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BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS Relação fármaco-receptor -Mecanismos farmacológicos desencadeados em alvos -Relação dose X efeito ou concentração X resposta -Variações de resposta A FORMA COMO A INTERAÇÃO ACONTECE MUDA TUDO -Interação ligante-receptor modelo chave-fechadura 1. Chave não entra 2. Chave entra mais não mexe 3. Chave entra e mexe pouco 4. Chave entra, gira e abre A chave é capaz de promover alterações na fechadura para que a fechadura funcione direito TEORIA DA OCUPAÇÃO DE RECEPTORES – CLARK 1920 -Para que um fármaco tenha um efeito farmacológico e desencadeie um mecanismo de ação em um alvo precisa interagir com esse alvo -O fármaco ocupa sítios ativos e desencadeia alguns mecanismos “O efeito farmacológico é proporcional à fração de receptores ocupados pelo fármaco, sendo máxima com ocupação total (100%)” conforme o fármaco vai se ligando ao receptor, o efeito vai aumentando o máximo efeito possível é quando o fármaco ocupa todos os receptores -Essa teoria tem relação com afinidade: é a tendência do fármaco a se ligar ao sítio receptor Maior a afinidade: maior a chance de se ligar a um alvo OPÇÕES DE REAÇÕES QUÍMICAS: A. Não possuir nenhuma afinidade com o receptor não é um ligante B. Tem uma estrutura que é complementar ao receptor consegue a interação é reversível Há uma maior tendência do complexo chave-fechadura se dissocie C. Fármaco interage com uma afinidade muito maior que B chance maior da ligação não se dissociar Kd: constante de dissociação: probabilidade de se dissociar Ka: constante de associação SÃO CARACTERÍSTICAS DO LIGANTE BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS RELAÇÃO DOSE (CONCENTRAÇÃO) X OCUPAÇÃO DE RECEPTORES -Em geral, em modelos biológicos dificilmente há gráficos lineares de ocupação a ocupação de sítios são saturáveis faz com que essa distribuição não seja linear - -Momento de quebra (//) significa que, muitas vezes, para alcançar o 100%, precisa aumentar demasiadamente a dose do fármaco momento de descontinuidade no gráfico - Nem sempre alcança 100% de interação há fármacos que não conseguem ao mesmo tempo que o fármaco está se ligando, ele também está se desligando -Kd: será SEMPRE a concentração onde se tem 50% da ocupação máxima daquele fármaco -Quando menor o Kd, maior a afinidade do fármaco pelo receptor pois o gráfico será mais íngreme, e o eixo X será muito menor ( o Kd fica no eixo X) menos o Kd mais rápido se consegue uma concentração padrão BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS A AFINIDADE NÃO PREDIZ EFEITO -Refuta a teoria do clark -Há fármacos que possuem alta afinidade a seus receptores mas não causam efeito nenhum -Para ocorrer a ativação o fármaco precisa conseguir induzir alterações conformacionais cara causar a ativação -A afinidade é importante, mas não é o suficiente para determinar uma resposta frente a interação com receptor TEORIA DOS AGONISTAS E ANTAGONISTAS – ARIENS 1954 “Deve haver algo além da simples ocupação do receptor pelo ligante para determinar respostas farmacológicas consequentes” - Fala sobre se um fármaco ligado ativa ou não ativa um receptor ATIVIDADE INTRÍNSECA (ALFA): tendência de ativar o receptor quando o fármaco se liga Essa ativação DEPENDE de mudança conformacional AGONISTA: Consegue causar uma alteração conformacional que ativa o receptor ANTAGONISTA: Se liga, porém não consegue mudar a conformação apenas ocupa o receptor receptor a menos para o B se ligar antagonisa a possibilidade de B se ligar RELAÇÃO DOSE (CONCENTRAÇÃO) X EFEITO (RESPOSTA) BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS -POTÊNCIA: capacidade do fármaco de fornecer um efeito ao ser administrado em pequenas doses depende da afinidade e atividade intrínseca Ajuda a determinar a dose a ser utilizada na clínica -Para determinar a potência, precisa de COMPARAÇÃO um fármaco não é potente por si só HÁ FÁRMACOS QUE TEM EFEITO SUBMÁXIMO Mesmo ocupando e ativando os receptores, sua resposta pode não ser tão intensa pode variar de 0 a 1 -AGONISTA TOTAL: Tem atividade intrínseca de 1 consegue gerar um efeito máximo -AGONISTA PARCIAL: Gera um efeito, mas não alcança o máximo -ANTAGONISTA: não se liga e não causa absolutamente NADA UMA MESMA SUBSTÂNCIA PODE SER OS 3, DEPENDENDO DO ÓRGÃO BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS EFICÁCIA Capacidade de um fármaco em causar respostas relação direta com atividade intrínseca (efeito) -Depende do número de receptores e amplificação (tecido) -Ajuda a comparar a eficácia terapêutica de fármacos POTÊNCIA X EFICÁCIA ATIVIDADE CONSTITUTIVA DE RECEPTORES Receptores multiconformacionais em alteração espontânea (não possuem uma conformação única) -Alterações constantes das conformações regidas pela termodinâmica -Os receptores tem várias conformações possíveis -As conformações se alteram mesmo sem a ligação receptor-ligante Como se o organismo tem uma atividade constitutiva basal como se a fechadura, de vez enquando, abrisse sozinha (o receptor pode se ativar sozinho) Um antagonista é um fármaco que não tem preferência por nenhuma conformação (ativa inativa) ele se liga BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS nos dois O agonista tem uma preferência por conformações ativadas Sem ligantes, uma fração de receptores está na forma ativa (ativação constitutiva depende do receptor, tecido, etc...). Ativação constitutiva: Geração de formas ativas sem ligantes 1. Agonistas preferem formas ativas toda vez que ele se liga ele mantem o receptor na forma ativada e impede com que ocorra a inativação 2. Conformações são “mantidas” pelo agonista ligado; 3. O equilíbrio nativo dos receptores é “deslocado” para formas ativas desequilíbrio -Antagonistas não tem preferência (“só ocupam”) por isso antagonistas não tem efeito* A ocupação do antagonista no receptor será proporcional a quantidade de receptores não altera a reação de equilíbrio entre as duas reações BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS O BALANÇO DE FORMAS ATIVAS/INATIVAS VARIA ENTRE SISTEMAS -Um ligante que prefere a conformação inativa “desloca o equilíbrio” nesse sentido OU SEJA, esses fármacos tem efeito contrário ao agonista agonistas inversos (α < 0). -Se liga e causa o efeito contrário do q o agonista causa CURVA DOSE X EFEITO DE LIGANTES Agonista inverso parcial: está entre o agonista inverso e o antagonista fornece um efeito parcial de um total Os agonistas totais são apenas comparativos se for encontrado outro fármaco com taxa de resposta maior (efeito) o gráfico mudaria e esse novo fármaco seria o total SÃO SEMPRE RELATIVOS A OUTRAS SUBSTÂNCIAS A. SÍTIO RECEPTOR: -competitivos: antagonista se liga ou interage com o mesmo sítio de interação que o agonista A concentração do agonista e antagonista podem ser decisivas para o efeito predominante -Se aumenta a dose do agonista, é possível atingir seu efeito máximo (é o que mostra no gráfico a curva não muda, mas ela vai mais para a direita, o que significa que, com doses mais altas, atinge Emax Como se diminui a potencia do agonista quando se adiciona o antagonista BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS -não competitivos: Antagonista não compete com o mesmo sítio pode interagir com outro sítio ou na cascata intracelular do receptor podem bloquear vias intracelulares Não tem relação com dose: mesmo que aumenta a dose/concentração de um agonista, se tem um antagonista não competitivo atuando, este impede a ativação do receptor por outras formas/sítios Logo, aumentar a concentração do agonista não será suficiente para reestabelecer o efeito B. TIPO DE LIGAÇÃO: -reversível: ligação transitória -irreversível: Ligação covalentepseudoirreversível: quando tem uma ligação tão forte, que pode manter ligada por horas, dias, semanas o ANTAGONISTAS REDUZEM IGUALMENTE O EFEITO DE QUALQUER AGONISTA -Seja parcial, total BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS o Agonista parcial atua como antagonista de um agonista pleno Um agonista parcial e um agonista pleno atua no mesmo sítio receptor Ao adicionar um agonista pleno junto com um agonista parcial o antagonista parcial vai atuar como um antagonista competitivo reversível o MÚLTIPLOS SÍTIOS RECEPTORES COM LIGANTES PRÓPRIOS -SÍTIO ORTOSTÉRICA: Mesmo local que o ligante/fármaco fármaco x se liga a um sítio Comanda o sítio -SÍTIO ALOSTÉRICO: Outro sítio que não o ortostérico no mesmo alvo farmacológico, todo sítio que não for ortostérico -Os sítios não são capazes de causar um efeito por sozinho ou tem muito pouco efeito ou nenhum Mas pode facilitar algumas conformações dos receptores BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS o Moduladores alostéricos favorecem algumas conformações - Pouco ou nenhum efeito por si só. -AGONISTA ALOSTÉRICO: favorece conformações que aumentam afinidade do receptor pelo agonista ortostérico -INIBIDOR ALOSTÉRICO: favorece conformações menor afinidade ao agonista ortostérico pode ser visto como um inibidor não competitivo Há alteração da frequência natural de ocorrência das conformações possíveis o INTERAÇÃO ENTRE MODULADORES ALOSTÉRICOS E OUTROS LIGANTES Inibidor alostérico= antagonista não competitivo Moduladores alostéricos podem ter efeitos na redução da potência e efeticácia quando eles atuam como inibidores alostéricos Agonista alostérico: desloca o gráfico para a esquerda facilita a ação do agonista Aumento da potencia e eficácia EX: Benzodiazepínicos sedativos, ansiolíticos não ativam canal GABA A sozinhas -> Aumentam a chance de ligação GABA BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS o A OCUPAÇÃO DE RECEPTORES PARA GERAR Emax É SUBMÁXIMA -O organismo tem muito mais receptores que o necessário para causar uma resposta máxima --> isso se dá pq o organismo otimizar a resposta EX: se apenas 5 receptores de adrenalina são suficientes para causar a resposta máxima, nesses 5 receptores terão que ter muita adrenalina Já se tem 100 receptores e libera uma quantidade muito pequena, aumenta a chance dos 5 receptores serem ocupados Não precisa ocupar todos os receptores para causar efeito máximo Os receptores que sobram são chamados de receptores de reserva estão ali para aumentar a sensibilidade do organismo -Grande densidade de receptores garantes alta sensibilidade o REPRESENTAÇÃO POPULACIONAL DE EFEITOS DESEJADOS/INDESEJADOS -Indice terapêutico: indica amplitude da janela terapêutica Quando mais larga a janela terapêutica, maior é o índice terapêutico BBPM1 Farmacologia – AULA LUCAS o SINERGISMO – Efeitos combinados -Aditivo: soma de efeito terapêutico, ↓indesejado (1+1=2) Tem mecanismos de ação parecidos ou atuando na mesma bia EX: MIGRAINEX: AAS + PARACETAMOL antiinflmatórios não esteroidais a junção deles possibilita dose menores de cada um e o seus efeitos são somados com redução dos efeitos indesejados - Supra-aditivo: ↑que a soma do efeito terapêutico (1+1=3). O efeito terapêutico final é maior do que o efeito da soma dos fármacos individual Funciona em fármacos que tem vias de ação muito distintas EX: PARACETAMOL + CODEÍNA: a mistura desse dois mecanismo é diferente da soma Um potencializa o efeito do outro o ANTAGONISMO – Efeitos que se anulam 1. FÍSICO-QUÍMICO: Entre fármacos e/ou nutrientes Duas substâncias que interagem entre si ou substância da alimentação que impede a absorção do fármaco 2. FARMACOCINÉTICO: Aumento da metabolização e excreção 3. FISIOLÓGICO: Mecanismos que se contrapõem não interagir entre si, mas causam alterações fisiológicas que se contrapõe 4. RECEPTORES: Antagonismo propriamente dito competição 5. POR ADAPTAÇÃO: Contrabalanço homeostático o AGONISTAS TENDENCIOSOS (enviesados) interage com um alvo e faz com que esse alvo prefira uma via específica Fármacos ou ligantes que conseguem preferir uma conformação e é capaz de induzir uma resposta das várias possíveis Eficácia colateral: quando vc tem a possbilidade de ter eficácia em uma via e não em outra o ANTAGONISTAS PERMISSIVOS (enviesados) -Impedem seletivamente que algumas vias sejam recrutadas -Em geral, modulação em sítios alostéricos Interagir com o alvo impedir o recrutamento de algumas respostas celulares, mas não todas