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Hematologia III – Parte II: · Distúrbios de hemostasia – parte II: Cascata da coagulação: · Via intrínseca · Quando há um problema nessa via, identificamos através do PTT · Problema na VI = alargamento de PTT · PTT – gatilho da VI e vemos quanto tempo demora para fazer a rede de fibrina. · Gatilho da VI (aquele que ativa a via intrínseca) = CAPM (carga negativa) XII XIIa XI XIa IX IXa VIII VIIIa Via comum estimula fator X Xa. · Ciclo da calicreína – estimula o fator XII em XIIa · Fatores da via intrínseca que são importantes: Fator VIII, Fator IX ou Fator XI = fatores da hemofilia A, B ou C. · PTT alargado = problema no Fator VIII, Fator IX ou Fator XI. · Normal até 35s · Via extrínseca · Quando há um problema nessa via, identificamos através do TAP (INR) · Problema na via extrínseca = alargamento do TAP. · TAP – gatilho da VE e vemos quanto tempo demora para fazer a rede de fibrina. · Lado mais importante da ativação da cascata de coagulação. · Fator tecidual (gatilho – algo semelhante ao colágeno) Fator VII + Ca rapidamente ativam a via comum. · TAPINR alargado = problema está no fator VII. · Normal até 14s. · Só tem um fator de coagulação – Fator VII. · Via comum · Problema nessa via é identificado pelo PTT + TAPINR · Problema na via comum = PTT e TAPINR alargados. · Vias I e E ativam Xa + Ca e Va ativam Protrombina II Trombina IIa Fibrinogênio I (trombina vai enfileirar esse fibrinogênio = forma uma trave proteica, longa de fibrinogênio) = Trave de fibrina fibrina em traves em cima do tampão plaquetário. · Trombina ativa Fator XIII, que atua pregando a rede de fibrina no vaso. · Fator XIII – não é observado em nenhum exame. · Logo, se o paciente tem deficiência de fator XIII, o paciente sangra com exames normais. · Só funciona no vivo, e não no vidro (porque age no vaso, e no vidro não tem vaso). · Vias intrínseca e extrínseca servem para que juntas, realizem a ativação da via comum, que fará a proteção do tampão plaquetário. · INR: · Gatilho da VI é carga negativa, e o gatilho da VE é um tecido semelhante ao colágeno. · Quando temos um fator tecidual bom, se pegarmos no mesmo paciente um kit onde o colágeno não é tão bom, podemos ter um tempo diferente em cada tecido (tempo diferente para formação de fator VII, quanto melhor o tecido, mais rápida a formação do fator de coagulação) · Logo, o INR é um fator tecidual padrão, mesmo usando colágenos de potencias diferentes. Hemostasia secundária: · 1. Problema na via intrínseca: · Fatores VIII, IX e XI. · PTT alargado + TAP (INR) NORMAL. · Causas: · 1. Hemofilas · A - Fator VIII · B - Fator IX · C - Fator XI · Guardar: Hemartroses e hematoma pós vacina. · 2. Droga: Heparina não fracionada (HNF) · 3. Anticorpos contra os fatores: · Como se a pessoa desenvolvesse uma hemofilia, desenvolvendo anticorpos contra FC, principalmente fator VIII. · = “Hemofilia adquirida” · 2. Problema na via extrínseca: · Fator VII. · PTT NORMAL + TAP (INR) ALARGADO. · Causas: · 1. Hereditária do Fator VII – Raríssimo. · Como é muito raro o hereditário, sempre pensar em causas adquiridas. · 2. Droga: Cumarínico · Anti – vitamina K. · Fatores vitaminas K dependentes: 2,7, 9 e 10 “2+7 dá 9, quem tira 9 tira 10”. · Por que o Cumarínico só alarga via extrínseca (TAP) – fator VII é o que tem a meia vida mais curta, logo, quando para de produzir os fatores k dependentes, o primeiro a desaparecer é o Fator VII = primeiro a ser mostrado no exame = TAP alargado. · 3. Hepatopatia · Fatores de coagulação produzidos pelo fígado. · Fígado não produzindo fatores de coagulação e só alterando o fator VII = meia vida mais curta, primeiro a aparecer no exame = TAP alargado. · 4. Colestase · Vitamina K. · Observação: · Como vamos diferenciar se um paciente cirrótico com TAP alargado tem um fígado destruído que não produz mais fator de coagulação OU se o paciente está com uma cirrose levando a uma Colestase intensa que leva a absorção de vitamina K · Hepatopatia grave ou Colestase · Vamos administrar Vitamina K parenteral por 3 dias – paciente melhorou (INR normalizou) = Colestase, paciente não melhorou (INR não normalizou) = fígado destruídoHepatopatia grave. · 3. Problema na via comum: · V, II, X, I (“VIIXI”) · PTT + TAP (INR) ALARGADOS. · Dosar Fibrinogênio + Tempo de trombina. · Fator de coagulação mais consumido de todos = fibrinogênio. · Quando temos PTT e TAP alargados, dosamos também o fibrinogênio. · Fibrinogênio: · Problema na quantidade eou qualidade. · Para diferenciar o problema, precisamos avaliar a função do fibrinogênio = Tempo de trombina · Tempo de trombina SÓ avalia FUNÇÃO SE fibrinogênio estiver NORMAL. · Tempo de trombina normal = não é problema no fibrinogênio. · Causas: · 1. CIVD. · Fisiopatologia: · Liberação de fator tecidual – liberando na circulação o gatilho para hemostasia funcionar. · Lesão capilar (microangiopatia). · Anemia hemolítica + esquizócitos. · Consumo plaquetário = contagem plaquetária. · Plaquetas e TS. · Consumo de fatores de coagulação. · TAP e PTT. · Fibrinogênio e Tempo de trombina. · Microtrombos de fibrina com ISQUEMIA SISTÊMICA. · Fibrinólise = PDF (produto da degradação de fibrina) = D dímero. · Organismo tenta lutar contra essa isquemia = começa a querer quebrar essa fibrina. · Tratamento: · Tratar a causa. · 4. Problema na hemostasia secundária. · Sangramento secundário + PTT e TAP (INR) NORMAIS. · Causa: · Deficiência de Fator XIII (só age no vivo) · PTT e TAP não “enxergam” o fator XIII. · Dx: Teste da solubilidade da ureia positivo. Hemostasia secundária – tratamento: · Plasma – todos os fatores · Crioprecipitado – rico em fibrinogênio, Fator VIII, FvWB. · Complexo protrombínico – ricos de fatores de coagulação vitamina K dependente = Fatores 2,7,9 e 10. · Coagulopatia não melhorou com plasma: · Diagnóstico: Inibidor de fator = Hemofilia adquirida. · Presença do anticorpo contra fator de coagulação. · Hemofilia adquirida, normalmenteclassicamente pela fator 8. · Conduta: · Complexo protrombínico · Damos o fator pronto da via comum, não precisando de ativações. Problemas com cumarínicos: · INR > 9-10 eou sangramento LEVE: · Suspender Cumarínico + Vitamina K VO · Sangramento GRAVE: · Ou reversão aguda em casos de cirurgia de emergência e paciente está em uso de cumarínico. · Suspender cumarínico + Plasma ou complexo protrombínico + Vitamina K IV. Problemas com heparinas: · Sangramento: · Leve: · Reduzir infusão OU suspender. · Grave: · Suspender + iniciar SULFATO DE PROTAMINA (antídoto da heparina) · Cada 1mg antagoniza: 100U de HNF ou 1mg HBPM.