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Provisão e reserva Objetivos de aprendizagem Ao final desta unidade, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Identificar as diferenças entre a provisão e a reserva. � Reconhecer as espécies de reservas e de provisões. � Analisar as situações de aplicabilidade das reservas e das provisões. Introdução A provisão diferentemente da reserva, aumenta o Capital de terceiros ou podem reduzir os valores do ativo. A reserva é caracterizada como um fato positivo e que compõe o Capital Próprio. A reserva represen- ta o Patrimônio Líquido menos o valor correspondente ao Capital, portanto são valores que ultrapassam o capital realizado. Quanto as reservas existem três tipos: reservas de capital, reservas de incentivos fiscais e reservas de lucro. Neste texto, você vai entender a diferença entre a provisão e a reserva, entendendo de forma clara os tipos existentes e suas particularidades. Diferença entre provisão e reserva A provisão é compreendida por perspectivas que diminuem o ativo ou elevam o passivo. Dessa forma, retratam as obrigações ou perdas do ativo. O termo provisão é usado pelos profissionais da contabilidade como referência a essas situações. São exemplos as contas de depreciação acumulada e desvalori- zação de ativos e ajustes de valores a receber, nas quais a avaliação seja con- sequência de estimativa. É importante que você entenda que a provisão representa um valor incerto ou esti- mado, enquanto a obrigação se refere a um valor líquido e correto. Contabilidade_Avancada.indb 110 19/09/16 15:06 De acordo com a Deliberação 489/05, em relação à preferência do Inter- national Accouting Standards Board (IASB), o termo provisão se refere a passivos com prazos ou valores incertos. Para a Deliberação CVM 594/09, a palavra provisão não é adequada para designar contas retificadoras do grupo ativo. É de conhecimento que no Brasil o termo provisão sempre foi muito usado para contas retificadoras do grupo do ativo, porém não é considerada a forma correta do uso, pela qual o termo correto seria perdas estimadas. A mudança tem por finalidade minimizar o uso inadequado do termo provisão, que deve ser usado somente para as obrigações e estar em conformidade com as normas do IASB e com a concepção de redução ao valor recuperável. As reservas correspondem normalmente ao valor do patrimônio líquido menos o capital. Ou seja, elas representam os valores excedentes do capital realizado, compondo o patrimônio líquido. A reserva é evidenciada como um fato positivo, pois compõe o capital próprio da em- presa, diferentemente das provisões, que elevam o capital de terceiros ou reduzem o ativo. Classificação das reservas De acordo com a Lei 6.404/76, Seção II, as reservas estão dispostas da se- guinte forma: Reserva de capital: é constituída a partir de valores que a companhia recebeu e que não circulam como receitas pelo resultado. Isso ocorre pois se tratam de valores propostos à amplitude do seu capital, sem possuírem como contrapartida algum empenho da organização relativo à entrega de bens ou prestação de serviços. A Lei 6.404/76, artigo182, define que as principais reservas desse grupo são: � Doações e subvenções mediante investimentos: essas contas regis- tram, a valores de mercado, os bens recebidos referentes a doações que não requisitaram contraprestação da entidade. A contrapartida da re- serva será relativa ao ativo recebido em doação. Os subsídios aos inves- timentos correspondem a incentivos fiscais cedidos nas esferas federal, 111Provisão e reserva Contabilidade_Avancada.indb 111 19/09/16 15:06 municipal e estadual. Podem ser oriundos de dispensa ou redução dos impostos ou também estorno de impostos pagos. � Ágio na emissão de ações: nessa reserva são realizados os registros pertinentes à divergência existente entre o valor que os acionistas pagam pelas ações à companhia e o valor nominal. � Especial de ágio na incorporação: essa reserva foi criada pela CVM por meio das Instruções 319/99 e 349/01. Representa uma conta apresentada no patrimônio líquido da empresa incorporadora em contrapartida do total do ágio já líquido de benefício fiscal, se existir, decorrente da obtenção do monitoramento da companhia aberta que incorporar sua controladora. � Alienação de partes beneficiárias e bônus para subscrição: repre- sentam valores mobiliários que podem ser alienados. Nessa situação, o produto alienado deve ser contabilizado em reserva de capital específica. Porém, no caso de terem sido emitidos sem custo, não ocorrerá o registro contábil. Deverá haver apenas a menção nas notas explicativas, relatando sua existência e o direito que lhes foi concedido, se tratando de partes beneficiárias. Você deve realizar tal referência mesmo que as partes be- neficiárias tenham sido alienadas. A emissão de bônus de subscrição depende do limite de capital liberado previsto em estatuto da entidade. Quanto às reservas de capital, elas podem ser usadas: � Na absorção dos prejuízos, quando os mesmos excederem as re- servas de lucro: você deve considerar que, na existência de reservas de lucros, os prejuízos referentes a essas contas serão absorvidos pri- meiramente. � No resgate, reembolso ou por meio da compra de ações: as ações reembolsadas permitem considerar como paga a conta de lucros ou re- servas, com exceção à legal, que não possui redução do capital social. Quando houver interesse em manter as ações em tesouraria, o valor referente ao registro contábil deverá ser debitado na conta Ações em Tesouraria e creditado na conta Caixa ou Bancos. No balanço patrimo- nial, a conta Ações em Tesouraria atuará como redutora da conta Re- serva de Ágio na Emissão de Ações, devendo considerar que ela criou o devido recurso para a compra das respectivas ações. � Na incorporação do capital. � No pagamento dos dividendos a ações preferenciais, quando lhes assegurarem vantagens: Lei 6.404/76, artigo 17, mediante nova re- dação da Lei 10.303/01. Contabilidade avançada112 Contabilidade_Avancada.indb 112 19/09/16 15:06 Reserva de lucros: representa as contas de reservas geradas a partir da apropriação dos lucros da companhia, de acordo com o artigo 182 da Lei 6.404/76. Por meio do artigo 202 da mesma lei e também da Lei 10.303/01, na existência de resíduos de lucros, posterior à segregação relativa ao pagamento de dividendos obrigatórios e depois de ter designado as reservas de lucros, estes também devem ser distribuídos como dividendos. Dessa forma, fica determinado que as companhias devem realizar a destinação de todo lucro recebido. De acordo com o artigo 182 da Lei 6.404/76, as reservas de lucros são as seguintes: � Reserva legal: fica restrita para a compensação de prejuízos e o au- mento de capital social. O artigo 193 da Lei 6.404/76 determina que 5% do lucro do exercício será destinado à constituição da reserva legal. É importante você observar que, legalmente, o total dessa reserva não poderá exceder a 20% do capital social realizado. Caso isso ocorra, ela deixará de ser acrescida ou poderá não receber mais créditos. Quando somada às reservas de capital, passará a ter o limite máximo de sua constituição, que será equivalente a 30% sobre o capital social. � Reservas estatutárias: estão registradas as reservas determinadas em estatuto, como destinação de uma fração dos lucros do exercício. A organização subcontas deverá garantir que tenham os mesmos fins e sejam nomeadas de forma que a nomenclatura indique seus objetivos. Para cada reserva estatutária, a entidade deverá, por meio de estatuto: determinar seu objetivo, apontar critérios para definir a parcela anual do lucro líquido que será usado e determinar seu limite máximo. A reserva estatutária não poderá limitar o pagamento dos dividendos obrigatórios. � Reservas para contingências: têm como finalidade segregar uma fração de lucros, mesmo que tenham também o objetivo de não realizar a distribuição como dividendo, equivalente a possíveis perdasfuturas que ocasionarão redução no lucro de exercícios futuros. Se ocorrer perda em determinado exercício, o lucro será menor. Com isso, será realizada a reversão da reserva de contingência previamente consti- tuída para a conta de lucros acumulados. Essa atividade visa nivelar a distribuição de dividendos na estimativa de baixas significantes. � Reserva de lucros a realizar: evita que a organização faça a distri- buição de lucros ainda não realizados financeiramente. É importante 113Provisão e reserva Contabilidade_Avancada.indb 113 19/09/16 15:06 você compreender que nem todo lucro obtido pela organização corres- ponde ao aumento do ativo circulante. Dessa forma, o artigo 197 da Lei 6.404/76, atualizado pela Lei 10.303/01, define que no exercício em que o total do dividendo obrigatório calculado exceder a fração realizada do lucro líquido do exercício, a assembleia poderá destinar o excesso para a constituição de reserva de lucros a realizar. Com relação aos lucros contabilizados na reserva de lucros a realizar, quando rea- lizados e se não tiverem sido utilizados em decorrência dos prejuízos em períodos posteriores, precisam ser somados ao primeiro dividendo apresentado após a realização. Dessa forma, a fração realizada da re- serva de lucros a realizar deverá ser transferida para a conta de lucros acumulados e depois para os dividendos a pagar. � Reserva de lucros para expansão: nessa reserva serão discriminadas as parcelas referentes ao lucro que a organização almeja reter com o intuito de financiar um projeto de expansão, em conformidade com o artigo 196 da Lei 6.404/76. Nesse artigo é abordado o assunto referente à reserva de retenção de lucros. A retenção precisa ser esclarecida com o orçamento de capital da companhia, ser sugerida pela administração e consentida por assembleia geral. Porém, tal reserva não poderá ser instituída em proposição de pagamento dos dividendos obrigatórios, conforme o artigo 198 da Lei 6.404/76. O orçamento necessitará atingir todas as fontes de recursos e destinações do capital, podendo durar até cinco exercícios, exceto em caso de execução definido por prazo maior relativo ao projeto do investimento, envolvendo recursos fixos ou circulantes. � Reserva especial para dividendo obrigatório não distribuído: em ocasiões em que a empresa não possua condições de realizar o paga- mento declarado nas demonstrações financeiras, para dividendos, por consequência dos fatos ocorridos no término do exercício, os divi- dendos deverão ficar retidos na reserva e ser pagos aos acionistas em período futuro. Se ocorrerem prejuízos futuros que resultem no uso dessa reserva, os dividendos deixarão de ser devidos. � Reserva de incentivos fiscais: a Lei 11.638/07, que adicionou a Lei 6.404/76, artigo 195-A, define que a assembleia geral, por meio de pro- posta dos órgãos da administração, poderá estabelecer para a reserva de incentivos fiscais a parcela referente ao lucro líquido que resultou das doações ou subvenções governamentais. Ela poderá, então, ser ex- cluída da base de cálculo dos dividendos obrigatórios. Contabilidade avançada114 Contabilidade_Avancada.indb 114 19/09/16 15:06 Em 2008, o Pronunciamento Técnico CPC 07 definiu que as doações ou subvenções auferidas pela entidade deveriam circular pelo resultado e passariam a ter seus regis- tros contábeis estabelecidos mediante as condições definidas para o recebimento das doações e subvenções. Classificação das provisões As provisões possuem diferenças. Algumas já têm particularidades, como as obrigações existentes e registradas para um determinado período de compe- tência, em que não haja um nível significativo de incerteza. Dessa forma, você deve defini-las como passivos genuínos e não como provisões. No grupo das provisões, encontramos algumas criadas para a cobertura de possíveis perdas que a organização possa ter. Entre as mais conhecidas estão: � Provisão para garantias: integra as perspectivas com gastos incor- ridos pela organização nas substituições que precisarão ser realizadas por consequência de contratempos encontrados em suas mercadorias. Esse tipo de provisão normalmente é constituída com embasamento nas perdas históricas da organização. � Provisão para contingências fiscais e trabalhistas: nessa provisão estão inclusos todos os riscos que podem ocorrer e que envolvem a em- presa por questões trabalhistas e fiscais. Aqui, você pode incluir mesmo aqueles riscos que ainda não tenham sido apontados por órgãos fiscali- zadores, ou que tenham dependência de decisões da Justiça. Se houver qualquer probabilidade de perda, eles necessitam ser provisionados. � Provisões para multas contratuais: havendo riscos para a empresa com relação ao descumprimento de contratos, devem ser realizadas provisões dessas perdas. Como exemplo para esse tipo de situação, você pode considerar as empresas fabricantes de navios, ou seja, os estaleiros que possuem prazo para entrega de uma embarcação. Porém, devido ao trabalho ser bem complexo, podem exceder a um ano de pro- dução. Nesse caso, os contratos devem possuir cláusulas com multas significativas, cujo tempo de fabricação implique no descumprimento 115Provisão e reserva Contabilidade_Avancada.indb 115 19/09/16 15:06 do prazo determinado. As devidas multas deverão ser calculadas por meio de contrato preestabelecido. � Provisão para reestruturação: essa provisão envolve, inclusive, a descontinuidade das operações. Por meio da CPC 25, são tratadas as condições e características da provisão para reestruturação oriunda de obrigações não declaradas legais. Nesse tipo de provisão, podem ser considerados os eventos decorrentes de venda ou eliminação de linha de negócios; encerramento de atividades de fábricas ou locais de ne- gócios de país ou região; e alterações com relação à administração de empresas. Exemplos dessas situações são a exclusão de níveis empre- sariais, como gerencias, e a recomposição com reflexos significantes na natureza e na concentração das operações da empresa. Para que a reestruturação gere uma provisão, é preciso que exista um plano for- malizado que especifique a operação de reestruturação. Também é necessária uma perspectiva correta com relação aos que sofrerão os efeitos do processo de reestruturação, seja pelo início da execução do plano ou pela divulgação das características essenciais e reflexos dele. A provisão de reestruturação deve incorporar exclusivamente os gastos diretos oriundos da operação de reestruturação. Você deve considerar: � Gastos decorrentes da reestruturação; � Gastos que não estiverem vinculados às ações em andamento da empresa. Provisão de avarias ambientais: podem ser geradas obrigações por meio de penalidades. Estas podem ser aplicadas para indenizar danos causados ao meio ambiente e considerados ilegais, pois essas situações geram prováveis saídas de recursos, que incluem benefícios econômicos para a liquidação, des- considerando as atividades futuras da organização. Uma organização deve reconhecer uma provisão por consequência dos custos rela- cionados à descontinuidade. Você pode tornar esse exemplo mais concreto se pensar em um poço de petróleo, já que a empresa fica obrigada a restituir danos produzidos. Contabilidade avançada116 Contabilidade_Avancada.indb 116 19/09/16 15:06 Obrigação por retirada de serviço de ativos de longo prazo – Asset Re- tirement Obligation (ARO): é um exemplo que ocorre em companhias que te- nham atuado na segmentação de extração de minérios metálicos, de petróleo e também termonucleares. Os custos e as despesas incorridos no período futuro para a remoção de serviços referente aos seus ativos de longo prazo devem ser inclusos nos custos dos ativos com reconhecimento de uma provisão. Os passivos que se enquadram nessa classificação são os citados a se- guir. Eles devem ser registrados na contabilidade da empresa seguidos da expressão a pagar. Por exemplo: férias a pagar, encargossociais a pagar, etc.: � Férias; � Décimo terceiro salário; � Encargos sociais; � Dividendos mínimos obrigatórios; � Gratificações e participações; � Participações de partes beneficiárias, entre outros. Por meio da Deliberação 489/05, as provisões decorrentes de apropriações por competência correspondem a passivos por produtos ou serviços cedidos ou recebidos, porém não faturados ou formalizados com o fornecedor. Desta forma, são inseridos os totais devidos aos colaboradores, como provisão para férias, por exemplo. A Deliberação 594/09 da CVM define que há reconhecimento da provisão: � Quando a empresa possui uma obrigação presente, ou seja, formali- zada ou não, decorrente de evento passado; � Quando for provável a necessidade de uma saída de recursos que com- põem os benefícios econômicos para quitar a obrigação; � Quando for possível realizar uma estimativa correta com relação ao valor da obrigação. Na inexistência dessas situações, a provisão não deve ser reconhecida. Em algumas situações, você não consegue identificar claramente se existe ou não uma obrigação presente. Você pode pressupor que um determinado evento anterior origina uma obrigação presente, quando é possível considerar a evidência disponível. Dessa forma, é mais evidente que exista uma obri- gação presente para a data definida no balanço. 117Provisão e reserva Contabilidade_Avancada.indb 117 19/09/16 15:06 Para quase todas as situações, você consegue perceber de forma clara quando um evento passado originou uma obrigação presente. Nos casos em que as evidências não garantirem clareza, você tem a oportunidade de recorrer, como em processos judiciais. Você pode considerar como eventos passados aqueles capazes de originar obrigações. Estas são criadas em consequência de a empresa não possuir outra opção a não ser a de liquidar a obrigação resultante de um evento, seja pelas perspectivas do evento gerado em terceiros ou por obrigação legal. Por meio das demonstrações contábeis, é possível analisar a situação financeira da em- presa com relação a um período apresentado, não demonstrando uma situação futura. Por esse motivo, a provisão não é reconhecida com relação às despesas que estão sujeitas a operar futuramente. Dessa forma, os únicos passivos reconhecidos por meio do balanço apresentado pela empresa são aqueles que já haviam sido demonstrados. Os eventos passados são obrigações reconhecidas como provisão, descon- siderando quaisquer ações futuras dos negócios da empresa. Como exemplo, você pode considerar as penalidades ou custos relativos à limpeza de reparos ambientais não considerados legais. Essa situação resultaria em uma saída de recursos que compõem benefícios econômicos e desconsideraria as atividades futuras da organização. Considerações fundamentais com relação às provisões: � Você não deve reconhecer provisões com base em atividades futuras da empresa. Isso é válido mesmo se as ações venham a resultar em gastos, pois há a possibilidade de modificação com relação à conduta da empresa; � Uma obrigação abrange outra fração a quem se deve a obrigação, ainda que não seja identificável. Disso resulta que uma decisão da empresa não origina uma obrigação, o que ocorre somente se a decisão tiver Contabilidade avançada118 Contabilidade_Avancada.indb 118 19/09/16 15:06 sido divulgada de forma antecipada à data do balanço aos atingidos. Nesse caso, teria sido provocada uma expectativa correta com relação ao seu cumprimento; � Um evento que não resulta de forma imediata em uma obrigação pode ocorrer em um período posterior por decorrência de mudanças na lei ou pelo motivo de um fato da empresa vir a gerar uma obrigação; � Quando há diversas obrigações similares, a avaliação da possibilidade de saída de recursos deverá considerar a espécie de obrigação no todo. Isso deve ocorrer pois a oportunidade de saída de recursos pode ser baixa com relação ao elemento de forma isolada, mas provável se a obrigação for avaliada no todo; � A provisão é calculada anteriormente aos impostos; � Os eventos futuros que possibilitam a alteração do valor de liquidação de uma obrigação precisam apresentar efeitos no valor da provisão quando houver revelação definida com relação à ocorrência; � Ganhos de alienação estimada por meio de ativos devem ser descon- siderados na mensuração de uma provisão, mesmo que possuam vín- culos com o evento que gerou a provisão; � O uso de uma provisão somente é permitido com relação aos gastos que a originaram, e somente se esses gastos devem ser compensados. 119Provisão e reserva Contabilidade_Avancada.indb 119 19/09/16 15:06 ATHAR, R. A. Introdução à contabilidade. São Paulo: Prentice Hall, 2005. DANTAS, I. Contabilidade: introdução e intermediária. Rio de janeiro: Freitas Bastos, 2015. IUDÍCIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, .R. Manual de contabilidade das sociedades por ações. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2009. IUDÍCIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, E.R.; SANTOS, A. Manual de contabilidade societária. São Paulo: Atlas, 2010.MULLER, A. N. Contabilidade básica: fundamentos essenciais. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. NEVES, S. Contabilidade avançada e análise das demonstrações financeiras. 11. ed. São Paulo: Frase Editora, 2002. Leituras recomendadas Conteúdo: