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Nas espécies animais os sexos podem ser distinguidos 
de várias maneiras: pelos órgãos reprodutores, pela 
forma do corpo (dimorfismo sexual) e também pelo 
cariótipo, ou seja, por um conjunto cromossômico em 
que se leva em conta o número, o tamanho e a forma 
desses cromossomos. Por exemplo, na Drosophyla 
melanogaster (mosca-da-fruta) encontram-se, em suas 
células somáticas, oito cromossomos dispostos em 
quatro pares. Um desses pares se apresenta diferente 
nos machos. 
 
Cariótipos de fêmea e macho de Drosophyla 
melanogaster 
 
Os três pares de cromossomos semelhantes em ambos 
os sexos são denominados autossomos. Os 
cromossomos diferentes são denominados 
heterossomos. O que se apresenta recurvado foi 
denominado Y e o outro, X. A fêmea não possui o 
cromossomo Y. Se chamarmos cada lote de 
cromossomos autossomos de A, poderemos fazer a 
seguinte representação: 
 
2 A + XX 2 A + XY 
sexo feminino sexo masculino 
 
Durante a formação dos gametas, ocorre a meiose nas 
gônadas e, portanto, a disjunção do conjunto diplóide de 
cromossomos, indo um conjunto haplóide para cada 
gameta formado. 
Na espécies humana, a determinação do sexo também 
segue o padrão do Sistema XY, ou seja, o sexo dos 
descendentes é determinado pelo pai. 
 
 
Sistema XY 
 
No momento da fecundação, ocorrem duas 
possibilidades: se o óvulo é fecundado por um 
espermatozóide contendo o cromossomo X, origina-se 
um descendente com constituição cromossômica XX 
(sexo feminino); se o óvulo é fecundado por um 
espermatozóide contendo o cromossomo Y, a 
constituição cromossômica do descendente será XY 
(sexo masculino). 
Na maioria dos animais, o sexo masculino é 
heterogamético, porque produz dois tipos de gemetas 
(X ou Y), enquanto o feminino produz apenas um tipo 
de gameta (X), sendo chamado de sexo 
homogamético. Além desse sistema de determinação 
do sexo, que chamaremos sistema XY, há outros, como 
por exemplo, o sistema ZW encontrado em algumas 
espécies de peixes, aves, borboletas e mariposas. 
 
 
Sistema ZW 
 
Nesse caso, os cromossomos sexuais são 
representados por Z e W, para não confundir com o 
sistema anterior. A representação fica assim: 
 
 2 A + ZW 2 A + ZZ 
sexo feminino sexo masculino 
 
Nas abelhas o sexo depende da presença dos dois 
lotes cromossômicos do cariótipo ou da ausência de um 
deles. Após o vôo nupcial e a cópula, a rainha inicia a 
eliminação dos óvulos. Alguns desses óvulos, ao 
passarem pela espermateca em que estão 
armazenados os espermatozóides, são fecundados, 
originando fêmeas, que se tornarão rainhas férteis ou 
operárias estéreis. Mas outros óvulos não são 
fecundados e desenvolvem-se partenogeneticamente, 
originando machos. Portanto, nas abelhas os machos 
são haplóides (n) e as fêmeas diplóides (2n). Nos 
machos, os gametas são formados por mitose. 
 
 
Determinação do sexo em abelhas 
Herança dos Cromossomos Sexuais 
 
Quando certos genes que determinam certas 
características não estão localizados nos autossomos, o 
tipo de herança que eles transmitem chama-se herança 
relacionada ao sexo. 
 
 
Padrões de herança dos cromossomos sexuais 
 
Os cromossomos X e Y apresentam regiões homólogas 
(nas quais os genes alelos se correspondem) e regiões 
não homólogas (onde não ocorre correspondência entre 
os genes e, portanto, não são alelos). 
Nessas regiões, existem genes que transmitem certos 
tipos de herança, como veremos adiante. 
 
 
Os cromossomos sexuais e os padrões de heranças 
sexuais 
 
a) herança parcialmente ligada ao sexo – nesse caso, 
o gene determinante da característica hereditária está 
localizado na porção homóloga de X e Y. O mecanismo 
desse tipo de herança obedece ao padrão de uma 
herança autossômica. Como exemplos citamos a 
xeroderma pigmentosa (pele seca com pigmentos 
concentrados em certas regiões) e anopia óptica 
(cegueira total para cores). 
 
b) herança ligada ao sexo – o gene que determina 
esse tipo de herança encontra-se na região não 
homóloga de X. Portanto, esse gene não tem homólogo 
na porção correspondente do cromossomo Y. O homem 
portador desse gene é chamado hemizigoto, enquanto 
que a mulher pode ser homozigota ou heterozigota. 
Como exemplos de herança ligada ao sexo, podemos 
citar a hemofilia, o daltonismo e a distrofia muscular 
progressiva. 
 
DALTONISMO: é uma anomalia para a visão das cores. 
O daltônico tem deficiência na distinção das cores 
vermelhas, verde e azul. A anomalia é condicionada por 
um gene recessivo (d) ligado ao sexo, sendo a visão 
normal condicionada por gene (D) dominante. Assim 
teremos: 
 
Quadro Demonstrativo do Daltonismo 
MULHER HOMEM 
Genótipo Fenótipo Genótipo Fenótipo 
XDXD Normal XDY Normal 
XDXd Normal portadora 
XdY Daltônico 
XdXd Daltônica 
 
 
 HEMOFILIA: é uma anomalia condicionada por um 
gene recessivo h. Caracteriza-se pela falta de 
coagulação no sangue, devido a isso qualquer pequeno 
ferimento pode provocar a morte por hemorragia. 
	
  
	
  
	
  
	
  
Estudos genéticos indicam que, geralmente, a hemofilia 
só atinge os homens, sendo as mulheres portadoras. A 
ausência de mulheres hemofílicas é determinada pela 
baixa freqüência do gene h, que é igual a 1/10.000. Isto 
significa que um em cada 10.000 homens é afetado. A 
probabilidade de uma mulher afetada é igual a 1/10.000 
x 1/10.000, ou seja, situação extremamente rara. 
 
Quadro Demonstrativo da Hemofilia 
MULHER HOMEM 
Genótipo Fenótipo Genótipo Fenótipo 
XHXH Normal 
XHY Normal 
XHXh Normal portadora 
XhY Hemofílico XhXh Hemofílica 
 
O padrão de herança é o mesmo do daltonismo, ou 
seja, o gene da hemofilia é passado da mãe para os 
filhos homens. 
Analise abaixo um exemplo de heredograma 
exemplificando a herança da hemofilia: 
 
 
Heredograma demonstrando a herança do gene 
para a hemofilia 
 
c) herança restrita ao sexo (Holândrica) – também 
chamada de herança holândrica, é condicionada por 
genes situados na região não homóloga de Y. Tais 
genes só ocorrem em indivíduos do sexo masculino e 
passam de geração a geração sempre pela linhagem 
masculina. 
 
Atuando isoladamente, o gene holândrico nunca 
apresenta dominância ou recessividade. Como exemplo 
no homem, citaremos o responsável pela hipertricose 
auricular, que é a presença de pêlos longos nas 
orelhas, que é determinado por um gene dominante: 
 
YH – homem com hipertricose 
Yh – homem normal 
 
 
 
Hipertricose auricular 
 
d) herança influenciada pelo sexo - é aquela em que 
os genes se comportam como dominantes em um sexo 
e recessivos no outro. Tais genes não se localizam nos 
cromossomos sexuais, mas sim, nos autossomos. Em 
outras palavras, a herança influenciada pelo sexo é uma 
herança autossômica que apresenta padrões diferentes 
de herança em homens e mulheres. O caso típico é o 
gene da calvície; A calvície é condicionada pelo gene C, 
que se comporta como dominante nos homens e como 
recessivo nas mulheres. Dessa maneira, podemos 
estabelecer os seguintes genótipos e fenótipos: 
 
CALVÍCIE 
HOMENS MULHERES 
CC 
calvo 
CC calva 
Cc Cc 
não calva 
cc não calvo cc 
 
 
Padrões de calvície em homens 
 
 
 
Quando pares de genes diferentes estão localizados em 
pares de cromossomos não-homólogos, estes 
segregam-se independentemente durante a meiose. Por 
outro lado, se estes pares de genes estão localizados 
num mesmo par de cromossomos, dizemos que eles 
apresentam Ligação Gênica ou estão em Linkage. 
 
 
Representação de dois pares de genes ligados 
 
A partir de 1910, trabalhando com a mosca-da-fruta 
(Drosophila melanogaster), o biólogo norte-americano 
Thomas Hunt Morgan realizou diversas experiências na 
tentativa de comprovar as leis de Mendel. Nesse 
períodoexistiam algumas variedades de moscas com o 
material genético modificado. 
Trabalhando com tais moscas e com moscas normais, 
denominadas selvagens, Morgan realizava cruzamentos 
e analisava a descendência para constatar se a lei da 
segregação independente de Mendel era obedecida ou 
não. 
Em uma de suas experiências Morgan fez o cruzamento 
entre uma mosca do genótipo AABB com um mutante 
de genótipo aabb e obteve em F1 híbridos de genótipo 
AaBb. 
Cruzados entre si, os indivíduos de F1 produziram em 
F2 a seguinte descendência: 
 
P AABB x aabb 
F1 AaBb x AaBb 
F2 - 1 individuo aabb 
 - 3 indivíduos aaB_ 
 - 3 indivíduos A_bb 
 - 9 indivíduos A_B_ 
 
Ao fazer um retrocruzamento, ou seja, cruzando F1 com 
o birrecessivo (aabb), o biólogo observou que foram 
obtidas quatro classes fenotípicas nas mesmas 
proporções dos gametas. Significando que esse 
cruzamento obedeceu a 2ª Lei de Mendel. 
No entanto, Thomas Hunt Morgan constatou que em 
alguns casos não havia obediência a esse 
comportamento. Por exemplo, cruzando machos de F1 
de corpo cinzento e asas longas, com fêmeas pretas de 
asas vestigiais, ao invés de obter quatro classes 
fenotípicas em proporções iguais (segregação 
independente), Morgan obteve apenas duas classes em 
proporções iguais. Esse resultado era obtido sempre 
que fazia esse tipo de cruzamento. O pesquisador 
concluiu que os genes para a cor do corpo e os genes 
para o cumprimento das asas deveriam estar ligados no 
mesmo cromossomo e não se separavam durante a 
meiose. 
Vamos fazer a análise detalhada da pesquisa 
desenvolvida por Morgan com drosófilas. 
Em Drosophila melanogaster, os genes que 
condicionam a cor do corpo e a forma das asas estão 
ligados. A cor de corpo cinzento é condicionado por um 
alelo dominante P e uma mutação de cor de corpo preto 
é determinado por um alelo recessivo p. A forma de 
asas alongada (normal) é determinada por uma alelo V 
e a forma de asas vestigial (curta) é determinada por 
uma alelo v. 
Quando fêmeas de corpo cinzento e asas normais 
homozigota (PPVV) são cruzadas com machos pretos 
de asas vestigiais (ppvv), a geração F1 é constituída 
por machos e fêmeas de corpo cinzento e asas normais 
(PpVv). 
As fêmeas da geração F1 (PpVv), ao serem submetidas 
ao retrocruzamento com machos pretos de asas 
vestigiais (ppvv), produziram quatro tipos de 
descendentes nas seguintes proporções: 
 
 41,5% corpo cinzento e asas normais (PpVv) 
 41,5% corpo preto de asas vestigiais (ppvv) 
 8,5% corpo cinzento e asas vestigiais (Ppvv) 
 8,5% corpo pretos e asas normais (ppVv) 
 
 Observe o esquema abaixo: 
 
 
 
	
  
	
  
	
  
	
  
Uma vez que o macho, sendo duplo-recessivo, fornece 
apenas alelos recessivos para os descendentes, pode-
se concluir que as fêmeas duplo-heterozigotas 
produzem quatro tipos de gametas, pois se formam 
todos os tipos possíveis de descendentes. Entretanto, 
os gametas não se formaram na mesma proporção: 
41,5% PV; 41,5% pv; 8,5% Pv e 8,5% pV. 
O fato de os quatro tipos de gametas da fêmea não 
serem produzidos na mesma proporção (25% de cada 
tipo) mostra que os genes não segregam 
independentemente. Gametas portadores de alelos P e 
V e alelos p e v foram formados em proporções bem 
maiores que os gametas portadores de alelos p e V e 
dos alelos P e v. 
A conclusão a que chegamos é que não ocorreu 
segregação independente porque os genes P e V estão 
no mesmo cromossomo, ou seja, estão ligados. 
Entretanto, percebemos que a ligação não é completa, 
pois se fosse, deveriam ser produzidos apenas dois 
tipos de gameta. 
A ligação entre genes localizados em um mesmo 
cromossomo não é completa porque, durante a meiose, 
ocorrem quebras e trocas de pedaços entre cromátides 
irmãs de cromossomos homólogos, fenômeno 
conhecido como permutação ou crossing-over. 
Algumas dessas permutações ocorreram exatamente 
entre os genes para a cor do corpo e para a forma das 
asas, de modo que a ligação foi rompida e formaram 
dois novos tipos de cromátides (recombinantes) uma 
com os alelos P e v, e outra com os alelos p e V. A 
conseqüência foi a formação de certo número de 
gametas com novas combinações entre os alelos – 
gametas recombinantes -, diferentes dos gametas 
portadores das combinações gênicas presentes nos 
cromossomos herdados dos pais - gametas parentais. 
 
Esquema mostrando a permutação e formação de 
gametas recombinantes. 
 
Desta forma, percebemos que metade das células que 
sofreram meiose formaram gametas recombinantes. 
Logo: 
 
Taxa de recombinação (T.R.) = % células 
permutação / 2 
 
Esta taxa de recombinação é dividida entre os dois tipos 
recombinantes. No exemplo dados da drosófila, a taxa 
de recombinação foi de 17%. Logo. 8,5% para cada um 
dos recombinantes. Percebeu-se ainda que a taxa de 
recombinação é diretamente proporcional à distância 
entre os genes ligados. Quanto maior a distância, maior 
a taxa de recombinação. 
Assim, com base na freqüência de recombinação 
observada nos cruzamentos, os genticistas puderam 
deduzir as distância relativas entre os genes. A 
distância é medida em centimorgan ou Unidades de 
Recombinação (UR). Como no exemplo dado, a taxa 
de recombinação era de 17%, logo, a distância entre os 
genes P e V era de 17 UR ou 17 centimorgans. 
Podemos ainda analisar a posição que os genes ligados 
ocupam no cromossomo: 
 
- Posição CIS: AB / ab – logo, os gametas parentais 
são AB e ab e os recombinantes são Ab e aB. 
 
- Posição TRANS: Ab / aB – logo, os gametas parentais 
são Ab e aB e os recombinantes são AB e ab. 
 
 
Esquema mostrando as posições CIS e TRANS de 
dois genes ligados 
 
Analise o exemplo abaixo: 
 
- A distância entre os genes A e B é de 16 UR. 
 
Então a taxa de crossing-over será de 16 %, ou seja, 16 
% das espermatogônias ou das ovogônias sofrerão 
crossing-over. 
Se o genótipo tiver os genes ligados na posição “cis” 
(AB/ab), os gametas do indivíduo estarão assim 
distribuídos: 
 PARENTAIS AB = 42 % 
 ab = 42 % 
RECOMBINANTES Ab = 8 % 
 aB = 8 % 
parental 
parental 
recom
binante 
recom
binante 
Se o genótipo tiver os genes ligados na posição “trans” 
(Ab/aB), os gametas do indivíduo estarão assim 
distribuídos: 
PARENTAIS Ab = 42 % 
 aB = 42 % 
RECOMBINANTES AB = 8 % 
 ab = 8 % 
 
Levando em conta a taxa de crossing-over de 16%, o 
reflexo da ligação sobre a descendência pode ser visto 
através do cruzamento abaixo. 
 AB / ab x ab / ab 
 AB / ab = 42 % 
 ab / ab = 42 % 
 Ab / ab = 8 % 
 aB / ab = 8 % 
 
 
 
 
1. (UNESP 2014) A figura mostra o encontro de 
duas células, um espermatozoide e um ovócito 
humano, momentos antes da fecundação. 
 
 
 
Considerando as divisões celulares que deram 
origem a essas células, é correto afirmar que o sexo 
da criança que será gerada foi definido na 
a) metáfase I da gametogênese feminina. 
b) diacinese da gametogênese masculina. 
c) anáfase II da gametogênese feminina. 
d) anáfase I da gametogênese masculina. 
e) telófase II da gametogênese masculina. 
 
2. (UNESP 2014) A complexa organização social 
das formigas pode ser explicada pelas relações de 
parentesco genético entre os indivíduos da colônia. 
É geneticamente mais vantajoso para as operárias 
cuidarem das suas irmãs que terem seus próprios 
filhos e filhas. 
No formigueiro, uma única fêmea, a rainha, que é 
diploide, põe ovos que, quandofertilizados, se 
desenvolvem em operárias também diploides. Os 
ovos não fertilizados dão origem aos machos da 
colônia. Esses machos, chamados de bitus, irão 
fertilizar novas rainhas para a formação de novos 
formigueiros. Como esses machos são haploides, 
transmitem integralmente para suas filhas seu 
material genético. As rainhas transmitem para suas 
filhas e filhos apenas metade de seu material 
genético. 
Suponha um formigueiro onde todos os indivíduos 
são filhos de uma mesma rainha e de um mesmo 
bitu. Sobre as relações de parentesco genético 
entre os indivíduos da colônia, é correto afirmar que 
a) as operárias compartilham com os seus irmãos, os 
bitus, em média, 50% de alelos em comum, o mesmo 
que compartilhariam com seus filhos machos ou 
fêmeas, caso tivessem filhos. 
b) as operárias são geneticamente idênticas entre si, 
mas não seriam geneticamente idênticas aos filhos e 
filhas que poderiam ter. 
c) as operárias compartilham entre si, em média, 75% 
de alelos em comum; caso tivessem filhos, transmitiriam 
a eles apenas 50% de seus alelos. 
d) os bitus são geneticamente idênticos entre si, mas 
não são geneticamente idênticos aos seus filhos e 
filhas. 
e) a rainha tem maior parentesco genético com as 
operárias que com os seus filhos bitus. 
 
3. (UDESC 2014) Assinale a alternativa correta 
quanto à hemofilia. 
a) É uma herança dominante ligada ao sexo e transfere-
se de pai para neto, por meio do filho. 
b) É uma doença de herança autossômica dominante. 
c) A doença é causada por uma anomalia hereditária 
que se deve à presença de um gene recessivo ligado ao 
sexo. 
d) A doença é de herança ligada ao sexo, com gene 
dominante localizado no cromossomo Y. 
e) A transmissão da doença é autossômica recessiva e 
promove uma anomalia correspondente a uma trissomia 
parcial. 
 
4. (UNICAMP 2013) Considere um indivíduo 
heterozigoto para dois locos gênicos que estão em 
linkage, ou seja, não apresentam segregação 
independente. A representação esquemática dos 
cromossomos presentes em uma de suas células 
somáticas em divisão mitótica é: 
a) 
 
b) 
 
c) 
 
d) 
 
 
5. (UFRGS 2013) Um estudante de biologia suspeita 
que uma determinada característica recessiva em 
	
  
	
  
	
  
	
  
cães é ligada ao sexo. Após um único cruzamento 
entre um macho com fenótipo dominante e uma 
fêmea com fenótipo recessivo, é obtida uma prole 
constituída de três machos com fenótipo recessivo 
e quatro fêmeas com fenótipo dominante. 
 
Com base nesse experimento, assinale a alternativa 
correta. 
a) O resultado obtido é compatível com herança ligada 
ao sexo, mas não exclui herança autossômica. 
b) O resultado obtido exclui herança ligada ao sexo. 
c) O resultado obtido é compatível com herança ligada 
ao sexo e exclui herança autossâmica. 
d) O resultado obtido é compatível com herança 
autossômica, desde que os pais sejam homozigotos. 
e) O resultado obtido é compatível com herança 
autossâmica, e as proporções da prole estão de acordo 
com o esperado. 
 
6. (MACKENZIE 2013) Um homem daltônico e 
normal para a miopia tem uma filha também 
daltônica, mas míope. Sabendo que a mãe da 
menina não é míope, assinale a alternativa correta. 
a) A mãe é certamente daltônica. 
b) A menina é homozigota para ambos os genes. 
c) A miopia é condicionada por um gene dominante. 
d) Todos os filhos do sexo masculino desse homem 
serão daltônicos. 
e) Essa menina poderá ter filhos de sexo masculino não 
daltônicos. 
 
7. (UERJ 2013) A hemofilia A, uma doença 
hereditária recessiva que afeta o cromossoma 
sexual X, é caracterizada pela deficiência do fator 
VIII da coagulação. 
Considere a primeira geração de filhos do 
casamento de um homem hemofílico com uma 
mulher que não possui o gene da hemofilia. 
As chances de que sejam gerados, desse 
casamento, filhos hemofílicos e filhas portadoras 
dessa doença, correspondem, respectivamente, aos 
seguintes percentuais: 
a) 0% – 100% 
b) 50% – 50% 
c) 50% – 100% 
d) 100% – 100% 
 
8. (FGV 2013) Em experimentos envolvendo 
cruzamentos de moscas Drosophila melanogaster, 
cujos alelos apresentam ligação gênica, estudantes 
analisaram insetos selvagens, insetos com asas 
vestigiais e insetos com corpo escuro. 
As características fenotípicas e genotípicas estão 
ilustradas no quadro a seguir. 
 
 
 
O cruzamento entre moscas duplo heterozigotas, 
VE/ve, com duplo recessivas, ve/ve, para essas 
características gerou cerca de 4 800 descendentes. 
Admitindo-se que não ocorreu permutação entre os 
alelos, espera-se que o número de descendentes 
selvagens; com asas vestigiais; com corpo escuro; 
e com asas vestigiais e corpo escuro seja, 
respectivamente, em torno de 
a) 3 600; 450; 450 e 300. 
b) 2 700; 900; 900 e 300. 
c) 2 400; 0; 0 e 2 400. 
d) 2 400; 1 200; 1 200 e 0. 
e) 1 200; 1 200, 1 200 e 1 200. 
 
9. (UFG 2012) Em algumas espécies, os genes 
determinadores do sexo são afetados pelo 
ambiente. O gráfico a seguir mostra a porcentagem 
de nascimento de fêmeas de uma espécie de 
quelônio em resposta à variação térmica durante o 
período de incubação dos ovos. 
 
 
 
Considere que a faixa de temperatura representada 
no gráfico pode ser aproximada pela parábola de 
equação p=4T2 – 200T + 2500, em que p 
corresponde à porcentagem de nascimento de 
fêmeas e T à temperatura em °C. 
 
Suponha que, nesses animais, o gene SXD 
determine o aparecimento e o desenvolvimento do 
aparelho reprodutor feminino. Nessas condições, 
segundo o gráfico, 
a) a temperatura de 20 °C reprime a expressão gênica 
do SXD. 
b) a temperatura de 30 °C estimula a transcrição gênica 
do SXD. 
c) o intervalo entre 20 e 25 °C é ideal para a expressão 
gênica do SXD. 
d) o intervalo entre 24 e 26 °C é ideal para estimular a 
transcrição gênica do SXD. 
e) o intervalo entre 26 e 30 °C é ideal para inibir a 
recombinação gênica do SXD. 
 
10. (UESPI 2012) O daltonismo é uma condição 
genética que impede a distinção de certas cores. No 
daltonismo do tipo II, a pessoa vê o “vermelho” 
como se fosse “verde” e, neste caso, a doença 
herdada é ligada ao cromossomo X. Considerando 
que o alelo para o daltonismo comporta-se como 
recessivo, é correto afirmar que uma mulher 
portadora do mesmo e filha de uma mãe 
heterozigótica: 
a) será daltônica, se o pai também for daltônico. 
b) será daltônica, mesmo que o pai não seja daltônico. 
c) terá 50% de chance de nascer daltônica, caso o pai 
seja daltônico. 
d) terá 25% de chance de nascer daltônica, caso o pai 
seja daltônico. 
e) não será daltônica independente do genótipo do pai. 
 
11. (UFF 2012) O heredograma abaixo representa a 
incidência de uma característica fenotípica em uma 
família. 
 
 
 
 
Pela análise dessas relações genealógicas, pode-se 
concluir que a característica fenotípica observada é 
transmitida por um tipo de herança 
a) dominante e ligada ao cromossomo X. 
b) recessiva e ligada ao cromossomo X. 
c) ligada ao cromossomo Y. 
d) autossômica recessiva. 
e) autossômica dominante. 
 
12. (UFJF 2012) Em relação aos Heredogramas 1, 2, 
3 e 4 apresentados abaixo, é CORRETO afirmar que 
os padrões de herança são, respectivamente: 
 
 
a) Ligado ao X dominante; Autossômico dominante; 
Ligado ao X recessivo; Autossômico recessivo. 
b) Ligado ao X recessivo; Autossômico recessivo; 
Ligado ao X dominante; Autossômico dominante. 
c) Ligado ao X recessivo; Ligado ao X dominante; 
Autossômico dominante; Autossômico recessivo. 
d) Autossômico dominante; Ligado ao X dominante; 
Autossômico recessivo; Ligado ao X recessivo. 
e) Autossômico recessivo; Ligado ao X recessivo; 
Autossômico dominante; Ligado ao Xdominante. 
 
13. (UFG 2012) O daltonismo é consequência de um 
alelo mutante de um gene localizado no 
cromossomo X. Um homem daltônico e uma mulher 
não daltônica, mas portadora do gene do 
daltonismo, estão esperando um bebê. Neste caso, 
a probabilidade de a criança ser daltônica e a 
probabilidade de ser do sexo masculino e não 
daltônica são, respectivamente, 
a) 0,25 e 0,25. 
b) 0,25 e 0,50. 
c) 0,25 e 0,75. 
d) 0,50 e 0,25. 
e) 0,50 e 0,75. 
 
14. (IFPE 2012) Considerando que o daltonismo na 
espécie humana é uma característica determinada 
por um gene recessivo e ligado ao sexo, assinale a 
única alternativa correta referente a um casal que, 
apesar de possuir visão normal para cores, tem uma 
criança daltônica. 
a) Essa criança é do sexo feminino, e o gene para o 
daltonismo lhe foi transmitido pelo pai. 
b) Essa criança é do sexo masculino, e o gene para o 
daltonismo lhe foi transmitido pelo pai. 
c) Essa criança é do sexo feminino, e o gene para o 
daltonismo lhe foi transmitido pela mãe. 
d) A criança é do sexo masculino, e o gene para o 
daltonismo lhe foi transmitido pela mãe. 
e) Tanto o pai como a mãe pode ter transmitido o gene 
para o daltonismo a essa criança; mas, apenas com 
esses dados, nada podemos afirmar quanto ao sexo 
dela. 
 
15. (UEPA 2012) A maior parte dos motoristas pode 
não notar uma faixa branca no meio de alguns 
semáforos de São Paulo. Essa medida, implantada 
pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 
	
  
	
  
	
  
	
  
faz a diferença quando os condutores dos veículos 
são daltônicos, ou seja, possuem dificuldades para 
diferenciar as cores vermelho e verde, podendo 
sofrer graves acidentes de trânsito. 
(Adaptado de http://www.zap.com.br/revista/carros/tag/daltonico/. 
Acesso: 09.09.2011) 
 
Quanto à anomalia em destaque no texto, analise as 
afirmativas: 
I. É uma herança recessiva ligada ao cromossomo 
sexual X. 
II. É uma herança dominante ligada ao cromossomo 
sexual Y. 
III. Apresenta uma distinta interpretação genotípica 
e respectivos fenótipos para o gênero masculino e 
feminino. 
IV. Os homens transmitem o gene dessa anomalia 
para todos os filhos do gênero masculino. 
V. Descendentes de mulheres daltônicas do gênero 
masculino são todos daltônicos. 
 
De acordo com as afirmativas acima, a alternativa 
correta é: 
a) I, II e IV 
b) I, III e V 
c) II, IV e V 
d) III, IV e V 
e) I, II, III, IV e V 
 
16. (MACKENZIE 2012) Uma mulher daltônica 
a) poderá ter filhos do sexo masculino não daltônicos. 
b) somente terá filhas daltônicas. 
c) é obrigatoriamente filha de pai daltônico. 
d) um de seus avós é certamente daltônico. 
e) poderá ser heterozigota para o gene do daltonismo. 
 
17. (PUCSP 2012) Filha de um hemofílico, uma 
advogada holandesa temia transmitir essa condição 
a seus descendentes. Distúrbio que dificulta a 
coagulação do sangue, a hemofilia é causada por 
uma mutação de um gene em um dos cromossomos 
que determinam o sexo. (...) Impressionada com o 
sofrimento que essa condição sempre causou a seu 
pai, a advogada, ao ficar grávida, resolveu fazer 
teste genético pré-natal para saber se seu filho seria 
hemofílico. 
(“A ciência das escolhas difíceis” – VEJA, 7 de setembro, 2011) 
 
As chances de essa mulher transmitir o gene da 
hemofilia para um descendente e de esse 
descendente, sendo do sexo masculino, apresentar 
hemofilia são, respectivamente, de 
a) 100% e 50%. 
b) 50% e 50%. 
c) 50% e 100%. 
d) 100% e 100%. 
e) 25% e 75%. 
 
18. (FUVEST 2011) No heredograma abaixo, o 
símbolo representa um homem afetado por uma 
doença genética rara, causada por mutação num 
gene localizado no cromossomo X. Os demais 
indivíduos são clinicamente normais. 
 
 
 
As probabilidades de os indivíduos 7, 12 e 13 serem 
portadores do alelo mutante são, respectivamente, 
a) 0,5; 0,25 e 0,25. 
b) 0,5; 0,25 e 0. 
c) 1; 0,5 e 0,5. 
d) 1; 0,5 e 0. 
e) 0; 0 e 0. 
 
19. (UNICAMP 2011) Considere um indivíduo 
heterozigoto para três genes. Os alelos dominantes 
A e B estão no mesmo cromossomo. O gene C tem 
segregação independente dos outros dois genes. Se 
não houver crossing-over durante a meiose, a 
frequência esperada de gametas com genótipo abc 
produzidos por esse indivíduo é de 
a) 1/2. 
b) 1/4. 
c) 1/6. 
d) 1/8. 
 
20. (UFRGS 2011) Em geral, os cromossomos 
sexuais de mamíferos fêmeas consistem de um par 
de cromossomos X. Machos possuem um 
cromossomo X e um cromossomo sexual que não é 
encontrado em fêmeas: o cromossomo Y. 
 
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as 
afirmações abaixo, referentes ao sistema XY de 
determinação sexual de mamíferos. 
 
( ) Os genes ligados ao cromossomo X são os que 
apresentam como função a diferenciação sexual. 
( ) Os cromossomos X e Y pareiam durante a 
meiose. 
( ) A inativação de um dos cromossomos X em 
fêmeas permite o mecanismo de compensação de 
dose. 
( ) Fenótipos recessivos ligados ao X são mais 
frequentes em fêmeas que em machos. 
 
A sequência correta de preenchimento dos 
parênteses, de cima para baixo, é: 
a) F – F – F – V. 
b) F – V – F – V. 
c) F – V – V – F. 
d) V – F – F – V. 
e) V – V – V – F. 
 
21. (UNESP 2011) Em geral, os cromossomos 
sexuais nos mamíferos são iguais nas fêmeas e 
diferentes nos machos. Nestes, o cromossomo do 
tipo Y possui genes, tamanho e morfologia 
diferentes daqueles do cromossomo do tipo X. Nas 
aves, ocorre o contrário. A fêmea apresenta 
cromossomos sexuais diferentes; nesse caso, 
chamados de tipo Z, o maior, e de tipo W, o menor. 
As figuras A e B representam, respectivamente, os 
cromossomos de um homem e de um macho de 
arara-azul. Em A são representados, no destaque, 
os cromossomos sexuais de uma mulher (XX) e, em 
B, no destaque, os cromossomos sexuais de uma 
arara-azul fêmea (ZW). 
 
 
 
Considerando tais informações, é correto afirmar 
que 
a) tanto em aves quanto em mamíferos, o conjunto de 
espermatozoides carregará sempre um cromossomo 
sexual de um mesmo tipo. 
b) tanto em aves quanto em mamíferos, o conjunto de 
óvulos carregará sempre um cromossomo sexual de um 
mesmo tipo. 
c) na gametogênese de fêmeas de aves, após a 
metáfase I, as duas células resultantes da divisão 
anterior apresentarão cromossomos sexuais de mesmo 
tipo. 
d) na gametogênese de machos de mamíferos, após a 
metáfase II, as duas células resultantes da divisão 
anterior apresentarão cromossomos sexuais de mesmo 
tipo. 
e) tanto na prole de aves quanto na de mamíferos, o 
zigoto que herdar o menor cromossomo sexual será do 
sexo masculino. 
 
22. (UEL 2011) Em algumas modalidades 
esportivas, as equipes devem ser formadas apenas 
por atletas do mesmo sexo. 
Sobre as características que determinam ou 
diferenciam o sexo, é correto afirmar: 
a) O sexo masculino depende de um gene determinador 
do sexo localizado no cromossomo Y. 
b) A progesterona atua no desenvolvimento de órgãos 
genitais típicos do sexo masculino. 
c) Os núcleos das células feminina e masculina 
apresentam um mesmo conjunto cromossômico. 
d) A testosterona é o principal hormônio sexual feminino 
produzido nas trompas. 
e) As células masculinas apresentam cromatina sexual. 
 
23. (UDESC 2011) A Figura mostra uma genealogia 
hipotética na qual aparecem casos de hemofilia, 
doença relacionada a um gene recessivo. 
 
 
 
Analise as proposições a seguir. 
I. A hemofilia é uma doença ligada ao cromossomo 
X, caracterizada por uma falha no sistema de 
coagulação do sangue. 
II. A mulher número 2 é portadora do alelo para a 
hemofilia, apresentando o genótipo XHXh. 
III. O homem número 9 recebeu o alelo para a 
hemofilia de sua avó paterna. 
IV.Sabendo-se que a mulher número 10 não é 
portadora do alelo da hemofilia, a probabilidade de 
sua filha ter o genótipo XHXh é de 50%. 
V. A probabilidade de a mulher número 16 ser 
portadora do alelo da hemofilia é de 50%. 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente a afirmativa I é verdadeira. 
b) Somente as afirmativas I, II, III e V são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas I, II e V são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. 
e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 
 
24. (UFPA 2011) O albinismo é uma doença 
metabólica hereditária, resultado de disfunção 
gênica na produção de melanina. Para que a doença 
se manifeste é necessário que a mutação esteja em 
homozigose (doença autossômica recessiva). Já o 
daltonismo é uma doença recessiva ligada ao 
cromossomo X. Considerando-se um homem 
daltônico com pigmentação de pele normal (cujo pai 
era albino), casado com uma mulher duplamente 
heterozigota para essas duas doenças, a 
probabilidade do casal ter uma filha com 
pigmentação de pele normal e com daltonismo é de 
a) 1/16. 
b) 1/8. 
c) 1/2. 
d) 3/16. 
e) 3/8. 
 
	
  
	
  
	
  
	
  
25. (UFG 2011) Leia o trecho da reportagem a 
seguir. 
Detran pode negar habilitação a portador de 
daltonismo 
O 11º Grupo Cível do TJRS negou recurso de 
candidato a motorista e manteve decisão do Detran, 
que não concede habilitação a um homem portador 
de daltonismo, pois o defeito visual desse indivíduo 
é a incapacidade de distinguir entre as cores verde 
e vermelha. 
Disponível em: <http://www.bonde.br?bonde.php?id_bonde>. 
Acesso em: 17 set. 2010. [Adaptado] 
 
Qual é a causa da anomalia apresentada pelo 
indivíduo citado na reportagem? 
a) Distribuição irregular da quantidade de pigmento 
melanina na íris. 
b) Condensação do cromossomo X, contendo o alelo 
normal que inativa a ação de genes da retina. 
c) Deficiência no número de bastonetes, que são 
células fotorreceptoras extremamente sensíveis à luz. 
d) Ação de um gene mutante presente no cromossomo 
X, que é herdado da mãe. 
e) Presença de um alelo dominante no braço longo do 
cromossomo Y. 
 
26. (UPE 2011) Em gatos malhados, certas regiões 
do corpo apresentam coloração preta (XP) ou 
amarelo-alaranjado (XA), relacionadas a genes 
presentes no cromossomo X, entremeadas por 
áreas de pelos brancos, condicionadas pela ação de 
genes autossômicos de caráter recessivo (bb). As 
fêmeas heterozigotas apresentam três cores e 
recebem a denominação de cálico, enquanto os 
machos possuem apenas duas cores. No Texas 
(EUA), ocorreu a clonagem de uma gatinha cálico 
chamada Rainbow, e, para surpresa dos 
pesquisadores, o clone que deveria ser idêntico à 
matriz apresentou um padrão de manchas 
diferentes da original. Isso ficou conhecido como o 
caso Carbon Copy ou Copy Cat 
 
A clonagem da gatinha não foi bem sucedida devido 
à(ao) 
a) adição de um cromossomo X em certo par, 
constituindo uma trissomia e elevando a homozigose; 
por isso, a clonagem de um cálico nunca resultará em 
um mesmo padrão. 
b) deleção de determinada região do cromossomo X, 
causando um fenótipo diferente do esperado, visto 
Carbon Copy ter sido criada a partir de um óvulo que se 
misturou com o núcleo de Rainbow. 
c) efeito pleiotrópico, no qual a ação do par de genes é 
responsável pela ocorrência simultânea de diversas 
características que ativa os dois cromossomos X da 
fêmea, no caso de haver clonagem. 
d) processo de inativação ao acaso de um dos 
cromossomos X da fêmea, relacionado a genes que 
aparecem em heterozigose, resultando em padrão de 
pelagem diferente, mesmo quando os indivíduos são 
geneticamente idênticos. 
e) tipo de herança quantitativa, em que os genes 
possuem efeito aditivo e recebem o nome de poligenes. 
Assim, em cada gata, haverá um padrão de pelagem 
diferente, pois só funcionará um cromossomo X por 
indivíduo. 
 
27. (MACKENZIE 2010) Uma mulher daltônica e 
pertencente ao tipo sanguíneo B, cujo irmão tem 
visão normal e pertence ao tipo O, casa-se com um 
homem de visão normal e pertencente ao tipo 
sanguíneo AB. A probabilidade de esse casal ter 
uma criança do sexo feminino, de visão normal e 
pertencente ao grupo sanguíneo A é de 
a) 1 
b) 1/4 
c) 3/4 
d) 1/2 
e) 1/8 
 
28. (UECE 2010) Numere a coluna B de acordo com 
a coluna A associando cada tipo de organismo ao 
seu sistema de determinação do sexo. 
Coluna A Coluna B 
1. Aves ( ) X0 
2. Abelhas Melíferas ( ) XY 
3. Gafanhoto ( ) ZW 
4. Homem ( ) Haplodiploide 
 
Assinale a alternativa que contém a sequência 
correta, de cima para baixo. 
a) 1; 2; 3; 4 
b) 2; 3; 4; 1 
c) 4; 1; 3; 2 
d) 3; 4; 1; 2 
 
29. (UFF 2010) Apesar da série de polêmicas sobre 
os efeitos negativos da mestiçagem racial 
discutidos no século XIX e referidos no texto de 
Marta Abreu, atualmente a ciência já estabelece que 
a identidade genética é o que realmente determina a 
incidência de doenças e anomalias presentes nas 
populações. Assim, a miscigenação pode diminuir a 
incidência dessas doenças, ao diminuir 
estatisticamente o pareamento de genes recessivos 
naquelas populações. 
O heredograma a seguir mostra a ocorrência de 
uma determinada anomalia em uma família. 
 
 
 
A condição demonstrada no heredograma é herdada 
como característica: 
a) dominante autossômica. 
b) recessiva autossômica. 
c) recessiva ligada ao cromossomo Y. 
d) recessiva ligada ao cromossomo X. 
e) dominante ligada ao cromossomo X. 
 
30. (Ufmg 2009) Duas irmãs, que nunca 
apresentaram problemas de hemorragia, tiveram 
filhos. E todos eles, após extrações de dente, 
sempre tinham hemorragia. No entanto os filhos do 
irmão das duas mulheres nunca apresentaram esse 
tipo de problema. 
É correto afirmar que essa situação reflete, mais 
provavelmente, um padrão de herança: 
a) Dominante ligada ao cromossoma Y. 
b) Dominante ligada ao cromossoma X. 
c) Recessiva ligada ao cromossoma X. 
d) Restrita ao cromossoma Y. 
 
 
 
1: [D] 
A determinação do sexo em mamíferos segue o padrão 
xy, sendo o macho heterogamético, isto é, o tipo de 
cromossomo sexual (x ou y) presente no 
espermatozoide determinará se o descendente será 
uma fêmea (xx) ou um macho (xy). Dessa forma, o sexo 
da criança foi estabelecido durante a anáfase I da 
gametogênese masculina. 
 
2: [C] 
As operárias, fêmeas diploides, compartilham entre si 
50% do material genético herdado de seus pais, os 
bitus, e de 0 a 50% do material genético de sua mãe, a 
rainha. Dessa forma, elas compartilham, em média, 
75% de seus alelos. Se tivessem filhos, as operárias 
transmitiriam à prole 50% de seus alelos. 
 
3: [C] 
A hemofilia é uma condição hereditária determinada por 
gene recessivo e ligado ao sexo, isto é, por gene 
situado na região não homóloga do cromossomo X. 
 
4: [A] 
A representação esquemática dos cromossomos 
duplicados que apresentam os genes A e B ligados e 
em heterozigose está indicada corretamente na 
alternativa [A]. 
 
5: [A] 
Características ligadas ao sexo são aquelas localizadas 
no cromossomo X. Para uma característica recessiva 
ligada ao X teríamos como representação de um macho 
com fenótipo dominante um indivíduo XAY e a fêmea 
com a qual este macho cruzou seria XaXa. Deste 
cruzamento seriam esperados descendentes machos, 
com fenótipo recessivo, e descendentes fêmeas, com 
fenótipo dominante, porém heterozigotas. No entanto, 
se consideramos a característica como autossômica 
recessiva, verificamos que, se o macho tiver fenótipo 
dominante e heterozigoto (Aa) e a fêmea fenótipo 
recessivo (aa), é possível obter uma descendência 
composta de três machos com fenótipo recessivo e 
quatro fêmeas com fenótipo dominante, embora essasproporções não sejam as esperadas. 
 
6: [B] 
Alelos: D (normal) e d (daltonismo) 
 M (normal) e m (miopia) 
 
Pais: xdy Mm× x–xd Mm 
Filha: xdxdmm 
 
A menina é genotipicamente homozigota para ambos os 
genes. 
 
7: [A] 
Aelos: h (hemofilia) e H (normalidade) 
Pais: hX y (homem) e H hX X (mulher) 
Filhos: 50% H hX X e 50% HX y 
HP(X y) zero= e H hP(X X ) 100%= 
 
8: [C] 
Pais: VE / ve× ve / ve 
 
 
VE ve 
 
ve 
VE ve 
ve ve 
 
Filhos: 50% VE/ve e 50% ve/ve 
 
Portanto, são esperados 2400 filhos selvagens e 2400 
filhos com asas vestigiais e corpo escuro. 
 
9: [B] 
Segundo a equação, se p = 100, a temperatura de 30 
°C estimula a transcrição gênica do SXD, determinando 
a formação de embriões apenas do sexo feminino. 
 
10: [C] 
Alelos: d – daltonismo, D – normalidade. 
Sendo portadora do alelo para o daltonismo, a mulher 
pode ter herdado esse gene de seu pai, se ele for 
daltônico, ou de sua mãe normal portadora. Se o pai for 
daltônico ele transmitirá para a filha o gene para o 
daltonismo, e será de 50% a chance da filha herdar o 
alelo recessivo d de sua mãe e manifestar o caráter em 
questão. 
 
11: [B] 
	
  
	
  
	
  
	
  
A característica fenotípica expressa nos indivíduos da 
família pode ser recessiva e ligada ao cromossomo x. 
Nota-se, nesse caso, maior incidência de homens 
afetados. 
 
12: [B] 
O heredograma 1 é compatível com uma herança 
recessiva e ligada ao cromossomo X, pois o homem 
transmite o gene ao neto, por meio de sua filha normal 
portadora. O heredograma 2 não é conclusivo. O 
heredograma 3 é compatível com a herança dominante 
e ligada ao sexo, porque o homem afetado possui todas 
as suas filhas afetadas. O heredograma 4 sugere 
herança autossômica dominante, pois o caráter aparece 
em todas as gerações. 
 
13: [D] 
O homem daltônico apresenta o seguinte genótipo XdY 
e a mulher daltônica portadora do gene é XDXd. A 
probabilidade de nascer uma criança daltônica 
independente do sexo é de 1/2. A probabilidade de 
nascer um bebe do sexo masculino é 0,25. 
 
14: [D] 
Alelos ligados ao sexo: d (daltonismo) e D 
(normalidade) 
Pais: XDY × XDXd 
Filho: XdY 
O cromossomo Xd do filho do sexo masculino é herdado 
de sua mãe. 
 
15: [B] 
II. Falso: O daltonismo é determinado por um gene 
ligado ao cromossomo X e recessivo em mulheres. 
IV. Falso: O homem transmite o seu cromossomo X 
para todas as suas filhas e o cromossomo Y para todos 
os seus filhos do sexo masculino. 
 
16: [C] 
Considerando que o gene para o daltonismo é recessivo 
e ligado ao sexo, uma mulher daltônica, com genótipo 
XdXd, transmitirá o cromossomo X portador do gene d 
para todos os seus filhos do sexo masculino. 
 
17: [C] 
A chance de transmissão do cromossomo x, portador do 
gene para a hemofilia, é de 50%. Sendo menino, a 
probabilidade de ser hemofílico é de 100%. 
 
18: [D] 
Como as filhas do casal 1-2 são normais, concluímos 
que o alelo para a doença é recessivo. Dessa forma, o 
homem afetado (indivíduo 1) tem o genótipo XaY, sua 
esposa (indivíduo 2), XAXA e suas filhas (indivíduos 5, 6 
e 7) são obrigatoriamente XAXa. A probabilidade de o 
indivíduo 12 (filha do casal 7-8) ter o alelo para a 
doença é ½ (0,5). Pode ser XAXA ou XAXa. O indivíduo 
13 (filho do casal 7-8) é XAY, uma vez que tem fenótipo 
normal e, portanto, não tem o alelo para a doença. 
 
19: [B] 
O genótipo heterozigoto é representado por AB/ab Cc. 
Dessa forma, considerando o princípio da segregação 
independente, serão formados quatro tipos de gametas: 
ABC, ABc, abC e abc. A frequência do gameta abc é, 
portanto, igual a ¼. 
 
20: [C] 
A diferenciação sexual em mamíferos é determinada 
pelo cromossomo masculinizante Y. O fenótipo 
recessivo ligado ao cromossomo X é mais frequente em 
homens porque o gene determinante dessas 
características atuam isoladamente. São exemplos a 
hemofilia, o daltonismo, etc. 
 
21: [D] 
Observe o esquema adiante: 
 
 
 
22: [A] 
Na espécie humana, o sexo é determinado pela 
presença ou ausência do cromossomo sexual Y. 
Indivíduos do sexo masculino são heterogaméticos para 
os cromossomos sexuais, ou seja, possuem dois 
cromossomos sexuais diferentes, um X e um Y. No 
cromossomo sexual Y em sua região não homóloga ao 
X, encontra-se o gene determinante da masculinidade, 
chamado TDF (fator determinante de testículos), ou 
SRY (sex-determing region) que determina o fenótipo 
masculino. A proteína codificada por esse gene induz, 
no embrião, a formação de testículos. 
 
23: [C] 
O homem número 9 recebeu o alelo para a hemofilia de 
sua mãe, porque esse gene é ligado ao cromossomo X. 
A probabilidade da mulher número 10 ser portadora do 
gene para a hemofilia é 100%, uma vez que herdou de 
seu pai hemofílico o cromossomo X portador do alelo 
mutante. 
 
24: [D] 
alelos: 
D – visão normal; d – daltonismo 
A – pele normal; a – albinismo 
 
pais: XdYAa × XDXdAa 
P(XdXdA_) = 
1 3 3
4 4 16
× = 
 
25: [D] 
O daltonismo é uma condição genética ligada ao sexo e 
recessiva em mulheres. O homem daltônico herda o 
gene para o daltonismo (d), situado na região não 
homóloga do cromossomo X, de sua mãe normal 
portadora (XDXd) ou daltônica (XdXd). 
 
26: [D] 
A gatinha clonada (copy cat) apresenta padrão de 
coloração do pelo diferente. Isso acontece devido ao 
processo de inativação aleatória de um de seus 
cromossomos x quando, nas primeiras clivagens do 
embrião, forma-se a cromatina sexual (corpúsculo de 
Barr). 
 
27: [E] 
Mesmo sabendo que seu irmão é do grupo sanguíneo 
O, não se pode ter a certeza do genótipo de mulher 
quanto ao grupo sanguíneo ABO. Ela poderá ser IBIB ou 
IBi. Se for IBIB a probabilidade do casal ter uma criança 
do sexo feminino, de visão normal e grupo sanguíneo A 
será zero. Caso a mulher seja IBi, a probabilidade será 
1/8. Nesse caso, vejamos: 
Genótipo da mãe: XdXd IBi 
Genótipo do pai: XDY IAIB 
Probabilidade de a criança nascer com visão normal 
(XDXd): ½ 
Probabilidade de a criança nascer do grupo sanguíneo 
A: ¼ 
Probabilidade de a criança nascer com visão normal e 
do grupo sanguíneo A: ½ x ¼ = 1/8 
 
28: [D] 
Em diversas espécies de insetos, entre elas a maioria 
dos gafanhotos, não há o cromossomo Y; as fêmeas 
têm um par homólogo de cromossomos sexuais (XX), 
enquanto os machos têm um único cromossomo sexual 
X (X0) Esse sistema de determinação do sexo é 
denominado sistema X0. Em insetos himenópteros 
como abelhas, o sistema de determinação do sexo é 
denominado haplodiploide ou haploide/diploide. Nesse 
grupo de insetos, os machos são haploides (n) e as 
fêmeas, diploides (2n). Aves, diversas espécies de 
répteis, algumas espécies de peixes e de insetos, como 
nos lepidópteros, por exemplo, o sexo é determinado 
pelo sistema ZW. Nesse sistema, as fêmeas 
apresentam dois cromossomos sexuais diferentes (ZW), 
enquanto os machos, dois cromossomos sexuais 
homólogos (ZZ). Em mamíferos, a determinação do 
sexo é feita através do bastante conhecido sistema XY, 
no qual são as fêmeas que possuem dois cromossomos 
sexuais iguais (XX), enquanto que os machos possuem 
um par heteromórfico (XY). Esse sistema também está 
presente em diversos insetos (como em drosófilas, por 
exemplo), em diversas espécies de peixes e em 
algumas espécies de plantas. 
 
29: [D] 
Comentário: O heredograma apresenta um caso típico 
de herança recessiva ligada ao sexo. Esse tipo de 
herança é determinada por um gene recessivo presente 
no cromossomo Y, em sua porção não-homóloga ao X. 
 
30: [C] 
Homens hemofílicos receberam o gene da anomalia de 
suas mães, pois o gene está localizado no cromossomo 
X.

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