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01 - Empreendedorismo, Motivação e Criatividade

Plano de ensino da disciplina Empreendedorismo, Motivação e Criatividade. Ementa aborda ciência, tecnologia, inovação, economia criativa, modelos de negócio e captação de recursos. Inclui competências, quatro unidades, metodologia online, sistema de avaliação e bibliografia.

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Centro Universitário IESB | Superintendência de Educação a Distância | 
 
1 
 
PLANO DE ENSINO 
SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
 
 
1. IDENTIFICAÇÃO: 
Disciplina: 
 
Empreendedorismo, Motivação e Criatividade 
 
Carga Horária: 100h 
Conteudista: 
 
2. EMENTA: 
Ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico. Tecnologia e Inovação. Abordagens teóricas de mudança e 
adaptação. Economia criativa. Desenvolvimento de novos modelos de negócios. Empreendedorismo social. Formas 
de captação de recursos. Financiamentos. Empreendedorismo com base em tecnologias. O empreendedorismo na 
era da economia globalizada. A descoberta e desenvolvimento do potencial empreendedor. Surgimento do 
empreendedor e do intraempreendedor. Empreendedor e cultura organizacional. Análise de histórias de sucesso e 
insucesso de empreendedores. A busca de oportunidades de negócios: Identificação, avaliação e seleção das 
melhores oportunidades de negócio. Estudos de casos. 
 
3. COMPETÊNCIA E HABILIDADES: 
C1 Analisar a ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico, tecnologia e inovação; 
 
C2 Compreender as abordagens teóricas de mudanças e adaptação, economia criativa, e o desenvolvimento de 
novos modelos de negócios, empreendedorismo social e formas de captação de recursos 
 
C3 Conhecer financiamentos, empreendedorismo com base em tecnologias, o empreendedorismo na era da 
economia globalizada, a descoberta e desenvolvimento do potencial empreendedor. 
 
C4 Compreender o empreendedor e cultura organizacional, análise de histórias de sucesso e insucesso de 
empreendedores e a busca de oportunidades de negócios: Identificação, avaliação e seleção das melhores 
oportunidades de negócios. 
 
 
 
4. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 
 Centro Universitário IESB | Superintendência de Educação a Distância | 
 
2 
UNIDADE 1 | Ciência, Tecnologia, Inovação, Sociedade e Abordagens Teóricas de Mudança e Adaptação 
Aula 01 | Ciência e Tecnologia Influência no Desenvolvimento da Sociedade 
Aula 02 |Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, Política e Social 
Aula 03 | Tecnologia 
Aula 04 | Tecnologia e o Poder de Transformação 
Aula 05 | Tecnologia X Inovação 
UNIDADE 2 | Economia Criativa e Formas de Captação de Recursos 
Aula 01 | Economia Criativa 
Aula 02 | Modelos de Negócio 
Aula 03 | Recursos e Financiamentos 
Aula 04 | Incubadoras e Aceleradoras 
Aula 05 | Empreendedorismo com Base em Tecnologias 
UNIDADE 3 | Empreendedorismo, Mercado e o Empreendedor 
Aula 01 | Empreendedorismo 
Aula 02 | O Mercado 
Aula 03 | Desenvolvimento e Lançamento de Produtos 
Aula 04 | Liderança 
Aula 05 | Motivação e Criatividade 
UNIDADE 4 | O Empreendedor, as Organizações e o Plano de Negócios 
Aula 01| A Motivação e o Perfil Empreendedor 
Aula 02 |Interações Intermoleculares e Propriedades da Matéria 
Aula 03 | Matriz SWOT 
Aula 04 | Plano de Negócios 
Aula 05 | Plano de Marketing e Finanças 
 
5. DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO: 
Os materiais da disciplina ficam disponíveis on-line no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), 
organizados em mídias em formato de textos, imagens e vídeos, bem como em atividades estruturadas por 
meio recursos interativos síncronos e assíncronos. Os conteúdos são separados em quatro unidades, com 
as temáticas pautadas no desenvolvimento das competências necessárias para o desenvolvimento dos 
conhecimentos, habilidades e atitudes aderentes.O acompanhamento dos professores é feito pelo 
Ambiente Virtual de Aprendizagem, as discussões são feitas através da mediação dos fóruns de discussão, 
via webconferências e pela ferramenta mensagem. 
6. SISTEMA DE AVALIAÇÃO: 
O processo de avaliação da disciplina é contínuo, por meio de atividades avaliativas integradas presenciais 
e a distância, cujo propósito é formativo. Deste modo, as atividades avaliativas são distribuídas para 
acompanhar o progresso do desempenho acadêmico do estudante durante toda a oferta da disciplina. As 
ações avaliativas a distância são realizadas on-line, exclusivamente através do Ambiente Virtual de 
Aprendizagem. Já as avaliações presenciais ocorrem estritamente nos campi ou polos do IESB que o aluno 
está matriculado. 
 
 
 Centro Universitário IESB | Superintendência de Educação a Distância | 
 
3 
 
 
7. BIBLIOGRAFIA: 
B
ás
ic
a  CHRISTENSEN, C. O futuro da inovação: usando as teorias da inovação para prever mudanças no 
mercado. Rio de Janeiro: Campus, 2007. 
 WOOD JR., T. Mudança organizacional. São Paulo: Atlas, 2009. 
 BAUTZER, D. Inovação: repensando as organizações. São Paulo: Atlas, 2009. 
 DEGEN, R. J. O Empreendedor: empreender como opção de carreira. São Paulo: Pearson:Makroon 
Books, 2009. 
 DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2005. 
 DOLABELA, F. O Segredo de Luísa. Rio de Janeiro: Sextante, 1999. 
C
o
m
p
le
m
en
ta
r  CHRISTENSEN, C. M. O crescimento pela inovação: como crescer de forma sustentada e 
reinventar o sucesso. Rio de Janeiro: Campus, 2003. 
 ABREU, A. F.; OGLIARI, A.; CORAL, E. (Org.). Gestão integrada da inovação: estratégia, organização 
e desenvolvimento de produtos. São Paulo: Atlas, 2008. 
 ZOGBI, E. Competitividade através da gestão da inovação. São Paulo: Atlas, 2008. 
 GUIMARÃES, L. S; MATTOS, L. Gestão da tecnologia e inovação: uma abordagem prática. São 
Paulo: Saraiva, 2005. 
 ANTHONY, S. D. et al. Inovação para o crescimento: gUNIDADE prático e funcional: ferramentas 
para incentivar e administrar a inovação. São Paulo: Makron Books do Brasil, 2011. 
 BERNARDI, L. A. Manual de empreendedorismo e gestão: fundamentos, estratégias e dinâmicas. 
São Paulo: Atlas, 2007. 
 CHIAVENATO, I. Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor. São Paulo: Saraiva, 
 2008. 
 HISRICH, R.; PETERS, M. Empreendedorismo. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. 
 LONGENECKER, J. G. et al. Administração de pequenas empresas: ênfase na gerência empresarial. 
São Paulo: Thomson Learning, 2007. 
 SEIFFERT, P. Q. Empreendendo novos negócios em corporações estratégicas, processos e 
melhores práticas. São Paulo: Atlas, 
 
 
NOTA: O cronograma detalhado da realização das atividades da disciplina pode ser encontrado no menu 
“Cronograma de Atividades” na sala de aula. 
 
17/05/2020 IESB
https://iesb.blackboard.com/bbcswebdav/institution/Ead/_disciplinas/template/new_template/#/EADG578/impressao/1 1/41
Introdução da disciplina
Caro aluno,
Bem-vindo à disciplina de Empreendedorismo, Motivação e Criatividade!
Ela está organizada em quatro unidades divididas em dois grandes temas.
O tema Motivação e Criatividade, tratado nas duas primeiras unidades.
E o tema Empreendedorismo, tratado nas duas últimas unidades.
Organize suas leituras de acordo com o cronograma do módulo, leia os conteúdos com
atenção e aproveite a oportunidade para maximizar suas aprendizagens!
Bons estudos!
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Unidade 01
Ciência e a Tecnologia In�uência no
Desenvolvimento da Sociedade
Olá, estudante, bem-vindo(a) à disciplina. Ciência e tecnologia dois termos
interdependentes e correlacionados, que são abordados em toda história da humanidade.
Em alguns momentos recebem duras críticas como vilões, responsáveis por atos
inconsequentes e desumanos, como as bombas de Hiroshima e Nagasaki, em outros
momentos, trazem esperança e orgulho como a cura para doenças terminais e viagens
espaciais.
Os grandes marcos da história da humanidade são determinados pela ciência e pela
tecnologia, como a Revolução Industrial, a máquina a vapor, a invenção da eletricidade, do
telefone, do avião, etc.
A ciência e a tecnologia são responsáveis pelas chamadas as Sete Maravilhas do Mundo
Moderno, que são, Eurotúnel, Torre CN, Empire State Building, Ponte Golden Gate, Usina
Hidrelétrica de Itaipu, Diques de Marés e Canal do Panamá.
Como a ciência e a tecnologiaditam o formato, o comportamento e até o tempo de
transformação da nossa sociedade, é de fundamental importância analisar o impacto
destas no desenvolvimento social, econômico e político na humanidade.
Por isso, estudantes, é necessário compreender a importância de investimentos em
tecnologia e ciência para o desenvolvimento de uma sociedade, como também
compreender o impacto das decisões e planejamento em tecnologia e ciência no
desenvolvimento, social, econômico e político
17/05/2020 IESB
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Como mencionado na introdução da disciplina, a ciência e a tecnologia afetam,
diretamente e proporcionalmente ao investimento nessas áreas, o desenvolvimento de
uma sociedade.
Uma maior competência de inovar gera uma maior competitividade no mercado
internacional.
Por isso, a posição tecnológica e cientí�ca dos países é um componente chave na de�nição
da sua participação no cenário econômico mundial.
Informações sobre patentes e de artigos cientí�cos são utilizadas como indicadores para
mensurar a capacidade tecnológica e cientí�ca dos países. Os países com maior lastro
também estão entre as com maior número de patentes registradas.
No caso de nações que se desenvolveram recentemente, como a Coreia do Sul, Índia ou
que se encontram em desenvolvimento acelerado, como a China, além da evolução nos
indicadores econômicos, é clara a evolução em indicadores de ciência e tecnologia.
O país que investe em ciência e tecnologia consegue se destacar em seu
desenvolvimento, como termômetro desse crescimento, é possível observar o ranking
de pedidos de patentes no mundo.
Nesse ranking, são considerados todos os pedidos de patentes registrados no mundo
através dos procedimentos do Tratado de Cooperação de Patentes ou através de um
instituto nacional de patentes, com o objetivo de proteger os direitos exclusivos de uma
invenção.
De acordo com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI, 2016), os
Estados Unidos eram, em 2015, o país do mundo que registra mais patentes.
17/05/2020 IESB
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Em seu informe anual publicado nessa quarta-feira, a OMPI indica que os
inventores estabelecidos nos Estados Unidos foram os que registraram o maior
número de demandas internacionais de patentes pelo 38º ano consecutivo.
Os Estados Unidos tramitaram 57.385 demandas em 2015. Logo depois vem
Japão (44.235 demandas) e China (29.846 demandas).
Os países que se destacaram no aumento do número de demandas de patentes
foram China (+16,8%), Coreia do Sul (+11,5%), Israel (+7,4%), Suíça (+4,4%),
Japão (+4,4%) e Holanda (+3,6%).
(OMPI, 2016)
O re�exo desse investimento em invenções e novas tecnologias são visíveis, quando nos
perguntamos quais são os países que estão no topo da lista dos mais desenvolvidos.
A utilização da ciência e tecnologia no processo de inovação depende de três pilares
básicos: a existência de uma estrutura cientí�ca, como universidades e centros de
pesquisas, de uma estrutura tecnológica, como fábricas, data warehouse, data mining, e
laboratórios e de �uxos de informações entre estas estruturas.
Fonte: https://tinyurl.com/y9d9clmd
https://tinyurl.com/y9d9clmd
17/05/2020 IESB
https://iesb.blackboard.com/bbcswebdav/institution/Ead/_disciplinas/template/new_template/#/EADG578/impressao/1 5/41
No Brasil, a estrutura cientí�ca vem se desenvolvendo ao longo dos anos. Contudo, a
estrutura tecnológica é tímida, em razão do baixo investimento, o que retrata a situação
do Brasil, que está em penúltimo lugar no ranking de solicitações de patentes no mundo.
O país que se desenvolve intelectualmente quase sempre também embarca um
crescimento em outras áreas como economia, política e socialmente. Para compreender
como a sociedade se desenvolveu, é necessário aprofundar em sua história.
Há um século atrás, até os pequenos avanços da ciência e da tecnologia eram considerados
como grandes passos para a sociedade, surge até uma frase marcante na história, quando
Neil Armstrong pisou na Lua:
“Um pequeno passo para um homem um grande salto para a humanidade”.
Neil Armstrong
Hoje, até grandes avanços mal recebem atenção 
(DRUCKER, 2005).
O desenvolvimento da sociedade pode ser divido, por determinados comportamentos da
humanidade e por grandes marcos na história, para entender o processo histórico da
sociedade vamos passar brevemente por cada um deles, conforme Silva (2016).
Pré-História:
Antes mesmo da escrita, a formas de comunicação humana se resumia a símbolos e
gestos. O ser humano se distinguiu dos outros animais por sua capacidade de criar
armas para caça e por viver em grupos, e criar as primeiras tentativas de casa e plantio.
Idade Antiga:
Criação da escrita, do Estado, Religião e da própria Sociedade, com leis e regras com o
objetivo de garantir organização e uma vida estável às populações.
A �loso�a começa a ganhar força com as ideias dos �lósofos consagrados Sócrates,
Aristóteles e Platão e a Ciência toma forma através da matemática, história e
astronomia.
Idade Média:
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Com o auge do Império Romano, a religião ganha força ditando comportamentos
sociais, interferindo nas decisões do Estado. A Ciência perde força no chamado “Idade
das Trevas”, em razão da pouca produção cientí�ca.
Idade Moderna:
Transição do período feudal para o Capitalismo, Revolução Francesa, trazendo novos
fôlegos para o crescimento da Ciência e da Tecnologia maximizando o
desenvolvimento e transformação político, econômica, �losó�ca e religiosa.
Idade Contemporânea:
Crescimento das ideias iluministas disseminadas pela Revolução Francesa,
potencializando o progresso cientí�co na busca de novos conhecimentos. É marcada
por breves acontecimentos que foram responsáveis pelas maiores catástrofes já
registradas na história, como a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria,
etc.
Surgem novos formatos da sociedade, como o socialismo, o anarquismo, o comunismo;
entretanto, o capitalismo se consolidou no sistema político e econômico globalizado.
O choque entre gerações é ampliado pela ciência e a tecnologia, os hábitos, valores e
costumes, o “certo” e “errado” estão em constantes mudanças.
Hoje a maior parte das horas do dia são destinados ao celular. Reuniões de família,
encontros românticos, brincadeiras em grupo, perdem seu espaço para o poder do
relacionamento nas redes sociais.
As crianças de hoje, já nascem conectadas, a tecnologia mobile ampliou o acesso e a
velocidade das informações, ocasionando uma mudança drástica na sociedade,
demandando novas regras e legislações.
Assuntos considerados tabus como homossexualidade, são discutidos e adotados de
forma natural em toda sociedade.
A política é discutida em rodas de pessoas de origem simples, na mesma intensidade do
que é discutida em roda de poderosos Aristocratas.
Temas amplamente proibidos pela religião tomam poder e são revistos e discutidos por
toda sociedade, como aborto, pena de morte, casamento homossexual.
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Em contrapartida, crimes violentos, corrupção, impunidade são banalizados pela
sociedade. A sociedade não se choca hoje pelo que ela se chocava antes.
As mídias inundam a sociedade com um arsenal de informações que é pouco digerido.
Uma das principais transformações no comportamento da sociedade, em particular das
crianças, são as novas mídias digitais. Gerando preocupações com relação ao uso que a
nova geração está fazendo dessas novas tecnologias, que passam a maior parte do tempo
conectados, fascinados, hipnotizados, anestesiados, distantes da realidade.
A nova sociedade não conhece o mundo real, em razão de toda atenção se concentrarno
visor dos celulares.
Essa conexão exagerada com as máquinas e em detrimento da indispensável interação
social gera uma mudança na sociedade nunca antes presenciada.
Qual será o efeito desse comportamento nas novas gerações?
A humanidade se isolará �sicamente e, ao mesmo tempo, estará cada vez mais conectada
com todos em todo lugar e em tempo real.
Nessa realidade, somos forçados a velhas re�exões sobre convivência, segurança, culturas
e maneiras de interação: como preservar seus �lhos dos perigos existentes nas redes
sociais?
A tecnologia tem seus prós e contras, acesso às novas tecnologias, aplicativos, compras
pela internet, comunicação instantânea, mobilidade e acesso a qualquer informação, em
contrapartida, há um crescente culto ao individualismo, banalização de valores,
consumismo, perigos nas redes sociais, adultos se aproximam de crianças nas redes e se
passam por amigos para conquistar favores e praticar pedo�lia.
Perante dessas grandes e rápidas transformações no comportamento da sociedade, em
razão do avanço tecnológico, devemos adaptarmo-nos aos novos tempos, porém, sem
perder de vista a imprescindível convivência pessoal e resgatar o senso crítico dos valores
éticos de certo e errado em algum momento perdidos no desenvolvimento da sociedade.
Como usar para o bem a ciência e tecnologia, este é o maior desa�o à nossa capacidade
humana de adaptação.
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Unidade 01
Aula 01
Ciência, Tecnologia e
Desenvolvimento Econômico,
Político e Social
Continuando nossos estudos, falaremos sobre a relação entre o desenvolvimento da ciência e da
tecnologia e o desenvolvimento econômico. Fique conosco e boa aula.
As organizações presenciam uma época de turbulência e de mudança cientí�ca e
tecnológica, cujo ritmo intenso ameaça a sobrevivência das empresas que não forem
capazes de adaptar a gestão e métodos de trabalho.
A aceleração tecnológica força as empresas a repensar seu próprio negócio, onde querem
chegar com ele, quais atividades realizar e que mercados atingir.
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As empresas devem construir projetos com soluções concretas, de�nir critérios de
prioridades, fomentar ações e iniciativas de desenvolvimento econômico, em vista a
uma intervenção prática e positiva na sociedade.
É cada vez mais necessário reinventar a empresa na qual o imperativo econômico é uma
força de trabalho mais competitiva e mais produtiva, sem resistência à mudança.
Peter Druker (2005), a�rma que não existem países desenvolvidos e subdesenvolvidos,
mas sim nações que sabem gerir a tecnologia existente e os seus recursos disponíveis e
potenciais e nações que ainda não o sabem.
As corridas tecnológicas obrigam as empresas a reinventarem-se a si próprias. A
informação estratégica e assertiva, o conhecimento criativo, o sentido de oportunidade,
são recursos estratégicos que assumem muita importância na competitividade das
organizações.
A ordem econômica mudou radicalmente, praticamente nada é como foi um dia:
mecanismos e processos de produção, matérias-primas, legislação e força de trabalho,
consequentemente, também são diferentes os canais de comercialização e de prestação
de serviços.
O componente fundamental para reinventar uma organização é sua capacidade de
enxergar como chegar e onde chegar, é necessário ciar um novo caminho a percorrer e
rede�nir um novo meio de chegar. É necessário descobrir o caminho correto e
customizado para cada empresa, no sentido de se adaptar às novas tendências de
mercado.
A inovação é a força motora da competitividade no mercado internacional. Por isso, o
investimento cientí�co e tecnológico dos países é um elemento chave na de�nição da sua
participação no cenário econômico mundial.
“A inovação radical traz consigo uma revolução tecnológica, levando à extinção o
que existia antes dela. ”
ABREU et al., 2008
A ciência e a tecnologia ditam as tendências de mercado e de consumo, um exemplo e a
empresa Apple, com seu produto carro-chefe, o Iphone, seus consumidores fazem �la
pela expectativa do lançamento das novas versões, o mercado extremamente
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competitivo de smartphones traz uma grande variedade de lançamentos. O sonho de
consumo leva os clientes a trocar celulares sem a real necessidade, fascinados pelas
promessas de tecnologia, inovação e até de status.
Tecnologia empregada em alguns setores da economia tem um forte apelo de moda e de
consumismo, os clientes são bombardeados por propagandas que realçam e fascinam os
clientes, que nem sabem usar todas as potencialidades de seus aparelhos.
Novos processos produtivos, máquinas e novas tecnologias, mais so�sticadas e e�cazes,
permitem a produção de produtos mais baratos e mais rápidos, gerando, como
consequência, preços mais atrativos. Mas, por outro lado, a utilização excessiva e não
controlada da tecnologia poderá trazer à sociedade danos, como o descarte de
eletrônicos.
SAIBA MAIS
Entenda mais sobre os impactos do lixo eletrônico na economia e a importância no
planejamento da logística reversa, clique aqui para saber mais.
https://iesb.blackboard.com/bbcswebdav/institution/Ead/_disciplinas/EADG578/nova_novo/documents/texto1.pdf
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O lixo eletrônico atualmente é um problema sério para toda a sociedade. O consumismo
exagerado gera uma contradição; por um lado, temos uma produção cada vez mais
crescente e um mercado que oferece equipamentos cada vez mais acessíveis e, por outro,
em consequência dos baixos custos dos eletrônicos, ocorre um rápido e crescente
descarte em função de produtos mais novos e mais tecnológicos, e a comodidade da
compra vai na contramão com a desejo do consumidor em arrumar seu eletrônico.
O aumento da demanda forçada pelo consumismo também impacta na contaminação do
meio ambiente causados pelo próprio processo de produção desses equipamentos, aliada
a leis que não oferecem punições coerentes com os problemas gerados com o lixo
eletrônico.
A tecnologia é de muito importante sem dúvidas, a questão é quando as vantagens da
tecnologia não se sobrepõem às suas desvantagens.
A comodidade da tecnologia nos tornaram demasiadamente dependentes das tecnologias.
E agora a as consequências começam a ser percebidas.
A economia tem sentido bastante o aumento de insumos da tecnologia, como, por
exemplo, o petróleo, impactando em todo mundo, uma crise em um país, acarreta efeito
dominó nas bolsas de valores em todo mundo, ao exemplo os mais recentes, “efeito
Trump”, “efeito China”, no Brasil, “Efeito Petrobras” e “efeito Cunha”.
Fonte: https://tinyurl.com/y9ogwjal
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Um dos efeitos históricos nas bolsas de valores mundiais que impactou radicalmente na
economia mundial, levando a taxas insustentáveis de desemprego e quebra de empresas,
foi a pior crise do capitalismo, a depressão econômica da Crise de 1929.
A quebra da Bolsa de Nova York em 1929 ocorreu em consequência de um consumismo
de tecnologia nunca antes visto. Foi na década 1920 que surgiu a expressão “American
Way of Life” (Modo de Vida Americano), o consumo aumentou, a indústria criava, a todo
instante, bens de consumo.
Hoje, apesar da maioria dos governos terem órgão e medidas preventivas contra essas
depressões na economia e seus constante efeitos colaterais em todo mundo, as economias
de cada país estão frágeis e instáveis, o consumidor têm cada vez menos poder de compra,
e a guerra contra um inimigo antigo, a in�ação, é constante e duradoura, sem perspectivas
de uma trégua.A alta e a queda das bolsas de valores é de�nida pela oferta e pela demanda.
Quando os consumidores estão comprando mais um produto e dispostos a pagar mais por
ele, os preços sobem. Se a oferta supera a demanda, os preços tendem a cair.
É normal pensar que, quando uma bolsa de valores está em ascensão, é porque a
economia está em crescimento, ou seja, se as empresas vendem mais, ganham mais e o
valor de suas ações sobe; por consequência, as corporações investem mais em ciência,
tecnologia e qualidade e excelência, gerando mais credibilidade e con�ança do cliente,
que gasta mais em compras, levando ao crescimento econômico.
Já quando a bolsa de valores está em queda, acontece uma perda de credibilidade e nas
compras dos clientes, o que pode ocorrer por inúmeros motivos, in�ação, produtos mais
modernos e competitivos, altos juros, desemprego, etc. Isso, consequentemente, provoca
uma queda nos lucros e nos investimento em ciência, tecnologia, qualidade, excelência,
etc., das empresas.
Em síntese, economia em queda gera lucros menores para as organizações e queda no
valor das ações. Ou seja, a oscilação no montante de dinheiro e no volume de gastos da
economia é o fator, realmente, responsável pela baixa e queda das bolsas de valores e
desaceleração da economia.
Para evitar colapsos no desenvolvimento da economia de um país, todas as nações
precisam maximizar investimentos em infraestrutura, tecnologia e incentivos para uma
cultura focada em ciência, que, por consequência, traga métodos de produção mais
17/05/2020 IESB
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e�cientes, energias mais limpas, menos poluentes e mais baratas, produtos mais
competitivos a preços mais acessíveis.
As empresas, fonte de emprego e combustível da aceleração do desenvolvimento
econômico, precisam ser observadas com outros olhos, os governos devem enxergá-las
como parceiras e oferecer todo o apoio necessário para seu crescimento e
desenvolvimento.
Uma cultura de empreendedorismo, excelência e pro�ssionalismo deve ser incentivada
nas escolas, a mão de obra precisa ser mais bem quali�cada deve ser preparada para
ocupar vagas no mercado de trabalho. A ciência e a tecnologia devem fazer parte da vida
acadêmica dessa mão de obra.
Infelizmente, esse não é um retrato da realidade da maioria das nações, como, por
exemplo, no Brasil, onde as empresas são tratadas com certo descaso, praticamente
ausência de incentivos, cargas tributárias inaceitáveis, ausências de parques tecnológicos
e infraestrutura industrial e cientí�ca, além de excessivos entraves burocráticos na
contratação de mão de obra, importação, exportação, abertura e fechamento das
organizações.
A maioria da mão de obra existente não é quali�cada, as empresas são reféns desses
trabalhadores, pois não têm melhores opções no mercado, ou muitas vezes acabam por
importar de outro país, o que encarece e di�culta a contratação. Além dos entraves
burocráticos na contratação, as empresas �cam com a missão de treinar e capacitar seus
funcionários.
O desenvolvimento da ciência e da tecnologia ocorre paralelamente à ascensão das
grandes empresas no mundo, com a evolução do conhecimento técnico com base na
ciência.
As grandes redes de empresas, as holdings, sociedade gestora de participações sociais que
administra conglomerados de empresas, ditam muitas vezes até as regras da economia de
determinado país, impactando em diversas áreas como legislação, mão de obra, ciência,
tecnologia, política, educação, devido ao seu grande poder de barganha no mercado, cada
vez mais globalizado e internalizado.
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O governo, com seu planejamento de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento
de ciência e tecnologia, nacional e internacional, é vital e tem papel estratégico para o
crescimento de uma economia forte e sólida.
Para compreender como o desenvolvimento de políticas públicas impacta na disseminação
de investimentos e na cultura cientí�ca e tecnológica das nações, vamos analisar as sábias
palavras de Teixeira (2002).
Políticas públicas são diretrizes, princípios norteadores de ação do poder público;
regras e procedimentos para as relações entre poder público e sociedade,
mediações entre atores da sociedade e do Estado. São, nesse caso, políticas
explicitadas, sistematizadas ou formuladas em documentos (leis, programas, linhas
de �nanciamentos) que orientam ações que normalmente envolvem aplicações de
recursos públicos. Nem sempre porém, há compatibilidade entre as intervenções e
declarações de vontade e as ações desenvolvidas. Devem ser consideradas também
as “não-ações”, as omissões, como formas de manifestação de políticas, pois
representam opções e orientações dos que ocupam cargos.
(TEIXEIRA, 2002).
Segundo Teixeira (2002), as políticas públicas representam formas de exercício do poder
político, envolvendo a distribuição e redistribuição de poder, o processo de decisão, a
repartição de impostos e benefícios sociais. As políticas públicas envolvem vários
SAIBA MAIS
Clique aqui e acesse o artigo que mostra como o investimento em ciência e
tecnologia é o caminho mais inteligente para tirar o País da crise.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2015-07/aplicacoes-em-ciencia-e-tecnologia-podem-ajudar-pais-sair-da
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stakeholders com projetos e interesses diferenciados e até contraditórios, assim, há
necessidade de mediações sociais e empresariais.
Logo, Estado, cidadãos, universidades e empresas devem opinar sobre o que será feito,
como e quando.
Isso signi�ca que, para haver investimento e disseminação de uma cultura focada em
ciência para alavancar a tecnologia e, por consequência, desenvolver a economia, a
educação embasada em ciência deve ser empregada em toda sociedade, a inclusão
cientí�ca deve se tornar uma necessidade e uma realidade. Dessa forma, toda a sociedade
poderá cobrar dos governantes ações e políticas públicas nessa direção.
Não basta entender e reconhecer a importância de políticas públicas focadas no
desenvolvimento de ciência e tecnologia, é preciso ampliar investimentos em
infraestrutura e encontrar formas para captação desses recursos, as parcerias, público-
privadas (PPPs) já se tornaram uma prática comum no mundo, mas, em alguns países,
devidos aos altos índices de risco de investimento, inerentes à baixa con�ança na
economia e instabilidade política, são uma prática quase impossível de ser adotada.
SAIBA MAIS
Conheça mais sobre a proposta da Academia Brasileira de Ciência para o
desenvolvimento sustentável e socialmente justo do Brasil em ciência, tecnologia e
inovação como política de Estado. Para ver o material, clique aqui ou acesse o acervo
da disciplina.
https://iesb.blackboard.com/bbcswebdav/institution/Ead/_disciplinas/EADG578/nova_novo/documents/texto2.pdf
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Abordaremos captações de recursos em cenários pioneiros e empreendedores, como os
investidores anjos.
A expansão da ciência necessita de uma integração de centros universitários, institutos de
pesquisa, laboratórios, de escolas que desenvolvam pesquisas fundadas em demandas
empresariais.
Os políticos devem aprovar leis que deem condições para incentivar, diminuir ou até
mesmo isentar os tributos de importações de insumos e equipamentos para a pesquisa.
Uma integração, convênio, acordo ou parceria, pode ser planejado e implantado a nível
internacional, para que as pesquisas possam ter colaborações de muitos centros de
pesquisas para solucionar problemas de tecnologia da humanidade.
A�nal, estamos em meio a uma guerra mundial silenciosa das patentes, ao exemplo comoocorre nos laboratórios químicos, que envolve bilhões em descobertas de cura de doenças
terminais e novos produtos de cosméticos, que prometem o rejuvenescimento e a
prolongação da idade.
As Instituições de Ensino Superior (IES) são o berço da criação intelectual e do exercício
da pesquisa. E essas já são atividades obrigatórias e naturais dessas organizações.
O desenvolvimento de ciência e novas tecnologia já é parte da cultura das IES, por isso,
devem ser procuradas e apoiadas pelos políticos, para disseminação dessa realidade e
aplicação em todas as áreas da economia.
As políticas governamentais de ciência e tecnologia devem criar uma base para pesquisa e
implantação cientí�ca que, aliada à política das IES, empreendem e inovam o parque
tecnológico de produção de uma nação.
VÍDEO
Assista ao vídeo no qual apresenta CENAS DO BRASIL, de 2012. O programa contou
com a coordenadora da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, Sônia Costa, e
abordou temas ligados à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e das políticas e
contribuições nessa área para o desenvolvimento ambientalmente sustentável e
socialmente justo.
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Pioneirismos inovadores vêm sendo adotados em nível internacional, formação de
parques cientí�cos e tecnológicos, de pré-incubadoras, incubadoras e aceleradoras de
startups, assunto a ser abordado nas próximas aulas, fundamentadas em parcerias
públicas nas esferas municipal, estadual e nacional, com �nanciamento especí�co.
Infelizmente, a maioria das patentes e descobertas morrem no papel, por falta de
�nanciamento, implantação e incentivo a pesquisa.
Ou acontece uma situação pior, para resolver problemas internos de tecnologia do país, a
solução é importada, �cando mais onerosa e de difícil implantação, já que ainda necessita
de treinamento e capacitação.
O correto seria que os políticos desenvolvessem protocolos e normatizações que
realmente fossem cumpridos e que garantissem que o desenvolvimento de pesquisa.
Assim, as descobertas poderiam ser avaliadas e implantadas sem entrar no mérito dos
interesses dos políticos. O que deveria prevalecer seria o bem-estar gerado para a
sociedade.
A aplicação da ciência e das novas tecnologias, na prática, está nas mãos do mercado,
através de suas corporações e dos consumidores. Se não houver uma conexão entre a
demanda do mercado e as linhas de estudos pesquisadas nas IES e centros de pesquisa,
provavelmente não haverá aplicação e não passará de mais uma ideia na prancheta.
A relação da ciência com o setor empresarial deve ser estendida através da criação de
novos institutos, com a função de produzir e transferir conhecimentos para as empresas,
gerando conhecimento voltado para a inovação tecnológica e cientí�ca.
A principal causa desse problema reside no fato de que a empresa privada
brasileira, e particularmente a indústria, ainda está muito longe de desempenhar
todo o papel que dela se espera no campo da inovação tecnológica. Em países
desenvolvidos, mais de 70% dos resultados das pesquisas têm aplicação
tecnológica, e grande parte dos recursos destinados à inovação é sustentada pela
própria indústria. No Brasil, a situação é rigorosamente inversa: o governo, além de
sustentar a pesquisa básica, tem de prover os meios para execução da pesquisa
aplicada. Como resultado, é insu�ciente nossa capacidade de produzir e exportar
produtos e serviços competitivos e de alta qualidade que ostentem as inovações
permanentemente exigidas pelos mercados internacionais.
(AMARAL, 2003).
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Em plena revolução tecnológica, onde o maior poder é a informação, o país que tiver
informações estratégicas terá poder político no mundo. Consequentemente, o empenho
em dominar a informação e disseminá-la é prioritário.
A informação é estratégica e, portanto, deve ser exaltada em toda formação acadêmica,
deve ser transformada em artigos e pesquisas e ser usada no desenvolvimento
industrial, principalmente, na de�nição das políticas públicas.
O grande desa�o das políticas públicas é permitir que o desenvolvimento cientí�co e
tecnológico alcance toda a sociedade, para que, se aplicado, gere melhoria das condições
de vida dos ser humano.
Esse cenário só poderá ser vivenciado se essa cultura cientí�ca e tecnológica for
disseminada nas escolas e universidades e se o resultado das pesquisas for integrado e
aplicado nas empresas, estimulado por políticas públicas.
Políticas públicas devem induzir os setores mais dinâmicos da economia e mais produtivos
a se manter em processo constante de inovação. Isso é feito incorporação de novas
tecnologias, acompanhando o ritmo do progresso mundial, priorizando, principalmente, a
incorporação da tecnologia existente ao processo produtivo.
Ao exemplo de como ocorre no Brasil, na contratação de jovens aprendizes, situação na
qual as empresas recebem incentivos tributários. As políticas públicas devem ampliar
esses benefícios a pesquisadores e cientistas, estimulando a contratação de mestres e
doutores formados no país para que esses pro�ssionais ampliem a cultura cientí�ca nessas
organizações.
Infelizmente, em muitos países a mão de obra de pesquisadores mestres e doutores são
isoladas em Instituições de Ensino Superior (IES) e centros de pesquisa, muitas empresas
não têm a cultura de contratar pro�ssionais com essa expertise.
As IES e os centros de pesquisa, mesmo não sendo os detentores da formulação de
políticas e transferência de conhecimentos, têm a possibilidade de participar de
programas e projetos coligados às políticas públicas e tratadas de forma estratégica pelo
Estado.
Esse cenário às vezes é re�etido em órgãos estatais, devido ao alto custo dessa mão de
obra especializada ou até pela não existência de políticas que favoreçam essas
contratações.
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Órgãos estatais que demandam atividades de pesquisa, como saúde, educação,
infraestrutura, tecnologia, meio ambiente, energia, segurança, comunicações e logística,
precisam destinar seus recursos para contratar centros universitários e os centros de
pesquisa para gerar estudos nas suas áreas de interesse.
Como praticamente todas as estruturas de governo, a “máquina do estado”, no mundo, são
muito inchadas, demandam de muitos serviços. O Estado pode aproveitar seu poder,
contratando empresas que desenvolvem novas tecnologias e investem em ciência,
incentivando o desenvolvimento de novas indústrias com per�l inovador, encorajando o
empreendedorismo nas empresas, permitindo a instalação de centros de pesquisas
empresariais.
A associação das pesquisas realizadas pelos centros de pesquisas empresariais, os centros
de pesquisas das instituições de ensino superior e o centros de pesquisas governamentais
do mundo levantam cada vez mais preocupações inerentes ao desenvolvimento
sustentável dos países.
A devastação do meio ambiente e escassez energética já é o assunto mais discutido nos
encontros dos líderes das maiores potências mundiais, o G7, como ocorreu no encontro de
2016 no Japão.
As mazelas da sociedade, os colapsos de carência de comida, energia limpa e água, além de
preocupações com o uso sustentável do meio ambiente, afetam crescentemente o planeta,
esses problemas apresentam novas oportunidades para redimensionamento do papel das
pesquisas em ciência e tecnologia como solução para esse caótico cenário.
O Brasil, com dimensões territoriais continentais e detentor da maior reserva da matriz
energética, bacias hidrográ�cas, �orestas e fauna, é um ator relevante no futuro de
todas as nações do mundo. Com esse pensamento, deveria estar liderando as nações
mundiais e com políticas públicas que incentivassem pesquisas em ciência e tecnologia
para oferecer soluçõesambientais para um mundo cada vez mais poluído e escasso de
recursos naturais.
Adotar políticas públicas de ciência, tecnologia e empreendedorismo como uma escolha
estratégica e prioritária para o desenvolvimento do país signi�ca priorizar investimentos,
para desenvolver competitividade, conhecimento e inovação, principalmente quando esta
está atrelada ao sistema produtivo.
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Ciência e tecnologia vilãs ou heroínas?
Por um ponto de vista, o mundo promete cada vez mais comodidade, conforto e e�ciência,
mas, por outro, a humanidade se preocupa cada vez mais com o desemprego.
A culpa dessa situação vivenciada nos tempos modernos é o avanço das máquinas, que
retiram o emprego?
Esse debate com certeza já esteve nas rodas de conversa com seus amigos e já foi
abordado no seu trabalho e com sua família, mas será mesmo que a ciência e a tecnologia
são culpadas pelo desemprego?
O mercado não tem escolha entre adotar ou não adotar os avanços da ciência e da
tecnologia em um mundo internacionalizado e extremamente competitivo. Destaca-se e
sobrevive a empresa que detém a melhor tecnologia com menor custo.
As tecnologias maximizaram a efetividade dos negócios, geraram mais lucros, fomentaram
os investimentos, extinguiram alguns empregos, mas criaram novos empregos e
melhoraram a renda dos trabalhadores, tornando o trabalho mais rápido e fácil.
Não há mudança e desenvolvimento em um país se não houver investimento em
educação, ciência e tecnologia.
A transformação tecnológica é o maestro que rege a sinfonia de progresso econômico, é
considerada um bem da sociedade e, embasada na pesquisa cientí�ca, é o meio para a
agregação de valores aos mais diversos produtos, tornando-se a chave para a
competitividade estratégica e para o desenvolvimento social e econômico de uma região.
É importante realizar uma avaliação crítica sobre a tecnologia e sua função social para
compreender o papel desta na sociedade moderna.
O desenvolvimento cientí�co e tecnologia necessita levar bem a sério a inclusão social.
VÍDEO
Assista ao vídeo a seguir que apresenta um programa de 20/07/2013 que
exempli�ca como a Tecnologia pode estar a serviço da inclusão social.
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Não existe democracia social se todos os seres humanos não tiverem equidade de
oportunidades no acesso à educação e aos benefícios do conhecimento cientí�co e
tecnológico.
As pessoas parecem depender cada vez mais do conhecimento cientí�co e tecnológico. No
desejo de alcançar o progresso tecnológico, muitas vezes, não pensamos nas implicações
sociais relacionadas à mudança de hábitos, consumo, cultura, limites morais e na própria
política.
Recentemente, a sociedade cientí�ca começa a levantar estudos e ponderações sobre as
interferências da tecnologia no desenvolvimento da sociedade, buscando equidade na
socialização de implantação de seus produtos e analisando os lados positivos e negativos.
Por exemplo, o estudo nos Estados Unidos da matéria escura, que é presente em um
quarto do universo. Essa pesquisa recebeu duras críticas da Igreja e de outros
pesquisadores, a�rmando que poderia ser o �m do mundo.
A tecnologia tem multiplicado e mudado qualitativamente a capacidade de produzir e
destruir, de curar, de ampliar e banalizar a cultura, de fazer guerra e de fazer a paz. Todo
esse potencial está distribuído social e mundialmente de maneira desigual.
A tecnologia concede à ciência precisão e controle nos resultados de suas descobertas,
facilitando não só a relação do homem com o mundo, como possibilitando dominar,
controlar e transformar esse mundo. A ciência e a tecnologia têm apresentado
historicamente provas de utilização para o bem quanto para o mal.
Em alguns países, o esforço tecnológico está dissociado dos aspectos sociais e,
constantemente, prioriza o progresso em dissonância as implicações sociais relacionadas.
Para avaliar os limites do progresso tecnológico, é cada vez mais gritante a presença de
uma ética voltada à utilização da tecnologia e as consequências de suas aplicações na
sociedade.
Carvalho (1997) deixa claro que a cultura e os comportamentos da sociedade não
conseguem acompanhar a aceleração das mudanças tecnológicas que cada vez mais criam
novas necessidades na humanidade, oferecendo uma vida mais cômoda e confortável.
Apesar de boa proporção da sociedade ainda não ter acesso aos benefícios da tecnologia.
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Esta é uma das razões do “sucesso” do capitalismo que vem transformando
de�nitivamente a vida humana sobre a face da Terra, criando novas relações
sociais e culturais e associados a elas, novos atores sociais que passarão a viver
contradições especí�cas de uma sociedade de classes.
(CARVALHO, 1997).
Com o advento das novas tecnologias e desenvolvimento da ciência no sistema produtivo,
in�uenciando mudanças sociais e comportamentais, as empresas e os próprios
pro�ssionais terão que estar aptos a oferecer habilidades e novas competências exigidas
pelo mercado cada vez mais incerto, rápido, �exível, tecnológico e competitivo.
O mercado de trabalho também não escapa aos ventos do desenvolvimento tecnológico.
A tendência que reina nas grandes organizações mundiais atualmente é de um
“superpro�ssional”, uma mão de obra inteligente, full time, com aguçadas habilidades
comportamentais interpessoais, assertividade, proatividade, empreendedorismo,
criatividade, multidisciplinaridade, desenvolvimento constante, �exível, capacidade de se
adaptar ao inesperado e transformar a realidade em prol do sucesso empresarial e
pessoal.
As organizações só podem ter sucesso através das pessoas, dependem das pessoas, por
mais que máquinas substituíram empregos, ainda precisa de gente par operá-las. Para
empresas de sucesso, sua mão de obra é o bem mais escasso e precioso, que constituem a
maior força da competitividade de qualquer organização.
O reconhecimento das mentes criativas, doutores, mestres, cientistas e técnicos,
precursoras do saber cientí�co, precisam ser prestigiados e exaltados, não apenas
no quesito salário, mas em relação ao valor agregados por suas pesquisas. É
também importante assegurar condições de trabalho, infraestrutura de pesquisa,
produtividade e realização pro�ssional.
(AMARAL, 2003).
Em sentido contrário, hoje, cada vez mais executivos perdem espaço no mercado de
trabalho, há uma incontestável perda de importância dos níveis intermédios de gestão.
Essa transformação é impulsionada por um sistema produtivo, que utiliza uma tecnologia
mais inteligente e mais barata, a taxa de ociosidade dos funcionários praticamente acabou,
onde existia dez trabalhadores antes, a empresa pode funcionar somente com um.
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A nova tendência são pro�ssionais montarem seus negócios, sozinhos, ou integrados
remotamente a outros pro�ssionais com mesmo per�l em outra parte do planeta, na
maioria das vezes em casa ou em um coworking space, impulsionados por uma tecnologia
mobile crescente, insatisfeitos com o estilo de gestão das empresas tradicionais.
Os pro�ssionais mais talentosos, que conciliarem conhecimento, habilidade e atitude,
serão absorvidos pelas empresas que se reinventam e que transformam a ordem
econômica atual.
A forma tradicional de administração hoje é incompatível aos avanços da tecnologia
moderna, a economia criativa e novos processos de produção e de comercialização
obrigam as empresas a se reinventarem, necessitando, assim, também, trocar seus
pro�ssionais com per�l ultrapassado ou avesso a essa realidade por pro�ssionais com as
habilidades e competências exigidas pelo contexto atual.Por isso, várias pro�ssões estão sendo extintas e outras sendo criadas, em um intervalo de
tempo mais rápido que a formação da mão de obra nas Instituições de Ensino Superior
(IES) no mundo. O que abre espaço para uma proliferação de cursos técnicos, de formação
curta, mas que, em algumas vezes, não consegue entregar para o mercado o pro�ssional
demandado.
As pro�ssões que mais perdem espaço nas empresas são as que demandam por atividades
rotineiras e repetitivas que podem ser executadas por robôs e computadores, em linha
oposta às pro�ssões que são criadas e se mantêm com os melhores salários, as que
requerem alto nível de inteligência social e emocional, com capacidade para interpretar
cenários e resolver problemas e con�itos.
SAIBA MAIS
Clique aqui e veja as 20 pro�ssões que serão substituídas por tecnologia em um
futuro breve nos próximos vinte anos.
http://olhardigital.uol.com.br/noticia/20-profissoes-que-podem-ser-extintas-em-20-anos-por-causa-dos-robos/48850
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Unidade 01
Aula 02
Tecnologia
Olá, estudantes, focaremos nossos estudos na inovação e nas mudanças nas diversas
organizações. Nesta aula, falaremos sobre o conceito de tecnologia, com foco na tecnologia da
informação. Continue os estudos desta disciplina e boa aula!
A tecnologia está presente em todas as ações de nossas vidas, seja no agronegócio ou na
indústria, até mesmo na faculdade, em sua sala virtual, “o Blackboard”, o ar-condicionado,
a caixa de som, o retroprojetor, etc. Respiramos e vivemos tecnologia, por isso, a
relevância de estudar seu impacto em nossas vidas e nas próximas gerações.
O poder, a rapidez e o potencial de transformação da tecnologia que ainda estar por vir
nem cabe em nossos sonhos, nem conseguimos imaginar as maravilhas que nossa próxima
geração vai assistir.
A partir desta parte do conteúdo, vamos oferecer uma visão empreendedora da
utilização da tecnologia como percursora da inovação, gestora da mudança. Esta, hoje,
fundamental para a competitividade e para a sobrevivência empresarial.
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Tecnologia
Abordar um tema extremamente abrangente e genérico, que está presente em nossas
vidas como ar que respiramos, parece ser uma missão fácil, mas é ligeiramente
complicado, devido à amplitude do tema. Então, para facilitar o entendimento, vamos aqui
de�nir um foco. Esta aula contemplará o conceito de tecnologia e suas aplicações com
ênfase na Tecnologia da Informação.
A palavra Tecnologia de origem grega é uma junção de conceitos arte, ofício com
conjunto de saberes. Conhecimentos que permitem fabricar objetos e transformar
o meio ambiente em prol das demandas dos seres humanos. 
(ZANON, 2004)
O investimento em tecnologia atualmente representa mais que uma decisão e sim uma
obrigação, é indispensável para a empresa, para os funcionários, para os fornecedores,
para o cliente, para a sociedade como um todo, o governo impõe obrigações como a
impressora �scal, nota �scal eletrônica, certi�cado digital, declaração de receita, o
mercado necessita de EDI, troca de dados eletrônica entre empresas e fornecedores, os
clientes desejam ter acesso ao site da empresa, para praticar o e-commerce, a descrição
detalhada das especi�cações técnicas do produto para suporte a decisão de compra, os
funcionários necessitam ter acesso aos sistemas das empresas para controle de pedidos e
de estoque, a empresa precisa oferecer segurança digital para todo este aparato, ou seja,
são inúmeras as aplicações da tecnologia e afetam a todos do planeta, até os moradores
em localizações mais isoladas e remotas, diretamente ou indiretamente.
Tudo esta conectado, pessoas, eletrônicos, nações, política até mesmo a própria
tecnologia, a internet trouxe in�nitas possibilidades, ditando novas tendências como a
mobilidade, a conectividade, a comodidade e a universalização da informação, admitindo
saber, quase que instantaneamente, o que se passa em qualquer ponto do mundo.
Em todo mundo políticas públicas vem sendo pensadas para gerir as transformações da
Tecnologia da Informação na Sociedade, no Brasil o Instituto Nacional de Informação tem
este objetivo.
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É comum, determinados momentos da história receberem rótulos, alguns educadores
como BARRETO (2001), chamam o momento atual de “Era do Conhecimento e da
Informação”, outros de “Terceira Revolução Tecnológica” ou “ Era Digital”, bom o
importante não é a nomenclatura e sim a transformação que estamos presenciando.
Vivemos a “Era da Informação e do Conhecimento”, uma impactante revolução da
tecnologia e da telecomunicação, onde todos e tudo esta conectado, em tempo integra e
em qualquer lugar do globo.
As comunicações se transformaram de tal forma, que podemos ter, na palma de nossas
mãos e a partir de qualquer lugar do planeta, acesso a qualquer informação que
necessitamos para nos auxiliar na tomada de decisões, como por exemplo, a distância
entre uma cidade a outra, o melhor caminho, como esta o trânsito, previsão climáticas,
onde �ca determinada empresa, o que signi�ca determinado conceito ou como se fazer
determinado objeto. Essa facilidade tem oferecido imagináveis possibilidades, uma pessoa
sem nenhum conhecimento na área, pode aprender a assentar uma cerâmica
simplesmente assistindo um vídeo no Youtube, como por outro lado, fazer construir uma
arma ou uma bomba caseira instruída por determinados sites na internet. Por isso que no
decorrer de todas as unidades, essas aulas salientam a importância de pensar no uso
responsável da ciência e da tecnologia.
A tecnologia não deve ser um mecanismo de escravidão da razão e do pensamento e sim
dar suporte a uma compreensão da realidade ampliada e mais rápida que oferece
inúmeras possibilidades de decisão.
SAIBA MAIS
O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, uma autarquia federal que tem
por missão manter e executar as políticas da Infraestrutura de Chaves Públicas
Brasileira responsável por estimular e articular projetos de pesquisa cientí�ca e de
desenvolvimento tecnológico voltados à ampliação da cidadania digital.Sua principal
linha de ação é a popularização da certi�cação digital ICP-Brasil e a inclusão digital,
atuando sobre questões como sistemas criptográ�cos, hardware compatíveis com
padrões abertos e universais, convergência digital de mídias, desmaterialização de
processos, entre outras.
http://www.iti.gov.br/
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Infelizmente atualmente a tecnologia esta radicalmente ligada a comodidade,
praticamente ninguém mais abre um dicionário para consultar uma palavra que
desconhece o conceito, simplesmente digita no site de busca google e pronto, esta lá o
conceito, uma mudança de comportamento na sociedade esta em processo, abrir um bom
livro, escrever uma carta, pensar em na resposta de conta básica, são hábitos que a
humanidade esta trocando por buscas simples amparadas pela tecnologia.
A questão não é se essa transformação é certa ou errada, mas entender que esta
acontecendo e que a sociedade, empresas, governo, escolas, família, etc, todos devem se
adaptar, por exemplo, com tanta informação disponível na internet, será realmente
pertinente que métodos tradicionais de ensino como a realização de um trabalho
manuscrito com base em bibliogra�a somente de livros físicos, ainda podem ser
adotados?
Somos expostos a um quantitativo de informação, praticamente impossível de ser
assimilado na íntegra, �ca cada vez mais complicado determinar o que realmente merece
nossa atenção.
A capacidade de �ltrar as informações, observando sua relevância, conteúdo e
especialmente identi�car o que e quantoirá agregar de valor e conhecimento em nossas
vidas, se transformou em uma competência cada vez mais desejada nos pro�ssionais pelas
organizações.
Devido à importância do tema, escolhemos a Tecnologia da Informação como foco dessa
aula, todos stakeholders[1] envolvidos, empresa, governo, fornecedores, concorrentes,
clientes internos e externos, clamam por soluções mais robustas, efetivas e práticas para
controle da informação, na captura, no acesso, na integração, na segurança, nos �ltros, nas
pesquisas, etc, o importante e assertivo tomando a decisão correta na hora certa.
A Tecnologia da Informação (TI) parafraseando MATELLART (2006) resumidamente é um
agregado de tecnologias, soluções digitais e sistemas que permitem a captura, o registro, o
armazenamento e a análise de dados e de informação para suporte na tomada de decisão.
Para fazer funcionar este complexo universo de TI, softwares, hardware e people ware
tem que estar alinhados, integrados e constantemente conectados.
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Um pro�ssional muito requisitado atualmente são os especializados em tecnologia da
informação, responsáveis pela gestão, infraestrutura, e pela manutenção dos recursos de
gerenciamento da informação de uma empresa.
O campo de atuação é muito abrangente o pro�ssional de tecnologia da informação é
possível citar várias intervenções deste na empresa, atuando no auxílio a tomada de
decisão oferecendo informação certa, na hora apropriada, para a pessoa correta,
eliminando, por exemplo, investimentos desnecessários, auxiliando o recursos humanos
na gestão de suas equipes com dados sobre o desempenho dos colaboradores, folha de
pagamento, equipe de vendas com relatórios precisos sobre pedidos e estoque, suporte
técnico ao usuários para solucionar diversos problemas, etc, como vemos este pro�ssional
tem signi�cativa representatividade no bom andamento dos processos organizacionais.
Como a demanda por serviços de gestores de tecnologia da informação é uma crescente
no mercado, o salário também segue esta corrente proporcionalmente a esta
necessidade, mais pro�ssionais e que dominem mais competências e mais inteligências
multidisciplinares.
Infelizmente a realidade não é essa, a oferta de pro�ssionais com estas expertises no
mercado é limitada, o que obriga as empresas a contratarem mão de obra desquali�cada
ou as organizações terminam investindo tempo e recursos �nanceiros, para conseguirem
os colabores necessários, ou pior, tem um departamento de tecnologia da informação que
não atendem as expectativas básicas da empresa, como por exemplo, sistemas que não
conversam, relatórios que não auxiliam na tomada de decisão, excesso de informação
desnecessárias, burocracia exagerada, muito papel, estoques físicos e virtuais diferentes,
falta de controle nos processos, etc, em suma os problemas podem ser diversos.
VÍDEO
O vídeo do Eduardo Banzato, autor do livro Tecnologia da Informação aplicada à
Logística, apresenta a evolução e as tendências da Tecnologia da Informação. Apesar
do foco, ser Logística, pode compreender bem, de forma clara e objetiva o efeito
calda longa presenciado pela TI.
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Como praticamente todos os setores da economia tem a necessidade de utilizar a
tecnologia e gerir a informação em seus processos, o leque de atualização e de
especialização do pro�ssional de tecnologia da informação é muito abrangente,
oferecendo amplos horizontes de atuação.
É exatamente pelo controle do acesso, cada vez maior, da informação estratégica com o
recurso do tempo extremamente precioso nos dia de hoje que o valor da TI passou a
desempenhar um papel insubstituível nas organizações.
Dessa forma, cada vez mais pro�ssionais desta área serão requisitados pelas empresas,
a �m de darem suporte na integração da tecnologia com a Informação como uma forma
de obter mais lucros e trazer mais comodidade, melhorando nossas vidas.
A Tecnologia da Informação oferece suporte à decisão organizacional e serve como meio
para alcançar os objetivos das empresas, tem evoluído muito mais rápido que a capacidade
de assimilação e de adaptação do mercado, com as novas tecnologias e o surgimento de
cada vez mais soluções.
A tendência da mobilidade inundou o mercado com uma enxurrada de aplicativos, que
empreenderam com novos negócios, mas em contra partida, levaram a ruina negócios
tradicionais, a exemplo do con�ito que o Brasil esta presenciando entre o modelo
tradicional dos taxistas e o aplicativo Uber, onde o governo teve que intervir com novas
leis e regulamentações.
A potencialidade destas inovações tecnológicas é inegável e imaginável, mas vale mais
uma vez, ressaltar que esse fenômeno tem implicações positivas e negativas, o que levanta
constantes debates a respeito das vantagens e desvantagens das novas tecnologias.
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Unidade 01
Aula 03
Tecnologia e o Poder de
Transformação
Estudantes, nesta aula, analisaremos o poder de transformação da tecnologia e seu impacto na
transformação da sociedade. Continue os estudos desta disciplina e boa aula!
O impacto da tecnologia na
transformação de uma nação
É notório que a tecnologia já se tornou em uma parte consolidada de nossas vidas.
Impulsionada pela mobilidade, agora está presente em todo lugar. Até os aparelhos
comuns de uma casa, como geladeira, fogões, televisões, portões eletrônicos, lavadoras,
passaram a se integrar de forma remota, levando comodidade e facilidade para nossas
vidas, transformando todas as nações do planeta.
Nossas vidas estão cada vez mais escassas de tempo, a correria do dia a dia clama por
comodidade e agilidade, principalmente nos grandes centros urbanos, devido a esse
fato, é quase impossível encontrarmos atividades realizadas sem auxílio da tecnologia.
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A sociedade se transforma a cada dia mais em busca de sobreviver às barreiras do dia a
dia, economia mais sensível, falta de tempo, mais trânsito, mais poluição, falta de dinheiro,
menos empregos, necessidades de melhor qualidade de vida, menos espaços, etc, por isso
as novas tecnologias ganharam tanta importância neste contexto.
A tecnologia transformou e vem transformando, cada vez mais acelerada, toda a cadeia
produtiva e todas as áreas da economia, como por exemplo, construção, meio ambiente,
agricultura, transportes, comunicação, segurança, saúde, negócios corporativos, educação,
etc.
Na construção civil e na engenharia de materiais, presenciamos a utilização de novas
máquinas, novos processos e lançamento de materiais de ligas inovadoras, com mais
e�ciência e custo menor, como por exemplo, o policarbonato as placas de cimento,
porcelanato líquido, entre outros, a casa que levava dois anos para ser levantada, hoje é
possível de ser construída em menos de um mês, pois já criamos as casas pré-moldadas ou
de contêiner.
VÍDEO
As transformação fruto das novas tecnologias são tantas que �ca até difícil de prever
para os próximos anos em que cenário estaremos vivando, a Microsoft
recentemente fez um vídeo oferecendo uma versão breve da tecnologia que
estaremos vivenciando em 2020.
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Fonte: http://tinyurl.com/jtts5r6
Um carro construído hoje pesa até oitenta vezes menos que os produzidos na época de
Henry Ford, poluindo muito menos, pois os carros de energia limpa, solares, elétricos,
oxigênio, híbridos já começam a circular em todo mundo. A pressão da sociedade em cima
das indústrias no seu processo produtivo é gritante, por utilização de matrizesenergéticas
mais limpas e sustentáveis, além de produção da própria energia e da reutilização e da
devolução da água ao meio ambiente de forma potável, sem a tecnologia atual não seria
possível.
No campo é necessário ter atenção redobrada, pois as novas tecnologias trouxeram
desmatamentos, conservantes, poluição, com novos e mais fortes pesticidas que
contaminam os alimentos, os rios, os lenções freáticos e por consequência a água que os
animais bem e que bebemos. A engenharia genética deu vida aos alimentos transgênicos
que ainda são objetos de muito debates sobre seus benefícios e malefícios.
Com um �uxo atual contrário de natalidade no mundo, em relação ao passado, onde
nascem mais pessoas do que morrem, o desenvolvimento de novas tecnologias na
agricultura é fundamental. Não temos tantos espaços de produção agrária no mundo
como antes, as cidades incharam e demandam cada vez mais comida, em função dessa
realidade a agricultura tem que ser mais efetiva, plantando e colhendo mais em menos
espaço.
A tecnologia no campo, permite inovações representativa na produção, seja na
agricultura, pecuária, piscicultura, avicultura, etc. Os órgãos de �scalização e apoio
também tem utilizado muita tecnologia, como por exemplo, fotos de satélite e drones, para
http://tinyurl.com/jtts5r6
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�scalizar e controlar esse setor da economia.
No transporte a maior distância do planeta não passa de dois dias de trajeto, onde era
longe, agora é perto, pois as novas tecnologias, deram vida ao trem bala e carros que
podem desenvolver mais de trezentos quilômetros por hora.
Porém o desenvolvimento em tecnologia em infraestrutura, como rodovias, aeroportos,
portos, segurança para viabilizar tamanhas inovações em tecnologia nos transportes,
ainda seguem passos rasos neste progresso.
A comunicação talvez tenha sido o setor da economia global que mais presenciou
inovações tecnológicas a �bra ótica junto aos poderosos satélites que orbitam o planeta,
ofereceram as bases necessárias para a internet que utilizamos nos dias atuais. O que
possibilitou conversar com qualidade e em tempo real ao piscar de olhos, com qualquer
pessoa do planeta, independentemente de onde você se encontra.
É na comunicação que atualmente observamos uma grande transformação o papel,
detentor de séculos de informações, dá espaço para os super computadores com
praticamente in�nita capacidade de armazenamento com seus bancos de dados de big
datas.
O setor de segurança da informação cresceu absurdamente com a popularização do e-
commerce, para que ocorresse a transformação no consumo e houvesse credibilidade nas
operações �nanceiras virtuais. Muito investimento e muita ciência foram aplicadas no
desenvolvimento desse setor da economia, que hoje gera milhões de dólares de negócios
no mundo.
Claro ainda existe um pequeno número de pessoas, as tradicionais no globo, que ainda
têm restrições quanto essas operações, mas, para as novas gerações, comprar pela
internet já é um hábito tão ou mais natural como ir ao comércio da vizinhança.
A saúde também foi um setor que recebeu muitas contribuições das novas tecnologias nos
últimos séculos. Não é a toa que a taxa de mortalidade no mundo diminuiu, e a população
no mundo está vivendo mais. Curas de doenças terminais foram encontradas, há o
mapeamento dos genes humanos, as pesquisas em célula tronco, equipamentos mais
so�sticadas, como, por exemplo, robôs que fazem cirurgias precisas no celebro, próteses,
órgãos mecânicos que substituem órgãos orgânicos, etc. Foram inúmeras as contribuições
da tecnologia para a saúde, mas, em contrapartida, algumas discursões fervorosas entre os
cientistas e governos, e principalmente a igreja, vêm sendo travadas, como, por exemplo,
as pesquisas sobre clonagem humana.
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Nos negócios corporativos as novas tecnologias possibilitam uma melhor performance a
nível estratégico e funcional, capacitando a empresa a melhorar o seu processo de
planejamento e a interagir com o meio ambiente de forma mais produtiva e criativa.
A educação é uma das áreas que mais se bene�cia com a implantação das novas
tecnologias de aprendizado, o estudante respira tecnologia e tem um leque de informação
jamais pensado pelas gerações anteriores, devido a este fato, não é possível adotar meios
arcaicos e tradicionais de aprendizado para essa nova geração.
Uma melhor aprendizagem é uma das consequências de uma melhor comunicação. A
tecnologia da informação e comunicação também pode revolucionar os processos de
pesquisas cientí�cas. BARRETO (2001)
A tecnologia aproximou culturas distantes, hábitos, costumes, formas de vida da mesma
forma como in�uenciou e transformou estas sociedades. Porém nos aproximamos do
distante e nos distanciamos do próximo, estamos mais conectados com desconhecidos
virtuais do que com nossos amigos e famílias que estão do nosso lado. É bem frequente
observar cabeças abaixadas nas ruas, restaurantes e escolas olhando para suas telas
enquanto há outras pessoas em volta que passam despercebidas.
As redes sociais foram responsáveis pelo o grande avanço nesta mudança de
comportamento da sociedade na comunicação presenciada hoje, as redes passam a
representar conjuntos de participantes organizados em grupos muitas vezes
desconhecidos, unidos por necessidades ideias ou por temáticas em torno de interesses
mutuamente compartilhados. Teve sua popularização devido às de�ciências dos meios
tradicionais a carta e o telegrama, recentemente dois meios de comunicações muito
tradicionais vêm perdendo espaço o telefone e o e-mail.
O telefone, devido ao custo de ligação, começou a perder espaço com as mensagens SMS,
depois pelas mensagens nas redes sociais e agora suas chamadas de áudio são
constantemente trocadas por chamadas gratuitas do WhatsApp, por exemplo, e o e-mail,
que já foi a principal ferramenta online de troca de informações, vem perdendo
signi�cativa importância, por não haver forma de alguém se localizar através desse
sistema e o principal, ele não e dinâmico, interativo e imediato, como as redes sociais.
A evolução da comunicação possibilita estar sempre informado de tudo o que acontece
em qualquer lugar do globo, com um clique ou um comando, assim, todos estão
conectados, as ações de um governo têm impactos globais.
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As mudanças trazidas pela tecnologia foram capazes de melhorar nossa qualidade de vida,
como também para oferecer um ambiente de descon�ança e medo. Os hackers, por
exemplo, utilizam de seus conhecimentos em programação para roubar senhas, desviar
dinheiro, etc. Outros usuários se disfarçam do desconhecido, utilizando da inocência de
crianças para praticar atos obscenos e criminais como a pedo�lia. Há também o
desenvolvimento de armas de guerra cada vez mais destrutivas.
A partir de toda essa discussão, percebemos que a tecnologia mudou a vida da
sociedade em uma dimensão inimaginável há décadas atrás, de forma positiva e
negativa.
Nossa existência se tornou mais fácil e prática é fato, nos possibilitou conhecer muito mais
do que nossos antepassados puderam. Contudo, a tecnologia ainda pode ser utilizada para
construir ou destruir, facilitar ou complicar, portanto, seu uso depende do usuário.
Unidade 01
Aula 04
Tecnologia X Inovação
Vamos falar do poder de inovação da tecnologia com ênfase no empreendedorismo digital.
Continue os estudos desta disciplina e boa aula!
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Empreendedorismo Digital
Com a popularização da rede e o aumento expressivo de seus usuários nos últimos
tempos, a internet deixou de ser somente um meiopara busca por informação, diversão ou
entretenimento e se tornou uma possibilidade para negócios. O crescimento de usuários
na rede cresce proporcionalmente às oportunidades de negócios na internet.
Esse mercado não faz parte apenas do presente, e sim do futuro. Dessa forma, ter um
negócio no mundo digital é fundamental para a prosperidade e sucesso do empreendedor.
Nesse cenário surge, então, a expressão empreendedorismo digital, que é o planejamento
e a criação de um modelo de negócio para oferecer um produto ou serviço diferenciado e
atrativo através da internet e obter lucro (RIES, 2012).
Seja lançando um produto ou serviço próprio e vendendo através do e-commerce, ou
vendendo ou representando um produto ou serviço de terceiros, con�e e acredite em seu
potencial de sucesso. Essa venda pode ocorrer em site próprio ou sites de negócios, links,
blogs ou fanpages. Os indicadores de decisão com relação aos produtos ou serviços
vendidos são fatores determinantes para o sucesso do negócio.
Fonte: http://tinyurl.com/h4uem9f
http://tinyurl.com/h4uem9f
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As atrações para empreender na internet são muitas, ser seu próprio chefe, fazer seu
próprio horário, trabalhar para si mesmo, geralmente, com baixos ou nenhum
investimento, com a possibilidade de retornos �nanceiros atrativos.
Com as possibilidades de aumentar as receitas advindas de um novo canal de vendas,
empresas tradicionais, como, por exemplo, Hipermercado Extra, Lojas Americanas, Wal-
Mart, também optaram para expandir o mercado de lojas físicas para lojas virtuais e vem
tendo retorno expressivos, algumas vezes, superiores aos das lojas físicas.
Lojas exclusivamente virtuais também são modelos de empreendedorismo digital, como
Netshoes, Submarino e Amazon, organizações que nasceram dentro desse novo cenário e
alcançaram grande importância, concorrendo, inclusive, com lojas físicas tradicionais.
É possível fazer várias comparações dos canais de vendas físicos e virtuais. Por um lado, o
custo operacional e de instalação é signi�cativamente menor das lojas virtuais. A
comodidade de comprar sem sair de casa faz com que os negócios virtuais cresçam cada
vez, mas, por outro lado, a maioria das lojas físicas oferecem ainda maior credibilidade e a
entrega do produto no ato da venda.
Profetizar que o canal de vendas virtual vai substituir as lojas físicas é uma previsão
arriscada, pois ainda existem consumidores tradicionais, que são apreensivos ou que não
entendem o �uxo operacional dessa compra. Clientes que gostam de tocar e provar os
produtos e alguns que por experiências anteriores foram frustrados em suas expectativas.
O ideal é que a infraestrutura e os recursos da empresa permitam a venda tanto no canal
físico como no canal virtual.
O importante é averiguar se existem oportunidades de negócios e nicho de mercado, seja
nos canais de vendas virtuais, seja nos canais físicos.
Mas a�nal como mensurar se existe uma oportunidade de negócio?
É relativamente fácil fazer um empreendimento digital dar lucro. O difícil é fazer que as
vendas sejam su�cientes para render um lucro compensador diante do esforço
empreendido por você. Como o empreendedor digital geralmente trabalha para ele
mesmo, necessita de�nir quantas horas vai se dedicar ao negócio e quanto quer ganhar
por essas horas. Nesse momento, vemos se a oportunidade de negócio pode proporcionar
alcançar esse objetivo.
Se a oportunidade não oferece um parecer desejável, o empreendedor precisa voltar atrás,
repensar a ideia, pesquisar e estudar mais, inovar ou até abandonar uma ideia e pensar em
outra mais atrativa para investir.
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Primeiramente, deve-se escolher um nicho de mercado no qual o empresário detenha
conhecimento. Depois, identi�car o meio para despertar a atenção dos clientes e
conquistar sua audiência.
Na identi�cação e escolha do nicho de mercado, é preciso ter a�nidade, paixão e
conhecimento com o setor, o critério mais relevante é a a�nidade e não o retorno
�nanceiro.
Para um negócio de empreendedorismo digital ter sucesso, é necessário pensar em
algumas questões. O negócio é viável? O mercado é competitivo, existe espaço para
atuação? Identi�cou um nicho de mercado? Os clientes comprariam pelo preço que está
pretendendo vender seus produtos ou serviços? Como funcionaria a logística de entrega?
Ter uma ideia boa não é sinônimo de oportunidade de negócios? É importante colocar
todas essas questões em um modelo de negócio, um canvas ou em um plano de negócio.
Para ter mais chances de sucesso, conhecimento do negócio e do mercado, do marketing
digital, são os indicadores da decisão na escolha da implantação da oportunidade em
questão.
As habilidades, competências e envolvimento com redes sociais do empreendedor no
ambiente virtual são desejáveis já que o negócio vai exigir que o empresário permaneça
conectado full-time.
Parafraseando Torres (2009) o marketing digital é essencial para promover o negócio e
está intimamente ligado ao empreendedorismo digital.
Ganhar dinheiro na internet, conforme Torres (2009), sem sair de casa é o sonho da nova
geração, porém não é fácil e muito menos rápido, é preciso escolher uma boa
oportunidade que pague o su�ciente pelo esforço, encontrar um atrativo nicho[3] de
mercado, muita dedicação, persistência, esforço, paciência e inteligência.
Há mais chances desse sonho se tornar realidade graças às oportunidades oferecidas pela
popularização e crescente aumento de usuários na rede e pelo crescimento das redes
sociais.
A realização desse sonho pode demorar muito tempo e exigir muito esforço, que podem
ser minimizados se buscar conhecimento com quem já tem sucesso e trilhou os caminhos
corretos.
Aprender com quem já fez e teve sucesso é melhor do que tentar por erros e acertos.
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Vamos resumir e citar alguns desses players como:
Paulo Faustino, da Escola Dinheiro;
Bruno Salgueiro, autor dos blog de empreendedorismo digital “Dicas do salgueiro”;
Flavio Augusto, autor do livro “Meu sucesso ponto com”;
Ramit Sethi é um empreendedor americano agressivo, com diversos infoprodutos, ele
transita entre os maiores empreendedores digitais do mundo e gera 98% do seu
conteúdo de forma gratuita;
Gary Vaynerchuck começou falando de vinhos no YouTube e, depois de crescer seu
canal e criar uma loja de vinhos online que fatura milhões, ele percebeu o que quanto
havia aprendido sobre marketing digital e já escreveu diversos livros sobre o assunto;
Darren Rowse publica artigos que são praticamente aulas e que irão te mostrar um
passo a passo para melhorar seu blog e transformá-lo em uma máquina de fazer
dinheiro online;
Michael Hyatt, um CEO de grandes empresas que virou um dos mais respeitados
empreendedores digitais do mundo;
Seiiti Arata: todos seus vídeos são cheios de conteúdo e totalmente didáticos, é o
criador do Produtividade Ninja, um dos cursos sobre produtividade mais procurados
no mercado;
Pedro Superti, um dos criadores do Método 10X, palestrante e um dos mais
requisitados pro�ssionais de marketing digital do Brasil que sabe bem utilizar táticas
para crescer seus projetos;
Gabriel Gof� transita em várias áreas do empreendedorismo. Tanto no Poker, como na
web, ele é um mestre quando o assunto é alta performance;
Victor Damasio, criador de um congresso sobre a�liados, um dos mais renomados
eventos online, além de ser um grande empreendedor, é um cara que sempre tem
sacadas e ideias ótimas sobre melhoria de negócios digitais.
SAIBA MAIS
O blog OFC Olhe Fora da Caixa publicou uma lista dos 75 maiores players do
empreendedorismo digital, no mercado internacional e no Brasil. Para ter acesso a
essa pesquisa: clique aqui.
http://www.olheforadacaixa.com/empreendedores-digitais-para-seguir/17/05/2020 IESB
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Segundo o conselho desses renomados players, o maior erro dos empreendedores
digitais é ter como objetivo ganhar dinheiro. O certo deveria ser oferecer um conteúdo
de qualidade para conquistar e �delizar clientes. Somente quando se tem audiência é
possível oferecer produtos ou serviços.
Por isso que na internet são inúmeros sites e blogs sem representatividade e com baixa ou
nenhuma audiência, pois não se preocupam em vender produtos de qualidade que
realmente contribuem.
Para ter sucesso, o empreendedor digital precisa gerir as informações, para controlar,
aplicar e medir os resultados digitais. Segundo Gabriel (2010), compreender e investir em
marketing digital auxilia a conseguir estabelecer diretrizes para expansão, conquistar
audiência e caminhar rumo a lucros maiores e mais sólidos.
É claro que todas essas ações devem ser sistematizas, coordenadas e controlas por um
planejamento estratégico presentes em modelos de negócios ou planos de negócios.
Cenários no empreendedorismo digital podem ser testados, é possível criar projetos
pilotos para serem testados na rede, onde os próprios internautas dão dicas importantes
sobre o que dá certo ou não e o que fazer para corrigir os erros.
Por um lado, se o projeto for bom, pode ser copiado e lançado por outro empresário, por
outro lado, pode atrair a atenção de investidores anjos ou incubadoras de startups.
Não basta ter um insight fantástico, criativo e inovador. É preciso colocar a ideia em
prática com planejamento e foco.
Lembrando que, como em qualquer outra atividade da economia, é necessário encantar os
clientes do site para conquistar audiência, que é sinônimo de sucesso e de dinheiro na
internet.
Esse mercado, apesar de muito dinâmico, já está consolidado, é uma realidade. Fortunas
surgiram com startups, muitas com baixo ou nenhum investimento, baseadas em ideias
inovadoras de estudantes e adolescentes em faculdades, universidades ou incubadoras.
Ainda assim, existe espaço para empreendedores embarcar nesse mercado e ganhar
dinheiro na internet.
Existe ainda um grande campo a ser explorado no empreendedorismo digital, novas
tecnologias surgem todo dia, demandando novos serviços e produtos.
Essa tendência de empreendedorismo é o presente e o futuro dos negócios, à medida que
o mundo se torna mais tecnologicamente dependente e globalmente conectado.
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Toda ideia, empreendimento e negócio pode se bene�ciar desse conceito de
empreendedorismo digital.
SAIBA MAIS
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) possui um
material especí�co sobre negócios digitais que traz informações relevantes quanto à
escolha do nicho de mercado, ou seja, a decisão que determinará o que será vendido.
O material traz, inclusive, um roteiro para guiar tal escolha.A cartilha do Sebrae
“Empreendedorismo Digital” pode ser acessada clicando aqui.
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/47D4BCB49B5EE0CB8325768F006C7FE0/$File/NT00042F1A.pdf
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Unidade 02
Economia Criativa
Olá, estudante, bem-vindo(a). Nesta etapa da nossa disciplina, estudaremos as diferentes formas
de empreender, atentando aos conceitos da economia criativa, e veremos as diferentes formas e
tipos de captação de recursos para um empreendimento. Começamos de�nindo economia
criativa. Bons estudos!
Economia criativa é o lançamento de um modelo de negócio com produtos ou serviços
embasados em muito conhecimento e criatividade.
O foco da economia criativa é no potencial humano, individual ou coletivo, para produzir
criatividade através de produtos ou serviços tangíveis e intangíveis, intelectuais e
artísticos.
Talvez a di�culdade em entender esse conceito está na amplitude do uso da terminologia e
da sua aplicação, a�nal, a maior parte dessas atividades vem do setor de cultura, moda,
design, música, artesanato, tecnologia, jogos, atividades de televisão, rádio, cinema,
fotogra�a... É inovação e sua utilização na rede cada vez mais presente em nossas vidas.
A economia criativa se tornou em uma poderosa força de tendência e de transformação,
fenômeno presenciado em todo globo, além da geração de renda, cria postos de trabalhos.
Essa transformação vem in�uenciando até a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), lei
que está sendo repensada para novos formatos de relação de trabalho, como a
regulamentação do homework, modalidade muito comum na economia criativa.
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A contribuição dos segmentos criativos foi de 2,7% do PIB em 2011. Este
resultado coloca o Brasil entre os maiores produtores de criatividade do mundo,
superando Espanha, Itália e Holanda, mas ainda falta muito para superar os países
Estados Unidos, Reino Unido e França.
(FIRJAN, 2012).
Embasado nesse potencial, em 2011, o Brasil criou a Secretaria da Economia Criativa,
vinculada ao Ministério da Cultura, que tem como missão formular a implantação e o
monitoramento de políticas públicas para o desenvolvimento, priorizando o apoio e o
fomento aos pro�ssionais e aos micro e pequenos empreendimentos criativos nacionais.
É preciso pensar em modelos de negócios criativos, reinventar processos, desenvolver
novas tecnologias fomentar a imaginação e a inovações dos colaboradores
constantemente. Esse é o caminho que deve ser trilhado para as empresas que querem se
manter competitivas no mercado.
A economia criativa não pode se restringir a produtos, serviços e tecnologias, deve
abraçar também processos, modelos de negócios e gestão.
As empresas criadas com base em talento, ideia, inovação e criatividade, geralmente,
nascidas sem investimento, como pré-incubadas, incubadas ou aceleradas, as startups
fazem parte de um novo formato da economia.
SAIBA MAIS
O documento a seguir apresenta a primeira intervenção do Estado na temática com
a criação da Secretaria da Economia Criativa no âmbito do Ministério da Cultura,
juntamente com o lançamento de seu plano de gestão para o período de 2011 a
2014. As transformações nas formas de produção, consumo e convivência social nas
sociedades modernas têm no conhecimento e na criatividade sua base dinamizadora.
Por isso, atributos de conhecimento e criatividade constituem fator de altíssima
relevância no desenvolvimento social, econômico e político de um país. Clique aqui e
con�ra!
https://iesb.blackboard.com/bbcswebdav/institution/Ead/_disciplinas/EADG578/nova_novo/documents/texto3.pdf
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A economia criativa, apesar de ampla área de atuação ainda, é mais presentes na
engenharia e arquitetura, publicidade, design, artes e antiguidades, artesanato, moda,
cinema e vídeo, televisão, editoração e publicações, artes cênicas, rádio, música,
tecnologia e lazer.
Geralmente, esse fenômeno acontece em áreas em que a qualidade e os produtos e
serviços dependem mais do talento das pessoas do que do porte das empresas e de seus
recursos �nanceiros. A maioria das iniciativas de modelos de negócios da economia
criativa são geridos por jovens, geralmente de classe média alta, seus salários e renda têm
ultrapassado a média das outras áreas da economia.
É notória a di�culdade desses jovens, com pouca ou nenhuma experiência em gestão,
preci�carem seus produtos e negócios, a maioria ainda não sabe quanto vale sua ideia, por
isso, procuram aceleradoras ou incubadoras para darem esse suporte.
Outra barreira para a economia criativa é mapear claramente a zona de atuação. Falta
de�nir o que é e o que se abrange,a �m de embasar também políticas públicas que
realmente apoiem essas iniciativas.
O único foco atualmente da economia criativa é a criatividade e a inovação, inerentes
principalmente nas iniciativas de empreendedorismo digital, que vêm desenvolvendo
tecnologias centradas em indivíduos.
A busca por mão de obra da área é crescente, cada vez mais as organizações buscam
pessoas criativas aptas a criar soluções criativas para problemas cotidianos. Pro�ssionais
capazes de processar informações, transformá-las de maneira receptível ao público,
gerando negócios funcionais e sustentáveis.
O capital de investimento não é uma barreira! Hoje, existem diversos players, nacionais
e internacionais, dispostos a apostar em boas ideias criativas e rentáveis.
O Novo
O novo recentemente está em todo lugar, na moda, na arquitetura, nos materiais, na
música, na cultura, no cinema, nas tecnologias, etc. A busca por inovação está nas
estratégias e metas de todas as empresas, dos colaboradores e de seus clientes.
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O novo não necessariamente é uma inovação, pode ser uma roupagem diferente, um outro
posicionamento, uma junção de sabores e cultura.
Ser novo é ser atual, é ser único e original, traz combustível para a mudança, tão
necessária para o mercado competitivo. Mas como ser novo, como inovar? A resposta
está em você mesmo, estudante, reinvente-se, faça diferente!
Criatividade
Criatividade pode ter diferentes signi�cados de acordo com as referências ou contextos.
Porém, podemos buscar esse conceito em nossa vida, já que criamos, produzimos e
inventamos o novo todo dia, seja na troca de um móvel de lugar a uma descoberta de uma
cura para uma doença terminal.
Ser criativo é questionar a ordem das coisas, é pensar fora da caixa, melhorar algum
produto ou serviço já existente.
A criatividade extravasa, surpreende as expectativas, desperta o interesse encanta, por
isso que é cada vez mais requisitada no desenvolvimento de estratégias do Marketing.
Geralmente, os criativos são curiosos, persistentes, bem-humorados. Possuem boa
percepção, habilidade no aprendizado e ainda são grandes visionários, mas essas
habilidades podem ser despertadas em qualquer pessoa, com incentivos e vontade.
A criatividade é um recurso essencial nas organizações. Geralmente, os colaboradores
criativos se destacam mais facilmente e são recompensados, porque conseguem pensar
em soluções inovadoras, e�cazes e rápidas para problemas.
A criatividade frequentemente está associada à criação de novos processos e
procedimentos mais econômicos e e�cazes, que resultam em melhores taxas de lucro e
produtividade.
A criatividade e a inovação são dois conceitos interligados e autodependentes. A
criatividade é essencial para inovar, inventar e criar.
Inovação
O tema em torno da inovação é complexo e abrangente.
Parafraseando Bautzer (2009), inovação é pensar o novo, explorar ideias novas é a ação
ou o ato de inovar, ou seja, modi�car antigos costumes, o jeito de fazer as coisas,
legislações, procedimentos, é renovar ou lançar uma novidade. O conceito de inovação é
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comumente utilizado no contexto empresarial. Nesse sentido, o ato de inovar signi�ca a
necessidade de criar novos caminhos ou estratégias diferentes para romper velhos ou
novos obstáculos.
A criatividade para as empresas signi�ca maximizar o faturamento, acesso a novos
mercados, aumento das margens de lucro, lançar novos produtos e serviços, criar novas
estratégias, etc.
As inovações tecnológicas ocorrem quando inovações surgem em produto ou processo.
No ambiente empresarial, podem surgir com empreendedorismo em novos modelos de
negócios, em novas matérias-primas, em novos processos e em métodos de gestão e
produção, além de expansão para novos nichos.
A inovação não necessariamente cria um algo novo, pode, simplesmente, por exemplo,
mudar a forma de concepção e percepção de um consumidor. E nem sempre impacta no
processo de produção do produto ou serviço, apesar de, algumas vezes, não impactar
propriamente no produto, mas produz benefícios no processo de produção, gerando valor
agregado com aumentos de produtividade e redução de custos.
Inovar é fundamental para alcançar vantagens competitivas e sustentabilidade das
organizações, é por meio das empresas que as novas tecnologias e invenções chegam aos
consumidores, por isso, as organizações tem levando tão a sério essa temática. Apesar de
as empresas serem o centro da inovação, os benefícios e efeitos não melhoram apenas as
empresas, a inovação traz emprego e renda para as nações.
Governo, empresas e sociedade, representada por entidades que fomentam a pesquisa e a
inovação, têm desenvolvido ações que impulsionem o mercado, como a Associação
Brasileira de Startups e Empreendedorismo Digital (ASTEPS), por exemplo.
VÍDEO
O vídeos abaixo apresenta uma iniciativa da Asteps, Associação Brasileira de
Startups e Empreendedorismo Digital, que trás a Brasília pela segunda vez em Julho
de 2017 a Campus Party Brasília 2017.
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Estratégia do Oceano Azul Versus
Oceano Vermelho
A estratégia do oceano azul é uma metáfora que associa o mercado ao oceano, sendo que
o oceano azul seria um mar sem predadores, ou seja, livre de concorrência, e o oceano
vermelho, um mar com concorrência predatória onde a sobrevivência é muito mais difícil.
Na metáfora, o oceano azul é um local em que se pode nadar tranquilamente enquanto os
mercados já saturados são o oceano vermelho em decorrência do sangue derramado nas
batalhas entre os tubarões empresariais.
Nessa analogia, entrar no oceano vermelho signi�ca brigar em um ambiente de
concorrência consolidada, onde os players existentes já dominam a fatia do mercado é já
mantêm sólido relacionamento com fornecedores e clientes. Dessa forma, para entrar
nesse mercado, o empresário tem que ser agressivo, aplicando poder e força compatível
às empresas que dominam esse mercado, criando parcerias, redes ou cooperativas de
compras ou agregando valor aos produtos e serviços já existentes.
No oceano azul, o empreendedorismo, ou seja, o novo, é o portal de entrada, a ideia é
escolher um mercado onde existe pouca ou nenhuma concorrência, encontrar um
segmento ou nicho de mercado para explorar do início.
O investimento para entrar no oceano azul é menor e geralmente se alcança resultados
econômicos maiores que os presenciados no oceano vermelho, onde se investe mais para
romper as barreiras de entrada.
Uma ampla fatia do oceano azul ainda não foi conquistada, as estratégias de mercado
desenvolvidas nos últimos anos tinham como foco os oceanos vermelhos, em que a
preocupação era desenvolver expertise e novos modelos de gestão para melhorar a
performance na competição brutal, com ênfase em reduzir custo e diminuir as margens de
lucro, agregando valor na diferenciação do serviço prestado.
A forma mais e�caz de superar a concorrência é parar de tentar ganhar e mirar em
mercados ainda não explorados, nos ninhos de mercado, no chamado oceano azul.
Toda empresa, quando entra em um novo mercado, está em um oceano azul, mas quando é
copiada, deixa de ser assim, a questão é por quanto tempo a empresa nada sozinha num
oceano azul.
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Tanto para se oferecer valor agregado para os clientes em um patamar superior aos
concorrentes quanto para produzir com custo inferior, é preciso um esforço operacional,
�nanceiro e comercial. Da mesma forma, atender a um nicho exige um profundo
conhecimento e experiência e, algumas vezes, o nicho não é grande o su�ciente para gerar
um volume aceitável de receitas.
Porisso que, na maioria das vezes, o foco das estratégias organizacionais se resumem em
diferenciação, liderança em custos ou exploração de um nicho, ou seja, fazer melhor que os
concorrentes, ou produzir mais barato, ou se especializar em um público ainda não
explorado.
A estratégia do Oceano Azul é um conceito que focar na inovação do modelo de gestão ,
e sua principal ferramenta é a curva de valor, que provocando novos insights em nos
negócios, nas pessoas, na gestão, e nos produtos ou serviços.
Os princípios do oceano azul se constituem em:
Reconstruir barreiras no mercado, que assegurem nadar sozinho no oceano azul por
mais tempo.
Concentrar-se no panorama geral, assim �ca mais fácil enxergar o que ainda não está
sendo explorado.
Ir além da demanda existente, questionando a cadeia produtiva.
Formular a estratégia na sequência adequada, para assegurar a implantação no tempo,
local e da maneira correta.
Superar os obstáculos organizacionais, quebrando paradigmas e abraçando o que é
novo e não explorado.
Orientar a execução estratégica, criando processos e controles para a implantação.
Conforme Kim e Mauborgne (2005), para se aplicar a estratégia do oceano azul à empresa,
é necessário:
Criar estratégia baseada em dados e fatos concretos.
Buscar baixo custo e diferenciação.
Tornar seus concorrentes irrelevantes explorando um novo mercado ou nicho.
Explorar oportunidades.
A estratégia do oceano azul deve ser baseada em seis fronteiras a serem superadas e
implantadas por meio de quatro passos para conseguir novos clientes.
1. Analise os setores alternativos.
2. Analise os grupos estratégicos dentro dos setores.
3. Analise a cadeia de compradores.
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4. Analise as ofertas de produtos e serviços complementares.
5. Analise os apelos funcionais e emocionais dos compradores.
6. Analise o tempo para implantação das ações.
Aplicar os quatro passos da estratégia do oceano azul:
Comparar as estratégias da sua empresa em relação aos concorrentes e veri�car o que
deve ser alterado.
Efetuar pesquisa de campo observar vantagens e desvantagens em relação a
concorrência e que fatores se devem eliminar, criar ou mudar.
Aplicar uma matriz de avaliação de valor.
Criar estratégias somente para o que for viável de implantação.
Testar a viabilidade comercial de suas ideias e depois re�ná-las para fugir dos riscos e
aumentar as possibilidades de sucesso por meio do chamado Teste de Ideias do
Oceano Azul.
Criar processos bem de�nidos, permitindo uma implantação efetiva.
Criar estratégias embasadas em resultado ganha-ganha.
O Cirque du Soleil é um ótimo exemplo de implantação da estratégia de oceano azul,
quando explora um novo mercado, mudando o foco da estrutura arcaica do circo
tradicional, sinônimo de custos operacionais elevados, para foco na excelência da
qualidade dos atores, artistas, cenogra�a e �gurino, adquirindo diferencial competitivo
com custos mais baixos.
Saindo na Frente
Como diz um ditado popular mineiro, “Quem chega no açude primeiro, bebe água limpa”.
Essa máxima é amplamente provada e atestada pelo mercado. Entrar em um mercado
primeiro é explorar o novo, é ter acesso ao inexplorado, é estar no oceano azul.
Geralmente, as empresas que vivenciam este esse cenário adquirem vantagem
competitiva, se consolidam, fortalecem sua marca e identidade.
Apesar da di�culdade de se abrir mercado e oferecer produtos e serviços inovadores e
que ainda não têm uma demanda consolidada, além do expressivo investimento em ações
de marketing, há credenciais positivas para a empresa empreendedora.
O sucesso desse pioneirismo traz consigo a chancela de empresa se tornar referência no
ramo, o que assegura maior competitividade. Por mais que novas empresas entrem no
mercado, di�cilmente conseguem apagar ou suprir as ações da empresa pioneira.
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Estratégias de Competitividade de Michael
Porter
Michael Porter, conhecido com “Guru da Administração”, concebeu um Modelo das Cinco
Forças da Competitividade de Porter na tentativa de exempli�car quais seriam as
barreiras de entrada no acirrado ambiente de rivalidade entre concorrentes.
A barreira à entrada de novos concorrentes é maior quando já existem empresas
consolidadas no mercado, que di�cultam o acesso dos novos empresários. Essa di�culdade
se dá por meio de e�ciência na cadeia de suprimentos e pelas políticas de preços de venda
e custos baixos.
O poder de barganha dos fornecedores representa uma barreira maior quando o produto
é exclusivo ou diferenciado, quando a demanda é crescente, quando a empresa não é
obrigada a competir com outros produtos, quando o comprador não é representativo.
O poder de barganha dos compradores é uma barreira quando o comprador atual do
mercado compra em quantidades signi�cativamente maiores, adquirindo melhores preços
e condições de pagamento, quando a qualidade não é primordial e sim o custo baixo.
A ameaça dos produtos substitutos é uma barreira quando os novos produtos lançados
trazem embarcadas novas tecnologias, novas especi�cações técnicas, design mais
moderno, que atendem às novas demanda dos clientes ou quando o produto chega ao
mercado mais barato que o existente.
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Fonte: http://tinyurl.com/kzrobl6
VÍDEO
Os vídeos a seguir apresentam a primeira e a segunda parte de um conteúdo da
Harvard BUSINESS SCHOOL, onde Michael Porter aborda a estratégia competitiva.
Primeira parte:
VÍDEO
Segunda parte:
http://tinyurl.com/kzrobl6
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Unidade 02
Aula 01
Modelos de Negócio
Estudantes, vamos estudar aqui os novos modelos de negócios. Continue estudando para
desenvolver as competências e habilidades necessárias a essa área de atuação e do
conhecimento. Boa aula!
Canvas
As constantes mudanças no ecossistema empresarial, impulsionadas pela revolução
tecnológica, obrigou as empresas a atualizarem sua forma de concepção e criação de
ideias. Nesse contexto, surgiu o Business Model Canvas, na tentativa de sintetizar as
funções das empresas em um único quadro, com o objetivo de criar modelos de negócios,
utilizando mapa visual para imaginar o futuro negócio, com criatividade, permitindo
pensar inovações para criar uma proposta de valor única.
De acordo com a cartilha do Sebrae (2103), a ferramenta Quadro de Modelo de Negócio,
também conhecida como Business Model Canvas, foi desenvolvida por Alex
Osterwalder e Yves Pigneur e tem como �nalidade planejar e visualizar as funções
chaves de um negócio e suas relações.
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A ferramenta auxilia os empresários nos processos de criação, diferenciação, inovação e
aprimoramento, além de possibilitar tanto uma visão global como uma visão  singular do
negócio, com base na interligação de blocos relacionados.
Para montar o Canvas, é necessário passar por quatro etapas: “o que”; “quem”; “como” e
“quanto”. Essas etapas são divididas entre outros nove blocos, que devem ser
preenchidos com post-its autocolantes e coloridos para facilitar o acréscimo e a
remoção de ideias.
O Business Model Canvas é uma ferramenta prática, simples e dinâmica, que permite
enxergar todos os aspectos fundamentais de um modelo de negócios em apenas uma
página.
Esse modelo permite a visualização do negócio incluindo o todo e as partes que o
compõem, de forma que a ideia sobre o negócio seja compreendida por todos. Qualquer
pessoa, ao ver o Canvas, deve ser capaz de visualizar o modelo e sugerir inovações que
poderão depois ser validadas. Isso oferece a possibilidadede visualizar diferentes
situações e depois testar e escolher aquelas que vão realmente ser implementadas.
É possível usar o Business Model Canvas na criação de novos negócios ou usar para inovar
em seu modelo de negócio e se diferenciar da concorrência, lançar um novo produto ou
entrar em novos mercados. A utilização do Canvas é comum em startups e na geração de
novos modelos de negócios.
O Business Model Canvas não é a mesma coisa que o plano de negócio. O Canvas apresenta
uma interpretação mais sintética, dinâmica, participativa e mais �exível, e o plano de
negócio, uma visão mais robusta e estruturada.
Um modelo não exclui o outro, pelo contrário, eles se somam!
Desse mapa visual do negócio, o empresário é convidado a validar essas hipóteses junto
aos clientes. Só depois das incertezas reduzidas com a validação das hipóteses é que se
de�ne o modelo de negócios, que será o insumo para o planejamento e execução
(OSTERWALDER; PIGNEUR, 2011).
O Business Model Canvas se baseia em quatro fundamentos: pensamento visual; visão
sistêmica; cocriação e simplicidade na aplicação (SEBRAE, 2013).
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PENSAMENTO
VISUAL
Usar desenhos para representar ideias ou situações,
permitindo ver o modelo como um desenho, dessa forma,
é possível compreender rapidamente o negócio,
comparando as relações entre os diversos blocos.
VISÃO
SISTÊMICA
Compreender o todo com base em uma análise das partes
e da interação entre elas, é o efeito sinérgico, em que a
soma das partes é maior que o todo. Ver todo o negócio
pelos nove blocos relacionados.
COCRIAÇÃO Permitir que as pessoas não envolvidas diretamente no
negócio possam apoiar, ajudar, colaborar na construção e
análise do modelo, na tentativa de contribuir para que o
negócio se torne mais inovador.
SIMPLICIDADE E
APLICABILIDADE
Oferecer, com menos tempo para criar e muito mais
clareza, com o quadro e o mapa mental, a chance de
veri�car e corrigir. Colocar em foco tudo que é mais
importante e ajudar a descobrir elos que não teríamos
percebido em um longo texto descritivo.
A melhor maneira de construir o Canvas do seu negócio é imprimir o quadro do Canvas e
usar post-its e anotações para preencher os elementos. Entretanto, você também pode
preenchê-lo em formato digital.
Transformar a ideia em um negócio de sucesso só é possível se acontecer a entrega de
valor aos clientes de uma forma que gere o resultado esperado pela organização. Para se
criar um modelo de negócio, é necessário identi�car o cliente, o problema a se resolver, a
solução e apontar como ganhar o dinheiro para manter a estrutura e o lucro do negócio.
SAIBA MAIS
Clique aqui e con�ra a utilização do Modelo Canvas Bussiness do SEBRAE.
https://www.sebraecanvas.com/#/
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Ele é composto por nove elementos que impactam nas quatro principais áreas de um
negócio: clientes, oferta, infraestrutura e viabilidade �nanceira.
Os nove elementos do Business Model Canvas são:
1. segmentos de clientes;
2. proposta de valor;
3. canais;
4. relacionamento com clientes;
5. fontes de receita;
6. recursos principais;
7. atividades-chave;
8. parcerias principais;
9. estrutura de custos.
SEGMENTO DE
CLIENTES
Um modelo de negócios pode ter um ou vários
segmentos, ou nichos de mercado, o importante é
agrupar clientes com o mesmo comportamento.
Figura 2. Business Model Canvas 
Fonte: http://tinyurl.com/n3492bb
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PROPOSTA DE
VALOR
A proposta de valor é o motivo pelo qual os clientes vão
escolher comprar na empresa e não em um
concorrente. 
Alguns atributos que podem fazer parte da proposta
são: preço; desempenho; personalização; design; marca
ou status; conveniência; entre outros. 
O que estamos entregando aos clientes?
Qual problema ou necessidade está resolvendo?
Que conjunto de produtos e serviços está oferecendo
para cada segmento de clientes?
CANAIS Depois de identi�car os clientes e qual valor que está
sendo entregue, agora é preciso saber como fazer isso.
Os canais de comunicação, distribuição e venda.
Através de quais canais os clientes querem ser
contatados?
Como alcançar os clientes?
Qual canal funciona melhor?
Quais apresentam melhor custo-benefício?
RELACIONAMENTO
COM CLIENTES
O relacionamento com clientes descreve o tipo de
relação estabelecida com cada segmento de cliente.
Que tipo de relacionamento os clientes esperam?
Qual é o custo?
FONTES DE
RECEITA
Dependendo do seu modelo de negócios, ele pode ter
uma ou mais fontes de receita.
Há várias maneiras de se gerar fontes de receita.
Quanto os clientes estão realmente dispostos a pagar?
Pelo que eles pagam atualmente?
Como pagam? Como prefeririam pagar?
RECURSOS
PRINCIPAIS
Os recursos principais que fazem o modelo de negócio
funcionar. Eles podem ser físicos, �nanceiros,
intelectuais ou humanos.
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ATIVIDADES-
CHAVE
As atividades-chave são as ações mais importantes
necessárias para fazer o modelo de negócio
funcionando.
PARCERIAS
PRINCIPAIS
As parcerias principais são a rede de fornecedores e
parceiros que vão ajudar a manter o modelo de
empreendimento funcionando.
Quem são os principais parceiros?
Quem são os fornecedores principais?
Que recursos principais estão adquirindo dos
parceiros?
Quais atividades-chave são executadas por parceiros?
ESTRUTURA DE
CUSTO
A estrutura de custo deve descrever todos os principais
custos envolvidos no modelo proposto.
Quais são os custos mais importantes em seu modelo
de negócios?
Que recursos principais são mais caros?
Quais atividades-chave são mais caras?
Conceito
VÍDEO
A seguir, con�ra a entrevista, publicada em 31 de julho de 2013, no programa Alma
do Negócio com o Marcelo Pimenta, criador da Empresa de Consultoria Laboratório.
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Empreendedorismo social acontece quando ações empreendedoras, inovadoras, são
aplicadas na melhoria da sociedade, compartilhando ações lucrativas e sociais ao mesmo
tempo.
O empreendedorismo nem sempre é a criação um negócio. O conceito de
empreendedorismo está ligado à promoção de ações capazes de mudar uma realidade.
Nesse sentido, empreendedorismo social é a utilização de técnicas de gestão, inovação,
criatividade e sustentabilidade com o propósito de fomentar o capital social de uma
sociedade. Em síntese, empreendedorismo social transforma o mundo e melhora a vida
das pessoas utilizando métodos praticados na administração de empresas.
O empreendedorismo social surge no mundo com Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio
Nobel da Paz em 2006. Ao se sensibilizar com a pobreza e grandes di�culdades que
passavam as mulheres da aldeia de Jobra, em Bangladesh, dependes de altas taxas de juros
emprestando, ele começou a emprestar pequenas quantias com juros extremamente
baixos para que pudessem comprar materiais para produzir artesanato e revender,
nascendo, assim, o primeiro Banco de Microcrédito do mundo, o Grameen Bank
(MUHAMMAD, 2010.
O objetivo do empreendedorismo é alcançar lucros maiores investindo em inovação e
diferencial competitivo. Já no empreendedorismo social, o foco é trabalhar para
conseguir resultados sociais e ambientais positivos dentro de um bairro, comunidade,
Estado ou país, aplicando técnica de gestão empresarial.
Na tentativa de conciliar o progresso associado aos avanços tecnológicos e a preservação
ambiental com qualidade de vida social, surge o empreendedorismo social com medidas
sustentáveis aplicadas à sociedade.
O também chamado de Setor 2.5, “setor dois e meio”, o empreendedorismo socialbusca
lucro por meio de atividades que resolvem problemas e, paralelamente, incluam uma fatia
da sociedade que tem maior di�culdade de acesso a certas estruturas e serviços
VÍDEO
A seguir con�ra o vídeo que explica o conceito de negócios sociais.
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(MUHAMMAD, 2010).
Segundo Muhammad (2010), o termo Setor 2.5 se dá pela localização desses modelos de
negócios que se situam no meio, entre o segundo setor, das empresas que visam o lucro, e
o terceiro setor, das organizações não governamentais e entidades sociais.
O empreendedorismo social é recente, começou a ser discutido há pouco tempo, como
uma maneira de identi�car e fomentar mudanças potencialmente transformadoras na
sociedade.
Esse tipo de empreendedorismo surge em um cenário onde não há potencial imagem
política ao ponto de gerar projetos de lei que subsidiam sua operação, como também não é
atrativo economicamente a ponto de atrair capital privado. Para ter sucesso o
empreendedorismo social, é preciso saber lidar, ao mesmo tempo, com restrições
�nanceiras apertadas e com excelência e signi�cância nas metas de transformação social.
Os alvos do benefício são as minorias da sociedade marginalizadas ou em situação de
desvantagem econômica, que não contam com os meios para transformar suas próprias
vidas socialmente ou economicamente.
O negócio desenvolvido pelo empreendedor social deve ser �nanceiramente sustentável
para ter �uxo de caixa su�ciente para o equilíbrio socioeconômico, para evitar uma
dependência constante de subsídios de contribuintes, políticos ou �lantropos. É difícil
conseguir contribuições, além de não serem constantes e apresentarem muitas variações.
A sustentabilidade econômico-�nanceira somente acontece quando os custos do negócio
diminuem à medida que o número de bene�ciários aumenta, permitindo que a empresa
alcance maior imagem social e reduza sua dependência de apoio �lantrópico ou
governamental.
O ideal é que o empreendimento social gere um negócio lucrativo.
Um dos objetivos do empreendimento social é produzir produtos de preços acessíveis, o
que vai levar a sociedade onde a empresa está inserida a ter condições de se incluir no
desenvolvimento econômico local.
Inserir grupos de baixa renda na cadeia produtiva, levando-os a uma condição de vida
melhor, é a �nalidade do empreendedorismo social e a empresa que proporciona isso
também ganha, pois ganha uma publicidade social positiva.
Organizações que se preocupam com a sustentabilidade e com as consequências sociais
e ambientais da utilização dos seus produtos estão um passo à frente das concorrentes.
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O fator marcante do empreendedorismo social é que este efetivamente fará a diferença
na vida de quem precisa e ainda conseguirá gerar lucro, além de prestar um serviço
positivamente impactante na comunidade.
Um empreendedor social de sucesso precisa ter como característica: realizar uma gestão
pro�ssional; atuar localmente na comunidade onde está inserido; ter equilibro social-
�nanceiro, ou seja, o empreendimento tem que buscar a independência �nanceira; ter
motivação e capacidade de inspirar mudanças; promover a inclusão de parte da
comunidade excluída do sistema; ter um per�l arrojado; ser altruísta; preocupar-se com o
próximo e desenvolver transformação social.
É preciso apresentar as características do empreendedorismo tradicional e ir além. Tem
que ajudar a resolver os problemas sociais por meio da transformação social gerada pela
sua atividade, como, por exemplo, erradicação da pobreza, redução da desigualdade e
preservação do meio ambiente.
Esses empreendedores são vistos como pioneiros, revolucionários e transformadores,
com o sonho de mudar o mundo com inovação e práticas responsáveis.
Segundo Sebrae (2016), no Brasil, duas iniciativas apoiam o empreendedorismo social, a
Artemisia e a Ashoka, disseminam e fomentam negócios que trabalham com a questão
social na pauta. São pioneiras nessa modalidade e possuem dezenas de parceiros. 
Criada em 1987 no Brasil, a Ashoka Empreendedores Sociais, sem �ns lucrativos, investe
em empreendedores sociais, pessoas com ideias novas que podem gerar mudanças
impactantes na sociedade mais necessitada. 
Já a Artemísia, criada em 2002, é uma empresa que visa fomentar o empreendedorismo
social, tem como meta reduzir as desigualdades sociais a partir da criação de negócios
que gerem rendas em todos os setores existentes em uma sociedade. 
Esses dois exemplos são de empresas que apoiam o empreendedorismo social no Brasil
em busca de uma forma de vida mais justa, onde o meio ambiente seja preservado e as
diferenças sociais sejam reduzidas o máximo possível para que todos tenham
oportunidades iguais.
O empreendedorismo social é bem sucedido quando transforma os stakeholders
envolvidos e as tecnologias aplicadas naquela comunidade, com o intuito de criar modelos
�nanceiros sustentáveis capazes de deslocar o equilíbrio social e econômico em direção
aos seus bene�ciários-alvo.
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Problemas sociais e econômicos normalmente são consequência de um desequilíbrio de
poderes entre os players econômicos envolvidos. Para transformar esse cenário, os
empreendedores acrescentam novos atores ao sistema.
Esses atores podem ser os próprios empreendedores sociais, que trazem produtos mais
práticos, baratos ou tecnologias mais acessíveis. O governo também pode ser ator, com
sua intervenção, que começa a ver as transformações sociais e ambientais naquela
comunidade como uma plataforma política. Também são atores os clientes que antes não
consumiam, devido às circunstâncias de serem uma fatia marginalizada e excluída
economicamente. No entanto, com a possibilidade de agora conseguir comprar - por
exemplo, porque os novos produtos ofertados, através dos negócios sociais, são mais
baratos - , e voltam a fazer parte da economia local, transformando toda a comunidade.
É preciso ofertar produtos e serviços inovadores que melhoram a produtividade dos mais
excluídos, contribuindo indiretamente para o aumento de suas rendas, como, por exemplo,
equipamentos de custo mais baixo, venda de tecnologias e acesso a crédito produtivo.
Lucro e Transformação Social
Um mercado que anda dando o que falar é o empreendedorismo social, ou Setor 2.5, em
que as empresas se situam no meio do caminho entre projetos sociais e negócios que
buscam lucro.
Essas organizações sociais devem receber investimentos de cerca de R$ 300 milhões nos
próximos anos segundo a Artemísia, instituição que trabalha como ponte entre
investidores e empresários desse tipo de negócio (SEBRAE, 2016).
O Setor 2.5 geralmente é constituído por pequenas empresas. Seu tamanho ainda é
desconhecido, porém, o impacto gerado na sociedade é indiscutível, por isso, esse
mercado tem atraído fundos de investimento, principalmente os fundos chamados de
impacto, especializados em investir em negócios que dão lucro solucionando problemas
sociais.
As organização não governamentais (ONGs) encaram esse cenário como oportunidade,
pois, além de mudar realidades sociais, podem ter retornos �nanceiros, deixando para trás
a dependência de donativos e contribuições, o que explica a migração de muitas ONGs
para o Setor 2.5.
Cada vez mais, fundos de investimento resguardam recursos e ações para esse setor,
porém, não é fácil encontrar e fazer negócios que, paralelamente, são capazes de resolver
problemas sociais e dar lucro.
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A transformação dos problemas sociais na comunidade tem de estar diretamente
associada ao produto ou serviço da organização. A questão não é simplesmentereduzir os
problemas da sociedade, mas sim buscar, ativamente, gerar impacto social positivo,
erradicando as mazelas daquela região.
Concluindo a unidade, o empreendedorismo social é real, possível e e�ciente, como já
comprovado e testado por iniciativas em todo mundo, tanto que despertou os interesses
dos fundos de investimento de impacto. Os empreendimentos de impacto social mostram
que não há con�ito entre ambição social e econômica.
Unidade 02
Aula 02
Recursos e Financiamentos
SAIBA MAIS
Clique aqui e con�ra um relatório do Programa das Nações Unidasnud sobre
Mercados Inclusivos no Brasil.
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Estudantes, começa agora nossa parte do conteúdo sobre as diferentes maneiras de captar
recursos para um empreendimento. Essas noções são essenciais para o dia a dia pro�ssional e
para o estudioso(a) da área.
Quanto mais a economia apresenta um cenário de retração, mais as empresas passam por
di�culdades �nanceiras, seja para novos investimentos na tentativa de escalar seus
negócios, seja para manter capital de giro.
Infelizmente, uma parcela signi�cativa de empreendedores no Brasil abre seu negócio por
necessidade em vez de abrir por oportunidade. Mas, antes de continuar, vamos conceituar
e exempli�car as duas possibilidades segundo Dornelas (2008):
Empreendedorismo por necessidade ocorre quando um acidente de percurso em nosso
destino nos leva a uma situação de desemprego e abrir um negócio informal ou formal se
apresenta a única solução para sobrevivência �nanceira. Como exemplo, podemos citar a
proliferação e o sucesso do aplicativo de mobilidade Uber no Brasil. Em tempos de crise,
para muitos motoristas, �liar-se ao Uber foi a única solução possível para ter renda e
sustentar suas famílias. 
Já o empreendedorismo por oportunidade surge o empreendedor a encontra esta
oportunidade por ter muita experiência em um ramo ou segmento de mercado, ou por
trabalhar em uma empresa e detectar uma lacuna no mercado, ou por ter vivenciado uma
experiência em que nenhuma empresa foi capaz de suprir sua necessidade. O
empreendedorismo por oportunidade é uma visão de um produto, serviço ou processo
que ninguém identi�cou antes ou que ainda não virou modelo de negócio.
Seja qual for a motivação para empreender, um recurso comum e necessário nas duas
possibilidades é o capital de investimento.
Se o futuro empreendedor tem a ideia, mas não tem o capital, como consegui-lo?
Antes de usar seu FGTS ou sair vendendo patrimônio, conheça algumas possibilidades de
recursos �nanceiros para empreendedores iniciantes.
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Procurar empréstimo, para investimento, capital de giro ou para superar a crise, parece ser
a única opção para a maioria dos empresários, então, compreender bem o mercado
�nanceiro e suas condições é necessário para fazer o melhor negócio, uma captação mal
executada pode onerar a empresa mais que o necessário, levando a um pesadelo ou até a
falência.
Existem basicamente cinco opções tradicionais para captação de recursos: capital
próprio; capital de amigos e familiares; linhas de crédito bancário; linhas de fomento e
subvenção governamental; e capital de risco. A escolha vai depender do cenário atual da
empresa.
O capital próprio é a primeira fonte de recursos utilizada pelos empresários. Apesar de
vantajoso, por não haver custos de �nanciamento, compromete o capital subscrito, e não
leva em consideração o custo de oportunidade de investir em outras possibilidades, além
de limitar a atuação da empresa nos primeiros meses de vida, ao valor investido.
O capital de amigos e familiares tem baixo custo embasado na con�ança, apesar da
facilidade é necessário pensar com cautela para não enfraquecer as relações pessoais de
amizades e familiares.
As linhas de crédito bancários são as mais comuns e onerosas, com altas taxas de juros e
exigência de garantias patrimoniais e �adores, apesar de serem dedutíveis para �ns de
imposto de renda. A liberação de crédito para empresas nessa modalidade é cada vez mais
difícil e burocratizada, principalmente nos primeiros meses de vida, já que ainda não existe
uma movimentação bancária que ateste a capacidade �nanceira da empresa.
As linhas de fomento e subvenção são concedidas a empresas que, em sua cesta de
produto e serviços, têm foco na pesquisa e solução em ciência, saúde, tecnologia e
inovação. Cabe ao empreendedor a iniciativa de pesquisar novas linhas, entender o seu
funcionamento, desenvolver os projetos, submetê-los à aprovação e, uma vez aprovados,
empenhar-se no cronograma e na prestação de contas.
O problema no Brasil é a di�culdade de conseguir o crédito, e não necessariamente na
escolha pela linha de crédito certa. Normalmente, o microempreendedor individual, as
pequenas e microempresas no Brasil se equilibram precariamente entre a sobrevivência e
o fracasso. Iniciam-se com pouco ou nenhum recurso �nanceiro para investimento, com
ausência de capital de giro e muitas ainda começam suas atividades com empréstimos em
instituições �nanceiras, geralmente, direto com a pessoa física em vez da pessoa jurídica,
impactando em linhas mais onerosas, como, por exemplo, CDC ou o próprio cheque
especial.
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Culturalmente, os bancos não costumam oferecer linhas de crédito atrativas para
empresas em sua constituição. É claro que há exceções, como os créditos para franquias.
As instituições �nanceiras a�rmam que as empresas ainda não conseguem provar seu
faturamento e, assim, apostar no início das empresas é um investimento muito arriscado. É
nesse cenário que surgem as aceleradoras e investidores anjos, com os investimentos de
capital de risco, que estão mais preocupados com a qualidade e potencialidade da ideia do
que com os riscos inerentes no modelo de negócio das startups.
As startups estão na moda, são as queridinhas dos países que procuram crescimento
rápido, escalável e querem maximizar sua participação no mercado internacional,
oferecendo riqueza em inovação.
Mesmo as startups, criadas por gente so�sticada da área de ciência, tecnologia,
engenharias e matemática, muitas vezes, padecem de anemia gerencial, tropeçando em
trivialidades que, não raro, podem levar à falência. A obtenção de empréstimos �nanceiros
para uma startup pode parecer tarefa extremamente árdua, devido ao risco dos negócios
inovadores. Mas, não é bem assim, muitos investidores nacionais e internacionais estão
seduzidos pelas startups, porque possuem alto e rápido potencial de retorno, no caso de
serem bem-sucedidas. Consórcios de investidores têm buscado cada vez mais novas ideias
com potencial.
O capital de risco apresenta soluções para empresas emergentes com ideias radicais e
empreendedoras com grande possibilidade de sucesso e altamente lucrativas, as startups.
Os investidores apostam em empresas esperando ganhar participação nos lucros e que o
valor da empresa seja cada vez maior.
O foco é risco e recompensa!
Os investidores esperam um retorno bem maior do que os bancos de varejo. É
fundamental conhecer as opções de fontes de capitais mais atraentes para cada situação.
VÍDEO
O vídeo a seguir apresenta a Dr. Maria Alejandra no portal do Saber que traz
informações sobre as di�culdades e desa�os para as micro e pequenas empresas na
obtenção de crédito junto ao mercado �nanceiro, para investimento,
desenvolvimento e expansão.
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Podemos dividir a captação de recursos �nanceiros em dois grupos, capital tradicional e
capital de risco, conforme a Endeavor(2014).
CAPITAL TRADICIONAL
INSTITUIÇÕES
FINANCEIRAS
Forma tradicional, é o empréstimo oriundo de bancos
privados de varejo ou públicos. Atualmente, as
instituições �nanceiras disponibilizam uma gama
extensa de linhas de crédito para as instituições de
todos os ramos de atividade, com inúmeros incentivos,
principalmente pelas governamentais, que têm
programas de acordo com as particularidades da
empresa.
FUNDO DE
RECURSO NÃO
REEMBOLSÁVEL
Por exemplo, o PIPE, da FAPESP, pode chegar até R$
1,2 milhão, mas apenas para empreendedores que
consigam apresentar um projeto de inovação
tecnológica, além de outras especi�cações, como ter
menos de 250 funcionários e estar sediada no estado
de São Paulo.
FUNDOS DE
DESENVOLVIMENTO
Banco Nacional do Desenvolvimento é vinculado ao
Ministério do Desenvolvimento, Industrial e Comércio
Exterior. Exemplo: Fundo do Centro-Oeste (FCO).
CAPITAL DE RISCO
INVESTIMENTO
ANJO
Pessoas-físicas com algum dinheiro que investem em
novos negócios em troca de uma participação
acionária. Geralmente, o anjo tem experiência
pro�ssional e possui conhecimento sobre
determinado mercado, podem ser localizados em
redes como, por exemplo, anjos do Brasil.
ACELERADORAS São fundos que apoiam startups com pequeno capital
inicial e também com gestão para que o negócio saia
do papel através de programas intensivos.
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VENTURE CAPITAL Apoiam empresas de pequeno e médio porte já
estabelecidas e com potencial de crescimento. Com
duração média de 5 a 7 anos, os recursos investidos
�nanciam as primeiras expansões, levando o negócio a
novos patamares no mercado. Dependendo do estágio
e valor do investimento podem ser classi�cadas como
early stage ou later stage.
PRIVATE EQUITY Geralmente, o investimento é direcionado para
empresas que estão consolidadas e conseguem
faturamentos anuais na casa de milhões,
normalmente, o investimento é convertido em
sociedade majoritária do empreendimento.
É fundamental analisar as diferentes opções de crédito disponíveis, comparar as condições
e o custo total de cada uma destas linhas, quanto maior o prazo, menor a prestação mais
em compensação serão maiores os juros. Já se optar por prazos mais curtos, as parcelas
serão maiores, mas os juros serão mais baixos, a questão é quanto à empresa pode custear
de parcela, sem comprometer o capital de giro.
A empresa precisa �car atenta às condições disponíveis no mercado �nanceiro para cada
ramo de atividade e procurar adequar a suas demandas, as condições reais da organização.
Em síntese, �nanciamento é fazer um aporte de recursos econômicos para cumprir
obrigações ou adquirir algum bem, seja na �gura de pessoa física ou jurídica. As empresas
costumam procuram �nanciamento para abertura, investimento, desenvolvimento ou
expansão (BREALEY; MYERS, 2005).
Um �nanciamento deve ser adquirido com responsabilidade; a�nal, algumas vezes, o
empréstimo se torna mais um problema do que uma solução. É importante tentar outras
estratégias antes da empresa se endividar com um aporte �nanceiro.
Conseguir um empréstimo por meio de uma instituição �nanceira pode parecer ser uma
solução interessante para encarar as di�culdades, a retração do mercado ou até para
conseguir um capital imediato para liquidar obrigações trabalhistas e aplicar na expansão
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do negócio. Mas, lembre-se, essa situação crítica geralmente é momentânea, costuma
passar. O empresário não deve �car focado apenas nos benefícios que terá quando
conseguir o capital, deve pensar também nas consequências do endividamento, tomar
cuidado e elaborar estratégias para que o problema não vire uma bola de neve.
O planejamento �nanceiro deve levar em conta as alternativas de mercado e as vantagens
e desvantagens dos �nanciamentos, além avaliar as diferentes linhas de crédito
disponíveis na praça.
Como o empréstimo a bancos de varejo pode acarretar em juros altos e algumas vezes
impagáveis, é interessante pensar em outras formas de conseguir o dinheiro e atestar se
realmente a empresa precisa do empréstimo.
Se o empresário se des�zer de algum bem, como apartamento, loja, terreno ou carro, a
estratégia pode ser mais atrativa para os bancos. Apesar da solvência do bem, o
empresário não terá que arcar com as taxas do �nanciamento e os altos juros do
empréstimo, além de poder depositar o valor que seria da prestação do empréstimo sem
os juros, em uma poupança, para a comprar de um bem para repor o que foi vendido.
Geralmente, os juros do �nanciamento são maiores do que os rendimentos desses bens
aplicados.
Antes de executar a assinatura do contrato, é importante simular o �nanciamento e
pensar sobre os prazos, parcelas, juros incidentes, amortização, seguro e, principalmente,
sobre como o contrato vai ser reajustado, quais serão os indicadores de infração a serem
utilizados.
A empresa precisa se atentar ao fato de é preciso faturar o su�ciente para cobrir as
parcelas do empréstimo mais os custos �xos e variáveis habituais da sua atividade. 
Lembre-se: se a empresa adquirir um �nanciamento e não conseguir dar conta das
VÍDEO
O vídeo a seguir apresenta o consultor do Sebrae Flávio Locatelli, falando sobre
como conseguir �nanciamento para sua empresa de forma adequada. Con�ra!
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parcelas, a dívida recai nos sócios empresários, com exceção de algumas personalidades
jurídicas EIRELI, o contrário também ocorre, a inadimplência dos sócios impossibilita a
constituição de �nanciamento da empresa jurídica.
Apesar dos controles �nanceiros das organizações ocorrerem com separação da pessoa
física e jurídica, na contratação de empréstimo, essa separação não ocorre, pois os sócios
se responsabilizam pelas dívidas da empresa. Dessa forma, é comum o empresário
aproveitar o seu crédito pessoal pré-aprovado e bom relacionamento com o banco para
conseguir empréstimo para cobrir as despesas da empresa, ou, do contrário, usar o bom
crédito e a movimentação �nanceira da empresa nas instituições �nanceiras para aportar
seus empréstimos pessoais.
Misturar as contas de receitas, despesas e empréstimos de pessoa física e pessoa
jurídica tendem a gerar situações indesejadas.
Esse tipo de empréstimo deixa seu crédito como pessoa física comprometido até que seja
quitado integralmente a dívida, além de ter incidência de juros e condições bem piores do
que se fosse tomado um empréstimo especial para pessoas jurídicas. Ou seja, trata-se de
uma péssima ideia!
É comum que o descontrole �nanceiro da empresa gere a necessidade de empréstimo. Se
o empresário desconhece o que realmente entra e sai na empresa, pode se endividar mais
do que realmente lucra e talvez precise, assim, recorrer aos empréstimos, e ai só
conseguem enxergar o empréstimo como solução.
Se o caixa é fechado regularmente, �ca mais fácil saber da real necessidade do volume
do capital de giro para a empresa. Sempre se pergunte: se o empréstimo for mesmo
necessário, qual será o valor?
Depois que o empresário consegue o empréstimo, precisa veri�car onde e como vai
investir esse capital na organização. É preciso usar o crédito com responsabilidade,
mantendo o orçamento de acordo com o que foi planejado, em função dessa demanda, os
controles �nanceiros da organização devem estar dominados.
Decorrente dos altos juros da economia, fazer uso de empréstimos pessoais e
�nanciamentos acaba sendo uma péssima estratégia para a saúde �nanceira. Tanto o
orçamento empresarial quanto o pessoal no Brasil sofrem forte pressão decorrente do
constante aumento de preços, motivados pela alta da in�ação, da inadimplência, aumento
do Risco Brasil e diminuição dos investidores internacionais, enquanto o faturamento
empresarial da maioria das empresasestá em queda, praticamente, desde, 2008, quando a
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crise na economia começou afetar o mercado brasileiro, na mesma corrente segue o ganho
pessoal, renda e salários, que tem se mantido estagnados, o que afeta diretamente no
poder de compra.
O orçamento das famílias brasileiras, atualmente, é planejando em função da
exclusão, ou seja, para continuar consumindo é preciso cortar, cada vez mais,
custos em produtos ou serviços supér�uos, afetando principalmente os produtos
chamados commodities.
(BREALEY; MYERS, 2005.).
Em função desse comportamento da economia, muitas pessoas, sem conseguir minimizar
suas despesas no mesmo ritmo em que os preços sobem, recorrem aos empréstimos.
Mas é preciso cuidado redobrado. Se o motivo do empréstimo é a incapacidade de
manter seu poder de consumo atual, o empréstimo atual, que parece uma solução, na
verdade, é uma avalanche de problemas no futuro.
O crédito, algumas vezes, leva a um pensamento equivocado, não é porque se tem crédito
na praça que o mesmo tem que ser usado. Utilizar o limite do cartão de crédito como se
fosse parte de sua renda é um comportamento ruim, motivado por algumas instituições
�nanceiras, como, por exemplo, o Banco Santander, que oferece a possibilidade do limite
do cheque especial ser usado por até 10 dias sem a cobrança de juros. Essa alternativa
pode ser muito arriscada, se, por algum motivo, a pessoa não consegue quitar o limite do
cheque especial dentro dos 10 dias, a cobrança do juros ocorre retroativamente desde de
quando ela começou a utilizar esse crédito, o que pode virar a chamada “bola de neve”.
Essa situação ocorre com frequência, pois é a forma mais simples de se conseguir um
empréstimo, pela facilidade. Geralmente, quando se abre uma conta, já existe um crédito
de cheque especial vinculado, e a tendência é que, conforme a movimentação da conta se
intensi�que, há também o aumento de valor do crédito do cheque especial na mesma
proporção, Porém, deve ser terminantemente evitada, já que os juros praticados são muito
mais altos que os do empréstimo pessoal. No Brasil, chega a passar dos 300% ao ano.
Parecido com a dependência do limite do cheque especial, uma boa parcela dos brasileiros
faz uso indiscriminado do crédito rotativo do cartão de crédito que tem juros tão alto
quanto.
E esta modalidade tem mais um agravante, que ocorre quando, ao pagar a fatura do
cartão, o usuário opta para o pagamento do valor mínimo ao invés de pagar a totalidade
da fatura, gerando uma bola de neve. É preferível que, ao invés do pagamento do valor
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mínimo do cartão, que procure seu gerente e negocie um empréstimo pessoal com juros
mais baixos.
Outra possibilidade para evitar juros altos e impagáveis seria a penhora de bens como
garantia para o empréstimo, como joias, por exemplo. É rápido, prático e os juros são mais
baixos que o cheque especial e que o crédito rotativo do cartão de crédito. Geralmente, é
compatível ao empréstimo pessoal, porém o resgate deve ser rápido para não perder o
bem, que é avaliado bem abaixo do preço de mercado, além do valor emocional da peça.
Além dessas formas tradicionais, existem as �nanceiras, como, por exemplo, a Losango,
que procura clientes desesperados, com promessas de facilidade no empréstimo, sem
burocracia, mas, em compensação, trabalha com os juros mais altos do mercado.
O agiota é uma possibilidade informal e perigosa, pois este, na maioria dos casos,
oferece empréstimos de forma não lícita. Cobra juros tão altos que são impagáveis e,
como garantia, exige de seus devedores a transferência de bens, como automóveis e
imóveis, por não ser �scalizado, não se preocupar em agir dentro dos limites da lei na
hora de cobrar uma dívida.
O re�nanciamento de um imóvel ou veículo pode se tornar uma alternativa bastante
viável em função dos baixos juros, como já existe o bem, que �ca alienado como garantia
ao banco, os juros conseguidos nessa operação �cam mais baixos que os �nanciamentos
pessoais, por exemplo.
Mas nesse caso é interessante se questionar se realmente precisa do bem naquele
momento, pois, se vender o mesmo para pagar a dívida, não terá que se preocupar com
juros nenhum.
Na internet, novas instituições �nanceiras têm empreendido com maneiras criativas e
práticas para oferecer empréstimos com taxas bem mais atrativas. É o caso dos sites como
o Lendico, Geru e Simplic, que oferecem no cadastro, simulação e obtenção de crédito em
até 2 dias úteis.
VÍDEO
O vídeo a seguir demonstra essa nova modalidade de empréstimo praticada na
internet, neste caso apresenta a propaganda da Simplic, do grupo Inova. Con�ra!
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Mesmo que a pessoa seja controlada �nanceiramente, algumas vezes, somos
surpreendidos pelo destino com alguma situação de emergência em que a necessidade de
dinheiro é imediata, como em caso de doenças ou para evitar a execução de alguma dívida
da família ou de amigos.
Por isso, é importante conhecer e pensar nessas diferentes alternativas de conseguir
dinheiro. Na maioria das vezes, quando contraímos dívidas com altos juros é porque
estamos desesperados.
Unidade 02
Aula 03
Incubadoras e Aceleradoras
Estudantes, nesta aula, estudaremos especi�camente as incubadoras e as aceleradores de
empresas. Essas noções são essenciais para o dia a dia pro�ssional e para o estudioso(a) da área.
Continue os estudos desta disciplina e boa aula!
Incubadoras
Conforme Dornelas (2014),
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Incubadoras de empresas são entidades sem �ns lucrativos, destinadas a amparar
o estágio inicial de empresas. Essas incubadoras orientam os empreendedores
quanto à gestão do negócio e sua competitividade e essências ao desenvolvimento
de uma empresa de sucesso.
DORNELAS (2014).
As incubadoras de empresas têm por �nalidade disponibilizar suporte para os
empreendedores no estágio inicial, para que eles desenvolvam ideias inovadoras e possam
transformá-las em empreendimentos de sucesso. Para isso, as incubadoras oferecem
infraestrutura, como salas, telefone, internet, copiadoras, correios, luz, água, segurança,
aluguel de área física, etc., e suporte consultivo. Esses serviços são compartilhados, é pago
uma taxa mensal para a utilização destes.
Para ser uma empresa incubada, o empreendedor e sua empresa participam de um
processo seletivo na incubadora, devendo apresentar um Business Plan bem elaborado.
São exemplos da cesta de produtos de uma incubadora (LIMA, 2012)LIMA, Oliveira,
Monte, Camila., Dissertação de Mestrado: “Proposta de Modelo para Monitoramento do
Desempenho de Empresas Nascentes de Base Tecnológica”, Instituto COPPEAD de
Administração, 2012.:
1. modelagem básica do negócio;
2. coworking;
3. atividades de networking;
4. assistência de marketing;
5. acesso à internet;
6. ajuda com contabilidade/gestão �nanceira;
7. acesso a empréstimo bancários, fundos de empréstimo e programas de garantia;
8. ajuda com técnicas de apresentação;
VÍDEO
O vídeo a seguir apresenta o conceito de incubadoras apresentado pela Fecomércio
–SP. Con�ra!
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9. acesso a parceiros estratégicos;
10. acesso aos investidores anjo ou capital de risco;
11. treinamento de negócios;
12. conselhos consultivos;
13. ajuda na identi�cação do time;
14. ajuda na etiqueta empresarial;
15. assistência na comercialização de tecnologia;
16. ajuda no cumprimento das normas;
17. gestão da marcas e patentes.
O tempo que uma empresa passa no programa de incubação pode variarbastante,
dependendo de alguns fatores. Mais da metade de todos os programas de incubação são
compostos por projetos que atuam em vários segmentos, apesar de a maioria das
incubadoras ser de tecnologia.
A incubação de empresas desempenha um papel importante no ecossistema
socioeconômico de uma região. Isso se traduz em benefícios que podem incluir:
1. criação de vagas de empregos;
2. fomento ao empreendedorismo;
3. comercialização de tecnologia;
4. diversi�cação da economia local;
5. construção ou aceleração do crescimento econômico local;
6. criação e retenção de negócios.
Geralmente, os programas de incubação são �nanciados pelo governo como estratégia de
desenvolvimento econômico. Os programas de incubação também podem ser adotados
por Instituição de Ensino Superior, na tentativa de dar segmentos às ideias e modelos de
negócios dos alunos, possibilitando alinhar a teoria à prática, dando visibilidade à
instituição, como também sendo um laboratório de patentes e royalties.
Conceito Aceleradora
As aceleradoras são entidades privadas, que visam ao lucro e trabalham como investidores
de risco, no chamado capital de risco, ou seja, além de oferecerem infraestrutura, suporte
e auxílio na gestão, entram também com o capital essencial para começar o negócio em
troca de uma participação no empreendimento.
Ela pode ser procurada tanto em fase de constituição do empreendimento ou já em
desenvolvimento. (DORNELAS, 2014).
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A modalidade de aceleração de empresa mais procurada e conhecida é o investidor anjo.
Investidor Anjo
Conforme Davilaa, Fostera e Guptab (2003),
o investimento anjo é um aporte �nanceiro efetuado por pessoas físicas com seu
capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento, as
startups.
FOSTERA e GUPTAB(2003).
É realizado por pro�ssionais experientes, que agregam valor para o empreendedor com
seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamentos, além dos recursos
�nanceiros, por isso, é conhecido como smart-money (DAVILAA; FOSTERA; GUPTAB,
2003).
Há normalmente uma participação minoritária no negócio, mas não sem posição executiva
na empresa, só apoiam intelectualmente o empresário, atuando como um mentor ou
conselheiro.
A nomeclatura investidor anjo, originalmente angel investor ou business angel, foi
criada nos Estados Unidos, no início do século XX, para designar os investidores
que bancavam os custos de produção das peças da Broadway, assumindo os riscos
e participando de seu retorno �nanceiro, bem como apoiando na sua execução
(DAVILAA; FOSTERA; GUPTAB, 2003).
O investidor anjo recebe, por seu investimento, uma participação societária menor no
negócio e não assume posição executiva na empresa, mas atua como um conselheiro,
participando das decisões estratégicas da empresa, aumentando muito as chances de
VÍDEO
A seguir o vídeo do Júlio Verneli da StartSe fala sobre o funcionamento de uma
aceleradora de startups, con�ra!
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sucesso e de desenvolvimento (DAVILAA; FOSTERA; GUPTAB, 2003).
O investimento anjo é feito normalmente por um grupo de dois a cinco investidores, tanto
para diluição de riscos como para o compartilhamento da dedicação.
O investimento anjo é normalmente um empresário, empreendedor ou executivo que já
trilhou uma carreira de sucesso, acumulando recursos su�cientes para alocar uma parte
para investir em novas empresas, bem como aplicar sua experiência apoiando a empresa.
O termo "anjo" é utilizado pelo fato de não ser um investidor exclusivamente �nanceiro,
que fornece apenas o capital necessário para o negócio, mas apoia o empreendedor com
consultoria ou mentoria, aplicando seus conhecimentos, experiência e rede de
relacionamento (DAVILAA; FOSTERA; GUPTAB, 2003).
Outra modalidade de aceleração de empresas é a Venture Builder, geralmente é menos
procurada que os investidores anjos.
Conceito Venture Builder
Elas desenvolvem ideias de negócio a partir de suas ideias, necessidades internas, com
próprios recursos �nanceiros e com as equipes internas ou com a incorporação de
startups de terceiros. Essas empresas estão procurando desenvolver inovações internas, e
isso é que vai fazer a toda diferença competitiva.
De forma geral, a venture builder é uma holding que tem participação acionária
nas diversas entidades empresariais que ajudou criar. Eles levantam capital,
recursos humanos, sediam os negócios em um único ambiente, com consultores
contábeis, jurídicas, marketing, vendas, e etc. A grande sacada desse modelo é o
compartilhamento de infraestrutura, know-how e canais de mercado entre todos
os negócios, reduzindo os custos de inovação, maximizando a agilidade e o impacto
comercial dos negócios.
(LIMA, 2012).
O movimento de venture builder está começando a se tornar popular nos Estados Unidos e
na Europa e, agora, chega ao Brasil.
Diferença entre Incubadoras e Aceleradoras
de Empresas
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A diferença está entre uma apoiar um negócio tradicional e a outra, um inovador e
escalável. Incubadoras buscam apoiar pequenas empresas de acordo com alguma diretiva
governamental ou regional.
Aceleradoras, por sua vez, são focadas não em uma necessidade prévia, mas sim em
empresas que tenham o potencial para crescerem muito rápido. Aceleradoras podem
apostar somente em uma boa ideia.
Incubadoras pedirão seu plano de negócio, e aceleradoras estudarão seu modelo de
negócio.
Aceleradoras são lideradas por empreendedores ou investidores experientes, enquanto
incubadoras têm gestores com experiência em mediar o poder público, as universidades e
empresas. Isso é devido às aceleradoras usarem capital privado para seu próprio
�nanciamento, e incubadoras aproveitarem a disponibilidade de verbas públicas em
editais, tanto para si próprias como também para os incubados.
Enquanto aceleradoras são fortemente apoiadas em sessões de mentoring, as
incubadoras são fortemente baseadas no modelo tradicional de consultores.
Se sua startup está em busca de uma inovação radical ou de um modelo de negócios
escalável e repetível, procure uma aceleradora. Se o modelo de negócios tem como base a
economia tradicional, procure uma incubadora.
Apesar de ter focos diferentes, muitas vezes são complementares, no início da vida a
startup é incubada, e quando seu modelo de negócio começa a ter sucesso são aceleradas
para que seu desenvolvimento seja maximizado em um período curto de tempo.
Apesar de ter focos diferentes, muitas vezes são complementares. No início da vida, a
startup é incubada e, quando seu modelo de negócio começa a ter sucesso, são aceleradas
para que seu desenvolvimento seja maximizado em um período curto de tempo.
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Unidade 02
Aula 04
Empreendedorismo com Base em
Tecnologias
Vamos entender o empreendedorismo que tem como base o investimento e o aproveitamento de
tecnologias. Continue os estudos desta disciplina e boa aula!
A tecnologia está presente em todas as empresas, em qualquer de suas formas, seja como
produto �nal ou mesmo estando presente na produção de bens e de serviços. A tecnologia
se tornou imprescindível na vida dos seres humanos, como os recursos naturais, água e o
ar.
A tecnologia sempre foi utilizada como um meio e não �m. Mas, na contemporaneidade, a
tecnologia se tornou também um produto �nal. A questão é: se analisarmos a tecnologia
como produto �nal, nos referimos ao processo de consumir, mas se usamos a tecnologia
como meio para o processo de transformação e criação, nos referimos a
empreendedorismo, que é o foco de aula.
O empreendedor vê a tecnologia como um aceleradorpara alcançar seus objetivos. A
tecnologia tem as ferramentas necessárias para acelerar o desenvolvimento de ideias e
projetos.
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A tecnologia está intimamente relacionada com o empreendedorismo, com a inovação e a
criatividade. O empreendedor respira a tecnologia, a criação está diretamente ligada ao
empreendedor, como, por exemplo, Iphone e Steve Jobs, Microsoft e Bill Gates ou ainda
Facebook e Mark Zunckerberg.
Empreendedores planejam e tem visão de onde querem chegar. Dessa forma, não medem
esforços para se cercarem da tecnologia certa na hora que necessitam. Um desses
esforços é buscar conhecimento sobre a tecnologia que utilizam.
O modelo de fazer negócios mudou, e o per�l dos empreendedores e dos consumidores
também, e isso aconteceu, em grande parte, devido à tecnologia. Esta permitiu que os
empreendedores inovassem em diversos aspectos da gestão administrativa.
A cada hora, abrem um número expressivo de empresas no mundo, acarretando em uma
abundância de disponibilidade de produtos e serviços, em sua maioria, commodities, onde
a posse e a aquisição saem de cena em prol do uso compartilhado. Nesse novo mundo, as
startups de base tecnológica têm um papel fundamental, por meio da escala e da
otimização de recursos, oferecerem soluções cada vez mais criativas a preços
competitivos e acessíveis a qualquer lugar do globo.
Empresa de Base Tecnológica (EBT) ou Pequena Empresa de Base Tecnológica
(PEBT) é um empreendimento que tem como base atividade produtiva no
desenvolvimento de novos produtos ou processos, fundados na aplicação
sistemática de conhecimentos cientí�cos e tecnológicos que aplicam técnicas
avançadas ou pioneiras.
(BRASIL, 2009).
O empreendedorismo está em alta nas empresas de base tecnológica, onde o produto a
ser criado deve ser inovador. Como muitas vezes não existe um modelo de negócio, e sim
uma ideia ou uma hipótese, esta deve ser mutável e adaptável para se moldar à realidade
de mercado.
O principal aprendizado sobre hipóteses de negócio é que elas podem ser invalidadas
em prol de novas hipóteses, mais atrativas e economicamente mais interessantes, o
chamado PIVOT.
A velocidade da transformação das inovações em empresas é tão intensa que mal dá
tempo para testar os protótipos, por isso, os empreendedores com base em tecnologia
utilizam o conceito de produto mínimo viável (MVP), ou seja, criam uma versão mais
simples do produto, com as mínimas características necessárias para ele ser inserido o
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mercado, o que é muito útil para o começo de uma empresa, pois, se a ideia de negócio não
for boa, perder meses planejando um produto ruim terá sido um grande desperdício.
Dessa forma, o PIVOT não impactará em grandes prejuízos. E, se a ideia for boa, as
próximas edições do produto vão sendo aprimoradas.
As inovações geralmente nascem de problemas, por isso, a importância de questionar o
status quo, de pivotar hipóteses, de sair da zona de conforto, de olhar fora da caixa. É
assim que nascem as empresas com base em tecnologia para atender novos nichos de
mercado.
Gonçalves (2001) a�rma que os benefícios das empresas de base tecnológica para o país
são:
1. geração de empregos que demandam alta quali�cação;
2. produção de bens baseada em pesquisa e desenvolvimento com alto valor agregado;
3. possibilidade de valorização do produto interno em relação aos importados;
4. fomento econômico e arrecadação de impostos;
5. aproveitamento a mão de obra cientí�ca e tecnológica das universidades e de centro
de pesquisas;
6. equilibrar a balança comercial internacional em relação a dependência tecnológica.
Através do conhecimento e da interpretação de novos comportamentos, é possível inovar.
A aventura de criar novos mercados de consumo exige empreendedorismo para quebrar
paradigmas e assumir riscos, responsabilidades e desa�os.
Estudantes de universidades têm grande potencial para criar novos empreendimentos
com base nos conhecimentos advindos de centros de pesquisas e ambientes acadêmicos, o
que explica o aumento da oferta de aceleradoras nesse ambiente.
No caso de empreendimentos tecnológicos, a invenção de novas tecnologias exploram um
mercado e necessidades ainda não exploradas. Uma nova interpretação do mundo com
possibilidades de ser comercializada. Porém, não oferece garantia de sucesso ao
empreendedor e um ambiente de alto risco e incertezas.
Por isso, o grande desa�o é proporcionar condições para a acessibilidade e
comercialização dessas novas tecnologias oriundas dessas pesquisas.
Contudo, esses empreendedores apresentam di�culdades para alavancar seu crescimento
com recursos próprios e ter uma expansão signi�cativa, por muitas vezes não contar com
suportes institucionais de governos ou instituições de ensino superior de pesquisa.
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Apesar do risco do inexplorado, o potencial de lucro quando a nova tecnologia é absorvida
pela sociedade é proporcional ao risco, por isso que novas fortunas nasceram de
tecnologias que estão cada vez mais presentes em nossas vidas, como, por exemplo, o
aplicativo WhatsApp.
Na mesma rapidez que surgem, também são substituídas por outras tecnologias, como,
por exemplo, a rede social Orkut, que perdeu seu lugar para o Facebook. O mercado é
vasto e seus horizontes ainda não foram avistados. A tecnologia presente nos �lmes de
�cção cientí�ca, que pareciam futurísticos, hoje, comtemplam nossa realidade.
Novas tecnologias que estão em teste que iram mudar radicalmente o comportamento de
toda a sociedade, em um curtíssimo intervalo de tempo, como, por exemplo, o carro sem
motorista, que vem sendo testado internacionalmente pelas empresas Google, Apple,
Uber e outas. No Brasil, os primeiros testes já estão acontecendo pela Universidade de
São Paulo (USP), esses carros já deverão estar disponíveis no mercado em 2020.
A “internet das coisas”, que promete conectar tudo, a qualquer um, em todos os lugares, já
é uma realidade presentes em sensores que modi�cam nossas vidas, levando comodidade,
rapidez, imediatismo, conectividade e conforto a um ritmo dinâmico e acelerado.
Essas inovações provocadas pelos avanços da tecnologia e o impacto dessas mudanças em
nosso cotidiano atraem os holofotes para o empreendedorismo com base em tecnologia,
que está em alta. Grupos de debates sobre startups, incubadoras e aceleradoras de
empresas com base em tecnologia vêm sendo constantemente alvos de notícias no mundo.
SAIBA MAIS
Os seres humanos começaram a usar implantes de sensores para poderem se
conectarem com eletrônicos e computadores, o que abre uma leque de
possibilidades, como por exemplo, monitorar a saúde e controlar disfunções
corporais, como é o caso do americano de 45 anos, Chris Dancy, que tem 700
sensores para gravar cada detalhe de sua vida. Clique aqui e con�ra o artigo
disponível.
https://pplware.sapo.pt/informacao/homem-usa-700-sensores-para-gravar-cada-detalhe-da-sua-vida/
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O poder de transformação dessas empresas no cenário econômico, de jovens
empreendedores, de regiões e até de nações é impressionante. Investimentos
crescentes em espaços dedicados a essas empresas são uma realidade mundial, como
ocorreu nos Estados Unidos, no Vale do Silício, por exemplo.
Essas iniciativas se espalham pelo globo, em Nova York, conhecida como “Beco do Silício”,
em referência à fraca produção tecnológica da cidade quando comparada ao poderoso
Vale do Silício, o prefeito da cidade recentemente anunciou que a Universidade de Cornell
irá construir um vasto campo focado em tecnologia na cidade para concorrer diretamentecomo Vale do Silício.
Em Brasília, o projeto Parque Tecnológico Capital Digital começa a tomar forma.
Localizado próximo à Granja do Torto, vai criar mais um espaço para incentivar o
empreendedorismo com base em tecnologia, somando-se aos 25 parques tecnológicos já
em funcionamento e aos 49 em implantação ou em fase de projeto no país (TORMANN,
2015).
O impacto da tecnologia na contemporaneidade é tão intenso que uma discursão que
parece ser surreal, vem tomando repercussão no mundo: o �m dos empregos. Essa
parece ser uma realidade cada vez mais próxima, tanto que o G7, grupo das nações mais
desenvolvidas do mundo, já debatem a viabilidade da Renda Básica Universal (RBU), que
será um salário para os desempregados que perderam seu emprego pelos avanços da
tecnologia. Esse salário será distribuído e estipulado por cada país.
Conforme Cebrián (2016), alguns testes com a Renda Básica Universal já começaram. A
Finlândia lançou este ano o laboratório mundial do que foi batizado como renda básica
universal. Em um programa-piloto que durará dois anos, 2 mil cidadãos receberão a partir
de janeiro 560 euros (1.920,00 R$) por mês.
SAIBA MAIS
Já no Brasil, a cidade Florianópolis, apelidada de Floripa, capital do estado de Santa
Catarina, começa a ser chamada de Ilha do Silício Brasileira, que já atraiu mais de
900 empresas com base em tecnologia. Clique aqui e con�ra a seguir!
http://exame.abril.com.br/carreira/florianopolis-vagas/
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O empreendedor com base em tecnologia precisa visualizar e aproveitar esse cenário de
pura tecnologia, dar foco ao seu negócio, encontrar os caminhos, os conhecimentos e a
infraestrutura para transformar a tecnologia em produto ou serviço de valor para o
mercado.
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Unidade 03
Empreendedorismo
Prezado aluno,
Você já percebeu que vivemos em um mundo cercado de grandes empreendimentos?
Atualmente, pessoas de diferentes partes do mundo e com diferentes condições culturais
e econômicas tornam-se grandes empreendedores. Essas pessoas construíram grandes
empresas que desenvolveram um legado, introduzindo em nosso cotidiano produtos e
serviços.
Mas você deve estar se perguntando: o que é empreender? Como se tornar um
empreendedor? É possível ensinar isso a alguém ou estamos lidando com um talento nato
reservado a poucos? É exatamente este o desa�o que esta disciplina pretende enfrentar,
procurando desenvolver em você, aluno, competências e habilidades importantes para
empreender em diferentes ramos.
Teremos chance de estudar o histórico e os conceitos dos termos empreendedor,
empreendedorismo e empreendimento, bem como o Empreendedorismo como uma
disciplina, com conteúdos que podem ser ensinados para desenvolver habilidades
relativas a essa atividade em aprendizes. Veremos também qual a importância da
atividade empreendedora na atualidade. Para isso, é preciso estudar o mercado e a
maneira como são desenvolvidos novos produtos e serviços. Esse estudo aumenta as
chances de sucesso ao se encarar a aventura de empreender.
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Aqui, estudaremos os conceitos de Humanismo, contemporaneidade e o per�l do
empreendedor na atualidade, além de focar na motivação e na criatividade humana,
aspectos essenciais para um empreendedor concretizar um novo negócio. Logo,
estaremos lidando com questões sobre: como projetar a organização de uma empresa?
Quais os impactos da empresa na vida pessoal do empreendedor?
Além disso, desenvolveremos, juntos, a habilidade e o conhecimento para poder realizar
bons planos de negócio, de marketing e �nanceiro, estruturando-os de forma coerente
com o tipo de negócio, o público-alvo e o objetivo do empreendedor, que, como veremos,
não é somente ganhar muito dinheiro.
Desejamos a você um ótimo estudo e esperamos despertar a semente da ideia de que
todos aqueles que se dedicarem, estudarem e acreditarem nos seus sonhos podem
alcançar a concretização de um bom empreendimento.
Bons estudos!
Empreendedorismo
Histórico e Conceitos dos Termos
Empreendedor, Empreendedorismo,
Empreendimento
Jean-Baptiste Say
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Segundo pesquisadores e autores, há aproximadamente 800 anos, na França, o verbo
entreprendre era sinônimo de “fazer algo”. Mais tarde, entre os séculos XVII e XVIII, o
agente do verbo entreprendre passou a ser conhecido por entrepreneur, como sendo o
indivíduo ousado que estimulava o progresso econômico, mediante novas e melhores
formas de agir. No início do século seguinte, o economista francês Jean-Baptiste Say,
de�niu o entrepreneur ou empreendedor como aquele que transfere recursos econômicos
de um setor de produtividade mais baixa para um setor de produtividade mais elevada e
de maior rendimento.
Anos após, Joseph Alois Schumpeter, economista e in�uente cientista político austríaco,
de�niria empreendedor como aquele indivíduo que reforma ou revoluciona o processo
“criativo-destrutivo” do capitalismo, por meio do desenvolvimento de nova tecnologia ou
do aprimoramento de uma antiga. Em outros termos, para Schumpeter, os
empreendedores eram agentes de mudança da economia com suas propostas de
inovações.
Joseph Alois Schumpeter
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Alguns anos mais tarde, outro austríaco, Peter Ferdinand Drucker, ampliou a de�nição
proposta por Jean-Baptiste Say ao descrever os empreendedores como aqueles que
aproveitam as oportunidades para criar mudanças. Drucker acrescentou que os
empreendedores não deveriam se limitar aos seus próprios talentos pessoais e
intelectuais para levar a cabo o ato de empreender, e que sim deveriam mobilizar recursos
externos, valorizando a interdisciplinaridade do conhecimento e da experiência, para
alcançar seus objetivos.
O entrepreneur é o agente condutor do entrepreneurship, isto é, o empreendedor é o agente
protagonista do empreendedorismo. Sendo que o empreendedorismo pode ser
conceituado como o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam à
transformação de ideias em oportunidades. E a perfeita implementação dessas
oportunidades leva à criação de negócios de sucesso.
Existe também o conceito de intraempreendedor. Derivado da palavra intrapreneur, que
signi�ca “empreendedor interno”, esse pro�ssional é aquele que, já estando dentro de uma
empresa, recebe a liberdade de desenvolver suas ideias com os recursos da própria
empresa, sem arriscar seu capital.
Ensino de Empreendedorismo
No Brasil o ensino (o�cial) do empreendedorismo começou em 1981, quando a Escola de
Administração de São Paulo (EASP) da Fundação Getulio Vargas (FGV), criou o curso
“Novos negócios”. O curso e os negócios criados pelos alunos obtiveram sucesso a ponto
de o jornal O Estado de São Paulo, em 1985, fazer uma matéria sobre o curso. Ao longo
dos anos 1990, em diversas escolas técnicas e universidades brasileiras, foram surgindo
disciplinas que tratam do empreendedorismo e também centros de empreendedorismo
Peter Ferdinand Drucker
SAIBA MAIS
Clique aqui e saiba mais a respeito do intraempreendedorismo!
http://www.sobreadministracao.com/intraempreendedorismo-guia-completo/
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que motivam e treinam alunos para empreender. Esses centros apoiam as iniciativas dos
alunos normalmente por meio de incubadoras, e, em algumas situações, ajudam inclusive a
obter os recursos necessários, sobretudo os �nanceiros.
Alguns pesquisadores e autores do assunto criticamdeterminados pontos do ensino do
empreendedorismo no Brasil. Boa parte das escolas técnicas e universidades o fazem
focando tão-somente na tecnologia e na administração do negócio, e acabam por
negligenciar outras disciplinas, tais quais: sociologia, ciência ambiental, ciências
comportamentais e história.
A Importância da Atividade Empreendedora
Existem basicamente dois tipos de atividade empreendedora: a motivada pela necessidade
e a motivada pela oportunidade.
Em alguns países, sobretudo aqueles menos desenvolvidos, prevalece a atividade
empreendedora por necessidade. Isto é, muitos indivíduos têm di�culdade de serem
absorvidos pelo mercado de trabalho, e isso os leva a empreender para ter uma renda. Em
termos regionais essa atividade empreendedora é importante, pois gera emprego e renda
localmente, todavia é limitada para o crescimento econômico de um país. Isso se deve ao
fato de que a maioria dos negócios criados por “empreendedores por necessidade” carece
de inovação e tecnologia.
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Em países desenvolvidos que valorizam o investimento em inovação e tecnologia, a
atividade empreendedora demonstra ter mais impacto no crescimento econômico. Os
negócios com base em inovação e tecnologia têm mais potencial de crescimento
sustentado, portanto mais potencial para geração de mais riqueza e empregos. Então,
nesses países prevalecem os “empreendedores por oportunidade”, que usufruem da
cultura e da estrutura do país, em outros termos, do investimento em educação e
treinamento da população, do número e da qualidade dos centros de pesquisa e de
tecnologia, do acesso ao crédito relativamente barato, do potencial de mercado, da
existência de infraestrutura adequada e de uma legislação que facilite a atividade
empreendedora.
O Processo Empreendedor
Fatores externos, ambientais e sociais, aptidões pessoais, bem como a somatória deles são
críticos para o surgimento e o crescimento de uma nova empresa ou de um novo
produto/serviço. O processo empreendedor começa quando um evento gerador desses
fatores possibilita o início de um novo negócio ou produto/serviço.
ATENÇÃO
Em termos sucintos podemos dizer, que: A atividade empreendedora por
necessidade tem importante papel na inclusão social e na diminuição da pobreza, ao
passo que a atividade empreendedora por oportunidade tem importante papel para
o desenvolvimento sustentável.
SAIBA MAIS
Assista ao vídeo do comerciante David Portes e observe as oportunidades.
David Portes O maior motivador do mundo!
https://www.youtube.com/watch?v=wsGUj7wzzeg
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Em termos de fatores pessoais temos:
realização pessoal, propensão a assumir riscos, educação, idade, experiência, insatisfação
com o trabalho, ser demitido, ser empreendedor, ser líder, ser gerente, ter visão.
Em termos de fatores sociológicos temos:
networking (rede de contatos), equipes, in�uência dos pais, família, modelos (pessoas) de
sucesso.
Em relação a fatores organizacionais temos:
equipe, estratégia, estrutura, cultura e produto.
Em relação a fatores ambientais temos:
oportunidades e ameaças, competição, recursos incubadoras, políticas públicas, clientes,
fornecedores, investidores, bancos, advogados, recursos, entre outros.
Via de regra, o processo empreendedor segue quatro fases, a saber: Identi�cação e
avaliação da oportunidade; Desenvolvimento do plano de negócios; Determinação e
captação dos recursos necessários; Gerenciamento da empresa criada.
Identi�cação e avaliação da oportunidade: nesta fase os empreendedores (ainda que em
potencial) procuram identi�car negócios ou produtos que têm chance de dar certo, sendo
levados em consideração os hábitos de consumo da população, os valores da sociedade e
do próprio empreendedor, situação dos competidores, entre outros.
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Desenvolvimento do plano de negócios: um plano de negócios serve para orientar os
empreendedores, isto é, um plano bem elaborado deve indicar a viabilidade ou não de se
investir em um determinado negócio ou produto/serviço. Ele costuma apresentar: o
conceito do negócio; equipe de gestão; mercado e competidores; marketing e vendas;
estrutura e operação, análise estratégica; plano �nanceiro; aspectos jurídico-legais;
conclusão – indicando viabilidade ou não.
Determinação e captação dos recursos necessários: nesta fase os empreendedores, com
base no orçamento que foi concebido no plano de negócios, deverão providenciar o capital
necessário para operacionalizar a oportunidade em questão. Em outros termos,
providenciarão os recursos (sobretudo �nanceiros), sendo que podem recorrer a bancos, a
parentes, a amigos e ao seu próprio capital. Claro, não podem ser esquecidos detalhes tais
como: valores, taxa de juros, prazos, carência, garantias, entre outros.
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Gerenciamento da empresa criada: uma vez que a empresa foi constituída precisará de
gestão e�caz para sua perenidade. Aqui são levados em conta: estilo de gestão; fatores
críticos de sucesso; identi�cação de problemas atuais e futuros; implementação de um
sistema de controle; entrada em novos mercados; desenvolvimento de novos
produtos/serviços que visem atender às novas demandas; entre outros.
Empreendimento
Empreendimento é um termo originado do latim que signi�ca “apanhar, prender com as
mãos” acrescido de su�xo substantivador. Ou seja, é o ato, efeito ou resultado de
empreender algo com �m determinado. Em termos práticos empreendimento é aplicado a
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qualquer atividade humana concebível, como exemplos podemos citar: empreendimento
artístico, cultural, literário, político, religioso, organizacional, entre outros e especí�cos
exemplos.
O empreendimento organizacional ou empresarial está ligado às realizações do
empreendedor, como, por exemplo, a abertura de um negócio, o lançamento de um
produto ou serviço. Os tamanhos e abrangências dos empreendimentos dependem de
uma série de fatores, tais quais, o empreendedor, o capital necessário, o tipo de tecnologia,
local, entre outros fatores.
Geração de Oportunidades
A procura e geração de oportunidades via de regra começa com a predisposição, que é a
disposição prévia para se fazer algo. Então, o indivíduo que quer ser empreendedor
aproveita ocasiões para conhecer, observar e analisar os negócios ao seu redor.
O empreendedor no seu dia a dia vê produtos, serviços, anúncios, mas além de ver,
procura também entender o que está por trás de tudo isso. Isto é, quem são os clientes, os
concorrentes, quais são as estratégias, como os produtos ou serviços foram
desenvolvidos, quais são as tendências de mercado.
ATENÇÃO
Um caso interessante baseia-se na observação. Um empreendedor caminha por uma
rua ou avenida, lá observa bares e restaurante e percebe que alguns estão cheios,
outros com razoável ocupação e outros praticamente vazios. Então, em função dessa
observação ele tenta entender o porquê da referida situação. Em outras palavras, o
porquê do sucesso de alguns empreendimentos e o porquê do fracasso de outros.
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Outro aspecto relevante é a criatividade. Uma pessoa que é capaz de criar algo tende a se
destacar. A criatividade é um traço típico da conduta do empreendedor, ele precisa criar
soluções e benefícios ao mercado via introdução de novos produtos e serviços. Muitos dos
produtos ou serviços que hoje existem foram criados por pessoasvisionárias.
Para ter êxito é essencial saber o que se quer. Quando temos o chamado senso de direção
temos indubitavelmente mais chances de lograr êxito quando da atividade
empreendedora. Muitos empreendedores, ou candidatos a empreendedores, fracassam
por não terem um senso claro de direção.
Saber o que se quer, como dito anteriormente, é fundamental para se ter sucesso, contudo
não é su�ciente. O empreendedor deve saber que para cada tipo de negócio existe um
estilo de vida. Uma vez que o negócio foi criado, é preciso da parte do empreendedor
entrega, isto é, ele terá de abrir mão de certas coisas em sua vida pessoal em prol do
negócio. Muitas vezes ele terá de acordar cedo e dormir tarde, trabalhar nos �nais de
semana, tirar poucos dias de folga durante o ano.
É preciso também que o empreendedor se identi�que com o negócio, que tenha prazer em
administrá-lo. É difícil imaginar um indivíduo que queria abrir uma agência de turismo
satisfeito por ter aberto uma revenda de carros.
Mais uma observação interessante: é preciso conhecer o negócio.
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Quando o empreendedor, além da identi�cação, tem certo conhecimento do negócio,
torna-se mais fácil a tarefa de bem administrá-lo e em última instância mantê-lo
competitivo.
O candidato a empreendedor costuma procurar oportunidades de negócio. Essa procura
torna-se mais e�caz quando são identi�cadas as necessidades do mercado que ainda não
foram atendidas; as necessidades que são atendidas, mas que podem ser melhoradas em
algum aspecto; e o atendimento das futuras necessidades.
A Escolha do Negócio
No tópico anterior, vimos o processo de procurar e gerar oportunidades, que tem os seus
aspectos fundamentais: predisposição, criatividade, saber o que se quer, procura por
oportunidades de negócio. Em função disso o candidato a empreendedor estudará as
oportunidades que lhe aparecem ou que ele mesmo gerou, para então escolher o negócio
que colocará em prática. A seguir são apresentadas algumas opções:
Alimentação: agropecuária, lanchonetes, bares e restaurantes (inclusive temáticos, e
especializados, como, por exemplo, vegetarianos).
Comércio: farmácia, lojas de conveniência, supermercados, entre outros;
Construção: construtoras de casas e apartamentos, construtoras de estradas, portos,
aeroportos, entre outras. Consultoria e Prestação de serviços: nesses casos ou
empreendedor pode atuar como pro�ssional liberal ou pode constituir �rmas, e
prestar serviços técnicos.
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Franquias: uma �rma já constituída (franqueadora) “permite” que terceiros
(franqueados) mediante pagamento, explorem a marca, a patente, a infraestrutura, o
know-how É um termo em inglês que signi�ca literalmente "saber como". . Parte das
receitas do franqueado é destinada ao franqueador.
Saúde: fabricantes de medicamentos, fabricantes de alimentos funcionais, hospitais,
clínicas (inclusive de tratamentos especí�cos).
Indústria: implantação de fábricas para processos variados de produção, como, por
exemplo, fábrica de móveis, fábrica de sapatos, fábrica de componentes eletrônicos,
entre outros inúmeros exemplos.
Unidade 03
Aula 01
O Mercado
Caro(a) estudante, veremos o conceito de mercado. Para isso, precisamos estudar a atuação, a
quanti�cação e as tendências deste. Essas noções são essenciais para o dia a dia pro�ssional e
para o estudioso(a) da área. Boa aula!
O Mercado
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Entendemos mercado como o conjunto de pessoas e/ou organizações cujas necessidades
podem ser satisfeitas por produtos ou serviços e que dispõem de renda para adquiri-los.
A análise de mercado é parte essencial quando se pensa em abrir um negócio. O
empreendedor e sua equipe devem avaliar e segmentar o mercado de forma a agrupar os
clientes em potencial, que possuem necessidades de consumo semelhantes. Dessa forma,
é possível de�nir estratégias adequadas a cada segmento de mercado, agregando valor
para o cliente e otimizando resultados para a empresa.
Os mercados costumam se alterar frequentemente. Por exemplo, é provável que há uns
cinco anos um mercado tivesse algumas características um tanto diferenciadas das
características atuais. Isso porque certamente esse mercado sofrera a in�uência da
entrada ou saída de concorrentes, do surgimento de novas tecnologias e novos produtos,
do desaparecimento de outros, entre outros eventos. Temos observado a tendência de os
mercados se tornarem cada vez mais fragmentados.
Dentro da análise de mercado existe um processo especí�co que é chamado de
segmentação de mercado, que consiste em dividir o mercado total em partes
relativamente homogêneas. Com base na de�nição dos segmentos, o empreendedor
poderá de�nir a quais segmentos sua empresa servirá e como atenderá àqueles
consumidores especí�cos.
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Situação do Mercado
Existem basicamente três situações que resumem a evolução do mercado no que diz
respeito ao seu tamanho. O mercado pode estar em retração, estagnado e em crescimento ou
expansão.
MERCADO EM RETRATAÇÃO
Dizemos que o mercado está em retração quando os consumidores perdem
gradativamente o interesse em adquirir determinados produtos ou de usufruir
determinados serviços. Isso pode ocorrer devido a alguns fatores. Para tentar explicar
essa situação, podemos fazer uso do ciclo de vida dos produtos.
Normalmente, os produtos e serviços obedecem a quatro ou cinco fases, segundo autores.
Se for considerada a fase de desenvolvimento, aí sim serão cinco fases.
A primeira fase é a de desenvolvimento. Nela, a equipe responsável pela concepção do
novo produto (ou serviço) tem a atribuição de desenvolvê-lo de forma que o novo produto
atenda às novas exigências do mercado, isto é, atenda as tendências.
ATENÇÃO
A seguir é proposto um breve guia que poderá ajudar os novos empreendedores
quando da análise do mercado:
A quem interessa esse produto/serviço?
Quem pode estar interessado em receber os benefícios que meu produto ou
serviço oferece?
Em termos práticos, quem é meu cliente?
Qual é o per�l do meu cliente potencial?
Que tipo de pessoa e de consumidor ele é?
Quais são seus hábitos de compra?
Qual é o seu estilo de vida?
Quem são nossos concorrentes?
Quais são seus acertos e falhas?
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A segunda fase é a de introdução, que começa com o lançamento do produto e
caracteriza-se pelo lento crescimento das vendas e baixos lucros, ou mesmo prejuízos,
devido aos altos investimentos, à inexistência de economias de escala e ao
desconhecimento do produto ou serviço por grande parte do público-alvo.
A terceira fase é a de crescimento, quando a taxa de adoção do produto pelos clientes
potenciais é acelerada, as vendas crescem acentuadamente e os lucros acompanham o
crescimento das vendas, à medida que se ganham economias de escala. Em geral, as
vendas do produto aumentam mais rapidamente do que a demanda total do mercado,
possibilitando os ganhos de participação de mercado. É nesse estágio que surgem novos
concorrentes, que lançam outros produtos para aproveitar as altas taxas de crescimento
da demanda. O mercado �ca mais competitivo, exigindo maiores investimentos em
marketing para sustentar os ganhos de participação de mercado.
A quarta fase do ciclo de vida é a de maturidade, quando as vendas do produto tendem a
se estabilizar, acompanhando o crescimento vegetativo do mercado, que é pequeno ou,
até, nulo. Nessa fase, há um grande número de concorrentes e a disputa pelo mercado �ca
acirrada, já que o crescimentosó é possível com a perda de participação dos concorrentes.
Na fase de maturidade, a estratégia mais adotada é a manutenção da participação de
mercado por meio de investimentos em promoções, ofertas e descontos de preço, de
modo a gerar volume de vendas. Em contrapartida, para garantir a manutenção dos lucros,
a empresa reduz investimentos em tecnologia, inovações de produto e propaganda.
Algumas empresas, visando a ganhar participação da concorrência, reposicionam o
produto para atrair novos segmentos de mercado, lançando novas versões ou fazendo
pequenas inovações em embalagem e no design para atrair novos consumidores e
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prolongar o estágio de maturidade, adiando a entrada na fase de declínio. Outras optam
por realizar investimentos na estratégia de diversi�cação, procurando novos negócios em
mercados de potencial crescimento.
A quinta fase é a do declínio, quando o produto �ca obsoleto e é gradativamente
substituído por novos. Nessa fase, as vendas são decrescentes e, para minimizar prejuízos,
algumas empresas reduzem ou eliminam os investimentos; outras retiram o produto do
mercado; e há aquelas que reduzem a distribuição, atendendo exclusivamente aos
segmentos de maior volume, ou os preços, diminuindo o número de itens ou versões de
produto ou deixando de investir em propaganda, tecnologia e inovações de produto.
Nessa etapa, é necessário reduzir custos para minimizar a redução dos lucros.
Conforme visto, os produtos e serviços costumam ter seus respectivos tempos de vida,
então, é natural, é esperado, que um dia os produtos que servem a um mercado caiam em
desuso, ou seja, se tornem obsoletos. Como consequência, o público perde o interesse
nesses produtos ou serviços. É o que chamamos de mercado em retração, que se aplica a
fase de declínio.
MERCADO ESTAGNADO
Dizemos que o mercado encontra-se estagnado quando as vendas de seus produtos e/ou
serviços mantêm apenas pequenas alterações para mais ou para menos. Provavelmente se
aplica a fase de maturidade.
MERCADO EM EXPANSÃO
Dizemos que o mercado está em expansão quando as vendas de determinados itens
aumentam signi�cativamente. Equivale a fase de crescimento. Essa fase se caracteriza
pela aprovação do produto ou serviço por parte do público consumidor. Para que o
produto ou serviço alcancem essa fase é fundamental que empreendedores e gerentes de
marketing tenham diagnosticado corretamente as tendências de mercado.
SAIBA MAIS
Clique aqui e saiba mais a respeito do ciclo de vida do produto!
https://www.portal-gestao.com/artigos/6640-gerir-o-ciclo-de-vida-do-produto.html
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Quanti�cação de Mercado
Uma das áreas de estudo e prática do marketing que pode ajudar os empreendedores
chama-se quanti�cação de mercado. As de�nições dos objetivos de venda, de participação
de mercado, das cotas de venda por regiões e/ou vendedores são cruciais para o bom
desempenho do empreendimento, independentemente do seu tipo ou natureza.
Para que seja possível melhorar as decisões quanto aos aspectos que dizem respeito à
quanti�cação, algumas providências devem ser tomadas, elas são citadas a seguir:
Variáveis macroeconômicas: É importante que se saiba como está e como será a saúde da
economia. Assim, se o Produto Interno Bruto (PIB) estiver crescendo e a perspectiva para
o ano seguinte também for de crescimento, é de se supor que, de maneira geral, as
empresas alcancem um resultado satisfatório. Qualquer empresa que conte com um bom
banco de dados terá os dados históricos de suas vendas, bem como os relativos à evolução
do PIB.
Por meio de cálculos de correlação e das previsões para o PIB do ano seguinte, será
possível começar a calcular as previsões de vendas para essa empresa. O mesmo raciocínio
aplica-se a outras variáveis da economia, como variáveis de renda (per capita,
discricionária, etc.), de mão de obra empregada (ou taxa de desemprego), de juros,
variação cambial, etc. Como sabemos, o PIB é calculado por setores. Dessa maneira, a
empresa poderá realizar seus cálculos de correlação com os dados do setor do PIB no qual
ela atua (setor industrial, comercial, agrícola ou de serviços).
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Fatores como variação cambial, taxa de desemprego, custo do dinheiro, importações,
consumo de energia elétrica, entre outros, devem ser analisados e utilizados
principalmente quando se veri�car forte in�uência, forte correlação com o desempenho
do setor em que se está atuando.
Num plano mais especí�co, será sempre de fundamental importância o conhecimento
mais detalhado possível da oferta e demanda de nosso setor e dos setores
complementares.
Estudos minuciosos de demanda pressupõem a existência de um bom banco de dados nos
permite não apenas fazer boas previsões como também tomar decisões estratégicas mais
corretas. Assim, no plano das médias corretivas sobre demanda, temos, como exemplo:
Demanda satisfatória: quando as previsões são realizadas frequentemente. Nesse
caso, para que essa situação se mantenha, será necessário avaliar constantemente o
grau de satisfação dos clientes, o movimento da concorrência, que provavelmente está
tentando tomar parte de nossa participação de mercado, e o nosso nível de serviços,
procurando sempre melhorar nosso desempenho.
Demanda decrescente: nesse caso, cabe avaliar a necessidade de realizar mudanças
no produto e/ou seu processo de comunicação e vendas, sem descartar a possibilidade
de eliminá-lo.
Demanda sazonal: procurar lançar produtos cuja demanda ocorra numa sazonalidade
ao contrário, a �m de tentar linearizar o faturamento da empresa. Devemos tentar
ainda desenvolver novos usos ou hábitos de consumo do produto, bem como novos
consumidores, se possível.
Demanda indiferente: ocorre quando se percebe a indiferença do consumidor para
com o produto (que não está posicionado na mente do cliente). Nesse caso, cabe, pela
comunicação, tentar divulgar os atributos e benefícios do produto, no sentido de
posicioná-lo, gerando então o interesse por parte do consumidor.
Demanda excessiva: quando previsões são facilmente realizadas e a carteira de
pedidos cresce rapidamente, ameaçando gerar desabastecimento (falta do produto no
mercado). Uma situação assim poderá resultar na insatisfação do consumidor, que
poderá levá-lo, no extremo, à rejeição da marca. Cabe, nesse caso, o uso de uma
estratégia de marketing seletiva, ou seja, uma estratégia que visa reduzir o consumo.
Como? Priorizando segmentos, reduzindo a comunicação sobre o mercado e os custos
de venda e distribuição nos segmentos menos rentáveis ou menos importantes do
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ponto de vista potencial; o aumento do preço também pode ser usado, respeitada a
elasticidade desse preço.
Potencial de mercado: Na prática, o termo potencial de mercado é comumente empregado
para representar quanto um setor de negócios ou uma empresa poderá vender seus
produtos ou qual é a oportunidade de vendas que o mercado em análise apresenta. Na
verdade, isso signi�ca potencial de vendas, que é um número absoluto que re�ete quanto
determinado setor de negócios, pela tendência histórica e/ou pesquisas de mercado,
poderá vender (ou quanto determinado setor de negócios/segmento poderá consumir).
Potencial de mercado, na sua conceituação tradicional, é um número relativo, estático
(refere-se apenas ao momento em que os dados foram coletados) e que de�ne o tamanho
relativo dos diferentes segmentos geográ�cos que estão sendo medidos.
Contudo não se pode esquecer que o mercado é dinâmico, ele pode passar por retração,
por estagnação e por expansão.
Tendências de MercadoSegundo Kotler (1998), tendência é uma direção ou sequência de eventos que ocorre em
algum momento e promete durabilidade.
Para alguns autores, a tendência de mercado nada mais é do que as linhas de produtos e
serviços que serão produzidos em decorrência da procura dos consumidores.
Sendo assim, é válido destacar que os empreendedores devem se esforçar, buscar
perceber e constatar tendências de mercado. Fato é que os consumidores têm
necessidades e desejos, além disso, eles gostam e muitas vezes precisam de novidades.
ATENÇÃO
Podemos dizer também que ocorre tendência de mercado quando pesquisas ou
ainda estudos apontam que determinada atitude cai no gosto do público-alvo antes
de virar moda. Dizemos tendência de mercado porque aquele produto ou bem de
consumo começa a cair no gosto de um determinado público-alvo e a virar uma
constante.
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Então, é sobremaneira importante que os empreendedores tentem responder às
tendências na forma de novos produtos e/ou serviços.
Quando as tendências se con�rmam formam-se mercados em expansão. A seguir temos
exemplos de algumas tendências e alguns mercados em expansão.
Vaidade, aparência, cuidados pessoais e cosméticos
O Brasil acompanha uma tendência que se veri�ca mundo afora, a preocupação com a
aparência. Prova disso foi o sucesso da Beauty Fair, feira de cosméticos e beleza que
chegou à sua segunda edição, realizada na cidade de São Paulo. Na feira foram vistas
muitas novidades para aqueles que gostam de ousar.
Alongamento de unhas, perucas, equipamentos modernos. É o mercado da estética
inovando cada vez mais. Mas para quem pensa que tudo isso é feito pensando só nas
mulheres, engana-se: os homens brasileiros já estão quase alcançando as mulheres, prova
disso é que muitos homens já usam cosméticos desde a manhã até a hora de dormir.
Quem pensa que alisar o cabelo não era uma preocupação do passado está enganado.
Prova disso foi a exposição apresentada na feira, onde os visitantes puderam voltar no
tempo e conhecer mais de sessenta raridades, como, por exemplo, um modelador de
cachos do início do século passado, esquentado manualmente no fogo, mas nada melhor
do que a tecnologia.
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Queimar os dedos e dani�car os cabelos pertence agora ao passado. A tecnologia na feira
em 2011 apareceu na forma de compostos tirados da natureza. Como a hidratação dos
cabelos com produtos feitos a base do leite e do chocolate. Para especialistas, a essência
do produto, sendo tirada do cacau e da avelã, potencializa os poderes nutritivos no cabelo.
De acordo com os organizadores da feira, esse é um mercado em expansão, tanto é que o
Brasil, atualmente, no segmento de beleza, é o quarto país, muito próximo do terceiro, que
é a França.
Diversidade Garante Expansão do Mercado
A diversidade étnica, econômica e cultural da sociedade brasileira, somada aos diferentes
padrões de clima, informação e exigência dos consumidores, abre espaço para o
surgimento de milhares de empresas (de microconfecções a grandes indústrias de
cosméticos) no país. O setor da beleza vem crescendo, no Brasil, para atender a um público
cada vez mais segmentado, re�etindo as in�uências da moda, da mídia e dos movimentos
sociais.
No ramo de perfumaria e cosméticos, inúmeras marcas, linhas de produtos, embalagens e
preços visam suprir o gosto de cada consumidor, sendo os produtos para cabelos (crespos,
lisos, ondulados, secos, oleosos, dani�cados, entre outros) um exemplo. Além dos produtos
étnicos, a indústria tem investido também em conceitos como bem-estar, relaxamento do
corpo e contato com a natureza, por meio de óleos corporais, hidratantes, entre outros. O
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desenvolvimento de produtos para retardar o envelhecimento da pele, principalmente a
do rosto, também recebe forte investimento e aporte tecnológico. É um mundo de
promessas, cor, jovialidade, inovação tecnológica e autoestima.
Terceira idade no Brasil, um mercado em expansão:
oportunidades de novos negócios através de uma análise
mercadológica
Pesquisas apontam um crescimento da população de terceira idade no Brasil. Dessa forma,
há oportunidade de novos negócios e crescimento de vendas de produtos e serviços para o
público sênior. O mercado brasileiro não tem dado o devido foco a esse público, que vem
crescendo ano a ano e que está passando de minoria a um grupo bastante signi�cativo, a
ponto do Instituto Brasileiro de Geogra�a e Estatística (IBGE) estar projetando a quase
inversão da pirâmide populacional em 2050.
Para conseguir uma fatia desse mercado promissor, é necessário que as empresas
adéquem, ou desenvolvam, estratégias conforme demandas e desejos desse público-alvo.
É preciso o conhecimento sobre este público e sobre as possíveis oportunidades a �m de
desenvolver estratégias especí�cas para esse mercado. A�nal, o aumento da expectativa
de vida leva as pessoas a procurar produtos e serviços especí�cos que ofereçam maior
conforto para essa fase da vida. Trata-se, efetivamente, de um mercado muito promissor
cujo crescimento é tendência para o futuro.
Coco macaúba é mercado em expansão na produção de
biodiesel e preservação ambiental: as vantagens da
utilização do biodiesel são de grande valia para o
desenvolvimento do nosso país
Devido às suas qualidades edafoclimáticas Relativo aos solos e ao clima., localizando-se
em uma região de clima tropical, com altas taxas de luminosidade e temperaturas médias
anuais, grande disponibilidade hídrica e regularidade de chuvas, o Brasil torna-se o país
com maior potencial para produção de energia renovável.
O biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser
obtido por diferentes processos, a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais,
existindo dezenas de espécies vegetais no Brasil que podem ser utilizadas.
Esse combustível substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores
ciclo diesel automotivos (de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, entre outros)
ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, entre outros).
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A cada ano, o preço e a demanda dos combustíveis derivados do petróleo sobem, em
contrapartida, as reservas de petróleo diminuem, tornando o mercado cada vez mais
complicado, já que a cada ameaça de crise internacional o barril do petróleo aumenta
consideravelmente, sem falar na poluição gerada como o uso desses combustíveis,
contribuindo para o aquecimento global.
As vantagens da utilização do biodiesel são de grande valia para o desenvolvimento do
nosso país. Entre elas podemos destacar: os baixos índices de poluição gerados pela
queima do biodiesel, não contribuindo para o aquecimento global; a geração de emprego e
renda no campo, diminuindo o êxodo rural; a produção a partir de uma fonte de energia
renovável, dependendo da plantação de grãos oleaginosos no campo; a independência
perante aos produtores de petróleo e a possibilidade de diminuição dos custos de
produção em relação aos custos de produção dos derivados do petróleo.
Entre as matérias-primas utilizadas na produção do biodiesel está o coco macaúba,
também conhecido como coco-baboso ou coco-de-espinho, que cada vez mais está sendo
valorizado pelo mercado nacional e internacional não só para produção de biodiesel, mas
também na indústria de cosméticos e alimentícia.
O coco macaúba é uma palmeira nativa brasileira, encontrada desde o Pará até São Paulo,
Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Com altura até 15 metros, a árvore é ornamental,
seus frutos são comestíveis e da sua amêndoa se extrai um óleo �nosemelhante ao da
oliveira. Do miolo do tronco se faz uma fécula nutritiva, as folhas são forrageiras e têm
�bras têxteis, usadas para fazer redes e linhas de pescar e a madeira pode ser usada em
construções rurais.
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É essa capacidade da macaúba de produzir óleos e outros subprodutos que tem levado
estudiosos e especialistas a indicarem a planta como uma cultura muito promissora em
termos econômicos.
Com informações sobre o cultivo e o processamento do óleo do coco macaúba, o produtor
estará apto para se inserir num mercado de excelentes perspectivas, considerando as
crescentes necessidades mundiais de biodiesel e o forte apoio governamental para
empresas que querem investir nesse ramo.
Brasil, um mercado em expansão dos games
De olho no mercado brasileiro, gigantes no meio dos games começam a lançar jogos em
português. A Nintendo tem produzido aparelhos com menus e funções em português, a
Sony em janeiro lançou o seu primeiro jogo para PS3 traduzido para português e a
Microsoft reforça a estratégia com o jogo que será lançado Gears of War 3, todo
legendado.
Tal estratégia é vista como uma oportunidade de conquistar o consumidor de classe B e C,
já que no Brasil o produto ainda é considerado de luxo: 90% das casas de classe A têm um
vídeo game; nas casas de classe B, essa porcentagem baixa para 60%; e, nas casas de classe
C, chega a somente 24%. Isso ocorre principalmente devido à barreira econômica, pois
aqui no Brasil o produto é vendido até quatro vezes o preço dos Estados Unidos.
Além de pensar no aumento de vendas no país, os executivos pensaram também que seria
uma boa oportunidade de trazer o consumidor para mais perto da empresa, formando
laços.
Vidraçarias, um mercado em expansão
O aumento do poder aquisitivo da população e as facilidades de crédito têm permitido a
expansão do mercado de vidraçarias. O principal segmento explorado por esse negócio é o
de pequenas obras e reformas, uma vez que em construções de maior porte, as compras
tendem a ser realizadas diretamente nas grandes fábricas. Ou seja, para uma pequena
vidraçaria, predomina a maior quantidade e variedade de pedidos com menores valores.
Nesse sentido, o maior número dos serviços prestados gira em torno dos cortes de vidro
comum para janelas e preparação de espelhos.
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No setor, muitos negócios são fechados por meio do contato direto com arquitetos,
fabricantes de móveis, engenheiros, decoradores e pro�ssionais do ramo da construção
civil e vidreiro. Por essa razão, é fundamental que o proprietário da vidraçaria mantenha
um contato muito próximo com esses pro�ssionais.
Para iniciar um negócio de vidraçaria, o empreendedor precisa fazer um levantamento de
todos os valores que serão gastos. É preciso que informações referentes aos custos de
comercialização dos produtos e as despesas de operacionalização do negócio sejam
levantadas detalhadamente. Esse levantamento é importante para que sejam minimizados
os riscos decorrentes de problemas �nanceiros futuros. De acordo com o Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) SEBRAE. Ideias de negócios:
vidraçaria. Disponível em: http://goo.gl/3X0MWe. Acesso em: 18 dez. 2013., o
investimento necessário para abrir uma vidraçaria é de pequeno porte, incluindo o
investimento em materiais e o aluguel.
Quanto à localização, é importante considerar a logística de como a matéria-prima
chegará até na empresa e como o produto acabado será entregue ao público. No início das
atividades, como forma de contenção de custos, sugere-se que a localização seja próxima
do mercado consumidor e também dos distribuidores, o que possibilita a economia de
custos com transporte. É aconselhável também que o local escolhido esteja nas regiões
onde há previsão de novas construções de residências, loteamentos, áreas comerciais ou
ainda nas proximidades de empresas de construção e arquitetura.
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Por �m, o mercado consumidor das vidraçarias está cada vez mais exigente em termos de
concorrência, qualidade e garantia dos produtos oferecidos. Por isso, os empreendedores
precisam se planejar e buscar a melhoria contínua dos materiais utilizados, bem como dos
métodos de instalação e montagem de vidraçarias.
Oportunidade verde
Uma pesquisa recente da consultoria McKinsey, com 7.751 pessoas no Brasil, Canadá,
China, França, Alemanha, Índia, Reino Unido e Estados Unidos, revelou que 87% dos
consumidores preocupam-se com o ambiente e o impacto social dos produtos que
compram.
Mas quando questionados sobre a compra efetiva de produtos “verdes”, social e
ambientalmente corretos, apenas 33% dos respondentes disseram que já tinham
comprado ou estavam preparados para comprar tais produtos. Será que a onda verde não
pegou?
Na verdade, uma possível leitura da pesquisa é de que a oportunidade verde ainda não foi
totalmente aproveitada pelas empresas e que há muito espaço para crescimento. É claro
que muitos produtos “verdes” ainda são mais caros que os seus similares ou competidores
atuais, mas a tendência é que essa equação se equilibre em pouco tempo.
Os empreendedores que se anteciparem e adotarem abordagens social e ambientalmente
corretas estarão mais preparados para surfar na nova onda verde. Os que �carem
esperando talvez nem consigam mais pegar a onda…
E, em momentos de crise, qual o melhor caminho a seguir? Ficar na defensiva ou ousar e
criar novos espaços no mercado? A escolha é sua!
http://www.mckinsey.com/insights/energy_resources_materials/the_business_of_sustainability_mckinsey_global_survey_results
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Unidade 03
Aula 02
Desenvolvimento e Lançamento de
Produtos
Olá, estudantes, veremos aqui sobre o desenvolvimento e o lançamento de novos
produtos/serviços. Essas noções são essenciais para o dia a dia pro�ssional e para o estudioso(a)
da área. Boa aula!
Desenvolvimento e Lançamento de
Novos Produtos/Serviços
Em termos gerais existem cinco fases para o desenvolvimento e o lançamento de novos
produtos e/ou serviços, a saber: exploratória, de análise preliminar, de análise de negócio,
de desenvolvimento e de lançamento. As fases são descritas a seguir.
Fase Exploratória
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O primeiro passo costuma ser “ouvir” o mercado, isto é, pesquisá-lo na tentativa de
identi�car tendências, que podem ser convertidas em oportunidades.
Nessa etapa, o empreendedor e sua equipe devem coletar o maior número de ideias
possíveis, tendo em vista o problema proposto que é a categoria de produto na qual a
empresa pretende trabalhar e investir os seus esforços.
Eis algumas perguntas que podem ser utilizadas para “ouvir” o mercado:
Quais são seus hábitos de consumo?
Até que ponto o(a) senhor(a) está satisfeito(a) com os produtos que usa?
O que o(a) senhor(a) mudaria nesses produtos?
Que tipo de produto ou serviço o(a) senhor(a) gostaria de ver a venda?
Até quanto o(a) senhor(a) estaria disposto(a) a pagar por determinado
produto/serviço?
Na sua opinião como deveria ser o design, o peso, a cor, o cheiro do novo produto?
Como o(a) senhor(a) usaria o novo produto?
Mas nessa fase devemos ainda observar os concorrentes, seus produtos e a existência de
produtos semelhantes (ainda que importados, a qualidade desses produtos, seus preços,
canais de distribuição, relações com possíveis fornecedores).
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Depoisde coletar informações do mercado, é preciso organizá-las. De forma resumida,
podemos listar as informações por número de ocorrências, isto é, as mais relevantes
conforme as pessoas ouvidas.
Em seguida, é preciso desenvolver ideias levando em conta as informações obtidas. Aqui o
empreendedor e sua equipe podem realizar um brainstorming, que, traduzindo para o
português, signi�ca tempestade cerebral ou tempestade de ideias. É um procedimento no
qual algumas pessoas trocam ideias, opiniões sobre um tema, como, por exemplo, como
deve ser um novo prato a ser servido em um restaurante ou como deve ser um novo carro
compacto, entre outros casos.
Fase de Análise Preliminar
Uma vez escolhidas as ideias que preencham os requisitos estabelecidos pelo mercado,
devemos iniciar uma avaliação prévia para mensurar a viabilidade econômico-�nanceira-
jurídico-técnica e de operacionalização/produção de cada uma delas, além, é claro, da
viabilidade de mercado. Para tanto, podemos usar dois instrumentos de análise: checklist
de avaliação ou per�l de projeto.
O checklist de avaliação é constituído por um questionário que deve ser respondido por
cada um dos integrantes do Time de Projeto individualmente.
O Time de Projeto forma-se a partir da de�nição dos sub-processos que interagem no
desenvolvimento de um produto/serviço. Um exemplo de questionário pode conter as
seguintes questões:
1. Que objetivos o produto permitirá atingir?
2. Ele melhorará a qualidade do conjunto?
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3. Haverá diminuição dos custos?
4. O produto se integrará na atual linha de fabricação da empresa?
5. Qual poderia ser a demanda aparente pelo produto?
6. Os seus usos seriam numerosos ou restritos?
7. Podemos esperar que o produto se torne um líder de mercado?
8. Seria possível vender esse produto através dos canais de distribuição utilizados
atualmente pela empresa?
9. Seria necessária a contratação de novos vendedores?
10. Qual o custo aproximado da nova força de distribuição?
11. O produto seria vendido ao mesmo mercado dos produtos existentes?
12. O produto poderia ser fabricado de modo competitivo?
13. Quanto tempo seria necessário para a concorrência copiar ou imitar o produto?
14. O produto seria tecnicamente viável?
15. Quanto tempo seria necessário para �nalização do produto e a preparação da
comercialização?
16. O produto poderia ser fabricado nas instalações atuais?
17. Caso contrário, quais instalações seriam necessárias?
18. O produto seria patenteável?
19. As matérias-primas necessárias à fabricação estariam facilmente disponíveis?
20. Seriam as matérias-primas as mesmas utilizadas atualmente pela empresa?
21. Que tamanhos e tipos diferentes deveriam ser fabricados?
22. O produto poderia ser embalado com os mesmos materiais que os atuais?
23. Que repercussões o lançamento do produto teria sobre os programas de
fabricação/sistemas operacionais?
24. A empresa dispõe da mão de obra necessária?
25. Em caso negativo é fácil contratar mão de obra para o novo produto?
26. Quanto custaria a fabricação do novo produto?
27. Quanto custaria o lançamento do novo produto?
28. Em quanto tempo o investimento poderia ser amortizado?
29. Em quanto pode ser estimada a rentabilidade do produto?
30. O ciclo de vida é de longa ou curta duração?
31. A partir de quando o produto se tornaria rentável?
32. A empresa possui capacidade �nanceira para assegurar o lançamento?
As respostas a essas perguntas permitirão ao empreendedor e sua equipe escolher as
ideias mais viáveis para passarem a uma análise mais profunda na etapa seguinte.
Per�l de projeto
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O outro instrumento de análise que pode ser usado alternativamente é o chamado per�l
de projeto que será entregue a cada participante da equipe para preenchimento. O per�l
de projeto é um conjunto de oito fatores, contendo em cada um variáveis descritivas às
quais serão atribuídas pesos, estabelecendo-se, dessa maneira, um gabarito que será
usado sempre que se estiver avaliando uma ideia para desenvolvimento.
Uma vez montado o gabarito, todas as ideias a serem avaliadas receberão notas de acordo
com a probabilidade de elas perfazerem ou não o requisito expresso na variável.
A ponderação obtida pelo produto entre os pesos das variáveis e as notas que a ideia
obteve são um indicativo do grau de viabilidade de se desenvolver o novo produto/serviço.
Fica claro que se deve analisar essa ponderação relativamente à ponderação máxima que
um projeto obteria caso fosse idealmente viável.
São os seguintes os fatores e as respectivas variáveis que os compõem:
Fatores de performance: rotação, lucro, vendas, utilização de capital, reputação.
Fatores de estabilidade: durabilidade de mercado, potencial de mercado, possibilidade
de capturar esse mercado, estabilidade em depressão econômica, di�culdade de
copiar, posição favorável de suprimentos, volume de compras.
Fatores de crescimento: exclusividade, mercado em expansão, possibilidade de
exportação, grau de aperfeiçoamento técnico, vendas auxiliares.
Fatores de assimilação: relação com a política de produto, tempo para ser
estabelecido, a�liação com a empresa, adaptação e desenvolvimento, tecnologia a ser
usada, provisão de assistência, contabilidade de custos, margem operacional,
disponibilidade interna de material, tipos de componentes, manuseio de estoques,
produtos complementares, fatores de transporte, disponibilidade de know-how.
Fatores de comercialização: características das vendas, relação com mercados
existentes, reputação em compras semelhantes, proximidade de mercado, volume para
clientes individuais, canais de vendas, organização de vendas, disponibilidade de
serviço técnico, cronograma de entregas, promoção, relação com produtos de clientes,
concorrência antecipada, livre de �utuações, mercado potencial. Fatores de
desenvolvimento: relação com o programa geral, custos de desenvolvimento,
utilização de conhecimento existente, facilidade de teste, disponibilidade de pessoal,
necessidade de reformulações, variação nas formulações.
Fatores de produção: custo de capital, utilização de fábrica ociosa, uso equilibrado na
fábrica, uso da fábrica padrão, uso de materiais familiares, uso de técnicas familiares,
disponibilidade de mão de obra adequada, realocação da fábrica, quantidade
produzida por turma, livre de perigos, uso das sobras e perdas. Fatores legais e outros:
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proteção de patente, durabilidade da patente, facilidade de exportação, licença de
produção, similaridade de linguagem, similaridade de aspectos legais.
Critério para atribuição de pesos: se a variável for essencial recebe peso 3, se a variável
for desejável recebe peso 2, se a variável for contribuinte recebe peso 1 e se a variável for
irrelevante recebe peso 0.
Critério para atribuição de notas: quando a probabilidade de a ideia perfazer plenamente
a variável, signi�ca que ela é muito boa e, portanto, recebe nota 2 positivo (+ 2). Quando a
probabilidade for apenas razoável, portanto, boa, recebe nota 1 positivo (+ 1). Quando a
probabilidade for fraca, recebe nota 1 negativo (- 1) e quando a probabilidade for muito
ruim, isto é, muito fraca, recebe nota 2 negativo (- 2).
Dessa forma podemos observar que a ponderação feita por meio da soma algébrica de
todos os produtos – pesos X notas – terá valores positivos e negativos que se
compensarão dando uma avaliação real às ideias analisadas.
Uma vez selecionada a que obteve melhor resultado, o empreendedor continuará o
processo iniciando a próxima etapa.
Veja a seguir um exemplo de análise preliminar levando em consideração lançamento,
pesos e notas.
Análise preliminar: Lançamento x pesos x notas
Uma empresa automobilística estáanalisando a possibilidade de lançar um modelo
econômico (1.0) no mercado brasileiro no ano de 2016. Um modelo está prestes a ser
fabricado; contudo, alguns aspectos sobre sua viabilidade ainda estão sendo mensurados.
Para tanto, a empresa decidiu utilizar a matriz lançamento x pesos x notas.
Carro X
Variáveis Observadas Peso Probabilidade Nota
1. Preço 3 2 6
2. Design 2 2 4
3. Consumo 3 2 6
4. Potência 2 1 2
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5. Conforto 2 1 2
6. Custo da Manutenção 3 2 6
7. Facilidade de Assistência 2 2 4
8. Valor de Revenda 2 1 2
9. Custos das Novas Instalações 3 1 3
10. Treinamento dos Funcionários 2 2 4
11. Campanha Publicitária 3 2 6
12. Di�culdade de ser Copiado 2 1 2
Nota Final     47
Fase de Análise de Negócio
Nessa etapa, há necessidade de se projetar o volume de vendas, os possíveis lucros e de se
calcular a taxa de retorno para compatibilizá-la com os alvos da empresa. Para tanto, a
equipe responsável pelo desenvolvimento de novos produtos deve:
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1. Solicitar da área de Pesquisa de Mercado um estudo sobre Dados Populacionais por
Zonas Rural e Urbana, por faixa etária, por classe de renda, por sexo e por área
geográ�ca e sua projeção para os próximos dez anos a partir do ano em curso.
2. Determinar o público-alvo utilizando as informações obtidas da área de pesquisa e
projetá-lo para os próximos 2 ou 3 anos (pelo menos).
3. Determinar o número máximo de unidades do produto/serviço que serão
consumidos/utilizados, per capita, por ano e projetá-lo para os próximos 2 ou 3 anos
(se possível).
4. Determinar o mercado potencial que é obtido através do produto dos resultados dos
dois itens anteriores.
5. Determinar o mercado total através dos dados de vendas de concorrentes, caso
existam, e de estimativas de vendas da empresa, caso não existam, projetando-os para
os próximos 2 ou 3 anos (se possível).
6. Calcular a penetração de mercado: o que é feito dividindo-se o item 5 pelo item 6 e
multiplicando por 100 para se obter a informação em porcentagem.
7. Elaborar uma previsão de vendas da empresa para o novo produto para os próximos 2
ou 3 anos (se possível), levando em consideração as características de facilidade ou
não de assimilação, pelo público-alvo, a partir de seu lançamento.
8. Determinar a participação de mercado da empresa dividindo-se a previsão de vendas
pelo mercado total e multiplicando-se por 100 para se obter o resultado em
porcentagem.
Nesse momento, vale a pena fazer uma observação:
Devemos elaborar a estimativa de vendas da empresa levando em conta o
comportamento anterior de produtos semelhantes e/ou comparáveis.
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As quantidades necessárias ao abastecimento dos canais de vendas devem ser acrescidas
à previsão.
Devemos levar ainda em consideração a taxa de penetração no mercado potencial e as
prováveis futuras entradas de concorrentes. Uma vez elaborados esses cálculos, é
necessário que o empreendedor reúna-os com uma �cha técnica de especi�cação prévia
do projeto elaborada pelo Setor de Pesquisa e Desenvolvimento (se não houver esse setor,
deverá haver pelo menos um pro�ssional responsável por essa tarefa) com a indicação de
fornecedores potenciais para cada uma das matérias-primas e envie o conjunto para que
sejam calculados os prováveis custos de produção, tendo por base o volume de
comercialização.
Só então poderemos preparar simulações de preços e de verbas de Marketing Operacional
para se ter uma ideia da viabilidade �nanceira do projeto, do retorno do investimento e do
tempo em que se recuperará esse investimento. Não pode deixar de ser considerada a
necessidade de máquinas e equipamentos especí�cos para a produção/operacionalização
do projeto e seu respectivo custo.
Tendo chegado a uma avaliação positiva sobre o comportamento da lucratividade do
projeto, é necessário efetuarmos um resumo das principais conclusões para se iniciar o
investimento de forma concreta.
Entramos, assim, na nova etapa, que é a de desenvolvimento.
Fase de Desenvolvimento
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É a passagem de um projeto na forma de ideia para um projeto enquanto concretização de
uma ideia.
De posse de todas as informações da etapa anterior o empreendedor elabora um sumário
que contém:
descrição das características do produto/serviço e benefícios para o
consumidor/cliente/usuário;
dados de mercado com estimativa de mercado potencial, mercado total, taxa de
penetração e taxa de participação de mercado;
descrição do per�l do público-alvo;
resultados �nanceiros com especi�cação de investimentos em ativos �xos, em
Marketing Operacional e em Pessoal;
descrição de produtos similares já existentes no mercado; recomendação para início
do desenvolvimento.
Então, a partir de agora, o empreendedor deve se preocupar como será cuidada a imagem
do produto, desde embalagem até comunicação via mídia. Em muitos casos, uma agência é
contratada para executar esse serviço.
Quando o conceito for inédito, isto é, quando não há categoria de produto similar no país,
levantamos informações sobre os hábitos e atitudes dos consumidores/clientes/usuários
diretamente relacionados com as �nalidades do produto/serviço por meio de um
questionário fechado elaborado com orientação do empreendedor ou alguém responsável
por essa tarefa.
ATENÇÃO
Mas o que é isso? Teste de Conceito?
É uma pesquisa qualitativa e quantitativa junto ao público-alvo que tem por objetivo
avaliar a aceitação da ideia do produto caso este venha a se tornar realidade.
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Quando o conceito não for inédito, isto é, quando já existe produto similar ou de mesma
categoria sendo comercializado no país, levantamos os hábitos e atitudes dos
consumidores/clientes/usuários em relação aos itens similares de seu conhecimento por
intermédio de um questionário também estruturado. Fornecemos a cada entrevistado,
após o levantamento de hábitos e atitudes, um cartão contendo a descrição do conceito do
produto/serviço da forma mais completa e objetiva possível, além das indicações de uso,
tamanho de embalagem e provável preço.
É o chamado Teste de Conceito Frio, uma vez que não se prepara nenhuma peça atraente
de comunicação para ser usada como instrumento de pesquisa.
Teste de Conceito Frio
No Teste de Conceito Frio as seguintes informações são obtidas: níveis de conhecimento
de produtos/serviços semelhantes e respectivas marcas; hábitos e atitudes quanto ao uso,
isto é, frequência, ocasiões, pessoas que usam, �nalidades de uso, quantidade usada,
marcas usadas, maneira como usam, etc.
Informações quanto à compra também são levantadas, isto é, quem compra, onde compra,
quanto compra, frequência de compra e quanto paga.
Levantam-se ainda hábitos e atitudes quanto às �nalidades de uso do novo produto,
opiniões sobre o conceito, vantagens e desvantagens e escala de intenção de compra.
Teste de Conceito Envelope
O empreendedor e sua equipe podem ainda realizar um outro tipo de teste de conceito,
chamado Teste de Conceito Envolvente, que é elaborado tendo por base uma peça de
comunicação atraente feita pela agência de forma a salientar os benefícios do produto
comose fosse um anúncio para ser publicado na mídia impressa.
O Teste de Conceito Envolvente deve incluir uma sugestão de marca ou mesmo várias
sugestões para o novo produto, que também serão testadas em diferentes extratos da
amostra.
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Recomendamos, assim, que ele deva ser feito somente na sequência, após a obtenção dos
resultados do Teste de Conceito Frio ou, então, que não seja realizado.
Podemos também levantar as seguintes informações adicionais: tempo de espera para
efetuar a primeira compra, disposição para recomendar o produto a outras pessoas, mídia
julgada mais efetiva para comunicação do produto, marca julgada mais adequada.
A escolha do curso de ação a ser seguido ao �nal dos dois tipos de teste de conceito será
dada pelo percentual do diferencial das respostas obtidas no que diz respeito à intenção
positiva de compra.
Desde que o curso de ação seja a continuidade do projeto, o empreendedor deve atualizar
os dados �nanceiros e recomendar pela realização do teste de produto/protótipo com seu
respectivo custo.
ATENÇÃO
A desvantagem do Teste de Conceito Envolvente, quando realizado sem
anteriormente ter sido aplicado o Teste de Conceito Frio, é o fato de o produto poder
vir a ser aceito pelo pesquisado não pelos seus benefícios, mas pela atratividade da
peça de comunicação.
ATENÇÃO
O resultado do Teste de Conceito indica três cursos alternativos de ação:
passar imediatamente à fase posterior;
reestruturar o conceito de acordo com as respostas e repetir o teste;
abandonar o conceito para futuras observações.
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O Teste Clínico, dependendo do tipo de produto, deverá ser solicitado pela equipe
responsável antes do Teste de Produto. E este último só iniciará após os resultados
favoráveis do laboratório.
Caso estes resultados indiquem modi�cações a serem feitas os protótipos deverão ser
retestados clinicamente até a obtenção de uma aprovação completa. Só então será
realizado o Teste de Produto.
Em se tratando de um produto industrial, será construído um protótipo da máquina ou do
equipamento em questão no próprio parque do fabricante. Depois, serão convidados
engenheiros das potenciais empresas clientes para virem assistir a uma demonstração,
eventualmente operarem o equipamento e responderem a um questionário estruturado,
de avaliação, sobre o desempenho desse novo produto industrial.
No caso de matérias-primas, serão enviados lotes experimentais para empresas clientes
em potencial e solicitadas avaliações quanto ao desempenho em uso. No setor de Serviços,
o teste se dá ao colocarmos em operação, para um grupo fechado de pessoas, o serviço
ainda em desenvolvimento, de forma a realizarmos todos os ajustes necessários à sua
plena execução.
Teste de Produto
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O Teste de Produto deverá ser feito sem investimento em equipamentos, isto é, com
adaptações precárias a equipamentos existentes ou com similares importados, caso
existam, já que não se vai investir previamente em um projeto antes de se ter comprovada
a sua viabilidade.
O Teste de Produto propriamente dito aplica-se a produtos de consumo e é uma forma de
avaliar o seu desempenho em condições reais de uso. O Instituto de Pesquisa (se for o
caso) encarregado da execução do teste seleciona uma amostra do público-alvo, à qual
serão entregues embalagens do produto a ser testado junto com um folheto explicativo
das suas �nalidades e ocasiões de uso.
A cada integrante da amostra será dado o tempo su�ciente para que ele possa
experimentar e realmente avaliar o desempenho do produto.
São ainda levantadas, nessa primeira visita para entrega da amostra, informações e
opiniões sobre o conceito do novo produto a ser testado. Não é costume haver a
identi�cação do fabricante do produto em teste, uma vez que ela pode deturpar os
resultados da análise.
Após o tempo necessário à avaliação, por parte do integrante da amostra, é feita uma nova
visita, na qual são obtidas as seguintes informações: grau de satisfação com o produto;
sugestões para melhorar o produto; vantagens e desvantagens; escala de intenção de
compra; valorização do produto; �nalidade para que foi usado o produto.
O empreendedor deve determinar, de acordo com a situação que se apresenta, o tipo de
teste de produto a ser aplicado:
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Monódico: usado para teste de produto inédito. É testado um único produto e o
entrevistado não tem opções de escolha.
Dupla comparação: utilizado quando temos duas ou mais opções do mesmo produto
no que se refere à formulação, ao formato, sabor, perfume, entre outros. O
entrevistado recebe duas amostras diferentes para usar e depois informar a sua
experiência com cada uma delas e, ao �nal, responder uma bateria de perguntas onde
as duas amostras são comparadas.
Protomonódico ou sequencial: difere do anterior apenas na entrega das amostras que
é feita em sequência. Na primeira visita, entrega-se a amostra A. Na segunda visita,
levantam-se as informações correspondentes a essa amostra e entrega-se a amostra B.
Na terceira e última visita, levantam-se as informações sobre o uso da amostra B e
fazem-se as perguntas de comparação. Esse teste dá mais segurança aos resultados,
desde que o intervalo entre a primeira e a última visita não seja muito grande. Seu
custo é entre 30% e 50% superior ao de dupla comparação.
Triangular: indicado para quando se quer saber se os consumidores conseguem
distinguir pequenas diferenças de formulação, sabor, perfume, cor, formato, entre
outros. Nesse teste, a cada entrevistado são dadas três amostras, sendo que apenas
uma é efetivamente diferente. Depois que o entrevistado usar as três amostras, pede-
se que ele identi�que a amostra diferente.
De posse dos resultados do Teste de Produto, o empreendedor tem, novamente, três
cursos alternativos de ação:
recomendar o lançamento em mercado teste ou nacional;
reciclar o produto de acordo com os resultados e retestá-lo;
abandonar o produto para fazer futuras pesquisas.
O Teste de Mercado só deve ser abandonado quando o produto puder ser facilmente
copiado pela concorrência ou quando não tivermos nenhuma dúvida após o Teste do
Produto.
Nesse caso, a recomendação poderá ser de lançamentos por áreas geográ�cas,
regionalmente, ou de um lançamento nacional.
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O empreendedor e sua equipe de desenvolvimento cadastram o novo item, �nalizam a
embalagem e a campanha de comunicação, escolhem a cidade (às vezes o bairro) a ser
utilizada(o) como teste e preparam o treinamento da força de vendas que atende a área
onde o produto será testado.
Antes de colocar o produto em uma área-teste, o empreendedor estabelece os objetivos
de previsão de vendas, abastecimento de canal, primeira compra, recompra e taxa de
conversão para cada tipo de composto de comunicação, quando mais de um for pré-
testado.
Uma vez alcançados os objetivos estabelecidos para o teste de mercado podemos passar à
última etapa de desenvolvimento de um produto novo, que é a fase de lançamento
propriamente dito.
Os objetivos do Teste de Mercado podem ser avaliados da seguinte forma:
Experimentação Recompra Decisão
1ª compra 2ª e mais compras
Alta Alta Lançar nacionalmente
Alta Baixa Reprojetar ou abandonar
Baixa Alta Revisar estratégia
Baixa Baixa Abandonar
ATENÇÃO
Teste de Mercado é a comercialização do novo produto em uma área fechada,
restrita e representativa do mercado nacional com todo o apoio de distribuição e
comunicação que ele deverá terquando for efetivamente comercializado no país.
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Fase de Lançamento
O empreendedor deverá colocar o produto/serviço no mercado com todas as
adaptações/aperfeiçoamentos que foram indicados no Teste de Mercado.
A sua primeira preocupação deve ser treinar a equipe de vendas e efetuar um lançamento
em uma convenção festiva, sinalizando que se trata de mais uma oportunidade para a
equipe alcançar melhores resultados.
O empreendedor pode também convidar os veículos de comunicação tendo elaborado
previamente um kit e um press-release É o lançamento/liberação de alguma
informação/produto para a imprensa. a ser entregue aos jornalistas/editores de forma a
virar “notícia” junto à imprensa.
Apêndice: Consciência Ambiental
SAIBA MAIS
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https://static.efetividade.net/img/Modelo_Plano_Negocios_desafiobrasil-279265.pdf
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Com o crescimento da chamada consciência ambiental e o consequente reconhecimento
da importância do desenvolvimento sustentável, abriu-se espaço para um novo tipo de
empreendedor, o empreendedor do verde.
Este apêndice apresenta alguns casos de empreendimentos verdes de sucesso.
Consultoria sobre remoção de resíduos industriais
Em 1984, um jovem especialista em promoção e marketing chamado Frank Stefano viu
que a coisa estava �cando preta; os aterros sanitários estavam cheios, o lixo sólido se
amontoando e as pessoas estavam fartas dos depósitos de lixo perigosos. Stefano entrou
em ação e criou a Environmental Waste Technology (EWT) em Newton Upper Falls,
Massachussets. Desde então, ele vem aconselhando empresas e instituições comerciais,
privadas e municipais.
Agora, a EWT cria centenas de projetos anualmente em toda a Nova Inglaterra. O trabalho
da EWT é encontrar a melhor solução para os resíduos industriais e produtos perigosos.
Ao que tudo indica, tão cedo a empresa não corre o risco da falta de projetos, problemas
ou clientes. Esse é outro exemplo de como as necessidades ambientais e o espírito
empreendedor podem comer na mesma lucrativa mesa.
O que sobra para o cervejeiro dá lucro ao fazendeiro
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Quase tudo pode ser reciclado com pouco trabalho se um dos ingredientes for a
engenhosidade humana. A empresa Anheuser-Busch possui grandes cervejarias em
Jacksonville, Flórida, e em Fort Collins, Colorado. As sobras do processo de produção da
cerveja, sedimentos de grãos, lúpulo, malte e outros subprodutos geralmente são
considerados lixo. Entretanto, a companhia descobriu que esses restos podem ser
processados e transformados em nutriente líquido e vendidos como fertilizantes.
Os resíduos da produção da cerveja são misturados com água e pó de serragem e contêm
ingredientes inteiramente orgânicos, ricos em carbono, nitrogênio e nutrientes. Todos os
dias são produzidas 50 toneladas de resíduos e, em vez de entulhar os aterros como antes,
essa mistura agora é vendida como adubo nutriente para fazendeiros e empresas de
paisagismo.
Empresas imaginativas e ambiciosas como essa sabem combinar a preocupação com o
meio ambiente com inteligência empresarial. Há aproximadamente de 100 grandes
cervejarias nos Estados Unidos e muitas centenas de outras pequenas e regionais. Não
seria necessário muita pesquisa para saber se esse negócio ecologicamente vantajoso
também tem outras vantagens econômicas.
Conquistando a beleza natural
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Há uma simpática empresa familiar em Kennebunk, no Maine, que produz cosméticos. Ali,
a palavra-chave é natural. A empresa é a Tom’s of Maine, criada na década de 1960 por
Tom e Kate Chappell.
Os produtos naturais que eles produzem e vendem para todos os Estados Unidos são
pasta de dente (o número um em vendas), escova de dente com cerdas naturais, �o dental,
desinfetante oral sem álcool, desodorante, xampu e creme de barbear em tubo. No
processo, a Tom’s of Maine desenvolveu uma “cadeia” de lojas de venda por reembolso
postal que comercializa seus produtos naturais.
A Colgate, a Crest e a Pepsodent não precisam se preocupar muito; ainda assim, a Tom’s
está acumulando US$ 6,6 milhões por ano em vendas, com base no princípio de que “o
natural é melhor”. O principal consumidor dos produtos Tom’s na Nova Inglaterra, Nova
York, Washington (DC), Los Angeles e São Francisco (e mais virão) tem menos de 50 anos,
é consciente em relação à sua saúde e tem bom nível de instrução. Em algumas partes das
áreas de distribuição, a Tom’s conquistou 3,5% de mercado.
A Tom’s of Maine chegou aos 20 anos no ramo, e seus 35 ou mais funcionários e os dois
felizes proprietários provaram que o pequeno empresário pode crescer e lucrar de forma
favorável ao meio ambiente. E não apenas nos Estados Unidos.
Fraldas biodegradáveis são um saudável ponto de partida
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Os artigos de conveniência economizam tempo para as pessoas ocupadas, mas nem
sempre são favoráveis ao meio ambiente. O dia em que as fraldas descartáveis foram
inventadas e começaram a ser vendidas aos bilhões foi negro para os aterros. Embora
muitos pais achem que as fraldas descartáveis são o máximo para os fundilhos de seus
bebês, os ecologistas descobriram que, quando jogadas fora, elas são um �agelo para os
depósitos de lixo.
Embora o produto possa ser usado somente por algumas horas, em um aterro escuro e
profundo ele não se degrada por muitos séculos. A celulose, material atualmente usado
nas fraldas, precisa �car exposta à luz solar e ao ar para que seus componentes químicos
se decomponham. Mas há uma luz no �m do túnel ambiental – o Ultrasponge. Esse produto,
desenvolvido por uma companhia chamada IGI Inc., é totalmente biodegradável, pois
contém uma enzima que é ativada pela umidade e, em 48 horas, começa o processo de
decomposição.
Em vez de fabricar suas próprias fraldas, a IGI está oferecendo a tecnologia aos principais
fabricantes, que produzem mais de US$ 3,5 bilhões em fraldas por ano. Este é um produto
que merece nossa atenção. O estoque mantido pela empresa de Vineland, Nova Jersey, de
tamanho modesto e com 175 empregados, já re�ete essa inovação. No próximo ano, o
lucro líquido da IGI sem dúvida vai subir aos céus.
De náufrago a milionário
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Quando o vietnamita Thái Quang Nghiã chegou ao Brasil, em fevereiro de 1979, não
entendia nem falava uma única palavra em português. Meses antes, ele fora resgatado em
alto-mar no Sudeste Asiático por um navio da Petrobras. Thái decidiu fugir de sua terra
natal para escapar da perseguição do governo comunista. “Falei mal do regime e fui parar
no campo de concentração”, diz. Com o exílio concedido pelo Brasil, o vietnamita abrigou-
se em uma favela no Rio de Janeiro. Ele partiu logo depois para São Paulo, onde viveu de
pequenos bicos em várias empresas. Sua vida mudou quando recebeu algumas máquinas
de costura como garantia de um empréstimo que não fora pago por uma colega de
trabalho. Thái passou a fabricar bolsas. O negócio cresceu de tal forma que ele teve a ideia
de produzir calçados a partir de pneus, semelhantes aos que eram usados pelos
combatentes na Guerra do Vietnã. Thái fundou a Goóc, que produz 300 milhões de pares
de sandália por ano usando 800 mil quilos de pneus velhos, principalmente de caminhões.
Em 2009, o faturamento da companhia foi de 30 milhõesde reais.
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Unidade 03
Aula 03
Liderança
Continuando nosso conteúdo, nesta aula, estudaremos o conceito de liderança, conceito este
importante para os empreendedores, cujas atividades estão relacionadas à e�cácia do trabalho
em grupo. Boa aula!
Liderança
Antes de aprender os conceitos sobre liderança, pense nas seguintes questões:
Você já parou para pensar na facilidade que algumas pessoas têm em conseguir que
outras as sigam?
Você já parou para pensar em quais seriam os conhecimentos, habilidades e atitudes
que essas pessoas possuem?
Você conhece alguma equipe que funciona bem, com seus membros satisfeitos e
empenhados no cumprimento de suas metas?
Durante algum tempo, acreditou-se que quem é líder já nasceu assim. Mas hoje sabemos
que todas as pessoas possuem um potencial para a liderança e que esse potencial pode ser
desenvolvido com o treinamento adequado:
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"A liderança aprendida é um processo contínuo. A pessoa não se torna
repentinamente um líder, nem para de aprender as habilidades de liderança"
(KUCZMARSKI, 1999, p. 181).
Conforme Stoner e Freeman (1995),a liderança é um tema importante para os
empreendedores devido ao papel fundamental que os líderes representam na e�cácia do
grupo e da organização.
Atualmente, o termo “liderança” foi de�nido como a habilidade de inspirar con�ança e
apoio entre as pessoas de cuja competência e compromisso depende o desempenho
(DUBRIN, 2006).
De acordo com Ulrich (1996, p. 221), os líderes do futuro serão conhecidos:
menos pelo que falam e mais pelo que realizam;
menos pelo título e pela posição e mais pela experiência e competência;
menos pelo que controlam e mais pelo que moldam;
menos pelas metas que de�nem e mais pela mentalidade que constroem;
pela grande credibilidade pessoal e pela excepcional competência administrativa.
Podemos a�rmar que são dois conceitos que caminham juntos.
Um empreendedor de sucesso geralmente é um grande
líder.
Vejamos:
"Liderança é uma in�uência pessoal, exercida em uma situação e dirigida através
do processo de comunicação, no sentido do atingimento de um objetivo especí�co
ou objetivos."
(TANNENBAUM; WESCHLER; MASSARIK, 1961, p. 24).
O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir, e os indivíduos identi�cam no líder a
sapiência de saber ouvi-los. Para que isso aconteça, algumas técnicas já foram
estabelecidas por alguns estudiosos, são elas:
revelar o que pensa, sente e deseja;
defender suas opiniões, crenças, ideias e necessidades sempre respeitando seus pares;
ouvir o que o outro está dizendo;
impor de forma construtiva suas ideias e sentimentos;
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saber se comportar e se comunicar em grupo.
O elemento essencial na condução correta e e�caz dessas técnicas é a sensibilidade do
líder para orientar sua consciência para o exterior, em direção a outras pessoas.
Outro fator chave, associado à sensibilidade, são as “inteligências” que cada ser humano
desenvolve de forma diferente, conforme Gardner e Hatch (1989).
Para os autores, as pessoas possuem graus variados de cada uma das inteligências e,
embora estas inteligências sejam, até certo ponto, independentes uma das outras, elas
raramente funcionam isoladamente. Vejamos cada uma das “inteligências” descritas por
Gardner e Hatch (1989):
Inteligência linguística: relaciona-se ao signi�cado das palavras, por meio das quais o
indivíduo aprecia as sutis diferenças de de�nição entre “intencionalmente”,
“deliberadamente” e “propositadamente”. Consiste em uma sensibilidade às diferentes
funções da linguagem e seu potencial para entusiasmar, convencer, estimular,
transmitir informações ou simplesmente agradar.
Inteligência musical: se manifesta da habilidade para apreciar, compor ou reproduzir
uma peça musical. Consiste em uma sensibilidade para perceber temas musicais,
ritmos, texturas, timbre e habilidade para produzir e/ou reproduzir música. Um
exemplo é o célebre compositor Mozart, que começou a compor quando tinha apenas
5 anos de idade.
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Inteligência lógico-matemática: é a habilidade para lidar com séries de raciocínios,
para reconhecer problemas e resolvê-los. Compreende a sensibilidade para padrões,
ordem e sistematização; sendo a habilidade para explorar relações, categorias e
padrões.
Inteligência espacial: baseia-se na capacidade de perceber e administrar a ideia de
espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. Consiste
na habilidade de manipular formas ou objetos mentalmente e, a partir das percepções
iniciais, criar tensão, equilíbrio e composição numa representação visual ou espacial.
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Inteligência corporal ou sinestésica: consiste no controle dos movimentos do corpo e
na manipulação de objetos com destreza em esportes, artes cênicas ou plásticas.
Inteligências pessoais: representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar
desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente
social e consigo mesmo. As inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a
inteligência intrapessoal (habilidade para ter acesso aos próprios sentimentos, sonhos
e ideias, para lançar mão deles na solução de problemas pessoais) e a interpessoal (é a
habilidade para entender e responder adequadamente a humores, temperamentos,
motivações e desejos de outras pessoas).
Como reconhecemos os líderes?
Os líderes “são capazes de reconhecer seu próprio valor, que se manifesta através de sua
coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se... São abertas
na maneira simples, direta e não manipuladora com que se comunicam” (COVEY, 1994, p.
10) COVEY, S. R. Liderança baseada em princípios. Rio de Janeiro: Campus, 1994.
Para Peter Drucker , o que de�ne o líder é o atendimento a quatro condições básicas de
liderança, a saber:
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1. A única de�nição de líder é alguém que possui seguidores. Algumas pessoas são
pensadoras, outros profetas. Os dois papéis são importantes e muito necessários,
mas, sem seguidores, não podem existir líderes;
2. Um líder e�caz não é alguém amado e admirado. É alguém cujos seguidores
fazem as coisas certas. Popularidade não é liderança, resultados, sim;
3. Os líderes são bastante visíveis, portanto, servem de exemplo;
4. Liderança não quer dizer posição, privilégios, títulos ou dinheiro. Signi�ca
responsabilidade. 
(DRUCKER, 1996, p. 13).
Além das características acima, é importante conhecer também os Estilos de Liderança.
Likert (1979) elencou quatro estilos de liderança, a saber:
SISTEMA AUTORITÁRIO FORTE: sistema administrativo autocrático, coercitivo e
altamente arbitrário, controlando rigidamente tudo o que ocorre dentro da
organização. Considerado o sistema mais duro e fechado existente, torna o nível
institucional sobrecarregado com a tarefa decisória.
SISTEMA AUTORITÁRIO BENEVOLENTE: sistema administrativo autoritário com
atenuada variação comparado ao sistema anterior, ou seja, é um sistema autoritário
forte, mas condescendente e menos rígido.
SISTEMA PARTICIPATIVO CONSULTIVO: trata-se de um sistema mais participativo
do que autocrático e impositivo,representando um gradativo abrandamento da
arbitrariedade organizacional.
SISTEMA PARTICIPATIVO: é o sistema administrativo democrático por excelência e
também o mais aberto de todos os sistemas.
SAIBA MAIS
Clique aqui ou acesse o acervo da disciplina e saiba mais a respeito de sistema
participativo e autoritário!
http://www.passeidireto.com/arquivo/1015266/apostila/26
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Sabemos que liderar uma equipe é muitas vezes administrar os con�itos provenientes de
uma diversidade de pensamentos. Uma equipe, por mais harmoniosa que seja, não está
imune a eventuais con�itos entre seus membros: não entendê-los como algo inerente ao
trabalho em equipe é tão prejudicial quanto o individualismo e o despreparo para o
convívio em comunidade. Conforme Ronald Heifetz,"o con�ito é o motor principal da
criatividade e da inovação. As pessoas não aprendem olhando-se no espelho. As pessoas
aprendem ao se depararem com diferenças. Assim a coragem de encarar a realidade anda
de mãos dadas com a coragem de trazer con�itos á tona e lidar com eles." (apud TAYLOR,
1999).
Para encerrar nossas pontuações sobre a liderança, vamos fazer um convite à re�exão...
Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes?
No quadro a seguir, listamos algumas características que diferenciam as posturas entre
chefes e líderes:
CHEFES LÍDERES
Administram as atividades.
Dão suporte às condições e
pessoas.
Con�am nos controles.
Perspectivas a curto prazo.
Aceitam o status quo.
Perguntam como e quando.
Centram-se nos sistemas e
estruturas.
Inovam suas realizações.
Desenvolvem pessoas.
Inspiram con�ança.
Perspectivas a longo prazo.
Desa�am o status quo.
Perguntam o quê e por quê.
Centram-se nas pessoas.
A partir da leitura do quadro, podemos a�rmar que...
O bom chefe traz ordem e segurança ao projetar planos formais, planejar estruturas
organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos.
Já o líder trabalha com a mudança e motivação. Além de trazer ordem e segurança, os
líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro e incluem as pessoas
em um grande trabalho de cooperação, comunicação e motivação.
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Unidade 03
Aula 04
Motivação e a Criatividade
Nesta aula, veremos o papel da motivação e da criatividade no processo empreendedor ou de
liderança. Essas noções são essenciais para o dia a dia pro�ssional e para o estudioso(a) da área.
Boa aula!
Motivação
De�nir o conceito de motivação não é simples. De modo geral, motivo é tudo aquilo que
estimula a pessoa a agir de determinada forma. Conforme ensina Chiavenato (1999), esse
impulso à ação é gerado tanto por um estímulo externo (advindo do ambiente) como por
processos mentais do indivíduo. Nesse caso, a motivação está relacionada com o sistema
de cognição de cada pessoa. Ou seja, nossos atos são conduzidos pelo que pensamos,
acreditamos e prevemos.
Podemos de�nir motivação como um processo psicológico que determina a intenção
(predisposição), a direção e a persistência do comportamento. Assim, são características
básicas da motivação:
é um fenômeno individual;
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tem um caráter intencional;
é multifacetada. (necessidades, motivos e incentivos);
tem um caráter contínuo, ou seja, teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos;
é intrínseca, pois tem um valor in�nitamente superior ao que teria para outra pessoa.
O empreendedor geralmente é motivado pela cognição devido a uma automotivação
relacionada aos desa�os e às tarefas em que acredita. Como consequência de sua
motivação, o empreendedor possui um grande entusiasmo pelas suas ideias e projetos
sem, necessariamente, precisar de prêmios externos, como compensação �nanceira.
Dessa forma, cabe ao líder despertar o sentimento motivacional junto aos demais
componentes do grupo, da equipe ou da empresa. Além disso, deve identi�car
individualmente quais os principais fatores motivacionais de cada um; observando os
padrões comportamentais.
Chiavenato (1999) informa que, apesar dos padrões de comportamento serem bem
variados, o processo do qual eles resultam é, praticamente, o mesmo para todas as
pessoas. Diante disso, existem três premissas que explicam o comportamento humano, a
saber:
O comportamento é um efeito. É causado por estímulos internos ou externos. Tanto o
meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que
in�uenciam no comportamento de cada pessoa.
O comportamento é motivado. Não é fortuito nem aleatório, sempre é direcionado
para uma �nalidade.
O comportamento é orientado para objetivos. Para um comportamento de atitude
tomada, existe um impulso, uma necessidade, uma incitação.
Victor H. Vroom (1997 apud CHIAVENATO, 1999, p. 90) desenvolveu uma teoria da
motivação que rejeita noções preconcebidas e reconhece essas diferenças individuais. Sua
teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir. Para Vroom (1997), três
fatores são categóricos em cada indivíduo:
Objetivos pessoais do indivíduo – São as necessidades básicas de cada ser humano,
por exemplo, dinheiro, segurança no cargo, reconhecimento, aceitação social, entre
outros.
Relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade – São as
prioridades que as pessoas de�nem para a sua vida pessoal. Por exemplo, se o objetivo
é obter um salário maior, consequentemente, terá uma forte motivação para produzir
mais.
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Percepção de sua capacidade de in�uenciar sua produtividade – Um funcionário
pode acreditar que seu poder in�uencia seu próprio nível produtivo. Contudo, se ele
acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado,
automaticamente irá se esforçar menos.
Ao associarmos os conceitos estudados nesta unidade à disciplina de Empreendedorismo,
podemos identi�car que o empreendedor agrega em si os conceitos de liderança e de
motivação ao criar equipe, delegar funções, acreditar nos subordinados e parceiros, obter
resultados por meio de outros e se sentir motivado por tudo isso.
O empreendedor de sucesso é um verdadeiro líder e de grande capacidade de
automotivação.
De posse dessas informações, na próxima unidade vamos estudar as outras duas
características importantes do empreendedor, pois, além de liderança e motivação, é
necessário que o empreendedor desenvolva também a sua criatividade e a inovação.
Criatividade
A criatividade é compreendida como um dos quatro pilares centrais do Humanismo, em
conjunto com a liberdade, a responsabilidade e a autonomia.
SAIBA MAIS
Clique aqui e saiba mais a respeito de liderança e motivação!
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LIBERDADE
Por liberdade compreendemos a proposta de autoconhecimento e conhecimento: é tanto
mais livre a pessoa que mais e melhor se conhece, estrutural e circunstancialmente, assim
como a pessoa que mais e melhor conhece as outras com as quais desenvolve relações,
dentro do conhecimento do mundo e das ideias que as cercam.
Quanto mais se sabe sobre os determinismos, as estruturas, as in�uências e as
características pessoais e interpessoais, mais livre e melhor a pessoa se torna, mais
construtivas e e�cazes relações daí surgirão.
RESPONSABILIDADE
Por responsabilidade podemos compreender a noção de quem é que responde pelas
ações. Inicialmente poderíamos estar tentados a dizer que somos nós que respondemos,
mas, na grande maioria dos casos e das situações, as respostas já se encontrampreviamente formuladas, em termos de padrões sociais, culturais, tradicionais, religiosos,
entre outros. Isso faz com que quase tudo o que é utilizado como resposta às questões da
vida se mostrem preexistentes no repertório pessoal, o que faz com que sejamos,
existencialmente, menos responsáveis do que poderíamos ou mesmo gostaríamos.
AUTONOMIA
A autonomia se caracteriza como a possibilidade de sermos, cada um de nós, os grandes –
mesmo que não únicos – geradores de nossas próprias normas e regras de vida. Não se
trata de abandono das regras, normas e leis sociais, responsáveis, em parte, pela
possibilidade de relacionamentos sociais e coletivos ao menos harmoniosos. Trata-se da
proposta de autorreferência, ou seja, a palavra �nal, em termos de sentido e de signi�cado:
o olhar de�nitivo, em termos de projetos e de propostas de vida.
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É importante destacar que a criatividade é uma palavra, às vezes, mal compreendida pelo
senso comum. Aparenta ser um dom ou talento especial – quase um presente – para
poucos eleitos, gerando “seres diferentes” dos demais, que possuem um olhar distinto e,
estereotipicamente falando, estranho ao mundo e às coisas. Gostaríamos de contestar
essa ideia, apresentando uma proposta de base humanista para a compreensão da
criatividade.
Podemos compreender a criatividade como a capacidade que todo indivíduo possui de:
construir novas possibilidades para as relações humanas;
gerar novas opções de vida;
propiciar novos processos que auxiliem no desenvolvimento saudável da
personalidade de uma pessoa.
Dentro dessa proposta, a criatividade surge a partir da ideia de que cada ser humano é
único e, portanto, os caminhos que já existem não foram construídos especialmente para
ele. Essa concepção faz com que todas as possibilidades de singularidade humana
di�cilmente sejam contempladas – em termos de autorrealização – dentro da noção do
processo de individuação.
Dessa forma, a criatividade possibilita que o ser humano gere novos caminhos, onde os
caminhos antigos não se mostram satisfatórios: como a vida ainda está por ser construída,
é necessário que essa construção ocorra não somente dentro de padrões e modelos
sociais já estabelecidos, mas – principalmente – dentro da noção de autoatualização e de
autoaprovação.
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VAMOS REFLETIR!
O processo interacional humano tende a ser desenvolvido quanto mais as pessoas se
tornam lúcidas e conscientes, o que gera novas e melhores relações, característica
também do processo criativo, a invenção de novas formas de viver e de habitar relações.
A criatividade tem por proposta auxiliar possibilitar que as pessoas se tornem
autorreferentes, desenvolvendo liberdade, autonomia e autoconhecimento para
conseguirem elaborar novas e melhores maneiras de relacionamento com a vida.
Veja abaixo algumas características da personalidade criativa:
Flexibilidade cognitiva – Permite a percepção do objeto ou do evento a partir de mais de
uma perspectiva, uma vez que não há o olhar único e rígido sobre o que se está apreciando.
Consideram-se muitos ângulos de pensamento e, por isso, as possibilidades de encontrar
novos caminhos são muito maiores.
Responsabilidade pessoal – Relaciona-se a uma atitude voltada para uma percepção
singular no que diz respeito à forma de abordar a questão, compreendendo que, quanto
mais a pessoa traz para si o protagonismo da existência, por saber-se realmente único,
também percebe que os caminhos que ele está trilhando são seus e cabe a ele assumir a
responsabilidade sobre seus atos.
Persistência e dedicação – Característica bastante recorrente nos empreendedores, pois
se relaciona diretamente com a questão da força de vontade, do esforço e da dedicação
organizada em torno da possibilidade de autorrealização.
Maior tolerância em relação à ambiguidade – No empreendedor, questões irracionais e
emocionais, além das questões intuitivas, tendem a a�orar, sem que isso se estabeleça a
partir de um juízo de valores. Aspecto fundamental do ser humano no caminho de si
mesmo é a autoaceitação, levando a uma compreensão muito maior de vários – e
ambíguos – elementos que o compõem e compõe a existência como um todo.
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Maior abertura à experiência – Trata-se da busca do desenvolvimento e da expansão
cognitiva, o que pode vir a gerar uma saída inicialmente inusitada para uma questão que
porventura venha a se apresentar, de alguma forma, complicada.
Tendência à autorreferência – A busca do ser humano é de ser autorreferente, ou seja, de
ser aquele que dá a última palavra, após questionamentos e re�exões, evitando, assim,
respostas preconcebidas, estereotipadas, padronizadas, mecanizadas, situação bastante
mais comum do que imaginamos. Não se trata, no entanto, de descartar ou desconsiderar
as in�uências externas, mas sim de desenvolver a capacidade de relativizá-las para
compreender o seu real valor e importância.
Complementaridade entre razão, emoção e intuição ¬– Em termos mentais, deve haver
harmonia entre todos os aspectos psíquicos, entre a razão, a lógica, a intelectualidade, a
afetividade, as emoções, os sentimentos e a intuição.
SAIBA MAIS
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http://www.intelliwise.com/seminars/criativi.htm
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Unidade 04
A Motivação e o Per�l d
Empreendedor
Caro(a) estudante, bem-vindo(a) a mais uma aula. Continuaremos estudando o empreendedor, mas agora ta
a motivação e o per�l do empreendedor. Siga em frente e consolide seus conhecimentos nessa área. Boa aula
A Motivação e o Per�l do Empreendedor
A Motivação do Empreendedor
Muitas pessoas pensam que a principal motivação dos empreendedores é o dinheiro. De fato, parte d
ganhos �nanceiros, contudo, surpreendentemente, o dinheiro não é a prioridade para a maioria dos e
Existem vários motivos que levam alguém a empreender, a seguir são propostos alguns.
Fuga da rotina pro�ssional: acordar na mesma hora quase todos os dias, pegar o carro, dirigir pelas m
escritório, em termos resumidos, repetir dia após dia certas atividades pode desagradar algumas pes
de fugir da rotina pro�ssional.
Independência: imagine quantas pessoas tiveram ou têm vontade de dizer um “tchau” para o chefe o
Ser empregado e muitas vezes não poder fazer o que se deseja também pode desagradar algumas pes
pro�ssional.
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Necessidade de (auto) realização: de acordo com Maslow (1975), as necessidades dos seres humano
de autorrealização está no topo da hierarquia, apresentada na forma de pirâmide. Essa necessidade s
máximo do ser, ou seja, o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser explorando suas possib
autorrealizados se não abrirem e gerenciarem seus próprios negócios.
Prova de capacidade: empreendedores são, em alguns casos, motivados pela vontade de provar para
bem negociarem empreendimentos.
Melhor remuneração: não se pode negar que em alguns casos os empreendedores são motivados a a
do que aquela que eles têm enquanto funcionários de uma empresa que não lhes pertence.
Status: o desejo de ocupar um “posto”, ter a honra ou o prestígio em uma determinada sociedade pod
abrirem negócios especí�cos.
Os motivos citados, bem como outros não citados, variam em termos de peso e importância de emp
personalidade; o local onde eles nasceram e onde moram; suas expectativas; suas condições �nanc
fatores.
O Per�l do Empreendedor
Em muitas obras sobre o empreendedorismo vemos traços característicos doper�l dos empreended
exatamente esses aspectos, todavia, em algumas obras é possível encontrar os seguintes:
Visão: nos negócios a visão costuma ser usada para designar algo em um momento futuro, em outros
futuro. A visão ajuda os empreendedores a se articularem para tomarem decisões a partir das quais s
numa perspectiva realista. Empreendedores e�cazes são aqueles que têm uma ampla visão conceitua
negócios) e aliam a isso a sua capacidade de pensar estrategicamente. Por isso, são percebidos como 
organizacional na busca da competitividade dos negócios.
(Auto) disciplina: a autodisciplina pode ser encarada como um esforço positivo e não como negativo 
traçados, é indispensável agir com disciplina.
Propensão a assumir risco: enquanto muitos indivíduos têm aversão ao risco, os empreendedores tê
empreender existe o risco de não conseguir o sucesso almejado; contudo, eles encaram o desa�o.
SAIBA MAIS
Saiba mais a respeito da motivação empreendedora! Clique aqui.
http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/a-motivacao-empreendedora/72111/
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Persistência: para levar adiante uma ideia, como abrir um negócio, é de se esperar que apareçam algu
crédito, as elevadas taxas de juros, alta carga tributária (como é o caso do Brasil), entre outros. Enqua
facilmente dos seus projetos ao encarar certos obstáculos, os empreendedores costumam persistir, p
o negócio pretendido torne-se real.
Otimismo: enquanto algumas pessoas focam seus pensamentos e atitudes em problemas, os empree
em soluções e acreditam que a coisa pode dar certo.
Liderança carismática: o empreendedor é um indivíduo capaz de motivar e mobilizar equipes em tor
Criatividade: via de regra os empreendedores são pessoas criativas, isto é, inovam, concebem novos 
consumidores.
Assim como os motivos, os traços do per�l variam de empreendedor para empreendedor.
A Validação de Uma Ideia
Construção de Uma Visão
No mundo organizacional, o enunciado da visão é a descrição do futuro desejado para a empresa. Ess
esforços individuais; pelos esforços das equipes; e pela alocação dos recursos.
Recomenda-se que a visão seja prática, realista e visível (não se alcança aquilo que não é visto), poi
sugerir ou propuser resultados inatingíveis.
Visão não tem relação direta com projetos ou sistemas, que devem ou se sonha verem implantados, a
declarações de intenções ou ainda de boa vontade. A visão deve ter o per�l que a empresa deve assum
esforços, recursos e projetos que se têm na cabeça, e até mesmo no coração, passarem pelas mãos de
realidade, por construção conjunta.
Abaixo seguem algumas perguntas que podem ajudar a construir a visão de uma empresa:
SAIBA MAIS
Saiba mais a respeito do per�l empreendedor! Clique aqui.
http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/as-caracteristcas-e-o-perfil-do-empreendedor/24327/
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No que a empresa quer se tornar?
Qual a direção a ser tomada?
Onde nós estaremos daqui a um ano, dois, três ou mais?
O que a empresa será?
Em que direção eu devo apontar meus esforços?
Eu estou ajudando a construir o que?
Os recursos investidos estão levando a empresa para onde?
Existem alguns aspectos que devem ser levados em consideração quando da construção de uma visão
ambiente, tecnologia e legais.
Unidade 04
Aula 01
Projetando a Organização da 
Prezado(a) estudante, debateremos agora assuntos relativos às empresas. Veremos como projetar, organizar
também o que fazer para um empresa ser competitiva ainda na fase de projeto. Boa aula!
Projetando a Organização da Empresa
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Em termos gerais, a administração das empresas segue o processo administrativo, isto é, a condução 
planejamento, organização, direção e controle.
Então, para que o novo empreendimento alcance o sucesso desejado pelo empreendedor, é válido co
funções evidenciadas acima:
Planejamento
Para muitos autores, o planejamento é a primeira função do processo administrativo e é nessa funç
organizacionais.
Vale ressaltar que as metas são os objetivos quanti�cados com horizonte de tempo, como, por exemp
aniversário do seu empreendimento a sua ocupação de mercado seja de 30%.
Depois de de�nidos os objetivos e metas, o próximo passo é determinar os melhores meios de como a
recursos disponíveis. É o planejamento que norteia a empresa durante todo seu ciclo operacional (co
estocagem; vendas; recebimentos) utilizando-se da aquisição de informações provenientes do meio q
mercado, por exemplo), da análise e interpretação dessas informações e da tomada de decisões (elab
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O planejamento pode ser classi�cado em três tipos de acordo com a abrangência sobre a organização
Planejamento estratégico: elaborado a nível institucional envolvendo toda a organização, de�nin
como faz. Em outros termos, o planejamento estratégico é “a relação pretendida da organização c
de�nida por meio de análises, não isoladas entre si, estudadas na administração por muitos autor
abertos, é necessário que elas desenvolvam e mantenham vantagens competitivas em um mercad
da análise do ambiente externo que as envolve, gerando melhor desempenho e consequentemen
Planejamento tático ou funcional: traduz os planos estratégicos em ações especializadas para as u
sendo, então, elaborado a nível intermediário. De�ne as responsabilidades, cursos de ação e obje
consonância com o que foi estabelecido a nível institucional.
Planejamento operacional: coordena por meio de cronogramas, decisões, orçamentos e até mesm
individuais realizadas. É um planejamento focado no curto prazo e na rotina, assegurando que tod
com os procedimentos estabelecidos pela organização, focados na e�ciência, na melhor alocação
resultados.
Cabe destacar que para que o planejamento obtenha êxito é necessário bem de�nir objetivos, met
relacionamento com ambiente externo à organização para que se obtenha um feedback dos resulta
começar novamente todo o processo.
Organização
A organização como função administrativa consiste em desenvolver métodos apropriados de melh
também recursos humanos, necessários ao alcance dos objetivos e metas da organização de acordo
Sendo assim, a função administrativa de organizar está relacionada ao ato de planejar (planejamento
usar o jargão: “Cada macaco no seu galho”. Ou, em outros termos, cada recurso tem o melhor lugar e m
Usualmente, o processo de organização passa por cinco fases apresentadas a seguir:
Análise de objetivos: de�nir qual o principal objetivo da organização, o que se pretende fazer, ou 
organizacionais.
Divisão do trabalho: processo por meio do qual uma tarefa é fracionada em partes ou unidades, c
de pessoas.
De�nição de responsabilidades: obrigações ou deveres das pessoas na realização de tarefas ou a
De�nição dos níveis de autoridade: depois de dividir o trabalho, é preciso atribuir a autoridade a
hierarquia e amplitude de controle.
Desenho da estrutura organizacional: todas as decisões sobre divisão do trabalho, responsabilid
organizacional. O desenho da estrutura organizacional mostra a autoridade e as responsabilidade
integrantes de grupos. A estrutura organizacional é representada por um grá�co denominado org
Um conjunto organizado seguindo algum tipo de critério possui uma estrutura. Cada qual a sua mane
organizam conforme suas necessidades, não existindo a melhor forma de se estruturar, e sim estrutu
A estrutura organizacional mais e�ciente não depende tão somente dos objetivos organizacionais, m
ambientais externas à organização. Vários autores mundo afora realizaram estudos sobre as caracter
existentes. Essesestudos resultaram em sete tipos de modelos ou con�gurações de organizações, cad
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que é mais importante para suas operações, veja-se abaixo:
Empresarial: a cúpula estratégica é a mais importante onde são centralizadas as decisões.
Máquina: a parte mais importante é a tecnoestrutura, compreendendo os técnicos especializado
Pro�ssional: o núcleo operacional que compreende as pessoas envolvidas diretamente no fornec
importante.
Diversi�cada: a parte importante constitui-se na linha média da organização composta dos geren
núcleo operacional.
Inovadora: ênfase na busca de conhecimentos para lidar com o ambiente dinâmico. A parte mais 
Missionária: controle de pessoas por meio de crenças e símbolos, tendo como parte mais importa
ideologia.
Política: as organizações políticas não têm parte mais importante, nem mecanismos de coordena
Uma organização na abordagem pode assumir mais de uma das características citadas. O importante
forma como os recursos materiais e humanos sejam organizados no sentido de buscar a adequação d
organização ou unidade organizacional.
Para que as funções administrativas de planejar e organizar se efetuem, é necessário que outra funçã
surge o papel da direção como função que guia as atividades dos membros da organização nos rumos
organizacionais e pessoais de seus membros.
SAIBA MAIS
Saiba mais a respeito de organização empresarial! Clique aqui.
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A direção não é uma função exclusivamente centralizada no topo da hierarquia. Assim como as dema
níveis organizacionais, cada qual com suas competências, recebendo nomes especí�cos:
Direção: aplicada a nível institucional, genérica, direcionada a longo prazo e aborda a organização
Gerência: aplicada em nível intermediário, menos genérica do que o anterior abordando cada uni
Supervisão: aplicada em nível operacional. É detalhada e analítica, direcionada a curto prazo e ab
A direção nos três níveis organizacionais ou hierárquicos é complexa, pois relaciona-se aos recursos h
funções. Inúmeros estudiosos tentaram estudar as variáveis humanas comportamentais que in�uenc
que contribuíssem para uma direção e�caz. Estudar a direção voltada para o lado humano da empres
o que faz uma empresa funcionar, na realidade, são as pessoas.
Sem o fator humano, a empresa não consegue atingir os objetivos. Os recursos físicos e �nanceiros sã
empreendedor deve ter isso em mente de forma bem clara; a�nal, ele não pode dirigir o empreendim
Administração participativa, empreendedora, virtual; benchmarking; e reengenharia são exemplos de
melhor gerir as organizações por meio da direção. Esta é predominantemente exercida sobre pessoas
individuais dos membros da organização. A melhor forma de direção é aquela que melhor consegue r
alcance do que se é pretendido pela organização.
Controle
É a função administrativa na qual a organização avalia suas realizações contidas no planejamento c
acompanhar o sucesso ou fracasso de suas atividades.
Por essa de�nição, percebemos que o planejamento, que estabelece o que fazer e como fazer, e o con
avaliação de como estão sendo feitas as atividades para a realização dos objetivos e metas organizac
planejamento e o controle também pode ser distribuído em níveis organizacionais ou hierárquicos:
Controle estratégico: implementado a nível institucional abordando a organização como um todo
acompanhar e avaliar o desempenho da organização na realização de sua missão e acompanhar o
de decisão. O controle estratégico de�ne a missão e o desempenho desejado com base na análise
na análise externa (o meio que a circunda).
Controle administrativo ou tático: focado nas áreas funcionais da organização, ou seja, nos depa
intermediário ou departamental, possibilitando a tomada de decisão e um melhor acompanhame
genérico e mais detalhado do que o controle estratégico.
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Controle operacional: voltado às atividades em qualquer área funcional e aos recursos utilizados
cada operação em separado. Apesar de ser elaborado e aplicado em todos os níveis administrativ
praticamente o mesmo em todos os níveis, realizado da seguinte forma:
Estabelecimento dos padrões de desempenho: é a busca pela referência do melhor padrão de de
atividades de modo a alcançar o que está contido no planejamento atendendo o esperado por seu
Mensuração do desempenho: controle é avaliar e mensurar como a organização realiza suas ativ
medidas quantitativas e qualitativas. A forma de como será medido é crucial para se obterem as i
Avaliação (feedback): fase na qual o desempenho é medido e comparado com o padrão. Daí terem
padrões ou não. No segundo caso, aplica-se a ação corretiva necessária.
O uso e�ciente da função controle é uma ferramenta poderosa para assegurar que o que foi planejad
Empresa competitiva ainda na fase de projeto
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Para que a nova empresa seja competitiva ainda na fase de projeto é necessário que o empreendedor
forma organizada. Um bom começo seria a divisão de tarefas, isto é, cada pessoa deve assumir as ativ
por exemplo, se uma pessoa é criativa poderia ser alocada no Marketing; se uma pessoa gosta de lida
Recursos Humanos; se uma pessoa prefere trabalhar com números poderia ser alocada nas Finanças
É preciso também trabalhar com objetivos e metas gerais e por departamentos, como será visto a seg
Marketing
Políticas de Marketing: produto, preço, desenvolvimento, abordagem de mercado.
Quais produtos a empresa produzirá e oferecerá ao mercado?
A que faixa de preços esses produtos serão oferecidos?
Como será o processo de desenvolvimento de novos produtos?
Como o mercado-alvo será abordado?
Vendas: como se dará o processo de previsão de vendas?
Monitoramento: como será o monitoramento do mercado, em outros termos, como será avaliado
estagnado ou se está em retração?
Como será monitorado nosso desempenho?
Por receita de vendas, por participação de mercado?
Como será monitorado o desempenho da concorrência?
Pesquisa, desenvolvimento e inovações: haverá um departamento exclusivo para as atividades d
Se sim, como será estruturado?
Quanto de verba será destinado para pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores?
Propaganda e publicidade: a própria empresa fará o trabalho de propagar e tornar públicos seus 
especializada?
Marca e imagem: como serão administradas a marca e a imagem da empresa?
Treinamento: como será o treinamento dos funcionários e de quanto em quanto tempo?
Vendas e distribuição
Como será feito o cadastro de clientes?
Onde e como serão vendidos os produtos da empresa, em termos geográ�cos, e em que canais de
conveniência, venda direta, e-commerceem português signi�ca comércio eletrônico. , entre outro
Onde serão estocados os produtos acabados em termos de localização geográ�ca e em que cond
outros)?
Como serão feitas as expedições e entregas? Serão terceirizadas?
Como será feito o atendimento pós-venda?
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Produção
Quais e quantas máquinas serão necessárias?
Qual será a periodicidade da manutenção?
Onde serão localizadas as fábricas?
Como será o layouté uma palavra inglesa, muitas vezes usada na forma portuguesa "leiaute", que 
das fábricas?
Como serão estocados os insumos básicos e intermediários?
Como serão dispostos os materiais de manutenção, como, por exemplo, ferramentas, peças de ma
Com quantos operários a fábrica trabalhará?
Finanças
Como será a política de crédito e cobrança referente a fornecedores e clientes?Como será o processo de captação de �nanciamento?
Até que nível de endividamento a empresa pretende operar?
Um dia a empresa abrirá o capital e venderá ações para se capitalizar?
Qual será a política de dividendos?
Controladoria
Como serão gerenciados os tributos a pagar?
Como serão administradas as contas a pagar e a receber?
Como serão avaliados os recursos materiais e patrimoniais?
Recursos Humanos
Como será o processo de recrutamento e seleção?
Como será o processo de treinamento e desenvolvimento de talentos?
Que elementos serão considerados para o plano de cargos e salários?
Como os funcionários serão motivados?
SAIBA MAIS
Saiba mais a respeito de vendas e distribuição! Clique Aqui.
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Unidade 04
Aula 02
Matriz SWOT
Olá estudante! Nesta aula, estudaremos a matriz SWOT, que serve para identi�car pontos fortes e fracos, be
Matriz SWOT
A análise SWOT foi criada por dois professores da Harvard Business School: Kenneth Andrews e Rol
estudiosos acreditam que essa técnica já era utilizada muito tempo atrás.
A análise SWOT é uma ferramenta utilizada para examinar uma empresa e os fatores que afetam seu
exemplo, lucro). Esse é o primeiro estágio de planejamento, o que ajuda o gestor ou o empresário a en
inserida.
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De acordo com VALUE BASED MANAGEMENT (2007), forças e fraquezas (strengths e weaknesses, 
destruição) de valor, como: ativos, habilidades ou recursos que uma companhia tem à sua disposição,
quando percebemos um ponto forte, este deve ser ressaltado ainda mais e, quando percebemos um p
menos para minimizar seus efeitos.
Ameaças (threats) e oportunidades (opportunities) é o estudo do ambiente externo à organização em b
análise daquilo que normalmente está fora do controle das empresas, são chamados de fatores pouco
conhecer, mapear e monitorar. Entre as forças a serem consideradas estão os fatores demográ�cos, e
tecnológicos, sindicais, legais, entre outros.
Um ponto forte de sua empresa pode ser
Vasto conhecimento em marketing ou forte know-how na área: o conhecimento sobre a área ajuda b
ainda poderá nela ingressar. Contudo, terá de adquirir conhecimento de forma con�ável e rápida.
Um produto ou serviço inovador, que gere valor superior para o cliente: a maioria dos clientes gosta d
fornecidas a eles reais benefícios.
A localização da empresa: é de grande importância que a empresa se localize em um lugar acessível a
ofereça segurança, é interessante também que o estabelecimento tenha estacionamento.
Qualidade do atendimento, suporte de alto nível de excelência: os funcionários devem ser treinados e
e isso poderá fazer a diferença.
Qualquer outro aspecto que agregue valor ao seu produto ou serviço: a garantia estendida pode ser u
Capacidade de gestão e liderança: é de grande importância ter na empresa indivíduos capacitados pa
equipes.
Fontes exclusivas de matérias-primas: ter exclusividade com um bom fornecedor de matéria-prima p
tenham qualidade superior aos produtos �nais de concorrentes.
SAIBA MAIS
Saiba mais sobre análise SWOT clicando aqui.
http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/a-importancia-da-analise-swot-no-meio-empresarial/61089/
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Alto investimento em treinamento e quali�cação da mão de obra: treinamento adequado pode ter co
é indiscutivelmente favorável à empresa.
Um ponto fraco de sua empresa pode ser
Falta de conhecimento em marketing ou desconhecimento da nova área de atuação: o empreendedo
para ele tem a desvantagem do desconhecimento; assim, precisa adquirir informações rapidamente.
Produtos ou serviços não são inovadores ou são parecidos com o concorrente: às vezes acomoda-se c
lançam produtos que fazem sucesso. Entretanto, um dia esses produtos deixarão de ser novidades e s
deixar de empreender esforços para desenvolver e lançar novos produtos continuamente.
A localização da empresa não agrada o cliente: a empresa tem de estar onde o cliente gosta de ir, caso
recomenda-se trocá-la.
Baixa qualidade de seus produtos ou serviços: não adianta oferecer produtos baratos se eles não têm
clientes, o empreendedor deve continuamente melhorar a qualidade dos produtos.
Marca nova e desconhecida no mercado: muitos clientes (nesse caso potenciais) têm uma resistência
um esforço de mostrar aspectos positivos da nova marca, para isso deve-se contratar uma agência de
Baixo nível de �delidade dos clientes: deve-se fazer uso de estratégias que tentem �delizar os cliente
comprem com mais frequência os produtos da empresa. Uma estratégia bem conhecida é a concessã
As empresas aéreas têm uma estratégia especí�ca que é o chamado programa de �delidade, no qual o
compram dessa mesma companhia.
Recurso �nanceiro: falta de capital de investimento restringirá ações e expansão a curto prazo: ter po
possibilidade de enfrentar certos concorrente, contudo podemos optar pela estratégia de ataque late
Baixo poder de negociação junto aos fornecedores, re�etindo em preço mais alto do que o concorren
ter desconto por fazer grandes compras, já o pequeno comprador não tem tal prerrogativa, então, pa
controlar com rigidez seus custos.
SAIBA MAIS
Saiba mais a respeito dos pontos fortes e fracos clicando aqui.
http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/pontos-fortes-x-pontos-fracos-como-identifica-los-e-usa-los-em-beneficio-proprio/71183/
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Uma oportunidade para seu negócio pode ser
Um mercado em potencial desenvolvimento, por exemplo: a internet, muitos empreendedores já estã
comércio.
Parceria comercial: joint venture; fusões: são parcerias que podem ser utilizadas quando se deseja ent
exterior.
Mudança para novos setores ou segmentos do mercado, os quais oferecem maiores lucros: novos set
novos empreendimentos, e muitos empreendedores correm para desfrutar dessa oportunidade;
Uma vaga no mercado causada pela ine�cácia do seu concorrente: um empreendimento pode ser abe
empreendimento poderia “herdar” os clientes do antigo.
Disponibilidade de novas e melhores linhas de crédito para o cliente: novas formas de pagamento pod
Uma ameaça para seu negócio poderia ser
Novos concorrentes entrando no seu mercado: esses novos concorrentes podem oferecer novidades
tirar alguns de seus clientes.
Guerra de preços com seus concorrentes: essa guerra costuma diminuir a margem de lucro dos conco
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O concorrente tem um novo produto ou serviço totalmente inovador: se for feita uma boa comunicaç
serviço e se eles de fato oferecerem benefícios aos consumidores, provavelmente terão boas vendas.
empreendimento, fato que exigirá um contra-ataque.
Seus concorrentes têm maior abrangência de distribuição: isso signi�ca chegar ao cliente com mais v
chance de �delizar o cliente.
O governo aumenta os impostos: o aumento de impostos tende a diminuir o consumo de determinad
empreendimentos.
Queda do poder de compra do consumidor por conta da economia: quando há a chamada queda da e
consumo, e isso assim como o aumento de impostos tende a diminuir as vendas de inúmeros empreen
Mudança no comportamento do consumidor ou mudanças nos padrões de consumo: alguns fatores p
hábitos de consumo, como, por exemplo, variação do nível de renda, acesso à informação, possibilida
tecnológicas, consciência em relação ao meio ambiente, entre outros.
Direitos do consumidor: a cada dia o consumidor passa a ter mais conhecimento de seus direitos,e is
o tratam com o devido respeito.
Apelo ambiental: ultimamente tem crescido o número de consumidores preocupados com a preserva
empresas praticam o chamado re�orestamento, pois sabem que isso causa impacto positivo perante 
a essa tendência pode perder vários consumidores.
Unidade 04
Aula 03
Plano de Negócios
Caro(a) estudante, o assunto chave dessa parte do conteúdo é o plano de negócios. Estudaremos a importân
a elaboração do plano de negócios e a quem o plano de negócios é destinado. Boa aula!
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O Plano de Negócios
Essa unidade pode ser iniciada com uma pergunta:
por que planejar?
Muito se fala na mortalidade das empresas. No Brasil, costumam ser feitas pesquisas que apresentam
pequenas empresas. Para se ter ideia, 70% das novas empresas “morrem” ainda nos primeiros anos d
de análise e discussão em vários âmbitos da sociedade, do meio acadêmico ao meio empresarial.
Esse retrospecto de falências não é particularidade brasileira. Nos Estados Unidos, uma referência no
empresas também é alta, superando o patamar de 50%. Então, surgiu um questionamento: qual seria
empresas ainda que elas se situem em uma economia pujante, como a norte-americana?
Certa vez, um órgão do governo norte-americano chamado SBA (Small Business Administration) divulg
motivo para o fracasso das novas e pequenas empresas norte-americanas, vejamos o quadro que seg
Incompetência gerencial
Inexperiência no ramo
Inexperiência em gerenciamento
Expertise desbalanceada
Negligência nos negócios
Fraudes
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Desastres
Total
Fonte: SBA (1998 apud DORNELAS, 2005).
Vemos que os 98% podem ser agrupados e resumidos em uma única conclusão: falha ou falta de plan
ainda que apenas 2% são fatores desconhecidos.
A realidade brasileira não é muito diferente, o que é sustentado por uma pesquisa realizada pelo Seb
e que fora divulgada em 2003. Essa pesquisa revelou que os principais fatores de mortalidade das no
falta de planejamento;
de�ciências de gestão (gerenciamento do �uxo de caixa, vendas/comercialização, desenvolvimen
políticas de apoio insu�cientes;
conjuntura econômica;
fatores pessoais (problemas de saúde, criminalidade, sucessão).
É válido ressaltar que, apesar dos fatores externos ao negócio serem críticos, como é o caso das polít
falência também se resumem à falta de planejamento e à incorreta gestão do negócio. Em outros term
bom planejamento.
As falhas supracitadas podem acontecer devido a armadilhas no gerenciamento do dia a dia de micro
evidenciadas a seguir:
falta de experiência;
atitudes erradas;
falta de dinheiro;
localização errada;
expansão inexplicada;
gerenciamento de inventário impróprio;
excesso de capital em ativos �xos;
difícil obtenção de crédito;
usar grande parte dos recursos do dono.
Então, agora podemos fazer uma pergunta:
como se precaver das armadilhas e aumentar a e�ciência na administração do negócio?
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Fato é que não existem fórmulas mágicas para isso. Mais uma vez, reforça-se a importância e a necess
cultura de planejamento do brasileiro. Este gosta de sonhar, mas para transformar o sonho em realida
mensuráveis. Para isso existe uma técnica: o planejamento.
Uma vez mais utilizando o exemplo dos Estados Unidos, muito do sucesso das MPEs em estágio de m
planejou corretamente seu negócio e que, além disso, analisou criteriosamente o empreendimento a
planejamento, três fatores merecem destaque:
Toda empresa necessita de um planejamento do seu negócio para poder gerenciá-lo e apresentar
Toda entidade provedora de �nanciamento, fundos e outros recursos �nanceiros necessita de um
poder avaliar os riscos inerentes ao negócio.
Poucos empresários sabem como escrever adequadamente um bom plano de negócios. A maioria
têm conceitos básicos de planejamento, vendas, marketing, �uxo de caixa, ponto de equilíbrio, pr
o conceito, geralmente não conseguem colocá-lo objetivamente em um plano de negócios.
Agora são propostas algumas perguntas:
O plano de negócios é realmente uma ferramenta de gestão e�ciente a ponto de determinar o suce
O que é mito e o que é realidade em relação ao plano de negócio?
A Importância do Plano de Negócios
SAIBA MAIS
Saiba mais a respeito de plano de negócio, clique aqui.
http://www.sebraemg.com.br/atendimento/bibliotecadigital/documento/Cartilha-Manual-ou-Livro/Como-Elaborar-um-Plano-de-Negocio
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A partir dos anos 1990, nos Estados Unidos cresceu bastante o número de livros e artigos propondo f
de negócios que revolucionariam empresas. Essa situação tem de certa forma se repetido no Brasil. A
sobre planos de negócios, como, por exemplo, o fervor da nova forma de comércio (e-commerce, ou se
enriquecimento; programas de capacitação de empreendedores, nos quais o plano de negócios é o el
Alguns cuidados devem ser tomados durante a elaboração de um plano de negócios. Inicialmente, rec
conteúdo aplicado ao empreendimento, recomenda-se também que os números “recheados” de entu
negócios deve ser imparcial e objetivo.
O plano de negócios, enquanto uma ferramenta de gestão, pode e deve ser usado por todos empree
coisas, serve para que o empreendedor exponha suas ideias em uma linguagem que os leitores do p
disso, aponte a viabilidade ou não do empreendimento. Vale ressaltar que o plano de negócios não
novos empreendimentos, mas também para o planejamento de empresas consideradas maduras.
A maioria dos planos de negócios segue modelos predeterminados, o que pode fazer com que alguns 
empreendimentos sejam negligenciados. Observe que os planos que são elaborados tão somente com
ingresso em incubadoras de empresas, solicitação de bolsas ou recursos �nanceiros de órgãos do gov
costumam ser feitos às pressas, sem fundamentação ou ainda com números milagrosos. Eis que se faz
como convencer investidores, gerentes de bancos, potenciais parceiros, fornecedores, (futuros) cli
(empreendimento ou produto) é viável se o documento que o explana não é bem elaborado?
Fato é que, devido a sua importância, o plano de negócios tem sido incorporado como disciplina regu
empreendedorismo pelo Brasil e por outros países.
Cabe destacar que, uma vez concebido, o plano de negócios não pode ser esquecido. A concorrência 
é, os cenários são dinâmicos; assim, dinâmico também deve ser o plano de negócios. No dinamismo do
criatividade e para o bom senso do empreendedor.
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De�nindo Plano de Negócios
O plano de negócios pode ser de�nido como um documento usado para descrever um empreendim
empresa.
A elaboração do plano envolve um processo de aprendizagem e autoconhecimento, de forma que situ
negócios. Os planos costumam ser divididos em seções, sendo que cada uma tem seu propósito espec
Quanto maior for o porte da empresa, maior tende a ser o plano. Para se ter ideia, um plano de negóc
uma empresa dita pequena, todavia, para uma empresa grande, um plano pode superar as cinquenta 
(dependendo do horizonte de tempo), são feitas muitas versões e revisões até que o plano esteja clar
Autores recomendam que um plano de negócios deva responder as seguintes questões:
Em que negócio você está?
O que você (realmente) vende?
Qual é o seu mercado-alvo?
Aspectos Reforçadores Para a Elaboração do Plano 
Aqui seguem alguns aspectos que podem ajudar a convencer os candidatos a empreendedores que ai
o plano é possível:
entender e estabelecer diretrizes para o seu negócio;
gerenciar de forma mais e�caz a empresa e tomar decisões acertadas;
monitoraro dia a dia da empresa e tomar ações corretivas quando necessário;
conseguir �nanciamentos e recursos junto a bancos, governo, Sebrae, investidores, entre outros;
identi�car oportunidades e transformá-las em diferencial competitivo para a empresa;
estabelecer uma comunicação interna e�caz na empresa e convencer o público externo (forneced
associações, entre outros).
De forma resumida, o plano de negócios pode ser escrito para atender a alguns objetivos básicos rela
testar a viabilidade de um conceito de negócio;
orientar o desenvolvimento das operações e estratégia;
atrair recursos �nanceiros;
transmitir credibilidade;
desenvolver a equipe de gestão.
SAIBA MAIS
Saiba mais a respeito da importância do plano de negócio clicando aqui!
http://www.implantandomarketing.com/empreendedorismo-a-importancia-do-plano-de-negocios/
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A Quem o Plano de Negócios É Destinado?
Vários indivíduos e entidades podem estar interessados em alguns planos de negócios, como, por exe
Mantenedores de incubadoras (Sebrae, universidades, governo, associações, entre outros) para o
de�nição de estratégias e discussão de formas de interação entre as partes.
Bancos: para outorgar �nanciamentos para equipamentos, capital de giro, imóveis, expansão da e
Investidores: pessoas jurídicas, bancos de investimento, governo, Banco Nacional de Desenvolvim
outros.
Fornecedores: para negociação na compra de mercadorias, matéria-prima e formas de pagament
A empresa internamente: para comunicação da gerência com o conselho de administração e com
contratação).
Sócios: para convencimento em participar do empreendimento e formalização da sociedade.
Estrutura do Plano de Negócios
O fato de cada negócio ter suas particularidades faz com que não exista um único e rígido plano de ne
admite que existem empresas pequenas, médias, grandes; empresas comerciais, empresas industriais
com e sem �ns lucrativos; empresas cujos produtos têm alto valor agregado, outras cujos produtos tê
Contudo, podemos a�rmar que qualquer plano de negócios deve possuir um mínimo de seções, as qu
negócio. As seções são organizadas de forma a manter uma sequência lógica que permita aos variado
(ou será) organizada, evidenciando seus objetivos, seus produtos e/ou serviços, seu mercado, sua est
A seguir, sugerimos uma estrutura de plano de negócios para pequenas empresas manufatureiras em
Capa
pode parecer irrelevante, mas não é. A capa é a primeira coisa que um leitor vê de um plano de negóc
isso deve ser feita de maneira clara e com as informações necessárias e pertinentes. Recomendamos 
nome da empresa (razão social);
nome de fantasia da empresa;
endereço completo da empresa;
telefone da empresa (incluindo DDD);
logotipo, se a empresa tiver um;
nomes, cargos, endereços e telefones dos proprietários da empresa (dados do gerente e principai
mês e ano em que o plano foi feito;
número da cópia;
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A seguir é apresentado um modelo de capa:
Sumário
o sumário deve apresentar o título de cada seção do plano de negócios e a página respectiva onde se 
relacionados em cada seção. O propósito do sumário é facilitar a vida do leitor, pois a partir do sumár
interessa em um determinado momento. Vários editores de texto permitem a confecção automática 
apresentáveis.
Exemplo de estrutura de sumário:
Sumário Executivo
para alguns autores, o sumário executivo é a principal seção de um plano de negócios e deve expressa
sequência, preparando e atraindo o leitor para uma leitura com mais atenção e interesse. Para auxilia
responder às seguintes perguntas:
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O quê?
O que é a sua empresa?
O que você está apresentando?
Qual? Qual é seu produto/serviço?
Qual o propósito do seu plano?
Onde? Onde sua empresa está localizada?
Onde está seu mercado?
Onde estão seus clientes?
Por quê? Porque você precisa do dinheiro requisitado?
Porque você deseja que seu plano de negócios seja apro
Como? Como está a saúde �nanceira de seu negócio?
Como está crescendo sua empresa (faturamento dos úl
Como você empregará o dinheiro na sua empresa?
Como se dará o retorno sobre o investimento?
Quanto? De quanto dinheiro você necessita?
Quando? Quando seu negócio foi criado?
Quando você precisa dispor do capital requisitado?
Quando ocorrerá o pagamento do empréstimo obtido?
Análise Estratégica
aqui devem ser de�nidos: a visão e a missão da empresa; sua situação atual, as potencialidades e ame
objetivos e metas. Em outros termos, nesta seção buscamos de�nir os rumos da empresa.
Descrição da empresa
esta seção visa descrever resumidamente a empresa, como, por exemplo, seu histórico, crescimento, 
tributos, estrutura organizacional e legal, localização, parcerias, certi�cações de qualidade, serviços t
ainda estiver em fase de projeto, alguns dos elementos citados podem ser omitidos ou fornecidos com
Produtos e serviços
nesta seção será descrito o portfólio de produtos e/ou serviços da empresa, isto é, a lista de produtos
comercializa ou somente comercializa, se for comercial. Podem ser incluídos ainda as matérias-prima
processo de pesquisa e desenvolvimento, o modo adequado de descarte, os principais clientes, se a e
Plano operacional
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nesta seção serão apresentadas as ações que a empresa está planejando em seu sistema produtivo e 
equipamentos necessários para a atividade produtiva, o número de funcionários e resumidamente su
Plano de Recursos Humanos
esta seção visa descrever as ações realizadas quanto ao componente humano, em outros termos, sele
ações motivacionais, ações disciplinadoras e até punitivas, entre outras.
Análise de mercado
aqui, o autor ou os autores do plano de negócios deverão mostrar que os executivos da empresa conh
pesquisar a relação produto/mercado para saber se o mercado está em retração, se o mercado está e
alguns casos, se há tendências de mercado.
Estratégia de marketing
nesta seção o autor ou os autores tentarão mostrar como a empresa pretende vender seu produto/se
interesse dos mesmos e aumentar a demanda. É válido também abordar os métodos de comercializaç
o cliente, política de preços, principais clientes, canais de distribuição e estratégias de promoção/com
de vendas.
Plano �nanceiro
a chamada seção de �nanças deve apresentar em números todas as ações planejadas da nova empres
planejadas e controladas. Alguns demonstrativos sugeridos são: balanço patrimonial, �uxo de caixa, a
resultado do exercício (DRE), margem de lucro, análise de lucratividade, medidas de endividamento, t
exemplo, Payback , Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR), entre outros.
Cronograma
alguns autores de planos de negócios gostam de inserir neles um cronograma. Sendo que este é um in
para a abertura de um negócio, considerando um determinado intervalo de tempo. A seguir temos um
Anexos
nesta seção costumam ser adicionadas informações relevantes para o melhor entendimento do plano
dirigentes da empresa, fotos de produtos, plantas de localização, material de divulgação do negócio, c
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Plano de Marketing
O plano de marketing é um instrumento que estabelece objetivos, metas e estratégias do composto d
geral da empresa. Sob ótica complementar, um plano de marketing é um documento que formula um 
O plano de marketing global da companhia pode ser composto a partir de uma série de planos de mar
individuais.
Unidade 04
Aula 04
Plano de Marketing e Finan
Caros(as) estudantes, os assuntos em destaque nesta aula são:as estratégias de marketing e a preparação do
desenvolver as competências e habilidades necessárias a essa área de atuação e do conhecimento. Boa aula.
SAIBA MAIS
Saiba mais a respeito da estrutura do plano de negócio, clique aqui!
http://www.administradores.com.br/producao-academica/estrutura-de-plano-de-negocio/4920/
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Estratégia de Marketing
A estratégia pode ser de�nida como o meio ou método utilizado para se atingir determinados objetiv
em nível institucional e suporta as atividades de planejamento e direção de operações em grande esc
forças para as mais vantajosas posições antes de agir.
Em Marketing, a estratégia também é muito importante, pois uma estratégia de Marketing correta po
uma empresa/produto, ao passo que uma estratégia errada pode destruir uma empresa/produto ante
qualidade do produto/serviço da empresa ser de alta qualidade ou não.
Ao falarmos em estratégia de marketing, devemos ter em mente os cinco “pês” do marketing: prod
distribuição), propaganda e promoção.
A estratégia de vendas está relacionada diretamente com a estratégia de marketing da empresa e pro
produto/serviço com a �nalidade de converter em ações as estratégias estabelecidas. Para isso, se lev
veja os aspectos pertinentes a cada um dos “pês”:
Produto/posicionamento
admitindo que um produto é concebido para satisfazer uma necessidade e consequentemente um de
preocupação de “casar” o produto com o público-alvo, em outros termos, cada produto é concebido p
posicionamento refere-se à maneira como os consumidores percebem a empresa e seu produto em r
encontram agrupados demogra�camente da mesma maneira que os indivíduos. Os grupos podem inc
número de empregados, número de anos no ramo, setor ao qual pertence o negócio, etc. O esforço do
de manter a imagem do produto/serviço no mercado, segundo as políticas de posicionamento previam
Preço
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preço é uma ferramenta efetiva de marketing, pois afeta a demanda, in�uencia a imagem do produto 
considerar o preço a ser praticado, é importante saber que este não deve ser calculado com base na p
se faz. O preço depende do valor do seu produto do ponto de vista do consumidor. O preço está relac
Na conjuntura atual, muitas vezes, não é mais a empresa que forma o preço de venda, e sim o mercad
custos para não comprometer a margem de lucro.
Utilize as seguintes perguntas como um guia:
De que maneiras são estabelecidos os preços? Existe política de preços?
Existe concorrência em preços?
Existe valor percebido pelo consumidor?
Os preços são baseados nos custos mais margem?
Por que eles são diferentes dos da concorrência e até que ponto?
Existe elasticidade de preços (efeito do preço sobre a quantidade demandada) para seu produto?
Existem estratégias de preços categorizadas em três áreas:
MARGEM DE LUCRO
As que visam margem de lucro incluem uma determinada porcentagem na sua maximização e podem
vendas ou como valor moeda.
METAS E VENDAS
As estratégias que visam metas de vendas, ou seja, estabelecem metas de volume de venda, são, gera
produto em um novo mercado.
METAS DE STATUS QUO
As estratégias que visam objetivos de “status quo” são utilizadas para lidar com a concorrência em me
fator concorrencial determinante.
Outras estratégias de preços são utilizadas para atrair o consumidor mediante promoções especiais d
Descontos
Cupons de desconto: os cupons podem ser enviados diretamente aos consumidores, através de jo
cupons são utilizados para obter informações especí�cas dos consumidores, através do preenchim
Descontos em vendas a prazo: são utilizados para as vendas a crédito, mediante a opção de paga
no crédito. Por exemplo: o consumidor pode obter um 5% de desconto se o pagamento é feito den
para ser feito em 30 dias.
Existem outros métodos de vendas baseados na estratégia de segmentação. Geralmente pratica-
Marketing diferenciado: signi�ca adequar o produto de maneira a vender para dois ou mais segm
Com um mesmo produto, atender-se-ia a vários segmentos de uma maneira diferenciada.
Marketing concentrado: é a escolha de somente um segmento como mercado-alvo.
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Praça (canais de distribuição)
os canais de distribuição representam as diferentes maneiras pelas quais o produto é colocado à disp
de distribuição é levar ao consumidor o que ele precisa. Existem duas maneiras de vender o produto: 
Venda direta
É a maneira mais usada de distribuição: uma empresa vende diretamente seus produtos por interméd
pode ou não controlar o processo de distribuição. Existem empresas integradas verticalmente e que 
produção de matéria-prima, passando pela produção até a distribuição. Outras empresas são integra
distribuição em mãos de terceiros mediante vendas indiretas. Existem vantagens e desvantagens ao 
grau de e�ciência de cada empresa. Para algumas, pode ser vantajoso controlar a distribuição; para o
Venda indireta
A venda indireta é realizada usando a estratégia de canais de distribuição. A empresa pode vender su
ao varejista e ele ao consumidor �nal. A empresa também pode vender simultaneamente ao atacadis
usando diferentes preços dependendo da estratégia de canal utilizada.
Propaganda
fazer propaganda signi�ca enviar diferentes mensagens a audiências selecionadas, com o propósito d
utilização de diferentes veículos de comunicação, como rádio, TV, mala-direta, outdoors, busdoor, int
venda, entre outros. A vantagem da propaganda é a possibilidade da mensagem chegar ao mercado e
bastante elevado; portanto, avalie se existe o propósito de fazer chegar a mensagem a um grande púb
Promoção
a promoção é um estímulo ao marketing, utilizada para gerar demanda do produto ou serviço. O prop
você tem aquele produto ou serviço que satisfaz a demanda do consumidor. Os objetivos da promoçã
informar;
persuadir;
lembrar;
Alguns resultados que podem ser obtidos da promoção incluem:
aumento nas vendas;
aumento na participação de mercado;
melhora da imagem da marca;
aumento do conhecimento do seu negócio;
identi�cação de vantagens competitivas;
preparação de terreno para vendas futuras;
Venda pessoal
É conhecida como venda pessoa a pessoa. A principal vantagem da venda pessoal é a de permitir uma
de vendas e o cliente.
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Promoção de vendas
É a técnica de vendas que inclui outros tipos de promoção como apresentação de DVD’s, demonstraç
supermercados, entre outros. O sucesso não depende somente da maneira como se promove o negóc
Publicidade
Publicidade é a informação sobre seu produto, a empresa ou serviço. Não necessariamente correspo
potencial. Geralmente a publicidade não é um serviço pago diretamente pela aparição indireta de dif
público que não necessariamente faz parte do mercado-alvo, mas pode de alguma maneira �car infor
A Preparação do Empreendedor
Tornar-se empreendedor(a) requer preparação, a seguir são expostos alguns requisitos:
Desenvolvimento da autoestima, autocon�ança, crença no próprio 
muitos indivíduos subestimam sua própria capacidade. Enquanto não há uma clara visão positiva de s
estará preparado para o desa�o de abrir um negócio. Para desenvolver autoestima e autocon�ança, e
conquistas até então, de seu desenvolvimento passado, de seus talentos e recursos pessoais. Deve lim
que tenha sido incorporada em qualquer fase de sua vida. Se for necessário, o indivíduo, antes de com
buscar ajuda pro�ssional de um psicólogo ou a ajuda emocional de um amigo ou parente de bom sens
con�ante de si mesmo. É igualmente fundamental que essa visão de si mesmo não vá para o oposto: a
resultados desastrosos. Por �m, o indivíduo deve acreditarno seu potencial, mas ter a humildade par
orientadores de instituições especializadas como o Sebrae) na montagem do negócio, devendo optar
e quali�cação.
Desenvolvimento de emoções e atitudes positivas em relação aos it
pretende atuar:
os itens fundamentais sobre os quais o empreendedor tem de ter uma visão positiva são: o negócio e
negócio opera; os processos operacionais típicos do ramo. Em outros termos, quando se identi�ca co
alcançar o sucesso.
Controle do medo
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o medo é um grande inibidor. Precisa ser controlado. Muita gente com alto potencial de realização nã
medo. São cinco medos básicos a serem controlados, a saber: medo de perder dinheiro, medo do frac
responsabilidade, Pensamento Negativo Abstrato (PNA), isto é, medo do desconhecido, que passa a t
Controle da ilusão e da ansiedade
a ilusão e a ansiedade prejudicam sobremaneira muitos pequenos empresários. Por se iludir, acredita
esperanças infundadas, que não resistirão à frustração que inevitavelmente virá. Por ter ansiedade, p
coisas certas e necessárias para a consolidação do negócio, ou desistem antes da hora. Um bom modo
realista, dizendo não ao mito que é frequentemente associado à atividade empreendedora. Esse mito
de ganhar muito dinheiro rapidamente. Isso pode até acontecer, mas a probabilidade é pequena. Em g
comum é que o empreendedor passe a viver, pelo menos temporariamente, com renda mais reduzida
sensatamente monta um negócio para encontrar para si mesmo o autoemprego e a renda autogerada
rapidamente, tudo será diferente. Ele provavelmente terá mais amor ao negócio, mais paciência para
à frustração de esperar até a fase da consolidação. Melhor para ele e melhor para o negócio.
Desenvolvimento de atitudes otimistas:
otimismo não é ilusão. É ver as coisas como elas realmente são, inclusive com suas di�culdades, e a pa
esperançosa, com crença nas possibilidades de desenvolvimento. O otimismo é essencial nos negócio
mundo dos empreendimentos. É possível alguém tornar-se mais otimista? Sim, procurando analisar o
oportunidades, analisando casos de sucesso, convivendo com pessoas com visão positiva, combatend
Lembre-se de que o otimismo é condição essencial da inovação, da liderança, da realização. Quem nã
empreendimento, nem que para isso precise recorrer à ajuda pro�ssional.
Mantendo a motivação:
ter motivação do tipo “fogo de palha” é fácil, mas ter uma chama de motivação forte e permanente nã
vocação. É fundamental que o empreendedor escolha um negócio do qual possa verdadeiramente go
emocionalmente, pois isso é condição para a sustentação do entusiasmo. A motivação pode eventual
quando as coisas não andam bem, mas logo deve voltar para o nível adequado a levar o negócio adian
motivação para que ela o impulsione ao sucesso.
Mantendo a disciplina:
certa vez um mestre disse ao discípulo: “disciplina, disciplina, disciplina”. O empreendedor não pode a
termos especí�cos podem ser citados: disciplina quanto ao controle das precipitações, disciplina qua
traçados para o longo prazo, disciplina quanto à manutenção de padrões de comportamento gerencia
dizer que a disciplina é fundamental para o empreendedor.
Preparação intelectual:
este aspecto prepara intelectualmente o indivíduo para a atividade por conta própria. O que quer diz
adequado ao mundo dos negócios, uma forma de pensar de empreendedor, que difere daquela típica 
preparação intelectual leva o empreendedor a compreender a base do raciocínio de negócio e da tom
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empreendimento. Pessoas não preparadas intelectualmente para atuar como empreendedoras frequ
cobrar”, “eu não consigo ter dívida”, “não adianta a gente falar, que o pessoal não faz as coisas como de
mas não podemos demiti-lo, pois ele é pai de família”, entre outros. O empreendedor deve ser assertiv
Preparação pro�ssional:
é necessário que o empreendedor prepare-se para agir pro�ssionalmente como empresário. Isso sign
preparado a atuar como empresário, mas não só. Signi�ca dominar determinados conhecimentos e p
empreendedor. Veja os aspectos que seguem: conhecimento do futuro negócio, obtido por pesquisa e
saber: em que mercado se vai operar; quais são as características desse mercado; quais são as regras 
concorrentes e quais são seus pontos fortes e pontos fracos; quais são os recursos necessários para o
fontes de suprimento; entre outras.
Preparação econômica:
dois elementos são essenciais para a iniciação com sucesso de um empreendimento: um empreended
recursos. É necessário cuidar da preparação do empreendedor também no aspecto econômico. Mas o
empreendedor precisará de algum dinheiro. Às vezes, precisará de pouco, mas precisará. A priori supõ
dinheiro necessário para a abertura do negócio, é provável que o empreendedor precise de mais algu
do novo negócio ele passará por um período de incerteza e risco, e talvez não possa tirar dinheiro do 
economicamente é estar com as contas pessoais razoavelmente em dia e com os gastos sob controle,
pela fase inicial do novo negócio.
Plano Financeiro
O plano �nanceiro é um instrumento que busca evidenciar como será a gestão das �nanças da empre
caso de empresa já constituída, o plano �nanceiro pode ser elaborado para sanar problemas.
No plano �nanceiro, apresentam-se, em números, todas as ações planejadas para a empresa. Para ela
pode utilizar as seguintes perguntas como guia:
Quanto será necessário para iniciar o negócio?
Existe disponibilidade de recursos para isso?
De onde virão os recursos para o crescimento do negócio?
Qual o mínimo de vendas necessário para que o negócio seja viável?
O volume de vendas que a empresa julga atingir torna o negócio atrativo?
A lucratividade que a empresa conseguirá obter é atrativa?
Estrutura do Plano Financeiro
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A seguir, sugere-se uma estrutura para a elaboração de um plano �nanceiro.
Investimento inicial
Usualmente, um plano �nanceiro é iniciado com o cálculo do montante necessário para a abertura ou
instrumento utilizado é o orçamento de investimentos, no qual visa-se detalhar os itens necessários p
suas quantidades e valores. São exemplos de desembolsos: compra de máquinas e equipamentos, com
campanha publicitária, entre outros.
A seguir, é proposto um modelo de orçamento de investimentos.
Orçamento de investimento realizado para a abertura de uma empresa de aluguel de carros: janeiro e
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Receitas x custos e despesas x lucro
Receitas
No item "Projeção de Vendas" do plano de marketing, o empreendedor já de�niu a projeção das suas 
meses, talvez anos. Com estes dados, juntamente com a determinação do preço a ser praticado pelo s
visualizar suas vendas em termos de valores, as quais são denominadas de receitas ou faturamento.
Custos e despesas
Neste item deverão ser levantados todos os valores que serão despendidos para a produção do prod
Deverão ser levantados tanto os custos de produção quanto as despesas relativas ao suporte, à prod
despesas poderão ser denominadas de �xas ou variáveis. A diferença é a sua relação direta com o vol
variáveis irão sofrer acréscimos (ou decréscimos) proporcionalmente ao aumento (redução) do volum
poderão ter aumentos também, mas não diretamente proporcionais à produção/vendas.
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Receitas, custos e despesas e lucropodem ser combinados em um instrumento chamado Demonstrat
proposto um modelo de DRE.
Fluxo de caixa
Conceitualmente, o �uxo de caixa é um instrumento que relaciona os ingressos e saídas de recursos m
determinado intervalo de tempo. A partir da elaboração do �uxo de caixa é possível prognosticar eve
determinando-se medidas saneadoras a serem tomadas.
O �uxo de caixa é de fundamental importância para as empresas, constituindo-se numa indispensáve
Para se manterem em operação, as empresas devem liquidar corretamente seus vários compromisso
respectivo saldo em seu caixa nos momentos dos vencimentos. A insu�ciência de caixa pode determi
de materiais e mercadorias e ser causa de uma séria descontinuidade em suas operações.
Ao apurar o saldo líquido desses �uxos monetários, o instrumento do �uxo de caixa permite que se es
eventuais sobras ou faltas de recursos, em função do nível de caixa desejado pela empresa.
A seguir é proposto um modelo de �uxo de caixa:
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Técnicas de orçamento de capital ou técnicas de análise de investim
As técnicas de análise de orçamentos de capital são utilizadas pelas empresas para a seleção de proje
investimentos realizados.
Os �uxos de caixa devem ser analisados para a determinação da aceitabilidade ou classi�cação de pro
tais análises. As abordagens preferidas integram conceitos do valor do dinheiro no tempo, consideraç
para selecionar dispêndios de capital que sejam coerentes com o objetivo da empresa de otimizar seu
dessas técnicas para avaliar propostas de dispêndios de capital, tendo em vista a tomada de decisão.
As principais técnicas de análise de orçamentos de capital são o payback, o VPL e a Taxa Interna de Re
Payback
Os períodos de payback são geralmente usados como critério para avaliação de investimentos propos
exato necessário para a empresa recuperar seu investimento inicial em um projeto, a partir das entra
período de payback pode ser encontrado dividindo-se o investimento inicial pela entrada de caixa anu
anuais devem ser acumuladas até que o investimento seja recuperado.
Existem dois tipos de payback, o simples e o descontado.
Embora seja muito usado, o período de payback simples é geralmente visto como uma técnica não so
não considera explicitamente o valor do dinheiro no tempo, através do desconto do �uxo de caixa pa
Por conta da limitação do payback simples de não considerar o valor do dinheiro no tempo, é que foi p
descontar signi�ca atribuir o verdadeiro valor do dinheiro no tempo, naturalmente usando para isso 
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Valor Presente Líquido (VPL)
Por considerar explicitamente o valor do dinheiro no tempo, o VPL (também chamado de Valor Atual
so�sticada de análise de orçamentos de capital. Esse tipo de técnica, de uma forma ou de outra, desco
especi�cada. Essa taxa, frequentemente chamada de taxa de desconto, custo de oportunidade ou cus
deve ser obtido por um projeto, de forma a manter inalterado o valor de mercado da empresa.
O VPL é o somatório dos valores presentes de todos os �uxos de caixa de um projeto, sejam eles �uxo
projeto seja viável pela técnica do VPL é necessário que o resultado seja maior do que zero. Resumid
negócio não é viável.
O VPL pode ser obtido pela seguinte fórmula:
Taxa Interna de Retorno (TIR)
A taxa interna de retorno, apesar de ser consideravelmente mais difícil de calcular à mão do que o VP
usada para a avaliação de alternativas de investimentos. A TIR é de�nida como a taxa de desconto qu
ao investimento inicial referente a um projeto. A TIR, em outras palavras, é a taxa de desconto que fa
investimento iguale-se a zero (já que o valor presente das entradas de caixa é igual ao investimento in
resolvendo-se a equação que “zera” o VPL, citada a seguir:
ATENÇÃO
O critério de decisão
Quando o payback é usado em decisões de aceitar ou rejeitar, o critério é o seguinte: se o período d
payback máximo aceitável, aceita-se o projeto; se o período de payback for maior que o período de
projeto.
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Ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio corresponde ao valor monetário ou volume de vendas necessários para saldar o
empresa começa a obter lucros. No ponto de equilíbrio não há lucro nem prejuízo. É de grande utilida
momento seu empreendimento começa a obter lucro e, assim, torna-se uma importante ferramenta g
Balanço patrimonial
É a demonstração que apresenta todos os bens e direitos da empresa (ativo), assim como as obrigaçõ
entre ativo e passivo é chamada Patrimônio Líquido e representa o capital investido pelos proprietár
trazidos de fora da empresa, quer gerados por esta em suas operações e retidos internamente.
A Busca de Recursos Para Implementação da Empre
No Brasil, existem �nanciamentos de curto e longo prazos, ou seja, variam de poucos meses a alguns 
características de �nanciamento que cada uma pode oferecer são as seguintes:
a) bancos comerciais – fazem concessão de crédito rotativo para atender necessidades permanen
�nanciamento de longo prazo;
b) bancos de desenvolvimento – fazem �nanciamentos de longo prazo, a custos menores que os d
ATENÇÃO
Critério de decisão
O critério de decisão, quando a TIR é usada para tomar decisões do tipo “aceitar-rejeitar”, é o segu
aceita-se o projeto; por outro lado, se a TIR for menor que o custo de capital, rejeita-se o projeto. E
obtendo, pelo menos, sua taxa requerida de retorno. Tal resultado deveria aumentar o valor de me
retorno dos sócios ou acionistas. Resumidamente: TIR > custo de capital, o projeto é viável; TIR < c
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c) bancos de investimentos e bancos múltiplos (estes últimos operam com a mesma carta patente
corretora de valores e �nanceira) – lideram e participam de lançamentos de debêntures e de açõe
mercado �nanceiro como no mercado de capitais. Fazem repasses do BNDES, de recursos captad
recursos próprios;
d) �nanceiras – fazem �nanciamento para compra de equipamentos e máquinas e operam no �na
e) arrendamento mercantil – fazem operações de leasing de bens de capital, novos, usados, racion
f) factoring – fazem operações de compra de contas a receber das empresas e operam também co
g) fundos de pensão – fazem a compra de debêntures e de ações;
h) fundos de investimento – fazem a compra de debêntures e de ações.
O BNDES é principal instrumento de execução da política de investimento do governo federal e atua 
de longo prazo e também no mercado de capitais. Mantém três grandes unidades de clientes e produ
Unidade de Clientes 1
– projetos para a modernização dos setores produtivos �orestais, bens de capital, mineração e sideru
bens de consumo, complexo automotivo, comércio e serviços.
Unidade de Clientes 2
– projetos de infraestrutura de energia, telecomunicações e logística (complexo eletrônico, transport
Unidade de Clientes 3
– projetos de desenvolvimento social e urbano; reunindo projetos sociais (saúde, educação, trabalho 
administração pública.
Os principais produtos do BNDES (principal �nanciador de projetos no Brasil) são:
a) BNDES Automático – �nancia empresas privadas através de agentes �nanceiros credenciados
b) Financiamento à empresa (Finem) – atende a indústria, infraestrutura, comércio e serviços e ag
c) Fundo de Financiamento para Aquisição de Máquinas e Equipamentos (Finame), na área agríco
cooperativas e pessoas físicas;
d) BNDES – Exim – �nancia as exportações de bens e serviços;
e) Finame Especial – �nancia máquinas e equipamentos para todos os setores, exceto o de comér
f) Leasing Finame – operações de �nanciamentos, sem intervenção de agentes �nanceiros, diretam
Finame;
g) FINAC (Financiamentoao Acionista) – que pode ser operado através do BNDES ou da BNDESP
empresas, visando subscrição de aumento de capital em empresa privada nacional de capital fech
h) Proger (Programa de Geração de Renda) – �nancia a abertura ou a expansão de negócios form
para o país;
i) Mipem (Programa de Apoio à Micro e Pequena Empresa) – apoiar, mediante a abertura de créd
giro associado, que proporcionem a geração de emprego e renda.
j) Existem diversas outras linhas de �nanciamento na área industrial e mineral, como: Programa d
(PROTAD), Programa de Apoio às Indústrias de Bens Intermediários e de Capital Selecionadas (P
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Desenvolvimento Tecnológico Industrial (PRODETEC), Programa de Apoio Industrial Compleme
Marinha Mercante e à Construção Naval (FAT/FMM).
Quando é necessário contrair empréstimo, o tomador do crédito não pode esquecer-se de pesquisar 
instituições �nanceiras. Mas isso não é o bastante, outros aspectos precisam ser levados em conta, co
Carência:
intervalo de tempo entre o momento da captação do empréstimo e o pagamento da primeira parcela
somente é válida para o tomador do crédito quando não há pagamento de juros durante esse período
Prazo:
cuidado também com o prazo. Um empréstimo de prazo mais longo pode ter prestações menores do 
menos longo, contudo ao �nal o tomador do empréstimo poderá pagar mais juros do que pagaria se t
menor.
Garantias:
muitas instituições pedem do tomador garantias para o caso de atraso no pagamento das parcelas, ou
“honrar” o empréstimo.
Sistemas de amortização de empréstimos (dívidas):
as formas de quitação de dívidas costumam ser chamadas de sistemas de amortização de empréstimo
praticados são o francês, também chamado de Price, e o SAC. O sistema francês de amortização tamb
ou Sistema de Prestação Constante, e é muito utilizado nas compras a prazo de bens de consumo – cr
Quando uma dívida é saldada em prestações, o devedor deverá, normalmente, restituir o principal m
de uma parcela de juros e uma parcela de amortização. Como se sabe, a amortização corresponde à p
principal.
Nesse sistema, as prestações são constantes, ao passo que a parcela de juros decresce com o tempo e
O sistema de amortizações constantes (SAC) foi popularizado pelo Sistema Financeiro de Habitação 
compra da casa própria. Atualmente, ele é muito utilizado para �nanciamentos de longo prazo. Como
obtido dividindo o principal “P” pelo número de prestações “n”, além do que os valores das prestações
Abaixo é apresentada uma planilha usada para acompanhar o passo a passo da quitação de um empré
A Consolidação
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Consolidação é uma palavra originada do latim, consolidare, que denomina a ação de agrupar e/ou seg
práticos, a palavra consolidação é usada para retratar que algo tornou-se real e “sustentável”.
No caso de um empreendimento, diz-se que ele foi consolidado quando foi posto em prática, isto é, pa
que haja essa consolidação é que se defende a elaboração de um plano de negócios. Em outras palavr
para a consolidação de um empreendimento.
Unidade 04
Amplie seu conhecimen
Referências
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ZANON, Marcos Afonso. Oleiros do Umbará; História e Tecnologia (1935-2000). Curitiba: Aos Q
 
 
ATIVIDADE ATIVA 
Disciplina: Empreendedorismo, Motivação e Criatividade 
Cursos: Administração, Gestão de Eventos e Gestão Pública 
Prof. Leandro Santana de Oliveira 
Módulo 2 - Disciplina 1 - Ano: 2020 
 
 
Aluno: 
Matrícula: 
Módulo: Disciplina: 
 
Inovando no varejo a partir da criação de uma marca de valor – 
Caito Maia, da Chilli Beans 
 
Para realizar esta atividade, você deve assistir à entrevista com o empreendedor Caito Maia, 
que complementa este caso, em https://youtu.be/lCbaVvmldmk. 
Na sede da Chilli Beans, em Alphaville, a agitação é evidente. Caito Maia começa o dia com 
uma agenda cheia de compromissos e encontra-se em reunião com a equipe de marketing. 
Quem observa o executivo que comanda uma equipe de mais de 100 pessoas e que 
acompanha de perto o crescimento acelerado de sua empresa e dos mais de 740 pontos de 
venda da rede de franquias talvez não faça ideia de como tudo começou. 
O início da empresa confunde-se com o próprio desenvolvimento profissional de Caito Maia. 
Ao ser questionado sobre quem o influenciou e como o negócio surgiu, ele responde, sem 
titubear: “Na minha família, não tem ninguém empreendedor do próprio negócio. Meu pai, 
inclusive, era músico. Isso me influenciou bastante, e, aos 12 anos, eu já tocava bateria. 
Cheguei a montar uma banda e morei nos Estados Unidos, onde estudei música...” 
A experiência precoce nos Estados Unidos levou o jovem músico ao encontro de novas 
oportunidades, apesar do sonho de ter uma banda bem-sucedida. “Entre idas e vindas, fiquei 
sete anos nos Estados Unidos. Fui, pela primeira vez, aos 12 anos, sozinho, encontrar um 
amigo do meu pai. Eu aproveitava as viagens e trazia objetos para vender aos amigos.” 
Talvez Caito não soubesse o que era empreendedorismo, mas já praticava a arte da 
negociação, adquiria habilidade em vendas, enxergava oportunidades e sabia se relacionar 
com as pessoas. 
“Acho que nada nem ninguém me influenciou. Tinha uma veia natural, sempre fui uma pessoa 
para quem 2 + 2 é igual a 5.” Para se sustentar nos Estados Unidos, Caito fazia de tudo um 
pouco: “No tempo em que morei na Califórnia, trabalhei muito, lavei muito prato, fui faxineiro 
e caixa de supermercado.” Com toda a experiência adquirida no exterior, o networking que 
tinha no Brasil e a vontade de criar uma marca forte, Caito aos poucos foi percebendo que a 
banda era mais um hobby que um negócio. 
As viagens que fazia ao Brasil e as vendas de produtos importados abriram os olhos do jovem 
músico para a grande oportunidade de sua vida: “Criei a Chilli Beans com 29 anos. Antes de 
criar a marca, comecei a trazer óculos dos Estados Unidos na mochila para vender aos 
amigos. Todos gostavam e pediam mais e mais produtos, e a demanda não parava de 
aumentar. Foi então que vi uma grande oportunidade, pois, com o dinheiro das vendas 
iniciais, eu comprava e trazia mais produtos. Isso cresceu até que consegui um cliente de 
atacado. O passo posterior foi criar a marca própria, abrir o próprio ponto de venda e trazer 
os produtos diretamente da China. Mas antes, praticamente vivenciei a falência por falta de 
planejamento...”. 
Como tudo foi acontecendo rapidamente, não houve uma criteriosa análise da demanda. A 
venda para o atacadista, apesar de ser uma oportunidade, mostrou-se também perigosa, já 
que haveria uma concentração das vendas em um único cliente. Se esse cliente não fosse 
atendido adequadamente, a empresa ficaria em risco. Foi o que aconteceu e o que levou o 
negócio a quase quebrar logo no início: “Como não cheguei a fazer um plano de negócios, 
quando comecei a vender no atacado, praticamente quebrei. Por meio de meus 
relacionamentos, recebi uma encomenda grande de um cliente importante, a Fórum, uma 
marca super conhecida no Brasil, mas à qual eu não tinha condição de atender.” 
Com isso, Caito percebeu que precisava criar uma marca própria e capitalizar sobre sua 
criação de maneira a poder vender no varejo. “Quebrei vendendo no atacado sem 
planejamento. Perdi tudo que tinha, mas, em compensação, foi o que me estimulou a criar 
minha marca própria. O nascimento da Chilli Beans foi no Mercado Mundo Mix, um mercado 
itinerante nas capitais, com várias marcas legais que estavam nascendo. Eu punha os óculos 
em uma mala e vendia pessoalmente no Mundo Mix.” 
Caito fazia praticamente tudo sozinho, acabou não tendo sócios envolvidos na criação da 
empresa, apesar de sua vasta rede de contatos. O capital inicial foi o resultadodas vendas 
iniciais para os amigos, que foi se multiplicando com mais e mais vendas... Caito aponta sua 
habilidade comercial e de relacionamento como um de seus principais pontos fortes: “Minha 
maior fortaleza é a capacidade de valorizar as pessoas, de construir relacionamentos. A maior 
fraqueza do negócio é que sou dono sozinho e sempre dependi dos próprios lucros da 
empresa para gerar capital.” 
A partir daí, o negócio Chilli Beans começou a crescer de forma acelerada, ancorado em uma 
marca forte e no desenvolvimento das pessoas que fazem parte da equipe e de sua rede de 
franqueados, o que Caito não se cansa de enfatizar ao se lembrar das principais realizações 
da empresa: “Houve alguns momentos que considero marcantes na história da Chilli Beans: 
a abertura da primeira loja, em um shopping (Shopping Ibirapuera, em São Paulo), e a 
abertura da primeira loja fora do país. No entanto, minha maior satisfação é ver as pessoas 
crescendo comigo!” 
Quando questionado sobre o que é ser empreendedor, Caito fala de bate-pronto: “Tem os 
prós e os contras. O lado positivo é ter a oportunidade de empregar pessoas, ajudá-las a 
crescer. O negativo é a burocracia de empreender no Brasil. No meu caso, há vários 
problemas que atrapalham a importação. Houve até um período no qual o abastecimento 
chegou a ficar parado e complicou o negócio todo. É muito burocrático.” 
Ao falar de como a vida de empreendedor influencia a vida familiar, Caito se mostra muito 
regrado e sabe delegar as tarefas e gerenciar seu tempo de maneira a se dedicar com foco 
total à empresa, mas sem esquecer a própria saúde e o convívio familiar: “Sempre há 
reclamações. O empreendedor trabalha muito, e a família sempre quer mais atenção, mais 
presença. Hoje, tenho um trato com a minha família: os finais de semana são nossos. Mas 
me cuido também: sou bastante atento à minha alimentação, faço atividades físicas e consigo 
otimizar meu tempo usando a academia de ginástica que temos na empresa. Esse é outro 
benefício que os funcionários têm aqui na Chilli Beans.” 
A Chilli Beans se tornou, ao longo dos anos, uma das marcas mais conhecidas do público 
jovem do Brasil, o que levou Caito a viajar pelo país proferindo palestras e apresentando a 
empresa, sendo o próprio garoto-propaganda da marca. Apesar dos erros cometidos no início 
do negócio, como empreendedor experiente que veio a se tornar, Caito analisa o passado e 
não acredita que mudaria algo em sua trajetória, caso começasse tudo de novo: “Não me 
arrependo de nada, nem faria algo diferente, porque aprendi com os erros. Tudo foi 
aprendizado.” 
O conselho que Caito daria aos jovens que pensam um dia em empreender é inspirado em 
seu histórico de vida e trajetória empreendedora: “Faça o que você gosta. Paixão pelo 
negócio é o que vai fazer você se segurar na hora das dificuldades.” Essa mesma paixão 
parece estar presente em cada canto da empresa. 
Basta observar os funcionários trabalhando com entusiasmo e o clima positivo no ambiente 
de trabalho, mesmo quando o “chefe” está por perto. Caito credita todo o sucesso da Chilli 
Beans a esse espírito de fazer o que gosta, envolver as pessoas em tudo, crescer junto e à 
criação de uma marca, não apenas de mais uma loja que vende acessórios: “A Chilli Beans 
é mais que uma marca de acessórios, ela tem um DNA próprio, um estado de espírito, 
moderno e irreverente. Ao longo dos anos, a Chilli Beans apostou na construção de marca 
cheia de sex appeal, atitude e personalidade. Esse é o mesmo posicionamento da marca na 
Internet e redes sociais, nas quais também investe em ações de marketing inusitadas.” 
Em 2012, o fundo de investimento em participações Gávea comprou 29,82% da Chilli Beans. 
O valor do aporte não foi revelado pelas partes, mas a negociação ocorreu diretamente entre 
Caito e o próprio Armínio Fraga, fundador do fundo Gávea. Sobre o que imagina da empresa 
daqui a alguns anos, se já pensou em vender o restante do negócio para o fundo de 
investimento e de qual será seu papel no negócio no futuro, Caito pensa um pouco e depois 
conclui: “Enquanto eu estiver agregando valor, estarei à frente do negócio...” 
Sobre a Chilli Beans 
A Chilli Beans é a maior rede especializada em óculos escuros da América do Sul. Possui 
mais de 740 pontos de venda no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos, na Colômbia, no 
Kuwait, no Peru, em Abu Dhabi, no Chile, na Tailândia e no México. Além das lojas e 
quiosques tradicionais, a marca já conta com várias flagships. Em São Paulo, a loja-conceito 
fica na luxuosa Oscar Freire e, nos EUA, uma delas fica na Promenade, calçadão que 
concentra as marcas mais descoladas. 
Tendo o fast fashion como plataforma de negócios, lança semanalmente dez modelos de 
óculos de sol, cinco de relógios e três de armações de grau. A empresa foi pioneira no 
conceito de ótica self-service, que permite ao cliente manusear e experimentar os produtos, 
e também a primeira marca do segmento a inaugurar uma máquina de customização, que 
permite que o cliente fabrique seus próprios óculos. O crescimento da empresa se dá por 
meio do modelo de franquias. 
Mais informações em www.chillibeans.com.br. 
Questões referentes ao Estudo de caso 
1. Quais as características empreendedoras mais marcantes de Caito Maia? 
2. Caito afirma não ter um modelo de referência e não ter se inspirado em ninguém. Porém, 
muitos empreendedores de sucesso citam exemplos de pessoas que os inspiram. Por que 
você acredita que Caito não faz parte desse grupo? Que tipo de influência a família de Caito 
exerceu sobre sua formação empreendedora? 
3. Ao conhecer a história de Caito e da Chilli Beans, você pôde notar que não houve o 
desenvolvimento de um plano de negócios para a empresa (que quase quebrou). No entanto, 
Caito vislumbrou a oportunidade de criar a Chilli Beans a partir de observações práticas e de 
sua experiência comercial, vendendo produtos importados à sua rede de amigos. Identifique 
as principais fases da vida de Caito, procurando fazer um paralelo com algum empreendedor 
de sucesso que você conheça. Quais as semelhanças entre eles? Quais as diferenças? 
Como a identificação da oportunidade de negócios ocorreu no caso identificado por você? 
4. A Chilli Beans tem crescido por meio do modelo de franquias, e Caito diz que valoriza sua 
equipe e sua rede de franqueados, que gosta de ver todos crescendo junto com ele. Qual 
seria o perfil empreendedor ideal de um franqueado da Chilli Beans? 
Explique como você chegou à sua conclusão. Lembre-se de visitar o site da empresa para 
conhecer mais sobre o negócio e sobre o processo de seleção de franqueados. 
Você acha que o perfil do franqueado deve ser mais parecido com o de Caito ou, ao contrário, 
totalmente diferente, mas complementar? Por quê? 
Fonte: 
DORNELAS, José. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios, 7ªed., capítulo 3. 
São Paulo: Empreende, 2018. 
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Global Entrepreneurship Monitor
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Global Entrepreneurship Monitor
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Coordenação do GEM
Equipe Técnica
Equipe TécnicaCoordenação do GEM
Equipe Técnica
Internacional Parceiro Master
Parceiro Acadêmico no 
Brasil em 2018
No Brasil
Global Entrepreneurship Research 
Association (GERA), London Business 
School
Babson College, Estados Unidos
Korea Entrepreneurship Foundation, 
South Korea 
Universidad del Desarrollo, Chile 
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e 
Pequenas Empresas (SEBRAE) 
José Roberto Tadros - Presidente do Conselho 
Deliberativo Nacional 
João Henrique de Almeida Sousa - Diretor - 
Presidente 
Vinicius Lages - Diretor Técnico
Carlos do Carmo Andrade Melles - Diretor de 
Administração e Finanças 
Pio Cortizo - Gerente da Unidade de Gestão 
Estratégica(UGE) 
Elizis Maria de Faria - Gerente Adjunta (UGE)
Marco Aurélio Bedê - Gestor do Projeto pelo 
SEBRAE
Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Ricardo Marcelo Fonseca - Reitor
Graciela Inês Bolzón de Muniz - Vice-Reitora 
Carlos Itsuo Yamamoto - Diretor Executivo da 
Agência de Inovação 
Cleverson Renan da Cunha - Coordenador de 
Empreendedorismo e Incubação de Empresas 
Instituto Brasileiro da Qualidade e 
Produtividade (IBQP) 
Sandro Nelson Vieira - Presidente do Conselho
Anderson Luiz da Luz - Diretor Presidente 
Patrícia Aquila - Diretora Executiva 
Coordenação Geral
Simara Maria de Souza Silveira Greco – IBQP
Análise, Redação e Revisão de Conteúdo
Cleverson Renan da Cunha - UFPR
Erika Onozato - IBQP 
Morlan Luigi Guimarães - IBQP 
Paulo Alberto Bastos Junior - IBQP 
Vinicius Larangeiras de Souza - IBQP
Arte e Diagramação 
Marcela Rolim Ribas
Revisão de Texto
CONSET Consultoria
Parceiros no BrasilParceiros no Brasil
G l o b a l E n t r e p r e u n e r s h i p M o n i t o r6
Entrevistados na Pesquisa com 
Especialistas - Brasil 2018
Adriana Fabrini Diniz 
Universidade Estadual de Ponta Grossa 
(UEPG)
Alexandre João Munhoz 
Paraleloz
Alexandre Martins 
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e 
Pequenas Empresas da Paraíba (SEBRAE/PB)
Aline Bezerra Pontes da Luz 
Pontes Sociedade Individual de Advocacia
Álvaro Cravo
Commutare Consultoria e Reestruturação 
Empresarial/Álvaro Cravo Advogados
André Telles
iCITES - Smart Cities Solutions
Bruno Brandão Fischer
Faculdade de Ciências Aplicadas da UNICAMP 
(Universidade Estadual de Campinas)
Caio Correia de Castro
iCITES - Smart Cities Solutions
Carlos Cavalheiro
Água MKT digital
Caroline Coelho
Feevale Techpark
Duilio Castro Miles
Instituto Federal de Educação, Ciência e 
Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS)
Edson Rodrigues da Silva Júnior
Wonde Tour
Emerson Baldotto Emery
Diehl e Emery Advogados
François Holl
Kiskadi, Associação Gaúcha de Startups
Fred Viante
B.drops
Gabriel Tavares
Prefeitura Municipal de Farroupilha
Guilherme Pallaoro
Lilibox
Humberto Leite Freitas Filho
AMWAY do Brasil
Jean Vogel
Governo do Estado de Santa Catarina
Lilian Caetano Bueno
SCAMPER Consultoria e Assessoria Empresarial
Lucas Bonacina Roldan
Pontifícia Universidade Católica do Rio 
Grande do Sul (PUCRS)
Marcelo de Lima
Associação de Garantia de Crédito da Serra 
Gaúcha (Garantiserra)
Marcio José Vieira
Federação das Associações Comerciais e 
Empresariais do Estado do Paraná (FACIAP)
Mariana Ortiz
Estudante
Nathan Santanna Barbosa Silveira
Banrisul Relações com Investidores
Cesar Eduardo Abud Limas
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Rafael Diogo Rossetti
Messier Games & Animation LTDA
Rodrigo Casas
Perky Shoes
Rodrigo Peter Schilling
Effortt Brasil
Samuel Quines Thomaz
9weeklabs
Thomas Hartmann
Prosperitas Consultoria em Marketing
Tiago Lemos
Moove.on Consultoria em Inovação
Willian César Machado
WGS Advogados
7E m p r e e n d e d o r i s m o n o B r a s i l | 2 0 1 8
IntroduçãoIntrodução
Em 2018, o projeto Global Entrepreneurship 
Monitor – GEM, no Brasil, chega ao seu déci-
mo nono ciclo anual, e de forma ininterrupta 
vem revelando as características marcantes do 
empreendedorismo brasileiro. 
Internacionalmente o GEM teve início em 
1999, a partir de uma parceria de pesquisa 
acadêmica conduzida, de forma conveniada, 
entre duas das mais respeitadas instituições 
que estudam o empreendedorismo e seus re-
flexos na economia e na sociedade: London 
Business School (Inglaterra) e Babson College 
(Estados Unidos). O projeto iniciou com a in-
clusão de apenas dez países. Ao longo dessa 
trajetória de 20 anos, mais de 100 países parti-
ciparam desta que é: a maior e mais complexa 
pesquisa cooperativa sobre empreendedores e 
seus empreendimentos no mundo; que estuda 
o ambiente para criar e manter novos negó-
cios, bem como apura a percepção que a socie-
dade, em cada um dos países, manifesta sobre 
o empreendedorismo de uma forma geral. Em 
2018 foram 49 países participantes.
 
Em 2000, o Brasil passou a fazer parte desse 
consórcio de países, colaborando com o aper-
feiçoamento dos processos metodológicos e 
contribuindo com seus achados para análises 
que acabam por influenciar o entendimento 
sobre o empreendedorismo no mundo. Desde 
a primeira participação brasileira, o GEM é 
coordenado pelo Instituto Brasileiro da Quali-
dade e Produtividade - IBQP, em parceria com 
o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Peque-
nas Empresas – Sebrae. 
Ao longo dos anos outras organizações no Bra-
sil, vinculadas à área acadêmica ou de pesqui-
sa, vêm apoiando o projeto, contribuindo para 
o enriquecimento de seus métodos, conteúdos 
e apresentação. Nesse sentido, em 2018 a 
Universidade Federal do Paraná - UFPR, por 
meio da Agência de Inovação, intensifica seus 
esforços no aprimoramento do projeto.
As publicações, produzidas ao longo desses 
anos, fizeram do GEM Brasil uma das princi-
pais referências acadêmicas para quem estu-
da o tema. Além disso, é referência também 
para legisladores, formuladores de políticas 
e programas voltados ao desenvolvimento de 
iniciativas empreendedoras no país. 
As principais informações produzidas pelo 
projeto são resultantes de dois processos de 
coleta de dados distintos, e fundamentalmente 
dois públicos diferentes que respondem aos 
questionários aplicados. 
O primeiro processo consiste na coleta de 
dados junto a uma amostra representativa da 
população brasileira de indivíduos de 18 a 64 
anos, buscando identificar as atitudes, ativida-
des e aspirações da população em relação ao 
empreendedorismo. Esse processo é chamado 
de “Pesquisa com a População Adulta” ou sim-
plesmente APS. 
O segundo processo de coleta de dados busca 
avaliar as condições objetivas para o desen-
volvimento de atividades empreendedoras e 
criação de novos negócios no país. Essa sonda-
gem é conduzida por meio de entrevistas com 
profissionais – pela pesquisa denominados 
“especialistas” – detentores de conhecimento 
e experiência expressivos na temática do em-
preendedorismo e suas variantes. Trata-se de 
uma amostragem intencional, em que os espe-
cialistas selecionados são instados a identificar 
e avaliar os fatores que contribuem e os fato-
res que limitam a atividade empreendedora no 
País. Esse processo é chamado de “Pesquisa 
com Especialistas”, ou simplesmente NES. 
Este relatório executivo apresenta, de forma 
resumida, um retrato, ainda que parcial, do 
fenômeno multifacetado e complexo do empre-
endedorismo no Brasil em 2018. O estudo com-
pleto, mais detalhado, com análises compara-
tivas entre os países participantes do GEM e 
descrições metodológicas mais aprofundadas 
constam na publicação “Empreendedorismo 
no Brasil – 2018”.
9E m p r e e n d e d o r i s m o n o B r a s i l | 2 0 1 8
Taxas de empreendedorismo 
no Brasil em 2018
Taxas de empreendedorismo 
no Brasil em 2018
As taxas, as estimativas e os demais dados re-
ferentes à atividade empreendedora da popu-
lação brasileira são resultantes da “Pesquisa 
com a população adulta (APS)”. Essa pesquisa 
consiste em um levantamento junto a uma 
amostra representativa da população adulta 
(18 - 64 anos) do país. 
A fonte primária de informação na APS é o in-
divíduo que, sendo classificado como empreen-
dedor, fornece as informações relativas à sua 
pessoa (perfil do empreendedor) e às caracte-
rísticas de seu empreendimento (porte, fatu-
ramento, produto, diferenciais, público alvo, 
etc.), assim como suas aspirações e sonhos. O 
sujeito da pesquisa é o empreendedor, não o 
empreendimento, como é habitual em outras 
pesquisas que abordam a mesma temática.
Para o GEM, o empreendedor não é apenas 
aquele que cria e lidera um empreendimento 
estruturado, ou um negócio de sucesso ou 
inovador; não é somente aquele sujeito que se 
mostra realizado e satisfeito ao ser proprie-
tário de um empreendimento; e também não 
se restringe à existência, ou vinculação com 
pessoas jurídicas formalizadas legalmente. O 
As taxas geraisde empreendedorismo, calcula-
das a partir da pesquisa com a população adul-
ta brasileira (18 a 64 anos), revelam, de forma 
panorâmica, dois aspectos fundamentais para 
a compreensão do empreendedorismo, consi-
derando a estreita relação entre o empreende-
dor e seu empreendimento: o estágio do empre-
endimento e a motivação do empreendedor.
Para melhor compreensão das taxas, é necessá-
rio que sejam apresentadas as suas definições 
operacionais. 
GEM identifica como empreendedores as pes-
soas que criaram ou estão criando qualquer 
tipo de empreendimento, mesmo aqueles mais 
simples, gerados pela necessidade de subsis-
tência. 
No processo de coleta de dados o empreen-
dedor é localizado por meio de entrevistas 
domiciliares. Portanto, não é identificado por 
meio de visitas a estabelecimentos comer-
ciais, ou por fontes secundárias obtidas em 
juntas comerciais, ou cartórios, por exemplo. 
Dessa forma, as taxas que são apresentadas, 
representam a quantidade de empreendedores 
encontrados em meio à população brasileira 
adulta (18 a 64 anos). Os cálculos são efetu-
ados a partir de procedimentos amostrais e 
estatísticos que conferem fidedignidade às 
informações levantadas, garantidas por meio 
de uma rígida supervisão internacional¹ que 
realiza o controle de qualidade da pesquisa. 
Em 2018, no Brasil, foram entrevistadas 2000 
pessoas distribuídas proporcionalmente em 
todas as regiões do país. 
A taxa de empreendedorismo total (TTE) 
engloba os indivíduos envolvidos com uma 
atividade empreendedora, ou seja, é o conjun-
to dos empreendedores tanto iniciais quanto 
estabelecidos;
1
1.1 Taxas Gerais
¹ O controle de qualidade, bem como a supervisão mencionada ficam sob a responsabilidade da Global Entrepre-
neurship Research Association – GERA, que é o grupo de gestão internacional do GEM, e congrega o conjunto 
dos países participantes da pesquisa. Sua sede fica em Londres, junto à London Business School.
A taxa de empreendedorismo Inicial 
(TEA) engloba os indivíduos envolvidos 
com uma atividade empreendedora em 
estágio nascente ou com um empreen-
dimento novo. Tanto os empreendedores 
nascentes quanto os novos pertencem à 
classificação dos empreendedores em 
estágio inicial, ou simplesmente empre-
endedores iniciais.
G l o b a l E n t r e p r e u n e r s h i p M o n i t o r10
A taxa de empreendedorismo nas-
cente envolve os indivíduos que es-
tão envolvidos no planejamento, es-
truturação e são proprietários de um 
novo negócio, porém esse empreen-
dimento ainda não pagou qualquer 
tipo de remuneração (salários ou 
pró-labores) aos seus proprietários 
por mais de três meses;
A taxa de empreendedorismo novo 
envolve indivíduos que administram 
e também são proprietários de um 
novo negócio que, contrariamente 
aos nascentes, já remunerou os pro-
prietários por um período superior 
a três meses e inferior a 42 meses 
(três anos e meio);
A taxa de empreendedorismo estabelecido (TEE), por sua vez, envolve os indivíduos 
que administram e são proprietários de negócios já consolidados que pagaram alguma 
remuneração aos seus proprietários por um período superior a 42 meses. 
Em 2018, no Brasil, a TTE (empreendedorismo 
total) foi de 38% (tabela 1.1), ou seja, em 
cada cinco brasileiros adultos, dois eram 
empreendedores. A partir dessa taxa, estima-
se que, aproximadamente, 52 milhões de 
brasileiros entre 18 e 64 anos¹ estavam 
liderando alguma atividade empreendedora, seja 
na criação e consolidação de um novo negócio, 
ou realizando esforços para a manutenção de 
Em relação às taxas de empreendedores iniciais e 
estabelecidos, observa-se em 2018 que a TEE (es-
tabelecidos) com 20,2%, supera a TEA (iniciais) 
em pouco mais de 2 pontos percentuais. Com isto, 
é possível supor que 2018 foi um ano em que, ma-
joritariamente, os empreendedores atuaram de 
forma a consolidar os negócios criados em perí-
odos anteriores, ou seja, um certo contingente de 
empreendedores iniciais tornou-se estabelecido.
negócios já estabelecidos. De acordo com o 
gráfico 1.1, este percentual de empreendedores 
totais é o segundo maior registrado em toda a série 
histórica do GEM Brasil, ficando abaixo apenas 
do registrado em 2015 (39%) e representa um 
incremento de dois pontos percentuais em 
relação aos dois anos anteriores.
Esta inferência pode ser corroborada quando 
analisados separadamente os dados referentes 
aos empreendedores nascentes e novos, os quais 
compõem o grupo de empreendedores iniciais. 
Os empreendedores novos mantiveram sua 
taxa (16,4%) na comparação com o ano anterior 
(16,3%), contudo, houve uma redução significativa 
dos empreendedores nascentes, passando de 
4,4% em 2017, para 1,7% em 2018. A análise con-
¹Nas taxas calculadas pelo GEM são contados como empreendedores todos os indivíduos envolvidos com algum ne-
gócio em estágio nascente ou estabelecido, independentemente desse negócio ser a sua ocupação principal. Ou seja, 
se o indivíduo exercer qualquer outra atividade paralela, seja ela principal ou secundária, ele será contabilizado na 
taxa. Por esse motivo o número total de empreendedores estimado pelo GEM é sensivelmente maior do que o número 
apresentado pela PNAD, que contabiliza como “empregadores” ou “por conta-própria” (conceitos que se aproximam do 
“empreendedor GEM”), apenas os indivíduos que tem essa atividade como ocupação principal. 
Tabela 1.1 Taxas¹ (em %) e estimativas² (em unidades) de empreendedorismo segundo o estágio - Brasil - 2018 
Fonte: GEM Brasil 2018
1Percentual da população de 18 a 64 anos. A soma das taxas parciais pode ser diferente da taxa total, uma vez que 
empreendedores com mais de um empreendimento estarão sendo contabilizados mais de uma vez. 
2 Estimativas calculadas a partir de dados da população brasileira de 18 a 64 anos para o Brasil em 2018: 
136,8 milhões. Fonte: IBGE/Diretoria de Pesquisas. Projeção da população do Brasil e Unidades da Federação 
por sexo e idade para o período 2000-2030 (ano 2018). 
Empreendedorismo total 38,0 51.972.100
17,9 24.456.016
16,4 22.473.982
1,7 2.264.472
20,2 27.697.118
Empreendedorismo inicial
Novos
Nascentes
Empreendedorismo estabelecido
Estágio Taxas Estimativa
11E m p r e e n d e d o r i s m o n o B r a s i l | 2 0 1 8
textual dessas informações permite considerar 
que 2018, foi um ano em que as pessoas que já 
haviam iniciado alguma atividade empreende-
dora trataram de mantê-las, buscando sua con-
solidação (vide aumento da TEE e estabilização 
da taxa de empreendedores novos). Ao mesmo 
tempo, a redução dos empreendedores nascentes 
(movimento iniciado já de 2016 para 2017) pode 
ter sido motivada pelo aumento na esperança de 
desempregados por uma recolocação no mercado 
de trabalho, visto os sinais de uma leve, mas con-
sistente, recuperação da situação da economia. 
Outro aspecto fundamental para a compreen-
são do empreendedorismo, em qualquer re-
gião, está relacionado com as motivações que 
levam as pessoas a buscar essa atividade como 
alternativa para sobrevivência ou realização 
pessoal. Para o GEM, essa classificação leva a 
duas categorias: empreendedor por oportuni-
dade e por necessidade.
É importante destacar que essa classificação 
se aplica exclusivamente aos empreendedores 
iniciais. 
Em 2018, da mesma forma que havia aconteci-
do em 2017, se observou um pequeno aumento 
na relação entre empreendedores por oportu-
nidade e por necessidade, quando se compara 
com o ano anterior. Em 2017, para cada em-
preendedor inicial por necessidade, havia 1,5 
empreendedores por oportunidade. Em 2018, 
essa relação chega a 1,6 (tabela 1.2). 
Contudo, é fundamental que a taxa de 
empreendedores nascentes continue sendo 
foco de atenção nos próximos anos, pois novas 
reduções podem sinalizar uma percepção social 
de que a decisão de empreender no Brasil não seja 
uma decisão acertada ou recomendada. Premissa 
que, se confirmada, demandará ação assertiva por 
parte de formuladores de políticas públicas a fim 
de se garantir o surgimento contínuo e sustentadode brasileiros com interesse genuíno no 
desenvolvimento de atividades empreendedoras.
Os empreendedores por oportunidade 
são aqueles que, quando indagados na 
entrevista de campo a que são subme-
tidos, afirmam ter iniciado o negócio 
principalmente pelo fato de terem iden-
tificado uma oportunidade de negócio 
viável a ser concretizada no ambiente 
em que atuam;
Os empreendedores por necessidade 
são aqueles que respondem que a cria-
ção do negócio foi efetivada pela falta 
de outras possibilidades para geração 
de renda e de ocupação.
Empreendedores iniciaisLEGENDA Empreendedores Estabelecidos Total
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Gráfico 1.1 Taxas¹ (em %)de empreendedorismo segundo estágio do empreendimento TEA, TEE, TTE - Brasil - 2002:2018
Fonte: GEM Brasil 2018
1 Percentual da população de 18 a 64 anos.
13,5 12,9 13,5 11,3
11,7
12,7
12,0
15,3
17,5
14,9 15,4
17,3
17,2
21,0 19,6 20,3
17,9
7,8 7,6
10,1 10,1
12,1
9,9
14,6
11,8
15,3
12,2
15,2 15,4
17,5
18,9
16,9 16,5
20,220,9 20,3
23,0
21,1
23,4 22,4
26,4 26,9
32,3
26,9
30,2
32,3
34,5
39,3
36,0 36,4
38,0
G l o b a l E n t r e p r e u n e r s h i p M o n i t o r12
O gráfico 1.2 demonstra que, após uma queda 
importante entre 2014 e 2015, a proporção de 
empreendedores por oportunidade na composi-
ção da taxa de empreendedores iniciais vem au-
mentando gradativamente, chegando a 62% em 
2018. Este percentual encontra-se distante ainda 
do patamar alcançado em 2012 e 2013 (71%), 
porém, apresenta-se com 5 pontos percentuais 
superior ao verificado em 2015, auge da crise 
econômica pela qual vem passando a sociedade 
brasileira. O aumento na proporção de empreen-
dedores por oportunidade está em sintonia com o 
que foi mencionado anteriormente a respeito da 
singela recuperação da economia brasileira, o que 
torna a população um pouco mais esperançosa de 
encontrar no mercado formal de trabalho as respos-
tas para suas necessidades de ordem material.
55,4
OportunidadeLEGENDA Necessidade
42,4
2002
53,3
42,6
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
52,3
46,1
52,3
47,1
50,9
47,6
56,1
41,6
66,7
32,9
61,3
38,7
67,3
31,1
67,5
30,6
69,2
30,2
71,3
28,6
70,6
29,1
56,5
42,9
57,4
42,4
59,4
39,9
61,8
37,5
Gráfico 1.2 Empreendedorismo por oportunidade e por necessidade como proporção de taxa de empreendedorismo inicial - Brasil - 2002:2018
Fonte: GEM Brasil 2018
*A soma pode não totalizar 100%, pois em alguns empreendimentos não foi possível distinguir se foram por oportunidade ou por necessidade.
Taxas¹ (em %) e estimativas² (em unidades) de 
empreendedorismo segundo o estágio - Brasil - 2018 Tabela 1.2 Motivação dos empreendedores iniciais: taxas¹ (em%) para oportu-nidade e necessidade, proporção sobre TEA² (em%), estimativas³ 
(em unidades) e razão oportunidade e necessidade - Brasil - 2018 
Fonte: GEM Brasil 2018
1 Percentual da população de 18 a 64 anos.
2 Proporção sobre a TEA: A soma dos valores pode não totalizar 100% quando houver recusas e/ou respostas ausentes
3 Estimativas calculadas a partir de dados da população brasileira de 18 a 64 anos para o Brasil em 2018: 136,8 milhões. Fonte: IBGE/Diretoria de 
Pesquisas. Projeção da população do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade para o período 2000-2030 (ano 2018). 
4 Exemplo de interpretação: para cada 1 empreendedor por necessidade, 1,6 empreende por oportunidade 
Oportunidade 61,8 15.107.684 
37,5 9.176.644 
11,0
6,7
1,6
Necessidade
Razão Oportunidade/ Necessidade
Motivação Taxas Percentual da TEA Estimativa
4
13E m p r e e n d e d o r i s m o n o B r a s i l | 2 0 1 8
As taxas específicas, diferentemente das taxas 
gerais que consideram a população como um 
todo, têm por objetivo evidenciar as variações na 
intensidade da atividade empreendedora entre 
os estratos que compõem variáveis sociodemo-
gráficas como gênero (masculino e feminino), fai-
xa etária (18 a 24 anos, por exemplo), escolaridade 
(ensino superior completo, por exemplo) e renda 
familiar ( mais de 6 salários mínimos, por exemplo). 
1.2 Taxas Específicas
Com relação ao gênero, em 2018, os homens 
se mostram mais ativos no que se refere ao seu 
envolvimento com o empreendedorismo, tanto 
no inicial quanto no estabelecido (gráfico 1.3). 
Contudo, a diferença é acentuada no empreende-
dorismo estabelecido, no qual a diferença entre ho-
mens e mulheres é de 6,1 pontos percentuais. No 
empreendedorismo inicial os homens registram 
uma taxa maior em apenas 1,2 pontos percentuais. 
Essa diferença entre homens e mulheres no 
empreendedorismo brasileiro tem sido rein-
cidente ao longo dos anos, principalmente no 
empreendedorismo estabelecido, suscitando 
o questionamento sobre as razões que levam 
as mulheres a terem negócios menos longevos 
que os homens. Apesar disso, cabe destacar 
que mesmo com taxas de empreendedorismo 
menores que as dos homens, as empreendedo-
ras representam, em números absolutos, cerca 
de 23,8 milhões de brasileiras.
No que se refere à idade, no Brasil, em 2018, 
pode-se dizer que as pessoas na faixa dos 18 
aos 44 anos apresentam uma intensidade no 
envolvimento com atividades empreendedoras 
em estágio inicial muito semelhante. Entre 
os brasileiros com idade entre 18 e 24 anos, 
21,2% eram empreendedores iniciais em 2018 
e 19,5% daqueles com idade entre 35 e 44 
anos. A taxa de empreendedores iniciais come-
ça a decair a partir dos 45 anos, chegando a 
9,7% na faixa dos 55 a 64 anos. 
Empreendedorismo por oportunidade e por necessidade como 
proporção de taxa de empreendedorismo inicial - Brasil - 2002:2018
Empreendedores IniciaisLEGENDA Empreendedores Estabelecidos Não Empreendedores
Gráfico 1.3 Taxas específicas¹ (em%) e estimativas² do número de empreendedores por gênero segundo o estágio do empreendimento - Brasil - 2018
Fonte GEM Brasil 2018
1 Percentual da população referente a cada categoria da população (ex. 18,5% dos homens no Brasil são empreendedores iniciais).
2 Estimativas calculadas a partir de dados da população brasileira de 18 a 64 anos para o Brasil em 2018: 136,8 milhões. Fonte: IBGE/Diretoria de 
Pesquisas. Projeção da população do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade para o período 2000-2030 (ano 2018).
Taxas (%)
Estimativas
(milhões de indivíduos
 empreendedores)
Feminino
Masculino
17,3 17,2
18,5 23,3
Gênero
11,9
12,5 15,8
11,9
0 20 40 60 80 100
Empreendedores IniciaisLEGENDA Empreendedores Estabelecidos Não Empreendedores
Gráfico 1.4 Taxas específicas¹ (em%) e estimativas² do número de empreendedores segundo a faixa etária por estágio do empreendimento - Brasil - 2018
Fonte GEM Brasil 2018
1 Percentual da população referente a cada categoria da população (ex. 21,2% da pupulação de 18 a 24 anos no Brasil são empreendedores iniciais).
2 Estimativas calculadas a partir de dados da população brasileira de 18 a 64 anos para o Brasil em 2018: 136,8 milhões. Fonte: IBGE/Diretoria de 
Pesquisas. Projeção da população do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade para o período 2000-2030 (ano 2018).
Taxas (%)
Estimativas
(milhões de indivíduos
 empreendedores)
55 a 64
45 a 54
35 a 44
25 a 34
18 a 24
Idade
0 20 40 60 80 100
9,7
15,6
19,5
20,2
21,2
24,9
31,5
24,6
16,1
5,7
1,9
4,0
6,2
6,9
5,4
4,8
8,0
7,9
5,5
1,5
(anos)
G l o b a l E n t r e p r e u n e r s h i p M o n i t o r14
Importante destacar que mesmo com a menor 
taxa, o contingente de pessoas com mais de 
55 anos iniciando um negócio é de quase 2 
milhões. Isto significa que ações específicas 
voltadas às peculiaridades histórico-culturais 
desse público devem ser desenvolvidas e im-
plementadas, a fim de dar o suporte necessário 
para que os empreendimentos criados possam 
de fato alcançar seus objetivos. 
Para o empreendedorismo estabelecido, os brasi-
leiros na faixa etária de 45 a 54 anos são os mais 
ativos. Aproximadamente um terço deles são pro-
prietários eadministram negócios já consolidados.
A faixa com a menor taxa de empreendedoris-
mo estabelecido é a dos mais jovens, dos 18 
aos 24 anos (5,7%), mas, mesmo baixo, esse 
percentual expressa um contingente de 1,5 
milhões de pessoas que empreenderam cedo 
e conseguiram manter seus negócios por mais 
de 3,5 anos. Contudo, há que se ponderar so-
bre os efeitos que esse fenômeno pode ter na 
formação escolar desses jovens. Por exemplo: o 
envolvimento com a atividade empreendedora, 
da qual são proprietários, pode ser causa de 
um nível de escolaridade defasado ou forma-
ção escolar incompleta?
A variação da intensidade da atividade empre-
endedora, de acordo com o nível de escolarida-
de, é um dos parâmetros mais relevantes para 
a compreensão do empreendedorismo no Brasil. 
Observa-se que são pequenas as diferenças 
nas taxas de empreendedorismo inicial con-
siderando os quatro níveis de escolaridade 
(gráfico 1.5). Ou seja, em 2018, o nível de 
escolaridade parece não influenciar decisiva-
mente na opção do indivíduo de dar início a 
uma atividade empreendedora. Tomando os 
dois níveis de escolaridade extremos, percebe-
-se que entre os brasileiros com nível superior 
completo, 15,9% deles estavam empreendendo 
em estágio inicial, enquanto 15,4% daqueles 
que possuem o ensino fundamental incom-
pleto o fazem da mesma forma. A maior taxa 
foi registrada entre os que possuem o ensino 
fundamental completo, com 19,2%. Em 
números absolutos, mesmo tendo uma taxa 
ligeiramente inferior, os que possuem o ensino 
fundamental incompleto representam um con-
tingente de aproximadamente 4,5 milhões de 
pessoas, quase o dobro do número estimado de 
empreendedores iniciais com ensino superior 
completo (2,4 milhões).
Tratando-se do empreendedorismo estabe-
lecido, as maiores taxas estão entre os que 
possuem o ensino fundamental incompleto 
(26,7%) ou completo (25,1%). Pode-se dizer, 
portanto, que aproximadamente um quarto 
dos brasileiros que não chegaram a concluir 
o ensino médio estão à frente de negócios 
considerados estabelecidos. Somados, os 
empreendedores estabelecidos com ensi-
no fundamental completo e/ou incompleto 
representam aproximadamente 15 milhões 
Empreendedores IniciaisLEGENDA Empreendedores Estabelecidos Não Empreendedores
Gráfico 1.5 Taxas (em %) específicas¹ e estimativas² do número de empreendedores segundo o nível de escolaridade³ por estágio do empreendimento - 
Brasil - 2018 
Fonte GEM Brasil 2018
1 Percentual da população referente a cada categoria da população (ex. 15,4% dos que tem Fundamental incompleto no Brasil são empreendedores iniciais).
2 Estimativas calculadas a partir de dados da população brasileira de 18 a 64 anos para o Brasil em 2018: 136,8 milhões. Fonte: IBGE/Diretoria de Pesquisas. 
Projeção da população do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade para o período 2000-2030 (ano 2018).
3 Fundamental incompleto = Nenhuma educação formal e ensino fundamental incompleto; Fundamental completo = Ensino fundamental completo e ensino 
médio incompleto; Médio completo = Ensino médio completo e superior incompleto; Superior completo ou maior = Superior completo, especialização 
incompleta e completa, mestrado incompleto e completo, doutorado incompleto e doutorado completo.
Taxas (%)
Estimativas
(milhões de indivíduos
 empreendedores)
Superior completo 
ou maior
Médio completo
Fundamental
 completo
Fundamental
incompleto
Escolaridade
0 20 40 60 80 100
2,4
12,2
5,3
4,5
2,4
10,5
7,0
7,9
15,9
18,9
19,2
15,4
15,7
16,2
25,1
26,7
15E m p r e e n d e d o r i s m o n o B r a s i l | 2 0 1 8
de pessoas. Por outro lado, cerca de 16% dos 
brasileiros com ensino superior completo são 
empreendedores estabelecidos. Em números 
absolutos são 2,4 milhões de pessoas com ní-
vel universitário que são proprietárias de um 
empreendimento já consolidado, ou seja, 1/6 
do contingente de empreendedores estabele-
cidos menos escolarizados (aqueles que não 
possuem sequer o ensino médio completo). 
O empreendedorismo inicial no Brasil em 2018, 
parece não ter sido impactado por diferenças 
relacionadas à renda familiar do empreendedor, 
pois não existem diferenças significativas nas 
taxas calculadas para cada uma das cinco 
faixas de renda consideradas (gráfico 1.6). 
Daqueles com renda familiar superior a seis 
salários mínimos, 19,3% (maior taxa) foram 
considerados empreendedores iniciais, e da-
queles com renda de até 1 salário mínimo, 
17,6% foram considerados igualmente empre-
endedores iniciais. A diferença entre as duas 
faixas é inferior a 2 pontos percentuais. Con-
tudo, o contingente de empreendedores com 
renda familiar inferior a um salário mínimo é 
três vezes superior ao grupo de maior renda.
Já para o empreendedorismo estabelecido, fica 
evidente a influência da renda familiar: 34,4% 
dos brasileiros com renda familiar superior a 
6 salários mínimos são empreendedores neste 
estágio. As taxas vão decaindo gradativamente 
a cada faixa, até atingir 14,6% entre dos que 
possuem a menor renda familiar (menos de um 
salário mínimo). Infere-se, a partir dos dados, 
que empreendimentos tocados por empreen-
dedores de menor renda parecem tender a ser 
menos longevos.
Empreendedores IniciaisLEGENDA Empreendedores Estabelecidos Não Empreendedores
Gráfico 1.6 Taxas específicas¹ (em %) e estimativas² do número de empreendedores segundo faixas de renda por estágio do empreendimento - Brasil - 2018
Fonte GEM Brasil 2018
1 Percentual da população referente a cada categoria da população (ex. 17,6% dos que recebem até 1 salário mínimo no Brasil são empreendedores iniciais).
2 Estimativas calculadas a partir de dados da população brasileira de 18 a 64 anos para o Brasil em 2018: 136,8 milhões. Fonte: IBGE/Diretoria de Pesquisas. 
Projeção da população do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade para o período 2000-2030 (ano 2018).
Taxas (%)
Estimativas
(milhões de indivíduos
 empreendedores)
mais de 6
mais de 3 e até 6
mais de 2 e até 3
mais de 1 e até 2
até 1
Salários
mínimos
0 20 40 60 80 100
19,3
18,4
18,0
18,1
17,6
34,4
25,7
21,3
19,6
14,6
1,2
6,0
5,4
8,2
3,7
2,0
8,1
6,1
8,5
2,9
G l o b a l E n t r e p r e u n e r s h i p M o n i t o r16
O quadro 1.1 sintetiza o comportamento do 
empreendedorismo no Brasil em 2018 de acor-
do com as diferentes categorias sociodemográ-
ficas analisadas. 2
Fonte: GEM Brasil 2018
Quadro 1.1 Intensidade da atividade empreendedora segundo estratos da população (taxas específicas).
Estratos da população que se 
destacam pela atividade 
empreendedora em estágio inicial
Estratos da população que se destacam 
pela atividade empreendedora em 
estágio estabelecido
Mínima diferença entre homens e mulheres.
Os mais ativos são os indivíduos de 18 a 44 anos.
 
Os menos ativos encontram-se na faixa de 55 a 64 anos.
Os mais ativos são aqueles que possuem o ensino 
fundamental e médio completos. Os menos ativos 
possuem o ensino fundamental incompleto
Não há diferenças significativas entre as faixas de 
renda consideradas. Ligeira prevalência para os 
indivíduos na faixa de renda superior a 6 salários 
mínimos.
As mulheres se mostram menos ativas que os homens
Indivíduos na faixa etária de 45 a 54 anos são os mais 
ativos. Na faixa dos 18 a 24 anos encontram-se os 
menos ativos.
Os mais ativos são aqueles que possuem o ensino 
fundamental incompleto. Os menos ativos possuem o 
ensino superior.
Indivíduos na faixa de renda superior a 6 salários 
mínimos são os mais ativos. Os com renda de até 1 
salário mínimo os menos ativos.
17E m p r e e n d e d o r i s m o n o B r a s i l | 2 0 1 8
Distribuição dos empreendedores 
segundo as características dos 
seus empreendimentos
Distribuição dos empreendedores 
segundo as características dos 
seus empreendimentos
Além de conhecer o perfil dos empreendedores, 
para melhor compreensão da realidade do 
empreendedorismo no Brasil, é necessário 
aprofundar também as análises referentes às 
principais características dosempreendimentos 
Os empreendimentos conduzidos pelos em-
preendedores brasileiros, identificados na 
pesquisa GEM Brasil 2018, têm como setor de 
atividade predominante a prestação de servi-
ços (tabela 2.1). Em torno de 70% dos empre-
endedores iniciais estão vinculados com este 
tipo de atividade econômica. Entre os empre-
endedores estabelecidos, essa proporção é de 
pouco mais de 60%. Entretanto, é importante 
que se faça uma distinção: a grande maioria 
Atividades industriais são a área de atua-
ção de 29,6% dos empreendedores iniciais e 
37,9% dos estabelecidos. Vale destacar que 
as atividades industriais mencionadas pelos 
empreendedores alcançados pela pesquisa 
são atividades manufatureiras muito simples e 
pouco intensas em capital e tecnologia, como, 
que são criados, estruturados e consolidados 
por estes empreendedores (setor da atividade, 
tipos de produtos e serviços, geração de 
empregos, faturamento, etc.).
2
2.1 Setor da Atividade
dos empreendedores que atuam no setor de 
serviços tem como cliente principal o consu-
midor final (pessoas físicas) e uma proporção 
bem menor atua no setor B2B (business to bu-
siness). Contudo, cabe o registro de que a pro-
porção de 11,9% dos empreendedores iniciais 
atuantes em serviços orientados para outros 
negócios representa um patamar superior ao 
verificado em anos anteriores (5,3% em 2017 e 
5,0% em 2016). 
por exemplo, a preparação de alimentos ou 
confecção de peças de vestuário e acessórios. 
Ainda assim, pela necessidade de mais capital 
a ser investido nessas atividades, elas estão 
mais presentes entre os empreendedores esta-
belecidos do que entre os iniciais.
Tabela 2.1 Distribuição percentual dos empreendedores iniciais e estabelecidos, segundo o setor da atividade econômica - Brasil - 2018
Fonte: GEM Brasil 2018
Setor extrativo 0,5 1,8
29,6 37,9
11,9 6,7
58,0 53,6
100,0 100,0
Indústria de transformação
Serviços orientados para negócio
Serviços orientados para o consumidor
Total
Setores % de empreendedoresIniciais estabelecidos
G l o b a l E n t r e p r e u n e r s h i p M o n i t o r18
O potencial de inovação de um empreendimen-
to guarda relação direta com as expectativas 
de crescimento e longevidade desse negócio. 
Assim sendo, a pesquisa GEM habitualmente 
analisa alguns aspectos dos empreendimentos 
que permitem explorar a ideia de inovação dos 
negócios. São eles: nível de conhecimento do 
produto/serviço pelo mercado consumidor, 
A qualidade do empreendedorismo nos países 
pesquisados pelo GEM pode ser avaliada, entre 
outros indicadores, pela capacidade de gera-
ção de emprego dos empreendimentos criados. 
A pesquisa GEM Brasil 2018, mais uma vez, 
revela a forte característica de autoemprego 
Entre os empreendedores iniciais, apenas 
8,4% afirmam que os produtos/serviços com os 
quais realizam suas atividades comerciais são, 
ou serão considerados novos para seus clien-
tes, ou pelo menos para uma parcela deles. 
Esse percentual é ainda mais reduzido entre os 
empreendedores estabelecidos (4,4%). Esses 
números denotam que persiste uma dificulda-
de entre os empreendedores na identificação 
de alternativas mais inovadoras.
Aproximadamente 30% dos empreendedores, 
sejam eles iniciais ou estabelecidos, afirmam 
possuir poucos ou nenhum concorrente em 
sua área de atuação (localidade geográfica). 
Ou seja, a grande maioria dos empreende-
dores possuem um número de concorrentes 
expressivo, além de trabalhar com produtos e/
ou serviços que já são, ou serão, do conheci-
2.2 Potencial de Inovação
2.3 Número de Empregos Gerados
tamanho da concorrência a que os empreendi-
mentos estão submetidos, idade da tecnologia 
utilizada e inserção internacional do negócio.
Os dados referentes a estes itens na pesquisa 
GEM Brasil 2018 podem ser visualizados na 
tabela 2.2.
no empreendedorismo brasileiro (tabela 2.3), 
pois mais de 80% dos empreendedores iniciais 
e estabelecidos declaram não possuir empre-
gados. Lembrando que os empreendedores 
estabelecidos são os que administram um ne-
gócio com pelo menos 3,5 anos de existência.
mento de seus clientes. Percebe-se, portanto, 
que a inserção de diferenciais competitivos, 
fator tão importante para o desenvolvimento 
de negócios, ainda precisa ser mais articulado 
no empreendedorismo brasileiro.
Quando são analisadas tanto a base tecnológi-
ca, quanto a inserção internacional dos empre-
endimentos, observa-se que os dois temas não 
ocupam posição de destaque no planejamento 
e ação dos empreendedores brasileiros de 
uma forma geral. Em torno de 2% dos empre-
endedores iniciais qualificam a tecnologia que 
utilizam em seus empreendimentos com idade 
inferior a cinco anos. Entre os estabelecidos 
esse número não chega a 1%. Em relação à in-
serção internacional, 1% dos empreendedores 
estabelecidos afirma ter consumidores prove-
nientes do exterior.
Fonte: GEM Brasil 2018
1 itens mutuamente exclusivos, sendo 100% o parâmetro para cada valor.
Tabela 2.2 Distribuição percentual¹ dos empreendedores iniciais e estabelecidos, segundo as características relacionadas à inovação dos 
produtos e serviços produzidos pelos seus empreendimentos - Brasil - 2018
Produto/ serviço novo para alguns ou para todos 8,4 4,4
27,7 29,9
2,2 0,8
0,7 1,1
Poucos ou nenhum concorrente
Tecnologia com menos de 5 anos
Consumidores no exterior
Características do empreendimento % de empreendedores
Iniciais estabelecidos
19E m p r e e n d e d o r i s m o n o B r a s i l | 2 0 1 8
Em torno de 6% dos empreendedores afirmam 
ter dois ou mais empregados. Apesar disso, 
não se pode desprezar o papel que o empre-
endedorismo tem na geração de ocupação 
e renda para a população brasileira. Consi-
derando apenas os empreendedores iniciais 
que geraram pelo menos um emprego, eles 
foram responsáveis pela criação de aproxima-
damente 6,5 milhões² de postos de trabalho, 
sejam formalizados ou não. Como exercício de 
reflexão, pode-se imaginar a situação do país, 
em meio à crise econômica e de emprego pela 
qual o Brasil vem passando, caso não houvesse 
essa força.
² Estimativa baseada na combinação dos dados das tabelas 1.1 e 2.3.
Assim como a geração de empregos serve para 
avaliar a qualidade do empreendedorismo, o 
faturamento dos empreendimentos criados 
complementa tal análise. A tabela 2.4 mostra 
que, de fato, o empreendedorismo brasileiro 
cumpre a função social de propiciar ocupação 
e renda, sobretudo para o empreendedor e sua 
família, pois mais de 80% dos empreendedores 
2.4 Faturamento
(iniciais e estabelecidos) afirmam faturar na 
média entre 1 e 3 salários mínimos mensais. 
Um faturamento mais expressivo, superior a 
cinco mil reais por mês (ou 60 mil por ano), é 
alcançado por aproximadamente 2,5% dos em-
preendedores iniciais e 5% dos estabelecidos. 
Tabela 2.3 Distribuição percentual dos empreendedores iniciais e estabelecidos segundo o número de empregos gerados - Brasil - 2018
Não informou 0,4 1,3
81,4 82,6
12,2 10,3
3,4 3,2
Nenhum empregado
1 empregado
2 empregados
2,7 2,63 ou mais empregados
Faixas de empregados % de empreendedores
Iniciais estabelecidos
Fonte: GEM Brasil 2018
100,0 100,0Total
Tabela 2.4 Distribuição percentual dos empreendedores iniciais e estabelecidos segundo o faturamento anual - Brasil - 2018
Não informou 5,3 6,5
6,0 0,0
50,5 47,1
21,6 25,9
Ainda não faturou nada
Até R$ 12.000,00
De R$ 12.000,01 a R$24.000,00
9,1 9,8De R$ 24.000,01 a R$36.000,00
3,4 2,9
1,6 3,1
De R$ 36.000,01 a R$ 48.000,00
De R$ 48.000,01 a R$60.000,00
1,5 0,9De R$ 60.000,01 a R$81.000,00
0,2 1,5
0,8 1,7
De R$ 81.000,01 a R$ 162.000,00
De R$ 162.000,01 a R$360.000,00
0,0 0,7De R$ 360.000,01 a R$1.200.000,00
Faixas de faturamento % de empreendedores
Iniciais estabelecidos
Fonte: GEM Brasil 2018
100,0 100,0Total
G l o b a l E n t r e p r e u n e r s h i p M o n i t o r20
Ambiente para 
Empreender no Brasil
Ambiente para 
Empreender no Brasil
O perfil do empreendedorismo de um país deve 
ser analisado não apenas pelas características 
dos empreendedorese dos seus empreendi-
As informações mostradas na tabela 3.1 são 
obtidas pelo mesmo procedimento metodoló-
gico com que foram coletados os dados refe-
rentes aos empreendedores e seus empreen-
dimentos, ou seja, por meio da pesquisa com a 
população adulta.
O sonho de ter um negócio próprio é mani-
festado por 33% da população em 2018, sig-
nificando um aumento de aproximadamente 
15 pontos percentuais em relação ao que foi 
registrado em 2017. As pessoas que afirmam 
perceber boas oportunidades para se começar 
um novo negócio na região onde vivem, pas-
sou de 46,4% em 2017 para 31,4% em 2018; 
estabelecendo-se, assim, uma redução de 15 
pontos percentuais. Nota-se que, em 2018, o 
percentual de pessoas que afirmam ter o so-
nho de um negócio próprio é muito próximo do 
percentual daquelas que observam boas opor-
tunidades para novos negócios, sugerindo, com 
isso, um ajuste entre a percepção de uma reali-
dade concreta e a manifestação de uma vontade.
3
3.1 Mentalidade
Em 2018, 34,4% dos brasileiros afirmaram 
conhecer pessoalmente alguém que iniciou um 
novo negócio nos últimos 2 anos. Uma redu-
ção, portanto, de mais de 12 pontos percentu-
ais em relação ao ano anterior. Esse dado pode 
estar relacionado com a diminuição na taxa de 
empreendedores nascentes, que vem sendo 
constatada nos últimos anos.
No que tange às habilidades, conhecimentos e 
experiências para iniciar um empreendimento, 
a maioria dos brasileiros (em torno de 54%) 
permanece com uma avaliação favorável de si 
mesmos, julgando-se detentores de tais atribu-
tos que são necessários à realização de uma ati-
vidade empreendedora. Além desses elementos 
operacionais e cognitivos, 56% dos brasileiros 
afirmam que o “medo de fracassar” não se confi-
gura como um argumento forte o suficiente que 
impediria a ideia de começar um empreendimen-
to, caso essa decisão fosse tomada.
mentos. É importante que se entenda também 
a aceitação do tema pela sociedade.
Tabela 3.1 Distribuição percentual da população segundo a mentalidade empreendedora - Brasil - 2017:2018
Sonha ter um negócio próprio 17,9 33,0
46,5 34,4
46,4 31,4
55,9 54,3
Afirmam conhecer pessoalmente alguém que começou um novo 
negócio nos últimos 2 anos
Afirmam perceber, para os próximos 6 meses, boas oportunidades 
para se começar um novo negócio nas proximidades onde vivem
Afirmam ter o conhecimento, a habilidade e a experiência necessários 
para iniciar um novo negócio
Afirmam que o medo de fracassar não impediria que começassem um 
novo negócio
56,5 56,0
Mentalidade % da população2017 2018
Fonte: GEM Brasil 2018
21E m p r e e n d e d o r i s m o n o B r a s i l | 2 0 1 8
Condições para Empreender no 
Brasil segundo os Especialistas
Entrevistados
Condições para Empreender no 
Brasil segundo os Especialistas
Entrevistados
Em complemento ao conhecimento da dinâmi-
ca da atividade empreendedora da população, 
é fundamental conhecer quais são as condições 
mais favoráveis e quais são as que limitam o 
desenvolvimento de um empreendedorismo 
que possa contribuir efetivamente para a me-
lhoria do ambiente econômico e social do país. 
A pesquisa GEM entrevista especialistas na-
cionais, escolhidos intencionalmente para que 
avaliem objetivamente as condições para se 
empreender no país. Esse processo de coleta 
de dados, recebe a sigla NES – National Ex-
perts Survey. Os especialistas são profissio-
nais do setor público ou privado, acadêmicos 
estudiosos, ou mesmo empreendedores que 
Com relação aos fatores favoráveis (tabela 
4.1), cerca de metade dos especialistas cita 
a “capacidade empreendedora” do brasileiro, 
em especial a força para superação de desa-
fios e dificuldades. Outro fator que se destaca, 
com 38,5%, é a “abertura de mercado”. O país 
como sendo um território ainda em constru-
4
4.1 Fatores Intervenientes na 
Atividade Empreendedora do Brasil
ção, contribui para o surgimento continuado 
de novos negócios e a consolidação de negó-
cios já existentes. Em terceiro lugar aparece 
o fator “programas governamentais”, 18% dos 
especialistas reconhece que nos últimos anos os 
governos têm implementado programas com êxi-
to ao facilitar e promover o empreendedorismo.
possuem elevado grau de experiência ou co-
nhecimento acerca de determinadas condições 
que afetam o empreendedorismo. A opinião 
desses profissionais, além de promover uma 
visão contextual do ambiente em que são de-
senvolvidos os negócios no Brasil, propicia a 
obtenção de recomendações com vistas a im-
plementação de melhorias em aspectos vitais 
às atividades empreendedoras no País, como: 
o financiamento para os novos negócios, polí-
ticas e programas governamentais de apoio ao 
empreendedorismo, educação e capacitação, 
desenvolvimento tecnológico e infraestrutura 
entre outros tantos aspectos ligados ao tema. 
Em 2018 foram entrevistados 41 especialistas.
Tabela 4.1 Principais fatores favoráveis para a abertura e manutenção de novos negócios segundo os especialistas entrevistados¹ - Brasil - 2018
Fonte: GEM Brasil 2018
1 Percentual dos respondentes que mencionaram o fator. O especialista pode ter mencionado mais de um fator.
Capacidade empreendedora 51,3
38,5
18,0
Abertura de mercado/ barreiras à entrada
Programas governamentais
Fatores % dos especialistas
G l o b a l E n t r e p r e u n e r s h i p M o n i t o r22
Apesar das condições favoráveis acima mencio-
nadas, ainda muitos aspectos foram indicados 
como passíveis de melhorias por significativo 
número de especialistas (tabela 4.2). Os prin-
cipais fatores apontados estão relacionados 
com as “políticas governamentais” (73,8%), 
sendo os aspectos ligados aos tributos e à bu-
rocracia ainda os mais lembrados. Em segun-
do lugar no número de menções apresentadas 
está o fator “apoio financeiro”. Para 42,9% 
dos especialistas a restrição de crédito ao em-
preendedor aliada à dificuldade para acessar 
os recursos financeiros, quando disponíveis, 
representam uma importante barreira para o 
Assim como avaliam aspectos favoráveis e 
limitantes para se empreender no Brasil, os 
especialistas selecionados também são convi-
dados a apresentar algumas recomendações 
que proporcionem o aperfeiçoamento do 
ambiente para novos negócios. A tabela 4.3 
revela que o principal fator alvo das recomen-
dações apresentadas está relacionado com as 
“políticas governamentais”, 75% dos especia-
listas sugerem ações ligadas a este tema. Em 
seguida, vem “educação e capacitação” com 
42,5%, e “apoio financeiro” com 32,5% dos 
especialistas. Importante notar que os fatores 
mencionados como os mais limitantes ao em-
empreendedor no Brasil. Em seguida, é citado 
por 40,5% dos especialistas o fator “educação 
e capacitação” que pode limitar as possibili-
dades de se alcançar um empreendedorismo 
com mais impacto econômico e social, dada a 
formação geral e técnica que os empreendedo-
res recebem, dificultando assim a lida com os 
negócios. Embora classificados como fatores 
limitantes no país, é preciso enfatizar que mui-
tas intervenções direcionadas a superar esses 
problemas já foram iniciadas pela esfera pú-
blica ou privada e estão em andamento com o 
propósito de trazer cada vez mais benefícios e 
facilidades para os empreendedores brasileiros.
preendedorismo são, também, aqueles para 
os quais os especialistas apresentam o maior 
número de proposições de melhoria. 
O quadro 4.1 tem o propósito de apresentar, 
de forma condensada, as recomendações mais 
relevantes feitas pelos especialistas, no ciclo 
2018 da pesquisa GEM Brasil. Não se trata de 
planos de ação elaborados de aplicação ime-
diata, são sugestões e proposições que podem 
servir de inspiração, mas precisam ser estu-
dadas e implementadas para se aprimorar o 
ambiente do empreendedorismo brasileiro.
4.2 Recomendações
Tabela 4.2 Principais fatores limitantes para a abertura e manutenção de novos negócios segundo os especialistas entrevistados¹ - Brasil - 2018
Fonte: GEM Brasil 2018
1 Percentual dos respondentes que mencionaram o fator. O especialista

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