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<p>Resumo Farmacologia</p><p>Farmacologia Veterinária (Universidade de Caxias do Sul)</p><p>Digitalizar para abrir em Studocu</p><p>A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade</p><p>Resumo Farmacologia</p><p>Farmacologia Veterinária (Universidade de Caxias do Sul)</p><p>Digitalizar para abrir em Studocu</p><p>A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-de-caxias-do-sul/farmacologia-veterinaria/resumo-farmacologia/4488038?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-de-caxias-do-sul/farmacologia-veterinaria/3619906?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-de-caxias-do-sul/farmacologia-veterinaria/resumo-farmacologia/4488038?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-de-caxias-do-sul/farmacologia-veterinaria/3619906?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>FARMACOLOGIA VETERINÁRIA:</p><p>Dicionário farmacológico:</p><p>- Droga: substância que muda a fisiologia pro bem ou pro mal, sem conhecer sua</p><p>estrutura.</p><p>- Fármaco: Substância isolada – 1 princípio ativo (substância química que</p><p>modifica as funções pré-existentes no organismo).</p><p>- Medicamento: 1 ou mais princípios ativos (todos medicamentos são remédios,</p><p>mas nem todos remédios são medicamentos).</p><p>- Remédio: função de tartar doenças, mas não precise ser uma substância</p><p>química.</p><p>- Dose: é a quantia de substância (medicamento) utilizada. Faz parte da</p><p>dosagem.</p><p>- Dosagem: forma de administracão (frequência) e duração do tratamento</p><p>(posologia).</p><p>- Medicamento magistral: medicamento manipulado (sob encomenda)</p><p>- medicamento farmacêutico: medicamento industrializado (bula, empresa e</p><p>registro).</p><p>- Medicamento referência: primeiro registro do princípio ativo (mais caro do</p><p>Mercado).</p><p>- Medicamento similar: mesmo princípio ativo, concentração e indicação do</p><p>referência.</p><p>- Medicamento generico: nome da substância ativa, funciona igual ao referência,</p><p>com preços variados, mesmo princípio ativo, mesma concentração, dose e</p><p>indicação.</p><p>1. INTRODUÇÃO A FARMACOLOGIA</p><p>FARMACOLOGIA:</p><p>- É o estudo da interação entrte os compostos químicos e os seres vivos.</p><p>Posologia – exposição do organismo ao fármaco – efeitos desejados e adversos.</p><p>EFEITO FARMACOLÓGICO:</p><p>- Dose: quantidade de medicamento necessário para resposta;</p><p>- Dosagem: dose + frequência de administração + duracão do tratamento;</p><p>- Posologia: estudo das dosagens/modo de administrar o medicamento – como</p><p>usar;</p><p>- Efeito teto: efeito máximo que o fármaco é capaz de atingir.</p><p>ETAPAS DA ATIVIDADE DE FÁRMACOS:</p><p>Fase farmacêutica -> Fase farmacocinética -> Fase farmacodinâmica -> Efeito</p><p>-liberação do fármaco -Absorção -Integração do fármaco</p><p>-Desintegração da -Distribuição</p><p>forma farmacêutica -Metabolismo</p><p>-dissolução do fármaco -Excreção</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>FARMACOCINÉTICA:</p><p>- Estuda o caminho percorrido pelo fármaco no organismo.</p><p>Vias de administração</p><p>Distribuição</p><p>ABSORÇÃO Forma livre Excreção</p><p>Forma conjulgada</p><p>Metabólitos</p><p>Biotransformação</p><p>FARMACODINÂMICA:</p><p>- Estuda os mecanismos de ação dos fármacos.</p><p>Substância química</p><p>se liga à célula</p><p>Efeito farmacológico</p><p>Receptores celulares</p><p>onde a substância</p><p>química se liga</p><p>*Paracelsus: todas as substâncias são venenosas. Não há nenhuma que nao seja, a</p><p>dose correta que diferencia o veneno do remédio.</p><p>FÁRMACO X SISTEMA BIOLÓGICO</p><p>Efeito benéfico Efeito nocivo</p><p>Droga-medicamento Droga-tóxico</p><p>Ação terapêutica Ação tóxica</p><p>Farmacologia Toxicologia</p><p>è Fármaco – substância química com estrutura definida de propriedade</p><p>farmacológica. Todas as substâncias utilizadas com efeito médico.</p><p>è Medicamento – produto farmacêutico, obtido ou eleborado com finalidade</p><p>profilática, curativa ou para fins de diagnóstico.</p><p>è Medicamento magistral – Medicamento manipulado sob prescrição médica,</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>individualizado.</p><p>è Especialidade farmacêutica – Medicamento industrializado, com</p><p>regulamentação espefífica e nao se pode preparar em farmácias.</p><p>è Medicamentos de venda livre – Sem tarja ou com tarja vermelha. Não precisa</p><p>de receita.</p><p>- Ex: analgésicos, antitérmicos, antiácidos e xarope para tosse são vendidos sem</p><p>tarja.</p><p>- anticoncepcionais, antifúngicos e remédios para hipertensão sao classificados</p><p>na tarja vermelha por poderem apresentar efeitos colaterais e possuirem</p><p>contraindicações.</p><p>è Medicamentos controlados – Tarja preta ou vermelha. Vendidos sob</p><p>prescrição médica.</p><p>- Ex: Antibióticos e algumas classes de antiinflamatórios estão nog rupo dos</p><p>medicamentos com tarja vermelha sob prescrição médica.</p><p>- Tarja preta são os medicamentos controlados que exercem ação sedativa e que</p><p>agem no sistema nervoso central, sao os medicamentos psicotrópicos, os</p><p>antidepressivos, ansiolíticos, soníferos.</p><p>è Medicamentos genéricos – Tarja amarela. Iguais ao referência, sem nome</p><p>fantasia. Contém além da tarja amarela, a tarja referênte a sua categoria.</p><p>PRESCRICÃO MÉDICA:</p><p>- É a receita, escrita a mão ou impressa, com a assinatura do médico</p><p>responsável. Necessário informações como: espécie, porte/peso, sexo, raça,</p><p>idade, tipo da doença, nome do proprietário.</p><p>Composição:</p><p>- Cabeçalho – nome e endereço do médico veterinário.</p><p>- Superscricão – Espécie animal, nome, características, proprietario, endereço.</p><p>- Inscrição – nome do medicamento, uso veterinário e dose.</p><p>- Subscrição – em caso de medicamento manipulado.</p><p>- Indicação ou instrução – Modo de usar/posologia.</p><p>- Assinatura ou firma profissional – Assinatura do responsável.</p><p>LEGISLAÇÃO: Receita deve ser emitida em 3 vias. 1 para o veterinário, 1 para o</p><p>estabelecimento farmacêutico (farmácia) e 1 para o proprietário.</p><p>INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA – IM</p><p>- Resposta farmacológica alterada decorrente do uso contínuo de diferentes</p><p>medicamentos.</p><p>A- Sinergismo</p><p>B- Antagonismo</p><p>REAÇÕES ADVERSAS - RAM</p><p>- Qualquer resposta a um medicamento que seja prejudicial, não intencional, nas</p><p>doses normalmente utilizadas.</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>VEÍCULOS/EXIPIENTES:</p><p>- Facilita a administração dos medicamentos, pode determinar a via de</p><p>administração.</p><p>ADJUVANTES:</p><p>- Substâncias usadas para auxiliar a preparação da forma farmacêutica.</p><p>Ex: conservantes, estabilizantes, diluentes, desagregantes, aglutinantes.</p><p>CORRETIVOS:</p><p>- Substâncias que tornam mais agradáveis ou aceitáveis os contituintes das</p><p>formulações</p><p>Ex: flavorizantes, elducorantes.</p><p>FORMA FARMACÊUTICA – FF:</p><p>- Apresentação do medicamento</p><p>- Apresentação farmacêutica final que contém o fármaco, com exipientes e</p><p>adjuvantes.</p><p>- Vantagens das formas farmacêuticas: administrar doses exatas; proteção de</p><p>fármacos contra ação do suco gástrico; auxilia na adesão dos medicamentos;</p><p>fornece ação prolongada a partir de formas de liberacão.</p><p>- Inclui os excipientes: ingredientes da composição (veículos)</p><p>1- Forma de apresentacão sólida – mais estável</p><p>a. Pó</p><p>b. Cápsula</p><p>c. Comprimido</p><p>d. Drágea</p><p>e. Grânulo</p><p>f. Pastilha</p><p>g. Supositório</p><p>2- Forma de apresentação líquida – facilidade de deglutição</p><p>a. Xarope</p><p>b. Gotas</p><p>c. Suspensão</p><p>d. Emulsão</p><p>e. Solução</p><p>3- Forma de apresentação semi-sólida – uso tópico</p><p>a. Cremes</p><p>b. Pomadas</p><p>c. Géis</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>USO VETERINÁRIO:</p><p>1- Para uso interno:</p><p>a. Via oral: - Sólidos – pós, pílulas, pastilhas, cápsulas, comprimido</p><p>- Aglomerados – granulados, drágeas</p><p>- Líquidos – solções e dispersões</p><p>Absorção mais rápida para mais lenta</p><p>LÍQUIDO -> PÓ -> CÁPSULA -> COMPRIMIDO -> DRÁGEA</p><p>2- Para uso externo:</p><p>a. Cutâneo: pomada, creme, loção ou pasta</p><p>b. Retal/vaginal: supositórios, geis e pomadas</p><p>c. Oftalmológico: colírios, pomadas</p><p>d. Transdérmico: pomadas, géis e adesivos</p><p>3- Para uso parental:</p><p>a. Ampolas e frascos</p><p>USO EXCLUSIVO VETERINÁRIO:</p><p>- POUR ON – líquido, aplicado no dorso ou cernelha de animais de produção.</p><p>- SPOT ON – mesma indicacão que o pour on.</p><p>- PREMIX – misturado à ração do animal.</p><p>VIAS DE ADMINISTRAÇÃO:</p><p>- Tecido ou local onde um medicamento é introduzido no organismo e exerce</p><p>seu efeito.</p><p>Ex: oral, intravenosa, intramuscular.</p><p>- Fatores a considerar:</p><p>• Tipo de efeito desejado</p><p>• Tempo desejado para ação</p><p>• Duração do efeito</p><p>• Acesso ao local de administração</p><p>• Aceitação e estado do paciente</p><p>• Solubilidade do fármaco</p><p>• Forma farmacêutica adequada</p><p>- Classificação</p><p>è Quanto ao efeito desejado - local ou sistêmico, determinado pela via escolhida</p><p>e pela forma e características.</p><p>è Quanto ao tubo digestivo – enteral: passa pelo tubo digestivo (via oral, retal,</p><p>ruminal), parenteral: não passa pelo tubo digestivo, diretas (intravenosa,</p><p>intramuscular, subcutânea) e indiretas (via epidérmica, inalatória e intramamária).</p><p>a. Via enteral: medicamento é administrado por uma via em que sua</p><p>passagem pelo sistema porta-hepático (fígado) é obrigatória; tem efêito sistêmico (não</p><p>local); substância é ingerida ou absorvida via trato digestivo.</p><p>-Via oral,</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>-Via bucal;</p><p>-Via sublingual,</p><p>-Via retal,</p><p>-Via ruminal.</p><p>b. Via parenteral direta: medicamento é administrado por uma via que nao</p><p>passa pelo sistema porta-hepático.</p><p>-Via intravenosa,</p><p>-Via intramuscular,</p><p>-Via subcutânea.</p><p>c. Via parenteral indireta: medicamento é administrado por uso tópico ou via</p><p>transmucosas.</p><p>-Via epidérmica,</p><p>-Via inalatória,</p><p>-Via intramamária.</p><p>A. Vias enterais</p><p>1. Via enteral oral:</p><p>- Mais utilizada -> intestino delgado é o principal local de absorção</p><p>- Ação local ou sistêmica</p><p>- Devem se dissolver no meio aquoso fisiológico para serem absorvidos</p><p>- Ruminantes – pH ruminal = 5,5 – 6,5</p><p>- Vômitos – ocasionados por gastroenterite (problemas na absorção) ou sabor</p><p>desagradável</p><p>Fatores limitantes:</p><p>o Velocidade de absorção</p><p>o Velocidade de sissolução</p><p>Vantagens:</p><p>o Comodidade (nao necessita pessoal especializado para administrar)</p><p>o Segurança</p><p>o Baixo custo</p><p>o Indolor</p><p>Desvantagens:</p><p>o Sofrem ação dos alimentos, pH e enzimas</p><p>o Pode ocasionar irritação gástrica</p><p>o Necessita colaboração do paciente</p><p>o Alterações de motilidade gastrointestinal</p><p>Formas farmacêuticas:</p><p>o Comprimidos,</p><p>o Líquidos.</p><p>2. Via enteral bucal:</p><p>- Não é muito utilizada</p><p>- Administração de fármacos de efeito local</p><p>- Cavidade bucal tem condições adequadas de absorção</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>Vantagens:</p><p>o Alta absorção da mucosa oral</p><p>Desvantagens:</p><p>o Dificuldade de manutenção dos fármacos em contato com a mucosa</p><p>Formas farmacêuticas:</p><p>o Soluções,</p><p>o Pomadas,</p><p>o Géis,</p><p>o Cremes.</p><p>3. Via enteral retal</p><p>- Utilizada quando a via oral não está disponível</p><p>- Ação local ou sistêmica</p><p>Limitações:</p><p>o Absorção irregular e incompleta</p><p>o rritacão na mucosa anal</p><p>Vantagens:</p><p>o Evita destruição do fármaco por pH ácido ou enzimas digestivas</p><p>Formas farmacêuticas</p><p>o Supositórios,</p><p>o Cremes,</p><p>o Líquidos.</p><p>4. Via enteral ruminal</p><p>- Somente em ruminantes (rúmen)</p><p>- Medicamentos que possuem ação direta ao rúmen.</p><p>B. Vias parentais diretas</p><p>5. Via parental intravenosa</p><p>- Fármaco age direto na corrente sanguínea</p><p>Vantagens:</p><p>o Não depende da colaboracão do paciente,</p><p>o Controle total da dose</p><p>o Efeito rápido (não necessita absorção)</p><p>Desvantagens:</p><p>o Intensivo, incômodo e doloroso</p><p>o Menor segurança (alergias, toxidade, infecções)</p><p>o Maior custo</p><p>o Necessita pessoal capacidado e especializado para administração</p><p>Cuidados</p><p>o Assepsia local</p><p>o Administração lenta</p><p>o Risco de embolia e infecções</p><p>6. Via parenteral intramuscular</p><p>- Depósito de fármacos na profundiade muscular</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>- Requer absorção</p><p>Desvantagens:</p><p>o Dor e irritacão local</p><p>Cuidados:</p><p>o Velocidade de absorção é influenciada pela vascularização</p><p>Formas farmacêuticas:</p><p>o Fármacos em suspensão em veículos aquosos e não aquosos</p><p>o Fármacos diretamente no local de ação</p><p>Como funciona? Difusão simples do local de injeção até o plasma</p><p>Soluções aquosas -> rápida absorção</p><p>Soluções olesosas ou suspensões -> absorção lenta</p><p>7. Via parenteral subcutânea</p><p>- Requer absorção – constante e lenta</p><p>- Efeito de primeira passagem</p><p>Fatores limitantes:</p><p>o Só podem ser usadas substâncias que nao irritem o tecido</p><p>o Difusão simples do local de injeção até o plasma</p><p>o Velocidade da absorção é influenciada pela vascularização</p><p>Formas farmacêuticas</p><p>o Líquida</p><p>o Pallets sólidos (implantes)</p><p>8. Via parenteral intradérmica</p><p>- Uso restrito</p><p>- Usada para teste de alergia e vacinação</p><p>- Absorção muito lenta</p><p>9. Via parenteral intratecal</p><p>- Administração no fluído cérebro-espinhal</p><p>- Administrar fármacos que não atravessam a barreira hemato-encefálica</p><p>- Técnica especializada</p><p>10. Via parenteral peridural</p><p>- Espaço delimitado pela dura mater</p><p>- Administração na medula</p><p>- Anestesia a medula espinhal e raízes nervosas</p><p>C. Vias parenterais indiretas (tópicas)</p><p>11. Via parenteral inalatória</p><p>- Rápida oferta de fármacos pela superfície do trato respiratório e epitélio</p><p>pulmonar</p><p>- Anestesia inalatória (uso restrito)</p><p>Formas farmacêuticas:</p><p>o Gases (aerossóis)</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>12. Via tópica epidérmica</p><p>- Via segura</p><p>- Penetração de medicamentos em coelhos > ratos > gatos > cães > suínos</p><p>- Penetração de medicamentos varia conforme a espessura da pele</p><p>- Aplicações tipo POUR ON e SPOT ON</p><p>13. Via tópica intramamária</p><p>- Tratamento de doenças da glândula mamária</p><p>2. FARMACOCINÉTICA</p><p>- Estuda o destino dos fármacos no organismo</p><p>- 4 processos:</p><p>o ABSORÇÃO</p><p>o DISTRIBUIÇÃO</p><p>o BIOTRANSFORMAÇÃO OU METABOLISMO</p><p>o EXCREÇÃO</p><p>- Processos juntamente com a posologia, determina a intensidade do efeito em</p><p>função do tempo.</p><p>A- ABSORÇÃO</p><p>- Transferência do fármaco do local da administração para a circulação</p><p>- Abrosção oral – 2 etapas:</p><p>1. Atravessar a membrana dp epitélio</p><p>gastrointestinal via transcelular ou</p><p>paracelular</p><p>– capilares.</p><p>2. Passar pelo sistema porta-hepático</p><p>intacto, alcançando a circulação</p><p>sistêmica.</p><p>- Fatores que influenciam na absorção:</p><p>o Membranas celulares e transporte</p><p>o pH estômago e intestino (via oral)</p><p>- Efeito de primeira passagem = fármaco metabolizado</p><p>o A maioria é administrado por via oral e absorvido no intestino delgado.</p><p>INFLUÊNCIA DO PH:</p><p>- Um fármaco atravessa a membrana com maior facilidade na forma não</p><p>ionizada, que apresenta maior lipossolubilidade. Fármacos altamente lipossolúveis –</p><p>mais fácil atravessar.</p><p>pH ácido: 0 a 6,9</p><p>pH básico: 7,1 a 14</p><p>pH neutro: 7</p><p>pH ESTÔMAGO: 1,2 a 3 = ácido</p><p>pH INTESTINO: 6,5 a 8 = neutro a alcalino</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>Ácidos fracos: pH ácido – fármacos não ionizados</p><p>(estômago) pH alcalino – fármacos ionizados</p><p>Bases fracas: pH ácido – fármacos ionizados</p><p>(intestino) pH básico – fármacos não ionizados</p><p>Ácidos fracos tem maior absorção em meio ácido = estômago</p><p>Bases fracas tem maior absorção em meio alcalino = intestino</p><p>- Para chegarem na corrente sanguínea, os fármacos devem passar por</p><p>membranas</p><p>- Fármacos ionizados não passam a membrana e não são absorvidos (pois</p><p>possuem carga)</p><p>- Fármacos não-ionizados passam a membrana e são absorvidos</p><p>- Tipo de transporte e tipos de membranas influenciam na absorção:</p><p>TIPOS DE TRANSPORTES:</p><p>1. transportes passivos (sem gasto de energia)</p><p>- Difusão passiva – fármacos pequenos, lipossolúveis ou hidrossolúveis</p><p>(moléculas saem de uma região com maior concentração para uma região com menos</p><p>concentração). Mais importante na permeacão dos fármacos. Dependem de: gradiente</p><p>de concentração, lipossolubilidade, grau de ionização, pH do meio, dois lados da</p><p>membrana.</p><p>• Difusão simples: Difusão passiva de drogas hidrossolúveis</p><p>(difusão aquosa) – polar</p><p>• Difusão por poros: Difusão passiva de drogas</p><p>lipossolúveis (difusão lipídica) – apolar.</p><p>- Difusão facilitada – proteínas atuam facilitando a passagem de moléculas que</p><p>demorariam muito mais tempo por difusão simples – atua a favor do gradiente de</p><p>concentracão.</p><p>2. Transportes ativos (com gasto de energia)</p><p>- Transporte ativo – atua contra o gradiente de concentração – grandes</p><p>moléculas e necessitam de energia (ATP) – proteínas transportadoras específicas.</p><p>Membranas neuronais, células tubulares renais e hepatócritos.</p><p>3. Endocitose – transporte de fora para dentro da célula por vesículas –</p><p>invaginacão da membrana – fusão e separação de um segmento.</p><p>- Pinocitose – englobamento de partículas líquidas (fármacos de alto peso</p><p>molecular entram na célula por formacão de vesículas na membrana. Ex: insulina SNC).</p><p>- Fagocitose – engobamento de partículas sólidas (invaginação da membrana</p><p>sobre a partícula a ser transportada, fusão e separação do segmento na membrana).</p><p>TIPOS DE MEMBRANAS CELULARES</p><p>- Barreira hemato-encefálica: não possui poros hidrofílicos</p><p>- Capilares sanguíneos e membrana glomerular renal: permeável a moléculas</p><p>POLARES e garante proteínas plasmáticas na circulação</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>- Tubos renais: reabsorção tubular e renal – moléculas grandes podem ser</p><p>reabsorvidas e fármacos livres podem ser eliminados</p><p>- Placenta: barreira virtual</p><p>PERMEABILIDADE SELETIVA: impermeabilidade a moléculas altamente polares.</p><p>OUTROS FATORES QUE INFLUENCIAM A ABSORÇÃO:</p><p>- Via: oral 1- 3 horas</p><p>• Conteúdo do trato gastro-intestinal (fatores físico-</p><p>químicos)</p><p>• Motilidade do trato gastro-intestinal</p><p>• Fluxo sanguíneo</p><p>• Tamanho e formulação da partícula</p><p>BIODISPONIBILIDADE:</p><p>- Quantidade de fármaco absorvida a partir de uma forma farmacêutica</p><p>- Velocidade da absorção</p><p>- Permanência do fármaco nos líquidos do organismo</p><p>- = RESPOSTAS FARMACOLÓGICAS OU TÓXICAS.</p><p>B- DISTRIBUIÇÃO</p><p>- Transferência do fármaco dos líquidos da circulacão (sangue e linfa) para</p><p>tecidos e órgãos.</p><p>- 3 caminhos:</p><p>• livre: chega mais rápido ao tecido alvo – se distribui para</p><p>todo organismo</p><p>• ligado a proteínas plasmáticas</p><p>• sequestrados – depositados nos tecidos do organismo</p><p>FATORES QUE INFLUENCIAM NA DISTRIBUIÇÃO</p><p>- Características das membranas</p><p>- Propriedade dos fármacos (não-ionizados maior distribuição)</p><p>- Fluxo sanguíneo nos órgãos</p><p>- Ligação dos medicamentos as Proteínas Plasmáticas (PP) e tecidos</p><p>- Ligação de fármacos a eritrócitos</p><p>- Lipossolubilidade</p><p>- Prenhez</p><p>- Patologias renais e hepáticas</p><p>- Idade do animal</p><p>PROTEÍNAS LIGANTES:</p><p>• albumina</p><p>• α1 glicoproteína ácida</p><p>• globulinas (β globulinas)</p><p>• lipoproteínas</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>Fármaco + albumina <--> complexo fármaco-albumina</p><p>- Para fármacos ácidos</p><p>Fármaco + glicoproteína ácida α1 <--> Complexo Fármaco-glicoproteína</p><p>- Para fármacos básicos</p><p>*Varfarina: anticoagulante com alto grau de ligações a proteínas plasmáticas</p><p>- consequência para animais desnutridos: hemorragia</p><p>- Diminuir dose ou trocar de anticoagulante</p><p>DEPÓSITOS TECIDUAIS:</p><p>- Tecido adiposo: reservatório de fármacos muito lipossolúveis</p><p>• Significativo quando gordura é superior a 50% do peso</p><p>corporal</p><p>- Tecido ósseo: reservatório de fármacos que tenham propriedades ??????????</p><p>REDISTRIBUIÇÃO:</p><p>- Passagem do fármaco de um tecido de armazenamento para o plasma,</p><p>respeitando o gradiente de concentração – só haverá passagem do fármaco</p><p>para o plasma conforme a concentração plasmática for diminuindo.</p><p>C. BIOTRANSFORMAÇÃO OU METABOLISMO:</p><p>- Transformação do fármaco administrado em um composto diferente (reações</p><p>químicas).</p><p>LOCAIS DE BIOTRANSFORMAÇÃO:</p><p>- Fígado (primeira passagem)</p><p>- SNC</p><p>- Pulmões</p><p>- Rins</p><p>- Plasma</p><p>- Pele</p><p>- Placenta</p><p>- Trato gastrointestinal</p><p>- Enzimas digestivas</p><p>- Parede do intestino</p><p>- Flora intestinal</p><p>CONVERSÃO DE FÁRMACOS EM METABÓLITOS:</p><p>- Alguns fármacos são eliminados na urina de forma inalterada e outros</p><p>fármacos são alterados pelo metabolismo.</p><p>- Etapas sucessivas por intermédio de enzimas</p><p>- 2 fases:</p><p>FASE 1: oxidação, redução e hidrólise (fármacos mais hidrossolúveis)</p><p>• metabólitos mais polares</p><p>• ativos ou inativos</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>FASE 2: conjulgação ou síntese (complexos mais hidrossolúveis)</p><p>• ácido glicurônico, sulfato, glutationa, metilação,</p><p>fosforilação, acetilação</p><p>• compostos altamente hidrossolúveis</p><p>• sempre com metabólitos inativos</p><p>INDUTORES ENZIMÁTICOS:</p><p>- Fármacos que aumentam a metabolização de outros fármacos ou de si próprios</p><p>- Ex: álcool</p><p>INIBIDORES ENZIMÁTICOS:</p><p>- Fármacos que diminuem a metabolização de outros fármacos</p><p>- Ex: flucozanol, quiridina</p><p>FATORES QUE INFLUENCIAM A BIOTRANSFORMAÇÃO:</p><p>- Espécie animal</p><p>- Raça</p><p>- Idade</p><p>- Sexo</p><p>- Genética (polimosfismo)</p><p>- Gestação</p><p>- Patologias (hepáticas ou alteracões da flora intestinal)</p><p>- Estado nutricional (dieta)</p><p>- Interações medicamentosas</p><p>TEMPO DE MEIA VIDA:</p><p>- Tempo necessário para que a quantidade de fármaco no sangue reduza a</p><p>metade</p><p>- Duração da ação após dose única</p><p>- Estado de equilíbrio: 3-5 Tempos de meia vida</p><p>D. EXCREÇÃO</p><p>- Remoção dos compostos do organismo para o ambiente externo,</p><p>principalmente por via urinária</p><p>- Rins</p><p>- Fígado – biotransformação - bile</p><p>- Bile</p><p>- Pulmões – fármacos gasosos ou voláteis</p><p>- Saliva</p><p>- Suor</p><p>- Leite</p><p>- Fezes</p><p>- Lágrimas</p><p>FATORES QUE INFLUENCIAM A EXCREÇÃO:</p><p>- Fluxo renal</p><p>- Idade dos animais</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>- Ligacões a proteinas plasmáticas</p><p>- Alteração do pH urinário – alcalinação da urina favorece a excreção de</p><p>fármacos ácidos</p><p>3 PROCESSOS:</p><p>1- Filtração glomerular:</p><p>• Primeira etapa na formação da urina</p><p>• Substâncias pequenas saem do glomérulo (proteínas nao</p><p>são filtradas) e entram na cápsula de Bowman</p><p>• Líquido recebe o nome de filtrado glomerular</p><p>2- Secreção tubular ativa:</p><p>• Células de túbulos proximais transportam ativamente</p><p>substâncias do plasma para a urina tubular (necessário</p><p>energia)</p><p>• Atua contra o gradiente de concentração (fármacos</p><p>concentrados na luz tubular)</p><p>• Processo rápido – depura todo fármaco do sangue</p><p>3- Reabsorção tubular passiva</p><p>pH final da urina</p><p>• + ácido (reabsorção de ácidos fracos) – mais reabsorção</p><p>de ácido ascórbico e menos reabsorção de bicarbonato</p><p>• + básico (reabsorção de bases fracas) – mais reabsorção</p><p>de bicarbonato e menos reabsorção de ácido ascórbito</p><p>CLEARANCE DE CREATINA</p><p>- capacidade do organismo em excretar um fármaco</p><p>- determina a dose de manutenção e mantém o fármaco constante e dentro da</p><p>janela terapêutica</p><p>- menor clerance, maior o tempo de meia vida</p><p>- depende de: idade (massa muscular), sexo.</p><p>3. FARMACODINÂMICA</p><p>- Estuda os efeitos bioquímicos e fisiológicos dos fármacos no organismo e seu</p><p>mecanismo de ação</p><p>FARMACOCINÉTICA + FARMACODINÂMICA = base para seleção de substâncias na</p><p>clínica.</p><p>PRINCÍPIOS BÁSICOS FARMACOLOGIA:</p><p>- Quando um fármaco atinge a BIOFASE e interage com sítios com os quais tem</p><p>afinidade, resulta em uma cadeia de efeitos que levam ao efeito final.</p><p>BIOFASE é o local no organismo onde o fármaco exerce o seu efeito (normalmente</p><p>é uma estrutura protéica).</p><p>AÇÕES DOS FÁRMACOS:</p><p>- Os fármacos também devem interagir com outras macro moléculas do</p><p>organismo – receptores</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>- O contato com as moléculas é exato, com configurações geométricas similares,</p><p>sendo possível apenas um tipo de receptor para uma molécula (cadeado-fechadura-</p><p>chave)</p><p>RECEPTORES:</p><p>- São componentes biológicos que interagem especificamente com uma</p><p>molécula do fármaco, produzindo uma resposta</p><p>Resposta = efeito farmacológico</p><p>- Podem ser encontrados nas superfícies das membranas celulares ou no meio</p><p>intra celular</p><p>- Estrutura protéica com um sítio específico para ligações</p><p>• 1 fármaco pode se ligar a mais de 1 receptor</p><p>• 1 receptor pode ter afinidade por mais de 1 fármaco</p><p>- Seletividade: receptor seleciona substâncias químicas por grupos estruturais e</p><p>propriedades semelhantes (+ seletividade = - efeitos indesejáveis)</p><p>- Sensibilidade: capta baixas concentrações de fármacos e dispara uma resposta</p><p>- Especificidade: ligação é específica ao fármaco e depende da classe química,</p><p>características estruturais e conformação</p><p>• Cada tecido possui receptores específicos</p><p>• Ativam a mesma cascata de eventos</p><p>PROPRIEDADES DOS RECEPTORES:</p><p>- Fármacos que atuam em doses elevadas – distrubuidos no organismo – ação se</p><p>deve as propriedades físico-químicas -> fármacos estruturalmente inespecíficos</p><p>• Estruturas químicas variadas</p><p>• Pequenas variações na estrutura não resultam em</p><p>alterações na atividade</p><p>- Fármacos que atuam em pequenas doses – ligados a receptores – ação se deve</p><p>a estrutura química do fármaco – fármacos estruturalmente específicos</p><p>• Características estruturais em comum</p><p>• Pequenas variações na estrutura resultam em alterações</p><p>na atividade</p><p>AÇÃO DOS FÁRMACOS:</p><p>- Modificam funções pré-existentes</p><p>- Não criam novas funções</p><p>- Podem agir por:</p><p>• Estimulação</p><p>• Depressão</p><p>• Reposição</p><p>• Antiinfecção</p><p>a. Estimulação: fármacos aumentam a atividade na célula alvo. Ex: acetilcolina</p><p>(neurotransmissor) estimula Sistema nervoso parassimpático</p><p>b. Depressão: fármacos diminuem a atividade da célula alvo. Ex: loperamida</p><p>diminui o peristaltismo intestinal</p><p>c. Reposição: fármacos atuam como repositores de hormônios ou nutrientes. Ex:</p><p>vitaminas, reposição hormonal</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>d. Antiinfecção: agem desnutrindo ou neutralizando organismos patogênicos. Ex:</p><p>amoxicilina para o tratamento de infecções bacterianas</p><p>AÇÃO FARMACOLÓGICA:</p><p>- Interações farmaco-receptores específicos nas células</p><p>• Ex: antidepressivos bloqueiam a entrada de cálcio nas</p><p>fibras musculares dos vasos sanguíneos e provocam</p><p>relaxamento</p><p>- Efeito: consequência das interações – Antidepressivos Impedem a contração de</p><p>fibras musculares provocando vasodilatação – relaxamento</p><p>- A eficácia do fármaco depende da estabilidade do complexo fármaco-receptor</p><p>e do número de sítios ocupados pelo fármaco.</p><p>FÁRMACOS AGONISTAS E ANTAGONISTAS</p><p>- Fármacos agonistas: ativam ou estimulam receptores, disparando uma</p><p>resposta que aumenta ou diminui a função celular.</p><p>- Fármacos antagonistas: se ligam a receptores que bloqueiam o acesso ou a</p><p>ligação de fármacos agonistas, não produz resposta farmacológica</p><p>1- Agonistas totais – tem afinidade pelo receptor e produzem o efeito máximo</p><p>(α=1)</p><p>2- Agonistas parciais – tem afinidade pelo receptor e NÃO produzem efeito</p><p>máximo (0 < α < 1) mesmo quando a ocupação dos receptores é de 100%</p><p>3- Antagonistas – tem afinidade pelo receptor mas NÃO produzem efeito algum</p><p>(α=0). Impedem a ligação do agonista total ao receptor</p><p>ANTAGONISMO NÃO-COMPETITIVO</p><p>- Efeitos antagonistas em receptores diferentes</p><p>ANTAGONISMO COMPETITIVO</p><p>- Mais comum e mais importante</p><p>- Podem ser reversíveis ou irreversíveis</p><p>- Reversíveis: aumento da concentração do agonista reestabelece sua ocupação</p><p>e a resposta da interacão no tecido. Ex: naloxona</p><p>- Irreversíveis: substâncias que interagem com receptores, através de ligação</p><p>covalente. A Administração de um agonista não será capaz de desligar o</p><p>antagonista do receptor e reestabelecer sua ocupação. Ex: omeprazol</p><p>MECANISMOS DE AUTORREGULAÇÃO</p><p>- UP REGULATION:</p><p>• Hiper/superssensibilização</p><p>• Intensifica a resposta a determinados fármacos</p><p>• Aumenta o número e a sensibilidade dos receptores</p><p>• Ex: síndrome da abstinência</p><p>- DOWN REGULATION:</p><p>• Dessensibilização</p><p>• Tolerância a determinados fármacos é justificada</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>• Redução gradual do número ou modificação dos</p><p>receptores, nao permitindo a adequada ligação do</p><p>agonista. Ex: tratamento crônico</p><p>AFINIDADE: é a tendência de um fármaco em se ligar em determinado receptor,</p><p>fármacos de alta potência são capazes de desencadear respostas em baixas</p><p>concentrações.</p><p>EFICÁCIA: é a capacidade de um fármaco em ativar o mesmo receptor.</p><p>Antagonistas tem eficácia ZERO. Efeito máximo alcançado.</p><p>POTÊNCIA: é a concentração da dose para ter o efeito desejado.</p><p>TIPOS SE RECEPTORES</p><p>1- Canal iônico</p><p>2- Receptores ligados a proteína G</p><p>3- Receptores ligados a quinases</p><p>4- Receptores nucleares</p><p>1- Canais iônicos:</p><p>- IONOTRÓPICOS</p><p>- Poros protéicos na bicamada lipídica das membranas plasmáticas</p><p>- Regulam a entrada e saída seletiva de íons pela membrana</p><p>- Controlados por ligantes (só abrem com uma molécula agonista)</p><p>- Controlados por voltagem (alterações no potencial transmembrana)</p><p>- Ex: receptor nicotínico (nAchR) de acetilcolina – membranas de neurônios e</p><p>músculos. Potencial de ação – bomba sódio-potássio (Na+K)</p><p>- Ex: receptor GABAA – principal neurotransmissor inibidor, tem papel na regulação</p><p>da excitabilidade neuronal do Sistema nervoso.</p><p>2- Receptores acoplados a proteína G:</p><p>- METABOTRÓPICOS</p><p>- Acoplados a sistemas efetores intracelulares pela proteína G</p><p>- Hormônios e neurotransmissores lentos</p><p>- Ex: receptor muscarínico (mAchR) de acetilcolina</p><p>- Ex: receptores adrenérgicos</p><p>3- Receptores ligados a quinases:</p><p>- Grande grupo de receptores</p><p>- Respondem principalmente a mediadores protéicos</p><p>- Controle da divisão</p><p>celular crescimento e diferenciação</p><p>- Inflamação, reparação tecidual, apoptose, resposta imunológica</p><p>- Fosforilação – quinases</p><p>- Desfosforilação – fosfatases</p><p>Fosforilação: mecanismo chave para controlar a função de proteínas</p><p>- Ex: receptores para insulina</p><p>- Ex: Receptores para hormônio do crescimento</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>4- Receptores nucleares:</p><p>- Regulam a transcrição gênica</p><p>- Localizados no citosol e migram para o compartimento nucelar quando um</p><p>ligante está presente</p><p>- Ex: receptores para hormônios esteróides</p><p>- Ex: receptores para hormônios tireoideanos</p><p>- Ex: receptores para ácido retinólico e vitamina D</p><p>- Ao interagirem com o fármaco, desencadeiram alterações biomoleculares,</p><p>modificando a função celular. Ex: predinisona</p><p>Tipo 1 – canais</p><p>iônicos</p><p>controlados por</p><p>ligantes</p><p>Tipo 2 – receptores</p><p>acoplados a</p><p>proteína G</p><p>Tipo 3 – receptores</p><p>ligados a quinases</p><p>Tipo 4 – receptores</p><p>intracelulares/</p><p>nucleares</p><p>Localização Membrana Membrana Membrana Intracelular</p><p>Efetor Canal iônico Canal ou</p><p>enzimas</p><p>Proteínas</p><p>quinases</p><p>Transcrição</p><p>gênica</p><p>Acoplamento Direto Proteína G Direto Via DNA</p><p>Exemplos nAchR;</p><p>GABAA</p><p>mAchR;</p><p>adrenoreceptor</p><p>Insulina; GR</p><p>(hormônio</p><p>crescimento);</p><p>receptores de</p><p>citocinas</p><p>Receptores de</p><p>esteróides</p><p>REAÇÕES ADVERSAS MEDICAMENTOSAS (RAM)</p><p>- Efeito não desejado nem esperado</p><p>- Injúrias, reações de hipersensibilidade ou ausência de eficácia</p><p>- Produtos farmacêuticos, biológicos e praguicidas</p><p>- Reações adversas tipo A – 85 a 90% de incidência, mais previsíveis,</p><p>relacionadas a dose, relacionadas as propriedades farmacológicas da droga,</p><p>baixa gravidade.</p><p>• Resultado de uma ação e um efeito exagerado</p><p>• Superdosagem relativa, efeito colateral, interações</p><p>• Maior incidência e morbidade</p><p>• Menor mortalidade</p><p>• Tratamento: ajuste da dose</p><p>- Relações adversas tipo B – 10 a 15% de incidência, imprevisíveis,</p><p>independentes da dose, não relacionadas a farmacologia do medicamento,</p><p>predisponibilidade do paciente.</p><p>• Hiperssensibilidade, idiossincrasia</p><p>• Menor incidência e morbidade</p><p>• Maior mortalidade</p><p>• Tratamento: suspender o fármaco</p><p>- Reações adversas de acordo com a gravidade:</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>• Leve: nao requer tratamento nem suspensão do medicamento</p><p>• Moderada: modificação da terapêutica – pode exigir tratamento</p><p>• Grave: potencialmente faral, suspensão do tratamento</p><p>• Letal: contribui direta ou indiretamente para a morte do paciente</p><p>INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS (IM)</p><p>- Infuência recíproca de um medicamento com outra substância</p><p>- Quando um medicamento é administrado isoladamente, produz um</p><p>determinado efeito, quando associado a outro medicamento ou alimento,</p><p>ocorre um efeito maior ou menos, diferente do esperado</p><p>- Condições favorecedoras das intervenções</p><p>• Idosos: polifarmácia e aspectos cinéticos</p><p>• Filhotes: falta de maturidade de vias metabólicas</p><p>• Doenças cardíacas e respiratórias</p><p>• Alimentos</p><p>• Doença hepática</p><p>INTERAÇÕES BENÉFICAS AO PACIENTE</p><p>- Aumento da eficácia do tratamento</p><p>- Diminuição da dose necessária</p><p>- Diminuição da toxicidade e efeitos indesejáveis</p><p>INTERAÇÕES PREJUDICIAIS AO PACIENTE</p><p>- Aumenta efeitos de um dos fármacos</p><p>- Diminui efeitos de um dos fármacos</p><p>INDIFERENTISMO FARMACOLÓGICO: Cada medicamento age de forma</p><p>independente</p><p>SINERGISMO -> efeito maior que o obtido com cada fármado isoladamente</p><p>• Ex: amoxicilina + clavunato – sem efeito terapêutico</p><p>• Impede a destruição de penincilinas</p><p>ANTAGONISMO -> efeito menor do que o correspondente a um dos fármacos</p><p>associados isolado.</p><p>• Podem ser vantajosos</p><p>• Efeito corretivo – um anula o efeito indesejado do outro</p><p>• Cuidar com mascarar efeitos colaterais</p><p>FATORES A CONSIDERAR</p><p>- Relacionados ao fármaco:</p><p>• Potência, dose, concentração, indutor, índice terapêutico</p><p>do substrato</p><p>- Relacionados ao paciente:</p><p>• Predisposição genética, sensibilidade a efeitos adversos,</p><p>fatores epidemiológicos</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-farmacologia</p><p>1- Interações farmacêuticas ou físico-químicas</p><p>2- Interações farmacocinéticas</p><p>3- Interações farmacodinâmicas</p><p>4- Interaçòes de efeito</p><p>1- Interacões farmacêuticas ou ficico-químicas</p><p>- Ocorrem antes da administração dos fármacos no organismo, quando se</p><p>mistruram 2 ou mais fármacos numa mesma seringa ou recipiente. Tais</p><p>interações devem-se a reações físico-químicas entre os fármacos da mistura.</p><p>- Inativação biológica (degradação) ou formação de um novo composto</p><p>- Formação de complexos insolúveis</p><p>2- Interações farmacocinéticas</p><p>- A. absorção</p><p>• Alteração do pH gastrointestinal</p><p>• Má absorção causada por fármacos</p><p>- B. distribuição</p><p>• Competição na ligação de proteínas plasmáticas</p><p>- C. biotransformação ou metabolismo</p><p>• Indução enzimática</p><p>• Inibição enzimática</p><p>- D. excreção</p><p>• Alteração no pH urinário</p><p>• Alteração no fluxo sanguíneo renal</p><p>• Alteração do ciclo entero-hepático e em excreção biliar</p><p>3- Interações farmacodinâmicas</p><p>- Antagonismo competitivo: fármacos atuam em um mesmo receptor com</p><p>efeitos opostos</p><p>- Antagonismo não-competitivo: fármacos atuam em receptores diferentes com</p><p>efeitos antagônicos. Ex: cafeína + BZD (estimulante + depressor)</p><p>4- Interações de efeito</p><p>- Dois ou mais fármacos em uso concomitante tem ações farmacológicas</p><p>similares ou opostas, atuando em sítios e por mecanismos diferentes. Podem</p><p>produzir sinergismo ou antagonismo sem modificar a farmacocinética ou o</p><p>mecanismo de ação dos fármacos envolvidos</p><p>- Interações sobre sistemas de controle fisiológico – dois medicamentos, efeitos</p><p>semelhantes mas receptores diferentes.</p><p>Baixado por Joyci Raiany (joyciraianymoreiraalves@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|18229862</p>