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ENSINO FUNDAMENTAL 9º ANO_GEOGRAFIA_VOLUME 01 (PROFESSOR)

Capítulo do livro do professor de Geografia (9.º ano, Volume 1) sobre o mundo globalizado. Contém definições e distinções entre globalização e mundialização; analisa integração cultural, econômica e política, o papel de corporações transnacionais, conflitos, terrorismo e desigualdades; inclui atividades e imagens.

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9o. ano
Volume 1
ooo
Geografia
Livro do professor
Livro
didático Mundo globalizado 21
2
3
Demografia 22
Correntes migratórias 
na Europa, Ásia e 
Oceania 45
©Shutter
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istdesign
29
1
Mundo globalizado 
“Vivemos em um mundo globalizado”. “Hoje temos o mundo a um clique de distância”. 
 Essas frases são muito comuns e surgem em diferentes contextos. Entre os elementos que facilitaram 
a globalização, estão os meios de comunicação e as redes sociais. Diante disso, responda:
A facilidade de acesso ao conhecimento sobre o mundo pode ajudar a reduzir as barreiras e os 
preconceitos culturais? Por quê?
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2
 Sugestão de abordagem inicial.1
• Compreender algumas diferenças entre os termos “globalização” e “mundialização”.
• Compreender a integração cultural, econômica e política dos países.
• Analisar a ação das grandes corporações transnacionais no processo de globalização e mun-
dialização.
• Analisar as contradições da globalização nas relações entre os países e entre os povos.
Objetivos
Pulsar Imagens/Rubens Chaves
É comum em livros e outros materiais escolares que cada área do conhecimento tenha 
um símbolo de referência. Basta pensar nos símbolos que se remetem à Química, à Biologia, 
à Matemática, entre outras ciências. A Geografia, muitas vezes, é representada com a imagem 
do globo terrestre ou de um planisfério do planeta. 
Essa associação do globo à 
Geografia é compreensível, não 
só pela referência à localização ou 
pela ideia do formato do planeta, 
mas também pelo fato de que o 
estudo dessa disciplina implica o 
conhecimento sobre as conexões 
entre os lugares e as sociedades, 
relacionados à globalização. 
Muito se fala em globalização. 
Mas, afinal, o que significa esse 
termo? A globalização pode ser 
entendida como a disseminação 
de hábitos e culturas pelo mun-
do e também como a ampliação 
das relações de interdependên-
cia econômica, comercial e polí-
tica entre os países. 
Neste capítulo, daremos 
ênfase ao estudo sobre o fe-
nômeno da globalização por 
meio de abordagens e análises 
distintas, mostrando, para isso, 
diferentes pontos de vista acer-
ca do tema. Trataremos ainda 
de outros termos análogos a 
esse, como “mundialização”. Es-
tudaremos também os conflitos 
internacionais, o terrorismo e as 
desigualdades entre os níveis de 
desenvolvimento dos países.
• Globo suspenso na sala de entrada do 
Museu do Amanhã, Rio de Janeiro, RJ, 
2017
3
Objetivos
Atividades
Como foi mencionado, a Geografia é geralmente simbolizada com a imagem de um mapa ou de um globo. 
No espaço abaixo, cole ou crie uma imagem diferente das quais está acostumado a ver e que, para você, simbo-
lize a Geografia e a globalização. No espaço apropriado, justifique a escolha da imagem. 
Desde os tempos das Grandes Navegações europeias, que expandiram os domínios de países desse conti-
nente sobre diversas nações do mundo (principalmente entre os séculos XV e XVIII), muitas culturas, hábitos e 
conhecimentos de povos antes isolados ou que mantinham contato apenas regionalmente foram difundidos 
mundo afora. As culinárias orientais ou árabes, por exemplo, são famosas em países da América e da Europa. 
Inovações africanas também se encontram espalhadas pelos continentes, como o cultivo do café e diversas 
técnicas agrícolas, além de grande influência sobre estilos musicais – inclusive alguns brasileiros, como o samba 
e o maracatu, entre outros.
A propagação de estilos musicais pelo mundo, aliás, é um exemplo de elementos das culturas de povos 
que rompem as fronteiras dos países. Nesse panorama, por exemplo, é possível encontrar desde aqueles que 
são mais ávidos por experimentar novas tendências até os mais conservadores, quem veem com certo receio 
tamanha difusão. Portanto, é possível perceber diferentes aspectos ligados à globalização: a perspectiva hu-
mana e heterogênea, voltada às pessoas e às sociedades, e o caráter econômico, voltado à relação comercial e 
econômica dos países. Em muitos casos, ambos estão, inclusive, interligados.
TextoImagem
9o. ano – Volume 14
 Recomendações para a realização da atividade.
 Sugestão de abordagem – música e globalização. 
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 transnacional: estrutura empresarial básica do capitalismo dominante nos países altamente industrializados. Caracteriza-se por 
desenvolver uma estratégia internacional a partir de uma base nacional, sob a coordenação de uma direção centralizada. [...] Conhecida também 
pela denominação de empresas internacionais [ou multinacionais], resulta da concentração do capital e da internacionalização da produção 
capitalista. [...]
Fonte: SANDRONI, Paulo. Dicionário de economia do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 580.
• Porto de Xangai, China, o maior do mundo 
em movimentação de contêineres, 2015
Visões sobre a globalização e a mundialização 
O termo “globalização”, palavra de origem inglesa que se refere ao contexto socioeconômico do mun-
do contemporâneo, nem sempre pode ser definido de maneira precisa. Isso acontece em virtude da 
grande variedade de fenômenos sociais, uns de ordem mais cultural e outros de ordem econômica, que 
costumam estar associados a essa denominação. 
Aspectos triviais de nosso cotidiano podem ser entendidos como expressão de um contexto mais 
amplo de globalização no qual estamos inseridos. Por exemplo: a disponibilidade de alimentos perecí-
veis em mercados espalhados a milhares de quilômetros dos locais de produção; ou a difusão, nos mais 
diversos países, de mercadorias produzidas de maneira padronizada por grandes empresas transnacio-
nais; assim como personalidades e produtos simbólicos dessas empresas divulgados nas mais diversas 
mídias, tanto virtuais (sites de internet e redes sociais, por exemplo) quanto as mais tradicionais (tele-
visão, rádio, revistas, jornais, etc.); ou, ainda, os rápidos fluxos financeiros que permitem a circulação de 
capitais financeiros por diferentes países e setores de atividade com grande agilidade. 
Entretanto, há outro termo, este de origem francesa, também muito utilizado, sobretudo por geó-
grafos, sociólogos e economistas daquele país, para designar o contexto socioeconômico contemporâ-
neo, traduzido como mundialização. Para alguns autores, esse termo contempla a análise econômica do 
mundo, sob uma perspectiva mais financeira (crédito bancário, bolsa de valores, etc.) do que simples-
mente a troca de mercadorias (importação e exportação) propriamente dita. Para outros, a padroniza-
ção e cada vez maior difusão de diversos elementos culturais, como certos alimentos, idiomas, artistas 
e estilos musicais, em contraposição à diversificação cultural proporcionada pela miscigenação desses 
elementos com outras expressões de origem local ou regional, é o que seria enfatizado por esse conceito. 
 Geografia 5
 Sobre o conceito de transnacional.4
Os Jogos Olímpicos foram criados há muitos anos na Grécia, porém desde 1896 são reconhecidos como 
Jogos Olímpicos da Era Moderna ou simplesmente olimpíadas. São realizados a cada quatro anos em 
diferentes cidades pelo mundo. Em 2016, aconteceram pela primeira vez na América do Sul (no Brasil, na 
cidade do Rio de Janeiro). Os Jogos Olímpicos são um bom exemplo de uma celebração que congrega 
povos do mundo todo unidos pelo esporte e que, independentemente das disputas, assume um caráter 
integrador de diferentes culturas. Delegações de Camarões (abaixo, à esquerda) e Qatar (à direita) na 
cerimônia de abertura das olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, RJ.
De modo amplo, as denominações “globalização” e “mundialização” representam significados aproximados 
e, portanto, referem-se, com algumas variações, ao mesmo fenômeno geral, qual seja o contexto socioeconô-
mico e cultural do mundo contemporâneo. Vejamos a seguir, de modo mais específico, como esse contexto 
se insere no sistema capitalista em sua configuração atual, fortemente marcada pela ampliação dosmeios de 
comunicação (direta ou indiretamente ligados à expansão no acesso à internet) e pelo aumento significativo 
dos modais de transportes.
Globalização como fase atual do capitalismo
Atualmente, intensificada pela globalização, a atividade econômica global é marcada pela atuação de em-
presas e investidores de diferentes partes do planeta com ampla capacidade de distribuição de seus investi-
mentos nos mais diversificados países e empresas locais. Isso acaba por expor as fragilidades econômicas de 
algumas economias, excessivamente suscetíveis ao fluxo volátil dos investimentos externos. 
Essa situação é fortemente influenciada 
por processos financeiros que ocorrem nas 
bolsas de valores espalhadas pelo mundo, a 
maior parte deles sendo feitos com base em 
comandos virtuais instantâneos realizados a 
longa distância. Esses acontecimentos diá-
rios, que geralmente consistem na compra e 
venda de ações que representam participa-
ção em empresas ou títulos que compõem 
parte da dívida dos governos nacionais, in-
terferem nas economias, moedas, no endivi-
damento dos países e no preço de produtos 
consumidos diariamente pela população. 
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• Negociadores de ações na NYSE (New York Stock Exchange) ou Bolsa de 
Valores de Nova Iorque, 2018.
Trata-se de uma das mais importantes bolsas de valores do mundo. Nela são 
negociadas ações das maiores empresas de diversos países.
 volátil: que muda com facilidade, inconstante, volúvel. 
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9o. ano – Volume 16
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• Os jipes têm sido importante meio de transporte em diversos locais, 
como no deserto de Sharjah, Emirados Árabes, 2007
É importante lembrar também o aumento do número de empresas transnacionais pelo mundo. Durante 
o século XX, principalmente após as Grandes Guerras Mundiais, intensificou-se a difusão de diferentes em-
presas com sedes em diversos países do mundo. Tais empresas se expandiram geograficamente, especial-
mente para os países em desenvolvimento, influenciando o processo de industrialização e também atuando 
nos setores primário e terciário. 
Em alguns casos, a presença do capital transnacional influenciou não apenas o desenvolvimento econômi-
co, mas também os hábitos de consumo da população, pois a intensificação do comércio coloca à disposição 
das pessoas uma infinidade de produtos, muitos deles de origem distante, que atraem a população e se tornam 
itens de consumo habitual. 
Ao oferecer diferentes produtos e ampliar a facilidade de acesso a eles, a globalização também provocou 
mudanças culturais. Um bom exemplo dessas influências global-local foram as mudanças culturais que ocor-
reram com os nômades beduínos que vivem na Arábia Saudita e outros países árabes. Tais povos, que por 
milhares de anos utilizavam os camelos como meio de transporte no deserto, passaram a utilizar automóveis 
para se locomover. Isso provocou uma sensível mudança em seus hábitos e costumes. Atualmente, os came-
los são mais usados para corridas e lazer. 
 1. Pesquise ao menos cinco empresas transnacionais, de diferentes setores, que atuam no Brasil. Em 
seguida, anote o nome e o país de origem ou sede de cada empresa.
Empresa País de origem ou sede
 2. Entre as empresas que você pesquisou, qual delas, em sua opinião, tem maior poder de influência e 
pode gerar mudanças de hábitos ou de consumo na população? Justifique sua resposta. 
Pessoal. É possível orientar os alunos a consultar exemplos de empresas de diferentes países e setores (pro-
dutos e serviços), em virtude do grande impacto ligado às marcas da indústria automobilística e alimentícia. 
 Geografia 7
5 Sugestão de pesquisa e explicação de alguns conceitos.
À medida que o comércio global passou a se expandir aceleradamente, algumas mudanças nos sistemas 
de produção precisaram ser realizadas, o que fez com que a própria indústria se renovasse, desencadeando 
novas “revoluções industriais”. Essas novas revoluções foram influenciadas pela globalização, mas também fo-
ram igualmente responsáveis pela própria evolução da globalização. Ao longo dos anos, houve ao menos três 
revoluções industriais e uma quarta ainda em consolidação. Veja o quadro a seguir. 
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Conexão dos lugares 
A evolução dos meios de transporte e também a rapidez da comunicação são fatores que influenciaram di-
retamente na expansão da globalização. Os meios de transporte reduziram o tempo de deslocamento e acaba-
ram “encurtando” as distâncias, do mesmo modo a rapidez da comunicação aproximou ainda mais as pessoas, 
que podem se conectar rapidamente por meio de smartphones, tablets, computadores, entre outros meios, 
tudo isso facilitado pelas conexões da rede mundial de internet. 
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9o. ano – Volume 18
6 Texto sobre a Quarta Revolução Industrial.
Conexões
Atualmente a internet é um dos meios de comunicação mais utilizados no mundo. Apesar de ainda existi-
rem regiões com baixíssimo acesso à rede, como mostra o mapa a seguir, a facilidade e a velocidade da internet 
fizeram com que ela se ampliasse rapidamente. 
Porcentagem da população usuária de internet (2016)
Fonte: THE WORLD BANK. Individuals using the Internet (% of population). Disponível em: <https://data.worldbank.org/indicator/IT.NET.USER.
ZS?view=map>. Acesso em: 26 abr. 2018. Adaptação.
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A história de criação da rede mundial de computadores se insere no contexto da Guerra Fria, 
época de rivalidade entre estadunidenses e soviéticos. Nesse período, os desenvolvimentos de 
tecnologias espaciais e também nos setores de comunicação eram de grande importância para 
os países.
Cartografar
Na página 1 do seu material de apoio consta um mapa sobre a inclusão digital no Brasil. Analise-o e 
responda às seguintes questões:
a) Qual a faixa percentual de pessoas com acesso à internet na unidade da federação em que você vive?
b) Qual(is) unidade(s) da federação se encontra(m) na faixa percentual mais elevada?
c) A inclusão digital pode ser usada como um indicador socioeconômico? Justifique sua resposta.
 Geografia 9
Pessoal.
Distrito Federal.
Sim. Em geral, nas regiões com maior acesso à tecnologia, a população tem melhores condições socioeconômicas do que 
nos locais menos conectados. 
Principais sistemas de cabos submarinos de fibra óptica em atividade ou 
planejados e suas estações em terra (até abril 2015)
Fonte: TELEGEOGRAPHY. Submarine cable map. Disponível em: <http://www.submarinecablemap.com/>. Acesso em: 10 abr. 2018. Adaptação.
Apesar dos grandes avanços da internet e das transmissões via satélite, percebe-se que sua difusão não é 
geograficamente bem distribuída, como você pôde observar no mapa da página anterior. Sua expansão depen-
de da utilização de tecnologia de ponta, não sendo plena nem proporcional no mundo, como mostra o mapa a 
seguir, da distribuição dos principais cabos submarinos de fibra óptica de alta capacidade.
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Cartografar
Analise o mapa dos cabos submarinos e, em seguida, responda às questões. 
a) Cite dois locais de maior concentração de cabos submarinos de internet. 
Entre os Estados Unidos e a Europa e entre a costa oriental da Ásia e os Estados Unidos.
b) A opção cartográfica em centralizar o mapa no continente americano tem alguma relação com as 
informações do mapa? Justifique sua resposta.
Os alunos devem mencionar que os Estados Unidos concentram o maior volume de cabos tanto em relação à Europa quanto
em relação à Ásia, o que justifica sua centralidade no mapa. 
9o. ano – Volume 110
Existem diferentes vídeos curtos e interessantes sobre o lançamento dos cabos submarinos em sites de compartilhamento de vídeos.
Com a globalização, a conexão entre os lugares foi ampliada principalmenteno que se refere às trocas co-
merciais. A China é o exemplo mais claro de como o comércio mundial se conectou e se expandiu.
No século XXI, a China tem despontado como principal motor econômico da globalização em razão de suas 
altas taxas de crescimento. Mesmo que sua economia tenha sofrido uma desaceleração nos últimos anos, ela 
ainda cresce mais de 6% ao ano, ritmo muito superior à média global. Por isso, produtos com a indicação made 
in China (“feito na China”, em português) têm se espalhado pelo mundo, inclusive no Brasil, um dos muitos 
países que têm nos chineses seus principais parceiros comerciais.
Em 2017, a China foi o país que mais vendeu e o que mais comprou do Brasil, que teve, no ano citado, um 
superávit na relação comercial com a China. Observe o gráfico a seguir.
Fonte: MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS. Comex vis: países parceiros. Disponível em: <http://www.mdic.gov.br/
comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/comex-vis/frame-pais>. Acesso em: 11 abr. 2018.
Balança comercial: Brasil-China, em bilhões de dólares (2007-2017)
US$ 50 Bilhões
US$ 45 Bilhões
US$ 40 Bilhões
US$ 35 Bilhões
US$ 30 Bilhões
US$ 25 Bilhões
US$ 20 Bilhões
US$ 15 Bilhões
US$ 10 Bilhões
US$ 5 Bilhões
US$ 0
2007
US$ -5 Bilhões
2008 2009 2010 2011 2012
Ano
2013 2014 2015 2016 2017
Exportação Importação Saldo
A expansão do comércio internacional fez com que 
despontassem países e empresas com grandes poderes de 
influência, o que interfere em diversos acordos comerciais, 
seja em escala local, seja em escala global. 
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• Adesivo colado em produto 
fabricado na China.
 Informações sobre relações comerciais entre 
Brasil e China.
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c) Quais fatores podem ajudar a explicar a menor concentração de cabos em alguns continentes?
Tanto fatores sociais e econômicos (África) como também populacionais (Oceania). 
 Geografia 11
Conexões
Glocalização 
Os avanços da globalização fizeram com que uma infinidade de produtos chegasse ao alcance de diferen-
tes pessoas em muitos lugares. Muitos hábitos e culturas foram invadidos por um efeito globalizante que não 
atendia às necessidades de grupos locais. A disseminação de produtos diferentes vindos de diversas partes do 
mundo acabava por não ser assimilada por certas sociedades, não adaptadas a certos gostos ou modas. 
Por conta disso, muitas empresas de atuação global passaram a produzir mercadorias voltadas a atender 
demandas locais. Seria esse o efeito contrário à globalização? Ou um efeito do local sobre o global? 
Sabemos que a atuação das grandes empresas em mercados locais não é limitada, mas adaptada. Na reali-
dade, os hábitos locais ditam apenas um perfil mercadológico do consumidor. Esse perfil local é traçado tanto 
por fatores culturais quanto por condições geográficas e climáticas para poder melhor ofertar um produto ou 
serviço. Como exemplo, podemos citar as empresas de cosméticos ou de alimentos que, em muitos casos, 
oferecem produtos específicos para algumas regiões, atendendo aos hábitos e gostos da cultura local. Esse 
fenômeno é denominado por alguns analistas como glocalização. 
Que tal um refrescante picolé de taberebá, umbu ou outras frutas regionais, produzidos por uma grande 
empresa estrangeira? Dependendo da região brasileira em que você está, isso pode ser mais comum ou soar 
bem estranho, mas é um exemplo da glocalização. 
Atividades
 1. Pesquise e faça uma pequena lista com no máximo cinco itens que representem alimentos que são mais 
comuns em sua região.
Pessoal.
 2. Entre os itens pesquisados, algum deles se difundiu como produto para outras regiões do Brasil ou do 
mundo? 
Pessoal.
 3. A glocalização pode ser interpretada como um fenômeno contrário à globalização? Justifique sua 
resposta.
Embora a resposta seja pessoal, é importante debater com os alunos sobre produtos locais que atendem ao gosto ou hábito da 
região e relacionar ao tema.
 
9o. ano – Volume 112
 A respeito do termo “glocalização”.8
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Oportunidades e resistências à globalização 
As últimas décadas do século XX e as primeiras do século XXI parecem intensificar a integração global de 
maneira até então não experimentada pela humanidade. As facilidades de cooperação e interação entre pes-
soas distantes, mas com interesses comuns, ampliam as possibilidades de agir no mundo. 
Entretanto, nem sempre a intensificação das relações sociais, culturais e comerciais entre diferentes povos 
e modos de vida ocorre de forma harmônica. Isso tem resultado, em alguns casos, em preconceito, violência e, 
não raro, xenofobia.
Outra contradição inerente ao processo de globalização, que tem sido observada nas últimas décadas, cor-
responde ao aprofundamento das desigualdades socioeconômicas em escala mundial. Ainda que se observem 
melhorias nas condições de vida e nos indicadores sociais da maioria absoluta dos países e regiões do globo 
recentemente, aspectos como a concentração de renda e formação de bolsões de pobreza e exclusão ainda não 
foram enfrentados de maneira satisfatória pelo conjunto dos Estados e organizações internacionais. 
Oportunidades da globalização
Tente imaginar quantas coisas você já usou hoje que são provenientes de outros países, ou cujas empresas 
produtoras são originadas no exterior. Em seu dia a dia, você utiliza diferentes produtos e tem contato com 
mercadorias e marcas variadas, uma das características principais da globalização. Atualmente, temos contato 
com uma infinidade de mercadorias e algumas tecnologias provenientes das mais variadas partes do mundo, 
que tendem a melhorar a vida das pessoas. A própria expansão das trocas comerciais é benéfica ao ampliar a 
oferta de empregos na produção e no comércio de mercadorias. A maior difusão das redes sociais, do acesso à 
música, aos hábitos alimentares de diversos povos, à moda e outros aspectos mais simbólicos do que materiais 
também são resultantes da globalização.
 xenofobia: pode ser compreendida como o medo ou aversão a hábitos, cultura e mesmo a pessoas estrangeiras que vivem em determinado país 
ou região. Em certos locais, a xenofobia está associada a diversas atitudes violentas praticadas por grupos radicais.
Papa a la huancaína, prato típico da 
culinária peruana globalizada.
As tecnologias permitiram maior acesso 
às redes sociais e à música. 
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 Geografia 13
Fotoarena/Reuters/Giorgos Moutafis
Resistências e riscos ligados à globalização 
Ao mesmo tempo que a globalização permite trocas comerciais e culturais entre os diversos países, ela 
expõe problemas locais que atingem muitos lugares pelo globo. Isso porque nem todos os países participam 
desse processo igualmente e na mesma intensidade ou estão completamente integrados a ele. Dessa forma, 
avançam argumentos contrários à globalização, que questionam até que ponto trata-se, de fato, de um fenô-
meno integrador. Isso tem ocorrido com base em considerações críticas de que esse processo estaria, no fundo, 
voltado essencialmente à integração entre as principais potências econômicas mundiais. 
Barreiras 
Desde o início da Primeira Revolução Industrial, a evolução tecnológica tem sido amplamente assimilada 
nos setores de transportes e comunicação. A energia produzida em máquinas a vapor passou a ser utilizada 
para movimentar veículos e barcos, que conectaram lugares até então considerados distantes e isolados 
entre si. Hoje, mercadorias produzidas em diversas partes do planeta viajam milhares de quilômetros, atra-
vessando os oceanos em busca de mercados consumidores em pontos considerados remotos em meados 
do século passado.
Na obra A volta ao mundo em 
80 dias, do escritor francês Júlio 
Verne, escrita no século XIX, a tra-
vessia do Pacífico entre Yokoha-
ma (Japão) e São Francisco (EUA) 
a bordo de um navio a vapor era 
estimada em 21 dias. Atualmente, 
em um avião a jato, essetrajeto é 
percorrido em cerca de 10 horas. • Navio a vapor deixando o porto de Marselha, 
França, 1880
• Avião comercial decolando 
do aeroporto de Amsterdã, 
Países Baixos, 2016
Algumas pessoas têm viajado atualmente por longas distâncias, em condições muitas vezes 
precárias, deixando definitivamente seus locais de origem. Contudo, fazem isso não apenas em 
busca das vantagens que o mundo globalizado parece prometer, mas, também, para escapar 
de situações de conflitos internos ou ameaças políticas e religiosas. 
Glowimages/imagebroker/BAO ©Shutterstock/verzellenberg
• Barco de resgate presta auxílio a refugiados 
provenientes da Eritreia, na costa da Líbia, Mar 
Mediterrâneo, em 2016
14
Os fluxos migratórios têm levado alguns governos a adotar posturas contrárias à entrada de pessoas vindas 
de outros países, incluindo refugiados, como veremos com maior profundidade no terceiro capítulo. Exemplo 
disso são as diversas restrições para entradas de imigrantes, seja por meio de muros, cercas, seja por controles 
rígidos de entrada, como mostra o mapa a seguir:
Fonte: RADIO FREE EUROPE. Fencing off Europe. Disponível em: <https://www.rferl.org/a/fencing-off-europe/27562610.html>. Acesso em: 27 abr. 
2018. Adaptação.
Barreiras à entrada de imigrantes e refugiados na Europa (2015-início de 2016)
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 Geografia 15
Glowimages/AFP/Ruben SPRICH
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Movimentos antiglobalização 
Muitos dos movimentos que lutam contra o caráter 
seletivo da globalização são descritos como sendo “an-
tiglobalização”, ou seja, contrários a ela. É importante 
ter em mente, contudo, que boa parte dos movimen-
tos não se opõe exatamente ao fenômeno da globa-
lização, ou à maior integração econômica, cultural e 
tecnológica entre os povos, mas, sim, aos seus efeitos 
negativos, como a falta de inclusão ou o aumento da 
desigualdade socioeconômica que predomina em di-
versos países e regiões do globo. 
Em 2016, o total das exportações brasileiras foi 
de, aproximadamente, 186 bilhões de dólares. Cerca 
de 35 bilhões de dólares foram destinados à China, 
ou seja, 18,8% (quase um quinto das exportações). 
Os produtos comercializados com aquele país estão 
na base das nossas principais atividades econômicas. Imagine qual seria o efeito interno no Brasil se a 
China passasse por uma grave crise e reduzisse significativamente as importações brasileiras. Em países de 
economias menores, a dependência econômica ligada a poucos parceiros tem provocado impactos ainda 
maiores.
Mas os riscos e desafios relacionados ao processo de globalização não são só econômicos. Como 
vimos, é preciso sempre considerar que, em muitos casos, a propagação de hábitos e culturas enfrenta 
resistências nacionalistas, o que gera tensão entre grupos sociais. Esse tipo de situação está associado, 
entre outros, ao preconceito e à xenofobia, voltados contra imigrantes de países mais pobres, entre outros 
grupos. 
• Movimentos sociais protestam contra o Fórum Econômico 
Mundial em Davos, também conhecido como Fórum de Da-
vos, na Suíça, em 2018 
• Mulheres protestam contra racismo com cartazes combatendo a xenofobia e as políticas 
da União Europeia em relação aos refugiados e imigrantes, em Madri, Espanha, em 2017
9o. ano – Volume 116
 Sugestão de abordagem com recursos visuais.
 Sobre a expressão “pânico moral”.10
9
©Shutterstock/bmszealand
Terrorismo 
O terrorismo é a promoção de atos de violência com uso ilegítimo da força e que, além de causar vítimas 
fatais, gera um estado de medo na população. 
Essa prática vem sendo recorrente em casos de organizações que buscam diferentes objetivos, com propó-
sitos religiosos, políticos ou separatistas, causando a morte de pessoas que não estão diretamente associadas 
a suas causas. 
Entre as ações terroristas de maior repercussão internacional estão os ataques ocorridos nos Estados Unidos 
em 11 de setembro de 2001, quando dois aviões de passageiros atingiram as torres gêmeas do World Trade 
Center, famoso complexo de edifícios em Nova Iorque, matando mais de três mil pessoas de diversas naciona-
lidades. No mesmo dia, um terceiro avião atingiu o Pentágono, principal núcleo militar do país, e um quarto 
foi abatido pelas forças armadas enquanto se dirigia, provavelmente, à capital nacional, Washington. O ato foi 
assumido pela organização terrorista Al-Qaeda, grupo fundamentalista religioso.
Além da Al-Qaeda, os principais grupos terroristas em 
atuação nos últimos anos são o ISIS, sigla em inglês para 
Estado Islâmico do Iraque e da Síria, que atua principal-
mente nesses dois países, embora esteja espalhado por 
vários outros na região do Oriente Médio e na África; o Al 
Shabab, que atua na Somália; e o Boko Haram, que atua 
principalmente na Nigéria.
O terrorismo não só ameaça a segurança nacional 
dos Estados, mas também coloca em risco a população. 
Por isso, muitos governos têm adotado ações de restri-
ção a determinadas liberdades individuais e de vigilância 
das pessoas, além de se aparelharem tecnologicamente 
via monitoramento por imagens de satélite e telecomu-
nicações, entre outros meios, para tentar evitar ações de 
grupos terroristas (bem como de indivíduos simpatizan-
tes a eles) em seus países. 
Atividades
 1. Considerando o que você aprendeu sobre a globalização, leia os seguintes enunciados e faça o que se 
pede.
a) Mencione alguns aspectos positivos da globalização. 
Pessoal. Espera-se que os alunos mencionem elementos como o aumento das relações comerciais, o aumento do acesso a dife-
rentes produtos e a maior difusão de culturas.
b) Mencione alguns aspectos negativos da globalização.
Pessoal. Possivelmente os alunos vão mencionar os problemas relacionados às crises econômicas, ao aumento da xenofobia, às
barreiras à entrada de indivíduos em outros países, ao terrorismo, entre ouros aspectos. 
 
• Escola atingida por bomba detonada por terroristas do Boko 
Haram em Kano, Nigéria, 2014. O grupo se opõe radicalmen-
te ao acesso das mulheres à educação 
 Geografia 17
11 Sugestão de pesquisa.
 2. O geógrafo Milton Santos, reconhecido internacionalmente, fez importantes reflexões sobre a globali-
zação. Para ele, com a globalização foi possível o desenvolvimento de técnicas que conciliam diferentes 
conhecimentos, adquiridos ao longo da história, provenientes de diferentes partes. Contudo, quem de-
tém as técnicas mais avançadas no presente acaba exercendo maior influência sobre o outro. Em relação 
a essas reflexões e com base no que você já estudou, marque V para a(s) alternativa(s) verdadeira(s) e F 
para a(s) falsa(s), justificando os itens incorretos.
( V ) As técnicas não surgem de modo isolado, elas são fruto de um processo histórico de desenvolvi-
mento da humanidade.
( F ) A globalização pode ser considerada a única responsável pela limitação do desenvolvimento so-
cioeconômico.
Embora haja limitações, como as relacionadas à questão da integração econômica e comercial e à redução das desigualdades, a
globalização não pode ser exclusivamente associada à questão da limitação do desenvolvimento. 
( V ) A globalização colaborou, de certa forma, para a aproximação e a integração de diferentes pessoas 
e saberes. 
( F ) A globalização afastou o conhecimento, restringindo o desenvolvimento tecnológico a um único 
local no mundo.
Embora ainda haja consideráveis limitações geográficas relacionadas à questão da integração, não podemos considerar que a globa-
lização afastou o conhecimento e restringiu o desenvolvimento tecnológico a um único local no mundo.
( V ) A ampliação do conhecimento também pode ser vista como um dos pontos positivos da globalização. 
 3. Que ações muitos governos estão tomando para combater o terrorismo?
Restrição às liberdades individuais e vigilância das pessoas. Também têm se aparelhado tecnologicamente via mo-
nitoramento por imagens de satélite e telecomunicações, entre outros.
Desafios da globalização 
Entre os diversosdesafios que o mundo globalizado enfrenta, podem-se destacar a perda de certas tra-
dições culturais, como as ligadas ao próprio idioma, e a desigualdade socioeconômica, associada a grandes 
disparidades nos níveis de desenvolvimento.
De certa forma, a globalização aproxima as pessoas, seja por meio da comunicação, seja por meio das músi-
cas, dos aplicativos e das redes de relacionamento pessoal. Dessa maneira, culturas geograficamente distantes 
têm estado virtualmente próximas. Essa aproximação favorece a convivência de povos diferentes e expõe o lado 
pluriétnico do fenômeno. 
A globalização favoreceu a ampliação do conhecimento sobre povos e culturas que praticamente desapa-
receram em razão do contato com outras civilizações. Em alguns casos, a expressão “canibalismo cultural” tem 
sido empregada. Nesse sentido, uma cultura assimila a outra e alguns hábitos e costumes acabam desapare-
cendo. Entre as consequências dessa assimilação, está o desaparecimento de idiomas locais. De acordo com 
9o. ano – Volume 118
a Unesco, das mais de 6 mil línguas faladas em todo o mundo, mais de 2 500 correm o risco de desaparecer. 
Observe o mapa a seguir:
Fonte: NEXO. Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/grafico/2018/02/05/Em-que-%C3%A1reas-do-mundo-h%C3%A1-l%C3%ADnguas-
amea%C3%A7adas-de-extin%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em: 27 abr. 2018. Adaptação.
Línguas em risco de extinção
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Das 6 mil línguas existentes no mundo, em breve quase metade poderá estar extinta, estima 
Unesco. Embora globalização seja um dos fatores negativos, internet pode ajudar na preservação. 
Por todo o mundo há idiomas ameaçados de extinção. Seja na Alemanha, onde o baixo-sórbio só 
é falado por 7 mil pessoas; ou na América do Norte, onde só 250 nativos ainda utilizam o cayu-
ga, sua língua materna. Na Austrália, o dalabon é preservado por apenas 11 pessoas – ou talvez 
menos, já que o último censo data de mais de dez anos.
[...]
Os linguistas têm diferentes explicações para o declínio de certos idiomas. “Um fator é, segu-
ramente, a globalização”, afirma Paul Trilsbeek, diretor do Arquivo Multimídia de Idiomas Amea-
çados do Instituto Max Planck de Psicolinguística, em Nimwegen, Holanda.
[...]
O fato de cada vez mais pessoas terem smartphones e acesso à internet se tornou um aliado 
nessa luta, aponta. “Desse modo, há também cada vez mais línguas indígenas online [...]. Isso 
também poderá ajudar a preservar as diferentes línguas.”
Conexões
GROTEFELS, Sina. O fenômeno do desaparecimento de idiomas e suas explicações. Disponível em: <http://www.dw.com/pt-br/ 
o-fen%C3%B4meno-do-desaparecimento-de-idiomas-e-suas-explica%C3%A7%C3%B5es/a-37657535>. Acesso em: 27 abr. 2018.
 Geografia 19
Níveis de desenvolvimento 
A globalização está rela-
cionada a um maior acesso 
da população do planeta 
à informação, tecnologia e 
saúde, entre outros fatores. 
Contudo, a desigualdade 
socioeconômica é um dos 
grandes desafios globais. 
Ela evidencia que países e 
indivíduos se encontram 
em diferentes níveis de 
desenvolvimento, não exa-
tamente adequados para 
que se tenha uma boa qua-
lidade de vida. O mapa ao 
lado mostra como a rique-
za (renda e bens) média da 
população dos países está 
distribuída.
Embora fique claro que os países cuja população de maior renda tenham, por pressuposto, um melhor nível 
de desenvolvimento socioeconômico, mesmo entre eles um panorama desigual se faz presente. O gráfico abai-
xo (à esquerda) mostra que, entre diversos países desenvolvidos, a parte da renda nacional acumulada pelo 1% 
mais rico da população tem aumentado nas últimas décadas.
De fato, uma das maiores preocupações e desafios mundiais é equilibrar a distribuição da riqueza da 
população mundial (abaixo, à direita), que evidencia o fato de que a maior parte da população do mundo 
se encontra no estrato mais baixo da riqueza.
Riqueza média da população (2014)
Fonte: CREDIT SUISSE RESEARCH INSTITUTE. Global wealth report 2014. Disponível em: <https://
publications.credit-suisse.com/tasks/render/file/?fileID=60931FDE-A2D2-F568-B041B58C5EA591A4>. Acesso 
em: 25 abr. 2018. Adaptação. 
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Porcentagem da renda nacional 
acumulada pelo 1% mais rico 
(1975-2015)
Fonte: THE WHITE HOUSE. Economic report of the president. jan. 2017. 
Disponível em: <https://obamawhitehouse.archives.gov/sites/default/
files/docs/2017_economic_report_of_president.pdf>. Acesso em: 25 abr. 
2018.
Pirâmide da disparidade de riqueza 
mundial (2014)
Fonte: CREDIT SUISSE RESEARCH INSTITUTE. Global wealth report 2014. 
Disponível em: <https://publications.credit-suisse.com/tasks/render/
file/?fileID=60931FDE-A2D2-F568-B041B58C5EA591A4>. Acesso em: 25 
abr. 2018. 
2015
5
10
15
20
Estados Unidos Reino Unido
Canadá França
Itália Japão
Alemanha
Porcentagem
1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010 2015
Faixa de riqueza 
(renda/bens)
Menos de 
10 000 dólares
Entre 10 000 e 
100 000 dólares
Entre 100 mil e 
1 milhão de dólares
Mais de 
1 milhão de dólares
porcentagem da população mundial
(0,7%)
(7,9%)
(21,5%)
(69,8%)
9o. ano – Volume 120
Hora de estudo
O trecho expõe fatos relacionados à globalização, em especial ligados à questão da expansão geográfica 
das atividades comerciais por empresas. Por que algumas empresas optam por produzir em diferentes 
países?
Os alunos devem relacionar a dispersão das empresas multinacionais pelo mundo em busca de matérias-primas e mão de obra
mais barata, além de novos mercados consumidores. 
 4. Observe a charge ao lado, que faz referência 
ao atentado terrorista ocorrido em janeiro 
de 2015 em um periódico francês. Escreva 
sua interpretação do tema que está sendo 
abordado.
Entre as diversas análises que podem ser 
feitas, destaca-se a questão do volume de
manifestantes em relação ao pequeno grupo 
de líderes. Além disso, a formação dos líderes 
sugere um questionamento (eles formam um ponto de interrogação): realmente seus interesses estão voltados à questão 
da paz?
 1. Formule uma frase que reúna, de modo adequado, os termos relacionados a seguir:
Globalização – Cultura – Conflito – Comércio – Migrações
Pessoal. Se possível, solicite aos alunos que leiam suas respostas e discutam em grupo.
 2. O comércio internacional é muito importante para a economia de vários países. Nesse aspecto, mencio-
ne como a globalização pode ajudar e também como ela pode prejudicar a economia deles. 
Os alunos devem levar em consideração que, ao expandir as relações comerciais, a globalização amplia as exportações, o que vem
a ser um aspecto positivo para os países. De outro modo, a globalização pode criar interdependências que tornam os países mais
suscetíveis às crises econômicas internacionais. 
 3. Analise o fragmento da música Disneylândia, da banda brasileira Titãs, e responda à questão a seguir:
FO
LH
AP
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Disneylândia
Música hindu contrabandeada por ciganos 
Poloneses faz sucesso no interior da Bolívia [...]
Multinacionais japonesas instalam empresas 
Em Hong Kong e produzem com matéria-prima 
Brasileira para competir no mercado americano.
ANTUNES, Arnaldo. Disneylândia. Intérprete: Titãs. In: TITÃS. Titanomaquia. Rio de Janeiro: WEA, 
1993. 1 CD. Faixa 3.
21
2
A cidade de Istambul, na Turquia, encontra-se na divisa entre a Europa e a Ásia. Por sua localização, 
tem forte influência europeia e asiática. Responda à questão a seguir:
1. Fatores demográficos e culturais podem ser um critério para separar diferentes regiões? Justifique sua 
resposta.
Demografia
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A dispersão humana pelo mundo foi a causa da grande diversidade étnica que existe. Ao estudar a demografia, nos 
deparamos com uma enormidade de condições e características populacionais diferentes que se espalham pelo espaço 
geográfico. Algumas são determinantes e podem até ser usadas como parâmetro ou critério para definir diferentes regiões. 
22
1. As perguntasintrodutórias não têm necessariamente uma resposta correta, mas devem 
servir de reflexão para o tema. Neste caso, incentive os alunos a refletir sobre o fato de que 
os aspectos culturais podem ser usados para dividir regiões, principalmente quando não 
há uma divisão geográfica natural tão marcante. 
1 Orientações gerais.
geografia
Acabamos de analisar a globalização e suas 
diferentes faces e características. Como você 
deve se lembrar, trata-se de um fenômeno que 
intensificou a difusão de culturas pelo mundo. 
Estas, em muitos casos, são resultado de pro-
cessos históricos de adaptação de um povo ao 
território que lhe cabe e estão ligadas a diver-
sos fatores. A demografia estuda a população 
e suas características e também a história de 
formação de um povo ou uma etnia. Tais carac-
terísticas e heranças culturais são decorrentes 
da sensação de pertencimento dos povos aos 
territórios que ocupam, o que remete à mani-
festação de poder sobre o espaço, de alguma 
forma apropriado por estas pessoas. Para muitos 
povos, as migrações e a miscigenação também foram fatores determinantes para sua formação.
O contato entre diferentes povos foi, na maior parte dos casos, palco de conflitos, porque está dire-
tamente ligado à posse sobre um território e também à perda de identidade cultural. Desse modo, para 
compreender a integração mundial, é importante analisar fatos e situações peculiares dos diferentes povos.
Neste capítulo, vamos analisar as características das populações de três continentes: Europa, Ásia e 
Oceania. Estudaremos não só os aspectos demográficos relacionados à configuração e estrutura popula-
cionais como também os diferentes grupos étnicos, suas manifestações culturais e situações de tensão e 
conflitos provocados em áreas de fronteiras. Vamos lá!
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Uma das marcas mais curiosas dos antigos povos europeus é Stonehenge. O 
monumento de rochas está localizado em Salisbury, na região sul no Reino 
Unido, e estima-se que tenha mais de 5 mil anos. 
Em alguns casos, é possível perceber que a posse sobre um território geralmente ocorre em meio a con-
flitos, disputas ou ocupação de espaços. Um importante filósofo inglês chamado Thomas Hobbes (1588-
1679) afirmou que o conflito é inerente à própria natureza humana, de modo que a sociedade sempre 
buscaria a guerra por querer ou disputar elementos que, contraditoriamente, seriam necessários para ga-
rantir a vida.
 1. As ideias de Hobbes poderiam ser aplicadas a que tipos de disputas ou conflitos territoriais na atua-
lidade? Justifique sua resposta.
Pessoal. Os alunos devem analisar se atualmente vivemos em constante conflito ou na iminência de conflitos por disputas de 
territórios e recursos naturais. 
 2. Em sua opinião, que atitudes deveriam ser tomadas pelas sociedades com o intuito de colaborar para 
a resolução de conflitos? Justifique sua resposta. 
Pessoal. É possível aproveitar o momento para promover diálogos com os alunos sobre a importância da convivência como 
forma de evitar conflitos, tanto locais quanto globais. 
23
Objetivos
• Compreender as características sociais e demográficas da Europa, Ásia e Oceania.
• Analisar as tensões e os conflitos nas fronteiras europeias, asiáticas e oceânicas.
• Compreender os fatores relacionados à regionalização e à divisão da Europa e da Ásia.
• Analisar o impacto das migrações na formação cultural de diversos grupos. 
 Sugestão de leitura.2
 Objetivo da atividade.3
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Da
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Aspectos demográficos da Europa 
O continente europeu abrange uma área de mais de 10 milhões de km². Embora geologicamente possa ser 
considerado uma península asiática, sua história e seu desenvolvimento socioeconômico o colocam em desta-
que no espaço geográfico mundial.
Europa: político
Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, 2016. p. 32. Adaptação.
A condição atual da população europeia, no que se refere tanto aos laços culturais quanto às condições 
sociais e econômicas, é fruto de um longo processo histórico, mas também de eventos que ocorreram recente-
mente. Vamos estudar a configuração da população europeia, suas características sociais e econômicas.
O continente europeu apresenta a segunda maior densidade demográfica entre os continentes, com 
uma média de aproximadamente 75 habitantes por quilômetro quadrado. A população absoluta ultrapassa 
750 milhões de habitantes. 
Veja na tabela a seguir os países mais populosos e mais povoados do continente:
País População absoluta (milhões de habitantes, 2017) País
População relativa 
(hab./km²)
Alemanha 81 Mônaco 25 969
França 66,2 Vaticano 1 800
Reino Unido 63,7 Malta 1 346
Itália 61,7 San Marino 556
Fonte: UNITED NATIONS. World statistics pocketbook 2017 edition. Disponível em: <https://unstats.un.org/unsd/publications/pocketbook 
/files/world-stats-pocketbook-2017.pdf>. Acesso em: 11 dez. 2017.
9o. ano – Volume 124
Professor, relembre com os alunos concei-
tos básicos da demografia, como população 
absoluta, população relativa ou densidade 
demográfica, países populosos e povoados. 
Cartografar
 1. Identifique ao menos dois países com elevada densidade demográfica e dois países com baixa densidade 
demográfica no continente europeu.
 2. Compare o mapa de densidade demográfica com um mapa de climas e responda às questões a seguir:
a) Quais são os tipos de clima predominantes nas regiões de menor densidade demográfica do conti-
nente? As regiões com climas polares frios e semiáridos (leste europeu).
b) É possível afirmar que o clima é um fator que pode interferir na distribuição da população? Justifique 
sua resposta. 
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Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, 2016. p. 71. Adaptação.
Europa: densidade demográfica (2015)
O povoamento do continente apresenta características que podem ser explicadas, em parte, pela influência 
de diferentes elementos, entre eles aspectos naturais. Observe o mapa a seguir e compare-o ao mapa político 
da Europa, na página anterior. Em seguida, responda às questões.
 Geografia 25
1. Os alunos poderão escolher diferentes países entre os de maior densidade: Países Baixos, Bélgica, Alemanha e Suíça. Os listados 
na tabela anterior, que apresentam elevada densidade, são difíceis de serem distinguidos no mapa (exceto Malta). Entre os 
países de baixa densidade, podem ser citados: Noruega, Suécia e Finlândia. 
Sim. A rigorosidade das condições climáticas pode colaborar para que o adensamento 
populacional seja bem menor. 
Conforme mencionamos anteriormente, o continente europeu apresenta elevada população absoluta, bem 
como grande diversidade de idiomas e culturas em um território relativamente pequeno. 
Apesar da grande diversidade de idiomas que há no continente, podemos destacar a existência de três prin-
cipais grupos linguísticos, dos quais vários idiomas se ramificaram:
• Latim – espanhol, português, francês, italiano e romeno (línguas faladas principalmente nos países do sul e 
oeste do continente).
• Germânico – alemão, holandês (neerlandês), inglês, entre outras (línguas faladas principalmente nos países 
do centro-norte). 
• Eslavo – russo, polonês, búlgaro, entre outros (línguas faladas comumente nos países do leste europeu). 
É possível perceber que há uma regionalização causada pela própria manifestação e distribuição dos idio-
mas, os quais derivam da história de ocupação e formação dos territórios. Perceba como nós, americanos, em 
geral, manifestamos essa influência linguística por habitarmos um continente colonizado por europeus.
Alguns países adotam mais que um idioma oficial, como é o caso da Bélgica, que tem o alemão, o francês e 
o neerlandês como idiomas oficiais. Mesmo nesses países existem diferenças regionais e dialetos locais. 
Quando observarmos imagens de culturas locais tradicionais ou manifestações folclóricas dos países, talvez 
seja possível pensar que esse tradicionalismo está presente em todasas partes do mundo. De fato, na atualida-
de, grandes cidades se mostram muito mais pluriétnicas se comparadas com as cidades menores e mais rurais 
do continente, onde, por outro lado, as tradições culturais, em geral, e linguísticas, em particular, se encontram 
mais preservadas.
Organize as ideias 
Analise o mapa conceitual a seguir e responda às questões propostas. 
a) Os grupos linguísticos europeus poderiam ser utilizados satisfatoriamente como critérios para a regio-
nalização do continente? Justifique sua resposta. 
Sim, seria possível dividir a Europa em três grandes regiões tendo como base a origem do idioma. É importante reforçar que essa 
abordagem é generalizadora, pois existem diversos outros grupos ou troncos linguísticos no continente.
b) Os grupos linguísticos podem ser compreendidos como uma herança cultural? Por quê? 
Sim. Espera-se que os alunos concluam que esses três grupos deram origem a vários e diferentes idiomas praticados em diversos 
países do continente e fora dele. 
c) Além do idioma, cite ao menos outros dois elementos da cultura imaterial que podem ser considera-
dos como herança cultural.
Religião, danças típicas, culinária, música, literatura, entre outros.
Grupos 
linguísticos 
da Europa
Latim
Germânico
Eslavo
Sul 
Norte 
Leste
Itália 
Dinamarca
Polônia 
9o. ano – Volume 126
 Recomendação de trabalho com filmes.4
Envelhecimento da população do Velho Continente 
Como você deve imaginar, a população europeia, de modo geral, apresenta bons indicadores sociais e eco-
nômicos. A maior parte dos países tem IDH muito elevado, com alta taxa de alfabetização, longa expectativa de 
vida e baixíssimos índices de mortalidade infantil. Observe a mapa a seguir. Ele mostra a média de expectativa 
de vida da população europeia.
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Fonte: WORLD BANK. Life expectancy at birth, total (years). Disponível em: <https://data.worldbank.org/indicator/SP.DYN.LE00.IN?view=chart>. 
Acesso em: 23 abr. 2018. Adaptação.
De acordo com o Atlas Estatístico da Eurosat, a expectativa de vida atual dos europeus é de cerca de 
81 anos. Desde a segunda metade do século XX, a expectativa de vida no continente aumentou aproximada-
mente 10 anos. No entanto, ainda é perceptível o contraste entre algumas regiões, como o leste europeu, que 
apresenta uma situação um pouco menos favorável. 
A melhoria dos indicadores sociais fez com que, gradativamente, a expectativa de vida aumentasse. Por ou-
tro lado, isso apresenta uma consequência negativa: observa-se na Europa, de maneira geral, uma redução das 
taxas de natalidade, o que resultou na redução do crescimento da população do continente, já verificada em 
alguns países. A combinação desses fatores está diretamente ligada ao envelhecimento da população. 
Europa: expectativa de vida (2016)
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• Idosos conversam em parque na 
cidade de Roma, Itália, 2015
 Geografia 27
Europa: pirâmides etárias (1950, 2000 e 2050)
Fonte: UNITED NATIONS. World population ageing: 1950-2050. Disponível em: <http://www.un.org/esa/population/publications/
worldageing19502050/>. Acesso em: 28 abr. 2018.
Observe os gráficos da estrutura etária da Europa, de 1950, 2000 e de estimativa para 2050. Perceba que 
existe uma perceptível redução da população mais jovem (base da pirâmide), enquanto as camadas superiores 
(especialmente a partir de 60 anos) têm crescido proporcionalmente muito mais.
Fonte: COMISSÃO EUROPEIA. 
Agricultura: uma parceria entre 
a Europa e os agricultores. 
Disponível em: <https://
publications.europa.eu/
pt/publication-detail/-/
publication/f08f5f20-ef62-
11e6-8a35-01aa75ed71a1>. 
Acesso em: 28 abr. 2018.
Distribuição etária dos agricultores europeus
Id
ad
e
Homem80
60
40
20
510 0 5 10
Mulher 80
60
40
20
510 0 5 10
80
60
40
20
510 0 5 10
60+
0 - 59
1950 2000 2050
Porcentagem Porcentagem Porcentagem
65 anos ou mais
Entre 55 e 64 anos
Entre 45 e 54 anos
Entre 35 e 44 anos
Menos de 35 anos
31%
24,5%
23,5%
15%
6%
Embora decorra dos bons padrões de vida alcançados, o envelhecimento da população europeia também 
pode ter algumas consequências negativas, como, em última instância, a redução da população economica-
mente ativa, impactando a arrecadação de impostos, fato já verificado em alguns países. Além disso, o envelhe-
cimento populacional também está relacionado à queda da população economicamente ativa, o que resulta 
na falta de mão de obra e no aumento dos gastos dos governos com previdência social. 
O envelhecimento da população europeia vem causando certa preocupação também nas autoridades res-
ponsáveis pelos planos de desenvolvimento da agricultura. A média de idade dos trabalhadores rurais vem 
aumentando e o percentual de trabalhadores jovens está diminuindo, o que mostra que os mais novos não 
estão se interessando por atividades voltadas ao espaço rural, mesmo em comunidades mais tradicionais. Isso 
pode representar um problema no futuro, em razão da falta de produtores rurais. 
28
5 Sobre os gastos previdenciários europeus.
Fo
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ar
en
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Re
ut
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St
ep
ha
ne
 M
ah
e
Diante de tudo isso, a tendência de aumento da expectativa 
de vida da população europeia fez com que alguns países ado-
tassem reformas trabalhistas com medidas para elevar a idade 
mínima para aposentadoria, como forma de reduzir os gastos do 
governo com o setor previdenciário. 
Tais medidas, geralmente impopulares, causam revoltas e 
manifestações em diversos países, como as que ocorreram na 
França e na Grécia a partir de 2010.
Fatos semelhantes também desencadearam manifestações 
no Brasil em 2017. 
a) Quais fatores demográficos justificam a iniciativa dos governos de aumentar a idade para a aposenta-
doria? No caso da Grécia, que outros fatores estavam associados a essa iniciativa?
Os alunos devem relacionar essa iniciativa ao aumento da expectativa de vida da população e ao consequente aumento da 
população idosa. No caso da Grécia, a reforma da previdência estava associada a um conjunto de medidas de austeridade, ou 
seja, medidas gerais para ajuste da economia grega como um todo.
b) Uma situação semelhante a essa também ocorre no Brasil? Justifique sua resposta.
Os alunos devem mencionar as recentes tentativas do governo de estabelecer a reforma da previdência. Uma análise mais con-
sistente envolve observar as condições sociais e econômicas dos países para entender suas demandas. 
O GLOBO
8 junho 2016
Protestos nas ruas e greves marcaram o dia da 
votação no Parlamento grego, que aprovou um 
pacote de medidas de austeridade — que inclui a 
reforma da Previdência e aumento de impostos — 
em troca de mais recursos da União Europeia e do 
Fundo Monetário Internacional para socorrer o país. 
Manifestantes atiraram bombas contra a polícia, 
que revidou com gás lacrimogêneo. As medidas 
foram aprovadas por 153 votos a favor, frente a 
144 contrários. 
[...]
O projeto aprovado pelos parlamentares ontem 
[7 de junho de 2016] prevê medidas de austeridade 
que somam € 5,4 bilhões ou 3% do Produto Interno 
Bruto (PIB) do país. As mudanças incluem a reforma 
do sistema de aposentadorias e o aumento de 
impostos. As contribuições para a Previdência 
aumentarão consideravelmente, haverá cortes 
de benefícios mais elevados e será instaurada 
uma aposentadoria nacional de € 384 para quem 
trabalhou 20 anos.
EM DIA DE PROTESTOS, GRÉCIA APROVA REFORMA DA PREVIDÊNCIA
EM DIA DE PROTESTOS, Grécia aprova reforma da Previdência. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/economia/em-dia-de-protestos-grecia-
aprova-reforma-da-previdencia-19258926>. Acesso em: 28 abr. 2018. 
https://oglobo.globo.com/economia/em-dia-de-protestos-grecia-aprova-reforma-da-previdencia-19258926
• Manifestantes franceses protestam contra 
alterações na reforma trabalhista do país, 
na cidade de Nantes, 2016
 Geografia 29
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Aspectos demográficos da Ásia
A Ásia é o maior continente do planeta, com maisde 44,6 milhões de km² de extensão. Tamanha dimensão 
proporcionou grande diversidade de paisagens naturais, etnias e culturas. Como mencionamos na abertura 
deste capítulo, a própria divisão natural ou geológica entre a Europa e a Ásia é relativa; por vezes, ambos os 
continentes são simplesmente denominados Eurásia. 
Ao todo, no continente estão aproxima-
damente 60% de toda a população mundial 
(cerca de 4,4 bilhões de pessoas). Além disso, 
na Ásia estão os dois países mais populosos 
do mundo, China e Índia, que, juntos, têm 
cerca de 35% da população mundial. 
Apesar disso, a distribuição da população 
no território asiático é irregular. Existem no 
continente tanto regiões com elevada densi-
dade demográfica quanto com baixas taxas 
de povoamento. Isso se explica pela história 
de ocupação do território e também por fato-
res naturais, como a presença de montanhas 
e desertos, por exemplo. 
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Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, 2016. p. 32. Adaptação.
• Circulação de veículos e pessoas em Dacca, capital de Bangladesh. 
Foto de 2017
Ásia: político
9o. ano – Volume 130
 1. Analise o mapa de densidade demográfica do continente asiático a seguir e compare-o com o mapa 
político da página 30. Depois, informe qual região do continente asiático apresenta as mais elevadas den-
sidades demográficas. 
Leste, sudeste e centro-sul do continente são as regiões que apresentam as mais elevadas densidades demográficas. 
 2. Qual fator po de ajudar a explicar a baixa densidade demográfica da Rússia?
 3. Quais países apresentam as maiores densidades demográficas?
Vietnã, Índia, Sri Lanka, Bangladesh, Israel, Filipinas, Coreia do Sul e Japão.
 4. A região do Oriente Médio, que envolve a Arábia Saudita e alguns países em seu entorno, tem que faixa 
de densidade predominante?
De 5 a 15 hab./km² e de 45 a 120 hab./km². É importante ressaltar a densidade demográfica de Israel.
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Ásia: densidade demográfica (2015)
Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, 2016. p. 71. Adaptação.
 Geografia 31
Os alunos devem relacionar a baixa densidade demográfica do país à sua vasta extensão territorial, com área praticamente duas 
vezes maior que a do Brasil e uma população menor. Ressalte que existem, na Rússia, áreas mais povoadas do que outras. Na Sibéria, 
por exemplo, que apresenta condições climáticas muito extremas, a densidade demográfica é muito baixa quando comparada às 
principais áreas urbanas do país, localizadas no oeste (parte europeia), como no entorno de Moscou e de São Petesburgo.
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Os obstáculos naturais impõem alguns empecilhos para a ocupação, mas, como sabemos, a humanidade 
desenvolve diversas adaptações para habitar regiões que, muitas vezes, são desafios para a permanência e o 
povoamento. A Cordilheira do Himalaia, formação com as mais elevadas montanhas do mundo, é um bom 
exemplo disso. Mesmo diante dos desafios naturais para sua ocupação, ainda assim existem povos que, por 
tradição cultural, se adaptam e vivem em meio às grandes montanhas. Além das montanhas, as regiões áridas 
ou mesmo a Sibéria, na Rússia, são exemplos desses desafios para a permanência humana. 
Como é possível perceber nas imagens desta página, a atividade humana ao longo dos anos foi se adaptan-
do às condições naturais. Tais adaptações são um dos fatos que moldam e criam diferentes hábitos e culturas. 
Assim, as diferenças entre povos surgem também da maneira como estes se apropriam dos espaços geográficos. 
Algumas culturas asiáticas são diferentes em relação aos hábitos ocidentais, seja na forma como ocupam os 
espaços, seja por seus costumes e tradições.
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• Vila no Nepal, 2018
• Imagem aérea de vila pertencente à cidade 
de Noyabrsk, na Sibéria, Rússia, 2017 
• Vila com tendas denominadas Yurt, em estepe 
na Mongólia, 2017
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Diversidade cultural e étnica dos países asiáticos
A riqueza cultural asiática pode ser percebida não apenas nos maiores e mais populosos países, mas tam-
bém em pequenas nações, como o Butão.
Conexões
O Butão é um pequeno país com pouco mais de 38 mil km², 
situado entre a Índia e a China, em meio ao Himalaia. A altitude 
média é de mais de 2 200 m. O ponto mais alto é o Gangkar 
Puensum, com 7 570 metros. Mas o que mais chama a aten-
ção do mundo para esse pequeno país é o modo de vida da 
população.
O país estabeleceu uma política de índice de felicidade da 
população. Um rei praticamente adolescente instituiu, ainda 
na década de 1970, que o país e as autoridades deveriam se 
preocupar também com a satisfação e felicidade das pessoas. 
Por isso o Butão ficou conhecido por algum tempo como o país 
com as pessoas mais felizes do mundo. A ONU achou a ideia 
válida e também incentivou os demais estados-membros a 
considerar o índice de felicidade da população como um com-
ponente dos indicadores sociais populacionais.
Mas como estabelecer um índice para a felicidade? Uma pessoa pode se sentir feliz sem, necessariamente, 
ter acesso a uma série de melhoramentos e avanços tecnológicos ou, até mesmo, certos luxos. O índice de feli-
cidade, contudo, é difícil de ser comparado entre países, porque depende de particularidades sociais e culturais 
de cada povo, como valores, crenças, entre outros. 
A religião budista é predominante no Butão, seguida pelo hinduísmo. No entanto, ao contrário do que se 
possa acreditar, existe muita pobreza, principalmente nas regiões rurais. A escravidão só foi proibida no país em 
meados do século XX. As próprias autoridades butanesas admitem que existem melhorias a fazer, mas afirmam 
que, nos últimos 30 anos, o padrão de vida das pessoas progrediu, o que ajuda a explicar o índice de satisfação 
do povo butanês.
• Moradores de Thimphu, capital do Butão, cami-
nham pela cidade, 2017
• Mosteiro de Takshang, 
no Butão, 2015
 Geografia 3333
 A respeito do Índice de Felicidade Interna Bruta.6
©Shutterstock/maoyunping
Como foi mencionado, China e Índia são os países mais populosos do mundo. Considerando tamanha im-
portância demográfica, vamos destacar, a seguir, alguns aspectos desses dois gigantes. 
População chinesa
Em 2017, a população chinesa era de 1,409 bilhão de habi-
tantes. Para se ter uma ideia, esse número corresponde a mais 
de seis vezes a população brasileira no mesmo ano. No entanto, 
seus habitantes não se encontram homogeneamente distribuí-
dos. A maior parte se concentra na costa leste, principalmen-
te nas proximidades de dois importantes rios chineses, o Rio 
Amarelo e o Rio Azul. A China é dividida em 22 províncias, algo 
semelhante às unidades da federação brasileiras. 
A província de Guangdong é a mais populosa do país, com 
mais de 100 milhões de habitantes. As principais e maiores ci-
dades do país são Xangai e Pequim, que têm mais de 23 e 20 
milhões de habitantes, respectivamente.
O governo chinês reconhece a existência de mais de 50 grupos étnicos no país, os quais correspondem a 
cerca de 7% da população. A grande maioria da população chinesa pertence à etnia Han, com 92% da popula-
ção. A segunda etnia chinesa mais numerosa é a Zhuang, com aproximadamente 1% da população. 
Nos últimos anos, políticas de controle da natalidade colaboraram para a redução da taxa de nascimento e, 
consequentemente, para a redução na velocidade de crescimento populacional chinês. A estrutura etária do 
país já mostra uma queda no número de crianças e também projeta queda na população de jovens, bem como 
aumento do número de idosos, como é possível perceber nas pirâmides etárias chinesas. Contudo, alguns ana-
listas afirmam que a política implantada pelo governo chinês tende a trazer mais problemas do que soluções. 
A política de controle da natalidade na Chinafoi cercada de muitas dúvidas e polêmicas sobre o modo como 
ocorria e quais seriam suas implicações – não apenas para a demografia e economia da China, mas também 
para as condições de vida de sua própria população.
• Pessoas caminham em área comercial de Pe-
quim, capital da China, 2018
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China: pirâmides etárias (1982, 2000 e estimativa para 2050)
Fonte: INSTITUT NATIONAL D’ÉTUDES DÉMOGRAPHIQUES. China, a demographic giant with feet of clay. Disponível em: 
<https://www.ined.fr/en/everything_about_population/demographic-facts-sheets/focus-on/china/>. Acesso em: 28 abr. 2018.
9o. ano – Volume 134
©Shutterstock/jianbing Lee
Política do filho único
Oficializada em 1979, a política do filho único na China estabelecia que os casais que tivessem apenas um 
filho receberiam vantagens governamentais e até mesmo um certificado de honra. O objetivo do governo era 
frear o crescimento da população, temendo que um grande contingente populacional afetasse o crescimento 
da economia. 
Durante alguns anos, essa política acabou por estimular a interrupção da gravidez de muitas mulheres, 
sob pena de perda dos benefícios concedidos pelo Estado. Mas havia exceções: os mais de 50 grupos étnicos 
minoritários na China não eram obrigados a seguirem essa norma, assim como as pessoas que viviam nas áreas 
rurais, principalmente aquelas que tivessem filhas. 
Tal política acabou resultando em certos desequilíbrios populacionais, aumentou a proporção de homens 
na população do país e também acabou por provocar o envelhecimento da população em certas regiões que 
tiveram pequenas taxas de nascimentos. 
Em áreas urbanas plenamente integradas ao capitalismo, mais 
especificamente em contingentes populacionais mais abastados, a 
política era ignorada, pois os impactos associados à perda de bene-
fícios não eram tão sentidos por esses grupos sociais.
Diante das mudanças na configuração populacional, do enve-
lhecimento da população e do crescimento econômico que a Chi-
na vivenciou, o governo optou por flexibilizar a norma. Em 2015, a 
política do filho único foi extinta no país. 
O fim da medida já produziu algumas mudanças. Porém, os 
anos de convivência com a norma, as mudanças de hábitos que 
o meio urbano pressiona, bem como uma série de outros fatores 
resultantes das grandes transformações pelas quais a China tem 
passado ainda não nos permite avaliar, com segurança, como será 
o comportamento demográfico do país. • Crianças em escola em Xingtai, China, 2016
Olhar geográfico
A regra do filho único na China pode se relacionar com teorias demográficas, como as ideias malthusianas e 
principalmente as neomalthusianas.
 1. Faça uma pesquisa e anote, em seu caderno, quais eram as principais ideias das duas teorias e relacione 
com a política chinesa do filho único.
 2. Observe novamente as pirâmides etárias chinesas e, com base na atual projeção da pirâmide para 2050, 
analise que benefícios a China pode obter com o fim da política do filho único. 
 3. Em sua opinião a implantação de políticas de controle da natalidade é positiva? Justifique sua resposta. 
Pessoal.
 
 Geografia 35
De acordo com a teoria de Malthus, a população cresceria em um ritmo superior ao da produção de alimentos, gerando escassez e 
fome no mundo. Malthus não acreditava que era possível aumentar a produção de alimentos utilizando tecnologia. Anos depois, 
suas ideias foram readaptadas por meio de uma nova teoria, chamada de neomalthusiana, que atribuía a causa do subdesenvolvi-
mento à elevada taxa de crescimento populacional. Para sair dessa situação, seria necessário adotar medidas que contivessem tal 
crescimento, principalmente controlando a taxa de natalidade, como ocorreu na China.
A economia chinesa vem crescendo acentuadamente nos últimos anos. A projeção da pirâmide chinesa indica uma queda acentua-
da de pessoas em idade ativa para o trabalho. O fim da política do filho único permitirá uma reposição populacional que poderá 
assegurar a disponibilidade de mão de obra para o país.
 Índia: pirâmide etária (2016)
População indiana
A população indiana apresenta grande pluralidade cultural. Parte dessa riqueza deve-se, entre outros fatos, 
à diversidade de crenças e à religiosidade do povo indiano. Religiões como o hinduísmo, o budismo, o jainismo, 
o sikhismo são originárias da Índia. Cerca de 80% dos indianos seguem o hinduísmo.
A Índia tem a segunda maior população do mundo. Em 2017, o país apresentava 1,339 bilhão de habitantes, 
sendo superado apenas pela China. No entanto, nos últimos anos a taxa de crescimento populacional indiana 
é superior à chinesa, o que leva a crer que, em alguns anos, a população da Índia superará a da China. Contudo, 
algumas regiões já apresentam queda na taxa de fecundidade (número de filhos por mulher em idade fértil), 
como mostra o mapa a seguir.
Fonte: CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY. The world factbook: India. 
Disponível em: <https://www.cia.gov/library/publications/resources/
the-world-factbook/geos/in.html>. Acesso em: 28 abr. 2018.
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 Índia: taxa de fecundidade nas principais unidades administrativas (2012)
Fonte: ESTIMATES OF FERTILITY INDICATORS. In: SRS Statistical 
Report 2012. p. 48. Disponível em: <http://www.censusindia.gov.in/
vital_statistics/SRS_Report_2012/10_Chap_3_2012.pdf>. Acesso 
em: 28 abr. 2018. Adaptação.
Essa tendência fica evidente ao analisar a pirâ-
mide etária do país. Observe a largura da base, que 
mostra uma alta taxa de natalidade e, consequen-
temente, uma elevada população de crianças. 
Você pôde observar no mapa da página 31 
que a densidade demográfica indiana é elevada. 
As áreas de maior adensamento populacional na 
Índia estão localizadas ao longo do Rio Ganges, 
que atravessa o norte e nordeste do país.
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Homens Mulheres
IdadeMilhões de habitantes
9o. ano – Volume 136
Aproveite para retomar conceitos demográficos, como taxa de fecundidade e de 
reposição demográfica (2,1 filhos por mulher em idade fértil).
 1. Observe a tabela a seguir e, utilizando uma calculadora, informe a população relativa dos países 
mencionados.
País População absoluta (2017) Área (km²) População relativa (hab./km²)
China 1 409 517 000 9 600 000 146,8
Índia 1 339 180 000 3 287 263 407,3
Bangladesh 164 670 000 147 570 1 115,8
Singapura 5 709 000 719 7940,1
Japão 127 484 000 377 930 337,3
Fonte: UNITED NATIONS. World statistics pocketbook 2017 edition. Disponível em: <https://unstats.un.org/unsd/publications/pocketbook/
files/world-stats-pocketbook-2017.pdf>. Acesso em: 24 abr. 2018.
 2. Com as informações obtidas nos cálculos feitos, elabore um gráfico de colunas da população relativa dos 
países.
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China Índia Bangladesh Singapura Japão
Atividades
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Povos oceânicos
Talvez a grafia do título possa causar certa estra-
nheza, mas não está errada. Os habitantes da Oceania 
são denominados oceânicos e, como o próprio gentí-
lico remete, são povos com forte ligação com o mar, 
reflexo de um continente que apresenta muitas ilhas. 
A Oceania é conhecida como Novíssimo Continen-
te, pois a colonização pelos europeus é recente, con-
forme vamos estudar mais adiante. Assim como em 
outros locais, antes da colonização as ilhas do conti-
nente – e mesmo a Austrália – já eram habitadas havia 
muitos anos por povos nativos. • Picton, cidade litorânea localizada na porção central da Nova 
Zelândia, 2017
A Oceania é o continente menos povoado e populoso de todos. Suapopulação total é de aproximadamen-
te 40 milhões de habitantes, menor que a população do estado de São Paulo. Os países mais populosos são a 
Austrália (24,4 milhões), a Papua Nova Guiné (8,2 milhões) e a Nova Zelândia (4,7 milhões). 
Mesmo com a maior população absoluta, a Austrália possui uma população relativa baixa, cerca de 3 hab./km². 
Nauru, pequeno país insular, possui cerca de 568 hab./km², a maior do continente, seguido por outro pequeno país 
insular chamado Tuvalu, com 373 hab./km². 
Oceania: político
Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, 2016. p. 32. Adaptação.
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9o. ano – Volume 138
Apesar da importância, sobretudo cultural dos povos das diversas ilhas da Oceania, sem dúvida Austrália e 
Nova Zelândia são os principais países do continente, principalmente sob o ponto de vista econômico. Por esse 
motivo, vamos dar ênfase a algumas características demográficas desses dois países.
Oceania: densidade demográfica (2015)
Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, 2016. p. 71. Adaptação.
 1. Observando o mapa político, quais seriam os três países de maior extensão da Oceania?
Austrália, Nova Zelândia e Papua Nova Guiné.
 2. Quais são as faixas de densidade demográfica da Austrália e Nova Zelândia, respectivamente?
A Austrália se encontra na faixa de menos de 5 hab./km² e a Nova Zelândia na faixa de 15 a 45 hab./km².
 3. Qual a densidade demográfica da Papua Nova Guiné? Esse país faz fronteira com um país localizado no 
continente asiático. Consulte as páginas 30 e 31 de seu livro e responda que país é esse e qual sua densi-
dade demográfica.
Papua Nova Guiné está na faixa de 15 a 45 hab./km². Faz divisa com a Indonésia, que se encontra na faixa de 120 a 270 hab./km².
 4. No mapa político da Oceania, na página anterior, localize Nauru, Tuvalu, Fiji, Tonga e Samoa. Faça um X 
sobre esses países e, em seguida, escreva os valores aproximados de suas coordenadas de longitude. Em 
seguida, analise os resultados obtidos.
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 Geografia 39
tuam perto da Linha Internacional de Data (LID). É possível que os alunos possam crer que esses dois grupos de países estejam, portanto, em datas 
diferentes. Contudo, reforce que, por ser uma convenção, a LID sofre um desvio nessa região, abrangendo todos esses países sob a mesma data, em 
virtude de sua própria relevância. Bora Bora e Taiti, por sua vez, se encontram no dia anterior.
Nauru, Tuvalu e Fiji estão entre as coordenadas 165°E e 180°. Já Tonga e Samoa estão entre 
as coordenadas 165°O e 180°. Embora próximos, estão em hemisférios diferentes e se si-
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Aspectos demográficos da Austrália e da Nova Zelândia
A população australiana corresponde a mais da metade da população da Oceania. Tanto a Austrália como 
a Nova Zelândia estão entre os países que apresentam os melhores indicadores sociais do mundo, o que se 
remete ao excelente padrão de vida da população. Observe a pirâmide etária desses dois países.
• Sydney, Austrália, 2017
Como é possível perceber, a pirâmide etária dos países apresenta aspectos semelhantes, típicos de países 
com elevado desenvolvimento socioeconômico. Ambos têm registrado baixo crescimento populacional e ele-
vada expectativa de vida. 
A cidade de Sydney é o principal centro urbano australiano e possui mais de 5 milhões de habitantes. Cam-
berra é a capital e, em 2017, apresentava 422 mil habitantes.
Na Austrália, a maior parte da população se localiza nas regiões litorâneas do leste, sul e sudeste, mas tam-
bém há núcleos populacionais no sudoeste, ao longo da cidade de Perth.
Fonte: CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY. The world factbook: Australia. 
Disponível em: <https://www.cia.gov/library/publications/resources/the-
world-factbook/geos/as.html>. Acesso em: 28 abr. 2018.
Austrália: pirâmide etária (2016)
Fonte: CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY. he world factbook: New 
Zealand. Disponível em: <https://www.cia.gov/library/publications/
resources/the-world-fatbook/geos/nz.html>. Acesso em: 28 abr. 2018.
Nova Zelândia: pirâmide etária (2016)
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Homens Mulheres
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O interior australiano, chamado de outback, é muito pouco povoado devido à existên-
cia de um grande deserto. Lá vivem poucos povos tradicionais e nativos aborígenes que, 
em alguns casos, mantêm sua cultura tradicional.
Auckland é o principal centro urbano da Nova Zelândia e apresenta quase 1,5 milhão de habitantes. Nesse 
país, mais de 75% da população, incluindo os povos nativos maoris, vive na ilha do norte, onde estão as princi-
pais e maiores cidade (Auckland, Wellington – que é a capital do país e possui 389 mil habitantes – e Hamilton).
 1. Analise os gráficos da estrutura etária (pirâmide etária) da China, da Índia, da Austrália e da Nova Zelândia 
e na sequência assinale V para a(s) alternativa(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s), justificando os itens 
incorretos.
( F ) A pirâmide da China projetada para 2050 mostra uma base larga, resultante do fim da política de 
filho único.
A pirâmide chinesa projetada para 2050 ainda apresenta uma base mais estreita, ou seja, com reduzido número proporcional 
de crianças.
( F ) A principal razão de as pirâmides da Índia e da Austrália serem praticamente idênticas diz respeito 
ao fato de que seus territórios são muito extensos. 
( V ) Os gráficos da Austrália e da Nova Zelândia são semelhantes e diferem dos gráficos da China e da 
Índia; isso ocorre porque os primeiros possuem condições socioeconômicas semelhantes entre si, 
mas significativamente diferentes das condições chinesa e indiana.
( V ) O formato piramidal do gráfico indiano indica que o país ainda está com elevado crescimento na-
tural; já o formato com topo mais alargado da Austrália remete à elevada expectativa de vida de sua 
população. 
Atividades
• Proximidades de Alice Springs, no centro da Austrália • Auckland, Nova Zelândia, 2017
 Geografia 41
As pirâmides são muito distintas. A Austrália apresenta uma típica pirâmide de país com elevado desenvolvimento socioeco
nômico (base larga e topo relativamente largo). Já a Índia possui uma base proporcionalmente muito maior, resultante de uma 
elevada taxa de fecundidade (mas que já começa a apresentar tendência de queda) e um topo proporcionalmente menor quan
do comparamos a forma de sua pirâmide com a australiana. A extensão territorial por si só não justifica apontar semelhanças.
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Aborígenes, papuas e maoris
Quando falamos em diferentes povos, logo podemos imaginar diversas formas de sociedades, com hábitos 
e costumes próprios. Como mencionamos antes, muitos desses costumes estão atrelados justamente às condi-
ções e peculiaridades dos locais onde tais sociedades se desenvolvem. Alguns ambientes oferecem condições 
severas, outros são mais propícios. Em ambos, nosso planeta registra marcas de povos com forte identidade e 
vínculo com seus lugares. Dentre os povos oceânicos que se desenvolveram e formaram sociedades nas mais 
diversas e adversas situações, podemos destacar os aborígenes australianos, os papuas da Nova Guiné e os 
maoris neozelandeses.
Os aborígenes vivem principalmente na Austrália, mas também são encontrados em algumas 
ilhas próximas. A origem desse povo se deve, muito possivelmente, a gruposque migraram do con-
tinente asiático há cerca de 40 mil anos. Naquele período, algumas dessas ilhas eram ligadas por 
extensas faixas de terra, tal qual uma ponte entre a Austrália e seus vizinhos. Mas com a inundação 
dessas passagens, acabaram por adquirir características diferentes dos seus ancestrais, em virtude 
do isolamento a que foram submetidos. 
Tanto os papuas como os aborígenes tiveram, portanto, uma origem ancestral em comum. Mas os papuas 
se desenvolveram mais que seus primos vizinhos aborígenes. Uma das explicações para isso está no fato de que 
os aborígenes se mantiveram por milênios como caçadores e coletores.
Os papuas praticavam a agricultura, o que colaborou para o melhor desenvolvimento de seu povo. As cau-
sas para a diferença no desenvolvimento entre os papuas e os aborígenes ainda são imprecisas, mas um dos 
diversos fatores a se considerar pode estar ligado à variação climática. Os papuas viviam na ilha da Nova Guiné, 
onde o clima é predominantemente quente e úmido. Já os aborígenes do outback viviam em uma região seca. 
Tais aspectos podem ter favorecido o desenvolvimento da agricultura pelos papuas.
• Papuas em Papua Nova Guiné, 2011
42
Sugestão de filme e animação.7
 1. Possivelmente você já deve ter ouvido falar sobre bumerangue. 
Faça uma breve pesquisa a respeito desse objeto, que era utili-
zado, originalmente, como instrumento de caça.
 2. Faça um pequeno cartaz com imagens de diferentes tipos de 
bumerangues e algumas informações de sua pesquisa, com 
foco na Austrália e no povo aborígene. 
 3. Com auxílio do professor, pesquise sobre vídeos e tutoriais relativos a como fazer um bumerangue arte-
sanal com materiais simples (potes plásticos, entre outros).
 4. Caso seja possível, procure uma área aberta no pátio do colégio e, sob orientação do professor, divirta-se 
arremessando seus bumerangues. 
Olhar geográfico
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Os maoris são outro povo de forte influência na Oceania, principalmente na Nova Zelândia. Como ocorre 
com muitos grupos nativos ao redor do planeta, os maoris já sofreram muitas perdas populacionais e territoriais 
e hoje se esforçam para manter suas tradições. Observe o mapa a seguir, que mostra as perdas territoriais desse 
povo. Embora a Nova Zelândia seja um país com grande preservação ambiental, é possível refletir que, com a 
colonização do país e as perdas territoriais maoris, naturalmente aumentaram as pressões sobre o ambiente 
físico-natural neozelandês.
O maori, idioma do povo homônimo, é uma das línguas austronésias. Esse grupo de línguas inclui uma vasta 
região, que abrange desde o sudeste asiático até grande parte das Ilhas da Oceania, seja da Polinésia, Microné-
sia, bem como da Melanésia. 
Assim como os papuas, os maoris eram povos agricultores, habilidosos e com maior propensão à guer-
ra. Em muitos casos, assimilaram facilmente povos rivais, como os morioris, que eram basicamente cole-
tores e caçadores. 
Maoris: perdas territoriais na Ilha Norte da Nova Zelândia (1860-2000)
Fonte: MINISTRY FOR CULTURE AND HERITAGE. Maori land loss, 1860-2000. Disponível em: <https://nzhistory.govt.nz/media/interactive/maori-
land-1860-2000>. Acesso em: 24 abr. 2018. Adaptação.
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 Geografia 43
Tradições dos Maoris: a dança Haka.9
Sugestão de abordagem.8
Hora de estudo
As imagens de satélite a seguir captaram algumas regiões do mundo à noite, em 2012. Observe-as e 
responda às questões. Caso necessite, consulte os mapas políticos das páginas 24, 30 e 38 de seu livro.
a) Imagens de satélites noturnas mostrando áreas iluminadas nos fornecem que tipo de informação?
Entre as diversas constatações que podem ser feitas pelos alunos, é importante destacar a questão do povoamento da região, 
bem como de seu desenvolvimento urbano. Algumas áreas escuras até podem conter um relativo contingente populacional, 
como é o caso da Coreia do Norte, cuja limitação econômica e tecnológica faz com que não possamos observar áreas iluminadas.
Contudo, via de regra, as áreas mais escuras estão associadas à baixa densidade populacional e menor desenvolvimento urbano.
b) Nesta imagem da Oceania fica destacada parte da Austrália 
e da Nova Zelândia. Onde estão as áreas de maior luminosi-
dade em cada um desses países?
c) A imagem de satélite a seguir abrange uma considerável área de nosso planeta, com destaque para a 
península arábica, mais à esquerda, e a Índia, mais à direita. Também é possível ser observado um 
trecho da África, na extremidade esquerda, com uma ilumina-
ção que parece serpentear algo. O que seria isso?
Parte do curso do rio Nilo. Reforce com os alunos também o delta do Nilo 
iluminado e a importância desse rio para o desenvolvimento da região.
d) Você estudou que Israel é um dos países com mais elevada densidade demográfica da Ásia. Localize-o 
no mapa e circule-o.
Israel está bem destacado a nordeste do delta do Nilo.
e) A Índia apresenta a segunda maior população mundial. Analise sua imagem e escreva sobre as regiões 
do país que apresentam maiores áreas luminosas.
A Índia destaca-se pelos pontos luminosos que abrangem seus grandes centros urbanos, como a capital Nova Délhi, ao centro, 
Calcutá, a leste, Mumbai, a oeste, Bangalore, no centro-sul, entre outros.
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NASA/Robert Simmon
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Na Nova Zelândia, merecem destaque a costa leste e o norte do país. Na Aus-
trália é possível observar alguns pontos da costa leste e sul, principalmente 
além do centro-oeste. A riqueza das análises de imagens de satélite reside 
neste exemplo: o centro-oeste australiano é pouco povoado, mas a excessiva 
iluminação se dá pela ocorrência de incêndios, quando a imagem foi captada 
pela NASA, em um período de grande seca na região, no final de 2012. O 
destaque da iluminação ocorre mesmo nos grandes centros urbanos, como 
Brisbane, Sydney, Melbourne, Adelaide e Perth. Solicite aos alunos que con-
sultem um mapa político que mostre essas cidades e comparem com a imagem de satélite.
3
A imagem mostra um grande grupo entrando na Hungria, com destino à Alemanha. 
a) Que fatores podem levar grandes contingentes a sair temporaria ou permanentemente de um país?
b) Que benefícios uma nação pode obter com a vinda de pessoas de outros países? E que desafios pode 
enfrentar?
O momento internacional atual tem sido marcado por intensos fluxos migratórios. Nesse panorama, a postura dos países 
que recebem os imigrantes é diversa. A Alemanha, por exemplo, é atualmente um dos países que mais acolhem imigrantes 
na Europa, embora internamente o governo sofra pressões em relação a essa abertura. 
O momento internacional atual tem sido marcado por intensos fluxos migratórios Nesse panorama a postura dos países
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Correntes 
migratórias na Europa, 
Ásia e Oceania 
• Refugiados com destino à Alemanha 
em estação de trem em Gyékényes, 
Hungria, 2015
Considerações sobre a imagem.1
Considerações complementares.
45
2
• Compreender os principais fluxos migratórios mundiais e os locais de destino.
• Entender as diferenças conceituais entre migrantes e refugiados.
• Perceber contextos históricos ligados à questão da fome na dinâmica dos deslocamentos po-
pulacionais. 
• Analisar os deslocamentos populacionais por fronteiras, além das tensões e conflitos que os 
motivaram na Europa, na Ásia e na Oceania.
ObjetivosObjetivos
Atualmente, há uma forte pressão migratória em diversos locais do mundo. Nesse cenário estão inseridas 
situações de tensão entre nacionalistas e imigrantes.
A dificuldade para entrar em determinados países varia. Até mesmo turistas eventualmente passam por 
problemas com a concessão de vistos de entrada. Para os imigrantes e refugiados, os desafios são ainda 
maiores.
Neste capítulo, vamos analisar os principais aspectos referentes aos movimentos migratórios que ocorreram 
na Europa, na Ásia e na Oceania e também alguns dos processos históricos relacionadosà colonização dessas 
regiões do planeta. 
Olhar geográfico
A imagem ao lado mostra a entrada do aeroporto de 
Praga, capital da República Tcheca. Uma seta indica a 
fila exclusiva, à direita, para os cidadãos da União Euro-
peia. À esquerda devem se direcionar os cidadãos dos 
demais países.
A concessão de vistos para a entrada em diferentes paí-
ses muda de acordo com os tratados internacionais e, 
principalmente, pela política interna de cada país, que 
pode ser mais ou menos restritivo conforme seu pró-
prio critério. Sobre esse tema, responda às questões:
a) Você considera justo que cada país adote uma postura diferente para pessoas vindas de outros países? 
Justifique a sua resposta.
Pessoal. O objetivo é trazer o debate e promover uma reflexão entre os alunos. Reforce que existem acordos que eliminam 
burocracias e integram os locais, o que é positivo, mas que também existem normas adotadas para realizar rígidos controles 
à entrada de cidadãos de determinados países.
b) Você, ou alguém que conheça, já vivenciou uma situação complicada em viagens internacionais ou 
teve visto de entrada negado? Explique como foi.
Pessoal.
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• Aeroporto de Praga, República Tcheca, 2017
9o. ano – Volume 146
Correntes migratórias
Migração corresponde ao deslo-
camento populacional de um indiví-
duo ou grupo, seja de entrada, seja 
de saída de um território. Para alguns 
antropólogos, a migração é uma con-
dição humana como qualquer outra 
necessidade. Esse ato acompanha 
o desenvolvimento da humanidade 
bem antes do surgimento das primei-
ras grandes civilizações. 
Muitos países, contudo, têm ado-
tado medidas severas para conter o 
avanço das migrações, principalmen-
te das migrações ilegais. Esses atos se 
tornam impopulares e causam des-
conforto internacional, porém ocor-
rem segundo o princípio da soberania 
que cada país tem em relação à con-
dução de sua política interna. 
Fluxos migratórios internacionais (2010-2015)
Fonte: ABEL, Guy J. Estimates of global bilateral migration flows by gender between 1960 and 2015. 
In: SciencesPo. Disponível em: <http://cartotheque.sciences-po.fr/media/Migrants_flows_2010-2015/2751/>. 
Acesso em: 2 maio 2018. Adaptação.
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©Shutterstock/BalkansCat
• Cerca erguida pela Hungria, em 2015, na fronteira com a Sérvia, para aumentar o 
controle sobre fluxos migratórios ilegais
 Geografia 47
A Ásia tem sido o continente que 
mais abriga imigrantes. Atualmente 
cerca de 80 milhões de pessoas que 
vivem nesse continente não estão 
mais em seus países de origem. Os 
países de maior nível de desenvolvi-
mento econômico são os principais 
destinos dos imigrantes. Veja os gráfi-
cos ao lado.
Porém, o cenário mundial atual 
está sendo marcado pela forte onda 
de deslocamento de pessoas que 
têm deixado seus países não de for-
ma espontânea, mas, sim, forçadas, 
em razão de condições de vida muito 
precárias, guerras civis, perseguições 
religiosas de grupos extremistas, entre 
outros motivos. 
Esse é o caso de muitas pessoas 
que partiram do norte da África e do 
Oriente Médio em direção à Europa. 
Parte considerável desse grupo que 
se deslocou tem direitos assegurados, 
pois esses indivíduos podem ser con-
siderados refugiados. Sendo assim, 
os países signatários de convenções 
e acordos internacionais relaciona-
dos à questão dos refugiados devem 
autorizar seu acesso e assegurar con-
dições para garantir sua segurança e 
dignidade.
Fonte: UNITED NATIONS. International migration report 2017. Disponível em: <http://
www.un.org/en/development/desa/population/migration/publications/migrationreport/
docs/MigrationReport2017_Highlights.pdf>. Acesso em: 3 maio 2018.
Número de migrantes internacionais por 
regiões de destino, em milhões (2000 e 2017)
Fonte: UNITED NATIONS. International migration 
report 2017. Disponível em: <http://www.un.org/en/
development/desa/population/migration/publications/
migrationreport/docs/MigrationReport2017_Highlights.
pdf>. Acesso em: 3 maio 2018.
Países que mais abrigam migrantes internacionais, 
em milhões (2017)
Ásia
49,2
77,9
79,6
56,3
57,7
40,4
24,7
14,8
 9,5
6,6
8,4
5,4
Europa
América do Norte
África
América Latina
Oceania
Arábia Saudita
Estados Unidos
Alemanha
Rússia
Reino Unido
Emirados Árabes
França
Canadá
Austrália
Espanha
(12,2)
(49,8)
(12,2)
(11,7)
(8,8)
(8,3)
(7,9)
(7,9)
 (7,0)
(5,9)
Verde - 2017
Azul - 2000
9o. ano – Volume 148
 1. O mapa da página anterior foi elaborado com uma projeção cartográfica azimutal (plana) polar centraliza-
da no polo norte. A escolha da projeção está, em muitos casos, relacionada com a informação que se pre-
tende apresentar. Por que a escolha dessa projeção foi mais adequada para apresentar os fluxos migratórios?
 2. Compare o mapa anterior com o mapa das migrações do século XIX e XX disponível na página 2 de seu 
material de apoio e responda:
Qual a principal diferença entre o sentido dos fluxos migratórios apresentados nos dois mapas?
Cartografar
Os alunos devem perceber que a Europa era um grande centro de repulsão de migrantes. 
1. A projeção permite centralizar a Europa, o que facilita a visão de que o continente é atualmente um dos principiais centros de 
atração de imigrantes do mundo. 
Fome: um dos motivos dos deslocamentos
Anteriormente discutimos as causas que levam as pessoas a se deslocarem de um local para outro. Tanto a 
fome quanto as guerras são fatores responsáveis pela expulsão de milhões de pessoas de seus lugares de ori-
gem. Refugiados, como você percebeu, são indivíduos que saem involuntariamente de seus países. Isso ocorre 
por situações diversas, entre elas a grave violação dos direitos humanos. 
Saiba +
O que são refugiados?
A condição de refugiado difere da condição de um imigrante comum. Ela foi estabelecida em 
1951, na Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados. Atualmente, o órgão da 
ONU que trata exclusivamente de questões relacionadas aos refugiados é a UNHCR, sigla em inglês 
para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados – ACNUR. 
O termo “refugiado” diz respeito a algumas situações legais. De acordo com a convenção, podem 
ser considerados refugiados pessoas que estão fora de seu país de origem por causa de perseguições 
religiosas, étnicas, políticas ou por manifestações de opinião e também pessoas obrigadas a sair de 
seu país de origem por conta de conflitos armados, violência ou grave violação dos direitos humanos.
Todo refugiado tem os mesmos direitos que qualquer outro imigrante legalizado, ou 
seja, direitos básicos de qualquer indivíduo. Também estão igualmente sujeitos às leis dos 
países pelos quais são recebidos. Em algumas situações, quando há um fluxo muito inten-
so de refugiados recebidos em um país, eles podem estar sujeitos a algumas restrições, 
para a própria organização interna do país receptor e para zelar pela segurança e pelo bem- 
-estar de todos. 
Fonte: UNITED NATIONS HIGH COMMISSIONER FOR REFUGEES. Figures at a Glance. Disponível em: <http://www.unhcr.org/figures-at-a-
glance.html>. Acesso em: 3 maio 2018.
Regiões de destino e países de onde parte a maioria dos refugiados (até o primeiro semestre de 2017)
América 
(16%)
Europa 
(17%)
Ásia (exceto Oriente 
Médio) e Oceania
(11%)
África (exceto norte 
do continente)
(30%)
Oriente Médio e 
norte da África
(26%)
55% 
dos refugiados originam-se de três países
Sudão do Sul 
1,4 milhão;
Afeganistão 
2,5 milhões
Síria 
5,5 milhões
 Geografia 49
Sugestão de trabalho transversal e texto 
sobre o tema da fome.
4
Sugestão de abordagem.3
De acordo com a ONU, a alimentação é um direito de todo ser humano. Assim, seria igualmente correto 
pensar que a situação de fome assegura o direito dos indivíduos de ser considerados refugiados e, consequen-
temente, procurar asilo em outros países? 
A FAO, órgão vinculado à ONU para alimentação e agricultura, define a situação de fome como a condi-
ção de incapacidade de obtençãode comida suficiente para uma vida saudável por períodos superiores a 
um ano. Outros termos como “subnutrição” e “desnutrição” estão relacionados: a desnutrição diz respeito à 
proliferação de doenças; a subnutrição seria semelhante à condição de fome, porém sem determinação de 
um período. 
A fome não é um problema pontual e específico de alguns países, mas sim um problema global. Observe o 
mapa sobre a fome no mundo disponível na página 3 de seu material de apoio. 
Podemos ainda diferenciar dois tipos de fome, a aguda e a crônica. A fome aguda ocorre em situações es-
pecíficas muitas vezes associadas à falta de alimentos gerada por questões climáticas pontuais, por destruição 
de lavouras e cultivos, guerras, entre outros fatores, cujas soluções podem ser obtidas em um curto período 
de tempo. A fome crônica é causada por situações maiores cuja solução não é momentânea e que impede a 
população de, com seus próprios meios, sair daquela condição. 
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• Monumento em Kiev, capital da Ucrânia, às vítimas da grande 
fome que assolou o país no começo da década de 1930
Embora a realidade atual ligada à questão da fome nos remeta a um grande fluxo de 
deslocamento de indivíduos originários principalmente do Oriente Médio e do norte da 
África, isso não é uma exclusividade meramente regional. Diversos países europeus, por 
exemplo, já vivenciaram essa situação no passado. Alguns exemplos são a Irlanda, entre 
1845 e 1849, e a Ucrânia, na primeira metade do século XX. 
Na década de 1920, as políticas implantadas pelo governante da União Soviética, 
Josef Stalin, em seu país, resultaram, por exemplo, na coletivização dos campos, o que 
gerou uma grave crise fundiária e produtiva, em especial de grãos e na criação de gado. 
Isso resultou na morte por fome e no deslocamento populacional de muitos soviéticos, 
em especial de ucranianos, no início da década de 1930.
• Conjunto de estátuas localizadas na cidade de Dublin, na Irlanda, representando o grande período 
de fome que atingiu o país entre 1845 e 1849, causando a morte de mais de 1,5 milhão de pessoas 
Cerca de 2 milhões de pessoas abandonaram o país nessa época. As causas da fome que atingiu a Irlanda foram 
a presença de fungos que destruíram muitos cultivos e um bloqueio comercial que havia sido imposto pela 
Inglaterra. 
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Pesquise com seus familiares e descubra se há casos de migração em sua família. Questione-os a respeito dos 
motivos das migrações. Em sala de aula, com a orientação de seu professor, debatam sobre as migrações, seus 
motivos e o acolhimento aos povos migrantes ou refugiados no passado, comparando com o momento atual. 
 1. Sobre os fatores que promovem as migrações e a fome, assinale V para a(s) alternativa(s) verdadeira(s) e 
F para a(s) falsa(s), justificando os itens incorretos. 
( V ) Para a FAO, a situação de fome se configura como a condição de incapacidade de obtenção de 
comida suficiente para uma vida saudável por períodos superiores a um ano.
( F ) Os países do sul da África estão entre os principais locais de origem dos refugiados. 
Dois países asiáticos estão entre os principais locais de onde partem os refugiados: Afeganistão e Síria. O outro é o Sudão do Sul, na 
porção central da África.
( F ) Os países de menor população são os principais destinos dos imigrantes, pois os pouco populosos 
geralmente são os que mais precisam de mão de obra.
Os países de maior nível de desenvolvimento econômico estão entre os principais destinos dos imigrantes. Sete dos dez principais 
destinos podem ser enquadrados nessa categoria, tais como Estados Unidos e Alemanha.
( V ) Podemos considerar como refugiadas as pessoas que estão fora de seu país de origem por causa de 
perseguições religiosas, étnicas, políticas ou por manifestações de opinião. 
 2. Por que, sob aspectos históricos, o fato de alguns países europeus atualmente resistirem à presença de 
imigrantes soa contraditório? Justifique a sua resposta.
 3. Analise o texto a seguir e responda às questões propostas.
Atividades
Análise: uma cerca que mudou a Europa
Quando [em 2016], as autoridades húngaras anunciavam que a cerca estava pronta e, com isso, ter fe-
chado a última brecha na fronteira com a Sérvia, todos puderam ver claramente o que estava acontecendo na 
Europa daqueles dias: enquanto o chefe de Estado húngaro, Viktor Orbán, trabalhava diligentemente para 
transformar o continente numa fortaleza, o mundo se admirava com as imagens que vinham da Alemanha.
Nas estações ferroviárias do país, milhares de pessoas saudavam os refugiados com flores e ursinhos 
de pelúcia. E a chanceler federal, Angela Merkel, dava uma dimensão ética à política com as palavras: “Se 
agora tivermos que pedir desculpas por mostrarmos um rosto amigo frente a uma situação de emergência, 
então, esta não é a minha terra.”[...]
a) Segundo o texto, as posturas adotadas pelos governos da Alemanha e da Hungria são antagônicas? 
Justifique sua resposta.
b) Em sua opinião, por que o texto associa a construção da cerca ao fim da União Europeia?
ANÁLISE: uma cerca que mudou a Europa. Disponível em: <http://www.dw.com/pt-br/an%C3%A1lise-uma-cerca-que-mudou-a-
europa/a-19550393>. Acesso em: 25 maio 2018.
 Geografia 51
Espera-se que o aluno perceba que em diferentes mo-
mentos da história a Europa precisou, bem como ainda 
precisa, de imigrantes. No passado, muitos europeus 
imigraram ou se refugiaram em outros países.
a) Sim, são posturas contrárias, visto que a Alemanha adotou medidas de acolhimento aos refugiados, ao passo que a Hungria construiu uma 
cerca para impedir a entrada deles. Caso ache prudente, retome o mapa das barreiras construídas na Europa, no capítulo anterior.
Pessoal. Espera-se que os alunos associem a construção de cercas às restrições à livre-circulação de pessoas. A ideia 
de integração europeia fica abalada quando barreiras físicas são erguidas.
Europa: principais correntes migratórias
Neste capítulo, você pôde perceber que a Europa passou por momentos distintos de repulsão e atração de 
imigrantes. Diversos fatores explicam isso, como a questão da fome, que assolou alguns países europeus (como 
Irlanda e a Ucrânia). Antes disso, a Revolução Industrial também esteve associada ao deslocamento de grande 
contingente de agricultores.
A história do continente é marcada por perseguições religiosas, políticas e étnicas que promoveram a saída 
de milhões de famílias, que encontraram refúgio em outros continentes, como na América e na Ásia. Em contra-
partida, nos períodos pós-guerra, os países europeus demandaram muita mão de obra para sua reconstrução 
e dinamização da economia, período em que a presença de imigrantes não só era bem-vinda, mas estimulada. 
O continente europeu apresenta uma grande diversidade de etnias, como estudamos no capítulo anterior. 
Algumas com certa familiaridade, outras com grandes diferenças. Essa situação faz com que, em certos casos, 
haja um choque cultural não apenas entre europeus e imigrantes ou seus descendentes, mas mesmo entre 
pessoas do próprio continente.
Além da grande diversidade de etnias, a Europa apresenta também desigualdades econômicas regio-
nais. Isso faz com que muitas pessoas tentem migrar de um país para outro do continente. Veja o mapa.
Europa: migrações internas (2013)
Fonte: SCIENCESPO. Migrations européennes (stock), 2013. Disponível em: <http://cartotheque.sciences-po.fr/media/Migrations_europeennes_
stock_2013/1946/>. Acesso em: 3 maio 2018. Adaptação.
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A maior parte dos países de origem de emigrantes é da Europa Oriental, como Rússia, Ucrânia, Polônia e 
Romênia, entre outros. Os principais países de destino são Alemanha, Itália, França, Reino Unido e Espanha. 
9o. ano – Volume 152
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Tensões e conflitos
Nos últimos anos, a imigração vem sendo tratada como um dos principais desafios internos dos europeus. 
Vocêestudou que muitos países vêm adotando medidas drásticas para conter a entrada de imigrantes, princi-
palmente ilegais. 
Em diversos países, a chegada de imigrantes fez surgir ou 
aumentar a presença de grupos nacionalistas, muitas vezes 
xenófobos. Nesse cenário, a situação do imigrante se torna 
cada vez mais complicada. No caso dos refugiados, o cenário 
chega a ser ainda pior, pois muitas vezes eles nem sequer 
sabem falar a língua local e não dispõem de nenhum recurso 
para se sustentar.
Por outro lado, a limitação à presença de imigrantes é 
justificada por muitos países por questões de segurança, e 
não necessariamente por nacionalismos ou xenofobia. Isso 
porque a vinda de imigrantes sem que haja um controle po-
deria, de acordo com certas autoridades europeias, facilitar a 
entrada de criminosos e membros de grupos terroristas. 
Aspectos econômicos também pesam na argumentação contrária à vinda de imigrantes. Diversos países 
europeus ainda se recuperam da severa crise econômica iniciada em 2008, o que não favorece a entrada de 
mão de obra estrangeira.
Todo esse panorama tem causado muitos debates entre os países europeus, como os vinculados à questão 
da suspensão das fronteiras internas entre eles, estabelecida pelo Espaço Schengen. 
A formação do Espaço Schengen teve início em 1985 e foi um marco importante na integração da União 
Europeia. O Espaço de Schengen é um acordo, estabelecido entre 26 países europeus (nem todos eles são 
membros da União Europeia), que acabou com o controle nas fronteiras entre os países signatários. Isso permi-
te, portanto, a livre-circulação de cidadãos nacionais pela fronteira entre um país signatário e outro. Observe o 
mapa dos países que aderiram ao acordo na página 4 de seu material de apoio. 
No entanto, a eliminação do controle interno ocorreu e tem estado cada vez mais associada à obrigatorieda-
de do reforço das fronteiras externas, formando um tipo de zona segura entre os países. 
O acordo ainda está em vigor, porém, nos últimos anos a crise migratória vem fazendo com que os países 
adotem medidas para evitar o fluxo de imigrantes entre os membros, o que fez ressurgir o controle em certas 
fronteiras entre os signatários do Espaço Schengen.
• Protestos contra a presença de migrantes em Tornio, 
na Finlândia, 2015
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 Geografia 53
5 Sobre o Espaço Shengen.
Reflita com os alunos sobre o significado da charge, em que uma placa 
com o símbolo da União Europeia saúda os imigrantes: ‘Bem-vindos!’ 
(Welcome, em inglês). Entretanto, percebe-se que um grande desfila-
deiro os separa.
 1. Pesquise e anote a manchete de uma notícia atual relacionada ao Espaço Schengen. Explique o 
que está sendo discutido no texto.
 2. Quais são os benefícios e os desafios ligados à eliminação do controle interno entre as fronteiras 
pelos países europeus? 
geografia
Ásia: principais correntes migratórias
Como já foi visto, a Ásia é o continente que mais abriga migrantes, são praticamente 80 milhões. Além disso, 
atualmente, o maior número de refugiados partiu de dois países asiáticos: Afeganistão e Síria, que há anos con-
vivem com diversos conflitos internos.
Os principais destinos dos migrantes asiáticos são América do Norte, Europa e Oceania. Quanto aos fluxos de 
migrações internas do continente, as principais ocorrem entre países do Extremo Oriente e também do Oriente 
Médio, como é possível observar no mapa a seguir. 
Fluxos migratórios na Ásia (2010-2015)
Fonte: ABEL, Guy J. Estimates of global bilateral migration flows by gender between 1960 and 2015. In: SciencesPo. 
Disponível em: <http://cartotheque.sciences-po.fr/media/Migrants_flows_2010-2015/2751/>. Acesso em: 2 maio 2018. 
Adaptação.
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A seguir, vamos analisar algumas situações relacionadas ao perfil das migrações que ocorrem no continente 
asiático, além de tensões e conflitos fronteiriços. 
9o. ano – Volume 154
Pessoal. Sugere-se solicitar a leitura pelos alunos e verificar se as abordagens são repetidas 
ou se há diversos aspectos sendo abordados em relação ao Espaço Schengen.
Pessoal. É importante que considerem as abordagens estudadas: por um lado, a maior integração 
e, por outro, o maior controle das fronteiras externas aos signatários de Schengen.
Orientação para trabalho 
introdutório sobre o tema.
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Migração de cérebros
A migração de cérebros não é uma situação exclusiva do continente asiático, ela afeta vários outros países 
em diferentes continentes. Essa expressão se refere à migração de pessoas com formação acadêmica e elevado 
conhecimento, ou seja, à migração de mão de obra especializada para países que oferecem, comparativamente, 
melhores condições de vida e trabalho. 
As causas para esse tipo de migração ocorrem, muitas ve-
zes, em virtude da pouca oferta de emprego em determina-
das áreas no país de origem, dos baixos salários em relação à 
elevada qualificação e dos atrativos do país de destino. 
Embora sejam compreensíveis os motivos relacionados à 
fuga de cérebros, os impactos causados no país de origem 
podem ser preocupantes pois, internamente, podem fal-
tar profissionais para movimentar determinados setores da 
economia.
Na Ásia, esse tipo de migração ocorre principalmente em 
direção à América do Norte e à Europa, mas também entre 
países do próprio continente. A Índia e as Filipinas são exem-
plos de países em que há expressiva perda de mão de obra 
qualificada. Por conta disso, os governos de ambos os países 
estão intensificando investimentos internos para evitar que essa situação se acentue.
No entanto, os fluxos de imigrantes dos países asiáticos não se re-
sumem apenas à mão de obra qualificada. Muitos países exportam 
força de trabalho pouco qualificada, em setores que demandam tare-
fas de baixa qualificação e, em alguns casos, atividades insalubres. 
Dentre os principais países de origem de trabalhadores imigran-
tes com menores qualificações estão Bangladesh, Camboja, Indoné-
sia, Laos, Nepal, Sri Lanka, entre outros. Muitos dos destinos estão no 
próprio continente asiático, tais como a Arábia Saudita, os Emirados 
Árabes e o Japão, por exemplo.
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• Cientistas da área de robótica desenvolvem projeto 
em Singapura, 2018
• Trabalhadores da área de construção civil 
em Dubai, Emirados Árabes, 2016
As atividades insalubres corres-
pondem a trabalhos que podem de 
alguma forma causar riscos à saúde 
do trabalhador. Em alguns países essas 
atividades são denominadas de 3D 
(sigla, em inglês, para dirty, dangerous, 
difficult), ou seja, são atividades sujas, 
perigosas ou difíceis.
 Geografia 55
Reflexões iniciais sobre o tema com os alunos.7
Deslocamentos populacionais e tensões no continente asiático 
A Ásia apresenta diversos conflitos associados aos deslocamentos populacionais fronteiriços. Alguns desses 
conflitos têm ligações com questões étnicas, outros estão vinculados a questões territoriais, além dos proble-
mas relacionados ao tráfico internacional de pessoas, 
que é maior nesse continente do que em qualquer 
outra parte do mundo. Além disso, os países asiáticos 
estão entre os principais destinos dos refugiados. Dos 
seis que mais recebem, quatro localizam-se no conti-
nente, como mostra o gráfico ao lado.
Grande parte dos conflitos acaba por vitimar muitos 
civis que, mesmo sabendo dos riscos, não veem outra 
alternativa a não ser deixar seus lugares e migrar para 
outras regiões ou países. Em muitos casos, como no 
Afeganistão e na Síria, não se trata de imigrante, mas, 
sim, de refugiado, conforme estudamos anteriormente. 
Entre os conflitos asiáticos que desencadearam 
grandes ondas de migração, destaca-se o ocorrido na 
Síria, no Afeganistão, além da tensão entre hindus e 
muçulmanos que permeia a rivalidade histórica entre 
a Índia e seu vizinho ao norte, o Paquistão. 
Conflitos na Síria
Os conflitos na Síria envolvem diversas facçõesna disputa 
pelo poder, que visam, inclusive, à derrubada do governo sírio, 
controlado por Bashar Al Assad desde 2000. Entre os diversos 
grupos que atuam no país, destaca-se o ISIS (Estado Islâmico 
do Iraque e da Síria), conhecido como EI (Estado Islâmico), que 
busca estabelecer na região um novo califado sob a lei islâmi-
ca. A Síria também registra movimentos separatistas curdos. Os 
 1. Os fatores que motivam a chamada migração ou fuga de cérebros são internos ou externos? Justifique 
sua resposta.
 2. O nível de desenvolvimento dos países interfere na fuga de cérebros? Por quê?
 3. Em que se assemelham os motivos para a migração de mão de obra qualificada e não qualificada? 
 4. Faça uma conexão do tema com situações no Brasil. Pesquise notícias que abordem a questão das fugas 
de cérebro no Brasil. Transcreva um pequeno trecho dessas notícias para seu caderno, analise as seme-
lhanças e as diferenças observadas em relação ao que foi estudado no caso asiático e, caso seja oportuno, 
debata o assunto com o professor e os colegas. Pessoal. 
Atividades
Um califado pode ser compreendido como 
uma forma de governo teocrático (sob as leis 
do islamismo, portanto) estabelecido por um 
califa. Este é considerado sucessor de Maomé, 
sendo uma espécie de chefe supremo político 
e espiritual. 
Fonte: UNITED NATIONS HIGH COMMISSIONER FOR REFUGEES. 
Figures at a Glance Disponível em: <http://www.unhcr.org/figures-at-a-
glance.html>. Acesso em: 3 maio 2018.
Países que mais receberam refugiados 
até o primeiro semestre de 2017
10.5 21.5 32.5
Etiópia 
(791 600)
Uganda 
(940 800)
Irã 
(979 400)
Líbano 
(1 milhão)
Paquistão 
(1,4 milhão)
Turquia 
(2,9 milhões)
9o. ano – Volume 156
2. Os alunos devem notar que a migração ocorre, geralmente, dos países menos desenvolvidos socioeconomicamente para os mais 
desenvolvidos.
Os alunos podem responder que são tanto internos quanto externos. Os internos ocorrem por causa da pouca oferta de trabalho e 
de desenvolvimento nas áreas de pesquisa. Os fatores externos estão ligados às melhores condições de trabalho, de vida e a salários 
mais altos. 
Os alunos devem mencionar que, em ambos os casos, os emigrantes buscam, principalmente, salários mais elevados. Em relação às 
condições de vida, é importante reforçar que, muitas vezes, para os trabalhadores menos qualificados, as atividades desempenha-
das podem ser insalubres.
curdos são o maior grupo étnico sem um próprio país e buscam há vários anos independência de seu território 
que abrange, além da Síria, outros países do Oriente Médio, como o Iraque. Estima-se que 5,6 milhões de sírios 
deixaram o país desde os principais conflitos, iniciados em 2011. Internamente, são cerca de 6,6 milhões deslo-
cados de seus locais de origem. A Turquia é o país que mais tem abrigado os sírios: 3,3 milhões.
Afeganistão 
 Acredita-se que, em 2015, de acordo com dados oficiais da ONU, viviam 900 mil refugiados afegãos 
no Irã e cerca de 2,5 milhões no Paquistão, embora aproximadamente 1,7 milhão já tenha retornado entre 
2015 e 2016. No século XXI, esses deslocamentos estão associados aos conflitos internos envolvendo o 
Taleban, grupo que interpreta rigidamente a Sharia (lei islâmica), restringindo acessos a ícones da cultura 
ocidental e impondo costumes rígidos a homens e, especialmente, a mulheres. Embora tenham perdido 
força com a ocupação militar do país pelos Estados Unidos em 2001, eles conseguiram se reorganizar com 
diversas táticas de guerrilha e atentados. 
Hindus e muçulmanos 
Durante muitos anos, os territórios que atualmente correspondem a Índia, Paquistão e Bangladesh perten-
ceram ao domínio britânico. Em 1947, parte da região foi dividida em dois Estados: um hindu, a Índia, e outro 
muçulmano, o Paquistão, que inicialmente agregava também o Paquistão Oriental, atualmente Bangladesh. A 
criação dos dois estados não foi pacífica e desencadeou a migração de milhões de pessoas. Os hindus partiram 
do que se tornou o Paquistão em direção à Índia e os muçulmanos fizeram a trajetória oposta. Além disso, 
iniciou-se um conflito, que dura até hoje, pela disputa da região denominada Caxemira.
Oceania: principais correntes migratórias
Na Oceania, destaca-se o corredor bilateral entre Austrália e Nova Zelândia, isto é, a migração entre países 
vizinhos ou muito próximos. Em especial, evidencia-se o fluxo de neozelandeses em direção à Austrália, embora 
nos últimos anos tenha se intensificado o movimento contrário. O continente é marcado como um centro de 
atração, ou seja, de destino para populações de diversas outras regiões do planeta.
Os fluxos migratórios são essenciais na composição do continente, como mostra o quadro a seguir:
Total de imigrantes no 
continente/grupo de países 
(em milhões)
Porcentagem de imigrantes 
no total da população do 
continente/grupo de países
2000 2017 2000 2017
Oceania 5,36 8,41 17,2% 20,7%
Austrália e Nova Zelândia 5,06 8,10 22,1% 27,8%
Fonte: UNITED NATIONS. International migration report 2017. p. 30. Disponível em: <http://www.un.org/en/development/desa/population/
migration/publications/migrationreport/docs/MigrationReport2017_Highlights.pdf>. Acesso em: 3 maio 2018.
As duas principais economias do continente têm atraído muitos imigrantes por conta de benefícios conce-
didos em busca de mão de obra qualificada, o que tem colaborado para aumentar o povoamento desses países. 
Para efeito de comparação, apenas 0,3% do total da população brasileira é composta de imigrantes.
 Geografia 57
8 Informações adicionais.
Hora de estudo
 1. Analise os impactos relacionados a um hipotético fim do Espaço Schengen.
Pessoal. É importante que o aluno inclua em seus argumentos questões relacionadas ao retrocesso da União Europeia no que diz 
respeito ao seu processo de integração.
 2. Formule uma frase, coerente e correta, que aborde adequadamente os termos:
Pessoal. É importante que o aluno seja capaz de realizar o vínculo entre xenofobia e os outros termos, uma vez que tanto refugiados 
quanto imigrantes podem sofrer com xenofobia.
 3. Que constatações podem ser feitas com relação à importância das migrações para a composição da 
população dos principais países da Oceania?
 4. Considere o mapa a seguir e os dados dos países em que há mais refugiados sírios registrados: Egito: 
 128 507; Iraque: 248 382; Jordânia: 661 859; Líbano: 991 165; Turquia: 3 588 877. 
a) Localize-os (consulte um atlas, caso considere necessário) e pinte-os no mapa abaixo, destacando 
cada um com uma cor diferente. Defina um maior destaque à Síria. Em seguida, monte o gráfico (de 
barras) com os dados organizados, de forma que fique à esquerda o país com maior número de refu-
giados registrados e, à direita, o que tem menor número.
b) Que principais eventos estão ligados à massiva fuga de sírios de seu país?
Países que mais registraram 
refugiados sírios (até abril de 2018)
Fonte: UNITED NATIONS HIGH COMMISSIONER 
FOR REFUGEES. Syria regional refugee response. 
Disponível em: <https://data2.unhcr.org/en/situations/
syria#_ga=2.160781821.1192433496.1525351244-
694190188.1525351244>. Acesso em: 4 maio 2018. Adaptação.
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3 500 000
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Xenofobia – Imigrante – Refugiado
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A Síria apresenta diversas facções na disputa pelo poder, entre elas, grupos que objetivam a derrubada do governo sírio, contro-
lado por Bashar Al Assad desde 2000. O Estado Islâmico buscou, principalmente entre 2014 e 2017, estabelecer na região um 
novo califado sob a lei islâmica. O país também registra movimentos separatistas curdos. Nesse cenário conflituoso, estima-se 
que 5,6 milhões de sírios deixaram o país desde os episódios iniciados em 2011.
Mais de um quarto (27,8%) da população da Austrália e Nova Zelândia é composta de imigrantes, o que mostra como tais fluxos 
populacionais são importantes para o povoamento desses países. Para efeitos comparativos, apenas 0,3%da população brasileira é 
originada de outros países.
 Capítulo 1– Página 9
Brasil: acesso a computador com internet (2016)
Fonte: IBGE. Pesquisa nacional por amostra de domicílios contínua – PNAD contínua. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas-
novoportal/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html?edicao=19937&t=resultados>. Acesso em: 2 maio 2018. Adaptação.
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Material de apoio
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9o. ano – Volume 1
Material de apoio
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4
Capítulo 3 – Página 53
Membros do Espaço Schengen e da União Europeia (até julho de 2018)
Fonte: EUROPEAN UNION. Countries. Disponível em: <https://europa.eu/european-union/about-eu/countries_en#the_28_member_countries_of_
the_eu>. Acesso em: 9 ago. 2018. Adaptação.
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