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Depilação e as Especificidades Étnicas Raciais Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar tipos de pelos de acordo com a etnia e o fototipo. Reconhecer indicações e contraindicações das técnicas de depilação para as etnias. Aplicar técnicas de remoção de pelos de acordo com o fototipo de pele e a estrutura pilosa. Comment by Maria Eduarda Fett Tabajara: Inserir aqui os objetivos que constam na UA correspondente. Quando pensamos em realizar algum tipo de depilação, só pretendemos eliminar os pelos indesejáveis espalhados pelo corpo. Mas não pensamos no como deve ser feito para obter o resultado esperado sem prejuízos. Dessa forma, não basta conhecer as técnicas de depilação, tem que saber identificar para poder aplicar de acordo com cada especificidade étnica racial. Neste capítulo, você vai estudar os conceitos básicos da depilação relacionada as etnias raciais, como fototipos de pele, tipos de pelo e identificar as técnicas seguras para obter o resultado esperado. Etnias e suas características fototípicas Os pelos filogenéticamente exerce a função de proteção e controle de temperatura. Entretanto, pelos e cabelos possuem uma fundamental importância para sociedade de cunho estético, podendo acarretar até problemas psicossocial, afetando a qualidade de vida (SAMPAIO e RIVITTI, 2001). De acordo com Peyrefitte e Chivot (1998), o homem possui três variedades de pelos: pelugem, lanugo e terminal. Crescem de maneiras diferentes, depende de indivíduo para indivíduo e das diferentes variáveis, como por exemplo, idade, região, sexo, metabolismo, hormônios, entre outros fatores. Sua espessura, cor e comprimento variam nas diferentes partes do corpo e nas várias etnias, sendo mais espesso na etnia negra do que na amarela, e mais finos na etnia branca. A excessiva ou escassa quantidade de pelos pode variar por razões genéticas de diferentes etnias. Um estudo realizado pela Universidade de Barcelona e Universidade de Lovaina, revela que a quantidade de pelos é abundante em pessoas de etnia caucasiana (branco) e nulo em etnia indígena australiana, americana e asiática. O mesmo estudo foi realizado em outras regiões e comprovou que as pessoas da costa mediterrânea e Escandinávia tem mais pelo corporal e as etnias mongóis, chinesas e indianas detinha em menor quantidade (MARKS e MILLER, 2006). Associada aos pelos, está a pele. Constitui a primeira linha de defesa do corpo humano contra agressões do meio externo, além de responder a estímulos táteis, térmicos e dolorosos (Guirro; Guirro, 2004). Dentre as funções da pele, está associada a nutrição, pigmentação, termoregulação, rerspiração, defesa e absorção, assim como, também é considerada um órgão de grande relevância social e emocional (SOUZA, 2004). É o maior órgão do corpo e está dividida em duas camadas de tecido, a epiderme (camada superior) e a derme (camada inferior) que repousa sobre a hipoderme (tela subcutânea). Na epiderme se encontra os melanócitos, que são as células responsáveis pelo escurecimento da pele. Sendo a coloração da pele determinada por uma combinação de vários fatores, desde espessura do estrato córneo até a quantidade de pigmentos existentes. E o fototipo nos auxilia a identificar essa coloração da pele. Do ponto de vista dermatológico a pigmentação da pele é determinada por combinações alélicas de genes específicos, que dão origem as cores que variam do extremo “preta” à “branca”, passando por tons intermediários. Para se determinar uma classificação sistêmica para a cor da pele, o mais utilizado é o de Fitzpatrick, que é dividido em seis tipos. Porém esse sistema não foi criado com o intuito de definir a etnicidade, este foi desenvolvido para definir a resposta de diferentes tipos de pele a luz ultravioleta solar (ALCHORNE e ABREU, 2008). De acordo com ALCHORNE e ABREU (2008), Fitzpatrick classificou a pele humana, no ano de 1975, em seis fototipos que variam do tipo I (pele mais branca) ao tipo VI (pele negra) Veja as características de acordo com cada classificação: • Fototipo I e II Nesta classificação, o indivíduo apresenta uma pele branca, clara. Seus cabelos costumam ser louros e olhos claros (verdes ou azuis). Uma característica encontrada no fototipo I são as sardas. Pode-se considerar como uma pela sensível de fácil irritabilidade. Quando exposta ao sol, ela nunca bronzeia e queima com muita facilidade, podendo apresentar vermelhidão. Já o fototipo II difere do I com relação a características dos olhos que também pode apresentar indivíduos de olhos castanhos, além de conseguir se bronzear um pouco. Considerando assim, os fototipos I e II são sensíveis, pois devido a sua produção de fibra ser baixa torna o processo de envelhecimento ocorrer de maneira precoce, apresentando linhas de expressão. Apresentam pouca melanina, a pele é mais fina e tem risco reduzido de hipercromias. • Fototipo III e IV No fototipo III, o indivíduo apresenta uma pele morena clara, olhos castanhos, cabelos escuros e raramente apresenta olhos verdes ou azuis. Consegue se bronzear moderadamente, sem obter queimaduras, e ao se expor ao sol sua sensibilidade é normal não apresentando vermelhidão. O fototipo IV possui algumas particularidades como olhos castanhos escuros, se bronzeia com facilidade e sua sensibilidade é normal. Assim, podemos considerar que esses fototipos são menos sensíveis, envelhece de forma mais lenta que o fototipo I e II, além da pele apresentar menos linha de expressão e ser mais firme e espessa. Por ser um tipo de fototipo que apresenta sensibilidade na produção de melanina pode desenvolver com mais facilidade olheiras e hipercromias. • Fototipo V e VI No fototipo V, a cor da pele é morena escura, seus cabelos são sempre castanho escuros ou pretos, podendo ser cacheado. Sua sensibilidade é considerada baixa, bronzeia facilmente e mantem a coloração por algum tempo. Já o fototipo VI apresenta pele negra, olhos pretos com cabelos crespos, encaracolados. Sendo a única pele que não é considerada sensível, e são mais resistentes, possuem processo de envelhecimento tardio, apresentam menos linha de expressão, porém os riscos de hipercromias são maiores. Assim, a cor da pele traduz uma importante mensagem do indivíduo, informa sua etnia, fototipo de pele e a capacidade de responder a diferentes processos. Contribuindo no desenvolvimento de um trabalho de qualidade. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Comment by Maria Eduarda Fett Tabajara: Insira aqui a figura.É possível inserir figuras onde quiser: basta copiar e colar todo o bloco (de ELEMENT 3: Figuras a END ELEMENT). Utilizar figuras que realmente são importantes para a compreensão do conteúdo. Preferencialmente, escolher imagens dos livros publicados pelo Grupo A (Biblioteca A) ou do banco de imagens Shutterstock: www.shutterstock.com. Sempre insira a fonte da imagem! Figura 1. INSERIR AQUI LEGENDA EXPLICATIVA DA FIGURA Fonte: INSERIR AQUI A FONTE DA FIGURA OU O LINK DO SITE DE ONDE FOI EXTRAÍDA Subtítulo, se necessário XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. O box “Fique atento” alerta sobre alguma informação não explicitada no texto ou acrescenta dados sobre determinado assunto. Fique atento aos sinais da sua pele! Para aqueles acostumados a exposição solar, principalmente as pessoas de fototipos mais claros sem os devidos cuidado, é preciso estar atento a algunssinais na pele especialmente os mais escuros chamados de nevos pigmentados, que podem ser cancerígenos. Compreender as técnicas de depilação de acordo com as etnias O Brasil é um país miscigenado. Possui etnias desde as peles mais claras até a pele negra. Por isso, precisa ter bastante atenção ao se trabalhar com o tegumento, conhecer os diferentes fototipos existentes, até porque eles se comportam de maneiras diferentes em muitos aspectos. É preciso analisar o potencial de bronzeamento, facilidade de queimadura e sua sensibilidade. Este método de análise foi baseado na classificação feita pelo médico americano Thomas B. Fitzpatrick, em 1975, onde diferenciou a pele em seis tipos cutâneos que variam de acordo com a quantidade de melanina. Os fototipos classificados por Fitzpatrick foram: Fototipo I – Sempre queima, nunca bronzeia Fototipo II – Sempre queima, às vezes bronzeia Fototipo III – Às vezes queima, às vezes bronzeia Fototipo IV – Nunca queima, sempre bronzeia Fototipo V – Bronzeia moderadamente (mulatos) Fototipo VI – Pele negra Compreender esses seis fototipos é muito importante na hora de indicar um tratamento depilatório estético. Os fototipos mais altos, têm algumas restrições. Como por exemplo, os fototipos IV, V e VI que possuem riscos de manchas após a realização do tratamento estético, conhecidas como hipocromias. Quando ocorrem essas manchas, devem ser tratadas a tempo para que sejam revertidas. Todos os tratamentos que atuam na pigmentação como lasers e luz intensa pulsada apresentam restrições aos fototipos mais altos. Por isso, a análise aprofundada é essencial para a realização e obtenção de um resultado de excelência. O profissional, antes de realizar qualquer procedimento, deve certificar-se através da avaliação o risco que pode ser gerado ao seu paciente, como por exemplo, com relação a algumas condições médicas. Certos medicamentos causam afinamento da pele e pode causar a essas peles mais sensíveis lesões dependendo do procedimento escolhido. Nesses casos, a depilação pode agravar o quadro, ou causar inflamações ou outras lesões na pele. Sendo assim, uma das contraindicações é para peles sensíveis, lesionadas, que devem ter uma atenção especial. Existem vários tipos de depilação, porém diferem na necessidade de cada, no tipo de pele, no tipo de pelo e para cada região do corpo. Assim, alguns procedimentos são mais adequados do que outros. A depilação com cera quente é a mais utilizada, porém não é recomendada para pessoas de pele muito sensível e com microvarizes, pois pode causar queimaduras e dilatar os vasos (SENAC, 2004). Já a depilação com cera fria, é ideal para peles sensíveis, mas por não causar vasodilatação proporciona um desconforto maior, tornando-se um método mais dolorido. A linha ou fio, é um processo delicado e não agride a pele, procurado por pacientes que possuem sensibilidade a outros tipos de depilação, pois não há riscos e nem contraindicações. Segundo Borges (2006), a depilação por laser age destruindo o bulbo piloso, porém pode destruir também a melanina na epiderme, alterando outras células e promovendo a alteração na pigmentação, criação de crostas, cicatrizes, queimaduras, etc. Por isso, recomenda-se este tipo de procedimento para pessoas com pele clara e pelo escuro Já na depilação de luz pulsada (LPI) como ele provoca o aquecimento da raiz do pelo e a coagulação das proteínas do bulbo, acaba atrofiando e destruindo por completo. Assim as complicações são mínimas, transitórias e sempre associadas a técnica, podendo ocasionar dor, bolhas, foliculites, eritema, edema, hipopigmentação ou hipercromia. A dor vai depender do grau de sensibilidade. Bolhas e foliculite ocorrem raramente. Eritema e Edema regridem em algumas horas. A hipopigmentação é mais comum nos pacientes bronzeados ou de pele morena. E a hipercromia pode ocorrer em poucos casos, mas é reversível em até dois meses. (AVÉ, 2002). Outro método de depilação seria a de eletrólise (depilação elétrica), eficaz em pelos brancos, muito louros ou ruivo. Uma desvantagem é por ser pelo à pelo, tornando-se uma técnica demorada e incomoda. Dentre os processos citados, todos possuem a mesma finalidade, remover o pelo. Entretanto, como foi exposto, considerou-se que para poder realizar uma depilação de qualidade é necessário o conhecimento sobre alguns fatores como fototipo da pele e tipos de procedimento ideal ou contraindicado. Portanto, todos os tratamentos agem de formas diferentes, porém, muito eficazes, cada qual com suas especificidades e considerações. Subtítulo, se necessário XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. O box “Saiba mais” traz dicas e informações extras sobre o assunto tratado na seção. Comment by Maria Eduarda Fett Tabajara: Podem ser inseridas aqui sugestões de leitura que tenham relação com o conteúdo do capítulo, mas que não foram utilizadas para a sua escrita. Você sabe o que é hipercromias? Hipercromias cutâneas são desordens na pigmentação originadas pela produção excessiva de melanina. Conhecer a estrutura pilosa associada as fototipos para aplicação das técnicas de depilação A pele contém dois tipos de órgãos anexos, as glândulas sudoríparas e as glândulas pilossebáceas e é no centro do aparelho pilossebáceo que há uma depressão cutânea constituindo o folículo piloso, no fundo da qual irá se inserir o pelo (SOUZA, 2004). De acordo com Souza (2004), o pelo possui como função específica conservar a temperatura córnea e proteção de injúrias físicas. É uma haste flexível, formado de uma proteína chamada queratina que se desenvolvem a partir da invaginação da epiderme para a derme e para o tecido subcutâneo (CORMACK, 2003). Suas principais estruturas são: folículo, bulbo, papila, músculo eretor do pelo e glândulas sebáceas. A região de crescimento da maioria dos pelos se encontram no tecido subcutâneo abaixo da derme. O crescimento do pelo ocorre através da base do bulbo, e ele cresce até certo ponto, podendo cair e ser eliminado espontaneamente. Quando isso acontece, outro pelo é gerado através do folículo piloso, seguindo as fases de crescimento (CORMACK, 2003). As fases de crescimento do pelo são três: · Fase Anágena: fase de crescimento do pelo, novos pelos sãos produzidos. · Fase Catágena: fase do desprendimento, queda do pelo. · Fase Telógena: fase estacionária, de repouso. Dentre as fases de crescimento do pelo, a melhor fase para se realizar a depilação é a anágena, pois dependendo do tratamento levará entre 28 a 30 dias para estar realizando um novo processo. Na fase catágena, o pelo cresce entre 2 a 4 dias. Já na fase telógena, o pelo pode aparecer entre 8 a 15 dias. Visto a melhor fase para estar se realizando a depilação. Existe a classificação dos tipos de pelo que contribuem na identificação do processo de depilação. Sua cor, tamanho e disposição variam com a raça e a região do corpo. Assim, os tipos de pelos podem ser classificados em: finos e claros (fácil remoção e crescimento lento), espesso e pigmentado (difícil de remover e crescimento rápido). A retirada do pelo interfere no ciclo biológico do folículo piloso. Segundo Harris (2005), os folículos estão divididos nas seguintes categorias: · Folículos de pelos terminais: produzem cabelos e barbas e possuem glândulas sebáceas médias ou grandes; · Folículos de velus: presentes no restante do organismo exceto nas regiões cobertas com pele glabra e possuindo pelos finos e pequenos, com glândulas sebáceas também pequenas, quando presentes; · Folículos sebáceos:com pelos muito pequenos que não chegam a superfície e glândulas multiglobulares. Porém, segundo Cormack (2003), propõe que os pelos típicos da superfície geral do corpo são referidos velus, enquanto os pelos comparativamente espessos das regiões do couro cabeludo, sobrancelha, barba, axila e região pubiana são chamados de pelos terminais. Presentes em praticamente toda a superfície do corpo, os pelos crescem continuamente, intercalando entre fases de repouso e fase de crescimento. Segue abaixo na Figura 1, a estrutura do folículo piloso: Figura 1 – Estrutura Folicular. Fonte: Carneiro; Junqueira, 2004. De acordo com Comarck (2003), o folículo piloso apresenta uma dilatação terminal, o bulbo piloso, contendo a papila dérmica, as células que recobrem a papila dérmica formam a raiz do pelo. As células centrais, á raiz do pelo produzem células grandes, vacuolizadas e fracamente queratinizadas, que formam a medula do pelo. Em seguida e lateralmente, aparecem as células dispostas compactamente que dão origem ao córtex do pelo. Células mais periféricas formam a cutícula do pelo, que se dispõe envolvendo o córtex como escamas. E finalmente, as células epiteliais mais periféricas dão origem as duas bainhas epiteliais (uma interna e outra externa) que envolvem o eixo do pelo na sua porção inicial. Os melanócitos que são encontrados entre as células matrizes, transferem a melanina ao pelo (SOUZA, 2004). Já segundo Junqueira e Carneiro (2004), afirmam que os melanócitos estão localizados entre a papila e o epitélio da raiz do pelo, que fornece a melanina as células do córtex e da medula do pelo. Cabe ressaltar também, que o folículo piloso pode apresentar algumas patologias que devem ser observadas e encaminhar para um especialista. Pois de certa forma, podem-se agravar com os processos depilatórios. Os tipos de patologias do folículo piloso que possuem alguma relação com os processos depilatórios são: foliculites, pseudo-foliculites, furúnculo, hipertricose, hirsutismo, tricorrexe nodosa, tricostase espinulosa, leocotricoses adquiridas. Estas são algumas das patologias ligadas ao folículo piloso, e que se não observadas podem se agravar nos processos depilatórios. Conhecendo a estrutura do pelo, suas fases, os tipos existentes e as patologias que podem existir, contribui na escolha do processo depilatório. O conhecimento no fototipo também é outro fator determinante no processo de remoção dos pelos. Como os pelos podem ser removidos temporariamente, logo terão que ser removidos novamente ou permanentemente. Dentre os métodos disponíveis para remoção podem ser citados: · Eletrólise: É o único método permanente, e no Brasil os esteticistas podem estar realizando este procedimento. Esta técnica está dividida em três correntes: galvânica, termólise e mista. Ambas as técnicas de eletrólise possuem em comum, apenas o fato de utilizarem uma corrente elétrica via eletrodo aplicado no óstio folicular. Para este tipo de procedimento depilatório, como ele não é pela captura de melanina, não possui um fototipo específico, somente é indicado para pelos brancos e para áreas menores como por exemplo, virilha, buço, rosto, etc. Segundo Arcangeli (2004), se o tratamento for realizado sem os devidos cuidados pode ocasionar queimaduras, manchas e cicatrizes na pele. Sendo tratado apenas de 25 a 100 pelos por sessão, este método vem caindo cada vez mais em desuso, por ser um método caro, doloroso e demorado. · Lazer: Método semipermanente. O Lazer existe desde 1980, e é uma abreviação da expressão inglesa Light Amplification By Stimulated Emission of Radiation, que significa amplificação de luz por emissão da radiação (GIRRO; GUIRRO, 2004). Ao atingir a pele, uma determinada quantidade de energia é absorvida pela melanina do pelo, transformando essa energia em térmica e se difunde ao redor da haste incluindo o epitélio folicular (AVÉ, 2004). Como o laser tem seu foco na melanina, indivíduos com a pele mais expressiva, tendem a absorver uma maior parcela da radiação, apresentando uma menor penetração dessa energia quando comparados aos indivíduos de pele clara (GUIRRO; GUIRRO, 2004). Por esta razão, o paciente ideal é aquele de pele clara e pelos mais escuros. Vale ressaltar, que para este tipo de tratamento, os fototipos mais altos como IV, V e VI, deve ser dada mais atenção, pois correm riscos de manchas. Como a melanina do pelo é encontrada somente no bulbo piloso, quando este se encontra na fase anágena, o processo de depilação a laser só será eficaz quando alcançar o bulbo com determinada potência produzindo uma temperatura de aproximadamente 60º C (BORGES, 2004). Segundo Winter, a energia a laser deve ser aplicada de forma que faça uma varredura, compreendendo toda área a ser tratada. Existem vários tipos de Laser, dentre eles estão o Laser Ultra Pulse, Versa Pulse e Laser Alexandrite. Porém o mais indicado para a utilização de técnicas de depilação é o LightSheer (laser de diodo). Utilizado especificamente como técnica de depilação, reduz a sensação de dor, protege a epiderme, previne inflamações, pelos encravados e hiperpigmentação (MACEDO, 2001). · Luz Intensa Pulsada: A Luz Intensa Pulsada (Intense Pulsed Light) utilizada em diversos tipos de tratamento, na última década esta fonte de luz provou a capacidade de bons resultados para a depilação em longo prazo. Sua facilidade de operação e mínimos efeitos adversos combinado com a capacidade de tratar grandes áreas, tem aumentado o número desse procedimento estético (GIGLIO; SHAOUL, 2002). Alguns equipamentos utilizam a melanina como cromóforos para realizar a depilação. Nestes os pelos são utilizados como guias, conduzindo a energia através dos pelos para as células germinativas. Ou seja, a melanina carrega a energia ate o bulbo, e assim o folículo piloso absorve mais luz que os tecidos adjacentes, provocando um aumento de temperatura, e desta forma acaba danificando ou retardando o seu crescimento. O tecido que interage com a luz pulsada é controlada por três fenômenos: reflexão, absorção e espalhamento. Uma parte da luz é refletida a partir da superfície cutânea, o restante é absorvido pelos cromóforos, que são melanina contidas na epiderme e fios. E após o cromóforo absorver a radiação, determinada quantidade de pelo é eliminada. Cerca de 25% dos pelos desaparecem (DRUMMOND, 2007). Após todos os procedimentos e sessões para chegar ao resultado esperado, deve-se tomar alguns cuidados sobre a área tratada, como por exemplo, a exposição ao sol sem a utilização do filtro solar pode causar uma hiperpigmentação, principalmente fototipos mais altos. Este tratamento é contra indicado para mulheres grávidas, peles bronzeadas pelo sol ou artificialmente, diabéticos, quem faz uso de anticoagulantes, possuem histórico de coagulopatias hemorrágicas e lesões malignas. · Lâmina e Cremes Depilatórios: São métodos temporários de depilação, porém vale citar, pois embora seja uma depilação a nível superficial e que pode reaparecer após dois dias, esse hábito quando constante pode irritar a pele, tornando mais suscetível a alergias e foliculite. · Pinça, Cera e Linha: Métodos temporários de depilação, mas que remove o pelo desde o folículo. Destes tipos a linha é ideal para peles sensíveis e alérgicas. Enfim, a prática da depilação exige um conhecimento fisiológico da pele e do pelo para ser removido de forma correta e evitar possíveis inflamações e lesões. Além de promover satisfação e bem-estar ao cliente. INSERIR QUADRO/TABELA AQUI XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. Subtítulo, se necessário XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. Mostra um exemplo sobre o tema estudado, para que o leitor possa compreendê-lo de maneira mais eficaz. ARCANGELI, C. Beleza para a vida inteira. Ed 3. São Paulo: Senac, 2002. AVÉ, Beatriz Rosmaninho Caldeira. Epilação a Laser. In: GUIRRO, elaine Caldeira de O; GRIRRO, Reinaldo Roberto de J. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos e patologias. 3ed. Barueri, SP: Manole, 2002. P. 219-226. BORGES, Fabio dos Santos. Modalidade Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. São Paulo: Phorte, 2006. CORMACK, D. H. Fundamentos de histologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. DRUMMOND, A. M. C. MONTEIRO, E. C.; GOUVEA, P. M. P. Confiabilidade metrológica de equipamentos eletro médicos a laser e a luz intensa pulsada. 2007. 120 f. Dissertação (Mestrado em Metrologia) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007. GLIGLIO, A; SHAOUL. Hair removal using a combination of electrical and optical energies – multiple treatments clinical study six months follow up. 2002. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/8345161_Hair_removal_using_a_combination_of_conducted_RF_and_optical_energies_-_An_18-month_follow-up. Acessado em 03 set. 2020. GUIRRO, E; GUIRRO, R. Fisioterapia dermato funcional: fundamentos – recursos – patologias. São Paulo: Ed. Manole. 3. Ed. 2004. HARRIS, M. I.N. C. Pele: estrutura propriedades e envelhecimento. 2. Ed. São Paulo: Senac, 2005. JUNQUEIRA, L. C; CARNEIRO, J. Histologia dásica. Rio de Janeiro: Guanabara, 2004. MACEDO, O. R. Segredos da boa pele: preservação e correção. 2. Ed. São Paulo: Senac, 2001. MARKS, J. G; Miller, J. Lookingbill and Marks' Principles of Dermatology 4th ed. [S.l.]: Elsevier Inc. p. 11., 2006. PEYREFITTE, G.; MARTINI, M.; CHIVOT, M. Estética-cosmética: cosmetologia, biologia geral, biologia da pele. 3ºed. São Paulo: Andrei, 1998. SAMPAIO, S.A.P.; RIVITTI, E. A. Dermatologia. 2ºed. São Paulo: Artes Médicas, 2001. SANTOS, Anelise et al. Diferentes tipos de depilação: Uma referência bibliográfica. 17f. Artigo (Curso Superior de Tecnologia em Cosmetologia e Estética) – Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). SENAC. Depilação: o profissional, a técnica e o mercado de trabalho. Rio de Janeiro: SENAC, 2004. SOUZA, V. M. Ativos dermatológicos: guia de ativos dermatológicos utilizados na farmácia de manipulação para médicos e farmacêuticos. São Paulo: Tecnopress, 2004. SOUZA, Adriana et al. Depilação masculina e seus diferentes métodos. Pesquisa e Ação V4 N3: novembro de 2018. Leituras recomendadas AUTOR. Título do livro. Edição do livro. Cidade: Editora, ANO. Os links para sites da Web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. 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