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Poema de Petrarca
Na primeira estrofe o eu lírico fala sobre a morte de sua amada, que partiu deste mundo e foi habitar no céu. 
O segundo, terceiro e quarto parágrafo falam sobre a subida de Laura ao céu. Sobre sua alma percorrendo os planetas e flutuando até passar as estrelas. 
Poema de Dante
O eu lírico sofre por amor, sofre, pois sua amada morreu. O eu lírico está chorando sobre o caixão de sua amada. A alma da dama já saiu deste mundo e agora está no estado perfeito.
Poema de Camões
 A cousa amada, marca a diferença entre quem ama e quem é amado. De tanto imaginar a amada, o eu-lirico se transforma.
Se o eu lírico imagina o amor, não precisa de mais nada, dispensa o desejo, em detrimento da alma. 
O eu lírico tenta sustentar a ideia de que não precisa do contato físico com sua amada. 
A mulher é retratada como uma semideusa, algo abstrato. 
Diferenças e semelhanças 
Diferenças
Os dois primeiros poemas falam de uma amada morta, enquanto o de Camões retrata uma amada viva. 
Enquanto os dois primeiros falam da alma de suas amadas, Camões fala de si mesmo, e de como se sente em relação a amada, fala da contradição entre alma e amor carnal. 
Semelhanças
Os três poetas sofrem por amor. Os três poetas divinizam suas amadas. 
As semelhanças e as Diferenças entre os poemas de Petrarca e Dante em relação a Camões
Dante e Francesco Petrarca foram poetas medievais, que nasceram na Itália no século XIV, foram quase contemporâneos, pois Dante morreu quando Petrarca era adolescente. Ambos são representantes do lirismo amoroso, Dante retrata Beatriz e Petrarca descreve Laura em seus poemas. 
Luís de Camões nasceu em Portugal, por volta do século XVI. Ele se inspirou em Dante e em Petrarca para produzir seus poemas líricos. A mulher retratada por ele em seus poemas retrata Dinamene. Apesar de Camões ter se inspirado em Dante e Petrarca, e por isso suas obras guardam algumas semelhanças com a dos dois poetas líricos, podemos perceber também algumas diferenças. Analisaremos a seguir as diferenças e as semelhanças entre o poema de Petrarca e Dante, em relação ao poema de Camões. 
Poema de Petrarca: 
VII
Diz, estando Laura doente, que se ela vier a morrer subirá certamente ao mais alto e glorioso dos céus. 
A alma minha gentil que agora parte
Tão cedo deste mundo à outra vida,
Terá certo no céu grata acolhida,
Indo habitar sua mais beata parte.
Ficando entre o terceiro lume e Marte,
Será a vista do sol escurecida ,
Virá depois, muita alma ao céu subida,
Vê-la - portento de natura arte.
E se Pousasse entre Mercúrio e Lua,
Brilhara mais do que eles nossa bela,
Como só se espalha a fama sua.
A Marte certo, não chegará ela.
Mas se mais alto o seu vulto flutua,
Vencera Jove e qualquer outra estrela.
Poema de Dante 
Soneto III
Chorai, amantes, pois que chora Amor
Ouvindo as causas que o fazem chorar:
“Por Piedade”, ouve as damas a implorar,
tendo luto nos olhos e amargo; 
é que a morte vilã viera impor
a coração gentil o seu pesar 
para, afora a beleza, devastar 
em mulher bela o que pede louvor .
Pois sabei quanto Amor honra a figura 
dessa dama por quem tanto chorava:
sobre a imagem morta debruçado
olhava para o céu, e demorado,
lá onde a alma gentil já repousava 
despedida da humana formosura.
Poema de Luís de Camões
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho logo mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semidéia,
que, como o acidente em seu sujeito,
assim co’a alma minha se conforma,
está no pensamento como idéia;
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como matéria simples busca a forma.
Uma das semelhanças entre os poemas de Camões e dos de Petrarca e Dante está no sofrimento por um amor não realizado, nos três poemas podemos perceber o quanto eles sofrem por não poderem estar com amada. Outra semelhança que pode ser destacada é a divinização da mulher amada. Nos três poemas, os eu-líricos exaltam a beleza de suas amadas e a pureza de suas almas. 
Dentre as diferenças que podemos citar entre o poema dos autores italianos e o de Camões está no fato de que, tanto Laura, quanto Beatriz estão mortas nos poemas usados como exemplo, enquanto a amada de Camões parece estar viva. Ainda é possível perceber que, enquanto Dante e Petrarca falam da alma de suas amadas, sem falar do desejo carnal em momento algum, Camões constrói seu poema em cima da contradição amor carnal e amor espiritual.

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