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Biossegurança: Riscos de Incêndio em Laboratórios. INTRODUÇÃO Os profissionais que executam suas atividades laborais em laboratórios, estão frequentemente expostos a riscos biológicos e riscos químicos devido a manipulação, e para sua segurança é necessário que as instalações do ambiente de trabalho estejam adequadas para tal função, bem como a capacitação técnica desses profissionais. Ambientes laboratoriais são locais que podem expor as pessoas que nele trabalham ou circulam a riscos de diversas origens Uma análise das condições de trabalho desse trabalhador é essencial para a definição das ações que deverão permear as atividades profissionais em um laboratório com o objetivo de minimizar os riscos que podem comprometer a saúde humana, animal, do meio ambiente e a qualidade dos trabalhos. Segundo Vendrame (1997), os laboratórios clínicos representam ambientes hostis, ao agregarem, no mesmo espaço, equipamentos, reagentes, soluções, microrganismos, pessoas, papéis, livros, amostras e outros. A biossegurança é criar um ambiente de trabalho prevenindo a exposição do trabalhador onde se promova a contenção do risco de exposição a agentes potencialmente nocivos além desse trabalhador, a pacientes e meio ambiente, de modo que este risco seja minimizado ou eliminado. Para que isso aconteça, é necessário garantir condições seguras para a manipulação e a contenção de agentes biológicos, incluindo: os equipamentos de segurança, as técnicas e práticas de laboratório, a estrutura física dos laboratórios, além da gestão (HIRATA & MANCINI FILHO, 2002; BRASIL, 2006; MASTROENI, 2005). Diante desse contexto é necessário o uso de Equipamentos de segurança cujo são considerados como barreiras primárias de contenção e, juntamente com as boas práticas em laboratório que visam à proteção dos indivíduos e dos próprios laboratórios, sendo classificados como equipamentos de proteção individual (EPI) e coletiva (EPC) (HIRATA & MANCINI FILHO, 2002; BRASIL, 2006; PENNA et al., 2010). A legislação responsável pelas definições e direitos dos trabalhadores à segurança e higiene do trabalho é garantida pela Lei n° 6.514 de 1977 da consolidação das leis do trabalho (CLT), regulamentada pela portaria 3.214 de 1978, do Ministério do Trabalho (MT), por meio de suas Normas Regulamentadoras (NRs) e conjunto de textos suplementares. Dentre as 35 Normas Regulamentadoras existentes implantadas pelo MT (BEJGEL; BARROSO, 2001; BRASIL, 1977; nesse texto, destaca-se a NR 23, sobre proteção contra incêndios e a NR-26, que dispõe sobre sinalização de segurança. Considerando a NR-23, os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que, em caso de emergência, aqueles que se encontram nesses locais possam deixá-los com rapidez e segurança. (BRASIL 1978) Os produtos químicos armazenados em um laboratório requerem cuidados especiais ao serem armazenados, pois podem ser voláteis, tóxicos, corrosivos e inflamáveis. Quando são negligenciadas as propriedades físicas e químicas dos produtos químicos armazenados podem ser ocasionados incêndios, explosões, emissão de gases tóxicos, vapores, pós e radiações ou combinações variadas destes efeitos. (SAVOY, 2003 p.48). Os reagentes de laboratório são, em muitos casos, inflamáveis e/ou explosivos e podem agravar um incêndio de origem elétrica, tanto ao espalhar as chamas quanto ao provocar ferimentos por estilhaços. O fogo pode disseminar material infeccioso. (BRASIL, 2010, p. 51). Líquidos corrosivos podem ocasionar queimaduras de alto grau em virtude da ação química sobre os tecidos vivos. Quando em contato com a matéria orgânica e/ou determinados produtos químicos, podem dar origem a incêndios (por exemplo, o ácido sulfúrico e dicromato de potássio). Estão incluídos nesta categoria as bases e ácidos fortes, alguns agentes fortemente oxidantes mas poucos sais. (SAVOY, 2003) Com o intuito de evitar possíveis acidentes, é indispensável o uso de equipamentos de proteção individual - EPIs. A normativa que regulamenta os EPIs é a NR-6, e os define como todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis. Os EPIs devem permanecer em local de fácil acesso e todos devem ser treinados para sua utilização. Além dos EPIs, existem os equipamentos de emergência, como chuveiros, extintores de incêndio e manta contra fogo. (BRASIL, 1978) FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E JUSTIFICATIVA DA PESQUISA Nos laboratórios existem a possibilidade de ocorrência de incêndio, portanto é importante que os trabalhadores neste local tenham informações sobre os riscos para poderem minimizá-los. Os materiais inflamáveis merecem atenção frequente, pois o seu manuseio incorreto pode provocar não só acidentes, mas situações de princípio de incêndio. Na prática, a forma mais adequada de se tratar um incêndio é pela sua prevenção. Por esse motivo a adoção de normas de biossegurança em laboratórios clínicos é fundamental para a segurança dos trabalhadores, qualquer que seja área de atuação, pois os riscos estão sempre presente, porém é importante que o profissional da área da saúde procure fazer capacitações e ter acesso as informações que podem contribuir de forma decisiva para melhoria das condições de própria segurança, livrando-os dos riscos desnecessários que enfrentam nas suas atividades laborais diárias. A propositura do tema se justifica em função da importância de zelar pelos trabalhadores da saúde nos laboratórios, esclarecendo sobre o tema vinculado a prevenção de incêndios nesses espaços de trabalho os quais podem conter elevado risco de incêndio. Diante do exposto, surge a pergunta problema: Segundo a literatura, quais são as causas mais frequentes de incêndio em laboratórios. OBJETIVO GERAL O presente trabalho tem como objetivo identificar as causas mais frequentes de incêndio em laboratórios, segundo a literatura. OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Identificar na literatura os possíveis riscos de incêndio em um laboratório; · Fundamentar teoricamente sobre o tema; · Descrever os equipamentos de combate à incêndio; · Descrever as classes de incêndio em um laboratório; REFERÊNCIAS BEJGEL, I.; BARROSO, W. J. O trabalhador do setor saúde, a legislação e seus direitos sociais. Boletim de Pneumologia Sanitária, v. 9, n. 2, p. 69-67, 2001. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Lei n. 6.514, de 22 de dezembro de 1977. Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Brasília, DF, 1977. BRASIL, Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Biossegurança – Laboratórios de DST, AIDS e Hepatites Virais. Brasília, DF, 2010. ________. Ministério da Saúde, Secretária de Ciências, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Diretrizes Gerais para o Trabalho em Contenção com Material Biológico, Série A. Normas e Manuais Técnicos; 2004 Brasília-DF. ________. Norma Regulamentadora n° 6 – Equipamentos de Proteção Individual - EPI. Portaria n.° 3.214 de 08 de junho de 1978. Diário Oficial de União República Federativa do Brasil. Ministério do Trabalho. Brasília, DF, 1978. SAVOY, Vera L. Noções básicas de organização e segurança em laboratórios químicos. Biológico. v. 65, n. 1/2, p. 47-49, jan/dez, 2003. VENDRAME, A. C. A insalubridade por agentes biológicos. Revista. CIPA, São Paulo, ed no 241, 1997.