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NEUROSE, PSICOSE E PERVERSÃO POR QUINET

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do que se fala;
da frequência do paciente no
consultório;
da escuta do analista;
Não é comum as pessoas fazerem
tratamento todos os dias da semana,
minimamente uma vez por semana, teríamos
dentro desse esquema proposto pelo
Freud, aproximadamente 2 meses e 2
semanas de tratamento prévio, dependendo
da frequência do paciente no consultório
dependendo:
Quando Freud começa a praticar a
Psicanálise, essa pratica
acontecia diariamente, se formos
pensar que uma semana tem 5 dias
(segunda a sexta), duas semanas
teríamos aproximadamente 10
atendimentos considerando uma
semana de segunda a sexta. 
Em seu texto o inicio do
tratamento, Freud diz praticar o
que chama de tratamento de ensaio. 
Se você se reportar a segunda
página ao texto do Freud, existem
as expressões: ensaio prévio ou
provisoriamente.
Refere-se ao tratamento psicanalítico de
uma ou duas semanas antes do começo da
análise própriamente dita. 
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
texto - Antonio Quinet - As funções das entrevistas preliminares. - AULA 18.11.2020
Tratamento de ensaio
Uma experiencia de
análise é dividida:
Tratamento prévio e a
Análise, propriamente dita.
A
tu
al
m
en
te
Daí verificamos como se dá essa passagem do tratamento de ensaio para análise
propriamente dita.
O que leva uma pessoa a fazer análise?
É a sua divisão, que nem sempre essa divisão é suportável. 
O sujeito precisa querer saber um pouco mais sobre essa divisão, saber um pouco mais
sobre o seu inconsciente. Uma análise não promove uma integração do EU, a gente no
final de análise não vai ter uma tradução completa do nosso inconsciente, entramos
divididos e saímos divididos. Só que a gente entra querendo não estar dividido e
depois saímos divididos e com prazer. O prazer da divisão. Vamos nos acostumando a
essa divisão, com nosso inconsciente. 
Utilidade do Tratamento de ensaio
Serviria segundo Freud, para evitar a interrupção da análise após um certo tempo.
Freud não especifica porém por que esse tratamento se interromperia. 
A continuação do tratamento está absolutamente conectada a questão da transferência.
estruturas clínicas ou 
estruturas de sujeito ou 
estrutura de linguagem. 
Trabalham com:
Por isso que analista trabalha com a fala, pois a fala é a ponta de lança da estrutura
da linguagem. Existe uma estrutura de linguagem e a gente fala a partir dessa estrutura
de linguagem, só que essa estrutura de linguagem para Psicanálise, ela não é uma só,
existem na verdade como Quinet seguindo Freud e seguindo a Psiquiatria clássica, dizem
a divisão entre Neurose e Psicose. Mas na verdade são três estruturas clínicas e só
existem essas três, não existem outras. 
Ligar o paciente ao seu
tratamento e a pessoa do
analista. 
O paciente precisa se ligar a
sua história ou estrutura de
linguagem; 
O paciente possa ligar a sua
estrutura ou sua história. 
Sendo mais específico a pelo menos uma
função desse tratamento de ensaio, a do
estabelecimento do diagnóstico, em
particular, a do diagnóstico diferencial
entre Neurose e Psicose. 
NEUROSE
PSICOSE E 
PERVERSÃO
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
Primeira meta da análise Função desse tratamento de ensaio 
texto - Antonio Quinet - As funções das entrevistas preliminares. - AULA 18.11.2020
Os analistas:
Estruturas de sujeito
Não é a perversão dos três ensaios, é a perversão do texto
fetichismo, a clivagem do EU e os mecanismos de defesa, que
são esses textos da década de 30 do Freud. 
Diagnóstico em Psicanálise
Está relacionado a estrutura de sujeito, ou estrutura clínica ou estrutura de
linguagem, significa que analista nenhum, não trabalhamos com transtornos mentais, Os
analistas tem uma rica e profunda Psicopatologia própria e não se servem de
psicopatologia psiquiátrica. 
NEUROSE E PSICOSE são termos da Psiquiatria clássica;
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
texto - Antonio Quinet - As funções das entrevistas preliminares. - AULA 18.11.2020
Psicopatologia contemporânea e Psicanálise
NEUROSE OBSSESSIVA E 
NEUROSE HISTÉRICA. 
Psicopatologia contemporânea trabalha com a ideia de transtornos mentais. Exemplo:
Transtornos de humor, transtorno de personalidade, etcetera. 
Os analistas da Psicanálise não trabalham com esse tipo de nosografia, eles trabalham
com estruturas clínicas.
CID 10 - Aboluiu a diferença entre a Neurose e Psicose, que é considerada uma falta
clínica poiis para os analista Neurose, Psicose e Perversão estruturas de linguagem,
isso não vai mudar. 
Um sujeito que é neurótico, ele vai ser neurótico pro resto da vida. Não nasceu
Neurótico, Psicótico ou Perverso mas é a entrada do sujeito na linguagem que vai
determinar um tipo de estrutura. 
Os analista podem nas entrevistas preliminares, além de identificar qual é a estrutura
clínica (Neurose, Psicose e Perversão). Precisam saber qual o tipo clínico. 
Na NEUROSE existem dois tipos clínicos: 
Que também são separadas, então um sujeito que se constitui NEURÓTICO de tipo Clínico
obsessivo, para sempre obsessivo nunca será histérico. O sujeito NEURÓTICO HISTÉRICO
para sempre histérico nunca será obsessivo, não vai virar psicótico. 
O mesmo vai se aplicar a PERVERSÃO e a PSICOSE. 
O Mais comum que a gente ouve no consultório ESTRUTURA NEURÓTICA e os tipos clínicos:
NEUROSE OBSESSIVA E HISTERIA. 
A importância do narcisismo 
O narcisismo é importante até certa medida, para constituição do EU, pois o narcisismo
entra em cena para unificar as pulsões parciais do auto erotismo, quando viemos ao
mundo a nossa sexualidade é auto erótico, os nossos objetos sexuais gravitam no nosso
próprio corpo. Ex: criança ficar se masturbando, colocar mão na boca, no ânus ou
genitália. O prazer estar ali, esses objetos vão ser substituídos pelo EU. 
O EU é um objeto. Ser EU é um objeto, que foi construído a partir da relação desse
vivente com o desejo do grande outro. Em especial li encarnado pela figura dos pais, o
nosso EU vai se constituindo a partir do que o Freud chama de SUA MAJESTADE O BEBÊ. 
Que sao os ideias dos pais, que se encarnam nas filhas e filhos. 
Um casal (que não são casados e nem um casal). Ambos casados com outras
pessoas (ele com uma mulher e ela com um homem). 
Quando eles se encontram para trepar (traição de ambas as partes), ela
se veste de homem e ele veste as dela. 
Precisamos aprender a tratar a outra, ou o outro ou o outrem, pois
vamos nos deparar com isso na clínica.
Na PSICOSE que estão fora da partilha do sexo. (não são todos os
casos). Não se posiciona como homem e nem como mulher, é delicado. 
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
texto - Antonio Quinet - As funções das entrevistas preliminares. - AULA 18.11.2020
Caso clínico 
Existem sujeitos que são psicóticos e não binários. 
Em geral esses sujeitos que circulam entre os gêneros são sujeitos histéricos, porque é
uma questão da Histeria. "Sou homem ou sou mulher?" Essa pergunta fica em aberto para
esses sujeitos histéricos, que é diferente da NEUROSE OBSESSIVA que faz outra pergunta
"Estou vivo ou estou morto para o desejo do outro?" 
Em Psicanálise, não trabalhamos com nosografia psiquiátrica porque temos a nossa
própria. 
Gozo
Angústia
No sentido mais radical da palavra. É falta de significante, por isso que o
sujeito goza. 
É a falta na falta. Chamamos de angústia quando o objeto A (que é uma falta) ocupa o
ligar de uma outra falta (que é a falta fálica) pois quando entramos na linguagem a
gente descobre que a gente não é o falo. Então sofremos um dano imaginário e entra no
primeiro movimento da experiência da falta "eu era tudo para minha mãe, agora ela vai
fazer outras coisas e me deixa aqui". O falo que era vai sendo pulverizado nesses
objetos com os quais ela se relaciona. Essa é a primeira vivência de uma castração
(digamos assim). 
Toda vez que o objeto A ocupa esse lugar de falta promove então essa sensação que as
pessoas descrevem