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Projetos Elétricos I 
Janaina Quarti 
Eletrotécnica 
 
 
 
 
 
 
 
 
Janaina Quarti 
Projetos Elétricos I 
 
Criciúma 
Eletrotécnica 
 
 
 
 
 
 
 
 
SATC — Associação Beneficente da 
Indústria Carbonífera de Santa Catarina 
Presidente de Honra 
Ruy Hülse 
Diretor Executivo 
Fernando Luiz Zancan 
Diretor Administrativo Financeiro 
Marcio Zanuz 
Diretor 
Carlos Antônio Ferreira 
Coordenação Geral da Faculdade 
Jovani Castelan 
Coordenação do Colégio SATC 
Izes Ester Machado Belolli 
 
 
 
Coordenação do Centro Tecnológico 
SATC 
Luciano Dagostin Biléssimo 
Secretária Acadêmica 
Hilda Maria Furlan Ghisi Cruz 
Pesquisadora Institucional 
Kelli Savi da Silva 
Coordenador EaD 
Jaqueline Marcos Garcia de Godoi 
Coordenador do Curso 
Gilberto Fernandes da Silva 
 
Produção do Material Didático 
Equipe EaD. 
 
 
SUMÁRIO 
 
APRESENTAÇÃO .................................................................................................... 07 
 
UNIDADE 1: PROJETOS: CONCEITOS, ATRIBUIÇÕES E ESPONSABILIDADE 
PROFISSIONAL ........................................................................................................ 09 
TÓPICO 1: CONCEITO DE PROJETO ..................................................................... 10 
TÓPICO 2: DIMENSÃO ÉTICA DO TRABALHO DO PROJETISTA ........................ 10 
TÓPICO 3: RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL ............................................... 11 
TÓPICO 5: COMPETÊNCIA PROFISSIONAL ......................................................... 12 
EXERCÍCIOS ............................................................................................................ 13 
CHECK LIST ............................................................................................................. 14 
 
UNIDADE 2: PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ...................................... 15 
TÓPICO 1: PARTES DE UM PROJETO......................................................................16 
TÓPICO 2: SÍMBOLOS GRÁFICOS............................................................................17 
TÓPICO 3: NORMAS TÉCNICAS ............................................................................ 18 
EXERCÍCIOS ............................................................................................................ 19 
CHECK LIST ............................................................................................................. 20 
 
UNIDADE 3: PREVISÃO DE CARGAS DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA....................21 
TÓPICO 1: OBJETIVO .............................................................................................. 22 
TÓPICO 2: PREVISÃO DE CARGAS PARA UNIDADES RESIDENCIAIS .............. 22 
TÓPICO 3: PREVISÃO DE CARGAS PARA ÁREAS COMERCIAIS ...................... 29 
EXERCÍCIO ............................................................................................................... 30 
CHECK LIST ............................................................................................................. 31 
 
UNIDADE 4: DEMANDA DE ENERGIA......................................................................32 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO..........................................................................................33 
TÓPICO 2: CONCEITOS FUNDAMENTAIS ............................................................. 33 
TÓPICO 3: DEMANDA DE RESIDÊNCIAS INDIVIDUAIS.........................................34 
TÓPICO 4: DEMANDA TOTAL PARA EDIFÍCIOS DE USO COLETIVO..................38 
 
 
TÓPICO 5: DEMANDA TOTAL PARA EDIFÍCIOS DE USO COLETIVO COM 
UNIDADES RESIDENCIAIS E COMERCIAIS ...........................................................47 
EXERCÍCIO ..................................................................................................... .........51 
CHECK LIST ............................................................................................................ 53 
 
UNIDADE 5: DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM CIRCUITOS......................................54 
TÓPICO 1: LOCAÇÃO DOS PONTOS.......................................................................55 
TÓPICO 2: SETORES DE UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA .................................... 55 
TÓPICO 3: QUADROS ELÉTRICOS..........................................................................56 
TÓPICO 4: DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM CIRCUITOS TERMINAIS.....................57 
TÓPICO 5: TUBULAÇÕES E FIAÇÃO.......................................................................58 
TÓPICO 6: PRUMADA ELÉTRICA.............................................................................59 
TÓPICO 7: DIAGRAMAS UNIFILARES.....................................................................61 
EXERCÍCIO .............................................................................................................. 65 
CHECK LIST ............................................................................................................ 66 
 
UNIDADE 6: FORNECIMENTO DE ENERGIA...........................................................67 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO..........................................................................................68 
TÓPICO 2: DEFINIÇÕES ......................................................................................... 68 
TÓPICO 3: DIMENSIONAMENTOS............................................................................70 
EXERCÍCIO .............................................................................................................. 75 
CHECK LIST ............................................................................................................ 76 
 
UNIDADE 7: DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS.....................77 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO..........................................................................................78 
TÓPICO 2: CRITÉRIO DA CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE ........ 78 
TÓPICO 3: CRITÉRIO DO LIMITE DE QUEDA DE TENSÃO....................................97 
TÓPICO 4: SEÇÕES MÍNIMAS DOS CONDUTORES..............................................101 
EXERCÍCIO .............................................................................................................107 
CHECK LIST..............................................................................................................108 
 
UNIDADE 8: PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTES.....................................109 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO.........................................................................................110 
TÓPICO 2: PROTEÇÃO CONTRA SOBRECARGA.................................................110 
TÓPICO 3: PROTEÇÃO CONTRA CURTO-CIRCUITO...........................................112 
TÓPICO 4: CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO PRESUMIDA...............................113 
TÓPICO 5: DIMENSIONAMENTO DOS DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO..............122 
EXERCÍCIO...............................................................................................................126 
CHECK LIST..............................................................................................................127 
 
UNIDADE 9: ELETRODUTOS..................................................................................128 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO........................................................................................129 
TÓPICO 2: DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO............................................129 
EXERCÍCIO ..............................................................................................................134 
CHECK LIST..............................................................................................................135UNIDADE 10: ATERRAMENTO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS.......................136 
TÓPICO 1: ATERRAMENTO....................................................................................137 
TÓPICO 2: TIPOS DE ATERRAMENTO..................................................................137 
TÓPICO 3: COMPONENTES DE UM SISTEMA DE ATERRAMENTO...................138 
TÓPICO 4: ESQUEMAS DE ATERRAMENTO........................................................141 
TÓPICO 5: PERIGOS E EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA.............................147 
TÓPICO 6: DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO À CORRENTE DIFERENCIAL 
RESIDUAL (DR)........................................................................................................148 
EXERCÍCIOS............................................................................................................151 
CHECK LIST.............................................................................................................152 
 
UNIDADE 11: SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS 
(SPDA).......................................................................................................................153 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO........................................................................................154 
TÓPICO 2: FORMAÇÃO DO RAIO...........................................................................154 
TÓPICO 3: MODELO ELETROGEOMÉTRICO.........................................................158 
TÓPICO 4: MÉTODO DE FRANKLIN.......................................................................161 
TÓPICO 5: MÉTODO DE FARADAY........................................................................161 
TÓPICO 6: CONDUTORES DE DESCIDA................................................................162 
TÓPICO 7: SISTEMA DE ATERRAMENTO..............................................................164 
EXERCÍCIOS.............................................................................................................168 
CHECK LIST..............................................................................................................169 
 
 
GABARITO COMENTADO.........................................................................................170 
 
REFERÊNCIAS............................................................................................................183 
 
 
 
 
7 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Bem-vindo(a) à disciplina de Projetos Elétricos I do curso de Eletrotécnica, 
na modalidade a distância, da SATC. Este material foi desenvolvido para ensinar você 
a interpretar e desenvolver projetos de instalações elétricas residenciais e prediais. 
Em nosso ponto de partida, Unidade 1, estudaremos os aspectos envolvidos 
no trabalho do profissional projetista. Entenderemos também o que é necessário para 
ser habilitado para elaboração de projetos de instalações elétricas. Na Unidade 2 
identificaremos as partes que constituem um projeto de instalações elétricas. Além 
disso, serão descritas as principais normas técnicas a serem observadas pelo 
projetista, bem como a simbologia a ser aplicada em projetos. Já a Unidade 3 trará 
algumas recomendações quanto à previsão de cargas de iluminação, tomadas e 
cargas especiais para unidades destinadas à habitação. Na Unidade 4 trabalharemos 
com os cálculos de demanda de energia de unidades residenciais individuais, unidades 
comerciais e edifícios de uso coletivo. Na Unidade 5 veremos como são locados os 
pontos elétricos em planta. Entenderemos como é feita a divisão da instalação elétrica 
em circuitos terminais e como é feita a representação das tubulações e fiação em 
planta. A Unidade 6 apresenta os conceitos mais importantes relacionados ao 
fornecimento de energia elétrica por parte das concessionárias de energia. Além disso, 
veremos como são especificados os componentes do ramal de ligação e do ramal de 
entrada de uma instalação. Na Unidade 7 entenderemos como são dimensionados os 
condutores elétricos utilizados nas instalações. Na Unidade 8 estudaremos sobre o 
dimensionamento dos dispositivos de proteção contra sobrecarga e curto-circuito. Na 
Unidade 9 aprenderemos como dimensionar eletrodutos para uma instalação. A 
Unidade 10 trata dos diferentes tipos de aterramento elétrico e, por fim, a Unidade 11 
refere-se aos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas. 
A carga horária dessa disciplina é de 70 horas/aula, mas você poderá 
organizar seus momentos de estudos com autonomia, conforme os horários de sua 
preferência. No entanto, não esqueça que há um prazo limite para a conclusão desse 
processo. Então fique atento as datas para realizar as avaliações presenciais, as on-
line, publicadas pelos professores no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e 
possíveis trabalhos solicitados pelo educador. 
Para o estudo dessa apostila você terá auxílio de alguns recursos 
pedagógicos que facilitarão o seu processo de aprendizagem. Perceba que a margem 
8 
 
externa das páginas dos conteúdos são maiores. Elas servem tanto para você fazer 
anotações durante os seus estudos quanto para o professor incluir informações 
adicionais importantes. Esse material também dispõe de vários ícones de 
aprendizagem, os quais destacarão informações relevantes sobre os assuntos que 
você está estudando. Vejamos quais são eles e os seus respectivos significados: 
 
ÍCONES DE APRENDIZAGEM 
 
Indica a proposta de 
aprendizagem para cada 
unidade da apostila. 
 
Mostra quais conteúdos serão 
estudados em cada unidade 
da apostila. 
 
Apresenta exercícios 
sobre cada unidade. 
 
Apresenta os conteúdos mais 
relevantes que você deve ter 
aprendido em cada unidade. 
Se houver alguma dúvida 
sobre algum deles, você deve 
estudar mais antes de entrar 
nas outras unidades. 
 
Apresenta a fonte de 
pesquisa das figuras e as 
citações presentes na 
apostila. 
 
Traz perguntas que auxiliam 
você na reflexão sobre os 
conteúdos e no 
sequenciamento dos 
mesmos. 
 
Apresenta curiosidades e 
informações 
complementares sobre 
um conteúdo. 
 
Traz endereços da internet ou 
indicações de livros que 
possam complementar o seu 
estudo sobre os conteúdos. 
 
Lembre-se também de diariamente verificar se há publicações de aulas no 
Portal. Pois é por meio delas que os professores passarão a você todas as orientações 
sobre a disciplina. 
Ainda é bom lembrar que além do auxílio do professor, você também poderá 
contar com o acompanhamento de nosso sistema de Tutoria. Você poderá entrar em 
contato sempre que sentir necessidade, seja pelo email 
tutoria.eadedutec@satc.edu.br ou pelo telefone (48) 3431 – 7590/ 3431 – 7596. 
 
9 
 
UNIDADE 1 
PROJETOS: CONCEITOS, ATRIBUIÇÕES E 
RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade você deverá: 
 
 explicar o conceito de projeto; 
 explicar o que está envolvido no trabalho do 
profissional projetista; 
 explicar o que é necessário para ser habilitado para 
elaboração de projetos de instalações elétricas. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em quatro tópicos, 
organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: CONCEITO DE PROJETO 
TÓPICO 2: DIMENSÃO ÉTICA DO TRABALHO DO 
PROJETISTA 
TÓPICO 3: RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL 
TÓPICO 4: COMPETÊNCIA PROFISSIONAL 
10 
 
 
TÓPICO 1 
CONCEITO DE PROJETO 
 
Projetar é elaborar soluções que podem ser 
implementadas para a resolução de determinados problemas. 
É importante ter em mente, na visão de projetista, que 
a solução não é única. Frequentemente, existem diversasalternativas de soluções possíveis cabendo ao projetista examiná-
las, avaliar as possibilidades de cada uma delas e, finalmente, 
inclinar-se por aquela que julgar a mais adequada. 
 
TÓPICO 2 
DIMENSÃO ÉTICA DO TRABALHO DO PROJETISTA 
 
O bom projetista é movido pelo senso de 
responsabilidade, o qual envolve os seguintes aspectos: 
 
 desejo de prosseguir até o fim, buscando levar a 
solução ao bom êxito; 
 disposição para inovar sempre; 
 companheirismo e solidariedade com os colegas por 
meio do intercâmbio de informações técnicas; 
 acompanhamento da implantação e do desempenho 
das soluções; 
 responsabilidade profissional. 
 
Atualmente, as atividades nos âmbitos técnico e da 
engenharia já estão contempladas pelo Código de Ética 
Profissional, publicado pelo sistema CONFEA e pelo CREA. 
 
 
 
11 
 
 
 
O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia 
(CONFEA) é um conselho de fiscalização profissional, não sendo 
entidade de classe, na forma de autarquia pública, responsável 
pela regulamentação e julgamento final no Brasil das atividades 
profissionais relacionadas às classes que abrange: Engenharia, 
Agronomia, bacharéis em Geografia, Geologia e Meteorologia, 
possuindo mais de trezentos títulos profissionais nos níveis 
técnico e superior (tecnólogo, licenciado e bacharel), além de 
anotar também títulos de pós-graduação. 
Os Conselhos Regionais de Engenharia e 
Agronomia (CREA) são entidades pertencentes à esfera 
estadual e constituem a manifestação regional do Conselho 
Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), sendo 
responsáveis pela fiscalização do exercício das profissões da 
área tecnológica em âmbito regional. 
O CREA exerce o papel de primeira e segunda 
instância, verificando, orientando e fiscalizando o exercício 
profissional com a missão de defender a sociedade da prática 
ilegal das atividades abrangidas pelo sistema CONFEA/CREA. 
 
TÓPICO 3 
RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL 
 
Para o desempenho profissional de suas atividades, o 
projetista deve obter habilitação específica por meio de formação 
em centros educacionais especializados (universidades, 
faculdades de engenharia, centros de educação tecnológica, 
escolas técnicas, etc.) e registro no respectivo Conselho 
Profissional. 
CONFEA? CREA? 
 
 Esse texto foi 
retirado do site: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/
CONFEA 
 
 
12 
 
 
O registro profissional, no caso de cursos superiores e 
cursos técnicos da área de engenharia no CREA, confere ao 
profissional a habilitação necessária, especificando as áreas e os 
limites de suas atribuições profissionais. 
Segundo definição do próprio CREA, a sua função é 
atuar em defesa da sociedade contra os maus profissionais e não 
como associação de classe. Para a defesa dos interesses dos 
técnicos e engenheiros existem as associações e sindicatos. 
Cada projeto terá o seu registro no CREA por meio de 
uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Nesta 
ocasião, o conselho verifica se o profissional está habilitado para 
aquela especialidade, fazendo a respectiva anotação que passará 
a constar do acervo técnico do profissional; 
A ART descreve o objeto do projeto, o qual, na forma 
da legislação em vigor, estará sob responsabilidade do técnico. 
 
TÓPICO 4 
COMPETÊNCIA PROFISSIONAL 
 
Os profissionais habilitados para as atividades de 
elaboração de projetos de instalação de energia são os 
engenheiros e técnicos industriais de nível médio, conforme 
atribuições definidas para cada categoria profissional. 
Para verificar as atribuições de acordo com cada 
categoria, deve-se consultar o CREA de sua região. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. O que significa projetar e o que o projetista deverá ter em 
mente em relação ao desenvolvimento de um projeto? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
2. O que é o CREA e qual a sua função? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
3. O que é necessário para que o profissional projetista esteja 
habilitado para o desempenho de sua função? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
4. Quem são os profissionais habilitados para elaboração de 
projetos de instalações elétricas? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
14 
 
 
 CHECK LIST 
 
Nessa unidade você pôde aprender: 
 
 um projeto é a apresentação de uma solução 
proposta para solução de um determinado problema; 
 o profissional projetista deve buscar soluções com a 
disposição de inovar, buscando o intercâmbio de 
informações técnicas, não deixando de acompanhar 
a execução de seus projetos; 
 a habilitação para elaboração de projetos elétricos 
inclui a habilitação específica (curso técnico) e o 
registro no CREA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
UNIDADE 2 
PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade você deverá: 
 
 identificar as partes de um projeto de instalações 
elétricas; 
 explicar as principais normas técnicas relacionadas; 
 explicar o conceito de NR. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em três tópicos, organizados 
de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: PARTES DE UM PROJETO 
TÓPICO 2: SÍMBOLOS GRÁFICOS 
TÓPICO 3: NORMAS TÉCNICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
TÓPICO 1 
PARTES DE UM PROJETO 
 
Na unidade 1 aprendemos o conceito de projeto. Agora 
iremos identificar no que consiste elaborar um projeto de 
instalação elétrica. Em resumo pode-se dizer que projetar uma 
instalação elétrica consiste basicamente: 
 
 quantificar, determinar os tipos e localizar os pontos 
de utilização de energia elétrica; 
 dimensionar, definir o tipo e o caminho dos 
condutores e condutos; 
 dimensionar, definir o tipo e a localização dos 
dispositivos de comando, de medição de energia 
elétrica e demais acessórios. 
 
Em um projeto de instalações de edifícios de uso 
coletivo, é necessária a apresentação dos documentos que serão 
listados na sequência. 
 
 ART (Anotação de Responsabilidade Técnica); 
 Carta de solicitação e aprovação à concessionária; 
 Memorial descritivo; 
 Memorial de cálculo: 
 cálculo da demanda; 
 dimensionamento dos condutores; 
 dimensionamento dos condutos; 
 dimensionamento das proteções. 
 Plantas: 
 planta de situação; 
 planta dos pavimentos. 
 Esquemas verticais (prumadas): 
 elétrica; 
17 
 
 antena coletiva; 
 porteiro eletrônico; 
 outras instalações complementares (alarme, 
segurança, iluminação de emergência, etc.). 
 Quadros: 
 quadros de distribuição de cargas; 
 diagramas multifilares (ou unifilares). 
 Detalhes: 
 entrada de serviço; 
 caixa seccionadora; 
 centros de medição; 
 para-raios; 
 caixasde passagem; 
 aterramentos; 
 especificações; 
 lista de materiais. 
 
TÓPICO 2 
SÍMBOLOS GRÁFICOS 
 
Os símbolos gráficos utilizados nos projetos são 
padronizados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT), por meio das seguintes normas: 
 
 NBR-5444: Símbolos Gráficos para Instalações 
Prediais; 
 NBR-5446: Símbolos Gráficos Usados na Confecção 
de Esquemas; 
 NBR-5453: Sinais e Símbolos para Eletricidade. 
 
 
18 
 
 
TÓPICO 3 
NORMAS TÉCNICAS 
 
Para elaboração de um projeto de instalações elétricas 
é fundamental observar as normas técnicas da ABNT. Abaixo 
estão relacionadas as principais normas a serem observadas: 
 
 NBR-5410: Instalações Elétricas em Baixa Tensão; 
 NBR-14039: Instalações Elétricas em Média Tensão; 
 NBR-5419: Proteção de Estruturas contra Descargas 
Atmosféricas; 
 NBR-5413: Iluminância de Interiores; 
 Outras normas específicas aplicáveis. 
 
 
 
Além das normas técnicas da ABNT, o projetista 
deverá também estar atento as normas técnicas da 
concessionária local em que será executado o projeto. 
Existe ainda outra norma que deve ser observada. 
Trata-se da NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em 
Eletricidade. Note que agora trata-se de uma NR. 
 
 
 
Mas, será que para elaboração de um projeto de 
instalações elétricas basta observar as normas da 
ABNT? 
NR significa Norma Regulamentadora. As normas 
regulamentadoras foram instituídas pelo Ministério do 
Trabalho e Emprego. Seu objetivo é estabelecer 
normas de cuidados com a saúde e a segurança do 
trabalho. 
 Para saber 
mais sobre NRs acesse 
o site: 
http://guiadosindicosoroc
aba.com.br/esclarecedo-
duvidas-sobre-nr-de-
seguranca-do-trabalho 
 
19 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. No que consiste a elaboração de um projeto elétrico? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
2. Cite as principais normas técnicas da ABNT que devem ser 
observadas para elaboração de um projeto elétrico? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
3. A que refere-se a NR 10? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
 
 CHECK LIST 
 
Nessa unidade você pôde aprender: 
 
 um projeto é constituído de várias plantas e 
memoriais com o intuito de facilitar a execução das 
instalações projetadas; 
 para elaboração de um projeto elétrico deve-se 
observar as normas da ABNT relacionadas, bem 
como as normas da concessionária local e também 
a NR 10; 
 uma NR é uma Norma Regulamentadora, elaborada 
com o intuito de estabelecer normas de cuidados 
com a saúde e a segurança do trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
UNIDADE 3 
PREVISÃO DE CARGAS DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA 
 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade será capaz de: 
 
 determinar a potência necessária para iluminação 
dos diversos ambientes de uma residência; 
 determinar a quantidade e a potência mínima 
necessária de tomadas de uso geral de uma 
residência e também de ambientes destinados a fins 
comerciais; 
 selecionar os equipamentos de uso específico para 
uma unidade com fins de habitação. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em três tópicos, organizados 
de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: OBJETIVO 
TÓPICO 2: PREVISÃO DE CARGAS PARA UNIDADES 
RESIDENCIAIS 
TÓPICO 3: PREVISÃO DE CARGAS PARA ÁREAS 
COMERCIAIS 
 
22 
 
 
TÓPICO 1 
OBJETIVO 
 
A previsão de cargas de uma instalação elétrica 
consiste em determinar e quantificar todos os pontos de utilização 
de energia elétrica, incluindo iluminação, tomadas e cargas 
especiais. 
As tomadas de uma instalação elétrica são divididas 
em duas categorias. As tomadas de uso geral, também 
conhecidas como TUGs e as tomadas de uso específico (TUEs). 
Uma tomada de uso geral serve para alimentação de 
equipamentos gerais, cuja corrente nominal seja inferior a 10 A. 
As tomadas de uso específico são destinadas a alimentação de 
equipamentos específicos com corrente nominal igual ou superior 
a 10 A. 
Nos tópicos a seguir veremos como desenvolver a previsão 
de cargas de uma instalação. 
 
TÓPICO 2 
PREVISÃO DE CARGAS PARA UNIDADES RESIDENCIAIS 
 
A norma brasileira NBR 5410 – Instalações Elétricas de 
Baixa Tensão prescreve algumas recomendações quanto às 
quantidades e potências mínimas dos pontos de utilização de 
energia de unidades para fins de habitação, tais como casas e 
apartamentos. 
Utilizando a NBR 5410/2004 vamos determinar os 
pontos de Iluminação de acordo com os seguintes critérios: 
 
a) as cargas de iluminação devem ser determinadas 
como resultado da aplicação da NBR 5413; 
b) para os aparelhos fixos de iluminação a descarga, a 
potência nominal a ser considerada deverá incluir a 
Essa unidade 
baseia-se no item 9.5.2 da 
NBR 5410:2004 
 
 
23 
 
potência das lâmpadas, as perdas e o fator de 
potência dos equipamentos auxiliares; 
c) em cada cômodo ou dependência de unidades 
residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e 
similares deve ser previsto pelo menos um ponto de 
luz fixo no teto, com potência mínima de 100 VA, 
comandado por interruptor de parede; 
d) em unidades residenciais, como alternativa, para a 
determinação das cargas de iluminação, pode ser 
adotado o seguinte critério: 
 em cômodos ou dependências com área igual ou 
inferior a 6 m², deve ser prevista uma carga mínima 
de 100 VA; 
 em cômodos ou dependências com área superior a 
6 m², deve ser prevista uma carga mínima de 100 
VA para os primeiros 6 m², acrescida de 60 VA para 
cada aumento de 4 m² inteiros. 
 
Observação: nas acomodações de hotéis, motéis e 
similares pode-se substituir o ponto de luz fixo no teto por tomada 
de corrente, com potência mínima de 100 VA, comandada por 
interruptor de parede. 
 
 
 
 
 
 considere um apartamento com as seguintes 
características: 
Os valores apurados correspondem à potência 
destinada a iluminação para efeito de 
dimensionamento dos circuitos e não 
necessariamente à potência nominal das lâmpadas. 
Com relação a quantidade e a distribuição das 
lâmpadas, fica a critério do projetista. 
 
24 
 
 
 sala: 16 m²; 
 dormitório: 12 m²; 
 banheiro: 3,5 m²; 
 cozinha: 15 m². 
 
Partindo desses dados, calcule a potência mínima necessária 
para cada cômodo. 
 
Solução: note que a sala têm 16 m² de área. De 
acordo com a NBR 5410, sabemos que nos cômodos ou 
dependências com área superior a 6 m² deve ser prevista uma 
carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m², acrescida de 60 
VA para cada aumento de 4 m² inteiros. Sendo assim temos: 
 
6 m² - 100 VA 
4 m² - 60 VA 
4 m² - 60 VA 
Total: 220 VA 
 
Observe que paramos em 14 m². Isto acontece porque 
não temos mais 4 m² inteiros. Sendo assim, a sala necessita de 
220 VA de iluminação. 
 
Dormitório: 12 m² 
6 m² - 100 VA 
4 m² - 60 VATotal: 160 VA 
 
Banheiro: 3,5 m² 
Até 6 m² - 100 VA 
 
Cozinha: 15 m² 
6 m² - 100 VA 
25 
 
4 m² - 60 VA 
4 m² - 60 VA 
Total: 220 VA 
 
Utilizando novamente como base a NBR 5410/2004, 
vamos determinar as quantidades e as potências mínimas de 
Tomadas de Uso Geral de acordo com os critérios: 
 
a) nas unidades residenciais e nas acomodações de 
hotéis, motéis e similares o número de tomadas de 
uso geral deve ser fixado de acordo com o seguinte: 
 em banheiros, pelo menos uma tomada junto ao 
lavatório; 
 em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de 
serviço, lavanderias e locais análogos, no mínimo 
uma tomada para cada 3,5 m, ou fração de 
perímetro, sendo que, acima de cada bancada 
com largura igual ou superior a 0,30 m, deve ser 
prevista pelo menos uma tomada; 
 em halls, corredores, subsolos, garagens, sótãos 
e varandas, pelo menos uma tomada; 
 nos demais cômodos e dependências, se a área 
for igual ou inferior a 6 m², pelo menos uma 
tomada; se a área for superior a 6 m², pelo menos 
uma tomada para cada 5 m, ou fração de 
perímetro, espaçadas tão uniformemente quanto 
possível. 
 
Observação: no caso de varandas, quando não for 
possível a instalação da tomada no próprio local, esta deverá ser 
instalada próxima ao seu acesso. 
 
26 
 
 
b) nas unidades residenciais e nas acomodações de 
hotéis, motéis e similares, às tomadas de uso geral 
devem ser atribuídas as seguintes potências: 
 em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, 
áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, 
no mínimo 600 VA por tomada, até três tomadas, 
e 100 VA, por tomada, para as excedentes, 
considerando cada um desses ambientes 
separadamente; 
 nos demais cômodos ou dependências, no 
mínimo 100 VA por tomada. 
c) em halls de escadaria, salas de manutenção e 
salas de localização de equipamentos, tais como 
casas de máquinas, salas de bombas, barriletes e 
locais análogos deve ser prevista no mínimo uma 
tomada; 
d) Aos circuitos terminais que sirvam às tomadas de 
uso geral nos locais indicados na alínea c deve 
ser atribuída uma potência de no mínimo 1 000 
VA. 
 
 considere o apartamento mencionado no 
exercício anterior com as seguintes características: 
 
 sala: 16 m; 
 dormitório: 14 m; 
 banheiro: 3,5 m; 
 cozinha: 16 m. 
 
Solução: sala - no quarto ponto da alínea a, notamos 
que deve ser prevista 1 tomada para cada 5 m ou fração de 
perímetro. Sendo assim, temos: 16/5 = 3,2. Para o cálculo das 
27 
 
tomadas, a fração leva a acrescentar uma tomada. Então, 
teremos 4 tomadas de uso geral de 100 VA cada. 
 
Dormitório: 14/5 = 2,8. Total de 3 tomadas de 100 VA cada. 
 
Banheiro: no banheiro, de acordo com o primeiro ponto da alínea 
a, o mínimo é 1 tomada independente do perímetro. E de acordo 
com o primeiro ponto da alínea b, a tomada deve ser de 600 VA. 
 
Cozinha: conforme o segundo ponto da alínea a, em cozinhas 
utilizamos 1 tomada para cada 3,5 m ou fração de perímetro. 
Logo teremos: 16/3,5 = 4,6. Sendo assim, teremos 5 tomadas. 
Sendo que 3 tomadas devem ser de 600 VA cada e 2 de 100 VA 
cada. 
 
 
 
 
Fique atento! Para calcular a potência necessária de 
iluminação de um cômodo, levamos em conta a área do ambiente, 
já no cálculo da quantidade de tomadas nós utilizamos o 
perímetro. 
No início dessa unidade aprendemos que devemos 
prever também para uma instalação, as Tomadas de Uso 
Específico, ou seja, as tomadas para alimentação dos 
equipamentos com corrente nominal igual ou superior a 10 A. 
Nesses casos devemos observar os critérios a seguir: 
 
a) às tomadas de uso específico deve ser atribuída 
uma potência igual à potência nominal do 
equipamento a ser alimentado; 
Você percebeu que para determinar a potência 
de iluminação, a unidade utilizada foi m² e para 
determinar a quantidade de tomadas foi utilizada 
a unidade m? 
28 
 
 
b) quando não for conhecida a potência nominal do 
equipamento a ser alimentado, deve-se atribuir à 
tomada de corrente uma potência igual à potência 
nominal do equipamento mais potente, com 
possibilidade de ser ligado; 
c) as tomadas de uso específico devem ser instaladas, 
no máximo, a 1,5 m do local previsto para o 
equipamento a ser alimentado. 
 
A tabela 1 a seguir apresenta as potências típicas de 
alguns aparelhos eletrodomésticos utilizados: 
 
 
 
Será necessário ainda fazer a previsão das diversas 
cargas especiais que atendem aos sistemas de utilidades dos 
edifícios. Podemos citar, como exemplos, os motores para 
elevadores, as bombas para recalque d’água, as bombas para 
drenagem de águas pluviais e esgotos, as bombas para combate 
A tabela ao lado 
foi retirada do site: 
http://portal.celesc.com.br/ 
portal/atendimento/index2.php
?option=com_docman&task=
doc_view&gid=16&Itemid=10
3 
 
 
 Consulte o site: 
http://www.ipce.com.br/old/
tab_pag25.asp e conheça 
as potências típicas de 
outros aparelhos elétricos. 
 
 
29 
 
a incêndio, os sistemas de aquecimento central, etc. Em geral, 
essas cargas são de uso comum e, portanto, chamadas cargas de 
condomínio. 
A determinação da potência dessas cargas depende de 
cada caso específico e geralmente é definida pelos fornecedores 
especializados dos diversos sistemas, cabendo ao projetista 
prever a potência solicitada por eles. 
 
TÓPICO 3 
PREVISÃO DE CARGAS PARA ÁREAS COMERCIAIS 
 
O cálculo da iluminação para essas áreas pode ser feito 
de acordo com as prescrições estabelecidas na NBR 5413 – 
Iluminância de Interiores, que define os critérios a serem 
seguidos, especificando o nível de iluminamento de acordo com a 
utilização do recinto. Esse assunto será abordado no componente 
curricular Projetos Elétricos II. 
Para a previsão de tomadas de uso geral em áreas 
comerciais e de escritórios, podemos adotar o seguinte critério: 
 
 escritórios comerciais (ou análogos) com área igual 
ou inferior a 40 m2: 1 tomada para cada 3 m ou 
fração de perímetro; ou 1 tomada para cada 4 m2 ou 
fração de área (adotar o que conduzir ao maior 
número); 
 escritórios comerciais (ou análogos) com área 
superior a 40 m2: 10 tomadas para os primeiros 40 
m2 e 1 tomada para cada 10 m2 ou fração, de área 
restante; 
 em lojas: 1 tomada para cada 30 m2, ou fração de 
área, não computadas as tomadas destinadas a 
vitrines e à demonstração de aparelhos; 
 a potência das tomadas de uso geral em escritórios 
e lojas será de 200 VA. 
30 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Abaixo estão relacionadas as características de uma residência 
uni familiar qualquer. Tendo como referência essas 
características, responda as questões que as seguem: 
 
 dormitório 1: 4 m x 4 m; 
 dormitório 2: 5 m x 4 m; 
 dormitório 3: 5 m x 3,5 m; 
 banheiro 1: 2,5 m x 2,0 m; 
 banheiro 2: 2,5 m x 2,0 m; 
 sala de estar: 5 m x 4 m; 
 cozinha: 4 m x 4 m; 
 lavanderia: 3 m x 2 m. 
 
a. Qual a potência mínima necessária para iluminação dessa 
residência? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
b. Qual a potência mínima necessária para TUGs dessa 
residência? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
31 
 
 CHECK LIST 
 
Nessaunidade você pôde aprender: 
 
 a norma brasileira, NBR 5410, estabelece as 
condições mínimas para que seja feita a previsão de 
cargas de unidades destinadas à habitação; 
 por intermédio da área do ambiente podemos 
determinar a potência mínima de iluminação 
necessária; 
 podemos determinar a quantidade de tomadas de 
uso geral de um ambiente por meio de seu 
perímetro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
UNIDADE 4 
DEMANDA DE ENERGIA 
 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade você deverá: 
 
 calcular a demanda de energia de unidades 
residenciais individuais; 
 calcular a demanda de unidades comerciais; 
 calcular a demanda de edifícios de uso coletivo. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em cinco tópicos, 
organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO 
TÓPICO 2: CONCEITOS FUNDAMENTAIS 
TÓPICO 3: DEMANDA DE RESIDÊNCIAS INDIVIDUAIS 
TÓPICO 4: DEMANDA TOTAL PARA EDIFÍCIOS DE USO 
COLETIVO 
TÓPICO 5: DEMANDA TOTAL PARA EDIFÍCIOS DE USO 
COLETIVO COM UNIDADES RESIDENCIAIS E 
COMERCIAIS 
 
 
33 
 
TÓPICO 1 
INTRODUÇÃO 
 
Ao observar o funcionamento de uma instalação elétrica 
residencial, comercial ou industrial, pode-se constatar que a 
potência elétrica consumida é variável a cada instante. Isso ocorre 
porque nem todas as cargas instaladas estão todas em 
funcionamento simultâneo. A potência total solicitada pela 
instalação da rede a cada instante será, portanto, função das 
cargas em operação e da potência elétrica absorvida por cada 
uma delas a cada instante. Por isso, para realizar o 
dimensionamento dos condutores elétricos que alimentam os 
quadros de distribuição, os quadros terminais e seus respectivos 
dispositivos de proteção não seria razoável, nem técnica, nem 
economicamente a consideração da demanda como sendo a 
soma de todas as potências instaladas. 
 
 
 
Entenderemos o conceito de demanda no tópico a 
seguir. 
 
TÓPICO 2 
CONCEITOS FUNDAMENTAIS 
 
 Antes de iniciar nossos estudos sobre o cálculo de 
demanda de uma unidade, é importante conhecer alguns 
conceitos relacionados que devem ser compreendidos. São eles: 
 
Mais o que é demanda? 
Essa unidade 
baseia-se no livro: 
Instalações Elétricas Prediais 
– Domingos Leite Lima Filho. 
 
 
34 
 
 
 carga ou potência instalada: é a soma de todas as 
potências nominais de todos os aparelhos elétricos 
pertencentes a uma instalação ou sistema; 
 demanda: é a potência elétrica realmente absorvida 
em um determinado instante por um aparelho ou por 
um sistema; 
 demanda média de um consumidor ou sistema: é 
a potência elétrica média absorvida durante um 
intervalo de tempo determinado (15 minutos, 30 
minutos); 
 demanda máxima de um consumidor ou sistema: 
é a maior de todas as demandas ocorridas em um 
período de tempo determinado; representa a maior 
média de todas as demandas verificadas em um 
dado período (1 dia, 1 semana, 1 mês, 1 ano); 
 potência de alimentação, potência de demanda 
ou provável demanda: é a demanda máxima da 
instalação. Este é o valor que será utilizado para o 
dimensionamento dos condutores alimentadores e 
dos respectivos dispositivos de proteção; será 
utilizado também para classificar o tipo de 
consumidor e seu padrão de atendimento pela 
concessionária local; 
 fator de demanda: é a razão entre a demanda 
máxima e a potência instalada: 
 
𝑭𝑫 = 
𝑫𝒎á𝒙
𝑷𝒊𝒏𝒔𝒕
 
 
TÓPICO 3 
DEMANDA DE RESIDÊNCIAS INDIVIDUAIS 
 
Para o cálculo da demanda de residências individuais 
(casas e apartamentos), aplicam-se os valores da tabela 1, 
35 
 
usados para a determinação do fator de demanda de cargas de 
iluminação e tomadas de uso geral. Dessa forma, a provável 
demanda para esses tipos de consumidores pode ser calculada 
pela expressão: 
 
𝑷𝑫 = ( 𝑷𝟏 ∗ 𝒈) + 𝑷𝟐 
 
Sendo: 
 
PD: provável demanda; 
g: fator de demanda (conforme tabela 2); 
P1: soma das potências nominais atribuídas à 
iluminação e tomadas de uso geral; 
P2: soma das potências nominais atribuídas às 
tomadas de uso específico. 
 
A tabela 2, abaixo, estabelece os valores de fator de 
demanda (g) para potência de alimentação de residências 
individuais: 
 
Potência de Iluminação e 
Tomadas de Uso Geral 
P1 (kW) 
Fator de Demanda (g) 
0 < P1 ≤ 1 0,88 
1 < P1 ≤ 2 0,75 
2 < P1 ≤ 3 0,66 
3 < P1 ≤ 4 0,59 
4 < P1 ≤ 5 0,52 
5 < P1 ≤ 6 0,45 
6 < P1 ≤ 7 0,4 
7 < P1 ≤ 8 0,35 
8 < P1 ≤ 9 0,31 
9 < P1 ≤ 10 0,27 
10 < P1 0,24 
 
 
A tabela ao lado 
foi retirada de: Instalações 
Elétricas Prediais – Teoria & 
Prática – Severino Cervelin e 
Geraldo Cavalin. 
 
 
36 
 
 
 calcular a provável demanda para um 
apartamento que tenha as seguintes cargas instaladas: 
 
 iluminação: 1900 VA; 
 tomada de uso geral: 4200 VA; 
 tomadas de uso específico: 15000 W; 
 vamos considerar o fator de potência (cos φ = 1). 
 
Solução: 
P1 = Ilum + TUG 
P1 = 1900 + 4200 
P1 = 6100 VA = 6,1 kVA 
P1 = 6,1 kW 
Com P1 = 6,1 kW, na tabela 2, temos g = 0,4 
 
P2 = 15000 W ou 15 kW = 15 kVA 
𝑷𝑫 = ( 𝟔, 𝟏 ∗ 𝟎, 𝟒) + 𝟏𝟓 
𝑷𝑫 = 𝟏𝟕, 𝟒𝟒 𝒌𝑽𝑨 
 
 
A demanda deve sempre ser expressa em VA ou kVA 
(potência absorvida da rede). Devemos estar atentos aos fatores 
de potência das cargas, observando a relação entre a potência 
aparente (VA) e a potência ativa (W). Note a figura 1 a seguir: 
 
No exemplo anterior, a potência instalada é de 
21100 VA = 21,1 kVA, enquanto a Provável 
Demanda é de 17,44 kVA. 
 
37 
 
 
 
Da figura acima podemos escrever as seguintes 
relações: 
 
𝐜𝐨𝐬 𝜽 = 
𝑷
𝑺
 
 
𝑺 = 
𝑷
𝐜𝐨𝐬 𝜽
 
 
𝑺𝟐 = 𝑷𝟐 + 𝑸𝟐 
 
Sendo: 
 
S: Potência Aparente, em VA ou kVA; 
P: Potência Ativa, em W ou kW; 
Q: Potência Reativa, em VAR ou kVAr; 
Cos θ: Fator de Potência. 
 
 
 
 
 
A figura ao lado 
foi retirada do site: 
http://concursosengenhariaele
trica.blogspot.com.br/2011/12/
triangulo-de-potencias.html 
. 
 
 
Nas instalações de residências e 
apartamentos encontramos um grande número 
de cargas resistivas. Nesses casos, podemos 
considerar W = VA, pois o fator de potência é 
próximo da unidade. 
38 
 
 
TÓPICO 4 
DEMANDA TOTAL PARA EDIFÍCIOS DE USO COLETIVO 
 
A demanda total do edifício será determinada pela 
aplicação de um fator de segurança (1,20) à soma da demanda 
correspondente aos apartamentos com a demanda 
correspondente ao condomínio, conforme a equação a seguir: 
 
𝑫𝒆𝒅𝒊𝒇 = 𝟏, 𝟐𝟎 (𝑫𝒂𝒑𝒕𝒐𝒔 + 𝑫𝒄𝒐𝒏𝒅𝒐𝒎) 
 
Sendo: 
 
 Dedif: demanda total do edifício; 
 Daptos: demanda correspondente aos apartamentos; 
 Dcondom: demanda correspondente ao condomínio. 
 
Demanda dos Apartamentos 
 
A demanda correspondente aos apartamentos é feita 
pelo produto do fator para diversificação de carga em função do 
número de apartamentos (tabela 4), pelo valor da demanda do 
apartamento em função da área (tabela 3), conforme a equação a 
seguir: 
Daptos = F1 * F2 
 
Sendo: 
 
F1: fator de diversidade, obtido da tabela 4; 
F2: demanda, em função da área, obtida da tabela 3. 
 
Tabela 3 - demanda de apartamentos residenciais 
(kVA) em função da área útil: 
 
A tabela abaixo foi 
retirada de: Instalações 
Elétricas Prediais – Teoria & 
Prática – Severino Cervelin e 
Geraldo Cavalin 
 
.39 
 
Área kVA Área kVA Área kVA Área kVA Área kVA Área kVA Área kVA Área kVA 
m² m² m² m² m² m² m² m² 
 51 1,18 101 2,17 151 3,12 201 4,03 251 4,91 301 5,78 351 6,63 
 52 1,20 102 2,19 152 3,13 202 4,04 252 4,93 302 5,80 352 6,65 
 53 1,22 103 2,21 153 3,15 203 4,06 253 4,95 303 5,81 353 6,66 
 
 54 1,24 104 2,23 154 3,17 204 4,08 254 4,96 304 5,83 354 6,68 
 55 1,26 105 2,25 155 3,19 205 4,10 255 4,98 305 8,85 355 6,70 
 56 1,28 106 2,27 156 3,21 206 4,12 256 5,00 306 5,86 356 6,72 
 57 1,30 107 2,29 157 3,23 207 4,13 257 5,02 307 5,88 357 6,73 
 58 1,32 108 2,31 158 3,25 208 4,15 258 5,03 308 5,90 358 6,75 
 59 1,34 109 2,33 159 3,26 209 4,17 259 5,05 309 5,92 359 6,77 
 
 60 1,36 110 2,35 160 3,28 210 4,19 260 5,07 310 5,93 360 6,78 
 61 1,38 111 2,37 161 3,30 211 4,20 261 5,09 311 5,95 361 6,80 
 62 1,40 112 2,39 162 3,32 212 4,22 262 5,10 312 5,97 362 6,82 
 63 1,43 113 2,40 163 3,34 213 4,24 263 5,12 313 5,98 363 6,83 
 64 1,45 114 2,42 164 3,36 214 4,26 264 5,14 314 6,00 364 6,85 
 65 1,47 115 2,44 165 3,37 215 4,28 265 5,16 315 6,02 365 6,87 
 66 1,49 116 2,46 166 3,39 216 4,29 266 5,17 316 6,04 366 6,88 
 67 1,51 117 2,48 167 3,41 217 4,31 267 5,19 317 6,05 367 6,90 
 68 1,53 118 2,50 168 3,43 218 4,33 268 5,21 318 6,07 368 6,92 
 69 1,55 119 2,52 169 3,45 219 4,35 269 5,23 319 6,09 369 6,93 
20 1,00 70 1,57 120 2,54 170 3,47 220 4,36 270 5,24 320 6,10 370 6,95 
21 1,00 71 1,59 121 2,56 171 3,48 221 4,38 271 5,26 321 6,12 371 6,97 
22 1,00 72 1,61 122 2,57 172 3,50 222 4,40 272 5,28 322 6,14 372 6,98 
23 1,00 73 1,63 123 2,59 173 3,52 223 4,42 273 5,29 323 6,16 373 7,00 
24 1,00 74 1,65 124 2,61 174 3,54 224 4,44 274 5,31 324 6,17 374 7,02 
25 1,00 75 1,67 125 2,63 175 3,56 225 4,45 275 5,33 325 6,19 375 7,03 
26 1,00 76 1,69 126 2,65 176 3,57 226 4,47 276 5,35 326 6,21 376 7,05 
27 1,00 77 1,71 127 2,67 177 3,59 227 4,49 277 5,36 327 6,22 377 7,07 
28 1,00 78 1,73 128 2,69 178 3,61 228 4,51 278 5,38 328 6,24 378 7,09 
29 1,00 79 1,75 129 2,71 179 3,63 229 4,52 279 5,40 329 6,26 379 7,10 
30 1,00 80 1,76 130 2,73 180 3,65 230 4,54 280 5,42 330 6,27 380 7,12 
31 1,00 81 1,78 131 2,74 181 3,67 231 4,56 281 5,43 331 6,29 381 7,14 
32 1,00 82 1,80 132 2,76 182 3,68 232 4,58 282 5,45 332 6,31 382 7,15 
33 1,00 83 1,82 133 2,78 183 3,70 233 4,59 283 5,47 333 6,33 383 7,17 
34 1,00 84 1,84 134 2,80 184 3,72 234 4,61 284 5,49 334 6,34 384 7,19 
35 1,00 85 1,86 135 2,82 185 3,74 235 4,63 285 5,50 335 6,36 385 7,20 
36 1,00 86 1,88 136 2,84 186 3,76 236 4,65 286 5,52 336 6,38 386 7,22 
37 1,00 87 1,90 137 2,86 187 3,77 237 4,67 287 5,54 337 6,39 387 7,24 
38 1,00 88 1,92 138 2,88 188 3,79 238 4,68 288 5,55 338 6,41 388 7,25 
39 1,00 89 1,94 139 2,89 189 3,81 239 4,70 289 5,57 339 6,43 389 7,27 
40 1,00 90 1,96 140 2,91 190 3,83 240 4,72 290 5,59 340 6,44 390 7,29 
41 1,00 91 1,98 141 2,93 191 3,85 241 4,74 291 5,61 341 6,46 391 7,30 
42 1,00 92 2,00 142 2,95 192 3,86 242 4,75 292 5,62 342 6,48 392 7,32 
43 1,01 93 2,02 143 2,97 193 3,88 243 4,77 293 5,64 343 6,50 393 7,34 
40 
 
 
 
 
Tabela 4: fatores de diversidade em função do número 
de apartamentos residenciais da edificação: 
 
Nº F. Nº F. Nº F. Nº F. Nº F. Nº F. 
apto div apto div apto div apto div apto div apto div 
1 1,00 51 35,90 101 63,59 151 74,74 201 80,89 251 82,73 
2 1,96 52 36,46 102 63,84 152 74,89 202 80,94 252 82,74 
3 2,92 53 37,02 103 64,09 153 75,04 203 80,99 253 82,75 
4 3,88 54 37,58 104 64,34 154 75,19 204 81,04 254 82,76 
5 4,84 55 38,14 105 64,59 155 75,34 205 81,09 255 82,77 
6 5,80 56 38,70 106 64,84 156 75,49 206 81,14 256 82,78 
7 6,76 57 39,26 107 65,09 157 75,64 207 81,19 257 82,79 
8 7,72 58 39,82 108 65,34 158 75,79 208 81,24 258 82,80 
9 8,68 59 40,38 109 65,59 159 75,94 209 81,29 259 82,81 
10 9,64 60 40,94 110 65,84 160 76,09 210 81,34 260 82,82 
11 10,42 61 41,50 111 66,09 161 76,24 211 81,39 261 82,83 
12 11,20 62 42,06 112 66,34 162 76,39 212 81,44 262 82,84 
 
13 11,98 63 42,62 113 66,59 163 76,54 213 81,49 263 82,85 
14 12,76 64 43,18 114 66,84 164 76,69 214 81,54 264 82,86 
15 13,54 65 43,74 115 67,09 165 76,84 215 81,59 265 82,87 
16 14,32 66 44,30 116 67,34 166 76,99 216 81,64 266 82,88 
17 15,10 67 44,86 117 67,59 167 77,14 217 81,69 267 82,89 
18 15,88 68 45,42 118 67,84 168 77,29 218 81,74 268 82,90 
19 16,66 69 45,98 119 68,09 169 77,44 219 81,79 269 82,91 
20 17,44 70 46,54 120 68,34 170 77,59 220 81,84 270 82,92 
21 18,04 71 47,10 121 68,59 171 77,74 221 81,89 271 82,93 
22 18,65 72 47,66 122 68,84 172 77,89 222 81,94 272 82,94 
23 19,25 73 48,22 123 69,09 173 78,04 223 81,99 273 82,95 
24 19,86 74 48,78 124 69,34 174 78,19 224 82,04 274 82,96 
25 20,46 75 49,34 125 69,59 175 78,34 225 82,09 275 82,97 
26 21,06 76 49,90 126 69,79 176 78,44 226 82,12 276 83,00 
27 21,67 77 50,46 127 69,99 177 78,54 227 82,14 277 83,00 
28 22,27 78 51,02 128 70,19 178 78,64 228 82,17 278 83,00 
44 1,03 94 2,04 144 2,99 194 3,90 244 4,79 294 5,66 344 6,51 394 7,35 
45 1,05 95 2,06 145 3,01 195 3,92 245 4,81 295 5,68 345 6,53 395 7,37 
46 1,08 96 2,08 146 3,02 196 3,94 246 4,82 296 5,69 346 6,55 396 7,39 
47 1,10 97 2,10 147 3,04 197 3,95 247 4,84 297 5,71 347 6,56 397 7,40 
48 1,12 98 2,12 148 3,06 198 3,97 248 4,86 298 5,73 348 6,58 398 7,42 
49 1,14 99 2,14 149 3,08 199 3,99 249 4,88 299 5,74 349 6,60 399 7,44 
50 1,16 100 2,16 150 3,10 200 4,01 250 4,89 300 5,76 350 6,61 400 7,45 
A tabela ao ladofoi 
retirada de: Instalações 
Elétricas Prediais – Teoria & 
Prática – Severino Cervelin e 
Geraldo Cavalin 
 
. 
 
 
41 
 
29 22,88 79 51,58 129 70,39 179 78,74 229 82,19 279 83,00 
30 23,48 80 52,14 130 70,59 180 78,84 230 82,22 280 83,00 
31 24,08 81 52,70 131 70,79 181 78,94 231 82,24 281 83,00 
32 24,69 82 53,26 132 70,99 182 79,04 232 82,27 282 83,00 
33 25,29 83 53,82 133 71,19 183 79,14 233 82,29 283 83,00 
34 25,90 84 54,38 134 71,39 184 79,24 234 82,32 284 83,00 
35 26,50 85 54,94 135 71,59 185 79,34 235 82,34 285 83,00 
36 27,10 86 55,50 136 71,79 186 79,44 236 82,37 286 83,00 
37 27,71 87 56,06 137 71,99 187 79,54 237 82,39 287 83,00 
38 28,31 88 56,62 138 72,19 188 79,64 238 82,42 288 83,00 
39 28,92 89 57,18 139 72,39 189 79,74 239 82,44 289 83,00 
40 29,52 90 57,74 140 72,59 190 79,84 240 82,47 290 83,00 
41 30,12 91 58,30 141 72,79 191 79,94 241 82,49 291 83,00 
42 30,73 92 58,86 142 72,99 192 80,04 242 82,52 292 83,00 
43 31,33 93 59,42 143 73,19 193 80,14 243 82,54 293 83,00 
44 31,94 94 59,98 144 73,39 194 80,24 244 82,57 294 83,00 
45 32,54 95 60,54 145 73,59 195 80,34 245 82,59 295 83,00 
46 33,10 96 61,10 146 73,79 196 80,44 246 82,62 296 83,00 
47 33,66 97 61,66 147 73,99 197 80,54 247 82,64 297 83,00 
48 34,22 98 62,22 148 74,19 198 80,64 248 82,67 298 83,00 
49 34,78 99 62,78 149 74,39 199 80,74 249 82,69 299 83,00 
50 35,34 100 63,34 150 74,59 200 80,84 250 82,72 300 83,00 
 
Demanda do Condomínio 
 
A demanda do condomínio correspondente à soma das 
demandas das cargas de iluminação, de tomadas e de motores 
instalados nas áreas do respectivo condomínio. Aplicam-se a elas 
os seguintes critérios: 
 
 cargas de iluminação: 100% para os primeiros 10 
kW e 25% ao excedente; 
 cargas de tomadas: 20% da carga total; 
 motores: aplicam-se as tabelas 5 e 6 para cada tipo 
e quantidade de motor existente na instalação. 
 
Devem ser considerados os respectivos fatores de 
potência das cargas. 
42 
 
 
A demanda correspondente ao condomínio pode ser 
calculada, conforme a seguinte equação: 
 
Dcondom = I1 + 0,25 . I2 + 0,20 . T + M 
 
Sendo: 
 
Dcondom: demanda correspondenteao condomínio; 
I1: parcela da carga de iluminação do condomínio até 
10 kW; 
I2: parcela da carga de iluminação do condomínio 
acima de 10 kW; 
T: carga total de tomadas do condomínio; 
M: carga total de motores do condomínio, conforme 
tabelas 5 e 6. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
Tabela 5 - demanda de motores trifásicos (kVA) em 
função da quantidade de motores existentes na edificação de 
apartamentos residenciais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A tabela ao ladoo 
foi retirada de: Instalações 
Elétricas Prediais – Domingos 
Leite Lima Filho. 
. 
 
 
44 
 
 
Tabela 6 - demanda de motores monofásicos (kVA) em 
função da quantidade de motores existentes na edificação de 
apartamentos residenciais: 
 
 
 
Demanda Individual de Unidades Consumidoras não 
Residenciais 
 
A demanda individual de unidades consumidoras não 
residenciais (lojas, escritórios, escolas, etc.) deve ser calculada 
conforme os fatores de demanda especificados nas tabelas 7, 8 e 
9, mostradas a seguir. Para o cálculo da demanda de motores 
dessas instalações utilizaremos as tabelas 5 e 6. 
 
 
 
 
 
A tabela ao lado 
foi retirada de: Instalações 
Elétricas Prediais – Domingos 
Leite Lima Filho 
. 
 
 
45 
 
Tabela 7 - fatores de demanda para iluminação e 
tomadas de uso geral de unidades consumidoras não 
residenciais: 
 
DESCRIÇÃO FATOR DE DEMANDA (%) 
Auditórios, Cinemas e Semelhantes 100 
Bancos, Lojas e Semelhantes 100 
Barbearias, Salões de Beleza e 
Semelhantes 
100 
Clubes e Semelhantes 100 
Escolas e Semelhantes 
100 para os primeiros 12 kVA 
50 para o que exceder de 12 kVA 
Escritórios e Salas Comerciais 
100 para os primeiros 20 kVA 
70 para o que exceder de 20 kVA 
Garagens comerciais 100 
Clínicas e Hospitais 
40 para os primeiros 50 kVA 
20 para o que exceder de 50 kVA 
Igrejas e Templos 100 
Restaurante, Bar e Semelhantes 100 
Áreas comuns e Condominios 
100 para os primeiros 10 kVA 
25 para o que exceder de 10 kVA 
 
Tabela 8 - fatores de demanda para condicionadores 
de ar tipo janela em unidades consumidoras não residenciais: 
 
Número de Aparelhos Fator de Demanda (%) 
1 a 10 100 
11 a 20 86 
21 a 30 80 
31 a 40 78 
41 a 50 75 
51 a 75 70 
76 a 100 65 
Acima de 100 60 
 
 
Nota: quando se tratar de unidade central de 
condicionamento de ar, deve-se tomar o fator de demanda igual a 
100%. 
 
 
 
As tabelas desta 
página foram retiradas de: 
Instalações Elétricas Prediais 
– Domingos Leite Lima Filho. 
. 
 
 
46 
 
 
Tabela 9 - fatores de demanda para aparelhos 
eletrodomésticos e de aquecimento em unidades consumidoras 
não residenciais: 
 
 
Número 
de Fator de 
Número 
de Fator de 
Número 
de Fator de 
Aparelhos 
Demanda 
(%) Aparelhos 
Demanda 
(%) Aparelhos 
Demanda 
(%) 
1 100 11 49 21 39 
2 92 12 48 22 39 
3 84 13 46 23 39 
4 76 14 45 24 38 
5 70 15 44 25 38 
6 65 16 43 26 a 30 37 
7 60 17 42 31 a 40 36 
8 57 18 41 41 a 50 35 
9 54 19 40 61 a 60 34 
10 
52 20 40 
61 ou 
mais 33 
 
Notas: 
 
1. diversificar a demanda por tipo de aparelho; 
2. considerar kW = kVA (fator de potência unitário). 
 
 calcule a demanda de uma loja que contém as 
seguintes cargas: 
 
 iluminação: 2200 VA; 
 tomadas de uso geral: 3600 VA; 
 tomadas de uso específico; 
 01 chuveiro de 5000 W; 
 02 aparelhos de ar condicionado: 2000 W cada. 
 
 
 
A tabela ao lado 
foi retirada de: Instalações 
Elétricas Prediais – Domingos 
Leite Lima Filho 
. 
 
 
47 
 
Solução: 
 
PD = D1 + D2 + D3 
D1 = Demanda de Iluminação e TUG (ver tabela 7) 
D2 = Demanda de Condicionadores de Ar (ver tabela 8) 
D3 = Demanda de aparelhos de aquecimento (ver tabela 9) 
 
D1 = 100% * (2200 + 3600) = 5800 VA = 5,8 kVA 
D2 = 100 % * (2 * 2000) = 4000 VA = 4 kVA 
D3 = 100 % * (5000) = 5000 VA = 5 kVA 
 
PD = 5,8 + 4 + 5 = 14,8 kVA 
 
TÓPICO 5 
DEMANDA TOTAL PARA EDIFÍCIOS DE USO COLETIVO COM 
UNIDADES RESIDENCIAIS E COMERCIAIS 
 
Alguns edifícios de uso coletivo, além das unidades 
residenciais, possuem unidades comerciais. Nesses casos, a 
demanda total pode ser calculada aplicando-se a fórmula: 
 
𝑫𝒆𝒅𝒊𝒇 = 𝟏, 𝟐𝟎 (𝑫𝒂𝒑𝒕𝒐𝒔 + 𝑫𝒄𝒐𝒏𝒅𝒐𝒎 + 𝑫𝒖𝒏. 𝒄𝒐𝒎𝒆𝒓) 
 
 considere um edifício de uso coletivo, com 
apartamentos, áreas comuns e, no pavimento térreo, uma 
cafeteria cujas cargas serão descritas a seguir. 
 
 Áreas e Consumidores: 
 área útil do apartamento: 100 m²; 
 quantidade de apartamentos: 24. 
 Cargas: 
 apartamento: 
 iluminação: 1200 VA; 
48 
 
 
 tomadas de uso geral: 5800 VA; 
 1 chuveiro: 6500 W cada; 
 1 ap. de ar condicionado: 2000 W; 
 1 torneira elétrica: 3700 W. 
 condomínio: 
 iluminação (cos Φ 0,85): 8000 W; 
 tomadas de uso geral (cos Φ 0,75): 6000 W; 
 1 chuveiro: 5400 W cada; 
 1 portão automático de 2 CV – trifásico; 
 1 bomba para piscina de 2 CV – trifásica; 
 2 elevadores de 7,5 CV – trifásicos; 
 2 bombas de recalque de 5 CV – trifásicas – 1 
reserva; 
 1 bomba de combate a incêndio de 2 CV – 
trifásica. 
 cafeteria: 
 
Quat. Descrição 
Potência (VA) 
Unitária Total 
20 Lâmpada incandescente 100 2000 
02 Chuveiro Elétrico 5400 10800 
02 Torneira Elétrica 3700 7400 
03 Cafeteira 1000 3000 
04 Espremedor de Frutas 200 800 
02 
Condicionador de Ar (18000 
BTU/h) 
2600 5200 
02 Exaustor 200 400 
04 Freezer Vertical 400 1600 
02 Geladeira 250 500 
02 Grill 1200 2400 
02 Máquina de Lavar Louça 1500 3000 
04 Liquidificador 150 500 
 CARGA TOTAL INSTALADA 37700 
 
 
Calcule: 
 
a) A demanda de cada apartamento. 
b) A demanda do Condomínio. 
49 
 
c) A demanda da Cafeteria. 
d) A demanda Total do Edifício. 
 
Solução: 
 
a) calculando a demanda individual de cada 
apartamento: 
 
PD = (7 * 0,4) + 12,2 = 15 kVA 
 
g = 0,4 de acordo com a tabela 2 
 
b) calculando a demanda do condomínio: 
 
I1 = 8/0,85 = 9,41 kVA 
I2 = 0 
T = (6/0,75) + 5,4 = 13,4 kVA 
M = 2,7 + 2,7 + 12,98 + 6,02 + 2,7 = 27,1 kVA (ver tabela 5) 
 
Dcond = 9,41 + (0,2 x 13,4) + 27,1 = 39,19 kVA 
 
c) calculando a demanda da cafeteria: 
 
D1 = 100% x 2000 = 1 x 2000 = 2 kVA (ver tabela 7) 
D2 = 100% x 5200 = 1 x 5200 = 5,2 kVA (ver tabela 8) 
D3 = (0,92 x 10800) + (0,92 x 7400) + (0,84 x 3000) + (0,76 x 800) 
+ (0,92 x 400) + (0,76 x 1600) + (0,92 x 500) + (0,92 x 2400) + 
(0,92 x 3000) + (0,76 x 600) = 27340 VA = 27,34 kVA (ver tabela 
9) 
 
Dcafeteria = 2 + 5,2 + 27,34 = 34,54 kVA 
 
d) calculando a demanda total do edifício: 
 
50 
 
 
Dedifício = 1,20 x (Daptos + Dcond + Dcafeteria) 
Daptos = F1 x F2 = 2,16 x 19,86 = 42,9 kVA (ver tabelas 3 e 4 
Dedifício = 1,20 x (42,9 + 39,19 + 34,54) = 139,96 kVA 
 
 
 
51 
 
 EXERCÍCIO 
 
1. Considere um edifício de uso coletivo contendo as cargas 
descritas a seguir e então calcule: 
 
a) a demanda individual de um apartamento. 
b) a demanda do condomínio. 
c) a demanda de cada loja. 
d) a demanda total do edifício. 
 
 Áreas e consumidores: 
 área útil do apartamento: 108 m²; 
 quantidade de apartamentos: 40. 
 Cargas: 
 Apartamento: 
 iluminação: 3200 VA; 
 tomadas de uso geral: 8600 VA; 
 2 chuveiros: 5400 W cada; 
 1 toneira: 3700 W; 
 1 ap. de ar condicionado: 1650 VA; 
 1 máquina de lavar louça (cos Φ 0,85): 2500 W; 1 máquina de lavar roupa (cos Φ 0,85): 1000 
W. 
 Condomínio: 
 iluminação (cos Φ 0,95): 16000 W; 
 tomadas de uso geral: 7000 VA; 
 2 chuveiros: 5400 W cada; 
 1 portão automático de 2 CV – trifásico; 
 2 bombas para piscina de 2 CV – trifásicas; 
 2 elevadores de 10 CV – trifásicos; 
52 
 
 
 2 bombas de recalque de 5 CV – trifásicas – 1 
reserva; 
 2 bombas de 1 CV – trifásicas – 1 reserva; 
 1 bomba de combate a incêndio de 2 CV – 
trifásica. 
 Lojas: 
 número de lojas: 12; 
 cargas de cada loja: 
o iluminação: 2400 VA; 
o tomadas de uso geral: 3800 VA; 
o 1 chuveiro: 3500 W; 
o 2 aparelhos de ar condicionado: 1650 VA cada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
 CHECK LIST 
 
Nessa unidade você pôde aprender: 
 
 a carga ou potência instalada de uma unidade 
consumidora é a soma das potências nominais de 
todos os aparelhos elétricos pertencentes a uma 
instalação ou sistema e a demanda é a potência 
elétrica realmente absorvida em um determinado 
instante por um aparelho ou por um sistema; 
 o cálculo da demanda é utilizado para o 
dimensionamento dos componentes da entrada de 
energia de uma instalação. 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
 
UNIDADE 5 
DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM CIRCUITOS 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade você deverá: 
 
 explicar como são locados os pontos elétricos em 
planta; 
 identificar os setores de uma instalação elétrica; 
 explicar como é feita a divisão da instalação elétrica 
em circuitos terminais; 
 representar as tubulações e fiação em planta. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em sete tópicos, 
organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: LOCAÇÃO DOS PONTOS 
TÓPICO 2: SETORES DE UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA 
TÓPICO 3: QUADROS ELÉTRICOS 
TÓPICO 4: DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM CIRCUITOS 
TERMINAIS 
TÓPICO 5: TUBULAÇÕES E FIAÇÃO 
TÓPICO 6: PRUMADA ELÉTRICA 
TÓPICO 7: DIAGRAMAS UNIFILARES 
 
55 
 
TÓPICO 1 
LOCAÇÃO DOS PONTOS 
 
Ao fazer a locação dos pontos em planta, o projetista 
deve estar atento a algumas recomendações, destacando-se: 
 
 distribuir uniformemente os pontos de iluminação 
geral e prever pontos de iluminação para destaques 
específicos; 
 distribuir uniformemente as tomadas de uso geral; 
 prever a localização de tomadas sobre as eventuais 
bancadas existentes em copas, cozinhas, áreas de 
serviço e banheiros; 
 prever a localização de tomadas de uso específico a 
no máximo 1,50 m dos aparelhos de utilização; 
 localizar de forma apropriada os comandos dos 
pontos de iluminação, prevendo interruptores que se 
fizerem necessário. 
 
TÓPICO 2 
SETORES DE UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA 
 
As instalações elétricas em geral podem ser divididas 
em setores, os quais serão descritos na sequência. 
 
 Circuito Elétrico: são equipamentos e condutores 
ligados a um mesmo dispositivo de proteção; 
 Dispositivo de Proteção: dispositivo elétrico que 
atua automaticamente quando o circuito elétrico ao 
qual está conectado é submetido a condições 
anormais: alta temperatura, curto-circuito; 
 Quadro de Distribuição: componente fundamental 
da instalação elétrica, pois recebe o ramal de 
alimentação que vem do centro de medição, contém 
Essa unidade 
baseia-se no livro: Instalações 
Elétricas Prediais – Domingos 
Leite Lima Filho. 
. 
 
 
56 
 
 
os dispositivos de proteção e distribui os circuitos 
terminais para as cargas; 
 Circuitos Terminais: alimentam diretamente os 
equipamentos de utilização (lâmpadas, motores, 
aparelhos elétricos) e ou TUGs e TUEs. Os circuitos 
terminais partem dos quadros terminais ou dos 
quadros de distribuição (alimentadores); 
 Circuitos Alimentadores: Alimentam os quadros 
terminais e/ou de distribuição, partindo da rede 
pública, de um transformador ou de um gerador. 
 
TÓPICO 3 
QUADROS ELÉTRICOS 
 
Os quadros terminais e de distribuição deverão ser 
localizados próximos ao centro de carga da instalação. O centro 
de carga é o ponto ou a região em que se concentram as maiores 
potências. 
Os quadros terminais de residências (casas e 
apartamentos) devem estar localizados: 
 
 próximo ao centro de carga; 
 em ambiente de serviço ou circulação; 
 em local de fácil acesso; 
 em local visível e seguro. 
 
Em condomínios deverá haver tantos quadros terminais 
quantos forem os sistemas de utilidades do prédio (iluminação, 
elevadores, bombas, etc.). 
Os quadros terminais devem estar localizados nas 
proximidades de suas cargas. 
 
 
57 
 
TÓPICO 4 
DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM CIRCUITOS TERMINAIS 
 
A instalação elétrica de uma residência deverá ser 
dividida em circuitos terminais. Esta divisão traz muitos 
benefícios, dentre eles podemos citar: 
 
 facilidade de operação e manutenção; 
 redução da interferência entre pontos de utilização e 
limitação das consequências de uma falha; 
 redução nas quedas de tensão e da corrente 
nominal (dimensionamento de condutores e 
dispositivos de proteção de menor seção e 
capacidade nominal); 
 facilidade de enfiação em obra e ligação dos fios aos 
terminais de equipamentos, interruptores, tomadas, 
etc. 
 
A divisão da instalação pode ser feita de acordo com as 
seguintes recomendações: 
 
 toda instalação deve ser dividida em circuitos, de 
forma que estes podem ser seccionados 
individualmente, sem risco de realimentação 
inadvertida por meio de outro circuito; 
 os circuitos terminais devem ser individualizados 
pela função dos equipamentos de utilização que 
alimentam. Em particular devem ser previstos 
circuitos distintos para iluminação e tomadas de 
corrente; 
 devem ser previstos circuitos independentes para as 
tomadas de uso geral da cozinha, copa e área de 
serviço; 
58 
 
 
 equipamentos com corrente igual ou superior a 10 A 
devem possuir tomada de uso específico; 
 deve ser previsto um circuito exclusivo para cada 
tomada de uso específico; 
 a potência dos circuitos, com exceção de circuitos 
exclusivos para TUEs, deve estar limitada a 1200 VA 
em 127 V, ou 2200 VA em 220 V; 
 em instalações com duas ou três fases, as cargas 
devem ser atribuídas uniformemente entre as fases 
de modo a obter-se o maior equilíbrio possível. 
 
TÓPICO 5 
TUBULAÇÕES E FIAÇÃO 
 
A princípio devemos locar o quadro de distribuição, 
seguindo as orientações mencionadas anteriormente. Seguindo 
do quadro de distribuição, podemos iniciar o traçado dos 
eletrodutos, procurando os caminhos mais curtos e evitando, 
sempre que possível, o cruzamento de tubulações. Em seguida 
devemos: 
 
1. interligar inicialmente os pontos de luz (tubulações 
embutidas no teto), percorrendo e interligando assim 
todos os recintos; 
2. interligar os interruptores e tomadas ao(s) ponto(s) 
de luz de cada recinto. 
 
Em algumas ocasiões, recomenda-se a utilização de 
tubulações embutidas no piso, para o atendimento de circuitos de 
tomadas baixas e médias. 
 
59 
 
 
 
Na representação da fiação, deve-se observar: 
 
1. representar os condutores que passam em cada 
trecho de eletroduto, utilizando a simbologia gráfica 
normatizada; 
2. identificar a que circuitos pertencem os condutores 
representados; 
3. identificar as suas seções nominais em mm². 
 
TÓPICO 6 
PRUMADA ELÉTRICA 
 
A prumada elétrica é um desenhoesquemático que 
visa representar a instalação no plano vertical. Ela mostra a 
interligação de toda a instalação, contendo basicamente: caixa 
seccionadora, alimentador geral de baixa tensão, quadro geral de 
baixa tensão, centros de medidores, caixas de passagem, 
alimentadores dos quadros de distribuição parciais e dos quadros 
terminais. 
A visualização em um só desenho, de todo o sistema 
elétrico do prédio permite uma compreensão clara das 
interligações existentes entre os diversos pavimentos e setores da 
instalação, bem como a rápida identificação das bitolas dos 
eletrodutos e dos condutores que os interligam, pois esses dados 
devem constar no desenho da prumada elétrica. 
A figura 2 a seguir representa a prumada da instalação 
elétrica de um edifício de uso coletivo: 
Os diâmetros nominais das tubulações devem 
ser indicados na planta. 
 
60 
 
 
 
 
E a figura 3 a seguir traz as convenções utilizadas na 
prumada da instalação elétrica: 
 
 
 
 
As figuras dos 
Tópicos 5 e 6 e 7 desta 
Unidade foram retiradas de: 
Instalações Elétricas Prediais 
– Domingos Leite Lima Filho. 
. 
 
 
61 
 
 
 
TÓPICO 7 
DIAGRAMAS UNIFILARES 
 
Os diagramas unifilares são desenhos esquemáticos 
dos quadros de distribuição. Esses desenhos são executados a 
partir das informações contidas nos quadros de distribuição de 
cargas e, de certa forma, constituem a representação desses 
quadros em forma de desenho. 
Os diagramas são ditos unifilares quando temos 
apenas uma linha para a representação da saída dos condutores 
de cada circuito, estando representada sobre esta a fiação 
correspondente. 
Nos diagramas multifilares cada condutor de cada 
circuito é representado por uma linha exclusiva, sendo uma 
representação integral das conexões elétricas existentes no 
interior de cada quadro da instalação. 
A seguir estão representados alguns exemplos de 
diagramas multifilares e unifilares de quadros terminais e de 
62 
 
 
distribuição de circuitos em instalações elétricas de edifícios de 
apartamentos. 
A figura 4 abaixo mostra o diagrama multifilar de um 
quadro de distribuição de circuitos: 
 
 
 
 
 
A próxima figura, 5, apresenta o diagrama unifilar de 
um quadro de distribuição de um apartamento: 
 
63 
 
 
 
A última figura, 6, desta unidade apresenta o diagrama 
unifilar geral da instalação elétrica de um edifício de 
apartamentos, observe: 
 
 
64 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
 
EXERCÍCIO 
 
1. Seguindo as recomendações estudadas nessa unidade, utilize 
a planta baixa a seguir para representar a fiação elétrica. Note 
que os números dos circuitos estão representados na planta. 
Utilize a simbologia indicada. 
 
 
 
 
 
 
66 
 
 
 CHECK LIST 
 
Nessa unidade você pôde aprender: 
 
 que os pontos elétricos devem ser locados 
uniformemente em planta em locais de fácil acesso; 
 que uma instalação elétrica é composta por circuitos 
elétricos, quadros de alimentação e distribuição, 
dispositivos de manobra e proteção, entre outros; 
 que uma instalação elétrica quando dividida em 
circuitos terminais, torna-se mais segura e facilita a 
manutenção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 
 
UNIDADE 6 
FORNECMENTO DE ENERGIA 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade você deverá: 
 
 explicar os conceitos importantes relacionados ao 
fornecimento de energia; 
 dimensionar os componentes do ramal de ligação e 
ramal de entrada de uma instalação em baixa e alta 
tensão. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em três tópicos, organizados 
de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO 
TÓPICO 2: DEFINIÇÕES 
TÓPICO 3: DIMENSIONAMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
 
TÓPICO 1 
INTRODUÇÃO 
 
As concessionárias de energia elétrica estabelecem, 
por meio de suas normas técnicas, os padrões, os limites e os 
tipos de fornecimentos para unidades consumidoras individuais e 
edificações coletivas, em função de suas potências instaladas e 
das demandas máximas previstas. 
A partir desses dados, define-se se o atendimento será 
em tensão primária ou em tensão secundária e, nesse caso, o 
número de condutores que interliga a unidade consumidora ao 
sistema de distribuição da concessionária, conforme sejam 
consumidores monofásicos, bifásicos ou trifásicos. 
Os sistemas de distribuição são caracterizados por sua 
tensão nominal, número de condutores fases e neutro e pela 
frequência nominal, padronizada em 60 Hertz no Brasil. 
 
TÓPICO 2 
DEFINIÇÕES 
 
As normas das concessionárias utilizam termos 
técnicos baseados nas normas da ABNT. A seguir serão 
apresentados alguns termos importantes. 
 
 Consumidor: pessoa física ou jurídica que solicitar a 
concessionária o fornecimento de energia elétrica e 
assumir a responsabilidade de todas as obrigações 
regulares e contratuais; 
 Unidade Consumidora: instalações de um único 
consumidor, caracterizada pela entrega de energia 
elétrica em um só ponto, com medição 
individualizada; 
Algumas 
descrições dessa unidade 
foram retiradas das Normas 
FECO D-03 e FECO D-04. Da 
Fecoerusc/ SC. 
 
 
69 
 
 Edifício de Uso Coletivo: prédio que tem mais de 
uma unidade consumidora, cujas áreas comuns, 
com consumo de energia, sejam de 
responsabilidade do condomínio; 
 Entrada de Serviço: conjunto de equipamentos, 
condutores e acessórios instalados desde o ponto 
de derivação da rede de distribuição da 
concessionária até a proteção e/ou medição, 
inclusive; 
 Ponto de Entrada: ponto de conexão do sistema da 
concessionária com instalação do consumidor. Até 
este ponto a concessionária se obriga a fornecer 
energia elétrica, com a participação nos 
investimentos necessários, bem como se 
responsabiliza pela execução dos serviços e pela 
manutenção; 
 Ramal de Ligação: conjunto de condutores e 
acessórios instalados pela concessionária desde o 
ponto de derivação da rede pública até o ponto de 
entrega; 
 Ramal de Entrada: conjunto de condutores e 
acessórios instalados desde o ponto de entrega até 
a proteção geral; 
 Caixa Seccionadora: caixa instalada dentro da 
propriedade do consumidor, na qual se aloja o 
disjuntor de proteção geral da instalação 
consumidora; 
 Alimentador Geral: continuação do ramal de 
entrada, constituído por condutores, eletrodutos e 
acessórios instalados a partir da proteção geral até o 
quadro geral de baixa tensão e/ou centro de 
medição; 
 Alimentador Secundário: ramificação do 
alimentador geral, constituído por condutores, 
70 
 
 
eletrodutos e acessórios instalados a partir do 
quadro geral de baixa tensão até os centros de 
medição; 
 Quadro Geral de Distribuição ou Quadro Geral de 
Baixa Tensão: quadro, painel ou caixa modular 
destinada à instalação dos equipamentos de 
proteção dos ramais alimentadores dos centros de 
medição; 
 Centro de Medição: local onde estão instalados os 
medidores de energia e os disjuntores 
termomagnéticos limitadores de fornecimento de 
cada unidade consumidora. 
 
TÓPICO 3 
DIMENSIONAMENTOS 
 
As entradas de serviço de edificações de uso coletivo e 
a alimentação das unidades consumidoras individuais serão 
dimensionadas com base em suas demandas máximas previstas, 
em kVA. 
As concessionárias apresentam tabelas de 
dimensionamentopara a padronização das entradas e dos ramais 
das unidades consumidoras, conforme faixas de demandas 
estabelecidas. 
A tabela 10, a seguir, retirada da norma técnica FECO-
D-04 apresenta o dimensionamento dos componentes para 
entrada em baixa tensão 380/220 V. 
 
 
71 
 
 
 
A tabela ao lado 
foi retirada da Norma FECO 
D-04. Da Fecoerusc/ SC. 
 
 
72 
 
 
 tomando como exemplo o exercício da Unidade 
4, no qual: 
 
 demanda do apartamento de 15 kVA; 
 demanda do condomínio de 39,19 kVA; 
 demanda da cafeteria de 34,54 kVA. 
 
Dimensione os ramais de alimentação. Considere os 
ramais de ligação e de entrada aéreos, tensão 380/220 V. 
 
Solução: 
 
 demanda do apartamento de 15 kVA: fornecimento 
bifásico a 3 fios, tensão entre fase e neutro 220 V, 
disjuntor geral de proteção: 40 A, ramal alimentador: 
2#10(10) T10 mm², eletroduto: 1”; 
 demanda do condomínio de 39,19 kVA: 
fornecimento trifásico a 4 fios, tensão entre fases 
380 V, disjuntor geral de proteção: 70 A, ramal 
alimentador: 3#16(16) T16 mm², eletroduto: 1.1/4”; 
 demanda da cafeteria de 34,54 kVA: fornecimento 
trifásico a 4 fios, tensão entre fases 380 V, disjuntor 
geral de proteção: 70 A, ramal alimentador: 3#16(16) 
T16 mm², eletroduto: 1.1/4”. 
 
As tabelas a seguir, retiradas da norma técnica FECO-
D-03 apresentam o dimensionamento dos componentes para 
entrada em alta tensão. 
A tabela 11, a seguir, traz o dimensionamento do ramal 
de entrada subterrâneo: 
 
As tabelas abaixo 
foram retiradas da Norma 
FECO D-03. Da Fecoerusc/ 
SC. 
 
 
73 
 
 
 
Abaixo, a tabela 12 mostra o dimensionamento do 
ramal de entrada aéreo: 
 
 
 
 tomando como exemplo o exercício da unidade 
4, no qual: 
 
 demanda do edifício de 139,96 kVA; 
 tensão primária: 13.800 V. 
 
Dimensione o ramal de alimentação. Considere os ramais de 
ligação e de entrada aéreos. 
 
 
74 
 
 
Solução: 
 
 demanda do edifício de 139,96 kVA: fornecimento 
trifásico a 4 fios, tensão de alimentação: 13,8 kV; 
condutores (fase e neutro) em alumino 2 AWG. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
75 
 
EXERCÍCIO 
 
1. Dimensione os ramais de alimentação para os circuitos 
descritos abaixo. Considere os ramais de ligação e de entrada 
aéreos, tensão primária 13,8 kV, tensão secundária 380/220 V. 
 
 Demanda do Apartamento de 23,1 kVA; 
 Demanda do Condomínio de 49,97kVA; 
 Demanda das Lojas: 13 kVA; 
 Demanda do Edifício: 293,28 kVA. 
 
 
 
76 
 
 
 CHECK LIST 
 
Nessa unidade você pôde aprender: 
 
 sobre os principais conceitos relacionados ao 
fornecimento de energia elétrica para unidades 
consumidoras; 
 dimensionar os componentes para alimentação dos 
ramais de ligação e de entrada. 
 
 
77 
 
UNIDADE 7 
DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade você deverá: 
 
 explicar a importância do correto dimensionamento 
dos condutores utilizados nas instalações elétricas; 
 dimensionar os condutores elétricos por meio dos 
critérios da capacidade de condução de corrente, 
limite de queda de tensão e seções mínimas. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em quatro tópicos, 
organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO 
TÓPICO 2: CRITÉRIO DA CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE 
CORRENTE 
TÓPICO 3: CRITÉRIO DO LIMITE DE QUEDA DE TENSÃO 
TÓPICO 4: SEÇÕES MÍNIMAS DOS CONDUTORES 
 
 
 
 
 
78 
 
 
TÓPICO 1 
INTRODUÇÃO 
 
Dimensionar um circuito é definir a seção mínima dos 
condutores, de forma a garantir que eles suportem as condições 
de: 
 
a) limite de temperatura determinado pela capacidade 
de condução de corrente; 
b) limite de queda de tensão; 
c) capacidade dos dispositivos de proteção contra 
sobrecargas; 
d) capacidade de condução da corrente de curto-
circuito por tempo limitado. 
 
TÓPICO 2 
CRITÉRIO DA CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE 
 
Este critério tem por objetivo garantir condições 
satisfatórias de operação aos condutores e as suas isolações, 
submetidos aos efeitos térmicos produzidos pela circulação da 
corrente elétrica. 
A seguir veremos um roteiro para o dimensionamento 
dos condutores por meio do critério da capacidade de condução 
de corrente. 
 
1. Tipo de isolação: deve-se escolher o tipo de isolação 
dos condutores, o qual determina a temperatura 
máxima a que eles estão submetidos em regime 
contínuo; 
 
Abaixo, a tabela 13 destaca as temperaturas 
características dos condutores de acordo com a NBR 5410: 
Essa unidade 
baseia-se na NBR 5410:2004. 
 
 
79 
 
Tipo de 
Isolação 
Temperatura 
Máxima para 
Serviço 
Contínuo 
(Condutor) - ºC 
Temperatura 
Limite de 
Sobrecarga 
(Condutor) - ºC 
Temperatura 
Limite do 
Curto-Circuito 
(Condutor) - ºC 
Cloreto de 
polivinila 
(PVC) 
70 100 160 
Borracha 
etileno-
propileno 
(EPR) 
90 130 250 
Polietileno-
reticulado 
(XLPE) 
90 130 250 
 
2. Maneira de instalar: a maneira como os condutores 
são instalados influencia na capacidade de troca 
térmica entre os condutores e o ambiente e, em 
consequência, na capacidade de condução de 
corrente elétrica que eles proporcionam; 
 
A seguir, a tabela 14, apresentada em uma sequência 
de tabelas, mostrará os tipos de linhas elétricas de acordo com a 
tabela 33 NBR 5410:2004: 
 
 
80 
 
 
 
81 
 
 
82 
 
 
 
83 
 
 
84 
 
 
 
85 
 
 
 
3. Corrente Nominal ou Corrente de Projeto (Ip): é a 
corrente do circuito, levando-se em consideração as 
suas características nominais. Ela será calculada 
por uma das equações que serão apresentadas na 
sequência: 
 circuitos monofásicos (fase e neutro): 
 
𝐼𝑝 =
𝑃𝑛
𝑣. cos φ . 𝜂
 
 
Sendo: 
 
Ip: corrente de projeto do circuito, em ampéres (A); 
Pn: potência nominal do circuito, em watts; 
v: tensão entre fase e neutro, em volts; 
cos φ: fator de potência; 
η: rendimento. 
 
Observação: para circuitos puramente resistivos, 
compostos apenas por lâmpadas incandescentes e resistências, 
por exemplo, temos: η = 1 e cos φ = 1. 
 
 circuitos trifásicos (3F e N): 
 
86 
 
 
𝐼𝑝 =
𝑃𝑛
3. 𝑣. 𝑐𝑜𝑠 𝜑. 𝜂
 
 
 circuitos trifásicos equilibrados (3F): 
 
𝐼𝑝 =
𝑃𝑛
√3. 𝑣. 𝑐𝑜𝑠 𝜑. 𝜂
 
 
 circuitos bifásicos (2F): 
 
𝐼𝑝 =
𝑃𝑛
𝑣. 𝑐𝑜𝑠 𝜑. 𝜂
 
 
4. Número de condutores carregados: considera-se 
condutor carregado aquele que efetivamente é 
percorrido pela corrente elétrica no funcionamento 
normal do circuito. Nesse caso, consideram-se os 
condutores fase e neutro. O condutor de proteção 
equipotencial, PE, não é considerado condutor 
carregado; 
 
A tabela a seguir estabelece a capacidade de 
condução de corrente, em ampéres, para as maneiras de instalar 
(métodos de referência) A1, A2, B1, B2, C e D, da tabela 14: 
 
 condutores e cabos isolados em PVC, cobre ou 
alumínio; 
 dois e três condutores carregados; 
 temperatura no condutor: 70 ºC; 
 temperatura ambiente: 30 ºC para instalação 
não enterrada (ar) e 20 ºC para instalação 
enterrada (solo). 
 
 
87 
 
 A tabela 15, na sequência, mostra a capacidade de 
condução de corrente, em Ampéres, para as maneiras de instalar 
(métodos de referência) A1, A2, B1, B2,C e D da tabela 14 – 
conforme a tabela 36 da NBR 5410:2004: 
 
 
 
A tabela 16, a seguir, estabelece a capacidade de 
condução de corrente, em Ampéres, para as maneiras de instalar 
(métodos de referência) A1, A2, B1, B2, C e D da tabela 14 – 
conforme a tabela 37 da NBR 5410:2004: 
88 
 
 
 condutores e cabos isolados de XLPE ou EPR, 
cobre ou alumínio; 
 dois e três condutores carregados; 
 temperatura no condutor: 90 ºC; 
 temperatura ambiente: 30 ºC para instalação 
não enterrada (ar) e 20 ºC para instalação 
enterrada (solo). 
 
 
 
89 
 
A tabela 17, a seguir, estabelece a capacidade de 
condução de corrente, em Ampéres, para as maneiras de instalar 
(métodos de referência) E, F e G da tabela 14 – conforme a tabela 
38 da NBR 5410:2004: 
 
 condutores e cabos isolados de PVC, cobre ou 
alumínio; 
 temperatura no condutor: 70 ºC; 
 temperatura ambiente: 30 ºC. 
90 
 
 
 
 
A tabela 18, a seguir, estabelece a capacidade de 
condução de corrente, em Ampéres, para as maneiras de instalar 
(métodos de referência) E, F e G da tabela 14 – conforme a tabela 
39 da NBR 5410:2004: 
 
91 
 
 condutores e cabos isolados de XLPE ou EPR, 
cobre ou alumínio; 
 temperatura no condutor: 90 ºC; 
 temperatura ambiente: 30 ºC. 
 
92 
 
 
 
 
5. Cálculo da Corrente Corrigida: 
 
93 
 
𝐼′𝑝 = 
𝐼𝑝
𝐹𝐶𝑇 ∗ 𝐹𝐶𝐴
 
 
Fatores de correção para o dimensionamento de 
cabos: 
 
 Fator de Correção de Temperatura (FCT): 
aplicável para temperaturas ambientes de 30 ºC, 
para cabos não enterrados, e de 20 ºC 
(temperatura no solo) para cabos enterrados; 
 
Na sequência, a tabela 19 apresenta os Fatores de 
Correção (FCT) para temperaturas ambientes diferentes de 30 ºC 
para cabos não enterrados e de 20 ºC (temperatura no solo) para 
cabos enterrados, de acordo com a tabela 40 da NBR 5410: 
 
Temperatura 
ºC 
ISOLAÇÃO 
PVC EPR ou XLPE PVC EPR ou XLPE 
Ambientes do Solo 
10 1,22 1,15 1,10 1,07 
15 1,17 1,12 1,05 1,04 
20 1,12 1,08 1,00 1,00 
25 1,06 1,04 0,95 0,96 
30 1,00 1,00 0,89 0,93 
35 0,94 0,96 0,84 0,89 
40 0,87 0,91 0,77 0,85 
45 0,79 0,87 0,71 0,80 
50 0,71 0,82 0,63 0,76 
55 0,61 0,76 0,55 0,71 
60 0,50 0,71 0,45 0,66 
65 * 0,65 * 0,60 
70 * 0,58 * 0,53 
75 * 0,50 * 0,46 
80 * 0,41 * 0,38 
 
 
 Fator de Correção de Agrupamento (FCA): 
aplicável para circuitos que estejam instalados em 
94 
 
 
conjunto com outros circuitos em um mesmo 
eletroduto, calha, bandeja, agrupados sobre uma 
superfície, ou ainda para cabos em eletrodutos 
enterrados, ou cabos diretamente enterrados no 
solo. 
 
As tabelas 20 e 21, apresentadas a seguir, fornecem os 
valores aplicáveis para o FCA. 
A tabela 20 traz os fatores de correção aplicáveis a 
condutores agrupados em feixe e a condutores agrupados num 
mesmo plano, em camada única, conforme a tabela 42 NBR 
5410: 
 
 
 
A tabela 21 mostra os fatores de correção aplicáveis a 
agrupamentos consistindo em mais de uma camada de 
95 
 
condutores – métodos de referência C, E e F, segundo a tabela 
43 da NBR 5410: 
 
 
A tabela 22 apresenta os fatores de correção aplicáveis 
para linha com cabos diretamente enterrados, de acordo com a 
tabela 44 da NBR 5410: 
 
 
 
A tabela 23 apresenta os fatores de correção aplicáveis 
para linhas em eletrodutos enterrados, conforme a tabela 45 da 
NBR 5410: 
96 
 
 
 
 
6. Bitola do condutor: nas tabelas 15, 16, 17 e 18, na 
coluna correspondente aos dados obtidos 
anteriormente, encontramos a bitola do condutor, 
que deve ser aquela que, por excesso, atenda ao 
valor da corrente nas condições de instalação 
definidas para o circuito. 
 
 
97 
 
TÓPICO 3 
CRITÉRIO DO LIMITE DE QUEDA DE TENSÃO 
 
A queda de tensão provocada pela passagem de 
corrente elétrica nos condutores dos circuitos de uma instalação 
deve estar dentro de determinados limites máximos, a fim de não 
prejudicar o funcionamento dos equipamentos de utilização 
ligados aos circuitos terminais. 
A queda de tensão em uma instalação, considerada 
desde a sua origem até o último ponto de utilização de qualquer 
circuito terminal, deve estar dentro dos limites prefixados pela 
tabela 22. Esta fixa os valores percentuais máximos admissíveis 
para a queda de tensão, em função do valor da tensão nominal, 
para os diversos tipos de instalação e cargas. 
Podemos verificar na tabela 24 os limites de queda de 
tensão admissíveis: 
 
 
 
Na figura 7 abaixo, vemos os valores máximos de 
queda de tensão admitidos de acordo com os setores de uma 
instalação: 
As tabelas deste 
Tópico foram retiradas de: 
Instalações Elétricas Prediais 
– Domingos Leite Lima Filho. 
. 
 
 
98 
 
 
 
 
Roteiro para Dimensionamento pela Queda de Tensão 
 
 
a) Dados necessários: 
 maneira de instalar o circuito; 
 material do eletroduto (magnético ou não 
magnético); 
 tipo do circuito (monofásico ou trifásico); 
 corrente de projeto, Ip, em Ampéres; 
 fator de potência médio; 
 comprimento do circuito, l, em km; 
 tipo de isolação do condutor; 
 tensão (V); 
 queda de tensão, e (%), admissível. 
b) Cálculo da queda de tensão unitária: a queda de 
tensão unitária ΔVunit, em volts/ampére.km, do 
circuito, é calculada pela expressão: 
 
𝛥𝑉 𝑢𝑛𝑖𝑡 =
𝑒(%). 𝑉
𝐼𝑝 . 𝐼
 
 
99 
 
c) Escolha do condutor: com o valor de ΔVunit 
calculado, entramos em uma das tabelas de queda 
de tensão para condutores a seguir que apresente 
as condições de instalação indicadas no item a, e 
nesta encontramos o valor cuja queda de tensão 
seja igual ou imediatamente inferior à calculada, 
encontrando daí a bitola nominal do condutor 
correspondente. 
 
Na tabela 25, abaixo, vemos a queda de tensão 
unitária, em Volts/Ampére.km, condutores com isolação em PVC: 
 
100 
 
 
 
. 
 A tabela 26 traz a queda de tensão unitária, em 
Volts/Ampére.km, condutores com isolação em EPR: 
 
 
101 
 
 
 
TÓPICO 4 
SEÇÕES MÍNIMAS DOS CONDUTORES 
 
A NBR 5410 define os valores mínimos das seções 
para condutores fase, neutro e Condutor de Proteção (PE): 
 
 seção mínima do condutor fase: a tabela 27, a 
seguir, atentando por razões mecânicas, define as 
seções mínimas dos condutores fases, em circuitos 
CA, e dos condutores vivos em circuitos CC, de 
acordo com a tabela 47 da NBR 5410. 
 
 
102 
 
 
 
 
 seção do condutor neutro (tabela 28): 
 
Seção dos 
Condutores Fase 
(mm²) 
Seção Mínima do 
Condutor Neutro (mm²) 
1,5 a 25 
A mesma seção do 
condutor fase 
35 25 
50 25 
70 35 
95 50 
120 70 
150 70 
185 95 
240 120 
300 150 
400 185 
 
 
103 
 
 Seção do Condutor de Proteção (PE) – tabela 29: 
 
Seção dos 
Condutores Fase 
(mm²) 
Seção Mínima do 
Condutor de 
Proteção(mm²) 
1,5 a 16 
A mesma seção do condutor 
fase 
25 16 
35 16 
50 25 
70 35 
95 50 
120 70 
150 95 
185 95 
240 120 
300 150 
 
 
 seção do condutor de aterramento (tabela 30 – 
eletrodos de aterramento): 
 
 
104 
 
 
 
 
 dimensione os condutores para um circuito 
terminal (circuito 2 da figura abaixo) correspondente a 
alimentação de um circuito de iluminação sendo: Pn = 1.900 W, V 
= 220 V, Comprimento: 30 metros, condutores isolados em PVC, 
eletroduto de PVC embutido em alvenaria, temperatura ambientede 35 ºC. 
 
Critério da capacidade de condução de corrente: 
seguindo o roteiro para o dimensionamento de condutores temos: 
 
1. isolação do condutor: PVC; 
2. maneira de instalar: B1, conforme tabela 14; 
3. corrente de projeto: 
 
𝐼𝑝 = 
1900
220 ∗ 1 ∗ 1
= 8,64 𝐴 
 
4. número de condutores carregados: 2; 
5. cálculo da corrente corrigida: 
 
𝐼′𝑝 = 
8,64
0,94 ∗ 0,65
= 14,14 𝐴 
 
 FCT = 0,94, conforme tabela 19; 
105 
 
 FCA = 0,65, conforme tabela 20. 
 
6. bitola do condutor: com o valor de I’p entramos na 
tabela 15, coluna B1, 2cc (2 condutores 
carregados), na qual encontramos o valor de 17,5 
A, que corresponde ao condutor de 1,5 mm². 
 
Critério do limite de queda de tensão: 
 
a) dados necessários: 
 maneira de instalar o circuito: B1; 
 material do eletroduto (magnético ou não 
magnético), PVC; 
 tipo do circuito (monofásico ou trifásico), 
monofásico; 
 corrente de projeto, Ip, em Ampéres: 8,64 A; 
 fator de potência médio: 1,0 (considera-se a 
coluna 0,95 na tabela 25); 
 comprimento do circuito, l, em km: l = 30 m = 
0,030 km; 
 tipo de isolação do condutor: PVC; 
 tensão (V): 220 V; 
 queda de tensão, e (%), admissível; 2%, conforme 
figura 7. 
b) cálculo da queda de tensão unitária: 
 
𝛥𝑉 𝑢𝑛𝑖𝑡 =
0,02 ∗ 220
8,64 ∗ 0,030
= 16,97 𝑉/𝐴 ∗ 𝑘𝑚 
 
 
c) escolha do condutor: com o valor de ΔVunit = 
16,97 V/A*km calculado, entramos na tabela 25 de 
queda de tensão, e nesta encontramos o valor cuja 
queda de tensão seja igual ou imediatamente inferior 
106 
 
 
à calculada, ou seja 16,9 V/A*km encontrando a 
bitola nominal do condutor de 2,5 mm². 
 
Critério das seções mínimas: por tratar-se de um 
circuito de força (ver tabela 27), a seção mínima para esse circuito 
é de 1,5 mm² para condutores de cobre. 
O condutor a ser utilizado para o circuito em questão 
deve atender aos três critérios, capacidade de condução de 
corrente, limite de queda de tensão e seção mínima. Nesse caso 
o condutor fase a ser utilizado deverá ser de 4 mm². Visto que o 
condutor fase deve ser de 2,5 mm²; na tabela 28 verificamos que 
o condutor neutro também deverá ser de 2,5 mm², assim como o 
condutor de proteção (conforme tabela 29). 
 
 
 
 
 
 
 
107 
 
EXERCÍCIO 
 
1. Dimensione os condutores para um circuito terminal (circuito 1 
da figura abaixo) correspondente a alimentação de uma torneira 
elétrica sendo: Pn = 4.500 W, V = 220 V, comprimento: 15 metros, 
condutores isolados em PVC, eletroduto de PVC embutido em 
alvenaria, temperatura ambiente de 30 ºC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
108 
 
 
 CHECK LIST 
 
Nessa unidade você pôde aprender: 
 
 que em uma instalação elétrica, os condutores 
devem ser dimensionados de forma a garantir a 
funcionalidade dos circuitos, bem como a segurança 
das instalações; 
 os condutores elétricos devem ser selecionados a 
partir dos critérios da capacidade de condução de 
corrente, limite de queda de tensão e obedecendo 
as seções mínimas estabelecidas pela NBR 5410, 
adotando-se o condutor de maior seção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
109 
 
UNIDADE 8 
PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTES 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade você deverá: 
 
 dimensionar os dispositivos de proteção contra 
sobrecarga; 
 dimensionar os dispositivos de proteção contra 
curto-circuito. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em cinco tópicos, 
organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO 
TÓPICO 2: PROTEÇÃO CONTRA SOBRECARGA 
TÓPICO 3: PROTEÇÃO CONTRA CURTO-CIRCUITO 
TÓPICO 4: CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO PRESUMIDA 
TÓPICO 5: DIMENSIONAMENTO DOS DISPOSITIVOS DE 
PROTEÇÃO 
 
110 
 
 
TÓPICO 1 
INTRODUÇÃO 
 
A NBR-5410/90 estabelece que “os condutores devem 
ser protegidos por um ou mais dispositivos de seccionamento 
automático contra sobrecargas e contra curtos-circuitos”. 
Estabelece também que “as proteção contra os curtos-
circuitos e contra as sobrecargas devem ser devidamente 
coordenadas, de modo que a energia que o dispositivo de 
proteção contra curtos-circuitos deixa passar, por ocasião de um 
curto, não seja superior à que pode suportar, sem danos, o 
dispositivo de proteção contra sobrecargas”. 
 
TÓPICO 2 
PROTEÇÃO CONTRA SOBRECARGA 
 
De acordo com a NBR-5410, o projetista deverá prever 
dispositivos de proteção para interromper toda corrente de 
sobrecarga nos condutores dos circuitos antes que esta possa 
provocar um aquecimento prejudicial à isolação, as ligações, aos 
terminais ou as vizinhanças das linhas. 
Deve haver uma coordenação entre os condutores e o 
dispositivo de proteção, de forma a satisfazer as duas condições 
seguintes: 
 
1. IB ≤ In ≤ Iz; 
2. I2 ≤ 1,45 . Iz. 
 
Sendo: 
 
IB = corrente de projeto do circuito; 
IZ = capacidade de condução de corrente dos 
condutores; 
Essa unidade 
baseia-se no livro: 
Instalações Elétricas Prediais 
– Domingos Leite Lima Filho. 
. 
 
 
111 
 
IN = corrente nominal do dispositivo de proteção; 
I2 = corrente que assegura efetivamente a atuação do 
dispositivo de proteção; na prática, a corrente I2 é 
considerada igual à corrente convencional de 
atuação para disjuntores, ou a corrente convencional 
de fusão, para fusíveis. 
 
Observação: a condição “2” é aplicável quando for 
possível assumir que a temperatura limite de sobrecarga dos 
condutores não seja mantida por um tempo superior a 100 horas 
durante doze meses consecutivos ou 500 horas ao longo da vida 
útil do condutor. Quando isto não for ocorrer, a condição “2” deve 
ser substituída por: 
 
I2 ≤ Iz 
 
A tabela 31, abaixo, mostra os tempos e as correntes 
convencionais de atuação (I2) para disjuntores termomagnéticos, 
observe: 
 
 
 
TÓPICO 3 
PROTEÇÃO CONTRA CURTO-CIRCUITO 
 
 Além da proteção contra sobrecargas, a NBR 5410 
estabelece que devem ser previstos dispositivos de proteção para 
interromper toda corrente de curto-circuito nos condutores dos 
circuitos, antes que os efeitos térmicos e mecânicos dessa 
A tabela 
ao lado foi retirada 
de: Instalações 
Elétricas Prediais – 
Domingos Leite Lima 
Filho. 
. 
 
 
112 
 
 
corrente possam tornar-se perigosos aos condutores e suas 
ligações. 
 Devem ser calculadas as correntes presumidas de 
curto-circuito em todos os pontos da instalação julgados 
necessários, nos quais serão aplicados os dispositivos de 
proteção. 
 A seguir serão descritas algumas recomendações 
para o dimensionamento da proteção contra curto-circuito: 
 
1. a capacidade de ruptura do dispositivo de proteção 
deve ser compatível com a corrente de curto-circuito 
presumida no ponto de sua instalação: 
 
𝐼𝑅 ≥ 𝐼𝑐𝑠 
 
2. o dispositivo de proteção deve atuar antes que os 
condutores do circuito ultrapassem a temperatura 
limite: 
 
𝑇𝑑𝑑 ≤ 𝑡 
 
Nos casos em que a duração dos curto-circuitos 
simétricos, ou assimétricos, for inferior a cinco segundos, o tempo 
limite de atuação do dispositivo de proteção pode ser calculado 
aplicando-se a fórmula: 
 
𝑡 = 
𝐾² ∗ 𝑆²
𝐼²𝑐𝑠
 
 
Onde: 
 
IR: corrente de ruptura do dispositivo de proteção; 
113 
 
Ics: corrente de curto-circuito presumida no ponto onde 
será instalado o dispositivo de proteção; 
Tdd: tempo de disparo do dispositivode proteção para 
o valor de Ics; 
T: tempo limite de atuação do dispositivo de proteção, 
em segundos; 
S: seção do condutor, em mm²; 
K: constante relacionada ao material do condutor e da 
isolação do condutor, de acordo com a NBR 5410: 
K = 115 para os condutores de cobre isolados em 
PVC, com seção nominal até 300 mm²; 
K = 103 para os condutores de cobre isolados em 
PVC, com seção nominal acima de 300 mm²; 
K = 143 para os condutores de cobre isolados em 
EPR ou XLPE; 
K = 76 para os condutores de alumínio isolados em 
PVC, com seção nominal até 300 mm²; 
K = 68 para os condutores de alumínio isolados em 
PVC, com seção nominal acima de 300 mm²; 
K = 94 para os condutores de alumínio isolados em 
EPR ou XLPE. 
 
TÓPICO 4 
CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO PRESUMIDA 
 
O valor da corrente de curto-circuito presumida é 
necessário para o dimensionamento dos dispositivos de proteção. 
A seguir veremos um procedimento de cálculo que 
conduz a um resultado com boa aproximação para curtos-circuitos 
em instalações elétricas prediais. 
 
1. Cálculo da Impedância até o ponto da falta: 
 resistência da linha: 
 
114 
 
 
𝑅𝐿 = 
𝑟 ∗ 𝐿
𝑁
 
 
 impedância da linha: 
 
𝑋𝐿 = 
𝑥 ∗ 𝐿
𝑁
 
 
 resistência do transformador: 
 
𝑅𝐸 = 
1000 ∗ 𝑃𝑐𝑢
3 ∗ 𝐼𝑁²
 
 
 impedância do transformador: 
 
𝑍𝐸 = 
𝑍% ∗ 𝑈𝑐²
100 ∗ 𝑃
 
 
 reatância do transformador: 
 
𝑋𝐸 = √𝑍𝐸2 − 𝑅𝐸2 
 
 impedância de curto-circuito: 
 
𝑍𝑐𝑐 = √(𝑅𝐿 + 𝑅𝐸)2 + (𝑋𝐿 + 𝑋𝐸)² 
 
2. Cálculo da corrente de curto-circuito presumida: 
 
𝐼𝑐𝑠 = 
𝑈𝑐
√3 ∗ 𝑍𝑐𝑐
 
 
Onde: 
 
115 
 
RL: resistência da linha a montante (mΩ); 
r: resistência específica da linha (mΩ/m), conforme 
tabela 32; 
L: comprimento da linha a montante (m); (entre a fonte 
e o curto-circuito); 
N: número de condutores em paralelo em uma mesma 
fase; 
x: reatância específica da linha (mΩ/m), conforme 
tabela 32; 
XL: reatância da linha a montante (mΩ); 
Pcu: perdas no cobre (W), conforme a tabela 33; 
RE: resistência equivalente secundária do 
transformador (mΩ); 
In: corrente nominal do transformador; 
ZE: impedância equivalente secundária do 
transformador (mΩ); 
XE: reatância equivalente secundária do transformador 
(mΩ); 
Uc: tensão nominal de linha (V); 
Z%: impedância percentual do transformador; 
P: potência nominal do transformador (kVA); 
Zcc: impedância total de curto-circuito (mΩ); 
Icc: corrente de curto-circuito simétrica presumida (kA). 
 
A corrente de curto circuito para os circuitos 
subsequentes, trifásicos ou monofásicos pode ser determinada, 
simplificadamente, utilizando-se o gráfico a seguir. Tabela 32 - 
impedância dos condutores: 
 
 
116 
 
 
 
 
A tabela 33 traz os dados dos transformadores 
trifásicos, classe 15 kV, 60 Hz: 
 
 
As 
tabelas e figuras 
deste Tópico foram 
retiradas de: 
Instalações Elétricas 
Prediais – Domingos 
Leite Lima Filho. 
. 
 
 
117 
 
Abaixo, a figura 8 mostra o diagrama simplificado para 
determinação da corrente de curto-circuito presumida: 
 
 
118 
 
 
 para o circuito representado na figura abaixo, 
determine a corrente de curto-circuito nos pontos 1, 2. Os valores 
encontrados serão os valores mínimos da capacidade de ruptura 
dos disjuntores que serão instalados nos barramentos do Quadro 
Geral de Baixa Tensão (QGBT), do Centro de Controle de 
Motores 01 (CM-01). 
 
 
 
Sendo: 
 
 transformador trifásico de 112,5 kVA – 13,8 kV / 220 
– 127 V ; 
 corrente nominal do transformador: 296 A; 
 perdas no cobre: Pcu = 1650 W, conforme tabela 33; 
 Z% = 3,5 %, conforme tabela 33; 
 alimentador 1: 3 # 2 x 95 (2 x 95) T 95 mm² - L1 = 50 
m; 
 alimentador 2: 3 # 35 (35) T 16 mm² - L2 = 10 m. 
 
Solução: 
 
Cálculo da corrente de curto-circuito no ponto 1: 
 
 resistência da linha: 
 
𝑅𝐿 = 
0,236 ∗ 50
2
= 5,9 𝑚𝛺 
119 
 
r = 0,236 mΩ/m (ver tabela 32) 
 
 impedância da linha: 
 
𝑋𝐿 = 
0,0975 ∗ 50
2
= 2,43 𝑚𝛺 
 
X = 0,0975 mΩ/m (ver tabela 32) 
 
 
 resistência do transformador: 
 
𝑅𝐸 = 
1000 ∗ 1650
3 ∗ 296²
= 6,277 𝑚𝛺 
 
 
 impedância do transformador: 
 
𝑍𝐸 = 
3,5 ∗ 220²
100 ∗ 112,5
= 15,057 𝑚𝛺 
 
 reatância do transformador: 
 
𝑋𝐸 = √15,057 − 6,277 = 13,686 𝑚𝛺 
 
 impedância de curto-circuito: 
 
𝑍𝑐𝑐 = √(5,9 + 6,277)2 + (2,43 + 13,686)² = 21,31 𝑚𝛺 
 
 cálculo da corrente de curto-circuito presumida: 
 
𝐼𝑐𝑠 = 
220
√3 ∗ 21,31
= 5,96 𝑘𝐴 
 
120 
 
 
Cálculo da corrente de curto-circuito no ponto 2: 
 
Para encontrar a corrente de curto-circuito no ponto 2 
temos duas opções. A primeira seria repetir os cálculos utilizados 
para calcular a corrente de curto do ponto 1. A segunda opção é 
utilizar a figura 8. 
No gráfico da figura 8, conforme ilustrado novamente 
abaixo, determina-se o ponto P, na interseção da curva de 35 
mm² com a ordenada 10 m. 
A partir do ponto P, na vertical procuramos a Ics = 5,96 
kA (valor da corrente de curto-circuito no início do trecho 2, 
determinando o ponto P1. 
A partir de P1 traça-se uma linha na horizontal até 
encontrar a ordenada Ics2. Nesse caso Ics2 = 4,6 kA. 
 
121 
 
 
 
 
122 
 
 
TÓPICO 5 
DIMENSIONAMENTO DOS DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO 
 
Conhecendo-se o valor da corrente de curto-circuito do 
ponto onde será instalado o dispositivo de proteção, é possível 
dimensionar tal dispositivo. 
A seguir estaremos apresentando um exemplo de 
dimensionamento: 
 
 o circuito abaixo é constituído por condutores 
unipolares de cobre, isolados em PVC, conduzidos através de 
eletroduto de PVC embutido em alvenaria. A corrente de curto-
circuito presumida no ponto da instalação é de 2,0 kA. Deseja-se 
dimensionar o dispositivo de proteção adequado para o circuito 
em questão. 
 
 
 
Sobrecarga: 
 
1. IB ≤ In ≤ Iz; 
 
 Sabemos que IB = 24 A; 
 Maneira de Instalar: B1 (ver tabela 14); 
 Para 2 condutores carregados encontramos na 
tabela 15, Iz = 32 A. 
 
Colocando na fórmula temos: 
 
24 ≤ In ≤ 32 
123 
 
Para atender a condição acima podemos selecionar o 
disjuntor de 25 A. 
 
In = 25 A 
 
2. I2 ≤ 1,45 . Iz. 
 
 I2 = 1,35 * In (o valor de I2 deverá ser retirado da 
tabela 31). 
 
I2 = 1,35 * 25 = 33,75 A 
I2 ≤ 1,45 . Iz 
33,75 ≤ 1,45 . 32. 
33,75 ≤ 46,4 
 
Curto-Circuito 
 
1. 𝐼𝑅 ≥ 𝐼𝑐𝑠; 
 
Para encontrar o valor de IR devemos consultar as 
tabelas de fabricantes de disjuntores e selecionar um disjuntor 
monopolar com corrente nominal igual a 25 A e capacidade de 
interrupção maior que 2 kA. A tabela a seguir apresenta as 
características dos disjuntores termomagnéticos linha Supertibra. 
 
124 
 
 
 
 
2. 𝑇𝑑𝑑 ≤ 𝑡. 
 
𝐼𝑐𝑠
𝐼𝑛
= 
2000
25
= 80 
 
Tdd = 0,02 segundos (ver gráfico característica tempo x 
corrente dos disjuntores termomagnéticos linha Supertibra da 
figura a seguir). 
 
 𝑡 = 
𝐾²∗𝑆²
𝐼²𝑐𝑠
= 
1152∗ 42
20002
= 0,053 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜𝑠 
 
𝑇𝑑𝑑 ≤ 𝑡 
0,02 𝑠 ≤ 0,053 𝑠 
 
125 
 
 
 
 
126 
 
 
 EXERCÍCIO 
 
1. Para o circuito representado na figura abaixo, determine a 
corrente de curto-circuito no ponto 3, sabendo-se que a corrente 
de curto-circuito calculada no ponto 2 é de 4,6 kA. O valor 
encontrado será o valormínimo da capacidade de ruptura do 
disjuntor que será instalado no barramento do QT-01 (Quadro 
Terminal 01). 
 
 
 
Sendo: 
 
 transformador trifásico de 112,5 kVA – 13,8 kV / 220 – 127 
V; 
 corrente nominal do transformador: 296 A; 
 perdas no cobre: Pcu = 1650 W, conforme tabela 33; 
 Z% = 3,5 %, conforme tabela 33; 
 alimentador 3: # 10 (10) T 10 mm² - L3 = 10 m. 
 
 
 
 
 
 
 
127 
 
 CHECK LIST 
 
Nessa unidade você pôde aprender: 
 
 que deve-se calcular a corrente nominal do circuito 
para assim selecionar o dispositivo de proteção 
contra sobrecarga; 
 que a corrente de curto-circuito presumida deve ser 
calculada nos pontos onde serão instalados os 
dispositivos de proteção de uma instalação elétrica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
128 
 
 
UNIDADE 9 
ELETRODUTOS 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade você deverá: 
 
 explicar a importância da utilização dos eletrodutos; 
 dimensionar eletrodutos. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em dois tópicos, 
organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO 
TÓPICO 2: DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS 
 
129 
 
TÓPICO 1 
INTRODUÇÃO 
 
As instalações elétricas dispõem de um componente 
que propicia um meio envoltório, ou invólucro, aos condutores 
elétricos, o qual chamamos de condutos. Dentre os diversos tipos 
de condutos, destacam-se os eletrodutos, como aqueles que têm 
maior aplicação nas instalações elétricas prediais. Em instalações 
comerciais ou industriais, além dos eletrodutos, são utilizados 
também as calhas e bandejas metálicas, prateleiras, canaletas e 
etc. 
Vamos nos concentrar nos estudos dos eletrodutos, os 
quais desempenham as seguintes funções: 
 
 proteção mecânica para os condutores; 
 proteção aos condutores contra os efeitos do meio 
ambiente (corrosão, ataques químicos); 
 proteção para as instalações contra os perigos de 
incêndio resultantes de eventuais 
superaquecimentos dos condutores ou arcos 
voltaicos. 
 
TÓPICO 2 
DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS 
 
Dimensionar os eletrodutos de uma instalação significa 
calcular o diâmetro mínimo necessário para abrigar os 
condutores. A seguir veremos um roteiro para dimensionar os 
eletrodutos de uma instalação: 
 
1. determina-se a seção total ocupada pelos 
condutores, aplicando tabelas de fabricantes de 
condutores e cabos; 
130 
 
 
2. determina-se o diâmetro externo nominal do 
eletroduto (mm) entrando nas tabelas de fabricantes 
de eletrodutos com o valor encontrado no item 
anterior; 
3. caso os condutores instalados em um mesmo 
eletroduto sejam do mesmo tipo e tenham seções 
nominais iguais, pode-se eliminar os itens 1 e 2, 
encontrando o diâmetro externo nominal do 
eletroduto em função da quantidade e seção dos 
condutores diretamente por tabelas específicas. 
 
A tabela 34, a seguir, mostra as dimensões totais dos 
condutores isolados: 
 
 
 
A tabela 35 traz eletrodutos de PVC rígido roscável – 
classe A: 
As 
tabelas deste Tópico 
foram retiradas de: 
Instalações Elétricas 
Prediais – Domingos 
Leite Lima Filho. 
. 
 
 
131 
 
 
 
A tabela 36 mostra os eletrodutos rígidos de aço 
carbono roscável: 
 
 
 
Na tabela 37 temos a cupação máxima dos eletrodutos 
de PVC por condutores de mesma bitola: 
 
 
132 
 
 
A tabela 38 apresenta a ocupação máxima dos 
eletrodutos de aço por condutores de mesma bitola: 
 
 
 
 dimensionar o trecho de eletroduto de PVC 
rígido, indicado na figura abaixo, no qual deverão ser instalados 
os seguintes circuitos: 
 
 
 
 Circuito 1: # 1,5 (1,5) mm²; 
 Circuito 2: # 2,5 (2,5) mm²; 
133 
 
 Sabe-se que os cabos são isolados em Pirastic 
Antiflan. 
 
Solução: 
 
1. determina-se a seção total ocupada pelos 
condutores: na tabela 34, coluna área total, 
encontramos 2 valores. O primeiro valor refere-se ao 
diâmetro dos fios (condutor sólido) e o segundo é 
referente ao diâmetro dos cabos (vários fios): 
 
2 * 7,1 = 14,2 mm² 
2 * 10,7 = 21,4 mm² 
Total: 35,6 mm² 
 
2. determina-se o diâmetro externo nominal do 
eletroduto (mm) entrando nas tabelas de fabricantes. 
Na tabela 35, coluna: área útil 2 cabos (31%) com o 
valor de 35,6 mm² encontramos o valor 39,3 mm² 
que corresponde ao eletroduto de 3/8” ou 16 mm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
134 
 
 
 EXERCÍCIO 
 
1. Dimensionar o trecho de eletroduto de PVC rígido, indicado na 
figura abaixo. Sabe-se que os cabos possuem diâmetro nominal 
de 10 mm² e são isolados em Pirastic Antiflan. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
135 
 
 CHECK LIST 
 
Nessa unidade você pôde aprender: 
 
 os eletrodutos oferecem proteção aos condutores 
contra danos mecânicos, bem como os efeitos do 
meio ambiente, além de oferecer proteção para as 
instalações contra o risco de incêndio; 
 os eletrodutos são dimensionados a partir da 
quantidade e do diâmetro externo dos condutores 
contidos nele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
136 
 
 
UNIDADE 10 
ATERRAMENTO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade você deverá: 
 
 identificar os tipos de aterramento existentes; 
 identificar os componentes de um sistema de 
aterramento; 
 explicar os esquemas de aterramento utilizados nas 
instalações elétricas. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em seis tópicos, 
organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: ATERRAMENTO 
TÓPICO 2: TIPOS DE ATERRAMENTO 
TÓPICO 3: COMPONENTES DE UM SISTEMA DE 
ATERRAMENTO 
TÓPICO 4: ESQUEMAS DE ATERRAMENTO 
TÓPICO 5: PERIGOS E EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA 
TÓPICO 6: DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO À CORRENTE 
DIFERENCIAL RESIDUAL (DR) 
 
 
137 
 
TÓPICO 1 
ATERRAMENTO 
 
Aterramento é a ligação elétrica intencional com a terra. 
Essa ligação visa proporcionar um meio favorável e seguro ao 
percurso de correntes elétricas perigosas e indesejáveis. É o caso 
das descargas elétricas (raios) ou ainda por ocasião de falhas 
elétricas. 
As instalações elétricas estão sujeitas a defeitos, como 
falhas de isolamento de condutores ou partes energizadas que, 
em contato com superfícies condutoras, poderão colocá-las sob 
um potencial elétrico diferente daquele que existe na Terra. 
Alguém, em contato com a terra ou com algum elemento condutor 
em contato com esta, no instante em que tocar superfícies com 
potencial elétrico diferente daquele presente na Terra, 
estabelecerá um caminho condutor fechado entre dois pontos sob 
potencial elétrico diferente. Isso ocasionará a circulação de 
corrente elétrica deste ponto à Terra. Este é o fenômeno do 
choque elétrico. 
Por outro lado, algumas instalações utilizam a 
propriedade condutora da superfície da terra como meio funcional. 
 
TÓPICO 2 
TIPOS DE ATERRAMENTO 
 
Em uma instalação elétrica, podem-se ter dois tipos de 
aterramento: aterramento funcional e de proteção. 
O aterramento funcional deve ser utilizado para 
garantir o funcionamento correto dos equipamentos ou para 
permitir o funcionamento adequado da instalação. Ele consiste na 
ligação a Terra de um dos condutores da instalação, ocondutor 
neutro, assim denominado, pois o seu potencial elétrico é 
(teoricamente) nulo em relação ao potencial da terra, considerado 
zero. 
Essa 
unidades baseia-se 
na NBR 5410:2004. 
 
 
138 
 
 
Algumas instalações especiais utilizam a superfície da 
terra funcionalmente com condutor neutro (condutor de retorno). É 
o caso das redes de distribuição Monofásico com Retorno pela 
Terra (MRT) que possuem um único condutor (o outro terminal do 
transformador de distribuição é firmemente conectado a terra) e 
dos sistemas de transporte e bondes, no qual também só existe 
um condutor que alimenta os equipamentos, pois o retorno da 
corrente se dá pelos trilhos, em contato com a superfície da terra. 
O condutor neutro é representado pela letra N e a NBR 
5410 recomenda a utilização de cor azul para a isolação deste 
condutor. 
O aterramento de proteção consiste na ligação das 
massas (carcaças metálicas de quadros de distribuição, de 
transformadores, de motores, eletrodutos metálicos, etc.) e de 
elementos condutores estranhos à instalação a terra, com o 
objetivo de garantir a proteção contra contatos indiretos. 
O condutor de proteção é representado pela letra PE 
(Protection to Earth) e, em condutores isolados, deve-se usar a 
cor verde ou verde-amarela, conforme recomendação da NBR 
5410. 
 
TÓPICO 3 
COMPONENTES DE UM SISTEMA DE ATERRAMENTO 
 
Conforme a NBR 5410, todo e qualquer tipo de 
instalação elétrica predial deve possuir um sistema de 
aterramento. A figura 9 identifica os principais componentes de 
um sistema de aterramento, que estão definidos a seguir, 
conforme terminologia adotada na NBR 5473: 
 
As 
tabelas deste Tópico 
foram retiradas de: 
Instalações Elétricas 
Prediais – Domingos 
Leite Lima Filho. 
. 
 
 
139 
 
 
 
 Terra: superfície equipotencial que se considera 
como o potencial zero para referência de tensões 
elétricas; 
 Sistema de aterramento: conjunto de todos os 
condutores e peças condutoras, com os quais é 
constituído um aterramento, num determinado local; 
 Eletrodo de aterramento: condutor ou conjunto de 
condutores enterrados no solo e eletricamente 
ligados a terra. Os tipos de eletrodos mais usados 
em instalações são as hastes de aterramento, que 
são hastes rígidas de cantoneiras de aço 
galvanizado ou circulares de aço revestidas em 
cobre, cravadas no solo; 
140 
 
 
 Terminal de aterramento principal: terminal (ou 
barra) que tem a função de interligar o condutor de 
aterramento aos condutores de proteção, inclusive 
aos condutores de equipotencialidade e condutores 
de aterramento funcional (se existirem); 
 Condutor de aterramento: condutor que interliga o 
terminal de aterramento principal ao eletrodo de 
aterramento; 
 Ligação equipotencial: ligação elétrica entre 
massas e/ou elementos condutores estranhos à 
instalação para evitar diferenças de potencial entre 
as mesmas; 
 Condutores de equipotencialidade principais: 
interligam as tubulações metálicas não pertencentes 
à instalação elétrica, os elementos metálicos e as 
estruturas da construção ao terminal de aterramento 
principal; 
 Condutores de equipotencialidade 
suplementares: iterligam ao terminal de 
aterramento principal, os eletrodos de aterramento 
da antena externa da TV e do sistema de proteção 
contra descargas atmosféricas, quando os mesmos 
possuírem sistemas de aterramento separados; 
 Condutor de Proteção (PE): condutor que liga as 
massas e os elementos condutores estranhos à 
instalação, entre si e/ou a um terminal de 
aterramento; 
 Condutor PEN: condutor que cumpre 
simultaneamente as funções de Condutor de 
Proteção (PE) e de Condutor Neutro (N); 
 Dispositivo de verificação do sistema de 
aterramento: dispositivo situado em local acessível, 
combinado ao terminal de aterramento principal, 
141 
 
desmontável com a utilização de ferramenta 
mecânica, que tem por finalidade desligar o condutor 
de aterramento e permitir a medição da resistência 
de aterramento do eletrodo. 
 
TÓPICO 4 
ESQUEMAS DE ATERRAMENTO 
 
A ABNT possui uma norma que rege o campo de 
instalações elétricas em baixa tensão e utiliza a seguinte 
simbologia para classificar os sistemas de aterramento em 
relação à alimentação e das massas em relação à Terra: 
 
 primeira letra: especifica a situação da fonte de 
alimentação em relação à Terra: 
T- um ponto diretamente aterrado; 
I - isolação de todas as partes vivas em relação à 
Terra ou aterramento de um ponto por meio de 
uma impedância elevada. 
 segunda letra: especifica a situação das massas 
(carcaças) das cargas ou equipamentos em relação 
à Terra: 
T - massas diretamente aterradas, 
independentemente do aterramento eventual da 
fonte de alimentação; 
N - massas ligadas diretamente ao ponto de 
alimentação aterrado (em corrente alternada 
normalmente é o ponto neutro); 
I - massa isolada, isto é, não aterrado. 
 terceira letra: especifica a forma de ligação do 
aterramento da massa do equipamento, usando o 
sistema de aterramento da fonte: 
 
142 
 
 
S - separado, isto é, o aterramento da massa é feito 
com um fio (PE) separado (distinto) do neutro; 
C - comum, isto é, o aterramento da massa do 
equipamento é feito usando o fio neutro (PEN). 
 
Esquema TT 
 
Neste sistema, um ponto (geralmente o centro da 
estrela em um sistema de baixa tensão ligado em estrela) da fonte 
é conectado diretamente à Terra. Todas as partes metálicas 
expostas e todas as partes metálicas estranhas à instalação são 
ligadas a um eletrodo de terra separado na instalação. Nesse 
caso, o percurso de uma corrente fase-massa inclui a terra, o que 
limita em muito o valor da corrente devido ao elevado valor da 
resistência de Terra. 
Essa corrente é insuficiente para acionar dispositivos 
de proteção (disjuntores ou fusíveis), mas suficiente para colocar 
uma pessoa em perigo. Portanto, ela deve ser detectada e 
eliminada por dispositivos mais sensíveis, geralmente chamados 
de interruptores diferenciais residuais (DRs). 
A figura 10, a seguir, ilustra um esquema TT: 
 
 
 
As 
figuras deste Tópico 
foram retiradas do 
site: 
http://monografias.p
oli.ufrj.br/monografia
s/monopoli1000606
6.pdf 
 
 
143 
 
Esquema TN 
 
Como no esquema TT, o neutro da fonte também é 
aterrado diretamente, estando todas as partes metálicas expostas 
e todas as partes metálicas não pertencentes à instalação ligadas 
a esse ponto por condutores metálicos. 
Nesse caso, o percurso de uma corrente fase-massa 
possui uma impedância baixíssima e a corrente pode atingir 
valores elevados, suficientes para serem detectados e 
interrompidos por disjuntores ou fusíveis. 
No esquema TN, podemos ter as seguintes variações: 
esquema TN-S, esquema TN-C e esquema TN-C-S, os quais 
serão explicados na sequência. 
 
1. Esquema TN-S 
 
É comumente conhecido como sistema a cinco 
condutores. Nesse caso, o condutor de proteção conectado à 
malha de terra na origem do sistema interliga todas as massas da 
instalação que são compostas, principalmente, pela carcaça dos 
equipamentos. O condutor de proteção é responsável pela 
condução das correntes de defeito entre fase e massa. As 
massas solidárias ao Condutor de Proteção (PE) podem sofrer 
sobretensões, devido à elevação de potencial no ponto de ligação 
com o neutro de sistema. Em sistemas com cabo enterrado onde 
exista uma capa de proteção de chumbo, o condutor de proteção 
é geralmente a capa de chumbo. 
Essa configuração traz um aspecto relevante paraa 
segurança pessoal, pois como as massas estão ligadas ao ponto 
aterrado da fonte diferente do neutro, elas mantêm o mesmo 
potencial, que é zero, submetendo o operador do equipamento a 
uma tensão de toque nula. 
Outro aspecto positivo é que o Cabo de Proteção (PE) 
fica imune aos resíduos elétricos gerados pelos desequilíbrios das 
144 
 
 
cargas e as harmônicas geradas pelas cargas lineares que 
escoam pelo condutor neutro. 
A utilização de condutores separados N e PE é 
obrigatória para circuitos com seção inferior a 10 mm² para cobre 
e 16 mm² para alumínio e em equipamentos móveis. 
A figura 11, abaixo, ilustra o esquema TN-S: 
 
 
 
2. Esquema TN-C 
 
O condutor neutro é utilizado também como condutor 
de proteção e designado como PEN (condutor de proteção + 
neutro). Nesse caso, diferentemente do esquema TN-S, as 
massas das cargas elétricas ficam submetidas a potencias 
diferentes causadas pelas tensões geradas devido ao 
desequilíbrio das cargas e das harmônicas geradas pelas cargas 
não lineares. 
Esse tipo de esquema não é permitido para condutores 
de seção inferior a 10 mm² e para equipamentos móveis. 
Na sequência, a figura 12 mostra o esquema TN – C: 
145 
 
 
 
 
3. Esquema TN-C-S 
 
As funções do condutor neutro e do condutor de 
proteção são combinadas em parte da instalação. 
Veja na figura 13, a seguir, o esquema TN – C – S: 
 
 
 
 
146 
 
 
Esquema IT 
 
É um esquema TT com neutro da fonte aterrado por 
impedância. Normalmente utiliza-se uma impedância na ordem de 
1000 a 2000 Ohms entre o neutro do enrolamento de baixa 
tensão do transformador e a Terra. Com isso, limita-se a corrente 
de falta a um valor desejado, de forma a não permitir que uma 
primeira falha desligue o sistema. Geralmente, essa corrente não 
é perigosa para as pessoas, mas como a instalação estará 
operando em condição de falta, devem ser utilizados dispositivos 
que monitorem a isolação dos condutores, evitando a excessiva 
degradação dos componentes da instalação. 
Todas as partes condutoras expostas e estranhas à 
instalação são ligadas a um eletrodo de terra. 
A figura 14 a seguir mostra um esquema IT: 
 
 
 
Esse tipo de esquema de aterramento possui diversas 
vantagens e desvantagens. As principais vantagens são: 
 
 continuidade (mantém o circuito em funcionamento 
quando submetido ao primeiro defeito); 
147 
 
 limitar a corrente de curto-circuito de acordo a 
capacidade de suportabilidade dos componentes da 
instalação; 
 reduzir as harmônicas de maneira acentuada na 
operação do sistema elétrico utilizado; 
 segurança pessoal (protege o operador contra 
choques elétricos). 
 
Por outro lado, esse esquema de aterramento 
apresenta dificuldade em sistemas de grande porte, obrigando o 
emprego de dispositivos e técnicas especiais para a sinalização e 
a localização do primeiro defeito. Na ocorrência de um segundo 
defeito, a segurança humana é comprometida. 
No geral, o uso dos sistemas IT fica restrito aos casos 
onde uma primeira falha não pode desligar imediatamente a 
alimentação. Têm-se, como exemplo, processos importantes 
como salas de cirurgia e processos metalúrgicos. 
 
TÓPICO 5 
PERIGOS E EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA 
 
Ao circular pelo corpo humano, ou de animais, a 
corrente elétrica produz um efeito patofisiológico chamado choque 
elétrico, o qual pode, muitas vezes, provocar lesões graves ou 
mesmo vítimas fatais. 
Os efeitos da circulação da corrente elétrica pelo corpo 
humano dependem principalmente de sua intensidade e do tempo 
de circulação da mesma. 
Ela provoca reações patofisiológicas nas pessoas, 
cujos principais efeitos são os seguintes: 
 
 tetanização; 
 parada respiratória; 
 queimaduras; 
148 
 
 
 fibrilação ventricular. 
 
A tabela 39, abaixo, descreve os efeitos da corrente 
elétrica sobre o corpo humano: 
 
 
 
TÓPICO 6 
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO À CORRENTE DIFERENCIAL 
RESIDUAL (DR) 
 
Os Dispositivos de Proteção à Corrente Diferencial 
Residual (DRs) visam garantir a proteção das pessoas contra 
choques elétricos provocados por contatos diretos e/ou indiretos 
com partes energizadas, bem como a proteção contra os riscos 
de incêndio devido aos possíveis efeitos de circulação das 
correntes de fuga ou de falta para a terra. 
A corrente diferencial-residual representa a soma 
fasorial das correntes que percorrem os condutores vivos de um 
circuito em um determinado ponto, e, teoricamente, o valor de IDR 
será nulo, a menos que existam correntes de fuga ou de falta para 
a terra no circuito. Na prática, todos os circuitos apresentam uma 
corrente de fuga, limitada a valores mínimos, devido à inexistência 
real de isolação perfeita. O que o dispositivo DR faz é 
A tabela 
ao lado foi retirada 
de: Instalações 
Elétricas Prediais – 
Domingos Leite Lima 
Filho. 
. 
 
 
149 
 
supervisionar a existência da corrente diferencial-residual no 
circuito ao qual está conectado. O dispositivo DR atuará 
provocando o seccionamento da alimentação do circuito, sempre 
que o valor de IDR ultrapassar um valor preestabelecido, que é a 
corrente diferencial – residual nominal de atuação do dispositivo. 
A figura 15 apresenta, esquematicamente, as partes 
principais de um dispositivo de proteção à corrente diferencial – 
residual: 
 
 
 
Algumas recomendações devem ser seguidas para a 
correta instalação dos dispositivos DR: 
 
a) os disjuntores termomagnéticos diferenciais – 
residuais (módulos acoplados em um único 
dispositivo) serão dimensionados atendendo 
simultaneamente as prescrições de proteção contra 
sobrecorrentes, conforme roteiro descrito no capítulo 
9, e as prescrições de proteção contra choques 
elétricos, definidas neste capítulo; 
b) quando o dispositivo DR não for associado a um 
dispositivo de proteção contra sobrecorrentes, a 
proteção contra sobrecorrentes deve ser feita por 
dispositivo específico e o dispositivo DR deverá 
suportar as solicitações térmicas e mecânicas 
A figura 
ao lado foi retirada 
de: Instalações 
Elétricas Prediais – 
Domingos Leite Lima 
Filho. 
. 
 
 
150 
 
 
provocadas por correntes de falta à jusante de seu 
local de instalação; 
c) podem ser instalados dispositivos DRs na proteção 
geral da instalação e/ou nas proteções individuais de 
circuitos terminais; 
d) dependendo dos níveis de corrente de fuga do 
sistema (à instalação), devem-se tomar cuidados 
especiais com relação a sensibilidade dos 
dispositivos DR, principalmente se eles forem 
instalados na proteção geral, pois poderão causar 
seccionamentos intempestivos da alimentação de 
toda a instalação; 
e) quando tivermos dispositivos DR na proteção geral e 
nos circuitos terminais, deverá ser feita uma 
coordenação buscando a seletividade de atuação. O 
dispositivo de menor sensibilidade de atuação 
deverá ser instalado no circuito terminal e o de maior 
sensibilidade no circuito de distribuição, obedecidos 
os limites fixados em norma; 
f) em instalações residenciais em locais molhados, em 
particular banheiros e piscinas, as tomadas de 
corrente devem ser instaladas obedecendo às 
distâncias mínimas e devem ser feitas ligações de 
equipotencialidade, conforme definido na NBR 5410. 
Nos circuitos terminais dessas áreas, é 
recomendável a utilização de dispositivos 
diferenciais – residuais de alta sensibilidade; 
g) em nenhum caso, o condutor neutro deve ser 
interligado a terra a jusante de um dispositivo 
diferencial – residual.151 
 
 EXERCÍCIOS 
 
1. Quais os tipos de aterramento existentes? Qual é a diferença 
entre eles? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
2. Qual a diferença entre Condutor de Proteção (PE) e 
Condutor PEN? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
3. Qual é o esquema de aterramento mais indicado para salas de 
cirurgia? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
4. Para que servem os Dispositivos de Proteção à Corrente 
Diferencial Residual (DRs)? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
152 
 
 
 CHECK LIST 
 
Nessa unidade você pôde aprender: 
 
 aterramento é a ligação que visa proporcionar um 
meio favorável e seguro ao percurso de correntes 
elétricas perigosas e indesejáveis; 
 em uma instalação elétrica, pode-se ter o 
aterramento funcional e o de proteção; 
 os DRs visam garantir a proteção das pessoas 
contra choques. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
153 
 
UNIDADE 11 
SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS 
ATMOSFÉRICAS (SPDA) 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final desta unidade você deverá: 
 
 saber como é feita a classificação das estruturas 
para prevenção contra as descargas atmosféricas; 
 saber os métodos de proteção contra descargas 
atmosféricas existentes; 
 explicar como deve ser elaborado o projeto de um 
SPDA para um edifício. 
 
 
Plano de Estudos 
 
Esta unidade está dividida em sete tópicos, 
organizados de modo a facilitar sua compreensão dos conteúdos. 
 
TÓPICO 1: INTRODUÇÃO 
TÓPICO 2: FORMAÇÃO DO RAIO 
TÓPICO 3: MODELO ELETROGEOMÉTRICO 
TÓPICO 4: MÉTODO DE FRANKLIN 
 TÓPICO 5: MÉTODO DE FARADAY 
TÓPICO 6: CONDUTORES DE DESCIDA 
TÓPICO 7: SISTEMA DE ATERRAMENTO 
154 
 
 
TÓPICO 1 
INTRODUÇÃO 
 
As descargas atmosféricas podem ser diretas ou 
indiretas. A incidência de uma descarga atmosférica diretamente 
em uma linha de transmissão de energia submete os 
componentes do sistema próximos ao ponto de incidência. Os 
sistemas de proteção contra descargas diretas têm por objetivo 
básico interceptar raios e conduzi-los para a terra. 
As descargas que incidem em uma região próxima a 
linha exercem influência no comportamento da mesma. Tais 
descargas são as descargas indiretas ou descargas para o solo. 
Quando elas atingem o solo, induzem tensão e corrente no 
sistema provocando sobretensões. 
Na Terra ocorrem cerca de 100 relâmpagos por 
segundo enquanto que no Brasil, ocorrem 3,2, sendo a maior 
incidência de raios do mundo. 
Anualmente, as descargas atmosféricas são 
responsáveis por prejuízos de, aproximadamente, um bilhão de 
dólares em todo o mundo e pela morte de 6.000 pessoas por ano, 
das quais 200 só no Brasil. 
 
TÓPICO 2 
FORMAÇÃO DO RAIO 
 
Ao longo dos anos, várias teorias foram desenvolvidas 
para explicar o fenômeno dos raios. Atualmente, sabe-se que a 
fricção entre as partículas de água e gelo que formam as nuvens 
dão origem a uma grande quantidade de cargas elétricas. A 
nuvem, por sua vez, fica carregada positivamente na parte 
superior e negativamente na parte inferior. 
A nuvem carregada induz no solo cargas positivas que 
ocupam uma área correspondente ao tamanho da nuvem. Entre a 
Essa 
unidade baseia-se 
no site: 
http://monografias.p
oli.ufrj.br/monografia
s/monopoli1000606
6.pdf 
 
 
155 
 
nuvem e a Terra formam-se diferenças de potenciais que variam 
de 10.000 a 1.000.000 kV, sendo que a nuvem se encontra entre 
300 e 5.000 metros de altura. Porém, não é necessário um 
gradiente de tensão superior à camada de ar entre a nuvem e o 
solo, pois essa camada contém grande quantidade de impurezas 
o que enfraquece a rigidez dielétrica da mesma. Sendo assim, o 
raio consegue perfurar o ar e descarregar na Terra. 
As correntes dos raios penetram na instalação pelos 
captores e são conduzidas até o aterramento por meio das 
descidas, que são ligadas aos eletrodos de aterramento. 
Os eletrodos de aterramento podem ser de cobre, aço 
galvanizado a quente ou aço inoxidável, não sendo permitido o 
uso de alumínio. É possível também utilizar o aço revestido de 
cobre (copperweld) com uma camada mínima de 254 milímetros. 
O eletrodo de terra pode ter a forma de cabo, barra 
chata ou redonda ou tubo, com seções mínimas de 50 mm² para o 
cobre, 80 mm² para o aço galvanizado e 100 mm² para aço 
inoxidável. 
Segundo a norma brasileira NBR 5419/2001, a 
probabilidade de penetração de uma descarga atmosférica no 
volume atmosférico a proteger é consideravelmente reduzida pela 
presença de um subsistema de captação corretamente projetado. 
A tabela 40 descreve o nível de proteção das 
estruturas, observe: 
 
156 
 
 
 
 
A tabela 
ao lado foi retirada 
do site: 
http://monografias.p
oli.ufrj.br/monografia
s/monopoli1000606
6.pdf 
 
 
157 
 
Os captores podem ser constituídos por uma 
combinação qualquer dos seguintes elementos: 
 
a) hastes; 
b) cabos esticados; 
c) condutores em malha; 
d) elementos naturais. 
 
Para o correto posicionamento dos captores de acordo 
com o nível de proteção, devem ser observados os requisitos da 
tabela 41 (abaixo), a qual foi retirada da NBR 5419, e da figura 16 
(na sequência): 
 
 
Figura 16: 
 
 
A figura 
ao lado foi retirada 
do site: 
http://monografias.p
oli.ufrj.br/monografia
s/monopoli1000606
6.pdf 
 
 
158 
 
 
Sendo: 
 
a – largura da malha; 
b – comprimento da malha; 
h – altura do captor; 
α – ângulo de proteção (método Franklin); 
R – raio da esfera rolante; 
b ≤ 2ª. 
 
Métodos de Projeto dos Captores 
 
No projeto dos captores, podem-se utilizar os seguintes 
métodos, conforme o caso: 
 
a) ângulo de proteção (método Franklin);e/ou 
b) esfera rolante ou fictícia (modelo eletrogeométrico); 
e/ou 
c) condutores em malha ou gaiola (método Faraday). 
 
TÓPICO 3 
MODELO ELETROGEOMÉTRICO 
 
O Modelo Eletrogeométrico (MEG) foi embasado em 
um extensivo trabalho de pesquisa e resgatou o modelo sugerido 
por Preece em 1881, que previa que o volume de proteção de um 
elemento captor seria definido por um cone com vértice na 
extremidade do captor, delimitado pela rotação de um segmento 
de círculo tangente ao solo. O raio desse segmento de círculo é 
função do nível de proteção desejado para a instalação. 
O MEG para aplicação na proteção das estruturas 
admite algumas hipóteses simplificadoras: 
 
159 
 
 só são consideradas as descargas negativas 
iniciadas nas nuvens; 
 a descarga final se dá para o objeto aterrado mais 
próximo, independente de sua massa ou condições 
de aterramento; 
 as hastes verticais e os condutores horizontais têm o 
mesmo poder de atração. 
 
Uma aplicação do MEG pode ser visto na figura 17, a 
seguir, na qual se verifica que o para-raios existente no topo do 
campanário protegeapenas uma parte da igreja, sendo 
necessário mais um para-raios para proteger a ponta da nave da 
igreja. 
 
 
 
No MEG, a distância de atração ou o raio de atração 
Ra, é calculada por: 
 
Ra = a * Ibmáx 
 
Onde: 
 
As 
figuras deste Tópico 
foram retiradas do 
site: 
http://monografias.p
oli.ufrj.br/monografia
s/monopoli1000606
6.pdf 
 
 
160 
 
 
Imáx: é o valor de pico da corrente de retorno do raio; 
a e b: são as constantes que variam conforme 
propostas de vários pesquisadores. 
 
Quando aplicadas as estruturas, a norma NBR-
5419/2005 adota a=10 e b=0,65. 
O Modelo Eletrogeométrico é compatível com a 
constatação prática de que as estruturas muito altas são 
susceptíveis de serem atingidas por descargas laterais. 
Efetivamente, se a estrutura tiver uma altura superior à distância 
R, um elemento captor no seu topo não garantirá uma proteção 
adequada, pois o segmento de círculo tangente ao solo tocará 
lateralmente na estrutura. 
A figura 18, abaixo, mostra a área protegida de uma 
descarga lateral: 
 
 
 
 
161 
 
TÓPICO 4 
MÉTODO DE FRANKLIN 
 
O Método de Franklin consiste em uma haste captora 
em forma de ponta, que é fixada em mastros elevados, à qual são 
ligados os cabos de descida que se interligam ao eletrodo de 
aterramento, proporcionando o caminho de escoamento da 
descarga. É o método mais usual para proteção de edifícios. 
 
TÓPICO 5 
MÉTODO DE FARADAY 
 
Neste sistema de proteção, uma rede de condutores, 
lançada na cobertura e nas laterais da instalação, forma uma 
blindagem eletrostática, destinada a interceptar as descargas 
atmosféricas incidentes. Elementos metálicos estruturais, de 
fachada e de cobertura, podem integrar esta rede de condutores, 
desde que atendam a requisitos específicos. 
Edificações com estruturas metálicas e continuidade 
elétrica nas ferragens estruturais, assim como o aterramento em 
fundações (ou anel) têm bom desempenho como Gaiola de 
Faraday. Galpões em estrutura metálica (colunas e cobertura) 
constituem-se em Gaiolas de Faraday naturais, mesmo assim, 
devem ser complementados com um aterramento adequado, 
preferencialmente integrado às armaduras das fundações. 
O Método de Faraday é também aplicável a edificações 
de grande área de cobertura (usualmente prédios industriais), 
onde a adoção de outras técnicas de dimensionamento da rede 
captora implica a utilização de grande número de mastros 
captores, que demandam uma ampla rede de condutores de 
interligação que, por si só, já é uma aproximação de uma Gaiola 
de Faraday. 
Pode-se fazer também uma blindagem em 
equipamentos elétricos (fontes de alimentação, inversores de 
162 
 
 
frequência, PCs. etc.), utilizando o conceito da Gaiola de Faraday 
que não permite que cargas elétricas penetrem ou saiam do 
ambiente em que estão confinadas. Dessa forma, esses 
equipamentos possuem suas caixas de montagem feitas de metal 
que são ligadas ao terminal terra. 
 
TÓPICO 6 
CONDUTORES DE DESCIDA 
 
Os condutores de descida devem atender algumas 
recomendações: 
 
a) o comprimento desses condutores deve ser o menor 
possível; 
b) a corrente de descarga deve escoar por diversos 
trajetos paralelos; 
c) a distribuição dos condutores de descida ao longo do 
perímetro a proteger, deve ser feita de acordo com 
os espaçamentos mínimos indicados na tabela 42. 
São necessários, no mínimo 2 condutores de 
descida, independente do perímetro; 
d) os condutores de descida externos devem ser 
interligados por meio de condutores horizontais, 
formando anéis, sendo o primeiro próximo do nível 
do solo e os outros a cada 20 metros de altura; 
e) os condutores podem ser instalados externos à 
estrutura, fixados por espaçadores ou embutidos se 
a parede for de material não combustível; 
f) não devem ser feitas emendas nos cabos de descida, 
exceto por solda exotérmica; 
g) devem ser instalados a uma distância mínima de 50 
cm de portas, janelas e outras aberturas; 
163 
 
h) devem ser protegidos contra danos mecânicos até 
no mínimo 2,5 metros de altura por meio de 
eletroduto de PVC ou metálico. Quando são 
utilizados eletrodutos metálicos, o cabo de descida 
deve ser conectado às extremidades superior e 
inferior do eletroduto; 
i) as seções mínimas dos captores, condutores de 
descida e de eletrodos de aterramento estão 
definidas na tabela 43. Na prática são adotadas 
seções maiores, visando propiciar maior resistência 
mecânica. Usualmente, utiliza-se o mínimo de 35 
mm² para os condutores de descida e 50 mm² para 
os eletrodos de aterramento de cobre; 
j) podem ser utilizados como captores e condutores de 
descida naturais, os elementos metálicos da 
cobertura, pilares metálicos e armações de aço da 
estrutura, desde que atendam as recomendações 
específicas da NBR 5419. 
 
Abaixo, a tabela 42 apresenta o espaçamento médio 
dos condutores de descida: 
 
 
Na sequência, a tabela 43 traz as seções mínimas dos 
materiais do SPDA: 
 
As 
tabelas deste 
Tópico foram 
retiradas da Norma 
Técnica 40/2014 – 
Sistema de 
Proteção Contra 
Descargas 
Atmosféricas. 
 
 
164 
 
 
 
 
TÓPICO 7 
SISTEMA DE ATERRAMENTO 
 
Uma parte importante do SPDA é seu sistema de 
aterramento. Este deve assegurar a disperção da corrente de 
descarga sem causar sobretensões perigosas. A resistência de 
aterramento não deve ser superior a 10 Ω independente da época 
do ano. 
Os eletrodos de aterramento devem ser interligados 
entre si e com o terminal de aterramento principal da instalação. 
Podem ser utilizados como eletrodo de aterramento: 
 
 condutores em anel; 
 hastes verticais ou inclinadas; 
 condutores horizontais radiais; 
 armações de aço da fundação. 
 
As hastes de aterramento verticais ou inclinadas 
instaladas em paralelo devem ser espaçadas entre si por uma 
distância não inferior a sua profundidade de cravação no solo. 
 
 projetar o SPDA para um edifício residencial 
com as seguintes características: 
 
165 
 
 
 
Solução: 
 
 nível de proteção: estrutura comum, uso 
residencial. Nível de proteção III (ver tabela 40); 
 tipo de SPDA: utilizaremos um captor tipo Franklin, 
instalado em haste metálica (eletroduto de aço) 
fixada no ponto central da laje superior da caixa 
d’água do edifício; 
 zona de proteção: 
 
h= 18 + 4,5 + 4,5 = 27 metros 
 
α = 35º, conforme tabela 41 
 
Pela figura abaixo notamos que: 
 
 
 
166 
 
 
𝑡𝑔 35𝑜 =
(2 + 4)
𝐿 + 4,5
 
 
𝐿 = 4,07 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜𝑠 
 
O comprimento da haste metálica deverá ser de 4,5 
metros, de forma a garantir a proteção total da estrutura 
utilizando-se apenas um captor Franklin. 
 
 condutores de descida: o perímetro da edificação 
P = 12 + 12 + 12 + 12 = 48 metros. Por meio da 
tabela 42 verificamos que é necessário um condutor 
a cada 20 metros, logo: 
 
Nc = 48/20 = 2,4 condutores de descida. 
 
Nesse caso utilizam-se três condutores de descida de 
cobre, de 35 mm² de seção. 
 
 eletrodos de aterramento: utilizaremos em cada 
descida, um condutor de cobre de 50 mm² para 
interligar o ponto de medição a um conjunto de três 
hastes de aterramento de cobre ¾” com 3 metros de 
comprimento. Se for necessário, após a medição 
deverão ser instaladas mais hastes a fim de obter 
uma resistência máxima de 10 Ω. A figura a seguir 
representa o desenho da instalação. 
 
167 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
168 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Supondo que você sejacontratado para desenvolver o projeto 
do sistema de proteção contra descargas atmosféricas de um 
hospital. Qual o nível de proteção mais adequado para esse tipo 
de ambiente? Consulte a NBR 5419. 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
2. Qual o método de proteção para SPDA mais utilizado no caso 
de edifícios de uso coletivo? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
3. Cite três recomendações importantes para os condutores de 
descida de um SPDA. 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
 
 
 
169 
 
 CHECK LIST 
 
Nessa unidade você pôde aprender: 
 
 o nível de proteção de uma edificação é classificado 
de acordo com o tipo de ocupação; 
 os métodos de proteção contra descargas 
atmosféricas baseiam-se nos modelos Franklin, 
Faraday e no Modelo Eletrogeométrico. 
 
 
 
170 
 
 
GABARITO COMENTADO 
 
UNIDADE 1 
 
Questão 1 
Projetar é elaborar soluções que podem ser implementadas para a resolução de 
determinados problemas. O projetista deverá ter em mente que a solução não é única. 
Frequentemente, existem diversas alternativas de soluções possíveis cabendo ao 
projetista examiná-las, avaliar as possibilidades de cada uma delas e, finalmente, 
inclinar-se por aquela que julgar a mais adequada. 
 
Questão 2 
O CREA é o Conselho Regional de Engenharia, ele responsável pela fiscalização do 
exercício das profissões da área tecnológica em âmbito regional. Essa organização 
exerce o papel de primeira e segunda instância, verificando, orientando e fiscalizando o 
exercício profissional com a missão de defender a sociedade da prática ilegal das 
atividades abrangidas pelo sistema CONFEA/CREA. 
 
Questão 3 
Para o desempenho profissional de suas atividades, o projetista deve obter habilitação 
especifica por meio de formação em centros educacionais especializados 
(universidades, faculdades de engenharia, centros de educação tecnológica, escolas 
técnicas, etc.) e registro no respectivo Conselho Profissional. 
 
Questão 4 
Os profissionais habilitados para as atividades de elaboração de projetos de instalação 
de energia são os engenheiros e técnicos industriais de nível médio, conforme 
atribuições definidas para cada categoria profissional. 
 
 
171 
 
UNIDADE 2 
 
Questão 1 
Elaborar um projeto elétrico consiste em quantificar, determinar os tipos e localizar os 
pontos de utilização de energia elétrica; dimensionar, definir o tipo e o caminho dos 
condutores e condutos; dimensionar, definir o tipo e a localização dos dispositivos de 
comando, de medição de energia elétrica e demais acessórios. 
 
Questão 2 
Na elaboração de um projeto elétrico devem ser observadas: NBR 5410, NBR 14039, 
NBR 5419, NBR 5413. 
 
Questão 3 
A Norma Regulamentadora nº 10 refere-se a Segurança em Instalações e Serviços em 
Eletricidade. 
 
UNIDADE 3 
 
Questão 1 
a) Calculando a potência mínima necessária para iluminação. 
 
 Dormitório 1: 4 m x 4 m = 16 m² 
6 m² - 100 VA 
4 m² - 60 VA 
4 m² - 60 VA 
Total: 220 VA 
 
 Dormitório 2: 5 m x 4 m = 20 m² 
6 m² - 100 VA 
4 m² - 60 VA 
4 m² - 60 VA 
4 m² - 60 VA 
Total: 280 VA 
 
172 
 
 
 Dormitório 3: 5 m x 3,5 m = 17,5 m² 
6 m² - 100 VA 
4 m² - 60 VA 
4 m² - 60 VA 
Total: 220 VA 
 
 Banheiro 1: 2,5 m x 2,0 m = 5 m² 
Até 6 m² - 100 VA 
Total: 100 VA 
 
 Banheiro 2: 2,5 m x 2,0 m = 5 m² 
Até 6 m² - 100 VA 
Total: 100 VA 
 
 Sala Estar: 5 m x 4 m = 20 m² 
6 m² - 100 VA 
4 m² - 60 VA 
4 m² - 60 VA 
4 m² - 60 VA 
Total: 280 VA 
 
 Cozinha: 4 m x 4 m 
6 m² - 100 VA 
4 m² - 60 VA 
4 m² - 60 VA 
Total: 220 VA 
 
 Lavanderia: 3 m x 2 m = 6 m² 
Até 6 m² - 100 VA 
Total: 100 VA 
 
Total: 220 + 280 + 220 VA + 100 VA + 100 VA + 280 VA + 220 VA + 100 VA = 1520 
VA 
173 
 
b) Calculando a potência mínima necessária para TUGs. 
 
 Dormitório 1: 4 m x 4 m = 16 m 
16/5 = 3,2 = 4 tomadas de 100 VA = 400 VA 
 
 Dormitório 2: 5 m x 4 m = 18 m 
18/5 = 3,6 = 4 tomadas de 100 VA = 400 VA 
 
 Dormitório 3: 5 m x 3,5 m = 17 m 
17/5 = 3,4 = 4 tomadas de 100 VA = 400 VA 
 
 Banheiro 1: 2,5 m x 2,0 m = 9 m 
1 tomada de 600 VA 
 
 Banheiro 2: 2,5 m x 2,0 m 
1 tomada de 600 VA 
 
 Sala Estar: 5 m x 4 m = 18 m 
18/5 = 3,6 = 4 tomadas de 100 VA = 400 VA 
 
 Cozinha: 4 m x 4 m = 16 m 
16/3,5 = 4,6 = 5 tomadas sendo 3 de 600 VA cada e 2 de 100 VA cada = 2000 VA 
 
 Lavanderia: 3 m x 2 m = 10 m 
10/3,5 = 2,9 = 3 tomadas de 600 VA cada = 1800 VA 
 
Total: 400 + 400 + 400 + 600 + 600 + 400 + 2000 + 1800 = 7000 VA 
 
UNIDADE 4 
 
Questão 1 
a) Cálculo da demanda individual de um apartamento: 
 
 
174 
 
 
PD = (P1 * g) + P2 
P1 = 3200 + 8600 = 11800 W ou 11,8 kVA 
g = 0,24 
P2 = (2 * 5400) + 3700 + 1650 + (2500/0,85) + (1000/0,85) = 20,27 kVA 
PD = (11,8 * 0,24) + 20,27 = 23,10 kVA 
 
b) Cálculo da demanda do condomínio: 
 
Dcondom = I1 + 0,25 * I2 + 0,2 * T + M 
I1 = (10/0,95) = 10,53 kVA 
I2 = (6/0,95) = 6,31 kVA 
T = 7 + (2 * 5,4) = 17,8 kVA 
 
Motores: 
 1 Portão Automático de 2 CV – trifásico: 2,7 
 2 bombas para piscina de 2 CV – trifásicas: 4,04 
 2 Elevadores de 10 CV – trifásicos 17,31 
 2 Bombas de recalque de 5 CV – trifásicas – 1 reserva 6,02 
 2 Bombas de 1 CV – Trifásicas – 1 reserva 1,52 
 1 Bomba de Combate a incêndio de 2 CV – trifásica 2,7 
 Total M: 34,30 
 
Dcondom = 10,53 + (0,25 * 6,31) + (0,2 * 17,80) + 34,30 
Dcondom = 49,97 kVA 
 
c) Cálculo da demanda de cada loja: 
 
PD = D1 + D2 + D3 
D1 = Demanda de Iluminação e TUG 
D1 = 100 % * (2400 + 3800) = 6,2 kVA 
D2 = Demanda de Condicionadores de Ar 
D2 = 100% * (2 * 1650) = 3,3 kVA 
D3 = Demanda do Chuveiro 
175 
 
D3 = 100% * (1 * 3500) = 3,5 kVA 
PD = 6,2 + 3,3 + 3,5 = 13 kVA 
 
d) Cálculo da demanda do edifício: 
 
𝑫𝒆𝒅𝒊𝒇 = 𝟏, 𝟐𝟎 (𝑫𝒂𝒑𝒕𝒐𝒔 + 𝑫𝒄𝒐𝒏𝒅𝒐𝒎 + 𝑫𝒖𝒏. 𝒄𝒐𝒎𝒆𝒓) 
 
Daptos = F1 * F2 
F1 = 29,52 
F2 = 2,31 
Daptos = 29,52 * 2,31 = 68,19 kVA 
 
Dcondom = 49,97 kVA 
 
Dun.comer = D1 + D2 + D3 
Precisamos calcular a demanda total considerando as 12 lojas: 
D1 = 100% * 12 * (2400 + 3800) = 74,40 kVA 
D2 = 80% * 24 * 1650 = 31,68 kVA 
D3 = 48% * 12 * 3500 = 20,16 kVA 
PD = 74,40 + 31,68 + 20,16 = 126,24 kVA 
 
𝑫𝒆𝒅𝒊𝒇 = 𝟏, 𝟐𝟎 (𝑫𝒂𝒑𝒕𝒐𝒔 + 𝑫𝒄𝒐𝒏𝒅𝒐𝒎 + 𝑫𝒖𝒏. 𝒄𝒐𝒎𝒆𝒓) 
𝑫𝒆𝒅𝒊𝒇 = 𝟏, 𝟐𝟎 (𝟔𝟖, 𝟏𝟗 + 𝟒𝟗, 𝟗𝟕 + 𝟏𝟐𝟔, 𝟐𝟒) = 𝟐𝟗𝟑, 𝟐𝟖 𝒌𝑽𝑨 
 
UNIDADE 5 
 
Questão 1 
A representação das tubulações e fiação pode variar de acordo com o projetista. A 
planta abaixo apresenta uma das possíveis soluções:176 
 
 
 
 
UNIDADE 6 
 
Questão 1 
 
Demanda do apartamento de 23,1 kVA: fornecimento trifásico a 4 fios, tensão entre 
fases 380 V, disjuntor geral de proteção: 40 A, ramal alimentador: 2#10(10) T10 mm², 
eletroduto: 1”. 
 
Demanda do condomínio de 49,97 kVA: fornecimento trifásico a 4 fios, tensão entre 
fases 380 V; disjuntor geral de proteção: 100 A, ramal alimentador: 3#25(25) T16 mm², 
eletroduto: 1.1/2”. 
 
Demanda da loja de 13 kVA: fornecimento bifásico a 3 fios, tensão entre fase e neutro 
220 V, disjuntor geral de proteção: 40 A, ramal alimentador: 2#10(10) T10 mm², 
Eletroduto: 1”. 
 
177 
 
Demanda do edifício de 293,28 kVA: fornecimento trifásico a 4 fios, tensão de 
alimentação: 13,8 kV, condutores (fase e neutro) em alumino 2 AWG. 
 
UNIDADE 7 
 
Questão 1 
Solução 
 
Critério da Capacidade de Condução de Corrente 
 
Seguindo o roteiro para o dimensionamento de condutores temos: 
 
1. isolação do condutor: PVC; 
2. maneira de instalar: B1, conforme tabela 14; 
3. corrente de Projeto: 
 
𝐼𝑝 = 
4500
220 ∗ 1 ∗ 1
= 20,45 𝐴 
 
4. número de condutores carregados: 2; 
 
5. cálculo da corrente corrigida: 
 
𝐼′𝑝 = 
20,45
1 ∗ 0,65
= 31,46 𝐴 
 
 
FCT = 1, conforme tabela 19; 
FCA = 0,65, conforme tabela 20. 
 
6. bitola do condutor: com o valor de I’p entramos na tabela 15, coluna B1, 2cc (2 
condutores carregados), onde encontramos o valor de 32 A, que corresponde ao 
condutor de 4 mm². 
 
Critério do Limite de Queda de Tensão 
178 
 
 
 
a) Dados necessários: 
 maneira de instalar o circuito: B1; 
 material do eletroduto (magnético ou não magnético), PVC; 
 tipo do circuito (monofásico ou trifásico), bífásico (considera-se 
monofásico na tabela 25); 
 corrente de projeto, Ip, em Ampéres: 20,45 A; 
 fator de potência médio: 1,0 (considera-se a coluna 0,95 na tabela 25); 
 comprimento do circuito, l, em km: l = 15 m = 0,015 km; 
 tipo de isolação do condutor: PVC; 
 tensão (V): 220 V; 
 queda de tensão, e (%), admissível; 2%, conforme figura 7. 
 
b) Cálculo da queda de tensão unitária: 
 
𝛥𝑉 𝑢𝑛𝑖𝑡 =
0,02 ∗ 220
20,45 ∗ 0,015
= 14,34 𝑉/𝐴 ∗ 𝑘𝑚 
 
 
c) Escolha do condutor: com o valor de ΔVunit = 14,34 V/A*km 
calculado, entramos na tabela 25 de queda de tensão e nesta 
encontramos o valor cuja queda de tensão seja igual ou 
imediatamente inferior à calculada, ou seja, 10,6 V/A*km 
encontrando a bitola nominal do condutor de 4 mm². 
 
Critério das Seções Mínimas 
 
Por tratar-se de um circuito de força (ver tabela 27), a seção mínina para esse 
circuito é de 2,5 mm² para condutores de cobre. 
 
O condutor a ser utilizado para o circuito em questão deve atender aos três critérios: 
capacidade de condução de corrente, limite de queda de tensão e seção mínima. 
Nesse caso o condutor fase a ser utilizado deverá ser de 4 mm². Visto que o condutor 
179 
 
fase deve ser de 4 mm², na tabela 28 verificamos que o condutor neutro também 
deverá ser de 4 mm², assim como o condutor de proteção (conforme tabela 29). 
 
UNIDADE 8 
 
Questão 1 
Vamos optar por utilizar o gráfico da figura 8, uma vez que já é conhecido o valor da 
corrente de curto-circuito no início do trecho Ics2 = 4,6 kA. 
 
No gráfico da figura 8, conforme ilustrado novamente abaixo, determina-se o ponto P, 
na interseção da curva de 10 mm² com a ordenada 20 m (como o circuito 3 é 
monofásico é necessário dobrar o valor do comprimento para utilizar o mesmo gráfico). 
A partir do ponto P, na vertical procuramos a Ics = 4,6 kA (valor da corrente de curto-
circuito no início do trecho 3, determinando o ponto P1). 
 
A partir de P1 traça-se uma linha na horizontal até encontrar a ordenada Ics3. Nesse 
caso Ics3 = 1,45 kA. 
 
180 
 
 
 
 
 
 
181 
 
UNIDADE 9 
 
Questão 1 
 
Solução 
1. Determina-se a seção total ocupada pelos condutores: na tabela 34, coluna área 
total, encontramos dois valores. Lembre-se que o primeiro valor refere-se ao diâmetro 
dos fios (condutor sólido) e o segundo referente ao diâmetro dos cabos (vários fios). 
 
4 * 27,3 = 109,2 mm² 
Total: 109,2 mm² 
 
2. Determina-se o diâmetro externo nominal do eletroduto (mm) entrando nas tabelas 
de fabricantes. Na tabela 35, coluna: área útil ≥ 3 cabos (40%) com o valor de 109,2 
mm² encontramos o valor 138,6 mm² que corresponde ao eletroduto de 3/4” ou 25 
mm. 
 
UNIDADE 10 
 
Questão 1 
Em uma instalação elétrica, pode-se ter dois tipos de aterramento: aterramento 
funcional e de proteção. O aterramento funcional deve ser utilizado para garantir o 
funcionamento correto dos equipamentos ou para permitir o funcionamento adequado 
da instalação. Já o aterramento de proteção consiste na ligação das massas 
(carcaças metálicas de quadros de distribuição, de transformadores, de motores, 
eletrodutos melálicos, etc.) e de elementos condutores estranhos à instalação a terra, 
com o objetivo de garantir a proteção contra contatos indiretos. 
 
Questão 2 
Condutor de Proteção (PE): é o condutor que liga as massas e os elementos 
condutores estranhos à instalação, entre si e/ou a um terminal de aterramento. 
Condutor PEN: é o condutor que cumpre simultaneamente as funções de Condutor de 
Proteção (PE) e de Condutor Neutro (N). 
182 
 
 
Questão 3 
O esquema mais indicado para salas de cirurgias é o aterramento IT. 
 
Questão 4 
Os Dispositivos de Proteção à Corrente Diferencial Residual (DRs) visam garantir a 
proteção das pessoas contra choques elétricos provocados por contatos diretos e/ou 
indiretos com partes energizadas, bem como a proteção contra os riscos de incêndio 
devido aos possíveis efeitos de circulação das correntes de fuga ou de falta para a 
terra. 
 
UNIDADE 11 
 
Questão 1 
Para um hospital deve haver nível de proteção II, conforme a tabela 40. 
 
Questão 2 
 No caso de edifícios coletivos, deve-se utilizar o Método Franklin. 
 
Questão 3 
Recomendações importantes para os condutores de descida de um SPDA: 
 
1. o comprimento desses condutores deve ser o menor possível; 
2. não devem ser feitas emendas nos cabos de descida, exceto por solda 
exotérmica; 
3. devem ser instalados a uma distância mínima de 50 cm de portas, janelas 
e outras aberturas. 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
 
CAVALIN, Geraldo; CERVELIN, Severino. Instalações elétricas prediais. 15.ed. São 
Paulo: Érica, 2006. 
 
 
COTRIM, Ademaro A. M. B. Instalações elétricas. 3.ed. São Paulo: Afiliada, 2001. 
 
 
CREDER, Hélio. Instalações elétricas. 14.ed. Rio de Janeiro: JC, 2000. 
 
 
FILHO, Domingos Leite Lima. Projetos de instalações elétricas prediais. 11.ed. São 
Paulo: Afiliada, 2007. 
 
Disponível em: http://monografias.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10006066.pdf. 
Acesso em: 20 fev. 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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