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2- PORTFÓLIO LINGUAGENS DA ARTE

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CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO
SEGUNDA LICENCIATURA ARTES VISUAIS
LINGUAGENS DA ARTE NA EDUCAÇÃO: MÚSICA, TEATRO, DANÇA
PORTFÓLIO – Prática 
TUTOR: ALUÍSIO DE SOUZA OLIVEIRA
MARCOS DOS SANTOS DE OLIVEIRA (8013719)
SÃO PAULO 
SP -2020
É de suma importância que nós ARTE-EDUCADORES, saibamos identificar as especificidades dos nossos Educandos. Temos diversos alunos, PNE – Pessoas com Necessidades ESPECIAIS! Com Religiões diversas; costumes e regras adquiridos dentro do lar– Moral; diversas Etnias; diversas Orientações Sexuais; Cis Gêneros; Trans; Binário; Estrangeiros. Eu leciono na Secretaria da Educação do Estado de SP – Diretoria Norte 2 – Na Escola Estadual João Baptista Alves, localizada no coração da Comunidade mais carente da Região do Jaçanã- Zona Norte; Como é uma escola pública sabemos dos diversos problemas: má Infraestrutura, a evasão escolar, o analfabetismo, violência contra os professores, péssimos salários; a grande falta de investimentos! Falta de materiais pedagógicos; entre outros. 
 	A primeira proposta de Jogo Teatral é interdisciplinar, convidei a professora de Educação Física, Bruna Santos, pois, somente esta profissional Habilitada, pode utilizar a quadra. Sendo que a dança é um conteúdo escolar inserido nas disciplinas de Artes e Educação Física. Neste jogo teatral foi realizado com alunos da Sétima séria do Ensino Fundamental, a dança focando na Cultura Brasileira e obedecendo a LDB 9.394/96: “O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá componente curricular OBRIGATÓRIO nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Utilizando os ritmos Carimbó e o Forró! Assim reafirmamos a importância das manifestações da nossa Cultura Corporal e principalmente artística. Pois assim, trabalharemos a parte cultural como a valorização dos nossos ritmos musicais, além de conhecer grandes nomes da nossa Cultura popular como o Patrono do Forró, xaxado, xote e REI do Baião – O NORDESTINO - Luiz Gonzaga. Além de trabalhar diversas habilidades motoras e a memorização que são essenciais no desenvolvimento do educando. E de um jeito leve, descontraído, utilizando o BRINCAR como ferramenta pedagógica. “O brincar, em especial, constitui uma rica possibilidade de expressão infantil, revelando os modos de a criança fazer-se presente no mundo, marcando sua identidade e participação na cultura. Brincar e aprender não são atividades antagônicas; ao contrário, para as crianças não existe separação ou descontinuidade entre ambas. Brincar e aprender são processos recíprocos, que se complementam. Apesar disso, a criança não se preocupa (e nem deveria) com o que aprendeu ao realizar determinada brincadeira, tampouco o faz por obrigação. Para ela, participar de uma brincadeira é uma ação voluntária que envolve o querer brincar. Nas brincadeiras, a criança reflete a sua realidade, adquire e desenvolve conhecimentos, e desenvolve o pensamento, por meio da análise e síntese das situações”. (PARANÁ, 2006, p.28).
 	Incentivamos todos os alunos apresentam-se descalços. As alunas usam saias coloridas, muito franzidas e amplas, blusas de cor lisa, pulseiras e colares de sementes grandes. Os cabelos são ornamentados com ramos de rosas ou jasmim. Os homens apresentam-se com calças de mescla azul clara e camisas do mesmo tom, com as pontas amarradas na altura do umbigo, além de um lenço vermelho no pescoço. Trabalhamos com materiais recicláveis nas convecções das roupas como o tecido chamado Chita. (Segue uma foto antes da dança! As minhas meninas, a Professora Bruna Santos e eu). Belíssimo jogo de integração.
A Coreografia
· A dança é apresentada em pares;
· Começa com duas fileiras: Ou Alunos & Alunas/Alunas & Alunas/Alunos &Alunos com a frente voltada para o centro. (RESPEITO PELA DIVERSIDADE E A COMUNIDADE LGBTQUIA+)
· Quando a música inicia os Meninos(as) vão em direção às seu par, diante das quais batem palmas como uma espécie de convite para a dança.
· Imediatamente os pares se formam, girando continuamente em torno de si mesmo, ao mesmo tempo formando um grande círculo que gira em sentido contrário ao ponteiro do relógio. 
· Nesta parte observa-se a influência indígena, quando os dançarinos fazem alguns movimentos com o corpo curvado para frente, sempre puxando-o com um pé na frente, marcando acentuadamente o ritmo vibrante. ( Lei nº 11.645/08 altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.)
· As mulheres, cheias de encantos, costumam tirar graça com seus companheiros(as) segurando a barra da saia, esperando o momento em que os seus cavalheiros estejam distraídos para atirar-lhes no rosto esta parte da indumentária feminina. 
· O fato sempre provoca gritos e gargalhadas nos outros dançadores.
· O cavalheiro(a) que é vaiado pelos seus próprios companheiros é forçado a abandonar o local da dança.
· Em determinado momento da "dança do carimbó" vai para o centro um casal de dançadores para a execução da famosa dança do peru, ou "Peru de Atalaia", onde o cavalheiro é forçado a apanhar, apenas com a boca, um lenço que sua companheira estende no chão. 
· Caso o cavalheiro não consiga executar tal proeza sua companheira atira-lhe a barra da saia no rosto e, debaixo de vaias dos demais, ele é forçado a abandonar a dança.
· Caso consiga é aplaudido.
Segue um link do Youtube com uma sequência espetacular de Carimbó e Forró; 
https://www.youtube.com/watch?v=zhbEtfznC1w
https://www.youtube.com/watch?v=Q7ERbLhCn3c
JOGO DE SENSIBILIDADE – Ensino Médio - 
As habilidades trabalhadas neste jogo serão a concentração, a prontidão, o foco, estar atento para situações inesperadas do Cotidiano. As relações sociais. Os Fatos sociais como o Racismo, violências, Homofobia, Manifestações etc. Para assim entender e o respeitar, condições necessárias para um convívio saudável em sociedade. Sendo assim o jogo teatral viabilizará a criação de cenas em grupo, levantar diálogos, quebrar preconceitos. “A ação tem lugar por toda parte em volta de nós e não existe a questão de 'quem deve representar para quem e quem deve ficar sentado vendo quem fazendo o quê!' [...] E nesse drama, notam-se duas qualidades importantes – absorção e sinceridade” (SLADE, 1978, p.18).
Para retratar o racismo estrutural, alguns alunos improvisará uma cena onde têm vários candidatos para várias vagas, mas não contratavam “pessoas de cor”; “Não entrevisto negros”: a vítima anônima por trás da denúncia viral que expôs preconceito em busca de emprego https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/nao-entrevisto-negros-a-vitima-anonima-por-tras-da-denuncia-viral-que-expos-preconceito-em-busca-de-emprego.ghtml
“A forma teatral é o resultado de um processo voluntário e premeditado de criação, onde a espontaneidade e o intuitivo também exercem um papel de importância. A esse processo podemos chamar de improvisação, como algo inesperado ou acabado, que vai surgindo no decorrer da criação artística, aquilo que se manifesta durante os ensaios para se chegar à criação acabada. Com a conjunção do espontâneo e do intencional, o improviso vai tomando forma para alcançar o modelo desejado, passando a ser traduzido numa forma inteligível e esteticamente fruível.”. (CHACRA, 2005, p. 14).
· O Educador escolherá algumas cenas, advindas de reportagens segue dois casos – 
· “Estado de SP registra 62 casos de violência doméstica por dia pela internet durante quarentena.” https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/08/03/estado-de-sp-registra-62-casos-de-violencia-domestica-por-dia-pela-internet-durante-quarentena.ghtml
· Assim um casal poderá representar uma cena, onde o marido chega alcoolizado e começa abrigar. É de suma importância que os alunos que estão participando da plateia, possa fazer interferências, junto com o Educador,

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