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ACUPONTOS-PONTOS-PRINCIPAIS-E-TECNICAS-ESPECIAIS

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2 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 3 
2 BASES ANATÔMICAS E FISIOLÓGICAS DA ACUPUNTURA ....................... 4 
3 ACUPUNTURA SISTÊMICA E ACUPUNTURA DE MICROSSISTEMAS ........ 6 
3.1 Acupuntura sistêmica ................................................................................. 6 
3.1.1 Pontos distais e locais ......................................................................... 7 
3.1.2 Parte superior e inferior ....................................................................... 8 
3.1.3 Direita e esquerda ............................................................................... 8 
3.1.4 Frente e costas .................................................................................... 8 
3.1.5 Yin e Yang ........................................................................................... 8 
3.2 Acupuntura em microssistemas ................................................................. 9 
4 MERIDIANOS ENERGÉTICOS ..................................................................... 11 
4.1 Pontos Ashi .............................................................................................. 17 
4.2 Pontos Extras ........................................................................................... 17 
5 MICROSSISTEMAS ....................................................................................... 19 
5.1 Pavilhão auricular ..................................................................................... 19 
5.2 Pontos auriculares.................................................................................... 20 
5.3 Manopuntura ............................................................................................ 25 
5.4 Podopuntura ............................................................................................. 26 
5.5 Craniopuntura .......................................................................................... 27 
5.5.1 Craniopuntura chinesa .............................................................................. 29 
5.5.2 Nova craniopuntura segundo Yamamoto .................................................. 34 
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................... 42 
 
 
 
3 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um 
aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é 
que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a 
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as 
perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão 
respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da 
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à 
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da 
semana e a hora que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
2 BASES ANATÔMICAS E FISIOLÓGICAS DA ACUPUNTURA 
O acuponto é definido como um ponto da pele de sensibilidade espontânea 
ao estímulo e à resistência elétrica reduzida. Possui um diâmetro de 0,1 a 5cm, 
entretanto é uma área de condutividade elétrica amplamente aumentada 
comparada às áreas da pele ao redor (SCHWARTZ, 2008). Estes estão localizados 
próximos a articulações e bainhas tendíneas, vasos, nervos e septos 
intramusculares, na ligação músculo-tendínea, nos locais de maior diâmetro do 
músculo e nas regiões de penetração dos feixes nervosos da pele (DRAEHMPAHEL 
& ZOHMANN, 1997). Quando um ponto de acupuntura é puncionado, ocorre 
sensação de parestesia elétrica ou calor. Essa sensação é denominada como De 
Qi. Os animais demonstram essa sensação com um leve repuxo de pele, uma 
discreta sonolência ou um breve tremor de cauda (HWANG & EGERBACHER, 
2006). 
A acupuntura atua sobre o controle da dor por ativação de vias opióides e 
não opióides. A estimulação promovida por essa técnica ativa o sistema modulador 
da dor por hiperestimulação das terminações nervosas de fibras mielínicas A-δ, 
responsáveis pela condução do estímulo aos centros medulares, encefálicos e eixo 
hipotálamo-hipofisário. Na medula espinhal, a modulação dos estímulos 
nociceptivos se dá por inibição pré-sináptica, devido à liberação de encefalinas e 
dinorfinas. No mesencéfalo, as encefalinas e a ativação do sistema central de 
modulação da dor resultam na liberação de serotonina e norepinefrina nos sistemas 
descendentes (SANTOS & MARTELETE 2004). 
Ao estudar os efeitos analgésicos da eletro acupuntura em ratos submetidos 
à torção do tarso, foi concluído que a eletro acupuntura ativa neurônios bulbo 
espinhais, o que resulta na liberação de noradrenalina e ativação de α2-
adrenoreceptores do corno dorsal da medula, confirmando uma via não opioide de 
ação da eletro acupuntura (KOO et al. 2008). 
Segundo DRAEHMPAHEL & ZOHMANN (1997) e SANTOS & MARTELETE 
(2004), a acupuntura estimula ainda o eixo hipotálamo-hipofisário a liberar β-
endorfinas na circulação sistêmica e no líquor. Paralelamente, ocorre liberação de 
 
5 
 
hormônio adrenocorticotrófico, induzindo a liberação de cortisol. Entretanto, existem 
controvérsias acerca da ação dos hormônios corticoides no efeito anti-inflamatório 
da acupuntura (SCOGNAMILLO-SZABÓ, et al., 2004; LI et al., 2007). Além disso, 
YANG et al. (2008) relataram que o núcleo hipotalâmico supraóptico possui um 
importante papel na analgesia promovida pela acupuntura, pois secreta arginina-
vasopressina e ocitocina, que promovem aumento no limiar da dor. A eletro 
acupuntura também modula a atividade dos receptores NMDA, que estão 
envolvidos no desenvolvimento da dor crônica (WANG et al., 2006). 
Segundo ULETT et al. (1998), a analgesia promovida pela acupuntura 
também está relacionada com vias opioides, promovidas ao estimularem pontos 
periféricos do corpo. ZHANG et al. (2005) relataram que o efeito antiálgico da eletro 
acupuntura é mediado por receptores µ, resultando na liberação de 
endomorfina/endorfina e receptores δ e liberando encefalina (ZHANG et al., 2004). 
Porém, LUNA (2002) descreveu que é necessário estímulo contínuo dos acupontos 
por 30 minutos para que ocorra essa liberação endógena de opioides. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
3 ACUPUNTURA SISTÊMICA E ACUPUNTURA DE MICROSSISTEMAS 
A medicina tradicional chinesa está repleta de técnicas e aportes terapêuticos 
para avaliação, diagnóstico e tratamento das mais diversas patologias. Entre elas, 
está a acupuntura, que pode ser classificada em acupuntura sistêmica, também 
conhecida como macro acupuntura, e acupuntura em microssistemas, ou micro 
acupuntura. Estas duas modalidades diferenciam-se por seus sistemas fisiológicos 
de ação. 
A acupuntura sistêmica é o sistema clássico de acupuntura, amplamente 
conhecido, com seus pontos e meridianos percorrendo toda a superfície do corpo. 
Os meridianos espalham-se por toda superfície corporal vertical e 
horizontalmente, integram o interior com o exterior do corpo, conectam os 
órgãos internos, articulações e extremidades e, desta forma, transformam 
o corpo em um órgão inteiro. A MTC explica que os efeitos terapêuticos da 
acupuntura ocorrem ao propiciar o fluxo dessas energias (WANG; AYATI; 
ZHANG, 2010). 
A acupuntura em microssistemas trabalha com os pequenos sistemas 
localizados em partes específicasdo corpo, que manifestam e recebem reflexos de 
todo o organismo, incluído o envio e o recebimento de informações para meridianos 
e órgãos internos. Um exemplo de microssistema é o pavilhão auricular, que 
oportuniza a técnica terapêutica conhecida como auriculoterapia. 
3.1 Acupuntura sistêmica 
Entre a variedade de técnicas da medicina tradicional chinesa, a acupuntura 
é a mais conhecida. Em geral, quando o termo “acupuntura” é utilizado, refere-se à 
acupuntura sistêmica, à mobilização de energias de todo o organismo, estimulando 
meridianos energéticos em seus ramos superficiais. As agulhas são inseridas em 
pontos espalhados pelo corpo (acupontos), que podem estar sobre os meridianos 
ou fora deles. Os pontos que não pertencem a meridianos são conhecidos como 
“pontos ashi” e “pontos extras”. 
 
7 
 
Os acupontos foram empiricamente determinados no transcorrer de 
milhares de anos de prática médica (RISTOL, 1997). 
A escolha dos acupontos a serem trabalhados é delineada ao ser traçado o 
protocolo de tratamento, após o paciente ser avaliado e diagnosticado de acordo 
com a medicina oriental. A combinação de pontos é desenhada tendo como foco o 
reequilíbrio do paciente. Existem muitos acupontos na superfície da pele e suas 
funções podem ser complementares, antagônicas ou não apresentarem ligação 
direta entre si. 
Acuponto é uma região da pele em que é grande a concentração de 
terminações nervosas sensoriais, essa região está em relação íntima com 
nervos, vasos sanguíneos, tendões, periósteos e cápsulas articulares 
(WU, 1990). 
Ao escolher pontos de acupuntura para realização de um tratamento, o 
profissional deve atentar para os princípios de combinação, pois a mobilização 
energética do paciente deve ser cuidadosamente modelada. A seleção de pontos 
também é caracterizada por ser equilibrada, buscando, assim, reequilibrar o 
indivíduo. É necessário observar o fluxo de energia Qi pelos meridianos para que, 
a partir da interferência das agulhas, ele possa fluir adequadamente, revertendo ou 
abrandando a patologia e seus sintomas. 
Os princípios de equilíbrio que regulam a combinação de pontos são: 
 
• pontos distais e locais; 
• partes superior e inferior do corpo; 
• direita e esquerda; 
• frente e costas; 
• Yin e Yang. 
 
3.1.1 Pontos distais e locais 
 
A técnica de agulhamento pode ser aplicada perto do local específico afetado 
e referido na anamnese. Esses são os chamados “pontos locais”. Também há a 
 
8 
 
possibilidade de agir sobre “pontos distais”, aqueles que contribuem para a busca 
do reequilíbrio, porém estão localizados longe do local afetado (MACIOCIA, 2014). 
 
3.1.2 Parte superior e inferior 
 
A acupuntura sistêmica dispõe de uma infinidade de pontos, localizados nas 
regiões alta ou baixa, nos dois lados do corpo, ventre e dorso. Ao delinear um 
tratamento, os pontos escolhidos devem contemplar estas regiões de forma 
homogênea, sem sobrecarregar ou esquecer nenhuma delas (YAMAMURA, 2001). 
 
3.1.3 Direita e esquerda 
 
Os meridianos energéticos principais apresentam-se bilateralmente, 
percorrendo lado direito e esquerdo do indivíduo. Ao selecionar os pontos para 
compor um tratamento, esta lateralidade deve ser observada. A utilização bilateral 
dos pontos é comum principalmente quando o terapeuta deseja provocar efeitos 
mais intensos como, por exemplo, punturar os pontos P5 direito e P5 esquerdo (P5 
bilateral, localizado na prega dos cotovelos) para evitar tosse excessiva e opressão 
torácica. Desta forma, equilibra-se direita e esquerda, sem sobrecarregar nenhum 
dos lados. Outra forma de manter essa harmonia, na ótica da lateralidade, é utilizar 
dois pontos diferentes, sendo aplicado um em cada lado, como, por exemplo IG11 
direita (localizado próximo ao cotovelo) e TA5 esquerda (localizado próximo à prega 
dorsal do punho) com o objetivo de expelir calor (YAMAMURA, 2001). 
 
3.1.4 Frente e costas 
 
Da mesma forma, deve-se evitar o uso excessivo de pontos na frente ou no 
dorso do paciente. O equilíbrio é sempre bem-vindo (YAMAMURA, 2001). 
 
3.1.5 Yin e Yang 
 
 
9 
 
Tendo em vista que a teoria Yin-Yang é uma das grandes bases da medicina 
tradicional chinesa e que, por meio dela, as estruturas anatômicas e fisiológicas 
podem ser classificadas em Yin e Yang, ao realizar a seleção de pontos para 
compor um tratamento, este quesito é de suma importância. Podem-se destacar 
algumas estruturas com características Yin, como porções inferiores e interiores, 
região antero medial e frente. Os meridianos principais Yin são coração, pericárdio, 
baço-pâncreas, pulmão, rim e fígado. Outras estruturas apresentam características 
Yang, como porções superiores e exteriores, região posterolateral e dorso. Os 
meridianos principais Yang são intestino delgado, triplo aquecedor, estômago, 
intestino grosso, bexiga e vesícula biliar. Seguindo os princípios de equilíbrio, é 
traçada uma harmoniosa seleção de pontos (YAMAMURA, 2001). 
3.2 Acupuntura em microssistemas 
Ainda na medicina oriental, temos o estudo dos microssistemas, que são 
réplicas holográficas da anatomia humana e mantém relação íntima com o sistema 
clássico de acupuntura sistêmica. Podem ser utilizados para reestabelecer o 
equilíbrio do organismo de forma integral. 
MTC explica que os efeitos terapêuticos da acupuntura ocorrem ao 
propiciar o fluxo dessas energias (WANG; AYATI; ZHANG, 2010). 
Hologramas são representações de imagens em três dimensões, uma parte 
com informação do todo. Os mais conhecidos são as orelhas, os pés, os olhos, o 
crânio, as mãos e a face. Seu mecanismo fisiológico de ação é o reflexo cutâneo-
visceral e viscerocutâneo. A comunicação entre a região afetada pela patologia e 
sua representação no microssistema é bidirecional. Por meio de pontos dos 
microssistemas, pode-se realizar diagnóstico, aliviar a dor, tratar meridianos e 
órgãos. O reflexo viscerocutâneo comporta-se como indicador de diagnóstico 
quando o paciente tem sensibilidade ou reação local. Já o reflexo cutâneo-visceral 
é o gatilho para disparar os efeitos terapêuticos desejados. Os pontos apresentam 
impedância elétrica relativamente menor, assim como os pontos sistêmicos de 
macro acupuntura. 
 
10 
 
A acupuntura em microssistemas pode ser integrada à acupuntura sistêmica 
de quatro formas, afirma o doutor SILVA FILHO (2017): 
 
• simultaneamente; 
• sucessivamente; 
• alternativamente; 
• alternadamente. 
 
Quando a integração é simultânea, as duas formas de tratamento são 
utilizadas ao mesmo tempo. Quando uma é realizada e a outra logo após, temos a 
integração sucessiva. 
A integração alternativa ocorre caso uma técnica seja utilizada para substituir 
outra que, por algum motivo, não pode ser aplicada. Também há a possibilidade de 
alterná-las durante o correr do tratamento em que, a cada sessão, utiliza-se apenas 
uma delas, alternando-as ao longo do número de sessões que compõe o 
tratamento. 
O profissional pode enriquecer suas técnicas de tratamento com 
microssistemas ou utilizar apenas microssistemas para tratar a patologia em 
questão. 
Um conceito muito relevante no estudo da micro acupuntura é ponto vivo. 
Percebe-se que, ao palpar determinados pontos, o paciente relata alguma reação. 
A mais comum é uma grande sensibilidade ou dor local quando a pressão é 
aplicada. Essa é uma resposta positiva do ponto e esse é um ponto vivo, indicado 
para o tratamento deste paciente. 
O ponto vivo é capaz de produzir efeitos terapêuticos importantes ao ser 
estimulado (WEN, 2006). 
 
 
 
 
 
 
11 
 
4 MERIDIANOS ENERGÉTICOS 
Ao observar fenômenos do organismo no processo saúde-doença, os 
chineses foram descobrindo os pontos de acupuntura, locais específicos na 
superfície da pele que, ao serem pressionados ou aquecidos, aliviavam dores e 
auxiliavam na recuperação de patologias, retomando o equilíbrio do corpo. Esta 
compilação de pontos foi sendo estudadae foram estabelecidas relações entre eles. 
Percebeu-se que alguns pontos tinham conexão com determinados órgãos e 
também com outros pontos. Assim, a rede de canais tornou-se a Teoria dos 
Meridianos Energéticos, sistematizando os pontos de acupuntura e suas relações 
com o fluxo energético (KAPTCHUK, 2000). 
Os pontos de acupuntura são espaços, depressões ou vias nos quais a 
agulha encontra baixa resistência ao ser inserida. Existem quase dois mil pontos, 
sendo 670 localizados em meridianos. Esses são os mais utilizados (LANGEVIN et 
al 2001). 
O estímulo de um ponto de acupuntura pode gerar efeito sistêmico 
(controlando a febre, por exemplo), local (puntura-se perto do local afetado) e à 
distância (para tratar palpitação, por exemplo, trabalha-se o ponto C7, localizado no 
punho). 
O êxito no diagnóstico e tratamento baseia neste conhecimento profundo 
das conexões energéticas entre os pontos da acupuntura e os sistemas 
orgânicos. (YAMAMURA, 2004). 
Os meridianos energéticos são canais por onde a energia passa, 
estabelecendo a integração do organismo. Existem algumas classificações, de 
acordo com a conexão feita e com o tipo de energia que percorre o canal. Os 
meridianos principais estão intimamente relacionados com os órgãos internos (Zang 
Fu), possuindo um trajeto superficial na pele, onde há possibilidade de intervenção 
através da acupuntura, e um trajeto profundo, que promove comunicação com os 
órgãos (ROSS, 1994). 
Através da localização da dor, podemos sugerir o meridiano afetado e tratar 
o canal em questão. Outra forma de intervenção ocorre quando queremos tratar o 
 
12 
 
órgão afetado. Para tratar o estômago (E), podemos fazer o estímulo de acupuntura 
no trajeto superficial do meridiano principal do E, pois o trajeto superficial comunica-
se com o trajeto profundo que, por sua vez, se liga ao órgão. Desta forma, se 
reestabelece o reequilíbrio energético. 
Os meridianos formam uma rede em todo o corpo conectando tecidos 
periféricos aos órgãos centrais (KAPTCHUK, 2000). 
O Quadro 1, a seguir, indica a relação entre o meridiano principal, seu trajeto 
superficial e as características do órgão correspondente quando está em 
desequilíbrio. Os trajetos superficiais dos meridianos principais estão ilustrados nas 
Figuras 1 a 4, logo abaixo. 
 
Quadro 1. Relação entre o meridiano principal, seu trajeto superficial e as 
características do órgão correspondente quando está em desequilíbrio 
Meridiano principal Trajeto superficial Características do 
órgão afetado 
Pulmão (P) Emerge próximo à axila e 
segue em direção à mão 
pela face radial até o 
ângulo ungueal do 
polegar. 
Mal-estar torácico, 
dispneia, tosse, tristeza, 
sudorese noturna, 
cansaço, choro. 
Intestino grosso (IG) Inicia no ângulo ungueal 
do dedo indicador, segue 
em direção ao ombro pela 
face póstero lateral do 
braço, ascende para o 
pescoço e vai pela 
mandíbula até a asa do 
nariz. 
Gengivite, odontalgia, 
constipação, diarreia, 
bocejos frequentes, boca 
seca, dor abdominal. 
Estômago (E) Começa abaixo do olho, 
segue em direção ao 
canto da boca e orelha, 
desce pelo abdômen, 
segue pela coxa e perna, 
passando pela face 
lateral do joelho e 
terminando no ângulo 
ungueal do segundo dedo 
do pé. 
Desnutrição, náusea, 
vômito, diarreia, azia, 
distensão epigástrica, má 
digestão, sensação de 
fome frequente, 
eructação. 
 
13 
 
Baço-pâncreas (BP) Surge no hálux seguindo 
pela região medial da 
perna e subindo pela 
região anterior do 
abdômen até a região 
torácica. 
Desnutrição, vômitos 
após alimentação, 
diarreia, opressão no 
peito, distensão 
abdominal, preocupação, 
dificuldade de 
concentração, excesso 
de pensamentos. 
Coração (C) Emerge na axila, 
descende ao longo do 
aspecto antero-medial do 
braço, segue pela palma 
da mão até a o ângulo 
ungueal lateral do dedo 
mínimo. 
Aperto no peito, 
palpitação, agitação, 
calor ou rubor facial, suor 
noturno, falta de 
memória, boca seca, 
sede, choque/trauma, 
euforia. 
Intestino delgado (ID) Inicia no ângulo ungueal 
medial do dedo mínimo, 
ascende pela porção 
posterior do braço, 
percorre a região da 
escápula e segue pela 
lateral do pescoço até a 
orelha. 
Adormecimento ou 
formigamento da nuca, 
ombro e braço, zumbido 
no ouvido. 
Rim (R) Começa na planta do pé, 
ascende pela região 
medial da perna, sobe 
pelo abdômen e termina 
próximo à clavícula. 
Cansaço, pouca 
resistência, impotência, 
distúrbios nos dentes e 
ossos, surdez, vertigem, 
cálculo renal, oligúria ou 
poliúria, medo. 
Bexiga (B) Surge no canto medial do 
olho, sobe ao topo da 
cabeça e desce próximo 
à coluna, percorrendo o 
glúteo até a região atrás 
do joelho; sobe 
novamente percorrendo a 
região lateral à coluna e 
desce até ficar próximo 
ao maléolo lateral, 
finalizando no ângulo 
ungueal lateral do quinto 
dedo do pé. 
Acometimento na região 
posterior, distúrbios nas 
costas que irradiam para 
a perna, problemas 
urinários. 
Pericárdio (PC) Inicia próximo ao mamilo, 
percorre a região anterior 
Irritabilidade, ansiedade, 
riso incontrolável, 
desconcentração, 
opressão no peito. 
 
14 
 
do braço até a palma da 
mão e termina na ponta 
do dedo médio. 
Triplo aquecedor (TA) Emerge próximo ao 
ângulo ungueal medial do 
dedo anular, segue ao 
longo do aspecto 
posterior do antebraço, 
percorre ombro e 
trapézio, região lateral do 
pescoço, contorna a 
orelha e termina na 
extremidade lateral da 
sobrancelha. 
Superior: tosse, 
transpiração espontânea. 
Médio: calor e suor à 
tarde, distensão 
abdominal. 
Inferior: edema, ascite, 
distúrbio genital. 
Vesícula biliar (VB) Começa no canto lateral 
do olho, percorre a região 
lateral da cabeça, desce 
pelo tronco, cintura, coxa 
e perna, terminando no 
ângulo ungueal lateral do 
quarto dedo do pé. 
Enxaqueca, problemas 
de visão, vertigem, 
vômito, indecisão, 
irritabilidade. 
Fígado (F) Surge no hálux, seguindo 
pelo dorso do pé e 
aspecto medial da perna 
até região a inguinal e 
abdominal e finaliza no 
sexto espaço intercostal. 
Perturbação da visão, 
distúrbios menstruais, 
patologias de fígado, 
febre, icterícia, 
irritabilidade, raiva, 
insônia, alterações de 
tendões e fáscias. 
Fonte: Adaptada de Peter Hermes Furian 
 
Sabendo-se dessa relação da acupuntura com os meridianos e os trajetos 
percorridos por cada um deles, o delineamento do tratamento pode ser diretamente 
pela porção superficial do meridiano afetada. Queixas vinculadas aos locais por 
onde passam os canais podem ser identificadas e tratadas de forma local 
(YAMAMURA, 2001). 
Um exemplo desse tipo de tratamento de dor através do meridiano afetado 
pode ser o de um paciente que descreve dores na face medial do hálux, que irradia 
pela região medial da perna até a face medial do joelho. Este é o trajeto do 
meridiano principal do baço-pâncreas (BP). É possível identificar desequilíbrio nele 
pela sinalização da dor e podemos utilizar recursos da acupuntura diretamente 
neste canal, por meio dos pontos localizados no mesmo (YAMAMURA, 2001). 
 
15 
 
Figura 1. Trajetos superficiais dos meridianos energéticos principais. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2. Trajetos superficiais dos meridianos energéticos principais 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3. Trajetos superficiais dos meridianos energéticos principais. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4. Trajetos superficiais dos meridianos energéticos principais. 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
Outra forma de tratamento ocorre em casos de órgãos internos afetados, 
como o coração ou o estômago. Identifica-se o meridiano correspondente avaliando 
a compatibilidade de características citadas pelo paciente. A aplicação da 
acupuntura ocorrerá no trajeto superficial, que fará comunicação com o órgão alvo 
para promoção do equilíbrio energético. Como exemplo de avaliação por meio de 
sintomas, relacionando-os aos órgãos afetados e, aos meridianos de energia, temos 
as seguintes queixas: sensação de azia, má digestão e distensãoepigástrica. Estes 
são sinais de desequilíbrio no estômago (E). Para tratar este órgão interno a 
acupuntura realiza estímulos ao longo do trajeto superficial do meridiano principal 
do E, que tem comunicação com o trajeto interno e encaminhará o estímulo da 
acupuntura (MACIOCIA, 1994). 
 
 Figura 5. Meridianos 
 
Fonte: Milos Vymazal 
 
17 
 
4.1 Pontos Ashi 
Pontos Ashi é o termo genérico utilizado para caracterizar os pontos não 
classificados nas categorias de pontos regulares e extras, e que se manifestam 
dolorosos ou sensíveis na presença de alguma enfermidade. Não tem nome 
específico e tampouco local pré-determinado, são também chamados pontos de 
Reação Celeste, pontos de Reação do Grande Vazio e Local Mole. Conforme diz o 
Eixo Espiritual (Ling Shu): 
“Os locais moles podem ser usados como pontos de acupuntura”. 
“Tomar os pontos dolorosos como pontos acupunturais”. 
A utilização dos pontos Ashi foi o método primário de seleção de pontos nos 
primeiros tratamentos acupunturais, são considerados os representantes do 
primeiro estágio da evolução das investigações dos pontos de Acupuntura. Estes 
pontos, ao contrário do que se pode pensar, ficaram tão importantes que mereceram 
uma classificação à parte. 
4.2 Pontos Extras 
Existem algumas semelhanças entre estes e os pontos regulares, 
nomeadamente: 
 
• possuem uma localização específica; 
• possuem um conjunto de indicações clínicas (mais comumente 
descritas que as funções clínicas) próprias de cada ponto. 
 
A grande diferença com os pontos regulares é que os pontos extras não 
pertencem a nenhum sistema de meridianos. 
Na China eles são descritos pelo seu nome: Yintang, Taiyang, Yiqizhuixia, 
Zigongxue, entre outro. Tal como com os pontos de acupuntura regulares, os seus 
nomes podem evidenciar a sua utilização no tratamento de uma determinada queixa 
clínica, ou semelhança a um elemento da natureza. 
 
18 
 
No ocidente eles podem ser conhecidos pelo seu nome ou então por um 
sistema semelhante ao usado nos pontos regulares de acupuntura. Recorre-se a 
um número e a diminutivos em maiúsculas. O número continua a dar informação 
relativamente à ordem de apresentação dos pontos. As maiúsculas são usadas para 
dar a entender que se fala de um ponto extra e da região do corpo a que esses 
pontos extras pertencem (VIANNA, 2012). 
O extra Sishencong escreve-se EX-CP-1. EX significa extra; CP significa 
Cabeça e Pescoço. Logo é o primeiro ponto extra da cabeça e pescoço. O extra 
Dannangxue pode catalogar-se como EX-MI-6. É o 6º ponto extra do membro 
inferior (VIANNA, 2012). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
5 MICROSSISTEMAS 
5.1 Pavilhão auricular 
O pavilhão auricular apresenta várias saliências e depressões e é constituído 
por tecido fibrocartilaginoso, adiposo, muscular, vasos sanguíneos, vasos linfáticos 
e grande quantidade de nervos. Visando facilitar o estudo anatômico da orelha, há 
nomenclatura específica para cada proeminência e depressão. As principais 
nomenclaturas anatômicas são hélix, raiz da hélix, tubérculo auricular, anti-hélix, 
fossa triangular, fossa escafoide, trago, incisura superior do trago, antítrago, 
incisura do intertrago, fossa superior do antítrago, lóbulo da orelha, concha cimba e 
concha cava (MACIOCA, 2007). 
A semelhança do pavilhão auricular com a figura de um feto invertido ocorre 
pela localização anatômica dos pontos que correspondem às partes do corpo. Por 
exemplo, os pontos relacionados com face, mandíbula e cavidade oral estão 
presentes no lóbulo. Cabeça, fronte e tronco cerebral estão no antítrago. O sistema 
digestório relaciona-se com a raiz da hélix. Órgãos abdominais estão na concha 
cimba. Órgãos torácicos e alguns abdominais, na concha cava. Coluna, mamas e 
tórax vinculam-se à anti-hélix. Membros inferiores estão no ramo superior da anti-
hélix. As regiões pélvica e glútea, no ramo inferior da anti-hélix. O sistema 
reprodutor, na fossa triangular. Os membros superiores, na fossa escafoide 
(FONSECA, 2011). 
 Figura 6. Nomenclatura da anatomia do pavilhão auricular. 
 
Fonte: Adaptada de Aleksandrs Bondars 
 
20 
 
5.2 Pontos auriculares 
Os locais específicos de ação da medicina tradicional chinesa na superfície 
da pele do pavilhão auricular são chamados de pontos auriculares. Você sabe 
quantos pontos auriculares específicos existem? São mais de 200 os pontos 
descritos! Eles estão representados de forma bilateral, ou seja, estão presentes nas 
duas orelhas e devem ser estimulados bilateralmente. Um exemplo é o ponto 
hipotensor. Está presente nas duas orelhas e, quando é escolhido para compor um 
protocolo de tratamento, deve ser estimulado no pavilhão direito e no esquerdo. As 
exceções à bilateralidade são os pontos coração, baço e pâncreas, pois são, por 
natureza, unilaterais da orelha esquerda. Fígado e vesícula biliar, por sua vez, são 
pontos unilaterais da orelha direita. Esses devem receber estímulos apenas na 
orelha em que são localizados (SOUZA, 2001). 
Os pontos auriculares são classificados de acordo com suas funções em 
grupos. Os pontos de área correspondente abrangem 46,1% dos pontos 
auriculares. Eles são representantes de porções da anatomia corporal dentro do 
pavilhão auricular como, por exemplo, o ponto ombro, ponto punho, brônquios, 
traqueia, ureteres, condutos biliares. Esses pontos tornam-se reativos quando é 
afetada a área anatômica a que eles correspondem (SOUZA, 2001). 
Os pontos Zang Fu também estão associados à localização anatômica e 
ainda se referem às funções energética e fisiológica dos órgãos energéticos do 
sistema de órgãos e vísceras da medicina tradicional chinesa. Eles representam 
apenas 7,14% dos pontos auriculares, porém, são amplamente utilizados na prática 
clínica, em cerca de 90% dos tratamentos delineados. Um exemplo é o ponto rim, 
que abrange a estrutura anatômica que conhecemos por “rim” e ao órgão Zang 
“rim”. Da mesma forma, há os pontos coração, fígado, baço, pulmão, intestino 
grosso, intestino delgado, vesícula biliar, bexiga e estômago (SOUZA, 2001). 
O grupo dos pontos específicos atua com ação terapêutica delimitada. Cada 
ponto para uma manifestação clínica específica, como o ponto alergia e o ponto 
hipotensor. Em geral são combinados com outros pontos para compor o tratamento. 
Eles ocupam 16,23% dos pontos auriculares (SOUZA, 2001). 
 
21 
 
Há pontos que estão intimamente envolvidos com o sistema nervoso, 
representando as estruturas propriamente ditas e suas atividades excitatórias ou 
depressoras. Ciático, tálamo, Shen Men, tronco cerebral, simpático e cérebro são 
exemplos de pontos do sistema nervoso, que na sua totalidade ocupam 11,69% dos 
pontos localizados no pavilhão auricular. O sistema endócrino possui 5,19% dos 
pontos na auriculoterapia. Os pontos relacionados com as glândulas, por sua vez, 
são hipófise, tireoide, suprarrenais, pâncreas, gônadas, entre outros. 
São muitos os pontos auriculares e a maioria deles está na face anterior 
do pavilhão. Alguns poucos se localizam no dorso da orelha (SENNA; 
SILVA; BERTAN, 2012). 
Na Figura 7, temos um mapa auricular em que podem ser localizados os 
principais pontos. 
 
 Figura 7. Mapa com a localização dos principais pontos auriculares. 
 
 Fonte: Adaptada de Garcia (1999). 
 
22 
 
O delineamento do protocolo de tratamento abrange mais de um tipo de 
ponto. No caso de um paciente com hipotensão, por exemplo, podemos utilizar os 
pontos suprarrenal (endócrino), hipófise (endócrino), hipertensor (específico) e 
coração (Zang Fu). Os pontos do sistema endócrino auxiliam no processo de 
vasoconstrição e no fortalecimento cardiovascular. O ponto específico eleva a 
pressão arterial de forma direta e o Zang Fu correspondente age no controle dos 
vasos e sangue, além de promovera atividade cardiovascular (GARCIA, 1999). 
Uma doença crônica sistêmica que pode ser tratada de forma complementar 
com a auriculoterapia é a artrite reumatoide. As lesões inflamatórias acometem as 
articulações, podendo gerar dor e deformidades nos pés e mãos. Na medicina 
tradicional chinesa, a artrite é classificada como síndrome Bi, causada por obstrução 
na circulação de Qi e sangue nos meridianos e articulações. Para a seleção de 
pontos auriculares, sugere-se o ponto da área correspondente acometida como, por 
exemplo, o ponto dedos, enquanto os pontos suprarrenal, alergia e endócrino 
auxiliam com ação anti-inflamatória e os pontos baço e fígado promovem a redução 
da inflamação e do processo degenerativo dos músculos. O ponto rim, por sua vez, 
ao ser tonificado, detém a deformação óssea (NEVES, 2009). 
A auriculoterapia também pode ser empregada para tratar distúrbios mais 
simples, como um resfriado comum. Neste caso, indica-se o uso dos pontos pulmão, 
laringe-faringe, nariz interno e traqueia. Esses pontos também costumam 
apresentar reação positiva à exploração elétrica. Náuseas e vômitos são sintomas 
que podem aparecer em consequência de causas diversas. São frequentes e muito 
incômodos. O estímulo nos pontos estômago, simpático, cárdia, occipital e 
subcórtex auxiliam no controle dessas manifestações, mas não dispensam uma 
análise profunda da etiologia dos sintomas. A esta seleção de pontos, podem-se 
adicionar os acupontos dos Zang Fu, que estão relacionados, aumentando assim a 
eficácia do tratamento (GARCIA, 1999). 
A cervicalgia, de acordo com a medicina oriental, é causada por debilidade 
de rim e fígado e estagnação de Qi. Pode ser tratada com auriculoterapia, 
selecionando os pontos região cervical (área correspondente), rim (age em ossos), 
fígado (atua nos músculos), endócrino (auxilia a ação do ponto rim diretamente nos 
 
23 
 
ossos e favorece o balanço entre cálcio e fósforo do organismo), nervo occipital 
maior (age desobstruindo os meridianos estagnados) e shen men (ponto com 
função analgésica e anti-inflamatória) (MACIOCIA 2007). 
Segundo SOUZA (1997), em sua obra Tratado de auriculoterapia, a 
aplicabilidade dessa técnica é tão ampla quanto toda a medicina tradicional chinesa, 
podendo ser utilizada por todos. Após uma avaliação do paciente, o profissional 
habilitado irá realizar a seleção de pontos e o método de estímulo (sementes, 
agulhas, entre outros). As manifestações clínicas mais comuns tratadas 
exclusivamente pela auriculoterapia ou em conjunto com a acupuntura sistêmica 
são distúrbios gastrointestinais, respiratórios, ginecológicos e urinários, 
hipertensão, cefaleia, vertigem, neuralgia do trigêmeo, dores na coluna, diabetes, 
artrite, urticária, rinite e alergias. 
No Quadro 2, a seguir, você encontra os principais pontos auriculares, com 
sua localização e com as correspondentes funções no organismo. 
 
 Quadro 2. Principais pontos auriculares, localizações e funções no organismo 
Ponto auricular Localização Ação 
Shen Men Fossa triangular. Analgésico, sedante, 
anti-inflamatório, acalma 
a mente. 
Ansiedade Quadrante sete do lóbulo. Trata a ansiedade e o 
nervosismo. 
Simpático Porção final do ramo 
inferior da anti-hélix. 
Vasodilatador, relaxa a 
musculatura lisa, 
regulador do sistema 
neurovegetativo e regula 
as secreções internas. 
Ponto zero Depressão após nascer a 
raiz do hélix. 
Distúrbios 
psicossomáticos, 
analgesias, regulador das 
atividades funcionais dos 
órgãos internos. 
Boca Entre o conduto auditivo 
externo e a raiz do hélix. 
Problemas locais, 
verborragia, ponto 
sedante, sendo utilizado 
também para tratar 
obesidade, insônia, vícios 
e tabagismo. 
 
24 
 
Cardia Bordo inferior da raiz do 
hélix anterior ao 
estômago. 
Usado em transtornos 
digestivos como náusea e 
refluxo ácido. 
Endócrino Incisura intertrágica. Utilizado em problemas 
glandulares. Drena 
umidade e tonifica o Yin. 
Suprarrenal Ápice do trago. É vasoconstritor e tonifica 
o Yang. 
Ápice da orelha Ponto mais alto da orelha. Usado com sangria para 
sedação, anti-
inflamatório, analgésico, 
elimina calor, clareia a 
visão e é hipotensor. 
Sede, fome e vício Em frente ao trago. Regulam as funções de 
sede, fome e vícios. 
Ping Chuan Próximo ao ápice do 
antítrago. 
Utilizado nos casos de 
asma e dispneia. 
Rim Concha cimba, na 
direção da bifurcação do 
ramo inferior e superior 
do anti-hélix. 
Usado para tonificar a 
essência, beneficiar a 
lombar, fortalecer os 
ossos e tratar os medos. 
Bexiga Anterior ao rim. Trata distúrbios do 
sistema urinário 
(incontinência urinária e 
enurese noturna). 
Fígado Bordo posteroinferior da 
concha cimba (na orelha 
direita). 
Indicado para 
desarmonias hepáticas e 
digestivas, fortalece os 
tendões e ligamentos, 
beneficia os olhos. 
Vesícula biliar e pâncreas Entre o ponto rim e 
fígado. Representa, na 
orelha direita, a vesícula 
biliar (VB) e, na esquerda, 
o pâncreas. 
O VB tem função sobre a 
bile e, sendo acoplado do 
fígado, contribui na 
função deste. O ponto 
pâncreas é utilizado nos 
casos de pancreatite e 
diabetes. 
Baço Bordo supraexterno da 
concha cava (na orelha 
esquerda). 
Transformação e 
transporte. Trata a 
umidade e mantém o 
sangue dentro dos vasos. 
Intestino grosso Bordo superior da raiz da 
hélix, ao nível do ponto 
boca. 
Função excretora. É 
responsável pela 
absorção de água e sais 
minerais, elimina calor e 
trata constipação. 
 
25 
 
Intestino delgado Bordo superior da raiz da 
hélix. 
Trata a indigestão, 
parasitoses, dificuldade 
para absorver nutrientes, 
diarreias, constipação 
intestinal e palpitações. 
Estômago Onde nasce a raiz da 
hélix. 
Usado nos transtornos 
gastrintestinais, regula e 
tonifica o aquecedor 
médio e descende o Qi. 
Trata náuseas, soluços, 
afta e calor no estômago. 
Pulmão Encontra-se acima e 
abaixo do ponto do 
coração. 
Trata edema, doenças de 
pele, rinite, asma, 
dispneia, tristeza e voz 
fraca. 
Coração No centro da concha 
cava. 
Fortalece o coração, 
acalma a mente, controla 
a transpiração, trata a 
insônia, verborragia, 
ansiedade e angina. 
5.3 Manopuntura 
A manopuntura é um método que consiste em estimular certo número de 
pontos na mão com fins terapêuticos e analgésicos, se baseia no fato de que esse 
membro contém pontos correspondentes ao corpo humano. 
São conhecidos atualmente 345 pontos; os mesmos fazem parte de um 
grupo de pontos fora dos meridianos que estão constituídos por ramificações ou 
cruzamentos secundários dos vasos principais. 
O método de tratamento consiste no uso de um microssistema de áreas e 
pontos de correspondência com micro meridianos de acupuntura, 
localizados nas mãos e que podem ser estimulados com uma ampla 
variedade de métodos: agulhas, moxa, ventosas, ímãs, eletricidade ou com 
pressão manual para obter o efeito desejado ( SORENSEN,1978). 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 Figura 8. Mapa com a localização dos principais pontos 
 
 Fonte: https://www.tuasaude.com/ 
5.4 Podopuntura 
Assim como a manopuntura, a podo também se baseia no fato de que os pés 
contêm pontos correspondentes ao corpo humano. O pé direito corresponde ao 
hemicorpo D e o pé esquerdo ao hemicorpo E. Com base nessa experiência, os 
órgãos duplos como pulmões, rins, ovários, são encontrados nos dois pés e os 
órgãos ímpares como fígado, coração e baço, são encontrados no pé direito ou 
esquerdo, seguindo a mesma localização que ele no corpo. A coluna por estar no 
centro do corpo, está localizada ao longo da linha lateral interna em ambos os pés 
e as partes externas como ombros, joelhos e quadris estão dispostos na porção 
lateral externa (MACIOCIA, 2007). 
 
 
 
 
 
 
27 
 
 Figura 9. Mapa com a localização dos principais pontos 
 
 
 
 Fonte: https://acupunturaecompanhia.wordpress.com/ 
5.5 Craniopuntura 
Craniopuntura é um microssistemade pontos que estão localizados no 
couro cabeludo, e podem ser classificados como uma representação 
somática do corpo. O menor número de agulhas, a maior quantidade de 
respostas (YAMAMOTO, 1970). 
A craniopuntura foi descoberta por um neurocirurgião chinês, Chiao Shum 
Fa, médico do Hospital do povo da comarca de Chi Shan, norte da china. Desiludido 
com resultados da Medicina Ocidental no tratamento das sequelas neurológicas 
passou a estudar a acupuntura e teve a brilhante hipótese de que o estímulo de 
pontos do couro cabeludo, que têm maior proximidade com o córtex cerebral do que 
os pontos sistêmicos teriam efeito mais rápido sobre as doenças cerebrais. Com o 
apoio dos colegas, passou a realizar pesquisas, até mesmo estimular os pontos da 
própria cabeça, diante de um espelho. 
 
28 
 
Em março de 1971, conseguiu curar a hemiplegia de um paciente causada 
pós endoarterite de vaso cerebral. Ficou muito entusiasmado e continuou 
intensivamente seu trabalho. Em 1975, após tratar 600 casos, publicou suas 
descobertas no livro “ScalpNeedling Therapy”. 
De acordo com a doutrina dos meridianos: 
Todos os meridianos Yang passam pela cabeça e os vasos maravilhosos 
Du Mai e Ren Mai também. Assim, pela cabeça, todo o corpo pode ser 
controlado. 
A nova técnica usava o uso de áreas do crânio para o tratamento da 
acupuntura. Os pacientes escolhidos eram principalmente aqueles com sequelas 
de AVC (acidente vascular cerebral), com paralisia, com dor ou distrofia muscular 
(TOMINAWA, 2010). A técnica da craniopuntura seguia um protocolo diferente da 
acupuntura clássica que usava os pontos tradicionais, ao longo dos canais de Qi. 
Os pacientes recebiam os tratamentos sentados, com as agulhas direcionadas 
horizontalmente, próximas ao córtex cerebral. A manipulação era manual, quase 
contínua, por 5 a 10 minutos para cada tratamento. Na época, foi tentada a 
estimulação elétrica, mas não se chegou a qualquer melhora nos resultados. 
Cerca de 10 anos após o início da técnica da craniopuntura chinesa, o médico 
japonês Dr. Yamamoto, que já estudava na China nos anos 70, acrescentou novos 
pontos de tratamento no crânio. Criou o protocolo denominado Craniopuntura de 
Yamamoto, também conhecido por NCY ou Nova Craniopuntura de Yamamoto. 
Também o médico chinês, Dr. Zhu, na mesma época, descobriu, nas suas 
atividades clínicas, outras áreas do crânio para tratamentos de craniopuntura. 
Recentemente houve o desenvolvimento de acupuntura escalpeana ou 
craniopuntura com o reconhecimento moderno sobre as áreas representativas do 
córtex cerebral. Foram feitas muitas pesquisas pioneiras durante a revolução 
cultural no hospital Jishan da província de Xhanxi, onde foram obtidos resultados 
excelentes no tratamento de certas doenças do sistema nervoso central. 
Atualmente essa técnica está evoluindo principalmente com a ajuda de 
equipamentos de imagem como a ressonância magnética funcional que relacionam 
 
29 
 
com precisão as áreas do cérebro relacionadas aos locais doentes do corpo. Os 
resultados clínicos atuais são surpreendentes (FEELY, 2005). 
A craniopuntura pode bloquear qualquer tipo de dor e também outras 
doenças sistêmicas, mas, sem dúvida, os pacientes que sofrem por sequelas de 
AVC serão os mais beneficiados pela craniopuntura moderna (FEELY, 2005). 
A resposta mais comum da acupuntura craniana é a sensação de calor que 
é geralmente sentida no membro oposto ao local de inserção da agulha e menos 
frequentemente, esta sensação pode ser percebida, em todo o corpo ou localizada 
em uma articulação ou em um músculo. Porém outras manifestações que incluem 
entorpecimento e sensação de aperto, sensação de frio e de dor; contudo, essas 
sensações geralmente desaparecem durante a retenção da agulha (FEELY, 2005). 
A craniopuntura chinesa diferente da acupuntura clássica, não utiliza pontos 
de acupuntura ou meridianos; as agulhas são inseridas em couro cabeludo, 
procurando correspondência com áreas funcionais corticais (SILVA, 2012). 
A Nova Craniopuntura de Yamamoto (YNSA) foi publicada, por ocasião do 
25° Encontro da Sociedade Japonesa de Ryodoraku, realizado em Osaka, Japão. 
A YNSA é uma acupuntura somatotrópica. De acordo com essa técnica, acredita-
se que o corpo tem representação em pequenas áreas predeterminadas no crânio, 
que são puncionadas para se conseguirem resultados nas áreas representadas. 
(BOCINHAS, 2002) 
5.5.1 Craniopuntura chinesa 
Criada por um médico chinês, a partir da hipótese de que o estímulo de 
pontos do couro cabeludo, que têm maior proximidade com o córtex cerebral do que 
os pontos sistêmicos teriam efeito mais rápido sobre as doenças cerebrais. Com o 
apoio dos colegas, passou a realizar pesquisas, até mesmo estimular os pontos da 
própria cabeça, diante de um espelho. Seguem os dados abaixo sobre a 
localização, partes e indicações, fornecidos por SILVA (2012): 
 
 
 
30 
 
• Linha da região motora 
Localização: 0,5 cm atrás do ponto médio VG20. 
Sendo divida em três partes: 
• 1/5 superior: Indicações: paralisia do membro inferior contralateral. 
• 2/5 médio: Indicações: paralisia do membro superior contralateral. 
• 2/5 inferior: Indicações: paralisia facial contralateral, afasia motora 
(incapacidade de expressão da linguagem) e disartria (dificuldade da fala). 
Figura 10. Linha da região motora 
 
 
• Linha sensorial 
Localização: 1 cm anterior ao ponto médio VG20. 
Sendo dividido em: 
• 1/5 superior: Indicações: alterações do membro inferior contralateral e dores 
lombares acompanhadas de dormência ou formigamento. 
• 2/5 médio: Indicações: paralisia do membro superior contralateral, 
acompanhadas de dormência ou formigamento. 
• 2/5 inferior: Indicações: paralisia facial contralateral, acompanhadas de 
dormência ou formigamento. 
Figura 11. Linha sensorial 
 
 
31 
 
• Área sensitiva-motora do pé 
Localização: segmento de reta paralela a linha mediana, lateral a 1 cm desta 
linha iniciando a partir do ponto médio da linha sagital entre a proeminência occipital 
e a base do nariz. Na altura do VG20. 
Indicações: 
• dor, parestesia e paresia de membro inferior contralteral e lombalgia aguda. 
 
 Figura 12. Área sensitiva-motora do pé 
 
 
• Linha vestíbulo-coclear 
Localização: segmento de reta horizontal de 4cm, a 1,5 cm acima do ápice 
da orelha. 
Indicações: 
• labirinto, equilíbrio, vertigem, problemas auditivos. 
 
Figura 13. Linha vestíbulo-coclear 
 
 
32 
 
• Segunda linha da linguagem 
Localização: segmento de reta de 3 cm no plano sagital, acompanhando o 
contorno do crânio, iniciando a 2 cm atrás da orelha e abaixo da proeminência 
parietal. 
Indicações: 
• afasia motora. 
 
Figura 14. Segunda linha da linguagem 
 
 
• Segunda linha da linguagem 
Localização: segmento de reta horizontal. Inicia no ponto médio da linha 
vestíbulo coclear e termina 4cm acima da orelha. 
Indicações: 
• zumbido no ouvido, problemas de audição e afasia sensorial. 
 
Figura 15. Segunda linha da linguagem 
 
 
33 
 
• Linha psicomotora 
Localização: 3 segmentos de reta, 3 cm cada, iniciando na proeminência 
parietal, 1 segmento vertical, 1 formando um ângulo de 40° para frente e o outro 
para trás. 
Indicações: 
• apraxia (incapacidade em realizar movimentos voluntários e coordenados, 
dificuldade na coordenação temporal e espacial dos movimentos). 
 
Figura 16. Linha psicomotora 
 
 
• Linha visual 
Localização: segmento de reta, iniciando a 1 cm lateral á protuberância 
occipital, 4 cm vertical acima. 
Indicações: 
• perturbações visuais de origem cortical e dores oculares. 
 
Figura 17. Linha visual 
 
 
34 
 
• Área de equilíbrio 
Localização: segmento de reta, iniciando a 3,5 cm lateral á proeminência 
occipital, 4 cm verticalmente abaixo. 
Indicações: 
• alterações de equilíbrio de origem cerebelar. 
 
Figura 18. Área de equilíbrio• Princípios de seleção local 
Para o tratamento das afecções unilaterais, seleciona-se a área da cabeça 
contralateral: se for bilateral, trata-se ambos os lados da cabeça. Enquanto 
distúrbios dos órgãos internos, doenças sistêmicas, doenças difíceis de distinguir 
os lados, são tratadas pela estimulação bilateral da cabeça. 
Seleciona-se a área principal que corresponde à área representativa no 
córtex cerebral de um determinado distúrbio e acrescenta-se uma área 
complementar SILVA (2012). 
5.5.2 Nova craniopuntura segundo Yamamoto 
A Nova Acupuntura Craniana segundo Yamamoto (YNSA) é bem semelhante 
à acupuntura auricular, sendo que todas atuam baseadas em somatotopias ou 
microssistemas, que são representações do organismo como um todo, mas em 
formato pequeno, em áreas circunscritas do corpo. Quando há doença está se 
mostra através de pontos reativos situados em áreas de correspondência à parte 
 
35 
 
enferma e através do manejo destes mesmos pontos reflexos pode-se agir 
positivamente sobre a doença e curá-la (YAMAMOTO, 2007). 
Diferente da auriculoterapia francesa ou da reflexologia plantar clássica, 
YAMAMOTO (2007) tratou de dar a sua técnica uma conotação toda particular, 
deixando-a em parte como reflexoterapia pura e simples, acrescentando uma 
abordagem energética, utilizando as concepções da MTC. 
YAMAMOTO (2007) também lhe agregou esquemas especiais de 
diagnóstico rápido e eficaz dos desequilíbrios, o diagnóstico abdominal e o 
diagnóstico através do pescoço. YNSA é dividida em 3 grupos: 
 
• Pontos básicos; 
• Pontos sensoriais; 
• Pontos cerebrais. 
 
• As somatotopias de Yamamoto 
 
• Pontos básicos Yin 
Correspondem mais às áreas ou linhas que a verdadeiros pontos. Por 
questões de simplificação quaisquer das três denominações são empregadas para 
caracterizar. De ação tipicamente reflexológica, localizam-se na parte anterior do 
crânio, mais exatamente na linha capilar, tanto na fronte como nas têmporas. São 
um total de 9. Suas indicações são para problemas músculo-esqueléticos, 
alterações e dor envolvendo o aparelho cinético, alterações patológicas (ferimentos 
pós-operatório), paralisias, hemiplegias, parestesias, sendo facilmente detectáveis 
à pressão (tornando-se dolorosos). Os resultados de sua aplicação são, em geral, 
imediatos, sendo as agulhas empregadas apenas de um lado, o mesmo do 
problema em questão (SILVA, 2012). 
 
• Ponto A 
Localizado na implantação frontal dos cabelos, a aproximadamente 1 cm 
lateralmente à linha mediana, com cerca de 2 cm de extensão. Dividido em 8 
 
36 
 
sessões, que correspondem a cabeça e coluna cervical (A1 à A8), os pontos 
reflexos referentes à cabeça estão mais alto e os cervicais (apenas os superiores) 
mais em baixo. 
Indicações: Nos tratamentos de cefaleias, enxaqueca, neuralgia do trigêmeo, 
problemas de ATM, paralisia facial, dores de dente, tontura, labirintite, herpes facial, 
síndrome cervical, pós-operatório de amigdalectomias. Agulhas postas 
subcutaneamente, direcionadas para trás, aprofundando 2 a 3 cm. 
 
• Ponto B 
Localizado aproximadamente a um cm lateral do ponto A ou dois cm 
lateralmente a linha mediana na linha de implantação dos cabelos. Corresponde à 
coluna cervical e ao ombro. 
Indicações: No tratamento de bursites e tendinites de ombro e da região do 
trapézio. Mesma tática e profundidade de inserção das agulhas que o ponto A. 
 
• Ponto C 
Localizado aproximadamente 2,5 cm do ponto B, também com extensão de 
2 cm, corresponde à escapula e ao membro superior. Subdividido em 9 sessões, na 
região mais cranial relaciona-se ao ombro, ficando bem na linha de implantação dos 
cabelos o cotovelo e no extremo inferior a mão, sendo que os polegares têm 
localização medial (pois os 5 dedos podem ser isoladamente detectados e tratados). 
Indicações: Síndromes ombro- mão, síndrome do túnel do carpo (em fase 
inicial), paralisias. 
 
• Ponto D 
Encontra-se na região temporal, também na linha de implantação dos 
cabelos, há aproximadamente 1 cm acima do arco zigomático e 2 cm à frente da 
orelha, pode também ser localizado através de uma linha onde que corre do ângulo 
externo dos olhos (canto do olho) ao ângulo superior da orelha. Corresponde à 
coluna lombar, à bacia e às extremidades inferiores. 
 
37 
 
Indicações: lombalgias, lombociatalgias, coxartrose, luxação habitual da 
patela, paralisias dos membros inferiores, enfermidades urogenitais, impotência 
sexual. 
Possui uma extensão na frente da orelha verticalmente onde aparece 
subdividido em 6 sessões, que distribuem-se da altura da implantação das orelhas 
até a altura da incisura tragal, como um colar de contas, que são auxiliares no 
tratamento de problemas lombares, sacrais e coccígeos. 
 
• Ponto E 
Localizado acima da sobrancelha, aproximadamente a 1 cm lateral à linha 
mediana, se estendendo por 2 cm inclinado 15º para cima. Corresponde à caixa 
torácica e à coluna dorsal. Subdividido em 12 sessões, T1 à T12. 
Indicações: Neuralgias intercostais, herpes zoster, asma bronquial, alergias, 
respiratórias, palpitações, bem como problemas de nariz e laringe. As agulhas são 
aprofundadas de 1 a 23 cm a cerca de 30º. 
 
• Ponto F 
Situado na região retro auricular, no ponto mais alto do processo mastoide, 
não possui subdivisões. Corresponde ao nervo ciático. 
Indicações: Ciatalgias 
 
• Ponto G 
Localizado também na região retro auricular, possui 3 subdivisões situadas 
ao longo do bordo inferior do processo mastoide. Corresponde aos joelhos, do mais 
anterior para o mais posterior referem-se à parte medial, central e lateral do mesmo 
respectivamente. 
Indicações: Patologias do joelho 
 
• Ponto H 
Localizado aproximadamente a 0,5cm posterior ao ponto básico B. 
Indicações: Ponto adicional para lombalgias 
 
38 
 
 
• Ponto I 
Situado a aproximadamente 1 cm posteriormente ao ponto básico C. 
Indicações: Lombalgias, problemas relacionados às extremidades inferiores, 
48 como parestesias, hemiplegias, lombociatalgias. 
 
 Figura 19. Pontos básicos Yin 
 
 
• Pontos básicos Yang 
Corresponde aos mesmos Pontos Básicos Yin, localizados na parte posterior 
do cérebro tomando como linha básica a sutura lânguida. Sua descrição é um pouco 
difícil por tomarem como referência uma sutura não detectável visualmente. 
Segundo as colações de Dr. Yamamoto sua utilização se dá apenas quando os 
resultados com Pontos Yin são negativos, o que raramente acontece, pois na prática 
cotidiana as somatotopias Yin são suficientes nas quase totalidades dos casos 
(SILVA, 2012). 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
Figura 20. Pontos básicos Yang 
 
 
• Pontos sensoriais 
Pontos relativos aos órgãos dos sentidos, olhos, nariz, boca e ouvido. 
 
• Ponto do olho 
Localizado lateralmente a 1 cm da linha mediana, 1 cm abaixo do ponto 
básico A. 
Indicações: Doenças oculares em geral, quaisquer tipos de conjuntivite, 
infecciosa ou alérgica, estrabismo, catarata, glaucoma, visão obstruída, situações 
pós-operatórias, lacrimejamento ou ressecamento ocular observado com o avanço 
da idade. 
 
• Ponto do nariz 
Localizado na vertical 1 cm abaixo do ponto do olho. 
Indicações: Todas as infecções do nariz, desde obstrução nasal, alergias, 
rinites, sinusites, dor após ferimentos ou cirurgia, secura ou mucosidade excessiva, 
epstaxes ocasionais, entre outras. 
 
40 
 
• Ponto da boca 
Localizado também na vertical, 1 cm do ponto do nariz. 
Indicações: Todas as infecções da boca, estomatites, herpes simples, 
gengivites, dores de dente, queimor na língua, distúrbios do paladar, distúrbios da 
fala, afasia, situações pós-operatórias, ferimentos. 
 
• Ponto do ouvido 
Situado no prolongamento caudal que vai do ponto C ao Yintang (ponto 
extra). 
Indicações: Todas as afecções dos ouvidos, otites, labirintites, surdez, 
zumbido, situações pós e pré-operatórias.Figura 21. Pontos sensoriais Yin e Yang 
 
 
• Ponto do cérebro 
Situados a 1 cm bilateralmente ao lado da linha mediana em continuação ao 
ponto básico A na direção posterior a linha de inserção dos cabelos, encontramos 
pontos correspondentes ao cérebro, cerebelo e ao gânglio situado exatamente na 
linha central. 
Indicações: Todos os distúrbios motores neurológicos, hemiplegias, 
paralisias, mal de Parkinson, esclerose múltipla, disfunções endócrinas, vertigem, 
zumbido, dores de cabeça, nevralgia do trigêmeo, demência, mal de Alzheimer, 
 
41 
 
depressão, insônia, distúrbios psicológicos. Geralmente estes pontos são utilizados 
de forma contralateral. 
 
 Figura 22. Pontos do cérebro, cerebelo e gânglios basais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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Ministério da Saúde, Brasília, 1999. Disponível em: 
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