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SISTEMA NERVOSO CENTRAL 
 
 
 
Prof. Esp. Priscilla Sartori CRF 53718 
 
 Auto administração por motivos não 
terapêuticos 
 
 
 Do ponto de vista funcional, é o mais 
complexo do organismo. 
Algumas drogas possuem atividade 
completamente elucidadas, ex. farmacos 
dopaminérgicos que atuam na mimetização 
dos sintomas da doença de parkinson, por 
outro lado a conexão entre a hiperatividade 
nas vias dopaminérgicas e a esquizofrenia 
esta menos esclarecida. 
SINALIZAÇÃO QUIMICA SNC 
 O termos neurotransmissor , neuromodulador e fator 
neutrofico referem-se a mediadores quimicos que operam 
em diferentes escalas de tempo. Em geral: 
 
- Os neurotransmissores são liberados por terminações pré-
sinapticas e produzem resposta excitatória ou inibitória 
rápida nos neuronios pos-sinapticos; 
 
- Os neuromoduladores são liberados nos neurônios e por 
astrócitos e produzem respostas pré ou pós sinápticas mais 
lentas; 
 
- Os fatores neutroficos são liberados principalmente por 
células não neurais e atuam sobre os receptores ligados a 
tirosina- quinase que regulam a expressão gênica e 
controlam o crescimento neural. 
 
NEUROTRANSMISSORES DO SNC 
 Os neurotransmissores podem ser amplamente 
divididos em: 
 
- Neurotrasmissores rápidos que operam através dos 
canais iônicos operados por ligantes (ex. GABA, 
glutamato); 
 
- Neurotransmissores e neuromoduladores lentos que 
operam principalmente atraves de receptores 
acoplados a proteina G (ex. dopamina); 
 
- O mesmo agente pode atuar tanto em receptores 
acoplados a proteina G como atraves de canais 
operados por ligantes (ex. glutamato, Ach). 
 
AÇÃO DOS FÁRMACOS NO SNC 
 Fármacos neuroativos muitas vezes são 
inespecíficos, atuando em diversos alvos sendo 
representados por receptores de canais iônicos e 
transportadores. 
 
 A relação entre perfil farmacológico e efeito 
terapêutico dos fármacos neuroativos é incerta. 
 
 As respostas secundárias de desenvolvimento 
lento após a interação primária do fármaco com 
seu alvo são frequentemente importantes (ex 
eficácia tardia dos antidepressivos, tolerância e 
dependência) 
CLASSIFICAÇÃO DOS 
FARMACOS PSICOTRÓPICOS 
Psicotrópicos são os fármacos que alteram o humor e o 
comportamento. Em virtude da dificuldade de medir 
esses índices de função cerebral, não existe nenhuma 
base consistente para a classificação dos agentes 
psicotrópicos. Assim suas definições são baseadas: 
 estrutura química (benzodiazepínicos) 
 
 alvo bioquímico (inibidores da recaptação de serotonina, 
opióides) 
 
 efeito comportamental (alucinógenos) 
 
 uso clinico (antidepressivos, antipsicóticos, 
antiepilépticos) 
 
DEFINIÇÃO DE ACORDO COM A 
OMS 
 Agentes anestésicos 
- Halotano, Propofol 
 Ansiolíticos e sedativos 
- Barbituricos e benzodiazepinicos 
 Antipsicoticos 
- Clozapina, Haloperidol 
 Agentes antidepressivos 
- Inibidores da monoaminooxidase, antidepressivos triciclicos 
 Analgésicos 
- opioides, carbamazepina 
 Estimulantes psicomotores 
- anfetamina, cocaina, cafeina 
 Drogas psicomotoras 
- Dietilamida do ácido lisergico 
 Potencializadores da cognição 
- tacrina, donepezila, piracetam 
 
PRINCIPAIS 
NEUROTRANSMISSORES DO 
SNC 
 
 
 GABA (ácido gama amino butirico) 
Principal transmissor inibitório 
 
 
 Glutamato 
Principal transmissor excitatório 
 
L- GLUTAMATO 
 Principal neurotransmissor excitatório do 
SNC 
- Aminoácidos excitatórios (EAA) 
 Esta disponível em grande quantidade no 
SNC e com ótima uniformidade 
 Fica armazenado em vesiculas sinapticas e 
liberado por exocitose calcio dependente 
 Existem poucos agentes disponíveis 
capazes de inibir o metabolismo do 
glutamato 
 
RECEPTORES DE GLUTAMATO 
 NMD A 
 AMPA 
 Cainato 
 Metabotrópicos 
 
Os três primeiros são considerados ionotrópicos 
 
“Receptores ionotrópicos estão envolvidos 
principalmente na transmissão sináptica rápida, abre o 
canal iônico diretamente, já o receptor metabotrópico 
o neurotransmissor abre o canal iônico indiretamente, 
tendo a presença do segundo mensageiro para ativação 
dos canais iônicos específicos, efeito e mais lento”. 
PAPEL FUNCIONAL DOS 
RECEPTORES DE GLUTAMATO 
 Os receptores AMPA e os receptores de 
cainato atuam para mediar a transmissão 
sináptica excitatória rápida no SNC- 
essencial para o bom funcionamento do 
cérebro. 
 
 Os receptores NMDA contribuem como 
o componente lento para o potencial 
sináptico excitatório 
 
PLASTICIDADE SINÁPTICA 
Plasticidade sináptica é uma expressão 
genérica utilizada para descrever alterações 
a longo prazo na conexão e eficácia 
sinápticas, seja após alterações fisiológicas 
da atividade neuronal (como no 
aprendizado e na memória) ou em 
decorrência de distúrbios patológicos 
(como na epilepsia, dor crônica ou 
dependência de drogas) 
FARMACOS QUE ATUAM SOBRE OS 
RECEPTORES DE GLUTAMATO 
 
Aplicabilidade clínica CETAMINA 
 
 antagonista não competitivo do receptor 
glutamatérgico do tipo NMDA 
 Apresenta alta lipossolubilidade 
 Utilizado como indutor anestésico 
 Meia vida curta 
 Estado anestésico considerado dissociativo 
por interromper as vias associativas do SNC 
ÁCIDO GAMA-AMINOBUTÍRICO 
 GABA 
O Gaba é formado a partir do Glutamato por 
ação enzimática da ácido glutâmico 
descaboxilase enzima esta encontrada apenas 
em neurônios que sintetizam GABA no 
cérebro. 
 
Atua como transmissor inibitório 
É liberado principalmente por interneurônios 
curtos, mas também por tratos GABAérgicos 
longos que segue seu trajeto até o cerebelo. 
RECEPTORES DE GABA 
 GABA a 
Consiste em um canal regulado por ligante 
Considerados de resposta rápida 
 
 GABA b 
Receptor acoplado a proteína G 
Assemelham-se aos receptores 
metabotrópicos do Glutamato 
 
 
FARMACOS QUE ATUAM SOBRE 
OS RECEPTORES GABA 
 Alvo para diversas drogas importantes de 
atuação no SNC 
 
- Benzodiazepínicos 
- Barbitúricos 
- Neroesteróides 
 
Depressão e Ansiedade 
 A depressão é uma condição médica comum, 
crônica e recorrente. Está freqüentemente 
associada a incapacitação funcional e 
comprometimento da saúde física. Os pacientes 
deprimidos apresentam limitação da sua atividade 
e bem-estar além de uma maior utilização de 
serviços de saúde. No entanto, a depressão é sub-
diagnosticada e sub-tratada. Em torno de 50% a 
60% dos casos de depressão não são detectados 
pelo médico clínico. Muitas vezes, os pacientes 
deprimidos também não recebem tratamentos 
suficientemente adequados e específicos. A 
morbi-mortalidade associada à depressão pode 
ser em boa parte prevenida (em torno de 70%) 
com o tratamento correto 
BENZODIAZEPÍNICOS 
 Exercem acentuado efeito sedativo e ansiolítico 
por potencialização dos receptores GABAa 
 
 Os benzodiazepínicos sedativos como o 
diazepam, são agonistas (potencializam ação do 
GABA) 
 
 Análogos convulsivantes como o flumazenil são 
antagonistas 
 
 Baclofeno é o único farmaco com ação em 
GABAb descoberto atualmente 
FARMACOLOGIA ANSIOLÍTICA E 
SEDATIVA 
 
 
Os benzodiazepinicos são a classe mais 
importante para tratar os estados de 
ansiedade e insônia 
 
 
BENZODIAZEPÍNICOS 
 
 Atuam seletivamente sobre os receptores 
GABAa 
 
 Facilitam a abertura dos canais de cloreto, 
aumentando a afinidade do GABA pelo 
receptor 
BENZODIAZEPÍNICOS 
Principais efeitos: 
 
 Redução da ansiedade e da agressividade 
 
 Sedação e indução do sono 
 
 Redução do tônus muscular e da 
coordenação motora 
 
 Amnésia anterógrada 
 
 
FARMACOCINÉTICA DOS BZDs 
 Bem absorvidos quando administrados por via 
oral 
 Alta ligação a proteínas plasmáticas em virtude da 
sua alta lipossolubilidade 
 Em casos pontuais podem ser administrados por 
via endovenosa (diazepam/midazolam) 
 Todos os BZD são metabolizados, conjugados e 
excretados pela urina 
 Seu tempo deação depende do composto, 
podendo ser de curta, média ou longa ação 
 A idade do individuo pode alterar o processo de 
metabolização, incidindo em efeitos como 
sonolência e confusão mental. 
 
EFEITOS INDESEJÁVEIS DOS BZDs 
 Efeitos tóxicos resultantes da 
superdosagem aguda; 
 
 Efeitos indesejaveis no decurso do uso 
terapêutico normal; 
 
 Tolerância e dependência 
TOXICIDADE BZDs 
 Em altas doses causam sono prolongado, 
sem depressão grave da respiração ou da 
função cardiovascular 
 
 Jamais devem ser associados ao alcool uma 
vez que este potencializa seu efeito 
depressor, podendo levar a morte 
 
FLUMAZENIL 
Antídoto importante 
BARBITURÍCOS 
 Depressores não seletivos do SNC que 
produzem efeitos que vão da sedação e redução 
de ansiedade à inconsciência e morte por falência 
respiratória e cardiovascular 
 
 Potencialização a ação do GABA porém sem 
especificidade 
 
 Não são indicados para tratamento da ansiedade 
 Indicados para tratamento de epilepsia e 
adjuvantes em anestesia (tiopental) 
 
 Potente indutor enzimático da CYP450, 
interagindo com diversos fármacos 
 
OUTROS FARMACOS ANSIOLÍTICOS 
 Fluoxetina, Sertralina, Paroxetina 
 
Atua como inibidor da captação de serotonina 
 
A resposta ao antidepressivo não é imediata e 
costuma ocorrer entre a segunda e a quarta 
semana de uso.Melhoras nas primeiras semanas de 
tratamento estão associadas com maior chance de 
resposta. Ausência de resposta em quatro semanas 
diminui a chance de haver resposta posterior com o 
mesmo tratamento, embora alguns pacientes 
possam vir a responder seis semanas 
FARMACOCINÉTICA 
 Apresentam alta ligação proteica 
 
 Fluoxetina é a única que produz metabólito ativo 
 
 Fluoxetina possui meia vida prolongada, por isso 
maior latência para inicio do processo antidepressivo 
 
 Concentração plasmática semelhante a dose 
administrada para sertralina e citalopram, o que não 
ocorre com fluoxetina e paroxetina 
 
 Rapidamente absorvidos com pouco mecanismo de 
primeira passagem e possuem forte ligação as 
proteínas plasmáticas 
 
FARMÁCOS ANTIEPILÉPTICOS 
Antiepiléptico é sinônimo de anticonvulsivante 
para descrever fármacos que são utilizados 
para tratar epilepsia (não necessariamente 
convulsão) 
Os pacientes com epilepsia geralmente 
necessitam fazer uso continuo por muitos 
anos, portanto é de extrema importância 
controlar os efeitos colaterais. 
Vários fármacos benzodiazepínicos são 
utilizados como antiepilépticos, mas também 
temos os específicos como veremos adiante. 
MECANISMO DE AÇÃO DOS 
FARMÁCOS ANTIEPILÉTICOS 
 Acredita-se que atuam por três mecanismos diferentes: 
 
- Reduzem a excitabilidade elétrica das membranas celulares 
principalmente por bloqueio uso-dependente dos canais de 
sódio; 
 
- Potencializam a inibição sináptica mediada pelo GABA. Este 
efeito pode ser aumento da ação pós-sináptica do GABA por 
inibição da GABA transaminase ou por fármacos com 
propriedades GABAérgicas (agonistas) diretas; 
 
- Inibidores do canal de cálcio (importante no controle das 
crises de ausência) 
 
 Os fármacos mais recentes atuam por outros mecanismos, 
ainda por serem elucidados. 
USO CLÍNICO DOS FARMACOS 
ANTIEPILÉPTICOS 
 Convulsões tônico-clônicas 
 
 Crises focais 
 
 Crises de ausência 
 
 Convulsões mioclônicas 
FENITOÍNA 
 Medicamento da classe das hidantoínas 
 Possui estrutura semelhante a dos barbitúricos 
 Altamente eficaz e reduz a duração e intensidade 
das crises convulsivas embora não seja eficaz 
contra crises de ausência. 
FARMACOCINÉTICA 
 bem absorvida via oral 
 Metabolizada pelo CYP450 
EFEITOS INDESEJÁVEIS 
 Efeitos brandos como vertigem, cefaleia 
 Comumente causam efeitos de hipersensibilidade 
cutânea como formação de erupção 
 
CARBAMAZEPINA 
 Derivada dos antidepressivos tricíclicos 
 Além da ação antiepiléptica, também possui 
indicação de tratamento para vários tipos de dor 
neuropática incluindo nevralgia do trigêmeo. 
 É um dos antiepilépticos mais utilizados 
atualmente. 
FARMACOCINÉTICA 
 É bem absorvida por via oral 
 Potente indutor enzimático 
EFEITOS INDESEJÁVEIS 
 Sonolência, retenção hídrica dentre outros. 
 A droga é introduzida em baixas doses e elevado 
gradativamente para evitar toxicidade relacionada 
a dose. 
VALPROATO 
 Estruturalmente diferente de todos os outros 
fármacos, é uma droga usada a mais de 50 anos e 
extremamente eficiente para epilepsia infantil em 
virtude da sua baixa toxicidade e ausência de 
ação sedativa. 
 Exatamente como não se sabe, porém aumenta o 
conteúdo do GABA na fenda sináptica 
FARMACOCINÉTICA 
É bem absorvido por via oral 
Excretado pela urina com meia vida plasmática de 
aproximadamente 15 horas 
EFEITOS INDESEJÁVEIS 
Comparados aos demais antiepilépticos possui 
baixíssimos efeitos colaterais 
FENOBARBITAL 
 Primeiro barbitúrico a ser desenvolvido 
 
 Hoje em dia é pouco utilizado pois causa 
severas reações de hipersensibilidade 
além do que não incomum desencadeia 
extrema sonolência e sedação. 
 
BENZODIAZEPÍNICOS 
 O mais utilizado é o diazepam para o 
estado de mal epiléptico, condição esta 
comprometedora da vida. 
 
 Nesta situação possui grande vantagem 
em virtude do seu rápido inicio de ação 
 
 A sedação é o principal efeito colateral 
deste fármaco e pode gerar crise de 
abstinência, resultando em exacerbação 
das crises no caso de suspensão da droga. 
FARMACOS ANTIEPILÉTICOS 
RECENTES 
 VIGABATRINA 
Inibidor da enzima GABA transaminase 
Aumenta o conteúdo de GABA potencializando a 
transmissão inibitória. 
Bem absorvido por via oral 1x ao dia e baixíssima 
toxicidade. 
 
 LAMOTRIGINA 
Age sobre os canais de sódio inibindo a liberação de 
aminoácidos excitatórios. 
Bem absorvida por via oral e também é bastante eficaz 
em crises de ausência. 
Possui efeitos colateriais consideráveis como nauseas, 
tonturas e reações de hipersensibilidade 
(principalmente erupções brandas). 
FARMACOS ANTIEPILÉTICOS 
RECENTES 
 GABAPENTINA 
Mecanismo de ação desconhecido 
Bem absorvido por via oral 
Relativamente livre de efeitos colaterais 
 
 TOPIRAMATO 
Ações complexas não totalmente elucidadas, porém 
acredita-se que haja em diversas fases, bloqueando 
canal de cálcio, potencialização ação do GABA e 
bloqueando receptores AMPA. 
Semelhante a fenitoina porem com menos efeitos 
colaterais 
Risco de teratogênese 
DROGAS ANTIPARKINSONIANAS 
 DOENÇA DE PARKINSON 
A DP é um distúrbio progressivo do movimento 
que ocorre principalmente na velhice. Os principais 
sintomas são: 
- Tremor de repouso, geralmente começando nas 
mãos (tremor em contar moedas), que tende a 
diminuir durante a atividade voluntária; 
- Rigidez muscular, detectável como uma resistência 
aumentada ao movimento passivo do membro; 
- Dificuldade dos movimentos voluntários causado 
pela rigidez muscular e parcialmente por uma 
inercia inerente do sistema motor, que significa 
que a atividade motora é difícil de parar, assim 
como de iniciar. 
DOENÇA DE PARKINSON 
 É uma doença degenerativa dos gânglios da base, 
causando tremor de repouso, rigidez muscular e 
hipocinesia frequentemente com demência. 
 
 Comumente é idiopática, mas pode ocorrer após 
um derrame, infecção viral ou ser induzida por 
fármacos (fármacos antipsicóticos). 
 
 A DP esta associada com a degeneração precoce 
dos neurônios dopaminérgicos, seguido de uma 
neurodegeneração generalizada. 
 
TRATAMENTO 
FARMACOLÓGICO DA DP 
 Nenhum dos fármacos utilizados na DP afeta a 
progressão da doença. 
 Os fármacos utilizados seguem as seguintes 
categorias: 
 
 Fármacos que repõe a dopamina ex levodopa 
 
 Fármacos que mimetizam a ação da dopamina em 
receptores D2 ou D3 ex bromocriptina 
 
 Fármacos que liberam dopamina ex amantadina 
 
 
 
 
LEVODOPA 
 Considerado tratamento de primeira linha. 
 Atua compensandoa deficiência de dopamina nos 
gânglios basais porem não afeta a 
neurodegeneração. 
 
 É eficaz na maioria dos pacientes no inicio, mas 
com frequência perde a eficácia em dois anos de 
uso. 
 
 Os principais efeitos indesejáveis da levodopa são 
movimentos involuntários que ocorrem na 
maioria dos pacientes dentro de dois anos e um 
imprevisível efeito liga-desliga. 
BROMOCRIPTINA 
 Potente agonista de receptores 
dopaminérgicos 
 
 Meia vida longa, necessitando apenas de 
uma dose diária 
 
AMANTADINA 
 Não se conhece ao certo seu efeito nos 
receptores dopaminérgicos, porém, 
acredita-se que aumentam a liberação de 
dopamina por inibição da captura de 
aminas, ou por ação direta sobre os 
receptores de dopamina. 
 
 É menos eficaz que a levodopa e a 
bromocriptina e possui baixíssimos 
efeitos colaterais. 
FARMACOS ANTIPSICÓTICOS 
ESQUIZOFRÊNIA 
 A doença psicótica esquizofrênica caracteriza-se por delírios, 
alucinações e distúrbios do pensamento (sintomas positivos) 
juntamente com exclusão social com respostas emocionais e 
prejuízo cognitivo (sintomas negativos) 
 
 Os episódios agudos (principalmente os sintomas positivos) 
frequentemente ocorrem periodicamente e evoluem para 
esquizofrenia crônica com predominância dos sintomas 
negativos. 
 
 Possui componente hereditário forte 
 
 A evidência farmacológica é geralmente consistente com a 
hipotese da hiperatividade dopaminérgica 
CLASSIFICAÇÃO DOS 
FARMACOS ANTIPSICÓTICOS 
 As principais categorias são: 
 
- Antipsicoticos “típicos” ex. clorpormazina, 
haloperidol 
 
- Antipsicoticos “atípicos” ex. clozapina, 
risperidos, quetiapina 
 
 
MECANISMO DE AÇÃO DOS 
ANTIPSICÓTICOS 
 Todos antipsicoticos são antagonistas dos 
receptores dopaminérgicos D2 
 A potencia destes farmacos geralmente 
segue atividade paralelo a atividade sobre o 
receptor, mas também pode determinar o 
perfil dos efeitos colaterais 
 Antipsicóticos demoram dias ou semanas 
para manifestarem sua ação, sugerindo que 
os efeitos secundários (ex estimulação do 
aumento do número de receptores D2) 
podem ser mais importantes do que o efeito 
de bloqueio direto. 
DISTÚRBIOS MOTORES INDUZIDOS PELOS 
ANTIPSICÓTICOS 
 Principal problema do tratamento com um 
fármaco antipsicótico 
 Dois principais tipos de distúrbios ocorrem: 
- Sintomas parkinsonianos 
- Desenvolvimento lento da discinesia 
 Sintomas agudos compreendem movimentos 
involuntários, de tremor e rigidez e são prováveis 
consequência do bloqueio direto dos receptores 
dopaminérgicos 
 Discinesia tardia compreende movimentos 
involuntários da face e dos membros, aparecendo 
meses ou anos após o tratamento. 
EFEITOS INDESEJÁVEIS DOS 
ANTIPSICÓTICOS 
 Importantes efeitos colaterais para a maioria 
dos fármacos são os efeitos extrapiramidais 
e distúrbios endócrinos (liberação de 
prolactina). Ações essas em detrimento do 
bloqueio do receptor dopaminérgico. São 
comuns também ganho de peso e sedação. 
 
 Outros efeitos colaterais como boca seca, 
visão turva ou hipotensão são resultados do 
bloqueio dos receptores b-adrenérgicos e 
receptores muscarinicos. 
EFICÁCIA CLÍNICA DOS 
ANTIPSICÓTICOS 
 São eficazes no controle da esquizofrenia 
aguda, quando podem ser necessárias altas 
doses 
 
 O tratamento antipsicótico a longo prazo é 
com frequência eficaz em prevenir a 
recorrência de crises esquizofrênicas 
permitindo aos pacientes levar uma vida 
normal. 
 
 Há pequenas se não nenhuma, diferença 
global na eficácia entre as drogas 
antipsicóticas 
 
 
 OBRIGADA!!

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