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FARMACOLOGIA i

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Farmacologia I aplicada ao curso de auxiliar e 
técnico de enfermagem 
 
 
Professor: Edson Oliveira 
 
 
 
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Farmacologia 
A farmacologia é a ciência que estuda como as substâncias químicas interagem com os sistemas biológicos. 
Como ciência nasceu em meados do século XIX. Se essas substâncias tem propriedades medicinais, elas 
são referidas como "substâncias farmacêuticas". O campo abrange a composição de medicamentos, 
propriedades, interações, toxicologia e efeitos desejáveis que podem ser usados no tratamento de doenças. 
Divisões da farmacologia 
 Farmacologia Geral: estuda os conceitos básicos e comuns a todos os grupos de drogas. 
 Farmacologia Especial: estuda as drogas em grupos que apresentam ações farmacológicas semelhantes. 
Ex.: farmacologia das drogas autonômicas (que atuam no SNC). 
 Farmacotécnica: estuda o preparo, a purificação e a conservação das drogas, visando o melhor 
aproveitamento do seus efeitos no organismo; 
 Farmacoterapia: união da farmacodinâmica e a farmacocinética para desenvolver uma terapia 
medicamentosa; 
 Imunofarmacologia: estuda a ação dos fármacos sobre o sistema imune; 
 Farmacognosia: diz respeito à origem, métodos de conservação, identificação e análise química dos 
fármacos de origem vegetal e animal; 
 Farmácia: trata da preparação dos medicamentos nas suas diferentes formas farmacêuticas (compridos, 
cápsulas, supositórios, etc.), da sua conservação e análise; 
 Farmacodinâmica: trata das ações farmacológicas e dos mecanismos pelos quais os fármacos atuam 
(em resumo, ação da droga no organismo); 
 Farmacocinética: diz respeito aos processos de absorção, distribuição, biotransformação (e interações) 
e excreção dos fármacos (em resumo, ação do organismo na droga); 
 Farmacogenética: área em crescimento explosivo, que trata das questões resultantes da influência da 
constituição genética nas ações, na biotransformação e na excreção dos fármacos e, inversamente, das 
modificações que os fármacos podem produzir nos genes do organismo que os recebe. 
 Cronofarmacologia: estudo dos fármacos em relação ao tempo. Sua aplicação se baseia nos resultados 
da cronobiologia 
 Toxicologia: diz respeito às acções tóxicas não só dos fármacos usados como medicamentos, mas 
tambem de agentes químicos que podem ser causadores de intoxicações domésticas, ambientais ou 
industriais 
 
Destino dos fármacos no organismo 
Qualquer substância que atue no organismo vivo pode ser absorvida por este, distribuída pelos diferentes 
órgãos, sistemas ou espaços corporais, modificada por processos químicos e finalmente eliminada. A 
farmacologia estuda estes processos e a interação dos fármacos com o homem e com os animais, os quais 
se denominam: 
Absorção -Todo medicamento para que possa ter ação sobre nosso organismo deverá chegar à circulação 
sanguínea, indiferente da via de administração. Hoje no mercado mundial existem medicamentos que foram 
desenvolvidas para ser administrada em diversas vias, porém a mais popular e conseqüentemente a mais 
utilizada são as drogas orais, isso devido aceitabilidade e conveniência. Existem outras vias de administração, 
como por exemplo, a via sublingual, via endovenosa, via de inalação, via intramuscular, entre outras. Pelo 
fato de a via oral ser a mais convencional iremos falar especificamente sobre medicamentos que são 
administrados por essa via. Todo medicamento ingerido chega ao estômago onde sofrerá pouca ação, a 
grande maioria dos medicamentos apenas são degradados nos estômago, porém sua absorção acontece 
normalmente e na maioria dos casos no intestino delgado. Para que o medicamento possa chegar a corrente 
sangüínea ele terá que ser absorvido primeiramente pelas células do intestino delgado. Isso acontece devido 
o fato de todo medicamento ser desenvolvido com características químicas que possibilitam a transporte do 
medicamento através das membranas celulares. Toda a membrana celular é composta por lipídeos (gordura), 
essa estrutura possibilita a permeabilidade de determinadas substâncias químicas, nesse caso os 
medicamentos. Ao atravessar as células do intestino delgado o medicamento chega aos capilares, que são 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento
https://pt.wikipedia.org/wiki/Toxicologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratamento
https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacognosia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farm%C3%A1cia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacodin%C3%A2mica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacocin%C3%A9tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacogen%C3%A9tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cronofarmacologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cronobiologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Toxicologia
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os menores vasos sangüíneos do nosso corpo, e depois chegam pelos capilares até a veia porta. A veia porta 
é a uma veia responsável em drenar o sangue do sistema digestivo, levando as substâncias absorvidas pelo 
intestino delgado para o fígado. Conseqüentemente nesse transporte o medicamento que foi absorvido irá ser 
levado pelo sangue para o fígado 
Distribuição -Distribuição é a transferência do medicamento da circulação sangüínea para tecido. O 
medicamento circula rapidamente pelo organismo, uma vez que ele está no sangue e a circulação sangüínea 
é muito rápida.Após a passagem do medicamento pelo fígado, dizemos que a droga está biodisponível no 
sangue, ou seja, ela já poderá atuar sobre as células do nosso organismo. Na distribuição o medicamento 
apresentará duas formas, a forma livre e a forma ligada. Na forma livre chamamos o medicamento de bioativo, 
isso por que o medicamento estará sozinho, possibilitando o transporte através dos capilares, fazendo com 
que o medicamento possa atingir a célula alvo (célula onde o medicamento irá atuar). Na forma ligada o 
medicamento estará ligado literalmente a uma proteína transportadora, que fará com que o tamanho da 
molécula do medicamento aumente, impossibilitando a passagem (permeabilidade) do medicamento nos 
capilares, logo, nessa forma o medicamento não irá chegar á célula alvo, fazendo com que não haja uma 
resposta por parte dessa célula. Por sua vez esse medicamento ficará circulando no sangue até que essa 
proteína se solte, deixando-o na forma livre, sendo que na forma livre sofrerá o mecanismo citado acima 
Metabolismo ou Biotransformação - No metabolismo a estrutura do medicamento é modificada para que o 
mesmo possa ser eliminado do nosso organismo. Geralmente, porém nem sempre, nesse mecanismo o 
medicamento perde a sua atividade, ou seja, não fará mais o seu efeito desejado no organismo. O 
metabolismo acontece em vários órgãos do corpo, como por exemplo, o sangue, pulmão e rins, porém, a 
grande maioria dos medicamentos são metabolizados pelo fígado. No fígado existem enzimas que irão 
modificar a conformação molecular do medicamento, tornando-o um metabólico que será eliminado com maior 
facilidade pelos rins. Essas enzimas são comparadas a operários que trabalham especificamente e 
eficazmente com o objetivo de alterar a forma estrutural do medicamento. Cada operário ou grupo de operários 
(enzimas) trabalham para modificar um ou mais tipo de medicamento. 
 
Excreção - Após a modificação do medicamento ele já poderá ser excretado. O principal órgão de excreção 
são os rins. Os rins filtram os medicamentos do sangue e excretam-nos na urina, mas existem muitos fatores 
que afetam a capacidade da excreção dos rins. Um medicamento deve ser solúvel em água e não estar ligado 
às proteínas transportadoras para que possa ser eliminado com maior facilidade. A acidez da urina afeta a 
proporção em que se excretam alguns medicamentos. A capacidade dos rins para excretar medicamentos 
depende também do fluxo de urina, do fluxo de sangue através dos rins e do estado destes. Muitas doenças 
podem prejudicar a capacidade dos rins, especialmente a hipertensão, a diabetes e as infecções renais 
recorrentes, assim como a exposição a concentraçõeselevadas de substâncias químicas tóxicas. Com a 
debilidade dos rins, haverá uma deficiência na eliminação do medicamento do organismo. 
Quando o funcionamento dos rins não é normal, o médico deve ajustar a dose do medicamento se este é 
eliminado principalmente por esta via. Dado que a diminuição da função renal é normal à medida que se 
avança na idade, o médico pode determinar a dose apropriada, baseando-se na idade do doente também. 
Através da bílis, o fígado excreta alguns medicamentos que, por sua vez, penetram no trato gastrointestinal e 
terminam nas fezes, no caso de não serem reabsorvidos no sangue nem decompostos. Pequenas 
quantidades de alguns medicamentos também se eliminam na saliva, no suor, no leite materno e no ar 
expirado 
Remédio 
 
Um remédio é qualquer substância ou recurso utilizado para obter cura ou alívio. Diferentemente de fármaco, 
a substância utilizada não necessita ser conhecida quimicamente. Já medicamento, tem uso mais estrito a 
composição excipientes+fármacos, vendidos em farmácias e drogarias, utilizados na cura, prevenção e 
profilaxia, com uma série de regras e testes de qualidade que devem ser realizados para comprovar sua 
eficácia. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1rmaco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento
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Exemplos de remédios 
 Banho 
 Massagem 
 Chás caseiros 
 Alimentação saudável 
 Uso de ervas 
 Suplementos alimentares 
 Pomadas caseiras 
 Unguentos artesanais 
 
Medicamento 
 
Medicamento é um produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, 
curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. 
 
Medicamento genérico 
Um medicamento genérico é um produto farmacêutico desenvolvido e fabricado a partir de uma substância 
activa, forma farmacêutica e dosagem idênticas a de um medicamento considerado de referência já existente 
no mercado farmacêutico. Tem o mesmo efeito terapêutico, dosagem e a mesma indicação que o 
medicamento considerado de referência para aquele princípio ativo. A compatibilidade entre dosagens é 
comprovada por rígidos testes laboratoriais e clínicos para obter o registro de genérico. Para mais informações 
ver artigo principal : Medicamento genérico. 
 
Novos medicamentos 
A colocação de um novo medicamento no mercado de consumo pode ser desmembrada em quatro estágios 
diferentes: 
1. Pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos: pode ser considerada a etapa mais complexa, do 
ponto de vista da complexidade tecnológica, incluindo uma série de testes necessários para identificar 
a potencialidade de ação terapêutica da substância, estudo de suas propriedades, verificação de 
toxicidade aguda e crônica, potencial teratogênico e a determinação de sua dose ativa. 
Posteriormente, o fármaco passa por testes farmacológicos e estudos farmacotécnicos e, finalmente, 
ensaios clínicos. 
2. Produção industrial dos fármacos: consiste em estudos para a obtenção de processos de produção 
em escala industrial. Nesta etapa, passa-se da bancada laboratorial para a utilização de planta-piloto 
até se conseguir elevar os níveis de produção para a escala industrial. 
3. Produção de especialidades farmacêuticas: consiste na elaboração de produtos nas suas diversas 
formas farmacêuticas (comprimidos, comprimidos revestidos, cápsulas, suspensões, injeções, 
soluções parenterais, supositórios etc.). Trata-se de atividade tipicamente de transformação. 
4. Marketing e comercialização: pelas características especiais que adquire a propaganda das 
especialidades farmacêuticas e por necessitar de recursos de linguagem técnica diferenciados, é 
considerado um importante estágio tecnológico. Também não pode deixar de ser reconhecido como 
importante fator de competição da indústria farmacêutica. 
 
Fármaco 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento_gen%C3%A9rico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia_activa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia_activa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forma_farmac%C3%AAutica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dosagem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento_gen%C3%A9rico
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Fármaco na terminologia farmacêutica, fármaco designa uma substância química conhecida e de estrutura 
química definida dotada de propriedade farmacológica. Em termos correntes, a palavra fármaco designa 
todas as substâncias utilizadas em Farmácia e com acção farmacológica, ou pelo menos com interesse 
médico. De acordo com esta definição, fármaco designa qualquer composto químico que seja utilizada com 
fim medicinal, o que torna a sua distinção de medicamento bastante sutil. 
Classificação dos fármacos 
Quanto a origem 
Naturais: podem ser de origem : 
Animal : as substâncias medicamentosas são extraidas de glândulas ou peçonhas de animais. Ex: 
peçonha de cobra 
Vegetal : as substâncias são obtidas das diversas partes das plantas 
Minerais : as substâncias são extraídas das fontes de minérios e empregadas sob a forma de 
elementos simples como: cloro, ferro, cálcio ou elementos compostos como sulfato de magnésio, 
bicarbonato de sódio, permanganato de potássio. 
Sintéticos: São os obtidos em laboratórios – podem também ser preparados com auxílio de 
matéria prima natural 
Semi sintéticos: Alteram-se as substâncias naturais objetivando modificar as características 
exercidas por elas. 
Organotrópicos – condicionam a alteração de um parâmetro biológico (EX.:anti-hipertensores). 
Etiotrópicos – não influenciam qualquer actividade biológica. Finalidade é matar ou impedir multiplicação 
de microrganismos patogénicos. 
 
Quanto a ocasião de uso 
 Preventivo - vacinas e anticoncepcionais. 
 Substitutivo - vitaminas, insulina. 
 Usados para suprimir a causa da doença - bactericidas, bacteriostáticos. 
 Sintomático - corrigem os sintomas sem eliminar a causa, como ocorre nos analgésicos. 
Efeitos que resultam da ação dos fármacos 
 Efeito terapêutico – acção terapêutica, seria o efeito desejado (uma ou mais) 
 Efeitos secundários – doses usuais e são previsíveis. Não ocorrem para melhoria da situação patológica 
 Reacções adversas – ocasionam sintomas indesejáveis (ou mesmo toxicidade) ou dão lugar a 
interacções prejudiciais com outros medicamentos usados concomitantemente. 
 Efeitos tóxicos – reacções provocadas por uma dose excessiva ou por acumulação anormal do fármaco 
no organismo. 
 Efeitos locais – reacções que só ocorrem no local de administração do medicamento; 
 Efeitos sistémicos – efeitos ocorrem num órgão ou sistema distante do local de administração; 
 Efeitos sinérgicos – combinação dos efeitos de dois ou mais fármacos, administrados simultaneamente 
– efeito final é superior à soma dos efeitos de cada um deles isoladamente. EX.: relaxante 
muscular+analgésico 
 Efeitos antagónicos – efeito oposto entre dois fármacos. Ex.: potássio (frequência cardíaca) / 
digitálicos(frequência cardíaca). Potássio antagonisa a potência do digitálico. 
 
Princípio ativo 
 
Princípio ativo é a substância que deverá exercer efeito farmacológico. Um medicamento, alimento ou 
planta pode ter diversas substâncias em sua composição, porém somente uma ou algumas destas 
conseguirão ter ação no organismo. Ainda em relação aos medicamentos, denomina-se fármaco o princípio 
ativo deste. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farm%C3%A1cia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento
https://pt.wikipedia.org/wiki/Microrganismos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Analg%C3%A9sicos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Organismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1rmaco
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Toxicologia 
 
A toxicologia é uma ciência multidisciplinar que tem como objeto de estudo os efeitos adversos 
das substâncias químicas sobre os organismos. Possui vários ramos, sendo os principais a 
toxicologia clínica, que trata dos pacientes intoxicados, diagnosticando-os e instituindo uma terapêutica mais 
adequada; a toxicologia experimental,que utiliza animais para elucidar o mecanismo de ação, espectro de 
efeitos tóxicos e órgão alvos para cada agente tóxico, além de estipular a DL50( DOSE LETAL MEDIANA) e 
doses tidas como não tóxicas para o homem através da extrapolação dos dados obtidos com os modelos 
experimentais; e a toxicologia analítica, que tem como objetivo identificar/quantificar toxicantes em diversas 
matrizes, sendo estas biológicas (sangue, urina, cabelo, saliva, vísceras, etc.) ou não (água, ar, solo). 
 
Dosagem 
Dosagem é a dose do medicamento, a freqüência de administração e duração do tratamento. Entende-se por 
dose do medicamento, a quantidade capaz de provocar uma resposta terapêutica desejada no paciente, 
preferencialmente sem outras ações (efeitos colaterais) no organismo. Há também a posologia, que é 
estudo farmacológico a respeito das dosagens regulamentares dos medicamentos e fármacos. 
 
Efeito colateral 
Denomina-se efeito colateral como um efeito diferente daquele considerado como principal por um fármaco. 
Esse termo deve ser distingüido de efeito adverso, que se refere a um efeito colateral indesejado, pois um 
fármaco pode causar outros efeitos potencialmente benéficos além do principal. Como exemplo podem ser 
citados a amnésia temporária causada por sedativos e a sonolência em anti-histamínicos, que podem ser 
benéficos ou adversos dependendo da situação. 
Efeito adverso 
 
Denomina-se efeito adverso, ou reação adversa ao medicamento (RAM), como um efeito diferente e 
indesejado daquele considerado como principal por um fármaco. É qualquer resposta a um medicamento que 
seja prejudicial, não intencional, e que ocorra nas doses normalmente utilizadas em seres humanos para 
profilaxia, diagnóstico e tratamento de doenças, ou para a modificação de uma função fisiológica. 
Interpretação 
Ao se suspeitar de um efeito adverso (efeito colateral indesejado), alguns fatos devem ser considerados. 
 Um efeito adverso de um medicamento é um fato prejudicial que acontece quando um medicamento está 
sendo usado, devido ao seu uso, e não por coincidência. 
 Algumas situações são mais frequentes quando se usa uma medicação do que quando não se usa. 
 Em uma determinada pessoa o fato prejudicial pode ser devido ao medicamento, a um outro fator 
qualquer, ou a uma combinação das duas coisas. 
 A possibilidade de um efeito adverso não é a certeza de sua ocorrência. 
 A ocorrência de um fato prejudicial não é a certeza de sua origem pelo uso da medicação. 
 A decisão de usar, de não usar ou de suspender uma medicação deve probabilística, ou seja, devem ser 
balanceadas as probabilidades de benefício com as probabilidades de malefício. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estudo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito
https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncias_qu%C3%ADmicas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Organismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ramo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%ADnica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paciente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sangue
https://pt.wikipedia.org/wiki/Urina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cabelo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Saliva
https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADsceras
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Solo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dose
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratamento_(sa%C3%BAde)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Terap%C3%AAutica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paciente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_colateral
https://pt.wikipedia.org/wiki/Organismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1rmaco
https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1rmaco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_adverso
https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1rmaco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medica%C3%A7%C3%A3o
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Antídoto 
Antídoto é uma substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. 
Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele. Por 
exemplo, metais pesados podem se acumular no tecido gorduroso ou nervoso, causando danos, e o antídoto 
consiste em substâncias que se combinam com eles, evitando-os de agir no organismo. Já 
agentes neurotóxicos como alguns inseticidas e gases de guerra química, como sarin, não são atacados 
diretamente, consistindo o antídoto de substâncias que revertem ou anulam sua ação, como atropina (usada 
em colíriospara exame), em complemento de outras, até que a substância 
seja metabolizada ou excretada pelo organismo. 
Lembre-se que casos de envenenamento devem ser comunicados sempre aos bombeiros, polícia e hospitais, 
mesmo que a pessoa esteja aparentemente bem. Muitos venenos tem ação lenta, matando horas após a 
primeira exposição, se não houver tratamento adequado. 
Também vale lembrar que antídotos também podem prejudicar a saúde se aplicados de forma incorreta. 
A atropina, por exemplo, alivia o efeito dos agentes neurotóxicos, dando tempo para que o atingido possa 
chegar a um hospital, mas não cura. O uso em excesso causa arritmia, entre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mistura
https://pt.wikipedia.org/wiki/Veneno
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metal_pesado
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Tecido_gorduroso&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecido_nervoso
https://pt.wikipedia.org/wiki/Neurot%C3%B3xico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inseticida
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_qu%C3%ADmica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sarin
https://pt.wikipedia.org/wiki/Atropina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%ADrio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metabolismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Excre%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bombeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital
https://pt.wikipedia.org/wiki/Atropina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arritmia
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Forma farmacêutica 
 
Forma farmacêutica é o estado final que as substâncias ativas apresentam depois de serem submetidas às 
operações farmacêuticas necessárias, a fim de facilitar a sua administração e obter o maior efeito terapêutico 
desejado. As formas farmacêuticas foram desenvolvidas para facilitar a administração de medicamentos 
a pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais, e para permitir seu melhor 
aproveitamento. Para uma criança, por exemplo, é melhor engolir gotas em um pouco de água do que um 
comprimido. Além disso, a forma farmacêutica se relaciona à via de administração que vai ser utilizada, 
isto é, a porta de entrada do medicamento no corpo da pessoa, que pode ser, por via oral, retal, 
intravenosa, tópica, vaginal, nasal, entre outras. 
Escolha da forma farmacêutica 
A escolha da forma farmacêutica depende principalmente: 
 da natureza físico-química do fármaco; 
 do mecanismo de ação; 
 do local de ação do medicamento; 
 da dosagem – quantidade de fármaco na forma farmacêutica. 
 
 
 
 
Cada via de administração é indicada para uma situação específica, e apresenta vantagens e 
desvantagens. Sabemos, por exemplo, que uma injeção é sempre incômoda e muitas vezes dolorosa. No 
entanto, seu efeito é mais rápido. Lembre-se que não é apenas a forma do medicamento que é importante, 
a sua via de administração também deverá ser escolhida pelo médico, no ato da prescrição. No quadro 
abaixo estão relacionadas as vias de administração e as principais formas farmacêuticas existentes. 
 
 
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VIA DE ADMINISTRAÇÃO FORMAS FARMACÊUTICAS 
Via oral (boca) 
Comprimido, cápsula, pastilhas, drágeas, pós para reconstituição, 
gotas, xarope, solução oral, suspensão. 
Via sublingual (debaixo da 
língua) 
Comprimidos sublinguais 
Via parenteral (injetável) Soluções e suspensões injetáveis 
Via cutânea (pele) Soluções tópicas, pomadas, cremes, loção, gel, adesivos. 
Vianasal (nariz) Spray e gotas nasais 
Via oftálmica (olhos) Colírios e pomadas oftálmicas 
Via auricular (ouvidos) Gotas auriculares ou otológicas e pomadas auriculares 
Via pulmonar 
(respiração/aspiração) 
Aerossol (bombinha) 
Via vaginal (vagina) Comprimidos vaginais, cremes, pomadas, óvulos. 
Via retal (ânus) Supositórios e enemas 
 
 
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FORMAS FARMACÊUTICAS SÓLIDAS 
• CÁPSULAS 
É o armazenamento de uma ou mais substâncias químicas em 
recipientes de gelatina que pode ser mole (armazenando líquidos, 
semi-sólidos e sólidos) ou duro (armazenando sólidos). Há casos 
específicos em que a cápsula pode ser aberta e ser administrada na 
forma de pó, porém, isto só poderá ser feito com indicação médica 
e orientação do farmacêutico. 
Em geral, não se pode abrir, quebrar ou triturar as cápsulas, pois o medicamento pode perder seu efeito. 
Pode ser usada para mascarar sabor desagradável. 
• COMPRIMIDOS 
 
É a compressão de uma ou mais substâncias 
químicas na forma de pó ou grânulo. 
Segue abaixo alguns Tipos de comprimidos: 
♦ COMPRIMIDOS DE REVESTIMENTO 
ENTÉRICO » Os comprimidos prontos são 
revestidos por um produto que garante sua 
passagem integra pelo estômago e chegando 
perfeito ao intestino onde irá se dissolver e iniciar 
sua ação. 
O revestimento é necessário para os casos em que os medicamentos, quando em contato com o 
líquido ácido do estômago são destruídos e perdem imediatamente sua ação terapêutica. Pode 
ser utilizado também em casos de medicamentos que agridem a parede do estômago. 
♦ COMPRIMIDOS SUBLINGUAIS » Os comprimidos são colocados, obrigatoriamente, embaixo 
da língua, e se dissolvem com auxílio da saliva e são absorvidos na própria boca. É usado no caso 
de medicamentos que, em contato com o líquido ácido do estômago são destruídos e perdem 
imediatamente sua ação terapêutica, também para aqueles que são pouco absorvidos pelo 
intestino. 
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♦ COMPRIMIDOS EFERVESCENTES » São comprimidos preparados 
com uma ou mais substâncias químicas associadas a alguns sais que 
liberam gases quando em contato com a água. Este mecanismo facilita 
o comprimido a desintegrar e a dissolver para ser absorvido. 
♦ COMPRIMIDOS MASTIGÁVEIS » São comprimidos preparados para 
terem a sua desintegração facilitada pela mastigação. Depois de 
mastigados, eles são engolidos, para aí serem dissolvidos e absorvidos. 
♦ COMPRIMIDOS DE AÇÃO LENTA/PROLONGADA » É um comprimido que possui um 
revestimento que controla a liberação da substância química. Isso permite que esses 
comprimidos, ao serem dissolvidos, iniciem sua ação lentamente de forma que seja 
prolongada/duradoura, mas somente quando ingeridos inteiros. Já um comprimido simples 
quando é totalmente dissolvido, sofre completa absorção e tem sua ação iniciada rapidamente. 
São utilizados, geralmente, para doenças crônicas, podendo aumentar o intervalo entre as 
tomadas dos medicamentos em pacientes que precisam de altas doses por dia. 
→Um tipo de comprimido de ação lenta/prolongada é o chamado de “Oros”, esse comprimido 
permite a liberação lenta da substância ativa no organismo, o que garante a ação durante 24 
horas. Uma vez concluído este processo, o comprimido vazio é eliminado pelo organismo através 
das fezes. Ex: Adalat® Oros. 
→Outro tipo de comprimido de ação lenta/prolongada é o chamado “Inserts”, usado em 
preparações oftálmicas, colocado no saco lacrimal, esses são colocados e retirados intactos, há 
liberação da substância química. Ex: Ocusert TM. 
• DRÁGEAS 
São comprimidos revestidos com açucares. Melhora a 
deglutição, aparência física e mascara o sabor do medicamento. 
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• PREPARAÇÃO EXTEMPORÂNEA 
 São pós liofilizados ou grânulos, podem ser solúveis, 
resultando em soluções, ou insolúveis, resultando em suspensões. 
São preparações para substâncias que não são estáveis na 
presença da água (se degradam facilmente depois de um curto 
tempo de contato). Assim, é necessário que as substâncias sejam 
acrescentadas à água filtrada ou fervida somente no momento da 
administração, para se fazer a solução ou suspensão. Geralmente, 
esses produtos devem ser utilizados por um período máximo de 14 dias após sua preparação, 
quando armazenado em geladeira. Se armazenado em temperatura ambiente esse período cai 
para 7 dias. Se não utilizado por completo dentro desses períodos e nessas condições, o que restar 
no frasco deve ser descartado. Ter atenção, pois há produtos com especificações diferentes. 
Os granulados devem ser consumidos em no máximo 24hs após serem preparados. 
 
FORMAS FARMACÊUTICAS SEMI-SÓLIDAS 
As preparações tópicas semi-sólidas são para aplicação na pele ou em certas mucosas, para 
ação localou penetração percutânea dos medicamentos, ou ainda por sua ação emoliente ou 
protetora. 
• POMADAS OU UNGÜENTOS 
 
São preparações semi-sólidas para aplicação externa que amolecem ou derretem à temperatura 
corpórea. A substância química sólida é geralmente inserida em uma base oleosa. 
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https://i2.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-pvi065AR7DA/Vr0NekF-RzI/AAAAAAAASm4/yP_1sUPA03A/s1600-h/image[65].png?ssl=1
https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-glK53rzlkgc/Vr0NcWrFvJI/AAAAAAAASmw/p-RXmCRVyok/s1600-h/image[37].png?ssl=1
13 
 
São usadas em regiões menores, com menos pêlos por serem muito oleosas, não é aconselhável aplicá-
las em feridas abertas. 
• PASTAS 
 
Para aplicação externa na pele. Contém maior porcentagem de material sólido, por isso são mais firmes 
e espessas. Apresentam consistência macia e firme pela quantidade de sólidos, são pouco gordurosas e 
têm grande poder de absorção de água ou de exsudados. 
• EMULSÕES OU CREMES 
Preparações com parte de água e parte de 
óleo. Em comparação com as pomadas, são bem menos oleosas e se espalham facilmente. Portanto, são 
mais aplicadas para áreas extensas do corpo e também em regiões com pêlos. 
As emulsões também são usadas por via oral para mascarar o sabor de medicamentos quando usadas 
por via oral, evitando o contato do óleo com as papilas gustativas. 
https://i0.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-rJA3vWtEr2o/Vr0NhBb7gII/AAAAAAAASnA/qWyRtDPF5iU/s1600-h/pastas[2].png?ssl=1
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14 
 
• GÉIS 
São preparações a base de água, portanto, não contém óleo. São 
utilizadas em regiões muito úmidas. Também são utilizados para reduzir a oleosidade da pele. 
• SISTEMAS DE GÁS COMPRIMIDO OU AEROSSÓIS 
São utilizadas em medicamentos e cosméticos. 
Geralmente são soluções associadas a gases. Antigamente o gás mais utilizado era o CFC 
(clorofluorcarbono), pois ele não é inflamável, em contrapartida causam grande estrago para a natureza 
(uma pequena quantidade dele no ar é capaz destruir grande parte da camada de ozônio). Foi substituído 
atualmente pelos hidrocarbonetos (n-butano, propano, iso-butano), que são inflamáveis, mas pouco 
tóxicos e mais baratos. É importante alertar que as embalagens não devem ser descartadas fora do lixo, 
e não podem ser reutilizadas e abertas. 
• SUPOSITÓRIOS 
São formas farmacêuticas da consistência firme, de forma cônica 
ou ogival, destinadas a serem inseridas no reto, onde devem desintegrar-se ou derretem-se a 
temperatura do corpo, liberando a substância química. Pode ser para ação sistêmica devendo seraplicado mais profundamente possível, ou local não sendo necessário aplicação profunda. Para ação local 
são utilizados em casos de dor, constipação, irritação, coceira e inflamação. Para ação sistêmica são 
utilizados em casos de pacientes com vômitos e que não engolem o medicamento, ou mesmo para cortar 
o vômito, e para medicamentos que se degradam no líquido ácido do estômago. 
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15 
 
• ÓVULOS 
Um tipo de supositório de uso vaginal. 
FORMAS FARMACÊUTICAS LÍQUIDAS 
• SOLUÇÕES 
 
São preparações em que há uma ou mais substâncias químicas dissolvidas em uma pequena 
quantidade de solvente (a substância que dissolve). Podem ser divididas em Soluções Orais e Soluções 
Estéreis. 
• SOLUÇÕES ORAIS 
As soluções orais, necessitam de componentes que dêem cor e sabor ao líquido para tornar o 
medicamento mais agradável ao gosto. Podem ser administradas em gotas, ou com um volume bem 
definido, como, por exemplo, 5 mL (uma colher de chá). Elas podem ter cor, mas devem ser 
transparentes. 
https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-_th68AjEfw4/Vr0NsBwnx9I/AAAAAAAASng/HJGPnVV8Ods/s1600-h/image[64].png?ssl=1
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16 
 
• SOLUÇÕES ESTÉREIS (INJETÁVEIS, COLÍRIOS..) 
 São preparações 
líquidas estéreis, ou seja, sem a presença de microorganismos. São colírios e medicamentos 
injetáveis. Não devem conter nenhum tipo de substância estranha e nem estarem turvas. 
• TINTURAS 
 São medicamentos líquidos resultantes da extração princípios ativos de drogas 
vegetais e animais. Elas são preparadas à temperatura ambiente por percolação (droga 
vegetal na forma íntegra em contato com o solvente) ou maceração (droga macerada ou 
triturada em contato com o solvente). Os líquidos extratores ou “solventes” são: álcool, 
álcool/água, éter alcoolizado ou acetona. 
 
• EXTRATOS FLUIDOS 
São preparações oficinais líquidas obtidas de drogas vegetais e manipuladas de maneira que cada 1 mL 
contenha os princípios ativos solúveis de 1 g da droga respectiva, devidamente dessecada ao ar livre. 
Eles são preparados, em sua maioria, por um dos quatro processos gerais de percolação designados pelas 
letras A, B, C e D na Farm.Bras.II. 
https://i2.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-B_4O1ftUh0s/Vr0NxV-Cp3I/AAAAAAAASnw/EUZ5hYqHcqY/s1600-h/colirio%25255B3%25255D.jpg?ssl=1
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https://i2.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-B_4O1ftUh0s/Vr0NxV-Cp3I/AAAAAAAASnw/EUZ5hYqHcqY/s1600-h/colirio[3].jpg?ssl=1
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17 
 
• XAROPES 
São preparações a base de água, concentradas de açúcar, que contêm uma 
ou mais substâncias químicas. São usadas principalmente para substâncias com sabor muito 
desagradável e também para pacientes que têm dificuldade de ingerir comprimidos (crianças e idosos, 
por exemplo). 
• ELIXIRES 
São preparações líquidas à base de água e álcool e com sabor levemente 
adocicado, que contêm uma ou mais substâncias químicas. 
São menos viscosos e, devido à presença de certa quantidade de álcool, são menos utilizadas atualmente. 
https://i1.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-HnMAr3UtcUY/Vr0N2shQbVI/AAAAAAAASoI/D-jzccqZeMQ/s1600-h/image[72].png?ssl=1
18 
 
• SUSPENSÕES 
 
As suspensões são preparações em que as substâncias químicas não estão totalmente dissolvidas no 
meio líquido. Geralmente têm baixa capacidade de dissolução, por isso depositam-se no fundo do 
recipiente. 
É essencial informar ao paciente que ele deve agitar o frasco antes de usar. 
OUTRAS FORMAS FARMACÊUTICAS 
•Cataplasmas → São preparações geralmente magistrais, de aplicação tópica na pele. 
•Ceratos → São um tipo de pomada, em que o excipente é constituído por uma mistura de cera e óleo. 
•Alcolatos → São preparações farmacêuticas que se obtém pela maceração olcoólica de plantas frescas, 
seguidas de destilação 
•Colutórios → São preparações magistrais destinadas a serem depostas na mucosa bocal ou 
orofaríndea. São soluções viscosas devido à presença de mel ou glicerina. As substâncias ativas 
empregues são anti-sépticos. 
•Enemas ou Clister (Phosfo enema) → São formas farmacêuticas destinadas a serem introduzidas na 
porção terminal do intestino. 
•Aerossois → Se caracterizam por constituírem um “nevoeiro não molhante” formado por micro gotas 
(diâmetro compreendido entre 0,05 e 0,2 micrômetro). Formam uma suspensão coloidal, em que a fase 
contínua é o gás e a fase dispersa é o líquido. 
•Sprays → São semelhantes aos aerossóis, mas o diâmetro da partícula é maior (0,5 micrômetro), 
podem ser considerados “nevoeiros molhantes”. 
•Vaporizações → São formas farmacêuticas magistrais resultantes da libertação de vapor de água por 
si só, ou contendo anti-sépticos, e que se destinam a ser inalados 
•Fumigações → São gases resultantes da combustão de determinadas plantas, ou liberação de gases (p. 
ex. Formal) com fins desinfetantes de espaços ou dirigidos para as vias resiratórias com fins 
medicamentosos anti-sépticos – inalação 
•Ampolas → São tubos de vidro ou plástico, colorido ou incolor, estirados nos dois topos, ou pequenas 
“garrafas” seladas, podem conter líquido ou pó. 
https://i0.wp.com/lh3.googleusercontent.com/-G8H4BDUESIQ/Vr0N4tPAR2I/AAAAAAAASoQ/ESh_iug4_r4/s1600-h/suspens%C3%A3o[2].png?ssl=1
19 
 
–Servem para facilitar a esterilização e conservação do seu conteúdo; 
–O pó normalmente é utilizado na preparação extemporânea de solutos injetáveis. 
–O conteúdo poder ser aplicado via parenteral, oral ou tópico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
Vias de administração de medicamentos 
 
Entre os profissionais de saúde, via de administração é o caminho pelo qual uma substância interage com 
o organismo. Em toxicologia usa-se o termo inoculação em vez de administração. 
Sem dúvida, dita a substância tem de ser transportada do ponto de entrada à parte do corpo onde se deseja 
que ocorra sua ação (a menos que esse local seja na superfície do corpo). Todavia, o uso dos mecanismos 
de transporte do organismo para tal fim está longe de ser trivial. As propriedades farmacocinéticas de uma 
droga (isto é, as propriedades relacionadas a absorção, distribuição e eliminação) são bastante influenciadas 
pela via de administração. 
Objetivos da injeção intravenosa 
 Efetuar nutrição parenteral 
 Administrar grandes volumes de líquidos, quando indicados 
 Administrar substância hipertônica com certos limites 
 Obter efeito imediato do medicamento 
 Instalar terapêutica com hemocomponentes 
Classificação 
As vias de administração de fármacos podem ser a grosso modo divididas em: 
 Tópica: efeito local; a substância é aplicada diretamente onde se deseja a sua ação (o fármaco é exposto 
sobre a pele). 
 Enteral: efeito sistêmico (não-local); recebe-se a substância via trato digestivo. 
 Parenteral: efeito sistêmico; recebe-se a substância por outra forma que não pelo trato digestivo. 
A agência FDA americana reconhece 111 tipos diferentes de vias de administração. A seguir está uma lista 
breve de algumas delas. 
Tópica 
 epidérmica (aplicação sobre a pele), p. ex. teste de alergia, anestesia local tópica 
 inalável, p. ex. medicamentos para asma 
 enema, p. ex. meio de contraste para imagem digestiva 
 colírios (sobre a conjuntiva), p. ex. antibióticos para conjuntivite 
 gotas otológicas, como antibióticos e corticoides para otite externa 
 intranasal, p. ex. spray descongestionante nasalParenteral por injeção ou infusão 
 injeção intravenosa (na veia), p. ex. várias drogas, nutrição parenteral total 
 injeção intra-arterial (na artéria), p. ex. drogas vasodilatadoras para o tratamento de vasoespasmos e 
drogas trombolíticas para o tratamento de embolia 
 injeção intramuscular (no músculo), p. ex. várias vacinas, antibióticos e agentes psicoativos de longa 
duração. 
 injeção intracardíaca 
 injeção subcutânea (sob a pele), p. ex. insulina 
 infusão intraóssea (na medula óssea) é um acesso intravenoso indireto porque a medula óssea acaba no 
sistema circulatório. Esta via é usada ocasionalmente para drogas e fluidos na medicina de emergência 
e na pediatria, quando o acesso intravenoso é difícil 
 injeção intradérmica, (na própria pele) é usada para teste de pele de alguns alergênicos e também 
para tatuagens 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Subst%C3%A2ncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Toxicologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inocula%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vias_de_administra%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacocin%C3%A9tica
http://www.fda.gov/cder/dsm/DRG/drg00301.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anestesia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Asma
https://pt.wikipedia.org/wiki/Enema
https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%ADrio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Conjuntiva
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antibi%C3%B3tico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Conjuntivite
https://pt.wikipedia.org/wiki/Corticoide
https://pt.wikipedia.org/wiki/Otite
https://pt.wikipedia.org/wiki/Descongestionante_nasal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Infus%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_intravenosa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Veia
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Nutri%C3%A7%C3%A3o_parenteral_total&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_intra-arterial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Art%C3%A9ria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vasodilatador
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Vasoespasmo&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trombol%C3%ADtico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Embolia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_intramuscular
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsculo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vacina
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Agente_psicoativo&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_intracard%C3%ADaca
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_subcut%C3%A2nea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Insulina
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Infus%C3%A3o_intra%C3%B3ssea&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medula_%C3%B3ssea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pediatria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inje%C3%A7%C3%A3o_intrad%C3%A9rmica
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Teste_de_pele&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Alerg%C3%AAnicos&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tatuagem
21 
 
 injeção intraperitoneal, (no peritônio) é predominantemente usada na medicina veterinária e no teste de 
animais para a administração de drogas sistêmicas e fluidos, devido à facilidade de administração 
comparada com outros métodos parenterais. 
Parenteral (que não por injeção ou infusão) 
 transdérmica (difusão através da pele intacta), p. ex. emplastro de opioide transdérmico para terapia da 
dor 
 transmucosa (difusão através de uma membrana mucosa), p. ex. inalação 
de cocaína, nitroglicerina sublingual 
 inalável, p. ex. inalação de anestésicos. 
 
Outras 
 intraperitoneal (infusão ou injeção na cavidade peritoneal), p. ex. diálise peritoneal 
 epidural (sinônimo: peridural) (injeção ou infusão no espaço epidural), p. ex. anestesia epidural 
 intratecal (injeção ou infusão no fluido cerebroespinhal), p. ex. antibióticos, anestesia espinhal ou 
anestesia geral 
Usos 
Algumas vias de administração podem ser usadas tanto para propósitos tópicos quanto sistêmicos, 
dependendo das circunstâncias. Por exemplo, a inalação de drogas para asma visa agir sobre as vias aéreas 
(efeito tópico), enquanto que a mesma inalação, porém, de anestésicos voláteis visa agir sobre o cérebro 
(efeito sistêmico). 
Por outro lado, uma mesma droga pode produzir diferentes resultados dependendo da via de administração. 
Por exemplo, algumas drogas não são absorvidas significativamente na corrente sanguínea a partir do trato 
gastrointestinal e, por isso, sua ação após administração enteral é diferente daquela após administração 
parenteral. Isto pode ser ilustrado pela ação da naloxona, um antagonista de opiáceos como a morfina. A 
naxolona contra-ataca a ação do opiáceo, no sistema nervoso central, quando administrado por via 
intravenosa e por isso é usada no tratamento de overdose de opiáceos. A mesma droga, porém, quando 
engolida, age exclusivamente no sistema digestivo; é assim usado para tratar constipações sob terapia da dor 
com opiáceos e não afeta o efeito de redução da dor causado pelo opiáceo. 
As vias enterais são geralmente a mais conveniente para o paciente, já que não há necessidade de se fazer 
punções ou utilizar procedimentos de esterilização. Medicamentos enterais são, por isso, frequentemente os 
mais preferidos para deficiências crônicas. Porém, algumas drogas não podem ser administradas desta forma 
porque sua absorção no trato digestivo é baixa ou imprevisível. A administração transdérmica é uma 
alternativa confortável; há, porém, somente algumas poucas preparações medicamentosas adequadas para 
a administração transdérmica. 
Em situações graves ou nas medicinas de emergência e de tratamento intensivo, as drogas são muito 
frequentemente administradas por via intravenosa. Isto ocorre porque pacientes pouco ou muito doentes 
podem apresentar alterações na absorção de substâncias através dos tecidos, ou alterações na motilidade 
digestiva, que podem causar absorção imprevisível do medicamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Inje%C3%A7%C3%A3o_intraperitoneal&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Perit%C3%B4nio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coca%C3%ADna
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nitroglicerina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Perit%C3%B4nio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1lise
https://pt.wikipedia.org/wiki/Espa%C3%A7o_epidural
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anestesia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fluido_cerebroespinhal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anestesia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anest%C3%A9sico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Naloxona
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opi%C3%A1ceo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Morfina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_nervoso_central
22 
 
Principios básicos de administração de medicamento 
para auxiliares e técnicos de enfermagem 
 
REGRA DOS 13 CERTOS PARA ADMINISTRAR MEDICAMENTO 
 
 
 
CUIDADOS GERAIS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
1.Anotar com atenção o nome do paciente, quarto, leito, horário, medicamento e dose. 
2. A administração de medicamentos não prescritos somente é permitido em casos de urgência e 
com autorização do enfermeiro. 
3. A administração de medicamentos deverá ser conferida antes de sua administração para evitar 
dúvidas e rasuras no prontuário. 
4. Um círculo em volta do horário significa que a medicação não foi administrada. 
5. Verificar se o medicamento está disponível na unidade; caso contrário, solicitá-lo á escrituaria 
ou á farmácia. 
6. Lavar sempre as mãos antes de iniciar o preparo da medicação. 
7. Ler o rótulo do medicamento, observando seu prazo de validade, cor, aspecto e dosagem. 
8. Não administrar medicamentos sem invólucros. 
9. Ao preparar a medicação, ler três vezes o rótulo: antes de retirá-lo do recipiente, antes de 
colocar no copinho descartável ou aspirar na seringa e antes re recolocar no armário ou 
desprezar. 
10. O medicamento só deve ser administrado pela pessoa que o preparou (exceto nos casos de 
protocolos institucionais). 
11. Evitar conversasque impeçam a concetração e induzam a erros. 
12. Qualquer dúvida sobre o medicamento ou sobre o procedimento, solicitar orientação do 
enfermeiro. 
13. Certificar-se e respeitar os " certos" da administração de medicamentos: 
14. Certificar -se das indicações de controles hídrico, dietas jejuns e suspensão de 
medicamentos. 
15. Conferir se existem antecedentes de alergia e não administrar se for o caso. 
 
 
 
 
 
 
23 
 
PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS 
CONCEITO: Uma prescrição (também conhecida informalmente como receita médica) é a indicação 
de medicamentos e medidas médicas que um paciente humano deve tomar ou realizar. É indicado 
pelos médicos a receita médica humana de medicamentos para tratamento médico. Prescrições não-
médicas incluem outros profissionais no auxílio de competências de outras grandes 
áreas: nutricionistas, educadores físicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas ou médicos veterinários e 
compete aos farmacêuticos, às prescrições envolvendo fármacos obrigatoriamente a manipulação e 
dispensação, onde efetuarão neste ato a fiscalização da prescrição e orientação ao paciente. 
 
TIPOS DE PRESCRIÇÃO MÉDICA 
- Prescrições únicas: É quando um medicamento deve ser administrado apenas uma vez. Por exemplo, 
ele pode prescrever uma dose de toxoide tetânico para um paciente que apresenta uma ferida puntiforme e 
que recebeu uma série primária de toxoide tetânico há mais de 5 anos; 
- Prescrições imediatas: Quando um paciente precisa imediatamente de medicamento para um problema 
urgente o médico escreve uma prescrição imediata. Por exemplo, ele pode prescrever uma dose única 
imediata de um ansiolítico para tranquilizar um paciente muito agitado. Para o paciente com dor torácica 
aguda ele pode escrever uma prescrição imediata de nitroglicerina; 
- Prescrições S/N: Uma prescrição S/N permite que você administre um medicamento quando o paciente 
necessita dele. Naturalmente, você deve exercer um julgamento profissional razoável na determinação de 
quando e com que frequência deve administrar um medicamento S/N; 
- Prescrições permanentes: Denominadas também como protocolos, as prescrições permanentes derivam 
de orientações criadas por cada instituição de saúde para tratar determinadas doenças ou grupos de 
sintomas; 
- Prescrições verbais e telefônicas: As prescrições de medicamentos fornecidas por via oral, em vez de 
escritas, são conhecidas como prescrições verbais. É recomendado, sempre que possível, evitá-las. Há 
sempre um risco maior de você compreender erroneamente o que o médico quer, e como você não terá 
uma prova escrita de que fez o que lhe foi dito, isso pode gerar complicações. 
 
O perigo da comunicação errônea aumenta ainda mais quando o médico fornece uma prescrição verbal de 
medicamento por telefone. Uma conexão ruim, comoção em ambas as extremidades e a falta de indícios 
não-verbais de comunicação podem facilmente resultar em erros de medicação, caso você falhe em 
esclarecer exatamente o que o médico quer. Quando possível, utilize um aparelho de fax, em vez de receber 
uma prescrição verbal por telefone. 
 
 
◊ Cuidados com os principais erros de prescrição: 
 
• A seleção de um medicamento incorreto; 
 
• Omissão da dose; 
 
• Formas farmacêuticas e de dosagem diferentes; 
 
 
• Via de administração; 
 
• Duração da terapia; 
 
• Diluentes inapropriados; 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9dico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nutricionista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Educador_f%C3%ADsico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Enfermagem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dentista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Veterin%C3%A1rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farmac%C3%AAutico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Assist%C3%AAncia_farmac%C3%AAutica
24 
 
 
• Número errado de doses de um ciclo terapêutico; 
 
• Velocidade inapropriada de administração; 
 
• Concentração errada da medicação; 
 
• Drogas deterioradas; 
 
• Erros de técnica de administração; 
 
• Ilegibilidade da letra. 
 
◊ Os principais fatores que podem levar a um erro de prescrição são: 
 
• Erros de cálculo; 
 
• Utilização de pontos decimais e zeros; 
 
• Abreviação; 
 
• Ordens verbais; 
 
• Confusão com a dose de um medicamento; 
 
• Letra ilegível do prescritor; 
 
• Ausência de informação. 
 
Para se precaver de ações judiciais, você deve cumprir suas obrigações legais. Isso significa estar 
totalmente familiarizada com os medicamentos que você administra e saber quando não seguir uma 
prescrição de medicamento. Também significa documentar suas ações, a resposta do paciente ao 
medicamento, e os incidentes relacionados com o cuidado ao paciente, incluindo os erros cometidos por 
você e por seus colegas. 
 
Quando se refere à administração de medicamento, a lei espera que você tome certas precauções, 
incluindo as seguintes: 
 
- No caso da prescrição estar ilegível ou incerta (confusa) o profissional deve recusar administrar o 
medicamento; 
 
- O profissional da enfermagem deve procurar meios de esclarecer uma prescrição ilegível ou confusa, 
nunca tente interpretá-la duvidosamente; 
 
- O conhecimento da farmacologia (limites de dosagens de segurança dos medicamentos) é muito 
importante para diminuir os riscos de intoxicações; 
 
- A anamnese terapêutica auxilia a evitar possíveis interações entre os medicamentos; 
Prescrição Medicamentosa no Brasil 
No Brasil, a prescrição de medicamentos só é permitida a: 
 Médicos (Somente para uso humano e poder de prescrição ilimitado) 
 Cirurgiões dentistas (somente para uso odontológico – Lei 5081/66) 
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 Médicos veterinários (somente para uso veterinário – Lei 5517/68) 
 Enfermeiros: medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela 
instituição de saúde, ou medicamentos fitoterápicos após conclusão de curso com carga horária de 360 
horas - Lei 7498/86; Parecer COREN - BA nº 030/2014.[1] 
 Farmacêuticos: Medicamentos fitoterápicos, não tarjados e,desde que haja diagnóstico médico prévio, 
apenas quando estiver previsto em programas, protocolos, diretrizes ou normas técnicas, aprovados 
para uso no âmbito de instituições de saúde ou quando da formalização de acordos de colaboração com 
outros prescritores ou instituições de saúde, os medicamentos com tarja.( RE 586/2013) 
 Nutricionistas (somente fitoterápicos, isentos de prescrição médica e relacionados à prática do 
nutricionista - RE 402/2007 do Conselho Federal de Nutricionistas) 
 
Tarjas nos medicamentos 
No Brasil os medicamentos são classificados de acordo com os riscos que esses podem trazer aos pacientes, 
pelo uso indevido ou superdosagem. Essa classificação é feita por tarjas coloridas nas embalagens de cada 
medicamento. 
Sem tarja 
Não é necessário apresentação de receitas para a compra. 
Tarja vermelha 
A tarja vermelha indica ausência de perigo à saúde do paciente em relação a risco de morte, porém estes 
contém efeitos colaterais. A receita deve ser apresentada no ato da compra e em alguns casos deve ficar 
retida no estabelecimento. 
Tarja preta 
A tarja preta indica nos medicamentos risco médico e devem ser vendidos somente com receita médica e 
retenção desta. 
A venda de medicamentos de tarja preta no Brasil é controlada através de sistema eletrônico, implantado a 
partir de janeiro de 2008. O mecanismo impede o reaproveitamento de receitas e possíveis rasuras. 
Antigamente a venda destes medicamentos era anotada manualmente em livros que eram posteriormente 
recolhidos pela ANVISA. 
Produtos controlados 
Notificação de receita 
A notificação de receita, no Brasil, é uma prescrição medicamentosa escrita padronizada, que acompanha a 
receita e a autoriza. São utilizadas cores para indicar o grupo medicamentoso de risco. Assim, utiliza-
se entorpecentes (cor amarela), psicotrópicos (cor azul) e retinóides de uso sistêmico 
e imunossupressores (cor branca).https://pt.wikipedia.org/wiki/Prescri%C3%A7%C3%A3o_m%C3%A9dica#cite_note-1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Entorpecente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Amarelo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Psicotr%C3%B3pico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Azul
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Retin%C3%B3ide&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imunossupressor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Branco
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Grupos de produtos controlados 
Grupo Exemplos 
A1 Entorpecentes : analgésicos, opióides e não opióides, analgésicos gerais 
A2 Entorpecentes : analgésicos, opióides e não opióides 
A3 Psicotrópicos : estimulantes do sistema nervoso central 
B1 Psicotrópicos : antiepiléticos, indutores do sono, ansiolíticos, antidepressivos, tranquilizantes 
B2 Psicotrópicos : anorexígenos 
C1 
Controle Especial : antidepressivos, antiparksonianos, anticonvulsivantes, antiepiléticos, neurolépticos 
e anestésicos 
C2 Retinóides : tratamento de acne cística severa 
C3 
Talidomida : reação leprótica (medicamento usado por gestantes contra enjoo que causava má formação 
do feto, fato foi muito discutido há algumas décadas) 
C4 Antiretrovirais : infecções originadas do HIV 
C5 Anabolizantes 
D1 Precursores de Entorpecentes / Psicotrópicos 
D2 Precursores de Síntese de Entorpecentes 
E Plantas 
F Produtos de uso proscrito no país 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Entorpecente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Analg%C3%A9sico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opi%C3%B3ide
https://pt.wikipedia.org/wiki/Psicotr%C3%B3pico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anorex%C3%ADgeno
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antidepressivo
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Antiparksoniano&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anticonvulsivante
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anest%C3%A9sico
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Retin%C3%B3ide&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acne
https://pt.wikipedia.org/wiki/Talidomida
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Antiretroviral&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/HIV
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anabolizante
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Principais Siglas e Abreviaturas encontradas nas Prescrições Médicas 
 A/O: Ambos os Olhos ou Ouvidos 
 ACM: A Critério do Médico 
 AMP: Ampola 
 BID: 2 vezes ao dia 
 BPM: Batimentos por Minuto 
 cc: Centímetro Cúbico 
 Ca: Cálcio 
 CAPS: Cápsulas 
 cm: Centímetro 
 cm3: Centímetro Cúbico 
 COL: Colírio 
 COMP ou CP: Comprimidos 
 CPM: Conforme Prescrição Médica 
 CR: Creme 
 D: Dia 
 DRG / DG: Drágea 
 ENV: Envelope 
 EV/IV: Endovenosa/Intravenosa 
 FLAC / FL: Flaconete 
 FR: Frasco 
 g/gr: Grama 
 GT/GTS: Gota/Gotas 
 INJ: Injetável 
 h: Hora 
 H202: Água Oxigenada 
 ID: Intradérmica 
 IM: Intramuscular 
 IN: Intranasal 
 KCl: Cloreto de Potássio 
 kg: Kilograma 
 KMnO4: Permanganato de Potássio 
 L: Litro 
 µg / mcg: Micrograma 
 mg: Miligrama 
 mm: Milímetro 
 MTN: Manhã, Tarde, Noite 
 NaCl: Cloreto de sódio 
 NBZ: Nebulização 
 O2: Oxigênio 
 OD: Olho ou Ouvido Direito 
 OE: Olho ou Ouvido Esquerdo 
 PA: Pressão Arterial 
 POM/PM: Pomada 
 QD: 1 vez ao dia (todos os dias) 
 QID: 4 vezes ao dia 
 q.s.p.: Quantidade Suficiente Para 
 S/N: Se Necessário 
 SC: Subcutânea 
 seg: Segundo 
 SF: Solução Fisiológica / Soro Fisiológico 
 SG: Solução Glicosada / Soro Glicosado 
 SGF: Soro Glicofisiológico 
 SL: Sublingual 
 Sol: Solução 
 SUP / SP: Supositório 
 SUSP / SS: Suspensão 
 SY: Spray 
 TB: Tubo 
 TD: Transdérmico 
 TID: 3 vezes ao dia 
 TRO: Terapia de Rehidratação Oral 
 U: Unidades 
 U.I.: Unidades Internacionais 
 USO INT: Uso Interno 
 USO EXT: Uso Externo 
 VD: Vidro 
 VOL.: Volume 
 V.O: Via Oral 
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 Mg: Magnésio 
 mL: Mililitro 
 min: Minuto 
 V.R: Via Retal 
 V.V: Via Vaginal 
 XPE/XP: Xarope 
 
CUIDADOS QUE SE DEVE TOMAR AO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS 
A administração de medicamentos, prática realizada nas instituições hospitalares sob 
responsabilidade da equipe de enfermagem, deve ser vista por todos os profissionais de saúde envolvidos 
com a terapia medicamentosa como apenas uma das partes do processo de medicação. 
No que diz respeito à enfermagem esta deve ater-se não somente aos procedimentos técnicos e 
básicos inerentes à profissão, mas identificar os caminhos percorridos pelo medicamento desde o momento 
que o médico o prescreve até a sua administração ao paciente e analisar criticamente o sistema de 
medicação, refletindo sobre suas possíveis falhas e causas. A enfermagem deve colaborar com a segurança 
do sistema buscando soluções para os problemas existentes, além de colaborar com pesquisas sobre esta 
temática. 
A utilização de medicamentos é uma das intervenções mais utilizadas no ambiente hospitalar, no 
entanto, ao longo dos últimos anos, têm-se evidenciado a presença de erros no tratamento medicamentoso 
causando prejuízos aos pacientes que vão desde o não-recebimento do medicamento necessário até lesões 
e mortes. A administração de medicamentos corresponde a última oportunidade de prevenir um erro na 
medicação que pode ter surgido já na prescrição ou na dispensação dos medicamentos. 
Os profissionais de saúde devem estar cientes e alertas para este fato e buscar, permanentemente, 
medidas de prevenção de erros através de novos conhecimentos, condutas ou de estratégias que visem 
proteger todos os envolvidos, principalmente o paciente. 
Obter uma visão ampla do sistema de medicação possibilita aos profissionais condições de análise e 
intervenções que garantam uma assistência responsável e segura ao paciente e a si próprio. A partir dessas 
considerações esse estudo tem por objetivo discorrer sobre tipos e causas de erros na medicação e sobre a 
importância de que haja uma visão ampla do sistema de medicação dentro da instituição hospitalar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTO POR VIA PARENTERAL 
 
 
 
O termo parenteral refere-se à administração de drogas ou nutrientes por qualquer via que não seja a oral e 
a intestinal. A especificidade de cada medicamento, o tipo de ação desejada(local ou geral) e a velocidade de 
absorção pretendida, determinam a escolha desta ou daquela via, porém, qualquer que seja a escolha, a 
administração exige muitos cuidados, como: técnica especializada, material absolutamente estéril do inicio ao 
fim do procedimento e encaixe perfeito dos componentes da seringa e da agulha na seringa. 
 
Os medicamentos parenterais são comumente injetados: 
 No músculo -> injeção intramuscular(IM). 
 Na veia -> injeção intravenosa ou endovenosa(IV ou EV). 
 No tecido subcutâneo -> injeção subcutânea ou hipodérmica(SC). 
 Sob a epiderme -> injeção intradérmica(ID). 
 
Todas as vias têm a vantagem de apresentar uma absorção mais rápida do que a via oral ou intestinal e sendo 
a absorção mais completa, pode -se determinar doses mais precisas e prever com maior segurança seus 
resultados. A desvantagem é que uma vez ministradas, não é possível retirá-las, e como são absorvidas 
rapidamente, pode haver uma lesão considerável em pouco tempo, devido a uma droga dada por engano. 
Como a pele é rompida em todas estas vias, existe também o risco de uma infecção, por isso devem ser 
preparadas e administradas com técnica asséptica. 
 
CUIDADOS BÁSICOS ANTES DA APLICAÇÃO 
 
Quanto à sala de preparo de medicação: 
 Ambiente arejado, boa iluminação; 
 Bancada de preparo, pia com torneira, suporte para sabão liquido, papel toalha, lixeira com tampa; 
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 Recipiente de parede rígida para coletar os resíduos. 
 Quanto ao armazenamento de seringas e agulhas descartáveis 
 Local fresco, sem umidade, isento de poeira, longe de material perfurante ou cortante que possa 
romper as embalagens; 
 Seringas e agulhas dispostas de acordo com seu calibre; 
 Podem ser guardadas em gavetas ou armários fechados; As embalagens das seringas e agulhas devem manter-se intactas até o momento de sua utilização, 
a fim de evitar contaminação. 
 
 Quanto à prescrição médica: 
 Deve-se verificar: nome do paciente, data da prescrição, nome do medicamento, concentração e 
dosagem a administrar, horário de administração, assinatura e o número de registro no respectivo Conselho 
Regional. 
 
Quanto ao medicamento: 
 Observar: aspecto da substância e validade da droga. 
 
Quanto à lavagem das mãos: 
 As mãos são consideradas veículos de contaminação quando não levadas em consideração três 
fatores fundamentais: técnica correta, freqüência e condições adequadas para a lavagem das mesmas. A 
técnica de lavagem das mãos deve ocupar o papel principal no controle das infecções, devido a sua 
importância no combate às infecções cruzadas(transmissão de germes do profissional para o paciente). 
 
EQUIPAMENTO USADO: 
1- Seringas: tem o cilindro e o êmbolo ( retira e instila o medicamento). O tamanho da 
seringa é medido em: ml, cm³, unidade. Tamanho varia de 1 a 60ml. 
2- Agulhas: tem vários comprimentos – vai depender da profundidade da instilação ( o 
comprimento da agulha varia de 6,3mm a 7,6cm ); As agulhas mais longas (25,4mm a 
37,9mm) são usadas para IM. 
3- CALIBRE DA AGULHA: refere-se ao seu diâmetro ou largura, quanto menor o número, 
maior o diâmetro : os mais comuns são: 5,6,7,8,9,10 mm. 
O BIZEL CURTO É PARA INJEÇÃO INTRADÉRMICA (ID), SUBCUTÂNEA (SC), ENDOVENOSA 
(EV). PARA A INTRAMUSCULAR USA BIZEL LONGO. 
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TAMANHOS MAIS USADOS 
 
TIPO DE INJEÇÃO TAMANHO DA 
SERINGA 
TAMANHO DA 
AGULHA 
SUBCUTÂNEA até 1 ml 13x4,5 
INTRAMUSCULAR 3 e 5 ml 25x7 25x8 
INTRADÉRMICA 1 ml 13x4,5 
INSULINA 1 ml 13X4,5 
 
Requisitos básicos para administração parenteral 
- Drogas estéreis 
- Serem líquidas 
- Estarem isentas de substâncias pirogênicas 
- Os materiais para o preparo devem estar estéreis ou de preferência serem descartáveis 
- A administração tem que ser lenta. 
 
COMPLICAÇÕES QUE PODEM OCORRER 
 
- Infecção local: sinais flogísticos: edema, vermelhidão, calor local, dor – pode ter pus. 
- Infecção generalizada: microorganismos na corrente sanguínea (septicemia) 
- Má absorção da droga: formação de massa palpável ( nódulo). 
- Estresse emocional 
- Trauma tissular: injeções repetidas no mesmo local, musculatura hipotrófica, local 
impróprio, etc. 
- Fenômenos alérgicos: susceptibilidade do indivíduo ao produto. 
- Reação local: fenômeno de Arthus: reação provocada por injeções repetidas no 
mesmo local, caracterizada por infiltração, edema, hemorragia e necrose no ponto 
de inoculação. 
 
Reação geral: choque anafilático ( dilatação vascular, congestionamento da face, palidez, 
vertigem, agitação, ansiedade, tremores, cianose, edema de glote podendo chegar até a 
morte. 
 
 
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ORIENTAÇÕES PARA RETIRADA DO MEDICAMENTO DA AMPOLA 
 
- Selecione seringa e agulha 
- Quebre a ampola na direção contrária a do seu corpo ( proteja os dedos com algodão ou gaze. 
- Insira a agulha na ampola e aspire a medicação. 
- Proteja a agulha. 
 
ORIENTAÇÕES PARA RETIRADA DE MEDICAMENTO DE UM FRASCO 
 
- Retire a parte metálica que protege a tampa de borracha 
- Complete a seringa com volume de ar igual ao que será tirado do frasco e injete nele ( para 
aumentar a pressão no interior do frasco). 
- Isso facilitará a retirada do medicamento 
- Inverta o frasco, segure firme e puxe o êmbolo tirando a quantidade exata do medicamento. 
- Retire a agulha do frasco, já com o medicamento na seringa e a proteja. 
- 
RECONSTITUIÇÃO DO MEDICAMENTO 
 
É o processo de adição de líquido, conhecido como diluente, a uma substância em pó – (água estéril 
ou soro fisiológico). Rolar o frasco entre as mãos facilita a dissolução do medicamento em pó, deve 
estar sem agulha 
 
VIAS PARA INJEÇÃO 
 
- Intradérmica (ID) : feita entre as camadas da pele. 
- Subcutânea (SC): feita sob a pele, mas acima do músculo 
- Intramuscular (IM): no interior do tecido muscular 
- Endovenosa (EV): o medicamento é instilado na veia. 
 
 
 
INJEÇÃO INTRAMUSCULAR 
 
É a introdução do medicamento direto no músculo, devido a absorção ser mais rápida. 
TÉCNICA: a agulha é inserida na pele formando um ângulo de 90º, alcançando o tecido muscular. 
- Administrar até 3 ml do medicamento ( variando de 2 a 5 ml ). 
- Quadrante superior externo da região glútea ( músculo glúteo ): quadrante superior 
externo da nádegas, identificar bem o local para não causar danos no nervo ciático. 
- Divide a nádega em 4 quadrantes imaginários e faz no quadrante externo superior. 
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- Região do músculo deltóide: encontra-se na face lateral da parte superior do braço. É o 
local menos usado dos para IM, poe ser pequeno. É usado em adultos. 
- TECNICA : medir 4 dedos abaixo do ombro, no meio do músculo, no sentido da largura. 
OBSERVAÇÕES 
 
- É necessária habilidade e conhecimento da técnica para aplicação correta do medicamento. 
- Um risco da injeção IM é a penetração em um vaso sangüíneo, o que pode ser evitado 
aspirando um pouco antes de injetar a medicação. 
- Ao se fazer aplicação no glúteo observar o local de introdução da agulha por haver perigo de 
se atingir o nervo ciático. 
 
- . Região do vastus lateralis (face ântero-lateral da coxa): Encontra-se no interior da parte 
externa da coxa, no músculo que dá nome ao local. Grandes enervações e vasos sangüíneos 
estão ausentes nessa área, o que garante maior segurança. Local preferido para administrar 
injeções em crianças, pessoas magras, etc... 
- A região é encontrada colocando-se uma mão abaixo do trocanter maior, na parte superior da 
coxa. A agulha é inserida na área lateral da coxa. (distancia de 12 a 15cm abaixo do trocanter 
maior e, interiomente com a distancia de 9 a 12cm acima do joelho). 
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TÉCNICA DA INJEÇÃO IM 
 
- Bandeja contendo; algodão embebido em álcool, recipiente para desprezar o material sujo, 
medicamento prescrito. 
- Método: conferir nome do paciente, medicação, dosagem, vias de administração e horário. 
- Lavar as mãos. 
- Preparar o medicamento: agitar a ampola, limpar o gargalo, montar seringa com agulha. 
- Aspirar medicamento. 
- Explicar o procedimento ao paciente, colocando-o na posição certa. 
- Anti-sepsia do local. 
- Segurar firmemente o músculo com a mão esquerda, introduzir a agulha usando um ângulo de 
90º. 
- Faça medicação, retire a agulha, fazendo leve compressão e massagem no local. 
- Checar a medicação. 
 
 
 
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INJEÇÃO INTRADÉRMICA – ID 
 
 Introdução de pequena quantidade de líquido na camada dérmica. 
 Normalmente usadas com propósitos diagnósticos. (testes de alergia) 
 São usados pequenos volumes, no máximo 0,05 ml injetados. 
 Os locais mais indicados são a face interna do antebraço, e região escapular. 
 equipamento é uma seringa de no máximo de 1ml e calibrada em 0,01 ml, com agulha de 
calibre 13 x 4,5 
– seringa de tuberculina é a usada. – o medicamento tem que ser feito em pequena 
profundidade. 
 Técnica: limpe a área com algodão embebido em alcool, deixe a pele secar (para evitar 
irritação), segure o braço e estique a pele ( ajuda na penetração da agulha ). Segure a 
seringa quase paralela à pele ( ângulo de 10º a 15º, com o bisel apontado para cima, inserir a 
agulha. 
 Não massageie a área após a injeção. 
INJEÇÃO SUBCUTÂNEA 
 
 É a administração do medicamento no tecido subcutâneo. 
 medicamento instilado entre a pele e o músculo é absorvido mais lentamente que nas injeções 
IM. 
 volume é em geral de até 1 ml. 
 A via costuma ser usada para a administração de insulina e de heparina.- no caso da 
heparina se fizer lentamente pode causar menos desconforto. 
 Os locais mais usados são parte superior do braço, coxa, abdomen, costas. 
 material usado é uma seringa para insulina, com agulha calibre 13 x 4,5, bolas de algodão 
umedecidas em álcool, lavar as mãos, explicar o que vai ser feito - 
 Técnica: em uma pessoa de peso médio usa-se um ângulode 90º; aspirar, injetar a 
medicação, retirar a agulha; nas aplicações de insulina não fazer massagem, anotar a 
medicação feita, guardar o frasco de insulina na geladeira. Em pessoas mais obesas usar 
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ângulo de 45º. 
 
 
 
 
ADMINISTRANDO INSULINA 
 
A insulina é um hormônio administrado por injeção subcutânea. Uma seringa de insulina comporta 
um volume até 1 ml, mas é calibrada em unidades. 
Os pacientes que necessitam de insulina recebem uma ou mais injeções diária. 
 
ADMINISTRANDO HEPARINA 
 
A heparina é uma droga anticoagulante, podendo ser feita por via SC ou EV, conforme 
prescriçao médica. São usadas seringas de tuberculina pelo fato da dosagem ser pequena. 
A agulha deve ser trocada após ser usada para retirar a dosagem de um frasco com dose múltipla, 
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devendo ser distribuida por outra para administração. 
Fazer rotatividade no local das injeções – colocar compressa gelada no local da injeção para 
fazer vasoconstrição. O êmbolo não deve ser aspirado uma vez a agulha no local. – 
massagens locais são contra indicadas. 
MEDICAÇÃO ENDOVENOSA 
 
CONCEITO: É a administração de medicação através de um acesso venoso, feito através de 
venopunção. As vias podem ser periféricas (feita por enfermeiros) ou centrais. 
 
MOTIVO DA ESCOLHA DA VIA: 
• Necessidade de reação rápida numa emergência; 
• Quando a doença afetar a absorção ou o metabolismo do medicamento (ex.: paciente com 
queimadura grave.); 
• Evitar desconforto das outras vias de injeção; 
• Quando a droga precisa ser mantida num nível terapêutico; 
• Quando a terapia medicamentosa for prolongada. 
• 
CATÉTER PARA ENOPUNÇÃO: 
• Existem vários tipos para serem utilizados. 
• Os cateteres podem ser adquiridos em diversos diâmetros ou calibres. 
• Quanto maior o número do calibre, menor o diâmetro. 
• O diâmetro deve ser sempre menor do que a veia, onde vai ser inserido. 
•Material também usado: luvas, garrote, algodão com solução anti-séptica, fita adesiva para prender 
a agulha. 
• As veias da mão e do antebraço são as mais usadas para venopulção, as do couro cabeludo são 
utilizadas no caso de bebês e crianças pequenas. 
 
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PUNCIONANDO A VEIA 
 
- Examine os locais para punção 
- Trazer o material que será usado: fita adesiva, cateter, butterfly ( escalpe) algodão com solução 
anti-séptica. 
- Colocar o paciente de forma adequada e confortável. 
- Lavar as mãos. 
- Aplique o garrote 5 a 10 cm acima da veia a ser utilizada, isso distenderá a veia. 
- Faça anti-sepsia e espere secar. 
- Ponha luvas 
- Posicione o cateter de venopunção com o bisel para cima a um ângulo de 45º e puncione. 
- No caso de abocath, espere aparecer o sangue e acabe de inserir a agulha. 
- Solte o garrote e conecte o equipo, prendendo o cateter com agulha 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TIPOS DE INFUSÃO 
 
 
INFUSÃO CONTÍNUA: 
É a instalada durante várias horas – método também chamado de gotejamento contínuo. 
INFUSÃO INTERMITENTE: 
É aquela em que a medicação EV é dada em um intervalo de tempo curto. Pode ser feita: 
•Em BOLUS: o termo refere-se a uma substância que é dada toda de uma vez. É aquela 
em que um medicamento não diluido é dado todo pela veia – o termo IMPULSO é 
utilizado para descrever uma administração em bolus – a administração é feita através de 
um orifício de entrada em um equipo já existente. 
•INFUSÃO SECUNDÁRIA: envolve a administração de uma droga que foi diluida em um 
volume pequeno de solução ( 50 a 100 ml – durante 30 a 60 min ). 
 
 
CATETER VENOSO CENTRAL 
É um dispositivo de acesso venoso que vai até a veia cava ou o átrio direito. 
É usado quando: o medicamento vai ser usado a longo prazo, quando a medicação EV 
está irritando as veias periféricas, quando a inserção do cateter periférico está difícil. 
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MEDICAMENTOS VIA ORAL 
O CATETER pode ter um único ou múltiplos lúmens: cada um infunde através de canal 
separado e sai do cateter em um local diferente. As medicações não interagem uma com as 
outras. Um lúmen não utilizado pode ser fechado e mantido desobstruido através de 
irrigação programada com solução salina ou heparina. 
 
 As drogas podem ser deglutidas ou instiladas numa sonda. 
 Os medicamentos são absorvidos pelo trato gastrointestinal. 
 Os medicamentos podem estar em forma líquida ou sólida. 
 medicamento pode estar revestido por uma substância que sómente dissolve 
depois de passar pelo estômago (não mastigar, triturar, não cortar). 
 medicamento também pode ser dado sublingual. 
 A administração deve ter um horário pré-determinado ( ex: 4 vezes por dia- 8 12 16 20) 
 Planeje administrar o medicamento dentro de meia a uma hora no horário programado. 
 Faça o preparo seguro da droga. 
 
TÉCNICA 
 Lave as mãos 
 Leia e compare o rótulo do medicamento com a prescrição ( 3 vezes), para garantir o medicamento certo. 
 Confira a prescrição da dosagem 
 Evite tocar no medicamento. 
 Derrame o líquido do lado contrário ao rótulo. 
 Coloque a medida exata. 
 Coloque o paciente sentado ( facilita a deglutição) 
 Identifique o paciente antes de dar o medicamento (paciente certo) 
 Coloque água num copo e ofereça (antes e depois) 
 Ingerir o medicamento um de cada vez ( evitar asfixia ) 
 Permaneça com o paciente até o medicamento ser deglutido) 
 Recoloque o paciente em posição de conforto 
 Anote a medicação dada 
 Avalie a reação do paciente 
 medicamento sempre deve ser trazido até o leito 
 Dê a droga apenas que você preparar 
 Não deixar o remédio no quarto. 
 
 
 
 
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ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAÇÃO POR SONDA ENTERAL 
 
 
 
ORIENTAÇÕES: 
 Usar medicação líquida (para não obstruir a sonda ) 
 Adicione de 15 a 60 ml aos medicamentos mais espessos (facilita administração) 
 Misture cada droga em separado com um mínimo de 10 a 30 ml de água. 
 Use água morna ao misturar drogas em pó ( facilita diluição ) 
 Fure a extremidade de uma cápsula gelatinosa e aperte ou aspire com agulha e seringa 
 Triture os comprimidos ( facilita a absorção ) 
 Interrompa a alimentação via sonda durante 15-30 min antes da administração de medicação e após 
a mesma ( facilita a ação terapêutica da droga ) 
 Lave as mãos antes do procedimento 
 Prepare cada medicamento separadamente. 
 Coloque o paciente em fowler ( evita o refluxo gástrico ) 
 Ponha luvas ( evitar contato com secreções ) 
 Adapte a seringa e instilar 15 a 30 ml por gravidade ( enxaguar a sonda antes da medicação. 
 Evite instilar ar 
 Aplique suave pressão com o êmbolo da seringa se o medicamento não fluir com facilidade 
 Entre cada medicação injetar 5 ml de água ( evitar interação das drogas ) 
 Injetar 30 ml de água após todas as drogas terem sido injetadas. 
 Feche a sonda por 30 min e mantenha a cabeceira da cama elevada ( evitar refluxo do medicamento ) 
 Observe o abdome após administração, presença de naúseas e vômito ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
MEDICAÇÃO TÓPICA 
 
 
 
 
VIAS COMUNS DE ADMINISTRAÇÃO TÓPICA 
 
VIA LOCAL VEÍCULO 
cutânea pele Unguento, 
creme, loção, 
sublingual Sob a língua Comprimido, 
spray 
bucal Entre as maçãs 
do rosto e 
pastilha 
vaginal Na vagina ducha 
45 
 
retal No reto Supositório, 
irrigação 
auditiva ouvido Gotas, irrigação 
Oftálmica 
nasal 
Olho 
nariz 
Gotas, unguento 
Spray, unguento 
 
 
APLICAÇÕES 
CUTÂNEAS: 
 
São aquelas que as drogas são friccionadas na pele ou colocadas em 
contato com ela Exemplo: pomadas emplastros unguentos 
 
APLICAÇÃO DE UM UNGUENTO: 
Unguento é um medicamento incorporado a um agente transportador, podendo ser uma 
pomada, óleo, loção ou creme, e passado na pele. 
 
TÉCNICA DE APLICAÇÃO: 
•Lave as mãos 
•Ponha luvas ( caso sua pele ou do paciente não estejam íntegras ). 
•Limpe a área de aplicação com água e sabão (promover absorção ) 
•Aqueça o unguento caso ele venha a ser aplicado em área sensível ( promove conforto) 
•Agite o conteúdo de unguentoslíquidos ( facilitar mistura ) 
•Aplique na pele com a ponta dos dedos, com uma bola de algodão ou gaze 
•Friccione na pele 
•Aplique calor local na área , se desejado ( facilita absorção ) 
 
 
Medicação por via intradérmica 
 
É a administração de pequena quantidade de líquido (0,1 ml) na camada 
dérmica,utilizando seringa milimetrada e agulha hipodérmica.Sendo esta via indicada para aplicação da 
vacina BCG,testes alérgicos e tuberculínicos. 
http://3.bp.blogspot.com/-cso3H3SeXY8/TeK1tkR2PaI/AAAAAAAAADg/g-dEP_halcM/s1600/hfgh.jpg
46 
 
 
A área usada para aplicação é a face interna do ante-braço.A área deve ter pouca pigmentação,poucos 
pelos,pouca vascularização superficial e ser de fácil acesso para leitura dos resultados das reações aos 
alérgenos introduzidos. 
 
Retirar a agulha e não friccionar ou massagear o local,a fim de evitar reação entre a substância injetada e 
o anti-séptico,o que poderia inativar ou diminuir a potência da substância administrada ou causar reação 
alérgica no local,se houver refluxo da solução ou entrada do anti-séptico pelo orifício da punção. 
 
 
Proceder a leitura: 
 
4 Teste alérgico: 15 minutos após a aplicação. 
 
4PPD: 24,48 e 72 horas após a aplicação. 
 
Observações: 
Por essa via não se faz anti-sepsia da região,pois poderá ocorrer reações falso positivas em testes de 
sensibilidade e redução da atividade das vacinas aplicadas.Para evitar possíveis reclamações por parte 
do cliente,utilizar uma bola de algodão seca. 
 
APLICAÇÕES NASAIS 
 
 
http://3.bp.blogspot.com/-LxIK5zgEK1k/TeK11mTuVkI/AAAAAAAAADk/Y3qxqAmVYg4/s1600/dfas.jpg
47 
 
 
 
•Os medicamentos são aplicados em gotas ou spray no interior do nariz 
•Os sprays se usados com muita frequência podem edemaciar a mucosa do nariz 
•Coloque o paciente sentado com a cabeça inclinada para trás 
•Oriente para respirar pela boca, enquanto as gotas são instiladas 
•Se for em spray, colocar a extremidade do recipiente dentro da narina, ocluindo a narina 
oposta, orientando para que aspire enquanto o medicamento é apertado 
•Repita o mesmo procedimento na narina oposta 
•Permanecer na posição por 5 min 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
 
 
 
• Introdução na vagina de líquidos ou medicamentos 
• Lavagem vaginal: indicada para drenar secreções vaginais anormais 
• Aplicação de pomadas: feita com aplicador próprio, lubrificar a ponta do aplicador com 
vaselina 
• Nos procedimentos calçar luvas, colocar a paciente em posição ginecológica, fazer higiene 
íntima antes 
• Após aplicar pomadas deixar em decúbito dorsal por 15 minutos 
 
 
 
 
 
 
49 
 
APLICAÇÃO DE CALOR 
 
Consiste na aplicação de calor sobre a pele: 
• Calor seco por meio de bolsa de água quente, bolsas elétricas, raios infravermelhos. 
• Calor úmido: Por meio de compressas quentes 
FINALIDADE DA APLICAÇÃO 
• Relaxar a musculatura 
• Aquecer o paciente 
• Aumentar a circulação no local da aplicação 
• Aliviar a dor 
CONTRA-INDICAÇÃO 
• Hemorragias 
• Lesões abertas e feridas cirúrgicas 
• Fenômenos tromboembolíticos nos membros inferiores 
• Hemofilia ou fragilidade capilar 
BOLSA DE ÁGUA QUENTE 
 
Material: Bolsa de borracha, fronha ou toalha. 
Técnica: Por água quente na bolsa, colocar em superfície plana e expelir pelo gargalo o 
excesso de ar e água, fechar a rolha, secar a bolsa, colocá-la dentro da fonha, 
aplicar na região indicada 
 
COMPRESSAS QUENTES : PODEM ALIVIAR A DOR 
Material: Compressas, bacia com água quente, toalha impermeável. 
Técnica: Forrar a cama com o impermeável e a toalha, colocar as compressas dentro da 
água quente e torcê-las, colocar compressa na região indicada, repetir procedimento 
por 15min., secar a região e envolver com toalha ao terminar as aplicações, observar 
temperatura da água para não provocar queimaduras. 
APLICAÇÕES FRIAS : PODE ALIVIAR A DOR 
 
É a aplicação de frio sob a forma de: 
- Frio seco: bolsa de gelo 
- Frio úmido: compressas úmidas 
 
FINALIDADE DA APLICAÇÃO: 
- diminuir hipertermia 
- Diminuir dor 
- Estancar hemorragia 
- Diminuir processos inflamatórios 
- Diminuir dor e edema nas luxações ou contusões 
 
CONTRA INDICAÇÕES 
 
- Paciente com estase circulatória 
50 
 
- Paciente desnutrido 
BOLSA DE GELO 
 
Material: Bolsa de gelo, fronha e cuba com 
pedras de gelo Procedimento: 
• Encher a bolsa com pedaços de gelo até a metade; 
• Retirar o ar e fechar 
• Colocar a bolsa numa fronha 
• Aplicar num local indicado 
• Deixar o tempo necessário, renovando quando o gelo derreter 
COMPRESSAS FRIAS 
 
Material: Bacia com água gelada ou gelo, 
compressas, toalhas. Procedimento: 
• Forrar a cama e o local da aplicação com uma toalha 
• Molhar as compressas, torcê-las 
• Retirar a toalha e aplicar compressas frias 
• Preparar outra compressa para substituir a que está no paciente 
• Ao final, enxugar o local com a toalha 
• Observar sinais de isquemia e necrose nas aplicações demoradas 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES 
• Ao usar qualquer forma de compressa (quente ou fria) é importante checar a temperatura 
• Não aplicar calor ou frio diretamente à pele 
Aplicação de bolsa de gelo ou compressas frias são eficazes no alívio da 
dor 
 
 
 
 
 
 
51 
 
Medicações Oftálmicas 
 
 
 
TÉCNICA JUSTIFICATIVA DA AÇÃO 
Lave as mãos Remover microorganismos colonizadores 
Identificar o paciente chamando-o pelo 
nome 
Garantir que o medicamento será administrado ao paciente 
certo 
Coloque o paciente na posição sentada com 
a cabeça levemente inclinada para trás e 
para o lado do olho em que o medicamento 
será instilado 
Evitar a passagem da droga no duCto nasolacrimal ou que 
pingos caiam no rosto ao piscar 
Limpe as pálpebras e os cílios,caso haja 
resíduos.Use uma bola de algodão ou um 
lenço umedecido em água 
Promover o conforto e maximizar o potencial de absorção 
Esfregue o olho a partir do canto próximo 
ao nariz,denominado canto interno,na 
direção do canto externo 
Movimentar os resíduos para longe do ducto lacrimal 
Oriente o paciente para olhar na direção do 
teto 
Evitar olhar diretamente para o aplicador,o que geralmente 
causa o reflexo de piscar ao aproximar-se do olho 
Faça uma bolsa na pálpebra 
inferior,puxando a pele sobre a órbita óssea 
para baixo 
Oferecer um reservatório natural para depositar o líquido 
terapêutico 
Movimente o recipiente do medicamento a 
partir da região inferior da linha de visão do 
paciente ou a partir do lado do olho 
Evitar o reflexo de piscar 
Segure firme o recipiente acima do local da 
instilação sem tocar a superfície do olho 
Evitar lesões 
http://3.bp.blogspot.com/-8iS_07nvXjc/TcID1pSbcDI/AAAAAAAAACs/uscazC6CPv4/s1600/01.jpg
52 
 
Instile a quantidade receitada de gotas do 
medicamento no olho correto,na bolsa 
formada pela conjuntiva 
Obedecer à prescrição médica,administrando a dose certa 
Se for usada pomada,aperte uma faixa da 
mesma sobre a margem da pálpebra inferior 
Aplicar a pomada na conjuntiva 
Oriente o paciente para que feche as 
pálpebras suavemente e,depois,para que 
pisque várias vezes 
Distribuir a droga 
Limpe os olhos com um lenço de papel 
limpo 
Remover o excesso de medicamento e promover o conforto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
 
TÉCNICA JUSTIFICATIVA DA AÇÃO 
Lave as mãos Remover microorganismos colonizadores 
Identificar o paciente chamando-o pelo 
nome 
Garantir que o medicamento será administrado ao paciente 
certo 
Ajude o paciente a sentar-se com a cabeça 
inclinada para trás,ou para o lado,caso a 
droga precise alcançar um dos sinus da 
face 
Facilitar o depósito da droga onde seu efeito é desejado 
Caso o paciente não consiga sentar-
se,conceda uma toalha enrolada ou um 
travesseiro sobre o pescoço 
Oferecer apoio e ajudar na posição do paciente 
Retire a tampa do medicamento,à qual 
costuma estar acoplado um gotejador 
Oferecer um meio de administrar o medicamento 
Direcione a ponta da pipetana direção da 
passagem nasal e aperte a parte de 
Depositar a droga na narina,e não na garganta,e garantir a 
administração na dose certa 
54 
 
borracha na pipeta para administrar a 
quantidade de gotas prescritas 
Oriente o paciente para respirar pela 
boca,enquanto as gotas são instiladas 
Evitar a inalação de gotas maiores 
 
Se a droga estiver em spray,colocar a 
extremidade do recipiente exatamente 
dentro da narina 
Administrar o medicamento na passagem nasal 
Oclua a narina oposta 
Administrar a medicação em uma passagem nasal e depois em 
outra 
Oriente o paciente para que aspire à 
medida que o recipiente é apertado 
Distribuir o aerosol 
Aconselhe o paciente à permanecer na 
posição por cerca de cinco minutos 
Promover a absorção local 
Tampe o recipiente e guarde-o no local 
apropriado 
Seguir os princípios de assepsia e demonstrar 
responsabilidade pela propriedade do paciente 
 
 
 
 
 
Medicação Otológica 
 
 É aquela em que é instilada uma droga na porção externa do ouvido. 
 
Instilando medicamento no ouvido: 
 o cliente deve estar sentado, com a cabeça inclinada. 
 tracionar o pavilhão auricular para cima e para traz. 
 instilar o medicamento. 
 oriente ao paciente para permanecer nessa posição por pouco tempo. 
 uma bola pequena de algodão pode ser colocada, sem apertar, na orelha para absorver o 
excesso do medicamento. 
http://4.bp.blogspot.com/-HY44o5koomo/TcL6ZdfnHgI/AAAAAAAAAC0/7HNvfK9BT5g/s1600/Medica%C3%A7%C3%A3o+Via+Otol%C3%B3gica.jpg
55 
 
 é adequado aguardar cerca de 15 minutos, caso o medicamento precise ser instilado no 
outro ouvido. 
 não tocar a extremidade do recipiente no ouvido do cliente, para evitar a contaminação do 
mesmo. 
 
 
 
 
 
 
56 
 
 
O supositório é uma massa medicamentosa oval ou cônica que é inserida em uma cavidade do corpo, 
como o reto. A razão mais freqüente para a inserção de um supositório é o uso de uma droga que 
promoverá a expulsão das fezes. 
Material: 
 Supositório 
 Luvas de procedimento. 
 
 
Método: 
 Explicar ao paciente o procedimento que será realizado. 
 Colocar o biombo. 
 Colocar o paciente na posição de Sims. 
 Cubra o paciente, expondo apenas suas nádegas. 
 Lavar as mãos e colocar as luvas. 
 Separar as nádegas para ter uma total visão do ânus. 
 Introduzir o supositório, primeiro a extremidade afunilada, para além do esfíncter interno, 
cerca da distância de um dedo(ou pelo lado mais grosso). 
 Solicitar ao paciente que tente reter o supositório por um mínimo de 15 minutos. 
57 
 
 Retirar as luvas e lavar as mãos. 
 Anotar o cuidado prestado. 
 
 
Medicação Oral 
 
 
Via Oral: deglutição 
Via Bucal: colocar o comprimido entre a bochecha e a gengiva 
Via sub-lingual:embaixo da língua- esperar dissolver 
Por sonda: diluir e administrar com seringa 
 
TÉCNICA PARA ADMINISTRAÇÃO VIA ORAL: 
 Lavar as mãos 
 Não encostar no comprimido 
 Oferecer água, pois aumenta a absorção do medicamento 
 Sabor desagradável - água fria 
58 
 
 Garantir que o paciente engoliu 
 Suspensões: agitar o frasco antes de retirar a solução. 
 Xaropes: manter o rótulo virado para a palma da mão, evitando que o líquido escorra e 
manche o mesmo.Limpar a borda do frasco com papel toalha. 
 Rotular os copinhos usados para colocar a medicação com nome do 
paciente,medicamento,dose e via a ser administrada, evitando erros por troca de medicamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
59 
 
OXIGENOTERAPIA 
 
É uma intervenção terapêutica, através da administração de oxigênio, visando 
melhorar a oxigenação das células. 
A terapia requer: 
•Uma fonte de oxigênio 
•Um fluxômetro ( regula a quantidade de oxigênio oferecida ao paciente) 
•Umidificador ( o oxigênio resseca as mucosas por isso na maioria das vezes é oferecido 
umidificado 
 
 
 
Método de administração de 
oxigênio mais usados 1-Cateter 
nasal : simples , tipo óculos 
. Usado para administrar concentrações baixas de O2 ( mais de 4l resseca a mucosa). 
.É de fácil aplicação 
2- Máscara de venturi: método mais seguro e exato para liberar concentração necessária 
de oxigênio. 
60 
 
 
Considerações importantes: 
•O oxigênio é um gás inodoro, insípido, transparente. 
•Ele alimenta a combustão 
•A gasometria ( determinação laboratorial dos gases arteriais), é a forma de averiguar a 
necessidade e a eficácia da oxigenoterapia. 
 
OXIMETRIA: ( aparelho oxímetro, fixado em alguma parte do corpo: dedo, orelha) 
.mede a saturação de O2 do sangue 
. Uma medida inferior a 90% é preocupante 
. Se permanecer abaixo de 70% exige terapia 
. Explique o procedimento ao paciente. 
. O tremor do paciente pode interferir na medida 
. O sensor é conectado a um microprocessador. 
 
HIPÓXIA: concentração de oxigênio insuficiente a 
nível celular HIPOXEMIA: concentração de oxigênio 
insuficiente no sangue arterial 
 
SINAIS DE MÁ OXIGENAÇÃO 
taquipnea, taquicardia. Inquietação, confusão mental, prostração, convulsão, podendo 
ocorrer até parada respiratória. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
MATERIAIS PARA ADMINISTRAÇÃO DE 
MEDICAMENTOS INJETÁVEIS 
 
 
 
A via parenteral é via de administração de drogas ou nutrientes por meio de injeções pelas vias 
intradérmica (ID), subcutânea (SC), intramuscular (IM), intravenosa (IV) ou endovenosa (EV). 
Para isso necessitamos conhecer os materiais como agulhas e seringas... 
 
SERINGA 
É um equipamento usado por profissionais da área da saúde para inserir substâncias líquidas 
por via intravenosa, intramuscular, intracardíaca, subcutânea, intradérmica, intra-articular; retirar 
sangue, etc. Trata-se de um dispositivo que pode ser feito em vidro, em metal ou em plástico, 
sendo esta primeira forma menos usual atualmente pela dificuldade adicional em se esterilizar a 
seringa. Assim, a mais utilizada são as descartáveis. Esta contém uma parte móvel, que seria o 
êmbolo, a qual contribui para uma variação de volume de um determinado líquido contido nesta. 
Graduação das Seringas 
 
Seringas de 20 ml: escala de 1 ml 
Seringas de 10 ml: escalas de 0,2 ml 
http://1.bp.blogspot.com/-Qm6hRc39Aos/VL7v-LWjmFI/AAAAAAAAAg8/EYrJgwSbunQ/s1600/material.jpg
62 
 
Seringas de 5 ml: escalas de 0,2 ml 
Seringas de 3 ml: escalas de 0,1 ml 
Seringas de 1 ml: escalas de 0,1 ml, 2 U, 1 U. 
Vias de utilização das seringas 
ID: seringas de 1ml 
SC: seringas de 1ml 
IM: seringas de 3 e 5 ml 
EV: seringas de 10 ou 20 ml 
Atenção 
1 ml = 1 cm³ = 1 CC 
1 U = 0,01 ml 
 
 
AGULHA 
É uma haste metálica ou plástica com um orifício que vai de uma extremidade a outra, para 
passagem de fluido. A espessura calibre é consoante a viscosidade do fluido e o calibre da veia 
ou artéria que se quer alcançar. Existem outras duas formas de uso além da intravenosa, que 
são subcutânea e intramuscular. 
Agulhas 
40 x 12 – aspiração e preparo de medicações 
30 x 7 – aplicação EV paciente adulto 
25 x 7 – aplicação EV paciente adulto 
http://1.bp.blogspot.com/-VPgqRr53smI/VL7waZ96NkI/AAAAAAAAAhE/ufWAaOxYvUk/s1600/seringa3.jpg
63 
 
30 x 8 – aplicação IM paciente adulto 
25 x 8 – aplicação IM paciente adulto 
20 x 5,5 - aplicação IM crianças 
13 x 4,5 – aplicação ID e SC 
13 x 4,0 – aplicação IC e SC 
 
 
EQUIPO PARA INFUSÕES 
Indicado para uso de profissionais da área da saúde com a finalidade de infundir soluções 
parenterais em paciente por gravidade. Pode ser combinado com agulhas, scalps, cateter, 
torneirinha e outros dispositivos de infusão.Possui uma pinça rolete ou regulador de fluxo 
destinado ao controle de gotejamento, regula o fluxo de solução entre o zero e o máximo. Além 
do injetor lateral em “Y” destinado à aplicação injeções de medicamento, através da introdução 
de agulhas na membrana auto-cicatrizante, o equipo apresenta um suporte para dedos que 
atende a NR 32. 
http://1.bp.blogspot.com/-h3vJGCuSXME/VL7wzKhs8PI/AAAAAAAAAhQ/Rvr5tXTCA0Y/s1600/AGULHA.jpg64 
 
 
 
 
 
BURETA 
Dispositivo para infusão, controle de fluxo e dosagem de soluções parenterais. Com câmara 
graduada de 150 ml permitindo a visualização precisa do fluxo de escoamento. Tubo flexível que 
liga a ponta perfurante a câmara graduada (bureta), contém uma pinça clamp “corta-fluxo” que 
possibilita a interrupção do preenchimento da bureta a qualquer momento. O gotejamento flexível 
em microgotas e a escala graduada em 1 ml em 1 ml. Muito utilizado em pacientes pediátricos e 
Neo-Natal. Pode ser usado combinado com agulhas, scalps, cateter, torneira e outros 
dispositivos de infusão. 
http://3.bp.blogspot.com/-l7DdZc36ZZ0/VL7xKDvjNTI/AAAAAAAAAhY/onPsz1x-TO0/s1600/equipo+p+infusao.jpg
http://2.bp.blogspot.com/-jKsdJKl00YQ/VL72wxfKUaI/AAAAAAAAAiE/fCuBfabRpM0/s1600/macro+e+microgota.jpg
65 
 
 
 
CATÉTER FLEXÍVEL (JELCO) 
São cateteres para infusão de soluções e drogas intravenosas, numerados em números pares, 
sendo que, quanto maior o número, menor é o calibre da agulha, indicado também para manter 
a hidratação e / ou desidratação correta se paciente é incapaz de tomar liquido suficiente via oral. 
Cateter em poliuretano ou teflon.Canhão colorido componente de união do tubo de agulha, 
promovendo comunicação e com seu corpo, recebe uma codificação através de cores 
determinado o calibre da agulha. Produto de uso único, estéril, atóxico e apirogênico. 
 
 
 
 SCALPS 
 
http://1.bp.blogspot.com/-iDT8FMK0_Qs/VL7zP9pgudI/AAAAAAAAAhg/GPsAVCq-870/s1600/BURETA11.jpg
http://4.bp.blogspot.com/-PX98pF7fecQ/VL75XxFxddI/AAAAAAAAAiY/vZ2dMIezgM0/s1600/JELCO.jpg
66 
 
São cateteres para infusão de medicações rápidas, numerados em números ímpares, sendo que, 
quanto menor o número, maior é o calibre da agulha. Devem antes de serem inseridos na veia 
(punção) ser totalmente preenchidos com solução SF 0,9%, caso seja para coleta de sangue, 
antes da punção, retirar o ar de toda a extensão do cateter.Produto de uso único, estéril, atóxico 
e apirogênico. 
 
 
 MULTIVIAS 
 
Indicado para infusão endovenosa simultânea de soluções parenterais. 
 
 
 TORNEIRINHA 
 
São utilizadas como complemento do equipo, com função de administração simultânea de 
múltiplas soluções endovenosas. Esses dispositivos são especialmente desenhados para 
administrar simultaneamente drogas e soluções endovenosas. Manipulo giratório, com rotação 
de 360º e com indicação de fluxo. 
http://2.bp.blogspot.com/-k-l2oJjJ24w/VL70KJ7-NqI/AAAAAAAAAhw/TB9MTJCQhWs/s1600/SCALP.jpg
http://1.bp.blogspot.com/-xqaMCqDnkTE/VL71vEUmMPI/AAAAAAAAAh8/vBcM2Va8a8E/s1600/multivia+e+tornerinha.jpg
67 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://2.bp.blogspot.com/-RYxJw7rQkTE/VL72xBYokhI/AAAAAAAAAiI/lNj-jibqM84/s1600/fixa%C3%A7%C3%A3o.jpg
68 
 
O SORO 
 
Quando se fala em soro, a gente logo pensa naquele saquinho pendurado ao lado da cama dos 
doentes. Pode ser, mas mesmo esse soro hospitalar não tem apenas uma única composição. A sua 
composição varia de acordo com o seu uso. Tem o soro glicosado, por exemplo, que contém 5% de 
glicose dissolvida em água destilada. 
Existem diferentes tipos de soros de reposição de eletrólitos (isotônicos), sendo que os principais são 
o soro fisiológico, o soro glicosado e o soro caseiro. O próprio soro glicosado pode apresentar, além 
da proporção citada no vídeo (5%), outras variações (2,5 e 10%) na sua composição. Lembre que 
este soro é usado quando há necessidade de hidratar e nutrir o indivíduo com uma fonte de energia 
que, nesse caso, é representada pela glicose – uma substância energética facilmente absorvida e 
utilizada pelo metabolismo celular. Informe que as bolsas de soro permitem aos pacientes 
impossibilitados que se nutram através de medicamentos por via endovenosa, ou seja, recebendo-os 
diretamente na circulação sanguínea através das veias. 
Também existe o soro fisiológico, uma mistura de 100 ml de água destilada com 0,9 gramas de 
cloreto de sódio (NaCl). Lembre-lhes que o NaCl é o sal de cozinha comum e que esse soro pode ser 
comercializado em garrafas de plástico, nas farmácias, para lavar lentes de contato, limpar os olhos, 
nariz, na limpeza de machucados ou em bolsas para ser utilizado para reidratação endovenosa em 
hospitais. 
O soro fisiológico para uso oftalmológico necessita ser estéril e deverá mencionar no rótulo essa 
finalidade, assim como indicar que foi sujeito à esterilização, o método de esterilização e o prazo de 
validade. Esse soro é usado também em preparações nos laboratórios de biologia, microbiologia, 
bioquímica e afins. 
Lembre que esses soros são administrados na forma endovenosa, como já vimos, ou seja, 
diretamente na circulação sanguínea. Por esse motivo, tanto o soro quanto a embalagem devem ser 
totalmente estéreis, ou seja, isentos de contaminantes. 
Soro glicosado é uma solução isotônica em relação ao sangue, que contém 5%, em massa, de glicose 
(C6 H12 O6) em água destilada, ou seja, cada 100 mL de soro glicosado contém 5 gramas de glicose. 
A glicose é uma fonte de energia que é facilmente absorvido pelas células, daí ser extensivamente 
usado em medicina como nutriente energético, via endovenosa. 
 
Existem soros glicosados com concentrações de 2,5% e 10% que são, respectivamente, hipotônico 
e hipertônico em relação ao sangue. 
 
O soro glicosado é um medicamento, e portanto só deve ser usado sob prescrição médica. 
Soluto de Ringer, Ringer, Ringer-lactato, cristalóides são soluções isotônicas ao plasma sanguíneo, 
formadas por eletrólitos ou moléculas de pequenas dimensões sem carga formal. Podem conter 
sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloreto, glicose e tampões, como acetato ou citrato, para manter 
as condições mais próximas as do sangue. É diferente do Ringer Simples (SF, potassio e calcio). 
Seu uso principal é diluir o sangue, em casos onde há perda deste, de modo a evitar o choque 
hipovolêmico. Como dilui o sangue, vai apenas facilitar a circulação das hemáceas existentes quando 
o paciente está hipovelêmico/ hipotenso e, assim, melhora a oxigenação. Isso fará com que o 
hematócrito diminua, mas não quer dizer que o quadro do paciente piora, o que é um erro comum. 
Quando se faz necessário o aumento de hemáceas,ou seja, no paciente com elevados níveis de 
lactato e hipóxia, é recomendado transfusão sangüínea. 
A escolha na utilização do soro Ringer Lactato é preferível à utilização do soro fisiológico. 
69 
 
É utilizado também como principal diluidor do sangue, em casos de hematomas sérios, em vez do 
sangramento cirúrgico dos mesmos. 
Demonstra-se extremamente eficaz reduzindo a massa hematómica, normalmente em 10% a cada 
24 horas, dependendo do tipo de fisionomia do paciente. 
Deve ser unicamente administrado por profissionais de saúde. 
Este soluto também pode ser usado para certas preparações na microscopia óptica, para realçar 
alguns componentes da célula, como a parede celular. 
 
Solução Hipotônica, Isotônica e Hipertônica 
 
A concentração de soluto (substâncias dissolvidas) de uma solução “x” é maior do que a 
concentração de soluto de outra solução “y”, podemos dizer que é uma solução hipertônica (mais 
sais) em relação a outra, que é hipotônica (menos sais) em relação à primeira. 
O prefixo “iso”, do grego, significa “igual”. 
Lembre que a água potável é hipotônica em relação ao suor e que a ingestão de água sem a reposição 
de sais pode alterar o equilíbrio eletrolítico do corpo, predispondo a pessoa a ter sintomas como sede, 
moleza, lentidão, tonteira, agitação, convulsões, câimbra e fadiga muscular, pressão baixa, pouca 
urina, aceleração dos batimentos cardíacos, náuseas e vômitos. 
 
Solução hipertônica: Solução que está mais concentrada em soluto que o meio; 
Solução hipotônica: Solução que está menos concentrada em soluto que o meio; 
Solução Isotônica: Quando a concentração de soluto na célula e no meio são iguais. 
 
Velocidade do gotejamento. 
Quando da administração de solução venosa ,alguns fatores devem ser levados em consideração,taiscomo: idade,diagnostico,estada geral (necessidade imediata); tipo de solução a ser usado, etc. 
A idade deve ser considerada, uma vez que a quantidade de soro e a velocidade do gotejamento 
prescrito para uma criança são diferentes das que se prescrevem para um adulto ou um ancião. 
O diagnostico e o estado geral do paciente, são também fatores que determinam a velocidade de 
administração.No caso de hipovolemia,por exemplo, há necessidade de uma reposição mais imediata 
do volume liquido circulante, a fim de evitarmos maior complicação para o paciente. 
 
Há situações em que o soro e colocado apenas para manter uma veia servindo de veiculo para a 
introdução de medicamentos.Em outras,o medicamento e colocado no próprio soro;neste caso, o 
gotejamento tem que ser mais lento. 
 
O tipo de solução e outro fator que não deve ser esquecido. A solução isotônica de glicose pode ser 
administrada mais rapidamente que a hipertônica, pois esta pode provocar desidratação (ação 
diurética), quando administrada muito rapidamente. 
 
Outro fator que interfere na velocidade do gotejamento e o estado do coração e dos rins. 
Sabemos que estes dois órgãos desempenham papel de grande importância na utilização dos 
líquidos administrados. 
70 
 
A superfície corporal do paciente, o calibre do vaso puncionado e as reações do paciente durante a 
infusão também deve ser considerados. 
 
Durante a infusão da solução observar: 
 
a) a velocidade do gotejamento o paciente menos avisado pode aumentar o gotejamento do soro, o 
que acarretará complicações, como sobrecarga cardíaca (aumento de TA, dispnéia, distensão); neste 
caso, deve-se colocar o paciente em fowler a diminuir o gotejamento da solução e providenciar, 
imediatamente a presença do medico outras vezes, o gotejamento é interrompido.ou pela posição do 
paciente , ou por obstrução da agulha ao primeiro passo , modifica-se a posição do doente do membro 
esta puncionada a veia; no segundo caso, tenta-se descobrir a agulha, aspirando-a, ou então se 
punciona outra veia. 
 
b) o local da infusão é trajeto venoso: se ocorrer infiltração niperemeia, ou se o paciente se queixar 
de dor, deve-se contatar se há ou não necessidade de puncionar outra veia. 
 
c) o frasco da solução: deve-se verificar a quantidade de soro restante, trocar o frasco e retirar no 
tempo certo,evitando penetração de ar e, conseqüentemente, uma empola gasosa (sinais 
hipertensão,pulso rápido e débil, cianose,aumento de pressão venosa, perda de consciência). 
 
d) pulso débil, respiração superficial. 
 
e) possível perda da capacidade de excretar urina concentrada, porque pode ocorrer lesão tubular 
 
f) sonolência, desorientação; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FARMACOLGIA APLICADA AOS SISTEMAS 
BIOLÓGICOS 
 
 
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RESUMO:MEDICAMENTOS E SUA FUNÇÃO 
NO ORGANISMO 
 
Sistema Circulatório 
• Cardiotônicos - usado para aumentar a força contrátil do coração. 
• Antiarrítmicos - usado para controlar a arritmia cardíaca. 
• Anti-hipertensivo - usado para controlar a pressão arterial aumentada. 
• Vasodilatadores - promovem aumento do calibre do vaso melhorando a irrigação de sangue aos 
tecidos. 
• Antianginosos – melhoram a circulação coronária diminuindo e controlando a angina. 
Sistema Hematopoético 
• Antianêmicos – corrigem a anemia carencial, podendo ser pela carência de ferro, vitamina B12 e 
ácido fólico 
• Antianêmicos renais – corrigem a deficiência de eritropoetina, hormônio que é produzido no rim e 
induz a formação de hemácias, usado em caso de doença renal crônica. 
• Antineutropênicos – corrigem a deficiência de neutrófilos (glóbulos brancos). 
• Anticoagulantes – diminuem o tempo de coagulação do sangue. 
• Coagulantes – aumentam o tempo de coagulação do sangue. 
• Fibrinolíticos – dissolvem trombos presentes nos vasos sanguineos. 
• Antifibrinolíticos – auxiliam no controle de hemorragias, associadas a fibrinólise excessiva. 
• Hemostípticos – reduzem a permeabilidade capilar, diminuindo sua fragilidade. 
Sistema Respiratório 
• Calmantes da tosse – acalmam a tosse improdutiva, sem secreção. 
• Mucolíticos – diminuem a aderência de secreções na arvore brônquica. 
• Expectorantes – favorecem a tosse produtiva. 
• Broncodilatadores – dilatam os brônquicos, facilitando a saída de secreções. 
Sistema Digestório 
• Antiácidos – neutralizam a acidez do estomago. 
• Antieméticos – induz a diminuição e controle da êmese. 
• Laxativos – drogas que atuam no intestino aumentando a peristalse e umidificando o bolo fecal, 
favorecendo a sua saída. 
• Antidiarréicos- diminuem a peristalse, diminuindo ou controlando a diarréia. 
• Antifiséticos - alteram a tensão dos gases intestinais favorecendo sua saída. 
• Bloqueador de secreção gástrica- bloqueiam a formação da secreção gástrica. 
Sistema Genitourinário 
• Diuréticos – substancias que aumentam o filtrado glomerular aumentando volume urinário. 
• Antissépticos urinários – medicamentos que promovem uma desinfecção do trato urinário, inibindo 
ou reduzindo microorganismos. 
• Ocitócitos – promovem a contração uterina. 
Sistema Nervoso Central 
• Analgésicos – medicamentos utilizados para diminuir ou eliminar a dor, podem provocar a 
diminuição da temperatura. Podem ser narcóticos (atuam em dores profundas) e não-narcóticos 
(atuam em dores superficiais) 
• Antiinflamatórios – reduzem o processo inflamatório. 
• Sedativos – moderam atividade orgânica, excitação, acalmando o paciente. 
• Hipnóticos – induzem o sono 
• Neurolépticos – induzem a diminuição de excitação e agressividade. 
• Ansiolíticos – induzem a diminuição de ansiedade e tensão emocional. 
• Antidepressivos – diminuem a depressão. 
80 
 
Medicamentos Gerais 
• Antialérgicos – podem ser anti-histamicos (bloqueiam a ação da histamina) e corticóides (são 
hormônios com ação antiinflamatória) 
• Antibióticos – são medicamentos que atuam em infecções bacterianas, podem ser bacterostáticos 
(impedem a reprodução da bactéria) e bactericida (rompem a parede bacteriana). 
• Antiparasitários – drogas que atuam sobre os parasitas, provocando sua expulsão ou sua morte 
• Hormônios - regulam as funções do organismo. 
• Antineoplásicos - são medicamentos usados no tratamento do câncer, 
podem ser do tipo irritante (no extravasamento quando E.v., provoca dor, edema, calor e rubor) e 
Vesicante (no extravasamento quando E.v., provoca dor, edema, calor, rubor, vesículas, 
rompimento das vesículas, lesão de tecido). 
• Nutrientes Alimentares - podem ser: Sais minerais (sódio, potássio, fós¬ foro, cálcio, ferro, iodo, 
etc ... ), vitaminas do tipo hidrossolúveis (B12, B6 e C) e lipossolúveis (A, E, D, K). 
• Estimulantes de Apetite - são medicamentos utilizados para aumentar o apetite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
81 
 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM 
TRANSFUSÃO SANGUÍNEA 
 
Normas Gerais para Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem na Hemotransfusão 
Resolução do COFEN, n. 511/2016, sobre o ato transfusional e os cuidados de 
enfermagem. da Portaria n. 158/2016 do GM/MS, que regulamenta todos os procedimentos 
técnicos de procedimentos hemoterápicos. 
Compete ao Enfermeiro 
1. Atentar para o tempo de início da transfusão, após o recebimento do material na 
unidade, conforme indicado a seguir. 
2. Eritrócitos e Concentrados de Hemácias: o tempo de infusão de cada unidade deve ser 
de 60 a 120 minutos em pacientes adultos. 
Em pacientes pediátricos, não exceder a velocidade de infusão de 20- 30ml/kg/hora. 
1. Concentrado de Plaquetas: o tempo de infusão da dose deve ser de aproximadamente 
30 minutos em pacientes adultos ou pediátricos, não exceder a velocidade de infusão de 
20-30ml/kg/hora; e 
2. Plasma Fresco Congelado: o tempo máximo de infusão deve ser de uma hora. 
82 
 
As competências dos enfermeirossão divididas em 3 etapas: antes da transfusão, durante e após 
esse procedimento. 
Pré-procedimento 
1. Sempre que possível, garantir a assinatura do Termo de Consentimento pelo paciente ou 
familiar/responsável. 
2. Verificar a permeabilidade da punção, o calibre do cateter, a presença de infiltração e os 
sinais de infecção para garantir a disponibilidade do acesso. 
3. Confirmar obrigatoriamente a identificação do receptor, do rótulo da bolsa, dos dados da 
etiqueta de liberação, a validade do produto, a realização de inspeção visual da bolsa 
(cor e integridade) e a temperatura por meio de dupla checagem (Enfermeiro e Técnico 
de Enfermagem) para segurança do receptor. 
4. Garantir que os sinais vitais sejam aferidos e registrados para analisá-los. 
5. Garantir acesso venoso adequado, exclusivo, e equipo com filtro sanguíneo. 
6. Prescrever os cuidados de enfermagem relacionados ao procedimento. 
Intraprocedimento 
1. Confirmar, novamente, a identificação do receptor, confrontando com a identificação na 
pulseira e o rótulo do insumo a ser infundido. 
2. Verificar duas vezes o rótulo da bolsa de sangue ou hemoderivado para se assegurar de 
que o grupo e o tipo Rh estão de acordo com o registro de compatibilidade. 
3. Verificar se o número e o tipo – indicados no rótulo do sangue, ou do hemoderivado, e 
no prontuário do paciente – estão corretos, confirmando-se, mais uma vez e em voz alta, 
o nome completo do paciente. 
4. Verificar o conteúdo da bolsa quanto a bolhas de ar e qualquer alteração no aspecto e 
na cor do sangue ou do hemoderivado (as bolhas de ar podem indicar crescimento 
bacteriano; a coloração anormal ou a turvação podem ser sinais de hemólise). 
5. Assegurar que a transfusão seja iniciada nos 30 minutos após a remoção da bolsa do 
refrigerador do banco de sangue. 
6. A transfusão deve ser monitorada durante todo seu transcurso, e o tempo máximo de 
infusão não deve ultrapassar 4 (quatro) horas. 
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7. Durante os 10 (dez) primeiros minutos da transfusão, o profissional que a instalou deve 
permanecer à beira do leito do paciente, acompanhando o procedimento. 
8. Nos primeiros 15 (quinze) minutos, deve-se infundir o insumo lentamente, sem 
ultrapassar a 5 ml/min. 
9. Observar, rigorosamente, o paciente quanto aos efeitos adversos da transfusão e, na 
negativa, aumentar a velocidade do fluxo. 
10. Garantir o monitoramento dos sinais vitais em intervalos regulares, comparando-os. 
11. Deve-se interromper a transfusão imediatamente e comunicar ao médico caso haja 
qualquer sinal de reação adversa, tais como: inquietação, urticária, náuseas, vômitos, 
dor nas costas ou no tronco, falta de ar, hematúria, febre ou calafrios. 
12. Nos casos de intercorrência com interrupção da infusão, encaminhar a bolsa para 
análise. 
13. Recomenda-se a prescrição da troca do equipo de sangue a cada duas unidades 
transfundidas, a fim de minimizar riscos de contaminação bacteriana. 
Pós-procedimento: 
1. Garantir que os sinais vitais sejam aferidos e compará-los com as medições de 
referência. 
2. Descartar adequadamente o material utilizado e assegurar que todos os procedimentos 
técnicos, administrativos, de limpeza, desinfecção e gerenciamento de resíduos sejam 
executados em conformidade com os preceitos legais e os critérios técnicos 
cientificamente comprovados, os quais devem estar descritos em procedimentos 
operacionais padrão (POP) e documentados nos registros dos respectivos setores de 
atividades. 
3. Todas as atividades desenvolvidas pelo serviço de hemoterapia devem ser registradas e 
documentadas de forma a garantir a rastreabilidade dos processos e dos produtos, 
desde a obtenção até o destino final, incluindo-se a identificação do profissional que 
realizou o procedimento. Deve-se constar obrigatoriamente: 
4. data; 
5. horário de início e término; 
6. sinais vitais no início e no término; 
7. origem e identificação das bolsas dos hemocomponentes transfundidos; 
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8. identificação do profissional que a realizou; e 
9. registro de reações adversas, quando for o caso. 
10. Monitorar o paciente quanto à resposta e à eficácia do procedimento. 
Seguem as competências dos colegas técnicos de enfermagem: 
Compete ao Técnico de Enfermagem 
1. Cumprir a prescrição efetuada pelo enfermeiro. 
2. Aferir sinais vitais pré, intra e pós – procedimento transfusional. 
3. Observar e comunicar ao enfermeiro qualquer intercorrência que ocorra. 
4. Monitorar, rigorosamente, o gotejamento do sangue ou do hemoderivado. 
5. Proceder o registro das ações efetuadas no prontuário do paciente de forma clara, 
precisa e pontual. 
6. Participar de treinamentos e programas de educação permanente. 
Essas foram as descrições das competências da equipe de enfermagem na resolução do COFEN. 
Ainda sobre o tema, a Portaria 158/2016 ressalta as informações a seguir: 
 A transfusão deve, obrigatoriamente, ser prescrita por médico e registrada no prontuário 
do paciente. 
 É obrigatório, também, que fiquem registrados, no prontuário do paciente, a data da 
transfusão, os números e a origem dos componentes sanguíneos transfundidos. 
 As transfusões serão realizadas por médico ou profissional de saúde habilitado, 
qualificado e conhecedor das normas constantes na Portaria em foco e serão realizadas 
apenas sob supervisão médica, isto é, em local em que haja, pelo menos, um médico 
presente e que possa intervir em casos de reações transfusionais. 
 O paciente deve ter os seus sinais vitais (temperatura, pressão arterial e pulso) 
verificados e registrados, pelo menos, imediatamente antes do início e após o término da 
transfusão. 
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 Os primeiros 10 minutos de transfusão serão acompanhados por médico ou profissional 
de saúde qualificado para tal atividade. Esse permanecerá ao lado do paciente durante o 
referido intervalo de tempo. 
 Se o paciente apresentar alguma reação adversa, o médico será comunicado 
imediatamente. 
CUIDADOS 
Na transfusão de sangue, cuidados na adoção de procedimento e na observação das boas práticas 
de manipulação de hemoderivados são essenciais para garantir o bom tratamento e a segurança 
dos pacientes. 
 
Nesse sentido, o Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro (HEMORIO) divulgou um 
manual, da transfusão de sangue, os cuidados principais a serem observados: 
 
Cuidados na transfusão de concentrado de hemácias: 
Visando a segurança do paciente, as transfusões de hemocomponentes em caráter eletivo não 
deverão ser realizadas após as 20 horas. 
- Conservar entre 1 a 6 C°, até o momento do uso; 
- Manter fora da geladeira no máximo 30 min, antes da transfusão; 
- Usar obrigatoriamente equipos de transfusão de sangue; 
- Não adicionar medicamentos; 
- Se não transfundido em 30 min., devolver ao Serviço de Hemoterapia; 
- Tempo de infusão: 1 a 4 horas; 
- Se sistema aberto, mantido o hemocomponente na geladeira, poderá ser transfundido em até 24 
horas. 
Cuidados na transfusão de Concentrado de Plaquetas: 
- Não colocar na geladeira, manter à temperatura ambiente (22°C), até o momento do uso; 
- Usar equipos com filtro; 
- Não adicionar medicamentos; 
- Agitar levemente antes de usar; 
- Transfundir imediatamente; 
- Se não transfundir em 1 hora, devolver ao Serviço de Hemoterapia; 
Tempo de infusão: 30 minutos. 
Obs.: O pool de plaquetas em sistema aberto poderá ser transfundido no máximo até 4 horas do 
procedimento; 
Cuidados na transfusão de Plasmas fresco congelado: 
- Usar equipos de transfusão de sangue; 
- Não adicionar medicamentos; 
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- Se não transfundido em 6 horas, devolver Serviço de Hemoterapia. 
Tempo de infusão: 1 a 2 horas. 
Cuidados na transfusão de Crioprecipitado: 
- Não colocar na geladeira; 
- Usar equipos com filtro; 
- Não adicionar medicamentos; 
- Transfundir dentro de 4 horas; 
- Se não transfundido em 4 horas, devolver ao Serviço de Hemoterapia; 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MEDICAMENTOS CONTRACEPTIVOS 
 
 
 
91 
 
O que são? São maneiras , medicamentos, objetos e ou cirurgias usados para evitar a gravidez. Hoje 
em dia, há no mercado, métodos femininos e masculinos. 
Há os métodos considerados reversíveis que são aqueles em que a pessoa, após parar de usá-los, 
volta a ter a capacidade de engravidar. Existem os métodos considerados irreversíveis, como a 
ligadura de trompas uterinas e a vasectomia. 
Os primeiros remédios eram feitos a base de arsênico, estricnina e mercúrio, causando complicações 
tóxicas e até mesmo fatais. Os primeiros preservativos foram feitos No século XVII e eram feitos a 
parti de uma tira do intestino de algum animal . Anticoncepcionais São feitos de hormônios parecidos 
com os hormônios produzidos pelos ovários da mulher, o estrogênio e a progesterona. Agem 
impedindo a ovulação e também atuam dificultando a passagem dos espermatozóides para o interior 
do útero. 
Existem diferentes tipos de pílulas, de acordo com os hormônios que ela contêm. Existem as pílulas 
combinadas (contém estrogênio + progesterona) e as minipílulas (que contêm só progesterona). 
 Vantagens Alta eficácia para evitar a gestação não planejada; Permite um planejamento familiar 
muito mais seguro; A pílula traz um enorme grau de autonomia sobre o próprio corpo e o momento 
da maternidade, com mais escolha e menos medo 
O anticoncepcional em injeção possui o mesmo mecanismo de ação das pílulas, pois ele suspende 
a ovulação, reduz a espessura endometrial e espessa o muco cervical e são muito eficazes quando 
usadas corretamente. 
Existem dois tipos de injeção anticoncepcional: 
• A injeção aplicada uma vez por mês, que é a injeção mensal - Estrogênio + Progesterona. 
 • A injeção aplicada de três em três meses, que é a injeção trimestral - Progesterona. 
A injeção trimestral pode ser usada durante a amamentação. Nesse caso, seu uso deve ser iniciado 
seis semanas após o parto. O uso do contraceptivo injetável trimestral é indicado para as mulheres 
que não podem ou não desejam o uso do estrogênio, pois sua base é somente de progesterona. 
Assim como as pílulas, os injetáveis também possui efeitos benéficos, como: Alívio da menstruação 
Melhora da anemia, Redução dos sintomas associados à endometriose, dor pélvica crônica e redução 
do câncer de endométrio. 
Interações Medicamentosas 
Certas drogas são capazes de reduzir a eficácia anticonceptiva da pílula, principalmente nos 
tratamentos prolongados. Nesses casos, deve-se indicar métodos alternativos. 
Atentar-se as combinações das pílulas anticoncepcionais com outros medicamentos, como por 
exemplo: antibióticos, antiepiléticos, anticonvulsivantes, diuréticos, antifúngicos e alguns 
antirretrovirais pois o uso junto com a pílula pode diminuir sua eficácia, assim como o vômito e diarréia 
horas após sua ingestão. Leia sempre a bula do medicamento ou consulte o médico. 
Os antiretrovirais (ARV) Efavirenz e Nevirapina (não- nucleosídeos) e os Nelfinavir e Ritonavir 
(inibidores da protease), disponíveis para o controle da infecção pelo HIV, interagem diminuindo os 
níveis séricos dos hormônios estrogênicos e, portanto, sua eficácia contraceptiva. O uso adicional do 
preservativo masculino ou feminino deve ser considerado (dupla proteção). 
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Algumas interações podem ocorrer no sentido inverso, isto é, os esteróides alteram a eficácia de 
outros medicamentos (anticonvulsivantes entre outros). 
 
 
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Anticoncepcionais Efeitos Adversos 
Alterações de humor. Náuseas, vômitos e mal-estar gástrico. Cefaléia. Tonteira. Mastalgia. 
Sangramento intermenstrual. Cloasma. 
Até mesmo complicações mais sérias como : Acidente vascular cerebral. Infarto do miocárdio. 
Trombose venosa profunda. Todas essas complicações acontecem com maior freqüência em 
fumantes de qualquer faixa etária. 
Com o contraceptivo injetável também ocorre efeitos adversos : Ganho de peso Náuseas Cefaléia 
Medicamento é coisa séria e o mesmo método contraceptivo receitado para amiga não servirá para 
você. 
 LEMBRETE: AMBOS OS MÉTODOS NÃO PROTEGEM CONTRA DST/HIV/HPV E AIDS para isso, 
seu uso deve ser combinado com o preservativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CLASSIFICAÇÃO DOS MEDICAMENTOS 
PADRONIZADOS POR GRUPOS 
FARMACOLÓGICOS 
 
1 – Sistema Nervoso 
1 – Ansiolíticos e Hipnóticos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Alprazolan 1,0 mg Comprimido Frontal ® 
Bromazepan 3 mg Comprimido Lexotan ® 
Clobazan 20mg Comprimido Frisium ® 
Diazepam 10 mg Ampola Valium ® – Cx Emergência 
Diazepam 10 mg Comprimido Valium ® 
Nitrazepam 5mg Comprimido Sonebon ® 
 
 
2 – Antidepressivos 
1.2.1 – Inibidor Seletivo da Recaptação da Serotonina 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Fluoxetina 20 mg Comprimido Prozac ® 
Clor. Venlafaxina 75 mg Comprimido Efexor ® 
 
 1.2.2 – Tricíclicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Amitriptilina 25 mg Comprimido Tryptanol ® 
Clor. Imipramina 25 mg Comprimido Tofranil ® 
Clor. Clomipramina 10 mg Comprimido Anafranil ® 
Clor. Clomipramina 25 mg Comprimido Anafranil ® 
 
1. 3 – Anticonvulsivantes 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Ácido Valpróico 250 mg Cápsula Depakene ® 
Ácido Valpróico 500 mg Comprimido Depakene ® 
Carbamazepina 2% suspensão Frasco com 100mL Tegretol ® 
Carbamazepina 200 mg Comprimido Tegretol ® 
Carbamazepina 400 mg Comprimido Tegretol ® 
Clonazepan 2 mg Comprimido Rivotril ® 
Fenitoína 100 mg Comprimido Hidantal ® 
Fenitoína 50 mg Ampola Hidantal ® 
Fenobarbital 100 mg Comprimido Gardenal ® 
Fenobarbital 200 mg Ampola Gardenal ® 
Fenobarbital 4% gotas Frasco com 20mL Gardenal ® 
Oxcarbazepina 300 mg Comprimido Trileptal ® 
 
 
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1. 4 – Antipsicóticos e Neurolépticos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Carbonato Lítio 300 mg Comprimido Carbolitium ® 
Clor. Clorpromazina 100 mg Comprimido Amplictil ® 
Clor. Clorpromazina 25 mg Ampola Amplictil ® – Cx Emergência 
Haloperidol 1 mg Comprimido Haldol ® 
Haloperidol 5 mg Comprimido Haldol ® 
Haloperidol Decanoato 70,52 mg Ampola Haldol Decanoato ® 
Haloperidol 2 mg gotas Fasco com 20mL Haldol ® 
Levomepromazina 100 mg Comprimido Neozine ® 
Levomepromazina 4% gotas Frasco com 20mL Neozine ® 
Periciazina 4% gotas Frasco com 20mL Neuleptil ® 
 
1.5 – Antiparkisonianos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Biperideno 2 mg Comprimido Akineton ® 
 
 
2 – Sistema Cardiovascular 
2. 1 – Antiagregante Plaquetário e Antitrombótico 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
AAS 100 mg Comprimido Aspirina ® 
Dipiridamol 75 mg Comprimido Persantin ® 
 
2. 2 – Antianginosos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Propatilnitrato 10 mg Comprimido Sustrate ® 
Mon. Isorssobida 20 mg Comprimido Monocordil ® 
 
2. 3 – Antiarrítimicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Propafenoma 300 mg Comprimido Ritmonorm ® 
Clor. Amiodarona 200mg Comprimido Ancoron ® 
Clor. Amiodarona 50mg/mL Ampola Ancoron ® - Cx Emergência 
Sulf. Atropina 0,25 mg Ampola Atropina ® - Cx Emergência 
 
2. 4 – Antivertiginoso / Vasodilatadores 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Cinarizina 25 mg Comprimido Stugeron ® 
Cinarizina 75 mg Comprimido Stugeron ® 
Mes. Codergocrina 4,5 mg Comprimido Hydergine ® 
 
2. 5 – Anti-hipertensivos 
 2.5.1– Bloqueadores Adrenérgicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Metildopa 250 mg Comprimido Aldomet ® 
Propranolol 40 mg Comprimido Propranolol ® 
 
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 2.5.2 – Bloqueadores de Canal de Cálcio 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Diltiazem 60 mg Comprimido Cardizem ® 
Nifedipina 20 mg Comprimido Adalat ® - Manipulado 
 
 2.5.3 – Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Captopril 12,5 mg Comprimido Capoten ® - Manipulado 
Captopril 25 mg Comprimido Capoten ® 
Captopril 50 mg Comprimido Capoten ® - Manipulado 
Mal. Enalapril 20 mgComprimido Renitec ® 
 
 2.5.4 – Antiadrenérgicos de Ação Central 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Clonidina 0,150 mg Comprimido Atensina ® 
 
 2.5.5 – Antagonista dos Receptores da Angiotensina II 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Losartan Potássico 50 mg Comprimido Aradois ® 
 
 2.5.6 – Beta-Bloqueador Cardiosseletivo B 1 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Atenolol 25 mg Comprimido Atenol ® - Manipulado 
Atenolol 50 mg Comprimido Atenol ® - Manipulado 
 
 2.5.7 – Beta-Bloqueador Não-Seletivo 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Carvedilol 6,25mg Comprimido Karvil ® 
 
2. 6 – Cardiotônicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Deslanosídeo 2 mg Ampola Cedilanide ® - Cx Emergência 
Digoxina 0,25 mg Comprimido Digoxina ® 
 
2. 7 – Estimulantes Adrernégicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Adrenalina 0,001 mg Ampola Adrenalina ® - Cx Emergência 
 
2. 8 – Hemostáticos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Succinato de Estradiol Ampola Styptanon ® 
 
2. 9 – Vasculoprotetor e Venotônico 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Diosmina + Hesperidina 500mg Comprimido Daflon 500 ® 
 
 
 
97 
 
2. 10 – Antilipêmico 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Sinvastatina 20 mg Comprimido Zocor ® - Manipulado 
Sinvastatina 40 mg Comprimido Zocor ® - Manipulado 
 
 
3 – Sistema Urinário 
 3. 1 – Diuréticos de Alça 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Furosemida 40 mg Comprimido Lasix ® - Manipulado 
Furosemida 20 mg Ampola Lasix ® 
 
 3. 2 – Diuréticos Tiazídicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Hidroclorotiazida 25 mg Comprimido Clorana ® 
 
 
4 – Sistema Digestivo, Nutritivo e Metabólico 
4.1 – Antiácidos e Inibidores de Secreção Gástrica 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Cimetidina 200 mg Comprimido Tagamet ® 
Clor. Ranitidina 150 mg Comprimido Antak ® 
Hidróxido de Alumínio 6,2% suspensão Frasco com 100mL Aldrox ® 
Omeprazol 20 mg Comprimido Losec ® - Manipulado 
 
4.2 – Antieméticos e Antinauseantes 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Metoclopramida 0,40% gotas Frasco com 10 mL Plasil ® 
Clor. Metoclopramida 10 mg Comprimido Plasil ® 
Clor. Metoclopramida 10 mg Ampola Plasil ® 
Dimenidrato + Piridoxina Ampola Dramin B6 ® 
Dimenidrato + Piridoxina Frasco com 20mL Dramin B6 ® 
 
4.3 – Antiespasmódicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Escopolamina + Dipirona Ampola Buscopan Composto ® 
Escopolamina + Dipirona gotas Frasco com 20mL Buscopan Composto ® 
Escopolamina 10 mg Drágea Buscopan ® 
Escopolamina 20 mg Ampola Buscopan ® 
 
4. 4 – Antiflatulentos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Dimeticona gotas Frasco com 10mL Luftal ® 
 
 
 
 
 
98 
 
4. 5 – Laxantes 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Óleo Mineral 100% Frasco com 100mL Óleo Mineral ® 
 
4.6 – Repositor da Flora Intestinal 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Saccharomyces Boulardii (liofilizado) 100mg Cápsula Floratil ® 
Saccharomyces Boulardii (liofilizado) 200 mg Envelope Floratil ® 
 
4.7 – Nutrientes 
 4.7.1 – Eletrólitos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Sais para Reidratação Oral Envelope Rehidrat ® 
 
 4.7.2 – Minerais 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Sulfato Ferroso 40 mg Comprimido Sulfato Ferroso ® 
Sulfato Ferroso gotas Frasco com 20mL Sulfato Ferroso ® 
 
 4.7.3 – Vitaminas 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Acetato de Retinol + Colecalciferol gotas Frasco com 20mL Adtil ® 
Ácido Fólico 5 mg Comprimido Endofolin ® 
Polivitamínico gotas Frasco com 20mL Polivitaminico ® 
Vitamina do Complexo B Comprimido Complexo B ® 
Clor. Tiamina 300mg Comprimido Benerva ® 
 
 4.7.4 –Reposição Hidroeletrolítica Parenteral 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Bicarbonato de Sódio 8,40% Ampola Bicarbonato de Sódio ® – Cx Emergência 
Cloreto de Potássio 19,10% Ampola Cloreto de Potássio ® – Cx Emergência 
Cloreto de Sódio 20% Ampola Cloreto de Sódio ® – Cx Emergência 
Gluconato de Cálcio 10% Ampola Gluconato de Cálcio ® – Cx Emergência 
Glicose 25% Ampola Glicose ® 
Glicose 50% Ampola Glicose ® 
 
 
5 – Sistema Muscular e Esquelético 
5. 1 – Antiinflamatórios Não Esteróides 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Diclofenaco Potássico 75mg Supositório Cataflan ® 
Diclofenaco Resinato gotas Frasco com 20mL Cataflan ® 
Diclofenaco Sódico 50 mg Comprimido Voltaren ® 
Diclofenaco Sódico 75 mg Ampola Voltaren ® 
Nimesulida gotas Frasco com 20mL Nisulid ® 
 
 
 
99 
 
5. 2 – Antiinflamatórios Esteróides 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Dexametasona 4mg/mL injetável Ampola Decadron ® 
Dexametasona Elixir 0,5mg/5mL Frasco Decadron ® 
Fosfato Sódico de Prednisolona 3mg/mL Frasco com 60mL Predsin ® 
Prednisona 20mg Comprimido Metcorten ® 
Prednisona 5mg Comprimido Metcorten ® 
Suc. Hidrocortisona 500mg injetável Frasco/ampola Solu – Cortef ® 
 
5. 3 – Analgésicos Não Opióides / Antitérmicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
AAS 100 mg Comprimido Aspirina ® 
AAS 500 mg Comprimido Aspirina ® 
Dipirona + Adifenina + Prometazina gotas Frasco com 10 mL Lisador ® 
Dipirona 500 mg Comprimido Novalgina ® 
Dipirona 500 mg Ampola Novalgina ® 
Dipirona 500 mg gotas Frasco com 10 mL Novalgina ® 
Paracetamol gotas Frasco com 10 mL Tylenol ® 
 
5. 4 – Analgésico Opióide 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Petidina 100 mg Ampola Dolosal ® - Exame 
 
 
6 – Hormônios Sexuais 
6.1 – Anticoncepcionais 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Acet. Noretisterona 0,35 mg Comprimido Micronor ® 
Acetofenido de Diidroxiprogesterona 150 + Enantato 
de Estradiol 10 mg 
Ampola Perlutan ® 
Etinilestradiol 0,15mg + Levonorgestrel 0,03mg Comprimido Ciclo 21 ® 
Acet. Medroxiprogesterona 150mcg Ampola Contracept ® 
Levonorgestrel 0,75 mg Comprimido Postinor ® 
 
6.2 – Terapias de Reposição Hormonal 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Estrógenos Conjugados 0,625 mg Comprimido Premarin ® 
 
 
7 – Antiparasitários e Antifúngicos 
7. 1 – Antifúngico de uso Ginecológico 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Metronidazol creme Bisnaga com 50 g Flagyl ® 
Nistatina creme Bisnaga com 60 g Micostatin ® 
 
 
 
 
10
0 
 
7. 2 – Antiinfeccioso de uso Parasitário 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Metronidazol 250 mg Comprimido Flagyl ® 
Metronidazol 4% suspensão Frasco com 120 mL Flagyl ® 
Tinidazol 500 mg Comprimido Pletil ® 
 
7. 3 – Anti-Micótico 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Cetoconazol 200mg Comprimido Nizoral ® 
 
7. 4 – Anti-Helmíntico 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Mebendazol 100 mg Comprimido Pantelmin ® 
Mebendazol 2% suspensão Frasco com 30mL Pantelmin ® 
 
7. 5 – Antiescabiótico 
Nome Genérico Apresentação Nome Comecial 
Deltametrina loção Frasco com 100mL Deltametrina ® 
Deltametrina shampoo Frasco com 100mL Deltametrina ® 
 
 
8 – Sistema Respiratório 
8.1 – Broncodilatadores 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Aminofilina 100 mg Comprimido Aminofilina ® 
Aminofilina 240 mg Ampola Aminofilina ® - Cx Emergência 
Brometo de Ipratrópio 0,250 mg gotas Frasco com 20 mL Atrovent ® 
Bromidrato de Fenoterol gotas Frasco com 20 mL Berotec ® 
Sulf. Salbutamol xarope Frasco com 120 mL Aerolim ® 
Sulf. Terbutalina 0,5mg Ampola Brycanil ® 
 
8.2 – Expectorantes 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Ambroxol 15 mg xarope Frasco com 120 mL Mucossolvan ® 
Clor. Ambroxol 30 mg xarope Frasco com 120 mL Mucossolvan ® 
 
8.3 – Anti-séptico Nasal 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Cloreto de Sódio + Cloreto de Benzalcônio solução Frasco com 30 mL Rinossoro ® 
 
8.4 – Expectorantes 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Maleato de Bronfeniramina + Cloridrato de Fenilefrina Frasco com 120mL Decongex Plus ® 
 
 
 
 
 
10
1 
 
9 – Sistema Endócrino 
9.1 – Insulinas e Outros Agentes Antidiabéticos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Metformina 850 mg Comprimido Glucoformin® 
Clorpropamida 250 mg Comprimido Diabinese ® 
Glibenclamida 5 mg Comprimido Daonil ® 
Insulina Humana R Frasco com 10 mL Humulin R ® 
Insulina NPH 100 Humana Frasco com 10 mL Biohulin ® 
Glimepirida 2mg Comprimido Amaryl ® 
 
10 – Anestésicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Lidocaína 2% s/ vaso Ampola Xylocaína ® 
Clor. Lidocaína 10% Spray Frasco com 50 mL Xylocaína ® - Exame 
Clor. Lidocaína Geléia Bisnaga com 30 g Xylocaína ® 
 
 
11 –Antialérgicos 
 11.1 – Inibidores dos Receptores H 1 da Histamina 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Prometazina 25 mg Ampola Fenergan ® 
Clor. Prometazina 25 mg Comprimido Fenergan ® 
Fum. Cetotifeno xarope Frasco com 100 mL Asmax ® 
Mal. Dexclorferinamina 2 mg Comprimido Polaramine ® 
Mal. Dexclorferinamina 2 mg xarope Frasco com 120 ml Polaramine ® 
Maleato de Bromofeniramina + Cloridrato de Fenilefrina Frasco com 120 mL Decongex Plus ® 
 
 
12 – Anti-Hiperirucêmicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Alopurinol 100 mg Comprimido Zyloric ® 
 
 
13 – Oftálmicos 
13.1 – Anticolinérgicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Ciclopentolato 10 mg solução oftálmica Frasco com 5 mL Cicloplégico ® - Exame 
Tropicamida 0,01% solução oftálmica Frasco com 5 mL Mydriacyl ® - Exame 
Fluoresceína solução oftálmica Frasco com 3 mL Fluoresceína ® - Exame 
 
13.2 – Antibacteriano 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Acetato de Retinol + associações pomada oftálmica Bisnaga com 3,5 g Epitezan ® 
Cloranfenicol solução oftálmica Frasco com 10 mL Cloranfenicol ® 
 
 
 
10
2 
 
13.3 – Antiglaucomatoso 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Maleato de Timolol 0,5% solução oftálmica Frasco com 5 mL Timoptol ® 
 
13.4 – Anestésico 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Cloridrato de Tetracaína + Cloridrato de Fenilefrina solução 
oftálmica 
Frasco com 10 mL Anestésico ® - Exame 
 
13.5 – Antiinflamatório Esteróide 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Dexametasona + Neomicina + Polimixina B + Hipromelose 
solução oftálmica 
Frasco com 5 mL Maxitrol ® 
 
13. 6 – Lubrificante Ocular 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Dextrano 70 + Hipromelose 3 mg + Poliquartênio solução 
oftálmica 
Frasco com 15 mL Lacrima Plus ® 
 
 
14 - Antimicrobianos 
14. 1 – Cefalosporina de 1ª Geração 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Cefalexina 125 mg suspensão Frasco com 100 mL Keflex ® 
Cefalexina 250 mg suspensão Frasco com 100 mL Keflex ® 
Cefalexina 500 mg Comprimido Keflex ® 
 
14. 2 – Macrolídeos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Est. Eritromicina 250 mg Comprimido Eritrex ® 
Est. Eritromicina 250 mg/mL suspensão Frasco com 100 mL Eritrex ® 
 
14. 3 – Penicilinas 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Amoxicilina 250 mg suspensão Frasco com 150 mL Amoxil ® 
Amoxicilina 500 mg Comprimido Amoxil ® 
Benzilpenicilina Benzatina 1.200.000 UI Frasco/ampola Benzetacil ® 1.200.000 UI 
Benzilpenicilina Benzatina 600.000 UI Frasco/ampola Benzetacil ® 600.000 UI 
Benzilpenicilina Procaína 300.000 UI + 
Benzilpenicilina Potássica 100.000 UI 
Frasco/ampola Despacilina ® 
 
14. 4 - Quinolonas 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Ciprofloxacino 500 mg Comprimido Cipro ® 
Norfloxacino 400 mg Comprimido Floxacin ® 
 
 
 
10
3 
 
14. 5 - Lincosamidas 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Clor. Clindamicina 300mg Comprimido Dalacin ® 
Clor. Lincomicina 300 mg Ampola Frademicina ® 
Clor. Lincomicina 600 mg Ampola Frademicina ® 
 
14. 6 – Sulfas 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Sulfametoxazol 200 mg+ Trimetoprima 40 mg suspensão Frasco com 100 mL Bactrim ® 
Sulfametoxazol 400 mg + Trimetoprima 80 mg Comprimido Bactrim ® 
 
 
15 – Tópicos 
15. 1 – Antibacteriano e Cicatrizante 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Colagenase + Cloranfenicol pomada Bisnaga com 15 g Iruxol ® 
Sulf. Neomicina + Bacitracina pomada Bisnaga com 15 g Nebacetin ® 
Ac. Graxos Essenciais + Associações Frasco c/ 200 mL Dessani ® 
 
15. 2 – Antiinflamatório Esteróides 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Dexametasona pomada Bisnaga com 10 g Dexametasona ® 
Dipropionato de Betametasona + Sulfato de 
Gentamicina pomada 
Bisnaga com 30g Diprogenta ® 
 
15. 3 – Dermoprotetor 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Óxido de Zinco + Associações pomada Bisnaga com 30 g Hipoglós ® 
 
15. 4 – Anti-Séptico 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Permanganato de Potássio 100 mg Comprimido Permanganato de Potássio ® 
 
15. 5 - Antifúngico 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Enxofre em pó Frasco Enxofre em pó ® 
Cetoconazol 20 mg creme Bisnaga com 30g Nizoral ® 
 
 
16 – Otológicos 
Nome Genérico Apresentação Nome Comercial 
Acetofenido de Fluocinolona 0,275 + Sulfato de Polimixina B + 
Neomicina + Cloridrato de Lidocaína solução otológica 
Frasco 5 mL Otosynalar ® 
 
 
 
 
 
10
4 
 
17– Programas 
Ministério da Saúde 
Programa Saúde Mental 
Programa Diabetes 
Programa Dose Certa 
 
Pneumonia/Tuberculose 
Nome Genérico 
Sulfato de Estreptomicina 1 g 
Etambutol 400 mg 
Etionamida 250 mg 
Isoniazida 100 mg 
Isoniazida + Rifampicina 200 mg/300 mg 
Pirazinamida 500 mg 
Pirazinamida Suspensão 
Rifampicina 300 mg 
Rifampicina 2% Suspensão 
 
Hanseníase 
Nome Genérico 
Blister Multibacilar (MB) Adulto 
Blister Paucibacilar (PB) Adulto 
Talidomida 100 mg 
 
Meningite 
Nome Genérico 
Rifampicina 300 mg 
Rifampicina 2% suspensão 
 
Esquistossomose 
Nome Genérico 
Oxamniquina 250 mg 
 
Leishamaniose 
Nome Genérico 
Meglumina, Antimoniato 300 mg/ml injetável 
 
DST – AIDS 
Nome Genérico Apresentação 
Azitromicina 500 mg Comprimido 
Abacavir, Sulfato 240 mg Suspensão 
Abacavir, Sulfato 300 mg Comprimido 
Aciclovir 200 mg Comprimido 
Ácido Folínico 15 mg Comprimido 
Amprenavir 150 mg Cápsulas 
Amprenavir 15 mg Solução Oral 
Anfotericina B 50 mg Injetável 
Atazanavir 150 mg Cápsula 
Atazanavir 200 mg Cápsula 
10
5 
 
Benzilpenicilina 2.400.000 UI Ampola 
Cetoconazol 200 mg Comprimido 
Ciprofloxacina 500 mg Comprimido 
Cloridrato de Doxiciclina 100 mg Comprimido 
Dapsona 100 mg Comprimido 
Delavirdina 100 mg Comprimido 
Didanosina (DDI) 100 mg Comprimido 
Didanosina (DDI) 10 mg/ml Pó p/ solução oral 
Didanosina (DDI) 25 mg Comprimido 
Efavirenz 100 mg Cápsulas 
Efavirenz 200 mg Cápsulas 
Efavirenz 30 mg/ml Solução oral 
Efavirenz 600 mg Cápsulas 
Estavudina (D4T) 1 mg Pó p/ solução oral 
Estavudina (D4T) 30 mg Cápsulas 
Estavudina (D4T) 40 mg Cápsulas 
Fluconazol 150 mg Comprimido 
Ganciclovir 500 mg Frasco/ampola 
Indinavir 400 mg Cápsulas 
Itraconazol 100 mg Comprimido 
Lamivudina (3TC) 10 mg/ml Solução oral 
Lamivudina (3TC) 150 mg Cápsulas 
Lopinavir + Ritonavir 80 mg/ml + 20 mg/ml Solução oral 
Lopinavir 133,33 mg + Ritonavir 33,3 mg Cápsula mole 
Nebulizador Kit 
 
Nelfinavir 250 mg Comprimido 
Nelfinavir Pó p/ solução oral 
Nome Genérico Apresentação 
Nevirapina 10 mg/ml Solução oral 
Nevirapina 200 mg Comprimido 
Pentamidina 300 mg Ampola 
Pirimetamina 25 mg Comprimido 
Ritonavir 100 mg Cápsulas 
Ritonavir 80 mg/ml Solução oral 
Saquinavir 200 mg Cápsulas 
Sulfadiazina 500 mg Comprimido 
Sulfametoxazol + Trimetoprima 400/80 mg Comprimido 
Zalcitabina (DDC) 0,75 mg Comprimido 
Zidovudina (AZT) 10 mg/ml Solução oral 
Zidovudina (AZT) 10 mg/ml Ampola 
Zidovudina (AZT) 100 mg Cápsulas 
Zidovudina + Lamivudina 300/150 mg Comprimido 
 
 
 
 
 
 
10
6 
 
MEDICAMENTOS UTILIZADOS EM 
EMERGÊNCIA 
 
* Lidocaína sem vasoconstritor: é um antiarrítmico; 
* Adrenalina (epinefrina): serve para tratamento de asma brônquica, choque anafilático e 
parada cardíaca; 
* Atropina: utilizada em casos de bradicardia e intoxicação por inseticida organofosforado; 
* Dopamina: serve para tratamento do choque; 
* Aminofilina: (broncodilatador) asma brônquica e doenças pulmonares em geral. 
* Dobutamina: é um estimulante cardíaco; 
* Hidrocortisona: serve para tratamento de reação alérgica grave e asma brônquica; 
* Glicose(5%, 10%, 25% e 50%): repositor de líquido; 
* Hidantoína: é um anticonvulsivante e antiepiléptico; 
* Meperidina: serve para a dor (moderada e severa) e é um anestésico; 
* Diazepan: serve para ataques epiléticos, ansiedade e sedação; 
* Midazolan: sedação; 
* Fentanil: é um analgésico; 
* Ketalar: anestesia geral; 
* Metoclopramida (Plasil): náusea, vômito; 
* Dipirona: dor e febre; 
* Hioscina: antiespasmódico; 
* Dinitrato de Isossorbitol: antianginoso; 
* Furosemida: (diurético) edemas; 
* Amiodarona: serve para tratamento da arritmia ventricular. 
 
SOROS 
* Glicosado 5%: é uma solução isotônica; 
* Fisiológico: também é uma solução isotônica; 
* Ringer lactato: solução isotônica, tendo como função diluir o sangue em casos onde a 
hemorragia para evitar o choque hipovolêmico. 
 
Medicamentos do Posto de Primeiros Socorros 
 
*Adrenalina ( nome comercial Epinefrina) = antiasmático, vasoconstritor, brocodilatador, 
adrenérgico. 
*Água Destilada 
*Aminofilina ( nome comercial Asmodrin, Eufilin) = broncodilatador 
*Amitriptilina ( Tryptanol, Amytril) = antidepressivo 
*Atropina (Atropion) = antiespasmódico, antiarrítimico (usado para tratamento contra 
intoxicação por inseticidas) 
10
7 
 
*Bicarbonato de Sódio 
*Biperideno (Akineton) = antiparkinsoniano; 
antidiscinético 
*Brometo de Ipratrópio 
*Bupicavaína 
*Buscopan Composto 
*Buscopan Simples 
*Captopril 
*Carbamazepina 
*Carvão Ativado 
*Cefalexina 
*Cefalotina 
*Cetoprofeno 
*Clíster Glicerinado 
*Clorafinecol 
*Clordiazipóxido 
*Cloreto de Potássio 
*Cloreto de Sódio 
*Cloridrato de Clonidina 
*Cloridrato de Hidralazina 
*Clorpomazina 
*Codeína 
*Complexo B Injetável 
*Deslanosideo 
*Dexametasona 
*Diazepan 
*Diclofenaco de Sódio 
*Digoxin 
*Dipirona 
*Enalapril 
*Escopolamina (hioscina) 
*Fenitoína 
*Fenobarbital 
*Fenoterol Bromidrato 
*Flumazenil 
*Furosemida 
*Gentamicina 
*Glicose Hipertônica 
*Glicose Isotônica 
*Gluconato de Cálcio 
*Haloperidol 
*Hidrocortisona 
*Insulina NHP 
*Insulina Simples 
*Isossorbida 
*Lidocaína 
*Manitol 
*Meperidina 
*Metildopa 
*Metilergometrina 
*Metilprednisolona 
*Metoclopramida 
*Metropolol 
*Midazolan 
*Nifedipina 
*Nistatina 
*Nitroprussiato de Sódio 
*Óleo Mineral 
*Omeprazol 
*Oxacilina 
10
8 
 
*Paracetamol 
*Penicilina 
*Prometazina 
*Propanolol 
*Ranitidina 
*Ringer Lactato 
*Sais para Reidratação Oral 
*Salbutamol 
*Soro Fisiológico 0,9% 
*Soro Glico-Fisiológico 
*Soro Glicosado 5% 
*Soro Glicosado 50% 
*Sulfadiazina Prata 
*Sulfametoxazol + Trimetropim 
*Sulfato de Magnésio 
*Tiamina (vitamina B1) 
*Tobramicina Colírio 
*Tramadol 
*Verapamil 
*Vitamina K 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10
9 
 
Referências bibliográficas 
Farmacologia. Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão 
Preto – USP. Disponível em <http://rfa.fmrp.usp.br/>. 
Introdução a Farmacologia. Universidade Estadual de Feira de Santana. Disponível em 
<https://farmacologiauefs.wordpress.com/introducao-a-farmacologia/>. 
Introdução a Farmacologia. Universidade Federal Fluminense. Disponível em 
<http://www.uff.br/farmacobiomed/introducao_a_farmacologia.pdf>. 
https://pubs.niaaa.nih.gov/publications/aa27.htm 
https://pubs.niaaa.nih.gov/publications/arh293/186-192.pdf 
http://www.limeira.sp.gov.br/secretarias/saude/files/cent_medicamentos/relacao_med_p
adro.htm 
»Site:http://www.fcf.usp.br/Departamentos/FBF/Disciplinas/Farmacotecnica/FORMAS1.
htm 
»Site: http://www.sinprafarmas.org.br/index.htm 
»Site: http://www.opas.org.br/medicamentos/docs/uso-med-acs.pdf 
»Livro: Farmacologia Básica e Clínica – Bertram G. Katzung – Oitava Edição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://rfa.fmrp.usp.br/
https://farmacologiauefs.wordpress.com/introducao-a-farmacologia/
http://www.uff.br/farmacobiomed/introducao_a_farmacologia.pdf
https://pubs.niaaa.nih.gov/publications/arh293/186-192.pdf
http://www.limeira.sp.gov.br/secretarias/saude/files/cent_medicamentos/relacao_med_padro.htm
http://www.limeira.sp.gov.br/secretarias/saude/files/cent_medicamentos/relacao_med_padro.htm

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