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Saúde Ambiental

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· Medições de campo (pH, cloro resitual total e livre). 
· Se houver medida de temperatura utilizar o termômetro que foi levado a campo.
· Acondicionar as amostras em caixa térmica com gelo, de modo a evitar que o rótulo seja molhado. 
Aspectos gerais das técnicas de coleta
	Independente de a água ser proveniente do Sistema ou Solução Alternativa a técnica a ser adotada depende do tipo de análise a ser solicitada. Para a análise microbiológica utilizar frascos estéreis com 2 gotas de tiossulfato de sódio (normalmente na forma de pastilha) para que o cloro seja neutralizado, de modo a não matar os microrganismos de interesse. Toda a amostra encaminhada para a análise microbiológica deve chegar no laboratório em menos de 6h, visto que o período máximo para as análises é de 24h. 
	
	Para a análise físico-química o procedimento é o mesmo e podemos utilizar bolsas plásticas e frascos de vidro, porém não adicionamos o tiossulfato. Na análise do flúor não podemos utilizar frasco de vidro, pois este inferfere na análise do íon fluoreto, e normalmente são utilizados os frascos de polipropileno. Após a coleta as amostras devem ser mantidas sob condições similares, e é sempre necessário verificar como preservar as amostras diferencialmente para cada amostra.
Figura 5 Coleta e preservação para análises físico-químicas
	
	A conservação das amostras por refrigeração tem como objetivo retardar a ação biológica e hidrólise dos compostos químicos; preservar organismos minimizando alterações morfológicas ou fisiológicas; reduzir a volatilidade dos constituintes; e reduzir efeitos de absorção. Todos os resultados das análises devem ser registrados no SISAGUA. 
Potabilidade da água
	Toda água destinada ao consumo, distribuída coletivamente por meio do sistema ou solução alternativa coletiva, deve ser objeto de controle e vigilância. A água de solução alternativa individual está também sujeita à vigilância. A Portaria de Consolidação nº 5/ 2017 estabelece normas internacionais e nacionais de metodologias de análise. 
Análises imediadas (no momento da coleta): Cloro residual, pH e temperatura,
Determinação do pH da água tratada
	O termo pH representa a concentração de íons hidrogênio em uma solução, havendo predominância de H+ na água ela apresenta caráter ácido. A portaria recomenda que para a água ser considerada potável ela deve estar com o pH dentro de uma faixa de 6 a 9,5. Em alguma localidades é possível que a presença de carbonatos deixe a água mais alcalina, sendo necessário ajustes no pH, e dentro da ETA o pH é modificado para melhorar o processo de coagulação e controlar a desinfecção (Cloro precisa de um pH ótimo para funcionar). O pH muito ácido pode corroer as instalações hidráulicas e do sistema de distribuição, e o pH muito básico pode provocar incrustações nas tubulações e equipamentos.. 
	Para a determinação do pH utilizamos dois métodos: o método potenciométrico (com pHmetros portáteis) e o método colorimétrico (tiras de papel absorvente com tiras de indicador de pH). O pHmetro é mais indicado porque ele elimina qualquer tipo de interferente da amostra, como a cor e turbidez. 
Determinação do Cloro residual livre (CLR)
	Conhecer o teor de cloro permite a garantia da qualidade microbiológica da água e a segurança do uso pro consumidor. O cloro residual seria o que mantém a atividade durante todo o percurso, desde a instalação de tratamento até a residência. A portaria estabelece uma faixa de Cloro Residual Livre de 0,2mg/L a 2mg/L, porém em algumas situações existe uma maior necessidade de cloro, nessas situações o cloro deve ter até 5mg/L.
	O uso do cloro na desinfecção da água teve ínicio com a aplicação na forma de hipoclorito de sódio (líquido) e hipoclorito de cálcio (sólido), porém o que é mais utilizado hoje é o cloro gasoso, devido ao fato deste não sofrer influência de fatores como pH, temperatura, luz e alguns contaminantes como o hipoclorito sofre, além disso o cloro gasoso precisa de menor espaço de armazenamento e ocorre menor perda de princípio ativo.
	O cloro gasoso é fornecido na forma de gás comprimido, e é utilizado em estações de grande e médio porte devido a necessidade de mão-de-obra especializada e alta reatividade, e o hipoclorito de sódio em soluções alternativas e estações de pequeno porte.
	O pH pode influenciar a concentração de cloro residual livre. É ideal que exista na solução tanto HOCL quanto OCL- para que exista o cloro residual livre e ação sinérgica (faixa de pH 6,5 a 8,5).
	A principal hipótese sobre o mecanismo germicida do cloro é a reação química entre o ácido hipocloroso e a enzima triose fosfato dihidrogenase, essencial na oxidação da glicose e no metabolismo das bactérias. O ácido hipocloroso tem maior facilidade de penetração na parede celular, e e um forte capacidade oxidante, porém o íon hipoclorito também tem ação na morte das células bacterianas.
	O cloro livre pode ter sua concentração reduzida conforme a água passa pela tubulação, devido a reação com grande número de substâncias orgânicas e inorgânicas que podem estar presente no sistema. Por muitas vezes a concentração de cloro nas residências são significativamente menores do que na estação de tratamento. Por isso é necessário medir ao longo da rede, de forma a garantir que exista a concentração mínima ao longo da rede. 
	O aumento das dosagens de cloro nas estações de tratamento pode trazer sabor e odor desagradável, elevar o custo, e formar subprodutos tóxicos que comprometem a segurança do consumo da água. O principal subproduto da desinfeccão por cloro são os trihalometanos (THM), estes são formados pela reação com ácidos fúlvicos e húmicos (compostos orgânicos resultantes das folhas da vegetação), um exemplo de trihalometano é o clorofórmio, e existe uma concentração máxima para essas substâncias. Acredita-se que os trihalometanos são carcinogênicos, porém ainda não houveram estudos conclusivos.
· Método iodométrico – adequada para medições em que a concentração do cloro seja superior a 1,0mg/L.
· Método amperométrico – método preciso e pouco afetável por fatores externos, porém não é simples como o método colorimétrico e requer maior habilidade do operador.
· Método Colorimétrico (N,N-dietil-p-fenilendiamina – DPD): Método padronizado, é feito com indicador DPD, este indicador é oxidado pelo cloro livre formando um complexo de cor rósea, e a intensidade da cor é proporcional a concentração de cloro. Para verificar os resultados obtidos por essa técnica devemos utilizar discos colorimétricos (comparação visual) e clorímetros digitais (absorção da solução é medida por fotometria – maior precisão). Quando a concentração do cloro é muito alta o DPD é degradado, não sendo possível ver a coloração, por isso o limite de leitura a concentração de 8mg/L. As desvantagens do DPD incluem a influência de fatores externos na medida, como por exemplo, a cor e a turbidez, para compensar isso é recomendado um tubo branco.
	
Análise Titulométrica
	A análise de alguns parâmetros emprega a titulometria, o principio dessa análise é utilizar uma solução de concentração conhecida (titulante) e um indicador para descobrir a concentração do titulado. A titulação é utilizada para determinação da alcalinidade total, gás carbônico, dureza total e cloretos.
Dureza total da água
	Propriedade relacionada com a concentração de íons de minerais dissolvidos, especialmente o cálcio e o magnésio. A principal fonte de dureza esta relacionada com a passagem da água de chuva no solo e rochas, causando dissolução destas pelo gás carbônico presente na água. A água dura pode ser utilizada sem inconvenientes em certas atividades, como por exemplo, no combate a incêndio e higienização de ruas, porém seu uso doméstico e industrial é desaconselhável. 
	A principal inconveniência ocorre porque íons cálcios, quando entram em contato com o sabão, criam sais insolúveis na água, e como consequência o sabão perde parte do seu poder de limpeza, e os sais aderem a lavatórios, banheiras, equipamento industrial, etc., criando