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João Gabriel Mohr (20200036)
Fichamento sobre a obra “Manual de Metodologia de Pesquisa no Direito” de Orides Mezzaroba e Cláudia Servilha Monteiro (Parte I – Conhecimento; itens 1 à 1.4)
1 – O conhecimento e suas implicações (p. 31-33)
O conhecimento, que gera avanços e produz tecnologias, é algo que está ligado diretamente à nossa natureza humana. O ser humano sempre está buscando algo para facilitar sua rotina e solucionar problemas. O conhecimento não tem um ponto definido como meta, ele é um processo, e também não possui uma progressividade linear.
1.1 Confiando em nossas percepções (p. 33-35)
Temos uma forma primária de conhecimento que é a maneira que nossos sentidos cognitivos identificam imagens, sensações, cores, entre várias outras maneiras que enxergamos o mundo, acreditamos nestas percepções que são enviadas ao nosso cérebro para definir a realidade. Mas a realidade não se limitada apenas aos nossos sentidos, a Filosofia e a Ciência surgiram como formas diferentes de percepção da realidade.
A Teoria do Conhecimento e a Epistemologia, são áreas que se desdobram da Filosofia. A Teoria do Conhecimento trata sobre as formas de atividades cognitivas e variantes do conhecimento existentes, tendo por objeto, o próprio conhecimento. E a Epistemologia se ocupa com o estudo da Ciência.
1.2 Mas, afinal o que é conhecimento? (p. 35-36)
O conhecimento se da por uma relação do sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido, o que liga essas duas coisas é o conhecimento. O objeto a ser conhecido pode ser qualquer coisa, desde um objeto inanimado, o próprio homem, ideias, fenômenos da física, políticos, conceitos abstratos, entre uma infinidade de outras coisas. 
Todos somos capazes de produzir conhecimento, trazemos o conhecimento como característica natural, a produção desse pode não ser necessariamente sob a roupagem científica.
1.2.1 O conhecimento como processo (p. 36-38)
Pedro Demo afirma que o processo de evolução da humanidade está diretamente ligado à qualidade do conhecimento adquirido. O autor diz que herdamos de forma consciente e inconsciente todo um manancial de conhecimento acumulado, que a tendência é reproduzir e desenvolver, sempre atualizando-o conforme nossas novas perspectivas e realidades do momento em que vivemos.
Existe um esforço de compreensão que oscila entre duas posições predominantes: o objetivismo e o subjetivismo, essa tentativa de explicar o caráter do conhecimento tradicionalmente se limitou ao alcance da relação entre sujeito e objeto a ser estudado. Para os objetivistas todo o conhecimento deve ter uma verificação empírica. Para os subjetivistas o ato de conhecer é algo próprio do agente que conhece mediante do uso de uma razão em si. 
O conhecimento não é estático, é dinâmico, é um processo.
1.3 Conhecimento e verdade (p. 39-40)
Falar sobre o conhecimento nos leva a tratar sobre o problema do que seria o real “conhecimento verdadeiro” e assim, definir o que seria e o que entendemos por verdade.
A noção de verdade, implica justamente na realidade, no que julgamos como verdadeiro e falso, se é real ou irreal. As verdades que sabemos sobre os fatos, ideias, realidades, não são absolutas, podem ser transitórias, e também aceitas através de um consenso. 
Temos que tomar cuidado com o que entendemos como verdade, sobretudo com preceitos de caráter “incontestáveis” que muitas vezes se originam em religiões por exemplo.
1.3.1 A atitude dogmática (p. 40-42)
Um dogma é uma verdade a priori, é algo que usamos e aceitamos como verdade no ponto inicial de um raciocínio para desenvolvê-lo, sendo assim, não questionamos. A atitude ou pensamento dogmático são pressupostos aceitos como verdadeiros, dispensando qualquer reflexão. 
Diante de um novo fato, a atitude dogmática tende a reduzir este conhecimento a padrões que já são conhecidos e impostos. Nesse modelo, não mudamos nossas crenças e ideias anteriores, mesmo sabendo que algo novo foi descoberto. A confiança na realidade anterior é muito forte e se mantém intocável.
O ser que é dogmático, é omisso. A postura dogmática condiciona a crença que o mundo existe e é tal como percebemos. Só podemos romper com realidades assim, quando questionamos e indagamos sobre determinado fato.
1.4 Paradigmas do conhecimento (p. 43-46)
Cientistas devem sempre procurar o objetivismo e imparcialidade. “Paradigma é toda constelação e crenças, valores e técnicas compartilhados por membro de um dado agrupamento em determinado momento histórico”. 
Os Grande paradigmas são de ordem social e cultural. Dentre cada paradigma existem pelo menos duas grandes esferas subparadigmáticas, o paradigma social em sentido estrito e o paradigma epistemológico. 
Paradigma social em sentido estrito seria como a sociedade se organiza, como identifica seus problemas, o modo de produção econômica, e a organização política e jurídica, enfim, seu modo de desenvolvimento.
Quando falamos de paradigma epistemológico, é o modo como a atividade científica enfrenta seus objetos de pesquisa. 
O termo paradigma foi introduzido no campo da Ciência por Thomas Kuhn, em 1962, no livro A estrutura das revoluções científicas. Kuhn percebe que quando um paradigma passa a ser aceito pela comunidade científica, ele acaba impondo-se como um modo obrigatório de abordagem dos problemas.
As limitações mais sérias no processo de busca do conhecimento, estão nas velhas crenças paradigmáticas sendo elas conscientes ou não. 
Cada paradigma oferece uma contribuição para responder determinadas situações.
Uma provocação: o mito da caverna (p. 47)
O mito da caverna é um bom exemplo para que possamos concluir que o mundo e nossa realidade não é definida apenas pelo condicionamento da nossa percepção, mas sim por infinitas formas de enxergar o mundo e produzir conhecimento.

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