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1 Farmacologia I aplicada ao curso de auxiliar e técnico de enfermagem Professor: Edson Oliveira 2 Farmacologia A farmacologia é a ciência que estuda como as substâncias químicas interagem com os sistemas biológicos. Como ciência nasceu em meados do século XIX. Se essas substâncias tem propriedades medicinais, elas são referidas como "substâncias farmacêuticas". O campo abrange a composição de medicamentos, propriedades, interações, toxicologia e efeitos desejáveis que podem ser usados no tratamento de doenças. Divisões da farmacologia Farmacologia Geral: estuda os conceitos básicos e comuns a todos os grupos de drogas. Farmacologia Especial: estuda as drogas em grupos que apresentam ações farmacológicas semelhantes. Ex.: farmacologia das drogas autonômicas (que atuam no SNC). Farmacotécnica: estuda o preparo, a purificação e a conservação das drogas, visando o melhor aproveitamento do seus efeitos no organismo; Farmacoterapia: união da farmacodinâmica e a farmacocinética para desenvolver uma terapia medicamentosa; Imunofarmacologia: estuda a ação dos fármacos sobre o sistema imune; Farmacognosia: diz respeito à origem, métodos de conservação, identificação e análise química dos fármacos de origem vegetal e animal; Farmácia: trata da preparação dos medicamentos nas suas diferentes formas farmacêuticas (compridos, cápsulas, supositórios, etc.), da sua conservação e análise; Farmacodinâmica: trata das ações farmacológicas e dos mecanismos pelos quais os fármacos atuam (em resumo, ação da droga no organismo); Farmacocinética: diz respeito aos processos de absorção, distribuição, biotransformação (e interações) e excreção dos fármacos (em resumo, ação do organismo na droga); Farmacogenética: área em crescimento explosivo, que trata das questões resultantes da influência da constituição genética nas ações, na biotransformação e na excreção dos fármacos e, inversamente, das modificações que os fármacos podem produzir nos genes do organismo que os recebe. Cronofarmacologia: estudo dos fármacos em relação ao tempo. Sua aplicação se baseia nos resultados da cronobiologia Toxicologia: diz respeito às acções tóxicas não só dos fármacos usados como medicamentos, mas tambem de agentes químicos que podem ser causadores de intoxicações domésticas, ambientais ou industriais Destino dos fármacos no organismo Qualquer substância que atue no organismo vivo pode ser absorvida por este, distribuída pelos diferentes órgãos, sistemas ou espaços corporais, modificada por processos químicos e finalmente eliminada. A farmacologia estuda estes processos e a interação dos fármacos com o homem e com os animais, os quais se denominam: Absorção -Todo medicamento para que possa ter ação sobre nosso organismo deverá chegar à circulação sanguínea, indiferente da via de administração. Hoje no mercado mundial existem medicamentos que foram desenvolvidas para ser administrada em diversas vias, porém a mais popular e conseqüentemente a mais utilizada são as drogas orais, isso devido aceitabilidade e conveniência. Existem outras vias de administração, como por exemplo, a via sublingual, via endovenosa, via de inalação, via intramuscular, entre outras. Pelo fato de a via oral ser a mais convencional iremos falar especificamente sobre medicamentos que são administrados por essa via. Todo medicamento ingerido chega ao estômago onde sofrerá pouca ação, a grande maioria dos medicamentos apenas são degradados nos estômago, porém sua absorção acontece normalmente e na maioria dos casos no intestino delgado. Para que o medicamento possa chegar a corrente sangüínea ele terá que ser absorvido primeiramente pelas células do intestino delgado. Isso acontece devido o fato de todo medicamento ser desenvolvido com características químicas que possibilitam a transporte do medicamento através das membranas celulares. Toda a membrana celular é composta por lipídeos (gordura), essa estrutura possibilita a permeabilidade de determinadas substâncias químicas, nesse caso os medicamentos. Ao atravessar as células do intestino delgado o medicamento chega aos capilares, que são https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento https://pt.wikipedia.org/wiki/Toxicologia https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratamento https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacognosia https://pt.wikipedia.org/wiki/Farm%C3%A1cia https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacodin%C3%A2mica https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacocin%C3%A9tica https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacogen%C3%A9tica https://pt.wikipedia.org/wiki/Cronofarmacologia https://pt.wikipedia.org/wiki/Cronobiologia https://pt.wikipedia.org/wiki/Toxicologia 3 os menores vasos sangüíneos do nosso corpo, e depois chegam pelos capilares até a veia porta. A veia porta é a uma veia responsável em drenar o sangue do sistema digestivo, levando as substâncias absorvidas pelo intestino delgado para o fígado. Conseqüentemente nesse transporte o medicamento que foi absorvido irá ser levado pelo sangue para o fígado Distribuição -Distribuição é a transferência do medicamento da circulação sangüínea para tecido. O medicamento circula rapidamente pelo organismo, uma vez que ele está no sangue e a circulação sangüínea é muito rápida.Após a passagem do medicamento pelo fígado, dizemos que a droga está biodisponível no sangue, ou seja, ela já poderá atuar sobre as células do nosso organismo. Na distribuição o medicamento apresentará duas formas, a forma livre e a forma ligada. Na forma livre chamamos o medicamento de bioativo, isso por que o medicamento estará sozinho, possibilitando o transporte através dos capilares, fazendo com que o medicamento possa atingir a célula alvo (célula onde o medicamento irá atuar). Na forma ligada o medicamento estará ligado literalmente a uma proteína transportadora, que fará com que o tamanho da molécula do medicamento aumente, impossibilitando a passagem (permeabilidade) do medicamento nos capilares, logo, nessa forma o medicamento não irá chegar á célula alvo, fazendo com que não haja uma resposta por parte dessa célula. Por sua vez esse medicamento ficará circulando no sangue até que essa proteína se solte, deixando-o na forma livre, sendo que na forma livre sofrerá o mecanismo citado acima Metabolismo ou Biotransformação - No metabolismo a estrutura do medicamento é modificada para que o mesmo possa ser eliminado do nosso organismo. Geralmente, porém nem sempre, nesse mecanismo o medicamento perde a sua atividade, ou seja, não fará mais o seu efeito desejado no organismo. O metabolismo acontece em vários órgãos do corpo, como por exemplo, o sangue, pulmão e rins, porém, a grande maioria dos medicamentos são metabolizados pelo fígado. No fígado existem enzimas que irão modificar a conformação molecular do medicamento, tornando-o um metabólico que será eliminado com maior facilidade pelos rins. Essas enzimas são comparadas a operários que trabalham especificamente e eficazmente com o objetivo de alterar a forma estrutural do medicamento. Cada operário ou grupo de operários (enzimas) trabalham para modificar um ou mais tipo de medicamento. Excreção - Após a modificação do medicamento ele já poderá ser excretado. O principal órgão de excreção são os rins. Os rins filtram os medicamentos do sangue e excretam-nos na urina, mas existem muitos fatores que afetam a capacidade da excreção dos rins. Um medicamento deve ser solúvel em água e não estar ligado às proteínas transportadoras para que possa ser eliminado com maior facilidade. A acidez da urina afeta a proporção em que se excretam alguns medicamentos. A capacidade dos rins para excretar medicamentos depende também do fluxo de urina, do fluxo de sangue através dos rins e do estado destes. Muitas doenças podem prejudicar a capacidade dos rins, especialmente a hipertensão, a diabetes e as infecções renais recorrentes, assim como a exposição a concentraçõeselevadas de substâncias químicas tóxicas. Com a debilidade dos rins, haverá uma deficiência na eliminação do medicamento do organismo. Quando o funcionamento dos rins não é normal, o médico deve ajustar a dose do medicamento se este é eliminado principalmente por esta via. Dado que a diminuição da função renal é normal à medida que se avança na idade, o médico pode determinar a dose apropriada, baseando-se na idade do doente também. Através da bílis, o fígado excreta alguns medicamentos que, por sua vez, penetram no trato gastrointestinal e terminam nas fezes, no caso de não serem reabsorvidos no sangue nem decompostos. Pequenas quantidades de alguns medicamentos também se eliminam na saliva, no suor, no leite materno e no ar expirado Remédio Um remédio é qualquer substância ou recurso utilizado para obter cura ou alívio. Diferentemente de fármaco, a substância utilizada não necessita ser conhecida quimicamente. Já medicamento, tem uso mais estrito a composição excipientes+fármacos, vendidos em farmácias e drogarias, utilizados na cura, prevenção e profilaxia, com uma série de regras e testes de qualidade que devem ser realizados para comprovar sua eficácia. https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1rmaco https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento 4 Exemplos de remédios Banho Massagem Chás caseiros Alimentação saudável Uso de ervas Suplementos alimentares Pomadas caseiras Unguentos artesanais Medicamento Medicamento é um produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. Medicamento genérico Um medicamento genérico é um produto farmacêutico desenvolvido e fabricado a partir de uma substância activa, forma farmacêutica e dosagem idênticas a de um medicamento considerado de referência já existente no mercado farmacêutico. Tem o mesmo efeito terapêutico, dosagem e a mesma indicação que o medicamento considerado de referência para aquele princípio ativo. A compatibilidade entre dosagens é comprovada por rígidos testes laboratoriais e clínicos para obter o registro de genérico. Para mais informações ver artigo principal : Medicamento genérico. Novos medicamentos A colocação de um novo medicamento no mercado de consumo pode ser desmembrada em quatro estágios diferentes: 1. Pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos: pode ser considerada a etapa mais complexa, do ponto de vista da complexidade tecnológica, incluindo uma série de testes necessários para identificar a potencialidade de ação terapêutica da substância, estudo de suas propriedades, verificação de toxicidade aguda e crônica, potencial teratogênico e a determinação de sua dose ativa. Posteriormente, o fármaco passa por testes farmacológicos e estudos farmacotécnicos e, finalmente, ensaios clínicos. 2. Produção industrial dos fármacos: consiste em estudos para a obtenção de processos de produção em escala industrial. Nesta etapa, passa-se da bancada laboratorial para a utilização de planta-piloto até se conseguir elevar os níveis de produção para a escala industrial. 3. Produção de especialidades farmacêuticas: consiste na elaboração de produtos nas suas diversas formas farmacêuticas (comprimidos, comprimidos revestidos, cápsulas, suspensões, injeções, soluções parenterais, supositórios etc.). Trata-se de atividade tipicamente de transformação. 4. Marketing e comercialização: pelas características especiais que adquire a propaganda das especialidades farmacêuticas e por necessitar de recursos de linguagem técnica diferenciados, é considerado um importante estágio tecnológico. Também não pode deixar de ser reconhecido como importante fator de competição da indústria farmacêutica. Fármaco https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento_gen%C3%A9rico https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia_activa https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia_activa https://pt.wikipedia.org/wiki/Forma_farmac%C3%AAutica https://pt.wikipedia.org/wiki/Dosagem https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento_gen%C3%A9rico 5 Fármaco na terminologia farmacêutica, fármaco designa uma substância química conhecida e de estrutura química definida dotada de propriedade farmacológica. Em termos correntes, a palavra fármaco designa todas as substâncias utilizadas em Farmácia e com acção farmacológica, ou pelo menos com interesse médico. De acordo com esta definição, fármaco designa qualquer composto químico que seja utilizada com fim medicinal, o que torna a sua distinção de medicamento bastante sutil. Classificação dos fármacos Quanto a origem Naturais: podem ser de origem : Animal : as substâncias medicamentosas são extraidas de glândulas ou peçonhas de animais. Ex: peçonha de cobra Vegetal : as substâncias são obtidas das diversas partes das plantas Minerais : as substâncias são extraídas das fontes de minérios e empregadas sob a forma de elementos simples como: cloro, ferro, cálcio ou elementos compostos como sulfato de magnésio, bicarbonato de sódio, permanganato de potássio. Sintéticos: São os obtidos em laboratórios – podem também ser preparados com auxílio de matéria prima natural Semi sintéticos: Alteram-se as substâncias naturais objetivando modificar as características exercidas por elas. Organotrópicos – condicionam a alteração de um parâmetro biológico (EX.:anti-hipertensores). Etiotrópicos – não influenciam qualquer actividade biológica. Finalidade é matar ou impedir multiplicação de microrganismos patogénicos. Quanto a ocasião de uso Preventivo - vacinas e anticoncepcionais. Substitutivo - vitaminas, insulina. Usados para suprimir a causa da doença - bactericidas, bacteriostáticos. Sintomático - corrigem os sintomas sem eliminar a causa, como ocorre nos analgésicos. Efeitos que resultam da ação dos fármacos Efeito terapêutico – acção terapêutica, seria o efeito desejado (uma ou mais) Efeitos secundários – doses usuais e são previsíveis. Não ocorrem para melhoria da situação patológica Reacções adversas – ocasionam sintomas indesejáveis (ou mesmo toxicidade) ou dão lugar a interacções prejudiciais com outros medicamentos usados concomitantemente. Efeitos tóxicos – reacções provocadas por uma dose excessiva ou por acumulação anormal do fármaco no organismo. Efeitos locais – reacções que só ocorrem no local de administração do medicamento; Efeitos sistémicos – efeitos ocorrem num órgão ou sistema distante do local de administração; Efeitos sinérgicos – combinação dos efeitos de dois ou mais fármacos, administrados simultaneamente – efeito final é superior à soma dos efeitos de cada um deles isoladamente. EX.: relaxante muscular+analgésico Efeitos antagónicos – efeito oposto entre dois fármacos. Ex.: potássio (frequência cardíaca) / digitálicos(frequência cardíaca). Potássio antagonisa a potência do digitálico. Princípio ativo Princípio ativo é a substância que deverá exercer efeito farmacológico. Um medicamento, alimento ou planta pode ter diversas substâncias em sua composição, porém somente uma ou algumas destas conseguirão ter ação no organismo. Ainda em relação aos medicamentos, denomina-se fármaco o princípio ativo deste. https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia https://pt.wikipedia.org/wiki/Farm%C3%A1cia https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento https://pt.wikipedia.org/wiki/Microrganismos https://pt.wikipedia.org/wiki/Analg%C3%A9sicos https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacologia https://pt.wikipedia.org/wiki/Organismo https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1rmaco 6 Toxicologia A toxicologia é uma ciência multidisciplinar que tem como objeto de estudo os efeitos adversos das substâncias químicas sobre os organismos. Possui vários ramos, sendo os principais a toxicologia clínica, que trata dos pacientes intoxicados, diagnosticando-os e instituindo uma terapêutica mais adequada; a toxicologia experimental,que utiliza animais para elucidar o mecanismo de ação, espectro de efeitos tóxicos e órgão alvos para cada agente tóxico, além de estipular a DL50( DOSE LETAL MEDIANA) e doses tidas como não tóxicas para o homem através da extrapolação dos dados obtidos com os modelos experimentais; e a toxicologia analítica, que tem como objetivo identificar/quantificar toxicantes em diversas matrizes, sendo estas biológicas (sangue, urina, cabelo, saliva, vísceras, etc.) ou não (água, ar, solo). Dosagem Dosagem é a dose do medicamento, a freqüência de administração e duração do tratamento. Entende-se por dose do medicamento, a quantidade capaz de provocar uma resposta terapêutica desejada no paciente, preferencialmente sem outras ações (efeitos colaterais) no organismo. Há também a posologia, que é estudo farmacológico a respeito das dosagens regulamentares dos medicamentos e fármacos. Efeito colateral Denomina-se efeito colateral como um efeito diferente daquele considerado como principal por um fármaco. Esse termo deve ser distingüido de efeito adverso, que se refere a um efeito colateral indesejado, pois um fármaco pode causar outros efeitos potencialmente benéficos além do principal. Como exemplo podem ser citados a amnésia temporária causada por sedativos e a sonolência em anti-histamínicos, que podem ser benéficos ou adversos dependendo da situação. Efeito adverso Denomina-se efeito adverso, ou reação adversa ao medicamento (RAM), como um efeito diferente e indesejado daquele considerado como principal por um fármaco. É qualquer resposta a um medicamento que seja prejudicial, não intencional, e que ocorra nas doses normalmente utilizadas em seres humanos para profilaxia, diagnóstico e tratamento de doenças, ou para a modificação de uma função fisiológica. Interpretação Ao se suspeitar de um efeito adverso (efeito colateral indesejado), alguns fatos devem ser considerados. Um efeito adverso de um medicamento é um fato prejudicial que acontece quando um medicamento está sendo usado, devido ao seu uso, e não por coincidência. Algumas situações são mais frequentes quando se usa uma medicação do que quando não se usa. Em uma determinada pessoa o fato prejudicial pode ser devido ao medicamento, a um outro fator qualquer, ou a uma combinação das duas coisas. A possibilidade de um efeito adverso não é a certeza de sua ocorrência. A ocorrência de um fato prejudicial não é a certeza de sua origem pelo uso da medicação. A decisão de usar, de não usar ou de suspender uma medicação deve probabilística, ou seja, devem ser balanceadas as probabilidades de benefício com as probabilidades de malefício. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia https://pt.wikipedia.org/wiki/Estudo https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncias_qu%C3%ADmicas https://pt.wikipedia.org/wiki/Organismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Ramo https://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%ADnica https://pt.wikipedia.org/wiki/Paciente https://pt.wikipedia.org/wiki/Sangue https://pt.wikipedia.org/wiki/Urina https://pt.wikipedia.org/wiki/Cabelo https://pt.wikipedia.org/wiki/Saliva https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADsceras https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua https://pt.wikipedia.org/wiki/Ar https://pt.wikipedia.org/wiki/Solo https://pt.wikipedia.org/wiki/Dose https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratamento_(sa%C3%BAde) https://pt.wikipedia.org/wiki/Terap%C3%AAutica https://pt.wikipedia.org/wiki/Paciente https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_colateral https://pt.wikipedia.org/wiki/Organismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacologia https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1rmaco https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1rmaco https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_adverso https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1rmaco https://pt.wikipedia.org/wiki/Medica%C3%A7%C3%A3o 7 Antídoto Antídoto é uma substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele. Por exemplo, metais pesados podem se acumular no tecido gorduroso ou nervoso, causando danos, e o antídoto consiste em substâncias que se combinam com eles, evitando-os de agir no organismo. Já agentes neurotóxicos como alguns inseticidas e gases de guerra química, como sarin, não são atacados diretamente, consistindo o antídoto de substâncias que revertem ou anulam sua ação, como atropina (usada em colíriospara exame), em complemento de outras, até que a substância seja metabolizada ou excretada pelo organismo. Lembre-se que casos de envenenamento devem ser comunicados sempre aos bombeiros, polícia e hospitais, mesmo que a pessoa esteja aparentemente bem. Muitos venenos tem ação lenta, matando horas após a primeira exposição, se não houver tratamento adequado. Também vale lembrar que antídotos também podem prejudicar a saúde se aplicados de forma incorreta. A atropina, por exemplo, alivia o efeito dos agentes neurotóxicos, dando tempo para que o atingido possa chegar a um hospital, mas não cura. O uso em excesso causa arritmia, entre outros. https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia https://pt.wikipedia.org/wiki/Mistura https://pt.wikipedia.org/wiki/Veneno https://pt.wikipedia.org/wiki/Metal_pesado https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Tecido_gorduroso&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecido_nervoso https://pt.wikipedia.org/wiki/Neurot%C3%B3xico https://pt.wikipedia.org/wiki/Inseticida https://pt.wikipedia.org/wiki/Gas https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_qu%C3%ADmica https://pt.wikipedia.org/wiki/Sarin https://pt.wikipedia.org/wiki/Atropina https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%ADrio https://pt.wikipedia.org/wiki/Metabolismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Excre%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Bombeiro https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia https://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital https://pt.wikipedia.org/wiki/Atropina https://pt.wikipedia.org/wiki/Arritmia 8 Forma farmacêutica Forma farmacêutica é o estado final que as substâncias ativas apresentam depois de serem submetidas às operações farmacêuticas necessárias, a fim de facilitar a sua administração e obter o maior efeito terapêutico desejado. As formas farmacêuticas foram desenvolvidas para facilitar a administração de medicamentos a pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais, e para permitir seu melhor aproveitamento. Para uma criança, por exemplo, é melhor engolir gotas em um pouco de água do que um comprimido. Além disso, a forma farmacêutica se relaciona à via de administração que vai ser utilizada, isto é, a porta de entrada do medicamento no corpo da pessoa, que pode ser, por via oral, retal, intravenosa, tópica, vaginal, nasal, entre outras. Escolha da forma farmacêutica A escolha da forma farmacêutica depende principalmente: da natureza físico-química do fármaco; do mecanismo de ação; do local de ação do medicamento; da dosagem – quantidade de fármaco na forma farmacêutica. Cada via de administração é indicada para uma situação específica, e apresenta vantagens e desvantagens. Sabemos, por exemplo, que uma injeção é sempre incômoda e muitas vezes dolorosa. No entanto, seu efeito é mais rápido. Lembre-se que não é apenas a forma do medicamento que é importante, a sua via de administração também deverá ser escolhida pelo médico, no ato da prescrição. No quadro abaixo estão relacionadas as vias de administração e as principais formas farmacêuticas existentes. 9 VIA DE ADMINISTRAÇÃO FORMAS FARMACÊUTICAS Via oral (boca) Comprimido, cápsula, pastilhas, drágeas, pós para reconstituição, gotas, xarope, solução oral, suspensão. Via sublingual (debaixo da língua) Comprimidos sublinguais Via parenteral (injetável) Soluções e suspensões injetáveis Via cutânea (pele) Soluções tópicas, pomadas, cremes, loção, gel, adesivos. Vianasal (nariz) Spray e gotas nasais Via oftálmica (olhos) Colírios e pomadas oftálmicas Via auricular (ouvidos) Gotas auriculares ou otológicas e pomadas auriculares Via pulmonar (respiração/aspiração) Aerossol (bombinha) Via vaginal (vagina) Comprimidos vaginais, cremes, pomadas, óvulos. Via retal (ânus) Supositórios e enemas 10 FORMAS FARMACÊUTICAS SÓLIDAS • CÁPSULAS É o armazenamento de uma ou mais substâncias químicas em recipientes de gelatina que pode ser mole (armazenando líquidos, semi-sólidos e sólidos) ou duro (armazenando sólidos). Há casos específicos em que a cápsula pode ser aberta e ser administrada na forma de pó, porém, isto só poderá ser feito com indicação médica e orientação do farmacêutico. Em geral, não se pode abrir, quebrar ou triturar as cápsulas, pois o medicamento pode perder seu efeito. Pode ser usada para mascarar sabor desagradável. • COMPRIMIDOS É a compressão de uma ou mais substâncias químicas na forma de pó ou grânulo. Segue abaixo alguns Tipos de comprimidos: ♦ COMPRIMIDOS DE REVESTIMENTO ENTÉRICO » Os comprimidos prontos são revestidos por um produto que garante sua passagem integra pelo estômago e chegando perfeito ao intestino onde irá se dissolver e iniciar sua ação. O revestimento é necessário para os casos em que os medicamentos, quando em contato com o líquido ácido do estômago são destruídos e perdem imediatamente sua ação terapêutica. Pode ser utilizado também em casos de medicamentos que agridem a parede do estômago. ♦ COMPRIMIDOS SUBLINGUAIS » Os comprimidos são colocados, obrigatoriamente, embaixo da língua, e se dissolvem com auxílio da saliva e são absorvidos na própria boca. É usado no caso de medicamentos que, em contato com o líquido ácido do estômago são destruídos e perdem imediatamente sua ação terapêutica, também para aqueles que são pouco absorvidos pelo intestino. https://i0.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-0Yq4LMlP4iQ/Vr0NWvuwAQI/AAAAAAAASmY/wx9B3UCpWKA/s1600-h/image[19].png?ssl=1 https://i0.wp.com/2.bp.blogspot.com/-aIFhOuJ-SLU/VC2AxPvYhGI/AAAAAAAAQiM/Z4pMkxMPUeM/s1600/pink-pill-02.png 11 ♦ COMPRIMIDOS EFERVESCENTES » São comprimidos preparados com uma ou mais substâncias químicas associadas a alguns sais que liberam gases quando em contato com a água. Este mecanismo facilita o comprimido a desintegrar e a dissolver para ser absorvido. ♦ COMPRIMIDOS MASTIGÁVEIS » São comprimidos preparados para terem a sua desintegração facilitada pela mastigação. Depois de mastigados, eles são engolidos, para aí serem dissolvidos e absorvidos. ♦ COMPRIMIDOS DE AÇÃO LENTA/PROLONGADA » É um comprimido que possui um revestimento que controla a liberação da substância química. Isso permite que esses comprimidos, ao serem dissolvidos, iniciem sua ação lentamente de forma que seja prolongada/duradoura, mas somente quando ingeridos inteiros. Já um comprimido simples quando é totalmente dissolvido, sofre completa absorção e tem sua ação iniciada rapidamente. São utilizados, geralmente, para doenças crônicas, podendo aumentar o intervalo entre as tomadas dos medicamentos em pacientes que precisam de altas doses por dia. →Um tipo de comprimido de ação lenta/prolongada é o chamado de “Oros”, esse comprimido permite a liberação lenta da substância ativa no organismo, o que garante a ação durante 24 horas. Uma vez concluído este processo, o comprimido vazio é eliminado pelo organismo através das fezes. Ex: Adalat® Oros. →Outro tipo de comprimido de ação lenta/prolongada é o chamado “Inserts”, usado em preparações oftálmicas, colocado no saco lacrimal, esses são colocados e retirados intactos, há liberação da substância química. Ex: Ocusert TM. • DRÁGEAS São comprimidos revestidos com açucares. Melhora a deglutição, aparência física e mascara o sabor do medicamento. https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-BAumXlDGisc/Vr0NaHIWEJI/AAAAAAAASmo/qKW61QI6xx4/s1600-h/image[32].png?ssl=1 https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-5YW0YxnCXGg/Vr0NYce2f-I/AAAAAAAASmg/YPnaURITT6M/s1600-h/image[43].png?ssl=1 12 • PREPARAÇÃO EXTEMPORÂNEA São pós liofilizados ou grânulos, podem ser solúveis, resultando em soluções, ou insolúveis, resultando em suspensões. São preparações para substâncias que não são estáveis na presença da água (se degradam facilmente depois de um curto tempo de contato). Assim, é necessário que as substâncias sejam acrescentadas à água filtrada ou fervida somente no momento da administração, para se fazer a solução ou suspensão. Geralmente, esses produtos devem ser utilizados por um período máximo de 14 dias após sua preparação, quando armazenado em geladeira. Se armazenado em temperatura ambiente esse período cai para 7 dias. Se não utilizado por completo dentro desses períodos e nessas condições, o que restar no frasco deve ser descartado. Ter atenção, pois há produtos com especificações diferentes. Os granulados devem ser consumidos em no máximo 24hs após serem preparados. FORMAS FARMACÊUTICAS SEMI-SÓLIDAS As preparações tópicas semi-sólidas são para aplicação na pele ou em certas mucosas, para ação localou penetração percutânea dos medicamentos, ou ainda por sua ação emoliente ou protetora. • POMADAS OU UNGÜENTOS São preparações semi-sólidas para aplicação externa que amolecem ou derretem à temperatura corpórea. A substância química sólida é geralmente inserida em uma base oleosa. https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-glK53rzlkgc/Vr0NcWrFvJI/AAAAAAAASmw/p-RXmCRVyok/s1600-h/image%25255B37%25255D.png?ssl=1 https://i2.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-pvi065AR7DA/Vr0NekF-RzI/AAAAAAAASm4/yP_1sUPA03A/s1600-h/image[65].png?ssl=1 https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-glK53rzlkgc/Vr0NcWrFvJI/AAAAAAAASmw/p-RXmCRVyok/s1600-h/image[37].png?ssl=1 13 São usadas em regiões menores, com menos pêlos por serem muito oleosas, não é aconselhável aplicá- las em feridas abertas. • PASTAS Para aplicação externa na pele. Contém maior porcentagem de material sólido, por isso são mais firmes e espessas. Apresentam consistência macia e firme pela quantidade de sólidos, são pouco gordurosas e têm grande poder de absorção de água ou de exsudados. • EMULSÕES OU CREMES Preparações com parte de água e parte de óleo. Em comparação com as pomadas, são bem menos oleosas e se espalham facilmente. Portanto, são mais aplicadas para áreas extensas do corpo e também em regiões com pêlos. As emulsões também são usadas por via oral para mascarar o sabor de medicamentos quando usadas por via oral, evitando o contato do óleo com as papilas gustativas. https://i0.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-rJA3vWtEr2o/Vr0NhBb7gII/AAAAAAAASnA/qWyRtDPF5iU/s1600-h/pastas[2].png?ssl=1 https://i2.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-EwrHwluS54k/Vr0NkS0b0GI/AAAAAAAASnI/ZVm9CdazcNo/s1600-h/cremes[6].png?ssl=1 14 • GÉIS São preparações a base de água, portanto, não contém óleo. São utilizadas em regiões muito úmidas. Também são utilizados para reduzir a oleosidade da pele. • SISTEMAS DE GÁS COMPRIMIDO OU AEROSSÓIS São utilizadas em medicamentos e cosméticos. Geralmente são soluções associadas a gases. Antigamente o gás mais utilizado era o CFC (clorofluorcarbono), pois ele não é inflamável, em contrapartida causam grande estrago para a natureza (uma pequena quantidade dele no ar é capaz destruir grande parte da camada de ozônio). Foi substituído atualmente pelos hidrocarbonetos (n-butano, propano, iso-butano), que são inflamáveis, mas pouco tóxicos e mais baratos. É importante alertar que as embalagens não devem ser descartadas fora do lixo, e não podem ser reutilizadas e abertas. • SUPOSITÓRIOS São formas farmacêuticas da consistência firme, de forma cônica ou ogival, destinadas a serem inseridas no reto, onde devem desintegrar-se ou derretem-se a temperatura do corpo, liberando a substância química. Pode ser para ação sistêmica devendo seraplicado mais profundamente possível, ou local não sendo necessário aplicação profunda. Para ação local são utilizados em casos de dor, constipação, irritação, coceira e inflamação. Para ação sistêmica são utilizados em casos de pacientes com vômitos e que não engolem o medicamento, ou mesmo para cortar o vômito, e para medicamentos que se degradam no líquido ácido do estômago. https://i0.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-1l15SYnNkPs/Vr0NnMuh_NI/AAAAAAAASnQ/oAPapdW6kbE/s1600-h/gel[6].png?ssl=1 https://i2.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-dsNOuv_ox-c/Vr0NpgpLrfI/AAAAAAAASnY/Rx-mRgYmgLc/s1600-h/image[57][2].png?ssl=1 15 • ÓVULOS Um tipo de supositório de uso vaginal. FORMAS FARMACÊUTICAS LÍQUIDAS • SOLUÇÕES São preparações em que há uma ou mais substâncias químicas dissolvidas em uma pequena quantidade de solvente (a substância que dissolve). Podem ser divididas em Soluções Orais e Soluções Estéreis. • SOLUÇÕES ORAIS As soluções orais, necessitam de componentes que dêem cor e sabor ao líquido para tornar o medicamento mais agradável ao gosto. Podem ser administradas em gotas, ou com um volume bem definido, como, por exemplo, 5 mL (uma colher de chá). Elas podem ter cor, mas devem ser transparentes. https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-_th68AjEfw4/Vr0NsBwnx9I/AAAAAAAASng/HJGPnVV8Ods/s1600-h/image[64].png?ssl=1 https://i2.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-qXe1lW9AU6Y/Vr0Nu6rS5pI/AAAAAAAASno/EKlbyS9nWac/s1600-h/solu%C3%A7%C3%B5es[3].png?ssl=1 16 • SOLUÇÕES ESTÉREIS (INJETÁVEIS, COLÍRIOS..) São preparações líquidas estéreis, ou seja, sem a presença de microorganismos. São colírios e medicamentos injetáveis. Não devem conter nenhum tipo de substância estranha e nem estarem turvas. • TINTURAS São medicamentos líquidos resultantes da extração princípios ativos de drogas vegetais e animais. Elas são preparadas à temperatura ambiente por percolação (droga vegetal na forma íntegra em contato com o solvente) ou maceração (droga macerada ou triturada em contato com o solvente). Os líquidos extratores ou “solventes” são: álcool, álcool/água, éter alcoolizado ou acetona. • EXTRATOS FLUIDOS São preparações oficinais líquidas obtidas de drogas vegetais e manipuladas de maneira que cada 1 mL contenha os princípios ativos solúveis de 1 g da droga respectiva, devidamente dessecada ao ar livre. Eles são preparados, em sua maioria, por um dos quatro processos gerais de percolação designados pelas letras A, B, C e D na Farm.Bras.II. https://i2.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-B_4O1ftUh0s/Vr0NxV-Cp3I/AAAAAAAASnw/EUZ5hYqHcqY/s1600-h/colirio%25255B3%25255D.jpg?ssl=1 https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-9lRufiNRbUY/Vr0Nz8pvHCI/AAAAAAAASn8/bNXjA300nLE/s1600-h/image%25255B68%25255D.png?ssl=1 https://i2.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-B_4O1ftUh0s/Vr0NxV-Cp3I/AAAAAAAASnw/EUZ5hYqHcqY/s1600-h/colirio[3].jpg?ssl=1 https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-9lRufiNRbUY/Vr0Nz8pvHCI/AAAAAAAASn8/bNXjA300nLE/s1600-h/image[68].png?ssl=1 17 • XAROPES São preparações a base de água, concentradas de açúcar, que contêm uma ou mais substâncias químicas. São usadas principalmente para substâncias com sabor muito desagradável e também para pacientes que têm dificuldade de ingerir comprimidos (crianças e idosos, por exemplo). • ELIXIRES São preparações líquidas à base de água e álcool e com sabor levemente adocicado, que contêm uma ou mais substâncias químicas. São menos viscosos e, devido à presença de certa quantidade de álcool, são menos utilizadas atualmente. https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-HnMAr3UtcUY/Vr0N2shQbVI/AAAAAAAASoI/D-jzccqZeMQ/s1600-h/image[72].png?ssl=1 18 • SUSPENSÕES As suspensões são preparações em que as substâncias químicas não estão totalmente dissolvidas no meio líquido. Geralmente têm baixa capacidade de dissolução, por isso depositam-se no fundo do recipiente. É essencial informar ao paciente que ele deve agitar o frasco antes de usar. OUTRAS FORMAS FARMACÊUTICAS •Cataplasmas → São preparações geralmente magistrais, de aplicação tópica na pele. •Ceratos → São um tipo de pomada, em que o excipente é constituído por uma mistura de cera e óleo. •Alcolatos → São preparações farmacêuticas que se obtém pela maceração olcoólica de plantas frescas, seguidas de destilação •Colutórios → São preparações magistrais destinadas a serem depostas na mucosa bocal ou orofaríndea. São soluções viscosas devido à presença de mel ou glicerina. As substâncias ativas empregues são anti-sépticos. •Enemas ou Clister (Phosfo enema) → São formas farmacêuticas destinadas a serem introduzidas na porção terminal do intestino. •Aerossois → Se caracterizam por constituírem um “nevoeiro não molhante” formado por micro gotas (diâmetro compreendido entre 0,05 e 0,2 micrômetro). Formam uma suspensão coloidal, em que a fase contínua é o gás e a fase dispersa é o líquido. •Sprays → São semelhantes aos aerossóis, mas o diâmetro da partícula é maior (0,5 micrômetro), podem ser considerados “nevoeiros molhantes”. •Vaporizações → São formas farmacêuticas magistrais resultantes da libertação de vapor de água por si só, ou contendo anti-sépticos, e que se destinam a ser inalados •Fumigações → São gases resultantes da combustão de determinadas plantas, ou liberação de gases (p. ex. Formal) com fins desinfetantes de espaços ou dirigidos para as vias resiratórias com fins medicamentosos anti-sépticos – inalação •Ampolas → São tubos de vidro ou plástico, colorido ou incolor, estirados nos dois topos, ou pequenas “garrafas” seladas, podem conter líquido ou pó. https://i0.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-G8H4BDUESIQ/Vr0N4tPAR2I/AAAAAAAASoQ/ESh_iug4_r4/s1600-h/suspens%C3%A3o[2].png?ssl=1 19 –Servem para facilitar a esterilização e conservação do seu conteúdo; –O pó normalmente é utilizado na preparação extemporânea de solutos injetáveis. –O conteúdo poder ser aplicado via parenteral, oral ou tópico 20 Vias de administração de medicamentos Entre os profissionais de saúde, via de administração é o caminho pelo qual uma substância interage com o organismo. Em toxicologia usa-se o termo inoculação em vez de administração. Sem dúvida, dita a substância tem de ser transportada do ponto de entrada à parte do corpo onde se deseja que ocorra sua ação (a menos que esse local seja na superfície do corpo). Todavia, o uso dos mecanismos de transporte do organismo para tal fim está longe de ser trivial. As propriedades farmacocinéticas de uma droga (isto é, as propriedades relacionadas a absorção, distribuição e eliminação) são bastante influenciadas pela via de administração. Objetivos da injeção intravenosa Efetuar nutrição parenteral Administrar grandes volumes de líquidos, quando indicados Administrar substância hipertônica com certos limites Obter efeito imediato do medicamento Instalar terapêutica com hemocomponentes Classificação As vias de administração de fármacos podem ser a grosso modo divididas em: Tópica: efeito local; a substância é aplicada diretamente onde se deseja a sua ação (o fármaco é exposto sobre a pele). Enteral: efeito sistêmico (não-local); recebe-se a substância via trato digestivo. Parenteral: efeito sistêmico; recebe-se a substância por outra forma que não pelo trato digestivo. A agência FDA americana reconhece 111 tipos diferentes de vias de administração. A seguir está uma lista breve de algumas delas. Tópica epidérmica (aplicação sobre a pele), p. ex. teste de alergia, anestesia local tópica inalável, p. ex. medicamentos para asma enema, p. ex. meio de contraste para imagem digestiva colírios (sobre a conjuntiva), p. ex. antibióticos para conjuntivite gotas otológicas, como antibióticos e corticoides para otite externa intranasal, p. ex. spray descongestionante nasalParenteral por injeção ou infusão injeção intravenosa (na veia), p. ex. várias drogas, nutrição parenteral total injeção intra-arterial (na artéria), p. ex. drogas vasodilatadoras para o tratamento de vasoespasmos e drogas trombolíticas para o tratamento de embolia injeção intramuscular (no músculo), p. ex. várias vacinas, antibióticos e agentes psicoativos de longa duração. injeção intracardíaca injeção subcutânea (sob a pele), p. ex. insulina infusão intraóssea (na medula óssea) é um acesso intravenoso indireto porque a medula óssea acaba no sistema circulatório. Esta via é usada ocasionalmente para drogas e fluidos na medicina de emergência e na pediatria, quando o acesso intravenoso é difícil injeção intradérmica, (na própria pele) é usada para teste de pele de alguns alergênicos e também para tatuagens https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia https://pt.wikipedia.org/wiki/Toxicologia https://pt.wikipedia.org/wiki/Inocula%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Vias_de_administra%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacocin%C3%A9tica http://www.fda.gov/cder/dsm/DRG/drg00301.htm https://pt.wikipedia.org/wiki/Anestesia https://pt.wikipedia.org/wiki/Asma https://pt.wikipedia.org/wiki/Enema https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%ADrio https://pt.wikipedia.org/wiki/Conjuntiva https://pt.wikipedia.org/wiki/Antibi%C3%B3tico https://pt.wikipedia.org/wiki/Conjuntivite https://pt.wikipedia.org/wiki/Corticoide https://pt.wikipedia.org/wiki/Otite https://pt.wikipedia.org/wiki/Descongestionante_nasal https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Infus%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_intravenosa https://pt.wikipedia.org/wiki/Veia https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Nutri%C3%A7%C3%A3o_parenteral_total&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_intra-arterial https://pt.wikipedia.org/wiki/Art%C3%A9ria https://pt.wikipedia.org/wiki/Vasodilatador https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Vasoespasmo&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Trombol%C3%ADtico https://pt.wikipedia.org/wiki/Embolia https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_intramuscular https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsculo https://pt.wikipedia.org/wiki/Vacina https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Agente_psicoativo&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_intracard%C3%ADaca https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_subcut%C3%A2nea https://pt.wikipedia.org/wiki/Insulina https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Infus%C3%A3o_intra%C3%B3ssea&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Medula_%C3%B3ssea https://pt.wikipedia.org/wiki/Pediatria https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_intrad%C3%A9rmica https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Teste_de_pele&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Alerg%C3%AAnicos&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Tatuagem 21 injeção intraperitoneal, (no peritônio) é predominantemente usada na medicina veterinária e no teste de animais para a administração de drogas sistêmicas e fluidos, devido à facilidade de administração comparada com outros métodos parenterais. Parenteral (que não por injeção ou infusão) transdérmica (difusão através da pele intacta), p. ex. emplastro de opioide transdérmico para terapia da dor transmucosa (difusão através de uma membrana mucosa), p. ex. inalação de cocaína, nitroglicerina sublingual inalável, p. ex. inalação de anestésicos. Outras intraperitoneal (infusão ou injeção na cavidade peritoneal), p. ex. diálise peritoneal epidural (sinônimo: peridural) (injeção ou infusão no espaço epidural), p. ex. anestesia epidural intratecal (injeção ou infusão no fluido cerebroespinhal), p. ex. antibióticos, anestesia espinhal ou anestesia geral Usos Algumas vias de administração podem ser usadas tanto para propósitos tópicos quanto sistêmicos, dependendo das circunstâncias. Por exemplo, a inalação de drogas para asma visa agir sobre as vias aéreas (efeito tópico), enquanto que a mesma inalação, porém, de anestésicos voláteis visa agir sobre o cérebro (efeito sistêmico). Por outro lado, uma mesma droga pode produzir diferentes resultados dependendo da via de administração. Por exemplo, algumas drogas não são absorvidas significativamente na corrente sanguínea a partir do trato gastrointestinal e, por isso, sua ação após administração enteral é diferente daquela após administração parenteral. Isto pode ser ilustrado pela ação da naloxona, um antagonista de opiáceos como a morfina. A naxolona contra-ataca a ação do opiáceo, no sistema nervoso central, quando administrado por via intravenosa e por isso é usada no tratamento de overdose de opiáceos. A mesma droga, porém, quando engolida, age exclusivamente no sistema digestivo; é assim usado para tratar constipações sob terapia da dor com opiáceos e não afeta o efeito de redução da dor causado pelo opiáceo. As vias enterais são geralmente a mais conveniente para o paciente, já que não há necessidade de se fazer punções ou utilizar procedimentos de esterilização. Medicamentos enterais são, por isso, frequentemente os mais preferidos para deficiências crônicas. Porém, algumas drogas não podem ser administradas desta forma porque sua absorção no trato digestivo é baixa ou imprevisível. A administração transdérmica é uma alternativa confortável; há, porém, somente algumas poucas preparações medicamentosas adequadas para a administração transdérmica. Em situações graves ou nas medicinas de emergência e de tratamento intensivo, as drogas são muito frequentemente administradas por via intravenosa. Isto ocorre porque pacientes pouco ou muito doentes podem apresentar alterações na absorção de substâncias através dos tecidos, ou alterações na motilidade digestiva, que podem causar absorção imprevisível do medicamento. https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Inje%C3%A7%C3%A3o_intraperitoneal&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Perit%C3%B4nio https://pt.wikipedia.org/wiki/Coca%C3%ADna https://pt.wikipedia.org/wiki/Nitroglicerina https://pt.wikipedia.org/wiki/Perit%C3%B4nio https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1lise https://pt.wikipedia.org/wiki/Espa%C3%A7o_epidural https://pt.wikipedia.org/wiki/Anestesia https://pt.wikipedia.org/wiki/Fluido_cerebroespinhal https://pt.wikipedia.org/wiki/Anestesia https://pt.wikipedia.org/wiki/Anest%C3%A9sico https://pt.wikipedia.org/wiki/Naloxona https://pt.wikipedia.org/wiki/Opi%C3%A1ceo https://pt.wikipedia.org/wiki/Morfina https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_nervoso_central 22 Principios básicos de administração de medicamento para auxiliares e técnicos de enfermagem REGRA DOS 13 CERTOS PARA ADMINISTRAR MEDICAMENTO CUIDADOS GERAIS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 1.Anotar com atenção o nome do paciente, quarto, leito, horário, medicamento e dose. 2. A administração de medicamentos não prescritos somente é permitido em casos de urgência e com autorização do enfermeiro. 3. A administração de medicamentos deverá ser conferida antes de sua administração para evitar dúvidas e rasuras no prontuário. 4. Um círculo em volta do horário significa que a medicação não foi administrada. 5. Verificar se o medicamento está disponível na unidade; caso contrário, solicitá-lo á escrituaria ou á farmácia. 6. Lavar sempre as mãos antes de iniciar o preparo da medicação. 7. Ler o rótulo do medicamento, observando seu prazo de validade, cor, aspecto e dosagem. 8. Não administrar medicamentos sem invólucros. 9. Ao preparar a medicação, ler três vezes o rótulo: antes de retirá-lo do recipiente, antes de colocar no copinho descartável ou aspirar na seringa e antes re recolocar no armário ou desprezar. 10. O medicamento só deve ser administrado pela pessoa que o preparou (exceto nos casos de protocolos institucionais). 11. Evitar conversasque impeçam a concetração e induzam a erros. 12. Qualquer dúvida sobre o medicamento ou sobre o procedimento, solicitar orientação do enfermeiro. 13. Certificar-se e respeitar os " certos" da administração de medicamentos: 14. Certificar -se das indicações de controles hídrico, dietas jejuns e suspensão de medicamentos. 15. Conferir se existem antecedentes de alergia e não administrar se for o caso. 23 PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS CONCEITO: Uma prescrição (também conhecida informalmente como receita médica) é a indicação de medicamentos e medidas médicas que um paciente humano deve tomar ou realizar. É indicado pelos médicos a receita médica humana de medicamentos para tratamento médico. Prescrições não- médicas incluem outros profissionais no auxílio de competências de outras grandes áreas: nutricionistas, educadores físicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas ou médicos veterinários e compete aos farmacêuticos, às prescrições envolvendo fármacos obrigatoriamente a manipulação e dispensação, onde efetuarão neste ato a fiscalização da prescrição e orientação ao paciente. TIPOS DE PRESCRIÇÃO MÉDICA - Prescrições únicas: É quando um medicamento deve ser administrado apenas uma vez. Por exemplo, ele pode prescrever uma dose de toxoide tetânico para um paciente que apresenta uma ferida puntiforme e que recebeu uma série primária de toxoide tetânico há mais de 5 anos; - Prescrições imediatas: Quando um paciente precisa imediatamente de medicamento para um problema urgente o médico escreve uma prescrição imediata. Por exemplo, ele pode prescrever uma dose única imediata de um ansiolítico para tranquilizar um paciente muito agitado. Para o paciente com dor torácica aguda ele pode escrever uma prescrição imediata de nitroglicerina; - Prescrições S/N: Uma prescrição S/N permite que você administre um medicamento quando o paciente necessita dele. Naturalmente, você deve exercer um julgamento profissional razoável na determinação de quando e com que frequência deve administrar um medicamento S/N; - Prescrições permanentes: Denominadas também como protocolos, as prescrições permanentes derivam de orientações criadas por cada instituição de saúde para tratar determinadas doenças ou grupos de sintomas; - Prescrições verbais e telefônicas: As prescrições de medicamentos fornecidas por via oral, em vez de escritas, são conhecidas como prescrições verbais. É recomendado, sempre que possível, evitá-las. Há sempre um risco maior de você compreender erroneamente o que o médico quer, e como você não terá uma prova escrita de que fez o que lhe foi dito, isso pode gerar complicações. O perigo da comunicação errônea aumenta ainda mais quando o médico fornece uma prescrição verbal de medicamento por telefone. Uma conexão ruim, comoção em ambas as extremidades e a falta de indícios não-verbais de comunicação podem facilmente resultar em erros de medicação, caso você falhe em esclarecer exatamente o que o médico quer. Quando possível, utilize um aparelho de fax, em vez de receber uma prescrição verbal por telefone. ◊ Cuidados com os principais erros de prescrição: • A seleção de um medicamento incorreto; • Omissão da dose; • Formas farmacêuticas e de dosagem diferentes; • Via de administração; • Duração da terapia; • Diluentes inapropriados; https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9dico https://pt.wikipedia.org/wiki/Nutricionista https://pt.wikipedia.org/wiki/Educador_f%C3%ADsico https://pt.wikipedia.org/wiki/Enfermagem https://pt.wikipedia.org/wiki/Dentista https://pt.wikipedia.org/wiki/Veterin%C3%A1rio https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmac%C3%AAutico https://pt.wikipedia.org/wiki/Assist%C3%AAncia_farmac%C3%AAutica 24 • Número errado de doses de um ciclo terapêutico; • Velocidade inapropriada de administração; • Concentração errada da medicação; • Drogas deterioradas; • Erros de técnica de administração; • Ilegibilidade da letra. ◊ Os principais fatores que podem levar a um erro de prescrição são: • Erros de cálculo; • Utilização de pontos decimais e zeros; • Abreviação; • Ordens verbais; • Confusão com a dose de um medicamento; • Letra ilegível do prescritor; • Ausência de informação. Para se precaver de ações judiciais, você deve cumprir suas obrigações legais. Isso significa estar totalmente familiarizada com os medicamentos que você administra e saber quando não seguir uma prescrição de medicamento. Também significa documentar suas ações, a resposta do paciente ao medicamento, e os incidentes relacionados com o cuidado ao paciente, incluindo os erros cometidos por você e por seus colegas. Quando se refere à administração de medicamento, a lei espera que você tome certas precauções, incluindo as seguintes: - No caso da prescrição estar ilegível ou incerta (confusa) o profissional deve recusar administrar o medicamento; - O profissional da enfermagem deve procurar meios de esclarecer uma prescrição ilegível ou confusa, nunca tente interpretá-la duvidosamente; - O conhecimento da farmacologia (limites de dosagens de segurança dos medicamentos) é muito importante para diminuir os riscos de intoxicações; - A anamnese terapêutica auxilia a evitar possíveis interações entre os medicamentos; Prescrição Medicamentosa no Brasil No Brasil, a prescrição de medicamentos só é permitida a: Médicos (Somente para uso humano e poder de prescrição ilimitado) Cirurgiões dentistas (somente para uso odontológico – Lei 5081/66) 25 Médicos veterinários (somente para uso veterinário – Lei 5517/68) Enfermeiros: medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde, ou medicamentos fitoterápicos após conclusão de curso com carga horária de 360 horas - Lei 7498/86; Parecer COREN - BA nº 030/2014.[1] Farmacêuticos: Medicamentos fitoterápicos, não tarjados e,desde que haja diagnóstico médico prévio, apenas quando estiver previsto em programas, protocolos, diretrizes ou normas técnicas, aprovados para uso no âmbito de instituições de saúde ou quando da formalização de acordos de colaboração com outros prescritores ou instituições de saúde, os medicamentos com tarja.( RE 586/2013) Nutricionistas (somente fitoterápicos, isentos de prescrição médica e relacionados à prática do nutricionista - RE 402/2007 do Conselho Federal de Nutricionistas) Tarjas nos medicamentos No Brasil os medicamentos são classificados de acordo com os riscos que esses podem trazer aos pacientes, pelo uso indevido ou superdosagem. Essa classificação é feita por tarjas coloridas nas embalagens de cada medicamento. Sem tarja Não é necessário apresentação de receitas para a compra. Tarja vermelha A tarja vermelha indica ausência de perigo à saúde do paciente em relação a risco de morte, porém estes contém efeitos colaterais. A receita deve ser apresentada no ato da compra e em alguns casos deve ficar retida no estabelecimento. Tarja preta A tarja preta indica nos medicamentos risco médico e devem ser vendidos somente com receita médica e retenção desta. A venda de medicamentos de tarja preta no Brasil é controlada através de sistema eletrônico, implantado a partir de janeiro de 2008. O mecanismo impede o reaproveitamento de receitas e possíveis rasuras. Antigamente a venda destes medicamentos era anotada manualmente em livros que eram posteriormente recolhidos pela ANVISA. Produtos controlados Notificação de receita A notificação de receita, no Brasil, é uma prescrição medicamentosa escrita padronizada, que acompanha a receita e a autoriza. São utilizadas cores para indicar o grupo medicamentoso de risco. Assim, utiliza- se entorpecentes (cor amarela), psicotrópicos (cor azul) e retinóides de uso sistêmico e imunossupressores (cor branca).https://pt.wikipedia.org/wiki/Prescri%C3%A7%C3%A3o_m%C3%A9dica#cite_note-1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil https://pt.wikipedia.org/wiki/Entorpecente https://pt.wikipedia.org/wiki/Amarelo https://pt.wikipedia.org/wiki/Psicotr%C3%B3pico https://pt.wikipedia.org/wiki/Azul https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Retin%C3%B3ide&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Imunossupressor https://pt.wikipedia.org/wiki/Branco 26 Grupos de produtos controlados Grupo Exemplos A1 Entorpecentes : analgésicos, opióides e não opióides, analgésicos gerais A2 Entorpecentes : analgésicos, opióides e não opióides A3 Psicotrópicos : estimulantes do sistema nervoso central B1 Psicotrópicos : antiepiléticos, indutores do sono, ansiolíticos, antidepressivos, tranquilizantes B2 Psicotrópicos : anorexígenos C1 Controle Especial : antidepressivos, antiparksonianos, anticonvulsivantes, antiepiléticos, neurolépticos e anestésicos C2 Retinóides : tratamento de acne cística severa C3 Talidomida : reação leprótica (medicamento usado por gestantes contra enjoo que causava má formação do feto, fato foi muito discutido há algumas décadas) C4 Antiretrovirais : infecções originadas do HIV C5 Anabolizantes D1 Precursores de Entorpecentes / Psicotrópicos D2 Precursores de Síntese de Entorpecentes E Plantas F Produtos de uso proscrito no país https://pt.wikipedia.org/wiki/Entorpecente https://pt.wikipedia.org/wiki/Analg%C3%A9sico https://pt.wikipedia.org/wiki/Opi%C3%B3ide https://pt.wikipedia.org/wiki/Psicotr%C3%B3pico https://pt.wikipedia.org/wiki/Anorex%C3%ADgeno https://pt.wikipedia.org/wiki/Antidepressivo https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Antiparksoniano&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Anticonvulsivante https://pt.wikipedia.org/wiki/Anest%C3%A9sico https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Retin%C3%B3ide&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Acne https://pt.wikipedia.org/wiki/Talidomida https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Antiretroviral&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/HIV https://pt.wikipedia.org/wiki/Anabolizante 27 Principais Siglas e Abreviaturas encontradas nas Prescrições Médicas A/O: Ambos os Olhos ou Ouvidos ACM: A Critério do Médico AMP: Ampola BID: 2 vezes ao dia BPM: Batimentos por Minuto cc: Centímetro Cúbico Ca: Cálcio CAPS: Cápsulas cm: Centímetro cm3: Centímetro Cúbico COL: Colírio COMP ou CP: Comprimidos CPM: Conforme Prescrição Médica CR: Creme D: Dia DRG / DG: Drágea ENV: Envelope EV/IV: Endovenosa/Intravenosa FLAC / FL: Flaconete FR: Frasco g/gr: Grama GT/GTS: Gota/Gotas INJ: Injetável h: Hora H202: Água Oxigenada ID: Intradérmica IM: Intramuscular IN: Intranasal KCl: Cloreto de Potássio kg: Kilograma KMnO4: Permanganato de Potássio L: Litro µg / mcg: Micrograma mg: Miligrama mm: Milímetro MTN: Manhã, Tarde, Noite NaCl: Cloreto de sódio NBZ: Nebulização O2: Oxigênio OD: Olho ou Ouvido Direito OE: Olho ou Ouvido Esquerdo PA: Pressão Arterial POM/PM: Pomada QD: 1 vez ao dia (todos os dias) QID: 4 vezes ao dia q.s.p.: Quantidade Suficiente Para S/N: Se Necessário SC: Subcutânea seg: Segundo SF: Solução Fisiológica / Soro Fisiológico SG: Solução Glicosada / Soro Glicosado SGF: Soro Glicofisiológico SL: Sublingual Sol: Solução SUP / SP: Supositório SUSP / SS: Suspensão SY: Spray TB: Tubo TD: Transdérmico TID: 3 vezes ao dia TRO: Terapia de Rehidratação Oral U: Unidades U.I.: Unidades Internacionais USO INT: Uso Interno USO EXT: Uso Externo VD: Vidro VOL.: Volume V.O: Via Oral 28 Mg: Magnésio mL: Mililitro min: Minuto V.R: Via Retal V.V: Via Vaginal XPE/XP: Xarope CUIDADOS QUE SE DEVE TOMAR AO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS A administração de medicamentos, prática realizada nas instituições hospitalares sob responsabilidade da equipe de enfermagem, deve ser vista por todos os profissionais de saúde envolvidos com a terapia medicamentosa como apenas uma das partes do processo de medicação. No que diz respeito à enfermagem esta deve ater-se não somente aos procedimentos técnicos e básicos inerentes à profissão, mas identificar os caminhos percorridos pelo medicamento desde o momento que o médico o prescreve até a sua administração ao paciente e analisar criticamente o sistema de medicação, refletindo sobre suas possíveis falhas e causas. A enfermagem deve colaborar com a segurança do sistema buscando soluções para os problemas existentes, além de colaborar com pesquisas sobre esta temática. A utilização de medicamentos é uma das intervenções mais utilizadas no ambiente hospitalar, no entanto, ao longo dos últimos anos, têm-se evidenciado a presença de erros no tratamento medicamentoso causando prejuízos aos pacientes que vão desde o não-recebimento do medicamento necessário até lesões e mortes. A administração de medicamentos corresponde a última oportunidade de prevenir um erro na medicação que pode ter surgido já na prescrição ou na dispensação dos medicamentos. Os profissionais de saúde devem estar cientes e alertas para este fato e buscar, permanentemente, medidas de prevenção de erros através de novos conhecimentos, condutas ou de estratégias que visem proteger todos os envolvidos, principalmente o paciente. Obter uma visão ampla do sistema de medicação possibilita aos profissionais condições de análise e intervenções que garantam uma assistência responsável e segura ao paciente e a si próprio. A partir dessas considerações esse estudo tem por objetivo discorrer sobre tipos e causas de erros na medicação e sobre a importância de que haja uma visão ampla do sistema de medicação dentro da instituição hospitalar. 29 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTO POR VIA PARENTERAL O termo parenteral refere-se à administração de drogas ou nutrientes por qualquer via que não seja a oral e a intestinal. A especificidade de cada medicamento, o tipo de ação desejada(local ou geral) e a velocidade de absorção pretendida, determinam a escolha desta ou daquela via, porém, qualquer que seja a escolha, a administração exige muitos cuidados, como: técnica especializada, material absolutamente estéril do inicio ao fim do procedimento e encaixe perfeito dos componentes da seringa e da agulha na seringa. Os medicamentos parenterais são comumente injetados: No músculo -> injeção intramuscular(IM). Na veia -> injeção intravenosa ou endovenosa(IV ou EV). No tecido subcutâneo -> injeção subcutânea ou hipodérmica(SC). Sob a epiderme -> injeção intradérmica(ID). Todas as vias têm a vantagem de apresentar uma absorção mais rápida do que a via oral ou intestinal e sendo a absorção mais completa, pode -se determinar doses mais precisas e prever com maior segurança seus resultados. A desvantagem é que uma vez ministradas, não é possível retirá-las, e como são absorvidas rapidamente, pode haver uma lesão considerável em pouco tempo, devido a uma droga dada por engano. Como a pele é rompida em todas estas vias, existe também o risco de uma infecção, por isso devem ser preparadas e administradas com técnica asséptica. CUIDADOS BÁSICOS ANTES DA APLICAÇÃO Quanto à sala de preparo de medicação: Ambiente arejado, boa iluminação; Bancada de preparo, pia com torneira, suporte para sabão liquido, papel toalha, lixeira com tampa; 30 Recipiente de parede rígida para coletar os resíduos. Quanto ao armazenamento de seringas e agulhas descartáveis Local fresco, sem umidade, isento de poeira, longe de material perfurante ou cortante que possa romper as embalagens; Seringas e agulhas dispostas de acordo com seu calibre; Podem ser guardadas em gavetas ou armários fechados; As embalagens das seringas e agulhas devem manter-se intactas até o momento de sua utilização, a fim de evitar contaminação. Quanto à prescrição médica: Deve-se verificar: nome do paciente, data da prescrição, nome do medicamento, concentração e dosagem a administrar, horário de administração, assinatura e o número de registro no respectivo Conselho Regional. Quanto ao medicamento: Observar: aspecto da substância e validade da droga. Quanto à lavagem das mãos: As mãos são consideradas veículos de contaminação quando não levadas em consideração três fatores fundamentais: técnica correta, freqüência e condições adequadas para a lavagem das mesmas. A técnica de lavagem das mãos deve ocupar o papel principal no controle das infecções, devido a sua importância no combate às infecções cruzadas(transmissão de germes do profissional para o paciente). EQUIPAMENTO USADO: 1- Seringas: tem o cilindro e o êmbolo ( retira e instila o medicamento). O tamanho da seringa é medido em: ml, cm³, unidade. Tamanho varia de 1 a 60ml. 2- Agulhas: tem vários comprimentos – vai depender da profundidade da instilação ( o comprimento da agulha varia de 6,3mm a 7,6cm ); As agulhas mais longas (25,4mm a 37,9mm) são usadas para IM. 3- CALIBRE DA AGULHA: refere-se ao seu diâmetro ou largura, quanto menor o número, maior o diâmetro : os mais comuns são: 5,6,7,8,9,10 mm. O BIZEL CURTO É PARA INJEÇÃO INTRADÉRMICA (ID), SUBCUTÂNEA (SC), ENDOVENOSA (EV). PARA A INTRAMUSCULAR USA BIZEL LONGO. 31 TAMANHOS MAIS USADOS TIPO DE INJEÇÃO TAMANHO DA SERINGA TAMANHO DA AGULHA SUBCUTÂNEA até 1 ml 13x4,5 INTRAMUSCULAR 3 e 5 ml 25x7 25x8 INTRADÉRMICA 1 ml 13x4,5 INSULINA 1 ml 13X4,5 Requisitos básicos para administração parenteral - Drogas estéreis - Serem líquidas - Estarem isentas de substâncias pirogênicas - Os materiais para o preparo devem estar estéreis ou de preferência serem descartáveis - A administração tem que ser lenta. COMPLICAÇÕES QUE PODEM OCORRER - Infecção local: sinais flogísticos: edema, vermelhidão, calor local, dor – pode ter pus. - Infecção generalizada: microorganismos na corrente sanguínea (septicemia) - Má absorção da droga: formação de massa palpável ( nódulo). - Estresse emocional - Trauma tissular: injeções repetidas no mesmo local, musculatura hipotrófica, local impróprio, etc. - Fenômenos alérgicos: susceptibilidade do indivíduo ao produto. - Reação local: fenômeno de Arthus: reação provocada por injeções repetidas no mesmo local, caracterizada por infiltração, edema, hemorragia e necrose no ponto de inoculação. Reação geral: choque anafilático ( dilatação vascular, congestionamento da face, palidez, vertigem, agitação, ansiedade, tremores, cianose, edema de glote podendo chegar até a morte. 32 ORIENTAÇÕES PARA RETIRADA DO MEDICAMENTO DA AMPOLA - Selecione seringa e agulha - Quebre a ampola na direção contrária a do seu corpo ( proteja os dedos com algodão ou gaze. - Insira a agulha na ampola e aspire a medicação. - Proteja a agulha. ORIENTAÇÕES PARA RETIRADA DE MEDICAMENTO DE UM FRASCO - Retire a parte metálica que protege a tampa de borracha - Complete a seringa com volume de ar igual ao que será tirado do frasco e injete nele ( para aumentar a pressão no interior do frasco). - Isso facilitará a retirada do medicamento - Inverta o frasco, segure firme e puxe o êmbolo tirando a quantidade exata do medicamento. - Retire a agulha do frasco, já com o medicamento na seringa e a proteja. - RECONSTITUIÇÃO DO MEDICAMENTO É o processo de adição de líquido, conhecido como diluente, a uma substância em pó – (água estéril ou soro fisiológico). Rolar o frasco entre as mãos facilita a dissolução do medicamento em pó, deve estar sem agulha VIAS PARA INJEÇÃO - Intradérmica (ID) : feita entre as camadas da pele. - Subcutânea (SC): feita sob a pele, mas acima do músculo - Intramuscular (IM): no interior do tecido muscular - Endovenosa (EV): o medicamento é instilado na veia. INJEÇÃO INTRAMUSCULAR É a introdução do medicamento direto no músculo, devido a absorção ser mais rápida. TÉCNICA: a agulha é inserida na pele formando um ângulo de 90º, alcançando o tecido muscular. - Administrar até 3 ml do medicamento ( variando de 2 a 5 ml ). - Quadrante superior externo da região glútea ( músculo glúteo ): quadrante superior externo da nádegas, identificar bem o local para não causar danos no nervo ciático. - Divide a nádega em 4 quadrantes imaginários e faz no quadrante externo superior. 33 - Região do músculo deltóide: encontra-se na face lateral da parte superior do braço. É o local menos usado dos para IM, poe ser pequeno. É usado em adultos. - TECNICA : medir 4 dedos abaixo do ombro, no meio do músculo, no sentido da largura. OBSERVAÇÕES - É necessária habilidade e conhecimento da técnica para aplicação correta do medicamento. - Um risco da injeção IM é a penetração em um vaso sangüíneo, o que pode ser evitado aspirando um pouco antes de injetar a medicação. - Ao se fazer aplicação no glúteo observar o local de introdução da agulha por haver perigo de se atingir o nervo ciático. - . Região do vastus lateralis (face ântero-lateral da coxa): Encontra-se no interior da parte externa da coxa, no músculo que dá nome ao local. Grandes enervações e vasos sangüíneos estão ausentes nessa área, o que garante maior segurança. Local preferido para administrar injeções em crianças, pessoas magras, etc... - A região é encontrada colocando-se uma mão abaixo do trocanter maior, na parte superior da coxa. A agulha é inserida na área lateral da coxa. (distancia de 12 a 15cm abaixo do trocanter maior e, interiomente com a distancia de 9 a 12cm acima do joelho). 34 TÉCNICA DA INJEÇÃO IM - Bandeja contendo; algodão embebido em álcool, recipiente para desprezar o material sujo, medicamento prescrito. - Método: conferir nome do paciente, medicação, dosagem, vias de administração e horário. - Lavar as mãos. - Preparar o medicamento: agitar a ampola, limpar o gargalo, montar seringa com agulha. - Aspirar medicamento. - Explicar o procedimento ao paciente, colocando-o na posição certa. - Anti-sepsia do local. - Segurar firmemente o músculo com a mão esquerda, introduzir a agulha usando um ângulo de 90º. - Faça medicação, retire a agulha, fazendo leve compressão e massagem no local. - Checar a medicação. 35 INJEÇÃO INTRADÉRMICA – ID Introdução de pequena quantidade de líquido na camada dérmica. Normalmente usadas com propósitos diagnósticos. (testes de alergia) São usados pequenos volumes, no máximo 0,05 ml injetados. Os locais mais indicados são a face interna do antebraço, e região escapular. equipamento é uma seringa de no máximo de 1ml e calibrada em 0,01 ml, com agulha de calibre 13 x 4,5 – seringa de tuberculina é a usada. – o medicamento tem que ser feito em pequena profundidade. Técnica: limpe a área com algodão embebido em alcool, deixe a pele secar (para evitar irritação), segure o braço e estique a pele ( ajuda na penetração da agulha ). Segure a seringa quase paralela à pele ( ângulo de 10º a 15º, com o bisel apontado para cima, inserir a agulha. Não massageie a área após a injeção. INJEÇÃO SUBCUTÂNEA É a administração do medicamento no tecido subcutâneo. medicamento instilado entre a pele e o músculo é absorvido mais lentamente que nas injeções IM. volume é em geral de até 1 ml. A via costuma ser usada para a administração de insulina e de heparina.- no caso da heparina se fizer lentamente pode causar menos desconforto. Os locais mais usados são parte superior do braço, coxa, abdomen, costas. material usado é uma seringa para insulina, com agulha calibre 13 x 4,5, bolas de algodão umedecidas em álcool, lavar as mãos, explicar o que vai ser feito - Técnica: em uma pessoa de peso médio usa-se um ângulode 90º; aspirar, injetar a medicação, retirar a agulha; nas aplicações de insulina não fazer massagem, anotar a medicação feita, guardar o frasco de insulina na geladeira. Em pessoas mais obesas usar 36 ângulo de 45º. ADMINISTRANDO INSULINA A insulina é um hormônio administrado por injeção subcutânea. Uma seringa de insulina comporta um volume até 1 ml, mas é calibrada em unidades. Os pacientes que necessitam de insulina recebem uma ou mais injeções diária. ADMINISTRANDO HEPARINA A heparina é uma droga anticoagulante, podendo ser feita por via SC ou EV, conforme prescriçao médica. São usadas seringas de tuberculina pelo fato da dosagem ser pequena. A agulha deve ser trocada após ser usada para retirar a dosagem de um frasco com dose múltipla, 37 devendo ser distribuida por outra para administração. Fazer rotatividade no local das injeções – colocar compressa gelada no local da injeção para fazer vasoconstrição. O êmbolo não deve ser aspirado uma vez a agulha no local. – massagens locais são contra indicadas. MEDICAÇÃO ENDOVENOSA CONCEITO: É a administração de medicação através de um acesso venoso, feito através de venopunção. As vias podem ser periféricas (feita por enfermeiros) ou centrais. MOTIVO DA ESCOLHA DA VIA: • Necessidade de reação rápida numa emergência; • Quando a doença afetar a absorção ou o metabolismo do medicamento (ex.: paciente com queimadura grave.); • Evitar desconforto das outras vias de injeção; • Quando a droga precisa ser mantida num nível terapêutico; • Quando a terapia medicamentosa for prolongada. • CATÉTER PARA ENOPUNÇÃO: • Existem vários tipos para serem utilizados. • Os cateteres podem ser adquiridos em diversos diâmetros ou calibres. • Quanto maior o número do calibre, menor o diâmetro. • O diâmetro deve ser sempre menor do que a veia, onde vai ser inserido. •Material também usado: luvas, garrote, algodão com solução anti-séptica, fita adesiva para prender a agulha. • As veias da mão e do antebraço são as mais usadas para venopulção, as do couro cabeludo são utilizadas no caso de bebês e crianças pequenas. 38 39 PUNCIONANDO A VEIA - Examine os locais para punção - Trazer o material que será usado: fita adesiva, cateter, butterfly ( escalpe) algodão com solução anti-séptica. - Colocar o paciente de forma adequada e confortável. - Lavar as mãos. - Aplique o garrote 5 a 10 cm acima da veia a ser utilizada, isso distenderá a veia. - Faça anti-sepsia e espere secar. - Ponha luvas - Posicione o cateter de venopunção com o bisel para cima a um ângulo de 45º e puncione. - No caso de abocath, espere aparecer o sangue e acabe de inserir a agulha. - Solte o garrote e conecte o equipo, prendendo o cateter com agulha 40 41 TIPOS DE INFUSÃO INFUSÃO CONTÍNUA: É a instalada durante várias horas – método também chamado de gotejamento contínuo. INFUSÃO INTERMITENTE: É aquela em que a medicação EV é dada em um intervalo de tempo curto. Pode ser feita: •Em BOLUS: o termo refere-se a uma substância que é dada toda de uma vez. É aquela em que um medicamento não diluido é dado todo pela veia – o termo IMPULSO é utilizado para descrever uma administração em bolus – a administração é feita através de um orifício de entrada em um equipo já existente. •INFUSÃO SECUNDÁRIA: envolve a administração de uma droga que foi diluida em um volume pequeno de solução ( 50 a 100 ml – durante 30 a 60 min ). CATETER VENOSO CENTRAL É um dispositivo de acesso venoso que vai até a veia cava ou o átrio direito. É usado quando: o medicamento vai ser usado a longo prazo, quando a medicação EV está irritando as veias periféricas, quando a inserção do cateter periférico está difícil. 42 MEDICAMENTOS VIA ORAL O CATETER pode ter um único ou múltiplos lúmens: cada um infunde através de canal separado e sai do cateter em um local diferente. As medicações não interagem uma com as outras. Um lúmen não utilizado pode ser fechado e mantido desobstruido através de irrigação programada com solução salina ou heparina. As drogas podem ser deglutidas ou instiladas numa sonda. Os medicamentos são absorvidos pelo trato gastrointestinal. Os medicamentos podem estar em forma líquida ou sólida. medicamento pode estar revestido por uma substância que sómente dissolve depois de passar pelo estômago (não mastigar, triturar, não cortar). medicamento também pode ser dado sublingual. A administração deve ter um horário pré-determinado ( ex: 4 vezes por dia- 8 12 16 20) Planeje administrar o medicamento dentro de meia a uma hora no horário programado. Faça o preparo seguro da droga. TÉCNICA Lave as mãos Leia e compare o rótulo do medicamento com a prescrição ( 3 vezes), para garantir o medicamento certo. Confira a prescrição da dosagem Evite tocar no medicamento. Derrame o líquido do lado contrário ao rótulo. Coloque a medida exata. Coloque o paciente sentado ( facilita a deglutição) Identifique o paciente antes de dar o medicamento (paciente certo) Coloque água num copo e ofereça (antes e depois) Ingerir o medicamento um de cada vez ( evitar asfixia ) Permaneça com o paciente até o medicamento ser deglutido) Recoloque o paciente em posição de conforto Anote a medicação dada Avalie a reação do paciente medicamento sempre deve ser trazido até o leito Dê a droga apenas que você preparar Não deixar o remédio no quarto. 43 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAÇÃO POR SONDA ENTERAL ORIENTAÇÕES: Usar medicação líquida (para não obstruir a sonda ) Adicione de 15 a 60 ml aos medicamentos mais espessos (facilita administração) Misture cada droga em separado com um mínimo de 10 a 30 ml de água. Use água morna ao misturar drogas em pó ( facilita diluição ) Fure a extremidade de uma cápsula gelatinosa e aperte ou aspire com agulha e seringa Triture os comprimidos ( facilita a absorção ) Interrompa a alimentação via sonda durante 15-30 min antes da administração de medicação e após a mesma ( facilita a ação terapêutica da droga ) Lave as mãos antes do procedimento Prepare cada medicamento separadamente. Coloque o paciente em fowler ( evita o refluxo gástrico ) Ponha luvas ( evitar contato com secreções ) Adapte a seringa e instilar 15 a 30 ml por gravidade ( enxaguar a sonda antes da medicação. Evite instilar ar Aplique suave pressão com o êmbolo da seringa se o medicamento não fluir com facilidade Entre cada medicação injetar 5 ml de água ( evitar interação das drogas ) Injetar 30 ml de água após todas as drogas terem sido injetadas. Feche a sonda por 30 min e mantenha a cabeceira da cama elevada ( evitar refluxo do medicamento ) Observe o abdome após administração, presença de naúseas e vômito ) 44 MEDICAÇÃO TÓPICA VIAS COMUNS DE ADMINISTRAÇÃO TÓPICA VIA LOCAL VEÍCULO cutânea pele Unguento, creme, loção, sublingual Sob a língua Comprimido, spray bucal Entre as maçãs do rosto e pastilha vaginal Na vagina ducha 45 retal No reto Supositório, irrigação auditiva ouvido Gotas, irrigação Oftálmica nasal Olho nariz Gotas, unguento Spray, unguento APLICAÇÕES CUTÂNEAS: São aquelas que as drogas são friccionadas na pele ou colocadas em contato com ela Exemplo: pomadas emplastros unguentos APLICAÇÃO DE UM UNGUENTO: Unguento é um medicamento incorporado a um agente transportador, podendo ser uma pomada, óleo, loção ou creme, e passado na pele. TÉCNICA DE APLICAÇÃO: •Lave as mãos •Ponha luvas ( caso sua pele ou do paciente não estejam íntegras ). •Limpe a área de aplicação com água e sabão (promover absorção ) •Aqueça o unguento caso ele venha a ser aplicado em área sensível ( promove conforto) •Agite o conteúdo de unguentoslíquidos ( facilitar mistura ) •Aplique na pele com a ponta dos dedos, com uma bola de algodão ou gaze •Friccione na pele •Aplique calor local na área , se desejado ( facilita absorção ) Medicação por via intradérmica É a administração de pequena quantidade de líquido (0,1 ml) na camada dérmica,utilizando seringa milimetrada e agulha hipodérmica.Sendo esta via indicada para aplicação da vacina BCG,testes alérgicos e tuberculínicos. http://3.bp.blogspot.com/-cso3H3SeXY8/TeK1tkR2PaI/AAAAAAAAADg/g-dEP_halcM/s1600/hfgh.jpg 46 A área usada para aplicação é a face interna do ante-braço.A área deve ter pouca pigmentação,poucos pelos,pouca vascularização superficial e ser de fácil acesso para leitura dos resultados das reações aos alérgenos introduzidos. Retirar a agulha e não friccionar ou massagear o local,a fim de evitar reação entre a substância injetada e o anti-séptico,o que poderia inativar ou diminuir a potência da substância administrada ou causar reação alérgica no local,se houver refluxo da solução ou entrada do anti-séptico pelo orifício da punção. Proceder a leitura: 4 Teste alérgico: 15 minutos após a aplicação. 4PPD: 24,48 e 72 horas após a aplicação. Observações: Por essa via não se faz anti-sepsia da região,pois poderá ocorrer reações falso positivas em testes de sensibilidade e redução da atividade das vacinas aplicadas.Para evitar possíveis reclamações por parte do cliente,utilizar uma bola de algodão seca. APLICAÇÕES NASAIS http://3.bp.blogspot.com/-LxIK5zgEK1k/TeK11mTuVkI/AAAAAAAAADk/Y3qxqAmVYg4/s1600/dfas.jpg 47 •Os medicamentos são aplicados em gotas ou spray no interior do nariz •Os sprays se usados com muita frequência podem edemaciar a mucosa do nariz •Coloque o paciente sentado com a cabeça inclinada para trás •Oriente para respirar pela boca, enquanto as gotas são instiladas •Se for em spray, colocar a extremidade do recipiente dentro da narina, ocluindo a narina oposta, orientando para que aspire enquanto o medicamento é apertado •Repita o mesmo procedimento na narina oposta •Permanecer na posição por 5 min 48 • Introdução na vagina de líquidos ou medicamentos • Lavagem vaginal: indicada para drenar secreções vaginais anormais • Aplicação de pomadas: feita com aplicador próprio, lubrificar a ponta do aplicador com vaselina • Nos procedimentos calçar luvas, colocar a paciente em posição ginecológica, fazer higiene íntima antes • Após aplicar pomadas deixar em decúbito dorsal por 15 minutos 49 APLICAÇÃO DE CALOR Consiste na aplicação de calor sobre a pele: • Calor seco por meio de bolsa de água quente, bolsas elétricas, raios infravermelhos. • Calor úmido: Por meio de compressas quentes FINALIDADE DA APLICAÇÃO • Relaxar a musculatura • Aquecer o paciente • Aumentar a circulação no local da aplicação • Aliviar a dor CONTRA-INDICAÇÃO • Hemorragias • Lesões abertas e feridas cirúrgicas • Fenômenos tromboembolíticos nos membros inferiores • Hemofilia ou fragilidade capilar BOLSA DE ÁGUA QUENTE Material: Bolsa de borracha, fronha ou toalha. Técnica: Por água quente na bolsa, colocar em superfície plana e expelir pelo gargalo o excesso de ar e água, fechar a rolha, secar a bolsa, colocá-la dentro da fonha, aplicar na região indicada COMPRESSAS QUENTES : PODEM ALIVIAR A DOR Material: Compressas, bacia com água quente, toalha impermeável. Técnica: Forrar a cama com o impermeável e a toalha, colocar as compressas dentro da água quente e torcê-las, colocar compressa na região indicada, repetir procedimento por 15min., secar a região e envolver com toalha ao terminar as aplicações, observar temperatura da água para não provocar queimaduras. APLICAÇÕES FRIAS : PODE ALIVIAR A DOR É a aplicação de frio sob a forma de: - Frio seco: bolsa de gelo - Frio úmido: compressas úmidas FINALIDADE DA APLICAÇÃO: - diminuir hipertermia - Diminuir dor - Estancar hemorragia - Diminuir processos inflamatórios - Diminuir dor e edema nas luxações ou contusões CONTRA INDICAÇÕES - Paciente com estase circulatória 50 - Paciente desnutrido BOLSA DE GELO Material: Bolsa de gelo, fronha e cuba com pedras de gelo Procedimento: • Encher a bolsa com pedaços de gelo até a metade; • Retirar o ar e fechar • Colocar a bolsa numa fronha • Aplicar num local indicado • Deixar o tempo necessário, renovando quando o gelo derreter COMPRESSAS FRIAS Material: Bacia com água gelada ou gelo, compressas, toalhas. Procedimento: • Forrar a cama e o local da aplicação com uma toalha • Molhar as compressas, torcê-las • Retirar a toalha e aplicar compressas frias • Preparar outra compressa para substituir a que está no paciente • Ao final, enxugar o local com a toalha • Observar sinais de isquemia e necrose nas aplicações demoradas OBSERVAÇÕES IMPORTANTES • Ao usar qualquer forma de compressa (quente ou fria) é importante checar a temperatura • Não aplicar calor ou frio diretamente à pele Aplicação de bolsa de gelo ou compressas frias são eficazes no alívio da dor 51 Medicações Oftálmicas TÉCNICA JUSTIFICATIVA DA AÇÃO Lave as mãos Remover microorganismos colonizadores Identificar o paciente chamando-o pelo nome Garantir que o medicamento será administrado ao paciente certo Coloque o paciente na posição sentada com a cabeça levemente inclinada para trás e para o lado do olho em que o medicamento será instilado Evitar a passagem da droga no duCto nasolacrimal ou que pingos caiam no rosto ao piscar Limpe as pálpebras e os cílios,caso haja resíduos.Use uma bola de algodão ou um lenço umedecido em água Promover o conforto e maximizar o potencial de absorção Esfregue o olho a partir do canto próximo ao nariz,denominado canto interno,na direção do canto externo Movimentar os resíduos para longe do ducto lacrimal Oriente o paciente para olhar na direção do teto Evitar olhar diretamente para o aplicador,o que geralmente causa o reflexo de piscar ao aproximar-se do olho Faça uma bolsa na pálpebra inferior,puxando a pele sobre a órbita óssea para baixo Oferecer um reservatório natural para depositar o líquido terapêutico Movimente o recipiente do medicamento a partir da região inferior da linha de visão do paciente ou a partir do lado do olho Evitar o reflexo de piscar Segure firme o recipiente acima do local da instilação sem tocar a superfície do olho Evitar lesões http://3.bp.blogspot.com/-8iS_07nvXjc/TcID1pSbcDI/AAAAAAAAACs/uscazC6CPv4/s1600/01.jpg 52 Instile a quantidade receitada de gotas do medicamento no olho correto,na bolsa formada pela conjuntiva Obedecer à prescrição médica,administrando a dose certa Se for usada pomada,aperte uma faixa da mesma sobre a margem da pálpebra inferior Aplicar a pomada na conjuntiva Oriente o paciente para que feche as pálpebras suavemente e,depois,para que pisque várias vezes Distribuir a droga Limpe os olhos com um lenço de papel limpo Remover o excesso de medicamento e promover o conforto 53 TÉCNICA JUSTIFICATIVA DA AÇÃO Lave as mãos Remover microorganismos colonizadores Identificar o paciente chamando-o pelo nome Garantir que o medicamento será administrado ao paciente certo Ajude o paciente a sentar-se com a cabeça inclinada para trás,ou para o lado,caso a droga precise alcançar um dos sinus da face Facilitar o depósito da droga onde seu efeito é desejado Caso o paciente não consiga sentar- se,conceda uma toalha enrolada ou um travesseiro sobre o pescoço Oferecer apoio e ajudar na posição do paciente Retire a tampa do medicamento,à qual costuma estar acoplado um gotejador Oferecer um meio de administrar o medicamento Direcione a ponta da pipetana direção da passagem nasal e aperte a parte de Depositar a droga na narina,e não na garganta,e garantir a administração na dose certa 54 borracha na pipeta para administrar a quantidade de gotas prescritas Oriente o paciente para respirar pela boca,enquanto as gotas são instiladas Evitar a inalação de gotas maiores Se a droga estiver em spray,colocar a extremidade do recipiente exatamente dentro da narina Administrar o medicamento na passagem nasal Oclua a narina oposta Administrar a medicação em uma passagem nasal e depois em outra Oriente o paciente para que aspire à medida que o recipiente é apertado Distribuir o aerosol Aconselhe o paciente à permanecer na posição por cerca de cinco minutos Promover a absorção local Tampe o recipiente e guarde-o no local apropriado Seguir os princípios de assepsia e demonstrar responsabilidade pela propriedade do paciente Medicação Otológica É aquela em que é instilada uma droga na porção externa do ouvido. Instilando medicamento no ouvido: o cliente deve estar sentado, com a cabeça inclinada. tracionar o pavilhão auricular para cima e para traz. instilar o medicamento. oriente ao paciente para permanecer nessa posição por pouco tempo. uma bola pequena de algodão pode ser colocada, sem apertar, na orelha para absorver o excesso do medicamento. http://4.bp.blogspot.com/-HY44o5koomo/TcL6ZdfnHgI/AAAAAAAAAC0/7HNvfK9BT5g/s1600/Medica%C3%A7%C3%A3o+Via+Otol%C3%B3gica.jpg 55 é adequado aguardar cerca de 15 minutos, caso o medicamento precise ser instilado no outro ouvido. não tocar a extremidade do recipiente no ouvido do cliente, para evitar a contaminação do mesmo. 56 O supositório é uma massa medicamentosa oval ou cônica que é inserida em uma cavidade do corpo, como o reto. A razão mais freqüente para a inserção de um supositório é o uso de uma droga que promoverá a expulsão das fezes. Material: Supositório Luvas de procedimento. Método: Explicar ao paciente o procedimento que será realizado. Colocar o biombo. Colocar o paciente na posição de Sims. Cubra o paciente, expondo apenas suas nádegas. Lavar as mãos e colocar as luvas. Separar as nádegas para ter uma total visão do ânus. Introduzir o supositório, primeiro a extremidade afunilada, para além do esfíncter interno, cerca da distância de um dedo(ou pelo lado mais grosso). Solicitar ao paciente que tente reter o supositório por um mínimo de 15 minutos. 57 Retirar as luvas e lavar as mãos. Anotar o cuidado prestado. Medicação Oral Via Oral: deglutição Via Bucal: colocar o comprimido entre a bochecha e a gengiva Via sub-lingual:embaixo da língua- esperar dissolver Por sonda: diluir e administrar com seringa TÉCNICA PARA ADMINISTRAÇÃO VIA ORAL: Lavar as mãos Não encostar no comprimido Oferecer água, pois aumenta a absorção do medicamento Sabor desagradável - água fria 58 Garantir que o paciente engoliu Suspensões: agitar o frasco antes de retirar a solução. Xaropes: manter o rótulo virado para a palma da mão, evitando que o líquido escorra e manche o mesmo.Limpar a borda do frasco com papel toalha. Rotular os copinhos usados para colocar a medicação com nome do paciente,medicamento,dose e via a ser administrada, evitando erros por troca de medicamentos. 59 OXIGENOTERAPIA É uma intervenção terapêutica, através da administração de oxigênio, visando melhorar a oxigenação das células. A terapia requer: •Uma fonte de oxigênio •Um fluxômetro ( regula a quantidade de oxigênio oferecida ao paciente) •Umidificador ( o oxigênio resseca as mucosas por isso na maioria das vezes é oferecido umidificado Método de administração de oxigênio mais usados 1-Cateter nasal : simples , tipo óculos . Usado para administrar concentrações baixas de O2 ( mais de 4l resseca a mucosa). .É de fácil aplicação 2- Máscara de venturi: método mais seguro e exato para liberar concentração necessária de oxigênio. 60 Considerações importantes: •O oxigênio é um gás inodoro, insípido, transparente. •Ele alimenta a combustão •A gasometria ( determinação laboratorial dos gases arteriais), é a forma de averiguar a necessidade e a eficácia da oxigenoterapia. OXIMETRIA: ( aparelho oxímetro, fixado em alguma parte do corpo: dedo, orelha) .mede a saturação de O2 do sangue . Uma medida inferior a 90% é preocupante . Se permanecer abaixo de 70% exige terapia . Explique o procedimento ao paciente. . O tremor do paciente pode interferir na medida . O sensor é conectado a um microprocessador. HIPÓXIA: concentração de oxigênio insuficiente a nível celular HIPOXEMIA: concentração de oxigênio insuficiente no sangue arterial SINAIS DE MÁ OXIGENAÇÃO taquipnea, taquicardia. Inquietação, confusão mental, prostração, convulsão, podendo ocorrer até parada respiratória. 61 MATERIAIS PARA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS A via parenteral é via de administração de drogas ou nutrientes por meio de injeções pelas vias intradérmica (ID), subcutânea (SC), intramuscular (IM), intravenosa (IV) ou endovenosa (EV). Para isso necessitamos conhecer os materiais como agulhas e seringas... SERINGA É um equipamento usado por profissionais da área da saúde para inserir substâncias líquidas por via intravenosa, intramuscular, intracardíaca, subcutânea, intradérmica, intra-articular; retirar sangue, etc. Trata-se de um dispositivo que pode ser feito em vidro, em metal ou em plástico, sendo esta primeira forma menos usual atualmente pela dificuldade adicional em se esterilizar a seringa. Assim, a mais utilizada são as descartáveis. Esta contém uma parte móvel, que seria o êmbolo, a qual contribui para uma variação de volume de um determinado líquido contido nesta. Graduação das Seringas Seringas de 20 ml: escala de 1 ml Seringas de 10 ml: escalas de 0,2 ml http://1.bp.blogspot.com/-Qm6hRc39Aos/VL7v-LWjmFI/AAAAAAAAAg8/EYrJgwSbunQ/s1600/material.jpg 62 Seringas de 5 ml: escalas de 0,2 ml Seringas de 3 ml: escalas de 0,1 ml Seringas de 1 ml: escalas de 0,1 ml, 2 U, 1 U. Vias de utilização das seringas ID: seringas de 1ml SC: seringas de 1ml IM: seringas de 3 e 5 ml EV: seringas de 10 ou 20 ml Atenção 1 ml = 1 cm³ = 1 CC 1 U = 0,01 ml AGULHA É uma haste metálica ou plástica com um orifício que vai de uma extremidade a outra, para passagem de fluido. A espessura calibre é consoante a viscosidade do fluido e o calibre da veia ou artéria que se quer alcançar. Existem outras duas formas de uso além da intravenosa, que são subcutânea e intramuscular. Agulhas 40 x 12 – aspiração e preparo de medicações 30 x 7 – aplicação EV paciente adulto 25 x 7 – aplicação EV paciente adulto http://1.bp.blogspot.com/-VPgqRr53smI/VL7waZ96NkI/AAAAAAAAAhE/ufWAaOxYvUk/s1600/seringa3.jpg 63 30 x 8 – aplicação IM paciente adulto 25 x 8 – aplicação IM paciente adulto 20 x 5,5 - aplicação IM crianças 13 x 4,5 – aplicação ID e SC 13 x 4,0 – aplicação IC e SC EQUIPO PARA INFUSÕES Indicado para uso de profissionais da área da saúde com a finalidade de infundir soluções parenterais em paciente por gravidade. Pode ser combinado com agulhas, scalps, cateter, torneirinha e outros dispositivos de infusão.Possui uma pinça rolete ou regulador de fluxo destinado ao controle de gotejamento, regula o fluxo de solução entre o zero e o máximo. Além do injetor lateral em “Y” destinado à aplicação injeções de medicamento, através da introdução de agulhas na membrana auto-cicatrizante, o equipo apresenta um suporte para dedos que atende a NR 32. http://1.bp.blogspot.com/-h3vJGCuSXME/VL7wzKhs8PI/AAAAAAAAAhQ/Rvr5tXTCA0Y/s1600/AGULHA.jpg64 BURETA Dispositivo para infusão, controle de fluxo e dosagem de soluções parenterais. Com câmara graduada de 150 ml permitindo a visualização precisa do fluxo de escoamento. Tubo flexível que liga a ponta perfurante a câmara graduada (bureta), contém uma pinça clamp “corta-fluxo” que possibilita a interrupção do preenchimento da bureta a qualquer momento. O gotejamento flexível em microgotas e a escala graduada em 1 ml em 1 ml. Muito utilizado em pacientes pediátricos e Neo-Natal. Pode ser usado combinado com agulhas, scalps, cateter, torneira e outros dispositivos de infusão. http://3.bp.blogspot.com/-l7DdZc36ZZ0/VL7xKDvjNTI/AAAAAAAAAhY/onPsz1x-TO0/s1600/equipo+p+infusao.jpg http://2.bp.blogspot.com/-jKsdJKl00YQ/VL72wxfKUaI/AAAAAAAAAiE/fCuBfabRpM0/s1600/macro+e+microgota.jpg 65 CATÉTER FLEXÍVEL (JELCO) São cateteres para infusão de soluções e drogas intravenosas, numerados em números pares, sendo que, quanto maior o número, menor é o calibre da agulha, indicado também para manter a hidratação e / ou desidratação correta se paciente é incapaz de tomar liquido suficiente via oral. Cateter em poliuretano ou teflon.Canhão colorido componente de união do tubo de agulha, promovendo comunicação e com seu corpo, recebe uma codificação através de cores determinado o calibre da agulha. Produto de uso único, estéril, atóxico e apirogênico. SCALPS http://1.bp.blogspot.com/-iDT8FMK0_Qs/VL7zP9pgudI/AAAAAAAAAhg/GPsAVCq-870/s1600/BURETA11.jpg http://4.bp.blogspot.com/-PX98pF7fecQ/VL75XxFxddI/AAAAAAAAAiY/vZ2dMIezgM0/s1600/JELCO.jpg 66 São cateteres para infusão de medicações rápidas, numerados em números ímpares, sendo que, quanto menor o número, maior é o calibre da agulha. Devem antes de serem inseridos na veia (punção) ser totalmente preenchidos com solução SF 0,9%, caso seja para coleta de sangue, antes da punção, retirar o ar de toda a extensão do cateter.Produto de uso único, estéril, atóxico e apirogênico. MULTIVIAS Indicado para infusão endovenosa simultânea de soluções parenterais. TORNEIRINHA São utilizadas como complemento do equipo, com função de administração simultânea de múltiplas soluções endovenosas. Esses dispositivos são especialmente desenhados para administrar simultaneamente drogas e soluções endovenosas. Manipulo giratório, com rotação de 360º e com indicação de fluxo. http://2.bp.blogspot.com/-k-l2oJjJ24w/VL70KJ7-NqI/AAAAAAAAAhw/TB9MTJCQhWs/s1600/SCALP.jpg http://1.bp.blogspot.com/-xqaMCqDnkTE/VL71vEUmMPI/AAAAAAAAAh8/vBcM2Va8a8E/s1600/multivia+e+tornerinha.jpg 67 http://2.bp.blogspot.com/-RYxJw7rQkTE/VL72xBYokhI/AAAAAAAAAiI/lNj-jibqM84/s1600/fixa%C3%A7%C3%A3o.jpg 68 O SORO Quando se fala em soro, a gente logo pensa naquele saquinho pendurado ao lado da cama dos doentes. Pode ser, mas mesmo esse soro hospitalar não tem apenas uma única composição. A sua composição varia de acordo com o seu uso. Tem o soro glicosado, por exemplo, que contém 5% de glicose dissolvida em água destilada. Existem diferentes tipos de soros de reposição de eletrólitos (isotônicos), sendo que os principais são o soro fisiológico, o soro glicosado e o soro caseiro. O próprio soro glicosado pode apresentar, além da proporção citada no vídeo (5%), outras variações (2,5 e 10%) na sua composição. Lembre que este soro é usado quando há necessidade de hidratar e nutrir o indivíduo com uma fonte de energia que, nesse caso, é representada pela glicose – uma substância energética facilmente absorvida e utilizada pelo metabolismo celular. Informe que as bolsas de soro permitem aos pacientes impossibilitados que se nutram através de medicamentos por via endovenosa, ou seja, recebendo-os diretamente na circulação sanguínea através das veias. Também existe o soro fisiológico, uma mistura de 100 ml de água destilada com 0,9 gramas de cloreto de sódio (NaCl). Lembre-lhes que o NaCl é o sal de cozinha comum e que esse soro pode ser comercializado em garrafas de plástico, nas farmácias, para lavar lentes de contato, limpar os olhos, nariz, na limpeza de machucados ou em bolsas para ser utilizado para reidratação endovenosa em hospitais. O soro fisiológico para uso oftalmológico necessita ser estéril e deverá mencionar no rótulo essa finalidade, assim como indicar que foi sujeito à esterilização, o método de esterilização e o prazo de validade. Esse soro é usado também em preparações nos laboratórios de biologia, microbiologia, bioquímica e afins. Lembre que esses soros são administrados na forma endovenosa, como já vimos, ou seja, diretamente na circulação sanguínea. Por esse motivo, tanto o soro quanto a embalagem devem ser totalmente estéreis, ou seja, isentos de contaminantes. Soro glicosado é uma solução isotônica em relação ao sangue, que contém 5%, em massa, de glicose (C6 H12 O6) em água destilada, ou seja, cada 100 mL de soro glicosado contém 5 gramas de glicose. A glicose é uma fonte de energia que é facilmente absorvido pelas células, daí ser extensivamente usado em medicina como nutriente energético, via endovenosa. Existem soros glicosados com concentrações de 2,5% e 10% que são, respectivamente, hipotônico e hipertônico em relação ao sangue. O soro glicosado é um medicamento, e portanto só deve ser usado sob prescrição médica. Soluto de Ringer, Ringer, Ringer-lactato, cristalóides são soluções isotônicas ao plasma sanguíneo, formadas por eletrólitos ou moléculas de pequenas dimensões sem carga formal. Podem conter sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloreto, glicose e tampões, como acetato ou citrato, para manter as condições mais próximas as do sangue. É diferente do Ringer Simples (SF, potassio e calcio). Seu uso principal é diluir o sangue, em casos onde há perda deste, de modo a evitar o choque hipovolêmico. Como dilui o sangue, vai apenas facilitar a circulação das hemáceas existentes quando o paciente está hipovelêmico/ hipotenso e, assim, melhora a oxigenação. Isso fará com que o hematócrito diminua, mas não quer dizer que o quadro do paciente piora, o que é um erro comum. Quando se faz necessário o aumento de hemáceas,ou seja, no paciente com elevados níveis de lactato e hipóxia, é recomendado transfusão sangüínea. A escolha na utilização do soro Ringer Lactato é preferível à utilização do soro fisiológico. 69 É utilizado também como principal diluidor do sangue, em casos de hematomas sérios, em vez do sangramento cirúrgico dos mesmos. Demonstra-se extremamente eficaz reduzindo a massa hematómica, normalmente em 10% a cada 24 horas, dependendo do tipo de fisionomia do paciente. Deve ser unicamente administrado por profissionais de saúde. Este soluto também pode ser usado para certas preparações na microscopia óptica, para realçar alguns componentes da célula, como a parede celular. Solução Hipotônica, Isotônica e Hipertônica A concentração de soluto (substâncias dissolvidas) de uma solução “x” é maior do que a concentração de soluto de outra solução “y”, podemos dizer que é uma solução hipertônica (mais sais) em relação a outra, que é hipotônica (menos sais) em relação à primeira. O prefixo “iso”, do grego, significa “igual”. Lembre que a água potável é hipotônica em relação ao suor e que a ingestão de água sem a reposição de sais pode alterar o equilíbrio eletrolítico do corpo, predispondo a pessoa a ter sintomas como sede, moleza, lentidão, tonteira, agitação, convulsões, câimbra e fadiga muscular, pressão baixa, pouca urina, aceleração dos batimentos cardíacos, náuseas e vômitos. Solução hipertônica: Solução que está mais concentrada em soluto que o meio; Solução hipotônica: Solução que está menos concentrada em soluto que o meio; Solução Isotônica: Quando a concentração de soluto na célula e no meio são iguais. Velocidade do gotejamento. Quando da administração de solução venosa ,alguns fatores devem ser levados em consideração,taiscomo: idade,diagnostico,estada geral (necessidade imediata); tipo de solução a ser usado, etc. A idade deve ser considerada, uma vez que a quantidade de soro e a velocidade do gotejamento prescrito para uma criança são diferentes das que se prescrevem para um adulto ou um ancião. O diagnostico e o estado geral do paciente, são também fatores que determinam a velocidade de administração.No caso de hipovolemia,por exemplo, há necessidade de uma reposição mais imediata do volume liquido circulante, a fim de evitarmos maior complicação para o paciente. Há situações em que o soro e colocado apenas para manter uma veia servindo de veiculo para a introdução de medicamentos.Em outras,o medicamento e colocado no próprio soro;neste caso, o gotejamento tem que ser mais lento. O tipo de solução e outro fator que não deve ser esquecido. A solução isotônica de glicose pode ser administrada mais rapidamente que a hipertônica, pois esta pode provocar desidratação (ação diurética), quando administrada muito rapidamente. Outro fator que interfere na velocidade do gotejamento e o estado do coração e dos rins. Sabemos que estes dois órgãos desempenham papel de grande importância na utilização dos líquidos administrados. 70 A superfície corporal do paciente, o calibre do vaso puncionado e as reações do paciente durante a infusão também deve ser considerados. Durante a infusão da solução observar: a) a velocidade do gotejamento o paciente menos avisado pode aumentar o gotejamento do soro, o que acarretará complicações, como sobrecarga cardíaca (aumento de TA, dispnéia, distensão); neste caso, deve-se colocar o paciente em fowler a diminuir o gotejamento da solução e providenciar, imediatamente a presença do medico outras vezes, o gotejamento é interrompido.ou pela posição do paciente , ou por obstrução da agulha ao primeiro passo , modifica-se a posição do doente do membro esta puncionada a veia; no segundo caso, tenta-se descobrir a agulha, aspirando-a, ou então se punciona outra veia. b) o local da infusão é trajeto venoso: se ocorrer infiltração niperemeia, ou se o paciente se queixar de dor, deve-se contatar se há ou não necessidade de puncionar outra veia. c) o frasco da solução: deve-se verificar a quantidade de soro restante, trocar o frasco e retirar no tempo certo,evitando penetração de ar e, conseqüentemente, uma empola gasosa (sinais hipertensão,pulso rápido e débil, cianose,aumento de pressão venosa, perda de consciência). d) pulso débil, respiração superficial. e) possível perda da capacidade de excretar urina concentrada, porque pode ocorrer lesão tubular f) sonolência, desorientação; 71 FARMACOLGIA APLICADA AOS SISTEMAS BIOLÓGICOS 72 73 74 75 76 77 78 79 RESUMO:MEDICAMENTOS E SUA FUNÇÃO NO ORGANISMO Sistema Circulatório • Cardiotônicos - usado para aumentar a força contrátil do coração. • Antiarrítmicos - usado para controlar a arritmia cardíaca. • Anti-hipertensivo - usado para controlar a pressão arterial aumentada. • Vasodilatadores - promovem aumento do calibre do vaso melhorando a irrigação de sangue aos tecidos. • Antianginosos – melhoram a circulação coronária diminuindo e controlando a angina. Sistema Hematopoético • Antianêmicos – corrigem a anemia carencial, podendo ser pela carência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico • Antianêmicos renais – corrigem a deficiência de eritropoetina, hormônio que é produzido no rim e induz a formação de hemácias, usado em caso de doença renal crônica. • Antineutropênicos – corrigem a deficiência de neutrófilos (glóbulos brancos). • Anticoagulantes – diminuem o tempo de coagulação do sangue. • Coagulantes – aumentam o tempo de coagulação do sangue. • Fibrinolíticos – dissolvem trombos presentes nos vasos sanguineos. • Antifibrinolíticos – auxiliam no controle de hemorragias, associadas a fibrinólise excessiva. • Hemostípticos – reduzem a permeabilidade capilar, diminuindo sua fragilidade. Sistema Respiratório • Calmantes da tosse – acalmam a tosse improdutiva, sem secreção. • Mucolíticos – diminuem a aderência de secreções na arvore brônquica. • Expectorantes – favorecem a tosse produtiva. • Broncodilatadores – dilatam os brônquicos, facilitando a saída de secreções. Sistema Digestório • Antiácidos – neutralizam a acidez do estomago. • Antieméticos – induz a diminuição e controle da êmese. • Laxativos – drogas que atuam no intestino aumentando a peristalse e umidificando o bolo fecal, favorecendo a sua saída. • Antidiarréicos- diminuem a peristalse, diminuindo ou controlando a diarréia. • Antifiséticos - alteram a tensão dos gases intestinais favorecendo sua saída. • Bloqueador de secreção gástrica- bloqueiam a formação da secreção gástrica. Sistema Genitourinário • Diuréticos – substancias que aumentam o filtrado glomerular aumentando volume urinário. • Antissépticos urinários – medicamentos que promovem uma desinfecção do trato urinário, inibindo ou reduzindo microorganismos. • Ocitócitos – promovem a contração uterina. Sistema Nervoso Central • Analgésicos – medicamentos utilizados para diminuir ou eliminar a dor, podem provocar a diminuição da temperatura. Podem ser narcóticos (atuam em dores profundas) e não-narcóticos (atuam em dores superficiais) • Antiinflamatórios – reduzem o processo inflamatório. • Sedativos – moderam atividade orgânica, excitação, acalmando o paciente. • Hipnóticos – induzem o sono • Neurolépticos – induzem a diminuição de excitação e agressividade. • Ansiolíticos – induzem a diminuição de ansiedade e tensão emocional. • Antidepressivos – diminuem a depressão. 80 Medicamentos Gerais • Antialérgicos – podem ser anti-histamicos (bloqueiam a ação da histamina) e corticóides (são hormônios com ação antiinflamatória) • Antibióticos – são medicamentos que atuam em infecções bacterianas, podem ser bacterostáticos (impedem a reprodução da bactéria) e bactericida (rompem a parede bacteriana). • Antiparasitários – drogas que atuam sobre os parasitas, provocando sua expulsão ou sua morte • Hormônios - regulam as funções do organismo. • Antineoplásicos - são medicamentos usados no tratamento do câncer, podem ser do tipo irritante (no extravasamento quando E.v., provoca dor, edema, calor e rubor) e Vesicante (no extravasamento quando E.v., provoca dor, edema, calor, rubor, vesículas, rompimento das vesículas, lesão de tecido). • Nutrientes Alimentares - podem ser: Sais minerais (sódio, potássio, fós¬ foro, cálcio, ferro, iodo, etc ... ), vitaminas do tipo hidrossolúveis (B12, B6 e C) e lipossolúveis (A, E, D, K). • Estimulantes de Apetite - são medicamentos utilizados para aumentar o apetite. 81 CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM TRANSFUSÃO SANGUÍNEA Normas Gerais para Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem na Hemotransfusão Resolução do COFEN, n. 511/2016, sobre o ato transfusional e os cuidados de enfermagem. da Portaria n. 158/2016 do GM/MS, que regulamenta todos os procedimentos técnicos de procedimentos hemoterápicos. Compete ao Enfermeiro 1. Atentar para o tempo de início da transfusão, após o recebimento do material na unidade, conforme indicado a seguir. 2. Eritrócitos e Concentrados de Hemácias: o tempo de infusão de cada unidade deve ser de 60 a 120 minutos em pacientes adultos. Em pacientes pediátricos, não exceder a velocidade de infusão de 20- 30ml/kg/hora. 1. Concentrado de Plaquetas: o tempo de infusão da dose deve ser de aproximadamente 30 minutos em pacientes adultos ou pediátricos, não exceder a velocidade de infusão de 20-30ml/kg/hora; e 2. Plasma Fresco Congelado: o tempo máximo de infusão deve ser de uma hora. 82 As competências dos enfermeirossão divididas em 3 etapas: antes da transfusão, durante e após esse procedimento. Pré-procedimento 1. Sempre que possível, garantir a assinatura do Termo de Consentimento pelo paciente ou familiar/responsável. 2. Verificar a permeabilidade da punção, o calibre do cateter, a presença de infiltração e os sinais de infecção para garantir a disponibilidade do acesso. 3. Confirmar obrigatoriamente a identificação do receptor, do rótulo da bolsa, dos dados da etiqueta de liberação, a validade do produto, a realização de inspeção visual da bolsa (cor e integridade) e a temperatura por meio de dupla checagem (Enfermeiro e Técnico de Enfermagem) para segurança do receptor. 4. Garantir que os sinais vitais sejam aferidos e registrados para analisá-los. 5. Garantir acesso venoso adequado, exclusivo, e equipo com filtro sanguíneo. 6. Prescrever os cuidados de enfermagem relacionados ao procedimento. Intraprocedimento 1. Confirmar, novamente, a identificação do receptor, confrontando com a identificação na pulseira e o rótulo do insumo a ser infundido. 2. Verificar duas vezes o rótulo da bolsa de sangue ou hemoderivado para se assegurar de que o grupo e o tipo Rh estão de acordo com o registro de compatibilidade. 3. Verificar se o número e o tipo – indicados no rótulo do sangue, ou do hemoderivado, e no prontuário do paciente – estão corretos, confirmando-se, mais uma vez e em voz alta, o nome completo do paciente. 4. Verificar o conteúdo da bolsa quanto a bolhas de ar e qualquer alteração no aspecto e na cor do sangue ou do hemoderivado (as bolhas de ar podem indicar crescimento bacteriano; a coloração anormal ou a turvação podem ser sinais de hemólise). 5. Assegurar que a transfusão seja iniciada nos 30 minutos após a remoção da bolsa do refrigerador do banco de sangue. 6. A transfusão deve ser monitorada durante todo seu transcurso, e o tempo máximo de infusão não deve ultrapassar 4 (quatro) horas. 83 7. Durante os 10 (dez) primeiros minutos da transfusão, o profissional que a instalou deve permanecer à beira do leito do paciente, acompanhando o procedimento. 8. Nos primeiros 15 (quinze) minutos, deve-se infundir o insumo lentamente, sem ultrapassar a 5 ml/min. 9. Observar, rigorosamente, o paciente quanto aos efeitos adversos da transfusão e, na negativa, aumentar a velocidade do fluxo. 10. Garantir o monitoramento dos sinais vitais em intervalos regulares, comparando-os. 11. Deve-se interromper a transfusão imediatamente e comunicar ao médico caso haja qualquer sinal de reação adversa, tais como: inquietação, urticária, náuseas, vômitos, dor nas costas ou no tronco, falta de ar, hematúria, febre ou calafrios. 12. Nos casos de intercorrência com interrupção da infusão, encaminhar a bolsa para análise. 13. Recomenda-se a prescrição da troca do equipo de sangue a cada duas unidades transfundidas, a fim de minimizar riscos de contaminação bacteriana. Pós-procedimento: 1. Garantir que os sinais vitais sejam aferidos e compará-los com as medições de referência. 2. Descartar adequadamente o material utilizado e assegurar que todos os procedimentos técnicos, administrativos, de limpeza, desinfecção e gerenciamento de resíduos sejam executados em conformidade com os preceitos legais e os critérios técnicos cientificamente comprovados, os quais devem estar descritos em procedimentos operacionais padrão (POP) e documentados nos registros dos respectivos setores de atividades. 3. Todas as atividades desenvolvidas pelo serviço de hemoterapia devem ser registradas e documentadas de forma a garantir a rastreabilidade dos processos e dos produtos, desde a obtenção até o destino final, incluindo-se a identificação do profissional que realizou o procedimento. Deve-se constar obrigatoriamente: 4. data; 5. horário de início e término; 6. sinais vitais no início e no término; 7. origem e identificação das bolsas dos hemocomponentes transfundidos; 84 8. identificação do profissional que a realizou; e 9. registro de reações adversas, quando for o caso. 10. Monitorar o paciente quanto à resposta e à eficácia do procedimento. Seguem as competências dos colegas técnicos de enfermagem: Compete ao Técnico de Enfermagem 1. Cumprir a prescrição efetuada pelo enfermeiro. 2. Aferir sinais vitais pré, intra e pós – procedimento transfusional. 3. Observar e comunicar ao enfermeiro qualquer intercorrência que ocorra. 4. Monitorar, rigorosamente, o gotejamento do sangue ou do hemoderivado. 5. Proceder o registro das ações efetuadas no prontuário do paciente de forma clara, precisa e pontual. 6. Participar de treinamentos e programas de educação permanente. Essas foram as descrições das competências da equipe de enfermagem na resolução do COFEN. Ainda sobre o tema, a Portaria 158/2016 ressalta as informações a seguir: A transfusão deve, obrigatoriamente, ser prescrita por médico e registrada no prontuário do paciente. É obrigatório, também, que fiquem registrados, no prontuário do paciente, a data da transfusão, os números e a origem dos componentes sanguíneos transfundidos. As transfusões serão realizadas por médico ou profissional de saúde habilitado, qualificado e conhecedor das normas constantes na Portaria em foco e serão realizadas apenas sob supervisão médica, isto é, em local em que haja, pelo menos, um médico presente e que possa intervir em casos de reações transfusionais. O paciente deve ter os seus sinais vitais (temperatura, pressão arterial e pulso) verificados e registrados, pelo menos, imediatamente antes do início e após o término da transfusão. 85 Os primeiros 10 minutos de transfusão serão acompanhados por médico ou profissional de saúde qualificado para tal atividade. Esse permanecerá ao lado do paciente durante o referido intervalo de tempo. Se o paciente apresentar alguma reação adversa, o médico será comunicado imediatamente. CUIDADOS Na transfusão de sangue, cuidados na adoção de procedimento e na observação das boas práticas de manipulação de hemoderivados são essenciais para garantir o bom tratamento e a segurança dos pacientes. Nesse sentido, o Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro (HEMORIO) divulgou um manual, da transfusão de sangue, os cuidados principais a serem observados: Cuidados na transfusão de concentrado de hemácias: Visando a segurança do paciente, as transfusões de hemocomponentes em caráter eletivo não deverão ser realizadas após as 20 horas. - Conservar entre 1 a 6 C°, até o momento do uso; - Manter fora da geladeira no máximo 30 min, antes da transfusão; - Usar obrigatoriamente equipos de transfusão de sangue; - Não adicionar medicamentos; - Se não transfundido em 30 min., devolver ao Serviço de Hemoterapia; - Tempo de infusão: 1 a 4 horas; - Se sistema aberto, mantido o hemocomponente na geladeira, poderá ser transfundido em até 24 horas. Cuidados na transfusão de Concentrado de Plaquetas: - Não colocar na geladeira, manter à temperatura ambiente (22°C), até o momento do uso; - Usar equipos com filtro; - Não adicionar medicamentos; - Agitar levemente antes de usar; - Transfundir imediatamente; - Se não transfundir em 1 hora, devolver ao Serviço de Hemoterapia; Tempo de infusão: 30 minutos. Obs.: O pool de plaquetas em sistema aberto poderá ser transfundido no máximo até 4 horas do procedimento; Cuidados na transfusão de Plasmas fresco congelado: - Usar equipos de transfusão de sangue; - Não adicionar medicamentos; 86 - Se não transfundido em 6 horas, devolver Serviço de Hemoterapia. Tempo de infusão: 1 a 2 horas. Cuidados na transfusão de Crioprecipitado: - Não colocar na geladeira; - Usar equipos com filtro; - Não adicionar medicamentos; - Transfundir dentro de 4 horas; - Se não transfundido em 4 horas, devolver ao Serviço de Hemoterapia; 87 8889 90 MEDICAMENTOS CONTRACEPTIVOS 91 O que são? São maneiras , medicamentos, objetos e ou cirurgias usados para evitar a gravidez. Hoje em dia, há no mercado, métodos femininos e masculinos. Há os métodos considerados reversíveis que são aqueles em que a pessoa, após parar de usá-los, volta a ter a capacidade de engravidar. Existem os métodos considerados irreversíveis, como a ligadura de trompas uterinas e a vasectomia. Os primeiros remédios eram feitos a base de arsênico, estricnina e mercúrio, causando complicações tóxicas e até mesmo fatais. Os primeiros preservativos foram feitos No século XVII e eram feitos a parti de uma tira do intestino de algum animal . Anticoncepcionais São feitos de hormônios parecidos com os hormônios produzidos pelos ovários da mulher, o estrogênio e a progesterona. Agem impedindo a ovulação e também atuam dificultando a passagem dos espermatozóides para o interior do útero. Existem diferentes tipos de pílulas, de acordo com os hormônios que ela contêm. Existem as pílulas combinadas (contém estrogênio + progesterona) e as minipílulas (que contêm só progesterona). Vantagens Alta eficácia para evitar a gestação não planejada; Permite um planejamento familiar muito mais seguro; A pílula traz um enorme grau de autonomia sobre o próprio corpo e o momento da maternidade, com mais escolha e menos medo O anticoncepcional em injeção possui o mesmo mecanismo de ação das pílulas, pois ele suspende a ovulação, reduz a espessura endometrial e espessa o muco cervical e são muito eficazes quando usadas corretamente. Existem dois tipos de injeção anticoncepcional: • A injeção aplicada uma vez por mês, que é a injeção mensal - Estrogênio + Progesterona. • A injeção aplicada de três em três meses, que é a injeção trimestral - Progesterona. A injeção trimestral pode ser usada durante a amamentação. Nesse caso, seu uso deve ser iniciado seis semanas após o parto. O uso do contraceptivo injetável trimestral é indicado para as mulheres que não podem ou não desejam o uso do estrogênio, pois sua base é somente de progesterona. Assim como as pílulas, os injetáveis também possui efeitos benéficos, como: Alívio da menstruação Melhora da anemia, Redução dos sintomas associados à endometriose, dor pélvica crônica e redução do câncer de endométrio. Interações Medicamentosas Certas drogas são capazes de reduzir a eficácia anticonceptiva da pílula, principalmente nos tratamentos prolongados. Nesses casos, deve-se indicar métodos alternativos. Atentar-se as combinações das pílulas anticoncepcionais com outros medicamentos, como por exemplo: antibióticos, antiepiléticos, anticonvulsivantes, diuréticos, antifúngicos e alguns antirretrovirais pois o uso junto com a pílula pode diminuir sua eficácia, assim como o vômito e diarréia horas após sua ingestão. Leia sempre a bula do medicamento ou consulte o médico. Os antiretrovirais (ARV) Efavirenz e Nevirapina (não- nucleosídeos) e os Nelfinavir e Ritonavir (inibidores da protease), disponíveis para o controle da infecção pelo HIV, interagem diminuindo os níveis séricos dos hormônios estrogênicos e, portanto, sua eficácia contraceptiva. O uso adicional do preservativo masculino ou feminino deve ser considerado (dupla proteção). 92 Algumas interações podem ocorrer no sentido inverso, isto é, os esteróides alteram a eficácia de outros medicamentos (anticonvulsivantes entre outros). 93 Anticoncepcionais Efeitos Adversos Alterações de humor. Náuseas, vômitos e mal-estar gástrico. Cefaléia. Tonteira. Mastalgia. Sangramento intermenstrual. Cloasma. Até mesmo complicações mais sérias como : Acidente vascular cerebral. Infarto do miocárdio. Trombose venosa profunda. Todas essas complicações acontecem com maior freqüência em fumantes de qualquer faixa etária. Com o contraceptivo injetável também ocorre efeitos adversos : Ganho de peso Náuseas Cefaléia Medicamento é coisa séria e o mesmo método contraceptivo receitado para amiga não servirá para você. LEMBRETE: AMBOS OS MÉTODOS NÃO PROTEGEM CONTRA DST/HIV/HPV E AIDS para isso, seu uso deve ser combinado com o preservativo. 94 CLASSIFICAÇÃO DOS MEDICAMENTOS PADRONIZADOS POR GRUPOS FARMACOLÓGICOS 1 – Sistema Nervoso 1 – Ansiolíticos e Hipnóticos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Alprazolan 1,0 mg Comprimido Frontal ® Bromazepan 3 mg Comprimido Lexotan ® Clobazan 20mg Comprimido Frisium ® Diazepam 10 mg Ampola Valium ® – Cx Emergência Diazepam 10 mg Comprimido Valium ® Nitrazepam 5mg Comprimido Sonebon ® 2 – Antidepressivos 1.2.1 – Inibidor Seletivo da Recaptação da Serotonina Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Fluoxetina 20 mg Comprimido Prozac ® Clor. Venlafaxina 75 mg Comprimido Efexor ® 1.2.2 – Tricíclicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Amitriptilina 25 mg Comprimido Tryptanol ® Clor. Imipramina 25 mg Comprimido Tofranil ® Clor. Clomipramina 10 mg Comprimido Anafranil ® Clor. Clomipramina 25 mg Comprimido Anafranil ® 1. 3 – Anticonvulsivantes Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Ácido Valpróico 250 mg Cápsula Depakene ® Ácido Valpróico 500 mg Comprimido Depakene ® Carbamazepina 2% suspensão Frasco com 100mL Tegretol ® Carbamazepina 200 mg Comprimido Tegretol ® Carbamazepina 400 mg Comprimido Tegretol ® Clonazepan 2 mg Comprimido Rivotril ® Fenitoína 100 mg Comprimido Hidantal ® Fenitoína 50 mg Ampola Hidantal ® Fenobarbital 100 mg Comprimido Gardenal ® Fenobarbital 200 mg Ampola Gardenal ® Fenobarbital 4% gotas Frasco com 20mL Gardenal ® Oxcarbazepina 300 mg Comprimido Trileptal ® 95 1. 4 – Antipsicóticos e Neurolépticos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Carbonato Lítio 300 mg Comprimido Carbolitium ® Clor. Clorpromazina 100 mg Comprimido Amplictil ® Clor. Clorpromazina 25 mg Ampola Amplictil ® – Cx Emergência Haloperidol 1 mg Comprimido Haldol ® Haloperidol 5 mg Comprimido Haldol ® Haloperidol Decanoato 70,52 mg Ampola Haldol Decanoato ® Haloperidol 2 mg gotas Fasco com 20mL Haldol ® Levomepromazina 100 mg Comprimido Neozine ® Levomepromazina 4% gotas Frasco com 20mL Neozine ® Periciazina 4% gotas Frasco com 20mL Neuleptil ® 1.5 – Antiparkisonianos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Biperideno 2 mg Comprimido Akineton ® 2 – Sistema Cardiovascular 2. 1 – Antiagregante Plaquetário e Antitrombótico Nome Genérico Apresentação Nome Comercial AAS 100 mg Comprimido Aspirina ® Dipiridamol 75 mg Comprimido Persantin ® 2. 2 – Antianginosos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Propatilnitrato 10 mg Comprimido Sustrate ® Mon. Isorssobida 20 mg Comprimido Monocordil ® 2. 3 – Antiarrítimicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Propafenoma 300 mg Comprimido Ritmonorm ® Clor. Amiodarona 200mg Comprimido Ancoron ® Clor. Amiodarona 50mg/mL Ampola Ancoron ® - Cx Emergência Sulf. Atropina 0,25 mg Ampola Atropina ® - Cx Emergência 2. 4 – Antivertiginoso / Vasodilatadores Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Cinarizina 25 mg Comprimido Stugeron ® Cinarizina 75 mg Comprimido Stugeron ® Mes. Codergocrina 4,5 mg Comprimido Hydergine ® 2. 5 – Anti-hipertensivos 2.5.1– Bloqueadores Adrenérgicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Metildopa 250 mg Comprimido Aldomet ® Propranolol 40 mg Comprimido Propranolol ® 96 2.5.2 – Bloqueadores de Canal de Cálcio Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Diltiazem 60 mg Comprimido Cardizem ® Nifedipina 20 mg Comprimido Adalat ® - Manipulado 2.5.3 – Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Captopril 12,5 mg Comprimido Capoten ® - Manipulado Captopril 25 mg Comprimido Capoten ® Captopril 50 mg Comprimido Capoten ® - Manipulado Mal. Enalapril 20 mgComprimido Renitec ® 2.5.4 – Antiadrenérgicos de Ação Central Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Clonidina 0,150 mg Comprimido Atensina ® 2.5.5 – Antagonista dos Receptores da Angiotensina II Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Losartan Potássico 50 mg Comprimido Aradois ® 2.5.6 – Beta-Bloqueador Cardiosseletivo B 1 Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Atenolol 25 mg Comprimido Atenol ® - Manipulado Atenolol 50 mg Comprimido Atenol ® - Manipulado 2.5.7 – Beta-Bloqueador Não-Seletivo Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Carvedilol 6,25mg Comprimido Karvil ® 2. 6 – Cardiotônicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Deslanosídeo 2 mg Ampola Cedilanide ® - Cx Emergência Digoxina 0,25 mg Comprimido Digoxina ® 2. 7 – Estimulantes Adrernégicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Adrenalina 0,001 mg Ampola Adrenalina ® - Cx Emergência 2. 8 – Hemostáticos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Succinato de Estradiol Ampola Styptanon ® 2. 9 – Vasculoprotetor e Venotônico Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Diosmina + Hesperidina 500mg Comprimido Daflon 500 ® 97 2. 10 – Antilipêmico Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Sinvastatina 20 mg Comprimido Zocor ® - Manipulado Sinvastatina 40 mg Comprimido Zocor ® - Manipulado 3 – Sistema Urinário 3. 1 – Diuréticos de Alça Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Furosemida 40 mg Comprimido Lasix ® - Manipulado Furosemida 20 mg Ampola Lasix ® 3. 2 – Diuréticos Tiazídicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Hidroclorotiazida 25 mg Comprimido Clorana ® 4 – Sistema Digestivo, Nutritivo e Metabólico 4.1 – Antiácidos e Inibidores de Secreção Gástrica Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Cimetidina 200 mg Comprimido Tagamet ® Clor. Ranitidina 150 mg Comprimido Antak ® Hidróxido de Alumínio 6,2% suspensão Frasco com 100mL Aldrox ® Omeprazol 20 mg Comprimido Losec ® - Manipulado 4.2 – Antieméticos e Antinauseantes Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Metoclopramida 0,40% gotas Frasco com 10 mL Plasil ® Clor. Metoclopramida 10 mg Comprimido Plasil ® Clor. Metoclopramida 10 mg Ampola Plasil ® Dimenidrato + Piridoxina Ampola Dramin B6 ® Dimenidrato + Piridoxina Frasco com 20mL Dramin B6 ® 4.3 – Antiespasmódicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Escopolamina + Dipirona Ampola Buscopan Composto ® Escopolamina + Dipirona gotas Frasco com 20mL Buscopan Composto ® Escopolamina 10 mg Drágea Buscopan ® Escopolamina 20 mg Ampola Buscopan ® 4. 4 – Antiflatulentos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Dimeticona gotas Frasco com 10mL Luftal ® 98 4. 5 – Laxantes Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Óleo Mineral 100% Frasco com 100mL Óleo Mineral ® 4.6 – Repositor da Flora Intestinal Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Saccharomyces Boulardii (liofilizado) 100mg Cápsula Floratil ® Saccharomyces Boulardii (liofilizado) 200 mg Envelope Floratil ® 4.7 – Nutrientes 4.7.1 – Eletrólitos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Sais para Reidratação Oral Envelope Rehidrat ® 4.7.2 – Minerais Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Sulfato Ferroso 40 mg Comprimido Sulfato Ferroso ® Sulfato Ferroso gotas Frasco com 20mL Sulfato Ferroso ® 4.7.3 – Vitaminas Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Acetato de Retinol + Colecalciferol gotas Frasco com 20mL Adtil ® Ácido Fólico 5 mg Comprimido Endofolin ® Polivitamínico gotas Frasco com 20mL Polivitaminico ® Vitamina do Complexo B Comprimido Complexo B ® Clor. Tiamina 300mg Comprimido Benerva ® 4.7.4 –Reposição Hidroeletrolítica Parenteral Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Bicarbonato de Sódio 8,40% Ampola Bicarbonato de Sódio ® – Cx Emergência Cloreto de Potássio 19,10% Ampola Cloreto de Potássio ® – Cx Emergência Cloreto de Sódio 20% Ampola Cloreto de Sódio ® – Cx Emergência Gluconato de Cálcio 10% Ampola Gluconato de Cálcio ® – Cx Emergência Glicose 25% Ampola Glicose ® Glicose 50% Ampola Glicose ® 5 – Sistema Muscular e Esquelético 5. 1 – Antiinflamatórios Não Esteróides Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Diclofenaco Potássico 75mg Supositório Cataflan ® Diclofenaco Resinato gotas Frasco com 20mL Cataflan ® Diclofenaco Sódico 50 mg Comprimido Voltaren ® Diclofenaco Sódico 75 mg Ampola Voltaren ® Nimesulida gotas Frasco com 20mL Nisulid ® 99 5. 2 – Antiinflamatórios Esteróides Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Dexametasona 4mg/mL injetável Ampola Decadron ® Dexametasona Elixir 0,5mg/5mL Frasco Decadron ® Fosfato Sódico de Prednisolona 3mg/mL Frasco com 60mL Predsin ® Prednisona 20mg Comprimido Metcorten ® Prednisona 5mg Comprimido Metcorten ® Suc. Hidrocortisona 500mg injetável Frasco/ampola Solu – Cortef ® 5. 3 – Analgésicos Não Opióides / Antitérmicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial AAS 100 mg Comprimido Aspirina ® AAS 500 mg Comprimido Aspirina ® Dipirona + Adifenina + Prometazina gotas Frasco com 10 mL Lisador ® Dipirona 500 mg Comprimido Novalgina ® Dipirona 500 mg Ampola Novalgina ® Dipirona 500 mg gotas Frasco com 10 mL Novalgina ® Paracetamol gotas Frasco com 10 mL Tylenol ® 5. 4 – Analgésico Opióide Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Petidina 100 mg Ampola Dolosal ® - Exame 6 – Hormônios Sexuais 6.1 – Anticoncepcionais Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Acet. Noretisterona 0,35 mg Comprimido Micronor ® Acetofenido de Diidroxiprogesterona 150 + Enantato de Estradiol 10 mg Ampola Perlutan ® Etinilestradiol 0,15mg + Levonorgestrel 0,03mg Comprimido Ciclo 21 ® Acet. Medroxiprogesterona 150mcg Ampola Contracept ® Levonorgestrel 0,75 mg Comprimido Postinor ® 6.2 – Terapias de Reposição Hormonal Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Estrógenos Conjugados 0,625 mg Comprimido Premarin ® 7 – Antiparasitários e Antifúngicos 7. 1 – Antifúngico de uso Ginecológico Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Metronidazol creme Bisnaga com 50 g Flagyl ® Nistatina creme Bisnaga com 60 g Micostatin ® 10 0 7. 2 – Antiinfeccioso de uso Parasitário Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Metronidazol 250 mg Comprimido Flagyl ® Metronidazol 4% suspensão Frasco com 120 mL Flagyl ® Tinidazol 500 mg Comprimido Pletil ® 7. 3 – Anti-Micótico Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Cetoconazol 200mg Comprimido Nizoral ® 7. 4 – Anti-Helmíntico Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Mebendazol 100 mg Comprimido Pantelmin ® Mebendazol 2% suspensão Frasco com 30mL Pantelmin ® 7. 5 – Antiescabiótico Nome Genérico Apresentação Nome Comecial Deltametrina loção Frasco com 100mL Deltametrina ® Deltametrina shampoo Frasco com 100mL Deltametrina ® 8 – Sistema Respiratório 8.1 – Broncodilatadores Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Aminofilina 100 mg Comprimido Aminofilina ® Aminofilina 240 mg Ampola Aminofilina ® - Cx Emergência Brometo de Ipratrópio 0,250 mg gotas Frasco com 20 mL Atrovent ® Bromidrato de Fenoterol gotas Frasco com 20 mL Berotec ® Sulf. Salbutamol xarope Frasco com 120 mL Aerolim ® Sulf. Terbutalina 0,5mg Ampola Brycanil ® 8.2 – Expectorantes Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Ambroxol 15 mg xarope Frasco com 120 mL Mucossolvan ® Clor. Ambroxol 30 mg xarope Frasco com 120 mL Mucossolvan ® 8.3 – Anti-séptico Nasal Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Cloreto de Sódio + Cloreto de Benzalcônio solução Frasco com 30 mL Rinossoro ® 8.4 – Expectorantes Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Maleato de Bronfeniramina + Cloridrato de Fenilefrina Frasco com 120mL Decongex Plus ® 10 1 9 – Sistema Endócrino 9.1 – Insulinas e Outros Agentes Antidiabéticos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Metformina 850 mg Comprimido Glucoformin® Clorpropamida 250 mg Comprimido Diabinese ® Glibenclamida 5 mg Comprimido Daonil ® Insulina Humana R Frasco com 10 mL Humulin R ® Insulina NPH 100 Humana Frasco com 10 mL Biohulin ® Glimepirida 2mg Comprimido Amaryl ® 10 – Anestésicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Lidocaína 2% s/ vaso Ampola Xylocaína ® Clor. Lidocaína 10% Spray Frasco com 50 mL Xylocaína ® - Exame Clor. Lidocaína Geléia Bisnaga com 30 g Xylocaína ® 11 –Antialérgicos 11.1 – Inibidores dos Receptores H 1 da Histamina Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Prometazina 25 mg Ampola Fenergan ® Clor. Prometazina 25 mg Comprimido Fenergan ® Fum. Cetotifeno xarope Frasco com 100 mL Asmax ® Mal. Dexclorferinamina 2 mg Comprimido Polaramine ® Mal. Dexclorferinamina 2 mg xarope Frasco com 120 ml Polaramine ® Maleato de Bromofeniramina + Cloridrato de Fenilefrina Frasco com 120 mL Decongex Plus ® 12 – Anti-Hiperirucêmicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Alopurinol 100 mg Comprimido Zyloric ® 13 – Oftálmicos 13.1 – Anticolinérgicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Ciclopentolato 10 mg solução oftálmica Frasco com 5 mL Cicloplégico ® - Exame Tropicamida 0,01% solução oftálmica Frasco com 5 mL Mydriacyl ® - Exame Fluoresceína solução oftálmica Frasco com 3 mL Fluoresceína ® - Exame 13.2 – Antibacteriano Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Acetato de Retinol + associações pomada oftálmica Bisnaga com 3,5 g Epitezan ® Cloranfenicol solução oftálmica Frasco com 10 mL Cloranfenicol ® 10 2 13.3 – Antiglaucomatoso Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Maleato de Timolol 0,5% solução oftálmica Frasco com 5 mL Timoptol ® 13.4 – Anestésico Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Cloridrato de Tetracaína + Cloridrato de Fenilefrina solução oftálmica Frasco com 10 mL Anestésico ® - Exame 13.5 – Antiinflamatório Esteróide Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Dexametasona + Neomicina + Polimixina B + Hipromelose solução oftálmica Frasco com 5 mL Maxitrol ® 13. 6 – Lubrificante Ocular Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Dextrano 70 + Hipromelose 3 mg + Poliquartênio solução oftálmica Frasco com 15 mL Lacrima Plus ® 14 - Antimicrobianos 14. 1 – Cefalosporina de 1ª Geração Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Cefalexina 125 mg suspensão Frasco com 100 mL Keflex ® Cefalexina 250 mg suspensão Frasco com 100 mL Keflex ® Cefalexina 500 mg Comprimido Keflex ® 14. 2 – Macrolídeos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Est. Eritromicina 250 mg Comprimido Eritrex ® Est. Eritromicina 250 mg/mL suspensão Frasco com 100 mL Eritrex ® 14. 3 – Penicilinas Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Amoxicilina 250 mg suspensão Frasco com 150 mL Amoxil ® Amoxicilina 500 mg Comprimido Amoxil ® Benzilpenicilina Benzatina 1.200.000 UI Frasco/ampola Benzetacil ® 1.200.000 UI Benzilpenicilina Benzatina 600.000 UI Frasco/ampola Benzetacil ® 600.000 UI Benzilpenicilina Procaína 300.000 UI + Benzilpenicilina Potássica 100.000 UI Frasco/ampola Despacilina ® 14. 4 - Quinolonas Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Ciprofloxacino 500 mg Comprimido Cipro ® Norfloxacino 400 mg Comprimido Floxacin ® 10 3 14. 5 - Lincosamidas Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Clor. Clindamicina 300mg Comprimido Dalacin ® Clor. Lincomicina 300 mg Ampola Frademicina ® Clor. Lincomicina 600 mg Ampola Frademicina ® 14. 6 – Sulfas Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Sulfametoxazol 200 mg+ Trimetoprima 40 mg suspensão Frasco com 100 mL Bactrim ® Sulfametoxazol 400 mg + Trimetoprima 80 mg Comprimido Bactrim ® 15 – Tópicos 15. 1 – Antibacteriano e Cicatrizante Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Colagenase + Cloranfenicol pomada Bisnaga com 15 g Iruxol ® Sulf. Neomicina + Bacitracina pomada Bisnaga com 15 g Nebacetin ® Ac. Graxos Essenciais + Associações Frasco c/ 200 mL Dessani ® 15. 2 – Antiinflamatório Esteróides Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Dexametasona pomada Bisnaga com 10 g Dexametasona ® Dipropionato de Betametasona + Sulfato de Gentamicina pomada Bisnaga com 30g Diprogenta ® 15. 3 – Dermoprotetor Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Óxido de Zinco + Associações pomada Bisnaga com 30 g Hipoglós ® 15. 4 – Anti-Séptico Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Permanganato de Potássio 100 mg Comprimido Permanganato de Potássio ® 15. 5 - Antifúngico Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Enxofre em pó Frasco Enxofre em pó ® Cetoconazol 20 mg creme Bisnaga com 30g Nizoral ® 16 – Otológicos Nome Genérico Apresentação Nome Comercial Acetofenido de Fluocinolona 0,275 + Sulfato de Polimixina B + Neomicina + Cloridrato de Lidocaína solução otológica Frasco 5 mL Otosynalar ® 10 4 17– Programas Ministério da Saúde Programa Saúde Mental Programa Diabetes Programa Dose Certa Pneumonia/Tuberculose Nome Genérico Sulfato de Estreptomicina 1 g Etambutol 400 mg Etionamida 250 mg Isoniazida 100 mg Isoniazida + Rifampicina 200 mg/300 mg Pirazinamida 500 mg Pirazinamida Suspensão Rifampicina 300 mg Rifampicina 2% Suspensão Hanseníase Nome Genérico Blister Multibacilar (MB) Adulto Blister Paucibacilar (PB) Adulto Talidomida 100 mg Meningite Nome Genérico Rifampicina 300 mg Rifampicina 2% suspensão Esquistossomose Nome Genérico Oxamniquina 250 mg Leishamaniose Nome Genérico Meglumina, Antimoniato 300 mg/ml injetável DST – AIDS Nome Genérico Apresentação Azitromicina 500 mg Comprimido Abacavir, Sulfato 240 mg Suspensão Abacavir, Sulfato 300 mg Comprimido Aciclovir 200 mg Comprimido Ácido Folínico 15 mg Comprimido Amprenavir 150 mg Cápsulas Amprenavir 15 mg Solução Oral Anfotericina B 50 mg Injetável Atazanavir 150 mg Cápsula Atazanavir 200 mg Cápsula 10 5 Benzilpenicilina 2.400.000 UI Ampola Cetoconazol 200 mg Comprimido Ciprofloxacina 500 mg Comprimido Cloridrato de Doxiciclina 100 mg Comprimido Dapsona 100 mg Comprimido Delavirdina 100 mg Comprimido Didanosina (DDI) 100 mg Comprimido Didanosina (DDI) 10 mg/ml Pó p/ solução oral Didanosina (DDI) 25 mg Comprimido Efavirenz 100 mg Cápsulas Efavirenz 200 mg Cápsulas Efavirenz 30 mg/ml Solução oral Efavirenz 600 mg Cápsulas Estavudina (D4T) 1 mg Pó p/ solução oral Estavudina (D4T) 30 mg Cápsulas Estavudina (D4T) 40 mg Cápsulas Fluconazol 150 mg Comprimido Ganciclovir 500 mg Frasco/ampola Indinavir 400 mg Cápsulas Itraconazol 100 mg Comprimido Lamivudina (3TC) 10 mg/ml Solução oral Lamivudina (3TC) 150 mg Cápsulas Lopinavir + Ritonavir 80 mg/ml + 20 mg/ml Solução oral Lopinavir 133,33 mg + Ritonavir 33,3 mg Cápsula mole Nebulizador Kit Nelfinavir 250 mg Comprimido Nelfinavir Pó p/ solução oral Nome Genérico Apresentação Nevirapina 10 mg/ml Solução oral Nevirapina 200 mg Comprimido Pentamidina 300 mg Ampola Pirimetamina 25 mg Comprimido Ritonavir 100 mg Cápsulas Ritonavir 80 mg/ml Solução oral Saquinavir 200 mg Cápsulas Sulfadiazina 500 mg Comprimido Sulfametoxazol + Trimetoprima 400/80 mg Comprimido Zalcitabina (DDC) 0,75 mg Comprimido Zidovudina (AZT) 10 mg/ml Solução oral Zidovudina (AZT) 10 mg/ml Ampola Zidovudina (AZT) 100 mg Cápsulas Zidovudina + Lamivudina 300/150 mg Comprimido 10 6 MEDICAMENTOS UTILIZADOS EM EMERGÊNCIA * Lidocaína sem vasoconstritor: é um antiarrítmico; * Adrenalina (epinefrina): serve para tratamento de asma brônquica, choque anafilático e parada cardíaca; * Atropina: utilizada em casos de bradicardia e intoxicação por inseticida organofosforado; * Dopamina: serve para tratamento do choque; * Aminofilina: (broncodilatador) asma brônquica e doenças pulmonares em geral. * Dobutamina: é um estimulante cardíaco; * Hidrocortisona: serve para tratamento de reação alérgica grave e asma brônquica; * Glicose(5%, 10%, 25% e 50%): repositor de líquido; * Hidantoína: é um anticonvulsivante e antiepiléptico; * Meperidina: serve para a dor (moderada e severa) e é um anestésico; * Diazepan: serve para ataques epiléticos, ansiedade e sedação; * Midazolan: sedação; * Fentanil: é um analgésico; * Ketalar: anestesia geral; * Metoclopramida (Plasil): náusea, vômito; * Dipirona: dor e febre; * Hioscina: antiespasmódico; * Dinitrato de Isossorbitol: antianginoso; * Furosemida: (diurético) edemas; * Amiodarona: serve para tratamento da arritmia ventricular. SOROS * Glicosado 5%: é uma solução isotônica; * Fisiológico: também é uma solução isotônica; * Ringer lactato: solução isotônica, tendo como função diluir o sangue em casos onde a hemorragia para evitar o choque hipovolêmico. Medicamentos do Posto de Primeiros Socorros *Adrenalina ( nome comercial Epinefrina) = antiasmático, vasoconstritor, brocodilatador, adrenérgico. *Água Destilada *Aminofilina ( nome comercial Asmodrin, Eufilin) = broncodilatador *Amitriptilina ( Tryptanol, Amytril) = antidepressivo *Atropina (Atropion) = antiespasmódico, antiarrítimico (usado para tratamento contra intoxicação por inseticidas) 10 7 *Bicarbonato de Sódio *Biperideno (Akineton) = antiparkinsoniano; antidiscinético *Brometo de Ipratrópio *Bupicavaína *Buscopan Composto *Buscopan Simples *Captopril *Carbamazepina *Carvão Ativado *Cefalexina *Cefalotina *Cetoprofeno *Clíster Glicerinado *Clorafinecol *Clordiazipóxido *Cloreto de Potássio *Cloreto de Sódio *Cloridrato de Clonidina *Cloridrato de Hidralazina *Clorpomazina *Codeína *Complexo B Injetável *Deslanosideo *Dexametasona *Diazepan *Diclofenaco de Sódio *Digoxin *Dipirona *Enalapril *Escopolamina (hioscina) *Fenitoína *Fenobarbital *Fenoterol Bromidrato *Flumazenil *Furosemida *Gentamicina *Glicose Hipertônica *Glicose Isotônica *Gluconato de Cálcio *Haloperidol *Hidrocortisona *Insulina NHP *Insulina Simples *Isossorbida *Lidocaína *Manitol *Meperidina *Metildopa *Metilergometrina *Metilprednisolona *Metoclopramida *Metropolol *Midazolan *Nifedipina *Nistatina *Nitroprussiato de Sódio *Óleo Mineral *Omeprazol *Oxacilina 10 8 *Paracetamol *Penicilina *Prometazina *Propanolol *Ranitidina *Ringer Lactato *Sais para Reidratação Oral *Salbutamol *Soro Fisiológico 0,9% *Soro Glico-Fisiológico *Soro Glicosado 5% *Soro Glicosado 50% *Sulfadiazina Prata *Sulfametoxazol + Trimetropim *Sulfato de Magnésio *Tiamina (vitamina B1) *Tobramicina Colírio *Tramadol *Verapamil *Vitamina K 10 9 Referências bibliográficas Farmacologia. Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP. Disponível em <http://rfa.fmrp.usp.br/>. Introdução a Farmacologia. Universidade Estadual de Feira de Santana. Disponível em <https://farmacologiauefs.wordpress.com/introducao-a-farmacologia/>. Introdução a Farmacologia. Universidade Federal Fluminense. Disponível em <http://www.uff.br/farmacobiomed/introducao_a_farmacologia.pdf>. https://pubs.niaaa.nih.gov/publications/aa27.htm https://pubs.niaaa.nih.gov/publications/arh293/186-192.pdf http://www.limeira.sp.gov.br/secretarias/saude/files/cent_medicamentos/relacao_med_p adro.htm »Site:http://www.fcf.usp.br/Departamentos/FBF/Disciplinas/Farmacotecnica/FORMAS1. htm »Site: http://www.sinprafarmas.org.br/index.htm »Site: http://www.opas.org.br/medicamentos/docs/uso-med-acs.pdf »Livro: Farmacologia Básica e Clínica – Bertram G. Katzung – Oitava Edição. http://rfa.fmrp.usp.br/ https://farmacologiauefs.wordpress.com/introducao-a-farmacologia/ http://www.uff.br/farmacobiomed/introducao_a_farmacologia.pdf https://pubs.niaaa.nih.gov/publications/arh293/186-192.pdf http://www.limeira.sp.gov.br/secretarias/saude/files/cent_medicamentos/relacao_med_padro.htm http://www.limeira.sp.gov.br/secretarias/saude/files/cent_medicamentos/relacao_med_padro.htm