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Autor: Prof. Ricardo Calasans
Colaboradora: Profa. Rachel Niza
Segurança e Saúde no 
Trabalho em Serviços 
de Saúde
Professor conteudista: Ricardo Calasans
Graduado em Engenharia de Produção Mecânica pela Universidade Metodista de Piracicaba – Unimep, em 1994. 
Pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho em 1995 e em Informática em 1996 pela UNIP. Graduado 
em Direito em 2008 e em Medicina Veterinária em 2014 pela UNIP. Mestre em Engenharia de Produção pela UNIP em 
2000. Professor titular na UNIP.
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
C143s Calasans, Ricardo.
Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. / Ricardo 
Calasans, – São Paulo: Editora Sol, 2024.
96 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XXII, n. 2-047/16, ISSN 1517-9230.
1. Segurança no trabalho. 2. Saúde no trabalho. 3. Serviços de 
saúde. I.Título.
CDU 331.823 
U519.31 – 24
Profa. Sandra Miessa
Reitora
Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo
Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini
Vice-Reitora de Administração e Finanças
Prof. Dr. Paschoal Laercio Armonia
Vice-Reitor de Extensão
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora das Unidades Universitárias
Profa. Silvia Gomes Miessa
Vice-Reitora de Recursos Humanos e de Pessoal
Profa. Laura Ancona Lee
Vice-Reitora de Relações Internacionais
Prof. Marcus Vinícius Mathias
Vice-Reitor de Assuntos da Comunidade Universitária
UNIP EaD
Profa. Elisabete Brihy
Profa. M. Isabel Cristina Satie Yoshida Tonetto
Prof. M. Ivan Daliberto Frugoli
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Material Didático
Comissão editorial: 
 Profa. Dra. Christiane Mazur Doi
 Profa. Dra. Ronilda Ribeiro
Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista
 Profa. M. Deise Alcantara Carreiro
 Profa. Ana Paula Tôrres de Novaes Menezes
Projeto gráfico: Revisão:
 Prof. Alexandre Ponzetto Aline Ricciardi
 Amanda Casale
 
Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................8
Unidade I
1 HIGIENE PESSOAL ..............................................................................................................................................9
2 AGENTES DE RISCOS ...................................................................................................................................... 12
2.1 Riscos biológicos ................................................................................................................................... 12
2.2 Riscos químicos ..................................................................................................................................... 16
2.3 Riscos físicos – radiações ionizantes ............................................................................................ 26
Unidade II
3 RESÍDUOS DA ÁREA DA SAÚDE ................................................................................................................ 38
3.1 Classificação dos resíduos de serviços de saúde ..................................................................... 41
4 ROTULAGEM PREVENTIVA ........................................................................................................................... 47
4.1 Sinalização de segurança .................................................................................................................. 48
Unidade III
5 ETAPAS PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PGRSS ........................................................................................ 56
5.1 Prevenção de Acidentes de Trabalho na Área de Saúde (PPRA)........................................ 59
5.2 Identificação do risco biológico ..................................................................................................... 60
5.3 Avaliação do local de trabalho e do trabalhador .................................................................... 61
6 O PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO) .......................... 62
6.1 Medidas de proteção previstas pela NR 32 ............................................................................... 64
6.2 Equipamentos de proteção individual (EPIs) ............................................................................. 67
Unidade IV
7 RECOMENDAÇÕES PARA REDUÇÃO DE ACIDENTES COM MATERIAL 
PERFUROCORTANTE ........................................................................................................................................... 77
7.1 Aids, hepatite e tuberculose ........................................................................................................... 78
7.2 Hepatite B (HBV) ................................................................................................................................... 79
7.3 Hepatite C (HCV) ................................................................................................................................... 80
7.4 Vírus da imunodeficiência humana (HIV) ................................................................................... 80
8 TUBERCULOSE .................................................................................................................................................. 81
Sumário
7
APRESENTAÇÃO
Os trabalhadores da área da saúde estão expostos a diversos riscos ocupacionais próprios 
das atividades e dos ambientes em que desenvolvem sua atividade. Uma característica desse ramo de 
atividade é que ela possibilita muito pouca automação, o que é uma das opções utilizadas na indústria 
em postos de trabalho que ofereçam grandes riscos aos trabalhadores ou que apresentem ambientes 
insalubres ou periculosos.
Dessa forma, a questão humana sempre está presente e necessita de análises mais profundas que 
possam alcançar não só determinadas atividades e os respectivos ambientes, mas também levar em 
consideração as características organizacionais dessas atividades, as pressões psicológicas envolvidas, o 
estresse da atividade, a relação entre trabalhadores e organização, bem como dos trabalhadores com os 
pacientes e familiares, que também são variáveis importantes nessas atividades. 
Nesses ambientes de trabalho, encontram-se grande número de riscos biológicos com grande 
potencial de causar problemas de saúde a todos que os frequentem mais intensamente, com maior 
probabilidade para que exerçam suas atividades diárias no local.
Com o objetivo de esclarecer e aprofundar mais alguns pontos, com foco maior na área da saúde, serão 
abordadas, neste livro-texto, questões voltadas à higiene pessoal, que exige, desses trabalhadores, uma 
prática constante e presente em sua rotina diária. Para isso, é importante que os trabalhadores compreendam 
realmente os procedimentos que devem ser seguidos, as razões para tais procedimentos, os motivos para 
que sejam seguidos e os incorporem em sua rotina de trabalho de forma efetiva para que realmente possam 
oferecer a proteção esperada.
Também se deve analisar com cuidado os riscos químicos, devido à constantemente manipulação 
de diversos produtos, bem como à questão do seu armazenamento, que deve ser investigada de forma 
muito criteriosa, pois oferece grande potencial de risco, na maioria dos casos.
Os equipamentos utilizados em diversos exames de saúde, como deve ser do conhecimentoda 
grande maioria das pessoas, exigem cuidados específicos, uma vez que oferecem riscos, como radiações 
ionizantes, entre outros.
Assim, fica clara a importância do estudo mais detalhado de diversos pontos para que os profissionais 
de segurança do trabalho que venham a desenvolver suas atividades nesse setor, possam ter uma visão 
ampla, bem como com a profundidade necessária para compreender e analisar os riscos existentes 
para que, assim, se possam determinar os procedimentos corretos a serem adotados a fim de garantir a 
integridade física e mental dos trabalhadores desse setor.
Por esse motivo, esses assuntos serão abordados nesse livro-texto com a intenção de expandir os 
conhecimentos de Segurança do Trabalho e possibilitar uma formação profissional que permita uma 
atuação adequada.
Bons estudos!
8
INTRODUÇÃO
Nas atividades de prestação de serviços na área da saúde, diversos riscos são encontrados nos mais 
diferentes processos que podem ser executados nesse segmento, atingindo desde os profissionais 
diretamente ligados à saúde até os que dão suporte em todas as demais áreas administrativas, de 
atendimento, limpeza, transporte etc.
Dessa forma, torna-se necessário que haja um monitoramento desses riscos para se determinar 
os protocolos de controle a fim de preservar a segurança e saúde dos trabalhadores, bem como para 
garantir a qualidade do atendimento à saúde prestada.
Para isso, existem diversas normas a serem cumpridas e órgãos públicos para fazer a fiscalização e 
controle, buscando manter essas atividades e os estabelecimentos de saúde dentro de padrões mínimos 
de segurança.
Nesse sentido, encontra-se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que coordena, em 
todo o território nacional, as ações de vigilância sanitária de serviços de saúde. Essa agência é responsável 
pela elaboração de normas de funcionamento desses estabelecimentos, observando o cumprimento e 
estabelecendo mecanismos de controle e avaliação de riscos e eventos relacionados a serviços prestados 
por hospitais, postos de atendimento e muitos outros estabelecimentos de serviços de saúde.
9
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
Unidade I
1 HIGIENE PESSOAL
Um hábito que é uma característica da higiene pessoal é o cuidado com as mãos. As mãos são utilizadas 
para explorar o mundo. Nas crianças, com esse contato, ocorre contaminação pelos micro-organismos 
presentes no ambiente, o que se torna uma preocupação, pois as crianças têm o hábito mais frequente 
de levar as mãos à boca, uma porta de entrada para a contaminação do organismo. 
Quando crescemos, as mãos vão tendo diversas outras funções para que possamos interagir com o 
nosso meio e, assim, são um fator relevante na conscientização da importância e dos riscos envolvidos 
com elas no aspecto de riscos biológicos, o que deve ser ensinado ao indivíduo desde a infância. 
Elas estão sempre expostas a diversas contaminações, podendo tornar-se uma forma de difusão 
de viroses, bactérias e de outros agentes biológicos, além de também poderem sofrer acidentes com 
materiais perfurocortantes contaminados, entre outros, colocando, assim, em risco, a integridade da 
saúde do indivíduo. Os riscos são conhecidos da maioria dos profissionais da saúde, no entanto, nem 
sempre eles sabem como preveni-los.
Nos anos 1940, surgiu a preocupação de contaminação ocupacional por manipulação de 
micro-organismos e materiais biológicos em serviços de saúde. Já a década de 1980 é marcada pelo início 
da epidemia da Aids no mundo e pela preocupação dos profissionais da saúde com a contaminação pelo 
vírus HIV. Sabe-se que a contaminação pelo HIV se dá por meio de transfusão de sangue contaminado, 
contato com sangue, esperma, secreções vaginais e leite materno, sendo que os profissionais da área da 
saúde precisam redobrar seus cuidados durante os procedimentos em pacientes ou no manuseio desses 
materiais para evitar contato com material que possa estar contaminado. Desde então, as questões de 
segurança na área de assistência à saúde passaram a ser mais discutidas. Mas só nos anos 1990 surgiu a 
proposta de criação de uma legislação específica para proteção dos profissionais da área da saúde. Após 
muitos embates, foi criada a Norma Regulamentadora 32 – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de 
Saúde, em novembro de 2005 (Brasil, 2005a), que resguarda trabalhadores que se expõem a riscos físicos, 
biológicos e químicos e à radiação ionizante, inclusive os trabalhadores da limpeza e conservação.
Por definição, a Norma Regulamentadora 32 (NR 32) – Portaria n. 485 (Brasil, 2005b); Portaria n. 939 
(Brasil, 2008b); Portaria n. 1.748 (Brasil, 2011c) – é um conjunto de leis (legislação) outorgado pelo 
Ministério do Trabalho e Emprego que estabelece diretrizes básicas e medidas para garantir a segurança 
dos trabalhadores em serviços de saúde. Entende-se como serviço de saúde qualquer edificação 
destinada à prestação de assistência à saúde da população e todas as ações de promoção, recuperação, 
assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. Dessa forma, todos os 
trabalhadores que exerçam atividades nessas edificações, relacionadas ou não à assistência e promoção 
da saúde, são abrangidos pela norma. Dentre essas atividades, incluem-se trabalhadores com atividade 
10
Unidade I
direta, como médicos, enfermeiros, biomédicos, farmacêuticos, nutricionistas, bem como trabalhadores 
com atividade indireta, como, por exemplo, trabalhadores do setor de limpeza, manutenção, lavanderia, 
entre outros (Brasil, 2005a).
 Observação
As NRs fazem parte de um conjunto de ações e não podem ser analisadas 
e aplicadas isoladamente, devem sempre fazer parte de uma política de 
Segurança e Saúde no Trabalho (SST) da empresa e estar alinhada aos 
demais programas e ações desenvolvidas. 
A NR 32 foi produzida através de discussões e consensos de um grupo tripartite: a Comissão Tripartite 
Nacional Permanente de Saúde e Segurança no Trabalho (CTSST), composta por representantes do 
Governo (Previdência Social, Trabalho, Emprego e Saúde), dos trabalhadores e empregadores. O principal 
objetivo dessa Comissão Permanente é revisar e ampliar a proposta da Política Nacional de Segurança e 
Saúde do Trabalhador (PNSST) (Brasil, 2004a) para atender às Diretrizes da Organização Internacional do 
Trabalho (OIT) e ao Plano de Ação Global em Saúde do Trabalhador, aprovado na 60ª Assembleia Mundial 
de Saúde, realizada em 2007. 
A NR 32 tem como principal objetivo prevenir os acidentes e adoecimentos causados pelo trabalho 
em profissionais da área de saúde ao eliminar/controlar as condições de risco. Para tanto, a NR 32 
indica recomendações para cada situação específica de risco à saúde, sugerindo a adoção de medidas 
preventivas e a capacitação profissional dos trabalhadores (Brasil, 2005a).
 Observação
A aplicação das NRs irá auxiliar a estruturação de um sistema de gestão 
de segurança e saúde do trabalhador que permita à empresa coordenar as 
suas atividades nesse sentido. Esse sistema, que se forma com a aplicação das 
NRs, é o mínimo esperado para que a empresa tenha boas práticas em SST, 
porém é importante que se tenha uma atitude proativa e se desenvolvam 
programas além do mínimo obrigatório, em busca de ambientes de trabalho 
com qualidade e, assim, garantir não só a qualidade do serviço prestado, 
mas a qualidade de vida do trabalhador que lá se encontra.
A área da saúde é a primeira no ranking de acidentes de trabalho, mostrando que somente a criação 
da NR 32 não é suficiente, por si só, para prevenção de acidentes, sendo necessária e fundamental a 
conscientização, o conhecimento e o comprometimento de todos os profissionais envolvidos quanto às 
normas de segurança no ambiente de trabalho em serviços de saúde.
Segundo a NR 32, entende-se por serviço de saúde qualquer edificação destinada à prestação 
de assistência à saúde da população e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, 
11
SEGURANÇAE SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. Todas essas instituições estão 
sob a regulamentação da NR 32. 
Os acidentes em serviços de saúde envolvem trabalhadores principalmente por stress, sobrecarga de 
trabalho, imperícia, falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI), falta de conhecimento dos riscos 
e falta de conhecimento técnico. 
 Saiba mais
A OIT publicou a Convenção – 161, sobre serviços de saúde do trabalho, 
que está em vigência desde 1991. É importante conhecê-la: 
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). Serviços de saúde 
do trabalho. Brasília, [s.d.]. Disponível em: http://tinyurl.com/muj8tfcs. 
Acesso em: 27 out. 2015. 
Se quisermos levar uma vida saudável, é bom seguir à risca este ditado popular: “Prevenir é melhor 
que remediar”.
E uma vida saudável é sempre fruto de um “estilo de vida”: das formas de morar, comer, beber, 
dormir, dos hábitos de limpeza, dos modos de exercitar-se, trabalhar, divertir-se e conviver com a família 
e com os amigos.
Um estilo de vida saudável ajuda a manter o corpo em ordem e a mente alerta. E nos ajuda a prevenir 
muitas doenças, tanto as crônicas – de evolução lenta e longa duração –, quanto as contagiosas – 
doenças infecciosas de rápida evolução.
A defesa preventiva da saúde inclui bons hábitos de higiene, boa nutrição, exercícios físicos, controle 
de peso e não ingestão de substâncias nocivas. As vacinas são uma das formas mais importantes de 
prevenir doenças.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde não é apenas ausência de doenças. É também 
o bem-estar físico, social e mental do indivíduo.
A OMS avalia a saúde média de um País através de alguns fatores que indicam o nível de saúde:
• nutrição;
• moradia;
• transporte;
• segurança pública;
12
Unidade I
• educação;
• lazer;
• vestuário;
• nível de consumo;
• índice de desemprego;
• ausência de doenças.
 Observação
As ações que visam a preservar a saúde do trabalhador de forma 
proativa são as que apresentam melhores resultados na prevenção de 
doenças ocupacionais, tendo uma relação direta com a eficácia dos serviços 
prestados, principalmente na área da saúde, em que o trabalhador precisa 
estar envolvido diretamente com os programas de segurança e saúde na 
sua rotina diária.
2 AGENTES DE RISCOS
Nas atividades da saúde, temos os principais riscos encontrados, entre físicos, com as radiações 
ionizantes; químicos, na exposição a diversas substâncias químicas; e biológicos, na exposição aos mais 
diversos agentes biológicos. 
Os agentes biológicos são classificados em categorias de risco que variam de 1 a 4. Essa classificação 
leva em consideração o risco representado para a saúde do trabalhador, a capacidade de propagação 
para a coletividade e a existência de profilaxia e tratamento. No Brasil, a Comissão de Biossegurança 
em Saúde (CBS), criada pela Portaria n. 343 (Brasil, 2015), é responsável por elaborar, adaptar e revisar 
periodicamente a classificação, considerando as características e peculiaridades do País (Brasil, 2008a; 
Brasil, 2010).
2.1 Riscos biológicos
Os agentes biológicos apresentam um risco real e potencial para o homem e para o meio ambiente. 
Por essa razão, é fundamental montar uma estrutura que adapte a prevenção aos riscos encontrados 
em um ambiente de trabalho. 
No Brasil, a Comissão de Biossegurança em Saúde, em 2010, publicou a classificação de riscos dos 
agentes biológicos, sendo divididos em quatro classes: classe de risco 1, classe de risco 2, classe de risco 3 
e classe de risco 4 (Brasil, 2006).
13
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
 Saiba mais
No guia técnico do Ministério do Trabalho e Emprego, aprofunda-se 
mais a questão do risco biológico em face à NR 32:
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Riscos biológicos guia 
técnico: os riscos biológicos no âmbito da norma regulamentadora n. 32. 
Brasília: Ministério do Trabalho, 2008a. 
As mãos são uma das principais formas de disseminação de contaminação 
biológica. Por ser tão importante, dia 5 de maio é o dia mundial de 
higienização das mãos, consulte o texto contido no link a seguir:
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Higienize 
suas mãos. Brasília, [s.d.]d. Disponível em: http://tinyurl.com/5n82ruyt. 
Acesso em: 27 out. 2015.
Figura 1 
Disponível em: https://tinyurl.com/42jkv8dr. Acesso em: 27 out. 2015.
Desde 1846, quando o médico húngaro Ignaz Semmelweis reportou-se à redução do número de 
mortes maternas por infecção puerperal após a implantação da prática de higienização das mãos, 
esse procedimento tem sido recomendado como medida primária para o controle da disseminação de 
infecções. No Brasil, a higienização das mãos foi instituída como ação mais importante na prevenção e 
controle das infecções em serviços de saúde por meio da Portaria n. 2.616 de 1998 (Brasil, 1998) e da 
14
Unidade I
RDC n. 50, de 2002 (Brasil, 2002c). Entretanto, apesar das disposições legais e das evidências científicas, 
grande parte dos profissionais de saúde não segue essas recomendações.
A higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenção 
de propagação de infecções. O termo engloba a higienização simples, a higienização antisséptica, 
a fricção antisséptica e a antissepsia das mãos. A higienização é importante, pois as mãos constituem a 
principal via de transmissão de patógenos durante a assistência à saúde. Isso ocorre porque a pele é um 
reservatório de diversos micro-organismos que podem ser disseminados pelo contato direto – contato 
pele com pele –; ou indireto – contato com objetos e superfícies contaminadas (Anvisa, 2007). 
A pele das mãos pode abrigar duas populações de micro-organismos, sendo a microbiota considerada 
residente ou transitória. A microbiota residente é formada por micro-organismos de baixa virulência 
(por exemplo, estafilococos, corinebactérias e micrococos) que são difíceis de remover pela higienização 
das mãos com água e sabão, pois colonizam as camadas mais internas da pele. Por outro lado, a 
microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, que é eliminada mais facilmente 
pela higienização das mãos com água e sabão. A microbiota transitória geralmente é composta por 
bactérias gram-negativas (por exemplo, Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e 
vírus. No contexto hospitalar, os patógenos mais relevantes são Staphylococcus aureus, Staphylococcus 
epidermidis, Enterococcus spp., Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella spp., Enterobacter spp., e leveduras 
do gênero Candida (Anvisa, [s.d.]b).
A estrutura básica da pele está representada na figura a seguir: 
Gordura
Epiderme
Derme
Tecido adiposo 
subcutâneo 
(hipoderme)
Oríficio de 
glândula 
sudorípara
Pelo
Estratos 
cornificados
Glândula 
sudorípara
Músculo 
eretor
Glândulas 
sebáceas
Vaso 
sanguíneo
Folículo 
capilar
Figura 2 – Pele humana e tecido subcutâneo
Disponível em: https://tinyurl.com/32nzwum6. Acesso em: 10 nov. 2015.
15
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
 Observação
É importante saber que muitos micro-organismos habitam nosso 
corpo sem causar doenças ou outros problemas até que nosso sistema 
imunológico esteja fragilizado. São os agentes oportunistas. Dessa forma, 
preservar a saúde é importante para manter o sistema imunológico atuante 
garantindo uma maior resistência a vários desses micro-organismos.
A higienização das mãos tem a finalidade de remover a sujidade, suor, oleosidade, pelos, células 
descamativas e a microbiota da pele, prevenindo a transmissão de infecções veiculadas ao contato. Deve 
ser realizada por todos os profissionais de serviços de saúde que mantêm contato direto ou indireto 
com os pacientes, além dos trabalhadores que atuam na manipulação de medicamentos, alimentos e 
material estéril ou contaminado. 
 Saiba mais
A higienização pode ser realizada utilizando água e sabão, preparação 
alcóolica e antisséptico, conformeas indicações descritas a seguir:
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Anvisa). Higienização 
das mãos em serviços de saúde. Brasília: Anvisa, 2007. Disponível em: 
http://tinyurl.com/mr3trr8b. Acesso em: 10 nov. 2015.
Consulte o texto a seguir sobre higienização das mãos: 
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Anvisa). Higienização das 
mãos: quando e como fazer. [s.d.]a. Disponível em: http://tinyurl.com/mrsz5vuj. 
Acesso em: 11 nov. 2015.
Consulte o texto sobre prevenção de infecção feito pela enfermeira 
Julia Yaeko Kawagoe:
KAWAGOE, J. Y. Prevenção de infecção: higiene de mãos em suas mãos. 
[s.d.]. Disponível em: http://tinyurl.com/3b6rk4b2. Acesso em: 11 nov. 2015. 
Leia o artigo a seguir sobre higienização das mãos no controle das 
infecções em serviços de saúde: 
SANTOS, A. A. M. dos. Higienização das mãos no controle das infecções 
em serviço de saúde. [s.d.]. Disponível em: http://tinyurl.com/62529wwn. 
Acesso em: 11 nov. 2015.
16
Unidade I
Os agentes biológicos são divididos em classes de risco conforme o potencial de risco que representam. 
Para cada classe de risco, há um nível de biossegurança correspondente e que exige a implantação de 
procedimentos-padrão, utilização de equipamentos de contenção, instalações laboratoriais adaptadas ao 
tipo de trabalho desenvolvido, além de profissionais capacitados para a contenção do agente biológico. 
Os Níveis de Biossegurança podem ser classificados como NB 1, NB 2, NB 3 e NB 4, sendo aplicados a 
atividades realizadas em laboratórios de análises clínicas, de pesquisa, de ensino, de diagnóstico ou de 
produção (Brasil, 2010).
 Saiba mais
Consulte o manual a seguir: 
BRASIL. Ministério da Saúde. Classificação de risco dos agentes 
biológicos. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. (Série A. Normas e 
Manuais Técnicos). Disponível em: http://tinyurl.com/2dk9n62p. Acesso 
em: 11 nov. 2015
Outro manual interessante é o da Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária, em que encontramos toda a descrição da classificação e dos 
níveis de segurança nos capítulos 3 e 4:
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Anvisa). Segurança e 
controle de qualidade no laboratório de microbiologia clínica. [s.d.]c. Disponível 
em: http://tinyurl.com/yck6b7t9. Acesso em: 10 nov. 2015. 
2.2 Riscos químicos
No caso do risco químico, faz-se referência aos efeitos adversos, para o ser humano ou para o meio 
ambiente, decorrentes da produção, da armazenagem, do transporte, do manuseio, do uso, da exposição 
e do descarte de produtos químicos (Freitas, 2002).
A classificação das substâncias químicas, dos gases, líquidos ou sólidos, também deve ser conhecida 
pelos seus manipuladores. Nesse aspecto, têm-se solventes combustíveis, explosivos, irritantes, voláteis, 
cáusticos, além de locais que permitam ao operador a segurança pessoal e do meio ambiente (Hirata; 
Hirata; Mancini Filho, 2012). 
Segundo a NR 32, o risco químico é compreendido como a exposição aos agentes químicos presentes 
no ambiente de trabalho. São considerados como agentes químicos as substâncias, compostos ou 
produtos químicos em suas diversas formas de apresentação: líquido, sólido, plasma, vapor, poeira, 
névoa, neblina, gasosa e fumo. As rotas de entrada do agente químico no organismo incluem a via 
digestiva, respiratória, mucosa, parenteral e cutânea (Mazzeu; Demarco; Kalil, 2007).
17
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
 Saiba mais
Na NR 15, encontramos uma série de produtos considerados insalubres 
relacionados em seus anexos, determinando os limites de exposição para 
preservar a saúde do trabalhador. Deve-se consultar essa NR quando se 
deseja verificar se há percepção a um adicional e insalubridade, caso o 
agente em questão esteja acima do limite aceitável: 
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora 
n. 15 – atividades e operações insalubres. Brasília: 1978a. Disponível em: 
http://tinyurl.com/2xkv4z3b. Acesso em: 5 nov. 2015.
Segundo Hirata, Hirata e Mancini Filho (2012), podemos classificar os riscos químicos de acordo com 
grau de periculosidade a seguir:
• Contaminantes do ar: devem-se considerar como contaminantes do ar: poeiras, fumaça de 
diferentes origens, incluindo as de cigarro, aerossóis, neblinas, vapores, gases asfixiantes e 
irritantes. Como atividades geradoras de aerossóis, podemos citar: manipulação de centrífugas, 
ultracentrífugas, incubadoras orbitais, liofilizadores, evaporadores, homogeneizadores, 
misturadores, moedores de substâncias sólidas, líquidos e gases comprimidos e perigosos. 
Esses equipamentos, quando utilizados com substâncias que são contaminantes, devem ser 
hermeticamente fechados. 
• Substâncias tóxicas e altamente tóxicas: deve-se evitar o contato de substâncias tóxicas, que 
podem causar graves danos à saúde, com o corpo humano, principalmente aquelas que podem 
trazer consequências fatais. Deve-se tomar especial cuidado com substâncias que apresentem 
atividade cancerígena e levem ao risco de alterações genéticas e de ação teratogênica.
• Substâncias explosivas: evitar choques, produção de faíscas, fogo e ação de calor. Muitos 
produtores químicos são explosivos, como as nitroglicerinas. Outro cuidado importante é o 
conhecimento de amostras que produzam substâncias explosivas. Esses compostos geralmente 
são controlados pelo Ministério do Exército e requerem autorização especial para a obtenção, 
como, por exemplo, o ácido perclórico e o ácido nítrico.
• Substâncias irritantes e nocivas: evitar o contato das substâncias químicas irritantes, como 
hidróxido de amônia, ácido nítrico, acrilamida, com o corpo humano e também ter cautela com 
a inalação de seus vapores. Tais agentes químicos são possíveis causadores de danos à saúde em 
caso de seu emprego inadequado. O manuseio dessas substâncias requer utilização de proteção 
do sistema respiratório, contato com as mãos e pele por meio da utilização de luvas e manipulação 
em uma cabine de segurança química. 
18
Unidade I
• Substâncias oxidantes: evitar qualquer contato com substâncias combustíveis (perigo de 
inflamação). Os incêndios podem ser favorecidos e sua extinção pode ser dificultada.
• Substâncias corrosivas: evitar contato com os olhos, a pele e a roupa mediante medidas protetoras 
especiais. Não inalar vapores. Utilizar luvas de proteção com avental de manga comprida, de 
material impermeável e resistente a esses compostos.
• Líquidos voláteis: manipular os líquidos voláteis, como ácido clorídrico e nítrico, com muito 
cuidado, evitando sua inalação. Manipular tais produtos sempre em capela de ar forçado ou 
exaustão (capela química) e manuseá-los com proteção adequada, usando máscaras de proteção 
do sistema respiratório e luvas especiais.
• Substâncias inflamáveis: manipular as substâncias inflamáveis longe de chamas ou emissores de 
calor e centelhas. Quando os produtos forem voláteis, operar com proteção adequada e em capela 
de ar forçado ou exaustão (capela química). Todas essas substâncias devem ser adequadamente 
identificadas. Em geral, os fabricantes apresentam, nos rótulos, uma instrução sobre manuseio 
correto, com identificação pertinente. O éter é um bom exemplo, não devendo ser acondicionado 
em geladeira comum, pois pode provocar uma explosão, em virtude da presença da lâmpada e do 
interruptor, que podem gerar centelha no momento do fechamento ou abertura.
Ainda segundo Hirata, Hirata e Mancini Filho (2012), em nossas vidas, mesmo fora do ambiente de 
trabalho, estamos expostos a inúmeros agentes químicos, como poeira, poluição, aditivos alimentares e 
contaminantes, como agrotóxicos, inseticidas, entre outros. Os efeitos deletérios decorrentes da interação 
entre organismos vivos e substâncias químicas são definidos como intoxicação, sendo caracterizados 
por alterações bioquímicas que se traduzem em desequilíbrio fisiológico. 
 Observação
Muitos casos de intoxicação ocorrem em casa, com produtos de faxina 
que são químicos com grande potencial de danos à saúde. Esse tema deveser 
debatido junto com os trabalhadores para que possam levar o conhecimento 
da prevenção para seus lares e assim se preocuparem com como dispor e 
utilizar tais produtos de forma a garantir a sua segurança e a de sua família.
A intoxicação pode ser evidenciada por exames laboratoriais ou por exame clínico. Simplificando: 
a intoxicação não existe apenas quando há substância química, mas também quando há um processo 
patológico (doença) ocasionado pela substância. Deve-se ressaltar que a presença de agentes químicos 
no ambiente de trabalho não significa necessariamente o desenvolvimento de intoxicação entre os 
trabalhadores, mas indica a existência de risco que deverá ser avaliado.
Após o Benzeno ser reconhecido como uma substância cancerígena, tornou-se proibido pela Anvisa, 
conforme relata texto a seguir:
19
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
Destaque
Proibido o uso de benzeno em produtos sob controle sanitário
Dentro de seis meses, estará proibida a fabricação, distribuição e comercialização de 
todos os produtos registrados na Anvisa que contenham Benzeno em sua formulação. 
A determinação foi publicada no Diário Oficial da União, dia 18 de setembro, por meio 
da Resolução – RDC n.  252/2003. A substância é um derivado do petróleo que pode 
causar câncer.
A medida tem como parâmetro a avaliação dos riscos da substância feita pela 
International Agency Research on Cancer (Iarc), agência de pesquisa referenciada 
pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para analisar compostos suspeitos de 
causarem câncer, que o caracterizou como “comprovadamente cancerígeno”.
A norma define que a presença da substância será admitida somente como agente 
contaminante em concentração máxima de 0,1% v/v (zero vírgula um por cento, 
expresso em volume por volume). Ou seja, o Benzeno, utilizado em alguns solventes 
encontrados em formulações de repelentes, ceras líquidas, removedores, desengraxantes, 
desengordurantes entre outros, só poderá compor até 0,1% do total do produto. Desde 
1982, o limite era 1%, de acordo com uma portaria dos Ministérios da Saúde e 
do Trabalho.
Os produtos que tiverem em sua fórmula concentrações de Benzeno acima de 
0,01% v/v deverão trazer instruções claras sobre o risco de contaminação. Para esses 
produtos, a exigência da Anvisa é de que tragam, no rótulo, informações toxicológicas, 
recomendações de segurança, de uso e de primeiros socorros, como a frase: “Contém 
contaminante comprovadamente cancerígeno para humanos”.
Os fabricantes terão seis meses para adequarem-se à norma. As empresas que 
descumprirem a legislação poderão ser notificadas, autuadas e receber multas que variam 
de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Fonte: Anvisa (2003). 
Conforme a NR 32 (Brasil, 2005a), as medidas preconizadas para prevenção dos riscos químicos incluem:
• Manter a rotulagem do fabricante na embalagem original do produto químico utilizado. 
• Todos os recipientes que contenham produtos químicos devem ser identificados, de forma legível, 
por uma etiqueta contendo o nome do produto, composição química, concentração, data de 
envase e validade, além do nome do responsável pela manipulação ou fracionamento do produto. 
20
Unidade I
• É proibida a reutilização das embalagens de produtos químicos. 
• Deve constar no Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais (PPRA) um inventário de todos os 
produtos químicos, indicando aqueles que impliquem riscos à segurança e saúde do trabalhador. 
 Observação
Os agentes físicos, biológicos e químicos fazem parte da avaliação do 
PPRA. A questão dos agentes químicos é muito importante na área da 
saúde, em que há o uso de inúmeros produtos. Deve-se fazer um inventário 
de todos eles, sabendo para que procedimento cada um foi adquirido, 
onde está armazenado, quem é ou são os responsáveis pela sua guarda, 
distribuição e uso.
Os produtos químicos que impliquem risco à segurança e saúde do trabalhador devem conter uma 
ficha descritiva com: 
• características e formas de apresentação do produto;
• riscos à segurança e saúde do trabalhador e meio ambiente; 
• medidas de proteção e controle médico da saúde dos trabalhadores;
• condições e locais de estocagem; 
• medidas preconizadas em casos de emergência (Brasil, 2005a).
 Saiba mais
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) tem um 
Manual de Produtos Químicos que auxilia a compreensão e a interpretação 
da classificação dos produtos químicos.
COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO (CETESB). 
Manual de produtos químicos. São Paulo, [s.d.]. Disponível em: 
http://tinyurl.com/5eym47hv. Acesso em: 7 jan. 2015.
É exigido que o empregador capacite (inicialmente e de forma continuada) os trabalhadores que 
manipulem produtos químicos. Na capacitação, deve constar a apresentação das fichas descritivas 
dos produtos químicos, os procedimentos de segurança relativos à utilização e os adotados em casos 
de incidentes, acidentes ou emergência. Deve ser destinado um local apropriado para o manejo e 
21
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
fracionamento de produtos químicos que impliquem riscos à segurança e à saúde do trabalhador, sendo 
vedada a realização desses procedimentos em qualquer outro local – exceção para a preparação e 
associação de medicamentos para administração aos pacientes (Brasil, 2005a).
O local deve apresentar as seguintes especificações (Brasil, 2005a): 
• sinalização gráfica padronizada para identificação do ambiente; 
• equipamentos que mantenham a concentração dos produtos químicos no ar abaixo dos limites de 
tolerância estabelecidos; 
• equipamentos que garantam a exaustão dos produtos químicos, não devendo ser usado 
equipamento tipo coifa; 
• chuveiro e lava-olhos que devem ser acionados e higienizados semanalmente; 
• equipamentos de proteção individual à disposição dos trabalhadores; 
• sistema eficiente de descarte. 
Os procedimentos de manuseio e fracionamento de produtos químicos devem ser realizados por 
profissional qualificado. O transporte de produtos químicos deve ser realizado levando em consideração 
os riscos à segurança e saúde do trabalhador e meio ambiente. É estabelecido que todos os serviços que 
realizem esterilização, reesterilização ou reprocessamento por gás de óxido de etileno deverão atender 
às especificações da Portaria Interministerial n. 482 (Brasil, 1999). 
Locais de utilização e armazenamento de produtos inflamáveis devem prever medidas para 
prevenção de incêndios, bem como medidas especiais de segurança e procedimentos de emergência 
(Brasil, 2005a). 
Em relação ao manejo e prevenção de riscos de acidentes com gases medicinais, a NR 32 preconiza 
que devem ser seguidas todas as recomendações do fabricante durante a movimentação, transporte, 
armazenamento, manuseio e utilização dos gases, bem como na manutenção dos equipamentos 
(Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). As recomendações devem ser mantidas no local de trabalho à disposição 
dos trabalhadores. 
Segundo a NR 32 (Brasil, 2005a), é vedada: 
• utilização de equipamentos com vazamento de gás; 
• submissão de equipamentos a pressões superiores às recomendadas; 
• utilização de cilindros em identificação e válvula de segurança; 
22
Unidade I
• movimentação dos cilindros sem utilização de EPIs; 
• submissão dos cilindros a temperaturas extremas; 
• utilização do oxigênio e ar comprimido para fins diversos ao que se destinam; 
• contato de óleos, graxas, hidrocarbonetos ou materiais orgânicos similares a gases oxidantes; 
• utilização de cilindros de oxigênio sem válvula de retenção ou dispositivo antirrefluxo; 
• transferência de gases de um cilindro para outro; 
• transporte de cilindros soltos, em posição horizontal e sem capacetes. 
 Saiba mais
O que foi determinado na NR 32 sobre transporte de cilindros está 
no Parecer Coren – SP 016/2013 – CT, em que há uma divergência na 
atribuição da enfermagem no manuseio e troca de cilindros, sendo apenas 
a eles atribuídos este procedimento para cilindros portáteise em casos 
específicos:
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO (COREN). 
Parecer Coren – SP 016/2013 – CT. São Paulo, 2013. Disponível em: 
http://tinyurl.com/25y5nu8t. Acesso em: 12 nov. 2013.
Cilindros contendo gases inflamáveis devem ser armazenados a uma distância de no mínimo 
8 metros de cilindros contendo gases oxidantes, ou serem armazenados usando barreiras vedadas e 
resistentes ao fogo (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
 Saiba mais
A questão de substâncias inflamáveis e explosivas encontra-se na 
NR 16, que trata da periculosidade, as instruções devem ser observadas e 
aplicadas quando for o caso:
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora 
n. 16 – atividades e operações perigosas. Brasília, 1978b. Disponível em: 
http://tinyurl.com/3nzhbfsv. Acesso em: 5 nov. 2015.
23
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
O sistema centralizado de gases medicinais deve conter placas com caracteres legíveis com as 
seguintes informações: 
• identificação das pessoas autorizadas a terem acesso ao local; 
• procedimentos adotados em caso de emergência; 
• número de telefone de emergência; 
• sinalização dos perigos associados (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
Em relação aos medicamentos e drogas de risco – considerados aqueles que possam causar 
genotoxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e toxicidade séria e seletiva sobre órgãos 
e sistemas – deve constar no PPRA a descrição dos riscos inerentes a atividades de recebimento, 
armazenamento, preparo, distribuição, administração dos medicamentos e das drogas de risco (Brasil, 
2005a; Coren, [s.d.]). 
Ao abordar a prevenção de riscos associados à utilização de gases e vapores anestésicos, a NR 32 
preconiza que os equipamentos usados para administração de gases ou vapores anestésicos devem ser 
submetidos à manutenção corretiva e preventiva (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
A manutenção deve, no mínimo, consistir de verificação dos cilindros de gases, conectores, conexões, 
mangueiras, balões, traqueias, válvulas, aparelhos de anestesia e máscaras faciais para ventilação 
pulmonar. Os relatórios da manutenção devem ter documento próprio que deve ficar à disposição dos 
trabalhadores (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
Os locais onde são utilizados gases ou vapores anestésicos devem ter sistema de ventilação e 
exaustão para manter a concentração ambiental sob controle. Trabalhadoras gestantes devem receber 
autorização documentada por médico responsável pelo Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional (PCMSO) para o trabalho em áreas com possibilidade de exposição a gases ou vapores 
anestésicos (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
Quanto ao manejo dos quimioterápicos antineoplásicos, a NR 32 preconiza que os quimioterápicos 
antineoplásicos somente devem ser preparados em área exclusiva e acesso restrito aos profissionais 
diretamente envolvidos (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). Essas áreas devem dispor de: 
• vestiário de barreira com câmara dupla; 
• sala de preparo de quimioterápicos; 
• local destinado a atividades administrativas; 
• local de armazenamento (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]);
24
Unidade I
O vestiário deve conter:
• pia e material para lavar e secar as mãos;
• lava-olhos ou ducha tipo higiênica;
• chuveiro de emergência;
• EPIs e vestimentas para uso e reposição; 
• armário para guardar pertences pessoais; 
• recipiente para descarte de vestimentas usadas (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]);
Deve conter ainda manuais reportando os procedimentos de limpeza, descontaminação e desinfecção 
de todas as áreas (superfícies, instalações, equipamentos, mobiliário, vestimentas, materiais e EPIs) – os 
manuais devem estar à disposição dos trabalhadores (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
Os profissionais devem lavar as mãos antes e após a retirada das luvas (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
Na sala de preparo de quimioterápicos antineoplásicos, deve haver uma cabine de segurança biológica 
Classe II B2, devendo ser previsto ainda: 
• suprimento de ar apropriado;
• local e posicionamento para evitar a formação de turbulência aérea (Brasil, 2005; Coren, 2009). 
Algumas medidas referentes à cabine incluem: 
• permanecer em funcionamento por 30 minutos antes e 30 minutos após a manipulação; 
• receber manutenção periódica e trocas de filtros absolutos e pré-filtros de acordo com 
especificações do fabricante; 
• possuir relatório de manutenção, que deve estar à disposição dos trabalhadores; 
• conter etiquetas com as datas da última e próxima manutenção; 
• ser submetida a processo de limpeza, descontaminação e desinfecção antes do início das atividades; 
• ser submetida ao processo de limpeza ao final das atividades ou em caso de derramamento ou 
respingos (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
Ainda em relação aos quimioterápicos antineoplásicos, a NR 32 estipula que o empregador deve: 
• proibir fumar, comer ou beber; 
25
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
• portar adornos ou maquiar-se;
• afastar trabalhadoras gestantes e nutrizes;
• proibir que trabalhadores expostos realizem tarefas susceptíveis de exposição a agentes ionizantes; 
• fornecer avental de material impermeável, resistente, fechado nas costas, com manga comprida e 
punho justo;
• fornecer dispositivos que minimizem a geração de aerossóis e ocorrência de acidentes durante o 
preparo, administração e transporte (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
Os EPIs devem cumprir as seguintes exigências:
• serem avaliados diariamente quanto ao estado de conservação e segurança;
• estarem armazenados em local de fácil acesso e em quantidade suficiente para imediata 
substituição (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
É vedado iniciar qualquer atividade na falta de EPI ou continuar as atividades de manipulação 
na ocorrência de interrupção de funcionamento da cabine de segurança biológica (Brasil, 2005a; 
Coren, [s.d.]).
Segundo a NR 32, os acidentes com quimioterápicos podem ser classificados como ambientais, quando 
há contaminação do ambiente devido à saída do medicamento do envase em que está acondicionado; 
ou pessoais, quando há contaminação gerada por contato ou inalação dos medicamentos em qualquer 
das etapas do processo. Todas as normas e procedimentos a serem adotados no caso de acidente com 
quimioterápicos devem constar em um manual disponível aos trabalhadores (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
Em áreas de preparação, armazenamento e administração de quimioterápicos, deve constar um kit 
identificado, contendo: luvas de procedimento, avental impermeável, compressas absorventes, proteção 
respiratória, proteção ocular, sabão, recipiente identificado para recolhimento de resíduos e descrição 
do procedimento (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
Ainda em relação aos quimioterápicos, a NR 32 preconiza que os trabalhadores devem receber 
capacitação inicial e continuada que contenha: 
• vias de exposição ocupacional; 
• efeitos terapêuticos e possíveis riscos à saúde; 
• normas e procedimentos para o manuseio, preparo, transporte, administração, distribuição e descarte; 
• normas e procedimentos adotados em caso de acidentes (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
26
Unidade I
2.3 Riscos físicos – radiações ionizantes
Quanto às radiações, são formas de energia emitidas que se transmitem pelo espaço como ondas 
ou, em alguns casos, têm comportamento corpuscular. Quando o indivíduo é submetido a ambiente 
com a presença de radiação acima das condições permitidas, podem ocorrer diferentes tipos de lesão e 
consequências graves ou irreversíveis através da sua absorção no organismo humano (Mastroeni, 2006; 
Teixeira; Valle, 2010).
 Saiba mais
O manual do Coren sobre a NR 32 é uma referência importante para 
administrar os riscos da área da saúde, entre eles, os das radiações ionizantes:
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO (COREN). 
Manual: norma regulamentadora n. 32. São Paulo: Coren, [s.d.]. Disponível 
em: http://tinyurl.com/yss6773a. Acesso em: 11 nov. 2015.
Esse processo de absorção pode provocardois efeitos: ionização e excitação.
O efeito de ionização ocorre quando a radiação atinge um átomo dividindo-o em duas partes 
eletricamente carregadas, chamados de par iônico. Esse efeito é de predominância nas radiações ionizantes.
O efeito de excitação acontece quando a radiação que atinge o átomo não tem energia suficiente 
para dividi-lo, ocorrendo apenas a sua excitação, o que provoca um aumento de energia interna. Tal 
efeito decorre de radiações não ionizantes (Nouailhetas; Almeida; Pestana, [s.d.]). 
É importante destacar que, a partir do conhecimento do fenômeno, torna-se possível reconhecer, 
avaliar e propor métodos de detecção e critérios quantitativos, de modo a controlar os riscos de radiação 
no ambiente de trabalho, uma vez que o uso de fontes radioativas, de vários tipos e atividades, já se 
encontra largamente difundido na indústria, na medicina, no ensino e na pesquisa em inúmeros países 
(Teixeira; Valle, 2010). 
Existem diversos grupos de radiações que podem apresentar outros efeitos com características 
específicas. Contudo, as radiações ionizantes e não ionizantes, pela sua intensidade e maior ocorrência 
nas atividades desenvolvidas em serviços de saúde, devem ser a preocupação principal no tocante à 
segurança dos trabalhadores.
27
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
 Saiba mais
Assista ao vídeo sobre radiação ionizante que consta no link a seguir: 
ATUALIDADES on-line. TV Web Unip-Objetivo. Objetivo, 1999-2015. 
61 minutos. Disponível em: http://tinyurl.com/2s39ssme. Acesso em: 
18 nov. 2015. 
O trabalhador que fica em locais onde existam fontes de radiação ionizante deve: 
• permanecer o menor tempo possível nessas áreas; 
• conhecer os riscos radiológicos associados ao trabalho; 
• ter capacitação em proteção radiológica;
• utilizar EPIs adequados aos riscos; 
• estar sob monitoração individual de dose de radiação ionizante (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
 Saiba mais
O Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN) disponibiliza um 
manual sobre radiações ionizantes e a vida:
NOUAILHETAS, Y.; ALMEIDA, C. E. B. de; PESTANA, S. Radiações ionizantes 
e a vida. Botafogo: CNEN , [s.d.]. Disponível em: http://tinyurl.com/yckmj843. 
Acesso em: 7 jan. 2016. 
Trabalhadoras grávidas devem ser afastadas das atividades com radiações ionizantes. A NR 32 
preconiza que toda instalação radiativa deve dispor de monitoração individual e de áreas, sendo ainda 
especificado que os dosímetros devem ser calibrados e avaliados em laboratórios creditados pelo 
Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN). 
A monitoração deve ser realizada através de dosimetria com periodicidade mensal. Em caso de 
suspeita ou ocorrência de exposição acidental, os dosímetros devem ser encaminhados para leitura no 
prazo máximo de 24 horas. Após ocorrência ou suspeita de exposição acidental, devem ser tomadas 
medidas adicionais de monitoração individual, incluindo avaliação clínica e realização de exames 
complementares, tais como dosimetria citogenética (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
28
Unidade I
Segundo a NR 32, é dever do empregador: 
• implementar medidas de proteção coletiva relacionadas aos riscos radiológicos; 
• manter profissional responsável pela proteção radiológica; 
• promover capacitação inicial e continuada em proteção radiológica; 
• registrar as capacitações ministradas; 
• fornecer instruções escritas em relação aos riscos radiológicos e os procedimentos de 
proteção radiológica;
• dar ciência dos resultados das doses referentes às exposições de rotina, acidentais e de emergência, 
a cada trabalhador e ao médico coordenador do PCMSO (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
Os trabalhadores de instalações radiativas devem ter um registro individual atualizado, que deve ser 
conservado por trinta anos após o término de sua função, contendo as seguintes informações: 
• identificação, endereço e nível de instrução; 
• data de admissão e saída do emprego; 
• nome e endereço do responsável pela proteção radiológica; 
• funções, risco radiológico a que esteve exposto, data de inicio e término da atividade com radiação, 
horários e período de ocupação; 
• tipos de dosímetros utilizados; 
• registro de doses recebidas; 
• capacitações realizadas;
• estimativas de incorporações; 
• relatórios sobre exposições de emergência e acidentes; 
• exposições ocupacionais anteriores (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
29
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
 Observação
O período de tempo para guardar os documentos tem passado por 
uma análise do governo e, em muitos casos, foi reduzido, devendo sempre 
consultar os aspectos legais para saber o tempo em vigor, mas, como as 
questões de doenças decorrentes de exposição a radiações ionizantes é de 
longo prazo, deve-se ter muito cuidado nesse sentido.
Segundo as diretrizes da NR 32, toda instalação radiativa deve conter um serviço de proteção 
radiológica, seguindo as especificações. 
O serviço de proteção radiológica deve ser localizado no mesmo ambiente da instalação radiativa, 
conforme as normas da CNEN e da Anvisa (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
 Saiba mais
O CNEN oferece um manual sobre os fundamentos da radioproteção 
e dosimetria:
TAUHATA, L. et al. Radioproteção e dosimetria. [S.l.]: Instituto de 
Proteção e Dosimetria, [s.d.]. Disponível em: http://tinyurl.com/3k5xbwan. 
Acesso em: 7 jan. 2016.
Devem-se possuir equipamentos para: 
• monitoração dos trabalhadores e da área; 
• proteção individual; 
• medição de radiações ionizantes no ambiente (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
O médico coordenador do PCMSO deve ter conhecimento dos efeitos e terapêutica associados 
à exposição decorrente das atividades ou de acidentes com radiações ionizantes (Brasil, 2005a; 
Coren, [s.d.]). 
30
Unidade I
 Saiba mais
O PCMSO, previsto na NR 7, é muito importante para comprovar que os 
métodos de controle estão sendo eficientes e que a saúde dos profissionais 
está sendo preservada como planejado:
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora 
n. 7 – programa de controle médico de saúde ocupacional. Brasília, 1994a. 
Disponível em: http://tinyurl.com/336jwv7d. Acesso em: 5 nov. 2015.
As áreas da instalação radiativa devem ser classificadas e ter controle de acesso. Elas devem 
estar devidamente sinalizadas, levando em conta (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]): 
• uso do símbolo internacional de presença de radiação; 
• o material radiativo deve ter a embalagem, recipiente ou blindagem identificados com o elemento 
radiativo, atividade e tipo de emissão; 
• valores das taxas de dose em pontos de referência, próximos à fonte de radiação, locais de 
permanência e trânsito de trabalhadores; 
• identificação de vias de circulação, entradas, saídas e em casos de emergências; 
• localização dos equipamentos de segurança; 
• medidas em casos de acidentes ou emergência; 
• sistemas de alarme.
Em relação ao serviço de medicina nuclear, é estipulado que sua área deve ter pisos e paredes 
impermeáveis para permitir a descontaminação. A sala de manipulação e armazenamento de fontes 
radiativas deve ter cantos arredondados e ser revestida com material impermeável que possibilite a 
descontaminação, além de ter bancadas de material liso, de fácil descontaminação, recobertas com 
plástico e papel absorvente, ter pia com cuba de, no mínimo 40 cm de profundidade e acionamento 
de abertura das torneiras sem controle manual. Não é permitido aplicar cosméticos, alimentar-se, 
beber, fumar, repousar, guardar alimentos, bebidas e bens pessoais em locais onde são manipulados e 
armazenados materiais radioativos (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
Os trabalhadores que manipulam materiais radioativos devem usar EPIs recomendados no PPRA e 
PPR (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]);
31
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
Os locais destinados ao decaimento de rejeitos radioativos devem ser localizados em área de 
acesso controlado, ser sinalizados, ter blindagem adequada, ser constituídosde compartimentos que 
possibilitem a segregação dos rejeitos por grupo de radionuclídeos com meia-vida física próxima e por 
estado físico (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
O quarto de internação e administração de radiofármacos deve ter blindagem; paredes e pisos com 
cantos arredondados, revestidos de materiais impermeáveis para permitir sua descontaminação, sanitário 
privativo, biombo blindado junto ao leito, sinalização externa da presença de radiação ionizante e acesso 
controlado (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
Os serviços de radioterapia devem adotar os seguintes dispositivos de segurança: 
• salas de tratamento com portas com sistema de intertravamento que previnam o acesso indevido 
de pessoas durante a operação do equipamento; 
• indicadores luminosos de equipamento em operação, localizados na sala de tratamento e em seu 
acesso externo, em posição visível (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
Em relação à braquiterapia, preconiza-se que é vedada a realização de atividades não relacionadas 
na sala de preparo e armazenamento de fontes. Os recipientes usados no transporte de fontes devem 
ser identificados com o símbolo de presença de radiação. O menor número possível de pessoas deve ser 
exposto quando ocorrer o deslocamento de fontes para utilização em braquiterapia. Devem ser utilizados 
simuladores de fontes seladas na capacitação dos trabalhadores. A manipulação de fontes com baixa 
taxa de dose deve ser realizada em sala específica com acesso controlado. Deve ser realizada com a 
utilização de instrumentos e com proteção de anteparo plumbífero. Após aplicação, as vestimentas do 
paciente e roupas de cama devem ser monitoradas para verificar a presença de fontes seladas. Quanto 
aos serviços de radiodiagnóstico médico, a NR 32 estabelece que é obrigatório manter no local de 
trabalho o Alvará de Funcionamento concedido pela autoridade sanitária e o Programa de Garantia da 
Qualidade (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]). 
As condições da cabine de comando devem permitir ao operador, na posição de disparo, comunicar-se 
e observar o paciente e também permitir que o operador visualize a entrada de pessoas durante o 
procedimento radiológico (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
As salas de raios X devem conter: 
• sinalização na face exterior das portas de acesso, contendo o símbolo internacional de radiação 
ionizante, acompanhado das inscrições: "raios X, entrada restrita" ou "raios X, entrada proibida a 
pessoas não autorizadas".
• sinalização luminosa vermelha (que deve ser acionada durante os procedimentos radiológicos) 
acima da face externa da porta de acesso, acompanhada do seguinte aviso de advertência: 
"Quando a luz vermelha estiver acesa, a entrada é proibida" (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
32
Unidade I
Além disso, as portas de acesso das salas com equipamentos de raios X devem ser mantidas fechadas 
durante as exposições, não sendo permitida a instalação de mais de um equipamento de raios X por sala. 
A câmara escura deve conter um sistema de exaustão de ar localizado e pia com torneira. A NR 32 estipula 
ainda que os equipamentos móveis de raios X devem ter um cabo disparador com um comprimento 
mínimo de 2 metros, e somente o paciente e a equipe deverão permanecer no local do procedimento 
radiológico (Brasil, 2005a; Coren, [s.d.]).
Os equipamentos de fluoroscopia devem conter:
• sistema de intensificação de imagem com monitor de vídeo acoplado; 
• cortina ou saiote plumbífero inferior e lateral para proteção do operador; 
• sistema para garantir que o feixe de radiação seja completamente restrito à área do receptor de imagem; 
• sistema de alarme indicador de um determinado nível de dose ou exposição – o alarme deve ser 
instalado no ambiente caso o equipamento de fluoroscopia não tenha o sistema de alarme (Brasil, 
2005a; Coren, [s.d.]).
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SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
 Resumo
A higiene pessoal tem grande importância na área de saúde, pois está 
diretamente ligada à questão de contaminação e propagação de bactérias. 
Principalmente no meio hospitalar, as superbactérias tornam-se resistentes 
aos medicamentos convencionais e têm o grande potencial de levar a óbito 
pacientes com a saúde já fragilizada.
A NR 32 é a norma que oferece as referências gerais para a segurança 
dos profissionais que atuam no setor da saúde, tendo como principal 
objetivo prevenir os acidentes e adoecimentos causados pelo trabalho em 
profissionais da área de saúde ao eliminar/controlar as condições de risco.
Apresentaram-se os agentes de risco físico (radiações ionizantes); químicos 
(exposição a diversas substâncias químicas); e biológicos, (exposição aos 
mais diversos agentes biológicos). 
Os agentes de risco biológicos necessitam que se adotem procedimentos 
e protocolos de segurança para seu controle, precisando, para isso, 
que se tenha uma estrutura própria para conseguir bons resultados. 
A classificação de riscos dos agentes biológicos está dividida em quatro 
classes de risco.
As mãos devem ser uma das principais preocupações, e os protocolos 
de higienização foram apreciados para evitar propagação de doenças 
entre funcionários, pacientes e demais pessoas que transitem em locais 
vulneráveis diante de riscos.
Os riscos químicos são outra grande preocupação nos ambientes da 
saúde pela grande variedade de produtos manuseados. Eles são fonte de 
condições insalubres e perigosas que devem ser controladas para evitar 
riscos à saúde e integridade física dos trabalhadores, bem como adicionais 
desnecessários que geram custos às organizações.
Apresentaram-se as diversas formas de contaminação dos agentes 
químicos, inclusive as relacionadas às questões ambientas, geradas pelo 
descarte de embalagens desses produtos que foram consumidos nos 
procedimentos da saúde.
Entre os riscos físicos, destacam-se as questões relacionadas à radiação 
ionizante que se encontra em diversos equipamentos e procedimentos 
médicos, oferecendo um risco silencioso e invisível às pessoas e, portanto, 
34
Unidade I
precisando ser muito bem controlado. Além de todos os protocolos e 
controles, ficam submetidos aos controles da Comissão Nacional de 
Energia Nuclear – CNEN.
Devem-se seguir os protocolos de controle das fontes, bem como o 
monitoramento constante dos profissionais que atuem perto dessas fontes, 
para garantir que não ultrapassem a dose de exposição considerada segura. 
Torna-se, portanto, importante um bom controle médico e, para isso, temos 
o PCMSO, que auxilia nesse sentido.
Para os controles dos ambientes, diversos protocolos devem ser seguidos, 
garantindo, assim, o controle do agente na fonte e permitindo manter os 
ambientes seguros para todos.
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SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
 Exercícios
Questão 1. (Enade 2010, adaptada) Um especialista é contratado por uma pequena indústria que 
gera, em seu processo produtivo, alguns tipos de resíduos sólidos. Ao elaborar o plano de gerenciamento 
de resíduos sólidos, ele recorre à NBR 10 004/2004.
Avalie as afirmativas que seguem, considerando o estabelecido na NBR 10 004/2004.
I – Os resíduos sólidos são classificados em inertes e não inertes, sendo que os não inertes podem 
ser perigosos e não perigosos.
II – A classificação de um resíduo é feita com base na identificação de seus constituintes e no 
processo que o originou.
III – Quando se trata de resíduos tóxicos, as embalagens que os contêm (ou continham) seguem a 
mesma classificação dos resíduos.
IV – Cada tipo de resíduo é identificado por um código formado por uma letra e três algarismos.
Estão corretas apenas as afirmativas: 
A) I e IV.
B) II e IV.
C) I, II e III.
D) I, II e IV.
E) II, III e IV.
Resposta correta: alternativa E. 
Análise das afirmativas
I – Afirmativa incorreta. 
Justificativa: a afirmativa indica que os resíduos são classificados em inertes e não inertes, 
subdividindo os últimos em perigosos e não perigosos.
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Unidade I
II – Afirmativa correta. 
Justificativa: de acordo com a Norma NBR10 004/2004, a classificação dos resíduos é feita segundo 
a identificação de seus constituintes e do processo de origem.
III – Afirmativa correta. 
Justificativa: a classificação aplicada às embalagens é a mesma aplicada aos resíduos, visto que 
aquelas podem conter resíduos já classificados de acordo com sua constituição e origem.
IV – Afirmativa correta. 
Justificativa: cada tipo de resíduo é identificado por um código formado por uma letra e três dígitos. 
Por exemplo, resíduos inflamáveis são identificados pelo código D001 e resíduos corrosivos, pelo código 
de identificação D002. 
Questão 2. (Enade 2010, adaptada) O Código de Águas, estabelecido pelo Decreto Federal n. 24.643, 
de 1934, constitui um marco legal na gestão dos recursos hídricos no Brasil. O código foi instituído em 
um momento de transição, em que o Brasil deixava de ser uma economia agrária para se tornar uma 
economia urbano-industrial. Ressalta-se que a água é essencial nos processos relacionados à saúde.
Considerando o Código de Águas, avalie as afirmativas que seguem.
I – A necessidade de preservação das condições da água pelo usuário de jusante perante os usuários 
de montante regulamenta o aproveitamento das águas comuns.
II – O regime de outorga define que as águas públicas não podem ser derivadas para as aplicações 
da agricultura, da indústria e da higiene sem a existência de concessão administrativa.
III – A definição do uso prioritário da água para o abastecimento público estabelece a preferência da 
derivação para o abastecimento das populações.
É correto apenas o que se afirma em: 
A) I.
B) II.
C) III.
D) I e II.
E) II e III.
Resposta correta: alternativa E. 
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SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
Análise das afirmativas
I – Afirmativa incorreta. 
Justificativa: a afirmativa I está em ordem contrária em relação aos usuários da água. Os usuários a 
montante (isto é, localizados na parte anterior do curso da água) devem preservar as condições da água 
perante os usuários a jusante (isto é, aqueles localizados na parte posterior do curso da água).
II – Afirmativa correta.
Justificativa: o uso de águas públicas, para qualquer finalidade, exige concessão administrativa pelos 
órgãos públicos competentes.
III – Afirmativa correta.
Justificativa: o uso de água para abastecimento público é considerado prioritário em relação ao uso 
de água na agricultura e na indústria.

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