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COLETA DE MATERIAL BIOLÓGICO EDIBERTO NUNES Farmacêutico - Bioquímico Especialista em Citologia e Análises Clínicas Mestre em Ciências Morfológicas Professor O QUE É EXAME LABORATORIAL? Fonte: site da enciclopédia livre. INDICAÇÃO E SOLICITAÇÃO DO EXAME FLUXO PROCESSUAL DA ASSISTÊNCIA LABORATORIAL Fase Pré-analítica PREPARO DO PACIENTE REALIZAÇÃO DO EXAME ANÁLISE DO RESULTADO LIBERAÇÃO DO EXAME Fase Analítica Fase Pós-analítica COLETA DE SANGUE Plasma: coleta em tubo com anticoagulante. - EDTA, citrato de sódio, fluoreto, heparina, etc. Soro: coleta em tubo sem anticoagulante. O meio mais comum de obter- se uma amostra de sangue para exames laboratoriais. A punção venosa é uma forma rápida de obter um grande volume de sangue. Sangue é retirado diretamente de uma veia superficial. A veia é puncionada com uma agulha hipodérmica e o sangue é coletado em uma seringa ou tubo à vácuo. PUNÇÃO VENOSA PUNÇÃO VENOSA ETAPAS QUE ANTECEDEM A COLETA Selecionar o material adequado. Preparar o paciente para a punção venosa. Aplicar o torniquete. Selecionar o local da punção venosa. Preparar o local da punção. Executar a punção venosa. Cuidados após a punção. SELEÇÃO DO MATERIAL Seringa descartável estéril e agulha hipodérmica (devem ser montadas cuidadosamente para manter a esterilidade). Álcool 70%. Gaze umedecida estéril ou algodão. Garrote de látex. Frascos para coleta de sangue. Estante p/ tubos de coleta. MATERIAIS UTILIZADOS NA COLETA DE SANGUE PREPARAÇÃO DO PACIENTE Explicar o procedimento ao paciente (minimiza a apreensão). Paciente deve estar bem acomodado (deitado ou sentado em cadeira apropriada). Braço do paciente deve estar esticado e apoiado no braço da cadeira. Coletador deve estar preparado para prestar primeiros socorros ao paciente que ocasionalmente desmaiar. APLICAÇÃO DO TORNIQUETE Finalidade: diminuir o fluxo de sangue (veias ficam mais proeminentes). Torniquetes mais indicados: descartáveis de látex chato (plano). Local: 8 cm acima do local da punção. SELEÇÃO DO LOCAL DA PUNÇÃO Examinar ambos os braços para selecionar a melhor veia. Veias mais usadas: mediana cefálica, basílica e cubital. Não bater no local da punção. CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA SELEÇÃO DE UMA VEIA PREPARO DO LOCAL DA PUNÇÃO Limpar a área em torno do local da punção com álcool a 70% ou gaze umedecida estéril. Deixar secar ao ar ou usando uma gaze seca estéril. Uma vez o local limpo, não deve ser mais tocado novamente. TÉCNICAS DE PUNÇÃO VENOSA CUIDADOS APÓS A PUNÇÃO Pressionar a gaze seca no local da punção por dois a três minutos até parar o sangramento. Aplicar uma bandagem no local da punção. Somente liberar o paciente quando o sangramento cessar. CHECK LIST DE COLETA DE SANGUE 1) FAZER A ANTISSEPSIA: álcool à 70%. 2) GARROTEAMENTO: máximo 1 minuto. 3) FAZER A PUNÇÃO: numa ângulação de 20 - 30 graus com bisel da agulha voltado p/ cima. 4) DESGARROTEAR O BRAÇO DO PACIENTE: assim que o sangue fluir dentro da seringa e pedir para abrir a mão. 5) REMOÇÃO DA AGULHA DA VEIA DO PACIENTE: movimento rápido e compressão do local da punção c/ compressa de gaze seco. 6) COLOCAÇÃO DE BLOOD STOP 7) CERTIFICAR SE O PACIENTE ESTÁ CONSCIENTE E ORIENTADO: informar as medidas preventivas de acidentes pós coleta. 8) TRASNFERIR O SANGUE P/ O TUBO: retirar a agulha da seringa e deixar que o sangue escorra pela sua parede devagar p/ evitar hemólise. CUIDADOS DIVERSOS 1) Usar luvas e óculos durante a coleta de sangue. 2) O paciente deve estar acomodado confortavelmente e psicologicamente preparado. 3) O material usado deve ser selecionado de acordo com os exames a serem realizados, e a quantidade de sangue necessária à realização dos mesmos. 4) O garroteamento para a estase venosa não deve ultrapassar a um minuto, evitando-se congestão e hemoconcentração. 5) O sangue deve fluir facilmente do local de punção sendo esse fator imprescindível para a punção digital. 6) Antes de fazer a punção, empurre o êmbolo contra o final do cilindro da seringa para eliminar todo o ar. 7) Remover o torniquete assim que o sangue fluir dentro da seringa ou do tubo à vácuo. 8) Se encontrar dificuldade para penetrar a agulha na veia, ou se começar a formar um hematoma ou inchaço, afrouxe o torniquete imediatamente, retire a agulha e aplique pressão no local da punção com algodão. 9) Não reutilize agulhas ou seringas. 10) Não recape as agulhas, agulhas usadas devem ser descartadas em um recipiente especial para descarte das mesmas. 11) As extensões de sangue em lâminas devem ser feitos logo após a coleta, evitando-se a coagulação do sangue, ou a ação do anticoagulante sobre as células. 12) Quando o material é coletado com anticoagulante, à homogeneização do mesmo deve ser delicada, evitando-se a lise das células. CUIDADOS DIVERSOS 1) JEJUM: 4 - 12 horas. 2) POSIÇÃO: mudança rápida na postura corporal (Ex: supina p/ posição eréta) pode causar variações na concentração de alguns componentes séricos. 3) HEMÓLISE: aumento de aldolase, TGP, fosfatase alcalina, desidrogenase láctica, potássio, magnésio e fosfato; diminuição de insulina, etc. 4) FÁRMACOS 5) ATIVIDADE FÍSICA: aumento da atividade sérica de algumas enzimas, como: creatinoquinase, aldolase, TGP e alguns parâmetros do hemograma e coagulograma. 6) LIPEMIA: interfere na realização de exames que utilizam metodologias colorimétricas ou turbidimétricas. INTERFERÊNCIA IMPORTANTE NO SANGUE DESCARTE DE MATERIAL BIOLÓGICO BIBLIOGRAFIA CONSULTADA - BEUTLER , Ernes t (Ed.) . Williams hematology. 6ª ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2001. - CARVALHO, William de Freitas. Técnicas médicas de hematologia e imuno-hematologia 7ª ed. Belo Horizonte: COOPMED. - FLEMANS, R.J.; HAYHOE, F.G.J. Um Atlas colorido de citologia hematológica. 3ª ed. São Paulo: Artes Médicas, 1995. - JAMRA, Michel; LORENZI, Therezinha Ferreira. Leucócitos, leucemias, linfomas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1983. - LIMA, A. Oliveira; CANÇADO, J. Romeu. Métodos de laboratório aplicados a clinica: técnica e interpretação. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1992. - OLIVEIRA, Halley Pacheco de . Hematologia clínica. 3ª ed. São Paulo: Atheneu,1990. - SILVEIRA JUNIOR, A.O. Índice de atividade leucocítica. São Paulo: Santos, 1987. - VALLADA, Edgard Pinto. Manual de técnicas hematológicas. São Paulo: Atheneu,1997. - JANNINI, Pedro. Interpretação Clínica do Hemograma. 14ª ed. São Paulo: Sarvier, 2008. - Manual de Técnicas Hematológicas. Professor José Olinto Miranda Vasconcelos – UFPA - Ilustrações e Texto do Infoblood 2. - HOFFBRAND, A.V. Fundamentos de Hematologia. 7ª ed. Porto Alegre: Editora Artmed - 2018.