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FREUD - LACAN - PSICANÁLISE - RESUMO - DISCURSO DA HISTÉRICA - DISCURSO DO MESTRE

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o mestre não para se submeter ao mestre mas é para ele (sujeito histérico)
governar -a histérica quer um mestre para governar.
E O QUE O MESTRE FAZ?
O mestre produz um saber, que dentro da lógica que foi apresentada pelo professor John, CUIDADO, O
saber que o mestre produz não responde ao gozo que se encontra no lugar da verdade. O FREUD aprendeu
isso com o caso DORA, ele ouvia ela e tentava explicar para ela. "Isso que você está me falando é o
ÉDIPO ... A relação que você tem com Sr K. é uma relação que você teria com seu pai". E o que ela faz?
saiu do tratamento! Por que não é isso. Isso que atravessa o sujeito histérico é um gozo e gozo não
tem palavra, não tem explicação para ele. Não vai funcionar, não adianta aconselhar. 
QUAL É O PROBLEMA QUE ACONTECE NO DISCURSO DA HISTÉRICA?
É o lugar da verdade, é o gozo. E o que a gente faz? LACAN Chama isso de QUARTO DE GIRO.
LEITURA FREUDIANA: As PSICONEUROSES que são as neuroses de
transferência (histeria, neurose obsessiva) elas se assentam
em forças pulsionais. Essa barra é como se fosse a barra do
recalque, que esconde a verdade que contém o gozo desses
objetos. 
O paciente vai vir com o sintoma dele para botar vocês no
lugar de mestre, S1 quer dizer SIGNIFICANTE MESTRE. 
Freud ocupou esse lugar durante muito tempo, ele fazia o
seguinte. A partir do que o paciente falava o mestre FREUD 
 produzia um saber. Esse S2 quer dizer saber. O FREUD que
era um mestre. Que mestre é esse? a gênese do mestre é o
pai, um professor(a) que se destaque, coordenador(a) de
curso, prefeito, líder político, líder religioso, general do
exército, qualquer uma dessas pessoas. A histeria sempre tem
relação com o mestre. 
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
Se a gente fizer uma rotação no sentido do relógio, e a gente puser essa letra
(a), esse S barrado para cá, esse S2 para cá a gente passa de um discurso para o
outro, a gente entra no DISCURSO ANALÍTICO. Que exatamente que está no início do
texto do FREUD. 
Não é a histérica que deve direcionar o tratamento e sim o(a) analista. Esse discurso, o agente é o
analista. Não é a histérica que bota o analista para trabalhar, o analista não pode estar numa posição
de mestre, ele tem que ser semblante do objeto A. E ele está lá para causar o desejo do paciente em
produzir. É o paciente que está na posição de outro, é o paciente que está na posição de trabalho. É o
paciente que está na posição de gozo. O gozo da fala. Então, o analista, faz-se de semblante do objeto
A para colocar (implicar) o paciente para ele falar, falar e trabalhar sobre o gozo, e é o paciente
quem deve produzir os seus significantes mestres. 
 
SIGMUND FREUD OBRAS COMPLETAS VOLUME 10 - AULA 11.11.2020
Significantes mestres esses que não tem uma relação de esvaziamento de todo saber inconsciente. Isso
quer dizer que num trabalho de análise, fazemos enquanto paciente. Enquanto estamos falando, vamos
produzindo significantes mestres, que saem do nosso inconscientes.
VOCÊS ACHAM QUE FAZENDO ANÁLISE A VIDA INTEIRA, VÃO CONSEGUIR CONQUISTA INTEGRALMENTE O INSCONCIENTE? 
Não, pois sempre vai ser o outro. Nunca vamos conseguir colonizar com as palavras todo o nosso
inconsciente. Não é por acaso que uma pessoa que é analista, que por exemplo já chegou ao seu final de
análise, já elaborou a transferência, ela vai sonhar, vai fazer ato falho O sintoma não! O sintoma ela
vai ter mas a relação dela com o sintoma vai ser outra. LACAN chama de SABER FAZER COM. Saber lidar
com seu próprio sintoma. 
"Uma análise promove uma segunda biografia primeira". 
Por que a primeira biografia é a história que nos contaram, as identificações. A gente
enquanto corpo recebe as identificações, se identifica com o pai, mãe, não sei quem, a
gente vai sendo os outros. Colando os ideais da cultura no nosso corpo, por que o nosso
desejo não está nesses ideais. 
É uma destituição desses ideais. Por isso que as vezes fazer análise é
muito difícil, porque quando você começa fazer análise você começa a
saber qual o lugar que você ocupa no desejo dos outros e o seu lugar no
desejo dos outros, não como sujeito mas como objeto. 
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
Significantes Mestres
Lacan:
Processo de análise:
Se a gente estiver como pessoa, como EU, e LACAN tem uma obra falando isso. Denunciando os analistas
do EU. Existe um caso clínico: O caso do homem dos miolos frescos. 
O caso do homem dos miolos frescos
O caso é de um paciente que produzia textos e dizia que os textos dele eram plágio, afirmando "ah, eu
sou um plagiador" e estava atormentado com isso. O analista (que LACAN chama de Psicólogo do ego ou
Filósofo do ego) que quer organizar o eu do paciente, e o suposto analista que ficava numa posição
pessoal como "EU" com o paciente. Pediu para ver os plágios e dizia "nossa o que você está escrevendo
é super original isso não é plágio". Ao sair da sessão o paciente ia comer um prato de miolos frescos
(iguaria de sua localidade). 
LACAN interpreta > O analista dá saber, o paciente entrega o objeto pulsional, que no caso do homem
dos miolos frescos era exatamente esse menu que ele ficava apreciando depois que acabava a sessão.
Há uma história de plágios, que vinha na verdade de uma herança simbólica que não tinha espaço na
aquele lugar, por que o analista estava como analista dizendo "você não é o plagiador", escuta,
desdobra, não é isso, tem alguma coisa por detrás do plagiador, não havia espaço na sessão para isso.
Atendimento não é uma coisa privada, durante o atendimento essas coisas transbordam. 
Se não há espaço para o paciente na sessão ele vai sair e vai pra outro lugar. 
SIGMUND FREUD OBRAS COMPLETAS VOLUME 10 - AULA 11.11.2020
Um lugar de merda, e nem todos suportam, de ser deixado pelo paciente no final de análise. Quando
paciente nos coloca numa posição de dejeto, pois não existe alta, quem sai do tratamento é o próprio
paciente quando ele chega a conclusão de que não ocupamos outro lugar senão uma merda, o objeto A.
Muitos não querem ser, tem um ego grande. 
LACAN diz que esse final de análise dá essa sensação de depressão. pois esgotamos todas as
possibilidades de tentar ser um com esse objeto. 
O único discurso que opera sobre a fantasia é o discurso analítico, nenhum deles opera sobre a
fantasia além desse. 
S barrado com o losango (punção) de A
o Losango são todas as relações possíveis entre o
sujeito e o objeto. Lacan tirou isso da matemática, a
gente como sujeito, o objeto é maior que a gente, a
gente é maior que o objeto, estamos numa relação de
inclusão (ALIENAÇÃO) do objeto e também de exclusão do
objeto.
ALIENAÇÃO (processo de transferência) e no final de
análise é um processo de SEPARAÇÃO - deixar cair o
objeto. Esse é o lugar reservado para nós. 
Um homem que não suportou a relação da separação, a mulher queria se separar e ele
a matou. Disso podemos extrair o lugar do outro no amor, não é nada mais do que um
objeto, cortou-lhe as pernas , o corpo e jogou no valão.
Sua irmã falou que ela não foi a primeira e nem vai ser a última.
Há um aumento exorbitante nos caso de violência doméstica contra a mulher. 
Caso de feminicidio
em são João de
Meriti
A experiência de análise potencializa a fala. As pessoas aprendem a falar. E aprendem a
se acostumar com a experiência da fala e se constituir a partir da própria fala. 
No sentido de tratamento, quem fala é o paciente. Ele vai ouvir o efeito da sua própria
fala. 
LÓGICA DE ORIENTAÇÃO: 
O morcego vai se orientando por ter uma dificuldade visual (igual o processo
analítico, o paciente não vê o analista), ele se orienta com o próprio som que ele
produz, não somente mas o som que reverbera nas coisas e retorna sobre o corpo dele
e ele vai; O processo de análise é muito similar a essa lógica de orientação. O
paciente vai falando e os efeitos do que ele fala é o que vai dando orientação para
vida dele. O analista está ali próximo, como experiência de análise. 
Existe as entrevistas preliminares onde a gente pergunta, onde queremos