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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ 
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL 
Centro de Educação Aberta e a Distância – EAD 
Coordenação do Curso de Ciências Biológicas / EaD 
 
 
TAXONOMIA DAS FANERÓGAMAS 
PRIMEIRO BIMESTRE 
INÍCIO: 26/10/2020 
FINAL: 23/12/2020 
 
DOCENTE RESPONSÁVEL – (UFPI/CPCE- BOM JESUS): 
PROFa. CRISTIANE DE ALMEIDA NASCIMENTO 
 
TAXONOMIA DAS FANERÓGAMAS 
CONTEÚDO PROGRAMADO 
UNIDADE 1 
PRINCÍPIOS E MÉTODOS DA TAXONOMIA VEGETAL 
-Taxonomia 
- Definição dos Principais Termos Taxonômicos 
UNIDADE 2 
TÉCNICAS DE COLETA E HERBORIZAÇÃO. HERBÁRIO FANEROGÂMICO 
- Coleta e Preservação dos Espécimes (Mori et al., 1889) 
- Secagem e resfriamento 
- Montagem das exsicatas e incorporação 
UNIDADE 3 
SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DAS ANGIOSPERMAS: HISTÓRIA 
- Sistemas de Classificação das Angiospermas 
- História da Classificação Botânica 
- Período de Sistematização 
UNIDADE 4 
NOMENCLATURA BOTÂNICA 
 - Importância do Código Internacional de Nomenclatura Botânica 
- Regras e Recomendações Importantes 
UNIDADE 5 
CICADOPHYTA, GINKGOPHYTA, PINOPHYTA, GNETOPHYTA 
MAGNOLIOPHYTA (ANGIOSPERMAE) 
- Teoria do Pseudanto (postulada por Wettstein em 1907) 
- Evolução dos Caracteres Morfológicos nas Angiospermas 
- Sistema de Classificação de Cronquist (1988) 
- Gêneros botânicos mais representativos da flora regional e do Brasil 
 
 
 
- Essa técnica se difundiu pela Europa e até a época de Lineu (1707-1778) já era 
bem conhecida. No início eram, em sua maioria, de propriedade particular, 
porém a prática de depositar espécimes em coleções estabelecidas, bem como 
sua permuta ou venda de coleções, era prática comum já no tempo de Lineu. 
 
- As informações contidas em um herbário constituem-se em fontes primárias 
dos estudos taxonômicos, fenológicos, evolutivos, ecológicos, biogeogáficos, de 
biodiversidade, além de contribuir com dados etnobotânicos. 
Secar plantas sob pressão e 
montá-las em papel para servir 
como um registro permanente. 
SAIBA MAIS 
 
Todo herbário, quando atinde o número de 5.000 
exsicatas incorpordas, deveráenviar sua filiação ao 
Índex Herbariorum, e a partir dessa, será 
reconhecido internacionalmente também por seu 
acróstico ou sigla. 
 
DEFINIÇÃO: 
• Local onde se armazenam coleções de material botânico provenientes de 
diversas regiões geográficas. 
• Acúmulo de uma coleção de plantas preservadas ao longo de um determinado 
tempo. 
• São locais depositários de material científico de respaldo das investigações 
que documentam a riqueza da flora de um país. 
Técnicas de Coleta e Herborização 
Herbário Fanerogâmico 
COLETA E PRESERVAÇÃO DOS ESPÉCIMES (MORI ET AL., 1889) 
 - Todas as expedições de coleta devem ser cuidadosamente 
planejadas, visando o mínimo de imprevistos no processo de 
aquisição do material botânico como, por exemplo, o esquecimento 
de materiais imprescindíveis. 
 
MATERIAIS NECESSÁRIOS À COLETA: 
 
• Tesouras de poda e de poda alta (podão) 
• Facão 
• Potes herméticos 
• Prensas de madeira 
• Papel jornal 
• Papelão 
• Sacos plásticos de alta densidade 
• Caderno de campo 
 
 
• Pincel 
• GPS 
• Altímetro 
• Máquina fotográfica 
• Binóculo 
• Lupa de mão 
• Luvas de couro 
• Borrifador 
• Álcool 
Figura 02: Alguns instrumenos utilizados na coleta: 
a. caderneta de campo; b. GPS; c - tesousa de poda; d- facão; e - 
podão ou tesoura de poda alta; f - saco plástico e prensa. 
http://inct.florabrasil.net/ 
MATERIAIS NECESSÁRIOS AO PESQUISADOR: 
 
• Calça comprida 
• Blusa de manga comprida 
• Chapéu 
• Bota 
• Caneleiras 
• Protetor solar 
• Água 
• Alimentos leves 
RECOMENDAÇÕES PARA MAIOR ÊXITO NAS COLETAS: 
1. Coletar plantas férteis (flores e/ou frutos). 
2. Plantas de hábito herbáceo - coletar todo o indivíduo. 
3. Plantas de hábito arbustivo ou arbóreo - Coleta-se o ramo florido com 
dimensões de mais ou menos 20 cm. 
4. Planta ultrapassar as dimensões do papel, dobra-se preferivelmente em 
forma de “N”. 
5. As folhas devem ficar sob o caule, e se necessário, retira-se algumas 
folhas, deixando o pecíolo. Colocar sempre uma folha com a parte 
abaxial visível. 
5. As folhas devem ficar sob o caule, e se necessário, retira-se algumas 
folhas, deixando o pecíolo. Colocar sempre uma folha com a parte abaxial 
visível. 
6. O número do coletor deverá constar sempre no papel jornal. 
7. Coletam-se, no mínimo, cinco exemplares de um mesmo indivíduo. 
8. Indivíduos da mesma espécie, porém coletados separadamente, recebem 
número de coletores distintos. P ex: planta com flor (Nº 1) e a mesma planta 
com frutos (Nº 2). 
9. Caderno de campo de boa qualidade. Anotações necessárias: data, nome 
dos coletores (só o primeiro é que dará número às coletas), local da coleta 
(país, estado, município, localidade, coordenadas geográficas, localização em 
relação a um lugar geograficamente conhecido), tipo vegetacional (Caatinga, 
Cerrado, mata semidecídua, mata ombrófila, capoeira, area cultivada, jardim, 
etc.), hábito da planta (indicando a altura aproximada), nome vulgar, substrato 
(terrícola, saxícola, rupícola, epífita, parasita, saprófita, aquática, etc.),dados 
etnobotânicos. 
10. Informações importantes: estado da vegetação, solo (constituição – 
argiloso, arenoso, pedregoso, humífero, rochoso, calcáreo, etc.; natureza – 
seco, úmido, brejoso, inundado, inundável, etc.) frequência, drenagem, 
textura das folhas, coloração dos elementos florais e do fruto. 
11. A série dos números do coletor deve começar com 1 e continuar, sem 
repetições. 
13. Preferivelmente efetua-se todas as coletas das plantas férteis de um só 
lugar, em vez de poucas coletas em locais diferentes. 
14. Identifica-se a planta até onde for possível. 
15. As plantas coletadas e postas entre jornal, papelão e nas prensas, estão 
prontas para o processo de secagem. 
16. Deve-se colocar, em local visível da prensa, a data de sua formação e o 
nome do coletor responsável. 
1. Época de verão e no campo => preferível colocar as prensas ao sol. 
2. Época de inverno no campo => coloca-se em estufas de campo, que geralmente são 
aquecidas com fogareiros. 
3. No laboratório => utiliza-se estufas com aquecimento por lâmpadas de 100w mínimo 
de sete dias, com os jornais trocados diariamente e estufas elétricas, com ventilação 
forçada, cerca de 2 dias. 
4. Após a secagem, o material é separado por número de coleta e acondicionado em 
sacos plásticos, vedados, onde ficarão no freezer por cerca de sete dias. 
Nota 1: Se a secagem não for feita no mesmo dia, embeber as amostras em líquido 
conservante: formol e água (uma parte de formol 40%+ três partes de água); álcool 
70%-50%; álcool e pentaclorofenol (30g PCF + litro de álcool 70%). 
Nota 2: a Preservação de flores e frutos para estudos posteriores deverão ser 
colocados em FAA: formol (10ml) + ácido acético glacial (5 ml) + álcool etílico 95 gl 
(50 ml) + água destilada (35 ml). 
SECAGEM E RESFRIAMENTO 
MONTAGEM DAS EXSICATAS E INCORPORAÇÃO: 
 
1. O material para ser incorporado ao acervo de um herbário deverá estar 
identificado, no mínimo, na categoria genérica. 
2. O material seco irá ser costurado em cartolina (30 x 40cm) ou preso 
com fita adesiva e no canto inferior direito, deverá ser colada a ficha com 
os dados provenientes da coleta . 
3. No canto superior direito, coloca-se o número de registro do herbário. 
4. No canto inferior esquerdo, coloca-se um envelope (para acondicionar 
partes que se desprenderem do material). 
 
OBS: Os dados da caderneta de campo deverão ser digitados em planilha 
excel a qual gerará as fichas (Figura 04c). 
 
5. Digitar os dados da exsicata no Programa utilizado pelo herbário. 
6. As exsicatas deverão ser guardadas em armários de aço, 
hermeticamente fechados. 
 
1. O material para ser incorporado aoacervo de um herbário deverá estar 
identificado, no mínimo, na categoria genérica. 
2. O material seco irá ser costurado (linha nº 0) em cartolina (30 x 40cm) ou 
preso com fita adesiva e no canto inferior direito, deverá ser colada a ficha 
com os dados provenientes da coleta. 
3. No canto superior direito, coloca-se o número de registro do herbário. 
4. No canto inferior esquerdo, coloca-se um envelope (para acondicionar 
partes que se desprenderem do material). 
 
OBS: Os dados da caderneta de campo deverão ser digitados em planilha 
excel a qual gerará as fichas (Figura 04c). 
 
5. Digitar os dados da exsicata no Programa utilizado pelo herbário. 
6. As exsicatas deverão ser guardadas em armários de aço, hermeticamente 
fechados. 
MONTAGEM DAS EXSICATAS E INCORPORAÇÃO 
• Banco de dados 
1. Representação da diversidade e distribuição de vegetações regionais; 
2. Dados complementares, como: xiloteca (coleção de madeiras) e laminário 
associado, carpoteca (frutos) e palinoteca (pólen); 
3. Subsídios para pesquisas botânicas nas mais variadas áreas. 
 
• Meios de identificação 
1. Comparação de plantas com nomes de espécimes da coleção; 
2. Utilização de chaves taxonômicas. 
 
• Árbitro para nomes corretos 
1. Manutenção do status nomenclatural, através da consulta a revisões 
taxonômicas, trocas de informações e espécimes com outras instituições. 
 
FINALIDADES DE UM HERBÁRIO 
• Armazenagem de todas as espécies de plantas da região levantada. Se 
possível, identificadas ao nível de espécie. 
• Fornecer identificações de plantas a pesquisadores, não taxonomistas; 
• Identificar plantas tóxicas; 
• Ajudar na elaboração de trabalhos científicos ou populares 
sobre a flora da região; 
• Servir como centro de treinamento em botânica; 
• Prover toda a ajuda possível aos outros pesquisadores (nacionais ou 
internacionais) em seus estudos taxonômicos, através do intercâmbio de 
material; 
• Lutar pela preservação da natureza . 
FINALIDADES DE UM HERBÁRIO 
• Coleta de amostras no campo. 
• Processamento dos materiais (herborização). 
• Identificação dos táxons. 
• Doação de duplicatas das amostras para outros herbários. 
• Empréstimo de exsicatas para pesquisadores de outras instituições. 
• Pesquisas botânicas variadas (anatomia, ecologia, sistemática, fisiologia, 
etnobotânica, florística, etc.). 
• Elaboração de listas de espécies. 
• Apoio a produção de monografias sobre grupos específicos. 
• Conscientização de alunos nos mais variados níveis (educação ambiental). 
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO HERBÁRIO 
• Fundamental para as pesquisas botânicas. 
• Centro de treinamento em botânica, especialmente taxonomia. 
• Banco de dados. 
• Prestação de serviços: apicultura, paisagismo, fruticultura, engenharia, 
etc. 
• Levantamento da flora, recursos e potencialidades. 
• Apoio as ciências afins: Fitogeografia, Ecologia, Farmácia, Nutrição Animal, 
Fitossanidade, Química, Bioquímica, etc. 
IMPORTÂNCIA DOS HERBÁRIOS 
Manual de procedimentos para herbários [recurso eletrônico] / 
organizadoras: Ariane Luna Peixoto e Leonor Costa Maia ; 
[escritos]: Pedro da Costa Gadelha Neto... [et al.]– Recife : Ed. 
Universitária da UFPE, 2013. 
MATERIAL ILUSTRATIVO E INFORMAÇÕES 
REPRODUZIDAS COM BASE NA BIBLIOGRAFIA ABAIXO: 
http://inct.florabrasil.net/wp-
content/uploads/2013/11/Manual_Herbario.pdf 
PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE: 
VISITAS VIRTUAIS A HERBÁRIOS

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