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APOSTILA PARA CERTIFICAÇÃO DE 
AGENTES DE CRÉDITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
- Sumário 
1 - Sistema Financeiro Nacional 
Instituições Financeiras 
 Conselho Monetário Nacional 
 Banco Central do Brasil 
 Banco do Brasil 
 Demais instituições financeiras públicas e privadas 
Banco Central (atribuições e reclamações) 
 Atribuições 
 Reclamações 
 SAC e Ouvidoria 
O Correspondente no País 
 Atividades que podem executar 
 Atividades que não podem executar 
 Atributos dos bons agentes 
2 - Mercado financeiro 
Conceito de risco 
 Risco de crédito 
 Risco de mercado 
 Risco operacional 
 Risco de reputação 
(definição, tipo de risco, avaliação do risco de crédito) 
Elementos básicos de Matemática Financeira 
 Capital 
 Juros 
 Taxas 
 Descontos 
 Prestações 
 Custo de Empréstimo 
 Cálculos de prestações 
 Risco legal 
 sobre o crédito 
Finanças pessoais 
 Orçamento 
 Controle de gastos 
3 - Produtos e serviços 
Conceito de produtos de financiamento 
 Definição de empréstimo e financiamento 
 Tipos de empréstimo 
 Tipos de financiamento 
 CET – Custo Efetivo Total 
 Tarifas 
(definições, papel do Banco Central) 
Consignado 
 Empréstimo pessoal consignado 
 Empréstimo pessoal consignado – cartão 
1. Definição 
2. Papel do Banco Central 
3. Aposentados e pensionistas 
Crédito Direto ao Consumidor e Arrendamento Mercantil 
 Conceitos gerais e diferenças 
 Financiamento de veículos 
 Leasing (arrendamento mercantil) 
Crédito imobiliário 
 
4 - Crime de lavagem de dinheiro 
Combate ao crime de lavagem de dinheiro 
 Definição 
 Fases do processo 
 Combate ao crime 
 Fraudes, detecção e prevenção 
 Legislação brasileira 
Compliance 
 Controles internos 
 Fraudes, detecção e prevenção 
(definição, objetivo, informações e comunicação) 
 Sigilo bancário 
 Definição 
 Quebra de sigilo 
 Penalidades 
5 - Ética nos negócios 
Código de ética e conduta: 
 princípios 
 endividamento 
 uso consciente do crédito 
 Código de Defesa do Consumidor 
 Direitos básicos do consumidor 
 Práticas comerciais 
 Proteção contratual 
 SAC e Ouvidoria 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 - Sistema Financeiro Nacional 
As instituições Financeiras 
 
Estrutura institucional do SFN 
Descreve os sistemas normativo e operativo do SFN 
O SFN do Brasil é a reunião de instituições e instrumentos financeiros que regula, fiscaliza e 
executa as operações relativas à circulação da moeda e do crédito, possibilita a transferência de 
recursos dos ofertadores finais para os tomadores finais, e cria condições para que os ativos financeiros, 
os títulos e valores mobiliários tenham liquidez no mercado. 
O SFN é constituído por um subsistema normativo e por outro operativo. 
 O subsistema normativo regula e controla o subsistema operativo. Regulação e controle são exercidos 
através de normas legais, expedidas pela autoridade monetária, ou pela oferta seletiva de crédito 
levada a efeito pelos agentes financeiros do governo; 
 O subsistema operativo é constituído pelas instituições financeiras públicas ou privadas, que atuam no 
mercado financeiro. 
O SFN do Brasil agrupa-se segundo as seguintes funções: 
Crédito de Curto Prazo Bancos Comerciais e Bancos Múltiplos, 
Caixas Econômicas, Cooperativas de Crédito. 
Crédito de Médio 
e Longo Prazo 
Bancos de Investimento e Desenvolvimento. 
Crédito ao Consumidor Financeiras, Caixas Econômicas, 
Sociedades de Crédito ao Microempreendedor 
Crédito Habitacional Caixas Econômicas, Sociedades de 
Crédito Imobiliário, Bancos Múltiplos. 
Intermediação de Títulos e 
Valores Mobiliários 
Bolsas de Valores, Bolsas de Mercadorias e Futuros, 
Sociedades Corretoras e Distribuidoras, 
Agentes Autônomos de Investimento. 
Seguro, Previdência 
Complementar e Capitalização 
Seguradoras, Fundações de Seguridade Social, 
 Companhias de Capitalização, instituições financeiras. 
Arrendamento Mercantil Companhias de Leasing. 
A instituição financeira 
A instituição financeira é a empresa intermediária entre aqueles que têm recursos financeiros 
disponíveis (doadores finais de recursos) e aqueles que necessitam de recursos financeiros(tomadores 
finais de recursos). 
Para exercer suas funções como intermediária, a instituição financeira realiza atividades 
financeiras específicas para viabilizar a transferência de recursos dos ofertadores finais para os 
tomadores finais. 
As instituições financeiras, para efeito legal, são pessoas jurídicas, públicas ou privadas, que 
tenham como atividade principal ou acessória, a coleta, intermediação ou aplicação de recursos 
financeiros, próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valores de 
propriedade de terceiros. 
Para os efeitos da lei, equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam 
qualquer das atividades referidas de forma permanente ou eventual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Organização do SFN 
Mostra como se organiza o SFN do Brasil 
O diagrama a seguir descreve a organização do SFN – Sistema Financeiro 
Nacional: 
Órgãos 
normativos 
Entidades 
supervisoras 
Operadores 
CMN - Conselho 
Monetário Nacional 
Bacen – Banco 
Central do Brasil 
Captadores de 
depósitos à vista 
 Bancos múltiplos 
com carteira 
comercial 
 Caixa econômica 
 Cooperativas de 
Crédito 
Não captadores 
de depósitos à 
vista 
 Outros bancos 
múltiplos 
 Bancos de 
investimento 
 Bancos de câmbio 
 Bancos de 
desenvolvimento 
 Financeiras 
 Crédito imobiliário 
 Companhias 
hipotecárias 
 Crédito ao 
microempreendedor 
 APEs 
 Agências de fomento 
 Administradores de 
consórcio 
CVM – Comissão de 
Valores Mobiliários 
 Bolsas de Valores 
 Bolsas de Mercadorias e futuros 
 Corretoras de valores 
 Corretoras de câmbio 
 Distribuidoras de valores 
 Arrendamento mercantil 
 Representação de instituições estrangeiras 
 Agentes autônomos 
 Fundos de investimento 
 Clubes de investimento 
 Carteiras de investidor estrangeiro 
 Administrador de ativos financeiros 
BCB + CVM  Selic 
 Cetip 
 Outras caixas de liquidação e custódia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CMN - Conselho Monetário Nacional 
Descreve as principais atribuições do CMN 
 ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/04/2013 12:55 
O CMN é o órgão deliberativo de cúpula do SFN. 
Suas principais atribuições são: 
 Estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia; 
 Regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições 
financeiras; 
 Disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial. 
O CMN é constituído pelos seguintes membros: 
 Ministro da Fazenda – presidente; 
 Ministro do Planejamento; 
 Presidente do Banco Central. 
 
 
 
 
Banco Central do Brasil 
Descreve as principais funções do Banco Central 
 ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/04/2013 12:55 
O Banco Central, autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, é um órgão 
executivo. 
Tem como missão institucional a estabilidade do poder de compra da moeda e a 
solidez do sistema financeiro como um todo. 
Suas atribuições privativas são, entre outras, as seguintes: 
 Emitir dinheiro; 
 Executar os serviços de circulação do dinheiro; 
 Executar os recolhimentos compulsórios, encaixes obrigatórios e depósitos 
voluntários das instituições financeiras; 
 Realizar operações de redesconto e empréstimos a instituições financeiras; 
 Controlar e fiscalizar o crédito; 
 Controlar e fiscalizar o capital estrangeiro; 
 Ser depositário de reservas oficiais de ouro e moedas estrangeiras no país; 
 Fiscalizar as instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas; 
 Todos os atos relativos à instalação, funcionamento, fusõesetc, de instituições 
financeiras; 
 Administrar a dívida interna. 
Desde agosto de 2004, o cargo de Presidente do Banco Central do Brasil foi 
transformado em cargo de Ministro de Estado. 
Funcionam junto ao BACEN Conselhos e Comitês com funções específicas, dentre 
os quais se destacam: 
 COPOM – Comitê de Política Monetária; 
 SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro 
 
O Banco do Brasil 
Descreve a função do Banco do Brasil 
O Banco do Brasil, pessoa jurídica de direito privado, sociedade anônima aberta 
de economia mista, tem como acionista controlador a União e como principal 
acionista minoritário a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil 
(Previ). 
O Banco tem por objeto a prática de todas as operações bancárias ativas, passivas 
e acessórias, a prestação de serviços bancários, de intermediação e suprimento 
financeiro sob suas múltiplas formas e o exercício de quaisquer atividades facultadas 
às instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. 
O Banco poderá, também, atuar na comercialização de produtos agropecuários e 
promover a circulação de bens. 
A administração de recursos de terceiros será realizada mediante a contratação 
de sociedade subsidiária ou controlada do Banco. 
 
Outras instituições financeiras públicas 
Menciona outras instituições financeiras do setor público 
CVM - Comissão de Valores Mobiliários 
Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. 
Compete à CVM: 
 Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão; 
 Regulamentar, orientar e fiscalizar os fundos de investimento; 
 Proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais 
de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores 
de carteira de valores mobiliários; 
 Evitar ou coibir modalidades de fraudes ou manipulação destinadas a criar condições 
artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado; 
 Assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e 
às companhias que os tenham emitido; 
 Assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores 
mobiliários; 
 Estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários; 
 Promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e 
estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias 
abertas. 
SUSEP – Superintendência de Seguros Privados 
É o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, 
previdência privada aberta, capitalização e resseguro. Autarquia vinculada ao 
Ministério da Fazenda, faz parte do Sistema Nacional de Seguros Privados. 
Outras entidades públicas participantes são: 
 Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP, 
 IRB Brasil Resseguros S.A. - IRB Brasil Re, 
 companhias de seguros privados e capitalização, 
 entidades de previdência privada aberta 
 corretores habilitados. 
Tem a missão de atuar na regulação, supervisão, fiscalização e incentivo das 
atividades de seguros, previdência complementar aberta e capitalização, de forma ágil, 
eficiente, ética e transparente, protegendo os direitos dos consumidores e os 
interesses da sociedade em geral. 
PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Complementar 
Autarquia de natureza especial com autonomia administrativa e financeira e 
patrimônio próprio, vinculada ao Ministério da Previdência Social (MPS), atua como 
entidade de fiscalização e de supervisão das entidades fechadas de previdência 
complementar (EFPC) e de execução das políticas para o regime de previdência 
complementar operados por essas entidades. 
SPPC – Secretaria de Políticas de Previdência Complementar 
Órgão do Ministério da Previdência Social que assiste o Ministro de Estado na 
formulação e no acompanhamento das políticas e diretrizes do regime de previdência 
complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar. 
Outras entidades 
Além dessas, funcionam ainda como instituições públicas ou de economia mista 
empenhadas em atividades dos mercados financeiros as seguintes instituições: 
Empresa pública Sociedade de economia 
mista 
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento 
Econômico e Social 
Banco do Brasil 
CEF - Caixa Econômica Federal Banco do Nordeste do 
Brasil 
 Banco da Amazônia 
 
 
 
 
 
Instituições financeiras privadas 
Descreve as principais instituições financeiras privadas 
1. Bancos comerciais. Os bancos comerciais são classificados como instituições 
monetárias, por terem o poder de criar moeda escritural, resultante do acúmulo 
de depósitos. São instituições financeiras que recebem depósitos à vista em 
contas de movimento e efetuam empréstimos a curto prazo, principalmente para 
capital de giro das empresas. 
2. Bancos Múltiplos. São bancos que podem operar simultaneamente, com 
autorização do Banco Central, carteiras de banco comercial, de investimento, de 
crédito imobiliário, de crédito, financiamento e investimento, de arrendamento 
mercantil (leasing) e de desenvolvimento, constituindo-se em uma só instituição 
financeira de carteiras múltiplas, com personalidade jurídica própria, e que pode 
selecionar com o que deseja operar, dentre as modalidades referidas. Uma das 
carteiras será sempre de banco comercial ou de banco de investimento. 
3. Bancos de Investimento. Os bancos de investimentos são entidades 
especializadas na montagem e colocação no mercado de operações de 
participação ou financiamento a médio e longo prazos, para suprimento de capital 
fixo ou de giro, mediante a aplicação de recursos próprios e/ou captação, 
intermediação e aplicação de poupanças de terceiros. Além do capital próprio, os 
bancos de investimentos contam com uma ampla pauta de alternativas para 
captar recursos. Podem fazê-lo oferecendo aos investidores os recibos e os 
certificados de depósitos a prazo. Também operam como agentes financeiros do 
BNDES. 
4. Companhias de Crédito, Financiamento e Investimento (Financeiras): Instituição 
financeira privada, constituída sob a forma de companhia, realiza o financiamento 
ao consumo através do CDC - Crédito Direto ao Consumidor, e financiamento de 
vendas. ode captar recursos de público mediante aceite e colocação de letras de 
câmbio. Desde maio de 2007 pode ainda captar recursos mediante a emissão de 
RDB - Recibo de Depósito Bancário. As SCFI devem dirigir os recursos 
provenientes de suas captações para as seguintes operações: 
 a) no mínimo 60% para o financiamento de bens e serviços a pessoas físicas 
ou jurídicas 
 b)no máximo 40% para o financiamento de capital de giro a pessoas jurídicas, 
com prazo mínimo de 3 meses, admitidas as operações sob a forma de crédito 
rotativo. 
5. Sociedades de Crédito Imobiliário: Instituição financeira constituída sob a forma 
de companhia, realiza financiamentos habitacionais e imobiliários. Pode operar 
com recursos próprios ou captar recursos de terceiros em cadernetas de 
poupança, letras hipotecárias, letras de crédito imobiliário, repasses e 
financiamentos contraídos no país, inclusive os provenientes de fundos nacionais, 
empréstimos e financiamentos contraídos no exterior 
6. Empresa de Leasing: Empresa que tem como objeto social principal a prática de 
operações de arrendamento mercantil, com o próprio vendedor do bem ou com 
pessoas jurídicas a ele coligadas ou interdependentes. 
7. Companhia hipotecária: Companhia que tem por objeto social: conceder 
financiamentos destinados à produção, reforma ou comercialização de imóveis 
residenciais ou comerciais e lotes urbanos; 
8. Companhia Administradora de consórcios: Empresa que administra fundos 
providos por futuros adquirentes de bens móveis ou imóveis, mediante sistema 
de liberação parcial de recursos. Tem sua atividade fiscalizada pelo Banco Central; 
9. Bolsas deValores e de Mercadorias. São instituições administradoras de 
mercados, que funcionam como local físico ou virtual para a realização de 
negócios com títulos e valores mobiliários, mercadorias e cereais, em mercados 
livres e abertos, com operações à vista, a termo e a futuro. Desta forma, 
investidores têm acesso a sistemas de negociação adequados, transparentes e 
líquidos, para realizarem suas transações com todos esses tipos de ativos. 
Outras instituições do mercado 
Descreve outras instituições que operam nos mercados financeiros 
O Brasil dispõe ainda de diferentes instituições e agentes que realizam tarefas 
diferenciadas no mercado financeiro, entre as quais destacam-se as seguintes 
instituições: 
1. Bancos e Companhias de Desenvolvimento: instituição pública não federal, 
constituída sob a forma de companhia, com sede na Capital do Estado da 
Federação que detiver seu controle acionário; 
2. Companhias de Seguros: Empresa financeira que administra riscos, com 
obrigação de pagar indenizações se ocorrerem perdas e danos nos bens 
segurados. Opera em dois ramos básicos: ramos elementares (incêndio, 
transporte, acidentes pessoais e eventos que possam afetar pessoas e bens, 
responsabilidades, obrigações, garantias e direitos); e ramo vida (benefícios ou 
rendas). 
3. Sociedade de propósito exclusivo: Sociedade auxiliar, mero instrumento de sua 
controladora, constituída para prestar um serviço específico, cumprir a etapa de 
um projeto, ou desenvolver um projeto para a controladora. Cumprido seu 
propósito, seu destino é a liquidação; empresa formada com o objetivo único de 
transformar os recebíveis em títulos securitizados; 
4. Empresa de factoring: Empresa comercial, opera na aquisição incondicional de 
faturamento de empresas industriais ou comerciais. 
5. Entidades de Previdência Complementar: as entidades fechadas são sociedades 
limitadas ou fundações, sem fins lucrativos, com objeto social de instituir planos 
privados de concessão de pecúlios ou de rendas, de benefícios complementares 
ou assemelhados aos da previdência social, mediante contribuição de seus 
participantes, dos respectivos empregadores ou de ambos. 
6. Sociedade de Crédito ao Microempreendedor: Empresa constituída sob a forma 
de companhia fechada, ou sob a forma de sociedade limitada. Destina-se a 
conceder financiamentos e prestar garantias a pessoas físicas, com vistas a 
viabilizar empreendimentos de natureza profissional, comercial ou industrial, de 
pequeno porte, e a pessoas jurídicas classificadas como microempresas na forma 
da legislação e regulamentação em vigor. 
7. Auditor independente: Perito-contador que presta serviços de auditoria 
independente a empresas. Para exercer atividade no âmbito do mercado de 
valores mobiliários, está sujeito ao registro na CVM - Comissão de Valores 
Mobiliários. Pode ser pessoa física ou jurídica, sociedade profissional, constituída 
sob a forma de sociedade limitada. 
Reclamações 
Define procedimentos para reclamações 
O Banco Central do Brasil mantém o RDR - Sistema de Registro de Denúncias, Reclamações e 
Pedidos de Informações, destinado ao registro e ao tratamento de denúncias, reclamações e pedidos de 
informações a ele apresentados por usuários de produtos e serviços das instituições financeiras, demais 
instituições autorizadas a funcionar pela referida autarquia e administradoras de consórcios. 
Considera-se denúncia os fatos que caracterizem indícios de descumprimento de dispositivos 
legais e regulamentares cuja fiscalização esteja afeta ao Banco Central. 
As denúncias e as reclamações registradas no sistema RDR serão disponibilizadas às instituições e 
às administradoras na página do Banco Central do Brasil na internet (www.bcb.gov.br). 
As instituições e as administradoras devem responder ao interessado em até dez dias úteis, 
contados da data de disponibilização do registro no sistema RDR. 
Cópia eletrônica da resposta e dos respectivos anexos, além de relato das providências adotadas e 
dos esclarecimentos cabíveis, devem ser encaminhados ao Banco Central do Brasil, por meio do sistema 
RDR, no prazo mencionado acima. (Circular 3.289) 
 
 
Ouvidoria 
Descreve os procedimentos da ouvidoria do Banco Central 
A missão da Ouvidoria do Banco Central é garantir que a manifestação do cidadão 
sobre os serviços prestados pelo Banco seja apreciada pela Instituição. 
Encontra-se localizada no Edifício-Sede, em Brasília, e exerce sua função em todo 
o território nacional, em virtude da competência legal da Instituição. 
A atuação da Ouvidoria do Banco Central do Brasil ocorre da seguinte forma: 
 recebe as manifestações do cidadão sobre os serviços prestados pelo Banco Central; 
 envia as manifestações às áreas do Banco Central do Brasil responsáveis pelo assunto; 
 acompanha as providências e cobra soluções; 
 responde no menor prazo possível com clareza e objetividade; 
 sugere/recomenda mudanças de procedimentos internos e adequações de normas e 
serviços; 
 avalia o grau de satisfação do cidadão. 
O COPOM 
Descreve as atividades do COPOM 
Comitê encarregado de formular a política monetária do País. 
Estabelece diretrizes de política monetária, e define a meta da taxa de juros 
primária (SELIC) que remunera os títulos da dívida pública federal 
 
O COPOM foi instituído com o objetivo de estabelecer diretrizes da política monetária 
e definir a taxa de juros. 
A criação do Comitê tem objetivos semelhantes aos do Federal Open Market 
Committee (FOMC), do FED - Federal Reserve System, do Central Bank Council do 
banco central da Alemanha e doMonetary Policy Committee (MPC) do banco central da 
Inglaterra. 
Posteriormente, o Banco Central Europeu instituiu sistema semelhante para a 
administração do euro. 
Os objetivos do COPOM são "estabelecer diretrizes de política monetária, definir 
a meta da taxa SELIC e seu eventual viés, e analisar o Relatório de Inflação". 
A taxa de juros fixada na reunião do COPOM é a meta para a taxa SELIC para o 
período entre reuniões ordinárias do Comitê. 
O COPOM é composto por oito diretores do Banco Central, com direito a voto, e é 
presidido pelo Presidente do Banco Central, que tem o voto de qualidade. 
No último dia dos meses de março, junho, setembro e dezembro, o COPOM 
publica o Relatório de Inflação, que explicita as condições da economia que orientaram 
as decisões do COPOM. 
Tarifas bancárias 
Descreve o que são 
Tarifas bancárias são as taxas que os clientes pagam pela utilização de 
determinados serviços bancários. 
Não se caracteriza como tarifa o ressarcimento de despesas decorrentes de 
prestação de serviços por terceiros, podendo seu valor ser cobrado desde que 
devidamente explicitado no contrato de operação de crédito ou de arrendamento 
mercantil. 
É vedada às instituições a cobrança de tarifas pela prestação de serviços bancários 
essenciais a pessoas físicas. 
Entre outras, as tarifas bancárias incidem sobre: 
 abono de assinatura; 
 aditamento de contratos; 
 avaliação, reavaliação e substituição de bens recebidos em garantia; 
 cartão de crédito; 
 certificado digital; 
 coleta e entrega em domicílio ou outro local; 
 cópia ou segunda via de comprovantes e documentos; 
 corretagem; 
 custódia; 
 extrato mensal diferenciado contendo informações adicionais àquelas relativas a 
contas-correntes de depósitos à vista e a contas de depósitos de poupança; 
 fornecimento de atestados, certificados e declarações; 
 aviso automático de movimentação de conta. 
 
Resumidamente, são isentos de tarifas, na conta corrente de depósitos à vista: 
 fornecimento de cartão de débito; 
 fornecimento de dez folhas de cheques por mês, 
 realização de até quatro saques, por mês, em guichê de caixa, inclusive por meio de 
cheque ou de cheque avulso, ou em terminal de auto-atendimento; 
 fornecimento de até dois extratos contendo a movimentação do mês pormeio de 
terminal de auto-atendimento; 
 realização de consultas via internet; 
 realização de duas transferências de recursos entre contas na própria instituição, por 
mês, em guichê de caixa, em terminal de auto-atendimento e/ou pela internet; 
 compensação de cheques; 
 fornecimento do extrato 
Mais detalhes no endereço: http://www.febraban-star.org.br/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.febraban-star.org.br/
O Sistema de Informações de Crédito 
 
Definição do SCR 
Descrição geral do SCR - Sistema de Informações de crédito 
O SCR - Sistema de Informações de Crédito do Banco Central - é um sistema 
completo, amigável, consistente e ágil e de acesso fácil pela internet. 
O SCR é um banco de dados alimentado mensalmente pelas instituições 
financeiras, mediante coleta de informações sobre as operações concedidas. 
Paulatinamente, esse valor foi sendo diminuído, inicialmente para o patamar de 
R$ 20.000,00 (vinte mil reais), depois para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), e atualmente, 
são armazenadas no banco de dados do SCR as operações dos clientes com 
responsabilidade total igual ou superior a R$ 1.000,00 (mil reais) a vencer e vencidas, e 
os valores referentes às fianças e aos avais prestados pelas instituições financeiras a 
seus clientes, além de créditos a liberar contabilizados nos balancetes mensais. 
A base legal para o sistema coletar e compartilhar informações entre as 
instituições participantes do Sistema Financeiro Nacional e o respeito à privacidade do 
cliente quanto ao sigilo e à divulgação de informações obedecem às condições 
previstas na Lei Complementar 105/01 e na Resolução 2.724/00. 
Entidades participantes 
 Bancos Múltiplos; 
 Bancos Comerciais; 
 Caixa Econômica Federal; 
 Bancos de Investimento; 
 Bancos de Desenvolvimento; 
 Sociedades de Crédito Imobiliário; 
 Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento; 
 Companhias Hipotecárias; 
 Agências de Fomento ou de Desenvolvimento; 
 Associações de Poupança e Empréstimo; 
 Sociedades de Arrendamento Mercantil; 
 Cooperativas de Crédito 
O SCR armazena dados sobre as operações contratadas por todas as instituições, 
de forma que o Banco Central pode adotar medidas preventivas com o objetivo de 
proteger os recursos que os cidadãos confiam às instituições integrantes do sistema. 
Assim, o principal objetivo do SCR é o de reforçar os mecanismos de supervisão 
bancária, com aumento da eficácia de avaliação dos riscos inerentes à atividade. 
O outro objetivo do SCR é auxiliar as instituições financeiras na gestão de suas 
carteiras de crédito, preenchendo uma lacuna na obtenção de informações sobre as 
características e avaliação da capacidade de pagamento dos devedores, com impactos 
positivos na diminuição dos índices de inadimplência. 
O sistema fomenta a competição entre os agentes pela possibilidade de oferta de 
taxas de juros menores nas operações que oferecem menor risco. 
Acesso às informações do SCR 
Como se realiza o acesso a essas informações 
O acesso ao SCR pode ser feito pelas instituições financeiras participantes do sistema, pelos 
tomadores de empréstimos e financiamentos e pelas áreas especializadas do Banco Central. 
Para as instituições financeiras, é necessária a autorização expressa dos clientes. A inobservância 
desse requisito sujeitará os implicados às penalidades previstas na lei. 
As pessoas físicas e jurídicas podem se cadastrar no Banco Central para acessarem, gratuitamente, 
por meio da internet, seus dados porventura cadastrados no SCR. 
Se conveniente, podem obter relatórios com informações detalhadas a seu respeito, diretamente 
nas Centrais de Atendimento ao Público, mantidas pelo Banco Central em dez capitais do país, mediante 
apresentação dos documentos exigidos. 
Documentação exigida para consulta 
Relação dos documentos exigidos para realização de consultas 
 ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/01/2013 10:22 
Os documentos exigidos para consulta ao SCR são: 
 Pessoa física: identidade e CPF. 
 Pessoa jurídica: contrato social (original ou cópia autenticada), certidão da Junta 
Comercial, declaração atestando que os documentos apresentados são atuais e 
fidedignos, bem como documento de identificação do representante legal (original ou 
cópia autenticada). 
As instituições financeiras são responsáveis pelo encaminhamento sistemático de 
dados sobre as operações de crédito. 
Cumpre a elas também corrigir ou excluir as informações imprecisas. 
Eventuais questionamentos judiciais devem ser encaminhados diretamente à 
instituição financeira que informou os dados sobre a operação. 
 
O correspondente e seus agentes 
 
Atributos do bom agente 
Descreve os principais atributos profissionais dos agentes dos 
correspondentes e o que um cliente leva em consideração ao avaliar uma 
oferta de negócio 
Todos os itens a seguir formam um conjunto de atributos que bons agentes 
apresentam. 
Um bom agente potencializa um bom cliente. 
As principais qualidades que um agente deve desenvolver para dar qualidade ao 
seu sistema de atendimento ao cliente são: 
Cortesia É item fundamental no atendimento. 
Agilidade É essencial para que o cliente obtenha rapidamente a solução para 
seus problemas 
Comunicação Quem se comunica bem sabe ouvir melhor, para estabelecer um 
diálogo cortês e profissional 
Saber o que está fazendo Conhecer produtos e serviços é fundamental para transmitir 
informações corretas, precisas e concisas ao cliente 
Entrar na realidade do 
cliente 
Para poder atendê-lo adequadamente, o agente deve buscar entender 
as necessidades dele, ter empatia com o cliente à sua frente 
Estimular a curiosidade 
do cliente 
Será que o cliente precisa apenas daquilo que ele próprio definiu? 
Será que nossa carteira de produtos não tem algo mais adequado, 
algo que chame mais a atenção do cliente, algo que ele queira além 
do que já está pedindo? 
Estar disponível com bom 
humor, motivação e alto 
astral 
O agente mal-humorado tem poucas chances de sucesso com clientes 
Praticar todas essas 
qualidades também no 
atendimento interno 
Com isso se evitam demoras, atrasos e duplicidade nos serviços. 
Tratar os chefes e companheiros de trabalho como se eles também 
fosse clientes 
E o cliente? 
O que uma pessoa leva em consideração para se transformar em cliente? Eis 
alguns pontos em que ele pensa: 
Preços, para pagamento a 
prazo 
Custos que não reflitam aumento significativo no total a pagar. 
O consumidor tem noção do valor, à vista, do que é oferecido pelos 
concorrentes 
Agilidade no atendimento complementada por instrumento adequado para a transformação do 
cliente em cliente fidelizado 
Condições adequadas  O valor da prestação deve estar de acordo com as suas condições de 
pagamento. 
 Para a maioria dos clientes de crédito, em função da renda da população 
brasileira, o mais importante é o enquadramento da prestação no 
orçamento do cliente do que efetivamente o custo do financiamento. 
Não ter qualquer tipo de 
constrangimento 
Todos os detalhes do negócio devem ser explicados. Seja na 
obtenção do crédito como no decorrer do prazo, evitando a cobrança 
agressiva ou inadequada 
Controles adequados Os controles da empresa devem ser adequados, para não ocorrerem 
cobranças indevidas. 
 
O contrato do correspondente 
Relaciona os principais tópicos do contrato do correspondente 
A regulamentação sobre a atividade dos correspondentes foi baixada pela 
Resoluçao nº 3.954, mencionada na Introdução deste Curso, para ser executada e 
fiscalizada pelo Banco Central do Brasil. 
Os correspondentes estabelecidos no País prestam serviços em atividades de 
atendimento a clientes e usuários da instituição contratante. 
 O correspondente atua por conta e sob as diretrizes da instituição financeira 
contratante, que assume inteira responsabilidade pelo atendimento prestado aos 
clientes e usuários por meio do contratado.A instituição contratante, para celebração ou renovação de contrato de 
correspondente, deve verificar a existência de fatos que, a seu critério, desabonem a 
entidade contratada ou seus administradores, estabelecendo medidas de caráter 
preventivo e corretivo a serem adotadas na hipótese de constatação, a qualquer 
tempo, desses fatos, abrangendo, inclusive, a suspensão do atendimento prestado ao 
público e o encerramento do contrato. 
O contrato de correspondente pode ter por objeto as seguintes atividades de 
atendimento, visando ao fornecimento de produtos e serviços de responsabilidade da 
instituição contratante a seus clientes e usuários: 
 recepção e encaminhamento de propostas de abertura de contas de depósitos à vista, 
a prazo e de poupança mantidas pela instituição contratante; 
 realização de recebimentos, pagamentos e transferências eletrônicas visando à 
movimentação de contas de depósitos de titularidade de clientes mantidas pela 
instituição contratante; 
 recebimentos e pagamentos de qualquer natureza, e outras atividades decorrentes de 
contratos e convênios de prestação de serviços mantidos pela instituição contratante 
com terceiros (água, luz, telefone, etc); 
 execução ativa e passiva de ordens de pagamento cursadas por intermédio da 
instituição contratante por solicitação de clientes e usuários; 
 recepção e encaminhamento de propostas referentes a operações de crédito e de 
arrendamento mercantil de concessão da instituição contratante; 
 recebimentos e pagamentos relacionados a letras de câmbio de aceite da instituição 
contratante; 
 recepção e encaminhamento de propostas de fornecimento de cartões de crédito de 
responsabilidade da instituição contratante; 
 serviços complementares de coleta de informações cadastrais e de documentação, 
bem como controle e processamento de dados; 
 realização de operações de câmbio de responsabilidade da instituição contratante, 
relativamente a: 
1. compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheque ou cheque de viagem, 
bem como carga de moeda estrangeira em cartão pré-pago, limitadas ao valor 
equivalente a US$3 mil dólares dos Estados Unidos por operação; 
2. execução ativa ou passiva de ordem de pagamento relativa a transferência 
unilateral do ou para o exterior limitada ao valor equivalente a US$ 3 mil dólares 
dos Estados Unidos por operação; e 
3. recepção e encaminhamento de propostas de operações de câmbio. 
Outras exigências contratuais 
Relaciona mais itens que devem constar dos contratos 
O contrato de correspondente deve estabelecer ainda: 
 exigência de que o contratado mantenha relação formalizada mediante vínculo 
empregatício ou vínculo contratual de outra espécie com as pessoas naturais 
integrantes da sua equipe, envolvidas no atendimento a clientes e usuários; 
 vedação à utilização, pelo contratado, de instalações cuja configuração arquitetônica, 
logomarca e placas indicativas sejam similares às adotadas pela instituição contratante 
em suas agências e postos de atendimento; 
 divulgação ao público, pelo contratado, de sua condição de prestador de serviços à 
instituição contratante, identificada pelo nome com que é conhecida no mercado, com 
descrição dos produtos e serviços oferecidos e telefones dos serviços de atendimento 
e de ouvidoria da instituição contratante, por meio de painel visível mantido nos locais 
onde seja prestado atendimento aos clientes e usuários, e por outras formas caso 
necessário para esclarecimento do público; 
 realização de acertos financeiros entre a instituição contratante e o correspondente, 
no máximo, a cada dois dias úteis; 
 utilização, pelo correspondente, exclusivamente de padrões, normas operacionais e 
tabelas definidas pela instituição contratante, inclusive na proposição ou aplicação de 
tarifas, taxas de juros, taxas de câmbio, cálculo de Custo Efetivo Total (CET) e 
quaisquer quantias auferidas ou devidas pelo cliente, inerentes aos produtos e serviços 
de fornecimento da instituição contratante; 
 permissão de acesso do Banco Central do Brasil aos contratos firmados ao amparo 
desta resolução, à documentação e informações referentes aos produtos e serviços 
fornecidos, bem como às dependências do contratado e respectiva documentação 
relativa aos atos constitutivos, registros, cadastros e licenças requeridos pela 
legislação; 
 possibilidade de adoção de medidas pela instituição contratante, por sua iniciativa ou 
por determinação do Banco Central do Brasil; 
 observância do plano de controle de qualidade do atendimento, estabelecido pela 
instituição contratante e das medidas administrativas nele previstas; 
 declaração de que o contratado tem pleno conhecimento de que a realização, por sua 
própria conta, das operações consideradas privativas das instituições financeiras ou de 
outras operações vedadas pela legislação vigente sujeita o infrator às penalidades 
previstas em lei. 
 
Assuntos vedados nos contratos 
Relaciona assuntos que não podem ser exercidos pelo correspondente 
As normas impõem uma série de vedações à atividade de correspondente 
bancário. 
Por estas normas é vedado ao correspondente: 
 a celebração de contrato de correspondente que configure contrato de franquia. 
 a contratação, para o desempenho das atividades de atendimento de entidade cuja 
atividade principal seja a prestação de serviços de correspondente. 
 a contratação de correspondente cujo controle seja exercido por administrador da 
instituição contratante ou por administrador de entidade controladora da instituição 
contratante. 
 a cobrança, pela instituição contratante, de clientes atendidos pelo correspondente, 
de tarifa, comissão, valores referentes a ressarcimento de serviços prestados por 
terceiros ou qualquer outra forma de remuneração, pelo fornecimento de produtos ou 
serviços de responsabilidade da referida instituição, ressalvadas as tarifas constantes 
da tabela adotada pela instituição contratante, 
 emitir, a seu favor, carnês ou títulos relativos às operações realizadas, ou cobrar por 
conta própria, a qualquer título, valor relacionado com os produtos e serviços de 
fornecimento da instituição contratante; 
 a realização de adiantamento a cliente, pelo correspondente, por conta de recursos a 
serem liberados pela instituição contratante; 
 a prestação de garantia, inclusive coobrigação, pelo correspondente nas operações a 
que se refere o contrato; 
 a realização, pelo contratado, de atendimento aos clientes e usuários relativo a 
demandas envolvendo esclarecimentos, obtenção de documentos, liberações, 
reclamações e outros referentes aos produtos e serviços fornecidos, as quais serão 
encaminhadas de imediato à instituição contratante, quando não forem resolvidas 
pelo correspondente. 
 
O pastinha 
Descreve sua existência e ressalta suas fraudes 
Pessoa que atua irregularmente como intermediário entre instituições bancárias e 
correspondentes bancários, através de empresas promotoras de crédito. 
Está presente especialmente em operações de crédito consignado. 
Sua atuação pode originar fraudes como: 
 Cobrança de taxas superiores às contratadas; 
 Descontos não autorizados; 
 Ausência de recebimento de valor, apesar de o contracheque do devedor apresentar o 
desconto. 
O relacionamento banco-correspondente 
Descreve como os bancos encaram este relacionamento 
Como os bancos encaram o seu relacionamento com os Correspondentes – e, 
claro, com os Agentes dos Correspondentes? 
UNIC pesquisou e encontrou um posicionamento de banco, que fixa as condições 
e limites de seu relacionamento contratual com os Correspondentes. 
Não se trata de uma posição generalizada, mas pode perfeitamente servir de base 
para o agente entender como será apreciada e recebida a sua atividade, bem como 
quais as condições que deve preencher para realizá-la a contento. 
Esta posição está descrita segundo umprocesso de perguntas e respostas, das 
quais as mais importantes para o agente são: 
O Correspondente pode realizar toda e 
qualquer prestação de serviços ao 
banco? 
Não. O Correspondente pode prestar ao banco 
somente os serviços descritos no Contrato de 
Prestação de Serviços de Correspondente no País, 
que devem se limitar a: 
 Recepção e encaminhamento de propostas 
referentes a operações de crédito 
 Recepção e encaminhamento de propostas de 
fornecimento de cartões de crédito. 
 Serviços de coleta de informações cadastrais e de 
documentação, bem como controle e processamento 
de dados. 
O Correspondente pode é remunerado 
pelos serviços prestados ao banco? 
Sim. Conforme a política de remuneração do banco, 
que poderá ser: adiantamentos por meio de 
operações de crédito, aquisição de recebíveis, 
constituição de garantias, pagamento de despesas, 
distribuição de prêmios, bonificações, promoções 
ou qualquer outra forma assemelhada. 
Quem responde pelo atendimento 
prestado ao cliente? 
O Correspondente atua por conta e sob diretrizes do 
banco, ao qual cabe inteira responsabilidade pelo 
atendimento prestado aos clientes e usuários. 
O que cabe ao banco assegurar em 
relação ao objeto do contrato? 
O banco deve assegurar: 
 Aos clientes, a integridade, a confiabilidade, a 
segurança e o sigilo das transações, o cumprimento 
da legislação e da regulamentação relativa às 
transações. 
 Ao Correspondente, equipe de atendimento, 
documentação técnica adequada, canal de 
comunicação permanente para prestar 
esclarecimentos, atualização sobre toda e qualquer 
alteração na regulamentação bancária relacionada à 
atividade de correspondente. 
Os Agentes que atuam no Para atuar junto aos Correspondente, os Agentes 
Correspondente também precisam de 
algum tipo de registro? 
deverão possuir uma certificação, obtida em uma 
entidade de reconhecida capacidade técnica. 
 Permite-se a certificação de um Agente certificado 
por ponto de atendimento para os Correspondente 
de veículos, desde que ele seja também o fornecedor 
do bem financiado. 
 Para os Correspondente que atuam com 
consignado, é obrigatória a certificação de todos os 
agentes. 
Os profissionais do Correspondente 
que derem atendimento aos clientes 
terão identificação especial? 
Esses profissionais devem portar crachá contendo, 
de forma visível, a denominação (social ou de 
fantasia) do Correspondente, o nome do profissional 
e seu número de registro no CPF/MF. 
Como o cliente saberá que está sendo 
atendido por um Correspondente de 
determinada instituição? 
Em painel afixado em local visível ao público, o 
Correspondente deverá declarar ser prestador desse 
serviço ao banco, que será identificado pelo nome 
como é conhecido no mercado, descrever os 
produtos e serviços oferecidos com a respectiva 
tabela de tarifas e informar os telefones do banco 
destinados a dar atendimento ao cliente. 
 
Quais são os principais procedimentos 
operacionais a serem observados pelo 
Correspondente? 
 Utilizar exclusivamente os padrões, as normas 
operacionais, as tabelas, as tarifas, as taxas de juros, 
as taxas de câmbio, o cálculo de Custo Efetivo Total 
(CET) conforme informação do banco. 
 Encaminhar, ao banco, as questões ou dúvidas dos 
clientes que não conseguir solucionar. 
 Repassar aos clientes, previamente à contratação da 
operação, informações a respeito do CET e entregar 
ao cliente o Orçamento da Operação. 
 Obter, dos clientes, autorização para consultas 
junto ao Sistema de Informação de Crédito. 
 Manter sigilo quanto aos dados, informações e 
documentos a que tiver acesso no âmbito das suas 
funções de Correspondente. 
Quais cuidados devem ser tomados 
com relação ao sigilo bancário? 
Ao Correspondente, cabe zelar pelas informações e 
documentos recebidos dos clientes, utilizando essas 
informações somente para o fim a que se destinam. 
Quais são as obrigações do 
Correspondente com relação ao 
Código de Defesa do Consumidor? 
 Manutenção de um exemplar do Código de Defesa 
do Consumidor nos estabelecimentos comerciais e 
de prestação de serviços. 
 Correspondente deve ter conhecimento do 
conteúdo do referido Código, para que mantenha 
um bom atendimento, seguindo as normas nele 
estabelecidas. 
Quais são as principais obrigações 
contratuais do Correspondente? 
 Permitir a entrada e permanência de funcionários 
do banco no âmbito dos serviços contratados e na 
medida do estritamente necessário para o 
andamento destes. 
 Não fazer distinção entre seus clientes em função 
de serem ou não clientes do banco. 
 Observar as regras relativamente à segurança, 
prevenção e combate às atividades nela relacionadas 
como crimes. 
 Manter, nas dependências em que forem prestados 
os serviços, uma cópia do Contrato de Prestação de 
Serviços de Correspondente no País. 
 Manter sigilo quanto aos dados, informações e 
documentos a que tiver acesso no âmbito das 
Há restrições para a atuação do 
Correspondente? 
Sim. Ao Correspondente é vedado: 
 Utilizar configuração arquitetônica, logomarcas ou 
placas indicativas similares às adotadas pelo banco. 
 Emitir a seu favor carnês ou títulos relativos aos 
serviços objeto do contrato. 
 Cobrar do cliente, por iniciativa própria, a qualquer 
título, tarifa, comissão, valores ou qualquer outra 
forma de remuneração relativos aos serviços objeto 
do contrato. 
 Realizar adiantamento aos clientes por conta de 
recursos a serem liberados pelo banco. 
 Prestar qualquer tipo de garantia (aval, fiança, etc.) 
inclusive coobrigação, nas operações relacionadas 
com o objeto do contrato. 
 Substabelecer, ceder, subcontratar ou por qualquer 
outra forma transferir, total ou parcialmente, o 
contrato a terceiros, sem a prévia anuência do 
banco. 
 Utilizar-se dos termos do contrato em divulgação 
ou publicidade, sem prévia e expressa autorização 
do banco. 
O Correspondente assume 
responsabilidades pela formalização 
das operações? 
Sim. O Correspondente assume as seguintes 
responsabilidades com a formalização das 
operações: 
 Conferir a documentação original relativa às 
informações cadastrais dos clientes; 
 Observar a fidelidade e a veracidade das 
informações cadastrais dos clientes; 
 Coletar as assinaturas do cliente necessárias à 
formalização da operação; 
 Garantir a entrega, ao cliente, da documentação 
necessária para a transferência do bem fornecido; 
 Vistoriar o bem que será financiado ou arrendado e 
a respectiva documentação, caso houver; 
 Verificar e confirmar a origem e a propriedade do 
bem arrendado ou financiado, caso houver; 
 Assegurar a identidade da pessoa a quem será 
entregue o bem financiado ou arrendado, caso 
houver. 
Como o Correspondente deve 
apresentar as condições da operação ao 
Apresentação aos clientes, durante o atendimento, 
dos planos oferecidos pela instituição contratante e 
pelas demais instituições financeiras para as quais 
cliente? preste serviços de Correspondente. 
Qual participação do Correspondente 
no processo de análise da proposta de 
crédito? 
Cabe ao Correspondente sempre obter do cliente as 
informações atualizadas e necessárias para a decisão 
do crédito. A concessão de crédito está 
fundamentada na análise criteriosa das informações 
contidas na proposta. 
 
A situação do lojista 
Especifica a situação dos correspondentes lojistas 
No caso de correspondentes que sejam, ao mesmo tempo, fornecedores de 
bens e serviços financiados ou arrendados, admite-se a certificação de uma pessoa 
por ponto de atendimento, que se responsabilizará, perante a instituição 
contratante, pelo atendimento ali prestado aos clientes. 
É o caso, por exemplo, dos revendedores de automóveis, motocicletas, lojas de 
magazine e outros, em que o correspondente é também vendedor de bensou 
serviços. 
 
As respostas do Banco Central 
Como o Banco central encara diversas situações da atividade do 
Correspondente 
Para ser correspondente, precisa ter autorização do Banco Central? 
Não. A contratação de empresa para a prestação dos serviços acima referidos 
deve ser objeto de comunicação ao Banco Central do Brasil. 
O correspondente pode utilizar a expressão "banco" em seu nome? 
Dentro do sistema financeiro, o uso da palavra "banco" está restrito aos bancos 
comerciais, bancos múltiplos, bancos de investimento e de desenvolvimento. Para 
empresas não integrantes do sistema financeiro, não há restrição legal ou 
regulamentar ao uso da palavra "banco". Contudo, a instituição contratante deve 
obter autorização do Banco Central para a contratação de empresas que utilizarem, 
em sua denominação social ou no respectivo nome fantasia, o termo "banco" ou 
outros termos característicos das denominações das instituições do SFN, bem como 
suas derivações em língua estrangeira. 
De quem é a responsabilidade pelas operações dos correspondentes? 
A responsabilidade é da instituição que contratou o correspondente. Os 
correspondentes devem informar ao público os telefones dos serviços de atendimento 
e de ouvidoria da instituição financeira contratante, por meio de painel visível, 
mantido nos locais onde seja prestado atendimento aos clientes e usuários, e por 
outras formas, caso necessário para esclarecimento do público. 
Os correspondentes podem se negar a receber pagamentos de "boletos"? 
Depende do que foi contratado com a instituição financeira. Caso o 
correspondente tenha sido contratado para receber contas, ele acolherá o pagamento 
dos mesmos boletos e outras contas (água, luz, telefone, impostos) que são recebidos 
pela instituição financeira contratante em suas agências. Porém, nada impede que ele 
seja contratado somente para alguns serviços de recebimento e não para todos. 
No caso geral, até a data do vencimento, os correspondentes são obrigados a 
aceitar o pagamento em dinheiro de "boletos" emitidos pela instituição financeira 
contratante, mas não são obrigados a aceitar pagamentos em cheque. 
Se o "boleto" tiver sido emitido por outra instituição financeira, o correspondente 
também não é obrigado a aceitar o pagamento, dependendo do que tiver sido 
contratado com a instituição financeira. 
O correspondente pode cobrar pelos serviços prestados? 
O correspondente somente pode cobrar dos clientes as tarifas previstas na tabela 
da instituição contratante, elaborada de acordo com a regulamentação em vigor. Não 
pode ser cobrado do cliente qualquer outro valor pelo serviço prestado. 
 
 
 
 
Novas regras de comissionamento 
Resolução 4294/2013 institui novas regras 
A Resolução 4.294, do CMN, divulgada pelo Banco Central, estabelece que o 
pagamento da remuneração dos correspondentes se dará da seguintes forma: 
1. Na contratação da operação: pagamento à vista, relativo aos esforços 
desempenhados na captação do cliente quando da originarão da operação; e 
2. Ao longo da operação: pagamento pro rata tempo ris ao longo do prazo do 
contrato, relativo a outros serviços prestados após a originarão. 
O valor pago na contratação da operação deve representar: 
 No máximo 6% (seis por cento) do valor de operação de crédito encaminhada, 
repactuada ou renovada; ou 
 No máximo 3% (três por cento) do valor de operação objeto de portabilidade. 
O contrato deve prever, ainda, que, no caso de liquidação antecipada da operação 
com recursos próprios do devedor ou com recursos transferidos por outra instituição, 
será cessado o pagamento pro rata tempo ris ao longo do prazo do contrato. 
A instituição contratante deve implementar sistemática de monitoramento e 
controle da viabilidade econômica da operação de crédito ou de arrendamento 
mercantil, cuja proposta seja encaminhada por correspondente, com a produção de 
relatórios gerenciais contemplando todas as receitas e despesas envolvidas, tais como 
 Custo de captação, 
 Taxa de juros e remuneração paga e devida ao correspondente sob qualquer forma, 
bem como prazo da operação, 
 Probabilidade de liquidação antecipada e de cessão. 
Para a apuração da viabilidade econômica, o valor presente das rendas da 
operação de crédito ou de arrendamento mercantil, bem como de sua repactuação ou 
renovação, considerada a possibilidade de sua liquidação antecipada ou inadimplência, 
deve ser superior ao valor presente do somatório da remuneração do correspondente 
com as demais despesas envolvidas. 
 
2 - Mercado financeiro 
Os riscos 
Conceito de risco 
Descreve o conceito de risco em geral 
 
Em termos legais, risco é a exposição a uma possibilidade de perda, mudanças 
adversas ou responsabilidade por algum dano. 
É também a possibilidade da ocorrência de um evento resultar em perdas de toda 
a espécie podendo vir comprometer a continuidade das atividades de uma 
organização. 
Normalmente, o risco tem relação direta com o nível de renda do investimento ou 
com o custo de um financiamento: quanto maior o custo ou nível de renda exigidos, 
maior o potencial de risco. 
Risco é algo que pode ser evitado. 
Portanto, risco é algo que a maioria das pessoas – físicas e jurídicas – está 
disposta a pagar par anão ter. 
Pode-se classificar os riscos em: 
 exógenos: riscos não ligados aos negócios financeiros; 
 endógenos: ligados - ainda que indiretamente -aos negócios financeiros; 
 passíveis de proteção: através de instrumentos financeiros adequados; 
Alguns tipos de riscos exógenos estão exemplificados a seguir: 
 Riscos políticos: mudança de regime; mudança de governo; 
 Riscos econômicos: estatização, alterações em políticas (fiscal, cambial), confiscos; 
 Riscos sociais: greves, tensões sociais, criminalidade elevada; 
 Riscos tecnológicos: obsolescência de produtos e processos de produção. 
 Riscos de desastres: incêndios, inundações; 
 Riscos de fraudes: roubo, sabotagem, extorsão, seqüestros. 
Já entre os riscos endógenos, citam-se: 
 Riscos econômicos: custos, preços, oscilação de demanda, taxa de inadimplência; 
 Riscos financeiros: taxa de juros, inflação, taxa de câmbio; 
 Riscos operacionais: sistemas internos, qualidade da mão-de-obra, custódia, 
alavancagem. 
O risco de crédito 
Conceitua e descreve o risco de crédito 
Risco de crédito é a possibilidade de não pagamento por parte: 
 do tomador de recursos, ou 
 do emitente de um título de crédito; 
 do comprador a prazo 
Decorre de situações de inadimplência e de insolvência do devedor da obrigação. 
Entre estas situações, uma exposição a um maior risco de mercado pode 
redundar num aumento do risco de crédito. 
Alguns dos principais fatores de risco de crédito se transformam em risco ou sub-
riscos, que devem ser monitorados separadamente, como: 
 risco de inadimplência 
 risco de deterioração de crédito 
 risco de garantia real 
O risco de crédito é uma parte inevitável do processo de venda a prazo para os 
estabelecimentos industriais e comerciais, de financiamentos e empréstimos para as 
instituições financeiras. 
Existe sempre a possibilidade do tomador de empréstimos ou comprador que 
utiliza financiamentos para suas aquisições, não pagar o compromisso na data 
contratada. 
Desse modo, o risco de crédito consiste não somente em risco de a contraparte 
ficar totalmente inadimplente com suas obrigações, mas também em apenas poder 
pagar uma parte de seus compromissos, após a data combinada. 
Normalmente, nas instituições financeiras, para minimizar o risco de crédito, são 
constituídas garantias adicionais. 
Como evitar o risco de crédito? Ou diminuí-lo? 
Levantando o máximo de informações sobre o cliente ou financiado, definindo, 
com elas, a curva de probabilidade de risco dos eventos contratados naquela situação. 
As empresas comerciais, industriais ou prestadoras de serviços poderão ou não ter 
interesseem assumir o risco na concessão de crédito nas vendas a prazo para seus 
clientes. 
No caso de desinteresse na assunção do risco de crédito ou do interesse na sua 
redução, a empresa pode buscar caminhos para tal proteção, como: 
Redução do risco  Investir em informações pode representar diminuição do risco de 
crédito, mas tem seu limite. 
 É viável enquanto o custo das informações adicionais for menor que o 
benefício proporcionado pela diminuição do risco. 
Diluição do risco Diversificação da concessão de crédito para um determinado perfil de 
cliente, determinada região ou dependente de determinado segmento de 
atividade econômica. 
Transferência do 
risco 
 Parceria com uma instituição financeira que assume todo o risco, 
concedendo o crédito dentro dos seus padrões. 
 Desta forma, com custos operacionais menores (despesas operacionais 
de crédito e de perda eliminadas), a empresa busca a competitividade 
no preço, beneficiando-se no fluxo de caixa com as vendas vista. 
 
O grau de informações 
Descreve a importância das informações no risco de crédito 
Existe uma correlação entre o risco e o grau de informações obtidas pelo 
observador para determinada contingência. 
Quanto mais informado estiver o observador sobre determinado evento futuro, 
as probabilidades que compõem a curva de contingência ou riscos possíveis do evento 
podem ser alteradas, para melhor ou para pior, de acordo com a qualidade das 
informações. 
Assim, o conhecimento básico sobre a quem está sendo concedido crédito 
engloba as seguintes informações em relação aos candidatos a crédito: 
 Identificação do beneficiário do crédito; 
 Fontes de pagamento (rendimentos) e estabilidade dessa fonte; 
 Localização do devedor - residência e trabalho. 
Esta análise, não raramente, e é feita de forma superficial, tornando o crédito 
vulnerável e arriscado, não criando a relação nível de informação x nível de risco x 
nível de sinistro de crédito, básica para qualquer processo de gerenciamento de 
carteira de crédito no varejo. 
A capacidade de administrar o risco e de, através dela, atingir a disposição de 
assumi-lo, efetuando seleções progressivas, são elementos imprescindíveis à geração 
de negócios que impulsiona o crescimento das empresas. 
A gestão do risco deve começar com o conhecimento da natureza das várias 
tendências do risco e a diferença entre elas. 
Particularmente, o risco de crédito, para as empresas que necessitam vender a 
prazo, sofre a influência de inúmeras variáveis, algumas controláveis e outras externas 
(fora de seu controle), cuja mitigação depende do acompanhamento e monitoramento 
dos acontecimentos nas diversas áreas envolvidas – processo interno, governo, 
mercado, economia mundial e outras. 
O risco de mercado 
Descreve e particulariza este tipo de risco 
Define-se o risco de mercado como sendo a possibilidade de perdas: 
 decorrentes da flutuação adversa do valor de ajuste diário de mercado financeiro 
durante o período necessário para liquidação; 
 em função de flutuação desfavorável do valor de ativos, valores mobiliários ou 
qualquer outro instrumento utilizado pelo mercado financeiro; 
 decorrente da má utilização de instrumentos financeiros, como hedge e swap, 
diversificação excessiva ou insuficiente, etc. 
Alguns riscos que compõem o risco de mercado: 
risco de variação 
na taxa de juros 
quando há descasamento de prazos 
entre a captação de recursos para a 
concessão do crédito e sua 
liquidação 
exemplo: capta a 12 
meses, financia a 36 
meses 
risco cambial mesma situação relatada acima, 
agora em relação a variações nas 
taxas de câmbio 
Exemplo: capta com 
dólar a R$ 2,00, 
financia com dólar a 
R$ 1,70 
O administrador de recursos busca gerenciar suas carteiras focado no objetivo de 
mitigar o risco. 
Quando ele constata movimento de preço de ativos, esse fato representa risco e a 
perda deve ser quantificada diariamente, através da marcação a mercado do 
investimento. 
A perda decorrente deste risco caracteriza-se pela redução do valor de mercado 
do ativo. 
A quantificação do risco de mercado está ligada à volatilidade de mercado ou à 
volatilidade de determinado investimento. 
O risco de mercado é maior em situações que apresentam maior variação de 
valor nos preços, ou seja, quando há maior oscilação de preço em relação à sua média. 
O risco de liquidez 
Descreve e particulariza este tipo de risco 
O risco de liquidez se caracteriza pela possibilidade de perda decorrente da falta 
de compradores ou de vendedores para realizar operações com o mínimo de esforço e 
sem alterações expressivas nos preços dos ativos. 
O risco de liquidez é um risco financeiro devido à incerteza de poder realizar as 
operações de uma empresa. 
Outras características apontam situações em que uma entidade não consegue 
cumprir com seu objeto social porque não consegue achar outra entidade interessada 
em assumir o lado contrário da operação a um preço de mercado. 
Uma instituição pode perder acesso à liquidez se o sua classificação de crédito 
cair, ou se um outro evento levar outras contrapartes a evitar operar com a 
companhia. Pequeno volume de negócios podem aafetar a liquidez da empresa. 
Uma firma também está exposta a risco de liquidez se os mercados do qual ela 
depende estiverem sujeitos a possível perda de liquidez. 
Quanto mais desenvolvido for um mercado tanto mais ele será líquido. Mercados 
poucos desenvolvidos, ao contrário, podem ser um obstáculo à compra ou à venda de 
ativos financeiros, ocasionando quase sempre alteração nos preços de cotação. 
E a tecnologia, atualmente, é vital para a criação de mercados modernos e 
seguros. 
O Brasil é um exemplo desse desenvolvimento, através de seus sistemas de 
registro, compensação e liquidação de operações, tais como: 
SPB Sistema de Pagamentos Brasileiro, conjunto de procedimentos, regras, 
instrumentos e sistemas operacionais integrados com a finalidade de transferir 
fundos do pagador para o recebedor e, com isso liquidar uma obrigação. 
As economias de mercado dependem deste sistema para movimentar fundos 
decorrentes das atividades econômicas (produtiva, comercial e financeira), tanto 
em moeda local como em moeda estrangeira. 
Selic Sistema computadorizado administrado pelo Banco Central. 
Destina-se ao registro de títulos e depósitos interfinanceiros por meio de 
equipamento eletrônico de teleprocessamento, em contas gráficas abertas em nome 
de seus participantes, bem como ao processamento, utilizando o mesmo 
mecanismo, de operações de movimentação, resgates, ofertas públicas e 
respectivas liquidações financeiras. 
Destina-se à custódia de títulos escriturais de emissão do Tesouro Nacional e do 
Banco Central, bem como ao registro e à liquidação de operações com os referidos 
títulos. 
Cetip Sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de 
ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e 
privados de renda fixa e derivativos de balcão. 
É uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos 
termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro, que 
efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no 
mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma 
Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais 
como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de 
renda fixa. 
CORE Nova câmara de compensação da BM&FBovespa, que unifica os sistemas de 
clearing existentes, e permite o exercício da função CCP (contraparte que garante 
os pagamentos dos investidores em caso de quebra de um dos participantes do 
mercado). Com a adoção do sistema CORE, é possível administrar toda sorte de 
riscos envolvendo as negociações com diversos ativos, como ações, câmbio, 
instrumentosfinanceiros, valores mobiliários e commodities, negociados na Bolsa. 
A nova plataforma substitui as câmaras de compensação existentes na estrutura da 
BM&FBovespa. 
Concorrem ainda para mitigar os riscos de liquidez no Brasil: 
 a existência de mercados organizados para a transferência de riscos (mercado de 
derivativos da BM&FBovespa), 
 o grau de confiança nos agentes econômicos e financeiros que regem a Economia, 
 e a grande variedade de instrumentos financeiros que permite aos administradores de 
carteiras selecionar operações apropriadas para praticamente todos os objetivos de 
investimento dos investidores brasileiros. 
Esta situação não beneficia mercados de ativos não financeiros, como os 
mercados imobiliário e o mercado de arte. 
 
Outros tipos de riscos 
Descreve particularidades destes tipos de risco 
Outros tipos de risco são os seguintes: 
Risco legal  Possibilidade de perda em caso de situações envolvendo modificações na 
legislação ou no regime tributário a que se submetem as aplicações 
financeiras. 
 São ainda riscos legais julgamentos desfavoráveis em situações 
contratuais, compromissos em contratos omissos, mal redigidos ou sem 
amparo legal. 
 Assinaturas em contratos por pessoa que não representa a instituição, 
não-execução de garantias, informalidade na execução de ordens de 
compra e venda de investimentos, estão entre as principais situações de 
risco legal. 
 Possibilidade de questionamento jurídico da execução dos contratos, 
processos judiciais ou sentenças contrárias ou adversas àquelas esperadas 
pela Instituição e que possam causar perdas ou perturbações significativas 
que afetem negativamente os processos operacionais 
Risco 
sistêmico 
 Risco que compromete todo um sistema. 
 Risco generalizado 
 Também chamado risco sistemático 
Risco 
soberano 
 Risco legal, ou político, de liquidação e de outros riscos relacionados com 
transações com títulos públicos de um país. 
 Risco empresarial em outro país, em face de problemas de natureza 
política ou econômica, de diversas naturezas 
 Quando relacionado a transações internacionais, denomina-se risco de 
país, ou risco geográfico. 
Moral hazard  Risco moral. 
 Risco que a existência de um contrato possa afetar o comportamento de 
uma ou mais partes. O exemplo clássico está na indústria de seguros, onde 
a cobertura contra uma perda pode modificar para pior o comportamento 
do segurado, em relação ao risco. Um motorista de carro com seguro total 
pode começar a dirigir de modo afoito, com excesso de velocidade, 
simplesmente porque "está no seguro" 
Aversão ao 
risco 
O investidor avesso ao risco não participa de um negócio pelo prazer do 
risco, como faz o jogador, mas sim porque vislumbra um prêmio de risco 
adequado. 
Prêmio de 
risco 
 Taxa adicional exigida pelo investidor, em função do nível de risco do 
financiamento oferecido. 
 Diferença entre a taxa de juros de uma aplicação com risco e de uma 
aplicação sem risco. Constatada a diferença, aceitar o risco merece um 
prêmio. 
Risco de 
fraude 
Possibilidade de ocorrência de evento que cause prejuízo direto ou 
indireto para a organização, oriundo de ações de pessoas ou empresas que 
venham subtrair recursos da conta de um banco participante em favor de 
terceiros ou ainda de outras ações que caracterizem ato de má-fé 
Risco de 
reputação 
Possibilidade de ocorrer publicidade negativa, verdadeira ou não, em 
relação à prática da condução dos negócios da Instituição, gerando 
declínio na base de clientes, litígio ou diminuição da receita 
Risco 
operacional 
Possibilidade de perda decorrente da falta de consistência e adequação dos 
sistemas de informação, processamento e operações, falhas nos controles 
internos, fraudes ou qualquer tipo de evento não previsto 
 
Conceito de garantia 
Descreve como se conceitua a garantia oferecida em operações 
financeiras 
São ativos, recursos financeiros, direitos, contratos e outros instrumentos 
depositados para assegurar o cumprimento das obrigações dos participantes de uma 
operação financeira. 
É também o documento, compromisso ou assinatura com que se assegura a 
execução de direito ou obrigação contratado, ou a satisfação de um crédito. 
 
Tipos de garantias 
Relaciona os diferentes tipos de garantias da legislação brasileira 
As principais garantias exigidas em operações financeiras estão relacionadas a 
seguir: 
real  Garantia que constitui um direito real sobre os direitos patrimoniais de 
outrem 
 garantia hipotecária ou pignoratícia. 
Exemplos: penhor de bens móveis ou direitos (recebíveis), hipoteca de 
bens imóveis, anticrese; 
pignoratícia  Garantia real conferida ao credor através de penhor mercantil, de 
direitos, de títulos de crédito etc, onde o bem ou direito permanece 
empenhado até o cumprimento da obrigação garantida, ou por 
determinado prazo. 
 Ela torna a propriedade do bem precária até a liquidação da dívida 
fidejussória Garantia por aval, fiança ou cláusula contratual, na forma de 
responsabilidade pessoal do garantidor 
quirografária  Garantia em que o credor concorre com demais credores quirografários 
no caso de liquidação da companhia. 
 O credor quirografário é aquele destituído de qualquer privilégio ou 
preferência. 
fiduciária  Garantia de dívida através de alienação fiduciária 
 garantia baseada no crédito ou na confiança pública 
acessória Garantia adicional, como o seguro do bem adquirido 
valores em 
garantia 
Valores empenhados pelo devedor em favor do credor, para garantir 
adimplemento de obrigações assumidas por aquele perante esse 
 
 
 
 
 
 
O aval e a fiança 
Caracteriza estes tipos de garantia fidejussória 
Aval 
É a declaração que consiste na assinatura do declarante lançada em título de 
crédito, em razão da qual o declarante se compromete a garantir, de forma autônoma, 
as obrigações de outra pessoa que figure no título; 
É ainda a garantia pessoal, plena e solidária, que se dá em favor de qualquer 
obrigado ou coobrigado em título cambial. 
Caracterizam o aval: 
 o portador do título avalizado não tem direito a substituição do aval; 
 o avalista é devedor solidário até a liquidação do título; 
 o credor pode executar o avalista antes mesmo de executar o devedor principal; 
 o avalista vincula-se solidariamente ao devedor, no próprio título avalizado; 
 a obrigação do avalista é vinculada ao título avalizado; 
 o título avalizado só é válido quando comparecem ambos os cônjuges. 
Fiança 
É a obrigação acessória assumida por terceira pessoa para garantir o pagamento 
da obrigação assumida pelo devedor, se a obrigação não for por este cumprida no 
tempo e nas condições formalmente estabelecidas. 
Caracterizam a fiança: 
 pressupõe a existência de um contrato principal, da qual é a garantia do credor; 
 é obrigatoriamente assumida na forma escrita; 
 pode revestir também as formas de fiança bancária e fiança locatícia; 
 exige o comparecimento de ambos os cônjuges. 
 
 
 
 
 
A alienação fiduciária 
Descreve como funciona esta garantia, para automóveis e imóveis 
A alienação fiduciária em garantia é: 
 a garantia que o devedor dá ao credor, em operações de crédito direto ao consumidor; 
 a extensão dessa forma de garantia para operações no SFI – Sistema Financeiro Imobiliário; 
 transferência para o credor do domínio resolúvel e a posse indireta da coisa móvel alienada, 
independentemente da tradição (entrega) efetiva do bem 
O devedor, como depositário do bem, não pode revendê-lo. 
O não-pagamento das prestações contratuais constitui esbulho possessório, o que 
abre ao credor a possibilidade da retomada imediata do bem. 
A atualização da legislação prescreve que o credor fiduciário faz a busca e 
apreensão, pede uma liminar e, se em cinco dias o devedor não pagar, o banco poderá 
tomar o bem. 
Com isso consolidam-se a propriedadee a posse plena e exclusiva do bem no 
patrimônio do credor fiduciário, cabendo às repartições competentes, quando for o 
caso, expedir novo certificado de registro de propriedade em nome do credor, ou de 
terceiro por ele indicado, livre do ônus da propriedade fiduciária. 
Para evitar este procedimento, o devedor fiduciante poderá pagar a integralidade 
da dívida pendente, segundo os valores apresentados pelo credor fiduciário na inicial 
da ação, hipótese na qual o bem lhe será restituído livre do ônus. 
Na sentença que decretar a improcedência da ação de busca e apreensão, o juiz 
condenará o credor fiduciário ao pagamento de multa, em favor do devedor 
fiduciante, equivalente a cinqüenta por cento do valor originalmente financiado, 
devidamente atualizado, caso o bem já tenha sido alienado. 
Gravame 
É a situação que ocorre quando se financia um veículo, até que o mesmo seja 
totalmente quitado, junto ao um banco ou uma financeira, ou então quando o veículo 
não está corretamente documentado. 
A baixa no gravame se dá pela extinção da alienação fiduciária em garantia, no 
cadastro do Detran/PR, mantendo-se o mesmo proprietário, com a emissão de novo 
Certificado de Registro de Veículo (CRV) e Certificado de Registro e Licenciamento do 
Veículo (CRLV). 
Básico de Matemática Financeira 
Conceitos básicos 
Define os conceitos básicos da Matemática Financeira 
Matemática Financeira é uma ferramenta útil na análise de algumas alternativas 
de investimentos ou financiamentos de bens de consumo. 
As principais definições de Matemática Financeira estão descritas a seguir: 
Capital  Valor financeiro que está sendo emprestado ou investido 
 Principal, 
 Valor Atual, 
 Valor Presente 
 Valor Aplicado 
 Present Value (nas calculadoras financeiras) 
Montante  Soma do Capital com os juros. 
 Valor Futuro 
 Future Value (nas calculadoras financeiras) 
Juros  Remuneração do Capital empregado em alguma atividade produtiva. 
 Remuneração pelo empréstimo do dinheiro 
Taxa de 
juros 
 Remuneração que será paga ao dinheiro emprestado, para um determinado 
período, expressa da forma porcentual, em seguida da especificação do 
período de tempo a que se refere: 8 % a.a. - (a.a. significa ao ano), 10 % 
a.m. - (a.m. significa ao mês). 
Parcela ou 
Prestação 
 Valor pago pelo tomador do empréstimo (ou receptor do investimento). 
Payback  Tempo decorrido entre o investimento inicial e o momento no qual o lucro 
líquido acumulado se iguala ao valor desse investimento. 
Desconto  Abatimento que o devedor faz jus quando antecipa o pagamento de um 
título ou quando o mesmo é resgatado antes de seu vencimento 
 Juro cobrado por um intermediário para antecipar o recebimento de um 
título 
 Pode ser desconto simples ou desconto composto (também chamado de 
racional) 
 
Nota: Se a taxa de juros for mensal, trimestral ou anual, os períodos deverão ser 
respectivamente, mensais, trimestrais ou anuais, de modo que os conceitos de taxas 
de juros e períodos sejam compatíveis, coerentes ou homogêneos. 
O juro 
Conceitua o juro em suas diferentes definições 
Juro é o valor da remuneração do dinheiro. 
É pago pelo financiado ao financiador. 
O juro pode ser: 
taxa 
básica de 
juro 
menor taxa de juros vigente em um país, funcionando como taxa de referência 
para todos os contratos. 
É também a taxa nas operações interbancárias. 
taxa de 
juro 
taxa porcentual cobrada como remuneração do capital para empréstimos, 
crédito ou financiamentos de dinheiro 
taxa de 
juro 
simples 
Juro calculado sobre o montante inicial 
taxa de 
juro 
Juro calculado sobre o montante inicial acrescido de seus próprios juros 
composto 
taxa de 
juro 
nominal 
valor do juro num contrato de financiamento 
taxa de 
juro real 
juro nominal menos a taxa de inflação do período. 
taxa de 
juro pós 
fixado 
Juro calculado sobre o montante final 
taxa de 
juro pré 
fixado 
Juro calculado sobre o montante inicial 
taxa de 
juro 
legal 
Juro autorizado por lei. Está previsto no novo Código Civil, fixado segundo a 
taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à 
Fazenda Nacional 
 
O juro simples 
Define e demonstra cálculo de juro simples 
o regime dos juros simples, a taxa de juros é aplicada sobre o principal (valor 
emprestado) de forma linear, ou seja, não considera que o saldo da dívida aumenta ou 
diminui conforme o passar do tempo. 
No juro simples, a taxa de juros é aplicada sobre o valor principal de um 
empréstimo ou financiamento. 
Exemplo: 
empresta-se R$ 1.000,00, ao juro de 2% ao mês, durante 6 meses. 
F = P (1 + i.n) 
Onde: 
 P = valor presente do empréstimo 
 F = valor futuro do empréstimo 
 I = taxa de juro em decimais 
 N = número de períodos (meses, anos) 
Teremos: 
F = 1.000 (1 + 0,02 x 6) = 
= 1.000 (1 + 0,12) = 
= 1.000 x 1,12 = 1.120 
 
O juro composto 
Define e demonstra o cálculo do juro composto 
No regime de juros compostos (também chamado de regime de juros sobre 
juros), os juros de cada período são somados ao capital para o cálculo de novos juros 
nos períodos seguintes. 
Nesse caso, o valor da dívida é sempre corrigido e a taxa de juros é calculada 
sobre esse novo valor, como mostra a planilha abaixo. 
Exemplo 
Seja um empréstimo de 1.000, juro composto de 2% (0,02), prazo de 6 meses. 
Este empréstimo seria planilhado na forma a seguir: 
período principal juro total 
jan 1.000,00 20,00 1.020,00 
fev 1.020,00 20,40 1.040,40 
mar 1.040,40 20,81 1.061,21 
abr 1.061,21 21,22 1.082,43 
mai 1.082,43 21,65 1.104,08 
jun 1.104,08 22,08 1.126,16 
Se fossem juros simples, o valor final seria de 1.120. No juro composto, esse valor 
torna-se 1,126,16 
Esta planilha transforma-se numa fórmula, que define o juro composto: 
F = P (1 + i)n 
onde: 
 F= valor futuro 
 P = valor presente 
 i = taxa de juros em decimais 
 n = período 
Teremos: 
F = 1.000 (1 + 0,02)6= 
= 1.000 x 1,026 = 1.000 x 1,12616 = 
= 1.126,16 
 
O juro nominal e o juro real 
Define e demonstra o cálculo desses dois juros 
Juro nominal é o valor contratado do juro, expresso num documento. 
Juro real é a diferença entre o juro nominal e a inflação do período. 
A avaliação do juro real depende de diferentes combinações de conceitos. 
O analista deve selecionar: 
 qual é a taxa de juro nominal, entre as taxas Selic, taxa futura ou a taxa de juros que atrai o 
investidor estrangeiro; 
 qual é o índice de preços que mais convém à análise (IPCA ou IGP-M, ou ainda outro indicador 
relevante); 
 qual é a taxa de inflação a ser descontada: inflação que já ocorreu ou a inflação projetada; 
 qual o prazo a levar em conta na análise: seis meses, doze meses ou outro prazo. 
A partir deste processo de seleção se constrói a taxa de juros real. 
No modelo brasileiro, adiciona-se o conceito do juro real ex-ante, que resulta do 
desconto da expectativa de inflação projetada para um ano à frente, ou do juro ex-
post, quando ele é calculado sobre a inflação passada. 
Exemplo: 
consta de um contrato o juro nominal de 12% ao ano e conhece-se a taxa Selic de 
7,25% ao ano. 
O juro real da operação será 12% - 7,25% = 4,75% ao ano 
 
O juro pré e o juro pós fixado 
Descreve e exemplifica os dois tipos de juros 
Num contrato de financiamento, podem ser fixadas duas formas de cobrança de 
juros: 
Juro pré-fixado Juro calculado sobre o capital inicial 
Juro pós-fixado Juro calculado sobre o montante final 
 
O juro pré-fixado tem formato simplificado: basta fixá-lo no contrato. 
Já o juro pós-fixado é normalmente adicionado a um indexador da economia, 
denominado no contrato de financiamento. 
Exemplos: 
Pré prazo de X meses, juros de 3% ao mês. 
Pós prazo de X meses, indexado ao IPCA mais juros de 6% ao ano 
 Principais taxas do mercado financeiro 
Relaciona e conceitua os diferentes tipos de taxas de juros utilizadas nestemercado 
As principais taxas do mercado financeiro estão listadas a seguir: 
Taxa nominal parâmetro de comparação entre operações financeiras, o seu valor não é 
aplicado nos cálculo. O mesmo que taxa proporcional 
Taxa efetiva taxa apurada durante todo o prazo da operação financeira. Ela é construída 
pelo processo de formação exponencial da taxa nominal ao longo dos períodos 
de capitalização. 
Taxa 
Equivalente 
aquelas que produzem o mesmo montante ao final de um determinado 
período, pela aplicação de um mesmo capital inicial 
Exemplo de taxa nominal: 
 18% ao ano, capitalizado mensalmente; 
 3% ao mês, capitalizado diariamente; 
 15% ao semestre, capitalizado bimestralmente. 
Exemplo de taxa efetiva: 
 654,44% ao ano; 
Exemplo de taxa equivalente: 
 15,99% ao mês, equivalente a 492,99% ao ano. 
 
Pagamento de prestações 
Define e remete ao sistema de Cálculo Cidadão, do Banco Central 
Prestação é: 
 o valor da parcela, definido em contrato; 
 o que o devedor deve pagar, em um contrato de financiamento. 
O Banco Central do Brasil disponibiliza um simulador para livre acesso, no 
endereço: 
https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormFinanciamentoPrestacoesFi
xas.do?method=exibirFormFinanciamentoPrestacoesFixas 
conforme instruções na tela. 
Se o usuário clicar em "Metodologia", logo abaixo do simulador, encontrará a 
formulação matemática que calcula as prestações. 
Índices de preços 
Relaciona os principais índices utilizados em operações de crédito 
 
Classificados como Índices Agregados Ponderados, são utilizados basicamente 
para determinar variações no custo de vida, sob diferentes condições de oferta de 
bens e serviços e demanda por faixas de renda da população. 
Podem ser orientados a partir de preços de atacado praticados entre 
comerciantes ou preços de varejo pagos por consumidores finais. 
Os índices mais utilizados no Brasil são: 
 IGP – DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, da FGV): média ponderada 
do IPC (30%) do Rio de Janeiro, IPA (60%) e INCC (10%), apurados no mês civil; 
 IGP – M (Índice Geral de Preços de Mercado da FGV): o mesmo que IGP – DI, apurado 
entre 21 e 20 de cada mês; 
 INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE): apurado por quatro vezes, 
durante o mês civil, entre famílias de faixas de renda de um a oito salários mínimos, 
cujo chefe é assalariado em sua ocupação principal e residente nas áreas urbanas das 
regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, 
Recife, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Goiânia e Brasília. O índice nacional é 
apurado a partir dos índices regionais, utilizando a média aritmética ponderada, onde 
a variável de ponderação é a população residente urbana; 
 IPCA: (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampliado, do IBGE): utilizado pelo 
Banco Central para acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas 
de inflação. Semelhante ao INPC, mas referindo-se a famílias com rendimentos 
mensais compreendidos entre um e quarenta salários-mínimos, qualquer que seja a 
fonte de rendimentos, e residentes nas áreas urbanas das mesmas regiões. O índice 
https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormFinanciamentoPrestacoesFixas.do?method=exibirFormFinanciamentoPrestacoesFixas
https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormFinanciamentoPrestacoesFixas.do?method=exibirFormFinanciamentoPrestacoesFixas
nacional é apurado a partir dos índices regionais, utilizando a média aritmética 
ponderada, onde a variável de ponderação é o rendimento total urbano. 
O site do Banco Central oferece uma Calculadora do Cidadão com procedimentos 
de cálculo e exemplos dos principais índices brasileiros, no endereço: 
https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormCorrecaoValores.do?method=exibirFo
rmCorrecaoValores 
Se acessar "Metodologia" verá a fórmula de cálculo para chegar aos valores. 
Diferença entre prazo e período 
Mostra a diferença entre os dois conceitos 
Prazo de capitalização é o tempo decorrido entre a data de início e a data de 
encerramento de um contrato de empréstimo ou financiamento. 
Exemplo: prazo de capitalização de um financiamento de crédito pessoal: um ano. 
Período de capitalização: é o tempo decorrido entre o pagamento de uma 
prestação e o da prestação seguinte, em um contrato de empréstimo ou 
financiamento. 
Exemplo: período de capitalização de um financiamento de veículos: mensal. 
 
Finanças pessoais 
 
Controle de qualidade do cadastro 
Relaciona os itens mais comuns para manter limpo um cadastro das 
pessoas que precisam de crédito bancário 
A pessoa que procura uma empresa correspondente para realizar uma operação 
de crédito deve ter em mente a necessidade de estar com sua situação cadastral livre 
de problemas. 
O agente de correspondente deve orientar seus clientes a fim de ter sempre um 
cadastro à prova de problemas. 
Um check list dessa situação pode ser observado nos itens a seguir: 
https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormCorrecaoValores.do?method=exibirFormCorrecaoValores
https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormCorrecaoValores.do?method=exibirFormCorrecaoValores
Avalizar Cuide de evitar dar aval e comprometer-se com fiança em operações de 
crédito de outra pessoa. 
Cartões de 
crédito 
 Trabalhe com poucos cartões 
 Tenha saldos pré-aprovados de valor baixo 
 Procure sempre pagar a fatura integral 
 Se não der, pague acima do pagamento mínimo 
 Esteja atento para a taxa de juros do rotativo dos cartões 
 Deixe cartões em casa. Saia apenas com aquele que você precisará usar 
 Esteja atento para ofertas de liquidação parcelada de cartão. O juro costuma 
ser menor do que manter o rotativo 
 Controle seus cartões pela internet. 
 Não empreste seus cartões para ninguém 
Cheques  Evite cheques sem provisão de fundos. 
 Faça anotações no canhoto a cada cheque emitido. 
 Controle seu saldo pela internet. 
 Lance os pré-datados no seu Fluxo de Caixa 
Compromissos Se tiver dificuldade para honrar um valor a pagar no vencimento, negocie 
com o credor outra forma de pagamento 
Dados pessoais  Nome e identificação pessoal (RG, CPF, carteira de trabalho), devem estar à 
mão. 
 CP deve estará em dia com as anotações da empresa 
 Se solicitadas, certidões (casamento, óbito, registro de imóveis) e 
comprovantes de endereço devem estar à mão e atualizados, quando for o 
caso 
 Endereços tipo “rua 1”, ou “rua A”, devem ser melhor caracterizados 
Emprestar nome Nunca empreste seu nome para terceiros abrirem linhas de crédito. 
 
 
 
Administração do orçamento familiar 
Relaciona as principais atividades em que se dividem as finanças das 
famílias 
O aprendizado da austeridade com o dinheiro familiar e metas realistas 
compensar os cuidados que se deve ter com o dinheiro resultante do trabalho. 
Para isso é necessário planejar, eleger prioridades, controlar seus recursos. Assim 
se garante maior estabilidade das finanças no presente, visando prevenir o futuro. 
A administração das receitas e despesas familiares deve ser uma atividade 
constante das famílias, em face da inflação, das necessidades familiares e das novas 
demandas que acontecem durante a vida das pessoas. 
Cabe ao agente do correspondente orientar seus clientes para uma boa 
administração de orçamento. 
Como administrar o orçamento familiar 
Receitas  Relacione salários da família, pelo valor bruto. 
 Relacione 13º apenas nos orçamentos dos meses em que ele é pago (novembro 
e dezembro) 
 Outras receitas, relacione apenas as que estão certas (ou contratadas) 
Poupar e 
investir 
 Crie uma reserva de poupança. É como se fosse um colchão de conforto 
financeiro, para atender ás emergências da família. 
 Dê preferência à segurança e à liquidez nos seus primeiros investimentos. 
 Casa própria não é investimento especulativo. Planeje suacompra como algo 
definitivo. 
 Quando possuir uma renda discricionária [1], pode começar a ousar, buscando 
investimentos com maior potencial de lucros. 
 Planeje sua aposentadoria. Veja planos de previdência complementar, mas 
oriente-se bem, para evitar planos caros. 
 Tenha os seguros essenciais. Caso contrário, você fica sendo seu próprio 
segurador. 
Despesas 
fixas 
 Lance todas as deduções salariais. 
 Lance despesas fixas: luz, gás, água, telefone, aluguel, condomínio, transporte, 
http://uniclearning.com.br/cert1/1554/administracao-do-orcamento-familiar#_ftn1
educação, assistência médica, alimentação. 
 Lance todas as prestações. 
 Lembre-se que “juro zero” não existe, mas pagando à vista você pode obter 
bons descontos 
 Pague integral nos cartões de crédito. Se não der pague o máximo possível. 
 Olho vivo nas despesas com o carro (ou os carros). 
 Faça sempre pesquisas de preços. As diferenças podem ser muito desfavoráveis 
para você. 
Despesas 
eventuais 
 Lance despesas que não ocorrem sempre, como remédios, consertos em geral, 
cabeleireiro, oficina mecânica, lazer, vícios, cheques pré datados e outras. 
 Lembre-se dos impostos e taxas. 
 Considere as despesas que só acontecem em datas certas: volta às aulas, IPVA, 
licenciamento, Dia dos Pais, das Mães, dos Namorados, da Criança, Natal, 
Páscoa, e férias para a família 
Aumento de 
receitas 
 Busque aumentar sua renda realizando novas tarefas, que possam ser cumpridas 
sem afetar seus compromissos com seu patrão. 
 Digitação de apostilas, serviços de pesquisa pela internet – há diversas formas 
pelas quais você pode aumentar suas receitas. 
Corte de 
despesas 
 Evite novos empréstimos para quitar dívidas antigas. Procure renegociá-las, se 
elas estouram seu orçamento. 
 Envolva a família no corte de despesas – seja transparente, é mais fácil obter 
reconhecimento e compreensão. 
 Evite criar dissensões na vida pessoal, porque piora as coisas 
Se o aluno desejar aprofundar as leituras sobre finanças pessoais, pode utilizar-se 
deste endereço na Internet: 
http://financaspessoais.blog.br/financaspraticas/ 
 
[1] Parcela da renda de um investidor que não sofre restrições, que não está 
submetida a condições ou compromissos de outra natureza. 
http://financaspessoais.blog.br/financaspraticas/
http://uniclearning.com.br/cert1/1554/administracao-do-orcamento-familiar#_ftnref1
O orçamento familiar 
Descreve como se monta um orçamento familiar e um fluxo de caixa 
Orçamento é uma fotografia, em determinado instante, de uma situação 
financeira pessoal. 
Permite iniciar um processo de planejamento financeiro familiar, visando a 
proteger e a aumentar seu patrimônio e seu bem-estar. 
O planejamento financeiro é um processo contínuo, que ajuda a antecipar 
dificuldades e problemas, e alcançar objetivos pessoais. 
As principais razões para montar periodicamente um orçamento são: 
 Medir o alcance real dos rendimentos pessoais 
 Montar planejamentos financeiros familiares 
 Planejar a contratação de empréstimos e financiamentos 
 Evitar desperdícios 
 Começar a poupar visando a construir um patrimônio 
 Prever as despesas mensais 
 Informar aos familiares a situação financeira e propor colaboração de todos 
 Reduzir os níveis de stress decorrentes de aflições financeiras 
Atualmente, encontra-se nos sites de busca um sem-número de planilhas e 
pequenos programas que se propõem a montar esse planejamento financeiro a partir 
do orçamento. 
Um exemplo é a Planilha de Orçamento Pessoal distribuída gratuitamente no site 
da BM&FBovespa, no endereço: 
http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/iniciantes/mercado-de-acoes/planilha-de-
orcamento-pessoal/planilha-de-orcamento-pessoal.aspx?idioma=pt-br 
O programa Microsoft Excel também possui modelos básicos de orçamento 
pessoal. Basta buscar nos exemplos. 
Fluxo de caixa 
O fluxo de caixa é uma previsão do comportamento das receitas e despesas 
pessoais. 
http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/iniciantes/mercado-de-acoes/planilha-de-orcamento-pessoal/planilha-de-orcamento-pessoal.aspx?idioma=pt-br
http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/iniciantes/mercado-de-acoes/planilha-de-orcamento-pessoal/planilha-de-orcamento-pessoal.aspx?idioma=pt-br
Para um assalariado existe apenas uma entrada mensal e dezenas de saídas, 
quando movimenta dinheiro. 
A diferença entre estes dois fluxos gera um resultado no final de mês, que pode 
ser investido ou financiado. 
O fluxo de caixa pode ser obtido a partir de uma planilha, fixando-se um prazo 
para o futuro (um ano, dois anos), e inserindo as receitas e as despesas mensais ou 
periódicas (como tributos sobre automóvel). 
No fluxo de caixa, pode-se provisionar essas despesas não-mensais, de modo a 
manter um saldo mais constante no final de cada mês. 
O fluxo de caixa positivo auxilia na construção do patrimônio. 
Fluxos de caixa constantemente negativos podem reduzir dramaticamente um 
patrimônio. 
Modelos de fluxos de caixa podem ser obtidos nos sites de busca. 
A declaração de IR como ferramenta 
Sugere a declaração de ajuste anual da pessoa física como instrumento de 
gestão pessoal 
A sugestão é de Marcia Dessen, sócia do Brazilian Management Institute 
(BMI):Começar a estruturar um orçamento exige um mínimo de dedicação e pode 
parecer custoso – ou chato – demais para valer a pena. Por isso, Márcia sugere que os 
interessados em colocar as finanças em dia enxerguem a declaração de Imposto de 
Renda como uma ferramenta de gestão. 
"Quantas pessoas só descobrem nessa hora o quanto realmente estão devendo na 
praça? E por que será que deixam para fazer esse balanço apenas uma vez por ano?", 
questiona. "Minha sugestão é que a declaração sirva como o pontapé para começar 
um controle, mês a mês, dos ganhos e dos gastos". 
Um orçamento mensal, é claro, não precisa seguir todo o detalhamento exigido 
pela Receita Federal. Márcia recomenda anotar os gastos diários em uma planilha. 
Para facilitar esse trabalho, a consultora sugere pagar as contas com cartão, de 
crédito ou débito, sempre que for possível. "Ao fim de cada mês, bastará somar, a 
partir dos registros da fatura, todas as despesas feitas e separá-las em grandes 
classes de gastos, como alimentação, moradia ou entretenimento", diz. 
O ideal, na visão da planejadora financeira, é usar dinheiro em espécie apenas 
para fazer as pequenas compras corriqueiras. "O valor de cada saque de dinheiro 
pode ser totalmente contabilizado numa linha de 'diversos'. É mais fácil e mais 
estimulante do que se obrigar a anotar cada cafezinho comprado na rua". 
Controlar os gastos é o que permite às pessoas evitar entrar em armadilhas 
financeiras, como recorrer ao crédito para dar conta do consumo do dia a dia, um 
alerta que Márcia dá sempre que tem uma oportunidade. "Dívidas costumam custar 
caro e é necessário ter consciência desse preço antes de parcelar qualquer compra", 
afirma. 
A orientação está no site “Como investir”, editado pela ANBIMA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 - Produtos e serviços 
O crédito 
 
Conceito de crédito 
Descreve as noções fundamentais do crédito 
 ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/04/2013 17:19 
A palavra crédito vem do latim creditum – confiança, crença, dívida a receber – 
possui ampla significação econômica e estreito sentido jurídico. 
A natureza do crédito – comercial ou financeiro – engloba estes elementos 
básicos: 
Elemento subjetivo confiança 
Elemento material capital 
dinheiro 
bem financiado 
venda a prazo 
Fator cronológico tempo 
 
Confiança 
A confiança, como elemento subjetivo, é a base do crédito. 
A apreciação, o juízo favorável que o possuidor do capital ou bem material faz de 
uma pessoa ou um grupo delas (empresa) é o que permite a operação de crédito. 
O juízo favorável - confiança - é fundamentado pela garantia material que o 
devedoroferece para o resgate do compromisso assumido ou pelo conceito moral que 
goze. 
Nas relações de negócios envolvendo crédito está excluída a generosidade. 
O crédito deve ser concedido na base da segurança. 
Ninguém que possua capital está disposto em a privar-se dele senão com a 
garantia de sua restituição em data determinada. 
O crédito nada mais é do que a troca de uma riqueza presente por uma riqueza 
futura. 
Bem financiado 
O elemento material da operação de crédito é o capital ou dinheiro fornecido, o 
bem que está sendo financiado, ou a venda a prazo de mercadorias em geral. 
Envolve o consumidor, como usuário do crédito, e uma instituição financeira ou 
uma loja, onde esse consumidor realiza suas operações e as suas compras. 
Tempo 
Finalmente, a operação do crédito envolve um tempo a decorrer, entre a data da 
concessão do crédito até a data em que o pagamento é completado e a operação se 
completa. 
Custo (juros) 
É o preço estipulado para cada transação em relação ao tempo para sua 
liquidação. 
No caso de venda a prazo, normalmente o juro está embutido no preço da 
mercadoria. 
Risco 
De uma maneira geral, é a probabilidade de determinado evento na relação que 
envolve o crédito não acontecer. Conheça os principais riscos neste tópico deste Curso. 
 
Características do crédito 
Descreve as características básicas do crédito 
As características básicas do crédito são: 
Confiança elemento imprescindível para ambas as partes (credor e 
devedor) 
Interesse ou juro (no caso do 
comércio, aumento da margem) 
o preço estipulado para cada transação em relação ao tempo 
para sua liquidação. 
No caso de venda a prazo, normalmente o juro está 
embutido no preço da mercadoria. 
Prazo tempo entre a concessão do crédito e a restituição dos 
recursos equivalentes acrescidos da remuneração durante o 
tempo da operação (juros) 
Risco a probabilidade de determinado evento esperado não 
acontecer 
 
Empréstimo e financiamento 
 
Cuidados ao solicitar crédito 
Relaciona os cuidados recomendados pelo Banco Central do Brasil aos 
interessados em solicitar empréstimos ou financiamentos 
Vários golpistas do crédito fácil utilizam contas de depósito e, também, o nome 
de instituições financeiras e administradoras de consórcios regularmente constituídas. 
Assim, o interessado deve verificar inicialmente com a própria instituição 
financeira sobre a oferta do crédito. 
Por isso, o Banco Central recomenda os cuidados que a população deve ter, ao 
contratar empréstimos ou financiamentos: 
 cabe ao interessado em levantar crédito que procure sempre uma instituição 
autorizada pelo Banco Central e certifique-se de estar tratando, de fato, com a 
instituição em questão; 
 não fornecer dados pessoais nem cópia de documentos para desconhecidos; 
 nunca fazer nenhum depósito inicial para obter empréstimos, principalmente, em 
contas de pessoas físicas; 
 evitar fazer empréstimos com empresas desconhecidas que veiculam anúncios em 
jornais, internet ou outros meios de comunicação e que não possuam uma sede física, 
ou seja, um endereço conhecido; 
 desconfiar de ofertas de crédito muito vantajosas ou facilitadas que dispensem 
avalista ou que não façam consultas a cadastros restritivos (SPC e Serasa, por 
exemplo); 
 nunca assinar um documento sem ler. 
 
Modalidades de crédito 
Relaciona as modalidades de crédito existentes para pessoas físicas e 
jurídicas. 
As principais características das operações de empréstimo e financiamento 
existentes no Brasil caracterizam-se como operações subordinadas às taxas de 
mercado. Em geral, as instituições praticam taxas diferentes dentro de uma mesma 
modalidade de crédito. Por esta razão, a taxa cobrada de um cliente pode diferir da 
taxa média. 
Diversos fatores como o prazo e o volume da operação, bem como as garantias 
oferecidas, explicam as diferenças entre as taxas de juros. 
São oferecidas no mercado brasileiro as seguintes operações: 
Pessoas físicas  Crédito pessoal 
 Crédito pessoal consignado 
 Financiamento de veículos 
 Crédito imobiliário 
 Cheque especial 
 Aquisição de bens 
Pessoas jurídicas  Desconto de duplicatas 
 Capital de giro pré-fixado 
 Capital de giro flutuante 
 Operações com moeda estrangeira 
 Conta garantida 
 Aquisição de bens, máquinas, equipamentos etc 
A CCB 
Define e descreve os requisitos de emissão da CCB - Cédula de Crédito 
Bancário 
Quase todas as instituições financeiras substituíram os contratos de abertura de 
crédito pela emissão das CCB - Cédulas de Crédito Bancário, cujas características estão 
descritas a seguir. 
A CCB é o título de crédito emitido, por pessoa física ou jurídica, em favor de 
instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de 
pagamento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade. 
A CCB poderá ser emitida, com ou sem garantia, real ou fidejussória. A garantia 
constituída será especificada na Cédula de Crédito Bancário 
A CCB é título executivo extrajudicial e representa dívida em dinheiro, certa, 
líquida e exigível, seja pela soma nela indicada, seja pelo saldo devedor demonstrado 
em planilha de cálculo, ou nos extratos da conta corrente, 
Na CCB poderão ser pactuados os diferentes itens relacionados a contratos de 
empréstimo, com destaque para: 
 os juros sobre a dívida, capitalizados ou não, os critérios de sua incidência e, se for o 
caso, a periodicidade de sua capitalização, bem como as despesas e os demais 
encargos decorrentes da obrigação e os critérios de atualização monetária; 
 os casos de ocorrência de mora e de incidência das multas e penalidades contratuais, 
bem como as hipóteses de vencimento antecipado da dívida; 
 quando for o caso, a modalidade de garantia da dívida, sua extensão e as hipóteses de 
substituição de tal garantia; 
 a obrigação do credor de emitir extratos da conta corrente ou planilhas de cálculo da 
dívida, ou de seu saldo devedor, de acordo com os critérios estabelecidos na própria 
Cédula de Crédito Bancário; 
 outras condições de concessão do crédito, suas garantias ou liquidação, obrigações 
adicionais do emitente ou do terceiro garantidor da obrigação, desde que não 
contrariem as disposições legais em vigor. 
A CCB deve conter os seguintes requisitos essenciais: 
1. a denominação "Cédula de Crédito Bancário"; 
2. a promessa do emitente de pagar a dívida em dinheiro, certa, líquida e exigível no 
seu vencimento ou, no caso de dívida oriunda de contrato de abertura de crédito 
bancário, a promessa do emitente de pagar a dívida em dinheiro, certa, líquida e 
exigível, correspondente ao crédito utilizado; 
3. a data e o lugar do pagamento da dívida e, no caso de pagamento parcelado, as 
datas e os valores de cada prestação, ou os critérios para essa determinação; 
4. o nome da instituição credora, podendo conter cláusula à ordem; 
5. a data e o lugar de sua emissão; e 
6. a assinatura do emitente e, se for o caso, do terceiro garantidor da obrigação, ou 
de seus respectivos mandatários. 
A CCB será emitida por escrito, em tantas vias quantas forem as partes que nela 
intervierem, assinadas pelo emitente e pelo terceiro garantidor, se houver, ou por seus 
respectivos mandatários, devendo cada parte receber uma via. 
Somente a via do credor será negociável, devendo constar nas demais vias a 
expressão "não negociável". 
Títulos executivos 
Descreve os principais títulos executivos judiciais e extrajudiciais 
Título executivo é o documento que o credor deve apresentar ao órgão judicial 
para obter a execução. É semelhante ao "bilhete de passagem" que o viajante 
apresenta na "estação do trem". 
Segundo a norma legal, toda execução tem por base título executivo judicial ou 
extrajudicial. 
Os títulos executivos têm eficácia porque traduzem a probabilidade da existência 
do crédito. 
As partes não podem pretender conferira qualidade de título executivo a outros 
atos que não os estabelecidos pela lei. 
Os títulos executivos dividem-se em judiciais ou extrajudiciais 
Entre os títulos extrajudiciais estão a letra de câmbio, a nota promissória, a 
duplicata, a debênture e o cheque. 
O contrato de abertura de crédito, ainda que acompanhado de extrato de conta-
corrente, não é título executivo. 
Entretanto, a Medida Provisória 2.160-25, de 23/08/2001, criou a 
chamada Cédula de Crédito Bancário, título executivo extrajudicial que consiste em 
"dívida em dinheiro, líquida, certa e exigível, seja pela soma nela indicada, seja pelo 
saldo devedor demonstrado em planilha de cálculo, ou nos extratos da conta-
corrente". 
Portanto, tal débito agora possui expressa previsão normativa como sendo título 
executivo extrajudicial. 
(Condensado de artigo do professor Átila Da Rold Roesler,) 
Garantias em empréstimos 
Descreve as diferentes formas de garantir operações de crédito e 
financiamento. 
 ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 03/07/2013 12:42 
Garantias fidejussórias 
I - O aval 
Declaração de garantia pessoal, plena e solidária que consiste na assinatura do 
declarante lançada em título de crédito, em razão da qual o declarante se compromete 
a garantir, de forma autônoma, as obrigações de outra pessoa que figure no título. 
Caracterizam o aval: 
 o portador do título avalizado não tem direito a substituição do aval; 
 o avalista é devedor solidário até a liquidação do título; 
 o credor pode executar o avalista antes mesmo de executar o devedor principal; 
 o avalista vincula-se solidariamente ao devedor, no próprio título avalizado; 
 a obrigação do avalista é vinculada ao título avalizado; 
 exige o comparecimento de ambos os cônjuges. 
II - A fiança 
Obrigação acessória assumida por terceira pessoa para garantir o pagamento da 
obrigação assumida pelo devedor, se a obrigação não for por este cumprida no tempo 
e nas condições formalmente estabelecidas. 
Caracterizam a fiança: 
 pressupõe a existência de um contrato principal, da qual é a garantia do credor; 
 é obrigatoriamente assumida na forma escrita; 
 pode revestir também as formas de fiança bancária e de fiança locatícia; 
 exige o comparecimento de ambos os cônjuges. 
Pode ainda constar de cláusula contratual, na forma de responsabilidade pessoal 
do garantidor. 
Outras formas de garantias 
Os contratos de empréstimo ainda acolhem outras formas de garantia, das quais 
se destacam: 
Garantia real constitui um direito real sobre os direitos patrimoniais de outrem 
garantia hipotecária ou pignoratícia. Exemplos: penhor de bens móveis ou 
direitos (recebíveis), hipoteca de bens imóveis, 
Garantia 
fiduciária 
Garantia de dívida através alienação fiduciária; garantia baseada no crédito 
ou na confiança pública 
 
Alienação fiduciária 
Descreve a alienação fiduciária em garantia nas operações de crédito 
Alienação [1] fiduciária em garantia é a garantia que o devedor dá ao credor, em 
operações de Crédito Direto ao Consumidor. 
É também a extensão dessa forma de garantia para operações no SFI – Sistema 
Financeiro Imobiliários. 
Dá-se pela transferência para o credor do domínio resolúvel e a posse indireta da 
coisa móvel alienada, independentemente da tradição efetiva do bem. 
O devedor, como depositário do bem, não pode revendê-lo. 
O não-pagamento das prestações contratuais constitui esbulho possessório [2], o 
que abre ao credor a possibilidade da retomada imediata do bem. 
A atualização da legislação prescreve que o credor fiduciário faz a busca e 
apreensão, pede uma liminar e, se em cinco dias o devedor não pagar, o banco poderá 
tomar o bem. 
http://uniclearning.com.br/cert1/360/alienacao-fiduciaria#_ftn1
http://uniclearning.com.br/cert1/360/alienacao-fiduciaria#_ftn2
Com isso consolidam-se a propriedade e a posse plena e exclusiva do bem no 
patrimônio do credor fiduciário, cabendo às repartições competentes, quando for o 
caso, expedir novo certificado de registro de propriedade em nome do credor, ou de 
terceiro por ele indicado, livre do ônus da propriedade fiduciária. Para evitar este 
procedimento, o devedor poderá pagar a integralidade da dívida pendente, segundo 
os valores apresentados pelo credor fiduciário na inicial da ação, hipótese na qual o 
bem lhe será restituído livre do ônus. 
Na sentença que decretar a improcedência da ação de busca e apreensão, o juiz 
condenará o credor fiduciário ao pagamento de multa, em favor do devedor, 
equivalente a cinquenta por cento do valor originalmente financiado, devidamente 
atualizado, caso o bem já tenha sido alienado. 
Na compra e venda de imóvel 
No caso de venda de imóveis, é a garantia em que a propriedade do bem imóvel é 
transferida temporariamente pelo devedor ao credor, em razão dessa dívida. 
Nesta modalidade de garantia o devedor permanece com a posse e o credor 
adquire a propriedade do imóvel, não com o propósito de mantê-lo como seu, mas sim 
para a finalidade de garantir-se. 
Paga a dívida, a propriedade do credor se resolve e passa a ser do devedor, que já está 
na posse do bem. 
[1] Ato ou efeito de transferir para outrem o domínio de um bem. Cessão de bens. 
A Receita Federal do Brasil utiliza normalmente o termo alienação para se referir a 
uma transação de venda de um bem ou ativo financeiro. 
[2] Ato violento pelo qual uma pessoa, contra a sua vontade, é privada de coisa de 
que tenha propriedade ou posse. 
 
Liquidação antecipada de débitos 
Define e mostra as condições em que se dá liquidação antecipada 
Clientes que tenham tomado empréstimos de bancos podem solicitar a liquidação 
antecipada do débito, total ou parcialmente, com redução proporcional dos 
http://uniclearning.com.br/cert1/360/alienacao-fiduciaria#_ftnref1
http://uniclearning.com.br/cert1/360/alienacao-fiduciaria#_ftnref2
juros. Normas do Conselho Monetário Nacional garantem ao cliente o direito à 
liquidação antecipada com redução proporcional dos juros. 
As instituições financeiras devem informar as condições para essa antecipação. 
A liquidação antecipada pode ser feita com a utilização de recursos próprios ou 
por transferência de recursos a partir de outro banco. 
O banco deve conceder desconto pela antecipação do pagamento, de acordo com 
o prazo de antecipação das parcelas. 
Podem ser liquidadas antecipadamente, com redução proporcional do saldo 
devedor, dívidas caracterizadas como operações de crédito ou de arrendamento 
mercantil contratadas com bancos, cooperativas de crédito e outras instituições 
financeiras, exceto administradoras de consórcios. 
Saldo devedor 
O saldo devedor, na data de uma liquidação antecipada, se obtém da seguinte 
forma: 
 A instituição que originalmente realizou a operação de crédito ou de arrendamento 
mercantil deve obrigatoriamente informar ao cliente, sempre que lhe for solicitado, o 
valor do saldo devedor para quitação antecipada; 
 A instituição também deve prestar os esclarecimentos solicitados pelo cliente e 
fornecer-lhe planilha de cálculo que possibilite, de forma simples e clara, a conferência 
da evolução da dívida, de acordo com as regras previstas no contrato assinado entre as 
partes; 
 Também é obrigação da instituição fornecer ao cliente, quando da formalização da 
operação, assim como mediante solicitação posterior, cópia do contrato firmado entre 
as partes. 
Em caso de concessão de novo crédito para amortizar ou quitar a operação 
original, as condições da nova operação devem ser negociadas entre o próprio cliente 
e a instituição que lhe concederá o novo crédito, a qual efetivará a transferência para a 
amortização ou quitação. Entretanto, a transferência dos recursos para a instituição 
originalmente credora será feita direta e exclusivamente pela instituição com a qual o 
novo contrato será firmado. 
É vedada a cobrança de tarifas relativas aos custos da transferência de recursos 
de uma instituiçãopara outra, para fins de quitação antecipada de contratos de 
operações de crédito e de arrendamento mercantil. 
Para os contratos assinados a partir de 10.12.2007, é proibida a cobrança de tarifa 
por liquidação antecipada. 
O caso dos consórcios 
Consórcios são uma forma de aquisição de bens e serviços sem pagamento de 
juros (exceto juros moratórios, no caso de prestações em atraso). 
Por isto, não é possível a redução proporcional de juros, pois não há juros nessas 
operações. 
A liquidação antecipada, com quitação total do saldo devedor, é possível apenas 
para o consorciado contemplado que tenha utilizado o crédito. As condições para a 
antecipação têm que estar definidas no contrato. Nesse caso, o consorciado encerra 
sua participação no grupo, com a consequente liberação das garantias oferecidas, se 
for o caso. 
O contrato também pode prever a possibilidade de antecipação do pagamento 
por consorciado não contemplado. A antecipação pode ser válida para o pagamento 
de todas ou de parte das parcelas a vencer. Nesse caso, o consorciado não encerra sua 
participação no grupo e permanece sujeito ao pagamento de eventuais diferenças de 
prestações. 
Quitação com recursos transferidos 
Descreve como se processa essa quitação 
As instituições financeiras e as sociedades de arrendamento mercantil devem 
garantir a quitação antecipada de contratos de operações de crédito e de 
arrendamento mercantil, mediante o recebimento de recursos transferidos por outra 
instituição da mesma espécie da instituição com a qual foi contratada a dívida original. 
A instituição que originalmente realizou a operação de crédito ou de 
arrendamento mercantil recebe recursos suficientes da nova instituição para garantir a 
quitação antecipada do contrato. 
Os custos dessa operação de transferência de recursos não podem ser repassados 
ao cliente, nem sob a forma de tarifa. 
Entretanto, para operações contratadas antes de 10.12.2007, pode ser cobrada 
tarifa pela liquidação antecipada, se estiver regularmente estabelecida em contrato. 
No caso de transferência de operação de crédito ou de arrendamento mercantil 
de uma instituição para outra, é necessário que o cliente verifique bem quais são as 
condições do novo contrato, com relação a número de prestações, taxas de juros, 
tarifas, para que essa transferência lhe seja realmente vantajosa. 
 
A portabilidade do crédito 
Define como se processa a portabilidade nas operações de crédito 
É a capacidade de o devedor de empréstimo bancário transferir a dívida de uma 
instituição financeira para outra. 
Operação é viável mediante o pré-pagamento do saldo devedor, que pode ser 
realizada pela nova instituição, escolhida pelo devedor. 
Tem o propósito de aumentar a concorrência entre as instituições fornecedoras 
de crédito, visando à redução nas taxas de juros cobradas do devedor. 
A portabilidade aumenta o poder de negociação do cliente, promove a 
concorrência, e auxilia na redução do custo do crédito e do spread. 
O consumidor transfere seu relacionamento para outra instituição – que melhor 
atenda a seus interesses. 
Os custos relacionados à transferência da operação não podem ser repassados 
pelas instituições ao consumidor e não há pagamento de IOF se a operação não 
superar o valor da dívida transferida. 
A portabilidade do crédito é obrigatória para o banco que detém a operação. 
O cliente que deseja transferir sua operação tem direito de solicitar um extrato de 
sua dívida. 
Os seguintes dados devem ser repassados: 
 o saldo devedor de sua conta: 
 os juros cobrados e o número de parcelas na operação original; 
 o histórico das operações de empréstimo, de financiamento e de arrendamento 
mercantil, contendo a data da contratação, o valor transacionado e as datas de 
vencimentos e dos respectivos pagamentos; 
 o saldo médio mensal das aplicações financeiras e das demais modalidades de 
investimento mantidas na instituição ou por ela administradas. 
Operações de portabilidade de crédito imobiliário devem ser analisadas com 
cuidado, em função de custos cartoriais e no registro de imóveis, além das taxas de 
juros. 
O Código de Defesa do Consumidor veda operações de venda induzida, para 
estimular a transferência. 
Controvérsias sobre a TAC 
Descreve as controvérsias relacionadas à cobrança dessa taxa 
É matéria controversa a cobrança de TAC - Tarifa de Abertura de Crédito – nas 
operações de crédito de qualquer natureza. O mesmo ocorre com a TEB – Tarifa de 
Emissão de Boletos. 
Entende-se, em princípio, que o Banco Central do Brasil autorizava a cobrança da 
TAC, apesar dos diversos questionamentos dos PROCONs de todo o País, com base no 
artigo 51, inciso IV, do Código de Defesa do Consumidor (CDC). 
Na verdade, o Código não proíbe taxativamente essa cobrança, mas condena que 
se estabeleçam obrigações consideradas iníquas e abusivas. 
Por causa desses questionamentos dos órgãos do Sistema Nacional de Defesa do 
Consumidor, o BACEN publicou a Resolução n.º 3.518/07, que trata das tarifas que 
podem ser cobradas a partir de 30/04/2008. 
As palavras TAC – Tarifa de Abertura de Crédito – não constam explicitamente da 
Resolução entre as tarifas autorizadas, e avisos posteriores do Banco informam que 
apenas as tarifas listadas nessa Resolução podem ser cobradas. 
Finalmente, entende-se que "a cobrança de remuneração pela prestação de 
serviços por parte das instituições financeiras e demais instituições autorizadas pelo 
Banco Central do Brasil, conceituada como tarifa para fins desta resolução, deve estar 
prevista no contrato firmado entre a instituição e o cliente ou ter sido o respectivo 
serviço previamente autorizado ou solicitado pelo cliente ou usuário". (Resolução 
3.919) 
CET - Custo Efetivo Total 
Descreve e demonstra procedimento de cálculo do CET 
O CET (Custo Efetivo Total) é uma ferramenta para auxiliar o consumidor pessoa 
física na hora de contratar um empréstimo ou realizar uma compra a prazo. Não é 
exigido em operações com pessoas jurídicas. 
O CET representa o custo total de uma operação de empréstimo ou de 
financiamento e deve ser informado ao cliente pela instituição financeira. 
O CET deve ser expresso na forma de taxa percentual anual, incluindo todos os 
encargos e despesas das operações. O CET torna a demonstração dos custos 
envolvidos na operação mais transparente para o cliente. 
A informação do CET deve estar disponível nas publicidades (jornais, 
revistas televisão, rádio, internet), nas ofertas (terminais eletrônicos, internet, 
folhetos entregues em financeiras, mala direta, etc.) e no contrato. 
 Para cada plano de financiamento há apenas um valor de CET correspondente, o qual 
deve incluir todos os gastos. Para fazer uma comparação é importante que o 
consumidor confronte o mesmo valor financiado, observando o mesmo número de 
parcelas. Estes fatores podem alterar o CET. 
 O consumidor deve observar todos os itens constantes no CET já que algumas 
cobranças, mesmo que informadas na oferta ou na contratação, como tarifa de boleto 
bancário, por exemplo, podem ser abusivas e, portanto, proibidas pelo Código 
de Defesa do Consumidor. 
 Embora os bancos possam oferecer, no empréstimo ou financiamento, a contratação 
de seguro, o consumidor é livre para escolher a seguradora de sua preferência. A 
imposição de seguradora ou de qualquer outro fornecedor é tipificada como venda 
casada, prática abusiva e proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. Se, por um 
lado, na concessão do crédito o CET é cobrado, na eventual liquidação antecipada da 
dívida, o consumidor terá direito à redução proporcional referente à taxa de juros e 
demais acréscimos. 
 Previamente e no momento da contratação da operação de crédito e de 
arrendamento mercantil, o CET e seus componentes, expressos em reais, devem ser 
apresentados ao cliente Pessoa Física. 
No cálculo do CET estarão especificados: 
 Taxade juros: taxa de juros da operação de crédito; 
 Taxa Interna de Retorno, no caso de operação de arrendamento mercantil financeiro 
(Leasing); 
 Tributos: valor de todos os tributos incidentes na operação - atualmente no 
financiamento há apenas a incidência do IOF; 
 Tarifas: valor das tarifas cobradas na operação; 
 Seguros: valor do seguro da operação, se houver; 
 Outras despesas: valor das despesas cobradas do cliente, inclusive aquelas relativas ao 
pagamento de serviços de terceiros. 
No cálculo do CET estarão especificados: 
 CDC - Crédito Direto ao Consumidor (Financiamento); 
 Arrendamento mercantil financeiro (Leasing); 
 Crédito Pessoal com Garantia; 
 FinAuto entre Particulares 
O CET é calculado considerando-se os fluxos referentes às liberações e aos 
pagamentos previstos, incluindo a taxa de juros (taxa interna de retorno, no caso das 
operações de arrendamento mercantil), tarifas, tributos, seguros e outras despesas, 
mesmo que relativas ao pagamento de serviços de terceiros contratados pela 
instituição financeira, inclusive quando essas despesas forem objeto de financiamento. 
Administração de um cadastro 
Conceitua os diferentes tipos de cadastro 
A administração de um cadastro é função vital nas empresas que dão crédito. 
Segue-se abaixo o conjunto de informações essenciais à administração desse 
cadastro: 
Cadastro Conjunto de dados e informações econômicas, financeiras, 
comerciais e pessoais ou empresariais, sobre a qualificação de 
clientes 
Cadastro negativo  Registro de clientes com informações de dívidas vencidas, 
inadimplências e atrasos de natureza variada. 
 Teoricamente, o acúmulo de cadastros negativos reduz a 
capacidade real de crédito por parte dos consumidores. 
Cadastro positivo  Criação de um banco de dados cadastrais de clientes bons 
pagadores em operações de crédito com instituições financeiras. 
 Busca reduzir os juros bancários em operações de crédito, 
reduzindo a possibilidade de calote. 
CCF – cadastro de 
emitentes de cheques sem 
fundo 
 Banco de dados com rol dos emitentes de cheques sem fundos, 
que abrange todas as praças do País, distribuídas de acordo com 
a jurisdição divulgada pelo executante. 
 Ingressam no CCF os responsáveis pela emissão de cheques: 
sem provisão de fundos; que contenham impedimento ao 
pagamento; contendo irregularidades; em caso de apresentação 
indevida. 
 Cerca de 50 alíneas diferentes são listadas pelo Banco Central 
para caracterizar o ingresso no CCF. 
Portabilidade de cadastro  Fornecimento de informações cadastrais e de relacionamento 
histórico de cliente de instituições financeiras a terceiros, quando 
autorizadas pelo cliente. 
 Objetivo é fazer com que as instituições financeiras procurem 
atrair os melhores clientes, oferecendo juros menores e tarifas 
mais baratas aos melhores clientes. 
 
 
 
 
 
Pontos-chave de um cadastro 
Menciona os pontos mais importantes de um cadastro 
Exemplos de pontos-chave para o crédito massificado em geral: 
 Nível de renda 
 Finalidade do financiamento 
 Emprego – tempo de trabalho, característica da empresa empregadora (atividade, 
tamanho), e tipo de vínculo de trabalho 
 Estado civil 
 Dependentes – quantidade 
 Endereço - casa própria, alugada, funcional ou de favor (pai/mãe, sogra) 
 Nível de instrução 
 Natureza do bem adquirido 
 Outros 
Lembrete a lojistas 
Relação de lembretes que lojistas devem atender 
As principais exigências que passaram a vigorar para lojistas, desde 2012, são: 
 Vínculo contratual com a equipe que presta atendimento ao cliente, ou seja, a equipe 
de atendimento dos correspondentes, deve ser formada por funcionários com carteira 
assinada ou contrato de prestação de serviços assinado. 
 Identificação da equipe através do uso do crachá - a equipe de atendimento deverá 
portar crachá com o nome da loja, nome e CPF do funcionário. 
 Atendimento a clientes - o correspondente (loja) será responsável por 
esclarecimentos ao cliente, obtenção de documentos, liberações, reclamações e 
outros referentes aos produtos e serviços ofertados por bancos e financeiras, que 
quando não resolvidos no prazo de um dia, deverão ser encaminhados aos respectivos 
banco e financeiras responsáveis pelo produto. 
Controle de qualidade - Os Bancos e financeiras estabelecerão planos de controle 
de qualidade utilizando critérios como por exemplo, a satisfação de clientes, indicador 
de fraudes, reclamações de clientes, reclamações judiciais, etc. 
 
E a partir de 25/02/2014 as exigências são: 
 A loja deverá dispor de pessoa com certificação - o responsável pelas operações de 
crédito deverá ser aprovado em exame de certificação organizado por entidade de 
reconhecida capacidade técnica. 
 Identificação do responsável pela operação de crédito - junto com a documentação da 
operação de crédito que será encaminhada ao banco ou financeira deverá constar a 
identificação da pessoa certificada responsável pelas operações de crédito na loja. 
IOF sobre operações de crédito 
Define as regras de aplicação do IOF nas operações de crédito 
Desde janeiro de 2008, todas as operações de crédito – incluindo crédito 
consignado – estão sujeitas a novas alíquotas de incidência do IOF. 
O IOF é taxado segundo este critério: 
 Quantidade de dias da operação: 0,0082% ao dia; 
 Limite: 365 dias, resultando em 3% de IOF; 
 Taxa adicional: 0,38% sobre a operação. 
As únicas exceções, no que diz respeito ás operações com pessoas físicas, são: 
 operações de leasing (arrendamento mercantil), que são isentas de IOF, mas 
tributadas pelo ISS.; 
 financiamento habitacional. No caso dos imóveis, o que será tributado é o 
financiamento imobiliário para a pessoa jurídica, que já sofria incidência do tributo 
antes. 
Todas as outras operações de empréstimos feitas no País terão aumento de 0,38 
ponto porcentual na alíquota do IOF. Essas operações são sujeitas às mesmas regras 
dos demais empréstimos para pessoas físicas, como o crédito direto ao consumidor e o 
financiamento de compra de veículos. 
Portanto, essas operações pagam IOF diário de 0,0082% - antes, era de 0,0041% - 
e taxa adicional de 0,38% sobre o valor total da operação. 
Numa operação de crédito normal para a pessoa física, o cálculo do IOF será feito 
pelo valor do empréstimo, multiplicado pelo número de dias e pela alíquota diária do 
IOF. 
Esse cálculo é limitado a 365 dias. Ou seja, numa operação de mais de um ano o 
IOF máximo é de 3%. Além disso incidirá sobre a operação os 0,38% criados pelo 
governo. 
 
Empréstimo consignado 
 
O empréstimo consignado 
Descreve o que é o empréstimo consignado 
Empréstimo consignado é uma modalidade de empréstimo em que o desconto da 
prestação é feito diretamente na folha de pagamento ou de benefício previdenciário 
do contratante. 
A consignação em folha de pagamento ou de benefício depende de autorização 
prévia e expressa do cliente para a instituição financeira. 
O empréstimo consignado dirige-se, quase sempre, a funcionários dos governos 
federal, estadual e municipal, e a aposentados e pensionistas do INSS, mas pode 
alcançar ainda funcionários de empresas privadas, dependendo da instituição 
financeira financiadora. 
É vedado às instituições financeiras a celebração de convênios, contratos ou 
acordos que impeçam o acesso de clientes a operações de crédito ofertadas por outras 
instituições. 
Na página do Ministério da Previdência é possível obter diversas informações 
sobre o assunto, inclusive com relação à taxa de juros praticada pelas instituições 
financeiras. 
O Banco Central recomenda alguns cuidados que devem ser adotados sempre que 
se fizer qualquer operação bancária. 
Esses mesmos cuidados devem ser tomados antes da contratação de um 
empréstimo consignado: 
 Não se deve nunca fornecer o cartão magnético ou senha do banco a terceiros. 
Não é prudente contratar empréstimos sem pesquisar as taxas de juros e condições 
oferecidas por outras instituições. 
 É fundamental saber se a instituição financeira está autorizada a funcionar pelo Banco 
Central e, no caso dos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do 
INSS, se a instituição está conveniada com o INSS. 
 Não se deve aceitar a intermediação de pessoas com promessas de acelerar o crédito. 
 O interessado em contratar um empréstimo consignado deve lembrar que esse tipo 
de operação representa dívidas que poderão afetar a administração da renda pessoal e 
familiar futura, em razão do comprometimento mensal dos benefícios com o 
pagamento do empréstimo. 
A margem consignável 
Define o que é 
Margem consignável é o valor máximo que pode ser comprometido pelo cliente, 
na realização de um empréstimo consignável. 
Esta margem é variável, de acordo com o tipo de empréstimo que se pleiteia: 
 nos empréstimos consignados para desconto em folha de funcionários públicos: 30% 
 nos empréstimos consignados para desconto em folha de funcionários privados: 30% 
sobre o valor líquido ou 40% sobre o valor com encargos; 
 nos empréstimos a aposentados e pensionistas: 30% sobre o benefício (20% quando 
conjugados com um cartão consignado); 
 nos empréstimos a aposentados e pensionistas, nos cartões consignados: 10% 
A renda, para fins de cálculo da margem consignável, leva em conta: 
 impostos e encargos sobre o salário/benefício; 
 pensão alimentícia, quando devida; 
 outras contribuições à Previdência social. 
Consignado para aposentados 
Relaciona as especificações do consignado para segurados do INSS 
O empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS é um 
empréstimo bancário que tem como garantia de pagamento o próprio benefício 
recebido da Previdência Social. 
Tem vantagem sobre outras formas de empréstimos bancários devido às baixas 
taxas de juros, resultantes dessa garantia. Como as parcelas de empréstimo são pagas 
pelo próprio INSS, reduz-se muito o custo administrativo da cobrança do empréstimo, 
e elimina-se o atraso no pagamento das prestações. 
A liberação é mais rápida, mediante crédito na conta bancária do beneficiado, ou 
liberada por Ordem de Pagamento da instituição que realiza o empréstimo. 
Cabe ao interessado a apresentação dos documentos necessários à concessão do 
empréstimo, os quais, na maioria dos casos, resume-se a: 
 Identidade, CPF e comprovante de endereço; 
 Número do benefício do INSS 
Para efeito do cálculo da margem consignável, o solicitante do crédito deve ter 
em mente que, do seu benefício, devem ser descontados: 
 Imposto de renda; 
 Pensão alimentícia 
 Mensalidades de associações e outras entidades 
 Outras contribuições devidas à Previdência Social 
Instruções do INSS especificam que: 
 Empréstimos e cartão de crédito são operações diferentes, portanto exigem contratos 
específicos. 
 É vedada a contratação de empréstimos por telefone e também a cobrança da Taxa de 
Abertura de Crédito (TAC) ou qualquer outra taxa ou impostos. 
 O banco não poderá celebrar contratos com prazo de carência, ou seja, prazo superior 
a 30 dias para o início dos descontos. 
A margem consignável, que é o valor máximo da renda a ser comprometida, não 
pode ultrapassar 30% do valor da aposentadoria ou pensão recebida pelo beneficiário, 
dividida da seguinte forma: 20% da renda para empréstimos consignados e 10% 
exclusivamente para o cartão de crédito (ver o cartão a seguir). 
O número máximo de parcelas é de 60 meses, com taxa máxima (em agosto de 
2012) de 2,14% ao mês de Custo Efetivo Total, aí incluído o IOF. 
Preste atenção: em setembro de 2014 o CNPS - Conselho Nacional da previdência 
Social - decidiu elevar de 60 para 72 parcelas o prazo máximo de quitação de 
empréstimos consignados para aposentados; 
O depósito não poderá ser efetuado em conta de terceiros. 
Os empréstimos deverão obrigatoriamente ser contratados no estado em que o 
aposentado ou pensionista reside e recebe o benefício. 
O INSS nunca entra em contato com o beneficiário por telefone para solicitar 
informações pessoais nem passa estas informações às instituições financeiras. 
Consignado sobre desconto em folha 
Descreve as condições desses tipos de empréstimos 
O empréstimo pessoal consignado com desconto em folha de pagamentos é 
dirigido tanto a trabalhadores do serviço público como das empresas privadas. 
Em ambos os casos, os bancos financiadores contratam esses empréstimos sob as 
seguintes condições, comuns às duas categorias: 
 Análise cadastral 
 Renda disponível (salarial e outras) 
 Margem consignável 
Funcionários de empresas privadas devem trabalhar em empresa que mantenha 
convênio específico para esse fim com um banco. 
No caso da margem consignável, observam-se os seguintes limites: 
Funcionários públicos (federais, estaduais e 
municipais) 
Funcionários de empresas privadas 
30% sobre a renda 30% sobre a renda, ou 40% da renda 
mais encargos 
Os solicitantes de crédito consignado devem apresentar a documentação normal 
para tanto, ou sejam a identidade, CPF, comprovante de endereço, três últimos 
contracheques, além de outros documentos não listados. 
Nos pedidos, os bancos levam em conta, entre outras, as seguintes condições: 
 Valor do empréstimo 
 Prazo 
 Taxa de juros 
 Política de empréstimos do banco 
 Condições de refinanciamento 
Observem-se estas normas para quem rescinde o contrato de trabalhom antes 
do término da amortização do empréstimo: 
 serão mantidos os prazos e encargos originalmente previstos, cabendo ao mutuário 
efetuar o pagamento mensal das prestações diretamente à instituição consignatária. 
 Na hipótese de entrada em gozo de benefício previdenciário temporário pelo 
mutuário, com suspensão do pagamento de sua remuneração por parte do 
empregador, cessa a obrigação deste efetuar a retenção e o repasse das prestações à 
instituição consignatária. 
 Os contratos de empréstimo, financiamento ou arrendamento de que trata este 
Decreto poderão prever a incidência de desconto de até trinta por cento das verbas 
rescisórias referidas no inciso V do art. 2o para a amortização total ou parcial do saldo 
devedor líquido para quitação na data de rescisão do contrato de trabalho do 
empregado. 
 Quando o saldo devedor líquido para quitação exceder o valor comprometido das 
verbas rescisórias, caberá ao mutuário efetuar o pagamento do restante diretamente à 
instituição consignatária, assegurada a manutenção das condições de número de 
prestações vincendas e taxa de juros originais, exceto se houver previsão contratual 
em contrário. 
Consignado em cartões 
Descreve como funciona a concessão de cartões consignados 
Os cartões consignados são oferecidos aos mesmos públicos que se beneficiam 
das outras modalidades de empréstimos consignados. 
As condições para empréstimos consignados via cartão variam de acordo com o 
tipo de convênio celebrado entre a empresa e o banco. 
Quem possui cartão só pode fazer operações com até 36 meses para pagamento. 
A medida impede que as instituições financeiras que oferecem e administram o cartão 
façam financiamentos com prazos longos. 
Nessa modalidade de crédito, a fatura do cartão é feita com desconto direto no 
pagamento do benefício, ou seja, na pensão, aposentadoria ou contra-cheque. 
No caso dos aposentados e pensionistas do INSS, o cartão consignado INSS 
funciona sob estas normas: 
 O cartão é liberado somente para titulares de benefícios de aposentadoria ou pensão 
do INSS, sendo somente um cartão por benefício, norma determinada pela DATAPREV. 
 O pagamento do cartão será de no mínimo 5% sobre o limite de crédito, mas quando 
o saldo devedor da fatura for inferior à RMC, prevalece o valor total do saldo devedor 
da fatura como pagamento mínimo. 
As taxas e tarifas praticadas no Cartão INSS Consignadosão: 
 Encargos em torno de 3,5 % a.m.; 
 Tarifa de Emissão do Cartão fica em torno de R$ 15,00 parcela única; 
 O Titular tem isenção de Anuidade; 
 PPR (Serviço Proteção Perda e Roubo): R$ 3,90 anual; 
 Não e cobrada tarifa de extrato. 
Com o Cartão INSS Consignado, os beneficiários podem comprometer até 10% da 
renda com empréstimo por meio desta consignação. 
Lembre-se que, ao solicitar o cartão as instituições financeiras mesmo sem o 
aposentado ou pensionista realizar saques ou compras, perdem a reserva de margem 
de 10% do beneficio, restando somente 20% para empréstimos em dinheiro. 
 
Crédito imobiliário 
Crédito imobiliário 
Conceitua essa modalidade de crédito 
O crédito imobiliário é um empréstimo feito e avaliado para quem deseja realizar 
operações com imóveis, tais como 
 aquisição de imóvel 
 aquisição de lote urbnano 
 locação ou arrendamento 
 construção 
Os bancos de rede oferecem ainda, como operações de CDC, financiamento para 
aquisição de material de construção e seguro residencial. 
As operações de crédito imobiliário se realizam em dois grandes sistemas, a 
saber: 
 SFH - Sistema Financeiro da Habitação 
 SFI - Sistema Financeiro Imobiliário 
SFH - Sistema Financeiro da Habitação 
Descreve as atividades do SFH 
O SFH - Sistema Financeiro de Habitação - é uma das alternativas para a aquisição 
de um imóvel residencial, novo ou usado, em construção ou concluído. 
Criado em 1964, dentro da legislação que lançou o Plano Nacional da Habitação, 
tem como objetivo facilitar a aquisição de casa própria para a população de baixa 
renda, propondo-se a respeitar a relação entre o salário do mutuário e o valor da 
prestação do financiamento. 
Os contratos de crédito imobiliário do SFH se fazem através de: 
 Caixa Econômica Federal 
 bancos múltiplos e comerciais com carteira de crédito imobiliário 
 sociedades de crédito imobiliário 
 APEs - Associações de Poupança e Empréstimo 
 companhias hipotecárias 
 órgãos públicos que operem de acordo com as normas do SFH; 
 fundações e cooperativas; 
 associações para aquisição ou construção da casa própria; 
 caixas militares; 
 entidades abertas de previdência complementar; 
 companhias securitizadoras; 
 outras empresas, a critério do CMN - Conselho Monetário nacional. 
Os recursos para financiamento do SFH são, basicamente, a caderneta de 
poupança e operações com o FGTS - Fundo de Garantia de tempo de Serviço. 
Orientação da ABECIP - Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário 
e Poupança, esclarece uma série de situações relacionadas ao financiamento 
imobiliário. As mais relevantes são: 
 os seguros obrigatórios nos contratos do SFH são quanto aos riscos de morte e 
invalidez permanente do mutuário (MIP); e quanto a danos físicos no imóvel 
financiado (DFI); 
 menores de 18 anos só podem ser mutuários quando emancipados, ou através de 
representante legal, munido de autorização judicial. 
Uma operação típica de financiamento pelo SFH relaciona as características a 
seguir: 
 pode financiar até 80% do valor de avaliação (90% se amortizar pelo SAC) 
 Limite de valor de avaliação do imóvel é de R$ 650 mil (750 mil em SP, RJ, MG e DF). 
 Parcelas a partir de R$ 200,00 
 Até 30 anos para pagar 
 O imóvel pode ser novo ou usado 
 Permitido o uso do FGTS 
 sistemas de amortização para seu financiamento: SAC - Sistema de Amortização 
Constante, SAm - Sistema de Amortização Misto, ou Tabela Price 
Os financiamentos demandam ainda os seguintes custos e taxas, no processo de 
contratação (valores a título de exemplo): 
 .Tarifa de Avaliação, Reavaliação e Substituição de Bens Recebidos em Garantia de R$ 
1.190,00; 
 Entrada do Seguro Habitacional, que varia de acordo com a faixa etária do contratante 
e com o valor do imóvel; 
 Pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens e Imóveis), calculado pela 
prefeitura do município onde se registra o imóvel; 
 Taxa de registro do contrato no Cartório de Registro de Imóveis. 
Novas normas de financiamento no SFH 
Descreve as normas fixadas em setembro de 2013 para estes 
financiamentos 
O governo federal, através do Conselho Monetário Nacional, criou novos limites 
de valores de avaliação e de financiamento nas operaçaões de crédito imobiliário, 
dentro do SFH - Sistema Financeiro da Habitação. 
Estes limites são válidos para financiamentos contratados após 30 de setembro 
de 2013. 
Novos limites do SFH (Resolução 4.271 de 30 set 2013 (modifica critérios e 
valores da Resolução 3.932). 
Estados Limite de avaliação Limite de valor financiado 
SAC (90%) Outros (80%) 
SP, RJ, MG, DF R$ 750.000,00 675.000,00 600.000,00 
Os demais R$ 650.000,00 585.000,00 520.000,00 
(*) O valor unitário dos financiamentos contratados compreende principal e 
despesas acessórias. 
As novas normas de financiamento impõem ainda as seguintes condições para a 
concessão de crédito imobiliário dentro do SFH: 
Suficiência das 
garantias 
 a apuração da cota de financiamento deve ser precedida por avaliação 
da exposição de risco de crédito do pretendente em outros empréstimos 
ou financiamentos por ele contratados no Sistema Financeiro Nacional; 
 a avaliação do imóvel deve ser efetuada por profissional que não 
possua qualquer vínculo com a área de crédito da instituição 
concedente ou com outras áreas que possam implicar conflito de 
interesses ou representar deficiência na segregação de funções; 
Capacidade de 
pagamento do 
pretendente ao 
crédito 
 a avaliação da suficiência da renda para pagamento do encargo mensal 
do financiamento deve ser efetuada com base em documentos que 
demonstrem as despesas e os rendimentos mensais declarados pelo 
pretendente ao crédito, considerando período de tempo que permita a 
verificação de despesas e rendimentos não recorrentes ou 
extraordinários, conforme as políticas de gerenciamento de risco de 
crédito da instituição concedente; 
 a avaliação da capacidade de pagamento deve levar em consideração o 
comprometimento da renda com outras obrigações financeiras 
previamente assumidas pelo pretendente ao crédito, bem como as 
despesas necessárias a suprir o seu mínimo existencial; 
 o comprometimento de renda deve ser apurado com base no maior 
encargo mensal admitido contratualmente, na hipótese da existência de 
cláusula contratual que preveja a amortização negativa do saldo 
devedor em qualquer prestação ao longo do contrato ou a alteração da 
taxa de juros durante o prazo contratual, ainda que o exercício da 
cláusula seja prerrogativa do pretendente ao crédito. 
Fonte das 
informações de 
crédito 
 informações existentes na própria instituição concedente do crédito, 
no Sistema de Informações de Crédito (SCR), em sistemas de registro 
e em bancos de dados com informações de adimplemento. 
 as informações utilizadas para realizar a avaliação do risco de crédito, 
inclusive todas as informações relativas à avaliação do imóvel, devem 
estar documentadas e permanecer à disposição do Banco Central do 
Brasil durante a vigência do financiamento, preferencialmente em 
formato eletrônico. 
O disposto na Resolução do CMN aplica-se também aos empréstimos com 
garantia hipotecária ou com cláusula de alienação fiduciária de bens imóveis 
concedidos pelas instituições. 
Aguardam-se maiores esclarecimentos sobre esta última medida. 
Financiamentos com uso do FGTS 
Descreve como funciona este sistema 
O FGTS pode ser utilizado nas seguintes operações: 
 aquisição de imóvel residencial concluído; 
 aquisição de imóvel residencial em construção; 
 amortização ou liquidação de saldo devedor de financiamento concedido 
regularmente no âmbito do SFH; 
 amortização ou liquidação de saldo devedor de financiamento concedido com 
recursos do FGTS, em programas destinados à moradia própria do trabalhador, pelos 
Governos Municipais e Estaduais,pelo Governo do Distrito Federal e pelo Governo 
Federal. 
 pagamento de parte do valor da prestação de financiamento concedido regularmente 
no âmbito do SFH; 
 pagamento de parte do valor da prestação de financiamento concedido com recursos 
do FGTS, em programas destinados à moradia própria do trabalhador, pelos Governos 
Municipais e Estaduais, pelo Governo do Distrito Federal e pelo Governo Federal; 
 aquisição, amortização ou liquidação dos saldos devedores e no pagamento de parte 
do valor das prestações de financiamentos realizados com recursos do FAR, para 
trabalhador adquirente de unidade residencial do PAR. 
As condições básicas são as seguintes: 
a) Do titular da conta vinculada do FGTS: 
 Não estar em processo de compra ou ser proprietário de imóvel residencial, concluído 
ou em construção, financiado pelo SFH, em qualquer parte do território nacional. 
 Não estar em processo de compra ou ser proprietário de imóvel residencial concluído 
ou em construção: 
 1. No município onde exerça sua ocupação principal, nos municípios vizinhos e na 
região metropolitana; 
 2. No atual município de residência. 
 Comprovar tempo de trabalho mínimo de três anos sob regime do FGTS. 
 Residir ou trabalhar no município em que está financiando o imóvel. 
 Não possuir outro imóvel residencial quitado no município em que reside ou trabalha 
e no munícipio em que está comprando; 
b) Do imóvel: 
 Ter valor de avaliação na data da contratação de até R$ 650.000,00 ou R$ 750.000,00 
nos estados de DF, SP, RJ e MG; 
 Ser residencial urbano; 
 Apresentar, na data da avaliação, plenas condições de habitabilidade e ausência de 
vícios de construção; 
 Não ter sido objeto de utilização do FGTS em aquisição anterior ou liberação da última 
parcela de construção há menos de três anos; 
 Estar devidamente matriculado no Cartório de Registro de Imóveis responsável pela 
sua região. 
A que se destinam esses recursos do FGTS: 
a) Na aquisição de imóvel residencial urbano concluído: 
 Pagamento parcial ou total do preço de aquisição do imóvel; 
 Pagamento de lance na obtenção da Carta de Crédito ou como complementação do 
valor da Carta de Crédito para pagamento da parcela de recursos próprios, quando o 
consorciado permanecer com saldo devedor na Administradora de Consórcio 
devidamente habilitada pelo BACEN a operar com "Consórcio de Imóveis". 
b) Na construção de imóvel residencial urbano: 
 Financiamento da construção de imóvel residencial urbano; 
 Como parte ou valor total dos recursos próprios do proponente. A operação é 
realizada somente se for vinculada a um financiamento ou a um programa de 
autofinanciamento contratado com Construtora, Cooperativa Habitacional ou 
Construtor pessoa física. 
c) não pode utilizar o FGTS para: 
 Comprar imóvel comercial; 
 Reformar ou aumentar seu imóvel; 
 Comprar terrenos sem construção ao mesmo tempo; 
 Comprar material de construção; 
 Comprar imóveis residenciais para familiares, dependentes ou outras pessoas. 
SFI - Sistema Financeiro Imobiliário 
Descreve as principais operações desse Sistema 
A instituição do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), em 1997, criou as 
condições necessárias para uma nova e importante fase do financiamento imobiliário 
no Brasil. 
Desta forma, o SFI foi criado segundo modelo delineado a partir dos mais 
modernos mercados de financiamento imobiliário, inclusive latino-americanos, 
inspirados no modelo norte-americano, tendo por princípio a integração das 
operações imobiliárias com o mercado de capitais, viabilizando o mercado secundário 
de títulos imobiliários. 
Outras características relevantes do SFI são: 
 a instituição de um novo título de crédito, o Certificado de Recebíveis Imobiliários 
(CRI); 
 afixação de regras para a criação de Companhias Securitizadoras; 
 o procedimento para securitização de créditos imobiliários; 
 a instituição do regime fiduciário sobre créditos imobiliários; 
 a introdução, na legislação brasileira, da alienação fiduciária de imóveis, instrumento 
fundamental para a garantia efetiva das operações de financiamento imobiliário. 
O CRI, uma nova espécie de valor mobiliário, de emissão das Companhias 
Securitizadoras, foi criado para a captação de recursos dos investidores institucionais, 
em prazos compatíveis com as características do financiamento imobiliário, 
objetivando, assim, condições para um mercado secundário de créditos imobiliários. 
As Companhias Securitizadoras foram criadas nos moldes das empresas similares 
americanas, tendo por finalidade a aquisição e securitização de créditos imobiliários 
em geral e a emissão e colocação principalmente de Certificados de Recebíveis 
Imobiliários no mercado. As Securitizadoras adquirem os créditos imobiliários junto às 
chamadas "empresas originadoras", ou seja, as instituições financeiras autorizadas a 
operar no SFI, concedendo empréstimos para a aquisição ou a produção de imóveis. 
As operações de financiamento imobiliário no SFI são livremente efetuadas pelas 
entidades autorizadas a operar no sistema - as caixas econômicas, os bancos 
comerciais, os bancos de investimento, os bancos com carteira de crédito imobiliário, 
as sociedades de crédito imobiliário, as associações de poupança e empréstimo e as 
companhias hipotecárias. 
Outro poderoso estímulo à concessão do crédito imobiliário, por garantir 
celeridade na recuperação do crédito, foi a instituição da alienação fiduciária de bem 
imóvel. 
Pelo contrato de alienação fiduciária, o proprietário de um imóvel efetuará, em 
garantia do respectivo financiamento para aquisição desse imóvel, a alienação em 
caráter fiduciário do imóvel à entidade financiadora, transferindo a esta a propriedade 
fiduciária e a posse indireta. 
Até a liquidação do financiamento, o devedor será possuidor direto do imóvel. Em 
tais condições, oferecendo garantias firmes aos investidores e aos financiadores e 
liberdade de negociação entre as partes interessadas, o SFI representa a efetiva 
modernização do mercado imobiliário no País. 
Nessa modalidade, o financiado não tem a alternativa de utilização do FGTS. 
Comparação entre consórcio e financiamento 
Descreve numa tabela as características dos dois tipos de operação 
O interessado em crédito imobiliário tem a opção de financiar ou participar de 
grupos de consórcio. 
Na alternativa “financiar”, ainda deve levar em conta as modalidades SFH e SFI. 
Abaixo, segue um comparativo entre as opções de financiar ou participar de 
grupos de consórcio: 
Item Consórcio Financiamento 
Como optar  para quem já tem casa própria; 
 para quem deseja uma segunda casa (de praia?) 
sem pressa. 
 Para quem tem recursos 
para dar uma entrada 
substancial (20%?); 
 Quando a prestação for 
inferior a um aluguel. 
Parcelas  Pré-fixadas, com reajustes pelo INCC - Índice 
Nacional da Construção Civil - com valor que é 
função do tamanho do grupo e do prazo do 
consórcio; 
 Aceita sorteios e lances, incluindo com recursos 
do FGTS. 
 Definidas por um dos 
sistemas de amortização 
utilizados nos contratos: 
SAC (parcelas 
decrescentes) ou Tabela 
Price, com correção 
periódica por um indicador 
determinado; 
 Os contratos limitam o 
valor das parcelas em 
função do nível salarial do 
financiado 
Juros  A rigor não tem juros. O preço do imóvel é  Em caso de juros pré-
dividido pelo número de membros do grupo, e a 
parcela de amortização é acrescida de taxas de 
expediente e de administração, que remuneram o 
administrador; 
 Em caso de atraso, o consorciado incorre em 
juros e multas. 
fixados, juros costumam 
ser mais altos, para 
compensar variações no 
custo de capitais durante o 
longo período de 
financiamento; 
 Em caso de juros pós-
fixados, os juros podem 
ser mais baixos, e os 
reajustes são mais 
frequentes, em função da 
variação deum índice ou 
indicador que atualiza as 
prestações. 
Vantagens  permite compras de imóveis com custos menores 
do que no financiamento; 
 juros calculados sobre o valor da carta de crédito; 
 alternativa de sorteio e de lances. 
 quando prestação do 
financiamento é favorável 
quando comparada com 
aluguel; 
 em compras casadas, 
quando um imóvel entra 
como parte do pagamento; 
 quando uma entrada de 
bom valor atenua o custo 
do financiamento. 
Desvantagens  A sorte pode demorar, sem contemplar em 
sorteio; 
 Pode ser excluído do grupo em caso de atrasos de 
pagamento; 
 Se já contemplado, imóvel pode ser retomado ou 
levado a leilão. 
 O juro brasileiro é sempre 
caro, mesmo quando 
disfarçado; 
 Se dentro do SFI, garantia 
deve ser alienação 
fiduciária, situação mais 
rigorosa do que nos 
imóveis financiados pelo 
SFH. 
Fonte: adaptado de Marcos Silvestre, “o plano da virada” 
Seguro habitacional 
Define a obrigação de contratar seguro habitacional nas operações de 
crédito imobiliário 
O seguro habitacional é obrigatório, tendo a finalidade de assegurar a quitação 
total ou parcial da dívida nos casos de morte ou invalidez permanente ou recuperação 
do imóvel nos casos de danos físicos no imóvel. 
Os riscos usualmente cobertos pelas apólices vinculadas a contratos habitacionais 
são os: 
De natureza pessoal: 
 Morte. 
 Invalidez permanente. 
De natureza material: 
 Incêndio 
 Explosão. 
 Desmoronamento total. 
 Desmoronamento parcial, assim entendida a destruição ou desabamento de paredes, 
vigas ou outros elementos estruturais. 
 Ameaça de desmoronamento, devidamente comprovada. 
 Destelhamento. 
 Inundação. 
 Alagamento. 
Nota: Com exceção dos riscos de incêndio e explosão, a garantia do seguro 
somente se aplica aos riscos decorrentes de eventos de causa externa, ou seja, danos 
decorrentes da ação de forças ou agentes estranhos e anormais, não previstos nas 
condições do projeto, construção, uso e conservação do prédio. 
Ficam excluídos os danos decorrentes de vícios de construção, isto é, aqueles 
causados por infração às boas normas do projeto ou da construção, assim como os 
decorrentes de falta de conservação e má utilização do imóvel. 
Saldo residual 
Caracteriza este saldo em determinados tipos de forma de amortização de 
empréstimos imobiliários 
O saldo residual, ou resíduo, é decorrente de critérios diferenciados de reajuste 
da prestação mensal e da dívida. 
Na grande maioria dos contratos que apresentam saldo residual, a dívida é 
reajustada mensalmente pelo índice de remuneração básica dos depósitos em 
poupança, enquanto a prestação é corrigida, em periodicidade diferente, pelo índice 
salarial. 
Isto gera o que se denomina desequilíbrio financeiro: o valor da prestação, que é 
composto pela parcela principal (amortização) e juros, não é suficiente para abater o 
saldo devedor. 
Os valores que não são abatidos formam saldo residual (resíduo) ao término do 
contrato, mesmo tendo sido pagas todas as prestações previstas. 
Contratos são situação única 
Mostra que contratos imobiliários não devem ser comparados com outros 
A situação de cada contrato é única. 
O modelo matemático utilizado pelos financiadores pondera, dentre outros 
fatores: 
 o valor de avaliação do imóvel 
 a proporção financiada em relação ao seu valor de avaliação quando da concessão do 
financiamento 
 os valores amortizados pelo mutuário 
 o período de atraso do contrato, sobre o qual é acrescido um valor a título de taxa de 
ocupação. 
Assim, não se pode comparar contratos diferentes. 
O SAC - Sistema de Amortização Constante 
Descreve, caracteriza e exemplifica como funciona esse sistema 
O SAC - Sistema de Amortização Constante - é um sistema que amortiza partes 
iguais do valor total do empréstimo, reunindo o valor da amortização e o juro devido. 
Neste sistema o saldo devedor é reembolsado em valores de amortização 
iguais.Com isso o valor das prestações é decrescente, já que os juros diminuem a cada 
prestação. 
O valor da amortização é calculado dividindo-se o valor do principal pelo número 
de períodos de pagamento, ou seja, de parcelas. 
A principal característica do SAC é que ele amortiza um porcentual fixo do saldo 
devedor desde o início do financiamento. Esse porcentual de amortização é sempre o 
mesmo, o que faz com que a parcela de amortização da dívida seja maior no início do 
financiamento, fazendo com que o saldo devedor caia mais rapidamente do que em 
outros mecanismos de amortização. 
Exemplo: 
Um empréstimo de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) a ser pago em 12 
meses a uma taxa de juros de 1,0% ao mês (em juros simples). Aplicando a fórmula 
para obtenção do valor da amortização iremos obter um valor igual a R$ 10.000,00. 
Essa fórmula é o valor do empréstimo solicitado divido pelo período, sendo nesse caso: 
R$ 120.000,00 / 12 meses. Logo, a tabela SAC fica: 
Nº Prestação Prestação Juros Amortização Saldo Devedor 
0 120.000 
1 11.200 1200 10.000 110.000 
2 11.100 1100 10.000 100.000 
3 11.000 1000 10.000 90.000 
4 10.900 900 10.000 80.000 
5 10.800 800 10.000 70.000 
6 10.700 700 10.000 60.000 
7 10.600 600 10.000 50.000 
8 10.500 500 10.000 40.000 
9 10.400 400 10.000 30.000 
10 10.300 300 10.000 20.000 
11 10.200 200 10.000 10.000 
12 10.100 100 10.000 0 
 
Note que o juro é sempre 1,0% do saldo devedor do mês anterior, a prestação é a 
soma da amortização e o juro. Sendo assim, o juro é decrescente e diminui sempre na 
mesma quantidade, R$ 100,00. O mesmo comportamento tem as prestações. 
A soma das prestações é de R$ 127.800,00, gerando juros de R$ 7.800,00. 
(Fonte da tabela: wikipedia) 
Veja ainda : 
Os sistemas de cálculo estão disponíveis na Internet no endereço 
http://renatoaulasparticulares.com.br/sist_amortiz_1.htm 
 
A Tabela Price 
Descreve esta forma de cálculo das prestações de crédito imobiliário 
Tabela Price é o plano de amortização de uma dívida em prestações periódicas, 
iguais e sucessivas, dentro do conceito de termos vencidos, em que o valor de cada 
prestação, ou pagamento, é composto por duas parcelas distintas: uma de juros e uma 
de capital (chamada amortização). 
http://renatoaulasparticulares.com.br/sist_amortiz_1.htm
 A Tabela Price usa o regime de juros compostos para calcular o valor das parcelas 
de um empréstimo e, dessa parcela, qual é a proporção relativa ao pagamentos dos 
juros e a amortização do valor emprestado. 
Os sistemas de cálculo estão disponíveis na Internet no endereço 
http://renatoaulasparticulares.com.br/sist_amortiz_1.htm 
Composição das parcelas 
Menciona o que contém as parcelas de crédito imobiliário 
Cada parcela da prestação é composta de: 
 quota de amortização, 
 juros, 
 seguros e 
 taxa administrativa. 
Além disso, as seguintes rubricas são cobradas numa operação de crédito 
imobiliário: 
 Taxa de Avaliação do Imóvel: paga pelo cliente diretamente à empresa credenciada ao 
financiador 
 Despesas com certidões e documentos: necessários para o financiamento habitacional 
junto aos compradores, vendedores, registro de imóveis, justiça do trabalho, 
distribuidores, fóruns, prefeituras. 
 Taxa de Inscrição e Expediente: cobrada após a confecção do contrato independente 
das partes assinadas desistirem do negócio, debitada em conta corrente do 
comprador. 
 Primeira parcela dos seguros: serão debitadas automaticamente na conta corrente do 
comprador, na data de assinatura do contrato. 
 Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (I.T.B.I): recolhido na prefeitura onde se 
localiza o imóvel; 
 Taxa de registro de Imóveis: no Cartório de Registro de Imóveis competente. 
 Taxa Administrativa: será debitada automaticamente na conta corrente do 
comprador, na data de assinatura do contrato. 
 
http://renatoaulasparticulares.com.br/sist_amortiz_1.htm
Composiçãode renda 
 Descreve situações em que isso é válido 
 Em diversos casos, o financiamento imobiliário admite a possibilidade de 
composição de renda com até 5 participantes sem grau de parentesco. 
 Cada instituição financiadora tem seus próprios procedimentos para viabilizar 
esta forma de compor a renda do financiado. 
 De qualquer forma, é comum que o comprometimento máximo da renda do 
financiado seja de 30% da sua renda bruta mensal. 
 
Financiamento de veículos 
Como financia veículos 
Relaciona as três modalidades de financiamento de veículos 
Os financiamentos para compra de carros novos ou usados podem ser realizados 
em três modalidades: CDC - Crédito Direto ao Consumidor, leasing e consórcio. 
Essas modalidades têm as seguintes características: 
CDC - Crédito Direto 
ao Consumidor 
 O consumidor realiza um empréstimo em um banco, financeira ou 
por intermédio de uma revenda, para comprar o carro. 
 O veículo fica alienado fiduciariamente ao financiador, mas não 
pode ser negociado até que sejam pagas todas as prestações. 
 As taxas de juros são fixadas no início do contrato e não sofrem 
alterações durante o pagamento das prestações. 
 As taxas variam conforme a instituição financiadora e, uma vez 
fixadas em contrato, não podem ser alteradas. 
 O veículo financiado é a principal garantia da operação e, caso 
haja inadimplência, pode ser retomado pela instituição 
financiadora. 
Leasing(arrendamento 
mercantil) 
 Quem compra o carro é a empresa de leasing (um banco que 
trabalha com este tipo de serviço), que aluga o veículo ao 
consumidor. 
 O cliente paga pelo aluguel do carro, que fica no nome da empresa 
deleasing até o término das prestações, quando sem ter de pagar 
mais nenhuma prestação, o consumidor passa a ser o dono do 
carro. 
 Cabe ao cliente o pagamento das obrigações específicas do 
veículo, como licenciamento, IPVA, multas, seguro, etc 
 Esta modalidade possibilita uma negociação direta em relação às 
taxas de juros, que são fixadas no início do contrato e não sofrem 
alterações ao longo do período de pagamento. 
 Pode prever ou não uma opção de compra. 
 Cabe a cobrança de um VRG (Valor Residual Garantido), pago 
independentemente das parcelas de arrendamento, e se constitui 
numa garantia adicional para a eventualidade do não exercício da 
opção de compra. 
 Ao final do contrato, este pode ser prorrogado, transferido, 
exercitada a opção de compra ou desistência desta opção. 
 Caso haja inadimplência, o veículo pode ser retomado pela 
instituição arrendadora. 
Consórcio É a união de pessoas físicas e/ou jurídicas, em grupo fechado, 
promovida por uma administradora, com a finalidade de propiciar 
a seus integrantes a aquisição de bem, conjunto de bens ou serviço 
turístico por meio de auto-financiamento. Periodicamente, as 
contribuições pagas destinam-se a contemplar os cotistas. 
É um sistema de autofinanciamento dos próprios participantes, 
com um sistema de programação de compras de bens de consumo 
duráveis ou imóveis. As prestações devidas pelos cotistas são 
corrigidas com base no preço do veículo a ser adquirido, 
admitindo-se ainda outras formas de correção. No site do Banco 
Central podem ser encontrados dados estat[isticos sobre a situação 
de cada administradora de consórcios, com os grupos em 
andamento e a relação das empresas impedidas de constituir novos 
grupos. 
Podem ser objeto de consórcio: 
 bens ou conjunto de bens móveis duráveis, 
 novos, de produção nacional ou estrangeira; 
 bens imóveis; 
 serviços turísticos, abrangendo bilhetes de passagem aérea e/ou 
pacotes turísticos 
 Diferenças e semelhanças 
Evidencia as situações semelhantes e diferentes nas três modalidades e 
explica a Tabela FIPE 
As principais diferenças e semelhanças entre os tipos de financiamento são: 
Taxas de juros  Nas três opções, as taxas de juros são fixadas no momento da 
realização do contrato. 
 Não há alterações durante o pagamento das prestações. 
Preço do bem 
financiado 
No consórcio, a variação de preços das parcelas diz respeito a 
alterações no preço do automóvel, não nas taxas de juros. 
Outras taxas  No início do contrato, é cobrado do consumidor o imposto por 
operação financeira (IOF). 
 O IOF é cobrado no CDC e no consórcio. 
 Não é cobrado no leasing 
 Podem incidir tarifas de gravame 
O gravame é exigido quando foi solicitado um financiamento sobre um 
determinado veículo e ainda não foi totalmente quitado, junto ao um banco ou uma 
financeira, ou então quando o veículo não está corretamente documentado, fica no 
sistema intenção de gravame, até o documento ficar regularizado. 
Tabela FIPE 
O mercado costuma utilizar, como base para a fixação de preços se 
financiamentos e de seguros, a chamada Tabela FIPE. 
 A Tabela Fipe – da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas de São Paulo - expressa 
preços médios de veículos no mercado nacional, servindo apenas como um parâmetro para 
negociações ou avaliações. 
 Os preços efetivamente praticados variam em função da região, conservação, cor, acessórios 
ou qualquer outro fator que possa influenciar as condições de oferta e procura por um veículo 
específico. 
 O ano do veículo refere-se ao ano do modelo e não são considerados veículos para uso 
profissional ou especial. 
 Os valores são expressos em R$ (reais) do mês/ano de referência. 
 A Fipe presta serviço a 25 Unidades da Federação, calculando os preços médios de veículos a 
nível regional, para servir de base de cálculo na cobrança do IPVA. 
 
Vantagens e desvantagens 
Relaciona as vantagens e desvantagens dos financiamentos nas diferentes 
modalidades 
Os diagramas a seguir evidenciam as vantagens e desvantagens dos diferentes 
tipos de financiamento: 
CDC 
Vantagens Desvantagens 
Aquisição do bem no ato, no nome do consumidor, 
porém alienado à instituição financeira, como garantia. 
É possível vender este bem mesmo sem estar totalmente 
quitado 
Taxas de juros, incidência de Imposto 
sobre Operações Financeira (IOF) e 
orçamento comprometido por muito 
tempo para honrar as prestações. 
O valor financiado de um veículo no 
início da operação não corresponderá 
ao valor total pago ao término do 
financiamento, já que o bem se 
desvaloriza. 
Ainda em relação aos automóveis, as 
novas medidas do CMN e do Banco 
Central podem implicar em aumento 
de juros na operação ou a necessidade 
de se dar uma entrada de 20 a 40% de 
seu valor dependendo do tempo total 
do contrato. 
Consórcio 
Vantagens Desvantagens 
De todas as modalidades é a única em que não se cobra 
juros. Como o consorciado contribui mensalmente, ele 
acaba se forçando a realizar uma poupança e a ter uma 
disciplina financeira. É o tipo ideal para quem não tem 
pressa para a compra de um bem ou serviço já que a 
carta de crédito só é conquistada via sorteio (em que 
todos os participantes em dia com o pagamento 
concorrem em iguais condições) ou lance seguindo 
critérios definidos pelo contrato. 
Se não cobra juros, há o pagamento de 
taxa de administração por parte da 
administradora. Dependendo das 
características do consórcio poderá 
haver ainda cobranças de taxas para 
fundo de reserva e seguro. Além disso, 
é preciso apresentar garantias. 
Como depende de sorteio ou sucesso 
ao dar o lance, o consorciado não pode 
ter o imóvel no momento em que 
deseja. Além disso, é preciso pagar as 
prestações do consórcio até o fim do 
prazo. Quem atrasa o pagamento fica 
sujeito a multas e não poderá participar 
dos sorteios. 
Se por algum motivo o bem ou serviço 
sofrerem aumento durante a vigência 
do contrato é o consorciado quem arca 
com as diferenças. 
Leasing 
Vantagens Desvantagens 
Juros praticados são geralmente mais baixos do que nos 
financiamentos já que o bem fica em posse do 
arrendatário e não de quem contrata o leasing. Por isso 
também não é necessárioapresentar garantias, tornando 
a sua contratação mais ágil. Não há incidência de 
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o imposto a 
ser pago é o Imposto Sobre Serviços (ISS). É possível 
realizar leasing para qualquer tipo de bem e até 100% de 
seu valor 
 
O bem não é do arrendatário e sim da 
instituição financeira ou empresa de 
leasing. O consumidor só se tornará 
proprietário ao término do contrato e se 
optar por comprá-lo e efetuar o 
pagamento do Valor Residual 
Garantido (VRG) previamente 
acordado em contrato. 
O bem só poderá ser quitado antes do 
fim do contrato após atingir o prazo 
mínimo acordado. Caso contrário, a 
operação passa a ser considerada como 
compra e venda a prazo. 
 
 
O Cadastro 
Descreve detalhes do Cadastro no financiamento de veículos 
As características básicas do financiamento de veículos são: 
 os valores elevados por transação, 
 prazo longo de financiamento (o financiado está sujeito a mudanças durante a 
vigência de seu compromisso), 
 valor elevado do compromisso mensal. 
 as despesas com a manutenção do carro – combustível, manutenção, seguros, 
impostos 
Base cadastral para financiar carros 
Os principais fatores-chave para o automóvel podem ser os seguintes: 
 Entrada inicial (pagamento inicial) – sem entrada, 10%, 20%, acima de 20% 
 Idade 
 Local de residência: CEP 
 Situação residencial: Própria, alugada, funcional ou residência com parentes 
 Situação de trabalho: 
 Natureza do empregador: Órgão ou empresa pública – tempo de trabalho, ou 
empresa privada – tempo de atividade 
 Tipo de vínculo – tempo e situação: Formal, Prestador de serviço, Informal 
 Renda - comprovação da renda ou comprovação da atividade (renda presumida) 
 Comprometimento da renda - % representativo da prestação em relação à renda 
 Estado civil 
 Número de dependentes 
 Produto - marca e ano 
 Prazo do financiamento 
 
 
Situações de devedores em atraso 
Explica as diferentes situações em que se encontram esses devedores 
Como tratar o devedor que deixa de pagar as prestações (parcelas): 
CDC  O banco pode entrar com uma ação judicial para ficar com o carro, que é leiloado, usando a alienação 
fiduciária para execução da ação. 
 O valor da ação é usado para pagar a quantia que faltava e as despesas judiciais que o banco teve. 
 O valor que sobra é devolvido ao consumidor 
Leasing A empresa entra com uma ação judicial para tomar o carro do consumidor, que não recebe nenhuma 
parte do dinheiro que pagou 
Consórcio O consumidor só pode receber o valor que pagou ao final do contrato, ou ao final da entrega aos 
demais membros de seu grupo. 
 
Como tratar o devedor em atraso 
 a multa paga não pode ser maior que 2% em relação ao valor de cada parcela em 
atraso; 
Dúvidas sobre financiamento de veículos 
Esclarecimento da ANEF sobre algumas dúvidas mais comuns 
O carro pode ser retomado por falta de pagamento? Posso comprar um veículo usando 
o FGTS? 
Essas e outras dúvidas sobre compra de veículos são respondidas a seguir pela Anef 
(Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). 
Meu veículo pode ser apreendido 
se eu deixar de pagar o 
financiamento? 
Sim. Caso o consumidor e a financeira não negociem a 
regularização do pagamento, pode ocorrer a solicitação de 
busca e apreensão do veículo. Mas, se existem parcelas 
atrasadas, o ideal é procurar a instituição e negociar. 
Posso devolver o carro se não 
conseguir pagar o 
O que o consumidor pode fazer, na verdade, é revender o 
carro para a concessionária e depois quitar a dívida com a 
financiamento? financeira. Se ele tiver pago muitas parcelas, poderá ficar 
ainda com uma parte do valor arrecadado com a venda. Mas, 
se o valor obtido na venda não for suficiente para quitar o 
financiamento, ele terá de complementar o pagamento. 
É possível comprar um carro 
usando o FGTS? 
Não. O FGTS poder ser usado para a compra da casa própria, 
mas não para compra de carros, motos ou veículos comerciais. 
Comprei um carro por leasing em 
36 meses. Paguei 24 parcelas. 
Posso quitar o restante de uma só 
vez? 
Sim. Como neste caso já foram pagos 24 meses, pelas regras 
do leasing já é possível fazer a quitação antecipada. As 
instituições são obrigadas, ainda, a descontar os juros das 
parcelas que forem adiantadas. 
Entrei em um financiamento, 
mas ainda não retirei o veículo da 
loja. Posso desistir? 
Depende. A situação vai depender dos motivos da desistência 
e de há quanto tempo a compra foi realizada. O mais indicado, 
neste caso, é procurar a concessionária e a financeira e tentar 
resolver o caso. 
(Condensado do site UOL em 17 Set 2012) 
Arrendamento mercantil 
Arrendamento mercantil 
Definição do leasing como operação financeira 
Leasing é o negócio jurídico realizado entre uma pessoa jurídica, na qualidade de 
arrendadora, e pessoa física ou jurídica na qualidade de arrendatária, e que tenha por 
objeto o arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora, segundo especificações 
da arrendatária e para uso próprio desta. 
Não é considerado uma forma de financiamento e sim um sinônimo de aluguel, 
onde quem aluga tem a opção de comprar o bem ao fim do contrato. 
Outras condições: 
 O contrato não pode ser interrompido antes de cumprir o prazo mínimo estabelecido 
pela legislação, que é de aproximadamente 24 meses, admitindo-se renegociações 
para mudar prazos e outras condições. Dentro dos limites impostos pelo Banco Central 
do Brasil. 
 Pessoas jurídicas podem deduzir as prestações do Imposto de Renda. 
 O contrato prevê a existência de um VRG (Valor Residual Garantido), que é garantido 
pela arrendatária como mínimo que será recebido pela arrendadora na venda a 
terceiros do bem, na hipótese da devolução do bem. 
 
Leasing financeiro 
Descreve as características deste formato de leasing 
É o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de arrendador e 
pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatário, e que tem por objeto o 
arrendamento de bens adquiridos pela arrendador, segundo especificações do 
arrendatário, para seu uso. 
É umas das formas mais utilizadas de contrato de leasing no Brasil cuja finalidade 
é o financiamento. 
Requer o envolvimento de três agentes: arrendador, arrendatário e o fornecedor 
do bem: 
O 
arrendador 
Necessariamente deve ser sociedade constituída 
(pessoa jurídica mercantil), devidamente autorizada 
pelo Banco Central do Brasil para a exploração da 
operação de leasing 
Adquire o bem a 
ser arrendado 
O 
arrendatário 
Usuário do bem objeto do contrato de arrendamento 
mercantil 
 
O 
fornecedor 
 
 Vende, para o 
arrendador, o 
bem a ser 
utilizado pelo 
arrendatário 
O contrato de leasing financeiro define: 
 que as contraprestações e demais pagamentos previstos no contrato, devidos pelo 
arrendatário, sejam normalmente suficientes para que a arrendadora recupere o custo 
do bem arrendado durante o prazo contratual da operação e adicionalmente obtenha 
retorno sobre os recursos investidos. 
 que as despesas de manutenção, assistência técnica e serviços correlatos à utilização 
do bem arrendado sejam de responsabilidade do arrendatário. 
 que o preço para o exercício da opção de compra (VRG – Valor Residual Garantido), 
obrigatório, seja livremente pactuado, podendo ser, inclusive, o valor de mercado do 
bem arrendado ou apenas o valor simbólico, quando a amortização já ocorreu durante 
o pagamento das contraprestações (aluguel). 
 que normalmente os contratos de arrendamento são de longo prazo, não cancelável. 
Os contratos de bens cuja aquisição tenha sido efetuada com recursos 
provenientes de empréstimos contraídos direta ou indiretamente no exterior podem 
ser pactuados com cláusula de variação cambial. 
Leasing operacional 
Descreve as características dessa modalidade 
É a operação de arrendamento efetuadadiretamente do fabricante ou vendedor 
do bem objeto do leasing, sem a interveniência de instituição financeira (empresa de 
arrendamento mercantil financeiro). 
Não há cláusula obrigatória de opção de compra. 
É normalmente utilizado para os bens com boa aceitação no mercado, mas que 
estão sujeitos a tornarem-se, pela natureza, obsoletos, com o decorrer do tempo útil. 
A modalidade de arrendamento tem as seguintes características: 
 as contraprestações a serem pagas pelo arrendatário contemplam o custo de 
arrendamento do bem e dos serviços inerentes a sua colocação a disposição do 
arrendatário 
 as despesas de manutenção, assistência técnica e serviços correlatos a 
operacionalidade do bem arrendado pode ser de responsabilidade da arrendadora ou 
do arrendatário 
 o preço para o exercício da opção de compra é o valor de mercado do bem; 
 ao contrário do leasing financeiro, o arrendatário pode rescindir o contrato a qualquer 
tempo, mediante aviso prévio, contratualmente especificado. 
 o arrendatário pode ter ou não a opção de compra, no final do contrato, funcionando 
quase como aluguel puro e simples. 
 sem a opção, se interessar ao arrendatário, no final do contrato, adquirir o bem 
arrendado, deverá negociar com o arrendador. 
É um processo utilizado para equipamentos de alta tecnologia e depreciação 
técnica acelerada, para equipamentos com maior facilidade de troca: automóveis, 
computadores, aviões, máquinas eletrônicas - copiadoras, impressoras. 
Lease back 
Descreve as características dessa modalidade 
É a operação de leasing em que o vendedor do bem objeto do arrendamento faz, 
também, o papel do arrendatário. 
Ele vende o objeto do contrato para o arrendador e continua exercendo o uso 
através do contrato de arrendamento e pagamento da contraprestação. 
É operação utilizada para desmobilização de ativo fixo ou gerar caixa para as 
empresas ou pessoas, continuando com o uso, podendo, no final do contrato, exercer 
a opção de compra. 
Diferenças entre valores residuais 
Descreve as diferenças entre esses valores 
Existem dois tipos de valor residual: 
VRG – Valor Residual Garantido: garantia, a favor do banco ou da empresa 
credora, caso o cliente opte pela não compra do bem e, neste caso, o imóvel será 
leiloado, vendido para a melhor oferta, sem avaliação e sem preço mínimo. 
Utilizado para mitigar o risco da empresa de leasing, em caso de inadimplência do 
arrendatário. 
VR não garantido: corresponde a parte do valor residual do bem, cuja realização 
não está assegurada ou está unicamente garantida pela parte correspondente do 
banco ou instituição financeira. 
Utilizado para reduzir o valor das prestações mensais, deve ser pago ao final do 
contrato, transferindo a propriedade do veículo para o arrendatário. 
Recomendações da ABEL 
Ressalta especificações do contrato de leasing 
De acordo com a ABEL (Associação Brasileira das Empresas de Leasing, entidade 
que representa as sociedades de arrendamento mercantil e de bancos que 
oferecem leasing), é importante prestar atenção em todas as informações do contrato 
para evitar problemas no futuro. 
 O arrendatário pode escolher o que vai fazer com o bem ao final do arrendamento. 
 Dependendo dos termos do contrato há a opção de devolver ao arrendador, 
aumentar o tempo de contrato e negociar um novo fluxo de pagamento ou o cliente 
pode adquirir definitivamente o bem arrendado mediante o pagamento de um valor, 
definido no contrato. 
 O leasing é um aluguel de veículo com opção de compra. A decisão de comprar ou não 
pode ser tomada no início, durante ou no final do contrato. Algumas concessionárias 
oferecem o leasing com o valor da opção final parcelado acrescentado às prestações 
do arrendamento. Nesse caso não é preciso esperar o final do contrato para pagar o 
valor da compra. 
 O contrato não pode ser interrompido antes de cumprir o prazo mínimo estabelecido 
pela legislação, que é de aproximadamente 24 meses. 
 Pessoas jurídicas podem deduzir as prestações do Imposto de Renda. 
 O VRG (Valor Residual Garantido) é um valor garantido pela arrendatária como 
mínimo que será recebido pela arrendadora na venda a terceiros do bem, na hipótese 
da devolução do bem. 
 
4 - Crime de lavagem de dinheiro 
Crime de lavagem de dinheiro 
As origens 
Mostra como começou o combate ao crime de lavagem de dinheiro 
Money laundering (lavagem de dinheiro) é um típico crime moderno, perto de 
fazer um século desde que a Máfia dos Estados Unidos disfarçava seus lucros em 
lavanderias automáticas. 
Mas, custou mais de 50 anos até que as leis começassem a enquadrá-lo como 
contravenção. 
Desde então, o crime de lavagem do dinheiro ganhou dimensão internacional, 
com muitos países baixando suas normas legais e assinando tratados de cooperação 
mútua, a fim de pôr cobro ao tráfico internacional de moeda produzida pelo crime 
organizado. 
No Brasil, a lei que criou o COAF - Conselho de Controle das Atividades 
Financeiras - inaugurou a preocupação oficial com o combate ao crime de lavagem de 
dinheiro. 
Desde então, a legislação sobre a matéria cresceu bastante, chegando à 
ampliação das atividades sujeitas ao controle das movimentações financeiras com fins 
ilícitos. 
Atualmente, além das autoridades e entidades já comprometidas com o combate 
ao crime, as juntas comerciais, os registros públicos e as agências de negociação de 
direitos de atletas e artistas devem comunicar seus registros de transações, o que 
embaraça diferentes atividades por onde se pode dar o desvio. 
A lei abrange ainda a ocultação do produto de qualquer delito ou contravenção 
penal, para punir o crime organizado. 
O crime 
Define o crime de lavagem do dinheiro e relaciona os principais delitos 
O delito de ocultação ou dissimulação da natureza, origem, localização, 
disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, 
direta ou indiretamente, de infração penal. 
Nova lei de lavagem do dinheiro foi baixada em 10 de julho de 2012, 
complementando a lei 9.613/1998. 
Entre as principais especificações da nova lei, está a possibilidade de punição para 
lavagem de dinheiro proveniente de qualquer origem ilícita. 
Nos termos da lei, o crime de lavagem de dinheiro significa “ocultar ou dissimular 
a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, 
direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal”. 
A pena para o infrator à lei é de reclusão com prazo de 3 a 10 anos, e multa. 
Incorre nesta mesma pena quem utiliza, na atividade econômica ou financeira, 
bens, direitos ou valores provenientes de infração penal. 
A Lei altera dispositivos que criam o COAF - Conselho de Controle de Atividades 
Financeiras, ampliando os tipos de profissionais obrigados a enviar informações sobre 
operações suspeitas, alcançando doleiros, empresários que negociam direitos de 
atletas, comerciantes de artigos de luxo, pessoas físicas que trabalham com compra e 
troca de moeda estrangeira, etc. 
Também torna-se possível apreender bens em nomes de laranjas e vender bens 
apreendidos antes do final do processo, cujos recursos ficarão depositados em juízo 
até o final do julgamento. 
O patrimônio apreendido poderá ser repassado a estados e municípios, e não 
apenas à União. 
No tocante à "delação premiada", já prevista na Lei anterior, poderá ser feita "a 
qualquer tempo", ou seja, mesmo depois da condenação. 
Os crimes desta categoria são inafiançáveis. 
Fases da lavagem de dinheiro 
Descreve os principais mecanismos de lavagem do dinheiro 
Para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de 
dinheiro realiza-se por meio de um processo dinâmico que requer: 
 O distanciamento dos fundos de sua origem, evitando uma associação direta deles 
com o crime; 
 O disfarce de suas várias movimentações para dificultar o rastreamento desses 
recursos;e 
 A disponibilização do dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido 
suficientemente movimentado no ciclo de lavagem e poder ser considerado "limpo". 
Os mecanismos mais utilizados no processo de lavagem de dinheiro envolvem 
teoricamente essas três etapas independentes que, com freqüência, ocorrem 
simultaneamente: 
1. Colocação: a primeira etapa do processo é a colocação do dinheiro no sistema 
econômico. Objetivando ocultar sua origem, o criminoso procura movimentar o 
dinheiro em países com regras mais permissivas e naqueles que possuem um 
sistema financeiro liberal. A colocação se efetua por meio de depósitos, compra 
de instrumentos negociáveis ou compra de bens. Para dificultar a identificação da 
procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofisticadas e cada vez 
mais dinâmicas, tais como o fracionamento dos valores que transitam pelo 
sistema financeiro e a utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente 
trabalham com dinheiro em espécie. 
2. Ocultação: a segunda etapa do processo consiste em dificultar o rastreamento 
contábil dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a 
possibilidade da realização de investigações sobre a origem do dinheiro. Os 
criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para 
contas anônimas – preferencialmente, em países amparados por lei de sigilo 
bancário – ou realizando depósitos em contas "fantasmas". 
3. Integração: nesta última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao 
sistema econômico. As organizações criminosas buscam investir em 
empreendimentos que facilitem suas atividades – podendo tais sociedades 
prestar serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil 
legitimar o dinheiro ilegal. 
Tipificação do crime 
Detalha atividades típicas do processo de lavagem de dinheiro 
Lei tipifica o crime de lavagem como aquele em que se oculta ou dissimula a 
natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, 
direitos e valores provenientes, direta ou indiretamente, dos crimes antecedentes. 
Entre as principais atividades criminosas denominadas crimes antecedentes 
estão: 
1. De tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins 
2. De terrorismo 
3. De contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado à sua 
produção; 
4. De extorsão mediante sequestro 
5. Contra a Administração Pública, inclusive a exigência, para si ou para outrem, 
direta ou indiretamente, de qualquer vantagem, como condição ou preço para a 
prática ou omissão de atos administrativos. 
6. Contra o sistema financeiro nacional 
7. Praticado por organização criminosa 
8. Praticado por particular contra a Administração Pública estrangeira 
No gráfico, um exemplo de lavagem em operação internacional. Para conhecer o 
processo por inteiro acesse: 
http://www.cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=camb_transfintern2 
 
Setores mais visados 
Relaciona os setores mais visados no processo de lavagem de dinheiro 
Alguns setores são muito visados no processo de lavagem de dinheiro. 
Entre eles destacam-se 
 Instituições financeiras: No Brasil controladas pelo Banco Central (BACEN), compõem 
um dos setores mais visados pelas organizações criminosas para realização de 
operações de lavagem de dinheiro. A razão disso é que as novas tecnologias e a 
globalização dos serviços financeiros imprimem uma velocidade sem precedentes à 
circulação do dinheiro. Recursos em busca de taxas de juros mais atraentes, compra e 
venda de divisas e operações internacionais de empréstimo e financiamento 
misturam-se num vasto circuito de transações complexas. Nessas transações, o 
dinheiro sujo se mistura com quantias que essas instituições movimentam legalmente 
todos os dias, o que favorece o processo de dissimulação da origem ilegal. As redes 
mundiais que interligam computadores, a exemplo da Internet, favorecem 
amplamente este processo, ampliando as possibilidades de movimentação dos 
recursos, conferindo maior rapidez e garantindo o anonimato das operações ilegais. 
Este setor é, portanto, o mais afetado e o mais utilizado nos processos de lavagem de 
dinheiro, mesmo quando as operações criminosas não são realizadas pelas próprias 
instituições financeiras. Elas acabam sendo o "meio" por onde transitam os recursos 
até a chegada ao mercado – ocorrendo a integração, última etapa do processo de 
lavagem. 
http://www.cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=camb_transfintern2
 Paraísos fiscais e centros off-shore: tanto os paraísos fiscais quanto os centros off-
shore compartilham de uma finalidade legítima e certa justificação comercial. No 
entanto, os principais casos de lavagem de dinheiro descobertos nos últimos anos 
envolvem organizações criminosas que se aproveitaram, de forma generalizada, das 
facilidades oferecidas por eles para realizarem manobras ilegais. 
 Bolsas de valores: As bolsas de valores visam a facilitar a compra e venda de ações e 
direitos. Para fechar uma operação na bolsa, qualquer pessoa, banco ou empresa tem 
que usar os serviços de uma corretora, que recebe uma taxa de corretagem por 
realizar essa transação. As bolsas de valores oferecem condições propícias para se 
efetuarem operações de lavagem de dinheiro, tendo em vista que permitem a 
realização de negócio com características internacionais; possuem alto índice de 
liquidez; as transações de compra e venda podem ser efetuadas em um curto espaço 
de tempo; as operações são realizadas, em sua grande maioria, por intermédio de um 
corretor; e existe muita competitividade entre os corretores. 
 Companhias seguradoras: O mercado de seguros, capitalização e previdência privada 
aberta, fiscalizado no Brasil pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), é 
outro setor vulnerável à lavagem de dinheiro. Quer em relação aos acionistas, quer em 
relação aos segurados, subscritores, participantes e intermediários pode haver a 
tentativa de "limpeza" de recursos: os acionistas podem usar seu poder de deliberação 
realizando investimentos que possibilitem a prática de lavagem de dinheiro; os 
segurados, por sua vez, podem lavar recursos mediante a apresentação de avisos de 
sinistros falsos ou fraudulentos, o mesmo ocorrendo com os subscritores e 
participantes, os quais podem, respectivamente, transferir a propriedade de títulos de 
capitalização sorteados e inscrever pessoas inexistentes ou falecidas em planos de 
previdência privada aberta; e a intermediação, materializada na corretagem, também 
pode ensejar a malfadada lavagem nas transações envolvendo terceiros ou clientes 
não residentes. 
 Mercado imobiliário: A lavagem de dinheiro é uma prática muito freqüente no setor 
imobiliário. Por meio da transação de compra e venda de imóveis e de falsas 
especulações imobiliárias, os agentes criminosos lavam recursos com extrema 
facilidade, principalmente se eles utilizam recursos em espécie. A criatividade das 
organizações criminosas faz com que suas atuações no setor sejam extremamente 
dinâmicas, dificultando o trabalho de detecção das ilegalidades. A ausência de controle 
do setor imobiliário também facilita a ação dos criminosos. 
 Jogos e sorteios: São conhecidos os casos de lavagem de dinheiro por meio de jogos e 
sorteios, como bingos e loterias. As principais características dos processos criminosos 
envolvem a manipulação das premiações e a realização de alto volume de apostas em 
uma determinada modalidade de jogo, buscando fechar as combinações. Em muitos 
casos, o agente criminoso não se importa em perder uma parte dos recursos, contanto 
que consiga finalizar o processo de lavagem com êxito. 
Há diversas outras operações comerciais realizadas internacionalmente que 
facilitam a lavagem de dinheiro e, por essa razão, merecem exame permanente e 
detalhado. 
Entre essas operações estão, por exemplo, a compra e venda de jóias, pedras emetais preciosos e objetos de arte e antigüidades. 
Esse comércio mostra-se muito atraente para as organizações criminosas, 
principalmente por envolverem bens de alto valor, que são comercializados com 
relativa facilidade. 
Além disso, essas operações podem ser realizadas utilizando-se uma ampla gama 
de instrumentos financeiros, muitos dos quais garantem inclusive o anonimato. 
Nos gráficos, um exemplo de lavagem em operação internacional. Para conhecer 
o processo por inteiro acesse: 
http://www.cosif.com.br/publica.asp?arquivo=leasebackcaixa2 
 
Penalidades 
Descreve as penalidades aos agentes que descumprirem a lei 
As pessoas sujeitas à lei, bem como aos administradores das pessoas jurídicas, 
que deixem de cumprir as obrigações previstas na Lei serão aplicadas, 
cumulativamente ou não, pelas autoridades competentes, as seguintes sanções: 
 Advertência; 
 multa pecuniária variável não superior ao dobro do valor da operação; ou ao dobro 
do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação; 
ou ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais); 
 Inabilitação temporária, pelo prazo de até dez anos, para o exercício do cargo de 
administrador das pessoas jurídicas sujeitas à Lei; 
 cassação ou suspensão da autorização para o exercício de atividade, operação ou 
funcionamento. 
Constatações observadas 
http://www.cosif.com.br/publica.asp?arquivo=leasebackcaixa2
Relata algumas observações importantes relacionadas à lavagem 
de dinheiro 
O crime de lavagem de dinheiro é, pela sua natureza, de difícil investigação. 
Autoridades, na maioria das vezes, apuram apenas a fase de ocultação do 
dinheiro proveniente de crime anterior. Não vão muito além disso. 
Segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal, os próprios bancos são 
"lenientes" na fiscalização e apuração das irregularidades. 
Ao mesmo tempo, a experiência demonstrou que a maioria dos criminosos 
esconde o produto do crime, e só uma minoria se dedica ao processo de lavagem. 
Comunicação de ato suspeito de lavagem 
Especifica como proceder em casos de suspeita de lavagem de dinheiro 
As instituições financeiras deverão: 
 dispensar especial atenção às operações que, nos termos de instruções emanadas das 
autoridades competentes, possam constituir-se em sérios indícios dos crimes previstos 
na Lei de Lavagem de Dinheiro, ou com eles relacionar-se; 
 comunicar tais operações ao Coaf, abstendo-se de dar ciência de tal ato a qualquer 
pessoa, inclusive àquela à qual se refira a informação, no prazo de 24 (vinte e quatro) 
horas. 
As comunicações de boa-fé, feitas na forma prevista na Lei, não acarretarão 
responsabilidade civil ou administrativa. 
As transferências internacionais e os saques em espécie deverão ser previamente 
comunicados à instituição financeira, nos termos, limites, prazos e condições fixados 
pelo Banco Central do Brasil. 
Veja também a comunicação de não ocorrência, neste capítulo. 
Comunicação negativa 
Define este conceito 
atividade acerca da não ocorrência de operações financeiras suspeitas e demais 
situações que geram a necessidade de realizar comunicações, relacionadas à lavagem 
de dinheiro. 
Estão sujeitas à obrigação: 
 as pessoas que tenham, em caráter permanente ou eventual, como atividade principal 
ou acessória, cumulativamente ou não, a custódia, emissão, distribuição, liquidação, 
negociação, intermediação, consultoria ou administração de títulos ou valores 
mobiliários e a auditoria independente no âmbito do mercado de valores mobiliários; 
 as entidades administradoras de mercados organizados; e 
 as demais pessoas referidas no art. 9º da Lei nº 9.613, de 1998, que se encontrem sob 
disciplina e fiscalização exercidas pela CVM. 
Entrevista do presidente do COAF 
Entrevista do presidente do COAF 
Atualiza alguns conceitos da atuação do órgão 
 A imunidade contra lavagem de dinheiro é uma utopia, qualquer esforço que não seja 
genuinamente motivado pelo real interesse em se precaver não funcionará 
efetivamente. 
 Se a política de PLD (Prevenção à Lavagem de Dinheiro) não for séria, não permear 
efetivamente a instituição, nunca será realmente eficaz. 
 São as próprias instituições financeiras que devem conhecer seus clientes e 
acompanhar suas movimentações financeiras, informando ao COAF eventuais 
suspeitas. E quem as supervisiona para ver se estão cumprindo o seu papel é o Banco 
Central. 
 A lei não tolera mais a preguiça e o descaso. Não se admite mais o não saber por não 
querer saber, por não tentar, por não se esforçar. Mostrar diligência afasta a suspeita 
de negligência. 
 O registro de operações acima de R$ 10.000 nos movimentos bancários é 
determinado por lei, o COAF apenas fixou o montante mínimo. Ainda é cedo para dizer 
se está funcionando ou não. 
 Em relação aos crimes antecedentes (citados neste capítulo) atualmente, que visam 
ou produzem ativos que têm resultado econômico ou financeiro para o criminoso, 
qualquer infração penal é antecedente em nossa legislação, menos as de natureza 
passional. 
(Entrevista de Antonio Gustavo Rodrigues, presidente do COAF, na 
revista Financeiro.) 
Para fins de estudo, valem as informações existentes no conteúdo deste Curso. 
 
Glossário legal resumido 
Relaciona termos legais comumente utilizados nos atos de lavagem de 
dinheiro 
Glossário auxiliar 
Agravo regimental Recurso judicial previsto apenas nos regimentos internos dos tribunais 
para a revisão de uma decisão, geralmente pelo próprio órgão decisório 
que a prolatou. 
Apelação Espécie de recurso cabível contra sentença judicial para o seu reexame 
em instância superior, de modo que se obtenha nova decisão que 
confirme ou modifique a primeira. 
Ato de ofício  Ato praticado por funcionário público dentro das atribuições da função 
deste servidor. 
 O ato de oficio é pressuposto do crime de corrupção ativa, crime no 
qual é oferecida ou prometida vantagem a funcionário público 
encarregado de praticar ou omitir ato. 
 A prática, omissão ou retardamento de ato de ofício motivado por 
vantagem indevidamente recebida é também causa de aumento de pena 
do crime de corrupção passiva. 
Correlação entre 
acusação e 
sentença 
 Princípio de processo penal que exige que as decisões judiciais 
considerem apenas os fatos e circunstâncias expressamente descritas da 
denúncia. 
 É um desdobramento dos princípios do contraditório e ampla defesa, 
pois limita o objeto possível da condenação aos fatos expressamente 
imputados ao réu na acusação, para que ele possa defender-se com 
efetividade durante o processo. 
 Em outras palavras, o juiz não pode prover diversamente do que lhe foi 
pedido e tampouco decidir sobre questões que não foram debatidas 
pelas partes no processo. 
 A decisão da sentença não pode estar além, aquém ou fora do pedido 
formulado na denúncia apresentada pela acusação. 
Corrupção ativa Crime de oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário 
público, para fazê-lo praticar, omitir ou retardar ato funcional 
Corrupção passiva Crime usualmente cometido por funcionário público ao solicitar ou 
receber vantagem indevida ou aceitar promessa de vantagem em razão 
da função pública 
Evasão de divisas Crime consistente em efetuar operação de câmbio não autorizada, com 
efetiva saída de moeda ou divisas do território nacional 
Fato Ilícito  Conduta, de ação ou omissão, que é contrária à ordem jurídica e às 
normas jurídicas em geral. 
 Na esfera criminal, o fato ilícito é aquele que constitui infração penal 
(crime ou contravenção). 
Instrução Criminal  Fase do processo penal que se inicia logo após o recebimento da peça 
de acusação (denúncia ou queixa), pelo juiz ou tribunal, e antecede o 
julgamento da causa. 
 Durante a instrução, são realizadas as providências relacionadas à 
produção de provas que visam a elucidar, com a maior precisão 
possível, os fatosocorridos e a efetiva conduta dos acusados. 
 Na fase de instrução criminal são produzidas provas como o 
interrogatório do réu, a inquirição de testemunhas, a realização de 
perícias, a juntada de documentos, entre outras. 
 Essas provas dão fundamento para que o juiz ou tribunal forme sua 
convicção a respeito dos fatos pertinentes à acusação e à defesa. 
Peculato Crime cometido por funcionário público que se apropria de valor ou 
bem de que tem posse em razão do cargo 
Prescrição  Encerramento de prazo para o Estado processar ou punir o acusado de 
um crime. 
 Este prazo varia de acordo com a pena do crime previsto na lei ou 
daquela aplicada no caso concreto. 
 O prazo prescricional tem início com a ocorrência do crime, e pode ser 
interrompido em determinados momentos processuais, como o 
recebimento da denúncia ou publicação da sentença, por exemplo. 
Quadrilha Crime de associação de mais de três pessoas para o fim de cometer 
crimes 
 
Novas normas da Febraban 
Descreve as novas normas sobre PLD e criação das PEP 
Novo normativo da Febraban propõe a criação de uma área específica para a PLD 
(Prevenção à Lavagem de Dinheiro) nas instituições financeiras, e a identificação de 
clientes considerados PEP (Pessoas Expostas Politicamente). 
A área de PLD pretende fazer com que as instituições elevem e nivelem por cima 
os padrões de obediência à legislação de lavagem de dinheiro e de combate ao 
terrorismo. 
Esta área terá um diretor com acesso direto ao Conselho de Administração e à 
Diretoria, com autonomia integral ou integração ao sistema de controles internos das 
instituições (compliance). 
As instituições se propõem a diferenciar, nos seus cadastros, as PEPs, definidas 
como sendo os agentes públicos que desempenham ou tenham desempenhado 
empregos ou funções públicas relevantes, assim como seus parentes e pessoas 
próximas. 
O normativo padroniza uma série de procedimentos já adotados pelos bancos 
para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do 
terrorismo, mas vai além ao identificar as melhores práticas para atingir esses 
objetivos. 
O guia da Febraban esmiúça a aplicação de normas gerais, definindo, por 
exemplo, quais documentos devem ser pedidos para a verificação da identidade do 
cliente, a frequência de atualização de seu cadastro e as medidas tomadas para a 
checagem de eventuais inconsistências. 
 
O que é feito com os bens 
Descreve o que deve ocorrer em casos de condenação ou absolvição de 
envolvidos em crime de lavagem de dinheiro 
Nos processos instaurados em que haja suspeita de lavagem de dinheiro, o juiz 
pode decretar medidas assecuratórias (o sequestro, o arresto e a hipoteca legal), de 
bens, direitos ou valores do investigado ou acusado, ou existentes em nome de 
interpostas pessoas, que sejam instrumento, produto ou proveito dos crimes previstos 
na Lei ou das infrações penais antecedentes. 
Mediante ordem da autoridade judicial, o valor desses bens, após o trânsito em 
julgado da sentença proferida na ação penal, será: 
 em caso de sentença condenatória, nos processos de competência da Justiça Federal e 
da Justiça do Distrito Federal, incorporado definitivamente ao patrimônio da União, e, 
nos processos de competência da Justiça Estadual, incorporado ao patrimônio do 
Estado respectivo; 
 em caso de sentença absolutória extintiva de punibilidade, colocado à disposição do 
réu pela instituição financeira, acrescido da remuneração da conta judicial. 
Compliance 
Compliance 
Define as normas de controles internos 
Compliance é o conjunto de controles que permitem a uma empresa: 
1. Cumprir normas e regulamentos; 
2. Políticas e diretrizes estabelecidas para o negócio da empresa; 
3. Dar transparência às suas atividades; 
4. Detectar, evitar e tratar eventuais desvios de conduta ou de procedimentos. 
Como exemplo desses controles, quem determina uma política de financiamento 
não pode ser aquele que a fiscalizará. 
É necessário que haja uma segregação nas funções. 
Os sistemas de controles internos têm disposições que devem ser acessíveis a 
todos os funcionários de uma instituição, de forma a assegurar que sejam conhecidas a 
respectiva função no processo e as responsabilidades atribuídas aos diversos níveis da 
organização. 
Estes controles devem prever: 
 a definição de responsabilidades dentro da instituição; 
 a segregação das atividades atribuídas aos integrantes da instituição de forma a que 
seja evitado o conflito de interesses, bem como meios de minimizar e monitorar 
adequadamente áreas identificadas como de potencial conflito da espécie; 
 meios de identificar e avaliar fatores internos e externos que possam afetar 
adversamente a realização dos objetivos da instituição; 
 a existência de canais de comunicação que assegurem aos funcionários, segundo o 
nível de atuação correspondente, o acesso a informações confiáveis, tempestivas e 
compreensíveis, consideradas relevantes para suas tarefas e responsabilidades; 
 a continua avaliação dos diversos riscos associados as atividades da instituição; 
 o acompanhamento sistemático das atividades desenvolvidas, de forma a que se 
possa avaliar se os objetivos da instituição estão sendo alcançados, se os limites 
estabelecidos e as leis e regulamentos aplicáveis estão sendo cumpridos, bem como a 
assegurar que quaisquer desvios possam ser prontamente corrigidos; 
 a existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações, em 
especial para os mantidos em meio eletrônico. 
Sigilo bancário e fiscal 
Diferentes formas de sigilo 
Descreve as formas de sigilo garantidas pela lei brasileira 
Sigilo bancário 
Sigilo bancário é um dever legal das instituições financeiras, para manter 
resguardados os dados financeiros de seus clientes. 
A troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais, 
inclusive por intermédio de centrais de risco, não constitui violação do dever de 
manter sigilo. Outras atividades que permitem abrir o sigilo são: 
 o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques sem 
provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao crédito 
 a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou administrativos, 
abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que envolvam recursos 
provenientes de qualquer prática criminosa; 
 a revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos interessados; 
A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para apuração de 
ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do processo judicial. 
O juiz para autorizar a quebra do sigilo acolhe pedido de autoridades 
competentes, como: 
 Ministério Público 
 Polícia federal 
 COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras 
 CPI – Comissão parlamentar de Inquérito 
Sigilo fiscal 
É a proteção legal constitucional às informações prestadas pelos pagadores de 
impostos. As repartições dos Fiscos são impedidas de divulgar informações que 
constem das declarações fiscais dos pagadores de impostos. 
O sigilo fiscal não abrange a troca de informações entre diferentes repartições do 
Fisco, desde que existam acordos formais nesse sentido. De qualquer forma, estas 
informações devem manter-se sigilosas para terceiros. 
Sigilo de correspondência 
Faz parte da Declaração Universal dos Direitos do Homem: "Ninguém será sujeito 
a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua 
correspondência, nem a ataques a sua honra e reputação. Todo o homem tem direito 
à proteção da lei contra tais interferências ou ataques”. 
Esta norma é respeitada no país, incluindo entre a correspondência todos os 
modernos meios de comunicação, como telefone. 
Diz a Constituição que o segredo das correspondências e das comunicações 
telegráficas, de dados e dascomunicações telefônicas é inviolável. 
Ressalva que há hipóteses em que, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma 
que a lei estabelecer para fins de investigação criminal e instrução processual penal, o 
sigilo das comunicações telefônicas pode não ser obedecido. 
A norma legal ainda não abrange os formatos mais recentes de comunicação, 
como emails, redes sociais etc. 
 
5 - Ética nos negócios 
Código de Ética da ANEPS 
 
Objetivos do Código 
Relaciona os objetivos do Código de Ética da ANEPS 
A aplicação das normas estabelecidas no Código visa permitir o julgamento de 
denúncia formal, por escrito, de qualquer pessoa física ou jurídica, ou por iniciativa da 
própria ANEPS - quando envolva questão de ordem relevante, quanto à conduta de um 
agente de correspondente certificado pela Certificação ANEPS de Agentes de 
Correspondente. 
O descumprimento dos princípios constantes no Código pode interferir no 
processo de certificação inicial e renovação da certificação de um agente de 
correspondente certificado, e a decisão é tomada pela Comissão de Ética. 
Dentre seus princípios norteadores e que devem ser levados em conta na 
interpretação de sua aplicabilidade, podem ser citados: 
1. Assegurar a transparência e confiança nas relações entre cada um dos 
participantes da cadeia de negócios envolvendo crédito (correspondentes e 
instituições financeiras); respeitando valores e diversidades; 
2. Manter os mais elevados padrões éticos e de credibilidade do Sistema Financeiro 
Nacional, zelando pelo benefício da coletividade; 
3. Respeitar e cumprir a legislação vigente, agindo com decoro, responsabilidade, 
lealdade, dignidade e boa-fé nas relações com clientes, correspondentes e 
instituições financeiras e demais parceiros participantes da cadeia de negócios 
envolvendo crédito; 
4. Propiciar condições para a expansão sustentável do mercado de crédito brasileiro; 
5. Estimular as boas práticas de mercado, evitando práticas que possam prejudicar a 
imagem dos correspondentes e das instituições financeiras. 
A ANEPS mantém ainda um regulamento de Ética e de Disciplina, que tem por 
objetivo fazer cumprir os princípios éticos e de auto-regulamentação em vigor, 
aplicável às empresas filiadas à ANEPS. 
Este regulamento pode ser consultado no endereço abaixo: 
http://aneps.org.br/main.asp?mexec=simpletext.asp&idpagina=8 
 
Princípios éticos do agente 
Relaciona os princípios éticos a serem exercidos pelos agentes dos 
Correspondentes 
Os princípios são: 
1. Seguir sempre padrões éticos na condução de suas atividades, incluindo suas 
relações com clientes e demais participantes do mercado financeiro; 
2. Empenhar-se para o aprimoramento contínuo da competência e do prestígio da 
profissão de agente de correspondente, conhecendo e observando todas as 
resoluções, guias, normas, leis e regulamentos aplicáveis ao exercício de suas 
atividades, buscando a minimização dos riscos; 
3. Negar participação em negócios ilícitos; 
4. Não contribuir para a divulgação de notícias ou de informações inverídicas ou 
imprecisas sobre o mercado financeiro; 
5. Manter-se constantemente atualizado em relação a notícias e normas 
relacionadas com a sua atividade no mercado financeiro; 
6. Divulgar dados de sua Certificação ANEPS de maneira a demonstrar sua 
importância e seriedade; 
7. Recusar participação em qualquer negócio que envolva fraude, simulação, 
manipulação ou distorção de preços, declarações falsas ou lesão aos direitos dos 
clientes; 
8. Manter sigilo em relação a informações confidenciais a que tenha acesso em 
razão de sua atividade profissional, excetuadas as hipóteses em que a sua 
divulgação seja exigida por lei ou tenha sido expressamente autorizada; 
http://aneps.org.br/main.asp?mexec=simpletext.asp&idpagina=8
9. Não fornecer dados imprecisos a respeito dos serviços que é capaz de prestar, 
bem como com relação às suas qualificações, aos seus títulos acadêmicos e à 
experiência profissional; 
10. Recusar participação em atividades independentes que concorram direta ou 
indiretamente com o Correspondente com o qual possui vínculo, a não ser que 
obtenha autorização expressa para tanto, evitando ao máximo interesses 
conflitantes ou competitivos; 
11. Informar ao Correspondente com o qual possui vínculo quaisquer valores ou 
benefícios adicionais que receba em sua atividade profissional; 
12. Estar sempre atento às restrições impostas pelo Correspondente com o qual 
possui vínculo em relação a situações de conflito de interesses; 
13. Manter permanente diálogo com o Correspondente com o qual possui vínculo, 
evitando comportamentos errôneos; 
14. Declarar para o Correspondente com o qual possui vínculo quaisquer 
relacionamentos que possam influenciar em suas decisões e na qualidade do 
serviço prestado como agente de correspondente; 
15. Jamais manifestar opinião que possa denegrir ou prejudicar a imagem do 
Correspondente com o qual possui vínculo; 
16. Jamais manifestar opinião que possa denegrir ou prejudicar a imagem de 
qualquer instituição que atue no mercado financeiro; 
17. Evitar fornecer informações ou fazer pronunciamentos a respeito de negócios sob 
a responsabilidade de outros profissionais certificados, a menos que esteja 
obrigado a fazê-lo no cumprimento de suas responsabilidades profissionais; 
18. Manter sigilo com relação às informações confidenciais, privilegiadas e relevantes 
para a atividade do Correspondente com o qual possui vínculo a que tenha acesso 
em razão de sua função, exceto nos casos em que a divulgação seja exigida por lei 
ou tenha sido expressamente autorizada; 
19. Utilizar-se de especial diligência na identificação e respeito aos deveres 
envolvidos em sua atividade profissional, priorizando os interesses dos clientes 
em relação aos seus próprios; 
20. Não comunicar intencionalmente informação falsa ou enganosa que possa 
comprometer a integridade do processo de recomendação de crédito; 
21. Manter independência e objetividade no aconselhamento de produtos e serviços; 
22. Utilizar diligência e cuidado na recomendação de produtos e serviços, a qual deve 
ser respaldada em estudos, pesquisas e materiais adequados arquivados para 
futura referência; 
23. Não cobrar qualquer incentivo, comissão, presente ou qualquer compensação 
financeira de seus clientes, que possam interferir no fechamento do negócio; 
24. Sempre considerar e observar a situação particular de cada cliente, com relação 
ao patrimônio, objetivos, prazos e experiência, quando da recomendação de 
determinada modalidade de produto ou serviço; 
25. Distinguir fatos de opiniões, pessoais ou de mercado, com relação aos produtos e 
serviços aconselhados; 
26. Agir profissionalmente, de forma íntegra, junto a instituições do mercado 
financeiro, Correspondente com o qual possui vínculo e junto aos seus clientes de 
forma geral; 
27. Prestar total cooperação com investigações na eventual violação deste Código; 
28. Cessar imediatamente o uso do Registro ANEPS em caso de cancelamento da 
certificação; 
29. Consultar periodicamente o site www.aneps.org.br para checagem de alterações 
nos requisitos da Certificação. 
Para uma consulta ao texto original, acessar o endereço abaixo: 
https://www.certificacaoaneps.com.br/Public/CodigoEtica.aspx 
 
Defesa do consumidor 
 
Conheça seu cliente 
Profissional precisa conhecer diferentes aspectos da operação de crédito 
É norma ética do mercado financeiro, que pode estar expressa ou implícita nos 
regulamentos das entidades reguladoras, e relacionada à prática exercida por 
intermediários financeiros em geral. 
A norma exige que o agente de correspondente conheça as características, os 
objetivos e as políticas de crédito dos produtos que oferece a seus clientes. 
O cadastro de clientes deve conter dados sobre outras operações já realizados, 
conhecimentos que ele tem sobre o mercado financeiro, situação financeira e 
expectativasem relação aos financiamentos que deseja solicitar. 
https://www.certificacaoaneps.com.br/Public/CodigoEtica.aspx
Com estas informações, o profissional buscará oferecer sempre operações que 
atendam ao interesse, à tolerância ao risco e às expectativas do cliente, rejeitando 
operações inadequadas ou perigosas. 
A norma busca proteger tanto o cliente como o profissional, evitando a 
ocorrência de situações conflitantes na realização de negócios. 
O COAF recomenda que a identificação do cliente deve ser satisfatoriamente 
estabelecida antes da concretização da operação. 
Caso o possível cliente se recuse a fornecer as informações requeridas, a 
instituição financeira não deve aceitá-lo como cliente. 
Os melhores documentos de identificação são aqueles cuja obtenção, de maneira 
lícita, seja difícil. O COAF recomenda que se utilize um formulário de identificação, cujo 
modelo pode ser elaborado pelas próprias instituições, de acordo com as suas 
necessidades. 
É preferencial que cada setor tenha regras similares para elaboração desses 
formulários. 
As instituições devem ainda ter um sistema interno de controle que assegure que 
as regras de compliance são obedecidas, indicando um indivíduo responsável por 
coordenar e monitorar este sistema. 
Proteção ao consumidor 
Descreve as áreas de atuação do PROCON na defesa do consumidor 
A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor – PROCON tem por objetivo 
elaborar e executar a política de proteção e defesa dos consumidores do Estado de 
São Paulo. 
Para tanto conta com o apoio de um grupo técnico multidisciplinar que 
desenvolve atividades nas mais diversas áreas de atuação, tais como: 
 educação para o consumo; 
 recebimento e processamento de reclamações administrativas, individuais e coletivas, 
contra fornecedores de bens ou serviços; 
 orientação aos consumidores e fornecedores acerca de seus direitos e obrigações nas 
relações de consumo; 
 fiscalização do mercado consumidor para fazer cumprir as determinações da 
legislação de defesa do consumidor; 
 acompanhamento e propositura de ações judiciais coletivas; 
 estudos e acompanhamento de legislação nacional e internacional, bem como de 
decisões judiciais referentes aos direitos do consumidor; 
 pesquisas qualitativas e quantitativas na área de defesa do consumidor; 
 suporte técnico para a implantação de Procons Municipais Conveniados; 
 intercâmbio técnico com entidades oficiais, organizações privadas, e outros órgãos 
envolvidos com a defesa do consumidor, inclusive internacionais; 
 disponibilização de uma Ouvidoria para o recebimento, encaminhamento de críticas, 
sugestões ou elogios feitos pelos cidadão quanto aos serviços prestados pela Fundação 
Procon, com o objetivo de melhoria continua desses serviços. 
Cuidados antes de contratar 
Relaciona os cuidados a tomar antes de contratar empréstimos ou 
financiamentos 
A Fundação Procon sugere que os financiados tomem os seguintes cuidados antes 
de contratar empréstimos: 
 Recuse fazer empréstimos em seu nome para terceiros. 
 Compare entre diversas instituições financeiras as taxas de juros e outros serviços 
contratados. 
 Analise se as parcelas não irão comprometer o seu orçamento. 
 Informe-se no Banco Central, fone 0800-9792345 ou pelo site www.bcb.gov.br., se a 
empresa está autorizada 
 a realizar empréstimos. 
 Consulte o Cadastro de Reclamações Fundamentadas da Fundação Procon-SP, fone 
151. 
 Procure contratar empréstimos pessoalmente na instituição escolhida, evitando a 
contratação por telefone 
 ou pela internet . 
 Evite assinar contratos por impulso. 
 Desconfie se houver a exigência de depósitos em contas bancárias de pessoa física 
para a aprovação do crédito. 
 Guarde todo material publicitário. Ele integra o contrato e suas informações devem 
ser cumpridas. 
 
Outros cuidados sobre contratos 
Cuidados que o financiado deve ter antes de assinar contratos de 
empréstimos ou financiamento 
Leia o contrato e assine somente depois de tirar todas as dúvidas. 
 Verifique se existe a cobrança de tarifa de cadastro, IOF ou IOC (Imposto de Operações 
Financeiras e de Crédito) no financiamento. 
 Certifique-se que o contrato de financiamento esteja devidamente preenchido com as 
informações relativas ao valor do produto ou serviço, os percentuais das taxas de juros mensal 
e anual, acréscimos previstos, número e periodicidade das prestações e soma total a pagar , 
inutilizando todos os espaços em branco. 
 Exija a sua via do contrato. 
Informações adicionais 
 Algumas Instituições Financeiras concedem o empréstimo ou financiamento mediante 
avaliação cadastral e aprovação do crédito. 
 Em caso de atraso no pagamento são cobrados multa de 2%, comissão de permanência, juros 
de mora e outras despesas 
 comprovadas, desde que previstos em contrato. 
 O consumidor que deixar de pagar as parcelas, conforme estabelecido em contrato, poderá 
ser cobrado judicialmente e ter seu CPF inscrito na SERASA e no SCPC. 
 É direito do consumidor a antecipação de pagamento das parcelas, total ou parcialmente. 
 Não existe a obrigatoriedade de contratação de seguros na assinatura de contratos de crédito. 
Direitos do consumidor 
Relaciona os principais direitos do consumidor 
O consumidor tem alguns direitos, a saber, 
 O contrato deve conter informações em língua portuguesa e de fácil compreensão. 
 Proteção contra toda publicidade enganosa e práticas comerciais que induzam o 
consumidor em erro, informando de modo contrário à realidade. 
 Proteção contra toda publicidade abusiva que explora o preconceito, a discriminação 
e superstição, influenciando os valores morais e sociais da pessoa e da família. 
 É proibida a imposição da venda de outro produto ou serviço para que o crédito seja 
concedido (venda casada). 
 Os danos morais e patrimoniais ocorridos em razão da contratação e/ou concessão de 
crédito, devem ser prevenidos e reparados pelos fornecedores 
 Pelo princípio da transparência, é nula a cláusula que não tenha sido conhecida ou 
que não seja compreendida pelo consumidor. 
 O consumidor inadimplente não pode ser exposto ao ridículo na cobrança de dívidas. 
 Qualquer inexatidão ou irregularidade encontrada nos Serviços de Proteção ao 
Crédito (SPC, SERASA, CCF) deve ser corrigida em 05 (cinco) dias úteis. 
Relacionamento com os SACs 
Relaciona as obrigações dos SACs no relacionamento com o consumidor 
As informações devem ser prestadas imediatamente: 
 As reclamações devem ser resolvidas em, no máximo, 5 dias úteis, a contar de seu 
registro. 
 Os pedidos de cancelamento devem ser recebido se processados imediatamente. 
 O consumidor poderá escolher se quer receber o comprovante deste pedido por 
correspondência ou meio eletrônico. Ainda que haja prazo para que o cancelamento se 
efetive, ele será considerado a partir da data de solicitação do 
consumidor, independente dele estar em dia com seus pagamentos. 
 Quando o consumidor questionar sobre serviço não solicitado ou cobrança indevida, a 
cobrança será suspensa imediatamente, exceto se o fornecedor comprovar que o valor 
é devido. 
 O fornecedor deve informar ao consumidor sobre a solução de sua demanda, no prazo 
de até cinco dias, com uma resposta clara, objetiva e contendo todos os pontos ora 
solicitados ou questionados. O consumidor pode solicitar qualquer comprovação 
pertinente a esse retorno. 
Durante a ligação: 
 A opção para falar com um atendente deve estar já no início do atendimento e 
também em todas as escolhas que o consumidor 
 selecionar. 
 O tempo máximo para o contato direto com o atendente, quando essa opção for 
selecionada pelo consumidor, será de 60 segundos. 
 Os dados do consumidor não podem ser solicitados como condição para falar com o 
atendente. 
 Os atendentes devem realizar o atendimento adequadamente e com uma 
linguagemclara. 
 É proibida a transferência de ligação para outro setor, quando o consumidor ligar para 
reclamar ou cancelar o serviço. 
 Em outros casos, o atendente pode transferir a ligação, mas essa transferência deve 
ocorrer em, no máximo, 60 (sessenta) segundos. 
 Um número de registro (protocolo), pelo qual o consumidor poderá acompanhar suas 
solicitações, deve ser fornecido no início do atendimento. 
 Após o registro, não poderá mais ser solicitado ao consumidor que repita a sua 
demanda. 
 A empresa não pode encerrar a ligação antes de concluir o atendimento. 
 Durante o tempo de espera para o atendimento não podem ser veiculadas mensagens 
publicitárias, exceto se o consumidor autorizar. 
 O cancelamento do serviço deve ser umas das opções do primeiro menu eletrônico e 
deve ser efetuado e confirmado por email, carta ou telefone. 
Saiba que: 
 Os dados pessoais do consumidor devem ser mantidos em sigilo e utilizados 
exclusivamente para o atendimento. 
 A empresa deve fornecer, no início do atendimento, o número de protocolo, com 
data, horário e assunto. Se o consumidor desejar, poderá solicitar que o mesmo seja 
enviado por correspondência ou por meio eletrônico. O envio deve ser efetuado em, 
no máximo, 72 horas. Esse registro ficará disponível por no mínimo dois anos após a 
solução do que foi solicitado. 
 O atendimento será sempre gravado e a empresa deverá guardar essa gravação por, 
no mínimo, 90 dias. 
 O mais importante é que o consumidor pode solicitar que lhe seja enviada, pela 
empresa, a gravação de sua conversa com o SAC, o que poderá servir como prova caso 
pretenda adotar alguma providência em relação à mesma. A entrega da gravação 
deverá ocorrer por meio eletrônico, por correspondência ou pessoalmente, a critério 
do solicitante, no prazo de 10 dias. 
Orientações ao consumidor 
Descreve os cuidados que deve ter o consumidor consciente 
A Fundação Procon elabora um conjunto de cadernos do consumidor consciente, 
com roteiro de orientações para que o consumidor tome cuidados quando decidir-se 
por compras ou operações de crédito. 
Um resumo desses cadernos, no que se refere a cartões de crédito, empréstimos 
bancários, compra de terrenos ou carros, e atração pelos "juros zero" pode ser lida a 
seguir: 
1. Cartão de crédito: o consumidor deve conter-se quando decidir ter e utilizar 
cartões de crédito. O gasto mensal não deve ultrapassar o valor que pode ser 
pago de uma só vez, em lugar de postergar pagamentos através do crédito 
rotativo oferecido por quase todos os cartões. 
2. Caso “entre no rotativo”, o portador de cartão de crédito deve esforçar-se por 
resgatá-lo o quanto antes. Ou então recorrer ao banco, tomar um crédito pessoal 
e liquidar o rotativo, porque o juro do crédito pessoal é frequentemente menor 
do que o juro do cartão de crédito. 
3. Empréstimos bancários: sempre que possível o correntista deve recusar o 
conhecido “crédito pré-aprovado”, que lhe permite obter um empréstimo 
bancário. Embora o empréstimo tenha custos menores do que cartões de crédito, 
ainda assim são muito altos, e deve ser reduzido ou recusado. 
4. O consumidor deve analisar se o empréstimo representa uma vantagem 
comercial efetiva para ele. Caso contrário, recorra ao Procon ou informe-se junto 
ao Banco Central. 
5. Na compra de lotes de terreno em lançamentos imobiliários, o consumidor deve 
conferir a situação legal do loteamento e as consequências de uma suspensão ou 
atraso nos pagamentos. Na cidade de São Paulo este serviço é feito pela 
Secretaria Municipal da Habitação, por meio das subprefeituras. Na cidade de São 
Paulo o consumidor deverá primeiramente procurar a subprefeitura para verificar 
sobre a possibilidade de regularização do loteamento. 
6. O consumidor deve estar atento às consequências da falta de pagamento de 
prestações a que está obrigado por contrato. 
7. Na compra de carros usados (anunciados hoje em dia como “seminovos”), o 
consumidor deve cercar-se de cuidados relacionados à qualificação da empresa 
vendedora do carro e ao estado real do veículo, lembrando-se que, em compras 
de particular, não há como recorrer ao Procon. Documentos autênticos, 
identificação correta do chassis e placas de identificação do veículo, situação de 
multas ou bloqueios pelo número do RENAVAM através do site do DETRAN. 
8. Compras com juros igual a 0%: na economia brasileira o juro igual a zero é um 
sinal de que a compra à vista pode ser feita com desconto, que será maior ou 
menor quando comparado à quantidade de prestações. “Juro zero em duas 
vezes” resulta num desconto muito menor do que “juro em 15 vezes sem 
entrada”, quando o consumidor pode pedir maiores descontos sobre o preço “de 
tabela”. 
Outros lembretes do CDC 
Enfatiza outras situações que o agente deve sempre relembrar 
É necessário sempre repisar o Código dos Direitos do Consumidor: 
 É crime fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informações sobre a natureza, 
característica, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia 
de produtos e serviços; 
 É crime utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou 
moral, afirmações falsas, incorretas ou enganosas, ou de qualquer outro procedimento 
que exponha o consumidor, injustificadamente, ao ridículo ou interfira com seu 
trabalho, descanso ou lazer. 
O agente deve sempre informar ao cliente, na concessão de financiamento de 
CDC: 
 Qual a soma a pagar, com e sem financiamento. 
 Quais os acréscimos legais previstos; 
 Número e períodos das prestações; 
 Total de juros pelo atraso no pagamento 
 CET – custo efetivo total – da operação. 
 No caso do inadimplente, multas não podem superar 2% do valor da prestação; 
 Cliente tem direito a liquidar antecipadamente a dívida total ou parcial, co m redução 
proporcional dos juros e demais acréscimos; 
 Cliente deve receber cópia impressa do contrato; 
 Contrato tem que conter as remunerações, taxas, tarifas, comissões, multas e 
quaisquer outras cobranças; 
 Toda publicidade veiculada deve ser identificável e precisa ser cumprida; 
 Cliente com idade ou condição física preferencial deve ser atendido com prioridade. 
As principais reclamações quanto a produtos financeiros são: 
 Problema na quitação antecipada das dívidas; 
 Cobrança de tarifas e taxas indevidas, que foram aceitas na assinatura do contrato por 
falta de informações; 
 Envio de cartões de crédito sem a devida solicitação do cliente; 
 Juros e valor de dívida muito elevados 
 
O cadastro de clientes do SFN 
Descreve como funciona esse cadastro 
O Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional é um sistema 
informatizado, centralizado no Banco Central do Brasil, que permitirá indicar onde os 
clientes de instituições financeiras mantêm bens, direitos e valores, diretamente ou 
por seus representantes legais e procuradores. 
A Lei determinou ao Banco Central a manutenção de um "cadastro geral de 
correntistas e clientes de instituições financeiras, bem como de seus procuradores". O 
legislador considerou que há dificuldades em identificar contas de depósitos e ativos 
mantidos no sistema financeiro por pessoas físicas e jurídicas, o que tem 
comprometido investigações e ações destinadas a combater a criminalidade. 
O Cadastro não conterá dados de valor, de movimentação financeira ou de saldos 
de contas/aplicações, mas apenas os seguintes dados de relacionamento dos clientes 
com as instituições do Sistema Financeiro Nacional - SFN: 
 A identificação do cliente, seu representante legal e procurador; 
 A instituição financeira onde o cliente mantém seus ativos e/ou investimentos; 
 As datas de início e fim de relacionamento, se houver. 
O Cadastro permitirá, ainda, que sejam requisitados às instituições financeiras, 
por ofício eletrônico, os dados de agência, número e tipos de contas mantidas pelo 
cliente.O cadastro positivo 
Descreve o que é o cadastro positivo 
O Cadastro Positivo é um banco de dados com informações de consumidores que 
têm histórico favorável de pagamento. 
A expectativa é que, colocada em prática, a Lei Federal 12.414/2001 que instituiu 
o Cadastro Positivo possa favorecer a queda dos juros bancários para os bons 
pagadores. 
Algumas experiências obtidas pelo Mercado Internacional demonstram que os 
juros caem com o funcionamento do Cadastro Positivo. 
Assim, o Cadastro Positivo poderá facilitar muito a vida do consumidor no 
momento de se conseguir um empréstimo ou um financiamento, uma vez que poderá 
ser utilizado pelo mercado como ferramenta para análise e reconhecimento do bom 
pagador. 
O Cadastro Positivo poderá: 
 Trazer facilidade para as compras a crédito e para a aprovação de empréstimos e 
financiamentos. 
 Proporcionar melhores condições comerciais (maior prazo e menores taxas de juros). 
Quais são os meus direitos? 
 Acesso gratuito a todas as informações existentes a seu respeito no banco de dados, 
no momento da solicitação, inclusive o seu histórico de crédito. 
 Solicitar o compartilhamento de novas fontes a qualquer momento. 
 Pode solicitar a correção ou cancelamento de qualquer informação erroneamente 
contida no sistema. 
 Conhecer os principais critérios considerados para análise de risco, resguardado o 
segredo empresarial. 
 Solicitar o cancelamento do seu cadastro a qualquer momento. 
Como faço para participar do Cadastro Positivo? 
 
Para participar do Cadastro Positivo, aproveitando as suas vantagens e possibilitando o 
acesso dos seus dados pelas empresas, é necessário que você o autorize, mediante o 
preenchimento de um termo específico. 
É importante destacar que você sempre poderá consultar as suas informações 
constantes nos bancos de dados do Cadastro Positivo. 
Para maiores detalhes, acessar o site: 
 
https://www.spcbrasil.org.br/consumidor/cadastro-positivo 
 
 
https://www.spcbrasil.org.br/consumidor/cadastro-positivo
Documentação de clientes 
Relaciona alguns cuidados a observar na conferência de documentos 
Cabe ao agente a primeira verificação sobre a documentação apresentada por um 
candidato a financiamento, na empresa do correspondente. 
Diz a lei: 
“Art. 2º - A identificação civil é atestada por qualquer dos seguintes documentos: 
 carteira de identidade; 
 carteira de trabalho; 
 carteira profissional; 
 passaporte; 
 carteira de identificação funcional; 
 outro documento público que permita a identificação do indiciado. 
Parágrafo único. Para as finalidades desta Lei, equiparam-se aos documentos de 
identificação civis os documentos de identificação militares.” 
Os dois documentos básicos da pessoa física são: 
Carteira de Identidade (RG) Cadastro de Pessoas Físicas 
(CPF) 
Documento emitido para cidadãos nascidos e registrados 
no Brasil e para nascidos no exterior, que sejam filhos 
de brasileiros. Serve para confirmar a identidade da 
pessoa e para solicitação de outros documentos. 
O registro é válido em todo o território nacional e 
substitui o passaporte em viagens para a 
Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia, Colômbia, 
Equador, Peru e Venezuela. 
Banco de dados que armazena 
informações cadastrais dos 
contribuintes (pessoas que pagam 
impostos, tributos e têm que estar 
registrados no sistema), e dos 
cidadãos que se inscrevem 
voluntariamente no cadastro. 
O CPF é gerenciado pela Receita 
Federal e deve ser feito pelo 
cidadão apenas uma vez. 
É importante para que pessoas 
realizem ações, como abrir conta 
em banco e declarar Imposto de 
Renda. 
O Registro Geral é emitido pela Secretaria de Segurança 
Pública (SSP) de cada estado do Brasil. O cidadão deve 
procurar postos de identificação civil para 
solicitar o RG. Para mais informações, entre em contato 
com o Instituto de Identificação de seu estado. 
Em entidades conveniadas da 
Receita Federal: Banco do Brasil, 
CAIXA e Empresa Brasileira de 
Correios e Telégrafos (Correios). 
Qualquer pessoa pode se inscrever 
no Cadastro de Pessoa Física, 
mesmo que não seja obrigada. 
Lista dos perfis de pessoa física em que a inscrição no CPF é obrigatória: 
 Pessoas com mais de 18 anos que constarem como dependentes em Declaração de 
Ajuste Anual do Imposto de Renda e Pessoa Física (DIRPF); 
 Pessoas sujeitas à apresentação de declaração de rendimentos; 
 Inventariantes, cônjuges ou conviventes, sucessores a qualquer título ou 
representantes do falecido que tenham a obrigação de apresentar a DIRPF em nome 
do espólio ou do contribuinte falecido; 
 Pessoas cujos rendimentos estejam sujeitos ao desconto do imposto na fonte ou 
estejam obrigadas ao pagamento do imposto; 
 Profissionais liberais, entendidos como aqueles que exerçam, sem vínculo de 
emprego, atividades que os sujeitem a registro em órgão de fiscalização profissional 
 Pessoas locadoras de bens imóveis; 
 Pessoas participantes de operações imobiliárias; 
 Pessoas obrigadas a reter imposto na fonte; 
 Titulares de contas bancárias, de contas de poupança ou de aplicações financeiras; 
 Pessoas que operam em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e 
assemelhadas; 
 Pessoas inscritas como contribuinte individual ou requerentes de benefícios de 
qualquer espécie no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); 
 Residentes no exterior que possuam no Brasil bens ou direitos sujeitos a registro 
público; 
 Pessoas que solicitarem Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). 
Novos documentos em implantação 
Mostra os novos documentos em fase de implantação 
O RIC é o mais novo documento de identidade do cidadão brasileiro. 
Semelhante a um cartão de crédito, o documento promete dificultar falsificações 
por conter um chip capaz de reunir diversas informações do cidadão, como altura, 
impressões digitais, entre outros dados, além de trazer novos itens de segurança, 
como uma marca d'água e a maneira como os dados são escritos no cartão. 
O documento 
Além de identificar o número do RIC, esse novo cartão também reúne dados de 
outros documentos, como 
 RG (Registro Geral), 
 CPF (Cadastro de Pessoas Físicas), 
 Título de Eleitor, 
 PIS (Programa de Integração Social), Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor 
Público), 
 Carteira de Trabalho 
 Carteira Nacional de Habilitação. 
Em seus campos de inscrição, o cartão do RIC mostra o nome, sexo, 
nacionalidade, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade, assinatura, impressão 
digital do indicador direito, órgão emissor, local de expedição, data de expedição e de 
validade do cartão. 
Existe um campo de observações optativo que pode trazer outras informações, 
como tipo sanguíneo e se a pessoa é doadora ou não de órgãos. 
Com a adoção do RIC, todos os estados brasileiros passarão a utilizar o mesmo 
sistema para emitir a nova identidade, e os dados essenciais serão mandados para 
uma central que vai formar o Cadastro Nacional Único – acabando assim com a 
emissão de identidade por cada estado. Para garantir que essa interligação ocorra sem 
grandes problemas, os institutos de identificação estaduais farão uma consulta online 
sempre que alguém solicitar o documento, para que cada brasileiro tenha apenas um 
número de identidade. 
O cartão conta ainda com um código conhecido como MRZ (sigla em inglês para 
zona de leitura mecânica), uma sequência de caracteres de três linhas compatível com 
mecanismos de identificação de outros locais do mundo e que também torna mais 
rápido o trâmite de identificação das pessoas. 
Veja mais sobre RIC em 
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ec4lM0gbD2s 
 
Racismo e preconceito 
Orientação do Procon sobre racismo e problemas afins 
A orientação da Fundação Procon sobre o racismo, o preconceito e a 
discriminação está explicitada a seguir. 
Racismo,preconceito e discriminação são palavras que, embora tenham 
significados diferentes, na prática, fazem parte do mesmo problema. 
racismo É uma ideologia, uma forma de pensar, de ver e dar valor às coisas. Uma 
pessoa racista acredita que os seres humanos não são iguais, que existem 
grupos humanos (“raças”) inferiores a outros e, por isso mesmo, não precisam 
ser tratados com a mesma consideração e respeito. 
preconceito É um julgamento prévio negativo. É julgar uma pessoa sem, ao menos, 
conhecê-la, baseando-se só na aparência, cor da pele, origem, classe social, 
orientação sexual etc. Ocorre quando alguém acha que “todo pobre é 
vagabundo”, “todo negro é ladrão”, “todo homossexual é safado” e assim por 
diante. 
discriminação É a conduta propriamente dita. É o ato que expõe o racismo ou preconceito e 
atinge outra pessoa. Ocorre quando, por exemplo, a pessoa é revistada, ou 
quando lhe são dirigidas palavras ofensivas, ou quando é negado o direito de 
frequentar determinados ambientes unicamente em razão da cor da pele, 
condição social ou religião. Ocorre também quando o atendimento é negado 
em um estabelecimento comercial, pelos mesmos motivos acima. É a 
desconfiança, o tratamento truculento, violento ou de indiferença, movido 
unicamente por preconceito 
Como se identifica a discriminação? 
A discriminação pode ser clara e explícita ou disfarçada, camuflada. Pior ainda, 
pode já ter sido assimilada de tal forma pelas pessoas que chega a passar 
despercebida, como se fosse “normal”. 
Você sabia? 
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ec4lM0gbD2s
No Brasil, racismo é crime inafiançável e imprescritível. Isso quer dizer que é um 
crime grave e, por isso, quem comete racismo não tem direito a pagar fiança para 
responder em liberdade e nunca estará livre de ser punido (mesmo após muitos anos o 
Estado não perde o direito de aplicar a devida punição). Às vítimas de discriminação 
étnica é assegurado o acesso aos órgãos de Ouvidoria Permanente, à Defensoria 
Pública, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, em todas as instâncias. 
Em qualquer relação de consumo são direitos básicos do consumidor previstos no 
Código de Defesa do Consumidor (CDC), dentre outros: 
 liberdade de escolha e igualdade nas contratações 
 prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais 
O que diz a lei? 
Determina que seja punido todo o ato discriminatório por motivo de raça ou cor 
praticado por qualquer pessoa, jurídica ou física, inclusive a que exerça função 
pública. 
Legislação e Bibliografia 
Ementa da legislação básica da área, mais a bibliografia básica consultada 
Legislação: 
 Lei 4595 – Lei de Reforma Bancária 
 Lei 8078 – Código de Defesa do Consumidor 
 Resolução 2309 – define o arrendamento mercantil 
 Resolução 2554 – sistemas de controles internos (compliance) 
 Resolução 3517 – define o CET – Custo Efetivo Total 
 Resolução CMN 3954 – Contratação de correspondentes 
 Instrução Normativa RFB 28 – define o empréstimo consignado 
 Instrução Normativa INSS/Pres 28/2008 - define o empréstimo consignado para aposentados 
e pensionistas 
Bibliografia 
1. EnFin - Enciclopédia de Finanças, edição on line, em www.enfin.com.br, autoria de Luiz 
Fernando Rudge 
2. EnCred - Enciclopédia de Crédito, edição on line, em fase de produção, autoria de 
Wanderley dos Santos Martins 
3. Mercado de Capitais, edição Campus Elsevier, 7a. edição, em co-autoria com Francisco 
Cavalcante e Jorge Misumi

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