A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
36 pág.
André Moraes - SwingTrade pdf

Pré-visualização | Página 2 de 3

pouco menos 
do que a anterior. Disso resultam os topos e fundos ascendentes:
Concluía que o padrão de tendência de alta no mercado se equipara 
à maré que sobe, então quando o preço recua e começa a subir novamente, 
pensa-se em compra, pois imagina-se que o preço vai subir e virá outra onda 
para romper o topo anterior, que é exatamente uma tendência de alta:
Exemplificando em um tempo gráfico qualquer:
Mencionava também a tendência de baixa, quando o preço cai ao lon-
go do tempo, que segue o mesmo raciocínio, porém no sentido inverso, a 
maré, nesse caso, baixaria. Cada onda invade menos a praia do que a onda 
anterior e quando recua, o faz um pouco mais do que a onda anterior, for-
mando topos e fundos descendentes. Essa situação seria apropriada para a 
venda, porque a partir de um ponto teria um novo fundo:
Exemplo prático, onde a onda invade a praia, recua e, ao voltar, invade 
um pouco menos, o preço começa a cair e é possível pensar em venda:
Charlie Dow ainda falava sobre uma terceira tendência, denominada 
neutra, onde mercado anda de lado, sem fazer topos e fundos descendentes. 
Eu chamo essa terceira tendência de consolidação. Nessa situação não é 
possível ter lucro com operações Swing Trade, porque inexiste rompimento 
de topo e de fundo, ou seja, não tem tendência definida:
Exemplo de consolidação:
Charles Dow também afirmava que a	tendência	vigente	dura	até	ser	
substituída	por	outra	oposta.
Da assertiva é possível concluir: o analista técnico não é capaz de pre-
ver o futuro, mas de medir probabilidade, ganha-se dinheiro fazendo a coisa 
certa se subir 2000 pontos, por exemplo, e o mesmo vale se cair os mesmos 
2000 pontos. Não é importante enfatizar o porquê da queda ou da alta, o foco 
deve estar em como lucrar em quaisquer hipóteses.
1.3 Ponto de Retorno
Márcio Noronha, um dos maiores analistas técnicos do Brasil, fala de 
ponto de retorno. Afirma que não há como saber onde estarão os próximos 
fundos e topos, mas é preciso identificar aqueles que aconteceram do lado 
esquerdo do gráfico, que seria a maneira mais fácil e rápida de localizar uma 
mudança, mesmo	que	temporária, na direção do preço. 
Ele mostra, por meio de um conjunto de candles em movimento de 
baixa, onde cada candle deixa uma máxima mais baixa do que o anterior 
e, subitamente, o movimento muda e passa a ter um candle com mínima e 
máxima maiores do que a mínima e máxima do candle anterior que, este mo-
mento, denomina-se: ponto de retorno. E, acrescenta, quando há um ponto 
de retorno após um movimento de baixa, seria possível localizar o fundo:
Movimento	de	baixa:
Ponto de retorno:
Por definição, fundo é o nível de preço mais baixo alcançado antes de 
um ponto de retorno.
Da mesma forma, Márcio Noronha afirma que quando há movimento 
de alta, ou seja, candles fazendo mínimas e máximas superiores aos dos 
anteriores, quando há mudança súbita de padrão identifica-se o ponto de 
retorno. Se depois deste ponto houver uma máxima do movimento, tem-se 
o topo.
Movimento de alta:
Ponto de retorno:
Por definição, topo é o nível de preço mais alto alcançado antes de um 
ponto de retorno.
1.4	 Tamanho	do	Movimento
É possível localizar no gráfico abaixo vários fundos, topos, pontos de 
retorno, o que pode levar a crer que há vinte reversões de tendência, e, por-
tanto, vinte possibilidades de venda:
Esse autor, no entanto, enxerga apenas cinco topos e fundos relevantes 
no gráfico, apenas por ter bem definido quais tamanhos devem ter os movi-
mentos importantes a serem considerados:
Diante dessa dificuldade apresentada é necessário tornar a Teoria de 
Dow objetiva, e isso será possível identificando o	tamanho	mínimo	para	
considerar	importante	um	movimento	de	alta	ou	de	baixa.
Segundo Dow e Elliot o movimento da tendência de alta tem uma 
onda de tendência e uma de correção:
Na tendência de baixa, também estão presentes uma onda de tendência 
e uma de correção:
Para considerar o movimento relevante deve-se localizar a menor re-
ferência	em um gráfico, que é um	candle, independentemente do tempo 
gráfico. Questiona-se: é possível identificar se é tendência de alta ou baixa 
olhando um único candle? Não, portanto, é necessário multiplicar este can-
dle pelo número que separa as referências, que é exatamente o f³, que re-
sulta na segunda referência no gráfico, que são quatro candles (1 x 4,236). 
Questiona-se novamente: é possível identificar se é tendência de alta 
ou baixa olhando apenas quatro candles? Não, portanto, é necessário mul-
tiplicar mais uma vez por f³, que fornece a terceira referência no gráfico, 
que são dezessete candles (4 x 4,236): 
Com isso fica fácil definir o tamanho mínimo do movimento para que 
ele seja considerado importante:
● Tendência de alta: precisa ter entre o fundo e o teste de fundo ao me-
nos 17 candles E entre o topo e o rompimento do topo: 17 candles. Qualquer 
movimento menor deve ser desconsiderado:
● Tendência de baixa: precisa ter entre topo e teste de topo ao menos
17 candles E entre o fundo e o rompimento do fundo: 17 candles. Qualquer 
movimento menor deve ser desconsiderado:
Com as referências apresentadas a teoria de Dow torna-se objetiva e 
enquanto o gráfico do início do tópico indicava vinte reversões de tendên-
cia, e, portanto, vinte possibilidades de venda, com a aplicação da técnica 
apresentada, no mesmo gráfico, esse número é reduzido para cinco topos e 
cinco fundos:
Em síntese, ao aplicar o conceito filtra-se muito mais e dá menos im-
portância para ruído.
Exemplo com operação da Vale, no gráfico diário. Utilizando a técnica 
apresentada observa-se uma onda de alta, uma onda de correção, uma onda 
3 (três) para cima e outra onda de correção:
Importante: sempre seguir a estratégia, mesmo que tenha a impressão 
que está perdendo oportunidade ou tempo. Seguir a estratégia garante o 
sucesso a longo prazo.
No Estudo de Domingo, de 27/03/2016, o ativo da Vale foi abordado 
nessa situação, recomenda-se assistir a íntegra no seguinte endereço eletrô-
nico: https://www.youtube.com/watch?v=VTOZQlQ0F-U.
Ressalte-se, ainda, que não precisam ser considerados os 17 candles 
para identificar os movimentos relevantes, o importante é desenvolver uma 
estratégia que torne a operação objetiva.
1.5 Médias Móveis
A média móvel é uma técnica utilizada para analisar dados em um in-
tervalo de tempo. Na Análise Técnica, a média móvel fornece o valor médio 
da cotação dentro de um determinado período. O preço longe das médias é 
distorção e nunca deve-se apostar no aumento da distorção, sempre aposta 
no preço voltando ao normal, ou seja, voltando às médias.
Pode-se mencionar duas espécies principais de média:
• Média Aritmética;
• Média Exponencial.
1.5.1 Média Aritmética
Utilizando-se uma média de 72 (setenta e dois) períodos, por exemplo, 
é possível extrair a média somando o preço de fechamento dos últimos 72 
(setenta e dois) dias, no caso de gráfico diário; últimos 72 (setenta e dois) 
candles, em se tratando de gráfico de 05 (cinco) minutos e dividiria por 72 
(setenta e dois):
1.5.2 Média Móvel Exponencial
Média em cuja fórmula tem o fator “k”, que dá mais relevância para 
os últimos períodos:
Funciona como um ajuste fino da média móvel. 
O cruzamento das médias é muito utilizado para operações. Utiliza-
-se uma média rápida de 9 (nove) períodos e outra lenta de 21 (vinte e um)
períodos, por exemplo, e quando a média rápida cruza a lenta para cima,
compra; cruza para baixo, vende. Mas há um problema nesse raciocínio, que
consiste na existência de momentos de consolidação entre uma tendência e
outra, ou seja, não haver tendência. A média cruza sucessivamente para cima
e para baixo, várias compras e vendas são realizadas, toma vários stops, até
que não haja mais saldo na conta.
Portanto, é aconselhável não utilizar o cruzamento de médias, mas 
apostar na distorção, que significa:
•Se o preço afasta-se das médias: não faz a operação;
•Preços próximo das médias: faz a operação.
Para a nossa estratégia utilizaremos

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.