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T E R E S A PA L M I S C I A N O B E D Ê | F L E X C U R S O N U T R I Ç Ã O
EPIDEMIOLOGIA – ORIENTAÇÃOES GERAIS
ÉPOCA DE CORONAVÍRUS
COMO SERÃO AS ATIVIDADES?
Não terão encontros presenciais, a 
sistemática mudou!
Os acadêmicos deverão acessar a trilha da 
disciplina e seguir as atividades postadas. 
Lembre-se: as provas serão online, enquanto 
as atividades não voltarem ao normal.
Os materiais de apoio para o 
desenvolvimento desta atividade, 
são fornecidos pelo docente da 
disciplina, no Ambiente Virtual de 
Aprendizagem do acadêmico.
Esta disciplina tem como propósito estudar Epidemiologia como ciência e instrumento a favor da
gestão, a história natural das doenças e os determinantes sociais do adoecimento da população. Ao
longo do estudo, o acadêmico encontrará exercícios para responder, a fim de testar seus
conhecimentos adquiridos.
Para dar início as atividades desta disciplina, acesse o livro completo, para conhecer e ampliar seus
conhecimentos.
https://trilhaaprendizagem.uniasselvi.com.br/tutor_ENF23/materiais/Epidemiologia.pdf
EPIDEMIOLOGIA – UNIDADE 1
Esta disciplina tem como propósito estudar as políticas de
saúde no Brasil frente aos seus aspectos conceituais e
históricos, a definição de programas e políticas de saúde,
a economia de mercado, planejamento em saúde e
indicadores epidemiológicos. Além disso, daremos
destaque à construção história do processo saúde-doença.
Ao observar os conteúdos abordados no livro didático, você poderá perceber o quanto a
Epidemiologia é uma ferramenta importante nas mãos dos profissionais de saúde, sendo um
instrumento fundamental para o planejamento, organização e operacionalização das ações em
saúde.
https://youtu.be/GKf1TNPCFh0
https://youtu.be/GKf1TNPCFh0
UNIDADE 1
Com conteúdos relacionados ao planejamento em saúde.
Esta sessão está dividida em três tópicos. Num primeiro momento, veremos uma abordagem em 
forma de reflexão, correlacionando com as estratégias de prevenção e planejamento para reduzir a 
incidência das doenças, ou de eventos que podem causar a morte do indivíduo.
Posteriormente, falaremos sobre a importância dos estudos epidemiológicos, linhas de aplicação dos 
métodos epidemiológicos, confiabilidade nas pesquisas e ética no financiamento das pesquisas.
Além desses assuntos, veremos que diante das informações sobre as condições de saúde da 
população, precisamos construir um perfil epidemiológico e, para isso, necessitamos de um sistema 
para gerenciar as informações. Por fim, analisaremos conceitos epidemiológicos e sua aplicação.
https://youtu.be/j3RGV3zTBUI
https://youtu.be/j3RGV3zTBUI
Veremos a importância da visão ética e crítica da epidemiologia 
que integra o social, a matemática, a biologia e a estatística. 
Dessa forma, estudaremos sobre:
➢Classificação dos tipos de estudos epidemiológicos;
➢Linhas de aplicação do método epidemiológico;
➢Epidemiologia experimental;
➢Níveis de confiabilidade (matemáticos) nas estatísticas – desvio 
padrão, qui quadrado e outros;
Também vamos entender sobre os sistemas de
informações, inclusive compreender a importância
da subnotificação.
Você já pensou por que 
as pessoas morrem? 
Sabemos que há várias 
causas decorrentes do 
óbito, porém, 
estudaremos a 
importância de se 
apurar informações e 
dados sobre 
mortalidade, bem como 
o perfil epidemiológico 
da população.
Estudaremos os conceitos de epidemiologia, bem como sua 
aplicação, além dos indicadores epidemiológicos:
➢TAXAS DE MORTALIDADE POR CAUSA
➢TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL
➢VARIÁVEIS DOS INDICADORES E ESTATÍSTICAS
➢TEMPORALIDADE E SAZONALIDADE
➢VARIÁVEIS RELACIONADAS AO ESPAÇO GEOGRÁFICAS, POLÍTICAS 
E ADMINISTRATIVAS
➢VARIÁVEIS DE IDADE, SEXO E RAÇA
Entenderemos o que é Evento Sentinela, definido como sendo uma 
ocorrência ou variação inesperada que leva à morte ou a dano físico 
ou psíquico.
UNIDADE 1: tópico 1
A história e a importância da epidemiologia.
- Entender o processo saúde-doença também requer observar como e onde se processa o
adoecimento, quais recursos o indivíduo terá disponíveis para o tratamento, e como é a vida
após o evento.
- A epidemiologia começou com o estudo das doenças transmissíveis, mas com o seu
amadurecimento como ciência, com a implantação do Sistema Único de Saúde, com a
redução das doenças transmissíveis e a ampliação das redes de dados, esta pôde se estender
para o estudo das doenças crônico-degenerativas e as causas externas, como são chamados os
acidentes de trânsito e as mortes por violência. Este fato também é observado em muitas
outras nações, além do Brasil.
- A primeira pesquisa que levou a epidemiologia para além do campo dos micróbios e doenças 
transmissíveis foi a de Josef Goldberger, pesquisador de saúde pública dos Estados Unidos. 
Suas observações e estudos utilizando o método epidemiológico possibilitaram a descoberta da 
etiologia (ou causa) da pelagra. A pelagra era, na época, uma doença que atormentava 
marinheiros, tropas militares e populações inteiras pela falta da vitamina B3, chamada também
de Niacina. 
- Este problema ocorreu principalmente pela substituição do arroz integral, base quase
universal da alimentação humana, pelo arroz branco ou polido, que retirou deste alimento a
vitamina B3.
- Depois da Segunda Guerra Mundial, com o desenvolvimento da estatística e dos
computadores, a epidemiologia se desenvolveu intensamente e passou a cobrir um espectro
de doenças cada vez maior, inclusive no campo das doenças psicológicas ou ditas
psicossomáticas. (WALDMANN, 1998).
- Nos dias de hoje, graças aos estudos epidemiológicos, podemos prevenir a maior parte das
doenças transmissíveis, interromper a sua cadeia de transmissão, prever e prevenir os principais
agravos que ocorrem a pessoas idosas e de meia dade portadoras de hipertensão, diabetes,
obesidade, dislipidemias. Podemos investir em pré-natal de qualidade, sabendo quais os exames
mais importantes e necessários, evitar a mortalidade infantil, decidir em quais vacinas investir
e em quais programas educativos focalizar esforços para diminuir mortes, adoecimento,
agravamento das condições de saúde.
UNIDADE 1: tópico 1
A história e a importância da epidemiologia.
• ESTUDOS OBSERVACIONAIS DESCRITIVOS
- Estudos caso-controle
- Estudos transversais
- Estudos de coorte
- Estudos de coorte históricos.
• ESTUDOS EXPERIMENTAIS
• LINHAS DE APLICAÇÃO DO MÉTODO EPIDEMIOLÓGICO
• Epidemiologia descritiva: Trata-se de levantar a maior quantidade possível de dados em relação 
a uma situação de risco à vida ou a saúde relativa ao objeto de uma determinada pesquisa.
• Epidemiologia analítica: se realiza a testagem da hipótese; dividida entre estudos de coortes 
(amostragem grande de pessoas, acompanhadas em geral por longo tempo) estudos de caso-
controle (comparam dois grupos).
UNIDADE 1: tópico 1
Os principais métodos de estudos epidemiológicos.
• Epidemiologia experimental:
- Ensaio clínico (se testa a eficácia de uma intervenção. Normalmente, se divide o grupo
pesquisado em dois)
- Randomização: dois grupos precisam ter características semelhantes: idade, paridade entre os
sexos, estado nutricional, nível de adoecimento ou o comprometimento do organismo pela
doença etc. É preciso garantir a homogeneidade das amostras.
- Uso de placebo: Se o ensaio clínico for para testar a eficácia de um medicamento, todos os
envolvidos deverão tomar um medicamento, sabendo que a metade dos indivíduos pesquisados
está tomando um remédio completamente inócuo, isto é, um placebo: uma pílula ou
medicamento exatamente com a mesma aparência, mas sem o princípio ativo do remédio.
UNIDADE 1: tópico 1
Os principais métodos de estudos epidemiológicos.
- NÍVEIS DE CONFIABILIDADE (MATEMÁTICOS) NAS ESTATÍSTICAS – DESVIO PADRÃO, QUI QUADRADO
epidemiologia não se faz apenas com
números e estatísticas.
- posturas rigorosamente éticas:
• Nas formas de trabalho
• Nos direitos do consumidor
• Nos direitos e equidade étnicos e de gênero
• No manejo ecológicoseguro
- NÍVEIS DE CONFIABILIDADE (ÉTICOS) NAS ESQUISAS E ESTATÍSTICAS
Além dos testes de confiabilidade matemáticos, é importante pensar que uma pesquisa precisa ser 
confiável do ponto de vista ético. Muito da literatura científica é paga pelos laboratórios que 
fabricam medicamentos. Para você ter uma ideia, observe a quantidade de livros sobre psiquiatria 
e saúde da mulher cuja publicação é financiada pelos laboratórios que fabricam medicamentos 
para estas duas especialidades.
UNIDADE 1: tópico 1
A importância da visão ética e crítica da epidemiologia que 
integra o social, a matemática, a biologia e a estatística.
UNIDADE 1: tópico 2
A importância de conhecer e delimitar o perfil 
epidemiológico de uma população
•. 
- O perfil epidemiológico é uma espécie de retrato das condições de saúde de uma 
população. 
- Para compor este perfil precisaremos dos dados de nascimento, expectativa de vida, 
informações sobre mortalidade, morbidade, quais são as doenças que mais internam 
pessoas nos hospitais, quais as que mais mortes causam e quais os motivos de dias perdidos 
no trabalho. 
- As condições sociais também ajudam a delinear o perfil epidemiológico de uma população.
- Se há pobreza e desemprego, baixas condições sanitárias, dificuldades no acesso aos serviços 
de saúde, podemos dizer que esta população não tem um bom perfil epidemiológico.
UNIDADE 1: tópico 2
A importância de registrar corretamente os 
óbitos, por causas
- pela notificação do óbito que se faz o levantamento mais importante para a epidemiologia, o 
registro de mortalidade por causas. 
- A partir da declaração de óbito é que o cartório fornecerá para a família a certidão de óbito.
- Outra situação a ser medida, e de tanta importância como registrar o óbito, são os registros de 
morbidade, isto é, situações que afastam as pessoas do trabalho e provocam atendimentos nas 
unidades de saúde e hospitais.
- Material à disposição para consulta de qualquer cidadão.
- Informações de causas de mortalidade, expectativa de vida, por regiões do país, e índices
demográficos os mais relevantes
- O médico deve atestar a morte utilizando o CID 10 – Classificação Internacional de
Doenças, além de atestar as condições preexistentes, e todos os diagnósticos de doenças que
possam ter contribuído para a morte.
UNIDADE 1: tópico 2
SIM – Sistema de Informações sobre a Mortalidade e 
outros bancos de dados disponíveis para consulta on-line
- Para construir o perfil epidemiológico e estudar as condições de saúde de uma população, podemos (e 
precisamos) lançar mão das bases de dados disponíveis nos principais sistemas de notificação.
• SIM – Sistema de Informações sobre Mortalidade
• Sinasc – Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos
• Sinan – Sistema de Informações de Agravos sob Notificação
• SIH – SUS – Sistema de registro das internações hospitalares do SUS
• SIA – SUS – Sistema de registro de informações ambulatoriais
Outros sistemas poderão também ser consultados, embora a sua abrangência não seja tão grande como a dos sistemas listados acima:
• CIH – Comunicações de Internações Hospitalares (geral, mesmo sem vínculo com o SUS).
• API – Sistema de Informações de Avaliação do Programa de Imunização.
• SISAEDES – Sistema de Informação das Atividades de Vigilância e Controle de Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue e da febre 
amarela).
• SISVAN – Sistema de Informações e Vigilância de Agravos Nutricionais (mede obesidade e condições nutricionais com enfoque especial em 
gestantes e em crianças).
• SISPRENATAL – Sistema de Informações do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento.
• SIAB – Sistema de Informação sobre Atenção Básica (cadastro e acompanhamento da atenção no Programa de Saúde da Família).
• SISCAM – Sistema de Informações do Câncer da Mulher.
• HIPERDIA – Sistema de Cadastramento e Acompanhamento dos Hipertensos e Diabéticos.
• RCBP – Registro de Câncer de Base Populacional. (CAMPOS, 2012, p. 429).
UNIDADE 1: tópico 2
Bancos nacionais de dados e a importância da fidedignidade nos registros
UNIDADE 1: tópico 3
A constituição dos indicadores de saúde e a importância dos 
índices de mortalidade.
• Taxa de mortalidade = n de óbitos por ano / população residente naquele ano
• Taxa de mortalidade por causa
• Taxa de mortalidade infantil
“Epidemia: é a ocorrência da doença em um grande número de pessoas ao mesmo tempo”
EX: gripe H1N1
“Surto epidêmico” define-se como a ocorrência da doença em uma região delimitada
EX: em um bairro, um prédio ou uma creche.
“Pandemia é uma ocorrência epidêmica de larga distribuição espacial, atingindo várias
nações”
EX: COVID-19, gripe H1N1 e a sétima pandemia de cólera
“Endemia” é a ocorrência coletiva habitual de uma doença que de tempos em tempos aparece
na mesma população. Ou seja, é uma doença habitual daquele local. Diz-se dela que é
endêmica naquela região. Um bom exemplo de endemia é a ocorrência de malária na região
Norte do Brasil.
UNIDADE 1: tópico 3 
Alguns conceitos fundamentais da epidemiologia.
- TEMPORALIDADE E SAZONALIDADE
- VARIÁVEIS RELACIONADAS AO ESPAÇO – GEOGRÁFICAS, POLÍTICAS E ADMINISTRATIVAS.
- VARIÁVEIS DOS INDIVÍDUOS: IDADE, SEXO E RAÇA
EVENTO SENTINELA – O QUE VEM A SER ISTO?
Eventos sentinela são acontecimentos a princípio isolados, mas que servem de alarme para a possível ocorrência 
de eventos semelhantes em um mesmo contexto. São aqueles eventos que requerem uma investigação mais 
detalhada, pois se ocorreram, podem existir circunstâncias semelhantes que levem outros casos a aparecer. Um 
exemplo de evento sentinela seria o suicídio de um trabalhador de uma determinada empresa, onde estão 
ocorrendo mudanças, demissões ou sobrecarga de trabalho.
O evento sentinela também se presta à investigação em áreas onde não exista sistema de saúde bem estruturado 
e laboratórios à disposição para confirmar se determinadas manifestações clínicas e sintomas pertencem àquela
doença específica de que todos tenham medo, pelo risco de se espalhar, ou sua letalidade ou sua magnitude. Um 
exemplo para isto é o ebola, outro é o hantavírus. Ambas são doenças bastante perigosas e a ocorrência de um 
único caso suspeito em uma região vai deixar todos em alerta.
UNIDADE 1: tópico 3 
As variáveis que entram na composição dos indicadores

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