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Centro UniversitárioUNIRUY Controladoria Aula 13 – 19/11/20 PROF. DR. Romualdo anselmo dos santos Agenda Controladoria na programação: orçamentos (vendas e Produção; materiais e estoques; despesas gerais; investimentos e financiamentos). Ato de colocar à frente aquilo que acontece hoje. Expressão quantitativa de um plano de ação que se caracteriza como um modelo de programação de atividade. (PADOVEZE, 2009) Técnica formal de planejamento econômico e financeiro nas empresas. Representa um conjunto de metas necessárias para orientar as ações dos gestores no controle das expectativas da empresa quanto à lucratividade em face dos seus custos e despesas. Esses esforços resultam em decisões mais acertadas e sinalizam quando há variações e distorções fora da curva propiciando a análise do negócio e até alterando a estratégia para correção e alinhamento à meta proposta. (OLIVEIRA, 2014) O Orçamento É formal, pois deve atingir toda a hierarquia da empresa, desde a cúpula até o menor nível de comando hierárquico; Reproduz as estruturas atualmente existentes e as planejadas que afetarão o período orçamentário; Deve obedecer rigidamente a estrutura contábil, de planos de contas e centros de custos, despesas e receitas; Deve ser incorporado ao sistema de informação contábil, por meio dos lançamentos orçamentários; O Orçamento Deve-se segmentar o período anual em seus doze meses, não devendo existir orçamentos trimestrais, já que a apuração de resultados empresariais deve ser no mínimo mensal; Deve consolidar e finalizar as Demonstrações Financeiras Básicas (BP, DRE, DFC) complementado por análise financeira e de rentabilidade. PADOVEZE, Clovis & TARANTO, Fernando. Orçamento Empresarial: novos conceitos e técnicas. 2009 Fundamentos do sistema orçamentário Envolvimento dos gerentes Orientação para os objetivos Comunicação integral Expectativas realistas Aplicação flexível Reconhecimento dos esforços individuais e de grupos Processo orçamentário empresarial Cultura orçamentária Subcultura geral da empresa: baseada no modelo do processo orçamentário adotado pela empresa; ganha contornos e características próprias ao longo do tempo pela ação dos gestores responsáveis Responsável: controller Orçamento críticas Ferramental ineficiente para o processo de gestão Engessamento em demasia da empresa Impossibilidade de utilização desse ferramental em situações de crônica variação de preços Orçamento críticas Extrema dificuldade para a obtenção dos dados quantitativos das previsões e volatilidade do futuro. Consumo de tempo e recursos e criação de rotinas contábeis em excesso. Desenvolvimento de cultura orçamentária não adequada. Inadequação das tecnologias de informação Orçamento prós Compele os administradores a pensar adiante Fornece expectativas definidas Ajuda os administradores na coordenação de seus esforços Orçamento prós Orçamento como sistema de autorização de gastos Uma vez aprovada a verba destinada às despesas, o gestor não precisa pedir autorização para utilizá-la. O orçamento tem como objetivo o planejamento, a execução e o controle do processo de maximização da riqueza da empresa e de seus acionistas ou proprietários. As empresas existem para a produção de valor para que se gere receita incorre-se na geração de custos e despesas estas vertentes se influenciam e se complementam. É importante ter em mente que a adoção de determinado tipo e conceito de orçamento está totalmente ligado ao modelo de gestão da empresa e a cultura orçamentária desenvolvida internamente. OLIVEIRA, 2014 Orçamento de vendas Uma estimativa do montante de receitas que a empresa espera receber em um determinado período futuro, ou seja, da quantidade de produtos ou serviços que serão vendidos. Orçamento de materiais e estoques O orçamento de materiais compreende os materiais necessários para operacionalizar a produção de uma empresa: consumo, estoque e compras. Exige conhecimento da estrutura de produção/prestação https://planejamentocontabil.wordpress.com/2015/09/07/orcamento-de-materiais-e-estoques/ Orçamento de investimentos e financiamentos Compreendem os desembolsos para a compra de bens (investimentos) cujos recursos podem ser originários de recursos próprios ou de terceiros (financiamentos) EXEMPLO A Agropecuária Gereba S/A precisa ampliar sua produção para dar conta do crescimento da demanda. Para isso, então, os gestores devem fazer um planejamento e definir onde serão realizados os investimentos e qual o montante a ser aplicado, se na compra de máquinas, na contratação de mais funcionários, na ampliação das linhas de produção ou em inovação, por exemplo. Apenas por meio dessa análise é que conseguirão definir com clareza onde aplicar seus recursos. Indicadores para o orçamento de investimentos TIR (Taxa Interna de Retorno), ROI (Retorno sobre o Investmento), VPL (Valor Líquido Presente) e Payback (Tempo de Recuperação do Investimento Realizado). Taxa Interna de Retorno (viabilidade de projetos de investimentos) Onde: VP = valor presente; Capital = valor do investimento; N = quantidade de períodos; Ft = entrada de capital no período t; i = taxa interna de retorno. Sua empresa fará um investimento inicial de R$ 100 mil. A previsão é de que no primeiro ano o retorno seja de R$ 60 mil somados com outros R$ 60 mil no ano seguinte. Queremos saber a Taxa Interna de Retorno, portanto, conforme vimos, devemos igualar o VPL a zero. VPL = 0 = -R$100 + R$60/(1+TIR) + R$60/(1+TIR)2 A única maneira de calcular a TIR é por tentativa e erro. Vamos imaginar uma taxa de 10% e outra de 15%. TIR de 10%: VPL = 0 = -R$100 + R$60/1,1 + R$60/1,12 = R$ 4,13 TIR de 15%: VPL = 0 = -R$100 + R$60/1,15 + R$60/1,15² = - R$ 2,46 Assim, para um Valor Presente Líquido igual a zero a TIR deve ficar em um ponto entre 10% e 15%. Se formos prosseguir com os cálculos, chegaremos a uma TIR de 13,1%. Isso significa que se o retorno exigido for menor que 13,1%, o projeto será viável. Caso seja maior que 13,1% o mesmo deverá ser rejeitado. Retorno sobre o Investimento (lucro que a empresa ou o investidor obteve a partir de um determinado investimento realizado.) ROI = (ganho obtido – valor do investimento) / valor do investimento x 100. https://www.capitalresearch.com.br/blog/investimentos/roi-negativo/ Valor Presente Líquido (trazer para a data zero todos os fluxos de caixa do investimento) Onde: VPL = Valor Presente Líquido FC = fluxo de caixa t = momento em que o fluxo de caixa ocorreu i = taxa de desconto (ou taxa mínima de atratividade) n = período de tempo Interpretando o resultado do cálculo de VPL VPL Negativo = despesas maiores que as receitas, ou seja, o projeto é inviável; VPL Positivo = receitas maiores que as despesas, ou seja, o projeto é viável; VPL Zero = receitas e despesas são iguais, ou seja, a decisão de investir no projeto é neutra. Payback (tempo que levará para um investimento se pagar.) Payback = investimento inicial / ganhos no período Payback (tempo que levará para um investimento se pagar.) Uma equipe de desenvolvimento de produtos de uma empresa tem a ideia de diminuir em 10% o custo da fabricação de um determinado equipamento. Cada equipamento tem um custo de R$ 500,00 e num mês são produzidos 10 mil. O investimento dessa nova ideia é de R$ 800 mil. Para apresentar a ideia, o time marcou uma reunião com a diretoria. Uma das primeiras perguntas que os diretores farão será: “Qual será o Payback (Tempo de Retorno do Investimento)?” https://www.treasy.com.br/ Cálculo Custo do equipamento: R$ 500,00 Redução de custo proposta pela equipe: R$ 500,00 - 10% = R$ 450,00 Economia: R$ 50,00 Investimento da nova ideia: R$ 800 mil Quantidade média produzida por mês: 10 mil equipamentos Quantidade média num ano: 120 mil equipamentos Primeiro, vamos dividir o valor do investimento pela economia (ou seja: 800.000 / 50). O resultado, 16.000, corresponde ao número de equipamentos que deverá ser produzido para pagar o investimento. Para apresentar o resultado em quantidadede meses, você e a equipe de desenvolvimento de produtos fizeram o seguinte: quantidade média produzida por mês: 10 mil equipamentos