (neurotoxicidade e depósito na córnea – concentra-se nas estruturas oculares que contém melanina) - Inseticidas Organofosforados (deposição no tecido adiposo) - Tetraciclina (deposição seletiva nos ossos e dentes resultando em manchas FARMACODINÂMICA: Conceitos / Mecanismos Receptores / Transdução Sinal Prof ª. Dra Michelle Buscarilli FARMACOCINÉTICA E FARMACODINÂMICA droga movimento droga potência • COMO A DROGA EXERCE SEU EFEITO • QUAL A SUA AÇÃO SOBRE A CÉLULA • QUAL A SUA POTÊNCIA? COMO A CONCENTRAÇÃO DA DROGA MUDA NOS DIFERENTES LOCAIS DO ORGANISMO INTERAÇÃO DROGA-RECEPTOR Ações da Droga A maioria das drogas ligam-se a receptores celulares • Iniciam reações bioquímicas • Efeito farmacológico, devido a alteração de um processo fisiológico intrínseco e não a criação de um novo processo. Receptores das Drogas Proteínas ou glicoproteínas • Presentes na superfície celular, dentro da célula ou no citoplasma; • Número finito de receptores numa dada célula; • Respostas mediadas pelos receptores até um plateau (saturação de todos os receptores) Receptores das Drogas Ação ocorre quando a droga se liga ao receptor e a ação pode ser: • Canal iônico (aberto ou fechado) • Segundo mensageiro é ativado cAMP, cGMP, Ca++, inositol fosfatos, etc. Inicia uma série de reações químicas Função celular normal é fisicamente inibida Função Celular é “ligada” Receptores das Drogas Afinidade – Refere-se à força de ligação entre a droga e o receptor – Número de receptores ocupados está relacionado com o balanço entre a droga livre e ligada Receptores das Drogas Constante de Dissociação (KD) Mede a afinidade da droga para um dado receptor Definida como a concentração da droga necessária em solução para atingir 50% de ocupação dos seus receptores. AGONISTAS E ANTAGONISTAS Farmacologia Rang & Dale Agonista total e parcial Farmacologia Rang & Dale AGONISTAS Agonistas – Transdução de sinais conseguem fazer a transdução de sinal, ativando os receptores GERAR ANTAGONISTAS - Liga-se a um local diferente do domínio de ligação do agonista. - Induz uma mudança de conformação no receptor, de modo que o agonista não “reconhece” mais o seu local de ligação. Não deixam que os agonistas se liguem aos receptores , bloqueando a ligação do agonista com o receptor Conseguimo s resposta biológica máxima Por ligação covalente o principal neurotransmissor inibidor no cérebro Estimulante do SNC Não é possível exibir esta imagem. Receptores das Drogas Receptores das Drogas - Dessensibilização e Taquifilaxia : Diminuição do efeito de um fármaco que ocorre gradualmente quando administrado de modo contínuo ou repetidamente. - Mecanismos envolvidos: •Alterações nos receptores •Perda de receptores: exposição prolongada reduz o número de receptores expressos na superfície celular. •Aumento do metabolismo da substância. Substâncias como etanol e barbitúricos ( É um grupo de substâncias depressoras do sistema nervoso central. São usados como antiepiléticos, sedativos e hipnóticos.) quando administradas repetidamente, aparecem em concentrações plasmáticas reduzidas. Receptores das Drogas - Exaustão de mediadores : a dessensibilização está associada à depleção ( perda de qualquer substância armazenada) de uma substância intermediária essencial. Ex: Anfetaminas atuam através da liberação de aminas nas terminações nervosas, portanto apresentam elevada taquifilaxia (rápida diminuição do efeito de um fármaco em doses consecutivas. ) devido à depleção das reservas de aminas (substâncias orgânicas). - Adaptação fisiológica: Pode ocorrer uma diminuição do efeito de um fármaco, devido à sua anulação por uma resposta homeostática. Ex: Redução de efeitos colaterais como náuseas e sonolência de alguns fármacos quando se dá a administração contínua. Fármacos: Tipos de Ações - Específicas X Inespecíficas resposta farmacêutica independe da interação com alvos moleculares (receptores, proteínas carreadoras, enzimas) apresentam a ação ao se ligarem a moléculas alvo específicas Fármacos: Tipos de Ações - Específicas X Inespecíficas Para que o diurético exerça seu papel de modo correto, é preciso que o paciente limite sua ingestão de sal durante o uso do medicamento. Não adianta nada o diurético provocar um aumento na eliminação de sal pelos rins se o paciente está se entupindo de sal na dieta. Para haver resposta clínica, é preciso sair mais sal na urina do que a quantidade que é consumida pela dieta Aumenta a excreção de potássio na Urina COMUNICAÇÃO CELULAR: ALVOS FARMACOLÓGICOS SUPERFAMÍLIAS DE RECEPTORES Endócrina: as células ou glândulas liberam seus hormônios diretamente na corrente sanguínea Autócrina : acontece quando as células lançam seus hormônio s para si mesmo, Parácrina: a célula é capaz de enviar hormônios para as células vizinhas que se encontram nas imediações. Exócrina: a célula joga seus hormônios em ductos externos até atingir o alvo. Receptores e 2° Mensageiros vs. Efeitos Celulares Membrana Recrutar proteínas intracelulares Principais Classes de Receptores 1° Canais iônicos : Regulados por ligante (receptores ionotrópicos); 2° Receptores acoplados à proteína G (GPCR):(metabotrópicos);3° Receptores Enzimáticos : Ligados a tirosina-quinases; 4° Receptores Nucleares: Fatores de transcrição gênica. 1° Canais Iônicos Tipos de Ativação dos Canais Iônicos 1 - Canais Iônicos - Potencial de Ação É um hormônio neurotransmissor produzido pelo sistema nervoso (central e periférico). Não é possível exibir esta imagem. 2 - GPCRs e Canais Iônicos - IMPORTANTE Podem agir em: Guanosina difosfato É uma enzima, que uma vez ativada por proteina G, hidrolisa ATP, retirando dois fosfatos de uma só vez. Sobra então AMPc- adenosina de monofosfato cíclico, funcionando como mensageiro secundário, desencadeando várias reações dentro da célula. clivagem de fosfolípidos imediatamente antes do grupo fosfato. Transdução de sinal 2 - GPCRs e Canais Iônicos - IMPORTANTE 2 - GPCRs e Canais Iônicos - IMPORTANTE 2 - GPCRs e Canais Iônicos - IMPORTANTE Proteína G É uma enzima, que uma vez ativada por proteina G, hidrolisa ATP, retirando dois fosfatos de uma só vez. Sobra então AMPc- adenosina de monofosfato cíclico, funcionando como mensageiro secundário, desencadeando várias reações dentro da célula. clivagem de fosfolípidos imediatamente antes do grupo fosfato. 2° Receptores Acoplados a Proteínas G (GPCRs) 3 - Receptores Enzimáticos (Tirosina-Quinase) papel na regeneração e proliferação das células da pele Ou seja 4 - Receptores Nucleares 4 - Receptores Nucleares de carb, lip,e prot Controlam níveis 4 - Receptores Nucleares Hormônios esteróides, tireoidianos, retinóides e vitamina D (desenv e calcificação dos ossos); Prostaglandinas, ligantes desconhecidos (receptores órfãos). Possuem ação nuclear podem migrar do citoplasma para o núcleo; São receptores que regulam a transcrição gênica; Essa transcrição é modulada por ligante; Exemplos: Hipertensão Fármaco anticoagulante ATIVIDADES EM SALA DE AULA (EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO) Perguntas de Fixação 1) Quais as principais diferenças entre a farmacocinética e farmacodinâmica? 2) Pesquise/descreva a função da insulina quando se liga ao receptor enzimático 3) Explique/esquematize o conceito de agonistas e antagonistas. Quais são os tipos de cada um deles? 4) Quais os principais tipos de receptores? Perguntas de Fixação 1- Liga-se ao receptor inativando 2- Liga-se ao receptor ativando 3-Regulados por ligante 4- Ligados a tirosina-quinases; 5 Fatores de transcrição gênica 6- Transporte da droga da corrente 7 - Entrada do fármaco da via de administração até o sangue Metabolismo de fármacos Profª Bruna Kogici Mohammed Hateem Xenobióticos • São substâncias estranhas ao organismo; • Exposição intencional ou não intencional; Mecanismos fisiológicos para eliminação. Impedir acúmulo nos tecidos. Metabolismo • Alteração química que um fármaco sofre devido a ação de uma ou mais enzimas, geralmente inespecífica. • O produto dessa reação é denominado Metabólito Deve apresentar as seguintes propriedades, preferencialmente: - Baixa atividade farmacológica - Baixa Toxicidade - Alta solubilidade em água Terminações do Efeito Metabólico: • Bioinativação: molécula ativa que sofre inativação após metabolismo; • Detoxificação: após metabolismo, a molécula tóxica deixa de sê-lo; • Eliminação: deixa a molécula mais hidrofílica;• Eliminação: deixa a molécula mais hidrofílica; • Toxificação: metabolismo de uma molécula a deixa extremamente tóxica; Metabolismo de Fármacos Alguns desafios para o desenvolvimento de novos fármacos: • Variações individuais na capacidade dos seres humanos de metabolizarem os fármacos; • Interações medicamentosas; • Ativação metabólica das substâncias químicas em derivados tóxicos e carcinogênicos; • Diferenca̧s entre as espécies no que se refere à expressão das enzimas que metabolizam os fármacos e, deste modo, limitam o uso dos modelos animais para testar fármacos de modo a prever seus efeitos nos seres humanos. Carcinógenos – reagem com DNA, RNA e proteínas Onde acontece o metabolismo de Fármacos?de Fármacos? Locais de Metabolismo dos Fármacos Trato Gastrointestinal: fígado e intestinos delgado e grosso Intestino Delgado: • Local inicial do metabolismo de fármacos administrados por via oral;• Local inicial do metabolismo de fármacos administrados por via oral; • Presença de enzimas metabolizadoras presentes nas células endoteliais; • Fármaco absorvido entra na circulação porta para sua primeira passagem pelo fígado. Sistema Porta-Hepático Locais de Metabolismo dos Fármacos • Fármacos administrados por via oral, absorvidos pelo intestino e levados ao fígado podem ser amplamente metabolizados. Locais de Metabolismo dos Fármacos • Mucosa Nasal, Pulmões • Fármacos administrados por aerossóis Compostos perigosos transportados pelo ar. Ligar o O2 aos locais ativos da CYP Fases do Metabolismo dos Fármacos Fases do Metabolismo • Fase I: Oxidação, Redução e Hidrólise • Fase II: Conjugação (Glicuronidação, Acetilação, Conjugação com Glutationa) * Geralmente inativam a molécula Reações da Fase I Superfamília do citocromo P-450 – CYP’s • Mais de 50 enzimas identificadas nos seres humanos. • Funções: Metabolismo de compostos dietéticos Metabolismo de xenobióticos Síntese de esteroides Produção de ácidos biliares a partir do colesterol CYtocromo P450 Reações efetuadas pelas CYP’s: • N-desalquilação, • O-desalquilação, • Hidroxilação aromática, • N-oxidação, • S-oxidação,• S-oxidação, • Desaminação • Desalogenação Quantidade e Localização das CYP’s TGI SNC Rins Pulmões TGI CYPCYP CYP3A4/5CYP3A4/5 CYP1E1CYP1E1CYP2C19CYP2C19 Metaboliza≃50% dos fármacos Exemplo: CYP3A4 CYPCYP CYP1A2CYP1A2 CYP2B6CYP2B6 CYP2C9CYP2C9 Família Subfamília Isoforma Inibidores Enzimáticos • A inibição enzimática acarreta lentificação da metabolização de um fármaco e de outros que tenham sido administrados simultaneamente. Como consequência, há maior tempo de ação do agente. A inibição enzimática acontece de maneira RÁPIDA. Exemplos de Inibidores Enzimáticos Enzima Fármaco Metabolizado Inibidor da Enzima CYP1A2 Cafeína Clozapina Teofilina Fluvoxamina CYP1E1 Álcool Etílico Dissulfiram CYP2D6 Risperidona Antidepressivos Tricíclicos Codeína Fluoxetina Paroxetina Sertralina CYP3A4 Inibidores de protease viral (ex. Boceprevir, Telaprevir) Cetoconazol Grapefruit = Toranja = Pomelo • Naringina, furanocumarínicos Inibidores potentes da CYP3A4 Indutores Enzimáticos • São substâncias químicas capazes de estimular a síntese de enzimas, especialmente as da regiões microssomais do tecido hepático. • Os indutores enzimáticos assim como os inibidores podem alterar o tempo de ação de um ou mais fármacos, de tal forma que se deve alterar a quantidade e/ou a frequência de administração dos fármacos envolvidos. • Ao contrário da inibição enzimática (efeito rápido), os indutores produzem elevação gradativa da concentração de enzimas, por esta razão, na presença de indutores usados cronicamente, o ajuste de dose deve ser gradual. Exemplos de Indutores Enzimáticos Enzima Fármaco Metabolizado Indutor Enzimático CYP1A2 Cafeína Clozapina Teofilina Cigarro Alimentos assados no carvão CYP2C9 Ibuprofeno Losartana Barbitúricos Rifampicina CYP2C19 Diazepam Naproxeno Barbitúricos Rifampicina CYP2D6 Codeína Clozapina Quetiapina *** CYP3A4 Nifedipino Midazolam Miconazol Verapamil Barbitúricos Carbamazepina Fenobarbital CYP2D6 Codeína Clozapina Quetiapina *** *** Não se conhece fármaco indutor da enzima CYP2D6. Alguns indivíduos não apresentam essa isoforma. Erva de São João Indutor da enzima CYP3A4: • Induz o metabolismo hepático dos esteróides presentes nas pílulas anticoncepcionais Reações da Fase I • Superfamília das FMO’s (Monoxigenases que contém Flavina) • Presentes em altos níveis no fígado (FMO3); • Ligadas ao retículo endoplasmático• Ligadas ao retículo endoplasmático Antagonistas dos receptores H2 Antagonistas dos receptoresH2 AntipsicóticosAntipsicóticos AntieméticosAntieméticos Não é induzida ou inibida por quaisquer fármacos usados na prática clínica. Reações da Fase II • Resultam em compostos com maior peso molecular ; • Geralmente bloqueiam a atividade biológica do fármaco*fármaco* • Glicuronidação e Sulfatação resultam na formação de metabólitos mais hidrofílicos. * Exceto: morfina e minoxidil e seus conjugados glicuronídicos e sulfatados, respectivamente, são farmacologicamente mais ativos que os compostos originais. Reações da Fase II • Conjugação com a glutationa • Acetilação • Metilação Locais das Reações de Fase II •Citosol • Exceto Glicuronidação: que acontece na superfície intraluminar do retículo endoplasmático Ácido Glicurônico Fatores que Interferem no Metabolismo • Idade • Idiossincrasia • Inibidores Enzimáticos • Indutores Enzimáticos• Indutores Enzimáticos Idade • Alterações Farmacocinéticas extremamente relevantes nos extremos de idade: - Recém-Nascidos: Menor produção de enzimas e deficiência de algumas delas;algumas delas; - Idosos: Diminuição da função hepática e renal; *Menor quantidade de água e massa muscular no organismo. Idiossincrasia • Alteração na síntese de uma ou mais enzimas decorrente de alteração genética. - Qualitativas - Quantitativas- Quantitativas Inibidores Enzimáticos e Indutores Enzimáticos * Mecanismo de interações medicamentosas* Mecanismo de interações medicamentosas Excreção de Fármacos Profª Bruna Kogici Mohammed Hateem Excreção dos Fármacos • Alguns fármacos são eliminados de forma inalterada; • A maioria dos fármacos é convertida em metabólitos ativos ou inativos.metabólitos ativos ou inativos. Para Lembrar: •Os órgãos excretores eliminam mais eficazmente os compostos polares (hidrofílicos). •Por essa razão, os fármacos lipossolúveis não são facilmente eliminados até que sejam metabolizados em compostos mais polares. Formas de Excreção de Fármacos • Urina • Fezes • Bile • Suor• Suor • Leite Materno • Saliva • Lágrima • Pulmão Secreção de Fármacos pela Bile Os sais biliares: • Auxiliam na emulsificação de lipídeos ingeridos na dieta; • Excretam bilirrubina, que é derivada do Heme. Quando as hemácias desgastadas são quebradas, o ferro, a globina e a hemácias desgastadas são quebradas, o ferro, a globina e a bilirrubina são liberados; • A bilirrubina é degradada no intestino a Estercobilina; • Após sua atuação como emulsificante, a maioria dos sais biliares é reabsorvida no íleo • Nos hepatócitos existem: Transportadores na membrana canalicular, que secretam Secreção de Fármacos pela Bile Transportadores na membrana canalicular, que secretam ativamente fármacos e metabólitos na bile. P-gp PRCM MRP2 Atenção! • Alguns desse transportadores também são expressos na membrana apical dos enterócitos. Reciclagem Entero-Hepática Excreção Renal Inclui três processos distintos: • Filtração Glomerular;• Filtração Glomerular; • Secreção Tubular Ativa; • Reabsorção Tubular Passiva Funções do Rim ExcretoraExcretora Metabólica Endócrina Metabólica Endócrina RegulatóriaRegulatória A quantidade de fármaco que chega ao lúmen tubular depende: • Da Taxa de Filtração Glomerular• Da Taxa de Filtração Glomerular • Da extensão da ligação plasmática do fármaco Apenas a fração livre é filtrada. Secreção Tubular • Proteínas para transporte de Ânions Orgânicos; • Proteínas para transporte de Cátions Orgânicos;• Proteínas para transporte de Cátions Orgânicos; • Glicoproteína P Secreção Tubular pela Glicoproteína P • Glicoproteínas P são proteínas de transporte localizadas na membrana celular de diferentes tecidos; No rim (Túbulo Proximal), essa glicoproteína está • No rim (Túbulo Proximal), essa glicoproteína está envolvida na secreção de alguns fármacos; • Pode ser inibida por alguns fármacos, como o Verapamil e a Ciclosporina. Influência do pH na absorção e excreção de fármacos • Muitos fármacos são ácidos ou bases fracas; • Presentes em solução sob as formas: ionizada e não ionizada (molecular) • Pouco lipossolúveis; • Apresentam dificuldade em atravessar a membrana celular. • Pouco lipossolúveis; • Apresentam dificuldade em atravessar a membrana celular.Ionizada • Mais lipossolúveis; • Se difunde facilmente pela membrana celular. • Mais lipossolúveis; • Se difunde facilmente pela membrana celular. Não Ionizada (Molecular) pH de Diferentes Meios: Plasma pH 7,4 Plasma pH 7,4 Suco Gástrico pH 1,4 Suco Gástrico pH 1,4pH 1,4pH 1,4 Intestino pH ≃8 Intestino pH ≃8 Urina pH 4,5 – 8,0 Urina pH 4,5 – 8,0 Equação de Henderson-Hasselbach Essa equação correlaciona o pH do meio ao redor do fármaco e a constante de dissociação ácida do fármaco (pka) com a relação entre as formas ionizada e não ionizada. Exemplo • Por que os antagonistas histamínicos H1 de segunda geração não apresentam efeito sedativo? Porque o fármaco encontra-se ionizado no pH fisiológico, portanto são Porque o fármaco encontra-se ionizado no pH fisiológico, portanto são menos lipofílicos, em comparação aos fármacos de primeira geração. Por isso, não atravessam a barreira hemato-encefálica facilmente. 1ª Geração: Difenidramina (Benadryl) Dexclorfeniramina (Polaramine) Prometazina (Fenergan) 2ª Geração: Cetirizina (Zyrtec) Fexofenadina (Allegra) Loratadina (Claritin) • Fármaco ácido em pH ácido estará, predominantemente, na sua forma MOLECULAR. • Fármaco ácido em Ph alcalino estará, predominantemente, na sua forma IONIZADA. • Fármaco básico em meio básico – forma MOLECULAR • Fármaco básico em meio ácido – forma IONIZADA • Clearance de Creatinina: Cockcroft & Gault Avaliação da Função Renal ClCr (mL/min) : (140 - idade em anos) x Peso (kg) Estimativa da Taxa de Filtração Glomerular Sociedade Brasileira de Nefrologia: http://arquivos.sbn.org.br/equacoes/link/ ClCr (mL/min) : (140 - idade em anos) x Peso (kg) (72 x creatinina sérica) Mulheres: ClCr (mL/min) x 0,85 Fórmulas específicas para: • Função renal instável Avaliação da Função Renal • Função renal instável • Recém Nascidos, Crianças e Adolescentes (Fórmula de Schwartz) • Obesos • Idosos (Fórmula de Sanaka) Tempo de Meia-Vida • Tempo necessário para que a concentração plasmática do fármaco seja reduzida até a metade.seja reduzida até a metade. DIPIRO, et.al. Clinical Pharmacokinetics-a self instructional course, 1996. Estado de Equilíbrio • Quando a taxa de entrada no organismo é igual a taxa de eliminação. Estado de Equilíbrio – Steady State Quando, após a administração de doses múltiplas, a quantidade de quantidade de droga administrada é igual à quantidade eliminada. Cinética de Primeira Ordem ou Linear • Quando uma fração constante do fármaco presente no organismo é eliminada por unidade de tempo. Segue um padrão exponencial. Considerando os processos farmacocinéticos que ocorrem no organismo, há alguns que podem sofrer saturação, principalmente os que apresentam capacidade limitada, como o que apresentam capacidade limitada, como o metabolismo hepático e os processos que requerem transportadores. Cinética de Ordem Zero ou Cinética de Saturação • Não segue um padrão de eliminação exponencial, inicialmente essa eliminação é linear, pois o fármaco é removido a uma quantidade fixa, a qual não depende da concentração plasmática.depende da concentração plasmática. • Ou seja, se a dose aumentar não aumenta a eliminação. Isto ocorre com o etanol, a fenitoína, o AAS, etc. Exemplo 1: Consequências da Cinética de Ordem Zero: • Duração da ação do fármaco depende fortemente da dose; • A relação entre dose e concentração não obedece necessariamente uma proporção; • O estado de equilíbrio de fármacos com essa característica pode variar bastante; • A taxa de metabolismo estabelece um limite à velocidade de administração do fármaco, se essa taxa for excedida, a quantidade de fármaco no organismo irá, à princípio, aumentarindefinidamente e nunca alcançar um estado de equilíbrio. Exemplo 2: bkogici@hotmail.com SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO Profª Dra Michelle Buscarilli Neurônios São células responsáveis pelo processo de sinalização através de diferentes regiões dos Sistemas Nervosos Central e Periférico. Sinapse Tipos de Sinapse Interneuronais: neurônio – neurônio Neuromuscular: neurônio – músculo Neuroglandular: neurônio – célula glandular Localização: ........ CENTRAIS => Localizadas no cérebro e medula espinhal ......... PERIFÉRICAS => Gânglios e placas motoras Função: .........EXCITATÓRIAS .........INIBITÓRIAS Neurotransmissores estão presentes em vesículas na terminação do axônio. Chegada do impulso na terminação resulta na liberação dos neurotransmissores na fenda sináptica Os neurotransmissores atingem o outro neurônio desencadeando impulso nervoso Sinapse PARA RELEMBRAR... • Luz, calor, dor, pensamentos, piscar de olhos, tudo! • Traduzidos a partir de uma sequência de impulsos, que podem ser elétricos ou químicos. FUNÇÕES DO SISTEMA NERVOSO • Sistema Nervoso + Sistema Endócrino = Coordenar e integrar as atividades dos demais sistemas do corpo. Hormônios: são substâncias químicas reguladoras secretadas pelas glândulas endócrinas e lançadas no sangue, que os trans- porta para as células- alvo onde devem atuar. COMPONENTES ESTRUTURAIS Sistema Nervoso Central (SNC) •Encéfalo; •Medula Espinal. Sistema Nervoso Periférico (SNP) • Nervos Cranianos; • Nervos Espinais • Gânglios • Receptores Sensoriais Nervos: conjunto de fibras nervosas fora do SNC. SISTEMA NERVOSO CENTRAL - Encéfalo Cérebro Cerebelo Diencéfalo Tronco Encefálico - Medula Espinal O sistema nervoso central consiste no encéfalo e na medula espinal, ambos cobertos com meninges e banhados pelo líquido cerebrospinal. (a) Corte sagital mostrando o encéfalo no interior do crânio e a medula espinal no interior do canal vertebral. (b) A medula espinal, mostrada em vista posterior, estende-se do nível do forame magno ao da primeira vértebra lombar (L1). SNC - Cérebro SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO Porção do Sistema Nervoso situada fora do Sistema Nervoso Central. Sistema Nervoso Periférico (SNP) • Nervos Cranianos; • Nervos Espinais • Gânglios • Plexos • Plexos: redes de ramos dos nervos espinais. SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO Plexo Cervical Plexo Braquia l Plexo Lombar Plexo Sacral • Gânglios: são pequenas massas de tecido nervoso, cons tuídos primariamente de corpos celulares de neurônios localizados fora do encéfalo e da medula. SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO DIVISÃO FUNCIONAL DO SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO Somático/Voluntário Vegetativo/Autônomo FUNÇÕES DO SNP DIVISÃO SOMÁTICA • Percepção do ambiente externo; • Resposta e interpretação de estímulos externos; • Movimentos voluntários; • Planejamento das ações. FUNÇÕES DO SNP DIVISÃO AUTÔNOMA • Manutenção da Homeostasia***; • Nervos autônomos inervam órgãos cujas funções não estão comumente sob o controle voluntário. • Os efetores que respondem à regulação autônoma incluem tecido muscular cardíaco (no coração), tecido muscular liso (nas vísceras) e epitélio glandular. ***HOMEOSTASIA HOMEOSTASIA Manutenção da Glicemia Controle da temperatura corporal Controle da frequência cardíaca HOMEOSTASIA • A manutenção de condições relativamente estáveis no organismo; • Garante que o ambiente interno do corpo permaneça constante, apesar de mudanças internas ou externas DIVISÃO FUNCIONAL DO SNP AUTÔNOMO • Centros controladores presentes no interior do encéfalo; • Porções periféricas dividas em: Divisão Simpática Divisão Parassimpática Simpático •Catabolismo •Desgaste •Transmissão Adrenérgica Parassimpático •Anabolismo •Manutenção •Transmissão Colinérgica DIVISÃO FUNCIONAL DO SNP AUTÔNOMO Divisão Simpática X Divisão Parassimpática NEUROTRANSMISSORES • São substâncias químicas sintetizadas, armazenadas e liberadas pelas células nervosas. São responsáveis pela transmissão de sinais entre células nervosas. CLASSIFICAÇÃO DOS NEUROTRANSMISSORES Estrutura Exemplos Aminas Biogênicas Noradrenalina, Adrenalina, Dopamina, Serotonina (5-HT: 5 hidroxitriptamina), Histamina Aminoácidos excitatórios Glutamato, Aspartato Aminoácidos inibitórios GABA (ácido gama aminobutílico), Glicina Nucleosídeos/Nucleotídeos Adenosina (NT inibitório – sono) Peptídios Substância P, Encefalina, Endorfina, Nerotensina (relacionados com a modulação da dor) Neuropeptídeo Y (relacionado com a modulação do apetite) Gases (substâncias difundíveis) Óxido Nítrico (NO), Monóxido de Carbono (relacionados com a formação da memória tardia) Agente Colinérgico Acetilcolina SINAPSE COLINÉRGICA Neurotransmissor: Acetilcolina Acetilcolinesterase: enzima responsável pela degradação da Acetilcolina em Acetil e Colina. RECEPTORES COLINÉRGICOS Muscarínicos M1 M2 M3 M4 M5 Nicotínicos Nn - Região Ganglionar Nn - SNC Nm - Junção Neuromuscular DISTRIBUIÇÃO DOS RECEPTORES COLINÉRGICOS NO ORGANISMO: Tecido Receptor Efeito SNC Nicotínico M1 Transmissão rápida de impulsos nervosos Excitação Pupila M3 Contração da pupila (Miose) Coração M2 Redução da Frequência Cardíaca Redução da velocidade de condução do impulso nervoso Redução da força de contração atrial Músculo liso brônquico M3 Broncoconstrição Glândulas (salivares, sudoríparas, lacrimais e brônquicas) M3 Aumento da secreção DROGAS PARASSIMPATOMIMÉTICAS OU COLINOMIMÉTICAS São substâncias químicas naturais ou sintéticas que têm a capacidade de reproduzir parcial ou totalmente os efeitos da estimulação parassimpática. Ação Direta Ação Indireta PARASSIMPATOMIMÉTICOS DE AÇÃO DIRETA • São aqueles que exercem sua ação farmacológica interagindo diretamente com os receptores colinérgicos; • Mimetizam a ação da acetilcolina; • Podem ser divididos em: Derivados da Colina Não Derivados da Colina Derivados da Colina PARASSIMPATOMIMÉTICOS DE AÇÃO DIRETA Carbacol (reduz pressão interna dos olhos durante cirurgias oftálmicas) Betanecol (tratamento da retenção urinária não obstrutiva) Acetilcolina • Muscarina (alcalóide extraído de fungos (Amanita Muscaris) capaz de causar miose) • Nicotina (ativação da Divisão Parassimpática do SNP promove sensação de bem-estar) PARASSIMPATOMIMÉTICOS DE AÇÃO DIRETA Não Derivados da Colina • Lobelina (Erva Lobelia – agonista parcial de receptores nicotínicos) estimulante respiratório • Pilocarpina (na forma de solução oftálmica – reduz pressão intraocular) PARASSIMPATOMIMÉTICOS DE AÇÃO DIRETA Não Derivados da Colina • Neste grupo estão incluídas todas as substâncias capazes de inibir reversível ou irreversivelmente a enzima Acetilcolinesterase PARASSIMPATOMIMÉTICOS DE AÇÃO INDIRETA Reversíveis • Edrofônio • Neostigmina • Fisostigmina • Demecário Irreversíveis • Inseticidas organofosforados • Gases de uso bélico (Sarin) USOS TERAPÊUTICOS DOS PARASSIMPATOMIMÉTICOS • Diagnósticos da Miastenia Grave • Tratamento da Miastenia Grave • Tratamento do Glaucoma • Tratamento da atonia vesical ou intestinal (principalmente no pós operatório) • Antídoto nos casos de envenenamento por Atropa Belladonna MYASTHENIA GRAVIS • Doença auto imune (anticorpos contra receptores nico nicos da junção neuromuscular) • Caracterizada por fraqueza muscular severa, visão dupla ou borrada, dificuldade de fala, etc. MYASTHENIA GRAVIS • Diagnóstico: Edrofônio: inibidor reversível da acetilcolinesterase que age de 5 a 15 minutos • Tratamento: Neostigmina DROGAS PARASSIMPATOLÍTICAS OU ANTICOLINÉRGICAS • São substâncias químicas naturais ou sintéticas que têm a capacidade de bloquear parcial ou totalmente os efeitos farmacológicos produzidos pela Acetilcolina. • Adroga representante desse grupo é a Atropina. AÇÕES FARMACOLÓGICAS DA ATROPINA Região Ocular • Midríase Região Cardiovascular • Aumento da frequência cardíaca Glândulas Exócrinas • Reduz a secreção salivar, lacrimal, sudorípara e brônquica Musculatura lisa gastrointestinal • Diminui a motilidade intestinal e a secreção de ácido clorídrico USOS TERAPÊUTICOS • Midriático: Tropicamida (Midriacyl) • Broncodilatador: Ipratrópio (Atrovent) • Tratamento de intoxicação por inseticidas organofosforados: Pralidoxima • An espasmódico: Butilbrometo de escopolamina (Buscopan) SINAPSE ADRENÉRGICA Neurotransmissores: Adrenalina e Noradrenalina RECEPTORES ADRENÉRGICOS • α1, α2 • Β1, β2, β3 Tecido Tipo de Receptor Efeito Músculo Radial da Íris α-1 Midríase (dilatação da pupila) M. Liso vascular α-1 Vasoconstrição (Contração) M. Liso Pilomotor α-1 Ereção do Pelo (Contração) M. Cardíaco α-1 Aumento da Força de Contração Próstata α-1 Contração Terminal Nervoso Autonômico α-2 da liberação de mediadores químicos Músculo Cardíaco β – 1 Aumento da frequência e Força de Contração Rins β – 1 Liberação de Renina M. Liso brônquico, uterino e intestinal β – 2 Relaxamento Tecido Adiposo β – 3 Lipólise DROGAS SIMPATOMIMÉTICAS OU ADRENOMIMÉTICAS • São substâncias naturais ou sintéticas capazes de reproduzir parcial ou totalmente os efeitos da noradrenalina ou adrenalina; • Podem ser classificadas de acordo com seu mecanismo de ação, estrutura química ou afinidade com os receptores. CLASSIFICAÇÃO DOS SIMPATOMIMÉTICOS DE ACORDO COM O MECANISMO DE AÇÃO: • Ação direta: são aqueles que podem interagir e ativar os receptores adrenérgicos de forma semelhante à noradrenalina ou adrenalina. Ex. Fenilefrina • Ação Indireta: são substâncias que apresentam efeito mínimo sobre os receptores adrenérgicos, entretanto podem promover a liberação de noradrenalina pelos terminais nervosos. Ex. Tiramina e Anfetamina • Ação Mista: apresenta as duas características citadas. Ex. Efedrina USOS TERAPÊUTICOS DOS SIMPATOMIMÉTICOS Broncodilatadores (receptor β2) • Fenoterol • Salbutamol • Terbutalina • Salmeterol Tratamento da Narcolepsia, Obesidade e TDAH • Anfetamina Descongestionante Nasal • Fenilefrina Associação com Anestésicos Locais • Fenilefrina • Adrenalina SIMPATOLÍTICOS OU ANTIADRENÉRGICOS • São substâncias químicas que bloqueiam parcial ou totalmente os efeitos dos mediadores químicos Noradrenalina ou Adrenalina. Simpatolíticos de Ação Central Bloqueadores de Neurônios Adrenérgicos Bloqueadores de Receptores Adrenérgicos BLOQUEADORES α E ADRENÉRGICOS • Próxima aula... “Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos... Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossas vidas.” Mario de Andrade