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Curso: Direito Prova: AV2 Disciplina: TEORIA DO CRIME Código: ARA0225 Profº: Rodrigo Flavio Data: 26/11/2020 Rubrica da Coordenação: Nota da prova Nome: Vinícius Lael Moreira Pinto Maciel – RA: 1 1) O Direito Penal é o ramo do direito público que se encarrega de selecionar condutas atentatórias aos mais importantes bens jurídicos, definindo as infrações penais estabelecendo as penas e medidas de segurança correspondentes. Com relação às fontes do Direito Penal, assinale alternativa incorreta: (0,5 ponto) a. As fontes do Direito Penal podem ser divididas em fontes materiais e fontes formais. b. As fontes materiais indicam o órgão encarregado da produção do direito penal, sendo assim denominada fonte de produção. c. As fontes formais subdividem-se em imediatas e mediatas, sendo que a lei é um exemplo de fonte imediata e os costumes e os princípios gerais de direito são exemplos de fonte mediata. d. Em nosso ordenamento jurídico, somente a União possui competência legislativa para criar normas penais, conforme previsão do art. 22, I da CF, sendo assim considerada fonte formal. e. As fontes materiais também são denominadas de fontes substanciais ou de produção, já as fontes formais podem ser chamadas de fontes de conhecimento ou de cognição. 2) O nosso ordenamento jurídico não considera o suicídio como crime, o que lei penal brasileira tipifica é a conduta de terceiro que induz, instiga ou auxilia alguém a suicidar-se, conforme prevê o art. 122 do Código Penal. Tal medida de política criminal tem por fundamento qual princípio? (0,5 ponto) a. Princípio da Lesividade. b. Princípio da Legalidade. c. Princípio Alteridade. d. Princípio da Intranscendência. e. Princípio da Humanidade. 3) No estado de Minas Gerais, um homem foi condenado a um ano de prisão, pelo furto de uma caixa de bombons. As três instâncias precedentes (1º grau, TJMG, STJ) fixaram o regime semiaberto para o condenado, assim sendo, com base no caso em questão, chegando tal caso ao Supremo Tribunal Federal, qual o princípio limitador do Poder Punitivo Estatal, poderá ser usado pelo STF a fim de dar solução ao caso penal: (0,5 ponto) a. Da Legalidade. b. Da Ofensividade. c. Da Insignificância. d. Da Adequação Social. e. Da Transcendentalidade. 4) Relativamente ao tema da territorialidade e extraterritorialidade, analise as afirmativas a seguir. (0,5 ponto) I – Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeira os crimes contra a administração pública, por quem está a seu serviço. II – Ficam sujeitos à lei brasileira, os crimes praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro ainda que julgados no estrangeiro. III – Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro os crimes contra o patrimônio da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território ou de Município quando não sejam julgados no estrangeiro. a) Se somente a afirmativa I estiver correta. b) Se somente a afirmativa II estiver correta. c) Se somente a afirmativa III estiver correta. d) Se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) Se todas as alternativas estiverem corretas. 5) João Coringão, um famoso meliante da zona Leste de São Paulo, resolveu largar o tráfico de drogas e partir para outra modalidade criminosa, falsificando notas de R$ 2,00 (dois reais), sendo que após preparar todo o equipamento necessário e iniciar a falsificação, foi surpreendido pela chegada da polícia que o prendeu em flagrante. Em sua defesa seu advogado (Dr.Vicente Matheus) alegou que pelo fato de no momento da prisão terem sido falsificadas apenas uma quantia de R$ 40,00 (vinte reais), ou seja, vinte notas de R$ 2,00, deveria ser aplicado o princípio da bagatela, tendo em vista que a conduta não representa perigo de ofensa ao bem jurídico penal, não possuindo assim tipicidade material. Diante de exposto, discorra sobre a possibilidade ou não da aplicação do princípio da insignificância para o caso em questão. (2,0 pontos) Crime contra a moeda não cabe o princípio da bagatela ou da insignificância, pois por entendimento firmando do SFT, crime de moeda falsa, não será cabível. CITAÇÃO “V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reporto-me ao que fiz ver ao deixar de implementar a medida acauteladora, em 17 de agosto de 2015: 2. Ao contrário do afirmado pela Defensoria Pública da União, em se tratando de moeda falsa, os pronunciamentos do Supremo são no sentido de atentar, seja qual for o valor, para o dano ao bem protegido – a regular circulação, a fé pública nas cédulas. Confiram com os seguintes precedentes: Habeas Corpus nº 105.638/GO, da relatoria da ministra Rosa Weber, julgado pela Primeira Turma em 22 de maio de 2012, e nº 112.708/MA, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, apreciado pela Segunda Turma em 26 de junho de 2012. Pretende-se o reconhecimento da atipicidade material da conduta, ante o tipo introdução de moeda falsa em circulação. No que diz respeito a moeda falsa, os pronunciamentos do Supremo são no sentido de considerar, seja qual for o valor, o dano ao bem protegido – a regular circulação, a fé pública nas cédulas. Indefiro a ordem. É como voto.” 6) Pierre, cidadão francês, capitão de uma embarcação particular de bandeira norte-americana, é assassinado por Pedro, cidadão brasileiro, dentro do aludido barco, que se encontrava atracado no Porto de Santos, no estado de SP. Nesse contexto, pergunta-se qual será a lei aplicada, isto é, a lei de qual país deverá prevalecer? Explique e fundamente? (2,0 pontos) Conforme expresso no CP, Art. 5° “Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional. § 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil. ” Diante disso, o país de origem de Pierre também poderá intervir, de modo que não haverá prevalência. 7) A Extraterritorialidade é um fenômeno pelo qual a lei penal brasileira se aplica a fatos ocorridos fora do território nacional. Subdivide-se em extraterritorialidade condicionada e incondicionada, nesta a lei brasileira aplicar-se-á ao crime praticado no exterior, independentemente do preenchimento de qualquer requisito ou condição (art. 7º, I e parágrafo 1º), já naquela o fenômeno depende da conjugação de uma série de fatores (art. 7º, II e parágrafo 2º). Todavia, a doutrina menciona a existência da denominada EXTRATERRITORIALIDADE HIPERCONDICIONADA, assim sendo, disserte sobre esta, aduzindo sobre suas características e fundamentando sua previsão no Código Penal: (2,0 pontos) Conforme exposto, a extraterritorialidade hipercondicionada Art. 7º §3º, do Código Penal (CP), ela demonstra que além das demais condições supracitadas no Art. 7º, cita que para a aplicação da lei brasileira é preciso observar: (i) não ter sido pedida ou ter sido negada a extradição; (ii) ter havido requisição do ministro da Justiça.