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Karina dos Santos Ribeiro RA 8820757 Atividade Prática Supervisionada – Direito da Administração Pública Profº Eduardo Tognetti No caso desta disciplina serão previstas como atividades possíveis: 1- Leitura e interpretação de precedentes jurisprudenciais sobre a matéria do Direito Administrativo, especificamente sobre os princípios que norteiam a Administração Pública e ato administrativo considerando os textos abaixo, sobre os quais deve ser elaborada resenha crítica, explanando o seu conteúdo à luz de uma decisão judicial sobre a temática da invalidação ou convalidação do ato administrativo livremente pesquisada pelo estudante. MORGADO, Almir de Oliveira. A Anulação ou Invalidação dos atos administrativos. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, X, n. 41, maio 2007. Disponível em: <http://www.ambito- juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=1791>. Acesso em nov 2017. CAMARGO, Beatriz Meneghel Chagas. A convalidação do ato administrativo. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XVI, n. 118, nov 2013. Disponível em: <http://www.ambito- juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=13815>. Acesso em nov 2017. Os atos administrativos devem ser anulados pela própria administração quando encontrados vícios, podendo também serem convalidados quando os vícios puderem ser sanados. E são considerado nulos quando o vício é irreparável, completamente disconsoante ao ordenamento jurídico. A administração deve anular seus atos conforme o art. 53 da Lei 9784/99: “Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.” A súmula 473 do STF dispõe: “A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.” No caso a seguir trata-se de um acórdão onde foi negado provimento onde as partes são o apelado CEZAR VINICIUS DA SILVA e apelante ESTADO DE SÃO PAULO, processo sob o nº 1017941-20.2019.8.26.0053. Trata-se de reprovação em concurso público para o cargo de Soldado de 2ª classe da Polícia Militar, onde o apelado foi reprovado na investigação social. O apelado foi beneficiado com a suspensão condicional de processo instaurado para apurar delito de furto em 2012, sendo declarada extinta a punibilidade, nos termos do art. 89, § 5º, da Lei nº 9.099/95. Sendo considerado assim ausência de antecedentes criminais. O ato da administração em excluir o apelado do certame por descumprir os requisitos que haviam no edital, entre eles de estar com débitos financeiros e estando ciente quando assinou a documentação autorizando a investigação social afim de investigar conduta adequada e reputação ilibada do candidato. Todavia, no ano de 2012 em um processo de crime de furto foi beneficiado com a extinção da punibilidade devido a suspensão do processo como advém do art. 89, § 5º, da Lei nº 9.099/95. E nesse caso não se caracteriza antecedentes criminais. Não podendo nesse caso esse ser o fator impeditivo para ingresso no cargo e continuação no certame. Além disso, conforme o relator do acórdão Des.DJALMA LOFRANO FILHO: “Processos em andamento, sentenças condenatórias não transitadas em julgado e meros inquéritos policiais não são considerados antecedentes criminais, diante do princípio da presunção da inocência que milita em favor de todo cidadão, previsto no art. 5º, LVII, da Carta Magna (Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória), também não o sendo, com muita mais razão, processos em que houve suspensão condicional do processo, com decisão de extinção de punibilidade, e inquéritos ou Termos Circunstanciados de Ocorrência arquivados, que nem sequer geraram processo criminal contra o suspeito.” Ou seja, o candidato não é considerado culpado pois a própria CF em seu art. 5º afirma, além disso foi extinta a punibilidade no presente caso. Por fim, o ato administrativo deverá ser anulado mantendo-se a íntegra da sentença, para que haja a reintegração do candidato ao certame. A administração deverá anular seu ato e assim sanar os vícios neles inerentes e convalidar seu ato para que assim este fique consoante ao ordenamento jurídico e que seus efeitos sejam visando o interesse público.