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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ CAMPUS PONTA NEGRA CURSO: ENFERMAGEM - NOTURNO DISCIPLINA: BIOQUÍMICA APLICADA PRÁTICA SOBRE IDENTIFICAÇÃO DOS AMINOÁCIDOS NATAL – RN 2020 ELIZABETH BEZERRA SILVA PRÁTICA SOBRE IDENTIFICAÇÃO DOS AMINOÁCIDOS Relatório de pós aula de laboratório referente à disciplina de Bioquímica Aplicada, ministrada pela professora Edjane Fabiula Buriti da Silva, para obtenção parcial da nota no curso de Enfermagem. NATAL – RN 2020 INTRODUÇÃO As proteínas são macromoléculas diferenciadas por possuir estruturas e funções especificas, se comparada com outras moléculas orgânicas menos presentes nos seres vivos. No organismo, uma única célula, pode conter centenas de proteínas e cada unidade apresentar uma função singular. Independentemente de sua composição ser uma ou mais cadeias de aminoácidos, existem grandes variações nas estruturas e funções das proteínas. Os aminoácidos são moléculas que possuem sua estrutura básica semelhante (carbono alfa, grupo amina e o grupo carboxila). Possuem a característica de ser anfótero, ou seja, apresentam simultaneamente características ácidas e básicas, comportando-se de acordo com o meio ou com o processo ao qual é submetido. Existem dois tipos de aminoácidos: os essenciais, são aqueles que o corpo humano não é capaz de sintetizar, sendo obtido a partir da dieta; e os não essenciais são os que podem ser sintetizados pelo indivíduo. As proteínas são polímeros formado por unidades monoméricas de aminoácidos unidos entre si por ligações peptídicas. Atualmente conhecemos cerca de 30 aminoácidos diferente, dentre eles 19 possuem o nitrogênio em seu estágio primário e apenas 1 o nitrogênio encontra-se em estágio secundário. OBJETIVO A presente prática teve como objetivo identificar a presença de aminoácidos ou de pequenos peptídeos em soluções. MATERIAIS E REAGENTES · Agitador magnético – com aquecimento; · Água; · Barra magnética; · Becker 100mL; · Becker 600mL; · Capela; · Estante para tubo de ensaio; · Pincel de quadro branco; · Pipeta graduada; · Pipetador; · Pisseta; · Solução de Alanina – (C3H7NO2); · Solução de Glicina - (C₂H₅NO₂); · Solução de Ninhidrina - (C9H6O4); · Solução de Prolina - (C5H9NO2); · Soro fisiológico; · Tubo de ensaio – 4 unidades; PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL I. Iniciou-se identificando os quatro tubos de ensaio com as siglas: (A), (PRO), (PTN) e (B) e em seguida com auxílio da pipeta foi adicionado 1mL da solução de Ninhidrina em cada tubo de ensaio; II. Utilizou-se a capela para pipetar 1mL da solução de Alanina, Prolina, Glicina e soro fisiológico, respectivamente nos tubos de ensaio demarcados anteriormente; III. Em um Becker de 600mL adicionou-se 300mL de água da torneia para que fosse aquecida no agitador magnético, com auxílio da barra magnética; IV. Em sequência foi adicionado em banho fervente os tubos de ensaio, contendo as soluções, por aproximadamente cinco minutos ou até que houvesse mudança significativa na coloração; V. Com auxilio da pinça, retirou-se os tubos de ensaio para colocar na estante e analisar os resultados obtidos. RESULTADOS E DISCUSSÕES Na execução desta aula prática, foi possível trabalhar com as soluções de Alanina, Prolina, Glicina e o soro fisiológico em contato com a solução de Ninhidrina para detectar a presença de aminoácidos ou de pequenos peptídeos. Segue os resultados obtidos: IDENTIFICAÇÃO SOLUÇÃO RESULTADO A Ninhidrina com Alanina AZUL VIOLÁCEO PRO Ninhidrina com Prolina AMARELADO PTN Ninhidrina com Glicina AZUL VIOLÁCEO B Ninhidrina com Soro fisiológico INCOLOR Conforme exposto anteriormente, notamos que os aminoácidos que apresentam em sua composição o Nitrogênio primário (Alanina e a Glicina), na presença do reagente indicador de aminoácidos (Ninhidrina) indicaram a coloração azul violáceo (após aquecimento). E a solução de Prolina em contato com a solução de Ninhidrina, expos a coloração amarelada (após aquecimento), em virtude do Nitrogênio secundário. Antes do aquecimento Após aquecimento H | | (ALANINA) Nitrogênio primário H | | | (PROLINA) Nitrogênio secundário H | | H (GLICINA) Nitrogênio primário A intensidade da coloração do complexo formado é proporcional à concentração de aminoácidos ou peptídeos pequenos, desta forma utiliza-se indicadores como a Ninhidrina para estipular a quantidade de aminoácidos em determinadas soluções. CONCLUSÃO Por meio do procedimento realizado nesta prática, foi possível observar a forma como a solução de Ninhidrina reage com os grupos amina livres de aminoácidos e peptídeos, formando um composto com tons amarelos ou azul violácio, e essa coloração irá variar de acordo com a concentração de aminoácido ou peptídeos pequenos presentes na solução. Bibliografia Fundamentos da Química; Feltre Ricardo; ed.Moderna;4ª edição, São Paulo, 2005.