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Guia prático do exame das cadeias linfáticas: orienta inspeção e palpação, critérios de avaliação (tamanho, consistência, mobilidade, dor, calor, coalescência) e técnicas regionais para cabeça, pescoço, axilas, membros superiores e inferiores, incluindo posicionamento e movimentos digitais.

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Cadeias Linfáticas Semiologia das
Cadeias Linfáticas
Inspeção: examinar cada área do corpo à procura de linfonodos aparentes, edemas, eritema, linhas vermelhas e lesões cutâneas. 
Palpação: usando as polpas digitais do segundo, terceiro e quarto dedos, palpe gentilmente pesquisando os linfonodos superficiais. Observar se há aumentos ganglionares e sua consistência, mobilidade, presença de dor à palpação, tamanho, forma e calor. Nas áreas onde a pele é mais móvel, mova a pele sobre o linfonodo. Examinar, também, se há coalescência de linfonodos. 
Cadeias
Cabeça
· Linfonodos pré-auriculares: anteriormente ao trago do pavilhão auditivo;
· Linfonodos retroauriculares: superficialmente sobre o mastoídeo;
· Linfonodos occipitais: na base do crânio, sobre a linha nucal superior;
· Linfonodos parotídeos e tonsilares: acima e abaixo do ângulo da mandíbula, respetivamente;
· Linfonodos submandibulares: a meio caminho entre o ângulo e a ponta da mandíbula;
· Linfonodos submentonianos: na linha média atrás da ponta da mandíbula. 
· Linfonodos bucais: ao lado da boca
A palpação pode ser facilitada pedindo ao paciente para flexionar o pescoço, no caso da submandibulares e submentonianos. Realizar movimentos circulares, com as mãos estendidas. 
A palpação dos linfonodos das cadeias bucal, parotídea, pré-auricular, retroauricular e occipital deve ser feita utilizando-se a polpa dos dedos indicador e médio, executando-se movimentos giratórios. Para a palpação dos linfonodos axilares, retropeitorais e epitrocleanos, o examinador deve se colocar à frente do paciente. Com o paciente sentado ou de pé, o examinador segura gentilmente o membro superior do lado a ser examinado, ligeiramente fletido, com a mão heteróloga. Deve-se executar deslizamento suave com a pele contra o gradil costal da região axilar e infra-axilar, na região anterior, medial e posterior da fossa axilar.
Pescoço
· Linfonodos cervicais superficiais: na superfície do musculo esternocleidomastoideo;
· Linfonodos cervicais posteriores: ao longo da borda anterior do musculo trapézio;
· Linfonodos cervicais profundos: palpados em garra, profundamente ao esternocleidomastoideo;
A palpação dos superficiais do lado direito é facilitada com leve rotação do pescoço para o lado direito, e vice-versa. Para os linfonodos supraclaviculares, o paciente deve flexionar o pescoço e inspirar. 
Membros superiores
· Linfonodos umerais (laterais);
· Linfonodos centrais: no centro da axila;
· Linfonodos apicais: no ápice da axila;
· Linfonodos peitorais: anteriores, posteriores ao gradil costal;
· Linfonodos subescapulares: posteriores.
· Linfonodos epitrocleares: região do cotovelo. 
A axila deve ser imaginada como uma região pentagonal para a palpação das cadeias de linfonodos. O antebraço do paciente é apoiado sobre o braço contralateral e a palma da mão examinadora diretamente sobre a axila. 
Para a palpação dos linfonodos axilares, retropeitorais e epitrocleanos, o examinador deve se colocar à frente do paciente. Com o paciente sentado ou de pé, o examinador segura gentilmente o membro superior do lado a ser examinado, ligeiramente fletido, com a mão heteróloga. Deve-se executar deslizamento suave com a pele contra o gradil costal da região axilar e infra-axilar, na região anterior, medial e posterior da fossa axilar.
A palpação dos linfonodos epitrocleanos se faz em continuação à palpação dos linfonodos axilares e retropeitorais. Para isso, mantém-se o membro superior do paciente em flexão, segurando o antebraço com a mão heteróloga. Com a mão contrária, em posição de “pinça”, procedesse à compressão e ao deslizamento da goteira epitrocleana. Geralmente, apenas um linfonodo é palpável neste local.
A palpação dos linfonodos retropeitorais é realizada com o examinador em frente ao paciente. Com a mão em pinça, procede-se à compressão e ao deslizamento em toda a face posterior acessível do músculo grande peitoral.
Membros inferiores
· Linfonodos inguinais superficiais superiores: grupo horizontal (acima da virilha);
· Linfonodos inguinais superficiais inferiores: grupo vertical (na virilha);
· Linfonodos poplíteos: atrás do joelho. 
O paciente deve estar em decúbito dorsal e com o joelho levemente fletido. Para a palpação dos linfonodos poplíteos o paciente deve estar em decúbito ventral, com a perna semifletida. O examinador mantém os dedos estendidos ou em garra. Cumpre ressaltar que os linfonodos desta região não são fáceis de serem palpado.
O paciente deve estar deitado, com a região a ser examinada despida, sendo a palpação dos linfonodos inguinais ou crurais feita com os dedos do examinador em extensão, deslizando suavemente, em movimentos circulares ou lineares.
Completa-se a investigação examinando o trajeto dos linfáticos. Havendo linfangite, surgem na pele finas estrias vermelhas. Os linfonodos profundos raramente são palpáveis, exceto quando hipertrofiados, formando blocos, mas podem ser avaliados pelos exames de imagem
Localização: É necessário saber não apenas a localização com referência às cadeias linfonodais, mas na própria cadeia quais linfonodos estão comprometidos, pois este conhecimento permite ao médico deduzir as áreas drenadas ou órgãos afetados.
Tamanho ou volume: Descreve-se esta característica estimando seu diâmetro em centímetros. Normalmente, os linfonodos variam de 0,5 a 2,5 cm de diâmetro. Linfonodos palpáveis podem ser normais em adultos. Nestes casos são bem individualizados, móveis e indolores. 
Coalescência: É a junção de dois ou mais linfonodos, formando massa de limites imprecisos. A coalescência é determinada por processo inflamatório ou neoplásico da cápsula dos linfonodos acometidos, que os une firmemente, indicando maior tempo de evolução da doença.
Consistência: O linfonodo pode estar endurecido ou amolecido, com flutuação ou não. A primeira é própria dos processos neoplásicos ou inflamatórios com fibrose. Quando mole e/ou com flutuação, indica, em geral, processo inflamatório e/ou infeccioso com formação purulenta. 
Mobilidade: Com palpação deslizante ou, se possível, fixando entre o polegar e o indicador, procurasse deslocar o linfonodo, o qual pode ser móvel ou estar aderido aos planos profundos, o que indica comprometimento capsular com participação das estruturas adjacentes. 
Sensibilidade: O linfonodo pode estar doloroso ou não. Geralmente, as adenopatias infecciosas, bacterianas agudas, são dolorosas, podendo acompanhar-se de outras características inflamatórias. São pouco dolorosos nos processos infecciosos crônicos e, em geral, indolores nas infecções virais e nos processos parasitários. Os linfonodos metastáticos, além de terem consistência pétrea, são indolores. Os linfonodos leucêmicos ou linfomatosos são indolores ou levemente doloridos. 
Alteração da pele: Observar a presença de sinais flogísticos (edema, calor, rubor e dor) e de fistulização, descrevendo-se o tipo de secreção que flui pela fístula.

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